UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA – ITEC FACULDADE DE ENGENHARIA FERROVIÁRIA E LOGISTÍCA – FEFLOG LABORATÓRIO DE SOLOS – FE01039 RELATÓRIO – ÍNDICE DESUPORTE CALIFÓRNIA (CBR) PROF. DR. LAIS CHAVES ANDREW DAVID COSTA DA SILVA – 202263640005 BELÉM/PA 2025 Sumário 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 3 1.1 Normas adotadas ....................................................................................................................... 3 1.2 Descrição do solo ....................................................................................................................... 4 2. EQUIPAMENTOS E PROCEDIMENTOS........................................................................................ 4 2.1 PROCEDIMENTO ................................................................................................................... 5 Energia de compactação ...................................................................................................................... 5 Preparação de amostras ....................................................................................................................... 5 Ensaio de expansão .............................................................................................................................. 7 Ensaio de penetração ........................................................................................................................... 8 3. CÁLCULOS ILUSTRATIVOS .......................................................................................................... 8 4. RESULTADOS ............................................................................................................................... 10 5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS................................................................................................. 11 6. BIBLIOGRÁFIA.............................................................................................................................. 12 7. ANEXOS ........................................................................................................................................ 12 1. INTRODUÇÃO O Índice de Suporte Califórnia (California Bearing Ratio - CBR) é um dos métodos mais importantes da engenharia geotécnica para avaliar a resistência de solos e materiais utilizados em pavimentação. Seu nome remonta à década de 1920, quando a California Division of Highways (atual Caltrans – Departamento de Transportes da Califórnia) desenvolveu o ensaio para solucionar problemas de deformação em estradas. Na época, o rápido crescimento do transporte rodoviário e o aumento do tráfego de veículos pesados exigiam um método confiável para dimensionar pavimentos que suportassem cargas repetitivas sem falhas prematuras. O engenheiro O.J. Porter foi um dos pioneiros na pesquisa que levou ao CBR, estabelecendo uma relação entre a resistência do solo e sua capacidade de suportar cargas. O método foi padronizado na década de 1930 e, após sua eficácia comprovada, foi adotado pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial para a construção de pistas de pouso e vias de acesso rápidas. Desde então, o ensaio CBR tornou-se referência mundial, incorporado em normas como ASTM D1883 e AASHTO T193, sendo essencial no dimensionamento de pavimentos flexíveis e rígidos. O ensaio consiste em comparar a resistência à penetração de um pistão em uma amostra de solo compactado com a de um material padrão (pedra britada), resultando em um valor percentual. Um CBR alto indica maior capacidade de suporte, enquanto um CBR baixo exige reforços na estrutura do pavimento. Além de seu uso em rodovias, o CBR é aplicado em aeroportos, ferrovias e controle de compactação de aterros. Objetivo O principal objetivo do ensaio é determinar a resistência mecânica de solos e materiais granulares utilizados em camadas de pavimentação (subleito, sub-base e base), avaliando sua capacidade de suportar cargas sem sofrer deformações excessivas. Normas adotadas 1.1 • ABNT NBR 9895. Solo – Índice de suporte Califórnia (ISC) – Método de ensaio. Descrição do solo 1.2 Este possui características típicas da região amazônica, com coloração amarronzada, possivelmente devido à presença predominante de siltes e argilas em sua composição. Figura 1.2.1 – Amostra do solo Fonte: Autor. O solo teve a sua secagem realizada em temperatura ambiente e a sua textura é de um solo argiloso, o que é comum em solos dessa área. 2. EQUIPAMENTOS E PROCEDIMENTOS Equipamentos utilizados: • Balança de precisão com capacidade nominal de 20 kg, 1500 g e 200 g com resolução de 1 g, 0,1g e 0,01 g, respectivamente; • Peneiras de 76 mm, 19 mm e 4,8 mm de acordo com as ABNT NBR NM ISO 2395, ABNT NBR NM ISO 3310 1 e ABNT NBR NM ISO 3310-2; • Estufa capaz de manter a temperatura a 110 ºC ± 5 ºC; • Cápsulas métalica, com tampa, para a determinação da umidade; • Bandejas metálicas; • Régua biselada com comprimento de 30 cm; • Espátulas de lâmina flexível; • Cilindro: compreende o molde cilíndrico de bronze, latão ou ferro galvanizado, base perfurada, cilindro complementar de mesmo diâmetro (colarinho) e disco espaçador metálico; • Soquete: consiste de um soquete de bronze, latão ou ferro galvanizado, com massa da ordem de (4 536 ± 10) g e dotado de dispositivo de controle de altura de queda (guia) da ordem de (457 ± 2) mm; • Prato perfurado de bronze, latão ou ferro galvanizado, com 149 mm de diâmetro e 5 mm de espessura, com haste central ajustável, constituída de uma parte fixa rosqueada e de camisa internamente, com a face superior plana para contato com o relógio comparador (deflectômetro); • Disco anelar de aço para sobrecarga, dividido diametralmente em duas partes, com (2 270 ± 10) g de massa total, com diâmetro externo de 149 mm e diâmetro interno de 54 mm; • Prensa; • Extrator de corpo de prova; • Tanque ou recipiente com capacidade tal que permita a imersão total do corpo de prova; • Papel filtro circular com cerca de 150 mm de diâmetro; • Provetas de vidro com capacidade de 1 000 cm3, 200 cm3 e 100 cm3, e com graduações de 10 cm3, 2 cm3 e 1 cm3, respectivamente; • Base rígida preferencialmente de concreto, com massa superior a 100 kg. 2.1 PROCEDIMENTO Energia de compactação A energia de compactação utilizada no ensaio foi a normal, que cooresponde a 12 golpes por camada, em um total de cinco camadas, de acordo com a ABNT NBR 7182. Preparação de amostras Utilizamos a quantidade recomendada de material para a execução do ensaio, que é de 50 kg, a amostra foi preparada de acordo com a ABNT NBR 6457. Após o processo de preparação de amostra, utilizaremos para o ensaio 7 kg de material, a umidade ótima presumível é de 8,3%, calculando a porcentagem da umidade ótima do material, pela sua quantidade, nós saberemos o tanto de água que será adicionada a esse solo. Neste caso, o resultado foi de 0,581 kg de água. Figura 2.1.1 – Quantidade de água que foi adicionada ao solo Fonte: Autor. Com o auxilio da proveta, adicionamos gradativamente água ao solo, misturando o solo com a água de maneira uniforme, após a homogeneização, medimos as dimensões do cilindro e pesamos as cápsulas vazia para a determinação do teor de umidade. Montamos o cilindro de compactação com o disco espaçador, adicionamos também uma folha de papel, para evitar a aderência do material ao disco espaçador. Proseguimos com a compactação, adicionamos a primeira camada de solo ao equipamento e realizamos 12 golpes, o mesmo ocorreu para as quatro camada restantes. Ao final da compactação da última camada, retiramos o cilindro com o solo, retiramos o excesso acima do molde. Em seguida, pesamos o conjunto (cilindro + solo compactado), o resultado obtido foi de 8,570 kg, ao subtraimos pelo peso do cilindro vazio, que é 3,975 kg, obtemos o a massa úmidade de solo (ππ’ ), que é igual a 4,595 kg. Figura 2.1.2 – peso do cilindro vazia e peso do cilindro + solo compactado Fonte: Autor. Ensaio de expansão Colocamos no corpo de prova, no espaço deixado pelo disco espaçador, o prato perfurado com a haste de expansão e sobre ele dois discos anelares. Intalamos a harte com o Relógio comparador (deflectômetro) acoplado ao suporte para medir a expansão. Figura 2.1.3 – Cilindro com solo e o relógio comparador Fonte: Autor. Transferimos o cilindro no tanque e deixar submerso por 10 mim. Não houve alteração na expansão, após o tempo, deixar a água escorrer por mais 10 mim. Figura 2.1.4 – Corpo de prova após a submersão Fonte: Autor. Ensaio de penetração Colocamos o cilindro com o solo úmido na prensa de CBR para o ensaio de penetração no solo, seguindo os tempos e leituras da tabela abaixo. Tabela 2.1.1 – Tempos e leituras que foram seguidos no ensaio. Fonte: Autor. Os dados obtidos no ensaio de penetração, estão na tabela 4.1. 3. CÁLCULOS ILUSTRATIVOS • Teor de umidade N° da cápsula Peso da cápsula vazia Peso da cápsula+solo Peso final 58 23,097 76,350 72,06 52 22,201 75,430 71,20 73 23,994 74,889 70,68 π€π (%) = πππ π ππ πáππ π’ππ πππ π π πππ − πππ π πππππ ππ πáππ π’ππ πππ π πππ × 100 πππ π πππππ ππ πáππ π’ππ πππ π πππ − πππ π ππ πáππ π’ππ π€58 (%) = 76,350 − 72,06 × 100 = 8,762% 72,06 − 23,097 π€52 (%) = 75,430 − 71,20 × 100 = 8,633% 71,20 − 22,201 π€73 (%) = 74,889 − 70,68 × 100 = 9,016% 70,68 − 23,994 Com a média do resultados, temos o teor de umidade do solo: π€= • 8,762% + 8,633% + 9,016% = 8,804 % 3 Massa específica aparente seca ππ = ππ’ × 100 π (100 + π€) Onde: ππ = massa específica aparente seca (g/cm2); ππ’ = massa úmida do solo compactado (g); π = Volume útil do molde cilíndrico (cm3) π€ = Teor de umidade Assim: π= π × π2 × β π × 153,122 × (178,52 − 63,87) = = 2111054,29 ππ3 = 2111,05 ππ³ 4 4 ππ = • 4595π × 100 π = 2,175 = 21,34 ππ/π³ ππ3 2111,05 ππ³ (100 + 8,804%) Expansão πΈπ₯ππππ ãπ (%) = πãπ βππ’π£π ππ₯ππππ ãπ • Índice ISC É calculado a partir do maior valor de pressão para 2,54 mm ou 5,08 mm πΌππΆ = ππππ π ãπ πππππ’πππππ ππ’ ππππ π ãπ πππππππππ × 100 ππππ π ãπ ππππãπ Assim: πΌππΆ = 0,254 × 100 = 3,68% 6,9 πΌππΆ = 0,508 × 100 = 4,91% 10,35 4. RESULTADOS Tabela 4.1 – Tabela preenchida com os dados obtidos no ensaio Fonte: Autor. Tabela 4.2 - Cálculo do índice de suporte Califórnia (ISC) Penetração mm 2,54 5,08 Pressão (Mpa) Calculada Corrigida Padrão 0,254 6,9 0,508 10,35 ISC (%) 3,68 4,91 Fonte: Autor. A Tabela abaixo indica os critérios de aceitando, considerando a expansão e o CBR. O link para as tabelas estão nos Anexos. 5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os resultados obtidos do ensaio do Índice de Suporte Califórnia (CBR) demonstram que o solo da amostra, caracterizado como argiloso e típico da região amazônica, apresenta um comportamento que varia conforme o teor de umidade e a compactação. O valor do CBR obtido, que será referenciado nas tabelas anexas, é um indicador crucial da resistência deste solo quando exposto a cargas de tráfego. Os resultados mostraram que o solo teve um CBR significativo, o que sugere que ele possui uma boa capacidade de suporte. Porém, essa interpretação deve ser feita com cautela, uma vez que um CBR elevado indica resistência, mas um valor muito alto pode não ser comum em solos típicos de áreas como a Amazônia, que geralmente têm composições mais moles e menos coesas. Além disso, o teor de umidade é um fator determinante na execução do ensaio. Durante os testes, nossa amostra foi mantida em sua umidade ótima, que foi calculada como 8,3%. Um desvio nesse valor poderia resultar em alterações significativas no CBR, uma vez que a umidade excessiva pode levar à plasticidade do solo e à redução da sua resistência. Outra consideração importante é a metodologia adotada. O CBR é um método que compara a resistência à penetração do solo com um material de referência, no caso, a pedra britada. Portanto, o CBR registrado deve ser encarado sob a luz das especificidades locais: a resistência do solo argiloso da Amazônia pode variar substancialmente em comparação com solos mais arenosos de outras regiões, influenciando o desenho de pavimentos em estradas, ferrovias e aeroportos. 6. BIBLIOGRÁFIA • GONÇALVES, Rafael Abrantes; DESSOLES MONTEIRO, Veruschka Escarião. Mecânica dos solos experimental. 1. ed. Campina Grande: Editora da Universidade Federal de Campina Grande - EDUFCG, 2018. • VARGAS, Milton. Introdução à Mecânica dos solos. São Paulo: McGraw-Hill, 1977.. 7. ANEXOS https://docs.google.com/spreadsheets/d/1o64ZMIc35tExugwJcNNDcRdoPbstpF8/edit?usp=sharing&ouid=113127510444315529990&rtpof=true &sd=true
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