Romantismo
-Grande revolução na literatura e pensamento
- Fruto das revoluções burguesas (valores burgueses)
- Hegel e Schlegel
- Substituição da Retórica e poética pelo gênio individual e novidade
- Autores: Goethe (Alemanha); Lord Byron e Walter Scott (Inglaterra/ Escócia); Camilo Castelo Branco e
Almeida Garrett (Portugal); Victor Hugo (França); Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves e
José de Alencar (Brasil).
Obras: Goethe, Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774); Victor Hugo, Os Miseráveis (1862),
Notre-Dame de Paris (1831); Walter Scott, Ivanhoé (1820) Lord Byron, Don Juan (1824); Almeida Garrett,
Viagens na minha terra (1846); Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição (1861); Gonçalves Dias,
Segundos Cantos (1848), Últimos Cantos (1851), Os Timbiras (1857), Cantos (1857); Álvares de
Azevedo, Lira dos Vinte Anos (1853), Noite na Taverna (1855); Cassimiro de Abreu, Primaveras (1859);
Castro Alves, Espumas Flutuantes (1870), Os Escravos (1883), José de Alencar, O guarani (1857),
Iracema (1865), Til (1871), Senhora (1875).
- Características: sentimentalismo (muitas vezes exacerbado), amor e mulher idealizados, nacionalismo,
onirismo, misticismo.
No Brasil
-“inaugurado” em 1836 com “Suspiros poéticos e saudades”
- na poesia é dividido em três gerações: indianista (nacionalismo; presença do índio como herói nacional;
descrição do encontro entre índios e europeus como representação do mito da criação do Brasil;
natureza brasileira exaltada como exuberante e confidente do sujeito lírico dos poemas; egocentrismo;
idealização do amor e da mulher), ultrarromântico ou byroniano (egocentrismo, exagero sentimental,
pessimismo, idealização do amor e da mulher, tendência a fugir da realidade) e condoreiro (engajamento
social, grande alcance, tons oratórios, imagens de exagero como hipérboles)
Importante:
É fundamental não confundirmos o romance enquanto gênero textual (forma) e o romantismo enquanto
escola literária. O romance é um gênero narrativo longo normalmente composto por enredo,
temporalidade, ambientação e personagens definidos de maneira clara. Considera-se Dom Quixote
como o primeiro romance e a sátira menipeia com sua origem.
- Na prosa: dividido em três tipos: urbanos (urbano e pequeno burguês), indianista (busca e valorização
do herói nacional, o índio) e regionalista (busca da diversidade regional e cultural)
Atividades:
1. (Enem) Soneto
Já da morte o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!... já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!
O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
AZEVEDO, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000.
“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou
dezesseis anos; era talvez a mais atrevida
criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais
voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a
primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo,
porque isto não é romance, em que o autor
sobredoura a realidade e fecha os olhos às
sardas e espinhas; mas também não digo que lhe
maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha,
não. Era bonita, fresca, saía das mãos da
natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno,
que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os
fins secretos da criação.” ASSIS, Machado de.
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de
Janeiro: Jackson,1957.
A frase do texto em que se percebe a crítica do
narrador ao romantismo está transcrita na
alternativa:
a) “… o autor sobredoura a realidade e fecha os
olhos às sardas e espinhas …”
b) “… era talvez a mais atrevida criatura da nossa
raça …”
O núcleo temático do soneto citado é típico da
segunda geração romântica, porém configura um
lirismo que o projeta para além desse momento
específico. O fundamento desse lirismo é
c) “Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza,
cheia daquele feitiço, precário e eterno, …”
a) a angústia alimentada pela constatação da
irreversibilidade da morte.
e) “… o indivíduo passa a outro indivíduo, para os
fins secretos da criação.
b) a melancolia que frustra a possibilidade de
reação diante da perda.
c) o descontrole das emoções provocado pela
autopiedade.
d) o desejo de morrer como alívio para a
desilusão amorosa.
e) o gosto pela escuridão como solução para o
sofrimento.
d) “Naquele tempo contava apenas uns quinze ou
dezesseis anos … “
3. (Enem)
TEXTO A
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
2. (Enem) No trecho abaixo, o narrador, ao
descrever a personagem, critica sutilmente um
outro estilo de época: o Romantismo.
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.
Ouro terra amor e rosas
[...]
Eu quero tudo de lá
Minha terra tem primores,
Não permita Deus que eu morra
Que tais não encontro eu cá;
Sem que volte para lá
Em cismar - sozinho, à noite Mais prazer eu encontro lá;
Não permita Deus que eu morra
Minha terra tem palmeiras
Sem que volte pra São Paulo
Onde canta o Sabiá.
Sem que eu veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo
Não permita Deus que eu morra,
ANDRADE, O. Cadernos de poesia do aluno Oswald. São Paulo:
Círculo do Livro. s/d.
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Os textos A e B, escritos em contextos históricos
e culturais diversos, enfocam o mesmo motivo
poético: a paisagem brasileira entrevista a
distância. Analisando-os, conclui-se que:
DIAS, G. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1998.
a) o ufanismo, atitude de quem se orgulha
excessivamente do país em que nasceu, e o tom
de que se revestem os dois textos.
TEXTO B
b) a exaltação da natureza é a principal
característica do texto B, que valoriza a paisagem
tropical realçada no texto A.
Onde canta o Sabiá.
Canto de regresso à Pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
c) o texto B aborda o tema da nação, como o
texto A, mas sem perder a visão crítica da
realidade brasileira.
d) o texto B, em oposição ao texto A, revela
distanciamento geográfico do poeta em relação à
pátria.
e) ambos os textos apresentam ironicamente a
paisagem brasileira
Minha terra tem mais rosas
E quase tem mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
4. (FUVEST) Poderíamos sintetizar uma das
características do Romantismo pela seguinte
aproximação de opostos:
a) Aparentemente idealista, foi, na realidade, o
primeiro momento do Naturalismo Literário.
b) Cultivando o passado, procurou formas de
compreender e explicar o presente.
c) Pregando a liberdade formal, manteve-se
preso aos modelos legados pelos clássicos.
d) Embora marcado por tendências liberais,
opôs-se ao nacionalismo político.
e)
Voltado
para
temas
nacionalistas,
desinteressou-se
do
elemento
exótico,
incompatível com a exaltação da pátria
5. Sobre a prosa no romantismo brasileiro é
incorreto afirmar:
a) Foi disseminada pelos folhetins publicados nos
jornais.
b) Caracterizou-se por romances policiais de
caráter nacionalista.
c) Teve José de Alencar como
representante dos romances indianistas.
maior
d) Apresentou aspectos dos costumes burgueses
com os romances urbanos.
e) Valorizou a identidade nacional por meio dos
romances regionalistas.
6. Leia o poema abaixo:
b) Aspiração de amor e morte, sensualismo,
exotismo.
c) Sensualismo, aspiração de absoluto,
nacionalismo, orientalismo.
d) Personificação da natureza, hipérboles,
sensualismo velado, exotismo.
e) Aspiração
de
amor
e
morte,
condoreirismo, hipérboles
7. O índio, em alguns romances de José de
Alencar, como Iracema e Ubirajara, é:
a) retratado
com
objetividade,
numa
perspectiva rigorosa e científica.
b) idealizado sobre o pano de fundo da
natureza, da qual é o herói épico.
c) pretexto episódico para descrição da
natureza.
d) visto com o desprezo do branco
preconceituoso, que o considera inferior.
e) representado como um primitivo feroz e
de maus instintos.
8. Numere a coluna da esquerda, de acordo com
a coluna da direita, tendo em vista a poesia
romântica brasileira:
1. primeira geração
( ) abolicionismo
2. segunda geração
( ) condoreirismo
3. terceira geração
( ) autocomiseração
MOCIDADE E MORTE
( ) obsessão pela morte
“Oh! eu quero viver, beber perfumes
( ) indianismo
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
( ) nacionalismo
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Agora, escolha a alternativa que apresenta a
seqüência correta dos numerais:
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
a. 2 - 3 - 2 - 1 - 2 - 1;
b. 1 - 3 - 2 - 1 - 2 - 3;
c. 3 - 2 - 2 - 1- 2 - 2;
d. 2 - 1 - 2 - 2 - 1 - 1;
e. 3 - 3 - 2 - 2 - 1 - 1
No seio da mulher há tanto aroma…
Nos seus beijos de fogo há tanta vida…
– Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.”
No trecho acima, de Castro Alves, reúnem-se
vários dos temas e aspectos mais característicos
de sua poesia. São eles:
a) Identificação
com
condoreirismo, erotismo.
a
natureza,