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Polícia identifica mentor de roubo como 'Professor'

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Polícia identifica mentor de
roubo como 'Professor' e diz
que havia mais 51 kg de
ouro
Francisco Teotônio da Silva Pasqualini foi condenado e preso
por roubo a carros fortes nos anos 80
6.ago.2019 às 17h47
Atualizado: 6.ago.2019 às 19h16
Rogério Pagnan
A polícia de São Paulo identificou o mentor do roubo do
ouro do terminal cargas do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos
(SP), no fim do mês passado. O suspeito é Francisco Teotônio da
Silva Pasqualini, conhecido como "Velho", condenado e preso por
roubo a carros fortes desde o início dos anos 1980.
SÃO PAULO
Na investigação, Pasqualini, 55, está sendo chamado pelos policiais
de “Professor”, em alusão ao personagem que lidera um bando de
ladrões na série "Casa de Papel" (https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/07/la-
casa-de-papel-volta-com-discurso-subversivo-e-cita-manifestacoes-no-brasil.shtml),
da Netflix,
desenvolvendo o plano e treinando a gangue sem precisar entrar
nos locais onde os assaltos acontecem.
Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, apontado como mentor do roubo de 770 kg de ouro
em Cumbica - divulgação
“É uma boa comparação [com o professor de "A Casa de Papel"].
Tanto é que ele não participa da ação. Ele ficou na casa do
funcionário com a família”, disse o delegado Pedro Ivo Corrêa,
titular da delegacia de roubo a bancos, referindo-se à família de um
dos participantes, mantida como refém.
De acordo com a polícia, foi o “professor” Pasqualini quem teve a
ideia do roubo. Ele, que já teve a prisão preventiva decretada pela
Justiça, é procurado pela polícia.
Pasqualini seria cunhado de Peterson Brasil, um dos funcionários
do terminal de cargas presos pela polícia. Brasil é suspeito de ter
cooptado outro Peterson —Peterson Patrício, o funcionário que
primeiro alegou ter tido a família mantida refém para que desse
informações sobre o ouro no terminal, e, uma vez desmascarado
pela polícia, confessou integrar o bando. Os dois Petersons são
amigos de infância.
De acordo com o Corrêa, as investigações apontam que a família de
Patrício foi realmente feita refém pelos criminosos para forçá-lo a
facilitar o roubo (https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/criminosos-gastaram-quase-r1-milhao-em-plano-para-roubar-ouro-em-cumbica-diz-policia.shtml) após o suspeito se
mostrar hesitante.
"Ele [Patrício] concordou em participar, participou do
planejamento, e, no final, começou a criar obstáculos. Foi aí que o
pessoal da organização findou em sequestrar a família dele para
estimulá-lo, vamos dizer assim, a participar mais efusivamente",
afirmou o policial. "A família não sabia disso."
A polícia diz que esse fato não reduz a participação do funcionário
no crime. Não foi apurado, ainda quanto Patrício receberia pela
participação no crime. "Seria uma fração do que foi roubado."
A polícia ainda deu outros detalhes do crime na tarde desta terça
(6) e analisa se um quilo de ouro encontrado nesta semana com um
comerciante chinês é parte da carga roubada.
A principal hipótese, conforme a Folha antecipou,
(https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/08/policia-de-sp-investiga-se-ouro-roubado-em-aeroportofoi-para-china.shtml)
é que o ouro esteja sendo enviado a conta-gotas para a
China, onde o preço do produto é 67% maior. Estima-se que a carga
roubada valesse cerca de R$ 120 milhões no Brasil —e R$ 200
milhões na China.
O montante roubado também foi recalculado pela polícia: seriam
770 quilos. Foram mapeados mais 51 quilos, além de 15 quilos de
esmeraldas brutas. A polícia estima que as pedras valham US$ 25
mil (R$ 100 mil). Havia também 18 relógios e um colar, estimados
em R$ 94 mil.
O roubo consumiu R$ 1 milhão dos assaltantes —a polícia
estima um total de 14 pessoas envolvidas— e longo planejamento
(https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/criminosos-gastaram-quase-r-1-milhao-em-plano-pararoubar-ouro-em-cumbica-diz-policia.shtml).
A ação no aeroporto durou dois minutos
e meio e foi captada pelas câmeras de segurança.
Ao menos duas pessoas envolvidas (os Petersons) eram
funcionários do terminal e facilitaram o acesso do restante
do bando, que usou viaturas da Polícia Federal clonadas para entrar
no terminal, posteriormente trocadas por outros veículo.
Até agora, exceto possivelmente pelo quilo de ouro cuja origem está
sendo verificada, a polícia não conseguiu achar a carga roubada.
Segundo a polícia, toda a operação do transporte do ouro era legal.
Havia registro da origem, "meio", e destino final. A carga seria
levada por avião para os Estados Unidos (a maior parte) e para o
Canadá.
Os quase 720 quilos de ouro inicialmente citados
pertenciam a Kinross Paracatu e a Asai, ambos grupos
canadenses. Os 51 quilos apurados depois pertenciam a um grupo
de Dubai, JBG.
Ainda citando o seriado do Netflix, a polícia vê um correlato ao
personagem “Berlim” —que comanda a ação criminosa em campo:
Marcelo Ferraz, o Capim, preso no litoral paulista durante as
investigações e também reincidente.
“Francisco buscou o líder da parte operacional, um criminoso que
tinha armamento e conhecimento para arregimentar os demais.
Apesar de ter sido rápido, e não ter disparo de nenhum tiro, os
criminosos foram para tudo ou nada até com armamento
antiaéreo”, disse o delegado.
Ferraz teria contratado homens que participaram de outros crimes,
como um roubo à sede da Protege no Paraguai, em 2017.
Uma das peças mais importantes do plano teria ficado a cargo de
Joselito de Souza, foragido, que transformou caminhonetes
comprados pelo grupo nas falsas viaturas da Polícia Federal usadas
no roubo.
Não há, por ora, indicativo de participação de mulher no crime.
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