UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS CÂMPUS DE PALMAS COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROFESSORA STEFANI CAROLLINE LEAL DE FREITAS LABORATÓRIO DE CONVERSÃO DE ENERGIA ENSAIO A VAZIO, EM CURTO-CIRCUITO E DETERMINAÇÃO DA REGULAÇÃO DE TENSÃO E DO RENDIMENTO DE UM TRANSFORMADOR TRIFÁSICO Palmas – TO 12 de junho de 2025 ENSAIO A VAZIO, EM CURTO-CIRCUITO E DETERMINAÇÃO DA REGULAÇÃO DE TENSÃO E DO RENDIMENTO DE UM TRANSFORMADOR TRIFÁSICO Relatório apresentado à disciplina de Conversão de Energia como requisito parcial para a obtenção de nota, visando a composição da média final da disciplina no curso de Engenharia Elétrica - UFT. Orientador: Prof. Dra. Stefani Carolline Leal de Freitas Palmas – TO 12 de junho de 2025 1 RESUMO Este relatório apresenta os ensaios realizados em um transformador didático trifásico de 1 kVA, com foco na obtenção de parâmetros elétricos fundamentais por meio do ensaio a vazio, ensaio em curto-circuito e ensaio de carga. Os experimentos foram conduzidos utilizando a configuração de ligação triângulo-estrela. Os dados experimentais permitiram calcular a impedância equivalente, as perdas no ferro e no cobre, bem como analisar o comportamento do transformador em diferentes condições de carga. A partir desses resultados, foram determinadas a regulação de tensão e a eficiência energética do equipamento. Além disso, foi avaliado o rendimento do transformador em função da carga, identificando-se a faixa de operação de maior desempenho. Por fim, os valores obtidos foram comparados com as especificações do fabricante, possibilitando uma análise crítica do desempenho do transformador em regime real de funcionamento. Palavras-chave: Ensaio a vazio, curto-circuito, triângulo-estrela, rendimento, eficiência, regulação de tensão e transformador trifásico. 2 LISTA DE SÍMBOLOS Simbologia Geral 3ⲫ – Sistema trifásico (3 fases) ⲫ – Sistema monofásico (por fase) AT – Alta Tensão BT – Baixa Tensão α – Relação de transformação η – Rendimento (eficiência) FP – Fator de potência Fc – Fração de carga Correntes I – Corrente elétrica (geral) I₀ – Corrente a vazio I₀q – Componente reativa da corrente a vazio (reatância paralela do ramo magnetizante) I₀p – Componente ativa da corrente a vazio (resistência paralela do ramo magnetizante) InF – Corrente nominal de fase InL – Corrente nominal de linha Icc – Corrente de curto-circuito ImF – Corrente de magnetização de fase ImL – Corrente de magnetização de linha I₁ – Corrente no primário do transformador I₂ – Corrente no secundário do transformador Tensões V – Tensão elétrica (geral) V₁ – Tensão no primário do transformador V₂ – Tensão no secundário do transformador Potências S – Potência aparente Q – Potência reativa 3 W₀ – Potência real em vazio Pcc – Potência dissipada no ensaio de curto-circuito Ph – Perdas por histerese PF – Perdas por correntes parasitas PA – Perdas adicionais Impedâncias, Resistências e Reatâncias Zeq₁ – Impedância equivalente vista do lado BT Z(%) – Impedância percentual Zms – Impedância série do ramo magnetizante Req₁ – Resistência equivalente vista do lado BT R(%) – Resistência percentual Rms – Resistência série do ramo magnetizante Rmp – Resistência paralela do ramo magnetizante Xeq₁ – Reatância equivalente vista do lado BT X(%) – Reatância percentual Xms – Reatância série do ramo magnetizante Xmp – Reatância paralela do ramo magnetizante 4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 6 1.1 Ensaio a Vazio… ...................................................................................................... 6 1.2 Ensaio a Curto-Circuito… ........................................................................................ 6 1.3 Ensaio para Determinação da Regulação de Tensão e do Rendimento……………. 7 2 OBJETIVOS ..................................................................................................................... 7 2.1 Objetivos Gerais… ................................................................................................... 7 2.2 Ensaio a Vazio… ...................................................................................................... 7 2.3 Ensaio a Curto-Circuito… ........................................................................................ 7 2.4 Regulação de Tensão e do Rendimento… ................................................................ 8 3 ANÁLISE DE SEGURANÇA ......................................................................................... 8 4 PREPARAÇÃO ................................................................................................................ 8 4.1 Materiais… ............................................................................................................... 8 4.2 Métodos dos Ensaios… ............................................................................................ 8 4.2.1 Ensaios de Rotina… ..................................................................................... 8 4.2.2 Ensaios a Vazio… ........................................................................................ 9 4.2.3 Ensaios a Curto-Circuito… .......................................................................... 10 4.2.4 Ensaios de Regulação de Tensão… ............................................................. 12 5 MÉTODOS E RESULTADOS ........................................................................................ 12 5.1 Ensaio a Vazio… ...................................................................................................... 12 5.1.1 Levantamento de Dados. .............................................................................. 12 5.1.2 Respostas às Questões. ................................................................................. 13 5.2 Ensaio em Curto-Circuito… ..................................................................................... 16 5.2.1 Levantamento de Dados. .............................................................................. 16 5.2.2 Respostas às Questões. ................................................................................. 17 5.3 Determinação da Regulação de tensão e do Rendimento do Transformador… 19 5.2.1 Respostas às Questões. ................................................................................. 19 6 CONCLUSÃO .................................................................................................................. 22 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 22 5 1. INTRODUÇÃO O transformador trifásico é um componente essencial nos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Sua principal função é ajustar os níveis de tensão — elevando-os ou reduzindo-os conforme a necessidade — sem alterar a potência aparente transferida entre os terminais de entrada (primário) e saída (secundário). Esse processo é fundamental para a eficiência do sistema elétrico, pois a elevação da tensão permite a redução da corrente, o que, por sua vez, minimiza as perdas por efeito Joule nos condutores. Devido a essa característica, os transformadores trifásicos contribuem significativamente para a confiabilidade, a segurança e a economia no transporte de grandes quantidades de energia ao longo de longas distâncias. Dessa forma, constituem elementos indispensáveis para o funcionamento adequado e eficiente dos sistemas elétricos de potência. 1.1 Ensaio a Vazio O ensaio a vazio tem como objetivo avaliar o comportamento de um transformador quando energizado, mas sem fornecer potência a uma carga externa. Esse procedimento permite a análise das perdas no núcleo ferromagnético (perdas no ferro) e a determinação da corrente de magnetização. Durante o ensaio, a tensão nominal é aplicada ao enrolamento de baixa tensão (BT), enquanto o enrolamento de alta tensão (AT) permanece em circuito aberto, assegurando a segurança da operação. Essa configuração possibilita a identificação das perdas inerentes ao transformador, desconsiderando os efeitos de carga, o que é fundamental para a compreensão do seu desempenho em regime permanente. Além disso, o ensaio contribui para verificar se o equipamento opera dentro dos limites especificados, assegurando sua confiabilidade e eficiência no sistema elétrico. 1.2 Ensaio a Curto-Circuito O ensaio em curto-circuito é utilizado para determinar parâmetros elétricos essenciais do transformador, como a impedância equivalente e as perdas resistivas nos enrolamentos (perdas no cobre). Nesse teste, o enrolamento de alta tensão é energizado com uma tensão reduzida suficiente para provocar a circulação da corrente nominal no enrolamento primário, enquanto o secundário é curto-circuitado. Durante o procedimento, são registradas as medições de corrente, tensão e potência, 6 permitindo o cálculo da impedância de curto-circuito — parâmetro crucial que influencia diretamente o comportamento do transformador em condições de falha e no dimensionamento da proteção do sistema elétrico. Além disso, este ensaio permite quantificar as perdas no cobre, que impactam diretamente o rendimento do equipamento. 1.3 Ensaio para Determinação de Regulação de Tensão e do Rendimento. A regulação de tensão e o rendimento são indicadores-chave do desempenho de um transformador. A regulação de tensão expressa a variação da tensão de saída quando o transformador passa de condição sem carga para carga nominal, refletindo sua capacidade de manter a estabilidade da tensão fornecida. O rendimento, por sua vez, representa a eficiência da conversão de energia entre os enrolamentos primário e secundário, considerando as perdas envolvidas no processo, especialmente as perdas no cobre e no ferro. Os ensaios específicos para a determinação desses parâmetros fornecem uma visão abrangente do comportamento do transformador em condições reais de operação, sendo essenciais para validar sua adequação ao sistema elétrico em que será aplicado. 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral O experimento realizado no laboratório de Conversão de Energia tem como objetivo geral analisar os ensaios a vazio e em curto-circuito em um transformador trifásico, a fim de determinar as respectivas perdas associadas a cada condição de operação. Com base nos dados obtidos, busca-se calcular a regulação de tensão e o rendimento do transformador, permitindo uma avaliação completa de seu desempenho. 2.2 Objetivos do Ensaio a Vazio Verificações do ensaio a vazio, para obtenção de resultados: • Determinar as perdas no núcleo magnético (Ph + Pf); • Medir a corrente a vazio (I₀); • Calcular a relação de transformação (α); • Determinar a impedância do ramo magnetizante (Zm). 7 2.3 2.4 Ensaio a Curto-Circuito • O ensaio em curto-circuito tem como objetivos: • Quantificar as perdas no cobre dos enrolamentos; • Determinar a resistência, reatância de dispersão e impedância equivalente; • Avaliar a queda de tensão interna do transformador. Regulação de Tensão e Rendimento O objetivo deste ensaio é analisar o rendimento e a regulação de tensão do transformador trifásico. Com isso, será feito com base nos resultados obtidos nos ensaios anteriores. 3. ANÁLISE DE SEGURANÇA A segurança no ambiente laboratorial é um aspecto fundamental, não apenas para preservar a integridade física dos envolvidos, mas também para garantir a confiabilidade dos resultados obtidos durante os ensaios. Cada etapa experimental — da montagem dos equipamentos à coleta e análise dos dados — exige atenção a normas e procedimentos rigorosos de segurança. No contexto específico dos ensaios com transformadores, diversas camadas de proteção são aplicadas para mitigar riscos elétricos e mecânicos. O laboratório conta com piso isolado, projetado para evitar a condução elétrica e proteger os usuários em caso de descargas acidentais. Além disso, as bancadas de testes são equipadas com sistemas de proteção integrados, como disjuntores de proteção, chave geral de emergência e sinalizações visuais que indicam a presença de tensão. O próprio transformador didático utilizado nos experimentos é projetado com dispositivos de segurança embutidos, incluindo fusíveis, aterramento adequado, isolamento entre os enrolamentos e proteção contra sobrecorrentes. Essas medidas evitam danos ao equipamento e reduzem significativamente o risco de choques elétricos ou curtos-circuitos durante a operação. O prédio do laboratório também atende a normas técnicas de segurança elétrica, com instalação de dispositivos DR (diferencial residual), para desligamento automático em caso de fuga de corrente, além de extintores de incêndio específicos para equipamentos elétricos e saídas de emergência sinalizadas. O uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) é obrigatório, calçados 8 isolantes, além disso, são aplicadas restrições como a proibição do uso de objetos metálicos (anéis, pulseiras, relógios) durante a execução dos ensaios, de modo a minimizar o risco de condução indesejada de corrente elétrica. 4. 4.1 PREPARAÇÃO Materiais ● Variador de tensão/Varivolt; ● Bancada didática; ● Multimedidor ● Transformador Trifásico 1kVA – relação 1:1; ● 2 multímetros de mesa MD-6111; ● Cabos de conexão. 4.2 Métodos dos Ensaios 4.2.1 Ensaios de Rotina Quando os transformadores estão na fase de fabricação, ele deve ser passado por alguns testes, sendo eles os ensaios de rotina para a liberação do uso no setor privado e público. Dessa forma, tem-se: ● Ensaio de perdas de curto-circuito; ● Ensaio de perdas em vazio e corrente de excitação; ● Resistência elétrica dos isolamentos; ● Relação de transformação. 4.2.2 Ensaio a Vazio Para o início do experimento, foi adotado o esquema de ligação triângulo (Δ) no primário e estrela (Y) no secundário do transformador trifásico. Após definir essa configuração, os terminais foram devidamente conectados às bobinas do transformador desenergizado, garantindo a montagem correta do circuito. A alimentação foi realizada por meio de cabos de conexão apropriados, assegurando tanto a segurança da operação quanto a fidelidade da topologia estabelecida. 9 Figura 01 - Esquema do ensaio a vazio. Fonte: AGUIAR (2010). Comentado [MM1]: Procurar essa referência Com o esquema de ligação montado, e com a bancada ainda desenergizada e os disjuntores desligados, realizou-se a conexão da alimentação de tensão. Para isso, utilizou-se o varivolt ligado à fonte trifásica da bancada, juntamente com o condutor de neutro. A saída do varivolt foi então conectada à entrada do multimedidor trifásico disponível na bancada, permitindo o monitoramento das grandezas elétricas. As saídas do multimedidor foram direcionadas aos terminais de entrada do disjuntor de proteção, fixado na estrutura de sustentação do transformador, responsável por garantir a segurança do equipamento durante o ensaio. Em seguida, a saída desse disjuntor foi conectada ao enrolamento primário do transformador. O secundário, por sua vez, permaneceu em circuito aberto, caracterizando as condições de um ensaio a vazio. Figura 02 - Montagem do experimento a Vazio (Y/Δ) Fonte: Autores (2025/1). 10 Após o experimento concluído, obteve-se os dados de corrente, potência e fator de potência, para prosseguir com os cálculos. Logo, foi obtida a tensão no secundário para calcular a relação de transformação. 4.2.3 Ensaio em Curto-Circuito A configuração Y/Δ foi usada, mantendo o circuito do ensaio a vazio. Porém, o secundário é mantido em curto. Conforme indicado na Figura 03. Figura 03 - Ligação do ensaio em Curto-Circuito. Fonte: AGUIAR (2010). Comentado [MM2]: Procurar essa fonte Para prosseguir, o trafo é configurado em uma tensão nominal de 110V por fase, e a potência de 1 kVA. Dessa forma, calculou-se a potência por fase e em seguida a corrente nominal por fase: 𝑆3Φ 1000 = = 333,3333 𝑉𝐴 3 3 𝑆Φ 333,333 𝑉𝐴 𝐼𝑛𝐹 = = = 3,03 𝐴 𝑉Φ 110 𝑉 𝑆Φ = Porém, essa corrente é de fase, precisamos da corrente de linha, que nesse caso de ligação (Y/ Δ): 𝐼𝐿 = 𝐼𝐹 = 3,03𝐴 Depois disso, o varivolt foi manuseado até chegar na corrente máxima desejada, sendo atingido aproximadamente 3,03A. 11 Figura 04 - Montagem do experimento em Curto-Circuito (Y/Δ). Fonte: Autores (2025/1). Os resultados obtidos foram registrados e serão discutidos na seção 5. 4.2.4 Ensaio de Regulação de Tensão Conforme orientado no roteiro experimental, o ensaio de regulação de tensão não exigiu procedimentos práticos específicos, sendo realizado exclusivamente por meio de cálculos baseados nos dados obtidos nos ensaios a vazio e em curto-circuito. 5. MÉTODOS E RESULTADOS 5.1 Ensaio a Vazio 5.1.1 Levantamento de Dados Observou-se que o transformador trifásico empregado neste ensaio apresenta as seguintes características: Tabela 01 - Características do Transformador. Potência nominal (Sn) Tensão (A.T.) 1 kVA (3ⲫ) 110 V Tensão (B.T.) Frequência (Hz) Ligação (A.T.) Ligação (B.T.) 110 V 60 Y Δ Fonte: Próprios autores. 12 Para o procedimento descrito a seguir, foram adotados todos os cuidados necessários para realizar a leitura de tensões, correntes e potências. Conforme o esquema fornecido pela professora e as considerações iniciais para o ensaio, o transformador trifásico operou a vazio em todos os momentos. A tensão nominal foi aplicada ao enrolamento de baixa tensão, e os valores de correntes e potências foram medidos utilizando a bancada apropriada. Os valores obtidos estão apresentados na Tabela 02. Tabela 02 - Valores obtidos no ensaio a Vazio. Vn (V) I01 (A) I02 (A) I03 (A) I0méd (A) W3ⲫ (W) FP vazio 110 0,33 0,22 0,35 0,30 21,5 0,22 Fonte: Próprios autores. 13 5.1.2 Respostas às Questões a) Com os dados de VAT e VBT, determine os valores de K: Tabela 03 - Relação de Transformação do Transformador. α (fornecida na placa) αn (espiras) α ensaiado (VAT/VBT) 1 1,0170 1 Fonte: Próprios autores. Para se obter o α ensaiado (VAT/VBT), foram feitas as medições da tensão de fase em cada uma das bobinas no lado de A.T. e depois foi feita a média entre os valores obtidos para ter o valor VAT. O mesmo ocorreu nas bobinas no lado de B.T. para se obter o valor de VBT, como demonstrado nos cálculos a seguir: 𝑉𝐴𝑇 = 109 + 110,7 + 108,9 = 109,5333 𝑉 3 𝑉𝐵𝑇 = 107 + 109,3 + 106,8 = 107,7 𝑉 3 α𝑒𝑛𝑠𝑎𝑖𝑎𝑑𝑜 = 109,533 = 1,0170 107,7 Com base nos valores obtidos na seção 5.1.1, devem ser calculadas a corrente de magnetização 𝐼0 (tanto na linha quanto na fase), a potência dissipada a vazio por fase e a tensão de alimentação por fase, considerando a configuração de ligação do enrolamento de baixa tensão adotada no experimento. 𝐼0--Linha = 𝐼01 + 𝐼02 + 𝐼03 0,33 + 0,22 + 0,35 = = 0,30 A 3 3 𝐼0--Fase = 𝐼0--Linha = 0.30 = 0,30 A 𝑊0--fase = 𝑊0 21,5 = = 7,1667 W 3 3 14 Tabela 04 - Valores calculados. I0-Linha (média) I0-fase (média) W0-fase (média) Vfase (média) 0,3 A 0,3 A 7,1667 W 110 V Fonte: Próprios autores. Para o conferir se os valores obtidos estão corretos, foi cálculo o FP, que demonstrou que os valores estão corretos: 𝐹𝑃0 = 𝑃0 7,1667 = ≅ 0,22 𝑆0 110 ∗ 03 15 b) Calcular os parâmetros do ramo magnetizante, por fase, para a representação série ou paralela do circuito equivalente do transformador ensaiado, e o fator de potência. 𝑊 = 𝑉 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 𝑓𝑎𝑠𝑒 ∗𝐼 𝐼 𝐼 𝑜𝑞 𝐼 2 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 = 𝐼 2 𝑜𝑝 =𝐼 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 ∗ 𝑐𝑜𝑠(θ ) = 110 ∗ 0, 302 ∗ 0, 22 = 7, 308 𝑊 0 𝑊 = 0𝑝 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 𝑉 = 𝑓𝑎𝑠𝑒 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 Comentado [MM3]: Continuar daqui 7,308 110 = 0, 066 𝐴 ∗ 𝑠𝑒𝑛(θ ) = 0, 302 * 0, 975 = 0, 295 𝐴 0 2 + 𝐼𝑜𝑞 = 0, 066 2 + 0, 295 2 = 0, 091 → 𝐼 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 = 0, 302 𝐴 Para o circuito equivalente série: 𝑊 𝑅𝑚 = 𝑠 𝐼 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 2 = 𝑓𝑎𝑠𝑒 𝑋𝑚 = 𝑠 𝐼 2 0,091 = 80, 308 Ω 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 𝑉 𝑍𝑚 = 7,308 110 = 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 2 𝑍𝑚𝑠 − 𝑅𝑚𝑠 = = 364, 238 Ω 0,302 364, 238 2 − 80, 308 2 = 355, 274 Ω Para o circuito em paralelo: 𝑅𝑚 𝑝 𝑋𝑚 𝑊 = 𝑝 0−𝑓𝑎𝑠𝑒 2 𝐼 = 7,308 = 0𝑝 𝑉 𝑓𝑎𝑠𝑒 𝐼 0,066 2 = 1677, 686 Ω 110 = 𝑜𝑞 0,295 = 372, 881 Ω Tabela 05 - Resultado dos parâmetros do ensaio a Vazio. Cos(Ө) I0p (A) I0q (A) 0,22 0,066 0,295 Zm(Ω) Rms (Ω) Xms (Ω) Rmp (Ω) Xmp (Ω) 364,238 80,308 355,274 1677,686 372,881 Fonte: Próprios autores. 16 c) Por que uma das correntes obtidas pelos amperímetros não apresenta o mesmo valor das outras duas? No transformador, o núcleo magnético serve para concentrar o fluxo magnético gerado pela corrente no enrolamento primário, com isso induzir corrente no enrolamento secundário. No tipo de núcleo [ E e I ], a construção é feita de uma forma que a região central do núcleo seja mais larga que as laterais. Portanto a corrente medida na parte central será maior que nas partes laterais justamente porque o fluxo magnético concentrado nessa região é mais intenso, gerando uma maior indução de corrente. d) Por que o ensaio em vazio deve ser realizado alimentando-se o enrolamento de baixa tensão? Porque é mais seguro tanto para quem estiver realizando o ensaio quanto para os equipamentos de medição, pois a tensão aplicada é a nominal, onde na baixa tem uma menor tensão. e) Desenhe o circuito equivalente do transformador (ramo série e ramo paralelo), considerando somente a parte magnética. Inserir nos desenhos os valores calculados. Figura 05 - Circuito equivalente série do ensaio a Vazio. Fonte: Próprios autores. 17 Figura 06 - Circuito equivalente paralelo do ensaio a Vazio. Fonte: Próprios autores. 5.2 Ensaio em Curto-Circuito 5.2.1 Levantamento de Dados Utilizou-se o mesmo transformador trifásico do ensaio anterior, portanto as suas características continuaram sendo as seguintes: Tabela 06 - Características do Transformador. Potência nominal (Sn) Tensão (A.T.) 1 kVA (3ⲫ) 110 V Tensão (B.T.) Frequência (Hz) Ligação (A.T.) Ligação (B.T.) 110 V 60 Y Δ Fonte: Próprios autores. Tabela 07 - Valores obtidos no ensaio em Curto-Circuito. Vcc (V) Icc1 (A) Icc2 (A) Icc3 (A) Icc_MédiaFase (A) Icc_MédiaLinha (A) FP CC Pcc3ⲫ 25,2 4,65 5,32 5,89 3,03 5,25 0,5 112 (W) Fonte: Próprios autores. 18 Para confirmar se os valores estavam corretos, calculou-se o FP: 𝑃𝑐𝑐ⲫ 𝑉𝑐𝑐 ∗ 𝐼𝑐𝑐 𝐹𝑃 = 112 3 ∗ 25,2 ∗ 3,03 = = 0, 489 ≈ 0, 5 5.2.2 Respostas às Questões A) Calcule a porcentagem de tensão primária de curto-circuito, relativamente à tensão primária nominal: A tensão nominal é descrita no que é de 110V, o Vcc é a tensão de curto-circuito e o Vcc% de Vn é o percentual de tensão em relação a tensão nominal foi calculado da seguinte forma: 𝑉𝑐𝑐 % = 𝑉𝑐𝑐 𝑉𝑛 ∗ 100% = 25,2 ∗ 100% = 22, 90% 110 Tabela 08 - Relação de Transformação do Transformador. Vn (V) Vcc (espiras) Vcc% de Vn 110 25,2 22,90 Fonte: Próprios autores. B) Calcule o valor da impedância Z, da resistência R e da reatância X percentuais (pesquisar). 𝑍(%) = 𝑅(%) = ∗ 100% = 𝑉𝑐𝑐 𝑉𝑛 𝑃𝑐𝑐 𝑃𝑛 ∗ 100% = 2 2 𝑍(%) − 𝑅(%) 𝑋(%) = 25,2 ∗ 100% = 22, 909% 37,33 333,33 ∗ 100% = 11, 1991% 110 2 22, 909 − 11, 1991 = 2 = 19, 9850% C) Desenhe o circuito equivalente elétrico do ensaio em curto-circuito com os respectivos valores calculados. 𝑅 𝑍 𝑋 𝑒1 = 𝑒1 𝑒1 = 𝑃𝑐𝑐 𝐼𝑐𝑐 𝑉𝑐𝑐 𝐼𝑐𝑐 = 2 𝑍𝑒1 − 𝑅 𝑒1 2 2 = = 37,33 3,03 25,2 = 3,03 2 = 4, 066 Ω = 8, 3168 Ω 2 8, 3168 − 4, 066 2 = 7, 2552 Ω 19 Figura 07 - Circuito equivalente do ensaio em Curto-Circuito. Fonte: Próprios autores. D) Compare as perdas nos enrolamentos com as a vazio e tire suas conclusões sobre o transformador sob teste. As perdas nos enrolamentos, também conhecidas como perdas por efeito Joule, são proporcionais ao quadrado da corrente e à resistência dos fios. Isso significa que à medida que a corrente aumenta, as perdas aumentam muito rapidamente. Por outro lado, as perdas no núcleo, que são devidas a histerese e correntes de Foucault, são relativamente constantes e independentes da carga. Elas dependem principalmente da qualidade do material do núcleo e da frequência de operação. As perdas nos enrolamentos são consideravelmente maiores que as perdas no núcleo. As perdas no enrolamento são consideravelmente maiores que as perdas no núcleo, visto que a corrente bem como a resistência são os fatores determinantes desses parâmetros, resultando então, nessa diferença das perdas. E) Com base nos dados do teste em vazio e na sua capacidade de julgar os resultados, o que é melhor para o sistema de energia elétrica equipado com muitos transformadores: transformadores operando sempre com muita folga (superdimensionados) ou transformadores operando no limite de sua capacidade? Explique. Transformadores superdimensionados oferecem maior eficiência em cargas parciais, pois operam com folga e menor aquecimento, o que reduz as perdas nos enrolamentos devido à menor circulação de corrente. Essa condição proporciona maior vida útil, confiabilidade, menor necessidade de manutenção e capacidade de lidar com aumentos futuros na demanda de energia. No entanto, esses transformadores têm custo inicial mais elevado, ocupam mais espaço físico, são mais pesados e apresentam menor eficiência quando operam com cargas muito baixas, devido às perdas em vazio constantes. 20 Por outro lado, transformadores que operam no limite de sua capacidade são mais eficientes quando submetidos à carga nominal, exigem menor investimento inicial e ocupam menos espaço, mas estão mais sujeitos a sobrecargas, têm vida útil reduzida, menor flexibilidade para adaptações futuras e são menos adequados para sistemas com variações de carga ou expansão prevista. 21 5.3 Determinação da Regulação de Tensão e do Rendimento do Transformador. A regulação de tensão é a variação da tensão na saída do transformador quando a carga nominal é retirada. Ela indica a capacidade do transformador de manter uma tensão estável com a variação da carga desde de vazio até plena carga. Esse valor é geralmente expresso como uma porcentagem da tensão nominal de saída. Dessa forma, a regulação de tensão depende do valor da carga (corrente), do tipo da carga (indutivo ou capacitivo) e do fator de potência. Assim, sendo sempre próxima de zero. Quanto maior a regulação, pior é a variação de tensão no secundário, tendo que ser mínima possível. Manter a tensão da carga estável é obrigatório. Para calcular a regulação de tensão, utiliza-se a seguinte fórmula: ||𝐸2 | − |𝑉2|| ∗ 100% |𝑉2| 𝑅𝐸𝐺(%) = 𝐸 2 = 𝑉𝑐𝑜𝑠(θ ) + 𝐼 𝑅 2 2 𝑒2 + 𝑗(𝑉 𝑠𝑒𝑛(θ 2 2 ± 𝐼𝑋 ) 2 𝑒2 O rendimento, por definição, é a relação entre a potência de saída e a potência de entrada. No contexto de transformadores, a potência de saída é a energia fornecida à carga, enquanto a potência de entrada é a energia fornecida ao enrolamento primário do transformador. O rendimento de um transformador é dado pela seguinte equação: 𝑃 𝑠𝑎í𝑑𝑎 η = 𝑃 𝑠𝑎í𝑑𝑎 +𝑃 𝑝𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 Para qualquer valor de carga referente ao rendimento, aplica-se: 𝑉 𝐼 𝑐𝑜𝑠(θ ) η = 2 2 ∗ 100% 2 2 𝑉 𝐼 𝑐𝑜𝑠(θ ) + 𝑅 𝐼 + 𝑃 2 2 2 2 2 𝑜 Para um trafo com melhor rendimento. A potência a vazio é igual a potência de curto-circuito. 𝑅𝐼 2 2 2 = 𝑃 → 𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑜 𝑜 5.3.1 Respostas às questões: 1) Calcule o rendimento do transformador utilizado nos ensaios quando este está carregado por uma carga resistiva correspondendo a 10%,30%,50%,70% 𝑒 100% da carga nominal. 22 η = 𝑆𝑛(𝑓𝑐)𝑐𝑜𝑠(θ2) 𝑆 (𝑓𝑐)𝑐𝑜𝑠(θ ) + 𝑃 +(𝑓𝑐)²𝑃𝑐𝑐 𝑛 2 × 100% 𝑜 η = 333,33∗(0,1)∗1 333,33∗(0,1)∗1 + 7,16 +(0,1)²∗36 × 100% → η = 81, 63% η = 333,33∗(0,3)∗1 333,33∗(0,3)∗1 + 7,16 +(0,3)²∗36 × 100% → η = 90, 50% η = 333,33∗(0,5)∗1 333,33∗(0,5)∗1 + 7,16 +(0,5)²∗36 × 100% → η = 91, 01% η = 333,33∗(0,7)∗1 333,33∗(0,7)∗1 + 7,16 +(0,7)²∗36 × 100% → η = 90, 17% η = 333,33∗(1)∗1 333,33∗(1)∗1 + 7,16 +(1)²∗36 × 100% → η = 88, 23% Tabela 09 - Rendimento do Transformador. Fração de carga Rendimento (%) 0,1 81,59 0,3 90,58 0,5 91,16 0,7 90,39 1 88,54 Fonte: Próprios autores. 2) Com os dados calculados, trace para o transformador em questão a curva do rendimento em função da carga (η% × 𝐼 ou η% × 𝐹𝑐). 2 Figura 08 - Curva do rendimento em função da carga η% x FC. Fonte: Próprios autores. 23 3) Analise o gráfico da questão anterior em relação à carga, verificando o comportamento do transformador em vazio, a meia carga e com carga máxima. Em operação a Vazio: O transformador apresenta apenas perdas no núcleo (fixas). Como não há potência sendo entregue à carga (P saída = 0), a eficiência é nula (0%). Toda a energia consumida da rede se torna perda. Em Meia Carga (ou próximo dela): Conforme a carga aumenta, a potência útil entregue cresce rapidamente. As perdas por efeito Joule (no cobre) começam a aparecer, mas ainda são relativamente baixas. A eficiência atinge seu valor máximo (no gráfico, 91,16%) no ponto em que as perdas no cobre se igualam às perdas no núcleo. Esta é a condição de operação mais eficiente do transformador. Com Carga Máxima: A potência entregue à carga está no seu valor nominal. No entanto, a corrente nos enrolamentos é a mais alta, o que eleva as perdas no cobre a seu valor máximo. Como essas perdas crescem com o quadrado da corrente, elas se tornam muito maiores que as perdas fixas no núcleo. O aumento significativo nas perdas totais faz com que a eficiência seja menor do que a eficiência máxima. 4) Se você fosse o engenheiro responsável, qual o regime de carga você recomendaria para este transformador trabalhar a maior parte do dia? A recomendação ideal é manter este transformador operando, na maior parte do tempo, com uma carga entre 40% e 50% de sua capacidade. O motivo é que, segundo o gráfico, é nesta faixa que ele atinge seu rendimento máximo. Operar perto deste ponto garante que a energia seja usada da forma mais eficiente possível, minimizando as perdas e, consequentemente, reduzindo os custos operacionais. 5) Calcule a regulação de tensão para: a) Uma carga com a mesma potência nominal do transformador em questão, fp = 1. 𝐸 2 𝐸 2 = 𝑉𝑐𝑜𝑠(θ ) + 𝐼 𝑅 2 + 𝑗(𝑉 𝑒(θ ) ± 𝐼 𝑋 ) 2 𝑒2 2 2 2 𝑒2 = 110 + 3, 03 ∗ 4, 066 + 𝑗(3, 03 ∗ 7, 255) = 122, 32 + 𝑗21, 983 𝐸 = 124, 2796 < 10, 1883° 2 ||𝐸 |2 − |𝑉 ||2 𝑅𝐸𝐺(%) = × 100% |𝑉2| 24 𝑅𝐸𝐺(%) = ||124,2796| − |110|| |110| × 100% 𝑅𝐸𝐺(%) = 12, 981% b) Uma carga com a mesma potência nominal do transformador em questão, fp = 0,9 em avanço. 25 𝐸 2 𝐸 2 = 𝑉𝑐𝑜𝑠(θ ) + 𝐼 𝑅 2 2 𝑒2 + 𝑗(𝑉 𝑠𝑒𝑛(θ ) ± 𝐼 𝑋 ) 2 2 2 𝑒2 = 110 * 0. 9 + 3, 03 * 4, 066 + 𝑗(110 * 0. 435 − 3, 03 ∗ 7, 255) = 𝐸 = 111, 32 + 𝑗25, 867 2 𝐸 = 114, 286 < 13, 081° 2 𝑅𝐸𝐺(%) = ||114,286| − |110|| |110| × 100% 𝑅𝐸𝐺(%) = 3, 896% 6. CONCLUSÃO Os ensaios a vazio e a curto-circuito são essenciais para a determinação dos parâmetros do transformador. O ensaio a vazio revela informações fundamentais a respeito das propriedades magnéticas do transformador como a corrente de magnetização, perdas no núcleo e a importância das características construtivas para prevenir as perdas de Foucault. No ensaio a curto-circuito foi obtida a análise das perdas nos enrolamentos e os cálculos dos valores de resistência, reatância e impedância nos proporcionam uma estimativa abrangente do comportamento do transformador. Através dos cálculos de rendimento, podemos ter uma ideia clara da eficiência deste transformador e serve como uma ferramenta valiosa na identificação de possíveis problemas ou falhas. A combinação desses 2 ensaios nos permite ter um entendimento detalhado a respeito da maioria dos parâmetros do transformador, nos promovendo dados valiosos a respeito do funcionamento e da detecção de possíveis problemas de funcionamento e montagem, assim, nos garantindo maior confiabilidade no fornecimento de energia. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS, Profa Dra. Stefani Freitas, Laboratório de Conversão de Energia, Palmas, 2024/2. GRAINGER, John J.; STEVENSON Jr., William D. Power System Analysis. McGraw-Hill, 1994. 26
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