Seleção de Medidas de Redução de Energia no Sistema AVAC de uma Clínica Veterinária – Diretor Financeiro Miguel Baptista – A48386 Gonçalo Almeida – A41041 César Martins - A52427 Miguel Conceição - A45386 Trabalho para a Cadeira de Gestão Energética de Edifícios, do curso de Engenharia Mecânica, na Área de Especialização de Energia, Refrigeração e Climatização Professor Nuno Serra Professor Nuno Domingues Outubro de 2025 i Seleção de Medidas de Redução de Energia no Sistema AVAC de uma clínica veterinária – Diretor Financeiro Sumário Executivo Medida 1: Na clínica, várias salas estão em contacto com o exterior (entrada/receção, consultórios, administração, sala de convívio e reuniões), havendo abertura de portas/janelas para arejamento (odores/limpezas). Assim, manter unidades locais a funcionar com vãos abertos provoca perdas diretas e aumenta a carga no chiller. Esta medida instala contactos magnéticos em vãos exteriores para cortar automaticamente a unidade local (fan + válvula) enquanto o vão estiver aberto. Trata-se de um retrofit simples, integrável no sistema existente e gera poupança imediata ao evitar horas “inúteis” de funcionamento nas zonas não críticas. Medida 2: A cidade de Marvão caracteriza-se por apresentar variações térmicas diárias bastante acentuadas. A instalação do sistema AVAC tem como objetivo garantir os níveis adequados de conforto e segurança. Contudo, no funcionamento atual esta encontra-se a trabalhar 8 horas semanais, uma vez que o sistema está programado para um setpoint fixo de temperatura. A introdução de uma deadband permitirá definir uma zona intermédia de temperatura em que o equipamento permanece inativo. Esta solução evita o acionamento constante do sistema, contribuindo para a redução do desgaste dos equipamentos e proporcionando uma poupança energética significativa. iii iv Índice 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................... 1 2 MEDIDA 1: TERMOSTATOS “DEADBAND” .............................................. 2 3 4 2.1 Descrição e Motivação ....................................................................... 2 2.2 Zonas de Aplicação ........................................................................... 3 2.3 Cálculos Financeiros .......................................................................... 3 MEDIDA 2: SENSORES DE PORTA/JANELA ............................................ 6 3.1 Descrição e Motivação ....................................................................... 6 3.2 Zonas de Aplicação (não críticas) ........................................................ 6 3.3 Cálculos Financeiros .......................................................................... 7 BIBLIOGRAFIA ................................................................................... 11 v 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho, desenvolvido no âmbito da unidade curricular Gestão Energética de Edifícios, tem como objetivo analisar e selecionar um conjunto de medidas destinadas à redução do consumo energético do sistema AVAC da clínica veterinária “O Veterinário Alentejano”. Figura 1.1 - O Veterinário Alentejano. Adaptado de (Casquilho, 2012) A informação de base relativa à clínica em estudo foi obtida a partir de uma dissertação de mestrado na área de AVAC. Neste contexto, considera-se que o edifício já se encontra construído, pelo que intervenções que impliquem alterações estruturais ou profundas modificações do sistema poderão acarretar custos demasiado elevados. Foram identificadas duas medidas com especial enfoque na perspetiva do Diretor Financeiro e outras duas na perspetiva do Diretor Técnico. As soluções propostas foram escolhidas com base em critérios como baixo investimento inicial, facilidade de implementação e rápido tempo de retorno, garantindo simultaneamente o cumprimento das normas de qualidade do ar interior e de segurança, bem como o normal funcionamento das áreas críticas. Procurouse ainda privilegiar medidas que promovam a automatização dos processos de poupança energética, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem nas suas funções, sem necessidade de se preocupar com a gestão da eficiência energética do edifício. 1 2 MEDIDA 1: TERMOSTATOS “DEADBAND” 2.1 Descrição e Motivação Os termóstatos “deadband” definem uma gama de temperaturas em torno dos pontos de arranque do aquecimento e da refrigeração, dentro da qual nenhum equipamento de AVAC é acionado. Por exemplo, num sistema de ar condicionado convencional com setpoint de 23 °C, este equipamento é ativado quando existe uma variação de temperatura de ∓ 0,5 ºC. No entanto, com a aplicação do deadband, estabelece-se uma zona intermédia em que não ocorre nem aquecimento nem arrefecimento, neste exemplo, poderia situar-se entre 18 °C e 27 °C. Figura 2.1 - Termóstato deadband. A utilização de termóstatos com deadband permite evitar oscilações constantes entre aquecimento e arrefecimento, reduzindo o fenómeno de short-cycling e prolongando a vida útil dos equipamentos. Contudo, a poupança energética associada é mais evidente fora dos meses de projeto, uma vez que, nesses períodos críticos, as temperaturas interiores tendem naturalmente a aproximar-se dos limites definidos pelo deadband. 2 2.2 Zonas de Aplicação As condições de projeto para os ambientes interiores foram definidas em conformidade com as normas RSECE/RCCTE e com as normas específicas aplicáveis ao setor hospitalar. De forma resumida, consideram-se quatro tipologias de espaços: ➢ Bloco operatório (crítico): temperaturas entre 20 e 22 °C; humidade relativa entre 45% e 55%. ➢ Salas técnicas/esterilização (críticas): temperaturas entre 18 e 20 °C; humidade relativa entre 45% e 55%. ➢ Salas não críticas: 20 °C no inverno e 24–25 °C no verão; humidade relativa entre 40% e 60%. ➢ Corredores: 18 a 20 °C no inverno e 24–26 °C no verão. A instalação de termóstatos com deadband é recomendada para os espaços não críticos. Importa ainda referir que a região de Marvão apresenta variações diárias de temperatura bastante acentuadas, facto que foi tido em consideração na definição da gama de temperaturas do deadband, aqui assumida entre 18 e 27 °C. Nas tabelas seguintes apresenta-se o funcionamento do sistema, bem como o número de horas de operação diária. 2.3 Cálculos Financeiros Sem a aplicação do deadband, a instalação funciona em média 8 horas diárias, resultando num custo anual de 2742 €. Com a implementação dos termóstatos deadband, verificam-se períodos em que o sistema se mantém desligado (ver tabelas seguintes). Nos meses críticos, o tempo médio de funcionamento é reduzido para 6 horas diárias, correspondendo a um custo anual de 1628 €. Deste modo, a aplicação de termóstatos com deadband permite uma poupança anual de 1114 €. 3 Tabela 1 – Períodos de funcionamento do sistema (Primavera). HORA MAR (ºC) ON/OFF ABR (ºC) ON/OFF MAI (ºC) ON/OFF 9 21,6 OFF 20,9 OFF 22,9 OFF 10 23,5 OFF 22,6 OFF 24,6 OFF 11 25,8 OFF 24,5 OFF 26,5 OFF 12 27,9 ON 26,8 OFF 28,8 ON 13 29,4 ON 28,9 ON 30,9 ON 14 30,5 ON 30,4 ON 32,4 ON 15 30,9 ON 31,5 ON 33,5 ON 16 30,5 ON 31,9 ON 33,9 ON 17 29,6 ON 31,5 ON 33,5 ON Hdiarias 5h ----- 4h ----- 5h Hmês 186h ----- 120h ----- 155h kW.hmês 1164 ----- 751 ----- 970 €mês 175 ----- 113 ----- 146 Tabela 2 – Períodos de funcionamento do sistema (Verão). HORA JUN (ºC) ON/OFF JUL (ºC) ON/OFF AGO (ºC) ON/OFF SET (ºC) ON/OFF 9 24 OFF 24,5 OFF 24,5 OFF 23,4 OFF 10 25,7 OFF 26,2 OFF 26,2 OFF 25,1 OFF 11 27,7 ON 28,2 ON 28,2 ON 27,1 ON 12 29,9 ON 30,4 ON 30,4 ON 29,3 ON 13 32 ON 32,5 ON 32,5 ON 31,4 ON 14 33,6 ON 34 ON 34 ON 33 ON 15 34 ON 34 ON 34 ON 34 ON 16 34 ON 34 ON 34 ON 34 ON 17 34 ON 34 ON 34 ON 34 ON Hdiarias 6h ----- 6h ----- 6h ----- 6h Hmês 180h ----- 186h ----- 186h ----- 180h kW.hmês 1127 ----- 1164 ----- 1164 ----- 1127 €mês 169 € ----- 175 € ----- 175 € ----- 169 € 4 Tabela 3 – Períodos de funcionamento do sistema (Outono). HORA OUT (ºC) ON/OFF NOV (ºC) ON/OFF 9 21,9 OFF 20,9 OFF 10 23,6 OFF 22,9 OFF 11 25,5 OFF 25,1 OFF 12 27,8 ON 27,2 ON 13 29,9 ON 28,8 ON 14 31,4 ON 29,8 ON 15 32,5 ON 30,2 ON 16 32,9 ON 29,8 ON 17 32,5 ON 28,9 ON Hdiarias 5h ----- 5h Hmês 155h ----- 150h kW.hmês 970 ----- 939 €mês 146 € ----- 141€ Tabela 4 – Períodos de funcionamento do sistema (Inverno). HORA JAN (ºC) ON/OFF FEV (ºC) ON/OFF DEZ (ºC) ON/OFF 9 18,4 OFF 19,5 OFF 18,9 OFF 10 20,3 OFF 21,4 OFF 20,9 OFF 11 22,6 OFF 23,7 OFF 23,1 OFF 12 24,7 OFF 25,8 OFF 25,2 OFF 13 26,2 OFF 27,3 ON 26,8 OFF 14 27,3 ON 28,4 ON 27,8 ON 15 27,7 ON 28,8 ON 28,2 ON 16 27,3 ON 28,4 ON 27,8 ON 17 26,4 OFF 27,5 ON 26,9 OFF Hdiarias 2h ----- 4h ----- 2h Hmês 62h ----- 112h ----- 62h kW.hmês 388 ----- 701 ----- 388 €mês 58 € ----- 105 € ----- 58 € 5 3 MEDIDA 2: SENSORES DE PORTA/JANELA 3.1 Descrição e Motivação A medida consiste na instalação de sensores magnéticos de porta/janela que comuniquem com o sistema de climatização, de forma a desligar automaticamente a insuflação para esse espaço sempre que uma janela ou porta exterior é aberta. Em situações normais, o sistema mantém-se em funcionamento independentemente das infiltrações de ar exterior, o que origina perdas térmicas significativas. Esta medida tem especial impacto em situações que envolvam um controlo centralizado do sistema, onde possam existir pessoas insatisfeitas com as condições do seu espaço de trabalho, necessidade de dissipar odores rapidamente ou até as constantes entradas e saídas de clientes acompanhados com os seus animais de estimação nos diferentes espaços. Adicionalmente, a medida melhora o conforto e a aceitabilidade do sistema junto dos utilizadores. Em espaços onde alguns profissionais preferem ventilação natural em detrimento do ar condicionado, garante-se simultaneamente a eficiência do sistema e a satisfação dos ocupantes. Esta medida pode ser implementada tanto com sensores com fios (ligação direta ao controlador do sistema AVAC) como com sensores wireless que até são mais adequados em casos de retrofit, por dispensam cablagem até aos vãos. 3.2 Zonas de Aplicação (não críticas) Esta medida será aplicada em espaços que tenham uma elevada probabilidade de abertura ao exterior: Entrada/Receção, Consultórios, Sala de convívio, Sala de Reuniões e Administração, como se pode verificar nas plantas em anexo. Excluiu-se zonas clínicas com requisitos de pressão e de qualidade de ar interior, como: Centro cirúrgico, Esterilização, Laboratório, etc... 6 3.3 Cálculos Financeiros Na ausência de dados, assumiu-se uma média de abertura de portas e janelas de 1,5 horas/dia no verão, primavera e outono e 1 hora/dia no inverno. Em cada sala, obtém-se então (275*1,5) + (90*1) = 502,5 horas/ano, em que o sistema podia estar desligado. Tendo em conta o resumo do cálculo térmico fornecido em Casquilho (2012), demonstrado na tabela, foi possível obter o consumo energético poupado em cada sala. Figura 3.1 - Resumo do Cálculo Térmico das salas da clínica veterinária. Adaptado de (Casquilho, 2012) 7 As cargas térmicas da figura 3.1 representam valores de projeto, pelo que, para obter uma estimativa realista da poupança energética, foi aplicado um fator de carga parcial médio de 0,5. Assim, ajusta-se os cálculos para refletir a utilização real do sistema. A poupança anual para cada sala representada na tabela 2, foi calculada da seguinte forma: 𝑃𝑎𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙,𝑖 [€] = ((𝑃𝑓𝑟𝑖𝑜 ∗ ℎ𝑉.𝑃.𝑂 ) + (𝑃𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 ∗ ℎ𝐼 )) ∗ 𝑓𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 ∗ 10−3 ∗ 𝑐𝑒𝑙𝑒𝑡. Com: 𝑃𝑓𝑟𝑖𝑜 → Potência de Frio Total [W] 𝑃𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 → Potência de Calor Total [W] ℎ𝑉.𝑃.𝑂 → Horas de Poupança no Verão, Primavera e Outono [h] ℎ𝐼 → Horas de Poupança no Inverno [h] 𝑓𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 → Fator de Carga 𝑐𝑒𝑙𝑒𝑡. → Custo da Eletricidade [€/kWh] Tabela 5 – Cálculo da poupança anual para cada sala devido à medida 2. Obtém-se desta forma um retorno estimado anual de 649,2 € devido à implementação desta medida. Cada sensor custa cerca de 30 €, e a mão de obra, cobrada a 25€/h, para um tempo de instalação de 3h, totaliza 75 €. Assumiu-se então o dobro deste valor para outros consumíveis, cablagens e acessórios que sejam necessários à instalação, totalizando-se 210 € por espaço. Como esta medida vai ser aplicada a 8 espaços, terá um custo de instalação de 210*8 = 1680 € 8 Tendo em conta estas estimativas preliminares, obtém-se então um tempo de retorno do investimento de 1680/649,2 = 2,6 anos. Como se vê, embora os cálculos não sejam muito rigorosos, o tempo de retorno do investimento é bastante baixo, garantindo flexibilidade nos custos reais. A tabela seguinte apresenta um resumo dos cálculos efetuados. Tabela 6 - Parâmetros Principais da Análise Financeira. Parâmetro Valor Poupança Energética Anual 4328 kWh Poupança Monetária Anual 649,2 € Investimento Inicial 1680 € Tempo de Retorno do ~2 anos e 7 meses Investimento 9 4 BIBLIOGRAFIA Casquilho, A. F. (2012). Projecto de AVAC de uma clínica veterinária e verificação do regulamento dos sistemas energéticos de climatização em edifícios (RSECE) (Dissertação de Mestrado). Instituto Politécnico de Leiria / ISEL. https://repositorio.ipl.pt/entities/publication/392ae2e1-d040-4185- 8801-46751502940e 11 Seleção de Medidas de Redução de Energia no Sistema AVAC de uma Clínica Veterinária – Diretor Técnico Miguel Baptista – A48386 Gonçalo Almeida – A41041 César Martins - A52427 Miguel Conceição - A45386 Trabalho para a Cadeira de Gestão Energética de Edifícios, do curso de Engenharia Mecânica, na Área de Especialização de Energia, Refrigeração e Climatização Professor Nuno Serra Professor Nuno Domingues Outubro de 2025 i Seleção de Medidas de Redução de Energia no Sistema AVAC de uma clínica veterinária – Diretor Técnico Sumário Executivo Medida 4: Sendo o tratamento de ar novo um processo muito dispendioso em termos energéticos, de forma a poupar, devemos apenas insuflar o mínimo necessário que garantam condições de saúde, conforto e segurança. Na clínica, algumas salas são de ocupação variável, pelo que se torna difícil incrementar soluções que respondam a essas variações. A colocação de sondas de CO2 nas salas, permite ter leituras permanentes da concentração de dióxido de carbono. Juntamente a esta solução é implementar variadores de velocidade associados aos motores dos ventiladores. Com as leituras de todas as sondas, torna-se possível o ajuste da velocidade do ventilador, satisfazendo o mínimo necessário de renovações por hora nos espaços. iii Índice 1 MEDIDA 3: ELIMINAÇÃO DA ESTRATIFICAÇÃO ..................................... 1 2 MEDIDA 4 - CAUDAL DE AR NOVO REGULÁVEL ..................................... 3 3 BIBLIOGRAFIA ..................................................................................... 5 v 1 MEDIDA 3: ELIMINAÇÃO DA ESTRATIFICAÇÃO Esta medida propõe corrigir fenómenos de estratificação térmica que ocorrem no interior da UTA existente na clínica veterinária, como visível na figura 1.1. Em termos técnicos, a estratificação corresponde à má mistura entre o ar exterior e o ar de retorno antes da passagem pelas serpentinas de aquecimento ou arrefecimento. Esta situação leva a que diferentes zonas da serpentina recebam fluxos de ar a temperaturas distintas, resultando numa transferência térmica desigual. Como consequência, parte da serpentina trabalha fora do ponto ótimo, podendo ocorrer congelamento parcial, perda de eficiência, aumento do consumo energético e variações de conforto térmico nos espaços servidos. Figura 1.1 – Comparação de uma mistura com estratificação com a mistura após a implementação da solução. Adaptado de (BlenderProducts, 2021) A origem deste problema está geralmente associada à geometria interna da câmara de mistura, à ausência de defletores adequados ou à má distribuição dos caudais de ar novo e de retorno. Para eliminar a estratificação, é necessário assegurar uma mistura homogénea do ar antes da serpentina. Isso pode ser alcançado através da instalação de chapas defletoras, grelhas de mistura ou difusores internos, visível na figura 1.2, ajustando o ângulo e a velocidade de entrada dos fluxos de ar. A correção é relativamente simples 1 e não implica alterações significativas à estrutura da UTA, podendo ser executada durante uma intervenção de manutenção programada. Figura 1.2 – Difusor de mistura para ser instalado na câmara de mistura. Adaptado de (BlenderProducts, 2021) Na realidade especifica da clínica, esta medida tem grande relevância. A unidade de tratamento de ar é responsável pelo tratamento de zonas cirúrgicas, preparação e esterilização e laboratórios que requerem temperatura e humidade muito estáveis. Quando ocorre estratificação, o ar insuflado para estas salas pode apresentar variações térmicas que comprometem o conforto dos profissionais e até a segurança e estabilidade térmica exigida em ambiente clínico. Pequenas oscilações de temperatura podem afetar a recuperação de animais anestesiados ou até interferir na esterilidade dos materiais. Esta medida traz benefícios diretos tanto em termos energéticos como funcionais, e aumenta a fiabilidade e longevidade dos equipamentos, prevenindo o congelamento das serpentinas. Esta medida é altamente recomendada, pois combina baixo investimento, simplicidade de execução e impacto direto na qualidade ambiental interna. 2 2 MEDIDA 4 - CAUDAL DE AR NOVO REGULÁVEL Utilizando como trabalho de base Casquilho (2012), os caudais mínimos já foram aferidos e o dimensionamento dos equipamentos foi de encontro a esses pressupostos. Em adição, e para maior eficiência energética, inclui-se nos ventiladores das UTA’s/UTAN’s variadores de velocidade que permitem regular a frequência da energia elétrica, de forma a variar a velocidade dos ventiladores e o controlo será feito com a colocação de sondas de CO2 em todos os espaços. O objetivo da colocação destas sondas é ter uma leitura constante da quantidade de CO2 nas salas e assim aferir as necessidades de ar novo consoante a ocupação. Na melhor das hipóteses, caso alguma sala esteja desocupada por um período maior, a sonda vai detetar a concentração baixa de poluentes e envia um sinal a um controlador (por exemplo uma GTC) que por sua vez envia um sinal ao variador de velocidade para diminuir a velocidade do ventilador, garantido as condições mínimas de pressurização do edifício. Caso a sala seja novamente ocupada, a sonda vai detetar maiores valore de concentração de CO2 e vai dar ordem ao variador para a aumentar a velocidade de rotação do ventilador, satisfazendo as condições mínimas de renovações de ar. Optou-se por esta solução no sentido de automatizar o processo reduzindo assim a ação humana que está sujeito a maior erro de implementação. Figura 2.1 - Sonda de CO2 3 Figura 2.2 - Variador de frequência Esta medida torna-se interessante em algumas salas onde a ocupação é variável, pois alguns espaços como por exemplo, a sala de reunião, que tem ocupações pontuais. 4 3 BIBLIOGRAFIA Blender Products, Inc. (s.d.). HVAC – Air stratification mitigation. Recuperado de https://www.blenderproducts.com/hvac-air-stratification- mitigation/ Casquilho, A. F. (2012). Projecto de AVAC de uma clínica veterinária e verificação do regulamento dos sistemas energéticos de climatização em edifícios (RSECE) (Dissertação de Mestrado). Instituto Politécnico de Leiria / ISEL. https://repositorio.ipl.pt/entities/publication/392ae2e1-d040-4185- 8801-46751502940e France-Air. (s.d.). Sonda de CO₂. Recuperado de https://www.guia.france-air.pt/produtos/sonda-de-co2 Schneider Electric. (s.d.). Variador de velocidade ATV650U30N4 – 3 kW, 380-480 V, IP55. Recuperado de https://www.se.com/pt/pt/product/ATV650U30N4/variador-de-velocidadeatv650-3-kw-380-480-v-ip55/ 5 Ciclo Economizador de Ar Exterior em Unidades de Tratamento de Ar Miguel Baptista – A48386 Gonçalo Almeida – A41041 César Martins - A52427 Miguel Conceição - A45386 Trabalho para a Cadeira de Gestão Energética de Edifícios, do curso de Engenharia Mecânica, na Área de Especialização de Energia, Refrigeração e Climatização Professor Nuno Serra Professor Nuno Domingues Outubro de 2025 i Ciclo Economizador de Ar Exterior em Unidades de Tratamento de Ar Resumo O presente Trabalho analisa a medida “4.2.5 - Ciclo Economizador de Ar exterior em unidades de tratamento de ar”, que se trata de uma estratégia de eficiência energética que permite o arrefecimento gratuito (free cooling) através do aproveitamento do ar exterior sempre que este se encontra mais frio e seco do que o ar interior. São discutidos os princípios de funcionamento, os requisitos técnicos, as condições climáticas favoráveis e as boas práticas de controlo e manutenção deste tipo de sistema. iii Índice 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................... 1 2 DESCRIÇÃO .......................................................................................... 2 3 4 2.1 Conceito.......................................................................................... 2 2.2 Funcionamento Geral ........................................................................ 2 2.3 Tipos de estratégia de controlo ........................................................... 3 ANÁLISE TÉCNICA DA IMPLEMENTAÇÃO............................................... 4 3.1 Configuração da UTA e dampers: ........................................................ 4 3.2 Sistema de Controlo e automação:...................................................... 5 3.3 Integração com o sistema mecânico:................................................... 7 3.4 Operação e manutenção: ................................................................... 7 VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA MEDIDA ............................................... 9 4.1 Vantagens ....................................................................................... 9 4.2 Limitações e Desafios ...................................................................... 10 5 CONCLUSÃO........................................................................................ 11 6 BIBLIOGRAFIA ................................................................................... 13 v 1 INTRODUÇÃO O setor de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) é responsável por uma parcela significativa do consumo energético nos edifícios, podendo representar cerca de 40% da energia total utilizada (Talami et al., 2023). Por esse motivo, a implementação de estratégias de eficiência energética nesta área é fundamental. Uma dessas estratégias é o ciclo economizador de ar exterior (mais conhecido como free cooling), que aproveita o ar exterior frio para arrefecimento gratuito dos espaços interiores quando as condições climáticas são favoráveis. Este trabalho explora esta medida, descrevendo o conceito, analisando os requisitos técnicos para o seu funcionamento eficaz e avaliando a sua viabilidade em termos de eficiência energética, especialmente num clima temperado com o de Marvão (Alentejo, Portugal). Serão ainda discutidas as vantagens, limitações e considerações de implementação. 1 2 DESCRIÇÃO 2.1 Conceito O ciclo economizador de ar exterior consiste em utilizar ar fresco do exterior para satisfazer parcial ou totalmente a necessidade de arrefecimento do edifício, reduzindo assim o uso da refrigeração mecânica. Em termos simples, quando a temperatura (e/ou entalpia) do ar exterior está abaixo da temperatura do ar de recirculação do edifício, é energeticamente mais eficiente aumentar a proporção do ar exterior admitida no sistema. Se o ar exterior tiver suficientemente frio e seco, pode mesmo suprir toda a carga térmica de arrefecimento necessária, proporcionando “free cooling” e evitando por completo o acionamento do sistema (Lee et al., 2024). 2.2 Funcionamento Geral Numa UTA equipada com economizador, existem registos motorizados (dampers) que controlam as proporções de ar novo, ar de retorno e ar de extração. Em condições normais, o registo de ar exterior garante apenas a ventilação necessária por norma para a qualidade do ar interior. Porém, quando os sensores indicam que o ar exterior está mais frio (ou de menor entalpia) do que o ar interior, o sistema de controlo atua os registos por forma a aumentar a entrada de ar exterior fresco e reduzir a recirculação, aliviando a carga do equipamento. Em situações ideais, o economizador poderia abrir totalmente a admissão de ar exterior e fechar o retorno, enquanto um registo de extração assegura que o excesso de ar interior é expelido para não pressurizar demasiado o edifício. A figura 2.1 ilustra esquematicamente este princípio. 2 Figura 2.1 – Princípio de funcionamento de um economizador. Adaptado de (Sabeh, 2021) 2.3 Tipos de estratégia de controlo O acionamento do economizador pode basear-se em diferentes critérios. O método mais simples é por temperatura de bolbo seco fixa. Por exemplo, ativar o free cooling quando a temperatura exterior cai abaixo de um dado valor de referência. Outra abordagem considera também a humidade, avaliando-se desta forma a entalpia do ar exterior, garantindo que só operam quando o ar está não só frio, mas também seco o suficiente, para evitar introduzir carga de humidade no edifício (Anderson, n.d.). Há ainda controlos de entalpia diferencial, que comparam diretamente a entalpia do ar exterior com a do ar de retorno interno, de modo a decidir se o ar exterior é energeticamente vantajoso. Independentemente da estratégia, o objetivo é garantir que esta medida só funciona quando efetivamente resulta em menor energia consumida. 3 3 ANÁLISE TÉCNICA DA IMPLEMENTAÇÃO Antes de mais, para que a operação do ciclo economizador seja eficaz, existem alguns pré-requisitos técnicos e de controlo que devem ser respeitados: 3.1 Configuração da UTA e dampers: A UTA deve dispor de entradas de ar exterior e de retorno dimensionadas adequadamente, equipadas com registos motorizados, figura 3.1. Figura 3.1 – Registo Motorizado. Adaptado de (Motor Mounting Methods | Tamco Dampers, n.d.) É também importante ter uma via de extração de ar para o exterior, também controlada por registo ou por um ventilador de retorno, de forma a equilibrar os caudais de ar. Quando a UTA passa a admitir 100% de ar novo, um volume equivalente de ar interior tem de ser removido, caso contrário, o edifício ficaria sobre pressurizado. Assim, o dimensionamento das entradas e saídas de ar devem permitir a passagem dos caudais máximos de projeto sem introduzir perdas de carga excessivas. Além disso, os registos devem ser do tipo estanque de baixa fuga, para evitar infiltrações de ar indesejado (Liescheidt, n.d.). 4 3.2 Sistema de Controlo e automação: É indispensável um controlador que ajuste continuamente a posição dos registos de acordo com as leituras dos sensores de temperatura e humidade. Estes sensores são colocados no ar exterior, como se pode ver na figura 3.2, e possivelmente no ar de retorno e no ar misto. Figura 3.2 – Componentes de um Economizador. Adaptado de (Liescheidt, n.d.) Segundo o modelo de controlo desenvolvido por (Fernandez et al., 2009), este processo é composto por dois ciclos principais interligados 1. Ciclo de Controlo – Os sensores medem continuamente as variáveis do ar exterior (AO), retorno (RA) e misto (MA). O controlador compara essas leituras com os valores de referência definidos e ajusta os registos para otimizar a mistura de ar e manter as condições interiores desejadas. Paralelamente, os dados são armazenados e transformados em leituras virtuais para análise posterior 2. Ciclo de deteção e Correção de Falhas – As leituras dos sensores são avaliadas por diagnósticos passivos e proativos que identificam desvios, incoerências ou falhas. Caso seja detetada uma anomalia corrigível, o sistema aplica uma correção automática de viés e atualiza os parâmetros de controlo. 5 O esquema deste modelo de controlo encontra-se visível na figura 3.3. Figura 3.3 diagnóstico – Esquema do controlo de falhas (verde) numa Adaptado de (Fernandez et al., 2009) 6 automático (vermelho) UTA economizador. com e 3.3 Integração com o sistema mecânico: A implementação de um economizador requer verificar se os componentes suportam este modo de operação. A serpentina de arrefecimento da UTA deve conseguir lidar com ar em temperaturas potencialmente mais baixas no caso de mistura com ar exterior muito frio. De acordo com recomendações da norma ASHRAE 90.1-2013, os controlos do economizador e da unidade devem ser intertravados para evitar o congelamento da serpentina, devendo o registo de ar exterior fechar apenas quando a temperatura do ar de saída for inferior a 7ºC (Sturm & applications engineering, 2013). Em climas frios, é comum implementar termóstatos anti-congelamento ou proteções contra congelamento ou estabelecer um limite mínimo de temperatura do ar misto (por exemplo 10 °C). Abaixo disso, o registo de ar exterior recua para evitar ar demasiado frio e, se necessário, aciona-se aquecimento de apoio para manter o conforto (Sturm & applications engineering, 2013). Da mesma forma, em situações de humidade elevada, deve-se integrar o economizador com estratégias de desumidificação. A norma define limites superiores de entalpia ou humidade relativa que impedem a sua operação quandoo o ar exterior é demasiado húmido, prevenindo condensação e crescimento microbiológico. Assim, o controlador do economizador deve ajustar-se às condições do ar exterior, maximizando o free cooling apenas quando estas são energeticamente favoráveis (Sturm & applications engineering, 2013). 3.4 Operação e manutenção: Um economizador só traz benefícios se operar corretamente. Conforme (Best Practices for Air-Side Economizers Operation and Maintenance | PNNL, n.d.), sem manutenção adequada, os economizadores podem provocar desperdício energético e degradação da qualidade do ar interior. 7 Frequentemente ocorrem problemas práticos: sensores de humidade podem desalocar-se ou perder a calibração, resultando em erros de leitura e operação inadequada. Isto justifica, por exemplo, a necessidade de calibração periódica de sensores. Alem disso, atuadores defeituosos ou registos presos são vulnerabilidades comuns. Quando os registos não respondem ao comando, o sistema pode operar fora dos parâmetros ideais, criando consumo excessivo ou comportamento errático. Para prevenir estes problemas, recomenda-se um programa de manutenção preventiva estruturada, com inspeções regulares e limpeza dos componentes. A tabela apresenta um modelo típico de manutenção recomendado. É também essencial que o operador entenda a lógica do economizador, de modo a interpretar alarmes e sinais de falha. Tabela 1 – Modelo típico de manutenção para sistemas com economizador. Adaptado de (Best Practices for Air-Side Economizers Operation and Maintenance | PNNL, n.d.) Descrição Frequência de Manutenção Ação Diária Verificar tomadas de ar por possíveis obstruções Inspeção Inspecionar hardwate (ex., atuadores, registos, lâminas e vedantes, etc.) Sensores Semanal Mensal ✓ ✓ Verificar sensores e calibrar/reparar/substituir ✓ conforme necessário Determinar o modo de operação pretendido do economizador (ex.: sequência de funcionamento, ✓ definições, etc.) Controlo Verificar a programação do economizador; muitos controladores incluem um modo de diagnóstico que faz o sistema percorrer várias condições de ✓ operação Confirmar o movimento e a posição corretos dos Verificar funcionamento Correto dampers (por ex.: o damper de retorno abre quando o damper de ar exterior e o de alívio ✓ fecham, e vice-versa). Confirmar que os dampers asseguram fecho total sem fugas de ar. 8 Anual ✓ Confirmar que os dampers de ar exterior estão fechados quando o sistema AVAC não está em funcionamento (por ex.: antes da partida ou após ✓ o desligamento). Os dampers também devem estar fechados durante o aquecimento inicial do edifício na estação fria. Confirmar que os dampers de ar exterior estão a modular corretamente em condições adequadas ✓ (por ex.: temperatura exterior entre 7 °C e 18 °C quando existe necessidade de arrefecimento). Confirmar que os dampers de ar exterior estão na posição mínima de ar exterior quando o sistema ✓ AVAC está a funcionar, mas o economizador não está ativo. Diagnóstico e Se o economizador tiver sistema de deteção e deteção de diagnóstico de falhas, monitorizar os alarmes falhas disponíveis. Sistema de gestão técnica (se aplicável) ✓ Avaliar o funcionamento do economizador através ✓ da análise dos dados registados. Confirmar que os sistemas AVAC cumprem os ✓ caudais de ar e os pontos de temperatura de Outros insuflação definidos. componentes Executar inspeções e manutenção adequadas a /Sistemas outros componentes e sistemas, incluindo — mas ✓ não se limitando a — ventiladores e condutas de ar. Documentação do sistema Registar todas as atividades de manutenção em livro de registo ou sistema eletrónico de gestão de Após conclusão de cada atividade manutenção (CMMS). 4 VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA MEDIDA 4.1 Vantagens • Eficiência energética e custo operacional: Como visto, grande parte da carga térmica pode ser satisfeita gratuitamente quando o clima coopera, reduzindo a fatura energética anual do edifício. O retorno do investimento tende a ser atrativo, muitas vezes com um payback de poucos anos. Além disso, ao diminuir as horas de 9 funcionamento de chillers e compressores, o economizador contribui para aumentar a vida útil desses equipamentos e reduzir necessidades de manutenção, pois há menor desgaste mecânico e térmico. • Conforto e qualidade do ar interior: Uma consequência benéfica do economizador é a maior renovação de ar nos ambientes. Em vez de operar no mínimo de ar novo o tempo todo, o sistema passa frequentemente a introduzir ar exterior em maior quantidade, melhorando a ventilação. Isto resulta na redução de poluentes acumulados e maior sensação de frescura para os ocupantes. • Simplicidade operacional automática: Uma vez instalado e corretamente parametrizado, funciona automaticamente através do sistema de controlo, sem exigir intervenções manuais no dia-a-dia. Isto é uma vantagem comparativamente a estratégias comportamentais como abrir janelas manualmente e desligar o sistema. 4.2 Limitações e Desafios • Condições climáticas e fiabilidade do controlo: Esta medida é altamente dependente das condições climáticas reais. Em alguns dias, poderá estar ativo a 100%, e noutros desligado por completo. Climas com variações rápidas acabam por impor um desafio ao controlo. Se o sistema não reagir rapidamente, corre-se o risco de introduzir ar exterior quando não se devia, causando gasto extra. Portanto, a confiabilidade dos sensores e do sistema de automação é critica, pois falhas podem anular as poupanças ou até piorar o consumo. É recomendável a instalação de sensores robustos, dupla verificação e alarmes que avisem se um registo não atingir a posição comandada, etc. • Humidade e qualidade do ar exterior: Em climas húmidos ou com alta poluição exterior, limita o uso do economizador. Trazer ar exterior com muitos poluentes pode também sobrecarregar os filtros e impactar a qualidade do ar interior, já que se aumenta a renovação de ar nestes sistemas. É preciso, portanto calibrar cuidadosamente os setpoints de 10 operação e garantir manutenção reforçada de filtros. Em climas extremamente empoeirados ou poluídos, a vantagem do economizador pode ser parcialmente abafada pelos custos de filtração/manutenção. • Compatibilidade com edifícios existentes: A implementação em projetos novos é relativamente fácil. Já em edifícios existentes, retrofitting de um ciclo economizador pode ser desafiador. Alguns sistemas antigos de AVAC não possuem secção de mistura nem espaço físico para instalar registos adicionais. Poderá ser necessário susbsituir ou modificar a UTA, instalar novas condutas de admissão ou extração e integrar um novo módulo de controlo, elevando imenso o custo inicial. Cada caso deve ser estudado quanto à viabilidade técnica e económica. • Custos de manutenção e operação adequada: Embora o custo de manutenção de economizadores não seja elevado, é um componente a mais que requer atenção. Em particular, zonas marítimas ou industriais podem causar corrosão nos componentes dos registos, exigindo inspeções frequentes. Se a manutenção for negligenciada, o sistema pode acabar travado ou desligado, perdendo-se os benefícios previstos. 5 CONCLUSÃO Conclui-se, a partir desta revisão da literatura, que a operação do ciclo economizador se trata de uma medida eficaz de eficiência energética em sistemas AVAC, permitindo reduzir o consumo de refrigeração mecânica através do aproveitamento do ar exterior frio. A sua aplicação é particularmente vantajosa em climas temperados e secos. O bom desempenho do sistema depende, contudo, de um controlo adequado e de manutenção regular, incluindo calibração dos sensores e verificação dos registos, conforme as boas práticas ditadas pelas normas e guias técnicos aplicáveis. Quando corretamente implementado e mantido, o economizador proporciona redução de custos energéticos, melhoria do conforto térmico e maior sustentabilidade. 11 6 BIBLIOGRAFIA Anderson, L. (n.d.). An Economizer Evaluates The Temperature Levels Of Outdoor Air | HVAC News. Retrieved October 4, 2025, from https://www.hvacinformed.com/insights/economizers-save-energycosts-fresh-air.1620026150.html Best Practices for Air-Side Economizers Operation and Maintenance | PNNL. (n.d.). Retrieved October 5, 2025, from https://www.pnnl.gov/projects/om-best-practices/air-side-economizers Fernandez, N., Brambley, M. R., & Katipamula, S. (2009). Self-Correcting HVAC Controls: Algorithms for Sensors and Dampers in Air-Handling Units. https://doi.org/10.2172/973449 Lee, J.-H. ;, Cho, Y.-H., Stamatelos, M., Lee, J.-H., & Cho, Y.-H. (2024). Optimal Control of Air-Side Economizer. Energies 2024, Vol. 17, Page 5383, 17(21), 5383. https://doi.org/10.3390/EN17215383 Liescheidt, S. (n.d.). Economizers in Air Handling Systems. M02-014. Retrieved October 5, 2025, from www.cedengineering.com Motor Mounting Methods | Tamco Dampers. (n.d.). Retrieved October 5, 2025, from https://www.tamcodampers.com/installation- guidelines/control-dampers-motor-mounting-methods/ Sabeh, N. 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