DIÁRIO DE PRÁTICAS
▪ Nos nossos encontros para as aulas de Metodologia das Práticas
Corporais Integrativas teremos tempos reservados para
experimentar algumas vivências e técnicas corporais que envolvem
o diálogo constante de você com seu próprio corpo, ou seja, de
você com você mesmo. O que cada uma dessas experimentações
traz para você, só você mesmo pode vivenciar e dizer. Mas para
dizer sobre o que foi experimentado é necessário estar atento ao
que te acontece, é necessário mergulhar nas sensações, é
necessário silenciar, estar disponível, concentrar-se e dialogar com
o próprio corpo. Se isso não ocorrer, tudo que for dito e escrito
após as experimentações será superficial, não agregará a você e
nem poderá agregar àqueles que te escutam ou leem.
Objetivo do (s) relatório (s)
▪ Os relatórios têm como objetivo propor que
você transforme em palavras as sensações e
sentimentos que você experimentou no seu
corpo por meio das práticas vivenciadas.
Para isso, o diálogo com o próprio corpo
deve ser constante! O que te tocou? O que
te aconteceu? O que você sentiu?
Lembranças, afetos, desafetos, incômodos,
sentimentos, entre outros, podem aparecer
aqui para dizer sobre você/ seu corpo no
“encontro-aula”.
Disponível em https://www.americanas.com.br/produto/1524609351.
Acesso em 17/11/2020
▪ Mas atenção! O relatório não tem como objetivo que você
descreva informações sobre as práticas, por isso a intenção
não é você só (d) escrever o que foi vivenciado, quais as
técnicas utilizadas, o que você fez ou deixou de fazer. Isso
pode ser feito, mas com o intuito de situar suas sensações e
percepções, que serão a verdadeira riqueza do seu diário!
▪ Esse diálogo íntimo e atento com seu corpo, pode propiciar
momentos em que talvez seja possível a experiência no sentido
que Larrosa (p. 25, 2015) nos apresenta:
A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos
toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase
impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar
para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais
devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o
juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação,
cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar o
que nos acontece, aprender a lentidão, escutar os outros, cultivar a
arte do encontro, calar muito, ter paciência, dar-se tempo e espaço.
Disponível em https://eshoje.com.br/meditacao-estimula-a-concentracao-e-reduz-a-ansiedade/
Acesso em 17/11/2020
As técnicas deverão ser estudadas (livros, artigos e demais materiais de
suporte) e vivenciadas em horários extra-aula, incorporadas no seu dia a
dia, na sua rotina. Relatar a sua relação com essas experimentações e
relacioná-las/ dialogar com o referencial teórico estudado será o seu
caminho para a escrita.
Para que as experiências possam dar vida à sua escrita, será importante o
hábito de escrever logo após as experimentações, enquanto as sensações,
sentimentos, dificuldades e percepções ainda estejam presentes em você.
Posteriormente você também poderá enriquecer seu relato com as
percepções que surgirão ao longo dos dias. O diálogo com o referencial
teórico dever proporcionar reflexões sobre a sua experiência, seja
compartilhando, refutando ou questionando os autores.
É importante que a sua escrita tenha consistência tanto em relação às
suas vivências e experiências corporais para que o (a) leitor (a) possa
saborear o caminho que você percorreu nesse processo, mas que também
tenha consistência em relação ao diálogo com o referencial teórico para
que possa significar seu trabalho.
Elabore, ao final do relatório, suas considerações sobre como percebeu o
seu processo, seu percurso de vivências com as práticas escolhidas.
Busque relacionar o conhecimento que obteve por meios das leituras,
reflexões e experimentações das práticas propostas com as possibilidades
de atuação na área da educação física.
Boas práticas e um ótimo diário!