TEMA IV. PRESSÃO LATERAL DE TERRA Introdução Docente:Eng. Hilda González Fernández Em ocasiões as construções civis exigem que em um determinado terreno de superfície infinita, seja retirado parte do maciço, substituindo sua ação com a introdução de um elemento vertical rígido. Se o elemento situado esta estático, não se desloca horizontalmente e por ende a massa do solo não sofre deformações (nem de tração nem de compressão). Se o elemento rígido se desloca, afastando-se progressivamente do solo, o maciço sofrerá deformações de tração; do contrário, ou seja, se o elemento empurrar contra o maciço comprimindo-o, as deformações são de compressão. Existirão então dois tipos de pressão, os que chamaremos a seguidas pressão ativo, quando as deformações horizontais que sofre o solo são de tração, e pressão passivo, quando as deformações horizontais são de compressão. Introdução O desenho e construção apropriada das estruturas de retenção requerem um pleno conhecimento destas forças laterais que atuam entre as estruturas de retenção e as massas de solo que são retidas. Fases do desenho de muros: 1. Conhecido a pressão lateral do solo, a estrutura deve ser checada por estabilidade (tombo, deslizamento e capacidade lhe suportem). 2. Verificação estrutural do muro para que suporte os esforços com segurança e se calcula os reforços. Pressão ou empuxo de terra em repouso Como já se conhece, um ponto dentro de uma massa de solo a uma profundidade (Z) dada estará submetido a uma pressão vertical , devido à própria sobrecarga natural e a sua vez, produto do confinamento a uma pressão horizontal (σh), que não é mais que um por cento da pressão anterior (σv). Como não há possibilidade de deslocamento lateral, produz-se uma condição de equilíbrio conhecida como condição K0 (coeficiente de empuxo em repouso). Logo podemos dizer que: Empuxo de terra em repouso (Ko) é o empuxo inicial que exerce um terreno na direção horizontal antes de ser escavado, ou antes de que um muro encostado (adosado) a ele experimente movimento algum. Como: temos O conceito do empuxo em repouso é empirico e sua determinação e experimental. Ko na maioria dos solos varia entre 0,5 e 1,0, com talvez valores maiores para argilas fortemente preconsolidadas Pressão ou impulso de terra em repouso Para solos de grão grosso, o coeficiente de pressão de terra em repouso se estima pela relação empírica de Jaky: Onde Ø é ângulo de fricção. Para solos de grão fino, normalmente consolidada Massarsch (1979) sugeriu a seguinte equação para o Ko: A figura mostra a distribuição da pressão de terra em repouso sobre um muro de altura H. A força total por unidade de longitude de muro, po, é igual à área do diagrama de pressões, por isso: Pressão ou impulso de terra em repouso para um solo parcialmente submerso Nível da água freática está localizada a uma profundidade H1 debaixo da superfície do terreno. Pressão ou impulso de parcialmente submerso terra em repouso para um solo Para Z= H1, a pressão lateral total de terra em repouso se dá como: Por conseguinte, a pressão lateral total da terra e a água a qualquer profundidade Z > H1 é igual a: A força por largo unitário de muro se acha da soma das áreas dos diagramas de pressão, e é igual a: ó Métodos para determinar o impulso de terra Existem vários métodos que permitem determinar o impulso de terra: Teoria do Rankine. (basease na aplicacao da teoria de equilibrio plastico). Teoria do Coulomb.(baseada no equilibrio de corpo rigido). Metodo de Culmann. (para solos coesivos). Metodos das cunhas. (para solos coesivos). Metodo de Engesser. (para solos não coesivos). Método gráfico do Poncelet. (para solos não coesivos). Pressão ou impulso de terra ativo (Teoria do Rankine). A teoria do Rankine aceita as seguintes hipótese: 1. A superfície do terreno é horizontal. 2. O elemento é vertical e rígido. 3. Não existem tensões tangenciais entre o elemento e o solo. Se se permitir que o muro se mova afastando-se gradualmente da massa do solo, as pressões horizontais diminuirão com respeito às de repouso até chegar a um valor mínimo, momento em qual o solo atrás do muro alcança seu estado de falha, denominado estado ativo do Rankine e a pressão σ’a sobre o plano vertical é a pressão ativa de terra do Rankine. A seguir obteremos σ’a em términos de Z, C e Φ ?. Pressão ou impulso de terra ativo (Teoria do Rankine). Para solos sem coesão, C=0 A razão de σ’a respeito a σ’o se chama coeficiente de pressão de terra ativa do Rankine (Ka). Exercicio 1 Calcule a pressão de terra ativa do Rankine por unidade de longitude do muro mostrado na figura Pressão ou impulso de terra passivo (Teoria do Rankine). Para solos sem coesão, c=0 A razão de σ’p Rankine (Kp). respeito a σ’o se chama coeficiente de pressão de terra pasiva do Exercicio 2 Calcule a pressão de terra passiva do Rankine por unidade de longitude no muro mostrado na figura de exercício 1 e determine também a posição da resultante. Exercício 3 Se o muro de retenção mostrado no exercicio anterior não pode mover-se, qual será a força lateral por longitude unitária do muro? Resumindo As duas situações de ruptura a partir do repouso por variação nas tensões horizontais atuantes.são: Efecto de la cedencia del muro De todo a anterior se pode resumir que o valor de K, relação entre as pressões efetivas horizontal e vertical, varia conforma as deformações horizontais sofridas por uma massa triangular de solo quando está sujeita a determinadas solicitações, de maneira que se têm três tipos de coeficientes de impulso, ou seja: coeficiente de impulso em repouso, Ko, coeficiente de impulso ativo, Ka, e coeficiente de impulso passivo, Kp. Fica claro também que é necessário um movimento suficientemente grande do elemento rígido ou muro para alcançar um estado de equilíbrio plástico. Entretanto, a pressão lateral de terra contra um muro é muito influenciada pela maneira em que o muro realmente cede. Na maioria dos muros de retenção simples, o movimento ocorre por simples translação ou, mais freqüentemente, por rotação em relação à base. Diagrama para a distribuição da pressão lateral de terra contra muros de retenção a) Relleno. Solo sem coesão com superfície horizontal do terreno. Caso ativo Diagrama para a distribuição da pressão lateral de terra contra muros de retenção Caso passivo Diagrama para a distribuição da pressão lateral de terra contra muros de retenção b) Relleno. Solo sem coesão parcialmente submerso suportando sobrecarga Caso ativo En z=0 A profundidade z = H1 A profundidade z = H Diagrama para a distribuição da pressão lateral de terra contra muros de retenção Caso passivo Exercício 4 Na figura se mostra um muro de retenção. Determine a força ativa do Rankine por longitude unitária de muro. Determine também a posição da resultante. Passos a seguir: 1. Cálculo de Ka 2. Calculo de σa e sua representação gráfica. 3. Cálculo da pressão ativa total . 4. Obtenção do ponto de aplicação da pressão ativa resultante. Diagrama para a distribuição da pressão lateral de terra contra muros de retenção c) Relleno, Solo coesivo com relleno horizontal Caso activo Conhece-se que a pressão ativa contra o muro a qualquer profundidade debaixo da superfície do terreno se expressa como: Devido ao efeito da coesao, σa e negativa na parte superior do muro. A profundidade zo em que a tensão ativa se volta igual a 0: Para a condição ϕ = 0 …. c) Relleno, Solo coesivo com relleno horizontal (cont) Se conhece que a força ativa total por longitude unitária de muro se encontra da área do diagrama de pressão total Para a condição ϕ=0: Como não existe contato entre o solo e o muro até uma profundidade do Zo depois do desenvolvimento das gretas de tensão, a distribuição da pressão ativa contra o muro entre e H é a única considerada. Neste caso, Para la condición ϕ = 0, Diagrama para a distribuição da pressão lateral de terra contra muros de retenção Caso pasivo Para a condição ϕ = 0, Kp=1 y Exercício 5 Um muro de retenção que tem um cheio de argila branda e saturada, mostra-se em a figura. Para a condição não drenada (Ø= 0) do cheio, determine os seguintes valores: a) A profundidade máxima da greta de tensão b) Pa antes de que ocorra a greta de tensão c) Pa depois de que ocorra a greta de tensão Exercício 6 Na figura se mostra um muro de retenção sem fricção. a) Determine a força ativa, P, depois de que ocorre a greta de tensão. b) Qual é a força passiva, Pp? Análise aproximado da força ativa sobre muros de retenção Em considerações práticas de desenho, a força ativa sobre um muro de retenção se calcula usando o método do Rankine ou o do Coulomb. O procedimento de cálculo para um muro de retenção de gravidade com cheio granular se mostra na figura. A figura mostra um muro de retenção de gravidade com um cheio que tem uma superfície horizontal do terreno. Se se usar o método do Rankine, o impulso ativo se calcula sobre um plano vertical esboçado pelo talão do muro aplicando a equação conhecida: Onde: Análise aproximado da força ativa sobre muros de retenção A figura mostra um muro de retenção similar com um cheio granular que tem uma superfície inclinada do terreno. A equação anterior, ou solução do Rankine, utiliza-se para determinar a força ativa sobre um plano vertical que acontece o talão do muro, que então se soma vectorialmente ao peso da cunha de solo ABC2 para a análise por estabilidade. Entretanto, note que a direção da força ativa do Rankine já não é horizontal neste caso e o plano vertical BC2 não é o plano principal menor. O valor de Pa(Rankine)) dáse pela relação: Onde: H' = BC2 Análise aproximado da força ativa sobre muros de retenção A Pa obtida está a uma distância H’/3 medida verticalmente desde B e inclinada um ângulo Φ em relação a horizontal. Os valores de K definidos pela equação anterior para vários ângulos de talud e ângulos de fricção do solo se dão na tabela seguinte.
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