LEILA LAUAR SARMENTO Gramática em textos, sintonizada com as atuais propostas de ensino, apresenta os conteúdos gramaticais a partir de textos muito variados e próximos ao universo dos alunos: tiras, charges, anúncios, poemas, letras de música, notícias, crônicas, notas jornalísticas, etc. Nesta nova edição, a autora acentua esta qualidade da obra: é maior a quantidade de textos que contextualizam os conceitos. A teoria é praticada com um grande número de exercícios, muitos também apoiados em textos. Ao final de cada capítulo, um Resumo dos tópicos estudados e a apresentação de questões atualizadas dos principais vestibulares do país favorecem o estudo e a revisão dos conteúdos. No final da obra, há apêndices que muito vão ajudar os alunos: uma seção de tira-dúvidas esclarece as dificuldades mais comuns; quadro de radicais, prefixos e sufixos, modelos de conjugação de verbos regulares e irregulares e índice remissivo são ferramentas que agilizam o estudo e a consulta. LEILA LAUAR SARMENTO Na nova edição houve também especial atenção à reorganização dos conteúdos para facilitar o manuseio do livro. O novo e moderno projeto gráfico contribui para que os alunos usem a Gramática no seu dia-a-dia. Por fim, é importante ressaltar os pontos que fizeram de Gramática em textos um sucesso: metodologia afinada com as atuais necessidades de professores e alunos, e simplicidade e objetividade no tratamento da matéria. ISBN 85-16-04834-9 9 7885 1 6 048341 CAPA Gramatica LP OK 1 15.08.08, 15:20 Leila Lauar Sarmento Licenciada e pós-graduada em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Minas Gerais Autora da coleção Oficina de redação (5ª a 8ª séries e volume único) e de Português: leitura, produção, gramática (5ª a 8ª séries), da Editora Moderna 2ª edição Untitled-1 1 8/15/08 3:59:34 PM Apêndice I Dificuldades linguísticas GT-•Apendice-1(599-618)RO 599 8/15/08, 1:40 PM 600 600 Apêndice 01 Apêndice Dificuldades linguísticas O emprego de determinadas palavras e expressões da língua muitas vezes acarreta dúvidas. Veja alguns casos. A anos / há anos Emprega-se há com referência a tempo passado, equivalendo a faz; e a na indicação de tempo futuro. Ele não aparece há tempos. Ela virá daqui a um ano. A fim de / afim A fim de é uma locução prepositiva que indica finalidade; afim é adjetivo e significa semelhante. Vim a fim de vê-la outra vez. Os dois tinham gênios afins. Acho que esse rapaz está a fim de mim. (linguagem coloquial) A meu ver Não se usa o artigo o antes de pronome possessivo nesse tipo de locução (ao meu ver). Usa-se a meu ver, assim como a meu modo, a meu pedido, a meu bel-prazer. A meu ver o setor industrial recuperou-se. A par / ao par Usa-se a par no sentido de tomar conhecimento e ao par no sentido de (em) equivalência cambial. Ficou a par da sua decisão hoje. O dólar e o ouro estão ao par. À toa / à-toa À toa é uma locução adverbial de modo que significa sem destino certo, sem razão, inutilmente. À-toa é um adjetivo que significa sem importância, desprezível. Continuava à toa, sem nenhum trabalho à vista. Este foi um gesto à-toa e precipitado. GT-•Apendice-1(599-618)RO 600 8/15/08, 1:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Há dias não chove. Daqui a pouco sairemos. 601 A ver / haver O discurso do secretário teve muito a ver com o tema dos outros palestrantes da noite. Esta semana deve haver manifestações contra os pedágios na BR-040. Acerca de / há cerca de Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Acerca de é uma locução prepositiva e corresponde a a respeito de; há cerca de é uma locução que equivale a faz (como verbo impessoal) aproximadamente. Falou-me acerca de seu pedido. Há cerca de dois dias resolvemos este caso. Ao invés de / em vez de Ao invés de corresponde a ao contrário de e em vez de significa no lugar de. Na dúvida, opte pela forma em vez de, que pode se aplicar às duas situações. Ao invés de sair, ele entrou na loja. Em vez de chocolate, escolheu sorvete de creme. Ao nível de / em nível de As formas corretas são em nível de, que significa no âmbito de, e ao nível de, equivalente à locução à altura de. O aumento do salário mínimo será decidido em nível de Congresso. Seu apartamento ficava ao nível da rua. Ao telefone Na indicação de proximidade ou vizinhança, emprega-se a preposição a, em expressões como ao telefone, à janela, ao balcão, à máquina, e não na janela ou no telefone. A garota continua ao telefone. Aonde / onde Usa-se aonde com os verbos que dão ideia de movimento; equivale a para onde. Com os verbos que não expressam a ideia de movimento, usa-se onde. Aonde ele foi assim tão cedo? (ir para algum lugar) Onde você mora? GT-•Apendice-1(599-618)RO 601 8/15/08, 1:40 PM Apêndice Usa-se a expressão a ver com o sentido de ter relação de semelhança com. O verbo haver significa existir e, nesse sentido, mantém-se sempre na 3ª pessoa do singular. 602 Bebedor / bebedouro Apêndice Bebedor é aquele que bebe; bebedouro (ou bebedoiro) é o aparelho que fornece água. Tornou-se um inveterado bebedor de cerveja. O bebedouro da escola não está funcionando. Bem-vindo / Benvindo Bem-vindo é uma palavra composta que significa bem recebido, bem-aceito; Benvindo é nome próprio. Berruga / verruga As duas formas estão corretas. Tirei a verruga / berruga que tinha no nariz. Boêmia / boemia São formas variantes e podem ser usadas normalmente. O poeta romântico vivia na boêmia / boemia. Botijão / bujão (de gás) As duas formas são corretas e se referem ao recipiente metálico usado para armazenar gás. Havia um botijão / bujão de gás de reserva. Cabeleireiro A palavra cabeleireiro provém de cabeleira mais o sufixo -eiro, que indica a profissão. Voltei ao cabeleireiro esta semana. Câmara / câmera Usa-se câmara com referência ao local de trabalho onde se reúnem os deputados; câmera designa o aparelho que capta e reproduz imagens ou a pessoa que o utiliza. Nesse sentido, também se pode usar a forma variante câmara. Alguns deputados não compareceram à Câmara hoje. O fotógrafo usava uma câmera / câmara japonesa. GT-•Apendice-1(599-618)RO 602 8/15/08, 1:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Seja bem-vindo à nossa festa. Conheci Benvindo na faculdade. 603 Catorze / quatorze As duas formas estão corretas. Champanha / champanhe As duas formas estão corretas; o gênero da palavra é vacilante, ora ela é usada no masculino, ora no feminino, mesmo na norma culta. O(a) champanha / champanhe tem esse nome porque é oriundo(a) de uma região da França chamada Champagne. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Cinquenta Não se usa a forma cincoenta. Adquiriu cinquenta livros para a biblioteca. Cólera Com o significado de raiva, fúria é substantivo feminino; quando se trata da doença, o substantivo pode oscilar em gênero. Agiu movido por uma cólera súbita. O combate do(a) cólera continua por todo o Brasil. Condor Esse substantivo é oxítono, condor; não é correta a pronúncia côndor. O condor vive em regiões montanhosas. Continuar Os verbos terminados em -uar têm a mesma desinência na primeira e na terceira pessoas do singular do presente do subjuntivo, e na terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo: -e e não -i. Não querem que eu continue o trabalho. É preciso que você continue o curso. Continue a caminhada, não pare! Cota / quota Admitem-se as duas formas, assim como cociente e quociente, cotidiano e quotidiano. Já paguei a cota / quota do clube este mês. GT-•Apendice-1(599-618)RO 603 8/15/08, 1:40 PM Apêndice Distribuíram catorze / quatorze fichas aos apostadores. 604 Dar à luz alguém A jovem deu à luz trigêmeos. De o O sujeito jamais é preposicionado (no predicado, é o verbo que rege o uso da preposição). Isso ocorre também com os pronomes ele, ela, aquele, este e esse, quando fazem parte do sujeito. Nos exemplos que seguem, o presidente é o sujeito do verbo falar, o marido é o sujeito de chegar, ele de aceitar, aquele avalista de assinar e esse candidato de dizer. Por essa razão, constitui erro grave dizer ... do presidente falar; ... do marido chegar; ... dele aceitar; ... daquele avalista assinar; ... desse candidato dizer. Este é o momento de o presidente falar. sujeito Não podia sair antes de o marido chegar. sujeito Era difícil de ele aceitar a proposta. sujeito Dependia agora de aquele avalista assinar. sujeito Chegou a hora de esse candidato dizer a verdade. sujeito Demais / de mais Demais equivale ao advérbio demasiadamente e pode ser substituído por muito. A expressão de mais significa a mais e opõe-se a de menos. O resultado do exame saiu tarde demais. (muito tarde) Ele me deu troco de mais. (a mais; ≠ de menos) Descarrilar Embora se encontre nos dicionários a forma descarrilhar, deve-se empregar, preferencialmente, descarrilar (des + carril + ar). O trem-bala já descarrilou algumas vezes. GT-•Apendice-1(599-618)RO 604 8/15/08, 1:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice Com o sentido de parir, a expressão correta é dar à luz alguém, e não dar a luz a alguém. 605 Descriminar / discriminar Certos governos pensam em descriminar o uso das drogas. Ainda discriminam as pessoas nesta empresa. Diabetes / diabete Aceitam-se os dois números e os dois gêneros, embora o plural e o masculino sejam mais indicados. O(a) diabetes / diabete aumentou entre os brasileiros. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Disenteria Não existem as formas desenteria e desinteria. O tempero carregado desses bolinhos causou-me disenteria. Dó Dó é um substantivo masculino e significa compaixão, pena ou lástima. É também o nome da primeira nota da escala musical. A solidão daquele velho causou-lhe muito dó. Aquele dó desafinado decepcionou a plateia. Em cores Usa-se a expressão em cores e não a cores. O jogo foi televisionado em cores. Em domicílio / a domicílio Usa-se a expressão em domicílio com os verbos entregar (se faz entrega em um lugar e não a um lugar), dar (algo em domicílio), fazer (algo em domicílio). A domicílio emprega-se com verbos que têm ideia de movimento: levar, mandar, enviar, etc. Foi feita a entrega em domicílio. Dou aula de matemática no domicílio de Fernanda. Nesta loja, enviamos a domicílio (as compras). Em férias Essa é a forma correta, e não de férias. Entraremos em férias no próximo mês. GT-•Apendice-1(599-618)RO 605 8/15/08, 1:40 PM Apêndice Descriminar (des + crime + ar) significa liberar, inocentar, absolver de crime, e discriminar significa separar, distinguir: 606 Embaixo / em cima Apêndice A grafia correta dessas palavras é sempre essa. Não existe a forma encima. Vivia embaixo do viaduto. (uma palavra apenas) Ponha o café em cima da escrivaninha. (duas palavras) Empecilho Essa é a grafia correta, empecilho, e não impecilho. Desfez todos os empecilhos para chegar até aqui. Enfarte / enfarto / infarto O técnico sofreu um enfarte / enfarto / infarto ontem à noite. Enfisema A palavra é masculina e não existe a forma efisema. O cigarro provocou um enfisema naquele senhor. Espectador / expectador Espectador é aquele que vê ou assiste; expectador (adjetivo muito menos usado) é aquele que espera alguma coisa, que tem expectativa ou está na expectativa de algo. Os espectadores não gostaram do primeiro capítulo da novela. A expectadora aguardava a chegada de sua encomenda a qualquer momento. Estada / estadia Estada ou estadia é a permanência de algo ou alguém por um período em determinado lugar. A estada / estadia na Grécia proporcionou-nos muitas alegrias. Prolonguei a estada / estadia do meu carro no estacionamento por mais algumas horas. Etc. É a abreviação da expressão latina et cetera, que significa e outras coisas, embora hoje também seja empregada em relação a pessoas. Trouxeram os móveis, as peças de decoração, os eletrodomésticos, etc. Marina só anda com boas companhias, como a Flávia, a Letícia, a Taís, etc. GT-•Apendice-1(599-618)RO 606 8/15/08, 1:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As três formas são admitidas. 607 Fosforescente é um adjetivo derivado do substantivo fósforo, uma substância que brilha no escuro. Fluorescente é também um adjetivo, mas deriva de flúor, elemento químico, e refere-se a determinado tipo de luminosidade. Este interruptor é feito de material fosforescente. A luz branca da lanterna era fluorescente. Garagem A forma correta é garagem e não garage, que é um galicismo. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Entramos na garagem com certa dificuldade. Gratuito A sílaba tônica desta palavra é tui (gratuito), e dentro dela a vogal u, como em fortuito, circuito e fluido. Nessas palavras, o i não é tônico. Nunca diga gratuíto. Conseguimos entradas gratuitas para o espetáculo de terça-feira. Hábitat Trata-se de um substantivo masculino e significa o lugar em que vive um organismo. Como palavra aportuguesada é proparoxítona e, portanto, tem acento gráfico. Seu hábitat natural é o homem. Hidrelétrica / hidroelétrica As duas formas são empregadas, sendo hidrelétrica a mais usual. A usina hidrelétrica de Itaipu é uma obra grandiosa. Ínterim É palavra proparoxítona, portanto acentuada. Significa meio-tempo. Naquele ínterim, ela refletiu bem e desistiu. Irrequieto Não se diz irriquieto e sim irrequieto, que quer dizer em constante movimento, agitado. Era uma criança irrequieta. GT-•Apendice-1(599-618)RO 607 8/15/08, 1:40 PM Apêndice Fosforescente / fluorescente 608 Látex Trata-se de palavra paroxítona terminada em -x; por isso, é acentuada. Apêndice O látex é usado na confecção de vários materiais. Lêvedo Denominação de um tipo de fungo usado na industrialização da cerveja. É palavra proparoxítona, recebendo, portanto, acento gráfico. A forma variante levedo, pronunciada como paroxítona, muito comum na fala coloquial, já aparece registrada em alguns dicionários. Lotação É substantivo masculino, em se tratando de veículo coletivo, e substantivo feminino, como ato de lotar. O lotação passou muito cheio e não parou no ponto. O teatro teve sua lotação esgotada durante três dias consecutivos. Maisena É com s, porque, depois de ditongo, usa-se s e não z; este é um dos casos em que a marca comercial, grafada com z, passou a designar o produto. Comprei maisena no supermercado. Mal / mau A palavra mal pode ser: • advérbio de modo, com o significado de erradamente, incorretamente; contrapõe-se ao advérbio de modo bem: Dormiu mal. A carta estava mal redigida. • substantivo, com o significado de algo prejudicial, nocivo, doença ou enfermidade; opõe-se ao substantivo bem e pode vir antecedido de artigo, adjetivo ou pronome: Seu mal era acreditar em todos. Estava dominado por males estranhos. • conjunção subordinativa temporal, equivalente a assim que, logo que: Mal chegaram os viajantes, acomodaram-se na pousada. GT-•Apendice-1(599-618)RO 608 8/15/08, 1:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O lêvedo é utilizado na fabricação da cerveja. 609 A palavra mau pode ser: • adjetivo, com significado de ruim, opondo-se a bom; o plural é maus e o feminino má: Apêndice Demonstrou mau comportamento na igreja. • substantivo: Os maus nem sempre são os perdedores. • Atenção • Para verificar com clareza o emprego correto, pode-se substituir mal por bem e mau por bom. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Mas / mais Mas é uma conjunção adversativa que expressa uma ideia contrária, oposta ou adversa. Pode ser substituída por porém, todavia, contudo, entretanto. Esperei-a, mas ela não apareceu. Mais representa em geral um advérbio e, nesse caso, é o contrário de menos. Havia mais sonhos antigamente. Menor (de idade) Nunca se usa a forma de menor, que é incorreta. Ivan ainda é menor (de idade). Mertiolate / mertiolato As duas formas vêm do nome comercial de uma substância antisséptica e germicida, o timerosal; a marca comercial é Merthiolate, em inglês. Passei mertiolate / mertiolato no seu joelho ferido. Misto A palavra misto deve ser escrita com s (nunca com x). Somente um misto quente não lhe bastava. Mortadela Observe a escrita e a pronúncia correta dessa palavra. O menino apreciava mortadela com queijo. GT-•Apendice-1(599-618)RO 609 8/15/08, 1:40 PM 610 Mozarela / muçarela Apêndice O nome desse tipo de queijo pode ser escrito de duas formas — mozarela ou muçarela: Preferia mozarela / muçarela a mortadela. Nada a ver / nada que ver Usa-se o verbo ver e não haver nessa locução, precedido da preposição a. É preferível, porém, a expressão nada que ver. Seu passado não tinha nada a ver / nada que ver com isso. Nem um traz implícita a noção de nem um sequer, nem um único. A palavra um, portanto, expressa quantidade. Nem um cacho de bananas inteiro daria fim à fome do macaco. Às vezes, a palavra um equivale a um pronome indefinido. Nem um nem outro tinha troco. Nenhum é um pronome indefinido variável em gênero e número. Em geral, aparece antes de um substantivo e opõe-se a algum. Nenhum jornal divulgou a notícia de sua candidatura. Vindo em frase negativa não varia em número e equivale a algum. Não havia nenhum cão nas redondezas. (cão algum) Sua família não tinha nobreza nenhuma. (nobreza alguma) Nobel A palavra é oxítona; designa o prêmio que leva o nome do cientista sueco Alfred Bernhard Nobel (1833-1896). Foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. O braço Não se usa o pronome antes de nomes que se referem a partes do corpo, quando empregados como complementos. Ao cair, quebrei o braço. (não meu braço) As meninas torceram o nariz ao ouvir a proposta da mãe. (não seus narizes) GT-•Apendice-1(599-618)RO 610 8/15/08, 1:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Nem um / nenhum 611 Passar de Já passava das oito horas, e ele não havia voltado. Personagem Aceita-se o emprego do artigo masculino antes desse substantivo, porém o feminino é mais adequado. A(o) personagem era difícil de ser representada(o). Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Por ora / por hora A locução por ora significa por este momento, por enquanto. Não necessito de seus serviços por ora. A locução por hora corresponde a de sessenta em sessenta minutos. Paguei o estacionamento por hora. Prazerosamente Não existe a vogal i nessa palavra, pois ela é formada do substantivo prazer mais os sufixos -osa e -mente. Aceitou prazerosamente minha oferta. Privilégio Essa é a grafia correta, e não previlégio. Foi um privilégio hospedá-la. Recorde A forma aportuguesada recorde, paroxítona, é mais indicada do que récorde, proparoxítona, ou a forma inglesa record. O triatleta bateu o recorde outra vez. Reivindicar Essa é a grafia correta, e não reinvindicar. Os operários reivindicam mais empregos e melhores salários. GT-•Apendice-1(599-618)RO 611 8/15/08, 1:41 PM Apêndice Na locução passar de, referindo-se a horas, o verbo permanece sempre no singular. 612 Repetir o ano Deve-se dizer repetir o ano (e não de ano), pois o verbo repetir é transitivo direto. Apêndice Seu filho repetiu o ano? Rubrica É uma palavra paroxítona (rubrica) e significa assinatura abreviada. Coloquei a rubrica no contrato. Ruim Deriva de ruína e pronuncia-se como oxítona (ruim). Seção / sessão / cessão Seção significa divisão, repartição, parte de uma publicação ou de um todo; sessão refere-se ao tempo que dura uma reunião ou um espetáculo; já cessão é o ato de ceder, dar. Dê uma olhada na seção de brinquedos. (repartição) A seção de culinária dessa revista está ótima. (parte de um todo) Quero ver o filme, mas só posso ir à sessão das dez. (período de um espetáculo) Ele já terminou a sessão com o psicanalista? (período de uma reunião) Fizeram um contrato de cessão de direitos. (ato de ceder) Seja / esteja São as formas corretas. Não existem as formas seje e esteje. Talvez ele seja convocado para o exército. Espero que ele esteja presente à reunião. Sem Escrevem-se com hífen os substantivos compostos em que ocorre a palavra sem e emprega-se o artigo para a flexão de número. Os sem-terra quase invadiram a fazenda do presidente. Senão / se não Senão corresponde a caso contrário. Se não equivale a se por acaso não e, nesse caso, inicia orações subordinadas adverbiais condicionais. Terminaremos o trabalho, senão não receberemos. (caso contrário) Se não quiser acompanhar-me, entenderei. (se por acaso não) GT-•Apendice-1(599-618)RO 612 8/15/08, 1:41 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O peixe tinha um gosto ruim. 613 Sentinela Na porta do prédio havia um(a) sentinela. Sic Palavra latina que significa assim. Emprega-se num texto para explicar ao leitor que é assim mesmo, que o texto foi transcrito exatamente como estava. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. E o prefeito concluiu: “Quem nada quer tudo perde” (sic). Provavelmente, o prefeito usou por engano a palavra nada em lugar da palavra tudo. Quem transcreveu a frase quis deixar claro que o equívoco já estava no original, por isso usou a palavra sic entre parênteses. Sine die A expressão latina sine die significa sem uma data precisa e não varia. Nossa viagem foi adiada sine die. Sine qua non Trata-se de uma expressão latina que indica uma condição sem a qual não se fará alguma coisa. Seu plural é sine quibus non. Você fará parte do grupo se ajudar no trabalho; é uma condição sine qua non. Tampouco / tão pouco Tampouco é advérbio e corresponde a também não. Ele não entrará e você tampouco. Tão pouco é uma expressão constituída pelo advérbio tão e pelo advérbio de intensidade ou pronome indefinido pouco. Como advérbio, pouco modifica um verbo e não varia; como pronome, acompanha um substantivo e varia. Caminhamos tão pouco hoje! Vieram tão poucos convidados à festa! Usucapião Usa-se com artigo no masculino e no feminino, havendo preferência pelo masculino. Ficou com as terras por meio do(a) usucapião. GT-•Apendice-1(599-618)RO 613 8/15/08, 1:41 PM Apêndice Trata-se de um substantivo que pode ser usado no feminino ou no masculino. 614 Viagem / viajem Escreve-se com g quando se trata do substantivo feminino. Apêndice Nossa viagem não foi longa. Grafa-se com j quando representa uma das formas do verbo viajar. Talvez eles viajem nas férias comigo. Vou fazer / farei Evite o gerundismo (vou estar fazendo), porque a construção é incorreta. Usa-se, no caso, vou fazer ou farei, isto é, vou + infinitivo ou futuro do presente. Vultoso / vultuoso São adjetivos. Vultoso significa volumoso. Vultuoso significa atacado de congestão na face. Fez um negócio vultoso essa semana. Seu rosto estava vultuoso e irreconhecível. Aplicação 1 Empregue a forma correta encontrada nos parênteses. a) Os preços estão elevados no supermercado você vai? (onde, aonde) b) A pesquisa sobre Genética foi apresentada por um dos grupos. (mal, mau) c) Mantenha-nos dos fatos durante sua estada em Fortaleza. (a par, ao par) d) Há muito que trabalha no campo e em carvoarias. (de menor, menor de idade) e) Todos os voluntários serão na ajuda aos flagelados. (bem-vindos, benvindos) f) O garçom serviu-me um salmão grelhado filé-mignon. (em vez de, ao invés de) g) o crescimento da economia poderá gerar novos empregos. (Ao meu ver, A meu ver) h) dois meses minha família mudou-se para Blumenau. (Acerca de, Há cerca de) i) De manhã, andava pelas ruas centrais da cidade. (à-toa, à toa) j) Os usuários uma redução na cobrança das passagens. (reinvindicam, reivindicam) l) A Internet ocupava tempo em sua vida. (de mais, demais) GT-•Apendice-1(599-618)RO 614 8/15/08, 1:41 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Vou providenciar / providenciarei o envio das notas fiscais para o início da semana que vem. 3 Leia a tira. O MENINO MALUQUINHO Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ZIRALDO Ziraldo ZIRALDO. O Menino Maluquinho. ZAPPIN. Sim, pois o adjetivo, no caso, deriva do substantivo flúor (tem a luminosidade do flúor) e não de fósforo (que origina o adjetivo fosforescente, isto é, que tem a propriedade de brilhar no escuro) Na tira lida, a palavra fluorescente está empregada corretamente? Por quê? 4 Identifique as alternativas em que as palavras ou expressões destacadas estão incorretas e corrija-as. a) A jovem preferiu um sanduíche de muçarela.. b) Todos os desportistas enfrentaram impecilhos durante as competições. Empecilhos. c) Leia o manual antes, se não poderá danificar o DVD. Senão. d) As lâmpadas fluorescentes são mais econômicas. 5 Leia os quadrinhos. CALVIN 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Waltterson WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo. São Paulo: Cedibra, 1998. GT-•Apendice-1(599-618)RO 615 8/15/08, 1:41 PM Apêndice 615 2 Corrija a frase em que se empregou a palavra ou expressão destacada incorretamente. a) A passageira deu à luz uma menina antes de o táxi chegar ao hospital. b) Sua companhia tornou-se um privilégio durante a excursão. c) A seleção dos candidatos será feita em nível de diretoria. d) Minha mãe solicitou a entrega dos remédios em domicílio. e) Esta decisão tem haver com os altos índices de evasão escolar. A ver. 616 Calvin elogia o pai com a “estratégia””das pesquisas na esperança de obter algo, mas não consegue enganá-lo. a) Explique os comentários de Calvin sobre o pai. b) No terceiro quadrinho, por que se empregou a palavra recorde? 6 A forma correta em cada alternativa é: a) rubrica / rúbrica Rubrica. b) rúim / ruim Ruim. c) ínterim / interim Ínterim. d) garage / garagem Garagem. e) maizena / maisena Maisena. 7 Crie uma frase com cada palavra ou expressão a seguir. a) espectador Pessoal. Sugestões: Os espectadores não gostaram da b) usucapião nova banda; graças ao usucapião a família conseguiu aquele pedaço de terra; por ora, não moveremos nenhuma c) por ora ação contra vocês; que vocês viajem bem!; ela não d) viajem viu a apresentação e meu pai tampouco. e) tampouco 8 Leia a tira. GARFIELD 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 11 jun. 2004. É um modo bem-humorado de Garfield dizer que o envelhecimento é inevitável. a) Interprete o pensamento de Garfield, no final da tira. b) Releia o primeiro quadrinho e explique como ficaria a locução a pouco na frase completei 26 anos. Explique o uso da locução na tira e justifique o segundo uso em sua resposta. A frase ficaria Há pouco completei 26 anos. Na tira, a projeção é para o futuro, daí o emprego da preposição a. Como agora se utilizou um verbo no passado (completei), emprega-se o verbo haver, que equivale a fazer. 9 Como se diz: a) cincoenta ou cinquenta? Cinquenta. b) Nóbel ou Nobel? Nobel. c) hábitat ou habitat? Hábitat. d) efisema ou enfisema? Enfisema. e) latex ou látex? Látex. GT-•Apendice-1(599-618)RO 616 8/15/08, 1:41 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice Trata-se da forma aportuguesada, que é paroxítona e mais correta. 617 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (UEM-PR) Assinale todo período em que o termo em destaque está registrado incorretamente. Onde. X a) Não meta o nariz aonde não deve. Bem-vindos X b) Vestibulandos, benvindos à UEM! c) Foi fruto de um mal mal-entendido ou . de mau mau-olhado? Seção; X d) Nesta cessão trabalham somente discriminação. moças. Isso é descriminação descriminação. Por que. X e) Ignoro porque meu colega ainda não chegou. f) Os cidadãos, guardiães da pátria, tornaram-se os fiscais do Sarney. 2. (FGB-SP) Assinale a alternativa em que não haja erro de grafia. Tampouco. a) Não tinha feito a prova no dia regular nem tão pouco a substitutiva. A fim. b) Afim de que as soluções pudessem ser adotadas por todos, José de Arimateia havia distribuído cópias do relatório no dia anterior. X c) Porventura, meu Deus, estarei louco? Asterisco. d) Assinalou com um asterístico a necessidade de notas informativas adicionais. Por isso. e) Com frequência, os médicos falam de AVC, Acidente Vascular Cerebral. Porisso, os próprios pacientes já estão familiarizados com esse termo. a) A ideia dela era à minha. Afim. b) Ele não está de sair comigo. A fim. 5. (PUC-SP) Das cinco alternativas apresentadas nesta questão, apenas uma completa adequadamente as sentenças abaixo. Aponte-a. I. Afinal, chegou o presente tanto esperávamos. II. você vai com tanta pressa? III. de dois meses, mudamos para este bairro. X a) por que, aonde, há cerca b) porque, onde, acerca c) por que, onde, a cerca d) porque, onde, há cerca e) porque, aonde, a cerca 6. (ITA-SP) Assinalar a alternativa correta. 3. (ITA-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. a) Sinto-me contente quando minha bem amada não está mal humorada. X b) Sinto-me contente quando minha bem-amada não está mal-humorada. c) Sinto-me contente quando minha bemamada não está mal humorada. d) Sinto-me contente quando minha bem-amada não está mau humorada. e) Sinto-me contente quando minha bem-amada não está mau-humorada. Quando dois dias disse ela que ia Itália para concluir meus estudos, pôs-se chorar. a) a, a, a, a b) há, à, à, a c) a, à, a, à X d) há, a, à, a e) há, a, a, à 7. (Fuel-PR) Ainda pouco, fez-se referência possíveis mudanças para daqui algumas semanas. a) a, à, a X b) há, a, a c) a, a, há d) há, à, à e) a, à, há 4. (ESP-SP) Use a fim ou afim, conforme a solicitação dos enunciados a seguir. 8. (UM-SP) Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas do seguinte período. GT-•Apendice-1(599-618)RO 617 8/15/08, 1:41 PM Apêndice QUESTÕES DE VESTIBULARES Algumas pessoas não determinam provém sua insatisfação, porque não sabem vão os sentimentos, nem mora a consideração pelo próximo. a) donde, onde, onde X b) donde, aonde, onde c) aonde, onde, aonde d) aonde, aonde, aonde e) donde, aonde, aonde 9. (Fuvest-SP) Diga elas que estejam daqui pouco porta da biblioteca. a) à, há, a b) a, há, à X c) a, a, à d) à, a, a e) a, a, a 10. (ITA-SP) Preencha os claros das sentenças. Gastaram somas (vultosas, vultuosas) para evitar o perigo. Ela tem o grave (se não, senão) de ser invejosa. A cidade de que (há, a) pouco você falou não mais existe. Ainda vou descobrir o (porquê, por que, por quê, por que) dessa polêmica. GT-•Apendice-1(599-618)RO 618 Temos, respectivamente: a) vultosas, senão, a, por quê b) vultuosas, senão, a , porquê c) vultuosas, senão, a, por que X d) vultosas, senão, há, porquê e) vultosas, se não, há, porquê 11. (F. C. Chagas-BA) Age com , queres fazer à curiosidade alheia. a) discreção, senão, conseções X b) discrição, se não, concessões c) discrição, senão, conseções d) discreção, se não, concessões e) discreção, senão, concessões 12. (UFPR) Complete as lacunas, usando adequadamente mas, mais, mal, mau. Pedro e João, entraram em casa, perceberam que as coisas não estavam bem, pois sua irmã caçula escolhera um momento para comunicar aos pais que iria viajar nas férias; seus dois irmãos deixaram os pais sossegados quando disseram que a jovem iria com as primas e a tia. a) mau, mal, mais, mas b) mal, mal, mais, mais X c) mal, mau, mas, mais d) mal, mau, mas, mas e) mau, mau, mas, mais 8/15/08, 1:41 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 618 Apêndice II Radicais gregos 620 Radicais latinos 62 1 Prefixos gregos 62 1 Prefixos latinos 622 Sufixos nominais 623 Sufixos verbais 624 Sufixo adverbial 624 Substantivos coletivos 624 Alguns adjetivos pátrios do Brasil 625 Alguns adjetivos pátrios das Américas 626 Alguns adjetivos pátrios do mundo 626 Conjugação dos verbos auxiliares ter, haver, ser e estar 627 Conjugação dos verbos regulares 630 Conjugação dos verbos irregulares 633 Verbos abundantes 639 Índice de assuntos 640 GT-Apendice-2(619-648)RO 619 8/15/08, 1:43 PM 620 Apêndice 02 Radical acro agogo agro andro anemo arcai, arqueo arquia baro bio caco cali cin, cine, cines cito cosmo cracia doxo dromo eco edro ergo etimo etno fago filo flebo fono fos, foto gamia gene geo gino gono, gonia helio hemo, hemato hepato hetero hidro hipno hipo homo, homeo ícono íctio iso latria logo mancia miso mnemo necro noso oniro GT-Apendice-2(619-648)RO Significado alto, elevado o que conduz campo homem, macho vento velho, antigo governo peso, pressão vida feio, mau belo movimento célula mundo governo, poder crença, opinião lugar para correr casa, hábitat face, base trabalho verdadeiro raça, nação comer amigo veia voz luz casamento origem terra mulher ângulo sol sangue fígado outro, diferente água sono cavalo semelhante imagem peixe mesmo culto discurso adivinhação aversão memória morto doença sonho 620 Exemplos acrópole, acrobata pedagogo, demagogo agronomia, agrônomo androide, andrógino anemômetro, anemofilia arcaico, arqueologia monarquia, anarquia barômetro, barítono biografia, biologia cacófato, cacoépia caligrafia, calidoscópio cinética, cinesalgia citologia, citoplasma cosmopolita, cosmovisão democracia, teocracia ortodoxo, heterodoxo autódromo, hipódromo ecologia, ecossistema pentaedro, poliedro ergofobia, ergógrafo etimologia, etimologista etnia, etnologia antropófago, necrófago filantropo, filósofo flebite, flebotomia fonologia, fonógrafo fotofobia, fósforo monogamia, poligamia genética, gênese geografia, geógrafo andrógino, ginecologista polígono, goniômetro heliografia, heliocêntrico hemorragia, hematologia hepatite, hepático heterodoxo, heterônimo hidrografia, hidrômetro hipnose, hipnótico hipódromo, hipopótamo homossexual, homeopatia iconoclasta, iconografia ictiófago, ictiologia isometria, isóbaro idolatria, egolatria diálogo, astrólogo quiromancia, cartomancia misógino, misantropo amnésia, mnemônico necrófago, necrotério nosologia, nosocômio onírico, oniromancia 8/15/08, 1:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice Radicais gregos proto psico sema sofo tanas, tanato taqui tecno teo trofia xeno xilo zoo primeiro alma sinal sabedoria morte rápido arte deus desenvolvimento estranho madeira animal protótipo, protozoário psicopatia, psicologia semáforo, semiótica filósofo, sofomaníaco tanatofobia, eutanásia taquigrafia, taquígrafo tecnologia, tecnocrata teologia, teólogo atrofia, hipertrofia xenofobia, xenofilia xilogravura, xilofone zoologia, zoomorfo Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Radicais latinos Radical agri ambi animi beli capiti cida cola cordi cupri duco fero igni loqui, loquo pato pisci puer teluri umbra uxor voro Significado campo ambos alma guerra cabeça que mata cultivar coração cobre dirigir que contém fogo falante doença, sentimento peixe criança terra, solo sombra esposa devorador Exemplos agricultor, agrícola ambivalente, ambidestro anímico, desanimado bélico, beligerante capital, decapitar germicida, homicida agrícola, vinícola cordial, recordar cúpreo, cúprico educar, educativo aurífero, carbonífero ígneo, ignição colóquio, loquaz simpatia, patologia piscicultura, pisciano pueril, puericultura telúrico, telurismo penumbra, umbroso uxoricida, uxório carnívoro, herbívoro Prefixos gregos Prefixo an-, a- Significado privação, negação Exemplos anarquia, anônimo, analgésico ana- ação ou movimento inverso, repetição anagrama, anacrônico, anáfora anfi- ambos os lados, em torno de, duplicidade anfíbio, anfiteatro anti- oposição, ação contrária antiaéreo, antípoda, antidemocrático apo- afastamento, separação apogeu, apócrifo arqui-, arc-, arque-, arce- superioridade arquiduque, arquipélago, arcanjo, arcebispo cata- de cima para baixo, oposição catálogo, catástrofe dia-, di- através de, afastamento diocese, diâmetro dis- dificuldade, mau estado dispneia, disenteria ec-, ex- para fora eclipse, êxodo GT-Apendice-2(619-648)RO 621 8/15/08, 1:43 PM Apêndice 621 en-, em-, e- interior, dentro encéfalo, emplastro, elipse endo-, end- interior, movimento para dentro endosmose, endovenoso epi- superior, movimento para, posteridade epiderme, epitálio eu-, ev- bem, bom eufonia, evangelho hiper- superior, excesso hipérbole, hipertensão hipo- inferior, escassez hipodérmico, hipotensão meta-, met- posteridade, mudança metacarpo, metátese para-, par- proximidade, ao lado de paradigma, parábola peri- em torno de perímetro, perífrase pro- em frente, exterior prólogo, prognóstico sin-, sim-, si- simultaneidade, companhia sinfonia, simpatia, sílaba Prefixos latinos Prefixo ab-, abs- Significado afastamento, separação Exemplos abdicar, abuso, abster-se a-, ad- aproximação, mudança de estado abeirar, achegar, adjunto ambi- duplicidade ambivalência, ambíguo bene-, bem-, ben- bem, muito bom beneficente, bem-querer bis-, bi- repetição, duas vezes bisavô, bisneto, bienal circum- em redor, em torno circum-ambiente, circundar cis- do lado de cá, aquém cisplatino, cisalpino com-, con-, co- companhia, concordância compactuar, compatriota, conter contra- oposição, direção contrária contrarrevolução, contrapor de- de cima para baixo, separação decair, declive, depenar des- negação, ação contrária desleal, desonra, desfazer dis-, di- separação, movimento para diversos lados; negação dissociar, distender, dilacerar ex-, es-, e- para fora, estado anterior exportar, ex-aluno, emergir, emigrar extra- posição exterior, fora de extraoficial, extraterreno, extraordinário em-, en-, in-, im- movimento para dentro enlatar, embarcar, ingerir, imigrar in-, im-, i-, ir- negação, privação intratável, imberbe, imaturo, irreconhecível intra- dentro de intravenoso, intrauterino, intramuros intro- movimento para dentro introvertido, introduzir justa- ao lado justapor, justamarítimo ob-, o- em frente, oposição objeto, obstáculo, opor per- movimento através percorrer, perfurar, perpassar pos- depois póstumo, posteridade, pós-guerra pre- antes prefácio, prefixo, pré-escolar pro- para a frente, em lugar de progresso, prosseguir, pronome GT-Apendice-2(619-648)RO 622 8/15/08, 1:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 622 re- repetição, para trás, intensidade recomeçar, regredir, redobrar, reeleição retro- para trás retroceder, retroativo sub-, sob-, so-, sus- inferior, de baixo para cima subalimentado, sobpor, soterrar, suspender super-, sobre-, supra- em cima, superior, excesso super-homem, sobreviver, supracitado trans-, tras-, tres- através de, além de transatlântico, trasladar, transpassar ultra- além de, excesso ultrapassar, ultras˙som vice-, vis- em lugar de, em posição imediatamente inferior a vice-presidente, vice-campeão Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sufixos nominais Sufixo -dor, -tor, -or, -eiro, -ista, -nte, -ário Significado agente, profissão -ada, -agem, -ança, -aria, -eria, -ata, -ção, -ença, -ência, -mento, -ura ação ou resultado de ação -dade, -ência, -ez, -eza, -ice, -ície, -ismo, -or, -ude, -ume, -ura -acho, -culo, -ejo, -elho, -ela, -ete, -eta, -eto, -ico, -ilha, -im, -inho, -ito, -ola, -ota, -ote, -únculo, -ito, -zinho -aça, -aço, -lhão, -anzil, -rão, -rrão, -alha, -az, -ázio, -eirão, -ona, -orra, -zão, -zarrão -ado, -ato-, -aria, -douro, -tório, -tério -zal, -agem, -ada, -alha, -ama, -ame, -ário, -aria, -edo, -eiro, -eira, -ena, -io, -al -aco, -al, -estre, -ício, -ico, -ino, -tico -az, -ento, -into, -enho, -onho, -oso, -udo -ino, -eo -aco, -aico, -ano, -ão, -enho, -eno, -ense, -ês, -eu, -ino, -ista, -ita, -ota qualidade, estado -ável, -ével, -ível, -óvel, -úvel, -iço, -ivo -ista, -ano tendência, possibilidade GT-Apendice-2(619-648)RO 623 diminuição aumentativo lugar coleção, aglomeração qualidade abundante, intenso parecido ou semelhante origem ou naturalidade doutrina, partidário Exemplos cobrador, inspetor, professor, leiteiro, dentista, depoente, mesário paulada, aprendizagem, liderança, pirataria, correria, passeata, coação, crença, aquiescência, alistamento, compostura felicidade, prudência, altivez, beleza, meiguice, calvície, civismo, torpor, altitude, negrume, fofura fogacho, opúsculo, lugarejo, rapazelho, ruela, corpete, vareta, livreto, burrico, cartilha, flautim, livrinho, dedito, sacola, velhota, filhote, homúnculo, pezito, leitãozinho barcaça, ricaço, espertalhão, corpanzil, casarão, gatarrão, muralha, cartaz, copázio, vozeirão, glutona, cabeçorra, pezão, homenzarrão principado, internato, padaria, matadouro, lavatório, ministério cafezal, ramagem, boiada, cordoalha, dinheirama, vasilhame, mobiliário, gritaria, arvoredo, formigueiro, cabeleira, dezena, mulherio, laranjal paradisíaco, colonial, rupestre, natalício, bélico, divino, náutico loquaz, gordurento, faminto, ferrenho, tristonho, oleoso, pontudo aquilino, róseo polaco, hebraico, coreano, bretão, panamenho, romeno, paraense, gaulês, europeu, argentino, nortista, moscovita, cipriota amigável, indelével, sensível, móvel, solúvel, movediço, lucrativo comunista, republicano 8/15/08, 1:43 PM Apêndice 623 624 Apêndice Sufixos verbais Sufixo -ear, -ejar Significado repetição (verbos frequentativos) Exemplos espernear, gotejar, voejar -icar, -itar, -iscar, -inhar diminuição (verbos diminutivos) bebericar, saltitar, mordiscar, cuspinhar -ecer, -escer início de ação (verbos incoativos) amadurecer, rejuvenescer -izar, -entar ação causadora (verbos causativos) canalizar, afugentar Sufixo adverbial modo cortesmente, mansamente Substantivos coletivos acervo hoste acervo: bens, obras de arte hoste: soldados, soldados inimigos alcateia iconoteca alcateia: lobos iconoteca: imagens, quadros armada malta armada: navios de guerra malta: ladrões, vagabundos arquipélago manada arquipélago: ilhas manada: gado graúdo assembleia mapoteca mapoteca: cartas geográficas assembleia: pessoas, professores atlas matilha matilha: malandros, canalhas, cães atlas: cartas geográficas banda milênio banda: músicos milênio: mil anos bando multidão bando: pessoas, animais multidão: pessoas biblioteca nuvem biblioteca: livros nuvem: gafanhotos, insetos biênio orquestra biênio: dois anos orquestra: músicos, cantores penca bimestre: dois meses penca: flores, frutos bimestre cabido pinacoteca cabido: cônegos pinacoteca: pinturas cáfila plateia cáfila: camelos plateia: espectadores caravana plêiade caravana: viajantes, mercadores plêiade: homens, poetas célebres cardume quadriênio cardume: peixes quadriênio: quatro anos claque quarentena quarentena: quarenta dias claque: pessoas pagas para aplaudir ou vaiar coletânea quarteto coletânea: trechos selecionados quarteto: quatro pessoas colmeia quinquênio colmeia: abelhas (em habitação) quinquênio: cinco anos concílio quinteto concílio: prelados, deuses quinteto: cinco pessoas conclave rebanho conclave: cardeais para eleger o papa rebanho: ovelhas, paroquianos constelação renque constelação: estrelas renque: colunas, árvores réstia cordilheira cordilheira: montanhas réstia: cebolas, alhos cortejo cortejo: acompanhantes em comitiva, séquito ou procissão século século: cem anos cortiço sextilha cortiço: casas ou compartimentos paupérrimos e sujos sextilha: seis versos decênio súcia decênio: dez anos súcia: vagabundos, malandros discoteca terceto discoteca: discos terceto: três pessoas, três versos elenco terno elenco: atores terno: três coisas enxame trezena enxame: abelhas (de uma colmeia) trezena: treze dias esquadra tríduo esquadra: navios de guerra tríduo: três dias esquadrilha triênio esquadrilha: aviões triênio: três anos tropa fauna: animais de uma região tropa: soldados, animais fauna turba flora flora: plantas de uma região turba: muitas pessoas hemeroteca turma hemeroteca: jornais, revistas turma: pessoas afins horda vara horda: bárbaros, vândalos vara: porcos GT-Apendice-2(619-648)RO 624 8/15/08, 1:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. -mente 625 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Estado ou cidade Acre Alagoas Amapá Amazonas Anápolis (GO) Angra dos Reis (RJ) Aracaju (SE) Bahia Belém (PA) Belo Horizonte (MG) Boa Vista (RR) Brasil Brasília (DF) Cabo Frio (RJ) Campina Grande (PB) Campinas (SP) Campo Grande (MS) Ceará Cuiabá (MT) Curitiba (PR) Espírito Santo Florianópolis (SC) Fortaleza (CE) Goiânia (GO) Goiás João Pessoa (PB) Juiz de Fora (MG) Macapá (AP) Maceió (AL) Manaus (AM) Marajó (ilha) Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Natal (RN) Niterói (RJ) Novo Hamburgo (RS) Palmas (TO) Pará Paraíba Paraná Pernambuco Petrópolis (RJ) Piauí Poços de Caldas (MG) Porto Alegre (RS) Porto Velho (RO) Recife (PE) Ribeirão Preto (SP) Rio Branco (AC) Rio de Janeiro (estado) Rio de Janeiro (cidade) GT-Apendice-2(619-648)RO 625 Adjetivo pátrio acreano ou acriano alagoano amapaense amazonense anapolino angrense aracajuano ou aracajuense baiano belenense belo-horizontino boa-vistense brasileiro brasiliense cabo-friense campinense campineiro campo-grandense cearense cuiabano curitibano espírito-santense ou capixaba florianopolitano fortalezense goianiense goiano pessoense juiz-forano ou juiz-forense macapaense maceioense manauense marajoara maranhense mato-grossense mato-grossense-do-sul mineiro natalense ou papa-jerimum niteroiense hamburguense palmense paraense ou paroara paraibano paranaense pernambucano petropolitano piauiense caldense porto-alegrense porto-velhense recifense ribeiropretano, ribeiro-pretano, ribeirão-pretense ou ribeirão-pretano rio-branquense fluminense carioca 8/15/08, 1:43 PM Apêndice Alguns adjetivos pátrios do Brasil Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul Rondônia Roraima Salvador (BA) Santa Catarina Santarém (PA) Santos (SP) São Luís (MA) São Paulo (estado) São Paulo (cidade) Sergipe Teresina (PI) Tocantins Vitória (ES) rio-grandense-do-norte ou potiguar rio-grandense-do-sul ou gaúcho rondoniense ou rondoniano roraimense salvadorense ou soteropolitano catarinense, catarineta ou barriga-verde santareno santista são-luisense ou ludovicense paulista paulistano sergipano teresinense tocantinense vitoriense Alguns adjetivos pátrios das Américas País, estado, região ou cidade Alasca Assunção Bogotá Buenos Aires Caracas Chicago Costa Rica El Salvador Equador Estados Unidos Guatemala Guiana Havana Honduras La Paz Lima Manágua Montevidéu Nicarágua Nova Iorque Patagônia Porto Rico Quito Terra do Fogo Trinidad e Tobago Adjetivo pátrio alasquense ou alasquiano assuncionenho bogotano buenairense, bonaerense ou portenho caraquenho chicaguense costa-riquenho ou costa-riquense salvadorenho equatoriano estadunidense, norte-americano ou ianque guatemalteco guianense havanês hondurenho pacenho limenho managuenho ou managuense montevideano nicaraguense ou nicaraguano nova-iorquino patagão porto-riquenho quitenho fueguino trinitário Alguns adjetivos pátrios do mundo País, cidade ou região Afeganistão Bagdá Bangladesh Barcelona Bélgica GT-Apendice-2(619-648)RO 626 Adjetivo pátrio afegão ou afegane bagdali bengali barcelonês ou barcelonense belga 8/15/08, 1:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 626 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. bilbaíno cairota camaronês canarino catalão cipriota congolês croata curdo damasceno egípcio etíope florentino galego húngaro indiano ou hindu israelense ou israelita japonês ou nipônico javanês ou jaú hierosolimita ou hierosolimitano leto ou letão malgaxe madrilenho ou madrilense malaguenho monegasco mongol ou mongólico napolitano neozelandês galês pequinês samarinês sardo somali tirolês tunisino ucraniano varsoviano Bilbau Cairo Camarões Canárias Catalunha Chipre Congo Croácia Curdistão Damasco Egito Etiópia Florença Galícia Hungria Índia Israel Japão Java Jerusalém Letônia Madagascar Madri Málaga Mônaco Mongólia Nápoles Nova Zelândia País de Gales Pequim San Marino Sardenha Somália Tirol Tunis Ucrânia Varsóvia Conjugação dos verbos auxiliares ter, haver, ser e estar MODO INDICATIVO tenho tens tem temos tendes têm GT-Apendice-2(619-648)RO hei hás há havemos haveis hão 627 Presente sou és é somos sois são estou estás está estamos estais estão 8/15/08, 1:43 PM Apêndice 627 tinha tinhas tinha tínhamos tínheis tinham havia havias havia havíamos havíeis haviam Pretérito imperfeito era eras era éramos éreis eram estava estavas estava estávamos estáveis estavam tive tiveste teve tivemos tivestes tiveram houve houveste houve houvemos houvestes houveram Pretérito perfeito fui foste foi fomos fostes foram estive estiveste esteve estivemos estivestes estiveram tenho tido... Pretérito perfeito composto tenho havido... tenho sido... tenho estado... tivera tiveras tivera tivéramos tivéreis tiveram Pretérito mais-que-perfeito houvera fora houveras foras houvera fora houvéramos fôramos houvéreis fôreis houveram foram estivera estiveras estivera estivéramos estivéreis estiveram tinha tido... Pretérito mais-que-perfeito composto tinha havido... tinha sido... tinha estado... terei terás terá teremos tereis terão haverei haverás haverá haveremos havereis haverão terei tido... Futuro do presente composto terei havido... terei sido... teria terias teria teríamos teríeis teriam haveria haverias haveria haveríamos haveríeis haveriam teria tido... Futuro do pretérito composto teria havido... teria sido... GT-Apendice-2(619-648)RO 628 Futuro do presente serei serás será seremos sereis serão Futuro do pretérito seria serias seria seríamos seríeis seriam estarei estarás estará estaremos estareis estarão terei estado... estaria estarias estaria estaríamos estaríeis estariam teria estado... 8/15/08, 1:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 628 629 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Presente seja sejas seja sejamos sejais sejam tenha tenhas tenha tenhamos tenhais tenham haja hajas haja hajamos hajais hajam tivesse tivesses tivesse tivéssemos tivésseis tivessem Pretérito imperfeito houvesse fosse houvesses fosses houvesse fosse houvéssemos fôssemos houvésseis fôsseis houvessem fossem estivesse estivesses estivesse estivéssemos estivésseis estivessem tenha tido Pretérito perfeito tenha havido tenha sido tenha estado tivesse tido... Pretérito mais-que-perfeito tivesse havido... tivesse sido... tivesse estado... tiver tiveres tiver tivermos tiverdes tiverem houver houveres houver houvermos houverdes houverem tiver tido... Futuro composto tiver havido... tiver sido... Futuro for fores for formos fordes forem esteja estejas esteja estejamos estejais estejam estiver estiveres estiver estivermos estiverdes estiverem tiver estado... MODO IMPERATIVO Afirmativo — sê (tu) seja (você) sejamos (nós) sede (vós) sejam (vocês) — tem (tu) tenha (você) tenhamos (nós) tende (vós) tenham (vocês) — há (tu) haja (você) hajamos (nós) havei (vós) hajam (vocês) — não tenhas (tu) não tenha (você) não tenhamos (nós) não tenhais (vós) não tenham (vocês) Negativo — — não hajas (tu) não sejas (tu) não haja (você) não seja (você) não hajamos (nós) não sejamos (nós) não hajais (vós) não sejais (vós) não hajam (vocês) não sejam (vocês) GT-Apendice-2(619-648)RO 629 — está (tu) esteja (você) estejamos (nós) estai (vós) estejam (vocês) — não estejas (tu) não esteja (você) não estejamos (nós) não estejais (vós) não estejam (vocês) 8/15/08, 1:43 PM Apêndice MODO SUBJUNTIVO 630 Infinitivo impessoal ser ter haver estar ter tido Infinitivo impessoal composto ter havido ter sido ter estado ter (eu) teres (tu) ter (ele) termos (nós) terdes (vós) terem (eles) Infinitivo pessoal haver (eu) ser (eu) haveres (tu) seres (tu) haver (ele) ser (ele) havermos (nós) sermos (nós) haverdes (vós) serdes (vós) haverem (eles) serem (eles) estar (eu) estares (tu) estar (ele) estarmos (nós) estardes (vós) estarem (eles) tendo havendo Gerúndio sendo estando tido havido Particípio sido estado Conjugação dos verbos regulares cantar (1a conjugação), dever (2a conjugação), partir (3a conjugação) MODO INDICATIVO Presente canto cantas canta cantamos cantais cantam devo deves deve devemos deveis devem parto partes parte partimos partis partem cantava cantavas cantava cantávamos cantáveis cantavam Pretérito imperfeito devia devias devia devíamos devíeis deviam partia partias partia partíamos partíeis partiam cantei cantaste cantou cantamos cantastes cantaram Pretérito perfeito devi deveste deveu devemos devestes deveram parti partiste partiu partimos partistes partiram GT-Apendice-2(619-648)RO 630 8/15/08, 1:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice FORMAS NOMINAIS tenho cantado... Pretérito perfeito composto tenho devido... tenho partido... cantara cantaras cantara cantáramos cantáreis cantaram Pretérito mais-que-perfeito devera deveras devera devêramos devêreis deveram Pretérito mais-que-perfeito composto tinha devido... tinha partido... tinha cantado... Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. partira partiras partira partíramos partíreis partiram cantarei cantarás cantará cantaremos cantareis cantarão Futuro do presente deverei deverás deverá deveremos devereis deverão terei cantado... Futuro do presente composto terei devido... terei partido... cantaria cantarias cantaria cantaríamos cantaríeis cantariam Futuro do pretérito deveria deverias deveria deveríamos deveríeis deveriam teria cantado... Futuro do pretérito composto teria devido... teria partido... partirei partirás partirá partiremos partireis partirão partiria partirias partiria partiríamos partiríeis partiriam MODO SUBJUNTIVO Presente cante cantes cante cantemos canteis cantem deva devas deva devamos devais devam parta partas parta partamos partais partam cantasse cantasses cantasse cantássemos cantásseis cantassem Pretérito imperfeito devesse devesses devesse devêssemos devêsseis devessem partisse partisses partisse partíssemos partísseis partissem GT-Apendice-2(619-648)RO 631 8/15/08, 1:43 PM Apêndice 631 tenha cantado... Pretérito perfeito tenha devido... tivesse cantado... Pretérito mais-que-perfeito tivesse devido... tivesse partido... cantar cantares cantar cantarmos cantardes cantarem dever deveres dever devermos deverdes deverem partir partires partir partirmos partirdes partirem tiver cantado... Futuro composto tiver devido... tiver partido... tenha partido... Futuro MODO IMPERATIVO Afirmativo — canta cante cantemos cantai cantem — deve deva devamos devei devam — parte parta partamos parti partam — não cantes não cante não cantemos não canteis não cantem Negativo — não devas não deva não devamos não devais não devam — não partas não parta não partamos não partais não partam FORMAS NOMINAIS Infinitivo impessoal cantar dever ter cantado Infinitivo impessoal composto ter devido ter partido cantar cantares cantar cantarmos cantardes cantarem Infinitivo pessoal dever deveres dever devermos deverdes deverem GT-Apendice-2(619-648)RO 632 partir partir partires partir partirmos partirdes partirem 8/15/08, 1:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 632 633 ter cantado... Infinitivo pessoal composto ter devido... ter partido... cantado devido cantando devendo partindo tendo cantado Gerúndio composto tendo devido tendo partido Particípio Gerúndio Conjugação dos verbos irregulares Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apresentamos a seguir a conjugação (parcial) de alguns verbos irregulares. Primeira Conjugação • Aguar Pres. ind. – águo (agu uo), águas (agu uas), água (agu ua), aguamos, aguais, águam (agu uam). Pret. perf. ind. – aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram. Pres. subj. – águe (agu ue), águes (agu ues), águe (agu ue), aguemos, agueis, águem (agu uem). Imp. afirm. – água, águe, aguemos, aguai, águem. Particípio – aguado. Gerúndio – aguando. O verbo aguar admite duas conjugações para algumas pessoas do presente do indicativo e do presente do subjuntivo. • Adequar (defectivo) Pres. ind. — adequamos, adequais. Pres. subj. — adequemos, adequeis. Imp. afirm. — adequemos, adequai. Particípio — adequando. • Apiedar-se (abundante) Pres. ind. — apiedo-me, apiedas-te, apieda-se, apiedamo-nos, apiedais-vos, apiedam-se; ou apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-vos, apiadam-se. Pres. subj. — apiede-me, apiedes-te, apiede-se, apiedemo-nos, apiedeis-vos, apiedem-se. Imp. afirm. — apieda-te, apiede-se, apiedemo-nos, apiedai-vos, apiedem-se. Particípio — apiedado. Gerúndio — apiedando-se. Apiedar-se é verbo essencialmente pronominal e admite, hoje, duas conjugações para o presente do indicativo: apiedo-me ou apiado-me; apiedas-te ou apiadas-te, etc. Na segunda forma, o -e do radical é substituído por -a somente nas formas rizotônicas. GT-Apendice-2(619-648)RO 633 • Averiguar Pres. ind. – averíguo (averigu uo), averíguas (averigu uas), averígua (averigu ua), averiguamos, averiuam). Pret. perf. ind. – guais, averíguam (averigu averiguei, averiguaste, averiguou, averiguamos, averiguastes, averiguaram. Pres. subj. – averígue (averigu ues), averígue (aveue), averígues (averigu ue), averiguemos, averigueis, averíguem (averigu rigu uem). Imp. afirm. – averigua, averigue, averiguemos, averiguai, averíguem. Particípio – averiguado. Gerúndio – averiguando. • Copiar Pres. ind. — copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam. Pret. perf. ind. — copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram. Pret. imperf. ind. — copiava, copiavas, copiava, copiávamos, copiáveis, copiavam. Pret. mais-que-perf. ind. — copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiáreis, copiaram. Pres. subj. — copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem . Imp. afirm. — copia , copie, copiemos, copiai, copiem. Particípio — copiado. Gerúndio — copiando. • Dar Pres. ind. — dou, dás, dá, damos, dais, dão. Pret. perf. ind. — dei, deste, deu, demos, destes, deram. Pret. mais-que-perf. ind. — dera, deras, deras, déramos, déreis, deram. Pres. subj. — dê, dês, dê, demos, deis, deem. Pret. imperf. subj. — desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem. Fut. subj. — der, deres, der, dermos, derdes, derem. Imp. afirm. — dá, dê, demos, dai, deem. Particípio — dado. Gerúndio — dando. 8/15/08, 1:43 PM Apêndice partido O verbo dar e seus compostos — desdar e redar — são grafados com dois -ee na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo. Já os verbos crer, ler e ver são grafados com dois -ee, mas na terceira pessoa do plural do presente do indicativo. • que eles deem • eles creem • eles leem • que eles desdeem • eles veem • que eles redeem • Magoar Pres. ind. — magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam. Pret. perf. ind. — magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoaram. Pres. subj. — magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem. Particípio — magoado. Gerúndio — magoando. • Mobiliar Pres. ind. — mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam. Pres. subj. — mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem. Imp. afirm. — mobília, mobílie, mobiliemos, mobiliai, mobíliem. Particípio — mobiliado. Gerúndio — mobiliando. Nas formas rizotônicas, o verbo mobiliar é proparoxítono. • Nomear Pres. ind. — nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam. Pret. perf. ind. — nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomearam. Pret. imperf. ind. — nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam. Pres. subj. — nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem. Imp. afirm. — nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem. Particípio — nomeado. Gerúndio — nomeando. Os verbos conjugados como nomear recebem, nas formas rizotônicas, -i depois da vogal -e. • Odiar Pres. ind. — odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam. Pret. perf. ind. — odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram. Pres. subj. — odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem. Imp. afirm. — odeia, odeie, odiemos, odiai,odeiem. Particípio — odiado. Gerúndio — odiando. Nas formas rizotônicas de odiar, bem como dos verbos conjugados da mesma forma, o -i do radical é substituído por -e. GT-Apendice-2(619-648)RO 634 Segunda Conjugação • Caber (defectivo) Pres. ind. — caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem. Pret. perf. ind. — coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam. Pret. mais-que-perf. ind. — coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam. Pres. subj. - caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam. Pret. imperf. subj. — coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem. Fut. subj. — couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem. Particípio — cabido. Gerúndio — cabendo. O -a do radical cab- muda em ai na primeira pessoa do singular do presente do indicativo e, portanto, também nas formas derivadas desse tempo verbal. O -a do radical cab- muda em -ou no pretérito perfeito do indicativo e, também, nas formas derivadas desse tempo verbal. Devido a seu significado, o verbo caber não é conjugado no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo. • Dizer Pres. ind. — digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem. Pret. perf. ind. — disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram. Pret. mais-que-perf. ind. — dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram. Fut. pres. ind. — direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão. Fut. pret. ind. — diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam. Pres. subj. — diga, digas, diga, digamos, digais, digam. Pret. imperf. subj. — dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem. Fut. subj. — disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem. Imp. afirm. — dize, diga, digamos, dizei, digam. Particípio — dito. Gerúndio — dizendo. • Doer (defectivo) Pres. ind. — dói, doem. Pret. perf. ind. — doeu, doeram. Pret. imperf. ind. — doía, doíam. Pret. mais-que-perf. ind. — doera, doeram. Fut. pres. ind. — doerá, doerão. Fut. pret. ind. — doeria, doeriam. Pres. subj. — doa, doam. Pret. imperf. subj. — doesse, doessem. Fut. subj. — doer, doerem. Particípio — doído. Gerúndio — doendo. Doer-se e condoer-se conjugam-se da mesma maneira que o verbo moer (mesmos tempos e mesmas pessoas). O verbo doer, por sua significação, não é empregado no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo. 8/15/08, 1:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 634 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Ler Pres. ind. — leio, lês, lê, lemos, ledes, leem. Pret. perf. ind. — li, leste, leu, lemos, lestes, leram. Pret. imperf. ind. — lia, lias, lia, líamos, líeis, liam. Pret. mais-que-perf. ind. — lera, leras, lera, lêramos, lêreis, leram. Pret. imperf. subj. — lesse, lesses, lesse, lêssemos, lêsseis, lessem. Imp. afirm. — lê, leia, leiamos, lede, leiam. Particípio — lido. Gerúndio — lendo. • Moer Pres. ind. — moo, móis, mói, moemos, moeis, moem. Pret. perf. ind. — moí, moeste, moeu, moemos, moestes, moeram. Pret. imperf. ind. — moía, moías, moía, moíamos, moíeis, moíam. Pret. mais-que-perf. ind. — moera, moeras, moera, moêramos, moêreis, moeram. Pres. subj. — moa, moas, moa, moamos, moais, moam. Pret. imperf. subj. — moesse, moesses, moesse, moêssemos, moêsseis, moessem. Imp. afirm. — mói, moa, moamos, moei, moam. Particípio — moído. Gerúndio — moendo. Nos verbos que apresentam a mesma conjugação de moer, a vogal -o da terminação -oem (terceira pessoa do plural do presente do indicativo) é aberta. • Perder Pres. ind. — perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem. Pres. subj. — perca, percas, perca, percamos, percais, percam. Imp. afirm. — perde, perca, percamos, perdei, percam. Particípio — perdido. Gerúndio — perdendo. Em perco (primeira pessoa do singular do presente do indicativo), a vogal -e tem timbre fechado. • Poder (defectivo) Pres. ind. — posso, podes, pode, podemos, podeis, podem. Pret. perf. ind. — pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam. Pret. imperf. GT-Apendice-2(619-648)RO 635 ind. — podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam. Pret. mais-que-perf. ind. — pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam. Pres. subj. — possa, possas, possa, possamos, possais, possam. Pret. imperf. subj. — pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem. Fut. subj. — puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem. Inf. pessoal — poder, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem. Particípio — podido. Gerúndio — podendo. O verbo poder não é usado no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo. • Pôr Pres. ind. — ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem. Pret. perf. ind. — pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram. Pret. imperf. ind. — punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham. Pret. mais-que-perf. ind. — pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram. Pres. subj. — ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham. Pret. imperf. subj. — pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem. Fut. subj. — puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. Inf. pessoal — pôr, pores, pôr, pormos, pordes, porem. Particípio — posto. Gerúndio — pondo. Pôr é o antigo verbo poer, por isso pertence à segunda conjugação. • Prazer (defectivo) Pres. ind. — praz. Pret. perf. ind. — prouve. Pret. Imperf.ind. — prazia. Pret. mais-que-perf. ind. — prouvera. Fut. pres. ind. — prazerá. Fut. pret. ind. — prazeria. Pres. subj. — praza. Pret. imperf. subj. — prouvesse. Fut. subj. — prouver. Particípio — prazido. Gerúndio — prazendo. O verbo prazer e seus derivados — aprazer e desaprazer — são conjugados apenas na terceira pessoa do singular. • Precaver (defectivo) Pres. ind. — precavemos, precaveis. Pret. perf. ind. — precavi, precaveste, precaveu, precavemos, precavestes, precaveram. Pret. imperf. ind. — precavia, precavias, precavia, precavíamos, precavíeis, precaviam. Pret. mais-que-perf. ind. — precavera, precaveras, precavera, precavêramos, precavêreis, precaveram. Pret. imperf. subj. — precavesse, precavesses, precavesse, precavêssemos, precavêsseis, precavessem. Fut. subj. — precaver, precaveres, precaver, precavermos, precaverdes, precaverem. Imp. afirm. — precavei. Particípio — precavido. Gerúndio — precavendo. 8/15/08, 1:44 PM Apêndice 635 • Fazer Pres. ind. — faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem. Pret. perf. ind. — fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram. Pret. mais-que-perf. ind. — fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram. Fut. pres. ind. — farei, farás, fará, faremos, fareis, farão. Fut. pret. ind. — faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam. Pres. subj. faça, faças, faça, façamos, façais, façam. Pret. imperf. subj. — fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem. Fut. subj. — fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem. Imp. afirm. — faze, faça, façamos, fazei, façam. Particípio — feito. Gerúndio — fazendo. 636 • Prover Pres. ind. — provejo, provês, provê, provemos, provedes, proveem. Pret. perf. ind. — provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram. Pret. imperf. ind. — provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam. Pret. mais-que-perf. ind. — provera, proveras, provera, provêramos, provêreis, proveram. Fut. pres. ind. — proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão. Fut. pret. ind. — proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, proveriam. Pres. subj. — proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais, provejam. Pret. imperf. subj. — provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem. Fut. subj. — prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem. Imp. afirm. — provê, proveja, provejamos, provede, provejam. Particípio — provido. Gerúndio — provendo. • Querer Pres. ind. — quero, queres, quer, queremos, quereis, querem. Pret. perf. ind. — quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram. Pret. mais-que-perf. ind. — quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram. Pres. subj. — queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram. Pret. imperf. subj. — quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem. Fut. subj. — quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem. Particípio — querido. Gerúndio — querendo. • Requerer Pres. ind. — requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem. Pret. perf. ind. — requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram. Pret. mais-que-perf. ind. — requerera, requereras, requerera, requerêramos, requerêreis, requereram. Pres. subj. — requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram. Pret. imperf. subj. — requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem. Fut. subj. — requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem. Imp. afirm. — requere, requeira, requeiramos, requerei, requeiram. Particípio — requerido. Gerúndio — requerendo. Os verbos requerer e querer não são conjugados da mesma forma. GT-Apendice-2(619-648)RO 636 • Reaver (defectivo) Pres. ind. — reavemos, reaveis. Pret. perf. ind. — reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram. Pret. mais-que-perf. ind. — reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, reouveram. Pret. imp. subj. — rouvesse, reouvesses, reouvesse, rouvéssemos, reouvésseis, reouvessem. Fut. subj. — reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem. Imp. afirm. — reavei. Particípio — reavido. Gerúndio — reavendo. O verbo reaver é conjugado como haver apenas nas formas em que este apresenta a letra -v. Como não é conjugado na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, esse verbo não possui conjugação no presente do subjuntivo nem no imperativo negativo. • Saber Pres. ind. — sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem. Pret. perf. ind. — soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam. Pret. mais-que-perf. ind. — soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam. Pres. subj. — saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam. Pret. imperf. subj. — soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem. Fut. subj. — souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem. Particípio — sabido. Gerúndio — sabendo. • Trazer Pres. ind. — trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem. Pret. perf. ind. — trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram. Pret. imperf. ind. — trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam. Pret. mais-que-perf. ind. — trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram. Fut. pres. ind. — trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão. Fut. pret. ind. — traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam. Pres. subj. — traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam. Pret. imperf. subj. — trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem. Fut. subj. trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem. Imp. afirm. traze, traga, tragamos, trazei, tragam. Infin. pessoal — trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem. Particípio — trazido. Gerúndio — trazendo. • Valer Pres. ind. — valho, vales, vale, valemos, valeis, valem. Pret. perf. ind. — vali, valeste, valeu, valemos, valestes, valeram. Pret. imperf. ind. — valia, valias, valia, valíamos, valíeis, valiam. Pres. 8/15/08, 1:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice O verbo precaver só se conjuga nas formas arrizotônicas e é bastante empregado na forma reflexiva: precaver-se. Não é conjugado no presente do subjuntivo nem no imperativo negativo. 637 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Ver Pres. ind. — vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem. Pret. perf. ind. — vi, viste, viu, vimos, vistes, viram. Pret. mais-que-perf. ind. — vira, viras, vira, víramos, víreis, viram. Pres. subj. — veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam. Pret. imperf. subj. — visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem. Fut. subj. — vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. Imp. afirm. — vê, veja, vejamos, vede, vejam. Particípio — visto. Gerúndio — vendo. Terceira Conjugação • Abolir (defectivo) Pres. ind. — aboles, abole, abolimos, abolis, abolem. Pret. perf. ind. — aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram. Pret. imperf. ind. — abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam. Pret. mais-que-perf. ind. — abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis, aboliram. Fut. pres. ind. — abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão. Fut. pret.ind. — aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam. Pret. imperf. subj. — abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, abolissem. Fut. subj. — abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem. Imp. afirm. — abole, aboli. Inf. pessoal — abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem. Particípio — abolido. Gerúndio — abolindo. Os verbos que são conjugados como abolir só apresentam conjugação nas formas em que há -e ou -i após a última letra do radical. Por isso, esses verbos não são conjugados no presente do subjuntivo nem no imperativo negativo. • Acudir Pres. ind. — acudo, acodes, acode, acudimos, acudis, acodem. Pres. subj. — acuda, acudas, acuda, acudamos, acudais, acudam. Imp. afirm. — acode, acuda, acudamos, acudi, acudam. Particípio — acudido. Gerúndio — acudindo. • Agredir Pres. ind. — agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem. Pres. subj. — agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam. Imp. afirm. — agride, agrida, agridamos, agredi, agridam. Particípio — agredido. Gerúndio — agredindo. GT-Apendice-2(619-648)RO 637 Nas formas rizotônicas do presente do indicativo, os verbos conjugados como agredir têm o -e do radical substituído por -i, e essa substituição ocorre, também, nas formas derivadas desse tempo verbal. • Cair Pres. ind. — caio, cais, cai, caímos, caís, caem. Pret. perf. ind. — caí, caíste, caiu, caímos, caístes, caíram. Pret. imperf. ind. — caía, caías, caía, caíamos, caíeis, caíam. Pret. mais-que-perf. ind. — caíra, caíras, caíra, caíramos, caíreis, caíram. Pres. subj. — caia, caias, caia, caiamos, caiais, caiam. Pret. imperf. subj. — caísse, caísses, caísse, caíssemos, caísseis, caíssem. Fut. subj. — cair, caíres, cair, cairmos, cairdes, caírem. Imp. afirm. — cai, caia, caiamos, caí, caiam. Particípio — caído. Gerúndio — caindo. • Cobrir Pres. ind. — cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem. Pres. subj. — cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram. Imp. afirm. — cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram. Particípio — coberto. Gerúndio — cobrindo. Os verbos conjugados como cobrir têm o -o do radical substituído por -u na primeira pessoa do presente do indicativo. Por consequência, o mesmo ocorre nas formas derivadas desta pessoa de tempo verbal. • Conduzir Pres. ind. — conduzo, conduzes, conduz, conduzimos, conduzis, conduzem. Pres. subj. — conduza, conduzas, conduza, conduzamos, conduzais, conduzam. Imp. afirm. — conduze, conduza, conduzamos, conduzi, conduzam. Particípio — conduzido. Gerúndio — conduzindo. Os verbos conduzir e outros com final em -uzir admitem uma variação na segunda pessoa do singular do imperativo — conduze (tu). Suprime-se a vogal -e final, resultando, no caso, conduz (tu). • Construir Pres. ind. — construo, constróis, constrói, construímos, construís, constroem. Pret. perf. ind. — construí, construíste, construiu, construímos, construístes, construíram. Pret. imperf. ind. — construía, construías, construía, construíamos, construíeis, construíam. Pret. mais-que-perf. ind. — construíra, construíras, construíra, construíramos, construíreis, construíram. Imp. afirm. — constrói, construa, construamos, construí, construam. Particípio — construído. Gerúndio — construindo. 8/15/08, 1:44 PM Apêndice subj. — valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham. Pret. imperf. subj. — valesse, valesses, valesse, valêssemos, valêsseis, valessem. Fut. subj. — valer, valeres, valer, valermos, valerdes, valerem. Imp. afirm. — vale, valha, valhamos, valei, valham. Imp. neg. — não valhas, não valha, não valhamos, não valhais, não valham. Particípio — valido. Gerúndio — valendo. • Falir (defectivo) Pres. ind. — falimos, falis. Pret. perf. ind. — fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram. Pret. imperf. ind. — falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam. Pret. mais-que-perf. ind. — falira, faliras, falira, falíramos, falíreis, faliram. Fut. pres. ind. — falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão. Fut. pret. ind. — faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam. Pret. imperf. subj. — falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem. Fut. subj. — falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem. Imp. afirm. — fali. Inf. pessoal — falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem. Particípio — falido. Gerúndio — falindo. Os verbos conjugados como falir apresentam conjugação nas formas em que à última letra do radical se segue a vogal -i. Portanto, esses verbos não são conjugados no presente do subjuntivo nem no imperativo negativo. • Ferir Pres. ind. — firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem. Pres. subj. — fira, firas, fira, firamos, firais, firam. Imp. afirm. — fere, fira, firamos, feri, firam. Particípio — ferido. Gerúndio — ferindo. O verbo ferir e outros que se conjugam da mesma forma têm o -e do radical substituído por -i na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, em todas as pessoas do presente do subjuntivo e nas formas derivadas do imperativo. • Frigir (abundante) Pres. ind. — frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem. Pres. subj. — frija, frijas, frija, frijamos, frijais, frijam. Imp. afirm. — frege, frija, frijamos, frigi, frijam. Particípio — frito e frigido. Gerúndio — frigindo. • Fugir Pres. ind. — fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem. Pres. subj. — fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam. Imp. afirm. — foge, fuja, fujamos, fugi, fujam. Particípio — fugido. Gerúndio — fugindo. O -g do verbo fugir é substituído por -j antes de -a e -o para manter a uniformidade sonora. • Ir (anômalo) Pres. ind. — vou, vais, vai, vamos, ides, vão. Pret. perf. ind. — fui, foste, foi, fomos, fostes, foram. Pret. imperf. ind. — ia, ias, ia, íamos, íeis, iam. Pret. mais-que-perf. ind. — fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram. Fut. pres. ind. — irei, irás, irá, iremos, ireis, irão. Fut. pret. ind. — iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam. Pres. subj. — vá, vás, vá, vamos, vades, vão. Pret. imperf. subj. GT-Apendice-2(619-648)RO 638 — fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem. Fut. subj. — for, fores, for, formos, fordes, forem. Imp. afirm. — vai, vá, vamos, ide, vão. Imp. neg. — não vás, não vá, não vamos, não vades, não vão. Inf. pessoal — ir, ires, ir, irmos, irdes, irem. Particípio — ido. Gerúndio — indo. • Ouvir Pres. ind. — ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem. Pres. subj. — ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam. Imp. afirm. — ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam. Particípio — ouvido. Gerúndio — ouvindo. • Pedir Pres. ind. — peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem. Pres. subj. — peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam. Imp. afirm. — pede, peça, peçamos, pedi, peçam. Particípio — pedido. Gerúndio — pedindo. • Polir Pres. ind. — pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem. Pres. subj. — pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam. Imp. afirm. — pule, pula, pulamos, poli, pulam. Particípio — polido. Gerúndio — polindo. Nas formas rizotônicas do presente do indicativo, o verbo polir tem o -o do radical pol- substituído por -u. Isso ocorre também nas demais formas derivadas desse tempo verbal. Esse verbo é considerado defectivo, sendo conjugado apenas nas formas em que, após o radical pol-, há a vogal -i. Desse modo: • conjuga-se apenas na 1ª e na 2ª pessoa do plural do presente do indicativo: polimos, polis; • não se conjuga no presente do subjuntivo nem no imperativo negativo; • conjuga-se na 2ª pessoa do plural, no imperativo afirmativo: poli; • tem conjugação regular nos demais tempos verbais. • Possuir Pres. ind. — possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem. Pret. perf. ind. — possuí, possuíste, possuiu, possuímos, possuístes, possuíram. Pret. imperf. ind. — possuía, possuías, possuía, possuíamos, possuíeis, possuíam. Pret. mais-que-perf. ind. — possuíra, possuíras, possuíra, possuíramos, possuíreis, possuíram. Pres. subj. — possua, possuas, possua, possuamos, possuais, possuam. Pret. imperf. subj. — possuísse, possuísses, possuísse, possuíssemos, possuísseis, possuíssem. Imp. afirm. — possui, possua, possuamos, possuí, possuam. Particípio — possuído. Gerúndio — possuindo. 8/15/08, 1:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 638 639 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Remir (defectivo) Pres. ind. — remimos, remis. Imp. afirm. remi. Particípio — remido. Gerúndio — remindo. O verbo remir é conjugado apenas nas formas em que, após o radical rem-, aparece a vogal -i. Nas outras formas, esse verbo é, normalmente, substituído por redimir. Por isso, não é conjugado no presente do subjuntivo nem no imperativo negativo. • Rir Pres. ind. — rio , ris, ri, rimos, rides , riem. Pret. perf. ind. — ri, riste , riu, rimos, ristes, riram. Pret. imperf. ind. — ria, rias, ria, ríamos, ríeis , riam. Pret. mais-que-perf. ind. — rira , riras, rira , ríramos, ríreis, riram . Fut. pres. ind. — rirei , rirás , rirá , riremos , rireis, rirão. Fut. pret. ind. — riria , ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam. Pres. subj. — ria, rias, ria, riamos, riais, riam. Pret. imperf. subj. — risse, risses , risse, ríssemos, rísseis, rissem. Fut. subj. — rir, rires , rir, rirmos, rirdes, rirem. Imp. afirm. — ri , ria, ríamos, ride, riam. Inf. pessoal — rir , rires, rir, rirmos , rirdes, rirem. Particípio — rido. Gerúndio — rindo. • Sortir Pres. ind. — surto, surtes, surte, sortimos, sortis, surtem. Pres. subj. — surta, surtas, surta, surtamos, surtais, surtam. Imp. afirm. — surte, surta, surtamos, sorti, surtam. Particípio — sortido. Gerúndio — sortindo. Nas formas rizotônicas do presente do indicativo, o -o do radical é substituído por -u. Assim, essa substituição ocorre também nas formas derivadas desse tempo verbal. • Vir Pres. ind. — venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm. Pret. perf. ind. — vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram. Pret. imperf. ind. — vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham. Pret. mais-que-perf. ind. — viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram. Fut. pres. ind. — virei, virás, virá, viremos, vireis, virão. Fut. pret. ind. — viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam. Pres. subj. — venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham. Pret. imperf. subj. — viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem. Fut. subj. — vier, vieres , vier, viermos, vierdes, vierem. Imp. afirm. — vem, venha, venhamos, vinde, venham. Inf. pessoal — vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. Particípio — vindo. Gerúndio — vindo. Verbos abundantes Infinitivo Particípio regular aceitado acendido anexado benzido corrigido dispersado distinguido elegido emergido enchido entregado envolvido enxugado erigido expressado exprimido expulsado extinguido aceitar acender anexar benzer corrigir dispersar distinguir eleger emergir encher entregar envolver enxugar erigir expressar exprimir expulsar extinguir GT-Apendice-2(619-648)RO 639 Particípio irregular aceito aceso anexo bento correto disperso distinto eleito emerso cheio entregue envolto enxuto ereto expresso expresso expulso extinto 8/15/08, 1:44 PM Apêndice • Refletir Pres. ind. — reflito, refletes, reflete, refletimos, refletis, refletem. Pres. subj. — reflita, reflitas, reflita, reflitamos, reflitais, reflitam. Imp. afirm. — reflete, reflita, reflitamos, refleti, reflitam. Particípio — refletido. Gerúndio — refletindo. findado fixado frigido fritado ganhado gastado imergido imprimido incluído isentado limpado matado misturado morrido ocultado omitido pagado pegado prendido salvado secado soltado submergido suprimido surpreendido suspendido tingido vagado findar fixar frigir fritar ganhar gastar imergir imprimir incluir isentar limpar matar misturar morrer ocultar omitir pagar pegar prender salvar secar soltar submergir suprimir surpreender suspender tingir vagar findo fixo frito frito ganho gasto imerso impresso incluso isento limpo morto misto morto oculto omisso pago pego preso salvo seco solto submerso supresso surpreso suspenso tinto vago Índice de assuntos A a anos / há anos, 600 a fim de / afim, 600 a maior parte / a maioria (conc. verbal), 510 a meu ver, 600 a palavra se, 476 a par, ao par, 600 a sós (conc. nominal), 506 à toa / à-toa, 600 A ver/haver, 601 abreviação ou redução vocabular (outros processos de formação de palavras), 100 abstratos (classificação dos substantivos), 115 abundantes (classificação dos verbos / apêndice), 228/ 639 acentos, 67 acentuação gráfica, regras, 68 acerca de / há cerca de, 601 acessível (regência nominal), 531 acesso (regência nominal), 531 GT-Apendice-2(619-648)RO 640 acidentais (preposições), 299 acostumado (regência nominal), 531 adaptado (regência nominal), 531 aditivas (conjunções coordenativas / or.coord.sindéticas), 304/385 adjetivo, 136 adjetivo (colocação), 140 adjetivo (flexão), gênero: uniforme e biforme, grau: comparativo e superlativo, número, 143 adjetivos (classificação), compostos, derivados, pátrios ou gentílicos, primitivos, simples, 138 adjetivos adverbializados (emprego dos advérbios), 283 adjunto adnominal, 365 adjunto adverbial, de afirmação, de assunto, de causa, de companhia, de dúvida, de finalidade, de intensidade, de lugar, de meio ou instrumento, de modo, de negação, de tempo, 353 admiração ou espanto (interjeições e locuções interjetivas), 315 advérbio, emprego, grau: comparativo e superlativo, 282 advérbios e locuções adverbiais (classificação), de afirmação, de dúvida, de intensidade, de lugar, de modo, de negação, de tempo, 278 adversativas (conjunções coordenativas / or. coord. sindéticas), 305/385 advertência (interjeições e locuções interjetivas), 315 afável (regência nominal), 532 afirmação (classificação dos advérbios), 279 afixo, 91 aflito (regência nominal), 532 8/15/08, 1:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 640 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GT-Apendice-2(619-648)RO 641 assíndeto (figuras de construção ou de sintaxe), 581 assistir (regência verbal), 536 assunto (funções da linguagem), 31 atenção (regência nominal), 532 atender (regência verbal), 537 atento (regência nominal), 532 aversão (regência nominal), 532 aversão ou contrariedade (interjeições e locuções interjetivas), 315 B barbarismo (vícios de linguagem), 588 barato (conc. nominal), 505 bastante (emprego dos advérbios / conc. nominal), 284/505 bebedor / bebedouro, 602 bem-vindo / benvindo, 602 benéfico (regência nominal), 532 berruga / verruga, 602 boêmia / boemia, 602 botijão / bujão, 602 C cabeleireiro, 602 cacofonia ou cacófato (vícios de linguagem), 587 câmara / câmera, 602 capacidade (regência nominal), 533 cardinais (classificação dos numerais), 166 caro (conc. nominal), 505 casos especiais de concordância nominal, 502 casos especiais de concordância verbal, 509 casos em que nunca ocorre crase, 547 casos gerais de concordância verbal, 502 casos obrigatórios da crase, 546 casos particulares de concordância verbal, 502 catacrese (figuras de palavras ou tropos), 573 catorze / quatorze, 603 causa (sentidos das preposições), 299 causais (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 306/427 cedilha (notações léxicas), 67 certeza (regência nominal), 533 chamar (regência verbal), 537 chamamento ou apelo (interjeições e locuções interjetivas), 315 champanha / champanhe, 603 chegar (regência verbal), 537 cinquenta, 603 circunflexo (notações léxicas), 67 classificação das conjunções, conjunções coordenativas, conjunções subordinativas, 304 classificação das estrofes, monóstico, dístico, terceto, quarteto ou quadra, quintilha, sexteto ou sextilha, oitava, nona, décima, 561 classificação das figuras de construção ou de sintaxe, aliteração, anacoluto, anáfora, anástrofe, assíndeto, elipse, hipérbato, polissíndeto, pleonasmo, silepse, zeugma, 578 classificação das figuras de palavras ou tropos, catacrese, comparação, metáfora, metonímia ou sinédoque, perífrase ou antonomásia, sinestesia, 572 classificação das figuras de pensamento, antítese, apóstrofe, eufemismo, gradação, hipérbole, ironia, paradoxo ou oxímoro, prosopopeia ou personificação, 574 classificação das interjeições e locuções interjetivas, de admiração ou espanto, de advertência, de alegria, de ânimo, de apelo ou chamamento, de aplauso, de aversão ou contrariedade, de concordância, de desejo, de dor, de dúvida ou incredulidade, de medo, de piedade ou lamento, de reprovação ou desacordo, de saudação, de silêncio, de surpresa, 315 classificação do sujeito, composto, indeterminado, oculto, implícito ou desinencial, simples, oração sem sujeito, 319 classificação dos adjetivos, compostos, derivados, pátrios ou gentílicos, primitivos, simples, 138 classificação dos fonemas, consoantes, semivogais, vogais, 52 8/15/08, 1:44 PM Apêndice 641 agente da passiva, 354 agradar (regência verbal), 536 agradável (regência nominal), 532 agudas (rimas), 566 agudo (notações léxicas), 67 alegria (interjeições e locuções interjetivas), 315 alerta (conc. nominal), 504 alfabeto, 64 aliteração (figuras de construção ou de sintaxe), 582 alternadas ou cruzadas (rimas), 565 alternativas (conjunções coordenativas / or. coord. sindéticas) 305/386 alusão (regência nominal), 532 ambiguidade ou anfibologia (vícios de linguagem), 587 amor (regência nominal), 532 anacoluto (figuras de construção ou de sintaxe), 581 anáfora (figuras de construção ou de sintaxe), 581 anástrofe (figuras de construção ou de sintaxe), 578 anexo (conc. nominal), 504 ânimo (interjeições e locuções interjetivas), 315 anômalos (verbos), 227 ânsia (regência nominal), 532 antipatia (regência nominal), 532 antítese (figuras de pensamento), 574 antonomásia ou perífrase (figuras de palavras ou tropos), 574 ao invés de / em vez de, 601 ao nível de / em nível de, 601 ao telefone, 601 aonde / onde, 601 apelo ou chamamento (interjeições e locuções interjetivas), 315 aplauso (interjeições e locuções interjetivas), 315 apositiva (or. subord. subst.), 402 aposto, 369 apóstrofe (figuras de pensamento), 577 apóstrofo (notações léxicas), 68 apto (regência nominal), 532 arcaísmo (vícios de linguagem), 588 artigo, 160 artigos (classificação e flexões), definidos, indefinidos, 161 aspas (pontuação), 459 aspirar (regência verbal), 536 classificação dos substantivos, abstratos, coletivos, compostos, comuns, concretos, derivados, primitivos, próprios, simples, 113 classificação e flexão dos artigos, definidos, indefinidos, 161 código, língua e linguagem, 11 cólera, 603 coletivos (classificação dos substântivos / apêndice) 115/624 colisão (vícios de linguagem), 589 colocação do adjetivo, 140 colocação dos pronomes pessoais oblíquos átonos, em locuções verbais, ênclise, mesóclise, próclise, 489 colocação dos termos na oração: ordem direta ou ordem indireta, 488 combinação (preposição), 297 companhia (sentidos das preposições), 299 comparação (figuras de palavras ou tropos), 572 comparativas (conjunções subordinativas / or. sub. adverbiais), 306/426 complemento nominal, 366 complemento nominal e adjunto adnominal, 367 completiva nominal (or. subord. subst.), 401 composição das palavras, por aglutinação, por justaposição, 95 compostos (classificação dos substantivos / classificação dos adjetivos), 114/139 comunicação e mensagem, 10 comuns (classificação dos substantivos), 114 concessivas (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 307/428 conclusivas (conjunções coordenativas, / or. coord. sindéticas), 305/386 concordância do verbo na voz passiva, 516 concordância do verbo ser, 517 concordância dos verbos bater, soar e dar, 517 concordância dos verbos haver e fazer, 515 concordância ideológica ou silepse, silepse de gênero, de número e de pessoa, 518 GT-Apendice-2(619-648)RO 642 concordância nominal, caso geral, casos especiais, 502 concordância verbal, caso geral, casos especiais, 509 concretos (classificação dos substantivos), 115 condicionais (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 306/428 condor, 603 conformativas (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 306/426 conjugação de verbo na voz passiva, 259 conjunção, 302 conjunções (classificação) coordenativas, subordinativas, 302 conjunções coordenativas e locuções conjuntivas coordenativas, aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas, 304 conjunções subordinativas e locuções conjuntivas subordinativas, causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, integrantes, proporcionais, temporais, 305 consoantes (classificação dos fonemas), 52 consecutivas (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 306/428 constituído (regência nominal), 533 continuar, 603 contração (preposição), 297 contrariedade ou aversão (interjeições e locuções interjetivas), 315 cota / quota, 603 crase, casos facultativos ou opcionais, emprego (casos obrigatórios), não se emprega a crase, 545 cruzadas ou alternadas (rimas), 565 curioso (regência nominal), 533 custar (regência verbal), 537 D dar à luz alguém, 604 de o, 604 demais, de mais, 604 defectivos (classificação dos verbos), 227 definidos (classificação dos artigos) 161 derivação da palavra, derivação imprópria, derivação parassintética, derivação prefixal, derivação prefixal e sufixal, derivação regressiva, derivação sufixal, 94 derivados (classificação dos substantivos / classificação dos adjetivos), 114/139 descarrilar, 604 descriminar / discriminar, 605 desejo (interjeições e locuções interjetivas), 315 desinências (elementos mórficos / estruturas do verbo), 91/219 desinências: modo-temporal / número-pessoal, 219 desinências: nominais e verbais, 91 desobedecer / obedecer (regência verbal), 539 devoto (regência nominal), 533 diabetes / diabete, 605 dígrafos consonantais e vocálicos, 54 direção (sentidos das preposições), 298 discurso, 30 disenteria, 605 dissílabo (sílabas), 56 distância (sentidos das preposições), 299 ditongo (encontros vocálicos), 53 ditongos abertos (acentuação gráfica), 70 divisão silábica, 57 dó, 605 dois-pontos (pontuação), 458 dor (interjeições e locuções interjetivas), 315 dúvida (classificação dos advérbios / regência nominal), 280/533 dúvida ou incredulidade (interjeições e locuções interjetivas), 315 E é bom (conc. nominal), 506 é necessário (conc. nominal), 506 é proibido (conc. nominal), 506 é preciso (conc. nominal), 506 eco (vícios de linguagem), 589 elementos estruturais do verbo, desinência, formas rizo- 8/15/08, 1:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 642 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GT-Apendice-2(619-648)RO 643 explicativas (conjunções coordenativas / or. coord. sindéticas), 305/387 F fases da língua portuguesa, pré-histórica, proto-histórica, histórica, 42 favorável (regência nominal), 533 figuras de linguagem, 571 figuras de linguagem (tipos), figuras de construção ou de sintaxe, figuras de palavras ou tropos, figuras de pensamento, 572 figuras de construção ou de sintaxe (classificação), aliteração, anacoluto, anáfora, anástrofe, assíndeto, elipse, hipérbato, polissíndeto, pleonasmo, silepse, zeugma, 578 figuras de palavras ou tropos (classificação), catacrese, comparação, metáfora, metonímia, perífrase ou antonomásia, sinestesia, 572 figuras de pensamento (classificação), antítese, apóstrofe, eufemismo, gradação, hipérbole, ironia, paradoxo ou oxímoro, 574 finais (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 307/429 finalidade (sentidos das preposições), 299 flexão do adjetivo, gênero: uniforme, biforme, grau: comparativo, superlativo, número, 143 flexão dos numerais, 169 flexão dos substantivos, gênero: comuns de dois, epicenos, sobrecomuns, número, grau: aumentativo, diminutivo, número, 119 flexões do verbo, modo, pessoa e número, tempo, 223 fonema, 50 fonema e letra, 50 fonemas (classificação), consoantes, semivogais, vogais, 52 fonologia, 50 formação dos tempos verbais simples, 239 formação dos tempos verbais compostos, 243 formas rizotônicas e arrizotônicas, 218 formas nominais do verbo, gerúndio, infinitivo, particípio, 245 formas variantes na grafia de algumas palavras, 81 fosforescente / fluorescente, 607 fracionários (classificação dos numerais), 166 frase, 326 frases: nominais e verbais, 326 funções da linguagem, 31 funções sintáticas da palavra que (funções sintáticas dos pronomes relativos), 472 funções sintáticas da palavra se, 479 funções sintáticas dos pronomes relativos, adjunto adnominal, adjunto adverbial, agente da passiva, complemento nominal, objeto direto, objeto indireto, predicativo, sujeito, 472 G garagem, 607 generoso (regência nominal), 533 gerúndio (formas nominais do verbo), 246 gosto (regência nominal), 533 gradação (figuras de pensamento), 577 grande quantidade / o menor número (conc. verbal), 510 grato (regência nominal), 533 gratuito, 607 grave (notações léxicas), 67 graves (rimas), 566 guerra (regência nominal), 533 H hábitat, 607 hiato (encontros vocálicos / vícios de linguagem), 53/589 hiatos (acentuação gráfica), 70 hibridismo (outros processos de formação das palavras), 100 hidrelétrica / hidroelétrica, 607 hífen (notações léxicas) / emprego, 68/77 hipérbato (figuras de construção ou de sintaxe), 579 hipérbole (figuras de pensamento), 576 histórica (fases da língua portuguesa), 42 homônimas, homófonas heterográficas, homógrafas he- 8/15/08, 1:44 PM Apêndice 643 tônica e arrizotônica, radical, tema, vogal temática, 218 elementos mórficos ou morfemas (estrutura e formação das palavras), 90 elipse (figuras de construção ou de sintaxe), 579 em cores, 605 em domicílio / a domicílio, 605 em férias, 606 embaixo / em cima, 606 emissor ou locutor (processo de comunicação), 10 emparelhadas ou paralelas (rimas), 565 empecilho (dificuldades linguísticas / regência nominal), 606/533 encadeadas (rimas), 566 ênclise (colocação do pronome), 491 encontro consonantal, 54 encontros vocálicos, ditongo, hiato, tritongo, 53 enfarte / enfarto / infarto, 606 enfisema, 606 enjambement ou encadeamento (versificação), 563 ensinar (regência verbal), 538 escandir, escansão (versificação), 562 esdrúxulas (rimas), 567 espanto ou admiração (interjeições e locuções interjetivas), 315 espectador / expectador, 606 esquecer (regência verbal), 538 estada / estadia, 606 estrangeirismo (outros processos de formação das palavras / vícios de linguagem), 100/588 estribilho, 561 estrofes (classificação), monóstico, dístico, terceto, quarteto ou quadra, quintilha, sexteto ou sextilha, setilha ou sétima, oitava, nona, décima, 561 estrutura e formação das palavras, elementos mórficos ou morfemas, afixos, desinências: nominais e verbais, radical, tema, vogais e consoantes de ligação, vogal temática, etc., 90 etc., 606 eufemismo (figuras de pensamento), 575 explicativa (or. subord. adj.), 413 644 Apêndice I igual (regência nominal), 534 imbuído (regência nominal), 534 implicar (regência verbal), 538 impróprio (regência nominal), 534 indefinidos (classificação dos artigos), 161 incluso (conc. nominal), 504 incredulidade ou dúvida (interjeições e locuções interjetivas), 315 infinitivo (formas nominais do verbo), 246 infinitivo impessoal ou não flexionado, 247 infinitivo pessoal ou flexionado, 248 informar (regência verbal), 538 instrumento (sentidos das preposições), 299 integrantes (conjunções subordinativas), 307 intencionalidade do discurso, 30 intensidade (classificação dos advérbios), 280 ínterim, 607 interjeição, 314 interjeições e locuções interjetivas (classificacão), de admiração ou de espanto, de advertência, de alegria, de ânimo, de apelo ou chamamento, de aplauso, de aversão ou contrariedade, de concordância, de desejo, de dor, de dúvida ou incredulidade, de medo, de piedade ou lamento, de reprovação ou desacordo, de saudação, de silêncio, de surpresa, 315 interlocutor ou receptor (processo de comunicação), 10 interpoladas, intercaladas ou opostas (rimas), 565 investir (regência verbal), 538 ironia (figuras de pensamento), 576 irregulares (classificação dos verbos), 226 irrequieto, 607 GT-Apendice-2(619-648)RO 644 J junto (regência nominal), 534 L lamento ou piedade (interjeições e locuções interjetivas), látex, 608 lembrar (regência verbal), 539 leso (conc. nominal), 504 letra, 50 letras J, G, 66 letras Z, S, X, 65 lêvedo, 608 liberal (regência nominal), 534 língua, 12 língua portuguesa: origem e evolução, 40 linguagem, 13 livres (classificação dos versos), 561 locução adjetiva, 137 locução conjuntiva, 304 locução interjetiva, 315 locução prepositiva, 296 locução pronominal indefinida, 197 locução verbal, 221 locuções adverbiais e advérbios (classificação), de afirmação, de dúvida, de intensidade, de lugar, de modo, de negação, de tempo, 279 locuções conjuntivas coordenativas e conjunções coordenativas, aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas, 304 locuções conjuntivas subordinativas e conjunções subordinativas, causais, comparativas, concessivas, condicionais, confirmativas, consecutivas, finais, integrantes, proporcionais, temporais, 305 locuções interjetivas e interjeições, de admiração ou espanto, de advertência, de alegria, de ânimo, de apelo ou chamamento, de aplauso, de aversão ou contrariedade, de concordância, de desejo, de dor, de dúvida ou incredulidade, de medo, de piedade ou incredulidade, de reprovação ou desacordo, de saudação, de silêncio, de surpresa, 314 locutor ou emissor (processo de comunicação), 10 lotação, 608 lugar (classificação dos advérbios / sentidos das preposições), 279/298 M mais (emprego dos advérbios), 284 mais de um (conc. verbal), 510 maisena, 608 mal / mau, 608 mas / mais, 609 medo (interjeições e locuções interjetivas), 315 meio (emprego dos advérbios / concordância nominal), 284/505 melhor (emprego dos advérbios), 283 menor (de idade), 609 menos (emprego dos advérbios / conc. nominal), 284/504 mertiolate, mertiolato, 609 mesmo (conc. nominal), 504 mesóclise (colocação do pronome), 491 metafonia, 125 metáfora (figuras de palavras ou tropos), 573 metonímia ou sinédoque (figuras de palavra ou tropos), 573 metro (versificação), sílabas métricas: monossílabos, dissílabos, trissílabos, tetrassílabos, pentassílabos ou redondilhas menores, hexassílabos, octossílabos, eneassílabos, decassílabos ou heroicos, hendecassílabos, dodecassílabos ou alexandrinos, bárbaros, mistos, 562 misto, 609 modo, tempo (flexões do verbo), 224 modo (classificação dos advérbios / sentidos das preposições), 279/299 modos e tempos verbais (emprego), 249 monossílabos tônicos (acentuação gráfica), 69 monossílabos (sílabas), monossílabos átonos e tônicos, 56 morfemas ou elementos mórficos, afixos, desinências: nominais e verbais, radical, tema, vogais e consoantes de ligação, vogal temática, 90 morfologia da palavra que, 469 8/15/08, 1:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. terofônicas, homógrafas homófonas, 79 horror (regência nominal), 534 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. N nada a ver / nada que ver, 610 necessário (regência nominal), 534 necessitar (regência verbal), 539 negação (classificação dos advérbios), 280 nem um / nenhum, 610 neologismo (outros processos de formação das palavras), 102 Nobel, 610 norma culta e variedades linguísticas, 17 notações léxicas, acentos, acento agudo, acento circunflexo, acento grave, apóstrofo, cedilha, hífen, til, 66 numeral, 165 numerais (classificação), cardinais, fracionários, multiplicativos, ordinais, 166 numerais, emprego, flexão, 167 número e pessoa (flexões do verbo), 223 O o braço, 610 o menor número / grande quantidade (conc. verbal), 510 obedecer / desobedecer (regência verbal), 539 objetiva direta (or. subord. subst.), 399 objeto direto, pleonástico, preposicionado, 350 objetiva indireta (or. subord. subst.), 400 objeto indireto, pleonástico, 352 obrigado (conc. nominal), 504 onomatopeia (outros processos de formação das palavras), 101 oportunidade (regência nominal), 534 opostas, intercaladas ou interpoladas (rimas), 565 oração, 326 oração sem sujeito, 331 orações coordenadas, assindética, sindética, 384 GT-Apendice-2(619-648)RO 645 orações coordenadas sindéticas, aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas, 385 orações desenvolvidas, 442 orações e períodos, 385 orações reduzidas, de infinitivo, de gerúndio, de particípio, 492 orações subordinadas, adjetivas, adverbiais, substantivas, 395 orações subordinadas adjetivas, 411 orações subordinadas adjetivas (classificação) explicativas, restritivas, 413 orações subordinadas adverbiais, causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais, temporais, 424 orações subordinadas substantivas, apositiva, completiva nominal, objetiva direta, objetiva indireta, predicativa, subjetiva, 397 ordem direta (colocação dos termos na oração), 488 ordem indireta (colocação dos termos na oração), 488 ordinais (classificação dos numerais), 166 ortografia, 63 oxímoro ou paradoxo (figuras de pensamento), 578 oxítonas (sílaba tônica / acentuação gráfica), 57/69 P pagar (regência verbal), 539 palavra que (morfologia / funções sintáticas), 469/472 palavra se (morfologia / funções sintáticas), 476/479 palavra-valise (outros processos de formação das palavras), 103 palavras denotativas, de designação, de exclusão, de inclusão, de realce, de retificação, de situação, 280 palavras homônimas e parônimas, homófonas heterográficas, homógrafas heterofônicas, homógrafas homófonas, 79 paradoxo ou oxímoro (figuras de pensamento), 578 paralelas ou emparelhadas (rimas), 565 parênteses (pontuação), 460 parônimas, 79 paroxítonas (sílaba tônica / acentuação gráfica), 57/69 particípio (formas nominais do verbo), 245 particípio dos verbos abundantes, 228 passar de, 611 pátrios ou gentílicos (classificação dos adjetivos), 139 perífrase ou antonomásia (figuras de palavras ou tropos), 574 passível (regência nominal), 534 perdoar (regência verbal), 539 período, composto, simples, 327 período composto, por coordenação / por subordinação, por coordenação e subordinação, 383/395 períodos e orações, 326 personagem, 611 personificação ou prosopopeia (figuras de pensamento), 577 pessoas do discurso (pronomes), 179 pessoa e número (flexões do verbo), 223 piedade ou lamento (interjeições e locuções interjetivas), 315 pior (emprego dos advérbios), 283 pleonasmo (figuras de construção ou de sintaxe), 580 pleonasmo vicioso (vício de linguagem), 588 plural de modéstia, 182 plural dos substantivos compostos, 126 pobres (rimas), 564 polissílabos (sílaba), 56 polissíndeto (figuras de construção ou de sintaxe), 580 pontuação, 454 ponto-de-exclamação (pontuação), 459 ponto-de-interrogação (pontuação), 459 ponto-e-vírgula (pontuação), 457 por ora / por hora, 611 por que, por quê, porque, porquê, 72 posse (sentidos das preposições), 299 possível (conc. nominal), 506 pouco (emprego dos advérbios / concordância nominal), 284/505 8/15/08, 1:44 PM Apêndice 645 morfologia da palavra se, 476 mortadela, 609 mozarela / muçarela, 610 muito (emprego dos advérbios / concordância nominal), 284/ 505 multiplicativos (classificação dos numerais), 166 prazerosamente, 611 pré-histórica (fases da língua portuguesa), 42 preciosas (rimas), 565 preciosismo ou rebuscamento (vícios de linguagem), 589 precisar (regência verbal), 540 predicação verbal, verbos de ligação, verbos significativos, 336 predicado, nominal, verbal, verbo-nominal, 337 predicativa (or. subord. subst.), 400 predicativo do objeto, 369 predicativo do sujeito, 368 preferir (regência verbal), 540 preferível (regência nominal), 534 prefixos gregos (apêndice), 621 prefixos latinos (apêndice), 622 preposições, acidentais, combinação e contração, sentidos, 295 primitivos (classificação dos substantivos / classificação dos adjetivos), 114/139 privilégio, 611 emissor ou locutor, receptor ou interlocutor, assunto, 31 processos de formação das palavras, derivação, imprópria, parassintética, prefixal, prefixal e sufixal, regressiva, sufixal, composição: por aglutinação, por justaposição, estrangeirismo, hibridismo, neologismo, onomatopeia, redução ou abreviação vocabular, sigla, siglonimização, palavra-valise, 90 próclise (colocação do pronome), 490 pronome (classificação), pronome adjetivo, pronome substantivo, 178 pronomes de tratamento, 186 pronomes demonstrativos, emprego em relação ao espaço, emprego em relação ao tempo, 192 pronomes indefinidos, 195 pronomes interrogativos, 198 pronomes pessoais (pessoas do discurso), 179 pronomes pessoais oblíquos átonos (colocação), ênclise, mesóclise, próclise, 489 pronomes pessoais oblíquos átonos (colocação), em locuções verbais, 492 GT-Apendice-2(619-648)RO 646 pronomes possessivos, 187 pronomes relativos, funções sintáticas, 472 proparoxítonas (sílaba tônica / acentuação gráfica), 57/69 propenso (regência nominal), 534 próprio (concordância nominal / regência nominal), 504/534 próprios (classificação dos substantivos), 115 proporcionais (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 307/430 prosopopeia ou personificação (figuras de pensamento), 577 proto-histórica (fases da língua portuguesa), 42 próximo (regência nominal), 534 pseudo (conc. nominal), 504 Q que, 469 querer (regência verbal), 540 quite (conc. nominal), 504 R radical (elementos mórficos / estruturas do verbo), 91/218 radicais gregos (apêndice), 620 radicais latinos (apêndice), 621 raras (rimas), 565 rebuscamento ou preciosismo (vícios de linguagem), 589 receptor ou interlocutor (processo de comunicação), 10 recorde, 611 redução vocabular ou abreviação, 100 regência nominal, 531 regência verbal, 535 regulares (classificação dos verbos), 225 regras de acentuação gráfica, 68 reivindicar, 611 repetir o ano, 612 restritiva (or. subord. adj.), 413 respeito (regência nominal), 535 responder (regência verbal), 540 ricas (rimas), 564 rigoroso (regência nominal), 535 rima (versificação), 564 rimas (classificação), valor: pobres, preciosas, raras, ricas, disposição: cruzadas ou alternadas, emparelhadas, encadeadas, interpoladas, intercaladas ou opostas, misturadas, 564 rimas agudas, graves e esdrúxulas, 566 ritmo (versificação), 563 reticências (pontuação), 458 rubrica, 612 ruim, 612 S saudação (interjeições e locuções interjetivas), 315 saudade (regência nominal), 535 se, 469 seção / sessão / cessão, 612 segurança (regência nominal), 535 seja / esteja, 612 sem, 612 semivogais (classificação dos fonemas), 52 senão / se não, 612 sentidos das preposições, causa, companhia, direção, distância, finalidade, instrumento, lugar, modo, posse, tempo, 298 sentinela, 613 sic, 613 sine die, 613 sine qua non, 613 siglonimização (outros processos de formação das palavras), 102 sílaba, monossílabos, dissílabos, trissílabos, polissílabos, polissílabos, 56 sílabas métricas (versificação), monossílabos, dissílabos, trissílabos, tetrassílabos, pentassílabos ou redondilhas menores, hexassílabos, heptassílabos ou redondilhas maiores, octossílabos, eneassílabos, decassílabos ou alexandrinos, bárbaros, 562 sílaba tônica, oxítona, paroxítona, proparoxítona, 57 silêncio (interjeições e locuções interjetivas), 315 silepse (concordância ideológica / figuras de construção ou de sintaxe), classificação: gênero, número, pessoa, 518/582 simples (classificação dos substantivos / classificação dos adjetivos), 114/138 sinais de pontuação, aspas, dois-pontos, parênteses, ponto-de-exclamação, ponto-de-interrogação, ponto-e-vírgula, ponto-final, travessão, 454 8/15/08, 1:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Apêndice 646 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. T tampouco / tão pouco, 613 tema (elementos mórficos / estruturas do verbo), 93/219 temor (regência nominal), 535 GT-Apendice-2(619-648)RO 647 tempo (classificação dos advérbios / sentidos das preposições), 279/219 temporais (conjunções subordinativas / or. subord. adverbiais), 307/429 tempos e modos verbais, 224 tempos verbais simples (formação), 239 tempos verbais compostos (formação), 243 termos da oração, sujeito, predicado, 328 termos da oração relacionados ao nome, adjunto adnominal, aposto, complemento nominal, predicativo do objeto, predicativo do sujeito, vocativo, 364 termos da oração relacionados ao verbo, adjunto adverbial, agente da passiva, objeto direto, objeto indireto, 349 termo regente, termo regido (regência), 530 til (notações léxicas), 67 tradicionais (classificação dos versos), 561 travessão (pontuação), 461 trissílabos (sílaba), 56 tritongo (encontros vocálicos), 53 U usucapião, 613 um dos que (conc. verbal), 510 um ou outro (conc. verbal), 510 V variações estilísticas: registros, variedades regionais e sociais, relação entre oralidade e escrita, 20 verbo, as três conjugações: primeira, segunda, terceira, elementos estruturais: desinências (modo-temporal / número-pessoal), radical, tema, vogal temática, 216 verbo (flexões), modo, tempo, pessoa e número, 223 verbo, formas nominais, 245 verbo principal e verbo auxiliar, 222 verbos abundantes, emprego do particípio, 228 verbos auxiliares: ter, haver, ser, estar (apêndice), 627 verbos crer, dar, ler, ver (acentuação gráfica), 70 verbos de ligação, 337 verbos (classificação), abundantes, anômalos, defectivos, irregulares, regulares, 225 verbos pronominais, acidentalmente pronominais, essencialmente pronominais, 263 verbos significativos, intransitivo, transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto, 338 verbos ter e vir (acentuação gráfica), 70 versificação, 560 verso, 561 versos (classificação) livres, tradicionais, 561 viagem / viajem 614 vícios de linguagem, ambiguidade e anfibologia, arcaísmo, barbarismo, cacofonia ou cacófato, colisão, eco, estrangeirismo, hiato, pleonasmo vicioso, preciosismo ou rebuscamento, solecismo, 587 vírgula (pontuação), 455 visar (regência verbal), 540 vizinho (regência nominal), 535 vocativo, 371 vogal temática (elementos mórficos / estruturas do verbo), 92/219 vogais (classificação dos fonemas), 52 vogal e consoante de ligação (elementos mórficos), 93 vou fazer / farei, 614 voz passiva, conjugação verbal, 256 vozes do verbo, voz ativa, voz passiva, analítica, sintética, voz reflexiva, 255 vultoso / vultuoso, 614 Z zeugma (figuras de construção ou sintaxe), 579 8/15/08, 1:44 PM Apêndice 647 sinédoque ou metonímia (figuras de palavras ou tropos), 573 sinestesia (figuras de palavras ou tropos), 574 sintaxe de colocação, colocação dos termos na oração: ordem direta ou ordem indireta, colocação dos pronomes pessoais oblíquos: ênclise, mesóclise, próclise, colocação dos pronomes pessoais oblíquos em locuções verbais, 488 sintaxe de concordância, concordância nominal, concordância verbal, 501 sintaxe de regência, nominal, verbal, 530 sito (regência nominal), 535 situado (regência nominal), 535 só (emprego dos advérbios / concordância nominal), 285/ 506 solecismo (vícios de linguagem), 589 soneto (versificação), 561 subjetiva (or. subord. subst.), 399 substantivação das palavras, 161 substantivo, 112 substantivos (classificação), abstratos, coletivos, compostos, comuns, concretos, derivados, primitivos, próprios, simples, 113 substantivos (flexão), gênero: comuns de dois, epicenos, sobrecomuns, grau: aumentativo, diminutivo, número, substantivos compostos (plural), 126 sufixos (classificação) / adverbial, nominais, verbais (apêndice), 91/623 sujeito (classificação) / composto, indeterminado, oculto, implícito ou desinencial, simples, oração sem sujeito, 328 surpresa (interjeição e locução interjetiva), 315 BIBLIOGRAFIA BECHARA, Evanildo. 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Coordenação de tratamento de imagens: Américo de Jesus Tratamento de imagens: Fabio N. Precendo, Joacir Braga da Silva Saída de filmes: Helio P. de Souza Filho, Marcio Hideyuki Kamoto Coordenação de produção industrial: Wilson Aparecido Troque Impressão e acabamento: Yangraf Gráfica e Editora Ltda © dos textos de Manuel Bandeira, do Condomínio dos proprietários dos direitos intelectuais de Manuel Bandeira. Direitos cedidos por Solombra – Agência Literária (solombra@solombra.com.br). © dos textos de Cecília Meireles, do Condomínio dos proprietários dos direitos intelectuais de Cecília Meireles. Direitos cedidos por Solombra – Agência Literária (solombra@solombra.com.br). Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Sarmento, Leila Lauar Gramática em textos / Leila Lauar Sarmento. — 2. ed. rev. — São Paulo : Moderna, 2005. Bibliografia. 1. Português (Ensino médio) – Gramática I. Título. 05-5004 CDD-469.507 Índices para catálogo sistemático: 1. Gramática : Português : Ensino médio 469.507 ISBN 85-16-04833-0 (LA) ISBN 85-16-04834-9 (LP) Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados EDITORA MODERNA LTDA. Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904 Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2790-1500 Fax (0_ _11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2008 Impresso no Brasil 3 GT-C1 (001-008)RO 2 5 7 9 10 8 6 4 2 R.O. 8/15/08, 12:07 PM Apresentação O ensino da gramática tem sido durante anos uma “pedra no caminho” para professores e alunos. Talvez devido à forma como os conteúdos linguísticos são transmitidos. Neste trabalho privilegia-se a reflexão sobre o uso da língua a partir do estudo da linguagem em textos. Portanto, há uma exploração dos fatos gramaticais de forma prática e consciente, com ênfase na semântica e na linguística. O objetivo é o desenvolvimento de diferentes capacidades na utilização dos conhecimentos linguísticos, cuja apropriação adequada se faz necessária tanto para a produção escrita como oral. A preocupação com a abordagem dos conteúdos gramaticais em textos de gêneros e composições variados, bem selecionados porque se destinam também à interpretação das ideias, contribui para o interesse pela aprendizagem da língua. Com a intenção de tornar esse estudo mais prazeroso e menos árido, buscou-se o emprego de uma linguagem clara e acessível, o que permite uma tranquila assimilação de fatos mais complexos. A contextualização dos conceitos gramaticais, já iniciada na 1a edição desta obra, está nesta 2a edição mais ampla e aperfeiçoada, visando acompanhar as mudanças no ensino e atender às necessidades de quem estuda e trabalha com o nosso idioma. A autora Agradecimento Agradeço a meus familiares e aos amigos a parceria e o apoio na produção desta obra. In Memoriam a Antônio Sérgio P. de Magalhães. GT-C1 (001-008)RO 3 8/15/08, 12:07 PM SUMÁRIO PARTE 1 LÍNGUA, COMUNICAÇÃO E DISCURSO 9 Capítulo 1 – Linguagem e interação Comunicação e mensagem Código, língua e linguagem Código; Língua; Linguagem Norma culta e variedades linguísticas Norma culta ou norma-padrão; Variedades linguísticas; A relação entre a oralidade e a escrita A intencionalidade do discurso Funções da linguagem A língua portuguesa: origem e evolução Fases da língua portuguesa PARTE 2 FONOLOGIA E ORTOGRAFIA 17 30 40 49 Capítulo 2 – Fonema e letra Fonologia, fonema e letra Classificação dos fonemas Vogais, semivogais e consoantes Encontros vocálicos Ditongo, tritongo e hiato Encontros consonantais e dígrafos Sílaba Divisão silábica; Sílaba tônica 50 50 52 Capítulo 3 – Ortografia Alfabeto Emprego de algumas letras Notações léxicas Acento agudo; Acento grave; Acento circunflexo; Til; Cedilha; Apóstrofo; Hífen Acentuação gráfica Oxítonas; Paroxítonas; Proparoxítonas; Hiatos; Acento diferencial; Verbos Emprego de por que, por quê, porque e porquê Por que; Por quê; Porque; Porquê Emprego do hífen Palavras homônimas e parônimas Homófonas heterográficas; Homógrafas heterofônicas; Homógrafas homófonas 63 64 65 66 53 54 56 PARTE 3 MORFOLOGIA 4 68 72 77 79 89 Capítulo 4 – Estrutura e formação das palavras Estrutura das palavras Radical; Afixo; Desinência; Vogal temática; Vogal e consoante de ligação GT-C1 (001-008)RO 10 10 11 8/15/08, 12:07 PM 90 90 GT-C1 (001-008)RO Formação das palavras Derivação; Composição; Outros processos de formação das palavras 93 Capítulo 5 – Substantivo Classificação dos substantivos Substantivos simples; Substantivos compostos; Substantivos primitivos; Substantivos derivados; Substantivos comuns; Substantivos próprios; Substantivos concretos; Substantivos abstratos; Substantivos coletivos Flexão dos substantivos Flexão de gênero; Flexão de número; Flexão de grau 112 113 Capítulo 6 – Adjetivo Locução adjetiva Classificação dos adjetivos Adjetivos simples; Adjetivos compostos; Adjetivos primitivos; Adjetivos derivados; Adjetivos pátrios ou gentílicos Colocação dos adjetivos Flexão dos adjetivos Flexão de gênero; Flexão de número; Flexão de grau 136 137 138 Capítulo 7 – Artigo e numeral Artigo Classificação e flexão dos artigos; Substantivação das palavras Numeral Classificação dos numerais; Flexão dos numerais; Emprego dos numerais 160 160 Capítulo 8 – Pronome Pronomes pessoais Emprego dos pronomes pessoais; Pronomes de tratamento Pronomes possessivos Emprego dos pronomes possessivos Pronomes demonstrativos Emprego dos pronomes demonstrativos Pronomes indefinidos Emprego dos pronomes indefinidos Pronomes interrogativos Pronomes relativos Emprego dos pronomes relativos 178 179 Capítulo 9 – Verbo I Elementos estruturais do verbo Radical; Vogal temática; Tema; Desinência Locução verbal Verbo principal e verbo auxiliar Flexões verbais Pessoa e número; Modos verbais; Tempos verbais Classificação dos verbos Verbos regulares; Verbos irregulares; Verbos anômalos; Verbos defectivos; Verbos abundantes 216 218 Capítulo 10 – Verbo II Formação dos tempos verbais simples Presente do indicativo; Pretérito perfeito do indicativo; Infinitivo impessoal 239 239 5 119 140 143 165 187 192 195 198 200 8/15/08, 12:07 PM 221 223 225 Formação dos tempos verbais compostos Modo indicativo; Modo subjuntivo; Formas nominais Formas nominais Gerúndio; Particípio; Infinitivo Emprego dos modos e tempos verbais Modo indicativo; Modo subjuntivo; Modo imperativo Vozes do verbo Voz ativa; Voz passiva; Voz reflexiva Verbo pronominal 243 Capítulo 11 – Advérbio Locução adverbial Classificação dos advérbios e locuções adverbiais; Grau dos advérbios; Emprego dos advérbios 278 279 Capítulo 12 – Palavras relacionais: preposição e conjunção; Interjeição Preposição Locução prepositiva; Combinação e contração; Sentidos das preposições; Preposições acidentais Conjunção Locução conjuntiva; Classificação das conjunções e locuções conjuntivas coordenativas; Classificação das conjunções e locuções conjuntivas subordinativas Interjeição Classificação das interjeições 295 295 245 249 255 263 PARTE 4 SINTAXE GT-C1 (001-008)RO 302 314 325 Capítulo 13 – Frase, oração e período; Sujeito e predicado Frase e oração Período Sujeito e predicado Sujeito; Predicado 326 326 327 328 Capítulo 14 – Termos relacionados ao verbo Objeto direto Objeto indireto Adjunto adverbial Agente da passiva 349 350 352 353 354 Capítulo 15 – Termos relacionados ao nome Adjunto adnominal Complemento nominal Complemento nominal e adjunto adnominal Predicativo do sujeito Predicativo do objeto Aposto Vocativo 364 365 366 Capítulo 16 – Orações coordenadas Período composto por coordenação Orações coordenadas Classificação das orações coordenadas sindéticas Aditivas; Adversativas; Alternativas; Conclusivas; Explicativas 383 383 384 385 6 368 369 369 371 8/15/08, 12:07 PM Capítulo 17 – Orações subordinadas I; Substantivas Orações subordinadas Orações subordinadas substantivas 395 395 Capítulo 18 – Orações subordinadas II; Adjetivas Orações subordinadas adjetivas Classificação das orações subordinadas adjetivas 411 411 Capítulo 19 – Orações subordinadas III; Adverbiais Orações subordinadas adverbiais Classificação das orações subordinadas adverbiais 424 424 Capítulo 20 – Orações reduzidas 442 Orações reduzidas de infinitivo 443 Orações subordinadas substantivas reduzidas de infinitivo; Orações subordinadas adjetivas reduzidas de infinitivo; Orações subordinadas adverbiais reduzidas de infinitivo Orações reduzidas de gerúndio 445 Orações subordinadas adjetivas reduzidas de gerúndio; Orações subordinadas adverbiais reduzidas de gerúndio Orações reduzidas de particípio 446 Orações subordinadas adjetivas reduzidas de particípio; Orações subordinadas adverbiais reduzidas de particípio Capítulo 21 – Pontuação Vírgula Período simples; Período composto Ponto-e-vírgula Dois-pontos Reticências Ponto de interrogação Ponto de exclamação Ponto final Aspas Parênteses Travessão 454 455 457 458 458 459 459 459 459 460 461 Capítulo 22 – As palavras que e se; Funções sintáticas dos pronomes relativos Funções morfológicas da palavra que Advérbio; Substantivo; Preposição; Interjeição; Conjunção; Pronome interrogativo adjetivo; Pronome interrogativo substantivo; Pronome relativo; Pronome indefinido; Partícula expletiva ou de realce Funções sintáticas dos pronomes relativos Sujeito; Objeto direto; Objeto indireto; Complemento nominal; Predicativo; Adjunto adverbial; Adjunto adnominal; Agente da passiva Funções morfológicas da palavra se Substantivo; Conjunção subordinativa; Partícula integrante do verbo; Partícula expletiva ou de realce; Partícula apassivadora ou pronome apassivador; Pronome reflexivo ou recíproco Funções sintáticas do pronome se Objeto direto; Objeto indireto; Índice de indeterminação do sujeito GT-C1 (001-008)RO 7 8/15/08, 12:07 PM 469 469 472 476 479 Capítulo 23 – Sintaxe de colocação Colocação dos termos na oração Colocação dos pronomes pessoais oblíquos átonos 488 488 Capítulo 24 – Sintaxe de concordância Concordância nominal Caso geral; Casos especiais Concordância verbal Caso geral; Casos especiais; Concordância do verbo parecer; Concordância dos verbos haver e fazer; Concordância do verbo na voz passiva; Concordância dos verbos bater, soar e dar ; Concordância do verbo ser; Concordância ideológica ou silepse 501 502 Capítulo 25 – Sintaxe de regência Regência nominal Regência verbal Crase Ocorrência da crase 530 531 535 545 PARTE 5 ESTILÍSTICA 509 559 Capítulo 26 – Versificação Verso Tradicionais; Livres Estrofe Metro Ritmo Rima Valor (qualidade); Disposição; Posição da sílaba tônica 560 561 561 562 563 564 Capítulo 27 – Figuras de linguagem; Vícios de linguagem 571 Figuras de linguagem 571 Figuras de palavras ou tropos; Figuras de pensamento; Figuras de construção ou de sintaxe Vícios de linguagem 587 Ambiguidade ou anfibologia; Cacofonia ou cacófato; Barbarismo; Estrangeirismo; Pleonasmo vicioso; Arcaísmo; Colisão; Solecismo; Eco; Hiato; Preciosismo ou rebuscamento APÊNDICE I 599 Dificuldades linguísticas APÊNDICE II 619 Radicais gregos; Radicais latinos; Prefixos gregos; Prefixos latinos; Sufixos nominais; Sufixos verbais; Sufixo adverbial; Substantivos coletivos; Alguns adjetivos pátrios do Brasil; Alguns adjetivos pátrios das Américas; Alguns adjetivos pátrios do mundo; Conjugação dos verbos auxiliares ter, haver, ser e estar; Conjugação dos verbos regulares; Conjugação dos verbos irregulares; Verbos abundantes; Índice de assuntos BIBLIOGRAFIA GT-C1 (001-008)RO 8 648 8/15/08, 12:07 PM parte 01 01 Língua, Comunicação e Discurso Capítulo 1 GT-C1 (009-048)RO 9 Linguagem e interação 8/15/08, 12:08 PM 10 10 Língua, comunicação e discurso Capítulo 01 Linguagem e interação COMUNICAÇÃO E MENSAGEM Contextualização Leia os quadrinhos. HAGAR Folha de S.Paulo, 7 dez. 2003. 1. Nessa tira, há duas personagens em situação de diálogo. a) No primeiro quadrinho, quem é a personagem que fala, ou seja, quem é o locutor? Eddie Sortudo, o amigo de Hagar. b) Ainda no primeiro quadrinho, quem faz o papel de ouvinte, ou seja, de interlocutor? Hagar. 2. Quem exerce o papel de locutor e o de interlocutor no segundo quadrinho? Hagar é o locutor e Eddie Sortudo é o interlocutor. 3. Ambas as personagens, quando são locutoras, têm uma mensagem para transmitir. Qual é a mensagem de cada uma? A de Eddie Sortudo é: o que o cara disse quando você reclamou do preço que ele cobrou para consertar o barco?; a de Hagar, a própria fala do homem que conserta barcos: tenho que viver, não é?. 4. Somente no terceiro quadrinho o diálogo entre as personagens faz sentido. É nele que se constrói o humor da tira. Explique como e por quê. É nesse quadrinho que se mostra o lugar onde o consertador de barcos vive, um grande castelo. Com ironia, marcada pelo contraste entre o alto padrão de vida do consertador e a simplicidade sugerida por aquilo que havia dito (Tenho que viver, não é?), o humor acontece. Conceituação Na tira, as personagens estabelecem um diálogo para a comunicação de suas ideias. A comunicação tem como objetivo a transmissão de mensagens. É necessário que exista a intenção de comunicar e a possibilidade de uma interação – efeito perceptível na reação de um dos participantes em relação ao outro –, para que haja a comunicação. GT-C1 (009-048)RO 10 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne Mensagem é a informação (sinais codificados, língua, no contexto) que um emissor (locutor) transmite a um receptor (interlocutor) por meio de um canal. A comunicação ocorre quando a mensagem transmitida é decodificada, ou seja, quando ela é compreendida. CÓDIGO, LÍNGUA E LINGUAGEM Código Contextualização Pat Brady 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Veja os quadrinhos a seguir. ROSE IS ROSE O Estado de S. Paulo, 30 ago. 2004. No primeiro quadrinho, Rose assiste atenta a um programa de televisão, que mostra, com um fundo musical, um caubói cavalgando; no segundo, a televisão está num plano mais baixo e Rose tenta 1. Procure descrever o que faz a personagem Rose nesta sequência de quatro no terceiro, Rose recupera a imagem da tevê e, no quarto, a situação é explicada: quadrinhos. observá-la; Rose está sentada sobre a barriga de seu pai, que dorme profundamente (Rose se surpreende ao perceber isto), levantando e abaixando a menina no movimento típico do ressonar. 2. Em que quadrinho se estabelece o humor da tira? Como ele acontece? O quarto quadrinho, ao mostrar Rose com seu pai adormecido e o movimento da barriga que a impedia de seguir o programa da tevê, faz humor por meio do exagero: nenhum ressonar, por mais profundo que seja, pode levantar tanto uma barriga... 3. De que recursos o quadrinista se utilizou para transmitir sua mensagem? a Conceituação O autor emprega alguns códigos, que são sistemas de sinais ou de símbolos preestabelecidos entre emissor e receptor, para comunicar suas ideias. Assim, existem sistemas de sinais em forma gráfica (letras – que podem formar outros sistemas de sinais, como palavras e textos –, algarismos– que podem formar números mais ou menos complexos –, sinais de trânsito com letras, etc.), em forma sonora (sons da voz humana, de instrumentos, etc.) e em forma visual (gestos, sinais de trânsito com imagens, expressões fisionômicas, fotos, pinturas, etc.). Como vimos na tira, uma letra (Z) pode ser símbolo de sono, assim como um som (apito de fábrica) pode ser símbolo de entrada ou saída de trabalho e uma imagem (punho com GT-C1 (009-048)RO 11 8/15/08, 12:08 PM 11 Língua, comunicação e discurso a O quadrinista expressa-se, basicamente, por meio do desenho. Por ele, compõe o cenário (menina vendo televisão, programa que está sendo exibido, sala com poltrona e pai dormindo) e mostra expressões fisionômicas (menina espantada e pai sonolento); utiliza-se, também, de diferentes sinais visuais ou símbolos, que representam algo específico: as pautas em cima da televisão representam música, os riscos quebrados por trás do cavalo no programa indicam movimento e o grande Z em negrito, no balão, representa sono profundo. mão fechada) pode simbolizar revolta. Essas formas podem aparecer mescladas, desde que utilizem códigos previamente conhecidos por locutor e interlocutor. As línguas constituem os códigos mais empregados na comunicação; em nosso país, esse código é a língua portuguesa. Código é um sistema de sinais preestabelecido entre emissor (locutor) e receptor (interlocutor) empregado para a transmissão de mensagens. Língua Contextualização Leia a seguinte tira. CALVIN 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Waterson O Estado de S.Paulo, 22 ago. 2004. Na tira, Calvin comunica ao pai a posição nada confortável que ele, pai, tem na “empresa” familiar. Embora o filho tente pressioná-lo, a situação parece não mudar, pois o pai de Calvin não se deixa abalar com a informação e continua lendo despreocupadamente o jornal, frustrando o menino em seu objetivo: ganhar um DVD. Observe que a intenção de Calvin está claramente expressa por meio de palavras já conhecidas, por isso é compreendida pelo pai e por nós, leitores. O uso de um mesmo código, ou seja, a língua portuguesa, é que permite essa perfeita integração. Conceituação A língua é um instrumento de comunicação, ou seja, é um sistema de sinais vocais e, muitas vezes, gráficos, pertencente a uma comunidade ou a um grupo social. A língua, portanto, pode sofrer modificações apenas pela ação da comunidade e não de um único indivíduo. A língua expressa-se por meio de palavras, faladas ou escritas, porém conhecer o significado das palavras, ou seja, ter um bom vocabulário não garante um melhor desempenho na combinação dessas mesmas palavras. GT-C1 (009-048)RO 12 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 12 13 Língua, comunicação e discurso É necessário conhecer, também, determinadas leis de combinação entre elas, para que haja clareza na sua organização e na expressão do pensamento. Veja, neste exemplo, a falta de sentido da frase: Na eficaz mais comunicação é palavra instrumento o a. A compreensão da frase não foi possível, porque as palavras estão soltas e não obedecem a algumas leis de combinação básicas dentro do português do Brasil, como, por exemplo, a ordem SVO, sujeito-verbo-objeto, típica da língua portuguesa e de tantas outras. Observe agora: Considerada um bem público e coletivo, a língua existe independentemente de nós; portanto, um só indivíduo não pode criá-la ou modificá-la. Ela constitui uma espécie de contrato estabelecido entre as pessoas para uso comum e apresenta mudanças em sua evolução. A língua é um sistema de sinais comum a todos os indivíduos de uma determinada comunidade. Linguagem Contextualização Observe o cartum e a tira seguintes. QUINO Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A palavra é o instrumento mais eficaz na comunicação. QUINO. Bem, obrigado. E você? São Paulo: Martins Fontes, 2004. ZOÉ & ZEZÉ 2005 CREATORS SYNDICATE/ INTERCONTINENTAL PRESS Jerry Scott & Rick Kirkman O Globo, Rio de Janeiro, 5 jun. 2004. GT-C1 (009-048)RO 13 8/15/08, 12:08 PM Em seu cartum, Quino sugere, por meio de linguagem não-verbal (ou visual), que os homens de negócios estão proibidos de ter sentimentos porque não há tempo para isto. O poste com o coração interditado simboliza a proibição de afeto, e um dos executivos, olhando preocupado para o relógio, representa a falta de tempo, sempre precioso no mundo dos negócios. Na tira, a comunicação entre Zoé e sua mãe ocorre por meio de linguagem verbal e não-verbal. A garota emite sons de satisfação, simbolizados pelas letras HMM em negrito, e troca palavras com sua mãe sobre a qualidade das almôndegas. O que parecia inicialmente ser um elogio, na verdade é uma crítica, causadora do humor da tira. Conceituação Os seres humanos têm a capacidade de representar o pensamento por meio de sinais codificados que permitem a comunicação e a interação entre eles. Essa capacidade chama-se linguagem. As várias formas de linguagem criadas pelo ser humano podem ser identificadas em dois grupos: o da linguagem verbal, como a língua, que tem a palavra por sinal, e o das linguagens não-verbais, como a música, que tem o som por sinal, a dança, que tem o movimento por sinal, a mímica, que tem o gesto por sinal, a pintura, a fotografia e a escultura, que têm a imagem por sinal, etc. As linguagens verbais e não-verbais podem se misturar, a exemplo da tira e do cartum já vistos. Linguagem é a propriedade do ser humano de representar o pensamento por meio de sinais codificados com o intuito de comunicar-se com outro ser humano. Aplicação 1 Leia os versos de Adélia Prado. ANTES DO NOME Não me importa a palavra, esta corriqueira. Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe, os sítios escuros onde nasce o ‘de’, o ‘aliás’ o ‘o’, o ‘porém’ e o’‘que’, esta incompreensível muleta que me apoia. Quem entender a linguagem entende Deus cujo Filho é Verbo. Morre quem entender. GT-C1 (009-048)RO 14 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 14 A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda, foi inventada para ser calada. Em momentos de graça, infrequentíssimos, se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão. Puro susto e terror. a) A linguagem se constrói clara e bem expressa com a boa articulação das palavras. Por que então o eu lírico dispensa a palavra, o texto, o mais sugestivo está nas difíceis construções da língua, ao compor seus versos? Segundo com surpreendentes significados e não na palavra banal e acessível. b) A qual sistema de sinais refere-se o eu lírico nos versos 2 a 5 e que, no contexto, opõe-se ao sistema de sinais palavra, esta corriqueira do primeiro verso? Justifique sua resposta. a c) No texto, a palavra que é comparada a uma incompreensível muleta na qual o eu lírico se apoia. Explique por quê. b d) De acordo com os versos 6 e 7, entender a linguagem é como entender Deus, mas morre quem entender. O que quer dizer isso? c e) Releia o 8o e 9o versos e explique o sentido de palavra para o eu lírico. d f) Interprete a metáfora que compara a palavra a um peixe vivo. e d A palavra não esvazia totalmente seu significado, porque ela não se esgota e adquire novos sentidos. e A apreensão da palavra exata na composição de um texto representa uma busca constante para quem escreve. Isso ocorre, muitas vezes, porque a palavra parece segura em nossa mente, como o peixe em nossa mão e, de repente, ela escorrega, foge. 2 Leia a charge. O chargista usou as linguagens verbal e não-verbal (ou visual) para fazer uma crítica à situação de alguns países. ANGELI Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. PRADO, Adélia. Poesias reunidas. São Paulo: Siciliano, 1998. 15 Língua, comunicação e discurso a Espera-se que o aluno responda língua, porque este sistema lança mão das combinações entre as palavras, da sintaxe e dos novos sentidos que ela pode proporcionar ao eu lírico. b A imagem da muleta refere-se às classes gramaticais ditas “vazias”, que funcionam como conectivos (preposições, conjunções, pronomes, artigos) em oposição às classes “cheias” como substantivo, adjetivo, verbo. O importante é perceber que umas não funcionam sem as outras, daí a imagem criada. c Sugestão: espera-se que o aluno consiga recuperar o conceito de linguagem, que é a capacidade humana de representar o pensamento por meio de sinais codificados. E aqui cabe uma reflexão: embora se consiga descrever o que é a linguagem, e mesmo como ela surge (da necessidade de comunicação), não se consegue ainda explicar por que ela surgiu com o homem e não com outros seres... Daí a aproximação com Deus que o texto faz (todos têm a ideia de Deus, mas poucos o sentem...). Ainda segundo o texto, a dimensão humana pode ser menor do que a dimensão divina e a da linguagem. Folha de S.Paulo, 26 abr. 2004. f A língua portuguesa, por meio da palavra, e o desenho, com a charge ou o cartum, que é um desenho de humor crítico veiculado por jornais. a) Identifique o(s) código(s) utilizado(s) no texto de Angeli. f b) Observe a charge e interprete a mensagem do texto. g c) Quem é o emissor do texto e a quem ele é endereçado? h d) Qual é a intencionalidade do autor, ao produzir a charge? i g Pessoal. Sugestão: alguns países periféricos, como Colômbia, Palestina, Afeganistão, Estônia, Zaire, Iraque, cada qual com problemas de difícil resolução, parecem não se adequar à nova ordem globalizadora proposta pelos países do 1º mundo, e acabam sendo encarados como uma moléstia que perturba essa nova ordem mundial. h O emissor ou locutor é o chargista Angeli. O receptor ou interlocutor são os leitores, para quem a mensagem é dirigida. i Seu objetivo é conscientizar as pessoas em relação aos problemas mundiais e denunciar as consequências das ações extremistas. GT-C1 (009-048)RO 15 8/15/08, 12:08 PM 3 Leia a charge de Glauco. a O emissor é um dos políticos do grupo e a comunicação se processa por sua voz. GLAUCO/FOLHA IMAGEM b O receptor da mensagem é o político que se encontra do outro lado do fio, os políticos que estão ao lado do emissor e o leitor da charge. c A própria fala do emissor. d A possibilidade de o telefone estar grampeado. e A língua portuguesa (palavra) e o desenho (charge ou cartum). f São os recursos visuais do desenho, representados por Brasília, a capital do grampo político, e pelo enorme gravador ligado ao telefone público, que negam a fala do político, e, consequentemente, produzem o humor. Folha de S.Paulo, 5 abr. 2004. a) Identifique o emissor da mensagem e o canal por ele utilizado. a b) Quem é o receptor da mensagem? b c) Qual a mensagem? c d) Qual é o assunto (referente) do texto? d e) Que códigos o chargista explora no texto? e f) Que recursos são empregados na produção do humor? f AUTVIS, SÃO PAULO, BRASIL, 2005 – SALVADOR DALÍ – FOUNDATION GALA, VEGAP, MADRID, 2005 4 Observe este quadro do pintor espanhol Salvador Dalí. a O código é a pintura, por meio do quadro, já o canal é a tinta, que pode ser bastante específica (a óleo, acrílica, etc.), assim como o material em que a pintura é feita, que pode ser tela, madeira, etc. O sono, de Salvador Dalí, 1937. a) Quem é o emissor ou locutor do quadro e quem é o seu receptor emissor é o pintor Salvador Dalí e o receptor somos nós, observadores de sua ou interlocutor? Opintura. b) Qual é a mensagem deste texto visual? É a pintura inteira. c) Qual é o código e o canal utilizados pelo pintor? a d) É possível identificar o assunto (referente) da obra? Pessoal. O título do quadro O sono e as imagens não realistas sugerem um assunto voltado a imagens de sonho. Espera-se que o aluno consiga dizer que a identificação do assunto pode variar de acordo com quem observa a obra. Em outras palavras: toda obra de arte pode sugerir interpretações diferentes. GT-C1 (009-048)RO 16 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 16 NORMA CULTA E VARIEDADES LINGUÍSTICAS Norma culta ou norma-padrão Contextualização Leia a tira seguinte e observe como a língua é utilizada pelas personagens. GT-C1 (009-048)RO Bill Waterson 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. CALVIN O Estado de S.Paulo, 25 nov. 2004. Nesta tira de Calvin, ocorre um diálogo telefônico entre ele e seu pai. O código usado, a língua portuguesa, é utilizado por ambos e decodificado por nós da mesma maneira, afinal é assim que a língua portuguesa normalmente aparece nas publicações de circulação nacional, como revistas, jornais e livros. Conceituação Historicamente, as sociedades sempre estabeleceram padrões linguísticos desejáveis, mesmo considerando que a língua não é durável, não é contínua e varia conforme os costumes e a época. A norma culta ou norma-padrão representa um desses padrões, considerado o de maior prestígio social, embora se saiba que a língua deva servir como fator de aglutinação social e não de discriminação. Pode-se afirmar que a norma culta é a variedade linguística usada pelas classes sociais mais privilegiadas de uma determinada comunidade. Ensina-se a norma culta nas escolas e, em geral, ela é utilizada em jornais, revistas e livros, em textos didáticos e científicos, em certos programas de televisão e em situações mais formais. Essa é, também, a forma mais empregada na escrita, salvo diferenças de pronúncia e de vocabulário. É importante destacar que a norma culta nada mais é do que uma das variedades da língua em uso e que, devido às suas particularidades e funções sociais, é a mais adequada para ser usada em determinadas situações. 17 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 17 18 Língua, comunicação e discurso Em relação às demais modalidades linguísticas, não existe intrinsecamente nenhuma concepção de “erro” ligada a elas, ou seja, não existe uma forma mais correta do que a outra. Qualquer variedade linguística funciona adequadamente para determinados objetivos, e deve ser aceita ao servir de interação verbal entre diferentes pessoas. Norma culta ou norma-padrão é a variedade linguística de maior prestígio social usada numa comunidade. Variedades linguísticas 1. Leia a tira de Chico Bento e lembre-se de que a língua modifica-se por influência de vários fatores. TURMA DA MÔNICA MAURICIO DE SOUSA Mauricio de Sousa O Estado de S.Paulo, 15 maio 2004. a) Explique os recursos utilizados pelo autor na produção do humor nessa tira. a b) Em relação à norma culta, como você caracterizaria o modo de Chico Bento expressar-se? b c) Quais são as palavras que Chico Bento usa que não seguem a normapadrão? Localize-as. Ispantaio, corvo, num, pegá, mio. este espantalho, os corvos d) Passe a frase de Chico Bento para a norma culta. “Com não vão mais pegar meu milho!” a O autor utiliza-se da linguagem verbal (língua portuguesa) e da não-verbal (desenho) no quadrinho para mostrar a intenção da personagem; no segundo e no terceiro, usa 2. Leia o seguinte texto. primeiro uma onomatopeia que representa som de voo – FLAP, FLAP – e desenho – corvos levando o espantalho, para produzir o humor da tira, ao inverter a expectativa da personagem. TODA LÍNGUA VARIA — Vamos bem devagar para as coisas ficarem claras — propõe Irene. —Você certamente já ouviu um português falar, não é? — Já — responde Sílvia. — Já percebeu as muitas diferenças que existem entre o modo de falar do português e o modo de falar nosso, brasileiro. [...] — Tudo bem até agora? — pergunta Irene. b Espera-se que o aluno consiga perceber que Chico Bento não se expressa na norma-padrão, em virtude de sua fala não apresentar as marcas linguísticas típicas desta variedade, uma vez que não é assim que ela normalmente aparece escrita nos jornais, revistas, livros escolares, ou falada na tevê e na aula. O que não impede que qualquer usuário do português do Brasil possa ler a tira e entendê-la perfeitamente. GT-C1 (009-048)RO 18 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. — Tudo bem — responde Sílvia. — Essas e outras diferenças — prossegue Irene — também existem, em grau menor, entre o português falado no Norte-Nordeste do Brasil e o falado no Centro-Sul, por exemplo. Dentro do Centro-Sul existem diferenças entre o falar, digamos, do carioca e o falar do paulistano. E assim por diante. Irene faz uma pausa. Toma um gole de chá e continua: — Até agora, falamos das variedades geográficas: a variedade portuguesa, a variedade brasileira, a variedade brasileira do Norte, a variedade brasileira do Sul, a variedade carioca, a variedade paulistana... Mas a coisa não para por aí. A língua também fica diferente quando é falada por um homem ou por uma mulher, por uma criança ou por um adulto, por uma pessoa alfabetizada ou por uma não-alfabetizada, por uma pessoa de classe alta ou por uma pessoa de classe média ou baixa, por um morador da cidade e por um morador do campo e assim por diante. Temos então, ao lado das variedades geográficas, outros tipos de variedades: de gênero, socioeconômicas, etárias, de nível de instrução, urbanas, rurais, etc. BAGNO, Marcos. A língua de Eulália. São Paulo: Contexto, 2003. a) Qual o assunto do texto? As variedades em torno do português falado. b) Como vimos, as línguas sofrem modificações. Na sua opinião, há uma língua brasileira? Esclareça sua resposta. a c) Além das variedades geográficas, que ocorrem em função de cada região, há outros modificadores da língua. Que variedades citadas no Variedades de gênero, socioeconômicas, etárias, texto também influenciam o modo de falar? de nível de instrução, urbanas, rurais, etc. Conceituação Como você observou na tira e no texto, o português está sujeito a modificações, devido a influências que podem ser linguísticas, ambientais, culturais e socioeconômicas. Por isso, apresenta formas de comunicação diferentes em determinadas regiões ou nos diversos contextos de nossa vida social. Tais variações ocorrem no vocabulário, na sintaxe e também na pronúncia da língua-padrão. Todas as variedades linguísticas que não se enquadram na norma culta ou norma-padrão são denominadas de norma popular. A variedade linguística usada por Chico Bento na tira é a regional, utilizada no interior de alguns estados brasileiros. As variedades linguísticas regionais, a gíria, o jargão de grupos profissionais e outras modalidades, como a histórica (vista através do tempo), constituem, portanto, a língua não-padrão ou norma popular que, em muitas situações, expressam com mais adequação nossas ideias. a Pessoal. Argumentos a favor da existência de uma língua brasileira: existem diferenças entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal em relação à pronúncia, ao vocabulário e mesmo à sintaxe (algumas combinações entre palavras são possíveis no Brasil, mas não em Portugal); argumento contra a existência de uma língua brasileira: todas essas diferenças, principalmente se pensarmos no idioma escrito, não são suficientes para caracterizar línguas diferentes, já que usuários de lá e de cá se entendem na mesma língua portuguesa. GT-C1 (009-048)RO 19 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 19 Na realidade, a escola tem a função de ensinar a língua materna em todas as modalidades e valorizar todas essas práticas. É comum a produção de construções linguísticas adequadas e eficientes nas diferentes modalidades de uso, ou seja, na língua falada e escrita, padrão e não-padrão. Outro fato relevante refere-se à gramática, que é a mesma nas diversas modalidades, com escolhas diferentes para uma melhor acomodação textual, mas dentro de um mesmo sistema gramatical. Variedades linguísticas são as diferentes variações da língua, de acordo com os padrões de uso que ela pode manifestar. As variedades estilísticas: registros Contextualização Leia a tira. PIRATAS DO TIETÊ LAERTE Laerte Folha de S.Paulo, 7 fev. 2004. O humor da tira é fundamentalmente provocado pelo uso que o urso faz da língua, deslocado no contexto das tiras de jornal. Nos dois primeiros quadrinhos, utiliza a 2ª pessoa do plural (Vós), forma prevista pela língua, mas quase nunca utilizada, uma colocação pronominal (planta-os) mais adequada à língua escrita (afinal, as duas personagens expressam-se oralmente na tira), além de palavras estranhas a esse mesmo universo (sementeira do eterno) devido ao seu grau de formalidade. Essa formalidade forçada contrasta com a informalidade que a tira recupera no terceiro quadrinho e que faz parte do universo das histórias em quadrinhos, sendo esse contraste o que provoca o humor. Conceituação Uma das variações linguísticas possíveis que vimos são as variedades de norma (norma culta e todas as normas populares), os chamados dialetos. As variedades de estilo ou os registros são outra das variações linguísticas que existem. Os textos apresentam diferentes graus de formalismo, por GT-C1 (009-048)RO 20 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 20 21 Gíria Contextualização Leia a tira. CHICLETE COM BANANA Angeli ”Folha de S.Paulo, 11 fev. 2004. O humor da tira aparece na não-interlocução da conversa por parte do DJ, que não ouve o que o “comando” diz. Conceituação Atente para a palavra aê e a expressão tá ligado?, usadas para chamar a atenção do interlocutor. As palavras em destaque são gírias usadas por jovens. A gíria é típica de um registro coloquial. Ela é efêmera, pois altera-se com o passar do tempo, fazendo com que muitas palavras e expressões caiam em desuso e sejam substituídas por novas formas. GT-C1 (009-048)RO Língua, comunicação e discurso As variedades de registro dependem, portanto, da forma de expressão, oral ou escrita; da receptividade entre os interlocutores e do grau de formalismo identificado na interlocução. ANGELI Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. isso há vários tipos de registro. Na tira de Laerte, existem os dois tipos de registro mais comuns, o excessivamente formal, dos dois quadrinhos iniciais, que contrasta com a fala do último quadrinho, que é bastante coloquial (ou informal). Uma situação de comunicação torna-se menos ou mais formal, de acordo com a situação e/ou com o grau de familiaridade ou de cerimônia existente entre os interlocutores. Por exemplo, o registro coloquial (informal) aparece em diálogos, casos em que são empregadas frases curtas, construções gramaticais soltas, repetições, etc. O registro formal é bem cuidado e apresentase na variedade culta ou padrão, tanto em situações orais quanto escritas. Podemos observar esse registro em situações orais formais como mesasredondas e discursos oficiais, por exemplo, e na escrita de livros assim como em bons textos de jornais e revistas. No registro informal (coloquial), entre familiares ou amigos íntimos, é comum o uso de construções objetivas. 21 8/15/08, 12:08 PM 22 Língua, comunicação e discurso A gíria constitui um dos dialetos da língua e é formada por palavras e expressões que são usadas por determinados grupos sociais para marcar sua identidade. Dentre seus usuários, distinguem-se os jovens, com uma linguagem própria, e os membros de grupos, como, por exemplo, os apreciadores do movimento clubber, dos jogos de futebol, da música country, etc., sempre com termos específicos para cada grupo. A gíria é chamada de jargão, quando se refere a profissões, como a língua dos jornalistas, dentistas, médicos, economistas, etc. Assim, a gíria contribui para a identificação do grupo que a emprega, mas também representa um elemento de discriminação aos indivíduos que não a entendem. As variedades regionais e sociais Contextualização ZIRALDO Leia a charge de Ziraldo. O chargista faz uma crítica social sobre as condições de vida dos que vivem em regiões inóspitas do campo. Segundo o texto, muitos deles não sobrevivem à fome e à seca em sua própria terra, e alguns tentam a sorte, inutilmente, em grandes centros como São Paulo. Observe na pergunta do emissor o emprego da forma cadê, equivalente a que é (feito) de, e que constitui, na origem, um regionalismo português. ZIRALDO. In: Belmonte : 100 anos. São Paulo: Senac, 1996. Conceituação Os aspectos mais relevantes e distintivos das variedades linguísticas são o vocabulário, a pronúncia, a morfologia e a sintaxe. As variedades regionais, as profissionalizantes ou técnicas e as gírias distinguem-se principalmente pelo vocabulário em relação à língua-padrão. Quanto ao regionalismo, é muito comum, por exemplo, perceber-se que um mesmo ser GT-C1 (009-048)RO 22 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Gíria é um dialeto linguístico que apresenta um vocabulário específico, criado por um grupo social jovem, que o distingue da língua-padrão. Quando ligada a uma profissão, é chamada de jargão. 23 Língua, comunicação e discurso pode vir designado de várias maneiras, de acordo com a região (macaxeira, mandioca, aipim). As variedades regionais diferem, ainda, quanto à pronúncia: é comum dizer que os nordestinos e gaúchos falam cantado. No interior de São Paulo, o r não é vibrado, e os cariocas chiam muito no s. Um dado importante no estudo das variedades linguísticas é a questão social, que pode determinar maior ou menor acesso a variedades cultas da língua — acesso mais difícil, por exemplo, a amplas faixas de pessoas da zona rural brasileira. A relação entre a oralidade e a escrita Contextualização Leia os quadrinhos de Jim Davis. GARFIELD Jim Davis 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Aspectos importantes que distinguem as variedades regionais umas das outras são o vocabulário e a pronúncia. Folha de S.Paulo, 4 fev. 2004. Na tira, as personagens dialogam “mentalmente”. Na verdade, usam a língua oral para isso, que, em geral, é mais simples e comunicativa do que a língua escrita. Veem-se construções próprias da expressão oral, como o uso de frases curtas, de comparações e de expressões populares (rolha de poço, comparação usada pelo novelo para chamar Garfield de gordo, e caí que nem um patinho, expressão para Garfield chamar-se de bobo). Conceituação Numa sociedade letrada, não se lê e se escreve apenas, mas principalmente se fala. A valorização social de uma pessoa, nos dias de hoje, está bastante ligada ao seu desempenho escrito, mas também ao oral, em virtude de nossa ampla exposição aos meios de comunicação, como a televisão, o rádio e o cinema. GT-C1 (009-048)RO 23 8/15/08, 12:08 PM Hoje, busca-se dedicar o mesmo tempo de aprendizagem tanto para a expressão oral quanto para a expressão escrita. Para revigorar a língua escrita, é preciso inserir-lhe os elementos vivos da língua falada, como o uso, por exemplo, de uma sintaxe mais expressiva e de uma pontuação mais simplificada. Língua oral: mais alusiva, traços gramaticais (frases onomatopeicas e exclamativas, formas contraídas e frases cortadas, comparações e expressões populares), recursos expressivos (acentuação, entonação, pausas), significados não-verbais (expressão fisionômica, gestos, postura corporal). Língua escrita: mais precisa, menos econômica, traços gramaticais (frases perifrásticas e assertivas, formas e frases inteiras), recurso importante (pontuação). Aplicação 1 Os textos seguintes encontram-se na norma culta, mas em alguns deles existem traços ou sinais de outras variedades. Identifique esses traços e as variedades que eles indicam. a) A sua casa de moço solteiro estava para isso admiravelmente situada entre jardins, no centro de uma chácara ensombrada por casuarinas e laranjeiras. Se algum eco indiscreto dos estouros báquicos ou das canções eróticas escapava pelas frestas das persianas verdes, confundia-se com o farfalhar do vento na espessa folhagem; e não ia perturbar, nem o plácido sono dos vizinhos, nem os castos pensamentos de alguma virgem que por ali velasse a horas mortas. ALENCAR, José de. Lucíola. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. Norma culta ou norma-padrão (livro, texto literário). b) Norma culta ou norma-padrão (livro, texto literário). Traços de outras normas: grei, gíria para turma dos anos 50, e patota, também gíria para turma dos anos 70 (gíria); de 45 cavalos, transformadores, amplificadores, compressores e destiladores (jargão profissional / músicos). c) Envolvido pelo clima musical de sua grei — mais conhecida como patota —, o rapazinho comprou uma magnífica guitarra elétrica de 45 cavalos, transformadores, amplificadores, compressores e destiladores e passava os dias inteiros tocando seu instrumento, num tom estridente e monótono (no bom sentido, um tom só) capaz de enlouquecer um frade de pedra. ZIRALDO. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 2001. Sinal Verde – Um biólogo da Universidade de Princeton, nos EUA, estudou as formigas para saber como elas andam em tantas direções, sem se trombar. Com ajuda de um simulador, ele mapeou o trânsito do formigueiro. Notou que há três filas. Na do meio andam os insetos que carregam alimento para casa. Nas pistas laterais, o tráfego é reservado às operárias que partem em busca de mais comida. IstoÉ, São Paulo, 24 mar. 2004. Norma culta ou norma-padrão (revista, texto jornalístico). Traços de outra norma: simulador, mapeou, pistas laterais, tráfego (jargão profissional / engenheiros de trânsito). GT-C1 (009-048)RO 24 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 24 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. d) — Minha filha, você me deu sua palavra que a sua festa ia acabar às duas horas. — E acabou, papai. — Sim, mas às duas da tarde! Nós estávamos almoçando, hoje, e ainda estava chegando gente pra festa de ontem! — É que a turma se excedeu um pouco, papai, qualé? — Outra coisa, você jurou que seus amigos iam ficar na sala e não invadiriam os outros aposentos. — E, então? — Então que eu fui acordado no meio da noite por um cabeludo me perguntando se não tinha vodca em casa. — Ele se perdeu, só isso. — Tudo bem. Mas ele precisava me chamar de “ó do pijama”? — Papai... VERISSIMO, Luis Fernando. Pais e filhos. Porto Alegre: LP&M, 1999. Norma culta ou norma-padrão (livro, texto literário). Traços de outra norma: qualé?, cabeludo, ó do pijama, gírias hoje não tão usadas (gíria). 2 Pesquise em jornais, revistas e livros e dê três exemplos de textos no registro formal e outros três no registro coloquial. Explique a diferença entre cada registro. Pessoal. O registro formal é bem cuidado, apresentando-se na norma culta ou norma-padrão; o registro coloquial aparece no diálogo, com frases curtas, construções gramaticais soltas e repetições. 3 Leia os dois fragmentos seguintes de Drummond e responda ao que se pede. AS PALAVRAS QUE NINGUÉM DIZ — Sabe o que é diadelfo? Não sabe? É isso aí: ninguém aprende mais nada na escola, não há professor que ensine o que é diadelfo. Entretanto, basta você sair por aí, na Gávea, e dá de cara com pencas de diadelfos. Tão fácil distingui-los. Pelo visto, sou capaz de jurar que você também nunca experimentou a emoção do ilapso. Ou por outra: pode ter experimentado, mas sem identificá-lo pelo nome. Não alcançou a maravilhosa consciência de haver merecido o ilapso. Conheci um nordestino que na mocidade exercera a profissão de ultor, e que ignorava o que é ultor; como é que pode ser tão mau profissional? a diadelfo: que apresenta diadelfia (nas plantas, soldadura dos estames pelos filetes em dois feixes); ilapso: influência de Deus na alma das pessoas, segundo os crentes; ultor: que ou aquele que vinga; vingador. ANDRADE, Carlos Drummond de. Os dias lindos. Rio de Janeiro: Record, 1998. a) Procure no dicionário o significado das palavras empregadas por Drummond: diadelfo, ilapso e ultor. a b) No texto, o narrador não conclui de forma objetiva as dúvidas que levanta. Considere os registros encontrados no texto e responda: com que intenção o autor optou por tal recurso? O narrador dialoga com um interlocutor (existe um travessão no trecho lido), portanto utiliza um registro coloquial para nele inserir um vocabulário de outro registro, extremamente formal (palavras em desuso). Não importa o que significam: este deslocamento de registro evidencia uma crítica ao artificialismo dos extremos linguísticos. GT-C1 (009-048)RO 25 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 25 c) Na sua opinião, é necessário que a escola ensine palavras como Pessoal. Sugestão: não, porque para nos expressarmos com clareza as do texto? Por quê? e objetividade necessitamos usar palavras ou registros conhecidos por um grande número de pessoas. ANTIGAMENTE Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levavam tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. [...] Os idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a fresca; e também tomavam cautela de não apanhar sereno. Os mais jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano: os quais, de pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’água. [...] Embora sem saber da missa a metade, os presunçosos queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso punham a a Pessoal. Sugestão: Drummond mão em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a traelabora um texto escrito na norma-padrão atual, mas im- montana. A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a despregnado de palavras e expressões de outras variedades lin- feita que faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho guísticas. Antes de tudo, há a era ardiloso. Verdade seja que às vezes os meninos eram mesmo intenção de se fazer um recorte histórico na língua, portanto encapetados; chegavam a pitar escondido, atrás da igreja. As metem-se uma variedade histórica que recupera palavras e ninas, não: verdadeiros cromos, umas teteias. expressões que faziam parte [...] Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meda norma-padrão do início do século passado (completar pri- ninos, lombrigas, asthma os gatos, os homens portavam ceroulas, maveras; janota; animatógrafo; aeroplano; portar ceroulas, bo- botinas e capa-de-goma [...], não havia fotógrafos, mas retratistinas e capas-de-goma; retratista; descansar cristãos) e tam- tas, e os cristãos não morriam: descansavam. bém da gíria da época (fazer Mas tudo isso era antigamente, isto é, outrora. pé-de-alferes; arrastar a asa; levar tábua; tirar o cavalo da chuva; encapetado). Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 26 ANDRADE, Carlos Drummond de. Seleta em prosa e verso; Divagações. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1976. a) A partir dos dialetos (variedades linguísticas) que você já viu, como classificaria esse fragmento de Drummond? Exemplifique com palavras e expressões do texto. a b) O texto nos mostra que a língua modifica-se em função do tempo. Que fatores explicam sua constante mudança? b c) Redija de acordo com a sua própria linguagem e, depois, passe para a norma-padrão: “E se levavam tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia.”. c b Fatores linguísticos, ambientais, culturais e socioeconômicos. A mudança ocorre como ato do todo social, da comunidade linguística em questão, e não da ação de apenas um indivíduo dessa comunidade. c Pessoal. Sugestão: 1. E se levavam fora, o lance era puxar o carro (tirar o time de campo) e jogar a rede noutro canto; 2. E, se eram recusados, o jeito era desistir e procurar outra pessoa. Caso os alunos não conheçam as expressões, o professor poderá explicar o significado . GT-C1 (009-048)RO 26 8/15/08, 12:08 PM 4 No texto a seguir, Luis Fernando Verissimo brinca com as palavras, ao empregá-las de forma incomum. Confira. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. PALAVREADO Gosto da palavra “fornida”. É uma palavra que diz tudo o que quer dizer. Se você lê que uma mulher é “bem fornida”, sabe exatamente como ela é. Não gorda mas cheia, roliça, carnuda. E quente. Talvez seja a semelhança com “forno”. Talvez seja apenas o tipo de mente que eu tenho. Não posso ver a palavra “lascívia” sem pensar numa mulher, não fornida mas magra e comprida. Lascívia, imperatriz de Cântaro, filha de Pundonor. Imagino-a atraindo todos os jovens do reino para a cama real, decapitando os incapazes pelo fracasso e os capazes pela ousadia. Um dia chega a Cântaro um jovem trovador, Lipídio de Albornoz. Ele cruza a Ponte de Safena e entra na cidade montado no seu cavalo Escarcéu.Avista uma mulher vestindo uma bandalheira preta e lhe lança um olhar cheio de betume e cabriolé. Segue-a através dos becos de Cântaro até um sumário – uma espécie de jardim enclausurado – onde ela deixa cair a bandalheira. É Lascívia. Ela sobe por um escrutínio, pequena escada estreita, e desaparece por uma porciúncula. a O intuito com esse deslocamento é produzir um texto de humor, como os quadrinistas das tiras e das charges. ERISSIMO b Sim, existe uma intenção na escolha das palavras e expressões; essa intenção pressupõe associações de significados que podem ser sonoras, como o nome de seres (Lascívia, Lipídio, Escarcéu), sensoriais, como a sugestão de cores e texturas (olhar de betume), e mesmo metafóricas (Ponte de Safena). V , Luis Fernando. O analista de Bagé. Porto Alegre: LP&M, s/d. a) Propositalmente, o autor desloca palavras de seus contextos habituais e as coloca em outros. Qual é seu intuito? a b) A seu ver, é possível detectar uma intenção no processo de escolha das palavras deslocadas ou essa escolha é aleatória? Justifique sua resposta citando algumas destas palavras. b c) Explique por que o texto é compreensível, embora as palavras estejam deslocadas de seus sentidos originais. c d) Em que variedade linguística insere-se o texto de Verissimo? O texto está redigido na norma culta ou norma-padrão, geralmente usada nos livros, jornais e revisPor quê?tas. Todas as palavras recriadas pelo autor pressupõem um conhecimento dessa mesma norma culta. 5 Leia o texto. c Como vimos, morfologicamente falando, as palavras adquirem novos significados em novos contextos. Além disso, no plano da sintaxe, existe uma estrutura narrativa de uma história que nos é contada, com enredo e personagens que realizam determinadas ações. Vancê pare um bocadinho; componha os seus arreios, que a cincha está muito pra virilha. E vá pitando um cigarro enquanto eu dou dois dedos de prosa àquele andante... que me parece que estou conhecendo... e conheço mesmo!... É o índio Reduzo, que foi posteiro dos Costas, na estância do Ibicuí. [...] — Vancê desculpe a demora: mas quando se encontra um conhecido do outro tempo — e então do tope deste! — a gente GT-C1 (009-048)RO 27 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 27 até sente uma frescura na alma!... Coitado, está meio acalcanhado, mas bonzão ainda. Pois aquele cuerudo que vancê está vendo, teve grito d’armas!... Vou contar-lhe uma alarifagem em que ele andou metido, e que só depois se soube, pelo miúdo, e isso mesmo porque a própria gente do caso é que contava. NETO, João Simões Lopes. Contos e lendas. Rio de Janeiro: Agir, 1957. O escritor gaúcho Simões Lopes Neto empregou a modalidade regional ou geográfica, norma popular falada no ambiente rural gaúcho. Vê-se no texto vocabulário próprio do campo sulista. a) O fragmento apresenta vários termos e expressões que determinam uma variedade gaúcha e rural. Identifique a modalidade linguística do texto. b) Que características típicas do sertanejo estão evidentes no narrador? O sertanejo gosta de contar histórias e de cavalgar, além de apreciar a bravura de seus conterrâneos. c) Identifique palavras regionalistas no texto e explique seu sig(em lugar de você); cincha (peça do arreio); posteiro (empregado de uma fazenda ou nificado. Vancê de um sítio); tope (qualidade); cuerudo (pessoa com marcas de arreios); alarifagem (façanha). d) Interprete as seguintes expressões: • eu dou dois dedos de prosa Eu converso bem pouco, rapidamente. • só depois se soube, pelo miúdo Mais tarde o fato ficou conhecido, pouco a pouco. • a própria gente do caso As mesmas pessoas da história. 6 Interprete os três textos seguintes, identificando seus registros e as variedades linguísticas neles empregadas. Texto 1 ANGELI O registro é coloquial (trata-se de uma interpelação para iniciar uma conversa) ou informal (o texto do balão usa frases cortadas ––vai, moça!? —, e expressões ligadas à oralidade ––de lambuja); a variedade linguística é a norma-padrão, usada normalmente nos jornais e revistas. O chargista Angeli faz humor político, ao inverter valores: o recurso mineral mais valioso, o ouro, vai de graça, metáfora da situação nacional. Folha de S.Paulo, 2 maio 2003. GT-C1 (009-048)RO 28 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 28 ÓBITO DO AUTOR Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi o berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco. ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996. Texto 3 ANGELI Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Texto 2 Folha de S.Paulo, 20 ago. 2003. O registro usado pelas personagens de Angeli em sua charge-tira é excessivamente formal (por isso mesmo, artificial), exceto o do último balão, excessivamente informal. A variedade linguística é o jargão que os políticos empregam nas CPIs do Congresso, exceto a do último balão, que nos mostra uma expressão de gíria (tomar uma bifa na orelha). O humor irrompe na súbita inversão de registros do último balão. GT-C1 (009-048)RO 29 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 29 O narrador começa a contar sua história e, para isso, usa um registro formal, pois não se dirige a familiares ou conhecidos e sim a um grande número de leitores desconhecidos; usa, ainda, a norma-padrão, comum nos textos escritos, sejam eles livros científicos ou literários, jornais ou revistas. Provoca estranhamento (um morto conta sua história) e humor, ao fazer comparações inusitadas: não era um autor em vida, virou autor depois de morto; é mais original do que Moisés, ao iniciar o relato por uma passagem com a qual a personagem bíblica conclui o seu. A INTENCIONALIDADE DO DISCURSO Contextualização Observe como se desenvolve a conversa entre Hagar e Eddie Sortudo nos quadrinhos a seguir. HAGAR Dik Browne Folha de S.Paulo, 26 mar. 2003. Hagar diz ao amigo que se sente muito bem em bares e Eddie responde que o nariz lhe coça nas horas mais impróprias. Os dois interlocutores revelam uma notável falta de sintonia, o que impede o bom êxito da interação. Isto ocorre porque cada um deles não leva em conta as intenções comunicativas do outro. Conceituação O discurso constitui o aspecto mais importante da linguagem, pois é a forma concreta de manifestação individual da língua. Em geral, o indivíduo escolhe a melhor forma de exprimir seus pensamentos, ou seja, cria um estilo quando utiliza o discurso. Discurso é a língua no ato, na sua execução individual. O quadrinista cria humor ao explorar a falha de intenção das personagens em modificar ou influenciar o pensamento e a postura do respectivo interlocutor. Existe uma intencionalidade discursiva em toda interação verbal, aparente ou não. Os interlocutores podem utilizar a intenção discursiva para solicitar, informar, exigir, impressionar, etc., ou seja, para melhorar o desempenho da interação verbal. Saber quem são seus interlocutores e qual o contexto social em que se produz essa interação também ajudam a intenção. Intencionalidade discursiva são as intenções, mais ou menos evidentes, dos interlocutores que fazem parte de uma interação verbal. GT-C1 (009-048)RO 30 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Língua, comunicação e discurso 30 Funções da linguagem Contextualização Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. JEAN/FOLHA IMAGEM Leia a charge. Folha de S.Paulo, 18 out. 2004. O quadrinista ironiza a situação de desemprego globalizado apresentando uma imensa fila de desempregados (com seus respectivos currículos) que dá volta ao mundo. Na charge, o humor aparece quando uma das pessoas se queixa de outra por não obedecer à ordem na fila. Observe que o falante utiliza a linguagem verbal para estabelecer um contato com o receptor: “Ei! Furar fila não vale!!”. Conceituação No processo de comunicação, os interlocutores têm sempre uma intenção ou objetivo, por isso a linguagem modifica-se de acordo com a situação. A linguagem verbal é constituída por diferentes elementos com determinadas funções. Existem seis elementos no ato de comunicação: o locutor ou emissor (a pessoa que fala), o interlocutor ou receptor (a pessoa com quem se fala), o canal ou contato (o som e o ar, o meio físico), o referente ou contexto (o assunto), o código (a língua) e a mensagem ou texto (a conversa). A cada um desses componentes corresponde uma das seis funções de linguagem, respectivamente: emotiva, conativa, fática, referencial, metalinguística e poética. Funções da linguagem: emotiva (locutor), conativa (interlocutor), fática (canal), referencial (contexto), metalinguística (a própria língua) e poética (texto). GT-C1 (009-048)RO 31 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 31 Função emotiva ou expressiva Contextualização Veja. SE EU MORRESSE AMANHÃ! Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu pendera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n´alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito, Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã! AZEVEDO, Manuel Antônio Álvares de. Se eu morresse amanhã! In: BANDEIRA, Manuel, org. Antologia dos poetas brasileiros: poesia da fase romântica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. O eu lírico do poema de Álvares de Azevedo expressa suas emoções, suas opiniões e seu estado de espírito. Por isso, os verbos e pronomes estão na 1ª pessoa: Se eu morresse amanhã!, Fechar meus olhos minha triste irmã, Minha mãe de saudades morreria, Quanta glória pressinto em meu futuro!, Eu pendera chorando..., Não me batera tanto amor no peito,. Conceituação Na função emotiva ou expressiva, a ênfase é dada no locutor (ou emissor) da mensagem. A linguagem é subjetiva, centrada na primeira pessoa verbal. É comum, nesse tipo de função, o uso de reticências, exclamações e interjeições, pontuações que expressam emotividade. GT-C1 (009-048)RO 32 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 32 Função conativa ou apelativa Contextualização Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. MARTIN LUZ/MARTIN LUZ Leia o anúncio publicitário. MARTIM LUZ (fotógrafo) Observe que a principal intenção do emissor é convencer os interlocutores a doar revistas que já leram para escolas de menor recurso. A linguagem persuasiva da publicidade destaca os benefícios éticos da campanha: atitudes que têm o poder de mudar totalmente uma história; todas trazem informações valiosas; incentivando o aluno a gostar de ler; o futuro do Brasil agradece. Conceituação A função conativa ou apelativa ocorre quando o foco está no interlocutor (ou receptor), a quem se deseja influenciar pela mensagem. Em geral, quando predomina a função conativa, o pronome pessoal desloca-se do eu para você, ocorrendo o emprego de verbos no modo imperativo, como no texto do anúncio: Presenteie; Doe; Ofereça; Estimule; Jogue sua revista na escola. GT-C1 (009-048)RO 33 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 33 Função fática ou de contato Contextualização Observe. BELINDA Dean Young & Stan Drake Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 jun. 2003. No primeiro quadrinho, o emissor inicia uma conversa dizendo: Olá? Olá? Tem alguém aí?. Nesse momento, ele não tem a preocupação de transmitir informações, mas sim de testar o canal de comunicação, a língua oral (o som e o ar). Conceituação Na função fática, o objetivo do emissor é estabelecer a comunicação e manter aberto o canal. Essa função ocorre em situações do dia-a-dia, sempre que iniciamos contato verbal: Tudo bem?, Como vai?, Boa tarde!, Está frio, não?, Pronto?. Função referencial ou denotativa Contextualização Leia este texto. ETERNA VIGILÂNCIA Um robô voador de 13,6 cm e 12 gramas com câmara sem fio é a nova arma para os pais monitorarem seus filhos. Controlado por computador, o protótipo da japonesa Seiko Epson pode ajudar na busca de sobreviventes entre os destroços de acidentes e terremotos. O aparelho tem autonomia de voo de apenas três minutos. Essa capacidade deve aumentar antes de o produto ganhar as ruas dentro de dois anos. IstoÉ, São Paulo, 25 ago. 2004. GT-C1 (009-048)RO 34 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Língua, comunicação e discurso 34 35 Língua, comunicação e discurso O texto descreve a criação de um robô voador controlado por computador, que permite a localização de pessoas. A linguagem é direta e objetiva, pois comunica aos leitores fatos da realidade. Conceituação A função referencial ocorre quando se põe ênfase no referente (ou contexto), ou seja, quando há uma informação objetiva a ser transmitida. Normalmente se emprega a terceira pessoa verbal, pois se fala de algo ou de alguém: O aparelho tem autonomia... É comum em textos jornalísticos e científicos. Contextualização Observe. TURMA DA MÔNICA Mauricio de Sousa MAURICIO DE SOUSA Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Função metalinguística O Estado de S. Paulo, 18 jul. 2004. Na tira, o quadrinista utiliza traços em vez de palavras no balão de resposta do pai. O humor da tira reside no fato de Mauricio exercer um papel inusitado, o de censor da fala de sua própria personagem. Conceituação O que se destaca na função metalinguística é o código, que é utilizado para explicar a si mesmo. Ocorre metalinguagem quando a intenção do texto (linguístico ou visual) é explicar ou pedir explicação sobre algum elemento (ou todos eles) que o constitui (ou constituem). Palavras, nas aulas e verbetes de dicionários, explicam outras palavras; imagens, nos quadrinhos, podem explicar palavras (linguagem mista); filmes podem explicar o cinema; um poema pode explicar a poesia de um poeta. Nesses casos, há metalinguagem. GT-C1 (009-048)RO 35 8/15/08, 12:08 PM Função poética Contextualização Leia este poema. o sumo do suco do extrato grosso espesso concentrado da palavra leve aérea perfumado o ar onde soa o mar onde ecoa o mar onde escoa a palavra mar onde escorra a palavra porra até o óvulo ouvido da próxima palavra pessoa ANTUNES, Arnaldo. Boa companhia: poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. Observe a preocupação do poeta com a organização do texto. Houve uma seleção e combinação das palavras, de forma especial e particular. O objetivo do emissor não está na informação, mas no trabalho com a construção da mensagem. Por isso, as palavras do texto realçam a sonoridade e sugerem belas imagens; como sumo que representa a essência da palavra concentrada de significado, e que se espalha leve no ar. A função poética pode ser explorada em verso e em prosa, e não só em textos literários, mas também em anúncios publicitários e na linguagem cotidiana. Conceituação Na função poética, o objetivo do emissor é o trabalho com a construção da mensagem. A função poética pode ser explorada em verso e em prosa, mas também em anúncios publicitários e na linguagem cotidiana. Pode haver mais de uma função num mesmo texto, mas, em geral, uma determinada função é predominante e distingue o tipo de mensagem. Leia o esquema com as correspondências entre os elementos de comunicação e as funções de linguagem. referente (função referencial) emissor mensagem receptor (função expressiva) (função poética) (função conativa) contato (função fática) código (função metalinguística) GT-C1 (009-048)RO 36 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 36 Aplicação 1 Leia a tira. RECRUTA ZERO 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Mort Walker a) A situação de comunicação das personagens não ocorre com Porque parte da intencionalidade discursiva da mulher do Sargento Tainha sucesso. Por quê? não foi captada por ele. b) Como o autor produziu humor no texto? a c) Explique por que houve falha na interação verbal das personagens. Porque o Sargento Tainha atribui a frase está engordando à imaginação da mulher e não a si mesmo: trata-se de uma questão de escopo (intenção, escolha). 2 Leia estes quadrinhos e responda às questões propostas. JEAN/FOLHA IMAGEM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O Globo, Rio de Janeiro, 5 jun. 2004. a Ao ressaltar, na fala do Sargento Tainha, a falha de compreensão de parte da fala da mulher: ele entende que o mesmo complemento de você (está engordando) está sendo aplicado à imaginação. Folha de S.Paulo, 10 jan. 2004. a) Explique como se processa a comunicação entre o pesquisador se comunicam a distância, por meio de um interfone e de opinião e o entrevistado. Eles de visores eletrônicos. b) Que função de linguagem predomina nos quadrinhos? Por quê? A intenção do pesquisador é centrar a atenção no seu interlocutor, o entrevistado. Mas essa função, a conativa, só ocorre no quarto quadrinho. Nos três primeiros predominam a função fática ou de contato, pois os interlocutores testam seus canais de comunicação, o interfone (ambos) e os visores eletrônicos (apenas o entrevistado): O que é?; Pesquisa de opinião.; Um minuto.; Pode fazer a pergunta daí mesmo., e a função metalinguística, pois os quadrinhos iniciais explicam visualmente a insegurança que vai aparecer nas palavras do quarto quadrinho. GT-C1 (009-048)RO 37 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 37 38 Língua, comunicação e discurso c) No 1o quadrinho, após o primeiro contato, o interlocutor pede que o funcionário aguarde um instante. Observe o 2o e 3o quadrinhos hesita em abrir a porta. Finalmente, decide particie explique a reação do morador. Oparmorador da pesquisa, mas não permite a entrada do funcionário. d) Como o quadrinista consegue criar humor no texto? O humor aparece na identificação do tema da entrevista com a situação vivida pelo funcionário, ou seja, é um humor metalinguístico. 3 Leia a tira. CALVIN O Estado de S.Paulo, 10 jul. 2004. Nos dois primeiros, predomina a linguagem não-verbal (com a representação de uma onomatopeia, o clic de ligar a tevê, no segundo); no último, a linguagem verbal e a não-verbal aparecem misturadas. a) Qual o tipo de linguagem que predomina nos dois primeiros quadrinhos? E no último? b) Quais as funções da linguagem que predominam em cada um dos quadrinhos? Por quê? No primeiro, a função que aparece é a emotiva: Calvin é um emissor apressado e ansioso; no segundo e no terceiro, a função explícita é a conativa: o centro das atenções de Calvin é sua mais-que-querida interlocutora, a tevê. 4 Leia o poema de Manuel de Barros. O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás da casa. Passou um homem e disse Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada. Não era mais a imagem e uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. Era uma enseada. Acho que o nome empobreceu a imagem. a Os versos: Passou um homem e disse Essa volta / que o rio faz por trás de sua casa se chama / enseada. O eu lírico perde a visão de criança da cobra de vidro ao defrontar-se com o determinante Essa, único com E maiúsculo, grande como o homem, e com a enseada, que reina absoluta num único verso, também isolado pelo homem. BARROS, Manuel de. O livro das ignorãnças. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993. a) O sentimento do eu lírico em relação ao rio muda bruscamente numa passagem do poema. Localize esses versos e explique como ocorre essa mudança com elementos do texto. a b) Qual é a função da linguagem predominante no texto? Esclareça função poética, pois o autor explora determinados recursos literários como a sua resposta. Asonoridade e a combinação das palavras, figuras de estilo como metáforas e o espaço gráfico do poema. GT-C1 (009-048)RO 38 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Waterson 5 Leia a tira a seguir. OS PESCOÇUDOS CACO GALHARDO/FOLHA IMAGEM Caco Galhardo Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Folha de S.Paulo, 22 jul. 2003. a) Quem são os interlocutores desta tira de Caco Galhardo? Nós, os leitores. É tudo o que está na tira inteira, ou seja, o nome das personagens b) Qual é a mensagem da tira? e do autor, o nome do curso, o texto da programação, as ilustrações e o texto das chamadas. A função correspondente é a poética. c) Pode-se dizer que houve criatividade na elaboração da tira. JustiO autor é criativo quando transpõe a forma publicitária de um flyer, fique essa afirmativa. anúncio ou cartaz para sua tira diária. Além disso, provoca o humor com o perfil exagerado dos políticos que frequentariam o seu curso. d) Que funções de linguagem são predominantes no texto? Justifique. A função conativa ou apelativa, que visa persuadir os candidatos (Inscreva-se já!, vagas limitadas), e a função referencial ou denotativa, empregada nas informações sobre o curso. 6 Leia estes versos de Florbela Espanca. EU Eu sou a que no mundo anda perdida Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada... a dolorida... [...] Sou talvez a visão que Alguém sonhou. Alguém que veio ao mundo pra me ver E que nunca na vida me encontrou! ESPANCA, Florbela. Sonetos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. O eu lírico julga-se uma pessoa marcada pela vida, sem ilusões e sem rumo. Sente-se como uma sombra, não tem uma história e não deixa rastros. a) Explique como o eu lírico se define em relação à vida. b) Identifique a função de linguagem predominante no texto. Justifique. A função emotiva ou expressiva; o emissor destaca seus sentimentos, por isso emprega verbos e pronomes na 1a pessoa verbal: Eu sou, pra me ver. 7 Leia a tira a seguir. O MENINO MALUQUINHO ZIRALDO Ziraldo Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 23 jun. 2004. GT-C1 (009-048)RO 39 8/15/08, 12:08 PM Língua, comunicação e discurso 39 A resposta do Menino Maluquinho (e demonstra) indiretamente a) De que forma o autor explora o humor no texto? define o significado da palavra corrupção. b) De acordo com a resposta anterior, que função de linguagem predomina no texto? A função metalinguística. 8 Leia o texto. O FIM DAS ACNES As abomináveis acnes podem estar com os dias contados. Cientistas alemães sequenciaram o genoma da bactéria que vive dentro das glândulas que secretam o óleo da pele. Entre os 2333 genes, foram identificados aqueles diretamente envolvidos na habilidade do micróbio de atacar e destruir a pele humana. A descoberta abre possibilidade para o desenvolvimento de remédios mais eficazes para o mal que afeta quatro em cada cinco pessoas. IstoÉ, 4 ago. 2004. a) Que elemento da comunicação o texto privilegia? O assunto ou referente. b) Que função predomina no texto? A função referencial ou denotativa. 9 Leia os quadrinhos. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne Estado de Minas, 29 out. 2003. A explicação contrária à fala de Hagar dada pelo companheiro acorrentado à âncora. Traz implícita a ideia de que falta cérebro a Eddie Sortudo. a) O que provoca o humor do texto? b) Identifique as funções de linguagem empregadas no texto e Função fática ou de contato, porque Hagar inicia (ou retoma) uma conversa quando justifique. diz: Bem, recrutas; bem, vamos ficar...; função referencial ou denotativa, pois ele transmite informações; função metalinguística, pois o marinheiro acorrentado contradiz, visualmente, a explicação do que seja cérebro. A LÍNGUA PORTUGUESA: ORIGEM E EVOLUÇÃO A língua portuguesa, idioma oficial do Brasil, origina-se do latim vulgar, levado pelos romanos para a península Ibérica. Também é falada em outras regiões do mundo: no continente europeu, em Portugal; no continente africano, na ilha da Madeira, nos Açores, em Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e nas ilhas de São Tomé e Príncipe; e, no continente asiático, em Goa, Diu, Damão, Macau e Timor Leste. Confira no mapa essas regiões. GT-C1 (009-048)RO 40 8/15/08, 12:08 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 40 Portugal Açores Ilha da Madeira Damão Diu G Goa Cabo Verde Guiné-Bissau São Tomé e Príncipe OCEANO Brasil Angola Moçambique OCEANO PACÍFICO Macau Timor Leste OCEANO O ÍÍNDICO Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ATLÂNTICO GT-C1 (009-048)RO Como ocorre com toda língua, com o passar dos anos o português sofreu alterações fonéticas, morfológicas e sintáticas, tanto em sua estrutura quanto em seu emprego. Para saber como aconteceram essas alterações, é preciso situá-las em sua origem, ou seja, vinculá-las à história dos povos que criaram a língua e ainda hoje a utilizam e a modificam. Dentre os primitivos habitantes da península Ibérica, destacam-se os iberos que, depois do século V a.C., formaram com os celtas o povo conhecido como celtibérico. Os gregos e os fenícios também aí se estabeleceram. No século III a.C., os romanos invadiram a península e incorporaram a região dominada ao Império Romano. Os povos vencidos passaram a falar a língua dos invasores. Nessa época, a língua falada e empregada pelo povo era o latim vulgar, falado na região do Lácio, em Roma e em todo o Império. Dessa língua, originaram-se as línguas neolatinas ou românicas (galego-português, castelhano, francês, catalão, italiano, provençal, sardo, romeno). Bem diferente do latim vulgar era o latim clássico, língua falada e também escrita por grandes escritores da época, como Virgílio e Horácio. Todavia, foi o latim vulgar que se expandiu pela península, levado por soldados, comerciantes e outros populares. Permaneceu do século III a.C. ao século V da era cristã, período em que sofreu uma série de modificações e diversas influências de outras línguas. No século V, a península foi invadida e conquistada pelos bárbaros, povos germânicos (vândalos, suevos, godos e visigodos). Apesar de dominado, o povo romano não assimilou a língua dos bárbaros devido à supremacia do latim na região. Com a queda do Império Romano, ocorreram visíveis transformações nos diversos falares da região e entre os dialetos ibéricos. É quando surge o romanço ou romance, língua intermediária entre o latim vulgar e a língua portuguesa. No século VIII, os árabes, vindos do norte da África, invadiram a península Ibérica e dominaram a região. Essa conquista influenciou, mais ainda, as várias diferenças linguísticas já existentes no romanço, cujas características básicas deram ensejo à formação das línguas românicas ou neolatinas. O domínio 41 8/15/08, 12:09 PM Língua, comunicação e discurso 41 árabe perdurou até o século XV (1492), apesar dos ataques de visigodos e cristãos, que formaram pequenos reinos, em especial ao norte da península. A história da independência política de Portugal está ligada à oficialização da língua portuguesa. Na Guerra de Reconquista, que visava à expulsão dos árabes da península, Dom Afonso VI, rei de Leão e Castela, deu sua filha em casamento, Dona Teresa, ao nobre francês Dom Henrique de Borgonha, que recebeu também, como presente, o Condado Portucalense (parte ocidental da Ibéria) por sua bravura contra os mouros. Ao morrer Dom Henrique, seu filho, Dom Afonso Henriques, proclamou a independência do condado, após várias disputas e conflitos, criando uma monarquia. Formou-se, então, a primeira dinastia portuguesa, e o português se tornou a língua oficial. Portugal já era nação desde o século XI, mas só no século XII surgiram os primeiros escritos em português. Fases da língua portuguesa A história da língua portuguesa desenvolveu-se em três fases. Pré-histórica: vai das origens até o século IX. Até o século V, não há nenhuma documentação. Depois dessa data, surgiu o romanço ou romanço português, dialeto do latim usado até o século IX. Proto-histórica: estende-se do século IX ao século XII. Encontram-se documentos, redigidos em latim bárbaro, com palavras tiradas do romanço. Às vezes, apareciam palavras e frases em português. Histórica: tem início no século XII e vai até os dias atuais. Os textos dessa época começaram a ser escritos em português arcaico. Essa fase é dividida em dois períodos: a) arcaico: compreende o período que vai do século XII ao XVI. Houve, inicialmente, uma língua comum, o galego-português ou galaico-português, falado a noroeste da península Ibérica, em regiões da Galícia e no norte de Portugal. Era usado em textos, numa literatura bem trabalhada. Surgiu, então, a primeira cantiga da língua portuguesa, escrita em galaico-português, chamada “Canção (ou Cantiga) da Ribeirinha”, cuja autoria é atribuída a Paio Soares de Taveirós. Com a separação política de Portugal, e sua consequente expansão para o sul, o português e o galego separaram-se, tornando-se o português a língua nacional e o galego um dialeto regional. b) moderno: compreende o período que vai do século XVI à nossa época. É necessário que se distinga o português clássico (dos séculos XVI e XVII) do português pós-clássico (do século XVII aos nossos dias). No período do português clássico, houve estudos gramaticais e desenvolveu-se a literatura, influenciada pelos modelos latinos. Percebe-se uma maior estabilidade da língua. Surgem as primeiras gramáticas da língua portuguesa, de autoria de Fernão de Oliveira (1536), de João de Barros (1540). Em 1572, é publicada a obra épica Os lusíadas, de Luís Vaz de Camões. No período pós-clássico, a língua já começou a apresentar as características atuais. GT-C1 (009-048)RO 42 8/15/08, 12:09 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 42 Aplicação 1 Explique por que a língua portuguesa se originou do latim vulgar e não do latim clássico. O português e todas as línguas neoclássicas originaram-se do latim vulgar, falado pelas classes populares e bem mais sujeito a modificações profundas do que o latim clássico. 2 Qual foi a importância do romanço na história da língua portuguesa? O romanço tornou-se uma língua intermediária entre o latim vulgar e o português que surgiria mais tarde, daí seu valor histórico. 3 Que fato se destaca em cada fase do português? Na época pré-histórica, o surgimento do romanço; na proto-histórica, a documentação em latim bárbaro; na histórica, a língua comum, o galego-português; mais tarde, o português torna-se a língua oficial (período arcaico); formação do português clássico e pós-clássico (período moderno). 4 Como o português se firmou como língua? D. Afonso Henriques, ao se proclamar rei de Portugal, tornou o português a língua oficial do país. Por isso, o português se fortaleceu e se expandiu por outros domínios. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 5 Leia o trecho a seguir. NEOLATINISMO O capital levantou-se. Deu dois passos. Parou. Meio embaraçado. Apontou para um quadro. — Bonita pintura. Pensou que fosse obra de italiano. Mas era de francês. — Francese? Não é feio — non. Serve. Embatucou.Tinha qualquer cousa.Tirou o charuto da boca, ficou olhando para a ponta acesa. Deu um balanço no corpo. Decidiu-se. — Ia diameticando de dizer. O meu filho fará o gerente da sociedade... Sob a minha direção, si capisce. — Sei, sei... O seu filho? — Si. O Adriano. O doutor... mi pare... mi pare que conhece ele? MACHADO, Antônio de Alcântara. Novelas paulistanas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. a As línguas empregadas (italiano e português) provêm de uma língua comum – o latim vulgar; por isso possuem palavras irmãs, semelhantes. Além disso, a estrutura linguística básica utilizada é o português, língua que ambos os falantes dominam. a) No fragmento, Alcântara Machado emprega a língua portuguesa e palavras do italiano. Apesar da diferença linguística, o imigrante italiano, identificado como capital, e o paulistano conseguem comunicar-se. Por quê? a b) Os vários povos que habitaram a península Ibérica falavam línb O latim vulgar era apeguas diferentes, e grande parte adotou, mais tarde, o latim vulgar nas uma língua falada, por isso sofreu diversas como língua. alterações, ao passar de boca em boca entre I. Com base nesse fato, explique por que o latim vulgar originou as os vários povos da pelínguas neolatinas. b nínsula. Desse modo, o latim diversificou-se II. Compare a situação vivenciada no texto, que se refere à linguanas línguas românicas ou neolatinas. gem, com o que ocorreu entre os povos da península. c c) Além da barreira linguística, que outro fator dificultou o diálogo c Nos dois casos, houve O rico imigrante comunica ao paulistano quatrocentão, identificado como doutor, a particiuma adaptação da no texto? pação do filho como gerente na sociedade firmada entre ambos. Por isso, ele escolhe bem fala, devido à necessidade de comunicação. GT-C1 (009-048)RO as palavras e usa de sutileza em sua fala. 43 8/15/08, 12:09 PM Língua, comunicação e discurso 43 RESUMO Comunicação e mensagem • Mensagem é a informação (sinais codificados, língua) que um emissor (locutor) transmite a um receptor (interlocutor) por meio de um canal. • A comunicação ocorre quando a mensagem transmitida é decodificada (compreendida). Código, língua e linguagem • Código é um sistema de sinais preestabelecidos entre emissor (locutor) e receptor (interlocutor) empregado para a transmissão de mensagens. • A língua é um sistema de sinais comum a todos os indivíduos de uma determinada comunidade. • Linguagem é a propriedade do ser humano de representar o pensamento por meio de sinais codificados com o intuito de comunicar-se com outro ser humano. Norma culta e variedades linguísticas • Norma culta ou norma-padrão é a variedade linguística de maior prestígio • • social usada numa comunidade. Norma popular são todas as variedades linguísticas diferentes da língua-padrão. Variedades linguísticas são as diferentes variações da língua, de acordo com os padrões de uso que ela pode manifestar. As variedades estilísticas: registros • Variedades de norma: dialetos (norma culta e normas populares). • Variedades de estilo: registros (formal, informal ou coloquial). Gíria • Gíria é um dialeto linguístico que apresenta um vocabulário específico, criado por um grupo social jovem, que o distingue da língua-padrão. • Jargão é a gíria ligada a uma profissão. As variedades regionais e sociais • Variedades regionais: são as variedades típicas de determinadas regiões; • GT-C1 (009-048)RO aspectos distintivos importantes são o vocabulário e a pronúncia. Variedades sociais: são as variedades de grupos de uma sociedade; aspecto distintivo importante é o estrato social. 44 8/15/08, 12:09 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso 44 A relação entre a oralidade e a escrita • Língua oral ou falada: mais alusiva, traços gramaticais (frases onomatopei• cas e exclamativas, formas contraídas e frases cortadas, comparações e expressões populares), recursos expressivos (acentuação, entonação, pausas), significados não-verbais (expressão fisionômica, gestos, postura corporal). Língua escrita: mais precisa, menos econômica, traços gramaticais (frases perifrásticas e assertivas, formas e frases inteiras), recurso importante (pontuação). A intencionalidade do discurso • Discurso é a língua no ato, na sua execução individual. • Intencionalidade discursiva são as intenções, mais ou menos evidentes, Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. dos interlocutores que fazem parte de uma interação verbal. Funções da linguagem • Função emotiva ou expressiva: ênfase no locutor ou emissor da mensagem. • Função conativa ou apelativa: ênfase no interlocutor, a quem se deseja • • • influenciar. Função fática ou de contato: o objetivo do emissor é manter aberto o canal de comunicação. Função referencial ou denotativa: ênfase no referente, ou seja, há uma informação a ser passada de modo objetivo. Função poética: ênfase na própria mensagem que é trabalhada pelo poeta. A língua portuguesa: origem e evolução • Século III a.C. até o século VII: invasão da península Ibérica pelos romanos e • • • surgimento do romanço. Século VIII: árabes invadem a península. Século XII: Guerra de Reconquista, expulsão dos árabes, criação da monarquia portuguesa por Dom Afonso Henriques e surgimento dos primeiros escritos em português. O português é falado, atualmente, no Brasil e em Portugal, Açores, Ilha da Madeira, Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Ilhas de São Tomé e Príncipe, Goa, Diu, Damão, Macau e Timor Leste. Fases da língua portuguesa • pré-histórica: das origens ao século IX. Não há documentação. Surge o romanço (século V ao século IX). • proto-histórica: do século IX ao XII. Há documentos redigidos em latim bárbaro, com palavras em romanço. • histórica: do século XII aos nossos dias. Divide-se em dois períodos: arcaico (século XII ao XVI), com o uso do português arcaico; moderno (século XVI à nossa época), subdividido em dois períodos: o do português clássico (séculos XVI e XVII) e o do português pós-clássico (século XVIII aos nossos dias). GT-C1 (009-048)RO 45 8/15/08, 12:09 PM Língua, comunicação e discurso 45 a Na fala do interlocutor 2: a rapaziada... não são, nós ia, nós saía, nós levava, saía com nós, nós ficava, arguma bebida, (nós) só tomava, vinhesse. Esse falante deve pertencer a uma classe social menos favorecida e possui pouca ou nenhuma instrução escolar. Língua, comunicação e discurso QUESTÕES DE VESTIBULARES 1. (Unicamp-SP) No diálogo transcrito a seguir, um dos interlocutores é falante de uma variante do português que apresenta uma série de diferenças em relação ao padrão culto. Identifique, na fala desse interlocutor, as marcas formais dessas diferenças e transcreva-as. A seguir, faça uma hipótese sobre quem poderia ser essa pessoa (sua classe social e grau de escolaridade). Interlocutor 1: Por que o senhor acha que o pessoal não está mais querendo tocar? Interlocutor 2: É ... a rapaziada nova agora não são mais como era quando nós ia, não senhora. Quando nós saía com o Congo, nós levava aquele respeito com o mestre que saía com nós, né. Então nós ficava ali, se fosse tomar arguma bebida só tomava na hora que nós vinhesse embora. a 2. (U.Metodista-SP) Leia o trecho abaixo: Os nossos salário, cum relação ao que nóis fazemo e o lucro que os outros tem, é insignificante. Por que acontece isso? Eu tenho que trabaiá trezentos e sessenta e cinco dias por ano. O outro num trabaia nem ... cem dias, ganha muito mais. Porque eu sô a máquina que dô descanso pra ele. LUIS FLÁVIO RAINHA. Os peões do Grande ABC. Transponha a linguagem coloquial para o padrão escrito da linguagem formal. b 3. (Puccamp-SP) Observe o trecho abaixo, extraído de um conto; é uma fala do protagonista, um sitiante: — Com perdão da pergunta, mas será que mecê não tem por lá alguma enxada assim meia velha pra ceder pra gente? Assinale a alternativa que propõe a transposição dessa frase para uma forma adequada à linguagem urbana culta: a) Me perdoe de perguntar, mas será que você não tem por lá alguma enxada assim meia velha que a gente pudesse usar? b) Desculpe a gente perguntar, mas o senhor não tem alguma enxada assim meia velha para emprestar para nós? c) Me perdoa a pergunta, mas será que o senhor não poderia ceder para nós alguma enxada que tem por lá assim meio velha? X d) Desculpe a pergunta, mas o senhor não teria alguma enxada meio velha para nos ceder? e) Desculpe-me a pergunta, mas será que você não tem, para nos emprestar, alguma enxada assim do tipo meio velha? 4. (U.F.Goiás) Em relação ao texto abaixo, assinale a(s) afirmação(ões) correta(s). O grito do bicho era ‘eu sou macho’ e coco-reco e bico de pato. E fazia aquela ginga de mão, você manja, né? JOÃO ANTÔNIO, in “Mariazinha Tiro a Esmo”, da obra Judas Carioca. No exemplo acima, observamos um registro de fala de habitantes da zona urbana, nos morros do Rio de Janeiro. Esta forma de se expressar, linguisticamente, é tratada como: a) um dos inúmeros registros do português do Brasil. b) gíria de pessoas incultas. c) variação linguística. d) uma forma de se expressar de determinada realidade cultural. Todas as respostas são válidas. 5. (Unicamp-SP) O jornal Folha de S.Paulo introduziu com o seguinte comentário uma entrevista com o professor Paulo Freire: b Os nossos salários, com relação ao que fazemos e ao lucro que os outros têm, são insignificantes. Por que acontece isso? Eu tenho que trabalhar trezentos e sessenta e cinco dias por ano. O outro não trabalha nem cem dias e ganha muito mais. Porque eu sou a máquina que dou descanso para ele. GT-C1 (009-048)RO 46 8/15/08, 12:09 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 46 ‘A gente cheguemos’ não será uma construção errada na gestão do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Os trechos da entrevista nos quais a Folha de S.Paulo se baseou para fazer tal comentário foram os seguintes: A criança terá uma escola na qual a sua linguagem seja respeitada (...) Uma escola em que a criança aprenda a sintaxe dominante, mas sem desprezo pela sua (...) Esses oito milhões de meninos vêm da periferia do Brasil (...) Precisamos respeitar a (sua) sintaxe mostrando que sua linguagem é bonita e gostosa, às vezes é mais bonita que a minha. E, mostrando tudo isso, dizer a ele: “Mas para a tua própria vida tu precisas dizer ‘a gente chegou’, em vez de ‘a gente cheguemos’. Isso é diferente, ‘a abordagem’ é diferente”. É assim que queremos trabalhar, com a abertura mas dizendo a verdade. Responda de forma sucinta: a) Qual a posição defendida pelo professor Paulo Freire com relação à correção dos erros gramaticais na escola? a b) O comentário do jornal faz justiça ao pensamento do educador? Justifique sua resposta. b 6. (Unicamp-SP) O trecho que segue foi extraído de uma entrevista concedida por um engenheiro eletrônico a um jornal. Na transcrição da entrevista, manteve-se a linguagem coloquial característica desse tipo de interação verbal. Identifique a passagem que precisa ser modificada para tornar o texto adequado à linguagem escrita culta. Reescreva-o como achar mais conveniente. Pergunta: Houve precipitação? Resposta: Lógico. Os grandes problemas você deve ter um desenvolvimento tecnológico local (...) Resolvemos brigar para ser usada tecnologia brasileira. c 7. (U.F.Uberlândia-MG) Reescreva o trecho a seguir, adequando-o ao padrão culto: Os nomes das frutas realmente não guardei porque são nomes muito, que tem assim uma influência muito indígena, né? O Norte, principalmente no Amazonas e no Pará a influência indígena sobre a alimentação é muito grande. No Amazonas é impressionante o número de frutas, e frutas assim tudo duro, tipo assim cajá-manga. d 8. (Puccamp-SP) Observe o texto abaixo. É a resposta de uma jovem ao repórter que lhe fez a seguinte pergunta: — O que é, para você, ser feliz?. Sei lá o que te dizer sobre esse negócio de ser feliz, mas acho que, pra todo mundo encontrar a felicidade, a gente tem que dizer um ‘não’ bem grande pras coisas ruins que acontecem pra gente na vida. Assinale a alternativa que propõe a transposição dessa frase para uma forma adequada ao português escrito culto. a) Não sei muito bem o que dizer sobre isto que você está perguntando, o que é ser feliz?, mas acho que, talvez, precisamos, todo mundo, negar fortemente as coisas ruins que nos acontece, para, assim, alcançar a felicidade. b) É difícil te dizer o que seja ser feliz, mas a gente tem de tentar encontrar a felicidade, dizendo não, com bastante energia, a tudo que acontece de ruim na vida, não só para mim, mas para todo mundo igual. X c) Não sei exatamente o que dizer a respeito de o que é ser feliz, mas acredito que seja necessário negar energicamente todos os aspectos ruins da vida para se alcançar a felicidade. d) Tenho dificuldade em falar disso a respeito de o que é ser feliz, mas acredito que ser feliz implica em dizer não, com muita força, às coisas ruins que acontecem para nós, para que alcances, e todo mundo também, a felicidade. c Sugestão de resposta: o trecho é Os grandes (...) local. Refazendo o texto: para os grandes problemas, precisa haver um desenvolvimento tecnológico local. d Sugestão de resposta: realmente não guardei os nomes das frutas, as quais têm uma forte influência indígena. No Norte, principalmente no Amazonas e Pará, a influência indígena sobre a alimentação é muito grande. No Amazonas é impressionante a variedade de frutas, todas duras, como o cajá-manga. GT-C1 (009-048)RO 47 8/15/08, 12:09 PM 47 Língua, comunicação e discurso a Segundo ele, se deve ensinar aos alunos a norma culta, mas sem desvalorizar a variante linguística que as crianças utilizam em suas relações sociais diárias. b Não. O jornal afirma que a expressão a gente cheguemos não será considerada errada; mas em nenhum momento das declarações do professor Paulo Freire ele afirma isso. O que ele diz é que serão mostradas as diferenças, mas sem desrespeitar a sintaxe do aluno. 48 9. (Fafeod-MG) Identifique a opção que apresenta expressão de linguagem popular: X a) A onça preta da Noite tá bebendo água no rio... (está) b) Eu sou um deus automático que tudo faz e desfaz. c) Ora são onças pintadas que saltam no seu caminho. d) Na igreja de Sabará um Cristo nu chora ouro... e) Um caçador, mais a oeste, caçou veado a chumbo de ouro. 10. (Unicamp-SP) O trecho abaixo foi extraído da transcrição do debate que se seguiu à palestra do poeta Paulo Leminski (“Poesia: A paixão da linguagem”), proferida durante o curso “Os Sentidos da Paixão” (Funarte, 1986). Observe que nesse trecho é possível identificar palavras e construções características da linguagem coloquial oral. Reescreva-o de forma a adequá-lo à modalidade escrita culta. Estudei durante seis anos muito a vida de um paulista e fiz um filme sobre ele, que é o Mário de Andrade, um puta poeta muito pouco falado pelas ditas vanguardas modernistas. (...) Hoje em dia, felizmente, já existem vários trabalhos, há muita gente reavaliando a poética do Mário, que ela é muito mais importante e profunda do que aparentemente pareceu nestes últimos anos. Estudando o Mário, eu descobri que o Mário foi um exemplo do cara que morreu de amor, mas de amor pelo seu povo, pelo seu país, pela sua cultura (...) Um outro cara que eu também fiz um filme é o Câmara Cascudo. Um cara como o Câmara Cascudo, morre os jornais dão uma notinha desse tamaninho, escondidinho, um cara que deveria ter estátua em praça pública, devia ser lido, recitado. a Os sentidos da paixão. São Paulo: Funarte/ Companhia das Letras, 1987. 11. (USFSC) Identifique as proposições nas quais se faz uso da linguagem coloquial: X a) Indigestão. Tá anotado, doutor. b) Não gostei disso, senhoras, senhores e senhoritas, autoridades civis, militares e eclesiásticas. c) Vou lhes contar como morri. d) Eu me exaltei e iniciei um movimento reivindicatório. X e) Mandei todos eles praquele lugar. X f) Teve um sacana que deu o serviço, contando pro patrão o meu movimento de conscientização. 12. (UFMG) O professor chamou ele no quadro. O professor o chamou ao quadro. Os menino tudo saiu. Todos os meninos saíram. — Cumpadre, cê viu o trem que eu tirei do oio? — Tchê, tu viste o que eu tirei do olho? Esses pares de frases exemplificam o fenômeno da variação linguística. Redija um pequeno texto, explicando a ocorrência desse fenômeno na língua. b a Resposta pessoal. Sugestão de resposta: durante seis anos estudei muito a vida do paulista Mário de Andrade, a respeito de quem fiz um filme. Mário foi um grande poeta, mas é muito pouco comentado pelas vanguardas modernistas. (...) Hoje em dia, felizmente, já existem vários trabalhos que procuram reavaliar a poética desse escritor, pois ele é muito mais importante e profundo do que tem feito parecer nesses últimos anos. Estudando Mário de Andrade, descobri que ele foi um exemplo de pessoa que morreu de amor, mas de amor pelo seu país, pela sua cultura. (...) Um outro escritor a respeito do qual também fiz um filme é o Câmara Cascudo, uma pessoa que deveria ter estátua em praça pública, deveria ser lido e recitado. Entretanto ele morreu, e os jornais noticiaram o fato publicando uma simples nota. b São modalidades linguísticas diferentes. No primeiro par, temos a linguagem de nível familiar ou informal, em que há um pequeno desvio da norma culta. No segundo, temos a linguagem popular, com a ausência de pluralização. No terceiro, temos exemplos da linguagem regional com o uso de trem, típico de Minas Gerais, e de tchê e da 2a. pessoa do singular para tratamento, típico do Rio Grande do Sul. GT-C1 (009-048)RO 48 8/15/08, 12:09 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Língua, comunicação e discurso e) Isso de ser feliz é complexo, e por isso não sei muito bem o que falar, mas imagino que, para todo mundo mesmo encontrar a felicidade precisam de negar veementemente os acontecimentos negativos da vida. parte 02 02 Fonologia e ortografia Capítulo 2 Fonema e letra Capítulo 3 Ortografia GT-C2 (049-062)RO 49 50 63 8/15/08, 12:10 PM 50 02 Fonema e letra FONOLOGIA, FONEMA E LETRA Contextualização Leia os quadrinhos de Glauco. GERALDÃO GLAUCO/FOLHA IMAGEM Glauco GLAUCO. Geraldão. In: Folha de S.Paulo, 28 ago. 2004. Na tira, o filho parece bem satisfeito com o desempenho do time brasileiro nas Olimpíadas, por isso deseja partilhar essa alegria com sua mãe. Mas ela não se entusiasma, talvez devido ao desempenho do filho. Veja, no primeiro quadrinho, que a personagem, ao chamar pela mãe, substitui a letra m por b. Com o uso desse recurso, o quadrinista nos remete à palavra Brasil, que motiva essa troca de letras e sugere o clima de euforia do filho. Portanto, apenas a mudança de uma letra pode alterar o som e o significado de uma palavra, conforme foi explorado por Glauco na tira. A palavra bãe tem três sinais gráficos que são as letras: /b/, /a/, /e/, e para cada sinal gráfico existe um som. Essas unidades sonoras, que, neste caso, são nasais e que estabelecem diferença de significados entre as palavras, recebem o nome de fonemas. Neste capítulo, vamos especificar as diferenças entre letras e fonemas. Conceituação Na fala, as palavras são representadas por sons. Na escrita, pelas letras do alfabeto. A correspondência entre som e letra, entretanto, nem sempre é igual. Pode ocorrer, por exemplo, que duas letras representem um só som, como na palavra excelente, em que as letras xc representam um só fonema. Ao longo deste capítulo, você vai estudar caso por caso. GT-C2 (049-062)RO 50 8/15/08, 12:10 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia Capítulo 51 Observe esses pares de palavras: cata (/káta/) calha (/káa/) Ao compararmos as palavras cada e cata, notamos a diferença entre uma palavra e outra pela mudança de um único som. Essa é a função daquilo a que chamamos fonema. Guarde estes conceitos. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia é a parte da gramática que estuda os fonemas. Fonema é a unidade fonológica cuja ocorrência contribui para o estabelecimento de diferenças de significado entre as palavras. Letra é a representação gráfica dos sons ou fonemas. Veja os exemplos e analise a correspondência entre fonema e letra: jogador j-o-g-a-d-o-r / / /o/ /g/ /a/ /d/ /o/ /r/ 7 letras (sinais gráficos) 7 fonemas (sons) vinho v-i-n-h-o /v/ /i/ / / /o/ 5 letras 4 fonemas hora h-o-r-a /o/ /r/ /a/ 4 letras 3 fonemas chuveiro c-h-u-v-e-i-r-o / / /u/ /v/ /e/ /i/ /r/ /o/ 8 letras 7 fonemas No quadro acima, ocorre correspondência perfeita entre letras e fonemas apenas no primeiro exemplo (jogador). Nos outros três exemplos, existem duas letras que representam um só fonema. Assim, em vinho, as letras nh representam o fonema / /; em hora, a letra h não possui representação fonética e, em chuveiro, as letras ch representam o fonema / /. Para a representação dos fonemas, foi criado um alfabeto fonético internacional, cujos sinais vêm sempre destacados entre barras (/ /), ou colchetes ([ ]). Você pode verificar outros exemplos consultando um bom dicionário. Observe agora estes outros exemplos: graxa exílio axila expansão Em cada uma dessas palavras, a consoante x representa um fonema distinto: em graxa / /, em exílio /z/, em axila /ks/ e em expansão /s/. Concluímos que, embora as letras representem os fonemas de uma língua, a escrita alfabética não exige que se represente sempre um mesmo fonema com a mesma letra. Também é possível usar a mesma letra para representar mais de um fonema. GT-C2 (049-062)RO 51 8/15/08, 12:10 PM Fonologia e ortografia cada (/káda/) ou cala (/kála/) 52 Vogais, semivogais e consoantes Contextualização Veja os quadrinhos a seguir. HAGAR Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar, o horrível. V. 1. Porto Alegre: L&PM, 2000. p. 81. Leia com atenção as seguintes palavras, retiradas dos quadrinhos: visitou dois mais Não é difícil perceber uma diferença bem nítida entre os sons /v/ e /i/, por exemplo, ou entre /m/ e /a/. Observe que, nos sons /v/ e /m/, o ar encontra algum obstáculo no momento em que passa pela boca, em direção ao meio exterior. Isso não ocorre com os sons /i/ e /a/, que, ao serem pronunciados, encontram um caminho livre na boca. Leia novamente as mesmas palavras: visitou dois mais Observe que, ao articular os sons /o/ e /u/, em visitou, /o/ e /i/ em dois e /a/ e /i/ em mais, uma das vogais é pronunciada com mais força que outra. Conceituação Pode-se concluir, com esses exemplos, que os fonemas da língua portuguesa classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. São vogais: a, e, i, o, u. Na língua portuguesa, a vogal é considerada a base sonora da sílaba. Por isso, não há sílaba sem vogal. Observe: tu-li-pa me-la-do vogais vogais Vogais são os sons que se formam quando o ar, vindo dos pulmões, não sofre nenhum tipo de interrupção ao passar pela boca. GT-C2 (049-062)RO 52 8/15/08, 12:10 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Fonologia e ortografia CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS di-gi-tal a-zei-tona vogais semivogal vogal lu-va náu-ti-co pou-sa-da a-mei-xa semivogal semivogal semivogal A letra e com som de /i/ e a letra o com som de /u/ são classificadas como semivogais, quando ocorre outra vogal na mesma sílaba. Observe os exemplos: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ma-mãe pai-xão semivogal (som de /i/) semivogal (som de /u/) Semivogais são as vogais i e u que acompanham as outras vogais numa mesma sílaba. Em comparação, a semivogal é ouvida menos distintamente, com menor intensidade que a vogal. Leia mais estes exemplos: gra-va-dor a-plau-so fil-me consoantes consoantes consoantes Consoantes são os sons que se produzem quando o ar, vindo dos pulmões, sofre alguma interrupção ao passar pela boca, em direção ao meio exterior. ENCONTROS VOCÁLICOS Ditongo, tritongo e hiato Contextualização Leia a tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne Folha de S.Paulo, 31 dez. 2003. GT-C2 (049-062)RO 53 8/15/08, 12:10 PM Fonologia e ortografia 53 Nem sempre as letras i e u são vogais. Elas são consideradas vogais quando formam sílaba com uma consoante; porém, se i e u formam sílaba com outra vogal, são consideradas semivogais. Observe os exemplos: O elemento cômico do texto encontra-se na absurda proposta feita pelo médico para resolver o problema de Hagar. Segundo ele, Hagar não engordaria se ficasse sem dormir. Observe que as palavras estou, muito, não e mais, empregadas na tira, apresentam o encontro de vogais e de semivogais, na mesma sílaba. Há três tipos de encontros vocálicos: ditongo, tritongo e hiato. Conceituação O ditongo pode ser crescente ou decrescente. É crescente quando formado por semivogal e vogal, nessa ordem. Exemplos: ân-sia, vá-cuo, água. É decrescente quando formado por vogal e semivogal, nessa ordem. Exemplos: es-tou, con-cei-to, cau-te-la, mu-seu. Tritongo é o encontro de semivogal, vogal e semivogal, nessa ordem, na mesma sílaba. Exemplos: U-ru-guai, sa-guão, de-si-guais. Hiato é o encontro formado por duas vogais que ficam em sílabas diferentes. Exemplos: ge-léi-a, pi-a, po-ei-ra, ri-a-cho, to-a-lha. Note que alguns encontros vocálicos podem ser pronunciados como ditongos ou como hiatos, por isso denominam-se instáveis. Exemplos: glória ou gló-ri-a, cá-rie ou cá-ri-e, mé-dio ou mé-di-o. Tais encontros instáveis são sempre localizados no final da palavra: -ia, -ie, -io, -ao, -eu e -uo. Repare, ainda, que as terminações -em e -am constituem ditongos nasais decrescentes. Exemplos: também, olharam, voltaram. Ditongo crescente: semivogal + vogal juntas = e-le-gân-cia Ditongo decrescente: vogal + semivogal juntas = cou-ro Tritongo: semivogal + vogal + semivogal juntas = Pa-ra-guai Hiato: vogal + vogal separadas = Ma-ri-a ENCONTROS CONSONANTAIS E DÍGRAFOS Contextualização Leia esta outra tira. NÍQUEL NÁUSEA FERNANDO GANSALES Fernando Gonsales GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo, 14 nov. 1993. GT-C2 (049-062)RO 54 8/15/08, 12:10 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia 54 ovelhas brancas negra ovelhim Nestas palavras, há dois tipos de encontro consonantal: os separáveis (sílabas diferentes) e os inseparáveis (mesma sílaba). Assim, nas palavras ovelhas, brancas, negra, ovelhim ocorrem os seguintes encontros consonantais na mesma sílaba: lh, br, gr e lh. Em brancas, verifica-se também o encontro consonantal em sílabas diferentes: nc. Conceituação Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Veja outros exemplos de encontros consonantais: bl: blo-co pr e nt: pran-to cl: cla-ve cr: cro-ma-do dr: vi-dro fl: fla-ne-la fr e nq: fran-que-za gn: dig-no mn: mne-mô-ni-co pn: pneu pt: pte-ri-dó-fi-to tm: rit-mo Encontro consonantal é o agrupamento de consoantes num vocábulo, na mesma sílaba ou não. Nas palavras engordando, porque e esse, encontradas nos quadrinhos de Hagar, as duas letras destacadas em cada uma representam, na escrita, um determinado som. Essas duas letras juntas recebem o nome de dígrafo. Observe os dígrafos nestas palavras: tampa cheiro queijo desço guelra ascensão conta ninho mundo dente correio molho sombra excelência passeio Os dígrafos podem ser: • consonantais rr torre ss grosso sc nascer sç nasça xc excitado lh bolha nh manha gu guitarra qu questão ch chocalho xs exsudar GT-C2 (049-062)RO 55 garra passe descer desça exceto coelho engenho joguete esquina bicho • vocálicos am, an samba em, en templo im, in simpatia om, on compra um, un algum 8/15/08, 12:10 PM lanche senso fincar conto assunto Fonologia e ortografia 55 O cartunista faz uma brincadeira ao retratar uma ovelha negra entre as brancas. Localize, entre as palavras da tira, os encontros consonantais. Observe as palavras extraídas do cartum: 56 Fonologia e ortografia Dígrafos são agrupamentos de letras que simbolizam apenas um som. Eles podem ser consonantais ou vocálicos. Os grupos gu e qu nem sempre são dígrafos, ou seja, representam um só som. A letra u pode representar uma semivogal ou uma vogal nos grupos gu e qu. Exemplos: aguentar, pinguim, cinquenta, delinquir (semivogal); apazigue, argui (vogal). Nesses casos, o u é pronunciado. Também não ocorre dígrafo quando gu ou qu vêm seguidos das vogais a ou o. Exemplos: anágua, aquário, quociente, averiguo. Também nesses casos o u é pronunciado. Contextualização Leia com atenção este poema: EPITÁFIO PARA UM BANQUEIRO n e g ó c i o e g o ó c i o c i o 0 PAES, José Paulo. Anatomias. São Paulo: Cultrix, 1976. Nesse poema, o autor retrata aspectos críticos de nossa sociedade, denunciando o egoísmo e a solidão do indivíduo, ou, mais especificamente, do homem de negócios. Para isso, o poeta trabalha o poema visualmente, decompondo a palavra negócio até um sintagma (o número zero). Na palavra decomposta, você pode perceber nitidamente que ela é formada por segmentos, compostos por um ou mais fonemas, pronunciados em uma única emissão de voz. A cada um desses segmentos dá-se o nome de sílaba. No poema, José Paulo Paes decompõe a palavra negócio em outras palavras, compostas por mais de uma sílaba. Conceituação Exemplificando, no poema, a palavra negócio possui três sílabas: ne-gó-cio. Quanto ao número de sílabas, os vocábulos podem ser: a) monossílabos: formados por uma só sílaba: gol, mês, réu; b) dissílabos: formados por duas sílabas: tem-po, sa-lão, po-vo; c) trissílabos: formados por três sílabas: ár-bi-tro, le-ga-do, pro-du-to; d) polissílabos: formados por quatro ou mais sílabas: re-li-gi-ão, em-pre-en-di-men-to. GT-C2 (049-062)RO 56 8/15/08, 12:10 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. SÍLABA 57 a) tônicos: quando são pronunciados com intensidade: dor, chá, luz; b) átonos: quando são pronunciados com pouca intensidade: sem, me, nos. Sílaba é o fonema ou conjunto de fonemas pronunciados em uma única emissão de voz. Divisão silábica Na divisão silábica, há determinadas regras a serem seguidas. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. Não se separam as vogais de ditongos e tritongos. pai-xão, i-guais 2. Separa-se o ditongo do hiato, quando aparecem juntos. mei-a, boi-a, sa-iu 3. Separam-se as vogais dos hiatos. mo-í-do, ba-ú 4. Separam-se as consoantes dos dígrafos rr, ss, sc, sç, xc. bar-ro, pas-so, as-cen-der, des-ço, ex-ce-len-te 5. Não se separam os dígrafos lh, nh, ch, gu, qu. ga-lho, vin-nho, cha-ma, guer-ra, bos-que 6. Não se separam da sílaba anterior as consoantes que não forem seguidas de vogal. ap-to, fleug-ma, ad-mis-são 7. Não se separam os encontros consonantais que iniciam palavras. gno-mo, pneu-má-ti-co 8. Os prefixos (des-, in-, sub-) desmembram-se para formar outra sílaba, quando seguidos de vogal. de-su-ni-ão, i-ne-vi-tá-vel, su-ben-ten-der Sílaba tônica Quanto à classificação da sílaba tônica, as palavras podem ser: a) oxítonas: quando a sílaba tônica (mais forte) é a última: será, você, vapor, anzol, atum, carijó; b) paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima: difícil, hífen, carinho, agasalho; c) proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: última, pântano, límpido, mágico, escândalo. Nem sempre a sílaba tônica é acentuada graficamente (carinho, agasalho). GT-C2 (049-062)RO 57 8/15/08, 12:10 PM Fonologia e ortografia Os monossílabos classificam-se em: 58 1 Leia o texto. CID COMUNIDADE ALTERNATIVA O suricata é um dos mamíferos mais cooperativos do planeta. O animal, que vive no sul da África, distribui tarefas aos membros do seu grupo. Há caçadores, sentinelas e até babás. Como a mãe suricata tem que comer diariamente para manter a produção de leite — e o pai precisa protegê-la na caçada — outros indivíduos se revezam nos cuidados com os filhotes. Superinteressante. São Paulo, Abril, set. 2003. Porque eles costumam dividir as tarefas. Por exemplo, na época de amamentação, os filhotes são cuidados por todos os suricatas da comunidade, para que a suricata mãe possa se alimentar corretamente e o suricata pai caçar. a) Por que se pode dizer que os suricatas cooperam entre si? b) Identifique o número de letras e de fonemas nas palavras a seguir. comunidade 10 letras, 10 fonemas membros 7 letras, 6 fonemas cooperativos 12 letras, 12 fonemas filhotes 8 letras, 7 fonemas Que, membros, diariac) Identifique no texto cinco palavras em que ocorrem dígrafos. sentinelas, mente, manter, indivíduos, filhotes. d) Determine os ditongos e hiatos das seguintes palavras: cooperativos co-o (hiato) produção ção (ditongo) di-a (hiato) / ria (ditongo) diariamente ou indivíduos duos (ditongo) ou du-os (hiato) ri-a (hiato) e) Identifique pelo menos cinco palavras que possuam encontro consonantal no texto. Planeta, África, distribui, membros, grupo, precisa, protegê-la, outros. Prudência: c; louça: ç; progresso: ss; ganso: s; pretexto: x; fascismo: sc e s; nasça: sç; rapaz: z. 2 Que letras representam o fonema /s/ nas palavras: prudência, louça, progresso, ganso, pretexto, fascismo, nasça, rapaz? a) Dê exemplos de palavras em que as letras identificadas no exercíSugestões: foice, dança, pressa, ânsia, extinto, cio anterior representem o som de /s/. piscina, reais, desça, cruz. b) Cite algumas palavras em que a letra s tenha o som de /z/ e alguSugestões: /z/: maisena, aceso, pesado, ginásio, básico, pose, mas em que tenha o som de /s/. casal; /s/: estrangeiro, gesto, freguês, pessoa, bosque. GT-C2 (049-062)RO 58 8/15/08, 12:10 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia Aplicação 4 Leia o texto a seguir. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. BOM SONO POR QUÊ? Os trabalhos mostram que 70% da população mundial manifesta pelo menos uma vez na vida insatisfação com relação à qualidade do sono. As causas desse quadro lamentável misturam velhos e novos inimigos. Entre os mais antigos estão razões físicas como a apneia do sono (distúrbio caracterizado pela interrupção da respiração durante o descanso) e algumas ligadas ao estilo de vida — o estresse e a competitividade profissional, por exemplo. Com medo de perder o emprego ou jamais ser lembrado na hora de uma promoção, muitos empregados desdobram-se para dar conta do serviço. Levam tarefas para casa e adiam a hora de ir para a cama. E quando conseguem dormir são interrompidos pelas preocupações. In: Veja, São Paulo, Abril, 14 jul. 2004. Pessoal. Sugestão: em ambientes com muito barulho é difícil conciliar o sono. Também compromissos sociais em excesso, preocupações financeiras, determinados vícios como o cigarro e a bebida comprometem o sono. a) Além das causas mencionadas no texto, que outras razões poO sono tranquilo e regular favorece a saúde das pessoas, contridem afetar o sono? bui para o equilíbrio, o bom humor e permite melhor desempenho b) Explique por que é importante dormir bem. nas atividades físicas e profissionais. c) Divida em sílabas as palavras destacadas no texto. Ap-nei-a; dis-túr-bio ou bi-o; com-pe-ti-ti-vi-da-de; pro-fis-si-o-nal; pre-o-cu-pa-ções. GT-C2 (049-062)RO 59 8/15/08, 12:10 PM Fonologia e ortografia 59 3 Separe em sílabas as seguintes palavras: eu-ro-pei-a ab-ne-ga-do europeia abnegado as-cen-so-ris-ta a-ju-i-za-do ascensorista ajuizado a-cep-ção acepção subentender su-ben-ten-der eclipse história e-clip-se his-tó-ria ou ri-a acessível consciencioso cons-ci-en-ci-o-so a-ces-sí-vel meia continuísmo con-ti-nu-ís-mo mei-a tungstênio tungs-tê-nio ou ni-o preconceituoso pre-con-cei-tu-o-so associação as-so-ci-a-ção coadjuvante co-ad-ju-van-te 60 Fonema e letra • Fonologia é a parte da gramática que estuda os fonemas. • Fonema é a unidade fonológica cuja ocorrência contribui para o estabeleci• mento de diferenças de significado entre as palavras. Letra é a representação gráfica dos sons ou fonemas. Classificação dos fonemas • Vogais são os sons que se formam quando o ar, vindo dos pulmões, não • • sofre nenhum tipo de interrupção ao passar pela boca. Semivogais são as vogais i e u pronunciadas fracamente que acompanham outras vogais numa mesma sílaba. Consoantes são os sons que se produzem quando o ar, vindo dos pulmões, sofre alguma interrupção ao passar pela boca, em direção ao meio exterior. Encontros vocálicos • Ditongo é o encontro de uma vogal e uma semivogal, ou vice-versa, na mes• • ma sílaba. Os ditongos classificam-se em crescentes e decrescentes, de acordo com a ordem entre vogal e semivogal no vocábulo. Tritongo é o encontro de semivogal, vogal e semivogal, nessa ordem, na mesma sílaba. Hiato é o encontro de duas vogais que ficam em sílabas diferentes. Encontros consonantais e dígrafos • Encontro consonantal é o agrupamento de consoantes num vocábulo, na mesma sílaba ou em sílabas diferentes. • Dígrafo é o agrupamento de letras que representam um único som. Sílaba • Sílaba é o fonema ou conjunto de fonemas pronunciados em uma única emissão de voz. Quanto ao número de sílabas, os vocábulos podem ser monossílabos, dissílabos, trissílabos ou polissílabos. Quanto à classificação da sílaba tônica, as palavras podem ser oxítonas, paroxítonas ou proparoxítonas. GT-C2 (049-062)RO 60 8/15/08, 12:10 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia RESUMO 61 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (Univesp) Na língua portuguesa escrita, quando duas letras são empregadas para representar um único fonema (ou som, na fala), tem-se um dígrafo. O dígrafo só está presente em todos os vocábulos de: a) pai, minha, tua, esse, tragar b) afasta, vinho, dessa, dor, seria X c) queres, vinho, sangue, dessa, filho d) esse, amarga, silêncio, escuta, filho e) queres, feita, tinto, melhor, bruta GT-C2 (049-062)RO 2. (U.F. Maranhão) Foneticamente, o vocábulo passo contém: X a) um dígrafo b) um ditongo c) uma vogal e uma semivogal d) um encontro consonantal e) um hiato 3. (Unifenas-MG) Assinale a alternativa que identifica os encontros vocálicos e consonantais presentes nos três grupos de palavras abaixo, na mesma ordem de ocorrência em cada um deles. Os três grupos apresentam os mesmos encontros vocálicos e consonantais, pela ordem. I. poema, reino, pobre, não, chave II. realize, perdeu, escrevê-lo, estão, que III. dia, mais, contempla, então, lhe a) ditongo crescente, ditongo, encontro consonantal, ditongo decrescente, dígrafo b) ditongo crescente, ditongo decrescente, encontro consonantal, dígrafo, encontro consonantal c) ditongo decrescente, hiato, dígrafo, ditongo decrescente, encontro consonantal d) hiato, ditongo crescente, encontro consonantal, ditongo decrescente, dígrafo X e) hiato, ditongo decrescente, encontro consonantal, ditongo decrescente, dígrafo 61 4. (USF-SP) Os convidados estavam no saguão aguardando a saída dos noivos. As palavras destacadas apresentam, respectivamente: a) tritongo — ditongo decrescente b) ditongo nasal — ditongo decrescente c) tritongo — ditongo decrescente d) ditongo nasal — hiato X e) tritongo — hiato 5. (PUC-SP) Nas palavras enquanto, queimar , folhas , hábil e grossa , constatamos a seguinte sequência de letras e fonemas: a) 8-7, 7-6, 6-5, 5-4, 6-5 b) 7-6, 6-5, 5-5, 5-5, 5-5 c) 8-5, 7-5, 6-4, 5-4, 5-4 X d) 8-6, 7-6, 6-5, 5-4, 6-5 e) 8-5, 7-6, 6-5, 5-5, 5-5 6. (PUC-SP) Indique a alternativa em que todas as palavras têm a mesma classificação no que se refere ao número de sílabas: a) enchiam, saíam, dormiu, noite b) feita, primeiro, crescei, rasteiras X c) ruído, saudade, ainda, saúde d) eram, roupa, sua, surgiam e) dia, sentia, ouviam, loura 7. (Unisinos-RS) A alternativa em que ocorrem palavras que contêm, respectivamente, dígrafo, encontro consonantal e ditongo é: X a) velho, Rodrigo, pouco b) muito, termo, achar c) cruzou, queimado, pergunta d) fiquei, ficou, sorriu e) cinquenta, esse, cigarro 8. (UM-SP) As palavras demarcação, juízo, interpenetram e iguais apresentam diferentes encontros vocálicos. Dê a classificação de cada encontro vocálico. Demarcação – ditongo decrescente; juízo – hiato; interpenetram – ditongo decrescente; iguais – tritongo. 8/15/08, 12:10 PM Fonologia e ortografia QUESTÕES DE VESTIBULARES 62 a) há dígrafo e ditongo X b) não há dígrafo, mas há ditongo c) não há dígrafo nem ditongo d) há dígrafo, mas não há ditongo 10. (Unirio-RJ) Há inúmeras palavras na língua portuguesa em que é indiferente considerar-se o encontro vocálico como ditongo crescente ou hiato. Assinale o item em que tal fato não ocorre, isto é, em ambas só podemos ter ditongo: a) ofício, cuidou b) matrimônio, melancolia c) Rubião, Sofia d) riquezas, oblíquos X e) frequentes, quase 11. (ITA-SP) Dadas as palavras: 1) tung-stê-nio; 2) bis-a-vô; 3) du-e-lo, constatamos que a separação silábica está correta: a) apenas em 1 b) apenas em 2 X c) apenas em 3 d) em todas as palavras e) n.d.a. 12. (UnB-DF) Marque a opção em que todas as palavras apresentam um dígrafo: a) fixo, auxílio, tóxico, exame b) enxergar, luxo, bucho, olho GT-C2 (049-062)RO 62 X c) bicho, passo, carro, banho d) choque, sintaxe, unha, coxa 13. (Cefet-PR) Ambivalência possui: a) 11 fonemas e 12 letras b) 12 fonemas e 12 letras c) 9 fonemas e 11 letras X d) 10 fonemas e 12 letras e) 10 fonemas e 10 letras 14. (Cefet-MG) Os vocábulos também, saguão, joia, pia e água possuem, respectivamente: a) ditongo crescente, tritongo, ditongo crescente, hiato b) ditongo crescente, hiato, tritongo, hiato, ditongo crescente c) hiato, tritongo, tritongo, ditongo crescente, ditongo crescente d) ditongo crescente, ditongo crescente, ditongo crescente, ditongo crescente, hiato X e) ditongo decrescente, tritongo, ditongo decrescente, hiato, ditongo crescente 15. (Fasp) Assinale a alternativa que apresenta os elementos que compõem o tritongo: a) vogal + semivogal + vogal b) vogal + vogal + vogal c) semivogal + vogal + vogal X d) semivogal + vogal + semivogal e) homem, caverna, velhacos 8/15/08, 12:10 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia 9. (UA-AM) Na palavra armazém: 03 Ortografia Contextualização Leia a charge a seguir. Bob Thaves 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. FRANK & ERNEST O Estado de S. Paulo, 11 out. 2004. Você concorda com o que diz a personagem na charge? Escrever bem é apenas impressionar os leitores? Reflita um pouco sobre isso, antes de iniciar a leitura deste capítulo. Na verdade, causar uma boa impressão ao falar ou ao escrever é apenas a ponta do iceberg quando nos referimos ao domínio que se pode ter de uma determinada língua. Melhor do que apenas impressionar seus interlocutores é, de fato, garantir a compreensão do que dizemos ou escrevemos. No primeiro capítulo, vimos que há variedades linguísticas que não necessariamente correspondem à norma culta. O uso dessas variedades é natural, porque toda língua é dinâmica, e depende de vários fatores, tais como a situação de interlocução e o estilo pessoal, entre outros. Mas todas as línguas contam com uma referência-padrão — a norma culta —, usada nas situações formais de interlocução e nas formas escritas em textos acadêmicos, certos jornais, revistas e livros. A norma culta prevê um modo correto de escrever as palavras. É sobre isso que vamos nos deter neste capítulo. Conceituação Ortografia vem do grego orthós: correta, e grafia: escrita. Como usuário da língua portuguesa, você não precisa se preocupar em decorar todas as regras que indicam as formas corretas de escrever as palavras. GT-C3 (063-088)RO 63 8/15/08, 12:12 PM Fonologia e ortografia Capítulo 63 Fonologia e ortografia 64 Elas serão apreendidas com o tempo, por meio do uso frequente e das consultas ao dicionário. Vale lembrar que a ortografia, como a língua, também muda, mas muito lentamente: Ortografia é a parte da gramática que trata da escrita correta das palavras. Como você sabe, para registrarmos as palavras na escrita usamos letras, que representam os fonemas. ALFABETO Veja estes quadrinhos: NÍQUEL NÁUSEA FERNANDO GONSALES Fernando Gonsales GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Brincando com os sentidos das palavras que retratam seres e períodos históricos extintos (pterodáctilo e jurássico), o desenhista aponta a dificuldade de escrever termos que não usamos com frequência. Conceituação O conjunto de letras de uma língua é chamado de alfabeto. O alfabeto da língua portuguesa apresenta vinte e seis letras: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z A letra h, embora não represente nenhum fonema, é empregada no início de algumas palavras, no final de certas interjeições e nos dígrafos ch, nh e lh. Exemplos: hálito GT-C3 (063-088)RO higiene 64 hiena ah! oh! chiado punho 8/15/08, 12:12 PM bolha Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização k: km (quilômetro) w: darwinismo John Kennedy Hong Kong Wagner kW (quilowatt) y: Disneylândia Pink Floyd lorde Byron EMPREGO DE ALGUMAS LETRAS a) Emprega-se a letra z: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • em palavras derivadas de outras grafadas com z. Exemplos: feliz — felizardo zelo — zelador • em substantivos abstratos femininos terminados em -ez e -eza, derivados de adjetivos. Exemplos: grávida — gravidez esperto — esperteza • em palavras terminadas em -izar (verbos) e -ização (substantivos), derivadas de certos substantivos. Exemplo: colono — colonizar — colonização b) Emprega-se a letra s: • nos sufixos -ês, -esa, -isa, -osa, -oso e -ense. Exemplos: freguês consulesa poetisa gasosa oleoso cearense • em palavras derivadas de outras que têm s no fim do radical. Exemplos: dose — dosagem liso — alisar análise — analisar • em todas as formas dos verbos querer e pôr, que têm s, e seus compostos. Exemplos: quis — quiseram pus — puseram repusesse • em substantivos derivados de verbos terminados em -nder ou -ndir. Exemplos: pretender — pretensão expandir — expansão c) Emprega-se a letra x: • depois de ditongo. Exemplos: feixe caixa • depois da sílaba inicial en-. Exemplos: enxada enxurrada GT-C3 (063-088)RO 65 8/15/08, 12:12 PM Fonologia e ortografia 65 As letras k, w e y são empregadas apenas em nomes próprios estrangeiros e seus derivados e em siglas, símbolos e palavras adotadas como unidades de medida de uso internacional: Fonologia e ortografia 66 • Atenção Palavras derivadas de outras que tenham ch mantêm o ch. Exemplos: encharcar (de charco) enchente (de cheio) enchiqueirar (de chiqueiro) • depois da sílaba inicial me-. Exemplos: mexer mexerico • Atenção Mecha e seus derivados são escritos com ch. • em palavras derivadas de outras que já tenham j. Exemplos: cerejeira (de cereja) lojista (de loja) • nas formas dos verbos terminados em -jar e -jear. Exemplos: velejei (velejar) almeje (almejar) lisonjeie (lisonjear) • em vocábulos de origem ameríndia (sobretudo tupi) ou africana. Exemplos: maracujá pajé jiboia jiló jirau e) Emprega-se a letra g : • em vocábulos formados pelo sufixo -gem. Exemplos: paisagem coragem mensagem • Atenção Pajem, laje e lambujem com j. • em vocábulos terminados em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. Exemplos: pedágio colégio prestígio relógio refúgio • em vocábulos derivados de outros já grafados com g. Exemplos: mugir — mugido fingir — fingimento agitar — agitação NOTAÇÕES LÉXICAS A língua portuguesa utiliza alguns sinais gráficos para indicar a pronúncia correta das palavras e auxiliar na escrita. Esses sinais recebem o nome de notações léxicas. São utilizadas as seguintes notações léxicas na escrita da língua portuguesa. GT-C3 (063-088)RO 66 8/15/08, 12:12 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. d) Emprega-se a letra j: 67 ´ Emprega-se sobre as vogais tônicas a, e e o, para indicar o som aberto, sobre as vogais fechadas i e u, se forem tônicas, e sobre o e fechado de alguns ditongos nasais em e ens: As palavras aí estão, uma por uma: porém minha alma sabe mais. MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972. Acento grave ` Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O acento grave indica unicamente a crase, ou seja, a fusão do artigo a com a preposição a: Certo não, quando ao catar palavras: a pedra dá à frase seu grão mais vivo. NETO, João Cabral de Melo. Antologia poética. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. Acento circunflexo ˆ É empregado sobre as vogais tônicas a, e e o para indicar o timbre fechado: Eu sem você Não tenho porquê Porque sem você Não sei nem chorar [...] MORAES, Vinicius de & POWELL, Baden. Samba em prelúdio. In: Vivendo Vinicius ao vivo. São Paulo: BMG / RCA, s/d. Til ˜ O til indica a nasalidade das vogais a e o: Pelo sertão não se tem como não se viver sempre enlutado NETO, João Cabral de Melo. Agrestes; poesia (1981-1985). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. Cedilha s Emprega-se na letra c, antes das vogais a, o e u, para estabelecer o seu valor fonético de /s/: Já reparei que no teu peito soluça o coração bem feito De você. ANDRADE, Mário de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 1997. GT-C3 (063-088)RO 67 8/15/08, 12:12 PM Fonologia e ortografia Acento agudo 68 ’ É empregado para indicar a supressão de um fonema na palavra, para se evitar a repetição ou a cacofonia: Mas na minh’alma tudo se derrama... Entanto nada foi só ilusão! CARNEIRO, Mário de Sá. Dispersão. Coimbra: Presença, 1939. Hífen - Emprega-se para unir, principalmente, palavras compostas, prefixos e formas verbais a pronomes: Morte ao burguês-mensal! Ao burguês-caiena! Ao burguês-tílburi! ANDRADE, Mário de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 1997. Veja, nas páginas 77 a 79, mais detalhes sobre o emprego do hífen. ACENTUAÇÃO GRÁFICA Contextualização Leia a tira. CALVIN 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Waterson a Por meio do elemento surpresa. Provavelmente, o leitor WATERSON, Bill. Calvin. São Paulo: Cedibra, 1996. supõe que o primeiro lugar em que o menino deveria ter procurado o casaco seria no armário. a a) Como o autor da tira explorou o humor nesse texto? b) Na sua opinião, as pessoas precisam ser organizadas? Explique por quê. Pessoal. Observe agora as seguintes palavras extraídas da tira: está, estúpido, armário. Em cada palavra, uma das sílabas é pronunciada com maior intensidade, com mais força. Trata-se da sílaba tônica, que está marcada por acento gráfico. Como você viu no capítulo anterior, nem toda sílaba tônica é marcada com acento gráfico (casaco, por exemplo). Então, como saber se uma palavra leva acento? Leia as regras de acentuação a seguir. GT-C3 (063-088)RO 68 8/15/08, 12:12 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia Apóstrofo 69 A acentuação gráfica das palavras, na língua portuguesa, obedece às regras apresentadas a seguir. Oxítonas Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s). Exemplos: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. vatapá(s) rês jacaré(s) maiô(s) cós Também são acentuadas as palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas em -em, -ens. Exemplos: vintém parabéns Acentuam-se, ainda, as palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éu(s), -éi(s) e -ói(s) : Exemplos: troféu(s) anéis herói(s) Paroxítonas Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em -l, -n, -r, -x, -ei(s), -i(s), -us, -ão(s), -ã(s), -on(s), -um, -uns e -ps. Exemplos: difícil sêmen caráter fênix pônei(s) táxi(s) vírus órgão(s) órfã(s) próton(s) álbum fóruns bíceps aéreo(s) • Atenção • Nas palavras paroxítonas, não se acentuam os ditongos abertos -ei e -oi. Exemplos: geleia centopeia androide joia • As palavras paroxítonas terminadas em -n não são acentuadas no plural (-ns). Exemplos: hifens polens semens • As palavras paroxítonas terminadas em -em, -ens não são acentuadas. Exemplos: item GT-C3 (063-088)RO mentem 69 jovens imagens 8/15/08, 12:12 PM Fonologia e ortografia Conceituação 70 Fonologia e ortografia Proparoxítonas Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas. Exemplos: álgebra pólvora lúcido relâmpago trânsito Também são acentuadas as palavras terminadas em ditongo crescente (seguido ou não de -s) que pode ser pronunciado como hiato. Exemplos: área idôneo glórias espécies mágoa trégua vácuo Hiatos paraíso uísque ciúme balaústre • Atenção • As vogais -i e -u não são acentuadas quando: – embora fiquem sozinhas na sílaba, são seguidas de -nh. Exemplos: raiinha ventoiinha – embora fiquem sozinhas na sílaba, em palavras paroxítonas, são antecedidas por ditongos. Exemplos: taoismo baiuca feiura Não se acentua a primeira vogal tônica dos hiatos oo e ee. Exemplos: coo enjoo veem leem Acento diferencial É empregado para diferenciar apenas as seguintes palavras paroxítonas: pô ôde (verbo por na 3.ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) para distingui-la de pode (3.ª pessoa do singular do presente do indicativo) Não são diferenciadas por acento as palavras: para (preposição) e para (verbo parar) pelo (substantivo), pelo (verbo pelar) e pelo (antiga preposição per + o) GT-C3 (063-088)RO 70 8/15/08, 3:02 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Acentuam-se as vogais -i e -u tônicas dos hiatos quando ficam sozinhas na sílaba ou são seguidas de s. Exemplos: 71 Verbos Fonologia e ortografia Os verbos ter e vir são acentuados, no presente do indicativo, na forma da terceira pessoa do plural, para diferenciá-la da forma da terceira pessoa do singular. Exemplos: ele tem — eles têm ele vem — eles vêm • Atenção Os verbos derivados de ter e vir seguem a regra de acentuação das oxítonas terminadas em -em; a terceira pessoa do plural tem acento circunflexo para diferenciar-se da terceira pessoa do singular (acento agudo). Exemplos: ele provém — eles provêm EMPREGO DE POR QUE, POR QUÊ, PORQUE E PORQUÊ Contextualização Leia a tira. HAGAR Dik Browne 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ele mantém — eles mantêm BROWNE, Dik. Hagar, o horrível. In: Folha de S.Paulo, 28 fev. 2004. GT-C3 (063-088)RO 71 8/15/08, 12:13 PM Fonologia e ortografia 72 Na tira, Helga chama o marido para uma conversa, em tom nada amistoso, segundo Hagar. Enquanto ela faz uma severa crítica ao marido, ele mantém-se quieto e assustado. É somente após a crise final da mulher que ele se indaga a razão de ela aturá-lo. Apesar de seus defeitos, Hagar parece reagir de forma diferente. Observe, na pergunta feita a Helga, agora em meditação, que ele “sugere” uma possível resposta para o impasse dela. O humor reside na atitude ausente de Hagar, que não compreende as queixas da mulher e lhe faz uma pergunta evasiva, o que deixa Helga confusa. No texto, a palavra porque é empregada com sentidos e grafias diferentes. No segundo quadrinho da tira, Hagar empregou a palavra porque, ao explicar que o tom de voz de Helga sugeria-lhe problemas. Já no penúltimo quadro, Helga usa por que, no início de uma pergunta, e por quê no final. Observe ainda, no último quadrinho, que Hagar também emprega por que na pergunta dirigida a Helga. Leia as informações a seguir e saiba quando empregar por que, por quê, porque e porquê. Por que a) por (preposição) + que (advérbio interrogativo) — usa-se em perguntas diretas e indiretas e equivale a por qual motivo ou por qual razão. Por que a água do mar é salgada? (por qual motivo) Não sei por que o setor da saúde no país é tão precário. (por qual razão) b) por (preposição) + que (pronome relativo) — substitui pelo qual e suas flexões: O bancário obteve a promoção por que tanto lutou. (pela qual) c) por (preposição) + que (conjunção subordinativa integrante) — inicia oração subordinada substantiva e equivale a para que: O escritor mostrou-se interessado por que lêssemos seu livro. (para que) GT-C3 (063-088)RO 72 8/15/08, 12:13 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação 73 Usa-se somente no final de frases: A matéria jornalística não ficou pronta por quê? (por qual razão) Porque Funciona como conjunção coordenativa explicativa, subordinativa adverbial causal ou final, e equivale a pois, uma vez que, já que, como, para que, a fim de que. Leve-lhe um agasalho, porque a noite está fria. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. (conjunção coordenativa explicativa = pois) A economia está em crise porque o preço do petróleo aumentou. (conjunção subordinativa adverbial causal = já que) Não fales alto porque eles não te escutem. (conjunção subordinativa adverbial final = para que) Porquê Emprega-se como substantivo, precedido de artigo ou pronome. Equivale a motivo, causa, razão: Ignoro o porquê de sua partida. (motivo) A ministra mencionou outro porquê da mudança de horário. (motivo) Aplicação 1 Reescreva as frases, completando-as adequadamente com porque, por que, porquê ou por quê. a) O setor agrícola brasileiro se desenvolve investe em novas tecnologias. porque b) Sua ausência revelou-me o de tanta saudade. porquê c) o homem interfere cada vez mais no meio ambiente? Por que d) As passagens para Salvador não foram compradas ? por quê e) Indaguei-lhe aquela viagem lhe faria bem. por que f) A apresentação do show aguardávamos há tempos será neste fim de semana. por que g) A última eleição para prefeito foi anulada houve fraude. porque GT-C3 (063-088)RO 73 8/15/08, 12:13 PM Fonologia e ortografia Por quê 2 Identifique a sílaba tônica das palavras e acentue-a quando necessário. exito latex avaro paraquedas látex sílaba tônica: va êxito sílaba tônica: que coroa prosopopeia textil reveem sílaba tônica: pei têxtil sílaba tônica: ro sílaba tônica: ve nausea esferoide interim chapeuzinho ínterim sílaba tônica: roi náusea sílaba tônica: zi fasciculo bambu austero monolito monólito ou monolito: sílaba sílaba tônica: sílaba tônica: bu te fascículo reminiscencia higiene humus inclui-lo tônica: nó ou li sílaba tônica: e reminiscência húmus incluí-lo 3 Foram retiradas propositadamente as notações léxicas de algumas palavras do texto a seguir. Leia-o com atenção. “DE ALIADO A VILÃO” Arma contra a carie, o fluor, em excesso, pode prejudicar os dentes das crianças Nos ultimos trinta anos, o numero de brasileiros com carie caiu cerca de 70%. O grande responsavel por essa redução tao significativa foi o fluor. Ao longo desse periodo, o mineral foi misturado a agua, pelas companhias municipais de saneamento e adicionado aos cremes dentais. O fluor fortifica o esmalte, uma especie de capa protetora dos dentes. Com a difusão de seu uso, outro problema surgiu — a fluorose, o excesso de fluor no organismo.Afinal, a substancia nao se encontra apenas na agua e nos cremes dentais: ela esta presente em diversos alimentos, como chas, leite em po e cereais. [...] As grandes vitimas desse consumo desmedido sao as crianças. Em algumas cidades do Brasil, como Porto Alegre, mais da metade da população entre 8 e 14 anos sofre do mal. Em seu grau mais leve, a fluorose se manifesta por intermedio de pequenas manchas brancas sobre o dente. Nos casos mais avançados, ela enfraquece o dente de tal forma que, alem de ficar mais suscetivel a carie, ele pode se quebrar com facilidade. Veja, São Paulo, Abril, 20 out. 2004, p. 64. a) Transcreva as palavras que devem ter as suas notações léxicas e Cárie, flúor, últimos, número, cárie, responsável, tão, flúor, período, à, água, flúor, espécie, flúor, corrija-as. substância, não, água, está, chás, pó, vítimas, são, intermédio, além, suscetível, à, cárie. b) Interprete o título do texto relacionando-o a seu conteúdo. Comente algum fato semelhante que você conheça. O autor analisa os prós e contras no uso do flúor. Pessoal. 4 Reescreva as frases, completando-as com as letras adequadas. sarjeta, chances, a) Crianças vivem na sareta, sem chanes ou prvilégios. privilégios exercem, b) Os piadores eercem uma funão frustante. pichadores, função, frustrante c) No cabe a o da prova havia informações para os d sprvnidos. cabeçalho, desprevenidos GT-C3 (063-088)RO 74 8/15/08, 12:13 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia 74 d) Tanto o marcneiro como o eletrcista estavam atraados. e) Era fa inada por bij teria e e trava ava essa paixão prazrosamente.fascinada, bijuteria, extravasava, prazerosamente f) O cozinheiro troue a mqueca numa tiela, o pirão numa tratrouxe, moqueca, tigela, travessa, ve a e, depois, uma sobremea de framboea. sobremesa, framboesa 5 Leia a tira. HAGAR Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar, o horrível. In: O Globo, 18 maio 2004. Hagar indaga, filosoficamente, o que representa a vida, com que finalidade existimos e qual seria sua função no mundo. Entretanto, o amigo não entende suas palavras, e a resposta mostra a superficialidade na interpretação do ouvinte. a) A pergunta de Hagar, no primeiro quadrinho, não foi bem compreendida por seu receptor. Explique por quê. b) Observe a palavra porque na tira e explique seu emprego nos dois casos. Por que — pergunta direta no início da frase. Porque — resposta explicativa. 6 Identifique a sequência de palavras grafadas e acentuadas corretamente. a) recisão, concessão, ascensorista, xampú, bucha b) contágio, cafeina, bochecha, gorgear, pinça x c) proteico, irascível, bilboquê, ginecologista, driblar d) pechincha, inexorável, abstêmico, efisema, sagui e) desapercebido, excepcional, micelanea, maisena, gratuíto 7X Reescreva as palavras do exercício anterior cuja grafia e/ou acena) rescisão, xampu Professor: a palavra desapercebido está gratuação estão incorretas. b) cafeína, gorjear d) abstêmio, enfisema e) miscelânea, gratuito fada corretamente e tem o sentido de desprevenido, que não está preparado. 8 Identifique a grafia correta em cada conjunto de palavras. x a) meteorologia ou metereologia x b) carangueijo ou caranguejo x c) cincoenta ou cinquenta x d) emprezário ou empresário x e) reivindicar ou reinvindicar x f) freada ou freiada x g) estupro ou estrupo x h) perpiscaz ou perspicaz x i) vazamento ou vasamento x j) obsecado ou obcecado GT-C3 (063-088)RO 75 8/15/08, 12:13 PM 75 Fonologia e ortografia marceneiro, eletricista, atrasados 76 O MOMENTO DA VIRADA A vida se compõe de uma suceão de etapas, não é uma fórmula que eternamente se repete se tivee apenas um só tempo. Cada um de nós pode ter mais de uma chance no casamento, na profião, na vida. Só que, em vez de ficar aí esperando acontecimentos que forem a mudança, pessoas e empresas precisam modar circunstâncias favoráveis e criar ruturas construtivas que as direionem ao próimo patamar de sua história. Mais importante do que a circunstância caual é sua atitude frente a esse fato. Os vencedores criam os momentos que permitem a reinvenão do futuro: mudam-se de cidade, afastam-se dos invejoos e peimistas, trocam de emprego ou de cargo, montam o própio negóio; abandonam a carreira para ter um filho, tiram o pijama e voltam a estudar; largam a faculdade imposta pelo pai, transformam seu hobby num pequeno negócio e procuram alguém em vez de esperar sozinhos para o resto da vida. As empreas também preisam se reinventar, sob pena de não sobreviverem. O novo patamar pode ser começar a eportar, novos mercados, novos clientes, inventar um novo modelo de negócio. O que pode eigir algumas rupturas — novas tecnologias, novos sócios, participar de fuão ou aquiição, abandonar uma linha de produtos; mudar sua sede de cidade, diversificar os negócios... O segredo de quem inaugura uma nova vida não são os meros fatores circunstanciais, etrínecos. Não se trata de questão técnica. Reside em algo qualitativo, inviível, intríneco, um modelo mental, uma forma de pensar e agir que permite às pessoas alargar a capacidade de fazer escolhas. É libertaão das amarras que as prendem a uma visão condiionada, parcial e equivocada de suas prioridades. Na hora de planejar a sua virada, é bom lembrar-se de que a trave ia é tão importante e emoionante quanto o porto de chegada. Boa viaem. SOUZA, César. O momento da sua virada. São Paulo: Gente, 2004. Sucessão, tivesse, profissão, forcem, moldar, rupturas, direcionem, próximo, casual, reinvenção, invejosos, pessimistas, próprio, negócio, empresas, precisam, exportar, exigir, fusão, aquisição, extrínsecos, invisível, intrínseco, libertação, condicionada, emocionante, viagem. a) Complete as palavras do texto, escrevendo-as corretamente em seu caderno. a b) O autor apresenta ideias interessantes sobre a busca de realização das pessoas. Exponha seu ponto de vista em relação ao assunto enfocado e apresente argumentos que justifiquem a Trata-se de uma crítica em relação às negociações entre o gosuas ideias.Pessoal. verno brasileiro e o FMI (Fundo Monetário Internacional). Segundo a charge, o Brasil sempre fica em desvantagem, mesmo que cumpra rigorosamente as metas estabelecidas pelo FMI. GT-C3 (063-088)RO 76 8/15/08, 12:13 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia 9 Leia o texto da revista Ícaro Brasil. Algumas palavras estão incompletas, por isso fique atento(a). 77 JEAN. In: Folha de S.Paulo, 29 maio 2004. Vocês: oxítona terminada em es. Exemplos sugeridos: norueguês, cortês, burguês. Ótimo: proparoxítona. Exemplos sugeridos: lógica, pálido, mágica. 11 Substitua os símbolos pela forma adequada indicada nos parênteses. a) Os adolescentes necessidade do apoio dos pais. (tem – têm) têm b) Será que todo problema tem solução? (tem, têm) tem c) Os amigos de infância vem nos visitar com frequência. (vem – vêm) vêm d) Em nossa cidade, a Campanha do Agasalho vem recebendo um número cada vez maior de doações. (vem – vêm) vem EMPREGO DO HÍFEN Contextualização Leia a charge. JEAN/FOLHA IMAGEM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. JEAN/FOLHA IMAGEM a) Nesse texto o chargista faz uma sátira política. Comente o que entendeu da piada. a b) No texto, há uma palavra que deveria ser acentuada. Acentue-a e dê exemplos Pessoal. Sugestões: semelhantes. Multá-los. amá-los, louvá-los, soltá-los. c) Observe as palavras acentuadas no texto e cite três exemplos que obedeçam à mesma regra de acentuação para cada caso. JEAN. In: Folha de S.Paulo, 19 maio 2004. GT-C3 (063-088)RO 77 8/15/08, 12:14 PM Fonologia e ortografia 10 Leia a charge. O humor dessa charge aproxima uma circunstância econômico-social (a crise trabalhista) a outra que é relacionada à língua portuguesa. O chargista soube aproveitar essa situação, fazendo um jogo de palavras com o significado de emprego, que na charge significa uso (do hífen) e serviço, trabalho. Observe que o chargista não emprega o hífen (ou traço de união) em seu texto, entre o verbo (precisa) e o pronome (se). Nesse caso, o emprego desse sinal é obrigatório. Saiba agora por quê. Conceituação Leia a seguir as regras de uso do hífen. a) Separar sílabas. Exemplos: pneu-mo-ni-a an-si-o-sa com-pa-nhi-a b) Ligar os pronomes oblíquos a verbos. Exemplos: estimá-lo conservar-se-á deixa-se ficar c) Unir palavras compostas. Exemplos: luso-brasileiro amarelo-ouro ano-luz d) Ligar os sufixos -açu, -mirim e -guaçu a palavras terminadas em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos. Exemplos: sabiá-guaçu capim-açu e) Ligar topônimos: • iniciados por grã ou grão. Exemplo: Grã-Bretanha • iniciados por verbo. Exemplo: Passa-Quatro (município de MG) • em que há artigo entre os elementos. Exemplo: Baía-de-Todos-os-Santos f) Unir palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas. Exemplos: erva-doce estrela-do-mar g) Unir palavras compostas cujo primeiro elemento é além, aquém, recém, sem. Exemplos: além-túmulo aquém-terra recém-chegado sem-teto h) Unir o advérbio mal a palavras iniciadas por vogal ou h. Exemplos: mal-amado mal-estar mal-habituada i) Após ante-, anti-, arqui-, auto-, contra-, extra-, hiper-, infra-, inter-, intra- , micro- , neo- , proto- , pseudo- , semi- , sobre- , sub-, super-, supra-, ultra-, se o segundo elemento: • inicia por h. Exemplos: anti-horário neo-hispânico proto-história semi-hospitalar super-homem sub-humano GT-C3 (063-088)RO 78 8/18/08, 5:18 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia 78 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 79 Fonologia e ortografia • tiver a mesma última vogal do primeiro elemento. Exemplos: anti-inflamatório arqui-inimigo micro-organismo semi-interno j) Ligar circum- e pan- a palavras iniciadas por vogal, h, m ou n. Exemplos: circum-adjacente circum-navegação pan-americano pan-helenismo pan-mágico l) Ligar hiper-, inter- e super- a palavras iniciadas por r. Exemplos: hiper-resistente inter-regional super-real m) Ligar x-, vice-; e pós-, pré- e pró- tônicos independentemente da letra com que se inicia a palavra à qual se ligam. Exemplos: ex-presidiário vice-líder pós-moderno pré-vestibular pró-saúde n) Ligar os prefixos ad- sob- e sub- a palavras que se iniciam por consoante igual à consoante final do prefixo. Exemplos: ad-digital sob-bosque sub-base sub-bloco o) Ligar os prefixos ab-, ad-, ob-, sob- e sub- a palavras iniciadas por r. Exemplos: ab-rogar ad-renal ob-repção sob-roda sub-raça • Atenção Não se emprega o hífen: • nas palavras em que o primeiro elemento termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Exemplos: contrarregra pseudossábio semirreta ultrarromantismo • nas palavras em que o primeiro elemento termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente. Exemplos: autoavaliação bioética infraestrutura intrauterino PALAVRAS HOMÔNIMAS E PARÔNIMAS Contextualização PROF. DOODLES 2005 TRIBUNE MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Steve Sack & Craig Macintosh DOODLES, Intercontinental Press. GT-C3 (063-088)RO 79 8/18/08, 5:20 PM O humor, nessa tira, reside numa interpretação equivocada da palavra tanque, que, no dicionário, possui quatro significados principais: 1. depósito de água e outros fluidos (gás, por exemplo); 2. pequeno reservatório de cimento, cerâmica ou metal para lavar roupa; 3. pequeno açude; 4. carro de combate blindado. O senhor de óculos usou o significado 1, e o hipopótamo entendeu o significado 4. A confusão só é possível porque tanque e tanque são palavras homônimas, homógrafas e homófonas. Saiba agora o que isso significa. Conceituação Exemplos: cedo (verbo) hera (trepadeira) e e cedo (advérbio) era (época) Homônimas são palavras que podem ter a mesma pronúncia, ou a mesma grafia, ou, ainda, a mesma pronúncia e a mesma grafia; em todos os casos, os significados são diferentes. As palavras homônimas subdividem-se em homófonas heterográficas, homógrafas heterofônicas e homógrafas homófonas. Homófonas heterográficas São iguais na pronúncia, mas têm grafias diferentes. Exemplos: concerto (sessão musical) — conserto (reparo); cela (pequeno quarto) — sela (apetrecho de montaria; verbo selar); censo (recenseamento) — senso (juízo); apreçar (marcar o preço) — apressar (acelerar); acender (iluminar) — ascender (subir); cessão (ato de ceder) — sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo) — seção (divisão, repartição); cerrar (fechar) — serrar (cortar); paço (palácio) — passo (andar). Homógrafas heterofônicas São iguais na grafia, mas diferentes na pronúncia. Exemplos: colher (substantivo) — colher (verbo); gelo (substantivo) — gelo (verbo); começo (substantivo) — começo (verbo); almoço (substantivo) — almoço (verbo); molho (substantivo) — molho (verbo); torre (substantivo) — torre (verbo); jogo (substantivo) — jogo (verbo). GT-C3 (063-088)RO 80 8/15/08, 12:14 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia 80 81 São iguais na escrita e na pronúncia. Exemplos: livre (adjetivo) — livre (verbo livrar); são (adjetivo) — são (verbo ser) — são (santo); serra (substantivo) — serra (verbo). Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Parônimas são as palavras que apresentam pequenas diferenças na escrita e na pronúncia, e também têm significados diferentes. GT-C3 (063-088)RO Exemplos: comprimento (extensão) coro (conjunto de vozes) deferir (conceder) descrição (ato de descrever) emergir (vir à tona) eminente (ilustre) flagrante (evidente) fluir (correr em estado fluido) inflação (desvalorização da moeda) infringir (transgredir) ratificar (confirmar) tráfego (trânsito de veículos) vultoso (volumoso ou de grande cumprimento (saudação) couro (pelo de animal) diferir (adiar) discrição (reserva de atitudes) imergir (mergulhar) iminente (próximo) fragrante (perfumado) fruir (desfrutar) infração (violação da lei) infligir (aplicar) retificar (corrigir) tráfico (comércio desonesto) vultuoso (acometido de congestão importância) da face) Formas variantes Há palavras que admitem mais de uma forma de grafia, sem que isso lhes altere o sentido. O emprego dessas formas variantes é indiferente, mas a forma mais usada na linguagem cotidiana é sempre preferível. catorze e quatorze xérox e xerox matracar e matraquear cociente e quociente mobiliar e mobilhar assoviar e assobiar entretenimento e entretimento bêbado e bêbedo rubi e rubim aspecto e aspeto coisa e cousa xeretar e xeretear malvadeza e malvadez redemoinho e remoinho espécime e espécimen chipanzé e chimpanzé fleuma e fleugma coradouro e quaradouro embaralhar e baralhar derrubar e derribar diabete e diabetes taverna e taberna champanhe e champanha transpassar, traspassar e trespassar verruga e berruga seção e secção 81 8/15/08, 12:14 PM Fonologia e ortografia Homógrafas homófonas (homônimas perfeitas) 82 Fonologia e ortografia Aplicação a Na charge, a associação das imagens do congestionado trânsito da cidade de São Paulo, às margens do rio Tietê, e da fumaça representada pelo tom escuro no lado superior da figura à placa Bem-vindo a São Paulo cria um ruído no texto. Trata-se de uma ironia: é evidente que o caótico tráfego e a poluição paulistanas não podem ser uma boa recepção para quem chega à cidade. ANGELI. In: Folha de S.Paulo, 13 set. 2004. a) Na charge, Angeli faz crítica à cidade de São Paulo. Interprete o que entendeu. b) Consulte o dicionário ou uma gramática e explique o emprego do hífen na palavra bem-vindo, como se vê no texto, e a ausência do é uma palavra composta, formada por advérbio (bem) e verbo hífen em Benvindo. Bem-vindo (vindo), por isso emprega-se o hífen. Em Benvindo, o substantivo próprio e simples dispensa o hífen (nome de pessoa). 2 Empregue, nas frases a seguir, a forma correta indicada nos parênteses. a) As atividades serão realizadas aos sábados. (extraclasses, extra-classes) extraclasses b) O congresso reuniu representantes de várias partes do país. (pan-americano, panamericano) pan-americano c) Essa foi uma das que mais agradaram ao público. (minisséries, mini-séries) minisséries d) A entrega do prêmio ao melhor apresentador de causou polêmica. (telejornal, tele-jornal) telejornal e) É conveniente não se alguém, para evitar . (prejulgar, pré-julgar / dores-de-cabeça, dores de cabeça)prejulgar, dores de cabeça 3 Em que opção há o emprego correto do hífen? a) mini-computador d) auto-peça e) agro-industrial X b) anti-inflamatário c) infra-vermelho GT-C3 (063-088)RO 82 8/15/08, 12:14 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ANGELI/FOLHA IMAGEM 1 Leia a charge. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 5 Escreva palavras que tenham os seguintes prefixos: infra-, ex-, mini-, pseudo-, inter-, super-, circum-, bem-, vice- e arqui-. Pessoal. Sugestões: infraestrutura, ex-ministro, mini-heroína, pseudo-análise, inter-relação, super-homem, circum-orbital, bem-humorado, vice-presidente, arqui-inimigo. 6 Escreva a forma variante equivalente a: a) transpassar traspassar, trespassar e) catorze quatorze b) assoviar f) chipanzé chimpanzé assobiar c) taverna g) diabete diabetes taberna d) bêbado h) xérox xerox bêbedo 7 Identifique a alternativa em que se emprega o hífen de forma correta correta. X d) extra-hospitalar a) supra-sumo b) semi-reta e) ante-sala c) auto-avaliação 8 Leia as seguintes palavras e escreva a(s) forma(s) homófonas heterográficas correspondentes, com o sentido de cada uma. a) apreçar apressar = acelerar c) censo senso = juízo e) concerto conserto = reparo b) seção sessão = tempo de d) ascender acender = iluminar f) cerrar serrar = cortar uma reunião; cessão = ato de ceder 9 Identifique a forma correta em cada dupla a seguir. ou vasculante g) sequer ou siquer a) basculante x x b) sobrancelha ou sombrancelha h) covalescença ou convalescença x x c) criolo ou crioulo i) gratuito ou gratuíto x x d) astigmatismo ou estigmatismo j) aterrissar ou aterrizar x x e) mortandela ou mortadela k) louco ou loco x x f) subaco ou sovaco l) nhoque ou inhoque x x 10 Faça frases com as palavras a seguir. Atente ao significado de cada uma delas. diferir discrição sesta eminente inflação fluir Pessoal. Sugestões: essa frase não difere da anterior; conto com sua discrição em relação a este assunto; ele não dispensa a hora da sesta; o grande escritor francês era a figura eminente do jantar; os índices da inflação mantiveram-se estáveis no mês de julho; um fio de água fluía das pedras. GT-C3 (063-088)RO 83 8/15/08, 12:14 PM Fonologia e ortografia 83 4 Identifique a forma dos parênteses que completa corretamente cada frase a seguir. a) O palestrante sua presença no Congresso Internacional sobre educação. (retificou, ratificou) ratificou b) Um dos participantes do torneio de tênis o regulamento. (infringiu, infligiu) infringiu c) Há grande tensão no Oriente Médio, devido a um conflito entre Israel e Palestina. (eminente, iminente) iminente d) Não deixes de teus sonhos a cada momento. (fruir, fluir) fruir e) Sua liderança na equipe era . (fragrante, flagrante) flagrante f) Novas medidas de combate ao foram postas em prática. (tráfego, tráfico) tráfico 84 Emprego das letras • Em geral, as regras de ortografia são apreendidas com o tempo, de acordo com o uso de dicionários e a prática da leitura. Saiba que há regras especiais para as seguintes letras: z, s, x, j e g. Acentuação gráfica Acentuam-se: • as oxítonas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em, -ens: sofá(s), balé(s), • • • • • • • • cipó(s). as palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas em -em, -ens: refém ém, vinténs ém éns. as palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éu(s), -éi(s) e -ói(s): chapéu(s) éis, destrói éu(s), bacharéis éis ói. as paroxítonas terminadas em -l, -n, -r, -x, -ei(s), -i(s), -us, -ão(s), ã(s), -on(s), -um, -uns e -ps: móvel, abdômen, revólver, ônix, vôlei ei, tênis, bônus, ei bênção, órfã, fórum, fóruns, fórceps. todas as proparoxítonas: límpido, tentáculo, fórmula. as palavras terminadas em ditongo crescente (seguido ou não de -s) que pode ser pronunciado como hiato: ná ias, séérie ies, água áusea ea, errô ôneo eo, só ósia ia ie ua, assííduo uo. os hiatos com i e u sozinhos na sílaba ou seguidos de -s: caído, traíste, miúdo, graúdo. a forma pôde (verbo por na 3.ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) para distingui-la de pode (3.ª pessoa do singular do presente do indicativo). os verbos ter e vir, na 3a pessoa do plural do presente do indicativo: têm; vêm; mantém, mantêm; convém, convêm. Emprego de por que, por quê, porque e porquê • Por que: usado em perguntas diretas e indiretas; em substituição a pelo qual • • • GT-C3 (063-088)RO e suas flexões ou em orações subordinativas substantivas: por que você se atrasou?; não sei o motivo por que se atrasou tanto; o escritor mostrou-se interessado por que lêssemos seu livro. Por quê: usado somente em final de frase: o casamento foi adiado não sei por quê. Porque: é conjunção coordenativa ou subordinativa: pegou o táxi porque estava apressada. Porquê: equivale a um substantivo: não entendo o porquê dessa atitude. 84 8/15/08, 12:14 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia RESUMO 85 Emprego do hífen Usa-se o hífen para: • Separar sílabas. • Ligar pronomes oblíquos a verbos. • Unir palavras compostas. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Ligar os sufixos -açu, -guaçu e -mirim. • Ligar topônimos iniciados por grã ou grão, por verbo e em que há artigo entre os elementos. • Unir palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas. • Unir palavras compostas cujo primeiro elemento é além, aquém, recém, sem. • Unir o advérbio mal a palavras iniciadas por vogal ou h.. • Após: • ante-, anti-, arqui-, auto-, contra-, extra-, hiper-, infra-, inter-, intra-, micro-, neo-, proto-, pseudo-, semi-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, se o segundo elemento iniciar por h ou tiver a mesma vogal do primeiro elemento. • Ligar circum- e pan- a palavras iniciadas por vogal, h, m ou n. • Ligar hiper-, inter- e super- a palavras iniciadas por r. • Ligar ex-, vice-; e pós-, pré- e pró- tônicos. • Ligar os prefixos ad-, sob- e sub- a palavras que se iniciam por consoante igual à consoante final do prefixo. • Ligar os prefixos ab-, ad-, ob-, sob- e sub- a palavras iniciadas po r. Palavras homônimas • Homônimas são palavras que têm a mesma pronúncia e, às vezes, a mesma grafia, mas significação diferente. Palavras parônimas • Parônimas são as palavras parecidas na escrita e na pronúncia, mas com significados diferentes. GT-C3 (063-088)RO 85 8/18/08, 5:21 PM Fonologia e ortografia 86 1. (UFAM) Assinale o item em que todos os vocábulos estão grafados corretamente: X a) berinjela, canjica, jenipapo, jerimum, gengibre b) muxoxo, cochicho, xicória, xifópagos, xilógrafo c) exceção, expansionismo, suscinto, ascenção, pretensioso d) digladiar, requesito, cardial, substitue, previnir e) chovisco, usofruto, bússula, óbolo, curtume 2. (UNIR-RO) Acentuam-se pela mesma razão os vocábulos: a) Ignácio — até b) fantástico — histórias X c) tecnológicos — básico d) vídeo — público e) impossível — rápidas 3. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que a grafia de todas as palavras seja prestigiada pela norma culta: a) autofalante, bandeija, degladiar, eletrecista b) advogado, frustado, estrupo, desinteria c) embigo, mendingo, meretíssimo, salchicha d) estouro, cataclismo, prazeiroso, privilégio X e) aterrissagem, babadouro, lagarto, manteigueira 4. (UFPE) Assinale a alternativa em que todas as palavras devem ser completadas com a letra indicada entre parênteses: a) ave, alé, ícara, arope, enofobia (x) X b) pr vilégio , requ sito , ntitular , mpedimento (i) c) maa, exceão, exceo, roa (ç) d) iboia, unco, íria, eito, ente (j) e) purea, portuguea, corte, analiar (z) GT-C3 (063-088)RO 86 5. (Uespi-SP) Conforme o sentido, a expressão destacada está corretamente grafada em: X a) O dentista contou uma história à-toa. b) A filha reclamava dia-a-dia da atitude do pai. c) Ficava o consultório acerca de vinte metros da casa. d) Daqui há dez minutos ele irá trabalhar. e) A família ficou ao-par de tudo. 6. (Unifenas-MG) Organizamos um musical e tivemos o de contar com um público educado que teve o bom de permanecer em silêncio durante o espetáculo. a) conserto, beneficiente, privilégio, senso b) concerto, beneficente, privilégio, censo X c) concerto , beneficente, privilégio, senso d) conserto, beneficente, privilégio, senso e) concerto, beneficiente, privilégio, censo 7. (Unifenas-MG) Apenas uma das frases abaixo está totalmente correta quanto à ortografia. Assinale-a. a) Espalhei as migalhas da torrada por todo o trageto. b) Meu trabalho árduo não obteve hêsito algum. c) Quiz fazer coisas que não sabia. X d) Ao puxar os detritos, eles voaram no tapete persa. e) Acrecentei algumas palavras ao texto que corrigi. 8. (Fafeod-MG) Indique a alternativa que contém duas palavras oxítonas, duas paroxítonas e duas proparoxítonas: a) anil, zebu, rubrica, vício, ibero, infância 8/15/08, 12:14 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia QUESTÕES DE VESTIBULARES 87 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 9. (USF-SP) do herói sem causa, era de arriscar a vida por um nada. a) Protótipo, capás, quase b) Prototipo, capaz, quaze X c) Protótipo, capaz, quase d) Prototipo, capáz, quase e) Protótipo, capas, quazi 10. (UM-SP) Aponte, entre as alternativas abaixo, a única em que todas as lacunas devem ser preenchidas com a letra u: X a) c rtume , escap lir, man sear , sinsite b) esgelar, regrgitar, pleiro, entpir c) emblia, crtir, embtir, cringa d) rticária, staque, mcama, zar e) mchila, tableta, mela, beiro 11. (F. Londrina-PR) O jovem falava com muita e grande de gestos. a) expontaneidade, exuberância b) espontaneidade, exuberancia c) expontaniedade, exuberancia X d) espontaneidade, exuberância e) espontaniedade, exuberância 12. (F.Londrina-PR) A entre os membros do partido acabou provocando uma interna. a) discidência, cisão b) dissidência, cizão c) dissidência, cissão d) discidência, cizão X e) dissidência, cisão A de uma guerra nuclear provoca uma grande na humanidade e a deixa quanto ao futuro. a) espectativa, tensão, exitante b) espectativa, tenção, hesitante X c) expectativa, tensão, hesitante d) expectativa, tenção, hezitante e) espectativa, tenção, exitante 15. (UFV-MG) Observando a grafia das palavras destacadas nas frases abaixo, assinale a alternativa que apresenta erro. X a) Aquele hereje sempre põe empeci- lho porque é muito pretencioso. b) Uma falsa meiguice encobria-lhe a rigidez e a falta de compreensão. c) A obsessão é prejudicial ao discernimento. d) A hombridade de caráter eleva o homem. e) Eles quiseram fazer concessão para não ridicularizar o estrangeiro. 16. (UFF-RJ) Assinale, nas séries abaixo, aquela em que pelo menos uma palavra contém erro: a) capixaba, através, granjear b) enxergar, primazia, cansaço, majestade X c) flexa, topázio, pagé, desumano d) chuchu, Inês, dossel, gíria e) piche, Teresinha, classicismo, jeito 17. (ITA-SP) Examinando as palavras: viajens, gorgeta, maizena, chícara, constatamos que: a) atuou – fragrante – infringiu b) autuou – fragrante – infringiu c) atuou – fragrante – infligiu d) atuou – flagrante – inflingiu X e) autuou – flagrante – infringiu a) Apenas uma está escrita corretamente. b) Apenas duas estão escritas corretamente. c) Três estão escritas corretamente. d) Todas estão escritas corretamente. X e) Nenhuma está escrita corretamente. 87 8/15/08, 12:15 PM 13. (U.F. Santa Maria-RS) “O guarda em o motorista que as normas de trânsito.” GT-C3 (063-088)RO 14. (Fuvest-SP) Preencha os espaços com as palavras grafadas corretamente. Fonologia e ortografia b) metro, rapidez, nobel, vende, espontâneo, carbônico c) rosa, funil, avaro, régua, remédio, capítulo X d) talvez, melhor, reles, meteoro, bêbedo, coágulo 88 a) Ele invocou o argumento precedente. argumento anterior b) Ele invocou o argumento procedente. argumento que tem fundamento 19. (ESPM-SP) Preencha os espaços com sessão, seção ou cessão. “Durante a * parlamentar, uma * do partido do Governo manifestou-se contrária à * de terras a imigrantes do Japão.” sessão, seção, cessão 20. (FAAP-SP) Justifique a acentuação dos seguintes vocábulos: i tônico acompanhado de -s for- proparoxítona a) históricos c) país ma hiato com a vogal anterior paroxítona terb) índio minada em di- d) herói ditongo tônico e aberto ói tongo 21. (Acafe-SC) Assinale a alternativa incorreta: X a) Esôfago, órgão e afôito são pala- vras acentuadas graficamente. b) Bêbado, bálsamo e binóculo são proparoxítonas. c) Exausto, arroio e ofício são palavras trissílabas. d) Lei e lua apresentam ditongo e hiato, respectivamente. e) Caminho apresenta sete letras e seis fonemas. GT-C3 (063-088)RO 88 22. (Fuvest-SP) Assinale a alternativa em que o texto está acentuado corretamente. a) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgilia era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modêlo. X b) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modelo. c) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades solidas e finas, amoravel, elegante, austera, um modêlo. d) A principio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgilia era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um modelo. e) A princípio, metia-me grandes sustos. Achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas, amoravel, elegante, austera, um modelo. 8/15/08, 12:15 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonologia e ortografia 18. (Fuvest-SP) Explique a diferença de sentido entre: parte 03 03 Morfologia Capítulo 4 Estrutura e formação das palavras 90 Capítulo 5 Substantivo 112 Capítulo 6 Adjetivo 136 Capítulo 7 Artigo e numeral 160 Capítulo 8 Pronome 178 Capítulo 9 Verbo (I) 216 Capítulo 10 Verbo (II) 239 Capítulo 11 Advérbio 278 Capítulo 12 Palavras relacionais: preposição e conjunção Interjeição 295 GT-C4 (089-111)RO 89 8/15/08, 12:16 PM 90 Morfologia Capítulo 04 Estrutura e formação das palavras ESTRUTURA DAS PALAVRAS Leia a tira a seguir. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar, o horrível. In: Folha de S.Paulo, 13 fev. 2004. No texto, o quadrinista criou humor, ao explorar duas palavras que mantêm uma semelhança: lado e colaterais. Como Hagar sentia uma dor lateral, o médico tentou diagnosticá-la, relacionando-a aos efeitos colaterais do remédio. O jogo entre essas palavras ocorre devido à formação e ao significado de ambas. Quanto à formação, a locução de lado corresponde ao adjetivo lateral do qual se origina colateral, e que têm um elemento comum: a forma latina latus. Observe que, em relação ao significado, essas palavras referem-se a posições marginais que cercam o meio ou o centro de algo. Por extensão, os efeitos colaterais de um remédio correspondem aos efeitos que aparecem ao lado ou junto (co + laterais) àqueles desejados. Portanto, o conhecimento dos elementos formadores de palavras ou dos morfemas favorece a compreensão do texto. A seguir, vamos tratar mais detalhadamente desses elementos que constituem as palavras. Conceituação A palavra apresenta em sua estrutura diferentes elementos. As unidades significativas formadoras das palavras chamam-se morfemas ou elementos mórficos (do grego morphé: forma). Cada um desses GT-C4 (089-111)RO 90 8/15/08, 12:16 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização Morfemas são as unidades mínimas significativas da palavra. © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Concluindo, as palavras podem apresentar em sua estrutura os seguintes elementos mórficos: radical, afixo, desinência, vogal temática, vogal e consoante de ligação. Vejamos caso por caso. Radical Constitui o elemento estrutural básico da palavra, que expressa seu significado e não apresenta variação. Exemplos: lat-eral lat-eralidade co-lat-eral O radical dessas palavras está destacado. As palavras que têm um morfema comum ou um mesmo radical formador de uma mesma família chamam-se palavras cognatas. Exemplos: vidr-o vidr-aça vidr-aceiro en-vidr-açar Há palavras que apresentam somente o radical. Exemplos: sol voz gol sabor Afixo É o elemento que se junta ao radical e forma uma nova palavra com significado diferente. Como vimos em colateral, houve o acréscimo do morfema co, que significa junto, concomitante; e também do morfema al, cuja ideia é de relação. O afixo anexado antes do radical chama-se prefixo; quando colocado depois do radical, é chamado de sufixo. O sufixo pode mudar a classe gramatical a que originalmente pertence o radical. Veja mais estes exemplos: des-povoado flor-ista prefixo sufixo re-avalia-ção prefixo sufixo simples-mente sufixo: mudança de classe gramatical Desinência Esse morfema, que indica as flexões dos nomes e dos verbos, sempre aparece no final das palavras variáveis, ou seja, que variam na forma (por exemplo, verbos, substantivos, etc.). As desinências nominais caracterizam GT-C4 (089-111)RO 91 8/15/08, 12:16 PM Morfologia 91 elementos de composição mínima e indivisível fornece um significado à palavra formada. Se voltarmos à palavra colateral e nos detivermos no morfema co, percebemos que o morfema mudou o significado da palavra, assim como acontece nas palavras co-seno, co-tangente e cooperar. 92 as variações dos substantivos, adjetivos e certos pronomes quanto ao gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Observe: médic-o-s filh-a-s desinência de gênero desinência de gênero radical desinência de número desinência de número As desinências verbais indicam as variações dos verbos, que são de: pessoa (primeira, segunda e terceira); número (singular e plural); tempo (presente, passado e futuro); modo (indicativo, subjuntivo e imperativo). Veja: pens-a-re-mos desinência modo-temporal (futuro do presente do indicativo) radical desinência número-pessoal (1a pessoa do plural) Vogal temática Tem a função de ligar o radical às desinências, além de formar algumas classes de palavras. A vogal temática pode ser nominal ou verbal. A verbal indica a conjugação do verbo: primeira conjugação (vogal a), segunda conjugação (vogal e) e terceira conjugação (vogal i ). Observe: brinc-a-m radical vogal temática (1a conjugação verbal) dev-e-ria desinência número-pessoal (3a pessoa do plural) radical vogal temática (2a conjugação verbal) desinência modo-temporal (futuro do pretérito do indicativo) fug-i-sse radical vogal temática (3a conjugação verbal) desinência modo-temporal (imperfeito do subjuntivo) Vogais temáticas nominais são as vogais átonas finais -a, -e, -o que, unidas a radicais nominais (paroxítonos ou proparoxítonos), se referem a um substantivo ou adjetivo. Veja os exemplos: livr-o radical atraent-e-s vogal temática nominal radical GT-C4 (089-111)RO desinência de número pianist-a-s períci-a radical vogal temática nominal vogal temática nominal 92 radical vogal temática nominal desinência de número 8/15/08, 12:16 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia radical 93 A vogal temática nominal não indica o gênero gramatical, pois pode ocorrer tanto em palavras de gênero masculino, como de feminino. Exemplos: o poeta; a corte. conta cont-a-s radical vogal desinência temática tema assisti assist-i-am radical vogal temática Morfologia • Atenção A união do radical com a vogal temática é chamada de tema. Exemplos: desinência tema © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A vogal temática nem sempre aparece, por isso existem palavras atemáticas. Se não houver vogal temática, o tema e o radical são iguais. Exemplos: avis-ei radical ou tema corr-ias desinência radical ou tema dirij-o desinência radical ou tema desinência Vogal e consoante de ligação São elementos que unem determinados radicais a certos sufixos, para facilitar ou ainda possibilitar a leitura de determinada palavra. Não representam morfemas, já que não têm nenhum significado. Veja os exemplos: flor-i-cultura radical vogal de ligação sufixo pau-l-ada radical gas-ô-metro radical vogal de ligação sufixo consoante de ligação sufixo trico-t-ar radical consoante de ligação sufixo FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Contextualização Leia os quadrinhos. GARFIELD 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis DAVIS, Jim. Garfield. In: Folha de S.Paulo, 11 nov. 2004. GT-C4 (089-111)RO 93 8/15/08, 12:16 PM 94 O personagem Garfield é famoso por sua constante preguiça, por isso quase sempre ele está dormindo. 1. No Observe os dois primeiros quadrinhos e relacione-os, explicando o que ocorre. primeiro quadrinho, Garfield percebe que somente seus pés adormeceram; por isso são os pés que começam Morfologia a sonhar, no segundo quadrinho, quando então imaginam que estão andando. 2. No terceiro quadrinho, Garfield continua deitado. Por que ele pensa que seus pés estão sonhantes? Os pés estão andando, e isso não acontece normalmente, porque Garfield dorme a maior parte do tempo. 3. Que recurso o quadrinista usou para nos sugerir essas ideias? Houve maior exploração da linguagem visual, com o emprego do balão de pensamento, que mostra ora Garfield a pensar, ora os pés. 4. A conclusão de Garfield, no último quadrinho, confirma que seus pés Pessoal. Conceituação Muitas vezes as palavras existentes não expressam integralmente os sentimentos ou as ideias, por isso são criados novos vocábulos. Observe que o quadrinista criou uma palavra mais expressiva, no terceiro quadrinho; o adjetivo sonhante, que se forma como dormente. Sonhante origina-se do verbo sonhar e recebe o sufixo -nte. A necessidade de comunicação gera situações como essa da tira; por isso, existem dois processos básicos de formação de palavras, chamados derivação e composição. Derivação Contextualização Leia o trecho do poema a seguir. CASO PLUVIOSO [...] Não me chovas, maria, mais que o justo chuvisco de um momento, apenas susto. Não me inundes de teu líquido plasma, não sejas tão aquático fantasma! Eu lhe dizia — em vão — pois que maria quanto mais eu rogava, mais chovia. E chuveirando atroz em meu caminho, o deixava banhado em triste vinho. [...] ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002. GT-C4 (089-111)RO 94 8/15/08, 12:17 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sonham o impossível — fazê-lo andar. Você já se sentiu sonhando com o improvável? Esclareça sua resposta. a maria pode representar qualquer mulher (no poema, maria é um substantivo comum) que foi amada e, depois, abandonada. Há um sentido genérico ou universal no emprego desse nome. © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) Nos versos iniciais do poema, o eu lírico pede a uma mulher para que não “chova” tanto. Observe a linguagem figurada do texto, antes de responder às questões. Na sua opinião, quem seria essa mulher que talvez a mulher amada que chora pelo susto ou dor da o eu lírico chama de Maria? Sugestão: separação, já que se trata de um caso pluvioso. b) No texto, o nome da mulher é escrito em letra minúscula. Por quê? a c) Na 1a estrofe, por que o eu lírico roga à mulher que não chore? b d) Na 2a estrofe, o eu lírico passa a suplicar à mulher. Por quê? c e) Como termina esse caso pluvioso, apesar dos apelos do eu lírico? d f) No texto, o poeta explorou várias palavras relacionadas a coisas líquidas. Identifique-as e explique por quê. e g) Que palavras dentre essas mencionadas na questão anterior têm o mesmo radical? Identifique-o. Chuvisco e chuveirando (radical chuv). c O choro contínuo dela o incomoda, por isso o eu lírico não quer sentir o líquido denso (líquido plasma) de suas lágrimas, agora mais intensas; e nem vê-la pálida como uma sombra. Observe que as palavras chuvisco (diminutivo) e chuveirando originam-se do substantivo chuva e são formadas com o acréscimo de sufixos -isco e -ndo. São, portanto, palavras derivadas, e caracterizam a formação de pamulher chora tão copiosamente que suas lágrimas parecem se converter em lavras por derivação. d Asangue e permanecem ao longo da vida do eu lírico, tornando-o infeliz (triste vinho). e Há o emprego de palavras como: pluvioso, chovas, chuvisco, inundes, líquido plasma, aquático, chuveirando, banhado, vinho. Sugestão: ele quer enfatizar e sugerir a ideia do quanto Maria chorava, ou seja, o volume líquido de suas lágrimas. Conceituação Veja ainda estes exemplos: água — aguaceiro; aquático; desaguar; desaguadouro vinho — vinhedo; vinhateiro; vinhoso; vinheiro Como você observou, novas palavras são formadas pelo processo de derivação, com o acréscimo de sufixos (aguaceiro), de prefixos (desaguar) ou de prefixos e sufixos (desaguadouro). Formação de palavras é o conjunto de processos da Morfossintaxe que permitem a criação de vocábulos novos com base em radicais. Ocorre derivação quando se forma uma nova palavra (derivada), a partir de uma palavra primitiva, com o acréscimo de prefixo e/ou sufixo. Esses afixos muitas vezes modificam o significado da palavra e também a classe gramatical. Derivação prefixal ou prefixação Acrescenta-se um prefixo a um radical ou a uma palavra primitiva, cujo sentido se altera. incapaz prefixo GT-C4 (089-111)RO antebraço prefixo 95 reeditar prefixo vice-diretor premeditar prefixo prefixo 8/15/08, 12:17 PM 95 Morfologia b Segundo o eu lírico, o motivo pelo qual ela chora (chove) merece apenas um chuvisco (poucas lágrimas), não é grave, pois foi somente um susto. 96 Derivação sufixal ou sufixação furioso pescador fechadura róseo sufixo sufixo sufixo sufixo febril corrigível sufixo sufixo Derivação parassintética ou parassíntese Resulta do acréscimo simultâneo de um prefixo e de um sufixo a um mesmo radical ou à palavra primitiva. Em geral, as palavras parassintéticas originam-se de substantivos ou de adjetivos e formam nomes e, sobretudo, verbos. É importante destacar que, por meio desse processo, se for retirado o prefixo ou o sufixo, não restará uma palavra com sentido completo. Veja: acariciar prefixo ensaboar sufixo prefixo amadurecer sufixo prefixo sufixo esfriar prefixo sufixo Derivação prefixal e sufixal Acrescenta-se um prefixo e um sufixo a um mesmo radical em sequência, ou seja, os afixos não são anexados ao mesmo tempo. Mesmo que não haja o prefixo ou o sufixo, a palavra já apresenta um sentido completo. obediência desobediência prefixo sufixo dispensável indispensável prefixo sufixo posição reposição prefixo sufixo igualdade desigualdade prefixo sufixo Derivação regressiva Suprime-se a parte final de uma palavra primitiva e, por meio dessa redução, obtém-se uma palavra derivada. Formam-se principalmente substantivos a partir de verbos, em geral da primeira e da segunda conjugações. Por essa razão, esses substantivos são chamados deverbais e expressam sempre o nome de uma ação. Faz-se a substituição da desinência verbal por uma das vogais temáticas nominais -a, -e ou -o. perder — perda (derivada) cortar — corte (derivada) apelar — apelo (derivada) censurar — censura (derivada) alcançar — alcance (derivada) afagar — afago (derivada) Há casos em que é o verbo que se forma a partir do substantivo, quando esse substantivo representa objeto ou substância e não exprime ação. Portanto, o verbo constitui a palavra derivada, e o substantivo é a palavra primitiva. Veja: planta — plantar (derivada) perfume — perfumar (derivada) alimento — alimentar (derivada) GT-C4 (089-111)RO 96 8/15/08, 12:17 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Acrescenta-se um sufixo ao radical ou a uma palavra primitiva, que pode mudar de significado ou de classe gramatical. 97 Derivação imprópria Mudança de classe gramatical, sem que haja modificação em sua forma. Observe: (a justiça) Morfologia (A sabedoria) O sábio e o justo nem sempre se veem lado a lado. adjetivos com função de substantivos O Brasil precisa de mais escolas-modelo. substantivo com função de adjetivo Com o tempo o viver trouxe-lhe experiências. verbo com função de substantivo (seriamente) Após entrar na sala, o juiz leu sério a sentença do réu. adjetivo com função de advérbio Composição Contextualização Leia a charge. ANGELI © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. (a vida) ANGELI. Folha de S.Paulo, 9 jul. 2004. GT-C4 (089-111)RO 97 8/15/08, 12:17 PM Morfologia 98 a A cena se passa no convés de um luxuoso navio de turismo, onde há pessoas de elevado padrão econômico desfrutando a vida e falando dos pobres que estão muito longe. Com essa imagem, o chargista ressalta a extrema desigualdade entre as classes sociais no Brasil. a) Descreva o ambiente e as personagens do texto e comente a intenção do chargista ao caracterizá-las. a b) Relacione o título da charge às ideias desenvolvidas no texto, observando o sentido das palavras. b A palavra distância é empregada com um sentido duseparação de classes sociais caracterizada pela c) Como o chargista enfatiza sua sátira social? plo: distância física e divisão pelo poder econômico. d) Na charge, os ricos estão cercados por guarda-costas, que também pode significar embarcação destinada a defender as águas costeiras. Associe esse fato às palavras da personagem e exponha suas ideias sobre as consequências da disparidade social em nosso país. Pessoal. b O chargista refere-se não só à distância física entre as classes sociais, ao retratar os ricos num navio, mas principalmente à enorme distância entre elas quanto ao poder aquisitivo ou econômico. Observe na charge a palavra guarda-costas. Na sua composição, notam-se duas palavras (verbo + substantivo) que se unem para formar uma palavra composta com nova significação. A formação de guarda-costas não se originou de sufixação ou prefixação, mas sim pela justaposição de dois outros vocábulos. Ocorre composição quando se unem duas ou mais palavras ou radicais, para a formação de uma palavra composta, com nova significação. Composição por justaposição As palavras ou radicais se unem sem nenhuma alteração fonética ou gráfica, ou seja, conservam a mesma pronúncia e escrita, sendo ligados, ou não, por hífen. Veja alguns exemplos: passatempo bumba-meu-boi quinta-feira girassol sempre-viva tique-taque Composição por aglutinação As palavras ou radicais fundem-se e ocorre a perda ou a alteração fonológica na sua forma ou fonética. Observe as modificações nos vocábulos a seguir: planalto (plano + alto) embora (em + boa + hora) vinagre (vinho + acre) fidalgo (filho + de + algo) A composição ocorre também com o uso de radicais que não têm sentido independente na língua, geralmente radicais gregos e latinos. As palavras assim formadas chamam-se compostos eruditos. Exemplos: agricultura alviverde democracia telefone pedagogia Dentre os componentes eruditos, há os helenismos (radicais gregos) e os latinismos (radicais latinos), que são considerados, por conveniência, compostos por aglutinação. Exemplos: do grego: demagogo — hemisfério GT-C4 (089-111)RO 98 do latim: ovíparo — ambidestro 8/15/08, 12:17 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação 99 Outros processos de formação das palavras Leia a tira. O MENINO MALUQUINHO © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ZIRALDO Ziraldo ZIRALDO, Menino Maluquinho. In: Jornal do Brasil, 4 maio 2004. O fato de o grupo de alunos brasileiros ser confundido com americanos representa uma ironia do autor, que critica o uso excessivo de estrangeirismos, principalmente da língua inglesa, em nosso país. a) No texto, a senhora que recepciona a professora e os alunos no museu comete um equívoco. Comente a crítica do quadrinista, baseando-se nesse fato, na fala e na reação das personagens. b) Releia os empréstimos linguísticos empregados no segundo quadrinho. Que estrangeirismos de uso mais frequente você conhece, e qual a sua opinião sobre a invasão de termos estrangeiros em nossa língua? Pessoal. Espera-se que o aluno perceba que há certos estrangeirismos já incorporados ao português devido ao uso e que deve haver um bom senso na hora de empregá-los, principalmente se já houver um termo similar em vernáculo. Entre os outros processos de formação de palavras estão os estrangeirismos, os hibridismos, as abreviaturas, as onomatopeias, os neologismos, as siglas e as palavras-valise. A seguir, veremos cada um deles. Estrangeirismos (empréstimos linguísticos) Na tira do Menino Maluquinho, ocorrem dois exemplos de estrangeirismos: yes e come on. Atualmente o inglês norte-americano é a maior fonte de empréstimos em nossa língua. Muitas vezes ocorre um aportuguesamento gráfico fonológico das palavras estrangeiras que se incorporam ao idioma, como em xampu, futebol, abajur, boate. Há casos em que as palavras não se alteram e devem ser escritas com algum destaque (geralmente itálico): show, shopping, air-bag, workaholic, check-out. Os empréstimos linguísticos devem ocorrer apenas quando necessário; portanto é inaceitável usá-los em excesso. Estrangeirismos são os empréstimos linguísticos provenientes de línguas estrangeiras em diferentes épocas. GT-C4 (089-111)RO 99 8/15/08, 12:17 PM Morfologia Contextualização 100 Hibridismo “Um grande automóvel não precisa necessariamente ser um automóvel grande”. A palavra automóvel é composta por dois elementos de origens diferentes: auto, que vem do grego, e móvel, do latim. Veja esses outros exemplos: surfista (inglês e grego) reportagem (inglês e latim) sociologia (latim e grego) sambódromo (quimbundo ou umbundo e grego) O hibridismo ocorre quando há a combinação ou a união de palavras em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. Abreviação ou redução vocabular 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS O MUNDO DE TINA O Mundo de Tina. Intercontinental Press. O termo metrô que aparece neste quadrinho é uma abreviação para metropolitano. O fenômeno da abreviação ou redução vocabular é muito comum na língua oral, e mesmo na escrita, por ser mais fácil e rápido. É uma maneira de economizar tempo. Leia mais estes exemplos: psico (por psicologia) pneu (por pneumático) pornô (por pornográfico) otorrino (por otorrinolaringologista) moto (por motocicleta) A abreviação resulta da eliminação de um segmento da palavra para se obter uma forma mais curta, que tem o mesmo significado da palavra original. GT-C4 (089-111)RO 100 8/15/08, 12:17 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Leia o seguinte texto, adaptado de uma propaganda: 101 A forma reduzida é empregada principalmente na linguagem coloquial para expressar certos sentimentos como preconceito, carinho ou desprezo. Veja o exemplo: Morfologia É muita neura para uma pessoa só! máxi (por maxidesvalorização) ex (por ex-esposa, ex-marido, ex-namorada) vídeo (por videocassete ou videolocadora) micro (por microcomputador) Onomatopeia Leia a história em quadrinhos. POPEYE Brad Sagendorf 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Na frase, neura é uma forma abreviada de neurose, e tem um sentido pejorativo. Usa-se também hoje um prefixo ou um elemento de uma palavra composta em substituição ao termo completo. Nesse último caso, a forma abreviada deve estar num contexto, para compreensão do significado. Exemplos: Popeye. Intercontinental Press. As histórias em quadrinhos costumam reproduzir os sons da natureza, dos animais, de barulhos como máquinas de datilografia, de lavar roupa, etc. Nesse exemplo, splsh caracteriza o som de Dudu caindo na água. Quando uma nova palavra é criada a partir da reprodução destes sons, tem-se uma onomatopeia. Exemplos: pingue-pongue arrulhar zabumba bangue-bangue cacarejar cricrilar Onomatopeia é a imitação de sons, ruídos e vozes de animais que são reproduzidos pela formação de uma palavra nova. GT-C4 (089-111)RO 101 8/15/08, 12:17 PM 102 Neologismo PICKLES Morfologia 2005 WASHINGTON POST/ INTERCONTINENTAL PRESS B. Crane Você já deve ter percebido que bip é uma onomatopeia, pois reproduz o barulho do aparelho. Como você classificaria bipado, que aparece na tira acima? É um termo inventado, derivado de bip, certo? Termos de recente criação na língua, sejam eles de conhecimento geral ou utilizados em particular por algum escritor, são considerados neologismos. Exemplos de palavras recém-criadas: internauta, deletar. Neologismos são palavras criadas recentemente ou usadas com um novo significado, para atender às necessidades de expressão dos usuários da língua. Chama-se neologismo semântico a palavra alterada apenas no seu sentido: marginal (malfeitor ou rua), tira (policial ou HQ), figura (gravura ou pessoa estranha). Siglonimização Finalmente, o Brasil deixa de recorrer ao FMI para refinanciar sua dívida. Manchetes parecidas com esta ocuparam as primeiras páginas de grandes jornais do país no último ano. Observe que a palavra destacada, sigla para Fundo Monetário Internacional, é extremamente familiar a nós, brasileiros, e há muito faz parte de nosso vocabulário cotidiano. A exemplo da abreviação vocabular, o processo de formação de siglas (siglonimização) está cada vez mais generalizado. Você certamente é capaz de lembrar inúmeros exemplos de siglas. Observe: IOF - Imposto sobre Operações Financeiras CPF - Cadastro de Pessoas Físicas PT - Partido dos Trabalhadores GT-C4 (089-111)RO 102 8/15/08, 12:17 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. WRITERS GROUP. Pickles. Intercontinental Press. 103 Muitas vezes, as siglas passam a integrar o vocabulário, são flexionadas e formam novas palavras. Exemplo: As siglas resultam da combinação das letras iniciais das palavras que formam um nome. CHICO MAX © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Palavra-valise Na capa deste livro um termo chama a atenção: showrnalismo. Trata-se de um acoplamento formado por show e jornalismo, cujo significado é exatamente o subtítulo do livro, “a notícia como espetáculo”. Se você reparar bem, a palavra jornalismo , embutida nesta nova palavra, leva-nos a pensar na sua deturpação pelo espetáculo ou sensacionalismo. Disponível em: <http://www.livrariacultura.com.br>. Acesso em: 6 abr. 2005. Observe mais estes exemplos: portunhol (português e espanhol) showmício (show e comício) bebemorar (beber e comemorar) Flaflu (Flamengo e Fluminense) A palavra-valise é formada tanto na linguagem coloquial, como no padrão culto, pela fusão de duas palavras; no processo, ao menos uma sofre truncamento. Consulte no Apêndice, ao final do livro, a relação dos principais radicais, prefixos e sufixos gregos e latinos. GT-C4 (089-111)RO 103 8/15/08, 12:17 PM Morfologia petistas — membros do Partido dos Trabalhadores 104 Aplicação 1 Leia os quadrinhos. Adão Iturrusgarai ITURRUSGARAI, Adão. Aline. In: Folha de S.Paulo, 11 out. 2004. a O autor aponta que o hábito de se submeter a uma cirurgia plástica tornou-se primordialmente uma questão de estética para satisfazer o ego, e não mais uma intervenção médica necessária. Disso decorre que algumas pessoas acabam não se reconhecendo mais. a) Explique por que a personagem continua aborrecida, mesmo deAs inúmeras plásticas modificaram-na de tal forma que a personapois de tantas plásticas. gem sentiu-se outra pessoa, estranha e desconhecida. b) Interprete a crítica feita pelo quadrinista no texto. a c) Observe o emprego das palavras pessoal e impessoal no texto. Identifique o sentido do prefixo e dê exemplos parecidos. Os prefixos -im e -in expressam oposição, como em insatisfeito, incompleto, impermeável. 2 Identifique a alternativa em que se destacou o radical de forma incorreta. a) governador, liberdade, inamovível, descansar b) dissonância, discorrer, emigrar, subterrâneo X c) transformação, impedimento, irregular, predestinado d) anoitecer, hipertensão, desesperança, retroceder 3 Destaque das seguintes palavras os elementos indicados nos parênteses. a) estabelecesse (desinência modo-temporal) -sse b) garotas (desinência nominal) -as c) auxílio (vogal temática) -o d) tecnocracia (vogal de ligação) -o e) juízes (desinência de número) -s f) irrealidade (sufixo) -dade g) tricotar (consoante de ligação) -t h) mexeram (tema) mexe 4 Identifique os prefixos e o significado das palavras a seguir. a) retrovisor retro; visor traseiro d) intrapulmonar intra; no interior do pulmão b) pré-história pré; história anterior e) ilegítimo i; que não é verdadeiro c) supersensível super; extremamente sensível GT-C4 (089-111)RO 104 8/15/08, 12:18 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ADÃO ITURRUSGARAI/FOLHA IMAGEM Morfologia ALINE a super- (prefixo), sens- (radical e tema), i- (vogal de ligação), vel (sufixo) b es- (prefixo), clar- (radical), ec- (sufixo), i- (vogal de ligação), mento (sufixo) c in- (prefixo), quiet- (radical), a- (vogal temática), quieta- (tema), r (desinência modo-temporal) 105 d re- (prefixo), lembr- (radical), lembra- (tema), a- (vogal temática), ndo (desinência modo-temporal) -ite: inflamação Morfologia 5 Dê o sentido dos sufixos das palavras a seguir: livraria, sorveteria e) -ume: azedume, negrume a) -aria, -eria; ramo de negócio ou estabelecimento quantidade, intensidade b) -ário; secretário, operário f) crueldade, fragilidade profissão, ofício ou atividade -dade: qualidade c) vinhedo, arvoredo g) esperança, constância -edo; sentido coletivo -ança, -ância: ação e estado d) bronquite, gastrite h) socialismo, budismo -ismo: doutrina e sistema religioso 6 Separe e classifique os elementos mórficos das seguintes palavras: d) relembrando d a) supersensível a b) esclarecimento b e) desmatassem e c) inquietar c f) cafeteria f e des- (prefixo), mat- (radical), a- (vogal temática), mata- (tema), sse- (desinência modo-temporal), m (desinência número-pessoal) 7 Identifique o radical e derive palavras dos seguintes vocábulos: c) veste i e) capital k a) escrever g l Radical: poss; possível, possibilidade, impossível, b) flor h d) doce j f) posse l g Radical: escrev; escrita, escritor, escriturário, escritura, reescrever, descrever, inscrever apossar, possessão h Radical: flor; florista, floricultura, florescer, florescimento i Radical: vest; vestir, vestiário, vestido, vestimenta, revestimento j Radical: doc; doçura, docemente, adoçar, adoçante, adocicado k Radical: capital; capitalizar, capitalista, descapitalizar, ALINE Adão Iturrusgarai capitalização, capitalismo, capitalizador 8 Leia a tira a seguir. ADÃO ITURRUSGARAI © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. f café- (radical), t- (consoante de ligação), eria (sufixo) ITURRUSGARAI, Adão. Aline. In: Folha de S.Paulo, 31 dez. 2003. a) Aline queixa-se por ficar em casa no réveillon, enquanto os amigos se divertem na praia. Explique como o quadrinista produziu Aline não imaginava que seu réveillon seria muito mais desinhumor a partir desse fato. teressante ou sem graça do que o esperado. b) Identifique o processo de formação das seguintes palavras do texto: deprimente, réveillon, champagne e cervas. Deprimente => derivação sufixal; réveillon => estrangeirismo; champagne => estrangeirismo; cervas => abreviação ou redução (de cervejas). 9 Identifique a sequência em que se classificou uma palavra, quanto ao processo de formação, de forma errada. a) desvalorização, indesatável, reintegração, desobediência (derivação prefixal e sufixal) X b) refluxo, irreal, reitoria, desumano, incômodo, semivogal (derivação prefixal) c) penugem, estomatite, mulherio, cigarreira, cajueiro (derivação sufixal) d) apavorar, espreguiçar, apregoar, expropriar, enrijecer (derivação parassintética) e) resgate, toque, apelo, censura, debate, busca, alcance (derivação regressiva) GT-C4 (089-111)RO 105 8/15/08, 12:18 PM 106 10 Identifique, em cada sequência, a palavra cujo processo de formação está indicado nos parênteses. a) indisposição, lobisomem, empalidecer, sustento (composição por aglutinação) lobisomem 11 Leia a tira. AS COBRAS FIG. 4-12 ARTE: Inserir a HQ de As cobras, de Verissimo, que começa com "É Queromeu, o corrupião corrupto!". LUIS FERNANDO VERISSIMO Verissimo VERISSIMO, Luis Fernando. In: Jornal do Brasil, 4 maio 2004. a) No texto, as cobras não entendem a explicação de Queromeu para profile significa ficar afastado o seu sumiço. O que quer dizer low profile na tira? Low ou na moita, até tudo se resolver. b) Há palavras no texto que apresentam formações variadas. Identifique os processos de formação de: Queromeu, desaparecido, low Queromeu => composição por justaposição profile e moita. desaparecido => derivação prefixal e sufixal ANGELI 12 Veja a charge de Angeli. GT-C4 (089-111)RO low profile => estrangeirismo moita => neologismo a) Na charge, um empregado chega para trabalhar e tem uma desagradável surpresa. Identifique o processo de formação das seguintes palavras do texto: desemprego shopping center derivação prefixal estrangeirismo b) A partir da palavra desemprego crie outra da mesma família pelo processo de: derivação prefixal e sufixal desempregar empreguismo, empregador, derivação sufixal empregável, empreguista derivação prefixal subemprego ANGELI, In: Folha de S.Paulo, 24 jan. 2004. derivação regressiva emprego 106 8/15/08, 12:18 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia b) subalimentado, pirataria, telefone, passatempo (composto erudito) telefone c) boquiaberto, cacarejar, Aids, confa, teens, povoado (onomatopeia) cacarejar d) xampu, aportuguesar, beatice, encontro, neura (derivação regressiva) encontro e) fruta-do-conde, good-bye, vídeo, aéreo, esfriar (estrangeirismo) good-bye f) FGTS, comuna, plaft-plaft, pedagogia, auto (siglonimização) FGTS g) amor-perfeito, endireitar, o cuidar, afago, recuo (derivação imprópria) o cuidar h) abajur, perda, portunhol, pontiagudo, para-raios (palavra-valise) portunhol i) teco-teco, quiromancia, o incrível, televisão, choro (hibridismo) televisão 107 RESUMO Estrutura das palavras • morfema: unidade mínima significativa da palavra: pedregulho. • radical: elemento estrutural básico da palavra, que expressa significado e não apresenta variação: sonho, sonhador. • afixo: elemento que se junta ao radical e forma nova palavra. © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • • • • • prefixo (afixo antes do radical): desfeito. • sufixo (afixo depois do radical): queijeira. desinência: morfema que indica as flexões dos nomes (desinência nominal) e dos verbos (desinência verbal): menino, lemos. vogal temática: morfema que liga o radical às desinências. • verbal (indica a conjugação verbal): salvar, receber, sair. • nominal (vogais átonas finais -a, -e, -o, que ocorrem em paroxítonos e proparoxítonos e referem-se a um substantivo ou adjetivo): muro, carícia, dentista. tema: radical + vogal temática: levantas, comeste. vogais e consoantes de ligação: elementos mórficos que unem radicais a certos sufixos para facilitar a leitura: frutí fero, paul ada. Formação das palavras DERIVAÇÃO • prefixal: acréscimo de prefixo: rever. • sufixal: acréscimo de sufixo: sociável. • parassintética: acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo: envelhecer. • prefixal e sufixal: acréscimo não simultâneo de prefixo e sufixo: desrespeitoso. • regressiva: substituição da desinência verbal por uma das vogais temáticas nominais: -a, -e ou -o: contar - conta. • imprópria: mudança de classe gramatical, sem que haja modificação em sua forma: o falar. COMPOSIÇÃO • por justaposição: união de palavras ou radicais sem nenhuma alteração fonética ou gráfica: arranha-céu, vaivém. • por aglutinação: fusão de palavras ou radicais, com alterações em sua estrutura: planalto (plano alto), aguardente (água ardente). • compostos eruditos: união de radicais gregos ou latinos: psicologia, micróbio. GT-C4 (089-111)RO 107 8/15/08, 12:18 PM Morfologia 108 OUTROS PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS • Estrangeirismos: empréstimo linguístico originário de línguas estrangeiras: Morfologia fast-food, delivery, abajur. • Hibridismo: combinação ou união de palavras em cuja formação entram elementos de línguas diferentes: burocracia, televisão. • Abreviação ou redução vocabular: abreviação da palavra: cine, moto, analfa, metrô, neura. • Onomatopeia: palavra que reproduz ruídos, sons e vozes: bangue-bangue, tlintlim, bum, psiu. significado, para atender às necessidades de expressão dos usuários da língua: deletar, de-comer. • Siglonimização: combinação das letras iniciais das palavras que formam um nome: INSS, USP. • Palavra-valise: fusão de duas palavras, sendo que uma delas sofre truncamento: portunhol, bebemorar. GT-C4 (089-111)RO 108 8/15/08, 12:18 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Neologismo: palavra cuja criação é recente ou usada com um novo 109 © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (Unifesp) Pneumotórax, palavra que dá título ao famoso poema de Manuel Bandeira, é vocábulo constituído de dois radicais gregos (pneum[o]+ -tórax). Significa o procedimento médico que consiste na introdução de ar na cavidade pleural, como forma de tratamento de moléstias pulmonares, particularmente a tuberculose. Tal enfermidade é referida no diálogo entre médico e paciente, quando o primeiro explica a seu cliente que ele tem “uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado”. Esta última palavra é formada com base em um radical: filtro. Quanto à formação vocabular, o título do poema e o vocábulo infiltrado são constituídos, respectivamente, por: X a) composição e derivação prefixal e sufixal b) derivação prefixal e sufixal e composição c) composição por hibridismo e composição prefixal e sufixal d) simples flexão e derivação prefixal e sufixal e) simples derivação e composição sufixal e prefixal 2. (CEAP-AP) Em qual dos fragmentos abaixo a palavra destacada construiu-se por derivação parassintética? a) “Educar aquela filharada era tarefa cara e difícil.” X b) “Ao fim da pelada, foi procurá-los e não se lembrou onde os havia enterrado...” c) “Voltou descalço para casa e levou um daqueles pitos inesquecíveis.” d) “Ali negócios eram fechados, desocupados discutiam política...” e) “Exceto na de um, e justo aquele que todos diziam ser o mais inteligente.” GT-C4 (089-111)RO 109 3. (CEAP-AP) Identifique a alternativa em que a forma verbal corresponde à estrutura: radical + vogal temática + desinência modo-temporal + desinência número-pessoal. a) admira b) esquecendo c) modulava d) conformou X e) juntavam 4. (UEPB) O texto a seguir foi extraído da capa da revista Veja de 12 de outubro de 1995. “O micreiro de 13 bilhões de dólares. Aos 39 anos, o gênio dos computadores Bill Gates vira o homem mais rico do mundo.” Nele, há um neologismo que se caracteriza por ser: a) derivação imprópria X b) derivação sufixal c) derivação prefixal e sufixal d) parassíntese e) processo de composição por justaposição 5. (Fuvest-SP) Identifique a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir, predestinado, propor b) irregular, amoral, demover c) remeter, conter, antegozar d) irrestrito, antípoda, prever X e) dever, deter, antever 6. (UFPI) Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu, a vagar, taciturno, entre o talvez e o se. (...) (“Legado”, Carlos Drummond de Andrade) As palavras talvez e se são formadas por: a) derivação sufixal b) derivação prefixal c) derivação parassintética X d) derivação imprópria e) composição 8/15/08, 12:18 PM Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES 7. (UFCE) Empregando o sufixo -mente, substitua as expressões destacadas por uma só palavra cujo sentido seja equivalente ao da expressão substituída. a) Pouco a pouco, o poeta aprenderia paulaa partir sem medo. gradualmente, tinamente b) Sem dúvida alguma, a Lua nova é mais alegre que a cheia. indubitavelmente c) Ele ganhou um novo quarto e a aurora, ao mesmo tempo. concomitantemente, simultaneamente d) Passou dez anos, sem interrupção, com a janela virada para o pátio. ininterruptamente e) O poeta, por exceção, prefere a Lua nova. excepcionalmente 8. (Unifenas-MG) Assinale a alternativa que contém a correspondência correta entre o composto de origem grega e o seu significado. a) anarquia = falta de cabeça b) aristocracia = governo dos plebeus c) teocracia = governo de religiosos X d) oligarquia = governo de um pequeno grupo e) plutocracia = governo exercido por estrangeiros 9. (UFSCar-SP) A revista Veja, referindo-se aos empresários brasileiros, na edição 2/10/2002, às vésperas das eleições, utilizou o seguinte título para uma matéria: “Eles lularam na reta final.” Tomando como referência o contexto das eleições, responda: a) Qual o significado da forma verbal lularam? Significa "passaram a apoiar Lula". b) Do ponto de vista gramatical, por meio de que recurso o verbo da frase foi criado? Derivação sufixal: lula + ar = lular. 10. (UFPE) Quanto à formação de palavras: a) Preconceito é formação parassintética. X b) Pluralismo e fragilidade são formações sufixais. c) Incontroverso, individual e interna são formadas com o prefixo latino in-, com sentido de negação. GT-C4 (089-111)RO 110 d) Ampliação, repetência, preparação e cidadania são substantivos formados a partir de formas verbais. e) Em fragilizar, modernizar e democratizar o sufixo -izar forma verbos a partir de adjetivos. 11. (FAAP-SP) Considere o critério abaixo: I. derivação por prefixação II. derivação por sufixação III. composição por aglutinação IV. derivação imprópria V. parassíntese Identifique a opção que indica corretamente o processo de formação das palavras: cinzento, irregular, boquiaberto, acertar, o alto. a) I - II - III - IV - V X b) II - I - III - V - IV c) II - V - IV - III - I d) V - III - IV - II - I e) III - I - II - V - IV 12. (UFGO) Encontra-se escrito, em um dos muros de Goiânia, o seguinte gráfico: “I love you como ninguém loveu”. Da forma como está grafado, o termo loveu não pertence à estrutura da língua inglesa nem à da língua portuguesa. Explique, então, através de que mecanismos esta construção se torFoi usada a palavra love (amor, nou possível. em inglês) mais a vogal u final, por similaridade a “amou”. 13. (Cefet-PR) Em qual das alternativas não há relação entre as duas colunas quanto ao processo de formação das seguintes palavras: a) magoado — derivação sufixal b) obscuro — derivação prefixal X c) infernal — derivação prefixal e sufixal d) aterrador — derivação prefixal e sufixal e) descampado — derivação parassintética 14. (PUCC-SP) Sabendo-se que prefixo é um morfema que se antepõe ao radical, alterando sua significação, assinale a alternativa que apresenta as quatro palavras iniciadas por um prefixo. 8/15/08, 12:18 PM © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 110 111 © Editora Moderna - Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sição b) retidão, dissonância, divindade, insatisfação c) discorrer, entrever, perguntar, reler d) inamovível, bisavô, comprimento, descansar e) surpresa, asmático, esbravejar, anulação 15. (Fuvest-SP) Foram formadas pelo mesmo processo as seguintes palavras: a) vendavais, naufrágios, polêmicas b) descompõem, desempregados, desejava c) estendendo, escritório, espírito X d) quietação, sabonete, nadador e) religião, irmão, solidão 16. (Esalq-SP) São palavras formadas por prefixação: a) luminoso, fraternidade b) liberdade, sonhador c) conselheiro, queimado d) linguagem, escravidão X e) percurso, ingrato 17. (PUC-SP) As palavras azuladas, esbranquiçadas, bons-dias e lavagem foram formadas, respectivamente, pelos processos de: a) derivação parassintética, derivação prefixal e sufixal, composição por aglutinação, derivação prefixal e sufixal. X b) derivação sufixal, derivação parassintética, composição por justaposição, derivação sufixal. c) derivação parassintética, derivação parassintética, composição por aglutinação, derivação sufixal. d) derivação prefixal e sufixal, derivação prefixal, composição por justaposição, derivação parassintética. e) derivação sufixal, derivação imprópria, composição por justaposição, derivação sufixal. 18. (FCMSC-SP) Em qual dos exemplos a seguir está presente um caso de derivação parassintética? a) Lá vem ele, vitorioso do combate. b) Ora, vá plantar batatas! c) Começou o ataque. GT-C4 (089-111)RO 111 d) Assustado, continuou a se distanciar do animal. X e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar. 19. (Acafe-SC) Quanto à formação de palavras, aponte o exemplo que não corresponde à afirmação. a) infeliz — derivação prefixal b) inutilmente — derivação prefixal e sufixal c) couve-flor — composição por justaposição d) planalto — composição por aglutinação X e) semideus — composição por aglutinação 20.(ITA-SP) Considere as seguintes palavras, cujos prefixos são de origem grega: diáfano endocárdio epiderme anfíbio Qual alternativa apresenta palavras cujos prefixos, de origem latina, correspondem, quanto ao significado, aos de origem grega? X a) translúcido, ingerir, sobrepor, ambivalência b) disseminar, intramuscular, superficial, ambiguidade c) disjungir, emigrar, supervisão, bilíngue d) transalpino, enclausurar, supercílio, ambicionar e) percorrer, imergir, epopeia, ambivalência 21. (Vunesp) As palavras perda, corredor e saca-rolhas são formadas, respectivamente, por: X a) derivação regressiva, derivação sufixal, composição por justaposição b) derivação regressiva, derivação sufixal, derivação parassintética c) composição por aglutinação, derivação parassintética, derivação regressiva d) derivação parassintética, composição por justaposição, composição por aglutinação e) composição por justaposição, composição por aglutinação, derivação prefixal 8/15/08, 12:18 PM Morfologia X a) perfazer, decifrar, disparidade, repo- 112 Capítulo 05 Morfologia Substantivo Contextualização Leia o poema. E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta”. Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!... As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso. As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém. Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre, Ovo pode estar choco: é inquietante...) As cousas vivem metidas com as suas cousas. E não exigem nada. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. Para quê? não importa: João vem! E há-de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão. Amigo ou adverso... João só será definitivo Quando esticar a canela. Morre, João... [...] Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. São Paulo: Moderna, 2002. p. 36-37. No poema, Mário Quintana desenvolve determinadas reflexões sobre a linguagem gramatical. A partir de um conceito linguístico, o poeta discorre sobre seus gostos e impressões sobre as pessoas. a) Que argumentos do eu lírico justificam sua preferência pelas coisas e coisas são estáticas, não se comunicam e por isso jamais incomodam, enquanto as pessonão pelas pessoas? As as vivem emoções e conflitos que muitas vezes causam transtornos a si mesmas e aos outros. b) Pode-se depreender do texto que o eu lírico é avesso à convivência humana, em especial devido às reações imprevisíveis das pessoas. Na sua opinião, o silêncio e a solidão são as melhores companhias? Justifique. Pessoal. c) No último verso, o poeta emprega uma expressão coloquial: esticar a canela. Que efeito essa mudança de registro confere ao verso? O que de registro revela a emoção e a ansiedade do eu lírico, que deseja significa essa expressão? Aquemudança João morra para tornar-se definitivo, ou seja, quieto e silencioso como as “cousas” que ele tanto admira. Significa morrer. GT-C5 (112-135)RO 112 8/15/08, 12:20 PM d) Releia os três primeiros versos do poema. Observe que o autor se baseou num conceito gramatical ao criar o texto. Seguindo a mesma ideia, identifique, no poema, “tudo quanto indica pessoa, animal ou cousa”. e) Você verificou que o autor diferencia pessoas — que são inquietantes —, de coisas — que são quietas. Mas as palavras que denominam as pessoas, coisas e animais pertencem à mesma classe gramatical. Observe no texto e explique para que servem essas palavras. Justifique sua resposta com exemplos pessoais. Nesse momento, não se exige a definição de substantivo, mas que se perceba que os substantivos dão nomes aos seres de um modo geral. Professor: verifique os exemplos de seus alunos. Há palavras que nomeiam os seres vivos ou animados (pessoas, animais e plantas): Mário Quintana, peixe, violeta; e os seres inanimados (coisas e objetos): pedra, caneta. Como você leu no poema, essas palavras são chamadas substantivos e, numa definição mais ampla que a do texto, pode-se dizer que: Substantivos são palavras que dão nome aos seres (reais ou imaginários), nos quais se incluem as pessoas, lugares e instituições, bem como estados, qualidades, ações e noções tomados como seres. CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS Contextualização Leia a propaganda. FUSSESP Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação O Programa Padarias Artesanais, do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, está ensinando muitas pessoas a fazer o pão de um jeito nutritivo, barato e ainda a aumentar a renda da comunidade. Com apenas dois anos de vida, o programa já distribuiu milhares de kits com forno, liquidificador, batedeira e assadeira, e já ensinou muitas comunidades a fazer o pão. Um trabalho realizado com a ajuda e a solidariedade de muitos empresários de São Paulo. Pessoas como você, que acreditam que podem multiplicar o pão. IstoÉ, São Paulo, 10 mar. 2004. GT-C5 (112-135)RO 113 8/15/08, 12:20 PM 113 Morfologia Pessoa: João; animal: sabiá; coisas (ou cousas): gramática, substantivo, caneta, cousas, pessoas, parte, pedra, armário, ovo, lugar, instante, porta, canela. De maneira geral, pode-se concluir que os substantivos diferem quanto àquilo a que fazem referência e quanto a sua formação. Veja a seguir cada caso de classificação dos substantivos. Conceituação Quanto a sua formação, os substantivos são classificados em simples ou compostos e primitivos ou derivados. Substantivos simples Apresentam um só radical em sua estrutura. Exemplos: pão, trigo, renda, anos, vida. Substantivos compostos São formados por mais de um radical em sua estrutura. Exemplos: fruta-pão, porta-voz, pé-de-moleque, pernilongo. Substantivos primitivos São aqueles que dão origem a outras palavras, ou seja, não provêm de nenhum outro radical da língua. Exemplos: vida, jeito, pão, trigo, fundo, forno. Substantivos derivados São formados de outros radicais da língua. Exemplos: solidariedade (de solidário), padaria (de pão), comunidade (de comum), liquidificador (de líquido), bateria (de bater), assadeira (de assar). Os substantivos classificam-se, quanto àquilo a que fazem referência, em comuns ou próprios, concretos ou abstratos e coletivos. Substantivos comuns Referem-se, de uma maneira geral, a qualquer ser de uma mesma espécie. Exemplos: pessoa, programa, fermento, empresário, trabalho. b Nesse primeiro momento, espera-se que o aluno conclua que há substantivos escritos com letra minúscula e outros com maiúscula; que dois substantivos podem formar uma expressão e que o substantivo é capaz de designar um alimento, uma cidade e uma ação. Tanto a formação como o significado dos substantivos são diferentes. Alguns são escritos com letra maiúscula (Programa Padarias Artesanais) ou minúsculas (pão, trigo); têm uma só palavra (vida, forno) ou mais de uma (São Paulo); não têm afixos (pessoas, jeito) ou podem ter (solidariedade, empresários); têm existência própria (pão, trigo) ou não (ajuda, solidariedade). GT-C5 (112-135)RO 114 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) No anúncio publicitário vê-se a divulgação de uma campanha social no estado de São Paulo. Relacione o título com o conteúdo do texto e interprete-o. a b) Releia: “Pessoas como você, que acreditam que podem multiplicar o pão”. Comente a provável intenção do texto ao se dirigir ao leitor dessa tratamento direto e mais próximo (“Pessoas como você...”) cria certa cumplicidade e incentiva maneira tão direta. Oa participação do leitor (um empresário), para que ele contribua com a expansão do trabalho. c) No texto, vemos a seguinte frase: “Melhor que dar é ensinar a fazer”. Exponha sua opinião sobre essa ideia. Pessoal. d) Observe os substantivos pão, São Paulo e solidariedade, encontrados no texto, e compare a formação e o significado que eles apresentam. O que você é capaz de concluir sobre esses substantivos? b Morfologia 114 a O título ressalta que se faz pão com trigo, fermento e solidariedade. O termo solidariedade da chamada da propaganda se refere à ajuda que os empresários paulistas vêm dando ao projeto, expressa nos kits (forno, liquidificador, batedeira e assadeira) que serão distribuídos pelo governo do estado de São Paulo às comunidades carentes, para que possam explorar as possibilidades econômicas de uma produção artesanal de pães. 115 Designam determinado ser (ou lugar) entre outros da mesma espécie, de uma maneira individual ou particular. São escritos com letra maiúscula. Exemplos: São Paulo, Fundo Social de Solidariedade, Programa Padarias Artesanais, Mário Quintana, Brasil. Substantivos concretos Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Nomeiam seres com existência própria, ou seja, seres que não dependem de outros para existir. Esses seres podem ser reais ou imaginários, tais como criaturas fantásticas ou divindades. Exemplos: liquidificador, pessoa, trigo, mula-sem-cabeça, lobisomem, saci-pererê, Iemanjá. Substantivos abstratos Nomeiam ações, estados, qualidades e sentimentos que não têm existência própria, isto é, só existem em função de outro ser. Exemplos: solidariedade, ajuda, bondade, confiança, mágoa. Substantivos coletivos Referem-se a um conjunto de seres de uma mesma espécie, mesmo quando empregados no singular, e representam um tipo de substantivo comum. Exemplos: elenco (atores), multidão (pessoas), acervo (obras artísticas), cinemateca (filmes), buquê (flores), corja (malfeitores), fauna (animais de uma região), antologia (textos selecionados), enxoval (roupas), molho (chaves), frota (navios, aviões, veículos em geral). Consulte no Apêndice, no final do livro, a listagem dos coletivos mais frequentes. Aplicação 1 Leia o texto a seguir. FAMÍLIA Três meninos e duas meninas, sendo uma ainda de colo. A cozinheira preta, a copeira mulata, o papagaio, o gato, o cachorro, as galinhas gordas no palmo de horta e a mulher que trata de tudo. GT-C5 (112-135)RO 115 8/15/08, 12:20 PM Morfologia Substantivos próprios 116 Morfologia A espreguiçadeira, a cama, a gangorra, o cigarro, o trabalho, a reza, a goiabada na sobremesa de domingo, o palito nos dentes contentes, o gramofone rouco toda noite e a mulher que trata de tudo. ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia (1930). In: Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002. a Cada estrofe apresenta um conteúdo diferente, portanto o poema tem três partes. Na primeira estrofe, o poeta enumera as pessoas e os animais da casa; na segunda, vê-se a citação de objetos e de costumes da família; na terceira, são os visitantes habituais e novamente os costumes dos moradores. No final de cada estrofe há a presença de uma mulher. a) Observe a construção do poema e o conteúdo de cada estrofe. Como o eu lírico desenvolveu suas ideias ao retratar a família? a b) No final de cada estrofe um verso se repete apresentando a figura da mulher que cuida de tudo. Que significado esse reressalta a importância do papel feminino nessa famícurso confere ao texto? Alia.repetição É a mulher que cuida de tudo e resolve todos os problemas. c) Releia o poema e observe os elementos enumerados em cada verso. A que classe gramatical eles pertencem, em sua maioria? b d) Compare o emprego dos substantivos no poema com o do verbo tratar. Por que os substantivos têm um sentido estático e o Os substantivos servem para dar nome aos seres, enverbo, um sentido dinâmico? quanto os verbos expressam ações. e) A primeira estrofe apresenta, principalmente, substantivos que nomeiam seres vivos ou animados, enquanto na segunda predominam os substantivos que nomeiam seres inanimados. Quase todos os substantivos das duas estrofes, porém, são classificados da mesma forma que o substantivo meninos; comprove essa afirmativa e dê exemplos do texto. c f) Classifique os seguintes substantivos segundo os critérios: comum ou próprio e concreto ou abstrato. São todos substantivos comuns e concretos. meninos papagaio cama mulher cozinheira gangorra g) Na terceira estrofe, que substantivos são derivados? Quais deSão derivados: agiota, leiteiro, esperança e felicidade. Abstratos: esperança les são abstratos? e felicidade. b Trata-se de substantivos. Como há um único verbo no texto (trata) e predominam substantivos, o poema é em sua essência nominal. Também aparece o verbo ser, mas numa forma nominal, o gerúndio – sendo. c São todos substantivos comuns e concretos. Como o substantivo meninos, quase todos os substantivos nas duas estrofes são classificados como simples, primitivos, comuns e concretos (papagaio, gato, cachorro, mulher, cigarro, cama, gangorra, etc.). Alguns, porém, são derivados (cozinheira, copeira, goiabada, sobremesa, etc.). GT-C5 (112-135)RO 116 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O agiota, o leiteiro, o turco, o médico uma vez por mês, o bilhete todas as semanas branco! mas a esperança sempre verde. A mulher que trata de tudo e a felicidade. 117 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ANGELI. Folha de S.Paulo, 13 out. 2004. Segundo o autor, antes das eleições os candidatos parecem anjos que descem do céu para resolver todos os problemas do povo. Passado esse período, logo esquecem suas promessas. a) O chargista faz uma crítica aos candidatos a cargos políticos. Como eles são caracterizados no texto? b) Leia os nomes que aparecem nas faixas em volta do anjo. Eles fazem parte de que classe gramatical? Quais deles não se originomes são substantivos. Substantivos primitivos: empregos, lanam de outra palavra? Os zer, luz, esporte, saúde. c) Releia o texto da charge, dê o sentido da expressão dar as caras e dar as caras significa aparecer, voltar a classifique o substantivo caras. Aserexpressão visto; o substantivo caras é simples e primitivo, comum e concreto. 3 Leia o poema a seguir. MENINOS Sentado à soleira da porta Menino triste Que nunca leu Júlio Verne Menino que não joga bilboquê Menino das brotoejas e da tosse eterna Contempla o menino rico na varanda Rodando na bicicleta O mar autônomo sem fim É triste a luta das classes. MENDES, Murilo. Meninos. In: PICCHIO, Luciana Stegagno (Org.). Os melhores poemas de Murilo Mendes. São Paulo: Global, 1997. GT-C5 (112-135)RO 117 8/15/08, 12:20 PM Morfologia ANGELI/FOLHA IMAGEM 2 Leia a charge. a) Explique o sentimento do eu lírico, ao comparar os dois meninos O poeta refere-se aos meninos de formencionados no texto. a genérica, pois um deles representa b) A quem o poeta se refere no título do poema? ma a classe pobre, e o outro, a classe rica. c) De que maneira os substantivos ajudam a expressar a diferença de classe entre os meninos? b fim? Obd) Que valor expressivo tem o verso o mar autônomo Asem expressão sugere os amplos caminhos e oportunidades à disposição do serve o emprego do substantivo mar no contexto. menino rico, um ser privilegiado. e) No verso É triste a luta das classes, explique por que a palavra destacada é um substantivo. Empregue-a numa frase como verbo. c f) No texto há principalmente substantivos concretos, ou seja, que têm existência independente. Que substantivos não se enquadram , luta e classes são substantivos abstratos porque expressam nesse conceito? Por quê? Fim estado ou ação e não têm existência autônoma. 4 Substitua o pelo substantivo coletivo referente à palavra colocada entre parênteses. a) Um novo de trânsito começará a vigorar este mês. (leis) Código. b) O antídoto foi descoberto por uma , após vários anos de pesquisa. (médicos) Junta. c) A plantação de milho tinha sido destruída por uma em poucos dias. (formigas) Colônia. d) A modernista combateu o tradicionalismo da literatura parnasiana. (poetas) Plêiade. e) Muitos alunos saem do interior para estudar em uma nos grandes centros urbanos. (faculdades) Universidade. f) O conjunto de rock inglês apresentou o mesmo no show desta semana. (músicas) Repertório. g) Somente nessa se encontram obras de Van Gogh. (quadros) Pinacoteca. h) Guardou o e a carteira na gaveta da cômoda. (chaves) Molho. 5 Leia a tira. c A palavra luta é um substantivo porque dá nome a uma ação, a ação de lutar. Sua classe gramatical fica evidente, entre outros motivos, porque a palavra está precedida por um artigo. Como verbo, indicando uma ação, seria empregada desta forma, por exemplo: O povo luta contra o desemprego; o sertanejo luta em meio à miséria causada pela seca. LA VIE EN ROSE ADÃO ITURRUSGARAI/FOLHA IMAGEM Adão Iturrusgarai ITURRUSGARAI, Adão. La vie en rose. Folha de S.Paulo, 28 ago. 2004. Nos quadrinhos há uma crítica em relação a alguns problemas da sociedade moderna. GT-C5 (112-135)RO 118 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 118 a Pessoal. Sugestão: o poeta compara os dois meninos, um triste e pobre, outro rico, e conclui que a diferença de classe social é capaz de privar o menino pobre de algumas coisas: leitura, brincadeira, saúde e independência. b Comparando os dois garotos, o poeta os situa em diferentes espaços (na soleira da porta e na varanda), culturas (que nunca leu Júlio Verne), posses (não joga bilboquê e não possui bicicleta), condições físicas (menino das brotoejas e da tosse eterna); para isso são empregados substantivos que nomeiam lugares, pessoas, objetos e coisas. a A suposição de que o valor do real possa se equiparar ao do dólar constitui uma esperança remota na sociedade brasileira. b Porque, comprovadamente, nas grandes cidades, há poucos policiais nas ruas para deter o número de criminosos. Portanto o surgimento da polícia, quando mais se precisa dela, é algo improvável. c No texto, as palavras real e policial são substantivos porque nomeiam seres, respectivamente, uma coisa (a moeda brasileira) e uma pessoa (o guarda policial); também estão regidas de artigo. Trata-se de adjetivos substantivados, isto é, que mudaram sua classe gramatical para substantivo. Flexão de gênero Contextualização Leia a tira. NÍQUEL NÁUSEA Fernando Gonsales FERNANDO GONSALES Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: <www.devir.com.br>. Acesso em: 2 fev. 2004. Há substantivos que apresentam uma única forma para os dois gêneros, como analista, que aparece na tirinha de Níquel Náusea. Entretanto, em português, a maioria dos substantivos apresenta variações ou flexões quanto ao gênero (masculino ou feminino). Exemplo: pai – mãe; cachorro – cachorra. Conceituação Em geral, a flexão de gênero em português é feita com a troca de -o por -a, ou com o acréscimo da vogal -a, no final da palavra: cozinheiro — cozinheira gato — gata GT-C5 (112-135)RO 119 doutor — doutora cantor — cantora 8/15/08, 12:20 PM Morfologia 119 a) Numa visão bem-humorada, que ideia o quadrinista desenvolve O autor refere-se a certos fatos da vida social e econômica do brasileiro, no seu dia-a-dia, que são impossíveis no texto?de acontecer, a não ser, claro, o mau humor do último quadrinho, que se multiplica nesse mesmo dia-a-dia. b) Interprete a situação sugerida no primeiro quadrinho. a c) Por que a ocorrência do fato mostrado no segundo quadrinho representa outro “milagre moderno”? b d) Observe os substantivos no texto e identifique aqueles que expresMilagres, transformação, sam ação e, portanto, são classificados como abstratos. aparição e multiplicação. e) No texto há duas palavras que nem sempre são substantivos. Identifique-as e explique sua função substantiva. c f) Na sua opinião, que outros “milagres modernos” poderiam ser explorados pela tira? Explique por quê. Pessoal. 120 Consideram-se masculinos os substantivos aos quais é possível antepor os artigos o ou um e as formas pronominais meu, teu, seu. Exemplos: um cafezinho meu pé São femininos os substantivos diante dos quais é possível empregar os artigos a ou uma e as formas pronominais minha, tua, sua. Exemplos: a camisa uma geladeira sua freguesa Nem sempre a terminação -o ou -a indica o gênero masculino ou feminino. Observe os exemplos: o grama o telefonema a comichão Não se deve confundir o gênero da palavra com o sexo do ser, porque todos os substantivos possuem gênero, quer se refiram a seres, objetos ou coisas, como: o pai, o remédio (gênero masculino); a mãe, a música (gênero feminino). Substantivos biformes Veja: cônsul – consulesa ator – atriz monge – monja anfitrião – anfitriã elefante – elefanta sacerdote – sacerdotisa sultão – sultana maestro – maestrina cidadão – cidadã ladrão – ladra perdigão – perdiz zangão – abelha genro – nora cavaleiro – amazona cavalheiro – dama Chamam-se biformes ou heterônimos os substantivos que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. Substantivos uniformes Veja: o/a gerente o/a intérprete a criança o cônjuge o jacaré a palmeira Os substantivos que apresentam uma única forma para os dois gêneros são chamados uniformes. Os substantivos uniformes classificam-se em epicenos, sobrecomuns e comuns de dois gêneros. Epicenos Designam animais e algumas plantas, e são invariáveis. Diferencia-se o sexo pelo emprego da palavra macho ou fêmea. Observe: GT-C5 (112-135)RO 120 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia o teatro 121 Também é possível concordar as palavras macho e fêmea em gênero com o substantivo a que se referem: pulga macho ou pulga macha, jacaré fêmea ou jacaré fêmeo. Sobrecomuns Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Referem-se a seres humanos; para determinar a variação de gênero, usam-se as expressões do sexo masculino ou do sexo feminino. Veja: a criança (do sexo masculino ou feminino) o indivíduo (do sexo masculino ou feminino) a testemunha (do sexo masculino ou feminino) o cônjuge (do sexo masculino ou feminino) Comuns de dois gêneros Admitem a mesma forma para o masculino e para o feminino. Para diferenciar seu gênero, colocamos antes ou depois deles um artigo, pronome adjetivo ou adjetivo. Exemplos: o/a jornalista o/a imigrante o/a artista um/uma paciente este/esta colega aquele/aquela cliente Mudança de gênero e de significado Há substantivos que mudam de sentido quando se troca o gênero. São chamados de substantivos de gênero aparente. Veja estes exemplos. o cisma (separação, dissidência) a cisma (suspeita) o lotação (veículo) a lotação (número máximo possível de o capital (dinheiro) o cabeça (líder, chefe) o caixa (atendente) o guia (acompanhante) o grama (peso) o moral (ânimo) o língua (intérprete) o cura (sacerdote) o rádio (aparelho de som; osso; elemento químico) o dengue (manha) o lente (professor) GT-C5 (112-135)RO outro/outra mártir novo/nova agente modelo lindo/linda 121 ocupantes em um espaço) a capital (cidade principal) a cabeça (parte do corpo) a caixa (objeto) a guia (documento) a grama (relva) a moral (ética) a língua (órgão da boca) a cura (ato ou efeito de curar) a rádio (local com instalações destinadas à transmissão de programas; estação radiodifusora) a dengue (doença) a lente (instrumento óptico) 8/15/08, 12:20 PM Morfologia a suçuarana macho – a suçuarana fêmea o mamoeiro macho – o mamoeiro fêmea a baleia-azul macho – a baleia-azul fêmea 122 Substantivos de gênero vacilante Certos substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. Veja qual é a forma recomendada de alguns deles. São masculinos: o aneurisma (dilatação arterial) o plasma (gás; parte líquida do sangue) o apêndice (acessório) o estigma (sinal) o eclipse (fenômeno astronômico) o estratagema (ardil) o dó (pena; pesar; nota musical) o guaraná (fruto) o magma (massa do interior o telefonema (chamada telefônica) terrestre) o lança-perfume (recipiente com o champanha ou champanhe (bebida) substância volátil entorpecente) o clã (grupo familiar) o eczema (afecção da pele) São femininos: a derme (pele) a cal (substância) a cólera (raiva, ira) a libido (desejo sexual) a alface (hortaliça) a dinamite (explosivo) Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Além de mudar gênero e significado, alguns destes pares de palavras homônimas também podem ter origem (raiz etimológica) diferente. Exemplo: o lente vem do verbo ler, isto é, o lente é aquele que lê; a lente vem de lens, lentilha em latim, isto é, a lente lembra uma lentilha. a aguardente (bebida) a elipse (curva oval; supressão) a comichão (coceira) a sentinela (vigia) a omoplata (osso triangular, escápula) a entorse (lesão por torsão) São masculinos e femininos: o/a cólera (doença) o/a diabetes (ou diabete) o/a aluvião o/a personagem o/a sabiá o/a suéter Flexão de número Contextualização Leia os quadrinhos. O MENINO MALUQUINHO ZIRALDO Ziraldo ZIRALDO. Menino Maluquinho. Estado de Minas, Belo Horizonte, 18 out. 2003. GT-C5 (112-135)RO 122 8/15/08, 12:20 PM Espera-se que os alunos respondam que os substantivos mentiras, meias-verdades, brasileiros e salários flexionam-se da mesma forma no plural. Como terminam em vogal ou ditongo, basta acrescentar -s. Em português, há várias maneiras de formar o plural dos substantivos. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação Plural dos substantivos simples 1. Acrescenta-se -s: a) aos substantivos terminados em vogal e ditongos crescentes ou decrescentes . Exemplos: maçã – maçãs prédio – prédios cânone* – cânones filho – filhos mãe – mães tatu — tatus * Admite-se também a forma cânon. b) aos substantivos terminados em -n. Exemplos: líquen – liquens* pólen – polens hífen – hifens* abdômen – abdomens* elétron – elétrons gérmen – germens* * Admitem-se também as formas abdômenes, líquenes, hífenes, gérmenes. 2. Aos substantivos terminados em -r, -s ou -z , acrescenta-se -es. Exemplos: açúcar – açúcares cruz – cruzes radar – radares hambúrguer – hambúrgueres retrós – retroses vereador – vereadores • Atenção • Alguns substantivos terminados em -r mudam sua sílaba tônica no plural. Exemplos: júnior – juniores caráter – caracteres sênior – seniores • Os substantivos terminados em -s só recebem -es se forem oxítonos ou monossílabos tônicos. Exemplos: freguês – fregueses gás – gases • Se forem paroxítonos ou proparoxítonos, permanecem invariáveis. Exemplos: o lápis – os lápis o pires – os pires o ônibus – os ônibus GT-C5 (112-135)RO 123 8/15/08, 12:20 PM Morfologia 123 a) De acordo com a afirmação do Menino Maluquinho, no segundo quadrinho, o que seria uma mentira em relação à satisfação dos brasileiros com seu salário? Seguindo o mesmo raciocínio, dê um exemplo Nesse caso, mentira seria dizer que todos os braside mentira e outro de meia-verdade. leiros estão satisfeitos com o seu salário. Pessoal. b) Atualmente se pode dizer que, no último quadrinho, o Menino Malupois fez uma afirmação de base empíquinho está sendo verdadeiro? Por quê? Não, rica, que não é possível generalizar. c) Observe no texto que alguns substantivos simples (e um composto) estão flexionados quanto ao número (singular e plural). Tente encontrar uma explicação para a formação do plural desses substantivos. 124 3. Nos substantivos terminados em -l, precedidos de -a, -e, -o ou -u, substitui-se o -l por -is. Exemplos: pardal – pardais anel – anéis paul – pauis álcool – álcoois Morfologia • Atenção Exceções: mal – males, cônsul – cônsules, real – réis (moeda antiga). 4. Nos substantivos oxítonos terminados em -il, troca-se o -l por -is: fuzil – fuzis canil – canis barril – barris • Atenção • Quando são paroxítonos, muda-se o -il para -eis: fóssil – fósseis* projétil – projéteis* * Existem também as formas reptil e projetil (oxítonas). Nesse caso o plural é reptis e projetis. 5. Aos substantivos terminados em -ão, acrescenta-se -s. Exemplos: cidadão – cidadãos cristão – cristãos sótão – sótãos Ou troca-se: • -ão por -ães. Exemplos: charlatão – charlatães sacristão – sacristães • -ão por ões. Exemplos: verão – verões vilão – vilões tabelião – tabeliães guardião – guardiões • Atenção Alguns substantivos terminados em -ão apresentam mais de uma forma no plural. Nesses casos, a forma terminada em -ões é a mais usada. Exemplos: ermitão – ermitãos, ermitães, ermitões sultão – sultãos, sultães, sultões ancião – anciãos, anciães, anciões anão – anões, anãos corrimão – corrimãos, corrimões 6. Nos substantivos terminados em -zito e -zinho, pluraliza-se o substantivo primitivo, elimina-se o -s e coloca-se o sufixo no plural. Veja os exemplos: florzita – flore(s) + zitas – florezitas balãozinho – balõe(s) + zinhos – balõezinhos pastelzinho – pastéi(s) + zinhos – pasteizinhos GT-C5 (112-135)RO 124 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. réptil – répteis* 125 7. Os substantivos terminados em -x são invariáveis. Exemplos: o tórax – os tórax a fênix – as fênix • Atenção Exceções: o cálix ou cálice – os cálices, o códex ou códice – os códices, o xerox – os xeroxes. 8. Nos substantivos terminados em -m, troca-se -m por -ns. Exemplos: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. jardim – jardins batom – batons atum – atuns nuvem – nuvens pajem – pajens som – sons • Atenção • Há substantivos que se empregam apenas no plural. Exemplos: arredores bodas condolências esponsais exéquias fezes núpcias pêsames víveres • Os nomes de letras, de certos números ou nomes próprios de pessoas flexionam-se normalmente. Exemplos: Nunca colocava os pingos nos is. Eliminaram os quatros da cartela. Apreciamos os Andrades pelo talento. • Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica no plural. Esse fenômeno se chama metafonia metafonia. Podem apresentar o o tônico fechado no singular e aberto no plural. Observe: caroço (ô) – caroços (ó) miolo (ô) – miolos (ó) imposto (ô) – impostos (ó) poço (ô) – poços (ó) forno (ô) – fornos (ó) tijolo (ô) – tijolos (ó) • Há substantivos cuja vogal o tônica se mantém fechada no singular e no plural. Exemplos: gosto – gostos (ô) sogro – sogros (ô) esposo – esposos (ô) rosto – rostos (ô) cachorro – cachorros (ô) adorno – adornos (ô) • Existem substantivos que mudam de sentido quando usados no plural. Exemplos: Sua volta foi um bem para a família. (felicidade) Casaram-se com separação de bens. (patrimônio) O operário recebeu a féria irrisória do dia. (remuneração) Passar as férias no campo foi relaxante. (período de descanso) O índio possui um forte sentimento de honra. (dignidade) Seus amigos prestaram-lhe as honras na solenidade de posse. (homenagens) GT-C5 (112-135)RO 125 8/15/08, 12:20 PM Morfologia o clímax – os clímax 126 Morfologia Plural dos substantivos compostos Nos quadrinhos da página 122, o Menino Maluquinho emprega o substantivo composto meias-verdades. Observe que as duas palavras são flexionadas no plural, porque ambas são variáveis: meia é numeral e verdade, um substantivo. Veja, a seguir, os processos de formação do plural dos substantivos compostos, cujos elementos podem ou não vir ligados por hífen. 1. Se não houver hífen, os substantivos compostos flexionam-se como um 2. Pluralizam-se as partes dos substantivos compostos formadas por palavras variáveis (substantivos, adjetivos e numerais ordinais), e não se flexionam as partes formadas por palavras invariáveis (verbos e advérbios) nem os radicais e prefixos que formam o substantivo composto ligado por hífen. Exemplos: couves-flores (substantivo e substantivo) boias-frias (substantivo e adjetivo) guardas-civis (substantivo e adjetivo) quintas-feiras (numeral ordinal e substantivo) ex-alunos (prefixo e substantivo) guarda-costas (verbo e substantivo) sempre-vivas (advérbio e adjetivo) 3. Quando as palavras que compõem o substantivo composto vierem ligadas por preposição (de, do, sem, etc.), pluraliza-se somente a primeira palavra. Exemplos: pães-de-ló águas-de-colônia pores-do-sol mulas-sem-cabeça 4. Quando o substantivo composto for formado por palavras repetidas ou por onomatopeias, pluraliza-se somente a segunda palavra. Exemplos: reco-recos tico-ticos pingue-pongues tique-taques bem-te-vis lufa-lufas • Atenção • Há substantivos compostos que já têm a segunda palavra no plural: mestre-de-obras — mestres-de-obras saca-rolhas — saca-rolhas mestre = substantivo de = preposição obras = substantivo GT-C5 (112-135)RO 126 saca = verbo rolhas = substantivo 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. substantivo simples. Exemplos: aguardente – aguardentes girassol – girassóis malmequer – malmequeres 127 • Nos substantivos compostos de sentidos contrários, nenhuma palavra se flexiona: os leva-e-traz os perde-ganha Morfologia • Certos substantivos compostos apresentam mais de uma forma no plural: guardas-marinha ou guardas-marinhas ou guarda-marinhas padre-nossos ou padres-nossos salários-família ou salários-famílias salvo-condutos ou salvos-condutos terra-novas ou terras-novas Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • As formas apocopadas grão, grã e bel não são flexionadas: grão-duques grã-cruzes bel-prazeres • Há substantivos compostos que não variam no plural: os arco-íris os diz-que-diz os louva-a-deus os maria-vai-com-as-outras • Flexiona-se só o primeiro elemento do substantivo composto, mas admite-se pluralizar ambos, quando o segundo expressa semelhança, finalidade ou limita o primeiro. Nesse caso, o substantivo composto é formado por dois substantivos: peixes-espada ou peixes-espadas papéis-moeda ou papéis-moedas cafés-concerto ou cafés-concertos navios-escola ou navios-escolas bananas-maçã ou bananas-maçãs carros-bomba ou carros-bombas Flexão de grau Contextualização Leia os quadrinhos. O MENINO MALUQUINHO ZIRALDO Ziraldo ZIRALDO. O Menino Maluquinho. O Globo, Rio de Janeiro, 18 maio 2004. GT-C5 (112-135)RO 127 8/15/08, 12:20 PM Há uma crítica aos heróis das revistas em quadrinhos (como Zorro), já que, no final da história, eles sempre se casam com a mocinha ou morrem. a) Explique como o autor produziu humor na tira. b) No último quadrinho, que também contém humor e ironia, qual interpreou morrer têm o mesmo sentido para ele, tação se pode dar às palavras da personagem? Casar representam uma tragédia que deve ser evitada. c) Releia o segundo quadrinho e observe a flexão do substantivo revista. Que sentido ela apresenta? Sentido de diminuição; trata-se de uma pequena revista. Conceituação No exemplo, você pôde perceber que, além da flexão de gênero e de número, os substantivos podem ser flexionados quanto ao grau, expressando aumento ou diminuição. A ideia de aumento ou de diminuição pode ser expressa de uma forma sintética ou de uma forma analítica. Para a forma sintética basta acrescentar um sufixo aumentativo ou diminutivo ao substantivo. Exemplos: mãozona – mãozinha balázio – balinha homenzarrão – homenzinho fogaréu – foguinho, fogacho Para a forma analítica, emprega-se uma palavra (adjetivo) que dá a ideia de aumento ou de diminuição, junto ao substantivo. Exemplos: mesa grande mesa enorme quarto pequeno quarto minúsculo • Atenção • Em geral, faz-se o aumentativo sintético com os sufixos -ão ou -zão. sintético, com os sufiExemplos: dentão, pezão, etc.; e o diminutivo sintético xos -inho ou -zinho. Exemplos: dentinho, pezinho, etc. Entretanto, há outros sufixos usados na formação do aumentativo e do diminutivo. Exemplos: vagalhão, copázio, balaço, cabeçorra, canzarrão, corpanzil, festança, etc. (aumentativos); ruela, vilarejo, burrico, rapazola, velhote, farolete, riacho, etc. (diminutivos). • Certos sufixos indicativos de aumentativo ou diminutivo expressam, às vezes, um sentido depreciativo ou pejorativo, de grosseria ou de zombaria. Exemplos: beiçorra, orelhudo, mulherona, poetastro, jornaleco, livreto, gentinha, etc. • Há alguns sufixos indicativos de diminutivo que podem acrescentar ao substantivo uma ideia de carinho, de ternura. Exemplos: filhinho, docinho, coraçãozinho, etc. • Há substantivos que perderam o sentido gradativo de aumento ou de diminuição. Exemplos: cartão, portão, papelão, folhinha (calendário), etc. GT-C5 (112-135)RO 128 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 128 129 Aplicação Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. OS SOBREVIVENTES Um dos passatempos de seis estudantes de oceanografia da Universidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, era percorrer as praias brasileiras para estudar os animais marinhos. Numa viagem ao Atol das Rocas, uma cena os chocou: dezenas de pescadores matavam tartarugas fêmeas que estavam ali para a desova. Depois de tentar, em vão, impedir o massacre, eles resolveram agir.Tanto fizeram que foram chamados para o recém-criado Programa Nacional de Conservação Marinha, do governo federal. O projeto, criado nos anos 80, se desdobrou em outras iniciativas para preservar o peixe-boi, a jubarte e ainda as tartarugas marinhas. [...] Nas 20 bases instaladas em oito estados, os filhotes são marcados para ser rastreados via satélite, para que os cientistas acompanhem seu desenvolvimento. No primeiro ano do projeto, duas mil tartarugas chegaram ao mar. Hoje, cerca de 650 mil por ano completam o trajeto. Até janeiro, a meta é chegar a sete milhões de filhotes a salvo, pelo menos dos caçadores humanos. O trabalho virou referência e será tema de um documentário exibido no domingo 28 pelo canal pago de TV National Geographic Channel. Outros quatro documentários também vão ganhar as telas e são dedicados à onça-pintada, ao lobo-guará, ao muriqui e ao peixe-boi. PINO, Cláudia. Os sobreviventes. IstoÉ, São Paulo, 1o dez. 2004. a Pessoal. Espera-se que o aluno reconheça a coragem com que se dedicaram à luta para salvar as tartarugas, o que os levou à participação em projetos governamentais. O envolvimento e o trabalho desses seis estudantes operaram valiosas mudanças ambientais. Uma das tarefas mais difíceis dos ecologistas e demais defensores do meio ambiente é conscientizar as pessoas da necessidade de preservar a natureza. a) No texto, a atitude dos estudantes de oceanografia representa uma lição de cidadania para todos nós. O que mais o surpreendeu no comportamento deles? a b) A seu ver, por que ocorrem “massacres” como o das tartarugas fêmeas e de outros animais como o peixe-boi, cuja espécie hoje é constituída apenas de 500 exemplares? b c) Segundo o texto, o trabalho desenvolvido no Atol das Rocas gerou outros projetos ecológicos e despertou bastante interesse entre os ambientalistas. Explique por que é importante a parceria entre o governo e o povo na proteção da fauna e flora brasileiras. c d) Observe no texto a formação do plural do substantivo composto passatempo, que se escreve sem hífen. Indique outros substantiSugestões: vaivéns, pernaltas, fidalgos, aguardentes, vos desse tipo, flexionados no plural. girassóis, planaltos, malmequeres. b Pessoal. Sugestão: devido à falta de esclarecimento dos pescadores, que estão, muitas vezes, lutando pela sobrevivência; há poucos projetos de proteção aos animais e de conscientização das pessoas; a impunidade crescente tem contribuído para o abuso e o desrespeito às leis. c Pessoal. Sugestão: o Brasil concentra uma das mais ricas reservas naturais do planeta, por esse motivo atrai o interesse de outras potências. A defesa desse patrimônio representa uma grande contribuição para que haja melhor qualidade de vida para todos. Nossa participação social pode significar a garantia de um futuro mais saudável. GT-C5 (112-135)RO 129 8/15/08, 12:20 PM Morfologia 1 Leia o texto a seguir. Mediante a anteposição de um artigo feminino ao substantivo, ou, ainda, o uso de um pronome ou adjetivo no feminino: as estudantes, estas estudantes, novas estudantes, estudantes educadas. e) Na primeira linha do texto, o autor empregou os substantivos estudantes no plural. Releia o texto e responda: como se indica o gênero feminino desse substantivo? Exemplifique. f) Dê exemplos de outros substantivos que sigam a mesma flexão de gênero do substantivo estudante, isto é, que sejam substantivos comuns de dois gêneros. Sugestões: o/a colunista, o/a artista, o/a colega, o/a ouvinte. g) No texto ocorre a flexão de número dos seguintes substantivos, entre outros: animais, cientistas e documentários. Indique substantivos que, devido à terminação idêntica, fazem o plural da mesma forma. Sugestões: festivais, musicais; chuvas, jarros; veias, lábios. h) Releia a seguinte frase: “... pescadores matavam tartarugas fêmeas”. O substantivo destacado foi empregado no gênero feminino com o acréscimo da palavra fêmea. Identifique, em cada sequência a seguir, o substantivo que apresenta a mesma formação no feminino. • pavão, coelho, pardal, javali, cascavel, bode, peru Cascavel. • perdigão, touro, onça, zangão, elefante, cão, leão Onça. i) No segundo parágrafo do texto, o termo filhotes é um substantivo no diminutivo. O mesmo substantivo, empregado no mesmo grau, também pode expressar carinho: meu filhote passou no vestibular de Direito. Identifique, a seguir, a conotação que o uso do diminutivo ou do aumentativo confere aos substantivos. • O editor entregou-me um jornaleco com a notícia do escândalo bancário. Desprezo. • No Cine Metrópole está passando um filmaço sobre ficção científica. Admiração. • Um dos estagiários da empresa era um rapazola com pouca aptidão para o serviço. Desprezo. • A mocinha acompanhou-me até a entrada da sala. Carinho. • O político vai passar uns diazinhos na Europa, a serviço do governo. Ironia. j) Há substantivos no diminutivo plural que recebem os sufixos -zinho(a) e -zito(a). Como se forma o diminutivo plural dos subsCaçadorezinhos, viagenzitantivos caçador, viagem e cão, usando esses sufixos? nhas, cãezinhos ou cãezitos. l) No texto há alguns exemplos de substantivos compostos. Flexione no plural os seguintes substantivos: peixe-boi lobo-guará onça-pintada Peixes-boi ou peixes-bois. Lobos-guará ou lobos-guarás. Onças-pintadas. 2 Identifique em cada alternativa os substantivos que não estão pluralizados segundo o padrão culto da língua e, em seguida, corrija-os. a) os méis, os faquires, os tecelões, os cânons, os zíper Cânones, zíperes. b) os caráteres, os répteis, os adeus, os juniores, os cós Caracteres, adeuses, coses. c) os cais, os capelões, os seniores, os limãos, os escrivães Capelães, limões. d) os pôsteres, os cristães, os cônsuls, os vírus, o óculos Cristãos, cônsules, os óculos. e) os gols, os ourives, os charlatães, os suéter, os cidadões Suéteres, cidadãos. GT-C5 (112-135)RO 130 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 130 X 4 Em cada alternativa há um substantivo composto flexionado em desacordo com o padrão culto da língua. Identifique-o e corrija-o. a) guarda-louças, quinta-feiras, frutas-pão, corre-corres Quintas-feiras. b) quedas-d’água, os arco-íris, troca-tintas, manga-rosas Mangas-rosa(s). c) joões-ninguém, amas-de-leite, boias-fria, abaixo-assinados Boias-frias. d) tico-ticos, alto-falantes, capitães-mores, guarda-civis Guardas-civis. e) táxis-aéreos, má-línguas, criados-mudos, grão-mestres Más-línguas. 5 Leia a charge. FRANK & ERNEST Bob Thaves 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. X THAVES, Bob. Frank & Ernest. O Estado de S. Paulo, 7 out. 2004. a No consumismo exagerado das pessoas. As palavras do consultor revelam ironia ao considerar o cliente (ou um consumidor fanático) dominado por seu ego infantil, portanto sem responsabilidades, o que o faz utilizar seus cartões de crédito sem nenhum controle. a a) Em que fato o autor se baseou para a criação do humor na tira? b) A flexão de gênero do substantivo criança se faz como a de testemunha, mártir e vítima. Explique essa flexão. b c) Há substantivos que, usados originariamente no grau aumentativo, perderam essa conotação e hoje se apresentam no grau normal. O substantivo cartão que aparece no texto constitui um exemplo disso. Dentre os substantivos a seguir identifique os que também perderam a ideia de aumento. Colchão, calção, solteirão, cordão, palavrão. manzorra bocarra colchão muralha calção solteirão pernona cordão palavrão gentalha caldeirão d) Há substantivos que, usados originariamente no grau diminutivo, perderam essa conotação e hoje se apresentam no grau normal, como ocorre em carpete, lençol e cartilha. Indique outros Pessoal. Sugestões: Cavalete, substantivos em que se vê esse sentido especial. folhinha, lagostim, pastilha. b Para se indicar o gênero desses substantivos, acrescenta-se uma expressão: criança do sexo masculino ou criança do sexo feminino, porque são substantivos sobrecomuns. GT-C5 (112-135)RO 131 8/15/08, 12:20 PM Morfologia 131 3 Alguns substantivos apresentam, no plural, mudança de timbre na pronúncia da vogal o encontrada no radical. Identifique, em cada dupla de palavras, o substantivo em que ocorre essa particularidade. d) forno, gosto g) socorro, soro a) corpo, adorno X X X b) poço, esposo e) transtorno, reforço h) ovo, doce X X X c) globo, porto f) esboço, imposto 132 RESUMO Morfologia • Substantivo é a palavra que dá nome aos seres reais ou imaginários. Classificação dos substantivos • Simples: apresentam um só radical em sua estrutura. Exemplo: flor. • Compostos: são formados por mais de um radical. Exemplo: água-de-cheiro. • Primitivos: são aqueles que dão origem a outras palavras, ou seja, não provêm de nenhum outro radical da língua. Exemplo: jornal. • Derivados:: são formados de outros radicais da língua. Exemplo: jornalista. • Comuns: referem-se, de maneira geral, a qualquer ser de uma mesma espé• Próprios: designam determinado ser (ou lugar) entre outros da mesma espécie, de uma maneira individual ou particular. São escritos com letra maiúscula. Exemplo: Lucas. • Concretos: nomeiam seres com existência própria, ou seja, seres que não dependem de outros para existir, podendo ser reais ou imaginários. Exemplo: pássaros. • Abstratos: nomeiam ações, estados, qualidades e sentimentos que não têm existência própria, só existem em função de outro ser. Exemplo: alma. • Coletivos: referem-se a um conjunto de seres de uma mesma espécie, mesmo quando empregados no singular, e representam um tipo de substantivo comum. Exemplo: elenco. Flexão dos substantivos • Gênero • Substantivos biformes: cão – cadela. • Substantivos uniformes: • Epiceno: pulga macho – pulga fêmea. • Sobrecomum: a vítima masculina – a vítima feminina. • Comum de dois gêneros: o motorista – a motorista. • Número • Singular: café. • Plural: pardais. • Grau • Aumentativo sintético: narigão. • Aumentativo analítico: nariz grande. • Diminutivo sintético: narizinho. • Diminutivo analítico: nariz pequeno. GT-C5 (112-135)RO 132 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. cie. Exemplo: vida. 133 QUESTÕES DE VESTIBULARES Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) casa-grandes, flor-de-cubas, os arco-íris, beija-flor b) casas-grandes, flores-de-cuba, arcos-íris, beijas-flores c) casas-grande, as flor-de-cubas, arcos-íris, os beija-flor d) casas-grande, flores-de-cuba, arcos-íris, beijas-flores X e) casas-grandes, flores-de-cuba, os arco-íris, beija-flores 2. (UM-SP) Em “Brinca de tempo-será” [poema de Manuel Bandeira], podemos afirmar que, morfologicamente, tempo-será é: a) adjetivo composto b) advérbio c) locução adverbial d) locução adjetiva X e) substantivo composto 3. (UFSM-RS) Identifique a alternativa em que o plural do diminutivo das palavras escritor, informações, ligação e material está de acordo com a língua-padrão: a) escritorezinhos, informaçãozinhas, ligaçãozinhas, materialzinhos b) escritorzinhos, informaçãozinhas, ligaçãozinhas, materialzinhos X c) escritorezinhos, informaçõezinhas, ligaçõezinhas, materiaizinhos d) escritorezinhos, informaçãozinhas, ligaçõezinhas, materialzinhos e) escritorzinhos, informaçõezinhas, ligaçõezinhas, materialzinhos 4. (Unimep-SP) O plural de fogãozinho e cidadão é: a) fogãozinhos e cidadãos b) fogãosinhos e cidadãos GT-C5 (112-135)RO 133 X c) fogõezinhos e cidadãos d) fogõezinhos e cidadões e) fogõesinhos e cidadões 5. (Cefet-PR) Assinale a alternativa em que há gênero aparente na relação masculino/feminino dos pares. a) boi – vaca b) homem – mulher c) cobra macho – cobra fêmea X d) o capital – a capital e) o cônjuge (homem) – o cônjuge (mulher) 6. (CFG/IME-RJ) Indique a opção que apresenta erro na forma do plural. a) sol – sóis; fusível – fusíveis; anão – anões X b) peão – peões; guardião – guardiãos; caráter – caracteres c) órgão – órgãos; corrimão – corrimãos; mel – méis d) sótão – sótãos; álcool – álcoois; cônsul – cônsules e) faisão – faisães; anil – anis; capitão – capitães 7. (Osec-SP) Junto aos de várias ruas, foram plantados . a) meio-fios, malmequer X b) meios-fios, malmequeres c) meios-fios, malmequer d) meios-fio, malmequeres e) meio-fios, malmequeres 8. (Cefet-PR) Das opções a seguir, assinale a que apresenta um substantivo que só tem uma forma no plural. a) guardião d) vulcão X b) espião e) cirurgião c) peão 9. (FSA-SP) Dentre as frases abaixo, escolha aquela em que há, de fato, flexão de grau para o substantivo. a) O advogado deu-me seu cartão. b) Deparei-me com um portão, imenso e suntuoso. 8/15/08, 12:20 PM Morfologia 1. (PUC-SP) Indique a alternativa correta no que se refere ao plural dos substantivos compostos casa-grande, flor-de-cuba, arco-íris e beija-flor. 134 Morfologia d) A abelha, ao picar a vítima, perde seu ferrão. e) A professora distribuiu as cartilhas a todos os alunos. 10. (FMU-FIAM-SP) Indique a alternativa em que só aparecem substantivos abstratos. a) tempo, angústia, saudade, ausência, esperança, imagem b) angústia, sorriso, luz, ausência, esperança, inimizade c) inimigo, luto, luz, esperança, espaço, tempo X d) angústia, saudade , ausência, esperança, inimizade e) espaço, olhos, luz, lábios, ausência, esperança, angústia 11. (Puccamp-SP) Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase abaixo: Dois artigos, por um jornalista que foi grandes vítimas de um episódio envolvendo parlamentares, bem esclarecem em que medida a impunidade é um desrespeito aos deste país. a) recéns-publicados, um dos, cidadãos b) recéns-publicado, uma das, cidadãos c) recém-publicados, um dos, cidadões X d) recém-publicados, uma das, cidadãos e) recém-publicado, uma das, cidadões 12. (UFSE) Todos os que foram chamados ao Ministério estavam ressabiados com os que por ali corriam: a) vice-reitores, meios, abaixos-assinados b) vices-reitores, meio, abaixo-assinados c) vices-reitores, meios, abaixo-assinados X d) vice-reitores , meio , abaixo-assinados e) vice-reitores, meio, abaixos-assinados GT-C5 (112-135)RO 134 13. (ITA-SP) Dadas as palavras: 1. esforços 2. portos 3. impostos verificamos que o timbre da vogal tônica é aberto: a) apenas na palavra 1 b) apenas na palavra 2 c) apenas na palavra 3 d) apenas nas palavras 1 e 3 X e) em todas as palavras 14. (UM-SP) Indique o período que não contém um substantivo no grau diminutivo. a) Todas as moléculas foram conservadas com as propriedades particulares, independentemente da atuação do cientista. b) O ar senhoril daquele homúnculo transformou-o no centro de atenções na tumultuada assembleia. X c) Através da vitrina da loja, a pequena observava curiosamente os objetos decorados expostos à venda, por preço bem baratinho. d) De momento a momento, surgiam curiosas sombras e vultos apressados na silenciosa viela. e) Enquanto distraía as crianças, a professora tocava flautim, improvisando cantigas alegres e suaves. 15. (UFV-MG) Assinale a alternativa em que há erro na flexão de número. a) as águas-marinhas, as públicas-formas, os acórdãos b) abajures, caracteres, os ônus c) autoserviços, alto-falantes, lilases X d) capitães-mor, sabiás-pirangas, autos-de-fé e) guardas-florestais, malmequeres, ave-marias 16. (Vunesp-SP) Identifique a alternativa na qual os dois substantivos estão corretamente flexionados no plural: a) o cidadão – os cidadãos o cartão-postal – os cartões-postal 8/15/08, 12:20 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. X c) Moravam num casebre, à beira do rio. b) A personagem principal do conto é o Seu Rodrigues. X c) Ele foi apontado como a cabeça do motim. d) O telefonema deixou a anfitriã perplexa. e) A parte superior da traqueia é o laringe. 17. (UFSM-RS) Identifique a alternativa em que os vocábulos formam plural respectivamente como pão-de-ló, guarda-civil e alto-falante: 21. (UM-SP) Numere a segunda coluna de acordo com o significado das expressões da primeira coluna e assinale a alternativa que contém os algarismos na sequência correta. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. X a) pé-de-moleque, boa-vida, abaixo- -assinado b) bem-te-vi, guarda-pó, alto-relevo c) louva-a-deus, guarda-roupa, obra-prima d) café-com-leite, guarda-noturno, baixo-relevo e) vassoura-de-bruxa, beija-flor, primeiro-ministro 18. (CFG/IME-RJ) Aponte a alternativa em que nem todas as palavras apresentem sufixo de grau diminutivo: a) poemeto, maleta b) rapazola, bandeirola c) viela, ruela d) lugarejo, vilarejo X e) menininho, carinho 19. (UM-SP) Assinale a alternativa em que há um substantivo cuja mudança de gênero não altera o significado. a) cabeça, cisma, capital b) águia, rádio, crisma c) cura, grama, cisma d) lama, coral, moral X e) agente, praça, lama 20. (UFF-RJ) Assinale a única frase em que há erro no que diz respeito ao gênero das palavras. a) O gerente deverá depor como testemunha única do crime. GT-C5 (112-135)RO 135 (1) o óleo santo (2) a relva (3) um sacramento (4) a ética (5) a unidade de massa (6) o ânimo a) 6, 1, 4, 3, 5, 2 b) 6, 3, 4, 1, 2, 5 c) 4, 1, 6, 3, 5, 2 X d) 4, 3, 6, 1, 2, 5 e) 6, 1, 4, 3, 2, 5 ( ) a moral ( ) a crisma ( ) o moral ( ) o crisma ( ) a grama ( ) o grama 22.(UM-SP) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada. a) os pés-de-chumbo X b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 23.(UM-SP) Os compostos estão corretamente pluralizados em: X a) canetas-tinteiro , bananas-maçã, decretos-lei b) canetas-tinteiros, bananas-maçãs, decretos-leis c) caneta-tinteiros, banana-maçãs, decreto-leis d) canetas-tinteiro, bananas-maçã, decreto-leis e) canetas-tinteitos, banana-maçãs, decretos-lei 8/15/08, 12:20 PM Morfologia 135 b) o tico-tico – os tico-tico o melão – os melãos c) o cônsul – os cônsuis o navio-escola – os navios-escola d) o acórdão – os acórdões o decreto-lei – os decretos-lei X e) o alto-relevo – os altos-relevos o capelão – os capelães 136 Capítulo 06 a O termo divindade, que em geral tem sentido positivo, tem no texto sentido negativo, já que se trata de um veículo que ocupa espaço excessivo na vida das pessoas e que, com sua linguagem rápida, evita a reflexão por parte dos espectadores, que passam a ter uma atitude de adoração diante da máquina e das mensagens que ela veicula. Contextualização b Sugestões: Calvin parece alegre (modo de ser) ou parece estar hipnotizado (estado ou aspecto). No desenho, quando a televisão é ligada, ela parece estar flutuando, o que reforça a ideia de dinamismo. CALVIN Bill Watterson WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 26 out. 2004. Na HQ, a personagem Calvin se ajoelha diante de uma televisão e parece fazer uma prece. a) O sentido que a palavra divindade têm na tira é irônico. Explique por quê. a b) No último quadrinho, Calvin vê o seu pedido atendido. Observe a reação b da personagem, quando a televisão entra no ar, e descreva a cena. Caracterize Calvin quanto ao estado (ou aspecto) e ao modo de ser ou de agir. c) Há palavras na tira que descrevem as características dos substantivos. Identifique essas palavras no texto. Passivo, conflitantes e impossível. d) Substitua essas palavras por outras que expressem qualidades positivas. Sugestões: entretenimento cultural, agradável, dinâmico; imagens alegres, nítidas, belas; raciocínio claro, objetivo, rápido. Conceituação As palavras que dão características aos substantivos, atribuindo-lhes qualidades ou defeitos, modos de ser, estado ou aparência, chamam-se adjetivos. Muitas vezes não é possível diferenciar adjetivos de substantivos isoladamente. O que vai marcar a distinção é o contexto, ou seja, o sentido da palavra na frase. Observe: O candidato vencedor foi um trabalhador operário. substantivo elemento determinado adjetivo elemento determinante O candidato vencedor foi um operário trabalhador. substantivo elemento determinado GT-C6 (136-159)RO 136 adjetivo elemento determinante 8/15/08, 12:21 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Leia os quadrinhos. 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Morfologia Adjetivo 137 Adjetivo é a palavra variável que especifica o substantivo, caracterizando-o. LOCUÇÃO ADJETIVA Leia esta frase: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Os programas da televisão do Brasil deveriam ter melhor qualidade. GT-C6 (136-159)RO Observe a expressão do Brasil, que qualifica o substantivo televisão e tem o valor de um adjetivo – brasileira. Ela é formada por preposição e substantivo e recebe o nome de locução adjetiva. Também existem locuções adjetivas compostas por preposição e advérbio (como rodas de trás) e a maioria tem um adjetivo equivalente. A locução adjetiva é composta por substantivo (ou advérbio) ligado a outro substantivo por preposição, com o mesmo valor e função de um adjetivo. Veja alguns exemplos de adjetivos com suas locuções adjetivas correspondentes: aquilino — de águia ígneo — de fogo argentino ou argênteo — de prata imberbe — sem barba áureo — de ouro infantil ou pueril — de criança auricular — de orelha inodoro — sem cheiro cervical — de pescoço insosso — sem sal cutâneo ou epidérmico — de pele insular — de ilha discente — de aluno lácteo — de leite docente — de professor lacustre — de lago eclesiástico — de igreja letal ou mortal — de morte episcopal — de bispo magistral — de mestre estelar — de estrela nasal — de nariz estomacal ou gástrico — de estômago óptico ou ótico — de visão etário — de idade plúmbeo — de chumbo fabril — de fábrica pluvial — de chuva felino — de gato renal — de rim filatélico — de selo sacarino — de açúcar fluvial — de rio simiesco — de macaco gutural — de garganta veleiro — a vela hepático ou figadal — de fígado venoso — de veia hibernal — de inverno vespertino ou vesperal — de tarde 137 8/15/08, 12:21 PM Morfologia Na primeira frase, a palavra trabalhador é um substantivo e operário, um adjetivo. Mas na segunda frase ocorre o contrário: operário é substantivo e trabalhador, adjetivo. Pode-se dizer, portanto, que o adjetivo é o elemento determinante e o substantivo é o elemento determinado. 138 CLASSIFICAÇÃO DOS ADJETIVOS Contextualização Morfologia Leia os quadrinhos. CALVIN WATTERSON, Bill. Os dez anos de Calvin e Haroldo. v. 2. São Paulo: Best News, 1996. a O slogan apresenta uma mensagem de impacto e, pela expressão de Calvin e de Haroldo, produz pânico. A cor escolhida para a ilustração do cartaz confirma que a intenção de causar medo é maior do que a de alertar as pessoas sobre os perigos no trânsito. Calvin estava preocupado com um concurso que seria realizado na escola. Os alunos tinham de criar um slogan para um cartaz de segurança no trânsito. a) Calvin gostou do slogan sugerido pela mãe, mas preferiu seu próprio texto. Comente o slogan criado por Calvin. a b) Localize no texto os adjetivos e os termos a que se referem. b c) Os adjetivos apresentam formas diferentes. Identifique no texto os poluidores, desconsiderados, ótimo, inteiro, inque têm: c Barulhentos, teressante, cuidadoso, atropelado, particular, suficiente. • uma só palavra c • não se originam de outra palavra Ótimo, inteiro, particular, suficiente. • mais de uma palavra • originam-se de outra palavra Vermelho-cádmio. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson Barulhentos, poluidores, desconsiderados, interessante, cuidadoso, atropelado. Conceituação Os adjetivos são classificados em relação à forma. Adjetivos simples São formados por um único radical. Exemplos: lugar seguro, rapaz apaixonado, roupa leve, filme divertido, empregado satisfeito. b Em maníacos barulhentos, poluidores e desconsiderados, barulhentos, poluidores e desconsiderados são adjetivos que se referem a maníacos; em slogan ótimo, o adjetivo é ótimo e se refere a slogan; em você vai chegar em casa inteiro, inteiro é um adjetivo que se refere a você; em isso é interessante, o adjetivo interessante se refere a isso; em seja cuidadoso ou seja atropelado, os adjetivos cuidadoso e atropelado referem-se a um você implícito; em estilo particular, o adjetivo particular refere-se a estilo; os adjetivos vermelho-cádmio e suficiente referem-se a um termo subentendido, provavelmente tinta. GT-C6 (136-159)RO 138 8/15/08, 12:22 PM 139 Adjetivos compostos Adjetivos primitivos São aqueles que por si mesmos designam uma qualidade, independentemente da existência de seres ou ações que a representem. Exemplos: apartamento amplo, água fria, mãe jovem, carro novo, blusa branca. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Adjetivos derivados Originam-se de outros radicais, por isso apresentam afixos (prefixo e/ou sufixo). Exemplos: acordo salarial (salário), movimento grevista (greve), planta carnívora (carne), notícia sensacional (sensação). Adjetivos pátrios ou gentílicos Referem-se à procedência, à nacionalidade ou ao lugar de origem de alguém ou de alguma coisa. São derivados de substantivos. Exemplos: música espanhola, cidadão brasileiro, jogador argentino, repórter catarinense. Veja no Apêndice, ao final do livro, alguns adjetivos pátrios. Na formação dos adjetivos pátrios compostos, o primeiro elemento é, em geral, mais curto e erudito: soldados franco-germânicos relações luso-brasileiras política sino-russo-japonesa equipes euro-americanas Veja algumas formas reduzidas, usadas na composição de adjetivos pátrios compostos: afro — africano américo — americano anglo — inglês ásio — asiático austro — austríaco belgo — belga euro — europeu franco — francês greco — grego hispano — hispânico indo — indiano ítalo — italiano nipo — japonês luso — português sino — chinês teuto — alemão • Atenção Às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos ou como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo empregado como substantivo) Sempre trabalhou sério. (adjetivo empregado como advérbio) GT-C6 (136-159)RO 139 8/15/08, 12:22 PM Morfologia Apresentam mais de um radical. Exemplos: uniforme verde-escuro, escola ítalo-brasileira, toalha azul-piscina, produção franco-suíça. 140 Morfologia Outras vezes, são substantivos que funcionam como adjetivos, formando substantivos compostos num processo de derivação imprópria: O governo distribuiu mais bolsas-família este ano. Campanhas são realizadas em defesa dos peixes-boi. COLOCAÇÃO DOS ADJETIVOS Contextualização Leia a tira. HAGAR BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 11 jun. 2004. Nos quadrinhos, Hagar vive uma situação constrangedora, enquanto é observado por amigos. Helga, a mulher de Hagar, corre furiosa atrás do marido com um rolo de macarrão na mão. Essa cena ganha comicidade pela interpretação que se dá ao provérbio. Na verdade, a tira faz um jogo de palavras com o emprego do adjetivo grande. Normalmente, esse adjetivo, quando é posposto ao nome, passa a ideia de tamanho avantajado, volumoso (homem grande); na HQ esse sentido é usado com o adjetivo vindo antes do substantivo, o que normalmente significa pessoa extraordinária ou excepcional. Além disso, ocorre humor também porque Helga está literalmente atrás de Hagar. Conceituação Se o adjetivo fosse empregado depois dos substantivos, o texto perderia o efeito cômico. Veja: atrás de todo homem grande há uma mulher grande. Dessa maneira, o adjetivo apresentaria um único sentido, portanto a interpretação desse adjetivo não seria ambígua, o que anularia o humor do texto. Concluindo, o adjetivo pode apresentar diferentes sentidos em dado contexto dependendo de sua colocação na frase. GT-C6 (136-159)RO 140 8/15/08, 12:22 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne 141 Aplicação CIÇA. Pagando o pato. São Paulo: Circo Editorial, 1986. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a O registro empregado é o informal, típico da linguagem oral bem simples, com frases curtas e um número reduzido de palavras. Na historinha, a mãe revela-se preocupada com o filho que está saindo para a prova de vestibular. a) Observe a linguagem empregada na comunicação entre o emissor e o receptor. Qual é o registro de linguagem usado pelo quadrinista? a b) Observe o sentido que é atribuído às palavras do texto. Explique o recurso utilizado pelo quadrinista para a produção do humor. b c) Releia a frase Bom vestibular! Interprete o sentido expresso pelo adjetivo destacado, e pense nesse sentido se ele fosse colocado depois do substantivo. c d) No último quadrinho, explique o sentido dos adjetivos empregaComo toda mãe, ela tenta justificar o jeito distraído do filho, que está vivendo uma dos pela mãe. situação tensa devido à pressão do vestibular. Por isso, ela o descreve como nervoso e como um tadinho (contração de coitadinho), expressando carinho. 2 Leia o texto a seguir. c Em bom vestibular, o adjetivo expressa o desejo da mãe de que o filho se saia bem no exame. No caso de vestibular bom, o adjetivo descreve o concurso como bem-feito ou bem organizado. b No segundo quadrinho, quando a mãe pergunta ao filho se ele esqueceu a cabeça, a expressão é usada no sentido denotativo e não no sentido figurado, que é o uso comum. A formiguinha está de fato sem a cabeça e volta para pegá-la, provocando o humor. VIAGEM GELADA Dois pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul participam da primeira expedição latino-americana ao polo sul. Eles se juntam à equipe de 32 chilenos, que levam 42 toneladas em equipamentos e suprimentos à Antártida. Os laboratórios e alojamentos vão percorrer 1.200 km em trenós rebocados por um trator polar. O objetivo da expedição é analisar o gelo da Antártida nos últimos 400 anos e estudar sua relação com as mudanças climáticas. IstoÉ, São Paulo, 19 nov. 2004. a) O título do texto caracteriza a viagem dos pesquisadores como gelada porque eles partem para a Antártida. Esse adjetivo é empregado hoje na linguagem coloquial com outro sentido e como substantivo. Veja: • O vendedor ambulante entrou numa gelada com a chegada da polícia. • Lançou-lhe um olhar gelado. GT-C6 (136-159)RO 141 8/15/08, 12:22 PM Morfologia CIÇA 1 Leia os quadrinhos. Morfologia 142 Na primeira frase, uma gelada significa situação difícil, embaraçosa; na segunda, gelado expressa falta de sentimento, calor humano. Sugestões: tomei água gelada (bem fria); fiquei gelada ao saber da morte de meu tio (paralisada). Nesse caso, qual é o sentido do substantivo e do adjetivo? Dê exemplos de frases em que o adjetivo gelado seja usado com outros significados. b) Empregue no plural o adjetivo composto presente nesta frase do texto: ... participam da primeira expedição latino-americana no das primeiras expedições lapolo sul. Faça alterações, se necessário. Participam tino-americanas no polo sul. c) Indique os substantivos primitivos dos quais se formaram os seguintes adjetivos derivados: gelada, chilenos, climáticas. Forme adjetivos derivados de: expedição, viagem, aventura, estudo, mudança e polo. Substantivos: gelo, Chile, clima. Adjetivos (sugestões): expedicionário, viajante, aventureiro, estudioso, mutável, polar. 3 Leia a tira. ZÉ DO BONÉ SMITHE. Zé do Boné. O Globo, Rio de Janeiro, 18 maio 2004. Ele explora a diferença de interesses das personagens. Enquanto a mulher pensa que ele está se referindo às cores outonais da natureza, Zé do Boné está é falando das cores da lata de cerveja. a) Observe a tira e explique como o autor criou humor. b) Forme adjetivos compostos com os adjetivos simples que qualificam a lata de cerveja e nomeiam cores. Dê exemplos de adjetivos compostos variáveis e invariáveis, caracterizando substantivos no plural. Sugestões: sofás verde-claros, blusas amarelo-escuras, chapéus marrom-escuros; bolsas marrom-chocolate, cortinas verde-musgo, sandálias amarelo-limão. 4 Leia o poema. SUGESTÃO Sede assim — qualquer coisa serena, isenta, fiel. Flor que se cumpre, sem pergunta. Onda que se esforça, por exercício desinteressado. Lua que envolve igualmente os noivos abraçados e os soldados já frios. Também como este ar da noite: sussurrante de silêncios, cheio de nascimentos e pétalas. GT-C6 (136-159)RO 142 Igual à pedra detida, sustentando seu demorado destino. E à nuvem, leve e bela, vivendo de nunca chegar a ser. [...] Sede assim qualquer coisa serena, isenta, fiel. Não como o resto dos homens. MEIRELES, Cecília. Sugestão. In: ______. Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1978. 8/15/08, 12:22 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 CREATORS SYNDICATE/ INTERCONTINENTAL PRESS Smithe a Percebe-se que a flor exerce sua função de enfeitar e nada questiona, fica tranquila; a onda movimenta-se desinteressada; a lua envolve a todos, sempre solidária; o ar noturno espalha-se silencioso; a pedra fica presa como alicerce, sempre conformada, e a nuvem permanece diluída mas bela. FLEXÃO DOS ADJETIVOS Contextualização Leia a tira. CALVIN Bill Watterson 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) Que recurso de linguagem o poema usa para sugerir o melhor que exaltam os elementos da natureza como a flor, a onda, a lua, modo de viver? Comparações o ar, a pedra e a nuvem. b) Ao evocar a natureza, o eu lírico considera uma qualidade em cada elemento, a qual deveria nos servir de modelo. Quais são esses elementos e suas características? a c) Interprete o último verso, com base no desenvolvimento do poema. b d) Interprete, na primeira estrofe, o sentido das características que Para o eu lírico, há três qualidades essenciais as pessoas devem ter, segundo o eu lírico. numa pessoa: serenidade, isenção e fidelidade. e) Na quarta estrofe, os adjetivos sugerem um sentido antitético ou noivos abraçados e soldados já frios, os adjetivos destacados lembram, oposto. Explique por quê. Em respectivamente, a vida e a morte, por isso expressam ideias contrárias. f) O adjetivo desinteressado, na terceira estrofe, origina-se do substantivo interesse; portanto, apresentando o prefixo (des-) e o sufixo (-ado), é um adjetivo derivado. Forme adjetivos derivados dos seguintes substantivos, colocando afixos como no enluarado, desconfortável, predestinado, insustentável, irrepreenexemplo citado. Sugestões: sível, improvável, desvalorizado, destemperado, reajustável, abençoado. luar conforto destino sustento repreensão prova valor tempero ajuste bênção g) Substitua a locução adjetiva encontrada no texto pelo adjetivo equivalente. Da noite: noturno. WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 18 ago. 2004. a) No segundo quadrinho, Calvin, ao ver sua amiga Susie, dá opiniões que julga verdadeiras a respeito da amiga. Por que essa atitude não foi extremamente franco, e por isso indelicado, ao fazer críticas usando agradou à menina? Calvin comparações grosseiras. b) O trabalho de Calvin era emitir “opiniões sinceras”. Diante disso, como como a maioria das pessoas, Susie não queria ouvir se explica a atitude de Susie? Assim comentários desagradáveis sobre si mesma, por mais sinceros que eles fossem. GT-C6 (136-159)RO 143 8/15/08, 12:23 PM Morfologia 143 b O eu lírico discorda do modo de ser das pessoas em geral que, logicamente, não são serenas, nem isentas ou fiéis. Morfologia 144 c) Observe no texto o emprego de adjetivos e de locuções adjetivas — olhos arregalados, nariz de porco, trabalho voluntário — que caracterizam substantivos. O que se pode concluir a respeito da flexão Espera-se que o aluno apenas perceba que os adjetivos concordam com os substandos adjetivos? tivos a que se referem. d) Explique por que se flexionou o adjetivo vesga no feminino singular. O adjetivo vesga concorda com o pronome você, que por sua vez se refere ao substantivo Susie, implícito no texto. O adjetivo pode se flexionar em gênero, número e grau. Veja como ocorrem essas flexões. Flexão de gênero Os adjetivos concordam em gênero com os substantivos a que se referem. Classificam-se quanto ao gênero em uniformes e biformes. Adjetivos uniformes Veja: médico experiente — médica experiente patrão gentil — patroa gentil galo pedrês — galinha pedrês ator versátil — atriz versátil Os adjetivos que têm uma única forma para o masculino e o feminino são chamados uniformes. Adjetivos biformes Veja: juiz sensato — juíza sensata escritor inglês — escritora inglesa secretário ativo — secretária ativa cavalo vencedor — égua vencedora moço namoradeiro – moça namoradeira homem nu – mulher nua Os adjetivos que apresentam uma forma para cada gênero são chamados biformes. Flexionam-se mediante a troca da vogal -o pela vogal -a, ou com o acréscimo da desinência -a, indicadora da noção de feminino. Leia algumas observações sobre flexão de gênero. a) Normalmente, acrescenta-se -a às terminações -u, -ês, -or. Exemplos: cru — crua irlandês — irlandesa amador — amadora namorador — namoradora conhecedor — conhecedora camponês — camponesa GT-C6 (136-159)RO 144 8/15/08, 12:23 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação 145 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. c) Há outros adjetivos terminados em -or que podem admitir outras terminações no feminino (-eira ou -triz), conforme o caso. Exemplos: trabalhador — trabalhadora ou trabalhadeira embaixador — embaixadora (função) ou embaixatriz (mulher) d) Certos adjetivos biformes apresentam uma flexão especial de gênero. Veja alguns deles: ateu — ateia mau — má bom — boa parvo — parva ou párvoa chão — chã plebeu — plebeia europeu — europeia sandeu — sandia folgazão — folgazã ou folgazona são — sã glutão — glutona tabaréu — tabaroa hebreu — hebreia vão — vã judeu — judia vilão — vilã ou viloa Flexão de número Conceituação Os adjetivos se flexionam quanto ao número de acordo com o substantivo a que se referem. a) Os adjetivos simples seguem as mesmas regras de flexão de número que os substantivos. Observe: sábio conselho — sábios conselhos garçom servil — garçons servis sogro generoso — sogros generosos freguês difícil — fregueses difíceis professor cordial — professores cordiais sofá azul — sofás azuis moça sensível — moças sensíveis menino chorão — meninos chorões remédio eficaz — remédios eficazes animal roedor — animais roedores • Atenção Os substantivos empregados como adjetivos para nomear cores permanecem invariáveis. Exemplos: GT-C6 (136-159)RO 145 8/15/08, 12:23 PM Morfologia b) No entanto, alguns adjetivos terminados em -u, -ês e -or não se flexionam em gênero. Exemplos: hindu, cortês, pedrês, pior, melhor, anterior, superior, incolor, multicor, maior, menor. meia creme — meias creme gravata mostarda — gravatas mostarda luva chocolate — luvas chocolate vestido esmeralda — vestidos esmeralda toalha abóbora — toalhas abóbora camisa gelo — camisas gelo b) Na flexão dos adjetivos compostos, há dois casos básicos a serem observados: • se o adjetivo composto é formado por adjetivos, somente o último elemento varia: poltrona azul-escura — poltronas azul-escuras acordo ítalo-brasileiro — acordos ítalo-brasileiros Exceções: terno azul-marinho — ternos azul-marinho vestido azul-celeste — vestidos azul-celeste menino surdo-mudo — meninos surdos-mudos • se o adjetivo composto é formado por adjetivo e substantivo e refere-se a cores, permanece invariável: tapete cinza-chumbo — tapetes cinza-chumbo colcha amarelo-ouro — colchas amarelo-ouro c) Nas locuções adjetivas formadas pelas expressões cor de e da cor de, os elementos ficam invariáveis. Exemplos: sandália cor-de-rosa — sandálias cor-de-rosa almofada da cor de morango — almofadas da cor de morango Flexão de grau Os adjetivos apresentam duas variações de grau: comparativo e superlativo. Grau comparativo Leia. O Brasil é um país tão rico em recursos minerais quanto o Canadá. João é tão belo quanto simpático. O grau comparativo ocorre quando se compara a mesma característica entre dois ou mais seres ou quando duas ou mais características são atribuídas ao mesmo ser. GT-C6 (136-159)RO 146 8/15/08, 12:23 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 146 147 O grau comparativo pode ser de igualdade, superioridade ou inferioridade. Tão (adjetivo) quanto / como. Exemplo: O quadro de Caravaggio é tão belo quanto (como) o de Renoir. Comparativo de superioridade Mais (adjetivo) que / do que. Exemplo: O quadro de Caravaggio é mais belo que (do que) o de Renoir. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Comparativo de inferioridade Menos (adjetivo) que / do que. Exemplo: O quadro de Caravaggio é menos belo que (do que) o de Renoir. • Atenção Os advérbios muito, pouco, bem (e outros de intensidade), além de alguns de modo, podem ser usados para reforçar (ou dosar) a ideia, no comparativo de superioridade ou de inferioridade. Exemplos: A música clássica é muito mais relaxante do que a bossa nova. João é pouco mais alto que Pedro. Sua candidatura continua bem menos aceita do que a nossa. O peixe é ligeiramente mais caro que a carne. Grau superlativo O grau superlativo ocorre quando se destaca determinada qualidade de um elemento no grau mais elevado (superlativo absoluto), ou quando, num conjunto de elementos, um deles tem uma característica comum em maior ou menor grau (superlativo relativo). O superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico. O superlativo relativo pode ser de superioridade ou inferioridade. Superlativo absoluto sintético Acrescentam-se ao adjetivo os sufixos -íssimo, -érrimo, -ílimo. Exemplos: O assunto pareceu-me gravíssimo. Suas mãos estavam aspérrimas. A adolescência é uma fase dificílima. GT-C6 (136-159)RO 147 8/15/08, 12:23 PM Morfologia Comparativo de igualdade 148 Morfologia Superlativo absoluto analítico Colocam-se advérbios de intensidade (muito, bastante, assaz, extremamente, etc.) antes do adjetivo. Exemplos: O absinto é uma bebida bastante amarga. O marceneiro mostrou-se extremamente habilidoso. Paulo Coelho tornou-se um escritor muito famoso. Superlativo relativo de superioridade Superlativo relativo de inferioridade O(a) menos (adjetivo) de. Destaca a qualidade no grau inferior mais intenso. Exemplos: Este filme foi o menos elogiado do Festival de Cannes. A equipe de Camarões era a menos conhecida da Copa. Particularidades da flexão de grau a) Há certos adjetivos que apresentam uma forma especial no comparativo e no superlativo. Leia o quadro. Superlativo Adjetivo Comparativo de superioridade Absoluto Relativo bom mau grande pequeno melhor pior maior menor ótimo péssimo máximo mínimo o melhor o pior o maior o menor b) Para comparar a qualidade de elementos diferentes, usa-se a forma sintética apresentada no quadro (melhor, pior, maior, menor). Exemplos: Lennon era melhor cantor que Paul McCartney. O apartamento parecia menor que o estúdio. c) Mas, quando se comparam duas características de um mesmo elemento, empregam-se as formas analíticas. Exemplos: O rio Nilo é mais grande do que caudaloso. Este vinho é mais bom do que barato. GT-C6 (136-159)RO 148 8/15/08, 12:23 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O(a) mais (adjetivo) de. Destaca a qualidade no grau superior mais intenso. Exemplos: O monte Everest é o mais alto do mundo. A cidade de Paris continua a mais bela da Europa. 149 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Adjetivo Superlativo absoluto sintético Adjetivo Superlativo absoluto sintético acre acérrimo magnífico magnificentíssimo agudo acutíssimo magro macérrimo ou magérrimo amargo amaríssimo maléfico maleficentíssimo amigo amicíssimo mísero misérrimo antigo antiquíssimo negro nigérrimo áspero aspérrimo nobre nobilíssimo benéfico beneficentíssimo pessoal personalíssimo benévolo benevolentíssimo pobre paupérrimo cristão cristianíssimo provável probabilíssimo cruel crudelíssimo público publicíssimo doce dulcíssimo pudico pudicíssimo fácil facílimo sábio sapientíssimo feliz felicíssimo sagrado sacratíssimo fiel fidelíssimo salubre salubérrimo frio frigidíssimo são saníssimo geral generalíssimo simpático simpaticíssimo humilde humílimo simples simplicíssimo ou simplícimo inimigo inimicíssimo soberbo superbíssimo livre libérrimo voraz voracíssimo e) Também é possível formar o superlativo usando: • prefixos: maxidesvalorização, hipermercado, ultrassonografia; • expressões fixas: praia suja à beça, amigo pra lá de sério, bife duro que nem sola; • adjetivos repetidos: travesseiro fofinho, fofinho; saia curta, curta; música suave, suave. f) Usa-se, normalmente, o sufixo -íssimo, na forma popular do superlativo absoluto sintético, e os sufixos -érrimo e -ílimo, na forma culta: magro — magríssimo, macérrimo ou magérrimo ágil — agilíssimo ou agílimo GT-C6 (136-159)RO 149 8/15/08, 12:23 PM Morfologia d) Alguns adjetivos apresentam, no superlativo absoluto sintético, uma forma culta ou erudita, originada de um radical latino. Observe: 150 Aplicação O ASTRO EM FÚRIA Do calor e do brilho do Sol depende toda a vida na Terra, e ainda assim a imensa bola de gás incandescente que alimenta a nossa existência é uma ilustre desconhecida. Muitos astrônomos já tentaram desvendar os mistérios que o italiano Galileu Galilei vislumbrou há quatro séculos, ao notar manchas escuras na superfície da estrela. Só nos últimos 20 anos, porém, os telescópios e observatórios de alta tecnologia começaram a investigar esses fenômenos com maior atenção. A mais recente dessas pesquisas foi revelada na semana passada e traz um panorama pouco animador. Astrônomos britânicos e alemães reconstruíram a história solar dos últimos 11.400 anos. E notaram que o astro rei nunca esteve tão violento quanto nas últimas décadas. Eles chegaram a essa conclusão ao estudar as manchas escuras sobre a estrela, as áreas de intensa energia magnética que em geral indicam um aumento na atividade solar. Na prática, isso se traduz em erupções de luz e gás carregadas de partículas elétricas, que partem em direção à Terra na forma de tempestades cósmicas. MENCONI, Darlene. O astro em fúria. IstoÉ, São Paulo, 3 nov. 2004. O fato de que o Sol, tão necessário à vida humana, ainda continue cheio de mistérios, depois de tantos séculos de estudos. a) O que mais causa estranheza em relação às pesquisas sobre o Sol? b) Que consequências já se preveem se o Sol se tornar cada vez mais Haverá erupções de luz e gás carregadas de partículas elétricas, que partem em direção à violento? Terra na forma de tempestades cósmicas. c) No texto há adjetivos que indicam a nacionalidade de determinadas pessoas — são os adjetivos pátrios ou gentílicos. Empregue-os na formação de adjetivos compostos e flexione-os Os adjetivos pátrios que aparecem no texto são: britânicos, italiano e alemães. Sugestões: ítalono plural. brasileiros, austro-italianos; anglo-americanos, hispano-britânicos; teuto-suíços, franco-alemães. d) Indique o substantivo a que é atribuída a característica expressa pelo adjetivo violento. Refere-se a astro rei. e) Releia as seguintes frases do texto e relacione-as às explicações que se seguem, observando o sentido dos adjetivos destacados. I — A mais recente dessas pesquisas foi revelada... II — ... o astro rei nunca esteve tão violento quanto nas últimas sete décadas. III — ... começaram a investigar esses fenômenos com maior atenção. GT-C6 (136-159)RO 150 8/15/08, 12:23 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 1 Leia a reportagem a seguir. 151 ( ) Comparação em nível de igualdade. I ( ) Relação de superioridade entre outros seres. III ( ) Comparação em nível de superioridade. f) Indique o adjetivo correspondente a estas locuções adjetivas do texto. bola de gás Gasosa. superfície da estrela Estelar. erupções de luz Luminosas. 3 Leia a charge. FRANK & ERNEST Bob Thaves 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2 Indique o superlativo absoluto sintético de: amargo Amaríssimo.magro Macérrimo. fiel Fidelíssimo. nobre Nobilíssimo. e Negríssimo Boníssimo difícil Dificílimo. negro e nigérrimo. bom e ótimo. pobre Pobríssimo paupérrimo. feliz Felicíssimo. livre Libérrimo. mau Péssimo. célebre Celebérrimo. amigo Amicíssimo. ágil Agílimo. salubre Salubérrimo.frágil Fragílimo. THAVES, Bob. Frank & Ernest. O Estado de S.Paulo, 28 set. 2004. O chargista ironiza os jogadores de futebol americano, cujo estereótipo é o de ser grosseiro, truculento. Na charge, jogador bem-educado é sinônimo de perdedor, uma vez que cede a bola para o adversário. a) Qual é a graça da charge? b) Observe o emprego do adjetivo composto bem-educado, que é formado por advérbio e adjetivo. Nesse exemplo, só a última palavra varia, concordando com o substantivo pessoas. Flexione ou não os adjetivos compostos nas seguintes expressões: Coletes vermelho-claros.colete vermelho-claro saia cor-de-rosa Saias cor-de-rosa. Cobertores amarelo-gema. cobertor amarelo-gema esmalte rosa-bebê Esmaltes rosa-bebê. Camisetas azul-cobalto. camiseta azul-cobalto madeira marrom-escuro Madeiras marrom-escuras. Atores teuto-suíços. ator teuto-suíço tintura louro-dourado Tinturas louro-douradas. c) Na charge, a formação do grau em excessivamente bem-educadas equivale a muito bem-educadas. Trata-se do grau superlativo absoluto analítico. Que sentido o adjetivo expressa quando confere uma qualidade às pessoas em grau mais elevado, colocado nesse grau? Oistoadjetivo é, intensifica-se o sentido do adjetivo. d) Na expressão futebol americano, o adjetivo pátrio ou gentílico destacado caracteriza o substantivo. Indique outros adjetivos referentes à procedência, com a mesma derivação sufixal. Sugestões: coreano, curitibano, peruano, colombiano. GT-C6 (136-159)RO 151 8/15/08, 12:23 PM Morfologia II 152 4 Leia o texto. SANTA SONECA Morfologia Antes de uma prova, nada melhor do que uma noite de sono. A partir de exames de tomografia, cientistas da universidade belga de Liège analisaram a atividade do hipocampo, o centro de aprendizado no cérebro. Concluíram que dormir é a melhor forma de consolidar a memória espacial e aprimorar o desempenho no dia seguinte. IstoÉ, São Paulo, 26 nov. 2004. a) A notícia aborda uma questão polêmica entre os estudantes: antes de uma prova, é melhor dormir ou estudar? Observe o título e explique a conotação atribuída ao adjetivo em Santa soneca. Em seguida, dê o outro sentido do mesmo adjetivo em: lugares santos. b) O adjetivo melhor, que é o adjetivo bom flexionado em grau, é empregado em duas passagens do texto. Em que frase ele expressa uma comparação? Qual é o sentido que esse adjetivo apresenta na outra frase? a c) No texto ocorrem várias locuções adjetivas. Qual delas pode ser substituída por um adjetivo? Exames de tomografia: tomográficos. 5 Leia os quadrinhos. a A comparação ocorre na primeira frase, ... nada melhor do que uma noite de sono. Na segunda frase, ... é a melhor forma de consolidar a memória espacial..., o adjetivo refere-se a determinada forma que é a melhor entre várias outras. Trata-se, portanto, do superlativo relativo de superioridade. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha S.Paulo, 29 nov. 2004. Pessoal. Sugestões: meu pai tinha os braços cabeludos; seus lábios carnudos eram atraentes. a) A palavra sortudo é um adjetivo formado a partir do substantivo sorte. Construa frases com palavras que tenham a mesma formação. b) Alguns sufixos que indicam o grau aumentativo ou diminutivo nos substantivos — -udo (orelhudo), -alhão (vagalhão), -inho (casinha) —, indicam intensidade para mais (ou ironia, ou ainda sentido pejorativo) nos adjetivos. Veja: Tom é um menino sortudo; ganhou duas vezes a rifa da escola. (com muita sorte) Seu filho é mesmo sabidinho. (metido a sabido) Não gostei de seu jeito espertalhão. (esperto que tenta levar vantagem) Construa frases semelhantes empregando adjetivos com esses Sugestões: Maria tem olhos pestanudos; o menino é espertinho; Não percebendo o sufixos. Pessoal. que se passava, ficou de bobalhão durante toda a história. GT-C6 (136-159)RO 152 8/15/08, 12:24 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. No primeiro caso, santa significa bendita, abençoada soneca; no segundo, refere-se a sagrados, religiosos, invioláveis. 153 6 Leia o poema de Murilo Mendes. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Eu te proclamo grande, admirável, Não porque fizeste o sol para presidir o dia E as estrelas para presidirem a noite; Não porque fizeste a terra e tudo que se contém nela, Frutos do campo, flores, cinemas e locomotivas; Não porque fizeste o mar e tudo que se contém nele, Seus animais, suas plantas, seus submarinos, suas sereias: Eu te proclamo grande e admirável eternamente Porque te fazes minúsculo na eucaristia, Tanto assim que qualquer um, mesmo frágil, te contém. MENDES, Murilo. Salmo no 3. In: PICCHIO, Luciana Stegagno (Org.). Os melhores poemas de Murilo Mendes. São Paulo: Global, 1998. a) O poema acima pertence à fase mística do autor. O que você entendeu do texto? a b) No texto, a que se referem os adjetivos grande, admirável e frágil ? b c) Observe a locução adjetiva em destaque Frutos do campo. Qual é o adjetivo equivalente? O adjetivo equivalente é campestres ou rurais. Faça o mesmo com as seguintes locuções adjetivas: candidato da maioria Majoritário. dor de estômago Estomacal. doença do fígado férias de professores Docentes. Hepática. águas da chuva amizade de irmão Fraterna. Pluviais. patê sem sabor habitantes da ilha Insulares. Insípido. crianças sem sono Insones. bifes sem sal Insossos. olhos de gato margens dos rios Fluviais. Felinos. a Pessoal. Sugestão: o poema lembra uma prece, por meio da qual o eu lírico declara sua fé em Deus. Ele justifica esse sentimento, após afirmar várias vezes que Deus não é grandioso apenas por ser o Criador, mas porque Ele pode estar presente em todos, por meio do sacramento da eucaristia. b Grande e admirável referem-se a Deus, que está substituído pelo pronome tu. Frágil refere-se a “qualquer um”. GT-C6 (136-159)RO 153 8/15/08, 12:24 PM Morfologia SALMO NO 3 154 RESUMO Morfologia • Adjetivo é a palavra variável que especifica o substantivo, caracterizando-o. • Locução adjetiva é composta por substantivo (ou advérbio) ligado a outro substantivo por preposição, com o mesmo valor e função de um adjetivo. Exemplos: golpe de mestre (magistral); jornal da tarde (vespertino). Classificação dos adjetivos • Simples: formados por um só radical. Exemplos: forte, livre, saudoso. • Compostos: formados por mais de um radical. Exemplos: nipo-brasileiro, vermelho-claro. • • pendentemente da existência de seres ou ações que a representem. Exemplos: longo, fresco, limpo. Derivados: originam-se de outros radicais. Exemplos: medroso, solteiro, saudável. Pátrios ou gentílicos: indicam nacionalidade ou procedência. Exemplos: londrino, chileno, húngaro. Colocação do adjetivo • A colocação do adjetivo na frase torna-se importante, em razão dos diferentes sentidos que ele pode expressar no contexto. Exemplos: homem grande = homem corpulento (ou de estatura elevada) grande homem = homem bom, sábio, competente Flexão dos adjetivos • Gênero • Uniformes: vendedor jovem — vendedora jovem • Biformes: honesto — honesta; freguês — freguesa; cru — crua; cantor — cantora • Número: os adjetivos simples seguem as mesmas regras de flexão de nú• • GT-C6 (136-159)RO mero que os substantivos. Os adjetivos compostos têm algumas peculiaridades. Exemplos: maestros hispano-americanos; luvas branco-gelo; garrafas amarelo-claras; écharpes cor-de-rosa; cintos da cor de chumbo. Grau • Comparativo • Superioridade: mais... (do) que: Este dicionário é mais completo que o outro. • Inferioridade: menos... (do) que: Este dicionário é menos completo que o outro. • Igualdade: tão... (quanto) como: Este dicionário é tão completo quanto o outro. Superlativo • Absoluto sintético: Este dicionário é completíssimo. • Absoluto analítico: Este dicionário é muito completo. • Relativo de superioridade: Este dicionário é o mais completo de todos. • Relativo de inferioridade: Este dicionário é o menos completo de todos. 154 8/15/08, 12:24 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Primitivos: são aqueles que por si mesmos designam uma qualidade, inde- 155 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GT-C6 (136-159)RO 1. (ITA-SP) Durante uma Copa do Mundo, foi veiculada, em programa esportivo de uma emissora de TV, a notícia de que um apostador inglês acertou o resultado de uma partida, porque seguiu os prognósticos de seu burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então, a seguinte observação: “Já vi muito comentarista burro, mas burro comentarista é a primeira vez.” Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera em função da ordem que elas assumem na expressão: Assinale a alternativa em que isso não ocorre: X a) obra grandiosa b) jovem estudante c) brasileiro trabalhador d) velho chinês e) fanático religioso (PUC-RJ) Leia o texto para responder às questões 2 e 3: “Vais encontrar o mundo”, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. “Coragem para a luta.” Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam. Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram 155 como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante das horas, um pouco de ouro mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo — a paisagem é a mesma de cada lado beirando a estrada da vida. Eu tinha onze anos. POMPEIA, Raul. O Ateneu. 2. A palavra que não pode substituir no texto a palavra rude (linha 12) é: X a) rústica d) rigorosa b) áspera e) brusca c) severa 3. Indique a opção em que a palavra destacada é um adjetivo: a) “Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, (...)” (linha 3) X b) “Sob a coloração cambiante das horas, (...)” (linha 30) c) “(...), diferente do que se encontra fora, (...)” (linha 7) d) “(...); como se a mesma incerteza de hoje, (...)” (linha 16) e) “(...) e não viesse de longe a enfiada das decepções (...)” (linha 19) 4. (FGV-SP) Aponte a alternativa em que corretamente se faz a concordância dos termos destacados. a) disputas sino-soviética, informações econômico-financeiras, camisas azul-piscinas, camisas pastéis b) disputas sino-soviéticas, informações econômicas-financeiras, camisas azuis-piscinas , camisas pastéis c) disputas sinas-soviéticas, informações econômicas-financeiras, camisas azul-piscina , camisas pastéis 8/15/08, 12:24 PM Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES d) disputas sino-soviéticas, informações econômicas-financeiras, camisas azul-piscinas, camisas pastéis X e) disputas sino-soviéticas, informações econômico-financeiras, camisas azul-piscina, camisas pastel (ESPM-SP) Leia o texto para responder às questões 5 e 6: Prazer à la Fidel Castro Acaba de ser lançada uma obra imperdível para os aficionados por charuto: O mundo do havana, escrita pela família franco-suíça Gérard, da editora Ática. Nas 144 páginas do livro, encontram-se peculiaridades sobre fragrâncias e sabores de mais de 35 marcas de “havanas” — como os autores chamam os charutos cubanos. Na última página, há o Léxico do Havanófilo, com o significado de termos como feno (primeiro terço do charuto, no qual há uma concentração de gosto e explosão de aromas). Depois da teoria, é só começar a frequentar os redutos dos amantes de charutos. O Dudes Bar tem um andar todo dedicado a eles. Além de ser uma pequena tabacaria, abriga cofres umidificadores (para manter os charutos na umidade adequada). No Bar des Arts também há uma filial da Ranieri Tabacaria e uma parte externa ideal para degustar seu havana. VIEIRA, Adriana. Prazer à la Fidel Castro. Revista da Folha, São Paulo, 25 maio 1999. 5. Identifique a alternativa que contém os sinônimos adequados para aficionados, peculiaridades, fragrâncias e léxico: a) amantes — propriedades — evidências — vocabulário b) fãs — detalhes — buquês — ortografia c) obcecados — idiossincrasias — cheiros — errata d) torcedores — caracteres — perfumes — sintaxe X e) entusiastas — características — aromas — dicionário GT-C6 (136-159)RO 156 6. A expressão concentração de gosto e explosão de aromas pode ser substituída, sem alteração de significado, por: a) medida justa de paladar e denotação de essência odorífera b) conjunto unívoco de paladar e estouro de cheiros c) reunião dispersa de sabor e comoção de olor X d) reunião de sabor e manifestação viva e súbita de odores e) conjunto de paladar e comoção de perfumes 7. (FGV-SP) Aponte a alternativa que traga os superlativos absolutos sintéticos de acordo com a norma culta. a) celebésimo, crudelíssimo, dulcíssimo, nigérrimo, nobérrimo X b) celebérrimo, crudelíssimo, dulcíssimo, nigérrimo, nobilíssimo c) celebríssimo, cruelérrimo, dulcésimo, negérrimo, nobérrimo d) celebríssimo, crudelérrimo, dulcíssimo, negérrimo, nobérrimo 8. (PUC-SP) O desagradável da questão era vê-lo de mau humor depois da troca de turno. Na frase acima, as palavras destacadas comportam-se, respectivamente, como: X a) substantivo, adjetivo, substantivo b) adjetivo, advérbio, verbo c) substantivo, adjetivo, verbo d) substantivo, advérbio, substantivo e) adjetivo, adjetivo, verbo 9. (Febasp) “Os homens são os melhores fregueses” — os melhores encontram-se no grau: a) comparativo de superioridade X b) superlativo relativo de superiori- dade c) superlativo absoluto sintético d) superlativo absoluto analítico de superioridade 8/15/08, 12:24 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 156 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Carta Capital, São Paulo, 19 mar. 1997. 10. Quanto ao termo bacana: a) É um substantivo que indica qualidade positiva. X b) É um adjetivo que indica qualidade positiva, pertencente à gíria brasileira. c) É gíria, usada sempre no sentido de grã-fino. d) Pertence à gíria americana e foi introduzido no Brasil na década de 50. e) É conotativo; no sentido denotativo significa festeiro. 11. O melhor sinônimo para a palavra polido é: d) antigo X a) luzidio b) macio e) educado c) envernizado 12. (Fatec-SP) Identifique a alternativa em que não é atribuída a ideia de superlativo ao adjetivo: a) É uma ideia agradabilíssima. b) Era um rapaz alto, alto, alto. c) Saí de lá hipersatisfeito. X d) Almocei tremendamente bem. e) É uma moça assustadoramente alta. 13. (FAAP-SP) Acentuadíssimas — adjetivo acentuadas flexionado no grau: a) comparativo de superioridade b) comparativo de igualdade c) superlativo relativo de superioridade X d) superlativo absoluto sintético e) superlativo absoluto relativo GT-C6 (136-159)RO 157 14. (UnB-DF) Relacione a primeira coluna à segunda. ( 1 ) água ( ) pluvial (2) chuva ( ) ebúrneo (3) gato ( ) felino (4) marfim ( ) aquilino (5) prata ( ) argênteo (6) rio (7) não consta da lista A sequência correta é: a) 7, 7, 3, 1, 7 b) 6, 3, 7, 1, 4 X c) 2, 4, 3, 7, 5 d) 2, 4, 7, 1, 7 15. (ITA-SP) Os superlativos absolutos sintéticos de: comum, soberbo, fiel, miúdo são, respectivamente: a) comuníssimo, super, fielíssimo, minúsculo b) comuníssimo, sobérrimo, fidelíssimo, minúsculo X c) comuníssimo, superbíssimo, fidelíssimo, minutíssimo d) comunérrimo, sobérrimo, fidelíssimo, miudérrimo e) comunérrimo, sobérrimo, fielíssimo, minutíssimo 16. (Fatec-SP) Leia, atentamente, o trecho extraído de Memórias póstumas de Brás Cubas, abaixo transcrito: (...) a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi um berço (...) Identifique a classificação morfológica de autor e de defunto: I. No primeiro caso, autor é substantivo e defunto é adjetivo. II. No segundo caso, defunto é substantivo e autor é adjetivo. III. Em ambos os casos, temos substantivos compostos. Agora, identifique a alternativa correta: X a) I e II estão corretas b) II e III estão corretas c) I e III estão corretas d) todas estão corretas e) todas estão incorretas 8/15/08, 12:24 PM Morfologia 157 (ESPM-SP) Leia o texto para responder às questões 10 e 11. Futurolândia George Jetson não poderia desejar TV mais bacana que esta. Chama-se The Satellite, e foi criada pela empresa norte-americana Mercury 7. Possui monitor de 14 polegadas e repousa sobre uma esfera de alumínio polido. Os tubos de plástico ABS conduzem a fiação para duas esferas: na menor, vermelha, está instalado o alto-falante; e na maior, com um globo terrestre, fica o sensor do controle remoto. O resultado é absolutamente inovador. 158 Morfologia X a) amabilíssimo, fidelíssimo, eficacís- simo, dulcíssimo, incredibilíssimo, integérrimo , magnificentíssimo, prospérrimo b) amabilíssimo, fidelíssimo, eficientíssimo, docérrimo, incrivelíssimo, integríssimo, magnificenterrimo, prospérrimo c) amabilérrimo, fidelíssimo, eficacérrimo, dulcérrimo, incredibilérrimo, integérrimo, magnificientíssimo, prospérrimo d) amabilésimo, fidelésimo, eficentérrimo, dulcíssimo, incredibilerrimo, integríssimo , magnificentésimo, prospérrimo e) amabilíssimo, fidelíssimo, eficientésimo, dulcérrimo, incredibilíssimo, integérrimo, magnificenterrimo, prospérrimo 18. (UFU-MG) O autor de D. Casmurro afirma que “José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias”. Dentre os vários superlativos empregados por José Dias, assinale a única alternativa em que ocorre um emprego não previsto pela gramática normativa. a) “Se soubesse, não teria falado, mas falei pela veneração, pela estima, pelo afeto, para cumprir um dever amargo, amaríssimo...” b) “Que ideia é essa? O estado dela é gravíssimo, mas não é mal de morte, e Deus pode tudo.” c) “Sua mãe é uma santa, seu tio é um cavalheiro perfeitíssimo.” X d) “... porque ela é um anjo, anjíssimo...” e) “Oh! As leis são belíssimas.” 19. (FEI-SP) Siga o modelo: modificação da paisagem: modificação paisagística. a) água da chuva Pluvial. b) exageros da paixão Passionais. c) atitudes de criança Infantis, pueris. d) soro contra veneno de serpente Antiofídico. 20. (UM-SP) Aponte a alternativa incorreta na correspondência entre a locução e o adjetivo. a) glacial (de gelo); ósseo (de osso) b) fraternal (de irmão); argênteo (de prata) c) farináceo (de farinha); pétreo (de pedra) X d) viperino (de vespa); ocular (de olho) e) ebúrneo (de marfim); insípida (sem sal) 21. (EEM-SP) Dê o superlativo absoluto sintético de: a) feliz b) livre Felicíssimo. Libérrimo. 22. (ITA-SP) Os adjetivos lígneo, gípseo, níveo, braquial significam respectivamente: X a) lenhoso, feito de gesso, alvo, relativo ao braço b) lenhoso, feito de gesso, nivelado, relativo ao crânio c) lenhoso, rotativo, abalizado, relativo ao crânio d) associado, rotativo, nivelado, relativo ao braço e) associado, feito de gesso, abalizado, relativo ao crânio 23. (UFF-RJ) Das frases abaixo, apenas uma apresenta adjetivo no comparativo de superioridade. Assinale-a. a) A palmeira é a mais alta árvore deste lugar. b) Guardei as melhores recordações daquele dia. X c) A Lua é menor do que a Terra. d) Ele é o maior aluno de sua turma. e) O mais alegre dentre os colegas era Ricardo. 24. (Cefet-PR) Siga o exemplo: Não chame a torre de alta, mas de altíssima. Não considero sua atitude nobre, mas . Nobilíssima. GT-C6 (136-159)RO 158 8/15/08, 12:25 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 17. (ESPM-SP) Os superlativos absolutos sintéticos de: amável, fiel, eficaz, doce, incrível, íntegro, magnífico e próspero são, respectivamente: 159 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GT-C6 (136-159)RO 26. (ITA-SP) O plural de terno azul-claro, terno verde-mar é, respectivamente: a) ternos azuis-claros, ternos verdes-mar b) ternos azuis-claros, ternos verde-mar 159 c) ternos azul-claro, ternos verde-mar X d) ternos azul-claros, ternos verde-mar e) ternos azuis-claro, ternos verde-mar 27. (Unimep-SP) O adjetivo está mal flexionado em grau em: a) livre: libérrimo b) magro: macérrimo X c) doce: docílimo d) triste: tristíssimo e) fácil: facílimo 28.(UM-SP) A palavra cearense é: a) substantivo gentílico b) adjetivo biforme c) substantivo pátrio X d) adjetivo pátrio e) adjetivo superlativo 8/15/08, 2:57 PM Morfologia 25. (Cesgranrio-RJ) Assinale a alternativa em que o termo cego(s) é um adjetivo. a) “Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem aonde ir...” b) “O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite escura da alma...” c) “Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.” d) “Naquele instante era só um pobre cego.” X e) “... da Terra que é um globo cego girando no caos.” 160 Capítulo 07 Morfologia Artigo e numeral ARTIGO Contextualização Leia a tira. RECRUTA ZERO WALKER, Mort. Recruta Zero. O Estado de S.Paulo, 7 dez. 2004. a No provérbio chinês, a mensagem nos sugere que é preferível ensinar uma pessoa a ganhar o seu próprio sustento, aprendizado que lhe servirá para a vida toda, a lhe dar alimento de graça. No texto, o padre faz o sermão com base num provérbio chinês: Se queres matar a fome de alguém não lhe dês o peixe, ensina-o a pescar. a) Interprete o sentido do provérbio que deu origem ao texto dos quadrinhos. a b) Explique o novo conteúdo transmitido pelo provérbio na tira. b c) Tente explicar a diferença existente entre o o e os um que aparecem A palavra o refere-se a um determinado provérbio, que vai ser explicitado na sequência. As palavras um destacadas referem-se, respectivamente, a qualdestacados na frase: quer peixe e a qualquer homem, de forma genérica. Como diz o ditado “Dê um peixe a um homem...”. b O quadrinista, por meio da figura do pregador, critica de forma bem-humorada a ingratidão humana. Na segunda parte do provérbio, que é diferente do texto original, o padre insinua que os homens preferem pescar a ir à igreja. Conceituação Releia os quadrinhos e observe que o padre emprega a forma o ditado porque se trata de um provérbio determinado. O sentido dos substantivos peixe e homem, da primeira parte do provérbio, é indeterminado, daí usarmos um, que se aplica a qualquer peixe e a qualquer homem. Agora explique a diferença de sentido entre as construções destacadas: ... ele nunca mais entrará numa igreja. No primeiro caso, ele nunca mais entrará em nenhuma igreja (sentido generalizado); no segunEle nunca mais entrará na igreja. do, refere-se a determinada igreja em particular. Artigos são palavras variáveis em gênero e número que antecedem os substantivos, determinando-os de modo particular ou de modo genérico. GT-C7 (160-177)RO 160 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Mort Walker 161 Classificação e flexão dos artigos Há dois tipos de artigos. Morfologia Artigos definidos São aqueles que determinam ou definem o substantivo de modo preciso, particular, ou porque se pode precisá-lo no contexto ou porque se pressupõe um conhecimento prévio sobre ele. Flexionam-se em gênero e número. São definidos os artigos o, a, os e as. Exemplos: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O padre ofereceu o agasalho vermelho ao mendigo que estava à beira do rio. A enfermeira de plantão conduziu o paciente recém-operado à sala de exames do terceiro andar. • Atenção A crase, em à beira e à sala — nestes casos, o encontro do artigo a com a preposição a —, será explicada no capítulo 25. Artigos indefinidos São aqueles que determinam o substantivo de modo impreciso, vago. Acompanham nomes aos quais não se havia feito referência anterior. Flexionam-se em gênero e número. São indefinidos os artigos um, uma, uns e umas. Exemplos: Um país inteiro não pode ser derrotado por um mosquito. O cachorro tinha umas pintas no focinho e uns calombos na cabeça. Substantivação das palavras Contextualização Leia os quadrinhos. Mauricio de Sousa MAURICIO DE SOUSA TURMA DA MÔNICA SOUSA, Mauricio de. Turma da Mônica. O Estado de S.Paulo, 22 jul. 2004. GT-C7 (160-177)RO 161 8/15/08, 12:27 PM 162 a) Na tira, Na em que fato o quadrinista se baseou para a criação do interpretação do aviso. A frase na placa constitui um apelo às pessoas para que respeitem e humor? defendam a natureza. Mas o quadrinista acrescentou humor a essa mensagem, quando a per- Morfologia sonagem interpretou de forma errada o sentido de o verde, que imaginou ser a cor verde. b) Compare os elementos destacados nas frases a seguir: “Proteja o verde.” Contemple o verde mar. A que classe gramatical pertence a palavra verde em cada frase? Na primeira, trata-se de um substantivo porque a palavra verde, que é normalmente um Por quê? adjetivo, vem regida de artigo e nomeia um ser — a natureza. Na segunda frase, verde caracteriza o substantivo mar, por isso é um adjetivo. Conceituação Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. No capítulo 4, a respeito de formação das palavras, vimos que uma palavra pode mudar de classe gramatical (são os casos de derivação imprópria). Qualquer vocábulo, expressão ou frase pode sofrer substantivação. Para isso, basta que se coloque um determinativo (artigo ou pronome adjetivo) antes dela. Veja alguns exemplos de substantivação com o artigo como determinativo: Durante certos momentos o pensar nos transporta ao passado. verbo com valor de substantivo (o pensamento) Não tente convencer os incrédulos que sempre precisam ver tudo. adjetivo com valor de substantivo Havia um outro eu ainda oculto nele, misterioso e distante. pronome com valor de substantivo Aplicação 1 Leia os quadrinhos. ROMEU, O DESCASADO MARINGONI Maringoni MARINGONI. Romeu, o Descasado. O Estado de Minas, Belo Horizonte, 26 set. 2003. a) Como o quadrinista imprime humor ao texto? Além da linguagem antitética, que faz um jogo entre as palavras mal e boa / bem ao inverter valores com os costumeiros slogans publicitários, o nome do publicitário, Bob Mídia, reforça a comicidade mórbida do texto, ao sugerir que tudo pode ser “vendido”, até mesmo o mal. GT-C7 (160-177)RO 162 8/15/08, 12:27 PM Explique a mudança de sentido nas frases, mediante a troca artigo definido especifica o ser de maneira determinada. O artigo indefinido refere-se a do artigo. Otodos os diabos, de maneira imprecisa. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2 Leia o trecho a seguir. Ligo a vitrola e ao acaso, sem trapaça, escolho um disco. Fico sorrindo quando ouço o que escolhi.Vou reto até a cama, faço uma trouxa apertada de roupa, abro o cesto e empurro a trouxa para dentro. A tampa resiste, resmunga, salta duas vezes mas na terceira tentativa se acomoda e fica fechada. TELLES, Lygia Fagundes. As meninas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998. a) Neste trecho, ocorre uma personificação, ou seja, uma figura de linguagem pela qual o autor empresta sentimentos humanos a seres inanimados ou animais. Cite a frase do trecho acima que caracteriza a personificação e justifique sua resposta. a b) Observe o emprego dos artigos nestas frases: a A tampa resiste, resmunga, salta duas vezes mas na terceira I — Ligo a vitrola... tentativa se acomoda e fica fechada. Trata-se de uma personificação porque os verbos resistir, resmungar, saltar e acomodarII — ... escolho um disco. se referem-se a uma tampa de cesto e não a uma pessoa. Se houvesse a troca no emprego do artigo nas duas frases, que sentido os substantivos teriam? Em Ligo uma vitrola, seria uma vitrola qualquer dentre muitas; em ... escolho o disco, a autora estaria falando de um disco especial, único dentre muitos outros. 3 Certos substantivos homônimos, ou seja, os que têm a mesma grafia e/ou pronúncia, mas significados diferentes (veja capítulo 3), distinguem-se pelo emprego do artigo. Veja: o guarda (soldado) — a guarda (corporação). Identifique o significado destes substantivos homônimos: a) o guia — a guia f) o caixa — a caixa Atendente — objeto. Acompanhante — documento. b) o moral — a moral g) o coma — a coma Sono mórbido — cabeleira, juba. Ânimo — ética. c) o foca — a foca h) o língua — a língua Jornalista iniciante — animal. Intérprete — órgão da boca. d) o lente — a lente i) o capital — a capital Dinheiro — cidade principal. Professor graduado — vidro de aumento. e) o nascente — a nascente j) o lotação — a lotação Lado onde nasce o Sol — fonte. GT-C7 (160-177)RO 163 Veículo — efeito de lotar. 8/15/08, 12:27 PM Morfologia 163 b) Explique a frase a seguir. Pratique o mal. Mas pratique bem. A frase sugere que o mal seja exercido com todo o empenho, isto é, praticado da melhor forma possível. c) Compare as orações a seguir. “Popularizar o diabo.” Popularizar um diabo. 164 a Com o emprego do artigo definido a diante do substantivo mulher e o uso do artigo indefinido uma antes do substantivo vida. IstoÉ, São Paulo, 14 abr. 2004. a) Que mensagem o anúncio transmite aos leitores, em especial aos Ele sugere que o homem faça uso do cartão de crédito Itaucard para presentear a mulher homens? que ama e, assim, aproveitar os bons momentos da vida, antes que eles passem. b) Releia o texto central da propaganda. De que forma o anunciante contrapõe os dois principais substantivos no contexto? a c) Na frase ... nos momentos feitos para você, o artigo aparece combinado com a preposição em. Explique o significado dessa frase, observando o emprego do artigo. Se o texto do anúncio fosse ...em momentos feitos para você, não conseguiria transmitir, com tanta ênfase, que os momentos são únicos, particulares, não se repetirão jamais. 5 Explique a diferença de sentido entre as seguintes construções, observando o emprego ou não do artigo definido. a) O Brasil foi representado por ginastas mais experientes na Olimpíada. Nem todos os ginastas mais experientes do país estiveram nas olimpíadas. O Brasil foi representado pelos ginastas mais experientes na O modelo será o maior Olimpíada. Todos os ginastas mais experientes representaram o Brasil. todos os sucessos da b) Este modelo digital vai ser o espetáculo da temporada. de temporada. Este modelo digital vai ser um espetáculo da temporada. O modelo será um dentre outros sucessos da temporada. 6 Identifique o sentido das frases, de acordo com o emprego dos artigos indefinidos. a) O lugar não é um palácio, mas parece-me aconchegante. b b) Havia uns pesquisadores na expedição à Antártida. c c) Ela é uma grande atriz, mas não se compara a uma Fernanda substantivo próprio Fernanda Montenegro é usado como substantivo comum, com Montenegro. Oo significado de atriz muito talentosa. b O sentido do artigo indefinido aqui é o mais usual, o de não particularizar o substantivo palácio; o sentido da frase, no entanto, seria o mesmo se o artigo empregado fosse definido (...não é o Palácio de Buckingham, mas...), isto é, o lugar não é muito bom. c Alguns pesquisadores; não se sabe nem seu número certo, nem quais pesquisadores são. GT-C7 (160-177)RO 164 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia DM9/DDB 4 Leia o anúncio publicitário. 165 NUMERAL Contextualização Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. SUPERFAXINEIROS Estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que em três anos haverá sete vezes mais robôs domésticos. Serão quatro milhões contra os 607 mil de 2003 — a maioria cortadores de grama e aspiradores de pó. Brinquedos robóticos como o cão Aibo, da Sony, já são quase 700 mil. Apesar dos humanoides que já cantam e até dançam, ainda estamos longe da eficiente Rosie, do desenho animado The Jetsons. Em 2007, a ONU diz que haverá 75 mil serviçais eletrônicos, contra os 21 mil que hoje fazem segurança, mexem em lixo tóxico e ordenham vacas. Estima-se que só no final da década os robôs poderão cuidar de idosos e portadores de deficiência. IstoÉ, São Paulo, 27 out. 2004. a) De acordo com o texto, quais são os objetivos da criação de robôs as atividades domésticas que ocupam bastante o nosso tempo; substituir certas pessoas domésticos? Facilitar em trabalhos mais mecânicos e perigosos; produzir diversão e ajudar idosos e deficientes. b) Releia a seguinte frase do texto: ... em três anos haverá sete vezes mais robôs domésticos. Explique o que as palavras destacadas expressam. Ambas exprimem quantidade. c) Qual expressão da questão b indica aumento múltiplo da unidade? Dê sete vezes. Sugestão: Segundo a Organização Mundial outro exemplo em uma frase. Adeexpressão Saúde, a poluição mata três vezes mais pessoas do que o trânsito. d) Localize no texto outras expressões (palavras ou números) que exerçam o mesmo papel, ou seja, indiquem quantidade. Identifique o subselas: quatro milhões (robôs), 607 mil (rotantivo a que se referem ou que substituem. São bôs), 2003 (ano), 700 mil (brinquedos), 2007 (ano), 75 mil (serviçais), 21 mil (serviçais). Observe que nas expressões levantadas existem números representados por palavras (três, sete, quatro milhões, mil) e por algarismos (607, 2003, 700, 2007, 75, 21 ). Conceituação As palavras do texto que expressam quantidade são chamadas de numerais. O numeral que acompanha um substantivo recebe o nome de numeral adjetivo. Exemplo: três anos. Quando substitui o substantivo, chama-se numeral substantivo. Exemplo: Marina recebeu o triplo do que pensava. Numeral é a palavra que indica uma quantidade definida de pessoas ou coisas, ou o lugar que elas ocupam numa série. GT-C7 (160-177)RO 165 8/15/08, 12:27 PM Morfologia Leia o texto. 166 Classificação dos numerais Morfologia Os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos ou fracionários. Cardinais Indicam número ou quantidade. Exemplo: Na volta da praia, passamos por quatro pedágios. Ordinais Multiplicativos Indicam o número de vezes pelo qual uma quantidade é multiplicada. Exemplo: A piscina nova é o dobro da outra. Fracionários Indicam o número de vezes pelo qual uma quantidade é dividida. Exemplo: O médico recomendou-lhe meia colher do cereal ao dia. Há também numerais que designam um conjunto, mas referem-se a um número exato de seres ou coisas. Alguns gramáticos classificam essas palavras como numerais coletivos. Leia a seguir uma lista de numerais coletivos: bíduo — período de dois dias bimestre — período de dois meses decálogo — conjunto de dez leis ou preceitos morais decúria — período de dez anos dezena — conjunto de dez coisas dístico — conjunto de dois versos dúzia — conjunto de doze coisas centenário ou centúria — período de cem anos grosa — conjunto de doze dúzias lustro — período de cinco anos milênio — período de mil anos milheiro ou milhar — conjunto de mil coisas GT-C7 (160-177)RO 166 novena — período de nove dias quarentena — período de quarenta dias quarteto — conjunto de quatro pessoas ou coisas quina — série de cinco números quinquênio — período de cinco anos resma — quinhentas folhas de papel semestre — período de seis meses septênio — período de sete anos sexênio — período de seis anos terno — conjunto de três coisas trezena — período de treze dias triênio — período de três anos trinca — conjunto de três coisas 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Indicam ordem ou posição numa sequência. Exemplo: O jogador brasileiro foi eleito o melhor artilheiro pela terceira vez. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A manifestação foi interrompida por um policial. (artigo) (Um policial qualquer interrompeu a manifestação.) GT-C7 (160-177)RO • Como vimos em Contextualização, não confunda algarismo com numeral. De acordo com o Dicionário Houaiss, algarismo é um sinal usado para a representação gráfica dos números, enquanto numeral é uma classe de palavras. Algarismos Numerais Arábicos Romanos 1 I um primeiro 2 II dois segundo dobro, duplo, dúplice meio ou metade 3 III três terceiro triplo, tríplice um terço 4 IV quatro quarto quádruplo um quarto 5 V cinco quinto quíntuplo um quinto 6 VI seis sexto sêxtuplo um sexto 7 VII sete sétimo sétuplo um sétimo 8 VIII oito oitavo óctuplo um oitavo 9 IX nove nono nônuplo um nono 10 X dez décimo décuplo um décimo 11 XI onze décimo primeiro undécuplo um onze avos 12 XII doze décimo segundo duodécuplo um doze avos 13 XIII treze décimo terceiro — um treze avos 14 XIV catorze décimo quarto — um catorze avos 15 XV quinze décimo quinto — um quinze avos 16 XVI dezesseis décimo sexto — um dezesseis avos 17 XVII dezessete décimo sétimo — um dezessete avos 167 Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários — — 8/15/08, 12:27 PM Morfologia 167 • Atenção • Não se deve confundir o numeral cardinal um com o artigo indefinido um. O numeral expressa quantidade, não tem plural e varia somente em gênero (um, uma). O artigo expressa uma ideia vaga, indefinida, e flexiona-se em gênero (um, uma) e em número (uns, umas). A identificação é feita pelo contexto. Observe: Havia um gerente em cada setor. (numeral) (Havia apenas um gerente em cada setor.) 18 XVIII dezoito décimo oitavo — um dezoito avos 19 XIX dezenove décimo nono — um dezenove avos 20 XX vinte vigésimo — um vinte avos 21 XXI vinte e um vigésimo primeiro — um vinte e um avos 30 XXX trinta trigésimo — um trinta avos 40 XL quarenta quadragésimo — um quarenta avos 50 L cinquenta quinquagésimo — um cinquenta avos 60 LX sessenta sexagésimo — um sessenta avos 70 LXX setenta septuagésimo — um setenta avos 80 LXXX oitenta octogésimo — um oitenta avos 90 XC noventa nonagésimo — um noventa avos 100 C cem centésimo cêntuplo centésimo 200 CC duzentos ducentésimo — ducentésimo 300 CCC trezentos trecentésimo — trecentésimo 400 DC quatrocentos quadringentésimo ou quadrigentésimo — — quadringentésimo ou quadrigentésimo 500 D quinhentos quingentésimo — quingentésimo 600 DC seiscentos sexcentésimo ou seiscentésimo — sexcentésimo ou seiscentésimo septingentésimo ou setingentésimo — septingentésimo ou setingentésimo 700 GT-C7 (160-177)RO DCC setecentos 800 DCCC oitocentos octingentésimo — octingentésimo 900 CM novecentos nongentésimo ou noningentésimo — nongentésimo ou noningentésimo 1 000 M mil milésimo — milésimo 10 000 X dez mil dez milésimos — um dez mil avos 100 000 C cem mil cem milésimos — um cem mil avos 1 000 000 M um milhão milionésimo — um milionésimo 1 000 000 000 M um bilhão bilionésimo — um bilionésimo 168 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 168 169 Flexão dos numerais de duzentos variam em gênero; os numerais cardinais terminados em -ão variam em número; os restantes são invariáveis. Exemplos: uma criança, duas garrafas, duzentas pessoas, seis milhões, dez milhões, quatro trilhões. 2. Os numerais ordinais variam em gênero e em número. Exemplos: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Os dois times de minha cidade conseguiram as primeiras vitórias no sétimo campeonato nacional entre clubes. A oitava nadadora da nossa equipe chegou em vigésimo terceiro lugar. 3. Os numerais multiplicativos flexionam-se em gênero e em número quando usados como adjetivo, e não se flexionam, quando empregados como substantivos. Exemplos: O carteador costuma fazer apostas duplas e triplas. (valor de adjetivo) Esta empresa produziu o triplo do ano anterior. (valor de substantivo) 4. Os numerais fracionários variam em número, de acordo com os cardinais que expressam a quantidade de frações. Exemplos: O rapaz pagou um terço da dívida. Ela dilapidou cinco quartos do patrimônio familiar. • Atenção • O numeral fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo ao qual se refere. Observe: O horário do voo é meio-dia e meia (hora). O discurso daquele político é cheio de meias verdades. • A palavra meio permanece invariável quando é advérbio, modificando adjetivos: A estagiária continuava meio insegura diante do médico. A atleta deixou o campo meio decepcionada com o resultado. • Há numerais que podem se flexionar em grau quando se quer dar ênfase a uma ideia. Veja os exemplos: A notícia foi dada em primeiríssima mão. Aquele ator esteve entre os primeirões no festival de Saint-Tropez. A mãe já era trintona e parecia uma adolescente. GT-C7 (160-177)RO 169 8/15/08, 12:27 PM Morfologia 1. Os numerais cardinais um, dois e os que representam centenas a partir 170 Emprego dos numerais Morfologia 1. Na leitura dos algarismos romanos que vêm após substantivos que indicam séculos, nomes de papas ou reis e partes de uma obra, empregam-se numerais ordinais até décimo e, depois, numerais cardinais. Exemplos: Na Idade Média, no século IX (século nono), predominou o Cristianismo na Europa. Henrique VIII (Henrique oitavo), rei da Inglaterra, foi casado com Ana Bolena. No capítulo II (capítulo segundo), estudamos fonema e letra. O volume XII (volume doze) desta coleção traz biografias de pintores. • Se o algarismo vier antes do substantivo, é lido sempre como numeral ordinal. Exemplos: O V episódio (quinto episódio) do romance é surpreendente. O XI capítulo (décimo primeiro capítulo) pareceu-me mais longo. 2. Na enumeração de leis, decretos, artigos, avisos, circulares, portarias e outros textos oficiais com algarismos arábicos, eles são lidos como numerais ordinais até o nono e como cardinais a partir de dez. Exemplos: O governo baixou a portaria 8a (portaria oitava). Conforme o artigo 15 (artigo quinze) não houve infração. 3. Na enumeração de páginas, folhas, textos, casas, apartamentos e similares com algarismos arábicos, eles são lidos como numerais cardinais. Exemplos: Releiam, na página 112 (cento e doze), o texto 6 (seis). O apartamento 803 (oitocentos e três) foi alugado. Morava no quarto 9 (nove) da pensão. • Atenção • Se o algarismo vier antes do substantivo, é lido como numeral ordinal. Exemplo: A 6 a (sexta) folha do jornal aborda um assunto polêmico. 4. Os numerais multiplicativos são pouco usados, com exceção de dobro, triplo e duplo. As demais formas são substituídas pelo cardinal acompanhado da palavra vezes. Exemplos: nove vezes (nônuplo) sete vezes (sétuplo) 5. Para indicar o primeiro dia de cada mês, emprega-se o ordinal primeiro e não o cardinal um: No dia primeiro de maio comemora-se o dia do trabalhador. GT-C7 (160-177)RO 170 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Atenção 171 6. Consideram-se numerais as formas zero, ambos e ambas. O botão zero foi acionado pelo astronauta. Deixou ambos sem nenhuma saída. Morfologia • Atenção • Existe a forma enfática para ambos: deixou ambos os dois sem nenhuma saída. • As formas corretas dos numerais cardinais correspondentes aos algarismos 50, 3 e 1 são cinquenta, três e um. Não existe a forma cincoenta. As formas treis e hum são admitidas apenas no preenchimento de cheques para evitar falsificações. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Aplicação 1 Leia os quadrinhos. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 16 set. 2004. a) Como Helga é uma esposa exigente e preocupada, Hagar não quer mais beber para atendê-la. Pode-se dizer que Hagar tomou uma já que ele se dirigiu a um bar, onde decisão firme? Esclareça sua resposta. Não, sabia ser improvável servirem leite. b) Releia a seguinte frase do primeiro quadrinho Quero um copo de leite. I — A palavra destacada tem sentido genérico ou expressa uma quantidade? Tem sentido genérico. de um artigo II — A que classe gramatical pertence essa palavra? Trata-se indefinido. 2 Explique os sentidos expressos pelos numerais nas frases a seguir. a) O namorado tinha apenas duzentinhos no bolso. a b) O time argentino ficou mesmo na segundona (divisão). b numerais indicam exatamente a mesma quanc) Você apenas trocou seis por meia dúzia. Os tidade, daí expressarem a inutilidade da troca. primeira (categoria), d) O vendedor garantiu-me que o café era de primeira. De do melhor tipo. O numeral um milhão de vezes passa a ideia de exae) Voltei àquela cidade um milhão de vezes. gero – ninguém vai a um lugar este número de vezes. f) A secretária merece um zero pelo atendimento e dez pela elegância. Os dois numerais referem-se à gradação de notas comumente utilizadas na escola. a A flexão em grau do numeral duzentos (duzentinhos) enfatiza a ligação (afetividade) ao substantivo subentendido (possivelmente reais). b Aqui, a flexão de segunda enfatiza a ideia da não competência dessa divisão no futebol. GT-C7 (160-177)RO 171 8/15/08, 12:27 PM 172 Morfologia TALENT 3 Leia a propaganda. Folha Top of Mind 2004, São Paulo, 21 out. 2004. Entre outros recursos, ele explora a emoção, o sentimento do consumidor, ao se referir à comida de mãe com afetividade e colocando-a em primeiro plano. a) No texto principal, o anunciante empregou um recurso sugestivo para vender o seu produto. De que recurso se trata? b) Como o publicitário enfatizou a qualidade superior do fogão Brastemp? Mencionando as colocações honrosas alcançadas pelo produto no ranking das marcas. c) Indique a palavra no texto que se refere à posição ou à ordem do produto anunciado. Como se chama essa palavra? Identifique também os algarismos que simbolizam essa classe de palavra. A palavra é primeira e ela é um numeral ordinal; 1 (primeiro) e 4 (quarto) representam numerais ordinais. d) Ao empregar o numeral ordinal no enunciado principal, que sentiAo dizer que a marca é a primeira do o anunciante confere ao produto oferecido? coisa que vem à cabeça, o anunciante a valoriza, mostra que ela e) Imagine se o texto fosse alterado para: vem antes de qualquer outra. Brastemp: a primeiríssima coisa que vem à cabeça. O nível de intensidade do numeral aumentaria Que sentido teria o numeral ordinal? bastante, ou seja, o fogão Brastemp estaria bem à frente de todas as outras marcas. f) Releia o trecho a seguir: Se você não pensasse tanto na gente, a gente não conseguiria nunca ser assim uma Brastemp. Agora responda. A palavra uma é um artigo indefinido ou um numeral? Justifique sua um artigo indefinido porque não indica quantidade, e sim determina o substantivo resposta. Constitui Brastemp. o GT-C7 (160-177)RO 172 o 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Top of Mind em fogões. 1o lugar em eletrodomésticos. 4o lugar no ranking geral das marcas. Se você não pensasse tanto na gente, a gente não conseguiria nunca ser assim uma Brastemp. 173 4 Leia os quadrinhos. MAGO DE ID PARKER, Brant; HART, Johnny. Mago de Id. O Estado de S.Paulo, 26 jul. 2003. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A caminhada que foi determinada pelo médico não poderia ser feita porque o bufão iria beber em todos os bares do trajeto; logo, ficaria impossibilitado de caminhar. a) O que a resposta da personagem, no segundo quadrinho, sugere? b) Tanto o número 5 (cinco) como o número 500 (quinhentos) estão escritos em algarismos arábicos e indicam quantidade. Em um bar, a palavra destacada é o quê? Justifique sua resposta. Um em um bar é numeral cardinal, pois quantifica o número de bares que há no percurso (um bar em 500 metros, dois em 1 000, e assim por diante. 5 Observe os números indicados entre parênteses e empregue-os por extenso, nas seguintes frases. a) Amanhã o professor fará conosco a análise do capítulo (LXIII) da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Sessenta e três. b) Fiz o exercício de biologia na (46) página do livro e não o da página (50). Quadragésima sexta; cinquenta. c) O filme apresenta fatos do século (IV) que ainda eram desconhecidos no século (XIX). Quarto; dezenove. d) O papa Pio (XII) enfrentou situações que se tornaram polêmicas mais tarde. Doze. e) Em poucos minutos ele leu a página (XXII) para os colegas. Vinte e dois. f) Hoje é o dia (1o) de janeiro de 2005. Primeiro. g) Você será o (316) candidato a uma vaga na faculdade. Trecentésimo décimo sexto. h) O escritor chileno está hospedado no (58) quarto deste hotel. Quinquagésimo oitavo. i) Meu instrutor de tênis reside no (29) andar do Edifício Antúrios, no número (617). Vigésimo nono; seiscentos e dezessete. 6 Substitua o pelo numeral coletivo correspondente à expressão indicada entre parênteses. a) O processo tinha cerca de uma (quinhentas folhas de papel). Resma. b) No armário da escola havia uma (conjunto de doze coisas) de blocos. Dúzia. c) Esta universidade festejou seu (período de seis anos) de funcionamento. Sexênio. d) Novas erupções vulcânicas poderão ocorrer em um (período de mil anos). Milênio. e) Os pacientes com varíola ficaram de (quarenta dias) por recomendação médica. Quarentena. GT-C7 (160-177)RO 173 8/15/08, 12:27 PM Morfologia 2005 TRIBUNE MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Brant Parker e Johnny Hart 174 RESUMO Morfologia Artigo • Artigo é a palavra variável em gênero e número que antecede o substantivo, determinando-o de modo particular ou de modo genérico. Classificação e flexão dos artigos • Definidos: o, a, os, as. Exemplo: Meus amigos trouxeram o CD do Linking Park. • Indefinidos: um, uma, uns, umas. Exemplo: Meus amigos trouxeram um CD de rock. Substantivação das palavras perdoar nos torna mais felizes. Numeral • Numeral é a palavra que indica uma quantidade definida de pessoas ou coisas, ou o lugar que elas ocupam numa série. Classificação dos numerais • Cardinais: trinta e um milhões de hispânicos vivem nos Estados Unidos. • Ordinais: classificou-se em terceiro lugar no concurso. • Multiplicativos: ganhamos o triplo do valor inicial nessa transação. • Fracionários: recebeu um quinto da pensão este mês. Flexão dos numerais • Numerais cardinais: uma escola, duas garotas, duzentas cartas, onze milhões. • Numerais ordinais: segunda chamada, terceiros colocados, vigésima noite. • Numerais multiplicativos: cabines duplas (adjetivo), trabalhou o dobro (substantivo). • Numerais fracionários: um quinto, dois terços, três sextos. Emprego dos numerais • Leitura dos algarismos romanos: século X (décimo), século XI (onze); X século (décimo), V século (quinto). • Enumeração de leis, decretos, artigos, avisos, circulares, portarias e outros • • • • GT-C7 (160-177)RO textos oficiais: decreto 7 o (sétimo); decreto 11 (onze). Enumeração de páginas, folhas, textos, casas, apartamentos, etc.: folha 35 (trinta e cinco), casa 23 (vinte e três); 35 a folha (trigésima quinta), 23 a casa (vigésima terceira). Usam-se dobro, triplo e duplo; as demais formas são substituídas pelo cardinal e a palavra vezes: seis vezes (sêxtuplo). Primeiro dia do mês (ordinal): eles casarão em 1 o de setembro. Numerais zero, ambos e ambas: comprou um carro zero. 174 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • A colocação do artigo antes de qualquer palavra torna-a substantivada: o 175 1. (UM-SP) Assinale a alternativa em que há erro [sabendo que os nomes dos jornais são O Estado de S. Paulo e A Gazeta]. X a) Li a notícia no Estado de S.Paulo. b) Li a notícia em O Estado de S.Paulo. c) Essa notícia, eu a vi em A Gazeta. d) Vi essa notícia em A Gazeta. e) Foi em O Estado de S.Paulo que li a notícia. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2. (Fuvest-SP) Ele é o homem, eu sou apenas uma mulher. Nesses versos, reforça-se a oposição entre os termos homem e mulher. a) Identifique os recursos linguísticos utilizados para provocar esse reforço. a b) Explique por que esses recursos causam tal efeito. b 3. (EEM-SP) A palavra homem aparece duas vezes na frase que se segue, com significados diferentes. Explique essa diferença. Suponho que nunca teria visto um homem e não sabia, portanto, o que era o homem. Como não havia visto um indivíduo da espécie humana (um homem) não Machado de Assis sabia identificar esse ser (o homem). 4. (UM-SP) Em qual das alternativas o artigo definido feminino corresponderia a todos os substantivos? a) sósia, doente, lança-perfume b) dó, telefonema, diabete c) clã, eclipse, pijama X d) cal, elipse, dinamite e) champanha, criança, estudante 5. (ESAN-SP) Assinale a alternativa correta: a) Mostraram-me cinco livros. Comprei todos cinco. b) Mostraram-me cinco livros. Comprei todos cinco livros. X c) Mostraram-me cinco livros. Comprei todos os cinco. d) Mostraram-me cinco livros. Comprei a todos cinco livros. e) Nenhuma alternativa. 6. (Fatec-SP) Identifique em qual alternativa é errado colocar, após a palavra destacada, o artigo definido. a) Afundou na lama ambos pés. b) Todos dias passava por lá, sem vê-la. c) Toda noite gotejou a torneira, não pude dormir. X d) A todo passante perguntei, nenhum me informou. e) n.d.a. 7. (ITA-SP) Assinale o que estiver correto. a) Seiscentismo se refere ao século XVI. b) O algarismo romano da frase anterior se lê “décimo sexto”. c) Duodécuplo significa duas vezes; dodécuplo, doze vezes. X d) Ambos os dois é forma enfática correta. e) Quadragésimo, quarentena, quadragésima, quaresma só aparentemente se referem a quarenta. 8. (FMU-SP) Sabendo-se que os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários, podemos dar os seguintes exemplos: a) uma (cardinal), primeiro (ordinal), Leão onze (multiplicativo) e meio (fracionário) X b) um (cardinal), milésimo (ordinal), undécuplo (multiplicativo) e meio (fracionário) c) um (ordinal), primeiro (cardinal), Leão onze (multiplicativo) e meio (fracionário) d) um (ordinal), primeiro (cardinal), cêntuplo (multiplicativo) e centésimo (fracionário) e) um (cardinal), primeiro (ordinal), duplo (multiplicativo), não existindo numeral denominado fracionário a O contraste entre o artigo definido (o homem) e o artigo indefinido (uma mulher). b O artigo definido coloca o homem numa posição superior: é um ser determinado, único e específico. O indefinido transforma a mulher num ser inferior, igual a outros da mesma espécie. O machismo está expresso numa voz feminina. GT-C7 (160-177)RO 175 8/15/08, 12:27 PM Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES 176 10. (FMU-SP) Triplo e tríplice são numerais: a) ordinal o primeiro e multiplicativo o segundo b) ambos ordinais c) ambos cardinais X d) ambos multiplicativos e) multiplicativo o primeiro e ordinal o segundo 11. (Vunesp) Assinale o caso em que não haja expressão numérica de sentido indefinido. X a) Ele é o duodécimo colocado. b) Quer que veja este filme pela milésima vez? c) “Na guerra os meus dedos dispararam mil mortes.” d) “A vida tem uma só entrada; a saída é por cem portas.” e) n.d.a. 12. (FSCS-SP) Associe o sentido ao respectivo numeral coletivo. (1) período de seis anos ( ) dístico (2) período de cinco anos ( ) decúria (3) estrofe de dois versos ( ) sexênio (4) período de cem anos ( ) centúria (5) agrupamento de dez coisas ( ) lustro 3, 5, 1, 4, 2. 13. (UNB-DF) Assinale a alternativa em que meio é advérbio. a) Só quero meio quilo. X b) Achei-o meio triste. c) Descobri o meio de acertar. d) Parou no meio da rua. e) Comprou um metro e meio. 14. (UFAM) Assinale o item em que não é correto ler o número como vem indicado entre parênteses: GT-C7 (160-177)RO 176 a) Pode-se dizer que no século IX (nono) o português já existia como língua falada. X b) Pigmaleão reside na Casa 22 (vinte e duas) do antigo Beco do Saco de Alferes, em Aparecida. c) Abram o livro, por favor, na página 201 (duzentos e um). d) O que procuras está no art. 10 (dez) do código que tens aí à mão. e) O Papa Pio X (décimo), cuja morte teria sido apressada com o advento da Primeira Guerra Mundial, foi canonizado em 1954. 15. (Unicamp-SP) Explique o emprego do numeral no texto desta propaganda: “Você vai correr como Mercúrio, ficar bonito como Apolo e seu calcanhar vai dar de dez no de Aquiles”. A expressão vai dar de dez significa ser muito superior a. 16. (Fuvest-SP) a) Dê os numerais correspondentes a três vezes maior e a três vezes menor. Triplo e terço. b) A forma primeira é um numeral ordinal. Dê o numeral ordinal correspondente a 1 075. Milésimo septuagésimo quinto. 17. (FMU-FIAM-FAAM-SP) Substitua os pelos numerais propostos nas alternativas. Comemora-se a entrada no século * e, ao mesmo tempo, o * aniversário da cidade. As datas, *, eram importantes. Doze dúzias de fogos, ou seja, uma *, foram espocadas ao meio-dia. a) vigésimo — tricentésimo quadragésimo sexto — ambas — resma X b) vinte — tricentésimo quadragésimo sexto — ambas as duas — grosa c) vigésimo — tricentésimo quadragésimo sexto — ambas — trezena d) vinte — tricentésimo quadragésimo sexto — ambas as duas — decúria 18. (CTA-SP) O ordinal quadringentésimo septuagésimo corresponde ao cardinal: a) 47 d) 4 007 b) 40 007 X e) 470 c) 407 8/15/08, 12:27 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 9. (FASP) Ele obteve o * (123o) lugar. X a) centésimo vigésimo terceiro b) centésimo trigésimo terceiro c) cento e vinte trigésimo d) cento e vigésimo terceiro Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GT-C7 (160-177)RO 20. (UFRN) Atente para o emprego do vocábulo enésima na frase a seguir e marque a alternativa correta: Em uma das muitas entrevistas que deu sobre a sua participação nas Olimpíadas de Atlanta, Hortência afirmou, pela enésima vez, que estava indecisa sobre a sua volta à Seleção. a) É uma variante do numeral ordinal correspondente a nove. b) Tem sentido pejorativo. c) Trata-se de gíria. d) É um termo derivado do vocábulo ene. X e) Sua troca por milésima manteria a noção de quantidade indeterminada. 21. (Cefet-MG) A alternativa em que o numeral está impropriamente empregado é: X a) Essas informações encontram-se na página décima quinta. b) O conteúdo do artigo onze não está claro. c) Já lhe disseram, pela noningésima vez, o que fazer. d) Esses animais viveram, aproximadamente, na Era Terciária. e) Consulte a Encíclica de Pio Décimo. 177 22. (UFU-MG) “Ana tomava remédio todos os dias em doses quíntuplas.” Identifique a alternativa apropriada entre as seguintes: a) quíntuplas é um numeral cardinal b) quíntuplas é um advérbio de quantidade X c) quíntuplas é um numeral multiplicativo d) quíntuplas é um numeral fracionário e) quíntuplas é um numeral ordinal 23. (Ufop-MG) Indicou-se corretamente o ordinal correspondente aos algarismos abaixo em: X a) 349o — trecentésimo quadragésimo nono b) 684o — sexcentésimo nonagésimo quarto c) 793o — setuagésimo nonagésimo terceiro d) 867o — octigentésimo sexagésimo sétimo e) 972o — nongentésimo setingentésimo segundo 24. (FVE-SP) Identifique o item em que o numeral ordinal, por extenso, esteja correto: a) 2860o — dois milésimos, octogésimo, sexagésimo sexto X b) 6222o — sexto milésimo, ducentésimo, vigésimo segundo c) 3478o — três milésimos, quadringentésimo nono d) 1899 o — milésimo, octogésimo, nongentésimo nono e) 989o — nonagésimo, octogésimo nono 8/15/08, 12:27 PM Morfologia 177 19. (FMU-FIAM-FAAM-SP) Gastei trinta dias... A palavra em destaque é um numeral: X a) cardinal b) ordinal c) multiplicativo d) fracionário e) indefinido 178 Capítulo 08 Contextualização Leia os quadrinhos. HAGAR 2005 KING FEATURES/INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 31 out. 2004. No texto, as ações são exercidas por pessoas, cujos nomes, às vezes, aparecem substituídos por certas palavras. a) Do segundo ao sexto quadrinho, Helga, a esposa de Hagar, representa o locutor ou emissor. Que palavras se referem a ela no texto, ou seja, referem-se à 1a pessoa do discurso? As palavras eu e me. b) O nome de Hagar, o interlocutor ou receptor do segundo ao sexto quadrinho, não está expresso no texto. Que palavra Helga utiliza para se referir a ele? A palavra você. c) A que pessoa do discurso essa palavra se refere? Ela indica a 2 pessoa do singular (tu). d) A palavra que expressa a ação do receptor (Hagar) está na 3a pessoa: palavra você indica a 2 pessoa do singular, mas Mas você liga?... Explique por quê. Aconcorda com a 3 pessoa. a e) Que palavra se refere a uma 3 pessoa do discurso no quarto e quinto quadrinhos? A palavra ninguém. a a a GT-C8 (178-215)RO 178 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Pronome O uso de destaque intensifica a irritação das personagens ou demonstra que estão gritando. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação Você percebeu que há palavras que são empregadas no ato discursivo e referem-se: à primeira pessoa (eu, me), indicando a personagem Helga. Ou referem-se à segunda pessoa (você), indicando Hagar. Também indicam a terceira pessoa (ninguém, se) com referência a um outro ser, ainda indefinido. Essas palavras podem substituir o nome, como em Mas você liga?, ou acompanhar um substantivo, como em nesta casa. As palavras eu, me, você, ninguém e esta são chamadas de pronomes. Pronomes são palavras que indicam as pessoas do discurso e os seres ou situações aos quais o discurso se refere. Os pronomes que substituem um substantivo são chamados de pronomes substantivos. Observe: E ninguém se importa! Afinal, onde você estaria se não fosse eu? Quando os pronomes acompanham um substantivo, recebem o nome de pronomes adjetivos. Exemplos: Ninguém me valoriza nesta casa. Helga queixa-se de sua vida de muito trabalho. Os pronomes se classificam em pessoais, de tratamento, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos. PRONOMES PESSOAIS Contextualização Leia esta exclamação de Helga retirada da história em quadrinho que você leu. Eu me mato de trabalhar e ninguém se importa! a) Nessa frase, Helga se queixa da indiferença das pessoas. Quais palavras indicam que ela se refere a si mesma? Eu e me. b) Suponha que Helga estivesse falando com Hagar sobre sua filha. Como ficaria essa frase? Ela se mata de trabalhar e ninguém se importa. GT-C8 (178-215)RO 179 8/15/08, 12:29 PM Morfologia 179 f) No quarto quadrinho, que palavra mostra o lugar ou a posição de um objeto? A palavra nesta, que situa a casa. g) As palavras eu, me, você, ninguém e se substituem o nome de pessoas. Qual delas se refere a pessoas de forma vaga e imprecisa? A palavra ninguém. h) Explique por que a resposta de Hagar, no final do texto, deixa Helga queixas de Helga confirmam-se pela postura ausente do marido, que não consegue mais irritada. As entendê-la. i) Explique por que algumas palavras aparecem destacadas nos quadrinhos. 180 Conceituação a) O emissor ou locutor (quem fala) — 1a pessoa: eu (singular), nós (plural). Eu adoro música. Nós falamos sobre o nosso futuro. b) O interlocutor ou receptor (com quem se fala) — 2a pessoa: tu (singular), vós (plural). Tu pensas só na tua música. Vós sois tudo para mim. c) O assunto ou referente (do que ou de quem se fala) — 3a pessoa: ele ou ela (singular), eles ou elas (plural). Mas ela não se compara a você. Eles discutiam o relacionamento entre os dois. Pronomes pessoais são aqueles que indicam as três pessoas do discurso. Os pronomes pessoais dividem-se em: a) retos: exercem a função de sujeito da oração, predicativo do sujeito ou vocativo; b) oblíquos: exercem, na oração, a função de objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial ou agente da passiva. Ela vai ao shopping conosco. pronome reto pronome oblíquo Eu estou preocupada com ele. pronome reto pronome oblíquo Pronomes pessoais Pessoa a GT-C8 (178-215)RO Retos Oblíquos Átonos Tônicos Singular 1 2a 3a eu tu (você) ele, ela me te o, a, lhe, se mim, comigo ti, contigo si, consigo, ele, ela Plural 1a 2a 3a nós vós (vocês) eles, elas nos vos os, as, lhes, se nós, conosco vós, convosco si, consigo, eles, elas 180 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Os pronomes que se referem às três pessoas do discurso chamam-se pronomes pessoais. Veja: 181 Emprego dos pronomes pessoais soa), indiferentemente. Nota-se uma preferência pelo uso do pronome tu em algumas regiões do país. O importante é não misturar as formas de tratamento: se usarmos tu, a concordância será feita na 2a pessoa; com você, a concordância será na 3a pessoa. Na linguagem coloquial, é comum encontrarmos erros deste tipo: Quero te ajudar, mas não lhe adianto nada. (2a pessoa tu, concordância na 3a pessoa) O correto seria: Quero te ajudar, mas não te adianto nada. (2a pessoa tu, concordância na Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2a pessoa) Ou ainda: Quero ajudá-lo, mas não lhe adianto nada. (2a pessoa você, concordância na 3a pessoa) 2. Os pronomes pessoais eu e tu não podem vir antecedidos de preposição, devendo ser substituídos pelos pronomes oblíquos mim e ti: As decisões serão tomadas por mim e ti. preposição A conversa ficará entre mim e ti. preposição A negociação não se faria sem mim e ti. preposição O prêmio será entregue para mim e ti. preposição • Atenção • É obrigatório o emprego de eu e tu quando o pronome funcionar como sujeito da oração, pois somente os pronomes retos podem ser sujeitos. Nesse caso, o pronome reto é seguido de um verbo no infinitivo. O dinheiro deu para eu comprar a passagem de avião. preposição verbo no infinitivo • Constitui erro o uso dos pronomes pessoais oblíquos mim e ti como sujeito, como nesta frase: O dinheiro deu para mim comprar a passagem de avião. (erro) O correto seria: O dinheiro deu para eu comprar a passagem de avião. GT-C8 (178-215)RO 181 8/15/08, 12:29 PM Morfologia 1. Podem-se empregar os pronomes tu ou você (ambos de segunda pes- 182 Morfologia 3. Usa-se o pronome nós em lugar do pronome eu, para tornar a linguagem mais polida ou educada, já que a forma eu se caracteriza por certa imposição ou arrogância. Esse emprego é chamado de plural de modéstia. Veja: Como advogado, nós solicitamos a aplicação da lei. • Atenção • É comum o emprego da expressão a gente, substituindo o pronome nós, na linguagem coloquial. Neste caso, a concordância se dá com a 3a pessoa do singular: A gente assiste a bons shows. (E não: A gente assistimos a bons shows.) como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição: A compra da televisão foi feita por ele. preposição Nós festejamos a promoção com ela. preposição A exposição será organizada por vós. preposição • Atenção • Os pronomes pessoais do caso reto ele(s) e ela(s) podem se contrair com as preposições de e em. Exemplos: Ela sempre confiou nele. Hoje conheci os pais dela. preposição em + ele preposição de + ela • Se os pronomes pessoais do caso reto ele(s) e ela(s) estiverem funcionando como sujeito, e houver uma preposição antes deles, não poderá ocorrer contração. Exemplos: Era capaz de ele resolver o impasse com facilidade. sujeito Tomou-se a decisão de elas viajarem sozinhas. sujeito 5. Chamam-se pronomes reflexivos os pronomes pessoais oblíquos que se referem ao sujeito da oração: GT-C8 (178-215)RO pronome pessoal reflexivo pronome pessoal reflexivo Ela se olhou no espelho. Eu me enxuguei rapidamente. sujeito sujeito 182 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 4. Os pronomes ele(s), ela(s), nós e vós serão oblíquos quando empregados 183 sujeito complemento O rapaz aproximou-se e levou consigo os comprovantes das bagagens. verbos — 3a pessoa sujeito complemento O pai cobria a si e ao filho. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. verbo — 3a pessoa • Atenção • O pronome pessoal oblíquo não funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito. Leia os exemplos: sujeito — 1a pessoa Eu te ajudarei com as compras. complemento — 2a pessoa sujeito — 3a pessoa Ele me molhou com a mangueira. complemento — 1a pessoa Nesses exemplos, os pronomes pessoais oblíquos te e me não são reflexivos. 6. Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca. Observe: Nós nos entreolhamos mais uma vez. pronome recíproco (olhamos uns aos outros) Os namorados se beijaram apaixonadamente. pronome recíproco (beijaram um ao outro) 7. Os pronomes pessoais oblíquos o, a, os, as são substituídos pelas formas pronominais lo, la, los, las, respectivamente, quando vêm depois de formas verbais terminadas em -r, -s e -z, as quais perdem essas terminações. Exemplos: Necessitava vê-lo, antes de sua partida. ver + o GT-C8 (178-215)RO 183 8/15/08, 12:29 PM Morfologia Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo também são empregados como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na terceira pessoa, cujo sujeito também é da terceira pessoa. Observe: 184 Afastamo-los das más companhias. afastamos + os O vício do cigarro fê-los inapetentes. 8. As formas pronominais no, na, nos, nas são empregadas após as formas verbais terminadas em -m, -ão, -õe, que não perdem essas terminações. Exemplos: Os jurados consideram-no culpado. A herança, dão-na como perdida. consideram + o dão + a O vendedor supõe-nos estrangeiros. Receberam-nas com alegria. supõe + os Receberam + as • Atenção • Os pronomes pessoais oblíquos lhe, lhes, quando colocados depois de formas verbais terminadas em -s, não modificam essas formas. Observe: Nós entregamos-lhe (a ele) a cópia do contrato. Comunicamos-lhes (a eles) uma série de mudanças no setor. • O verbo perde a terminação -s quando vier seguido do pronome pessoal oblíquo nos, na primeira pessoa do plural. Leia: Aos poucos afastamo-nos da costa marítima. afastamos + nos Sentamo-nos para um café, ao ar livre. sentamos + nos 9. Os pronomes pessoais oblíquos, quando empregados com verbos transitivos diretos, podem ter sentido possessivo. Exemplos: Os anos roubaram-lhe a beleza. objeto direto — a sua beleza Nossa mãe enxugou-nos os cabelos. objeto direto — os nossos cabelos 10. As formas pronominais oblíquas comigo, contigo, conosco e convosco trazem a preposição com em sua composição. Veja: Meu filho não se parece comigo. O reitor fará uma reunião conosco. GT-C8 (178-215)RO 184 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia fez + os 185 • Atenção Morfologia • As expressões com nós, com vós podem ser usadas quando seguidas de uma palavra de reforço (ambos, mesmos, dois, etc.). Exemplos: A bagagem seguirá com nós dois. A bagagem seguirá conosco. Preciso falar com vós mesmos. Preciso falar convosco. 11. Os pronomes pessoais oblíquos tônicos vêm sempre antecedidos de Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. preposição. Exemplos: A decisão foi tomada sem mim. preposição A carteira foi entregue para ele. preposição Ele caiu em si finalmente. preposição O pequeno ficará com ela. preposição 12. Emprega-se o pronome pessoal oblíquo como sujeito, quando houver um dos seguintes verbos — deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir e ver — seguido de um verbo no infinitivo. Nesse caso o pronome oblíquo será sujeito desse infinitivo. Observe: Deixe-me sentir esta brisa. sujeito de sentir Mandou-me esperar uma semana. sujeito de esperar Para perceber mais facilmente a função de sujeito do pronome oblíquo, podemos desenvolver as orações reduzidas de infinitivo. Acompanhe: Sua atitude fez-me pensar no futuro. (Sua atitude fez com que eu pensasse no futuro.) sujeito Viu-me partir em silêncio. (Viu que eu partia em silêncio.) sujeito GT-C8 (178-215)RO 185 8/15/08, 12:29 PM 186 a Porque ele manda um súdito substituir a sirene do farol, assoando o nariz de tempos em tempos, como se fosse um sinaleiro. O rei teve espírito prático e, ao mesmo tempo, foi autoritário, pois não hesitou em substituir uma máquina por um ser humano, o qual certamente tinhas outras necessidades e afazeres. Pronomes de tratamento Leia a tira. b Trata-se de uma conversa entre um súdito e um superior, portanto é necessário empregar uma palavra de maior cerimônia. Nesse caso, o mais correto seria usar Majestade, que é o tratamento apropriado a reis e imperadores; Alteza é o tratamento usado para príncipes, arquiduques e duques. MAGO DE ID Brant Parker & Johnny Hart 2005 TRIBUNE MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Morfologia Contextualização a) Nas histórias do Mago de Id, o rei parece comandar o povo de maneira pragmática e um tanto autoritária. Na tira, por que sua decisão confirma o que acabamos de dizer? a b) Observe, no segundo quadrinho, o emprego da palavra Alteza. Por que o quadrinista usou essa forma de tratamento? b Há situações em que devemos usar um tratamento específico, de acordo com a pessoa a quem nos dirigimos. Essas palavras, que geralmente são usadas no trato mais respeitoso, chamam-se pronomes de tratamento. Também são empregadas para designar o interlocutor. Conceituação Observe, nos exemplos a seguir, que os verbos e os pronomes estão empregados na terceira pessoa, embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda pessoa. As senhoritas vieram para a entrevista com o gerente de produção? Vossa Reverendíssima viaja no final do mês para a Itália? Você já pode retirar seu passaporte amanhã na Polícia Federal. Vossas Excelências se decidiram quanto ao acordo político? Outra observação importante é que usamos o pronome de tratamento Vossa se estivermos falando diretamente com a pessoa. Exemplos: Vossas Majestades estarão presentes à cerimônia nupcial? Vossa Senhoria conhece os problemas econômicos da região? Vossa Magnificência concorrerá à reeleição? Todavia, empregamos Sua quando estamos falando sobre a pessoa. Exemplos: Sua Eminência, o cardeal, celebrou a missa natalina. Sua Santidade visitou vários países durante os últimos meses. GT-C8 (178-215)RO 186 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. PARKER e HART. O Mago de Id. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 abr. 2004. 187 Veja os principais pronomes de tratamento no quadro a seguir. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Pronomes de tratamento Abreviatura Emprego Singular Plural senhor sr. sres. trato respeitoso senhora sra. sras. trato respeitoso senhorita srta. srtas. trato respeitoso (usado só para mulheres solteiras) você, vocês v. — trato familiar Vossa Alteza V. A. VV. AA. príncipes, arquiduques e duques Vossa Eminência V. Ema. V. Emas. cardeais Vossa Excelência V. Exa. V. Exas. autoridades superiores (presidentes, ministros, deputados, etc.) Vossa Magnificência V. Maga. V. Magas. reitores Vossa Majestade V. M. VV. MM. reis e imperadores Vossa Reverendíssima V. Revma. V. Revmas. sacerdotes e bispos Vossa Paternidade V. P. VV. PP. superiores de ordem religiosa Vossa Santidade V. S. — papas Vossa Senhoria V. Sa. V. Sas. pessoas que exercem cargos importantes (cônsules, oficiais, chefes de seção, comerciantes, etc.) PRONOMES POSSESSIVOS Leia esta frase. Minha mãe nos convidou para passar o Natal na casa dela. A palavra minha refere-se à mãe de quem emite essa mensagem expressando posse. Essa palavra concorda com o substantivo no feminino singular: minha mãe. Minha é um pronome possessivo. Pronomes possessivos são aqueles que indicam posse em relação às três pessoas do discurso. GT-C8 (178-215)RO 187 8/15/08, 12:29 PM Morfologia Pronomes de tratamento são expressões empregadas no trato cerimonioso com o interlocutor ou para se referir respeitosamente a alguém, além de marcar níveis de familiaridade das pessoas do discurso. 188 Os pronomes possessivos também se classificam em pronomes adjetivos e pronomes substantivos. Observe: Pronomes possessivos Número Pessoa Singular 1a 2a 3a meu, minha, meus, minhas teu, tua, teus, tuas seu, sua, seus, suas Plural 1a 2a 3a nosso, nossa, nossos, nossas vosso, vossa, vossos, vossas seu, sua, seus, suas Emprego dos pronomes possessivos 1. Não se empregam os pronomes possessivos para referência a partes do corpo ou a faculdades do espírito. Esse emprego torna o sentido redundante. Observe: Dormi no sofá e amanheci com dor nas costas. E não: Dormi no sofá e acordei com dor nas minhas costas. Manifestou simpatia e aprovação pela escolha. E não: Manifestou sua simpatia e sua aprovação pela escolha. 2. Não confunda o pronome possessivo seu com a redução do pronome de tratamento senhor: Seu Antenor não trabalha mais como dentista. 3. Pode ocorrer ambiguidade no emprego dos pronomes possessivos de terceira pessoa, seu, sua, seus, suas, pois eles podem se referir à 3a pessoa do singular, à 3a pessoa do plural ou, ainda, ao pronome de 2a pessoa (ou de tratamento) você. Por exemplo: A empregada arrumou sua mala. Há ambiguidade, nesse caso, porque a frase pode ser interpretada de duas formas: a empregada arrumou a própria mala (3a pessoa) ou arrumou a mala da pessoa com quem se está falando (2a pessoa). Para evitar a ambiguidade, podem-se substituir os pronomes seu, sua, seus, suas por dele, dela, deles, delas (3a pessoa). Veja: A empregada arrumou a mala dela. GT-C8 (178-215)RO 188 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Ela é minha mãe. (pronome adjetivo) Esta decisão foi minha. (pronome substantivo) 189 Aplicação GARFIELD 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 19 set. 2004. a) A personagem Garfield tem um comportamento bem peculiar, o que deixa seu dono furioso às vezes. Explique como o quadrinista criou humor na tira. a b) Nos quadrinhos, que palavras substituem determinados substantivos que dão nome a seres? Justifique sua resposta. b c) Releia a seguinte frase do segundo quadrinho Eles se limpam usando a própria língua. Que sentido expressam os pronomes destacados, que estão igualmente na 3a pessoa? c d) Veja agora os pronomes na seguinte frase Eles te limpam com cuidado. Os pronomes destacados também indicam que a ação de limpar é feita pelos mesmos seres e se reflete sobre eles? Justifique. Não. A ação de limpar é feita por um sujeito (eles) e se reflete em outra pessoa (tu). 2 Leia o anúncio. OGILVY Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a A aparência de Garfield, no último quadrinho, extrapola o que se considera a prática da higiene entre os gatos. Por isso John, o seu dono, parece irritado com o fato de Garfield tomar banho como gente e usar condicionador. Quando seu site está fora do ar, é como se ele deixasse de existir para os clientes. Para não perder negócios, procure o Terra EMPRESAS. Ele oferece as melhores soluções para empresas de todos os tamanhos e suporte técnico especializado, além de mais segurança e a tranquilidade de saber que seu site está sempre funcionando. Por isso, quem quer mais resultado coloca seu site no Terra EMPRESAS, líder em internet empresarial. IstoÉ, São Paulo, 27 out. 2004. b Os pronomes pessoais: eles (no lugar de gatos), se (gatos) e o pronome de 2a pessoa (ou de tratamento) você (Garfield). c Os pronomes dão a ideia de que a ação de limpar é praticada e sofrida pelo mesmo ser, no caso, os gatos — ou seja, o se, neste caso, tem função reflexiva. GT-C8 (178-215)RO 189 8/15/08, 12:29 PM Morfologia 1 Leia os quadrinhos a seguir. a) As agências publicitárias trabalham a linguagem de maneira persuasiva para incentivar o consumo. Nessa propaganda, quais são os argumentos mais convincentes empregados pelo publicitário? b) No texto da propaganda, que pronomes têm o sentido de posse? Os pronomes possessivos sua, seus e seu. O publicitário os usa Por que o publicitário os utiliza? porque pretende se aproximar do consumidor dirigindo-se diretamente a ele. Com isso pretende maior eficácia na persuasão. c) Identifique o pronome de tratamento que aparece no texto. A quem pronome você, usado no trato familiar. Aqui, serve para forjar proximidade com o ele se refere? Opotencial cliente. d) Identifique, no texto, os pronomes pessoais e os nomes que eles Em ... se ele deixasse de existir, o pronome substitui site; em Ele oferece as melhores substituem. soluções ..., está no lugar de Terra Empresas. 3 Reescreva as frases a seguir, substituindo o por um dos pronomes pessoais eu ou mim. a) Entre e você sempre existiram grandes afinidades. Mim. b) Sem falar com o coordenador, ele não pode incluir seu nome na lista. Eu. c) O frentista do posto disse para puxar o carro para a outra fila. Eu. d) Inevitavelmente qualquer decisão será tomada por e não por vocês. Mim. e) Meu pai entregou a chave do carro para e disse para dirigir com cuidado. Mim, eu. 4 Reescreva as frases a seguir, empregando o pronome de tratamento adequado. a) poderia conceder-me a palavra, senhor juiz? Vossa Meritíssima. b) passou por entre os fiéis no papamóvel. Sua Santidade. c) Em seu ministério, receberá amanhã o governador da Bahia. Sua Excelência. d) Como analisa o sistema de quotas para os universitários, senhor reitor? Vossa Magnificência. e) Meus parabéns. fez hoje um sermão profundo sobre o relacionamento familiar. Vossa Reverendíssima. 5 Leia a tira. MINDUIM 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Charles M. Schulz SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S.Paulo, 21 set. 2004. a) No texto, em que fato se baseou o quadrinista para a criação do Stock faz uma pergunta ao amigo Snoopy que só vai se esclarecer no último quadrinho. humor? Wood Ele supõe que, se colocar um chapéu na cabeça, ficará mais alto. Na verdade, o chapéu é que havia ganhado altura. GT-C8 (178-215)RO 190 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 190 Segundo o texto, o Terra Empresas garante segurança e tranquilidade aos clientes, porque eles terão seu site sempre no ar, o que proporciona maiores chances de negócios. Também oferece as melhores condições para diferentes empresas e assistência técnica especializada. 191 Emprega-se o pronome pessoal reto (eu) nesse caso, porque ele é sujeito do verbo no infinitivo. Morfologia b) No segundo quadrinho, Snoopy diz Ponha para eu ver. Observe o pronome destacado e explique o seu emprego. c) Se tivéssemos a seguinte construção: Ponha para mim ver, por O pronome pessoal oblíquo mim não funciona como que ela seria considerada errada? sujeito. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 6 Reescreva as frases, desfazendo a ambiguidade causada pelo emprego do pronome possessivo. a) O gerente fez suas aplicações no fundo financeiro e esclareceu gerente fez as aplicações dele (ou as aplicações que você solicitou) no fundo suas vantagens. Ofinanceiro e esclareceu as vantagens delas. b) Lúcia e Rodrigo foram à secretaria comigo, e eu comprovei sua e Rodrigo foram à secretaria comigo, e eu comprovei a prepresença na prova final. Lúcia sença deles (dele ou dela) na prova final. 7 Reescreva as frases, escolhendo a forma pronominal correta entre as indicadas nos parênteses. a) O diretor notificou sobre o prolongamento do recesso escolar. (-os, -lhes) Notificou-os. b) Sua declaração sincera fez rever minha opinião a seu respeito. (eu, -me) Fez-me. c) Meus amigos viajaram nestas férias de final de ano. (com nós, conosco) Conosco. d) O juiz avisou do procedimento no tribunal durante o julgamento. (-os, -lhes) Avisou-os. e) A secretária do médico mandou esperar mais meia hora. (eu, -me) Mandou-me. 8 Classifique em pronome reflexivo ou pronome recíproco as palavras destacadas nas frases a seguir. a) Os jovens atletas se aproximaram rapidamente e deram-se as mãos com lealdade. Recíprocos. b) Tu te reservas o direito de julgá-lo apesar das evidências? Reflexivo. c) Aos domingos eles encontravam-se para um futebol na praia. Recíproco. d) Nós nos preocupamos com sua situação atual na empresa. Reflexivo. e) O menino se entretinha com o jogo na internet durante horas. Reflexivo. 9 Leia a seguinte tira. GARFIELD 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 20 maio 2004. GT-C8 (178-215)RO 191 8/15/08, 12:29 PM O humor da tira reside no fato de que aparentemente Garfield está tentando irritar o dono, mas, na verdade, o próprio gato é que está ficando irritado com sua brincadeira. 192 seu interlocutor (John). Na segunda frase, o pronome eu (Garfield) pratica e sofre a ação de incomodar a si mesmo; portanto há um sentido reflexivo na frase. 10 Nas frases a seguir, corrija a redundância no emprego do pronome possessivo. a) Após a subida íngreme, senti minhas pernas pesadas e todo o meu corpo dolorido. Após a subida íngreme, senti as pernas pesadas e todo o corpo dolorido. b) O paciente abriu seus olhos pouco a pouco e seu rosto iluminoupaciente abriu os olhos pouco a pouco e o rosto iluminou-se num -se num largo sorriso.Olargo sorriso. c) Meu dentista lavou suas mãos e colocou uma máscara em sua dentista lavou as mãos e colocou uma máscara na boca antes do boca antes do exame. Meu exame. PRONOMES DEMONSTRATIVOS Contextualização Leia a tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 14 ago. 2004. Na tira, Hagar e seu amigo Eddie Sortudo parecem estar em situação complicada. Se Eddie fosse mais prudente, teria seguido o conselho do cartaz e tomado cuidado. Observe que Hagar olha na direção do cartaz, que está distante dele (pessoa que fala) e de Eddie (pessoa com quem ele fala). Por isso Hagar emprega a palavra aquele para se referir ao cartaz, afastado de ambos. A palavra aquele é um pronome demonstrativo. Conceituação O pronome demonstrativo aquele (3a pessoa) concorda com o substantivo cartaz, ao qual se refere, e indica a sua posição, distante de Hagar e de Eddie. GT-C8 (178-215)RO 192 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia a) Interprete o conteúdo humorístico do texto. b) Explique em qual das frases a seguir há um sentido reflexivo, no emprego dos pronomes destacados. Eu estou te incomodando? Eu estou me incomodando. Na primeira frase, o pronome eu representa o locutor (Garfield) que somente pratica a ação de incomodar 193 Morfologia Se Hagar se referisse a um cartaz que estivesse próximo dele, teria dito O que diz este (1a pessoa) cartaz? Mas, se o cartaz estivesse longe dele e próximo de Eddie, Hagar diria, perguntando ao amigo, O que diz esse (2a pessoa) cartaz? O pronome demonstrativo aquele acompanha um substantivo, portanto é chamado pronome demonstrativo adjetivo. Quando o pronome demonstrativo substitui um substantivo, chama-se pronome demonstrativo substantivo. Exemplo: Aquele foi um vento muito forte. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Pronomes demonstrativos Pessoa Masculino Feminino Neutro Posição espacial Posição temporal 1a este, estes esta, estas isto próximo de quem fala presente 2a esse, esses essa, essas isso próximo da pessoa com quem se fala passado recente 3a aquele, aqueles aquela, aquelas aquilo próximo da pessoa de quem se fala passado distante Pronomes demonstrativos são aqueles que situam, no tempo e no espaço, a pessoa ou coisa referida, em relação às três pessoas do discurso. Emprego dos pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos são empregados de acordo com a posição da pessoa do discurso em relação ao espaço e ao tempo. Em relação ao espaço 1. Este(s), esta(s) e isto são usados quando se quer indicar o ser (ou objeto) que está próximo da pessoa que fala (1a pessoa). Leia a tira a seguir. NÍQUEL NÁUSEA FERNANDO GONSALES Fernando Gonsales GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo, 23 out. 2004. GT-C8 (178-215)RO 193 8/15/08, 12:29 PM Nos quadrinhos, o paciente disputa sua bolsa de transfusão de sangue com morcegos. Por isso ele apela aflito à enfermeira, que tenta afastar inofensivos beija-flores de um bebedouro no jardim. Observe, no segundo quadrinho, a frase É para espantar estes aqui! A personagem emprega o pronome demonstrativo estes, da 1a pessoa, porque se refere aos morcegos que estão próximos dela, a pessoa que fala. A palavra aqui enfatiza essa ideia de proximidade. 2. Esse(s), essa(s) e isso são usados quando se quer indicar o ser (ou objeto) que está próximo da pessoa com quem se fala (segunda pessoa). Leia os quadrinhos a seguir. CALVIN 2005 WATERSON/ ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. A vingança da babá. v. 1. São Paulo: Best News, 1997. p. 55. Observe a pergunta que Haroldo faz a Calvin, O que é isso? Ele se refere ao boneco que está próximo de Calvin, pessoa com quem fala, por isso emprega o pronome demonstrativo isso, correspondente à 2a pessoa. 3. Aquele(s), aquela(s) e aquilo são usados quando se quer indicar o ser ou a coisa que está distante de quem fala e da pessoa com quem se fala. Por exemplo: Para que servem aqueles desenhos? Nessa frase, o pronome aqueles indica que os desenhos estão distantes de quem fala e da pessoa com quem se fala. Em relação ao tempo 1. Este(s), esta(s) e isto são usados quando se quer indicar o tempo presente em relação ao momento em que se fala. Exemplos: Este ano termina o século XX. (o ano presente) Esta noite haverá a entrega do Oscar. (a noite presente) 2. Esse(s), essa(s) e isso são usados quando se quer indicar o tempo passado há pouco ou o futuro em relação ao momento em que se fala. Exemplos: Esse acontecimento afetou a economia do país. (refere-se a um fato do passado recente) Nessa entrevista revelarei os vencedores. (refere-se a uma entrevista futura) GT-C8 (178-215)RO 194 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 194 195 3. Aquele(s), aquela(s) e aquilo são usados quando se quer indicar um pas- Morfologia sado distante em relação ao momento em que se fala. Exemplos: Aqueles dias de romantismo estão esquecidos. (refere-se a dias distantes) Naquela época crianças brincavam nas ruas. (refere-se a uma época remota) • Atenção • Os pronomes demonstrativos esse(s), essa(s) e isso podem ser empregados em referência a algo que já foi dito ou a uma pessoa já mencionada num texto. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Emprega-se este(s), esta(s) e isto em referência ao que vai ser dito. Exemplo: Leve esta mensagem ao seu rei: “Rendam-se ou serão aniquilados”. • Em referência a dois elementos (ou pessoas) citados anteriormente, usa-se este(s), esta(s) e isto para indicar o elemento mais próximo, e aquele(s), aquela(s) e aquilo, em referência ao elemento mais distante. Exemplo: No restaurante pedi pizza e vinho italianos; este (o vinho) estava delicioso, mas aquela (a pizza) não se compara à nossa. • As palavras mesmo, próprio, semelhante, tal, o, a, os e as podem funcionar como pronomes demonstrativos, quando os substituem. Exemplos: O advogado fez a mesma (essa) observação. Estranhei semelhante (esta) atitude. O próprio (este) escritor autografou. Apostou o (aquilo) que tinha. PRONOMES INDEFINIDOS Contextualização Leia os quadrinhos. CALVIN 2005 WATERSON/DIST. BY ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 24 set. 2004. GT-C8 (178-215)RO 195 8/15/08, 12:29 PM Morfologia a) Nas tiras de Calvin, Susi tenta dialogar com ele, mas o garoto nem sempre reage bem. Diante da pergunta dela, como se pode interpretar a resposta de Calvin, no segundo quadrinho? b) No último quadrinho, como Susi reage após perceber o mau humor Antes de deixá-lo com sua rabugice, ela sugere ironicamente que Calvin teria comido algo de Calvin? no café-da-manhã que haveria afetado seu comportamento. c) No primeiro quadrinho, ao mostrar o material novo, Susi diz: Olha só quanto material novo bacana... A palavra destacada tem sentido preciso, definido quanto à quantidade do material ganho por Susi? JusNão, porque a palavra quanto não esclarece ou indica de forma precisa ou tifique sua resposta. definida a quantidade de material. d) Ainda no primeiro quadrinho, que outra palavra tem o mesmo sentido genérico ou impreciso com referência ao que Susi adora ganhar? Justifique. A palavra tudo, que se refere de forma vaga a materiais escolares. e) No segundo quadrinho, Calvin está indignado e esbraveja, enquanto Susi o olha surpresa. Releia o que ele diz: Ninguém vai me fazer aprender um outro idioma! Que sentido têm as duas palavras destacadas? a f) No terceiro quadrinho, Calvin define quais são as pessoas que deviam Não, já que ele diz que seria todo mundo, falar português? Esclareça sua resposta. ou seja, qualquer pessoa, sem distinção. a Ambas têm sentido vago, impreciso. A palavra ninguém refere-se a qualquer pessoa, e a palavra outro também se refere a um idioma qualquer, não se definiu qual deles. Conceituação Como você pôde ver no texto, os pronomes indefinidos quanto, tudo, ninguém, outro e todo referem-se, de modo indefinido ou vago, a uma 3a pessoa do discurso. Observe que alguns são variáveis quanto à flexão de gênero e número, como no caso de: quantos cadernos, outras línguas, todas as pessoas. Contudo, também há pronomes indefinidos invariáveis, como tudo, ninguém e cada. Veja o quadro. Pronomes indefinidos Variáveis Invariáveis algum, alguma, alguns, algumas; nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas; certo, certa, certos, certas; muito, muita, muitos, muitas; todo, toda, todos, todas; outro, outra, outros, outras; pouco, pouca, poucos, poucas; tanto, tanta, tantos, tantas; vários, várias; qualquer, quaisquer; bastante, bastantes; quanto, quanta, quantos, quantas; tal, tais; qual, quais; diverso, diversa, diversos, diversas algo, alguém, ninguém, tudo, nada, cada, outrem, quem, mais, menos As palavras que se referem a substantivos de forma genérica ou vaga chamam-se pronomes indefinidos. GT-C8 (178-215)RO 196 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A pergunta da menina desperta em Calvin a aversão que ele sente pelos estudos, por isso ele defende a hegemonia da língua portuguesa para não ter de estudar outra, ou seja, por comodismo. 196 • Os pronomes indefinidos também podem ser pronomes substantivos ou pronomes adjetivos. Exemplos: Ninguém percebeu a alteração na assinatura. pronome substantivo Cada produto passará por severa inspeção. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. pronome adjetivo • O pronome indefinido qualquer flexiona-se apenas no plural: quaisquer meninas. • O pronome indefinido vários flexiona-se apenas em gênero: várias bolsas, vários homens. Emprego dos pronomes indefinidos 1. O pronome indefinido algum expressa sentido positivo, se colocado antes do substantivo; se vier depois dele, o pronome passa a ter sentido negativo: Algum setor registrará lucro este mês. substantivo (sentido positivo) Este mês, setor algum registrará lucro. substantivo (sentido negativo = nenhum setor) 2. A palavra certo funciona como pronome indefinido somente quando vem antes do substantivo; se estiver depois, será um adjetivo. Observe: Certas páginas não foram rubricadas. pronome indefinido (algumas) substantivo As páginas certas não foram rubricadas. substantivo adjetivo (corretas, exatas) 3. O pronome indefinido todo pode significar completamente; nesse caso, tem valor de advérbio. Veja: O campo de futebol ficou todo alagado com as últimas chuvas. completamente, inteiramente GT-C8 (178-215)RO 197 8/15/08, 12:29 PM Morfologia 197 • Atenção • Chama-se locução pronominal indefinida o grupo de palavras que tem valor de pronome indefinido. Exemplos: Cada um deve buscar sua felicidade com determinação. Quem quer que seja o escolhido terá minha aprovação. Todo aquele que enviar os cupons participará do concurso. 198 4. Os pronomes indefinidos todo e toda, no singular, têm o sentido de: Morfologia a) qualquer, quando não são seguidos de artigo. Exemplos: Todo contribuinte entregará a declaração de imposto de renda amanhã. Toda carne bovina da Bélgica será recolhida, devido à contaminação. b) inteiro, se forem acompanhados de artigo. Exemplos: Todo o equipamento contrabandeado ficou retido na alfândega. Hoje, toda a população infantil será vacinada contra a paralisia. PRONOMES INTERROGATIVOS Contextualização HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 4 nov. 2004. a) Relacione o conteúdo do primeiro quadrinho ao do segundo e exHelga, mulher de Hagar, deduz logo que Hagar tinha tirado o tapete de boas-vindas da porta plique-os. porque soubera que a mãe dela estava para chegar de visita, o que não agradava ao marido. b) No segundo quadrinho, Helga interroga o marido sobre algo: Bem, quem lhe disse que minha mãe vem nos visitar? Observe o emprego da palavra destacada, que se refere a alguém de forma indefinida, genérica, imprecisa, e, nesse caso, é usada numa interrogação. Construa outras frases interrogativas com a palavra quem. Pessoal. Conceituação As palavras quem e que (invariáveis) e qual e quanto (variáveis) são empregadas em frases interrogativas diretas e indiretas e são chamadas pronomes interrogativos. Releia o segundo quadrinho. Em ... quem lhe disse que minha mãe vem nos visitar?, o pronome quem é um pronome interrogativo num exemplo de interrogação direta. Transformando a frase numa interrogação indireta, teríamos: Helga perguntou ao marido quem havia lhe dito que sua mãe iria visitá-los, em que o pronome destacado também é um pronome interrogativo. GT-C8 (178-215)RO 198 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Leia os quadrinhos. 199 Que mensagem ele te enviou? Ou: Ignoro que mensagem ele te enviou. Quem deixou esta carteira na mesa? Ou: Desejo saber quem deixou esta carteira na mesa. Quais revistas você assina? Ou: Diga-me quais revistas você assina. Quantas horas durou o show? Ou: Preciso me informar sobre quantas horas durou o show. Os pronomes interrogativos podem ser empregados como pronomes substantivos e como pronomes adjetivos. Veja: Quem foi promovido? Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. pronome interrogativo substantivo Que música você prefere? pronome interrogativo adjetivo Pronomes interrogativos são os pronomes indefinidos que, quem, qual e quanto empregados em frases interrogativas diretas ou indiretas. • Atenção • Na fala popular brasileira, as expressões Que é feito de? e Onde está? deram origem às formas Cadê? e Quedê? Na linguagem culta, deve-se evitar esse emprego. Exemplos: Cadê a chave do carro? Quedê meu relógio? • A expressão é que, empregada junto ao pronome interrogativo, enfatiza o que se fala. Ela é dispensável para a compreensão do texto. Exemplo: Quem é que disse isso? • As palavras quando (indicando tempo), como (modo), onde (lugar) e por que (causa) são advérbios que podem formar frases interrogativas. Leia: Quando ele chega? Como você está? Onde fica o metrô? Por que não vai haver festa? • Os pronomes interrogativos também podem ser usados em exclamações. Exemplos: Que belos olhos você tem! Quanto sorvete! Quem me dera ser rico! Qual nada! GT-C8 (178-215)RO 199 8/15/08, 12:29 PM Morfologia Veja outros exemplos. 200 PRONOMES RELATIVOS Contextualização Morfologia Leia esta frase. Ouvimos aquele repórter de trânsito que tem um programa de rádio toda manhã. Essa mesma frase poderia ser dividida em duas. Com essa redação, o texto ficaria mal estruturado e repetitivo, por isso o quadrinista empregou a palavra que em substituição a aquele repórter de trânsito e criou um texto mais enxuto. A palavra que, empregada para introduzir a segunda oração, recebe o nome de pronome relativo. Conceituação Observe ainda a seguinte frase: O repórter fala das ruas que devemos evitar. Também seria possível esta divisão em duas orações: O repórter fala das ruas. Devemos evitar estas ruas. Você viu que o substantivo ruas que antecede o pronome relativo que, e pelo qual é substituído, aparece repetido na segunda construção. Por isso se explica a preferência pelo emprego do pronome relativo, que permite uma redação mais direta. Pronome relativo é aquele que liga duas orações, substituindo na 2a oração uma palavra ou expressão antecedente, isto é, já expressa na 1a oração. Pronomes relativos Variáveis o qual, a qual, os quais, as quais; cujo, cuja, cujos, cujas; quanto, quanta, quantos, quantas Invariáveis que, quem, onde, como, quando Observe o emprego dos pronomes relativos nestas orações: O noticiário a que assistimos divulgou a queda da inflação. ao noticiário GT-C8 (178-215)RO 200 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Ouvimos aquele repórter de trânsito. Aquele repórter de trânsito tem um programa de rádio toda manhã. 201 O técnico visitou a empresa cujo setor precisava de manutenção. setor da empresa Todos quantos participaram da nossa seleção estão nesta lista. O salão do clube onde passamos o réveillon estava repleto. no salão do clube No tempo em que éramos crianças, havia bonde em São Paulo. no tempo Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Nesses exemplos, você pôde perceber que os pronomes relativos podem vir antecedidos por uma preposição. Isso dependerá da regência do verbo ou nome ao qual eles se referirem. • Atenção • O pronome relativo que pode vir antecedido dos pronomes demonstrativos o, a, os, as: Ela consegue tudo o que quer. Só fale o que você viu. aquilo aquilo Dentre as várias opções de curso, esta foi a que ele escolheu. aquela Emprego dos pronomes relativos 1. O pronome relativo que é empregado para fazer referência a pessoa ou coisa. Exemplos: O quadro que ele adquiriu parece-me modernista. Voltou o representante que esteve aqui ontem. 2. Usa-se o pronome relativo o qual e suas flexões depois das preposições com mais de uma sílaba e das locuções prepositivas. Exemplos: O empresário para o qual trabalhamos reconhece nosso valor. Conhecemos as pessoas perante as quais o réu prestaria depoimento. O parque ao redor do qual muitas pessoas caminham todas as manhãs foi interditado para limpeza. 3. O pronome relativo o qual e suas flexões também podem substituir o que nas orações adjetivas explicativas, especialmente para evitar construções ambíguas. Exemplo: Iolanda segurava o filho da diretora, o qual morreria de malária dias depois. Na frase acima, se usássemos que, o leitor não saberia se a vítima da malária havia sido a diretora ou seu filho. GT-C8 (178-215)RO 201 8/15/08, 12:29 PM Morfologia todos 202 4. O pronome relativo quem é empregado para fazer referência a pessoa ou coisa personificada. Vem sempre preposicionado, tendo um substantivo como antecedente. Veja: antecedente preposição • Atenção • Sem antecedente, o pronome relativo quem recebe o nome de pronome relativo indefinido por expressar o significado de alguém, que é pronome indefinido. Exemplo: A imprensa já sabe quem será o novo técnico. 5. O pronome relativo cujo, que substitui do qual, de quem e de que, concorda em gênero e número com o termo que vem após e ao qual ele se refere. Exemplo: As fotos cujos negativos lhe enviei ficaram ótimas. os negativos das fotos • Atenção • Não se emprega artigo após esse pronome, que é sempre pronome adjetivo. 6. O pronome relativo onde indica lugar e refere-se a coisa; pode ser substituído pelas expressões em que e no qual e suas flexões. Exemplo: O apartamento onde residia o síndico está à venda. • Atenção • Emprega-se onde para indicar permanência em um lugar, e aonde para indicar movimento a determinado lugar. Observe: O hotel onde nos hospedamos, em Camboriú, fica à beira-mar. A estação do metrô aonde você vai é bem antiga. 7. Usa-se o pronome relativo quanto (e suas variações), precedido dos pronomes indefinidos tudo, todos, tanto(s) e tanta(s), para referência a pessoa ou coisa. Exemplos: Sua compreensão foi tudo quanto desejei naquela hora. Nem todos quantos fizeram o teste foram aprovados. Tantos quantos viram o filme gostaram. GT-C8 (178-215)RO 202 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia O chofer a quem paguei a corrida era espanhol. 203 Aplicação 1 Leia o poema. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia TECENDO A MANHÃ Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. a O grito (ou canto) de cada galo se soma ao grito de outros galos e assim por diante. Com isso se ergue uma espécie de teia luminosa, a manhã, formada metaforicamente pelos gritos de todos os galos que se unem sob a luz do sol. b O eu lírico parece tecer a manhã com as palavras. Os versos interligam-se numa sequência como se fossem os gritos dos galos, que formam o transparente e claro véu da manhã. 2 E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão. c O eu lírico explora a linguagem figurada e, por meio de metáforas, compara a manhã a uma teia tênue; em seguida a uma tela, a uma tenda e, finalmente, já tecida, representa um toldo e define-se como luz balão. MELO NETO, João Cabral de. Tecendo a manhã. In: ______. O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. a) Segundo o poema, a manhã não é anunciada apenas pelo canto de um galo. De que forma então ela vai surgindo? a b) Relacione o título à composição do poema. b c) Observe no poema que a manhã se delineia aos poucos até a concepção de uma forma mais concreta. Explique o recurso empregado pelo eu lírico para sugerir essa ideia. c d) Explique o emprego dos pronomes outros, todos e esse, enconOs pronomes indefinidos outros e todos referem-se a quaisquer galos, portrados no poema. tanto têm um sentido vago, indefinido. O pronome demonstrativo esse refere-se ao grito, já mencionado, do primeiro galo. 2 Reescreva as frases a seguir, empregando o pronome demonstrativo adequado. a) Coloque livro que está sobre a mesa em seu lugar, na estante, e traga que está com você. Aquele, esse. b) Hoje é 1o de janeiro, e mês há vários compromissos a serem saldados. me preocupa. Neste. Isso. c) Por quanto você comprou moto que está dirigindo com tanto cuidado? Essa. GT-C8 (178-215)RO 203 8/15/08, 12:29 PM Morfologia 204 d) Caminhamos todos os dias por alameda arborizada aqui, e exercício nos faz bem. Esta, esse. e) mala na esteira pertence a algum de vocês? aqui é minha. Aquela, esta. f) Os pneus do veículo já estavam gastos, por o motorista foi detido pela polícia rodoviária. Isso. g) Foram exigidos documentos para emissão do passaporte: carteira de identidade, certidão de nascimento e declaração de imposto de renda. Estes. h) Viajamos para a região serrana; ambiente passamos dias relaxantes e alegres. Nesse. i) calça jeans está apertada para mim, traga-me com detalhes nos bolsos. Esta, aquela. CALVIN 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. Calvin. O Estado de S.Paulo, 15 dez. 2004. a) Nos quadrinhos, Calvin dialoga com seu amigo, o tigre Haroldo. Explique por que as argumentações de Calvin se caracterizam pelo O humor está no fato de que Calvin, sempre retratado como um menino extremamente traveshumor. so, alega ser uma boa criança, levada a praticar maldades pelas circunstâncias. Assim, ele atribui a fatores externos a culpa pelas próprias traquinagens. b) Leia as frases a seguir e identifique o sentido dos pronomes Na frase I, o pronome indefidestacados, com a mudança da colocação. nido algum equivale a qualquer e tem sentido positivo. I — Não que eu tenha algum motivo pra me preocupar. Na frase II, apresenta sentido II — Não que eu tenha motivo algum pra me preocupar. negativo e significa nenhum. c) Observe o emprego da palavra destacada nestas frases: I — Tem certas coisas que uma criança boa poderia fazer. II — Tem coisas certas que uma criança boa poderia fazer. Identifique a classe gramatical e o sentido de cada uma dessas Em I, certas é pronome indefinido e significa algumas. palavras. Em II, certas é adjetivo e equivale a corretas. 4 Explique o sentido das palavras destacadas nas frases a seguir. a) Qualquer contribuição será bem recebida por nós. a b) Um computador qualquer não resolveria o problema. b c) Vovó preparou aquela macarronada para toda a família. c a Quando empregado antes do substantivo, o pronome indefinido expressa um sentido vago, impreciso; equivale a toda. b Colocado depois do substantivo, o pronome indefinido tem o sentido de inexpressivo ou ruim. c Nesse contexto, o pronome demonstrativo significa excelente, fantástica, portanto tem o valor de um adjetivo. GT-C8 (178-215)RO 204 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 3 Leia a tira. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Nos últimos 35 anos, mais de 7 milhões de golfinhos perderam a vida para que muita gente pudesse comer uma simples salada de atum. Você deve estar se perguntando por quê. Em muitas regiões, os golfinhos e os atuns vivem em associação na busca de alimento, o que torna os golfinhos um indicador de onde se encontram grandes cardumes de atum. O problema é que, devido a grande parte dos métodos de pesca com rede, muitos golfinhos acabam pagando com a própria vida para que muitas marcas de atum em lata cheguem ao supermercado. Não é o caso do atum Coqueiro, cujos fornecedores utilizam vara, linha e anzol, um método de pesca seletivo, que além de golfinhos protege uma infinidade de espécies marinhas, como tartarugas, aves, além de outros mamíferos. É por esse motivo que o Ibama conferiu à Coqueiro o selo “Dolphin Safe”. Isso significa que, para proteger os golfinhos, bem como inúmeras outras espécies marinhas, você só precisa escolher o atum em lata que tem o selo “Dolphin Safe”, que você vê ali em cima. Ou seja, atum em lata Coqueiro. Para mais informações, consulte o nosso site na internet: www.dolphinsafe.com.br. Superinteressante, São Paulo, Abril, 6 maio 2004. a) Observe a imagem e a frase superior do anúncio. Que interpreA frase refere-se aos golfinhos que, por viverem próximos aos tação se pode dar à frase? atuns, morrem junto com eles, quando são pescados com rede. b) Na divulgação do produto, o atum Coqueiro, que argumento do anunciante lhe parece mais persuasivo? a c) Que sentido expressa o pronome demonstrativo aquela, no texto Aquela refere-se a algo conhecido do emissor e do receptor, mas superior da propaganda? que não está diante deles no momento. d) Que pronome indefinido está presente nesse texto e qual é o seu pronome tudo, que se refere a várias coisas de modo vago, sem defini-las com significado? Oexatidão. e) Identifique, no texto inferior do anúncio, outros pronomes indefiniSão eles: muita, muitas, muidos com o mesmo sentido vago ou impreciso. tos , outros, outras e mais. f) Na parte inferior do anúncio, ocorre o emprego dos seguintes pronomes demonstrativos destacados: esse motivo e Isso significa... Nos dois casos, por que foram empregados os pronomes No primeiro caso, esse refere-se ao que foi mencionado demonstrativos da 2a pessoa? antes: a pesca seletiva feita pelos fornecedores do atum 6 Leia esta tira. Coqueiro. No segundo caso, isso refere-se ao selo conferido à marca Coqueiro pelo Ibama. Assim, ambos se referem a fatos já mencionados. CALVIN 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 24 nov. 2004. a Sugestão: o fato de os fornecedores do atum Coqueiro realizarem somente pesca seletiva com vara, linha e anzol, para que outras espécies marinhas sejam protegidas. GT-C8 (178-215)RO 205 8/15/08, 12:29 PM 205 Morfologia OGILVY 5 Leia a propaganda. a Calvin tem muita imaginação, por isso cria uma imagem repugnante ao descrever o seu lanche, o que tira o apetite de Susi. Ao contrário dela, Calvin só sente nojo quando Susi lhe diz o que realmente está no seu prato — pequenas salsichas. Portanto sua atitude vai contra o senso comum, e isso produz humor. b Este refere-se à 1a pessoa, o falante (Susi) que está com o lanche nas mãos. Isso refere-se ao que Susi já disse. Morfologia 206 a) Nos quadrinhos, as personagens Calvin e Susi revelam determinadas preferências na hora do lanche. Mas Calvin nem sempre é uma companhia agradável nesse momento. Como se explica a reação das personagens nos dois últimos quadrinhos? a b) No segundo quadrinho, Susi diz Este é o meu lanche favorito, por isso não quero ouvir que coisa nojenta você trouxe. Comente o emprego dos dois pronomes demonstrativos no contexto. b c) No último quadrinho, Susi emprega de novo o pronome demonstrativo isso reforçado pelo advérbio aí. Explique por que seria incorreto dizer: Isto aí são minissalsichas. Susi está se referindo às salsichinhas que estão no prato do seu interlocutor, não no prato dela, por isso estaria errado usar um pronome demonstrativo correspondente à 1a pessoa (isto). 7 Leia a charge. FRANK & ERNEST THAVES, Bob. Frank & Ernest. O Estado de S.Paulo, 18 nov. 2004. O humor consiste na excentricidade e inutilidade da invenção criada pelo protagonista. a) Explique em que consiste o humor do texto. O pronome relativo que como antecedente b) Identifique o pronome relativo no texto e seu antecedente. tem o substantivo peixe. c) Releia a frase Consegui um peixe que morde. Substitua que morde por um adjetivo. Consegui um peixe mordedor. 8 Leia o texto a seguir. RETROCESSO O movimento ambientalista levou um baque. Na calada da noite, o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que revoga dispositivo do Código Florestal no que diz respeito à incorporação de crédito imobiliário. Isso significa que, por meio de um decreto municipal, os prefeitos poderão declarar áreas de matas ciliares, Mata Atlântica, restinga e mangues como de expansão urbana, e assim excluí-las das áreas de preservação permanente, consolidando a política de construções irregulares no país. IstoÉ, São Paulo, 25 ago. 2004. a) Relacione o título do texto a seu conteúdo. O título refere-se à decisão do Congresso Nacional que, agindo contra as leis de proteção ambiental, aprovou a exploração imobiliária em áreas antes consideradas de preservação permanente. GT-C8 (178-215)RO 206 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Bob Thaves Morfologia 207 b) Releia este trecho: Na calada da noite, o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que revoga dispositivo do Código Florestal no que diz respeito à incorporação de crédito imobiliário. Observe que a palavra no equivale a naquilo (em + aquilo). Portanto a palavra o, separadamente, substitui aquilo, que é um pronome demonstrativo. Veja este outro exemplo: Proteja tudo o que a natureza oferece. Qual é a classe gramatical das palavras destacadas? Justifique sua resposta. A palavra o é pronome demonstrativo e que é pronome relativo. c) No primeiro parágrafo do texto, identifique os pronomes relatiO primeiro pronome relativo que substitui o substantivo projeto (anvos e seus antecedentes. tecedente), o segundo que substitui o pronome demonstrativo o. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 9 Leia o texto. GT-C8 (178-215)RO PELE DE PÊSSEGO As romanas já eram craques na arte de se maquiar há quase dois mil anos. Cientistas britânicos analisaram o conteúdo de um pote de creme achado num sítio arqueológico de Londres no ano passado. Descobriram que o unguento era à base de gordura animal, amido e óxido de estanho, responsável pela pigmentação. Eles usaram os mesmos ingredientes para recriar a loção, que tem a textura de um pó-de-arroz suave. Isso devido ao amido, usado nos pós faciais dos tempos modernos. IstoÉ, São Paulo, 10 nov. 2004. a) A notícia que você leu revela-nos que, também em épocas remotas, a ciência já apresentava avanços na área da estética. Encontre, pesquisando em revistas, livros e na internet, descobertas científicas importantes dos últimos anos, e conte algumas delas aos colegas. Pessoal. b) Releia a frase As romanas já eram craques na arte de se maquiUma ação de sentido reflear... Que sentido expressa o pronome pessoal destacado? xivo, ou seja, as romanas maquiavam a si próprias. c) Na frase a seguir, explique por que a palavra que não é um pronome relativo. Descobriram que o unguento era à base de gordura animal... O que não tem como antecedente um nome o qual substitua. d) A palavra que representa um pronome relativo na frase a seguir. caso, trata-se de um pronome relativo, cujo antecedente é o substanExplique por quê. Nesse tivo loção. Eles usaram os mesmos ingredientes para recriar a loção, que tem a textura de um pó-de-arroz suave. e) Na frase do exercício anterior, há dois outros pronomes. Identifique-os e classifique-os. Eles é pronome pessoal e mesmos é pronome demonstrativo. f) Por que se empregou o pronome demonstrativo isso, na última refere-se a um fato já mencionado no texto: a loção recriada tem a textura de frase do texto? Ele um pó-de-arroz suave. 207 8/15/08, 12:29 PM 10 Reescreva as frases a seguir empregando os pronomes relativos adequados, precedidos ou não de preposição. A que, à qual. a) A lojavocê foi tinha produtos naturais para o tratamento da pele? na qual, b) Esta é a região será construído em breve um grande centro de lazer. Onde, em que. c) O restaurante seu amigo nos recomendou tem um excelente atendimento. Que, o qual. Por onde, por que, d) Conheço algumas cidadesvocês passarão no final do ano. pelas quais. e) Os atletasmodalidades não constam nesta lista entrarão numa próxima etapa. Cujas. Como, pelo qual, f) Todos notamos o modovocê nos olhou meio ressabiado. com que. g) Paulo Coelho é um dos escritoresobra se tornou famosa no exterior. Cuja. h) O gerentenos dirigimos tinha sotaque estrangeiro. A quem, ao qual, a que. i) A agência de viagenslhe falei organiza excursões também para o sul do Brasil. De que, da qual. j) O instrutorrecebi essas orientações já foi campeão nas quadras. De quem, do qual, de que. As respostas são apenas sugestões; outras soluções são possíveis. 11 Una as duas orações numa única frase, empregando os pronomes relativos adequados (que, quem, qual, quanto, cujo e onde). a) A rodovia Anhanguera estava congestionada naquele momento. A rodovia Anhanguera, onde um caminhão de carga tiUm caminhão de carga tinha tombado. nha tombado, estava congestionada naquele momento. b) O governo determinou nova alta dos juros. O governo, que determinou nova alta dos juros, foi criticado pelos empresários. Os empresários criticaram o governo. c) O pagamento do imóvel está atrasado. O imóvel cujo pagamento está atrasado irá a leilão na próxima semana. Ele irá a leilão na próxima semana. grupo de repórteres por quem o fed) Um grupo de repórteres registrou o fenômeno. Onômeno foi registrado emocionou-se diante do cenário. Eles se emocionaram diante do cenário. e) Este ano a produção no setor de calçados cresceu. Nem toda a produção do setor de calçados, maior este ano, foi desNem tudo foi destinado à exportação. tinada à exportação. f) O candidato tem um passado de luta e de realizações. O candidato a quem nos referimos tem um passado de Nós nos referimos àquele candidato. luta e de realizações. 12 Leia o texto a seguir. FOME NO GELO O aquecimento das águas do oceano e o derretimento das geleiras podem comprometer a vida na Antártida. O alerta é do BAS, centro britânico de pesquisa, que usou R$ 210 milhões, dois barcos e cinco aviões para estudar os últimos verões antárticos, de 1926 a 2003. A conclusão é dramática: de 1970 até hoje, restou um quinto do estoque de krill, o crustáceo parecido com o camarão que está na base da cadeia alimentar de baleias, pinguins e focas. É a primeira evidência científica da redução de krill na península antártica. A temperatura ali subiu 2,5°C nos últimos 50 anos, cinco vezes mais rápido do que em outras regiões do planeta. IstoÉ, São Paulo, 24 nov. 2004. GT-C8 (178-215)RO 208 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 208 a) Relacione o título ao conteúdo do texto. b) Identifique se o antecedente dos pronomes relativos encontrados no texto em: que usou... e em que está..., são respectivamente: I. centro britânico ou pesquisa; II. crustáceo ou camarão. No 1o caso: centro britânico. No 2o caso: crustáceo. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GRUPO ELETROBRÁS 13 Leia a propaganda. 209 Morfologia O aumento da temperatura na região da Antártida vem causando o desaparecimento do crustáceo chamado krill, que serve de alimento para certos animais. Veja, São Paulo, 16 jun. 2004. A todos os cidadãos brasileiros, pois, como se afirma no anúncio, todos têm responsabilidade pela defesa de nosso patrimônio natural. a) A quem é dirigido o anúncio? Justifique sua resposta. b) Observe o emprego dos pronomes demonstrativos no texto: ... esses recursos, ... sabe disso, ... nessa história. Explique por que os se referem a fatos já menciopronomes são da 2a pessoa nesses trechos. Todos nados anteriormente. c) Identifique os pronomes indefinidos registrados no texto e o seu pronomes todos, tudo, um e outro referem-se aos seres (pessoas e coisas) de forma emprego. Os imprecisa, vaga. d) Releia a seguinte frase: Afinal, um não vive sem o outro.É Explique pronome indefinido porque por que a palavra destacada é um pronome indefinido. está no lugar do nome não definido (natureza ou homem). e) O pronome relativo que, em que buscam a preservação..., tem como antecedente a palavra grupo, programas ou ações? Justifique. O antecedente é programas e ações. GT-C8 (178-215)RO 209 8/15/08, 12:29 PM 210 RESUMO • Pronomes substantivos: substituem o substantivo. Exemplo: ela se limitou a olhá-lo. • Pronomes adjetivos: acompanham o substantivo. Exemplo: aquele telefonema me deixou preocupado. ■ Pronomes pessoais • Retos: eu, tu, ele (ela), nós, vós, eles (elas). • Oblíquos: • átonos: me, te, se, etc.; • tônicos: mim, comigo, ti, etc. ■ Emprego dos pronomes pessoais 1. Se tu quiseres, irei buscar-te. 2. Ofereceu para mim e para ti os ingressos. 3. Como diretor desta escola, nós exigimos a pontualidade dos professores. 4. Entregou a ele o recibo. O artigo referia-se a vós. 5. Ela se esquivou assustada. Eu me enrolei no cobertor. 6. Ofenderam-se mutuamente durante a discussão. 7. Resolvemos contratá-los imediatamente. 8. Aguardavam-no com ansiedade. Os bens, dão-nos por perdidos. Mostramos-lhes as mudanças. Pagamos-lhes o empréstimo. 9. Acariciou-me o rosto. 10. Vieram falar conosco. Não quis ir com nós dois, mas irá convosco. 11. Não quiseram partir sem ti. 12. Mandou-me executar o plano. (Mandou que eu executasse o plano.) ■ Pronomes de tratamento • São usados, em geral, no trato mais respeitoso: • ■ Solicitamos a Vossa Senhoria a devolução do material. Aguardavam ansiosos a chegada de Sua Santidade. O pronome de tratamento você, porém, indica familiaridade: Você está sempre atrasada. Pronomes possessivos • Convivo bem com meus irmãos. • Transmiti teu recado. • Somente hoje recebi sua carta. GT-C8 (178-215)RO 210 8/15/08, 12:29 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Pronomes são palavras que indicam as pessoas do discurso e os seres ou situações aos quais o discurso se refere. 211 Pronomes demonstrativos • Este século está trazendo avanços na tecnologia. • Esse teu cordão é de ouro? • Aquelas horas foram de muita aflição, lembro-me bem. ■ Pronomes indefinidos Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Algum dinheiro ele ganhou. (sentido positivo) • Não tenho cartão algum. (sentido negativo) • Certo fotógrafo te procurou. (pronome indefinido) • Não procurei a pessoa certa. (adjetivo) • Todo o aeroporto foi fechado. (o aeroporto inteiro) • Toda criança tem direito à educação. (qualquer criança) GT-C8 (178-215)RO ■ Pronomes interrogativos • Que time ganhou a partida ontem? (interrogativa direta) • Quero saber que time ganhou a partida ontem. (interrogativa indireta) ■ Pronomes relativos • A propaganda que criamos ganhou um prêmio. • O projeto sobre o qual discutimos foi adiado. • O locutor a quem te referes não faz esse programa. • Os apartamentos cujos moradores viajarem serão dedetizados. • Durmo onde você quiser. • Vou aonde forem as crianças. • Fizeram tudo quanto foi previsto. 211 8/15/08, 12:29 PM Morfologia ■ 212 1. (UFAM) Assinale o item em que há erro no emprego do pronome pessoal: a) Recebidas as mangas, os meninos repartem irmãmente entre si. b) Sempre me presenteava livros, dizendo-me que era para eu adquirir o hábito da leitura. X c) Estas deliciosas balas de mangarataia, eu as trouxe para ti levares ao Píndaro. d) Os altruístas pensam menos em si e mais nos outros. e) Leve o jornal consigo, Acácio. Já o li desde cedo. 2. (Unicamp-SP) O Partido X dedica-se a essa atividade mais do que nunca. Ocorre que ainda está longe do desejado seja por falta de vontade, de vocação ou de incapacidade do partido. Entre outras razões, é por esse motivo que o dólar sobe. RODRIGUES, Fernando. Folha de S.Paulo, 25 set. 2002 — parcialmente adaptado. Na primeira oração ocorre uma palavra (um pronome) que permite concluir que o trecho acima não é o início do texto de Fernando Rodrigues. Qual palavra e por que sua ocorrência permite tal conclusão? O pronome demonstrativo essa (essa atividade), que remete a um elemento anteriormente citado no texto. 3. (UFV-MG) Das alternativas abaixo, apenas uma preenche de modo correto as lacunas das frases. Assinale-a. Quando saíres, avisa-nos que iremos . Meu pai deu um livro para ler. Não se ponha entre e ela. Mandou um recado para você e . a) contigo, eu, eu, eu b) com você, mim, mim, mim c) consigo, mim, mim, eu d) consigo, eu, mim, mim X e) contigo, eu, mim, mim 4. (PUC-SP) Nos trechos: ... aquelas cores todas não existem na pena do pavão... ... este é o luxo do grande artista,... Ele me cobre de glórias... sob o ponto de vista morfológico, as palavras destacadas são, respectivamente: X a) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo, pronome pessoal b) pronome indefinido, pronome indefinido, pronome pessoal c) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo, pronome relativo d) pronome indefinido, pronome demonstrativo, pronome relativo e) pronome relativo, pronome demonstrativo, pronome possessivo 5. (Fuvest-SP) Na frase Todo homem é mortal, porém o homem todo não é mortal, o termo todo é empregado com significados diferentes. a) Indique o sentido em cada uma das expressões. Qualquer homem, o homem inteiro. b) Justifique sua resposta. a Leia o fragmento abaixo, do conto “A cartomante”, de Machado de Assis. Depois, responda às questões 6 e 7. Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele, correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar de sentir-se lisonjeado.A casa do encontro era na antiga Rua dos Barbonos, onde morava uma comprovinciana de Rita. Esta desceu pela Rua das Mangueiras na direção de Botafogo, onde residia; Camilo desceu pela da GuardaVelha, olhando de passagem para a casa da cartomante. 6. (FGV-SP) O texto oferece condições para indicar, com precisão, o significado do pronome o na seguinte oração: ... não só o estava... Diga qual é esse significado. a O 1º todo é pronome indefinido, com sentido equivalente ao de outros indefinidos. O segundo todo é adjetivo e significa inteiro, completo. GT-C8 (178-215)RO 212 8/15/08, 12:30 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES a Esta refere-se com clareza e precisão ao substantivo feminino mais próximo, Rita. Ela, no caso, poderia criar ambiguidade, pois seria aceitável interpretar o pronome como referindo-se ao outro substantivo feminino, comprovinciana. ção que o uso do pronome evita. 7. (FGV-SP) Em Esta desceu pela Rua das Mangueiras..., explique por que, no texto, se usou o pronome esta e não o pronome ela. a Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 8. (Fuvest-SP) Conheci que (1) Madalena era boa em demasia... A culpa foi desta vida agreste que (2) me deu uma alma agreste. Procuro recordar o que (3) dizíamos. Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que (4) piava há dois anos? Esqueço que (5) eles me deixaram e que (6) esta casa está quase deserta. Nas frases acima, o que aparece seis vezes; em três delas é pronome relativo. Quais? a) 1 — 2 — 4 b) 2 — 4 — 6 c) 3 — 4 — 5 X d) 2 — 3 — 4 e) 2 — 3 — 5 Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. Identifique, nele, dois pronomes demonstrativos, um pronome pessoal do caso reto e um pronome pessoal do esta, o (o que escaso oblíquo. Demonstrativos: crevo); pessoal do caso reto: eu; pessoal do caso oblíquo: me. 11. (Unimep-SP) Eu não vi na festa do clube ontem. Os diretores não convidaram? Não disseram que era ontem? Eu avisei de que não podia confiar neles! a) o, o, o, o b) o, lhe, lhe, o X c) o, o, lhe, o d) lhe, lhe, lhe, lhe e) lhe, lhe, o, o 12. (PUC-SP) Assinale a alternativa que preencha, pela ordem, corretamente as lacunas abaixo. 9. (UFRJ) Há quem pense que as empresas jornalísticas, ao promover o uso de jornais na educação, o fazem unicamente com o objetivo de criar o leitor do futuro. Em relação ao termo destacado, a classificação e a justificativa de seu uso são as seguintes: a) Artigo definido, pois determina um substantivo subentendido na oração. X b) Pronome demonstrativo, pois substitui a ideia expressa pela oração anterior. c) Pronome pessoal, pois substitui um substantivo subentendido na oração anterior. d) Pronome demonstrativo, pois situa cronologicamente a ação do verbo fazer. e) Artigo definido, pois substantiva o verbo fazer, determinando-o. GT-C8 (178-215)RO 213 10. (PUC-SP) No trecho que a seguir transcrevemos, há vários pronomes. 213 1. A espécie nova se referia Meyer era uma borboleta. 2. A espécie nova Meyer tratava era uma borboleta. 3. A espécie nova Meyer se maravilhava era uma borboleta. 4. A espécie nova Meyer descobriu era uma borboleta. a) que, de que, com que, que b) a que, de que, que, de que c) a que, que, com que, a que X d) a que, de que, com que, que e) de que, a que, que, a que 13. (Unimep-SP) I. Demos a ele todas as oportunidades. II. Fizemos o trabalho como você orientou. III. Acharam os livros muito interessantes. Substituindo as palavras destacadas por um pronome oblíquo, temos: 8/15/08, 12:30 PM Morfologia Explique qual defeito de estilo Machado de Assis evitou ao utilizar o O pronome o se refere a certo de ser pronome o. amado. E é justamente essa repeti- a) I. Demos-lhe; II. Fizemo-lo; III. Acharam-los. b) I. Demos-lhe; II. Fizemos-lo; III. Acharam-os. X c) I. Demos-lhe; II. Fizemo-lo; III. Acharam-nos. d) I. Demo-lhe; II. Fizemos-o; III. Acharam-nos. e) I. Demo-lhe; II. Fizemo-lhe; III. Acharam-nos. 14. (Unimep-SP) Os dados que enviei são confidenciais. Chame seu secretário e instrua- a não falar nada. Peça- que destrua as folhas o mais rápido possível. Vejo- amanhã no escritório. A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: a) o, o, lhe, lhe b) o, o, lhe, o c) lhe, lhe, lhe, o d) lhe, o, lhe, lhe X e) lhe, o, lhe, o 15. (Unimep-SP) I. Coloquem os móveis no lugar. II. Enviamos cartas a vocês. III. Refez a lição que estava errada? Substituindo as palavras destacadas por pronomes, teremos: X a) I. Coloquem-nos; II. Enviamos-lhes; III. Refê-la. b) I. Coloquem-nos; II. Enviamo-lhes; III. Refê-la. c) I. Coloquem-os; II. Enviamo-las; III. Refez-lhe. d) I. Coloquem-os; II. Enviamos-lhes; III. Refi-la. e) I. Coloque-os; II. Enviamo-los; III. Refez-lhe. 16. (Fuvest-SP) Quanto a mim, se vos disser que li o bilhete três ou quatro vezes, naquele dia, acreditai-o, que é verdade; se vos disser mais que o reli no dia seguinte, antes e depois do almoço, podeis crê-lo, é a realidade pura. Mas se vos disser a comoção que tive, duvidai um pouco da asserção, e não a aceiteis sem provas. GT-C8 (178-215)RO 214 Mudando o tratamento para a terceira pessoa do plural, as expressões destacadas passam a ser: X a) lhes disser; acreditem-no; podem crê-lo; duvidem; não a aceitem b) lhes disserem; acreditem-lo; podem crê-lo; duvidam; não a aceitem c) lhe disser; acreditem-no; podem crer-lhe, duvidam; não a aceitam d) lhe disserem; acreditam-no; possam crê-lo; duvidassem; não a aceiteis e) lhes disser; acreditem-o; podem crê-lo; duvidem; não lhe aceitem 17. (Unimep-SP) A exposição inauguração assisti mostrou os lindos quadros me referi na nossa conversa do outro dia. Amanhã, haverá um leilão na mesma sala estão expostos. A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: X a) a cuja, aos quais, em que b) a cuja, os quais, na qual c) cuja, a que, em que d) a qual, aos quais, na qual e) à qual, que, que 18. (UFMG) Em todas as alternativas, a expressão destacada pode ser substituída pelo pronome lhe, exceto em: a) Tu dirás a Cecília que Peri partiu. X b) Cecília viu perto a Isabel. c) O tiro fora destinado a Peri por um dos selvagens. d) Cecília recomendou a Peri que estivesse quieto. e) Peri prometeu a D. Antônio levar-te à irmã. 19. (ETF-PR) Use eu ou mim. “É difícil, para , esquecer tantas injustiças.” Mim. “Se é para pagar, desista; não tenho dinheiro.” Eu. 20. (Fuvest-SP) Dê o significado de todo em: a) Ai! por que todo ser nasce chorando? Cada um. b) Chegou com o rosto todo manchado. Inteiramente. 8/15/08, 12:30 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 214 Que me enganei, ora o vejo; Nadam-te os olhos em pranto, Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar; Erro foi, mas não foi crime, Não te esqueci, eu to juro; Sacrifiquei meu futuro. Vida e glória por te amar! Gonçalves Dias Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 21. (Fuvest-SP) Em dois versos do texto, um pronome substitui toda uma oração. Aponte os versos em que o vejo (o = que me enganei); isso ocorre. Ora eu to juro (o = não te esqueci). 22. (Fuvest-SP) Indique os dois versos do texto em que um pronome pessoal substitui um possessivo. Nadam-te os olhos em pranto e Arfa-te o peito, e no entanto. 23. (FCMSCSP) Por favor, passe caneta que está aí perto de você; aqui não serve para desenhar. a) aquela, esta, mim b) esta, esta, mim X c) essa, esta, eu d) essa, essa, mim e) aquela, essa, eu 24. (Fuvest-SP) Eu desconheço. Roubaram- o carro. Os carros? Roubaram-. Não era permitido ficar na sala. Obrigaram- a sair daqui. X a) o, lhe, nos, lhe, nos b) lhe, o, o, o, no c) o, os, lhe, lhe, lhe d) lhe, lhe, lhe, se, os e) o, o, os, lhe, no 25. (FCMSCSP) A carta vinha endereçada para e para , é que a abri. a) mim, tu, por isso b) mim, ti, por isto X c) mim, ti, por isso d) eu, ti, porisso e) eu, tu, por isso 26. (Fuvest-SP) Destaque a frase em que o pronome relativo está empregado corretamente. X a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar. b) Feliz o pai cujo os filhos são ajuizados. c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna. d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar meu quadro. e) Os jovens, cujos pais conversam com eles, prometeram mudar de atitude. 27. (Acafe-SC) Assinale a alternativa em que a palavra destacada exerce a função de pronome adjetivo. a) Partiu sem ao menos dizer-me adeus. X b) Poderíamos reconhecê-lo como um dos nossos mártires. c) Aquela não foi uma obra de arte, mas esta será? d) Leio muito, porém não o que me desagrada. e) Sempre serei assim, mesmo que não me aceites. 28. (Fuvest-SP) Vi uma fotografia sua no metrô. Explique pelo menos dois dos vários sentidos que podem ser atribuídos à frase acima. A fotografia pertence à pessoa com quem se fala ou a fotografia retrata a pessoa à qual se está falando. GT-C8 (178-215)RO 215 8/15/08, 12:30 PM Morfologia 215 Texto para as questões 21 e 22. 216 Capítulo 09 Morfologia Verbo I Contextualização Leia o texto a seguir. JOSÉ Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? E agora, José? sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio — e agora? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... mas você não morre, você é duro, José! Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde? ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1978. GT-C9 (216-238)RO 216 8/15/08, 12:31 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. E agora, José? A festa acabou, A luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? a) No poema, o eu lírico se dirige a um provável interlocutor — José. De acordo com as palavras do locutor, quem seria José? Justifique. b) Na 5a estrofe, os versos curtos e com a mesma estrutura sugerem um ritmo ou cadência melódica. Qual é o efeito produzido pela seOs versos podem sugerir o ritmo de uma valsa, pois ela é mais rápida no quência dos versos? início e, aos poucos, torna-se lenta. c) No poema há palavras que expressam ação e estado. Identifique-as. a d) Existem também palavras que exprimem mudança de estado e fenômenos meteorológicos: tornou-se, virou (mudança de estado); chovia, ventou (fenômenos meteorológicos). Escreva frases, empregando palavras que tenham esses sentidos. Pessoal. a Ação: zomba, protesta, ama, faz, veio, etc. Estado: está, é. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Essas palavras, que são empregadas para expressar um fato e situá-lo no tempo — presente (ama), passado (acabou) ou futuro (fugirá) — e apresentam flexões ou variações, são chamadas de verbos. Conceituação Observe que os verbos, ao contrário dos substantivos, expressam uma visão dinâmica dos seres, situando-os no tempo. Nos exemplos a seguir, os verbos exprimem ações: A festa acabou se você gritasse A luz apagou se você gemesse O povo sumiu se você tocasse A noite esfriou se você dormisse O dia não veio se você cansasse Portanto: Verbos são palavras variáveis que exprimem ação, estado, mudança de estado ou fenômenos meteorológicos, situando os fatos sempre em relação a determinado tempo. Os verbos estão agrupados, de acordo com a vogal temática, em três conjugações: • primeira conjugação — pertencem a esta conjugação os verbos com infinitivo terminado em -ar (vogal temática -a): cantar, falar, pensar, amar, etc.; • segunda conjugação — pertencem a esta conjugação os verbos com infinitivo terminado em -er (vogal temática -e): vender, ler, saber, etc.; • terceira conjugação — pertencem a esta conjugação os verbos com infinitivo terminado em -ir (vogal temática -i ): partir, sorrir, dormir, pedir, etc. • Atenção • O verbo pôr e seus compostos (repor, depor, compor, impor, etc.) pertencem à segunda conjugação, porque pôr origina-se da forma latina ponere (vogal temática -e). GT-C9 (216-238)RO 217 8/15/08, 12:31 PM 217 Morfologia José representa, de forma genérica, um cidadão popular ou um homem comum, que vive experiências difíceis no dia-a-dia. Por isso ele é uma pessoa “sem nome”, que anda de bonde (“o bonde não veio”). 218 ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO VERBO Leia os quadrinhos. CALVIN WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 7 jan. 2005. O número dito por Calvin é extenso e impossível de alguém adivinhar, por isso o menino fica desconfiado. a) Na tira, percebe-se que o pai deseja ler seu livro, mas Calvin parece não entender isso e lhe interrompe com uma pergunta. Por que o próprio Calvin se espanta com a resposta do pai? b) Observe, no primeiro quadrinho, o emprego do verbo pensar em três formas e explique o que você percebeu quanto à estrutura ou formao verbo apresenta estrutura diferente na terminação, mas há uma parte ção desse verbo. Sugestão: igual, comum às três formas: pensar, pense, pensei. Pode-se concluir que o verbo apresenta em sua estrutura ou formação elementos diferentes. Conceituação Os elementos de composição do verbo são radical, vogal temática, tema e desinências. Radical Como você observou, as três formas do verbo pensar têm um elemento comum em sua estrutura: pensar, pense, pensei. Esse elemento imutável que contém a significação do verbo chama-se radical. Ou seja: Radical é parte imutável do verbo que encerra sua significação. Formas rizotônicas e arrizotônicas Chamam-se formas rizotônicas as formas verbais cujo acento tônico recai no radical: compro, pensas, vendem, parte; e formas arrizotônicas aquelas cujo acento tônico recai fora do radical: compramos, pensais, vendeis, partimos. GT-C9 (216-238)RO 218 8/15/08, 12:31 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Bill Watterson 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Morfologia Contextualização 219 Vogal temática adivinhar — querer — pedir Note que esses verbos apresentam uma vogal depois do radical. Cada vogal indica a que conjugação o verbo pertence. Assim, a vogal temática da primeira conjugação é -a- (adivinhar), a da segunda conjugação é -e- (querer) e a da terceira conjugação é -i- (pedir). Portanto: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Vogal temática é o elemento que designa a qual conjugação pertence o verbo. • Atenção • A vogal temática nem sempre aparece em todas as formas verbais, que podem ter apenas radical e desinência: eu adivinho (adivinh + o), ele pensou (pens + ou), eu falei (fal + ei), que ela olhe (olh + e). Tema O radical e a vogal temática juntos podem formar outro elemento verbal, o tema. Observe: adivinhar — queres — pedimos Tema é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática. • Atenção • O tema verbal pode ser mais facilmente observado no infinitivo impessoal: falar, mexer, ouvir. • Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o radical: falei, mexia, ouves. Desinência O elemento final do verbo que designa o modo, o tempo, o número e a pessoa em que ele está flexionado chama-se desinência. Referindo-se ao modo e tempo, a desinência é modo-temporal: pensavam, mexias, ouvíramos. Se indicar o número e a pessoa, ela é a desinência número-pessoal: pensavam, mexias, ouvíramos. Portanto: GT-C9 (216-238)RO 219 8/15/08, 12:31 PM Morfologia Se tirarmos as terminações do infinitivo impessoal (-ar, -er ou -ir) de um verbo, teremos o radical desse verbo. Veja: 220 Desinências modo-temporais Modo Tempo Indicativo pretérito perfeito 1ª, 2ª, 3ª -ra falaram, comeram, dividiram pretérito imperfeito 1ª -va, -ve falavas, faláveis pretérito imperfeito 2ª, 3ª -ia, -ie comias, comíeis, dividias, dividíeis pretérito mais-que-perfeito 1ª, 2ª, 3ª -ra, -re (átonos) falara, comêreis, dividiram futuro do presente 1ª, 2ª, 3ª -ra, -re (tônicos) falarás, comeremos, dividireis futuro do pretérito 1ª, 2ª, 3ª -ria, -rie falaria, comeríamos, dividiríeis presente 1ª -e falemos, faleis, falem presente 2ª, 3ª -a comas, comais, dividamos pretérito imperfeito 1ª, 2ª, 3ª -sse falasses, comêsseis, dividissem futuro 1ª, 2ª, 3ª -r falares, comermos, dividirdes Subjuntivo Exemplos afirmativo 1ª -e fale, falemos, falem afirmativo 2ª, 3a -a coma, comamos, dividam negativo 1ª -e não faleis, não falem negativo 2ª, 3ª -a não comas, não comamos pessoal 1ª, 2ª, 3ª -r falarmos, comerdes, dividirem Particípio 1ª, 2ª, 3ª -d falado, comido, dividido Gerúndio 1ª, 2ª, 3ª -nd falando, comendo, dividindo Imperativo Infinitivo GT-C9 (216-238)RO Conjugação Desinências 220 8/15/08, 12:32 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Desinência é o elemento final do verbo que designa o modo e o tempo, o número e a pessoa em que o verbo está flexionado. • A desinência modo-temporal não está presente em todos os tempos verbais; alguns apresentam apenas a desinência número-pessoal, como ocorre no pretérito perfeito do indicativo (exceto na 3ª pessoa do plural): olha-ste, olha-mos. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Desinências número-pessoais Presente Pretérito Futuro do Futuro do Infinitivo Outros do perfeito do presente do subjuntivo pessoal tempos indicativo indicativo indicativo Número Pessoa Singular 1ª 2ª 3ª -o -s — -i -ste -u -i -s — — -es — — -es — — -s — Plural 1ª 2ª 3ª -mos -is -m -mos -stes -m -mos -is -ão -mos -des -em -mos -des -em -mos -is -m • Atenção • Em alguns tempos verbais a desinência número-pessoal da primeira e a da terceira pessoa do singular são idênticas. O contexto indicará a que pessoa o verbo se refere. que eu/ele fale desinência modo-temporal do presente do subjuntivo se eu/ele comesse quando eu/ele dividir desinência modo-temporal do pretérito perfeito do subjuntivo desinência modo-temporal do futuro do subjuntivo LOCUÇÃO VERBAL Leia esta frase. Se você olhar pela janela verá que está chovendo. A expressão está chovendo é formada por dois verbos. Poderia ser substituída por um só verbo: chove. A essa expressão chamamos locução verbal. Veja outros exemplos: Aquele menininho da foto veio a ser um grande homem. Os namorados estavam querendo dançar mais um pouco. GT-C9 (216-238)RO 221 8/15/08, 12:32 PM Morfologia 221 • Atenção • O futuro do subjuntivo e o infinitivo pessoal têm as mesmas desinências verbais. Somente podemos diferenciá-los no contexto. Veja: Quando vocês falarem com eles, entenderão. (futuro do subjuntivo) Ao falarem com eles, vocês entenderão. (infinitivo pessoal) 222 Morfologia Locução verbal é a expressão verbal composta por dois ou mais verbos, ligados ou não por preposição. Toda locução verbal apresenta verbo principal e verbo auxiliar. Na locução verbal, o verbo principal ou regente (último verbo da locução) é sempre um verbo no infinitivo (terminado em -r), no gerúndio (terminado em -ndo) ou no particípio (terminado em -do), que constituem as três formas nominais dos verbos. Apenas o verbo auxiliar (o primeiro da locução) se flexiona em tempo, modo e pessoa. Há verbos que são empregados sozinhos e expressam seu sentido de forma completa, como na frase a seguir, e são chamados principais: Carlos quer a atenção do pai. Ele está ao telefone. Outras vezes, eles vêm junto a outro verbo, formando uma locução verbal, com o valor de um só verbo, e perdem seu sentido próprio: O pai queria ler o jornal. Ele está falando ao telefone. Nessas frases, os verbos querer e estar funcionam apenas como auxiliares; as formas nominais ler e falar é que funcionam como principais, uma vez que expressam a ideia central da frase. Portanto: Verbo principal é aquele que, sozinho ou depois de outro verbo numa locução verbal, expressa a ideia principal da frase. Verbo auxiliar é aquele que não tem sentido próprio; auxilia uma das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio) do verbo principal, constituindo uma locução verbal, em que somente ele, o verbo auxiliar, é conjugado. • Atenção • Empregam-se como auxiliares, mais frequentemente, os verbos ter, haver, ser e estar, mas outros, como ir, dever, poder, andar, precisar, etc., também podem ser empregados. Veja no Apêndice, no final deste livro, a conjugação dos verbos auxiliares ter, haver, ser e estar. GT-C9 (216-238)RO 222 8/15/08, 12:32 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Verbo principal e verbo auxiliar 223 FLEXÕES VERBAIS Contextualização CALVIN Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 27 out. 2004. Ao responder à pergunta de Haroldo, no 3o quadrinho, Calvin não imagina que seus pais já estejam dormindo. O humor consiste em que Calvin imaginava que seus pais aproveitassem melhor o tempo fazendo algo diferente. a) Como quase toda criança, Calvin não gosta de dormir cedo e por isso se queixa com Haroldo, seu amigo. Em que consiste o humor da tira? b) Identifique na tira: um verbo no plural, um verbo na 1a pessoa, um verbo no modo indicativo, um verbo no presente e um verbo na no plural: são, fazem; na 1 pessoa: faço, quero; no modo indicativo, no presente e na voz ativa. Verbo voz ativa: são, tem, faço, quero, fazem. a Conceituação Para identificar os verbos pedidos no exercício anterior, você teve de analisar como cada um estava flexionado. Na língua portuguesa, os verbos apresentam flexões de número (singular e plural), pessoa (1a, 2a e 3a), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo (presente, passado e futuro) e voz (ativa, passiva e reflexiva). As vozes verbais serão estudadas no capítulo 10. Veja, a seguir, essas flexões do verbo. Pessoa e número O verbo pode ser conjugado nas três pessoas do discurso, no singular e no plural. Confira. 1a pessoa (pessoa que fala — emissor) Eu amo (singular) Nós amamos (plural) 2a pessoa (pessoa com quem se fala — receptor) Tu amas (singular) Vós amais (plural) 3a pessoa (a pessoa ou a coisa da qual se fala) Ele ama (singular) Eles amam (plural) GT-C9 (216-238)RO 223 8/15/08, 12:32 PM Morfologia Leia os quadrinhos. 224 Modos verbais São três os modos verbais: indicativo, subjuntivo e imperativo. O indicativo, chamado modo da realidade, exprime um fato certo, seguro. Exemplos: O espetáculo de dança começa hoje. (presente) Tivemos muitas alegrias naquele ano. (pretérito perfeito) Os jogadores treinavam com afinco. (pretérito imperfeito) Fizera progressos nos estudos. (pretérito mais-que-perfeito) A nave espacial ficará vários meses em Marte. (futuro do presente) A médica trabalharia vários meses na Europa. (futuro do pretérito) Subjuntivo O subjuntivo expressa um fato incerto, duvidoso, por isso é conhecido como modo da irrealidade. Exemplos: Talvez o professor possa esclarecer esta dúvida. (presente) Se ela quisesse, eu seria seu par. (pretérito imperfeito) A viagem terminará quando o avião chegar a Curitiba. (futuro) • Atenção • Além de dúvida, o subjuntivo pode dar uma série de outras conotações ao verbo. Exemplos: Bons ventos o levem! (vontade) Procuro uma companheira que me alegre a vida. (fim pretendido) Pena que sejas tão baixo... (consideração sobre um fato) Não há quem a ame mais do que eu. (conjectura) • O subjuntivo é usado em inúmeros tipos de oração subordinada (aquela que depende de outra para ter sentido), sendo obrigatório em alguns deles. Exemplos: Se eu soubesse disso, não teria ido à festa. Não farei nada, a não ser que você peça. Embora eu goste da matéria, não suporto as aulas desse professor. Imperativo O imperativo indica ordem, pedido ou conselho. Observe. Coma logo! (ordem) Come, por favor! (pedido) Não coma muito, para você não engordar! (conselho) GT-C9 (216-238)RO 224 8/15/08, 12:32 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Indicativo 225 Tempos verbais Morfologia Há três tempos verbais: presente, pretérito (passado) e futuro. Eles se referem ao momento da enunciação. Os tempos verbais, quando constituídos por um só verbo, recebem o nome de tempos simples (fizéramos). Alguns tempos, porém, são formados por mais de um verbo e recebem o nome de tempos compostos (havíamos feito). CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS Contextualização HAGAR Dik Browne 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Leia esta tira. BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 17 nov. 2004. Diante das exigências da filha para se casar, Helga concluiu que ela jamais encontraria um homem com todas aquelas características; portanto, sua filha deveria escolher uma carreira já, sua segunda opção. a) Nesses quadrinhos, a personagem Helga dialoga com sua filha sobre o comportamento dos homens. Explique como o quadrinista criou humor no texto. b) Na seção “Elementos estruturais dos verbos”, vimos que radical é um elemento imutável. Nessa tira, porém, observamos que o radical de um dos verbos aparece modificado. De que verbo estamos falando? Estamos falando da forma verbal prefiro, na qual o radical do verbo preferir (prefer-) sofre uma irregularidade e se apresenta como prefir-. Conceituação Certos verbos não sofrem alterações no modelo que apresentamos na seção “Elementos estruturais dos verbos”, mas outros têm seu radical e/ou desinências modificados. Assim, os verbos são classificados de acordo com as flexões que apresentam, ao serem conjugados. Podem ser regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes. Verbos regulares Verbos regulares são aqueles que não apresentam modificações no radical nem nas desinências, e que seguem um modelo de conjugação. GT-C9 (216-238)RO 225 8/15/08, 12:32 PM 226 Modo indicativo Morfologia Presente trabalh-o trabalh-as trabalh-a trabalh-amos trabalh-ais trabalh-am Pretérito perfeito com-o com-es com-e com-emos com-eis com-em part-o part-es part-e part-imos part-is part-em trabalh-ei trabalh-aste trabalh-ou trabalh-amos trabalh-astes trabalh-aram com-i com-este com-eu com-emos com-estes com-eram part-i part-iste part-iu part-imos part-istes part-iram trabalh-arei trabalh-arás trabalh-ará trabalh-aremos trabalh-areis trabalh-arão com-erei com-erás com-erá com-eremos com-ereis com-erão part-irei part-irás part-irá part-iremos part-ireis part-irão Veja o paradigma (modelo) de conjugação dos verbos regulares no Apêndice, ao final deste livro. Verbos irregulares Verbos irregulares são aqueles que apresentam alterações no radical ou nas desinências e não seguem um modelo de conjugação. Observe: Modo indicativo Presente Pretérito perfeito Futuro do presente poss-o pod-es pod-e pod-emos pod-eis pod-em pud-e pud-este pôd-e pud-emos pud-estes pud-eram pod-erei pod-erás pod-erá pod-eremos pod-ereis pod-erão • Atenção • Os verbos que apresentam modificações na grafia, apenas para manter uniformidade na pronúncia, são considerados verbos regulares. Veja: eu dirij-o tu dirig-es GT-C9 (216-238)RO eu venç-o tu venc-es 226 eu jogu-ei tu jog-aste 8/15/08, 12:32 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Futuro do presente 227 Verbos anômalos Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Modo indicativo Presente Pretérito perfeito Futuro do presente sou és é somos sois são fui foste foi fomos fostes foram serei serás será seremos sereis serão Modo indicativo Presente Pretérito perfeito Futuro do presente vou vais vai vamos ides vão fui foste foi fomos fostes foram irei irás irá iremos ireis irão Verbos defectivos Certos verbos não são conjugados em todos os tempos, modos ou pessoas. Esses verbos são chamados defectivos e a maioria pertence à terceira conjugação, como colorir, abolir, demolir, explodir, banir, falir, delinquir, etc. Os verbos defectivos não têm uma conjugação completa devido à falta de eufonia de algumas de suas flexões. Por essa razão, costuma-se substituí-las por um verbo sinônimo ou uma expressão. Por exemplo: para a primeira pessoa do presente do indicativo do verbo demolir, usamos o verbo derrubar — eu derrubo; para o verbo colorir, usamos a expressão eu faço o colorido. São também defectivos os verbos que exprimem vozes de animais, chamados de unipessoais, conjugados apenas na terceira pessoa do singular e do plural, bem como os verbos impessoais que exprimem fenômenos meteorológicos, conjugados apenas na terceira pessoa do singular: O cão late, o lobo uiva, os pombos arrulham. (verbo unipessoal) Chovia na mata. (verbo impessoal) GT-C9 (216-238)RO 227 8/15/08, 12:32 PM Morfologia Há dois verbos irregulares, que, por apresentar profundas alterações no radical, são conhecidos como verbos anômalos — o verbo ser e o verbo ir. Veja: 228 • Os verbos haver (no sentido de existir) e fazer (com referência a tempo decorrido) são verbos impessoais, conjugados apenas na 3a pessoa do singular: Havia três homens na sala. Faz dez anos que não a vejo. • Os verbos reaver e precaver(-se) apresentam certas particularidades: 1. No presente do indicativo, são conjugados apenas na primeira e na segunda pessoa do plural: Nós reavemos, vós reaveis; nós precavemos, vós precaveis. 2. No imperativo afirmativo, são conjugados apenas na segunda pessoa do plural: Reavei vós, precavei vós. 3. Não são conjugados no presente do subjuntivo. 4. Nos demais tempos, todas as pessoas são conjugadas normalmente. Eu reouve, tu reavias, se eles reouvessem. Verbos abundantes Os verbos que apresentam mais de uma forma para a mesma pessoa e, sobretudo, para o particípio, são chamados abundantes: havemos ou hemos, haveis ou heis, entopem ou entupem, enxugado ou enxuto, apiedo-me ou apiado-me, etc. Em geral, há mais formas abundantes no particípio, sendo uma regular, terminada em -ado ou -ido, e outra irregular e reduzida, às vezes originária do latim e terminada em -to, -so, ou sem terminação definida: benzer — benzido, bento imergir — imergido, imerso encher — enchido, cheio fixar — fixado, fixo Emprego do particípio dos verbos abundantes 1. As formas regulares do particípio são usadas, normalmente, com os verbos auxiliares ter ou haver: Ele tinha acendido a lareira. 2. As formas irregulares do particípio são empregadas com os auxiliares ser ou estar: A lareira foi acesa por ele. GT-C9 (216-238)RO 228 8/15/08, 12:32 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia • Atenção 229 3. As formas irregulares do particípio dos verbos abundantes podem ser Morfologia empregadas como adjetivos quando caracterizam um substantivo: jardim suspenso cidadão corrupto documento incluso período findo 4. O particípio irregular dos verbos ganhar, gastar e pagar é empregado com os auxiliares ser, estar, ter ou haver: A secretária tinha gasto todo o papel timbrado. O jantar foi pago pelo aniversariante. 5. Os verbos abrir, cobrir e escrever apresentam somente as formas irregulares do particípio: aberto, coberto e escrito. Consulte no Apêndice, ao final deste livro, uma relação com os principais verbos abundantes e a conjugação de alguns verbos regulares, irregulares e auxiliares. Aplicação 1 Leia os quadrinhos a seguir. CALVIN Bill Watterson 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O particípio regular desses verbos é empregado somente com os auxiliares ter ou haver: A seleção brasileira havia ganhado o troféu sul-americano. WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 10 jan. 2005. a) Segundo o texto, Calvin é um garoto muito esperto quando se trata de enfrentar as tarefas domésticas. Na sua opinião, a teoria dele faz sentido? Por quê? Pessoal. b) Releia estas frases: Ora, vejam só! A sua mãe fica feliz. As palavras destacadas são verbos. Explique por quê. Na primeira frase, vejam exprime ação e, na segunda, fica indica estado. GT-C9 (216-238)RO 229 8/15/08, 12:33 PM 230 c) Identifique o verbo anômalo na relação a seguir. Justifique. vejam fez mandar é fica ajuda cumpro Verbo é; o verbo ser é um dos que têm o radical e as desinências mudados. 3 Leia a charge a seguir. Segundo a personagem, ela já estaria morta, se fosse verdade o conceito de que as coisas boas acabam rápido, pois ela se julga muito boa. CONTEÚDO GENTILMENTE CEDIDO PELO SITE HUMOR TADELA a) A personagem da charge revela uma autoestima exagerada. Baseando-se nessa afirmação, explique o sentido da frase do texto. b) Na charge, qual é a locução verbal? Identifique o(s) verbo(s) auxiliar(es) verbal: deveria ter morrido. Verbos aue o principal. Locução xiliares: deveria e ter, verbo principal: morrido. c) Na frase do texto “Se tudo o que é bom dura pouco...”, substitua os verbos no presente do indicativo pelo pretérito imperfeito do subjuntivo. Explique a diferença de sentido entre os dois tempos verbais. Se tudo o que fosse bom durasse pouco...; nesse caso, os verbos no modo subjuntivo exprimem uma ação incerta, duvidosa. Já no modo indicativo (é, dura), os verbos expressam uma certeza ou afirmação. Disponível em: <http://humortadela.uol.com.br/satiras>. Acesso em: 5 abr. 2005. 4 Leia a tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 24 out. 2004. GT-C9 (216-238)RO 230 8/15/08, 12:33 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 2 Copie a segunda frase de cada par, flexionando os verbos em destaque no mesmo tempo e modo empregados na primeira frase. a) Eu leio a carta. Vós a carta. Ledes. b) Talvez eu perca a excursão. Talvez nós a excursão. Percamos. c) Ele pôde viajar nas férias. Eles viajar nas férias. Puderam. d) O rapaz reouvera sua bagagem. Nós nossa bagagem. Reouvéramos. e) Eu soube do resultado. Tu do resultado. Soubeste. f) Acode tu esta criança. vós esta criança. Acudi. a) Nos quadrinhos, a preocupação de Eddie Sortudo parece não incomodar seu amigo Hagar. Explique o duplo sentido do verbo bater nas locuções. b) Identifique as locuções verbais do texto e o sentido expresso pelos devíamos bater, o verbo dever exprime uma ação incerta, duvidosa (equivale a deveríaverbos auxiliares. Em mos); em vamos bater, o presente do indicativo do verbo ir expressa uma ação futura e certa. c) Substitua a locução verbal do segundo quadrinho por um único verbo. A locução verbal vamos bater equivale a bateremos. 5 Leia o seguinte poema e depois responda. AR LIVRE Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A menina translúcida passa Vê-se a luz do sol dentro dos seus dedos. Brilha em sua narina o coral do dia. Leva o arco-íris em cada fio do cabelo. Em sua pele, madrepérolas hesitantes pintam leves alvoradas de neblina. Evaporam-se-lhe os vestidos, na paisagem. É apenas o vento que vai levando seu corpo pelas alamedas. A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro. E quando para na ponte, as águas todas vão correndo, em verdes lágrimas para dentro dos seus olhos. MEIRELES, Cecília. Ar livre. In: ______. Obras completas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1970. a) No poema, existe a ideia de ação ou movimento. Como a autora conseguiu sugerir essa imagem? Dê exemplos do texto que commeio de vários verbos que expressam ação, como a menina (...) passa, leva provem sua resposta. Por o arco-íris, o vento que vai levando seu corpo, as águas todas vão correndo. b) Em que tempo e modo estão empregados os verbos desse poeNo presente do indicativo. O poema é uma narrativa que apresenta uma sucessão ma? Por quê? de fatos que acontecem no momento exato em que a autora conta a história (momento presente ou atual); por isso ela usa o presente. O modo indicativo expressa uma ação certa, verdadeira, sobre a qual não restam dúvidas, como nesse caso. 6 Reescreva seguindo o modelo. Se necessário, consulte o Apêndice no fim deste livro. Eu anseio pela chegada do verão. Nós pela chegada do verão. (ansiamos) a) Meu colégio hasteia a bandeira brasileira. Eles a bandeira brasileira. Hasteiam. b) A decoradora mobilia a sala de jantar. Nós a sala de jantar. Mobiliamos. c) O presidente saúda o povo. Nós o povo. Saudamos. d) Semeai todas as sementes. você todas as sementes. Semeie. GT-C9 (216-238)RO 231 8/15/08, 12:33 PM 231 Morfologia No 1o quadrinho, bater significa dar golpes ou pancadas na porta. No 2o quadrinho, bater significa ir de encontro, atingir, acertar. e) O general premia o jovem tenente. Vós o jovem tenente. Premiais. f) Alguns lavradores incendeiam as matas. Você as matas. Incendeia. g) Ele odeia bife de fígado. Nós bife de fígado. Odiamos. 7 Leia os quadrinhos. CALVIN WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 31 ago. 2004. O humor da tira — assim como o humor de maneira geral — se apoia na quebra de estereótipos, na introdução de situações inusitadas em cenas comuns. No caso, o inusitado é o sarcasmo sádico de Calvin, incomum entre menininhos de seis anos. a) Na tira, Calvin diverte-se enquanto conversa com o pai ao telefone, procurando irritá-lo. A partir de que fato o quadrinista criou humor no texto? b) Observe a flexão do verbo estar nestas frases do texto: ...está um dia lindo; Pena que você esteja trancado...; ...enquanto eu estou por aí... I. Em que frase(s) esse verbo tem sentido próprio e funciona como verbo principal? Quando usado sozinho em está e estou. II. Observe a conjugação do verbo estar. Classifique-o e justifique sua resposta. Trata-se de um verbo irregular porque sofre várias alterações no radical. III. Explique a diferença de sentido entre estes dois tempos verbais: eu estou por aí e que você esteja trancado. a c) No segundo quadrinho, identifique os verbos e o que eles expressam. As formas verbais liguei e dizer exprimem ações; está indica estado. 8 Leia o texto. a Estou, no presente do indicativo, expressa um fato atual e certo; esteja, no presente do subjuntivo, expressa uma consideração, um julgamento pessoal sobre determinado fato. AUTOFAGIA Os bebês se alimentam de suas próprias células no período entre o nascimento, quando deixam de receber nutrientes da placenta, e a primeira mamada. Estudo feito com camundongos no Instituto de Medicina Científica de Tóquio, no Japão, revelou que, sem essa capacidade, os bebês poderiam morrer um dia após o parto. Autofagia. IstoÉ, São Paulo, 21 set. 2004. No texto há o relato de uma descoberta importante: os bebês conseguem se alimentar de suas próprias células, depois que nascem até começarem a mamar. Ou seja, eles praticam a autofagia, o ato de nutrir-se de si mesmo. A palavra vem dos radicais gregos auto (a si mesmo) e fagia (comer). a) Relacione o título (“Autofagia”) ao conteúdo desenvolvido no texto. b) Substitua as locuções verbais do texto por um único verbo. Deixam de receber: não recebem; poderiam morrer: morreriam. GT-C9 (216-238)RO 232 8/15/08, 12:33 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Bill Watterson 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Morfologia 232 233 RESUMO Verbo Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Exprime ação, estado, mudança de estado e fenômenos meteorológicos, situando-os no tempo: o operário trabalha (ação); o operário é bom (estado), o operário tornou-se rico (mudança de estado); choveu sobre a fábrica (fenômeno meteorológico). Os verbos estão agrupados em três conjugações: • primeira conjugação — vogal temática -a-: amar; • segunda conjugação — vogal temática -e-: vencer; • terceira conjugação — vogal temática -i-: dormir. O verbo pôr e seus compostos pertencem à 2a conjugação. ■ Elementos estruturais do verbo • Radical — contém a significação do verbo: falam, corres. • • • • Formas rizotônicas — acento tônico no radical: compres, pensem, vendam. • Formas arrizotônicas — acento tônico fora do radical: comprávamos, penseis, partirei. Vogal temática — indica a conjugação: -a- (1a conjugação); -e-, -o- (2a conjugação); -i- (3a conjugação): buscas, sabe, sairia. Tema — radical + vogal temática: olhais, vendemos. Desinência — indica tempo, modo, número e pessoa verbais: falaríamos. tema ■ deix / á radidal vogal temática / sse / mos desinência modo-temporal desinência número-pessoal Locução verbal Formada por dois ou mais verbos: o técnico vai mudar o time. • Verbo principal e verbo auxiliar • Principal — conserva o sentido próprio na locução verbal: a máquina vai substituir o homem, pouco a pouco. • Auxiliar — não tem sentido próprio na locução verbal: o público está aplaudindo o espetáculo de pé. ■ Flexões verbais • Pessoa e número • 1 pessoa: eu falo (singular), nós falamos (plural). • 2 pessoa: tu falas (singular), vós falais (plural). • 3 pessoa: ele, ela fala (singular), eles, elas falam (plural). a a a GT-C9 (216-238)RO 233 8/15/08, 12:33 PM Morfologia ■ • Modos verbais • Indicativo. • Subjuntivo. • Imperativo. • Tempos verbais • Presente. • Pretérito. • Futuro. ■ Classificação dos verbos • Regulares: seguem um modelo de conjugação: cantar, vender, partir. • Irregulares: não seguem um modelo de conjugação: dar, fazer, cerzir. • Anômalos: apresentam alterações profundas no radical: ir, ser. • Defectivos: têm conjugação incompleta: reaver, abolir, demolir, chover. • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes, sobretudo no particípio: erigir — erigido, ereto; enxugar — enxugado, enxuto. GT-C9 (216-238)RO 234 8/15/08, 12:33 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 234 235 1. (UFPI) O medo social No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente, que a roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma senhora reconhece o assaltante na rua. Veja, São Paulo. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Na forma verbal reconhece: GT-C9 (216-238)RO a) A vogal temática -e aparece em todas as pessoas gramaticais. b) A desinência número-pessoal da primeira pessoa do singular é idêntica à da terceira. X c) A desinência número-pessoal da segunda pessoa do plural é -s. d) A vogal temática e a desinência modo-temporal são ausentes em todas as pessoas gramaticais. e) A desinência modo-temporal é ausente em todas as pessoas gramaticais. 2. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que é incorreto o uso do particípio regular ou irregular. a) Não haveria mais o que discutir, pois o mancebo havia entregado o livro para Íris. b) Aquiles sentiu um puxão nas fraldas da camisa que estavam soltas. O ajudante do delegado aproximou-se e cochichou que ele seria solto em poucos minutos. c) Era verdade que a fruta parecia passada, que recendia a podre. Lozardo provocou o pároco, mas percebeu que logo todas as luzes seriam acesas. Afastou-se da fruteira. X d) A lei tinha já extinto qualquer penalidade para aquele ato, que não mais era considerado ilícito. 235 e) José Américo tinha soltado o freio da motocicleta, para evitar acidente maior. Mesmo assim, as consequências da queda foram bastante sérias. 3. (Unimep-SP) Alguns verbos apresentam irregularidades no radical da 1a pessoa do singular do indicativo presente. A alternativa que contém as formas verbais corretas é: X a) requeiro (requerer), ouço (ouvir), valho (valer) b) digo (dizer), medo (medir), trago (trazer) c) meço (medir), digo (dizer), perdo (perder) d) caibo (caber), perco (perder), requero (requerer) e) posso (poder), cabo (caber), valo (valer) 4. (Unifor-CE) Antes de ter o fato, ele já se . a) omisso — contradissera b) omitido — contradizera X c) omitido — contradissera d) omisso — contradizera e) omitido — contradira 5. (ESPM-SP) Identifique a alternativa incorreta: a) O verbo comerciar é regular e conjuga-se como anunciar e evidenciar. b) O verbo construir é irregular e abundante. c) Os verbos aprazer, atrair, caber e crer são irregulares. X d) O verbo atribuir é regular e se conjuga como concluir, excluir e possuir. e) O verbo abolir é defectivo. 6. (Fuvest-SP) Em “Queria que me ajudasses”, o trecho destacado pode ser substituído por: a) a sua ajuda d) a ajuda deles b) a vossa ajuda X e) a tua ajuda c) a ajuda de vocês 8/15/08, 12:34 PM Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES 7. (FEM-SP) Reescreva a frase a seguir com os verbos no presente do indicativo: “Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela” (Machado de (ou apiado-me); tomo-a na Assis). Apiedo-me palma da mão e vou depô-la no peitoril da janela. 8. (USF-SP) Se realmente se a trabalhar mais e não se diante dos obstáculos, acabaria vencendo. a) dispuzesse — detesse b) disposse — detivesse c) dispusesse — detesse X d) dispusesse — detivesse e) disposse — detesse 9. (USF-SP) Você não se corretamente nessa situação, com energia o pai. a) aviu — interviu X b) houve — interveio c) ouve — interviu d) haveu — interveio e) aveio — interviu 10. (ESPM-SP) Lendo a frase abaixo, identifique a alternativa verbal que preencha corretamente as lacunas: Se ele me e seu amigo você talvez o perdido. a) prevenira — interviesse — reavesse b) prevenisse — intervisse — reouvesse X c) prevenisse — interviesse — reouvesse 11. (Fatec-SP) Identifique a alternativa em que aparece uma forma verbal errada: a) Trar-te-ei ostras para o jantar. X b) Se de ostras você me provesse, ótimo jantar teríamos. c) Nada reaveria eu, ainda que tudo você reouvesse. d) Desdizer-te-íamos, se tu afirmasses o que pretendia dizer. e) Prouvera a Deus que tudo não passasse de ameaças. GT-C9 (216-238)RO 236 12. (UM-SP) Identifique a oração em que há um erro quanto à flexão verbal. a) A mãe previu no filho aquela personalidade marcante. X b) O próprio garoto precaviu-se contra aquele mal. c) Missão sublime o detivera aqui neste universo humano. d) O mestre não interveio a tempo na solução daquele problema. e) Mesmo com a mente iludida, o jovem reouve a consciência da trágica situação. 13. (UM-SP) Identifique a frase que contenha uma forma verbal incorreta: a) Se você antepuser à realização desta prova com obstáculos, ele se anteporá às condições ambientais. b) Quando obtiverdes as verbas necessárias, tereis representado um passo a mais na educação. c) Se eu mantiver a calma que provém da compenetrada paciência, não incorrerei no mesmo deslize. X d) Se algum dia a vires distraída, avise-me imediatamente. e) Alguns cientistas creem que os homens que têm número maior de glóbulos vermelhos contêm índices de generalidade. 14. (ITA-SP) Dadas as afirmações de que os verbos: 1. requerer 2. prover 3. aprazer têm, respectivamente, como primeira pessoa do singular do presente do indicativo: 1. requero 2. provejo 3. aprazo, constatamos que está (estão) correta(s): a) Apenas a afirmação no 1. X b) Apenas a afirmação no 2. c) Apenas a afirmação no 3. d) Todas as afirmações. e) n. d. a. 8/15/08, 12:34 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 236 237 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I. Quando os fiéis em pé, o padre começará a missa. (estar) II. Se ele a verdade, ficaria espantado. (saber) III.O padre desejava que o professor toda a igreja. (ver) a) estão, soubesse, visse b) estiver, souber, vesse c) estiverem, sabesse, visse X d) estiverem, soubesse, visse e) estiverem, soubesse, vesse 16. (UM-SP) Identifique a alternativa que apresenta total correção quanto à ortografia e à acentuação ortográfica dos verbos destacados. X a) Quando você o vir, notará que, no passado, ele creu nos homens; já pôde, portanto, ser feliz um dia. b) Os tios provêm a casa com alimentos e frutas, convém que as crianças deem valor a tudo. c) Ele interveio na discussão para que nós reavêssemos o dinheiro perdido e víssemos uma saída. d) Se você repuser o que gastou, prometo que o advogado não mais intervirá em nossas vidas, como também desfazerá os mal-entendidos com a sua família. e) Hoje, enquanto enxáguo a louça, abençoo a água e reúno forças para enfrentar a luta. 17. I. os amigos, jamais sua atenção e confiança. II. dos políticos que dizem que os recursos públicos não do povo. X a) (I) Destratando — se granjeiam (II) Divirjamos — provêm b) (I) Distratando — se granjeiam (II) Diverjamos — provêm c) (I) Distratando — granjeamos (II) Diverjamos — proveem d) (I) Destratando — grangeamos (II) Diverjamos — proveem e) (I) Distratando — se granjeia (II) Diverjamos — provêm GT-C9 (216-238)RO 237 18. (UFAL) Assinale como verdadeiras (V) as frases em que a flexão de todas as formas verbais está correta, e como falsas (F) aquelas em que isso não se dá. F a) Enquanto ele manter o contrato, haveremos de estar seguros. F b) No caso de ele vier amanhã, rece- beremo-lo dignamente. V c) As coisas que vêm ocorrendo re- querem toda a nossa atenção. F d) Eles provêm do norte e radicar-se- -ão na cidade vizinha. F e) Ainda que os detêssemos, mantê- -lo-íamos a salvo? 19. (ITA-SP) Da questão 21 à 23, identifique a alternativa em que há erro gramatical. a) Quando você reouver o carro, estará “depenado”. b) Bom seria que vocês se contivessem em seus desejos. c) Perdi dinheiro mas o reouve. X d) É necessário que você se precaveja contra contaminações. e) Eu me comprouve em olhar apenas. 20.Xa) Eles se entreteram, contando piadas. b) Entrevi uma solução em todo este emaranhado. c) Para que não caiais em tentação, rezai. d) Ele se proveu do necessário e partiu. e) Ele proveio de um lugar suspeito. 21.Xa) Se isto lhe convir, aceite. b) Eu não cri, ele creu. c) Espero que você não me denigra. d) Não tínhamos chegado ainda mas ele já tinha escrito o aviso. e) Ele proveio de um lugar suspeito. 22. (FEI-SP) Identifique a alternativa que completa corretamente as lacunas das seguintes frases: I. Se a calma, é provável que os nossos bens. II. Todos se quando ele na discussão. 8/18/08, 4:41 PM Morfologia 15. (UFV-MG) Preencha as lacunas flexionando os verbos entre parênteses: a) mantemos — reouvemos — conteram — interveio b) mantivermos — reavemos — contiveram — interviu c) mentermos — reouveremos — conteram — intervém X d) mantivermos — reaveremos — contiveram — interveio e) mantermos — reavemos — contiveram — interviu 23. (UCDB-MT) Alguns de carro importado, o trabalhador a pé. Os brasileiros que acabar com a desigualdade no país que os europeus não com bons olhos. X a) vêm — vem — têm — veem b) vem — vem — tem — veem c) vêm — vem — têm — vêm d) vêm — vêm — têm — vêm e) vem — vêm — teem — veem 24. (EFOA-MG) Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases apresentadas. Mesmo que nós , não conseguiríamos que eles os papéis que os chefes em segredo. X a) interviéssemos, requeressem, mantêm b) intervíssemos, requeressem, mantém c) interviéssemos, requisessem, mantêm d) intervíssemos, requisessem, mantém e) interviéssemos, requeressem, manteem GT-C9 (216-238)RO 238 25. (Cefet-MG) Segundo o padrão culto da língua escrita, está correta a forma verbal destacada em: a) Os policiais subiram o morro e deteram vários traficantes. b) No orçamento, serão feitos apenas os cortes que convirem ao Estado. c) Sairão do país quando reaverem os documentos perdidos. X d) Quando ele transpuser os portões da universidade, terá melhores horizontes em seu futuro. e) Se sobrevir outra epidemia, o país entrará em calamidade pública. 26.(UCDB-MT) Se você a promessa, se a agência o pedido e se seu pai o dinheiro na conta, a viagem sai. a) manter, requerer, pôr b) mantiver, requiser, puser X c) mantiver, requerer, puser d) manter, requerer, puser e) manter, requiser, pôr 27. (EFOA-MG) Assinale a alternativa que contém a forma correta dos verbos medir, valer, caber e datilografar, na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, pela ordem. a) meço, valo, cabo, datilógrafo X b) meço, valho, caibo, datilografo c) mido, valo, caibo, datilógrafo d) mido, valho, caibo, datilografo e) meço, valho, caibo, datilógrafo 8/18/08, 4:42 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 238 Capítulo 10 239 Morfologia Verbo II FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS SIMPLES Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O presente do indicativo, o pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal, denominados tempos primitivos, dão origem aos demais tempos, denominados tempos derivados. Veja, a seguir, como isso ocorre. Presente do indicativo O presente do indicativo dá origem a três tempos: presente do subjuntivo, imperativo afirmativo e imperativo negativo. Presente do subjuntivo Forma-se da seguinte maneira: • Primeira conjugação (-ar): troca-se a vogal final do presente do indicativo por -e. • Segunda (-er) e terceira (-ir) conjugações: troca-se a vogal final do presente do indicativo por -a. 1ª conjugação Presente do indicativo falo falas fala falamos falais falam Presente do subjuntivo 2ª conjugação Presente do indicativo Presente do subjuntivo 3ª conjugação Presente do indicativo Presente do subjuntivo que eu fale eu como que eu coma eu decido que eu decida que tu fales tu comes que tu comas tu decides que tu decidas que ele fale ele come que ele coma ele decide que ele decida que nós falemos nós comemos que nós comamos nós decidimos que nós decidamos que vós faleis vós comeis que vós comais vós decidis que vós decidais que eles falem eles comem que eles comam eles decidem que eles decidam • Atenção Ser (que eu seja), dar (que eu dê), estar (que eu esteja), haver (que eu haja), ir (que eu vá), querer (que eu queira), saber (que eu saiba). GT-C10 (239-277)RO 239 8/15/08, 12:36 PM 240 Não tem a primeira pessoa do singular. A segunda pessoa do singular (tu) e a segunda do plural (vós) originam-se do presente do indicativo sem o -s final; e as demais pessoas são as mesmas do presente do subjuntivo. Presente do indicativo Imperativo afirmativo Presente do subjuntivo eu sonho tu sonhas (menos s) ele sonha nós sonhamos vós sonhais (menos s) eles sonham — sonha tu sonhe você sonhemos nós sonhai vós sonhem vocês que eu sonhe que tu sonhes que ele sonhe que nós sonhemos que vós sonheis que eles sonhem • Atenção O verbo ser apresenta, no imperativo, as formas sê (tu) e sede (vós); nas demais pessoas, segue a mesma formação dos outros verbos. Imperativo negativo Também não tem a primeira pessoa do singular, e todas as pessoas se originam do presente do subjuntivo. Presente do subjuntivo Imperativo negativo que eu viaje que tu viajes que ele viaje que nós viajemos que vós viajeis que eles viajem — não viajes tu não viaje você não viajemos nós não viajeis vós não viajem vocês Pretérito perfeito do indicativo A partir do tema (radical + vogal temática) da segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo, formam-se três tempos verbais: pretérito mais-que-perfeito do indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo. GT-C10 (239-277)RO 240 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Imperativo afirmativo 241 Pretérito mais-que-perfeito do indicativo Pretérito imperfeito do subjuntivo Para formá-lo, acrescentam-se as desinências verbais -sse, -sses, -sse, -ssemos, -sseis, -ssem. Futuro do subjuntivo Para formá-lo, acrescentam-se as desinências verbais -r, -res, -r, -rmos, -rdes, -rem. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Como exemplo, confira a conjugação do verbo fazer no quadro a seguir. fazer — fizeste Tema: fize Pretérito Pretérito perfeito do mais-que-perfeito indicativo do indicativo eu fiz tu fizeste ele fez nós fizemos vós fizestes eles fizeram eu fizera tu fizeras ele fizera nós fizéramos vós fizéreis eles fizeram Pretérito imperfeito do subjuntivo Futuro do subjuntivo se eu fizesse se tu fizesses se ele fizesse se nós fizéssemos se vós fizésseis se eles fizessem quando eu fizer quando tu fizeres quando ele fizer quando nós fizermos quando vós fizerdes quando eles fizerem Infinitivo impessoal Do infinitivo impessoal derivam três tempos verbais do modo indicativo, o futuro do presente, o futuro do pretérito e o pretérito imperfeito do indicativo, bem como as formas nominais infinitivo pessoal, gerúndio e particípio. Futuro do presente do indicativo Forma-se com o acréscimo das desinências -rei, -rás, -rá, -remos, -reis, -rão ao tema do infinitivo impessoal. Futuro do pretérito do indicativo Forma-se com o acréscimo das desinências -ria, -rias, -ria, -ríamos, -ríeis, -riam ao tema do infinitivo impessoal. GT-C10 (239-277)RO 241 8/15/08, 12:36 PM Morfologia Para formá-lo, acrescentam-se as desinências verbais -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram. 242 Forma-se com o acréscimo das desinências -va, -vas, -va, -vamos, -veis, -vam ao tema do infinitivo impessoal, se o verbo for da primeira conjugação; e com acréscimo das desinências -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam ao radical, se o verbo for da segunda ou da terceira conjugação. Infinitivo impessoal Futuro do presente do indicativo Futuro do pretérito do indicativo contar Tema: conta eu contarei tu contarás ele contará nós contaremos vós contareis eles contarão eu contaria tu contarias ele contaria nós contaríamos vós contaríeis eles contariam Pretérito imperfeito do indicativo a 1 conjugação 2a conjugação 3a conjugação eu contava tu contavas ele contava nós contávamos vós contáveis eles contavam eu bebia tu bebias ele bebia nós bebíamos vós bebíeis eles bebiam eu partia tu partias ele partia nós partíamos vós partíeis eles partiam Infinitivo pessoal Forma-se pelo acréscimo, ao infinitivo impessoal, das desinências -es , -mos, -des e -em para a 2a pessoa do singular e a 1a, 2a e 3a do plural, respectivamente. A 1 a e a 3a do singular são iguais às do infinitivo impessoal. Gerúndio Não se flexiona em número nem em pessoa. Forma-se pelo acréscimo do sufixo -ndo ao tema do infinitivo impessoal. Particípio Também não se flexiona e forma-se pelo acréscimo do sufixo -do ao tema do infinitivo impessoal. GT-C10 (239-277)RO 242 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Pretérito imperfeito do indicativo 243 Infinitivo pessoal Gerúndio Particípio amar Tema: ama (eu) amar (tu) amares (ele) amar (nós) amarmos (vós) amardes (eles) amarem amando amado Morfologia Infinitivo impessoal Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Atenção Na 2a conjugação, a vogal temática (e) do particípio passa a i. Exemplo: vendido. FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS COMPOSTOS Os tempos verbais compostos são formados com os verbos auxiliares ter ou haver flexionados, seguidos pelo particípio do verbo conjugado. O valor do dólar tem aumentado nas últimas semanas. Grande quantidade de peixe havia morrido por causa da poluição. Nem todos os tempos verbais possuem formas compostas. São compostos os seguintes tempos. Modo indicativo Pretérito perfeito composto Forma-se com o presente do indicativo ter seguido pelo particípio do verbo conjugado: A televisão tem divulgado a situação no Iraque. Na últimas semanas tenho recebido elogios do chefe. Pretérito mais-que-perfeito composto Forma-se com o pretérito imperfeito do indicativo de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: Naquela madrugada, a neve tinha caído intensamente. Os hotéis haviam recebido grande número de turistas. GT-C10 (239-277)RO 243 8/15/08, 12:36 PM 244 Futuro do presente composto Morfologia Forma-se com o futuro do presente do indicativo de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: Em pouco tempo terei completado meu curso de inglês. Amanhã cedo Luís já haverá partido. Futuro do pretérito composto Forma-se com o futuro do pretérito do indicativo de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: Modo subjuntivo Pretérito perfeito Forma-se com o presente do subjuntivo de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: Espero que tenhamos feito os cálculos com exatidão. Pretérito mais-que-perfeito Forma-se com o pretérito imperfeito do subjuntivo de ter ou haver mais o particípio do verbo conjugado: Seria conveniente que eu tivesse conversado com ele. Se houvessem largado em melhor posição, com certeza alcançariam a vitória. Futuro composto Forma-se com o futuro do subjuntivo de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: O aumento sairá depois que o Congresso tiver aprovado a proposta. Ele fará estágio no exterior quando houver concluído seu curso. Formas nominais Infinitivo impessoal composto Forma-se com o infinitivo impessoal de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: Ter decidido logo foi importante. GT-C10 (239-277)RO 244 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Os quadros mais valiosos teriam desaparecido do museu, durante o tumulto, se a polícia não estivesse de prontidão. 245 Infinitivo pessoal composto Morfologia Forma-se com o infinitivo pessoal de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: Só conseguiram sucesso após haverem vencido seus medos. Gerúndio composto Forma-se com o gerúndio de ter ou haver seguido pelo particípio do verbo conjugado: Tendo planejado o cruzeiro pelo Caribe, partiu ontem. Contextualização Leia a tira. MINDUIM Charles M. Schulz 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. FORMAS NOMINAIS SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S.Paulo, 20 out. 2004. a) A personagem parece sem criatividade para fazer sua redação. Na sua opinião, a criança está lendo o texto feito por ela? Por quê? a b) Identifique no texto as formas verbais compostas e os verbos principais das locuções. Formas verbais: estamos indo, consegue pensar, está escrito. a Pessoal. Sugestão: a personagem não havia feito sua redação, por isso inventa uma narrativa sobre o vento. O último quadrinho justifica esse argumento, quando ela diz que não consegue nem ler o que está escrito, o que é realmente impossível com tanto cabelo sobre os olhos. Conceituação Nas formas verbais estamos indo, consegue pensar e está escrito, os verbos destacados recebem, respectivamente, o nome de gerúndio, infinitivo e particípio e constituem as formas nominais do verbo. São assim chamadas porque possuem o valor de um nome (advérbio, substantivo e adjetivo). Veja alguns exemplos: Rir é o melhor remédio. (o infinitivo nomeia os verbos: rir equivale a riso) A água tratada faz bem à saúde. (o particípio pode caracterizar um substantivo e ter função adjetiva) Avistei-o atravessando a rua. (o gerúndio pode ter função de advérbio, ao indicar circunstância ou modo) GT-C10 (239-277)RO 245 8/15/08, 12:36 PM 246 Gerúndio (desinência - nd ndo o) Morfologia O gerúndio é a forma nominal que expressa uma ação em curso, isto é, que está se realizando. 1. O gerúndio pode equivaler a um advérbio, ao indicar uma circunstância (modo): Estamos envelhecendo. 2. Às vezes, o gerúndio possui o valor de um adjetivo, caracterizando um substantivo: 3. O gerúndio pode expressar uma ideia imperativa: Andando (Ande)! Vamos, rápido! Correndo (corra) para o chuveiro! Particípio (desinência - do ) O particípio indica uma ação completamente acabada ou concluída: A empreiteira tinha asfaltado toda a rodovia. Como vimos, pode ter valor de adjetivo, concordando com o substantivo ou pronome a que se refere: Teve a saúde melhorada ao longo do último ano. • Atenção • O particípio é usado na formação dos tempos compostos da voz ativa com os verbos auxiliares ter ou haver. Garfield havia devorado o sanduíche do Jon. • Emprega-se também o particípio nos tempos compostos da voz passiva, com o verbo ser ou estar. Jon foi enganado por seu gato. Infinitivo (desinência - r ) O infinitivo indica a ação verbal propriamente dita, nomeia os verbos e pode ter valor de substantivo: Caminhar (caminhada) diariamente faz bem à saúde. O infinitivo pode ser impessoal (não flexionado) ou pessoal (flexionado). Veja, a seguir, como empregá-los. GT-C10 (239-277)RO 246 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O cozinheiro serviu-me uma canjica borbulhando (borbulhante). 247 Emprego do infinitivo impessoal ou não flexionado Contextualização Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. JEAN/FOLHA IMAGEM a) No texto, o chargista critica o valor irrisório do salário mínimo no Brasil. Exponha sua opinião sobre esse assunto, baseando-se na charge. Pessoal. b) O infinitivo equivale a um substantivo. Substitua os infinitivos do texto por subs: comemoração; tantivos. Comemorar comer: comida; morar: moradia. JEAN. Mínimo. Folha de S.Paulo, 5 jun. 2004. Conceituação No texto, os infinitivos são empregados num sentido genérico, substituindo substantivos, como vimos. Nesse caso, usa-se o infinitivo impessoal ou não flexionado. A seguir, veja seu emprego com mais detalhes. O infinitivo impessoal ou não flexionado é usado: 1. Quando pertence a uma locução verbal, próximo ao auxiliar. Os jornaleiros costumam passar cedo pelos bairros. Não vamos prometer mudanças muito rápidas. 2. Quando não se refere a nenhum sujeito. Escrever exige paciência e reflexão. 3. Em substituição a uma forma imperativa. Favor identificar a resposta correta. 4. Como complemento de adjetivos e substantivos precedidos, em geral, das preposições a ou de. Os tenistas mostraram-se aptos a ganhar o título. As ligações estavam difíceis de completar. GT-C10 (239-277)RO 247 8/15/08, 12:36 PM Morfologia Leia a charge. 248 5. Em substituição ao gerúndio, em locuções verbais formadas com a pre- Morfologia posição a. Os pares estão a dançar no vasto salão. 6. Nas construções com os verbos mandar, fazer, deixar, ouvir, ver, sentir ou sinônimos, seguidos de um pronome oblíquo que funciona como objeto direto desses verbos e sujeito do infinitivo. Mandei-os comprar os ingressos. Emprego do infinitivo pessoal ou flexionado Contextualização Leia a charge. FRANK E ERNEST 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Bob Thaves THAVES, Bob. Frank & Ernest. O Estado de S.Paulo, 21 set. 2004. a) O que chama a atenção das personagens na mensagem da loja de é tão óbvia (cães que crescem evidentemente ficam maiores) que chama a atenção. animais? AO advertência fato de a loja se preocupar em advertir sobre um fato natural é o que provoca humor na tira. b) Na charge, ocorre o emprego do infinitivo impessoal e do infinitivo Na locução verbal podem ficar (infinitivo impessoal); em Ao crescerem pessoal. Identifique-os. (infinitivo pessoal). Observe que o infinitivo pessoal ou flexionado está no início da frase e antecedido de preposição. Esse é um dos casos em que ele é empregado. Conceituação Emprega-se o infinitivo pessoal ou flexionado: 1. Quando os sujeitos dos verbos são diferentes. Pouco a pouco, eu vi os convidados chegarem para a grande festa. GT-C10 (239-277)RO 248 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Atenção • Na voz reflexiva, usa-se o infinitivo pessoal: Mandei-os enxugarem-se no vestiário. 249 2. Quando o sujeito, embora claro na frase, não vem expresso. Convinha nos prepararmos para os próximos exames. cedido de preposição. Ao decidirem a compra, negociaram o imóvel. Para enfrentarmos a correnteza, foi preciso autocontrole. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 4. Quando o verbo estiver nas vozes reflexiva recíproca ou passiva. Os navios, ao se cruzarem, faziam soar as sirenes. (voz reflexiva recíproca) Houve várias reuniões para se resolverem os problemas. (voz passiva sintética) Tudo foi acertado na agência, ao serem feitas as reservas. (voz passiva analítica) 5. Quando vier distante do seu sujeito. A excursão apenas começava, e eles já se queixavam da falta de conforto, questionando os preços ao analisarem os gastos. 6. Quando forma locução com os verbos ver ou parecer. Nesse caso, são possíveis duas construções: ou se flexiona o auxiliar, ou se flexiona o infinitivo: As nuvens escuras pareciam fugir no céu. As nuvens escuras parecia fugirem no céu. EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS Contextualização PNEU FURADO O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu. — Você tem macaco? — perguntou o homem. — Não — respondeu a moça. — Tudo bem, eu tenho — disse o homem. — Você tem estepe? — Não — disse a moça. — Vamos usar o meu — disse o homem. GT-C10 (239-277)RO 249 8/15/08, 12:36 PM Morfologia 3. Se o infinitivo vier, referindo-se ao sujeito plural, no início da frase, ante- 250 Morfologia E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro. — Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado. — É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar. — Coisa estranha. — É uma compulsão. Sei lá. VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996. a) No texto desenvolve-se uma narração de conteúdo humorístico. Que fato contado em terceira pessoa dá conotação cômica à narrativa? b) Na narrativa foram empregados vários verbos de modos e tempos diferentes. Observe o sentido que eles expressam e dê um exemplo de verbo no presente, passado e futuro. a c) Releia esta frase: Vamos usar o meu... Substitua a locução verbal destacada por um único verbo e identifique o tempo a que ele se refeUsaremos o meu... Refere-se ao futuro. Sugestões de exemplos: vare. Dê outros exemplos. mos fazer = faremos, vão dizer = dirão, vou viajar = viajarei. d) Explique a diferença de emprego dos verbos destacados nestas frases: Em I, o verbo indica uma ação I — Dali a pouco chegou o dono do carro. pontual. Em II, o verbo indica uma II — ... o ônibus que a moça estava esperando... ação que se estende no tempo. a Presente: tem, tenho, pode, vamos, posso, é. Passado: estava, parou, desceu, perguntou, respondeu, disse, pôs, terminou, chegava, estava, ficou, chegou, trocou. Futuro: trocaria. Conceituação Relendo o texto, você percebe que os verbos apresentam empregos diversos, de acordo com o sentido que expressam no contexto. Modo indicativo Presente Exprime: a) Um fato que ocorre no momento em que se fala (presente atual). Escrevo uma carta para meus pais. Raquel assiste a uma comédia na televisão. b) Um fato habitual ou rotineiro (presente habitual ou frequentativo). Vou ao colégio de manhã. Eles fazem o supermercado aos sábados. c) Um fato ou verdade indiscutível, universal (presente universal ou durativo): Júpiter é o maior planeta do sistema solar. GT-C10 (239-277)RO 250 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Um homem pára o seu carro para trocar o pneu de outro carro, por julgar que ele pertencia a uma moça atraente parada junto ao veículo. Mas ela apenas esperava o ônibus. Só depois de o pneu do carro ter sido substituído, o verdadeiro dono aparece. 251 Pode substituir: b) O pretérito perfeito em narrações (presente histórico ou narrativo). Após o impeachment, Collor deixa a presidência. (sentido de deixou) Com toda a inocência, o menino grita: “O rei está nu!” . (sentido de gritou) Pretérito imperfeito Exprime: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) Quando se fala do passado, aquilo que então era presente. As crianças andavam de bicicleta pela praça. A festa continuava agitada. b) Um fato ou ação habitual ou frequente, no passado (pretérito imperfeito habitual ou frequentativo). Júlia ia à aula de dança, depois da escola. O guarda multava os motoristas infratores. c) Em narrativas, um fato vago, impreciso (nesse caso usa-se o verbo ser). “Era no tempo do rei...” Era uma vez uma bruxa muito malvada. Pode substituir: a) O futuro do pretérito. O moço comia mais, se lhe oferecessem. (sentido de comeria) Este dinheiro bastava apenas para nós. (sentido de bastaria) b) O presente, como forma de polidez ou delicadeza. Desejava sua contribuição nesta campanha. (sentido de desejo) A gerente preferia o pagamento à vista. (sentido de prefere) Pretérito perfeito (simples e composto) O pretérito perfeito simples exprime um fato concluído em relação ao momento em que se fala. Na semana passada, visitei a cidade de Ouro Preto. Samuel fez o exame de direção. O pretérito perfeito composto exprime um fato passado que continua a se repetir no presente. O governo tem falado em reformas. Nos últimos meses, nós é que temos garantido seu sustento. GT-C10 (239-277)RO 251 8/15/08, 12:36 PM Morfologia a) O futuro do presente. Nosso chefe viaja amanhã. (sentido de viajará) As equipes voltam na próxima semana. (sentido de voltarão) 252 Morfologia Pretérito mais-que-perfeito (simples e composto) São formas equivalentes. Exprimem um fato passado, anterior a outro também passado. Meu irmão já comprara (ou tinha comprado) o carro, quando saiu a nova tabela de preços. O casal vivera (ou tinha vivido) momentos tensos, por isso sentiu alívio quando a guerra acabou. Podem substituir: b) O pretérito imperfeito do subjuntivo. “Se mais mundo houvera, lá chegaria...” (Camões) (sentido de houvesse ou tivesse havido) • Atenção • O pretérito mais-que-perfeito simples pode ser empregado para expressar desejo: Pudera eu ter o mesmo ânimo! Quem me dera ser assim tão forte! Futuro do presente (simples e composto) O futuro do presente simples exprime: a) Um fato certo ou provável que ocorrerá posteriormente ao momento em que se fala. Haverá uma agência desse banco no prédio. O comércio abrirá aos domingos. b) Um fato presente incerto ou hipotético. Poderá o homem morar em Marte? Será que o professor é gaúcho? c) Pode indicar um valor imperativo, com tom de ênfase. Não roubarás. Você jantará esta noite em casa. O futuro do presente composto exprime uma ação que estará concluída antes de outra posterior a ela: Até lá, todos terão esquecido este incidente desagradável. GT-C10 (239-277)RO 252 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) O futuro do pretérito. O visitante ali ficara por alguns dias, se não tivesse chovido. (sentido de ficaria ou teria ficado) 253 Futuro do pretérito (simples e composto) a) Um fato futuro incerto ou hipotético, dependente de outro acontecimento. O concerto começaria mais cedo, se houvesse público. Com a estabilidade econômica, viveríamos mais tranquilos. b) Um fato incerto ocorrido no passado. Seria a descoberta do país fruto do acaso? Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. c) A substituição do presente, como forma de respeito ou delicadeza. Eu recomendaria sua presença às 7 horas, em ponto. (sentido de recomendo) O futuro do pretérito composto exprime um fato que poderia ter sido realizado após outro fato passado. O passeio teria sido mais tranquilo se nos tivessem dado as informações corretas. Modo subjuntivo Presente Exprime: a) Um fato incerto ou duvidoso, em orações dependentes (subordinadas). É possível que se faça justiça. Duvido que convoquem os ministros. b) Uma dúvida, um desejo. Talvez o plano econômico dê certo. Que surjam bons políticos! Pretérito imperfeito Exprime uma condição ou hipótese. Ela se casaria, contanto que comprassem um apartamento. Se recebesse o prêmio, voltaria às pesquisas. Pretérito perfeito Exprime: a) Um fato supostamente concluído no passado. Espero que tenham obtido os recursos necessários. É bom que tenha feito o curso de inglês. GT-C10 (239-277)RO 253 8/15/08, 12:36 PM Morfologia O futuro do pretérito simples exprime: 254 Morfologia b) Um fato que será concluído no futuro, em relação a outro fato também futuro. Convém que ele tenha acordado antes que as crianças cheguem. É prudente que nós já tenhamos enviado as malas, quando partirmos. Pretérito mais-que-perfeito Exprime uma ação que ocorreria no passado, antes de outro fato também passado. Se você tivesse lido o manual, teria feito a ligação certa. Ainda que houvessem estudado, não foram aprovados. O futuro do subjuntivo simples exprime um fato hipotético que pode acontecer ou não. Receberá boas notas, se estudar o suficiente. O almoço será servido, quando todos chegarem. O futuro do subjuntivo composto exprime um fato futuro terminado em relação a outro fato também futuro: Compraremos o imóvel, quando tivermos economizado. A família irá para a fazenda, assim que houverem terminado as aulas. Modo imperativo O imperativo pode ser: • afirmativo: coma o chocolate; • negativo: não coma o chocolate. O imperativo exprime ordem, pedido, conselho ou proibição. Venha logo! Agasalhe-se bem! Sirva-se, colega! Não fume neste recinto. • Atenção • O imperativo pode ser substituído por uma frase nominal. Silêncio! Fora! • Podemos substituir, também, o imperativo pelo infinitivo ou pelo gerúndio, para expressar uma ordem. Marcar a resposta certa. (no lugar de Marque a resposta certa.) Correndo, já! (no lugar de Corra!) • É muito importante o tom de voz empregado numa frase imperativa, cujo sentido pode variar de um pedido para uma ordem, dependendo da entonação com que é dita. Expressões que revelam cortesia, como por favor, por gentileza, por obséquio, tenha a bondade de, são comuns em frases imperativas. GT-C10 (239-277)RO 254 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Futuro (simples e composto) 255 VOZES DO VERBO Contextualização ARCA DO FUTURO Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Depois dos australianos, que usaram o DNA para criar um clone do tigre-da-tasmânia, extinto há mais de 60 anos, agora é a vez de os britânicos tentarem reverter o quadro da extinção animal. Batizada de Arca Congelada, em referência à bíblica experiência de Noé, a ideia é congelar genes de animais ameaçados de sumir do mapa. As três primeiras amostras já foram colhidas, congeladas e guardadas no Museu Nacional de História de Londres. Os escolhidos: órix, um antílope que vive no deserto do Saara, a pomba Socorro, do México, e o cavalo-marinho amarelo. IstoÉ, São Paulo, 4 ago. 2004. a) Na sua opinião, há outras situações em que a clonagem pode representar uma valiosa contribuição para a humanidade? Esclareça sua resposta. Pessoal. b) Releia esta frase: ... agora é a vez de os britânicos tentarem reverter o quadro da extinção animal. I. Explique por que não houve contração das palavras antes do subsBritânicos funciona como sujeito; nesse caso, não ocorre contração antes tantivo britânicos. do substantivo. II. O verbo destacado na frase representa o infinitivo pessoal ou flexionado que concorda com o sujeito britânicos. Nesse caso, pode-se porque nas locuções verbais soflexionar também o verbo principal? Por quê? Não, mente o verbo auxiliar se flexiona. III. Identifique o valor dos infinitivos nesta passagem: ... a ideia é contêm valor de gelar genes de animais ameaçados de sumir do mapa. Ambos substantivos (congelamento, sumiço). c) Observe estas duas frases. I. ... um antílope que vive no deserto do Saara. II. As três primeiras amostras já foram colhidas... Agora responda: Em que frase o verbo exprime uma ação praticada pelo sujeito (ser/es que pratica/m ou sofre/m a ação verbal)? Na primeira frase. Por que na outra frase o verbo tem um sentido passivo? O sujeito, as três primeiras amostras, sofre a ação, em vez de praticá-la. Conceituação No exercício anterior você pôde perceber que os verbos podem ser usados com um sentido ativo ou passivo. As vozes do verbo indicam se o sujeito é agente ou paciente da ação. GT-C10 (239-277)RO 255 8/15/08, 12:36 PM Morfologia Leia o texto. 256 Morfologia Voz verbal é a forma pela qual o verbo se relaciona com o sujeito da oração, designando-o como agente, paciente ou agente e paciente de uma ação verbal. O verbo pode apresentar-se em três vozes: • ativa: o sujeito é agente. Exemplo: Os australianos usaram o DNA. • passiva: o sujeito é paciente. Exemplo: O DNA foi usado pelos australianos. • reflexiva: o sujeito é agente e paciente. Exemplo: Lavei-me com água morna. Observe estas frases. Certas atitudes ameaçam a vida dos animais. sujeito agente voz ativa Os britânicos trabalham em defesa da fauna. sujeito agente voz ativa Nessas frases, os sujeitos (certas atitudes e os britânicos) praticam a ação verbal, portanto são sujeitos agentes do processo verbal. Nesse caso, dizemos que o verbo está na voz ativa. Voz passiva Leia agora estas outras frases: Os genes de alguns animais foram congelados por cientistas. sujeito paciente voz passiva O DNA está sendo usado em diversas pesquisas. sujeito paciente voz passiva Nessas frases, os sujeitos (os genes de alguns animais e o DNA) sofrem a ação verbal. São, portanto, sujeitos pacientes do processo verbal, e o verbo está na voz passiva. O elemento que pratica a ação na voz passiva pode ou não estar determinado na oração. Quando está determinado, recebe o nome de agente da passiva e é introduzido por uma preposição — normalmente por e às vezes de. Na primeira frase, por cientistas é o agente da passiva. Observe que a voz passiva é formada, em geral, pelos verbos auxiliares ser ou estar e o particípio do verbo principal (foram congelados). Locuções verbais também podem fazer parte de sua composição (está sendo usado). GT-C10 (239-277)RO 256 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Voz ativa 257 Há outros verbos auxiliares que podem formar a voz passiva analítica. Os passaportes ficaram retidos pelo fiscal. As crianças iam vigiadas pela mãe. A chuva vinha seguida de forte ventania. A voz passiva pode ser formada ainda por um verbo principal na terceira pessoa, que concorda com o sujeito paciente, seguido pelo pronome apassivador se; trata-se da voz passiva sintética ou pronominal. Observe os exemplos. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. voz passiva sintética Inaugurou-se o museu de arte moderna. verbo na 3ª pessoa do singular pronome apassivador sujeito paciente Ou: O museu de arte moderna foi inaugurado. sujeito paciente voz passiva analítica voz passiva sintética Compram-se roupas usadas neste brechó. pronome verbo na 3ª pessoa do plural apassivador sujeito paciente Ou: Roupas usadas são compradas neste brechó. sujeito paciente voz passiva analítica • Atenção Somente os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos formam a voz passiva e aceitam a conversão de vozes. Veja: • Voz ativa presente do indicativo O motorista responsável usa cinto de segurança. sujeito agente verbo transitivo direto objeto direto • Voz passiva analítica presente do indicativo + particípio O cinto de segurança é usado pelo motorista responsável. sujeito paciente GT-C10 (239-277)RO 257 verbo ser + verbo transitivo direto agente da passiva 8/15/08, 12:36 PM Morfologia A voz verbal em que o sujeito sofre a ação e o verbo ser (ou estar) vem seguido do particípio de um outro verbo chama-se passiva analítica. O bilhete será sorteado pela loteria federal. 258 • Voz passiva sintética presente do indicativo Morfologia Usa-se cinto de segurança. pronome verbo transitivo apassivador direto sujeito paciente • Voz ativa pretérito perfeito do indicativo A secretária já enviou os e-mails aos clientes. verbo transitivo direto e indireto sujeito agente objeto direto objeto indireto • Voz passiva analítica Os e-mails já foram enviados aos clientes pela secretária. verbo ser + verbo transitivo direto e indireto sujeito paciente objeto indireto agente da passiva • Voz passiva sintética pretérito perfeito do indicativo Já se enviaram os e-mails aos clientes. pronome apassivador verbo transitivo direto e indireto sujeito paciente objeto indireto Você observou que, na passagem de uma voz para outra, o sujeito da voz ativa tornou-se o agente da passiva, e o objeto direto tornou-se o sujeito paciente. 1. Se o sujeito estiver indeterminado na voz ativa, não haverá agente da passiva, ao se mudar a frase para a voz passiva analítica. Recomendaram esta agência de veículos. verbo transitivo direto voz ativa objeto direto Esta agência de veículos foi recomendada. sujeito paciente voz passiva analítica Não permitem fumantes neste restaurante. verbo transitivo direto voz ativa objeto direto Fumantes não são permitidos neste restaurante. voz passiva analítica sujeito paciente GT-C10 (239-277)RO 258 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. pretérito perfeito do indicativo + particípio 259 2. No caso do emprego do verbo intransitivo, transitivo indireto ou de verbo índice de indeterminação do sujeito índice de indeterminação do sujeito Viaja-se pelas praias brasileiras. Ficou-se alegre com sua chegada. verbo intransitivo voz ativa verbo de ligação voz ativa índice de indeterminação do sujeito índice de indeterminação do sujeito Necessitava-se de um guia. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. verbo transitivo indireto voz ativa Anda-se satisfeito com os resultados. verbo de ligação voz ativa Conjugação de verbo na voz passiva GT-C10 (239-277)RO Modo indicativo Presente Pretérito imperfeito Pretérito perfeito Pretérito perfeito composto sou amado(a) és amado(a) é amado(a) somos amados(as) sois amados(as) são amados(as) era amado(a) eras amado(a) era amado(a) éramos amados(as) éreis amados(as) eram amados(as) fui amado(a) foste amado(a) foi amado(a) fomos amados(as) fostes amados(as) foram amados(as) tenho sido amado(a) tens sido amado(a) tem sido amado(a) temos sido amados(as) tendes sido amados(as) têm sido amados(as) Pretérito mais-que-perfeito Pretérito mais-que-perfeito composto Futuro do presente fora amado(a) foras amado(a) fora amado(a) fôramos amados(as) fôreis amados(as) foram amados(as) tinha sido amado(a) tinhas sido amado(a) tinha sido amado(a) tínhamos sido amados(as) tínheis sido amados(as) tinham sido amados(as) serei amado(a) serás amado(a) será amado(a) seremos amados(as) sereis amados(as) serão amados(as) Futuro do presente composto Futuro do pretérito Futuro do pretérito composto terei sido amado(a) terás sido amado(a) terá sido amado(a) teremos sido amados(as) tereis sido amados(as) terão sido amados(as) seria amado(a) serias amado(a) seria amado(a) seríamos amados(as) seríeis amados(as) seriam amados(as) teria sido amado(a) terias sido amado(a) teria sido amado(a) teríamos sido amados(as) teríeis sido amados(as) teriam sido amados(as) 259 8/15/08, 12:36 PM Morfologia de ligação, seguido da palavra se, que indetermina o sujeito, não é possível a conversão de vozes, e o verbo fica sempre na terceira pessoa do singular. A palavra se é chamada, nesse caso, de índice de indeterminação do sujeito. 260 Presente Pretérito imperfeito Pretérito perfeito seja amado(a) sejas amado(a) seja amado(a) sejamos amados(as) sejais amados(as) sejam amados(as) fosse amado(a) fosses amado(a) fosse amado(a) fôssemos amados(as) fôsseis amados(as) fossem amados(as) tenha sido amado(a) tenhas sido amado(a) tenha sido amado(a) tenhamos sido amados(as) tenhais sido amados(as) tenham sido amados(as) Pretérito mais-que-perfeito Futuro Futuro composto tivesse sido amado(a) tivesses sido amado(a) tivesse sido amado(a) tivéssemos sido amados(as) tivésseis sido amados(as) tivessem sido amados(as) for amado(a) fores amado(a) for amado(a) formos amados(as) fordes amados(as) forem amados(as) tiver sido amado(a) tiveres sido amado(a) tiver sido amado(a) tivermos sido amados(as) tiverdes sido amados(as) tiverem sido amados(as) Formas nominais Infinitivo impessoal Infinitivo impessoal composto ser amado(a) ter sido amado(a) Infinitivo pessoal Infinitivo pessoal composto ser amado(a) seres amado(a) ser amado(a) sermos amados(as) serdes amados(as) serem amados(as) ter sido amado(a) teres sido amado(a) ter sido amado(a) termos sido amados(as) terdes sido amados(as) terem sido amados(as) Gerúndio Gerúndio composto sendo amado(a), amados(as) tendo sido amado(a), amados(as) Voz reflexiva Leia estas frases. pronome oblíquo da 3ª pessoa do plural Os biólogos preparam-se para novas experiências. sujeito agente e paciente pronome oblíquo da 3ª pessoa do singular O pesquisador superou-se neste projeto. sujeito agente e paciente GT-C10 (239-277)RO 260 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Modo subjuntivo 261 • Atenção • Se o pronome pessoal oblíquo não estiver na mesma pessoa do sujeito, não ocorrerá a voz reflexiva. pronome da 1ª pessoa do singular pronome da 1ª pessoa do plural A criança me olhou aflita. Os oradores nos emocionaram. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sujeito agente (3ª pessoa do singular) voz ativa sujeito agente (3ª pessoa do plural) voz ativa • A voz reflexiva pode exprimir reciprocidade, quando o verbo estiver no plural. Os jogadores cumprimentaram-se após a partida. (cumprimentaram sujeito agente (3ª pessoa do plural) uns aos outros) voz reflexiva recíproca Conjugação de verbo na voz reflexiva Modo indicativo Presente Pretérito imperfeito eu me lembro eu me lembrava tu te lembras tu te lembravas ele se lembra ele se lembrava nós nos lembramos nós nos lembrávamos vós vos lembrais vós vos lembráveis eles se lembram eles se lembravam Pretérito mais-que-perfeito eu me lembrara tu te lembraras ele se lembrara nós nos lembráramos vós vos lembráreis eles se lembraram Futuro do presente composto eu me terei lembrado tu te terás lembrado ele se terá lembrado nós nos teremos lembrado vós vos tereis lembrado eles se terão lembrado GT-C10 (239-277)RO 261 Pretérito perfeito eu me lembrei tu te lembraste ele se lembrou nós nos lembramos vós vos lembrastes eles se lembraram Pretérito mais-que-perfeito composto eu me tinha lembrado tu te tinhas lembrado ele se tinha lembrado nós nos tínhamos lembrado vós vos tínheis lembrado eles se tinham lembrado Futuro do pretérito eu me lembraria tu te lembrarias ele se lembraria nós nos lembraríamos vós vos lembraríeis eles se lembrariam Pretérito perfeito composto eu me tenho lembrado tu te tens lembrado ele se tem lembrado nós nos temos lembrado vós vos tendes lembrado ele se têm lembrado Futuro do presente eu me lembrarei tu te lembrarás ele se lembrará nós nos lembraremos vós vos lembrareis eles se lembrarão Futuro do pretérito composto eu me teria lembrado tu te terias lembrado ele se teria lembrado nós nos teríamos lembrado vós vos teríeis lembrado eles se teriam lembrado 8/15/08, 12:36 PM Morfologia Você observou que, nessas frases, os verbos exprimem ações que são praticadas e sofridas pelo sujeito. Nesse caso, o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, e o verbo está na voz reflexiva. Morfologia 262 • Atenção • No modo indicativo, o pronome é geralmente anteposto ao verbo. Mas, no futuro do presente e no futuro do pretérito desse modo, os pronomes podem ser colocados entre a forma do infinitivo impessoal e a desinência verbal. Observe: me lembrarei lembrar-me-ei infinitivo impessoal pronome teria se lembrado ter-se-ia lembrado terminação infinitivo impessoal pronome terminação Presente Pretérito imperfeito Pretérito perfeito eu me lembre tu te lembres ele se lembre nós nos lembremos vós vos lembreis eles se lembrem eu me lembrasse tu te lembrasses ele se lembrasse nós nos lembrássemos vós vos lembrásseis eles se lembrassem eu me tenha lembrado tu te tenhas lembrado ele se tenha lembrado nós nos tenhamos lembrado vós vos tenhais lembrado eles se tenham lembrado Pretérito mais-que-perfeito Futuro Futuro composto eu me tivesse lembrado tu te tivesses lembrado ele se tivesse lembrado nós nos tivéssemos lembrado vós vos tivésseis lembrado eles se tivessem lembrado eu me lembrar tu te lembrares ele se lembrar nós nos lembrarmos vós vos lembrardes eles se lembrarem eu me tiver lembrado tu te tiveres lembrado ele se tiver lembrado nós nos tivermos lembrado vós vos tiverdes lembrado eles se tiverem lembrado • Atenção • Nos tempos do subjuntivo, os pronomes apresentam-se normalmente antepostos ao verbo. Modo imperativo Afirmativo — lembra-te lembre-se lembremo-nos lembrai-vos lembrem-se Negativo — não te lembres não se lembre não nos lembremos não vos lembreis não se lembrem • Atenção • No imperativo afirmativo, o pronome é posposto ao verbo. Já no imperativo negativo, ele vem, obrigatoriamente, anteposto ao verbo. GT-C10 (239-277)RO 262 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Modo subjuntivo 263 Infinitivo impessoal composto lembrar-se ter-se lembrado Infinitivo pessoal Infinitivo pessoal composto lembrar-me eu lembrares-te tu lembrar-se ele lembrarmo-nos nós lembrardes-vos vós lembrarem-se eles ter-me eu lembrado teres-te tu lembrado ter-se ele lembrado termo-nos nós lembrado terdes-vos vós lembrado terem-se eles lembrado Gerúndio Gerúndio composto lembrando-se tendo-se lembrado Morfologia Infinitivo impessoal VERBO PRONOMINAL Contextualização Leia a tira. ROSE IS ROSE Pat Brady 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Formas nominais BRADY, Pat. Rose is Rose. O Estado de S.Paulo, 9 jul. 2004. Na tira, a imagem da personagem refletida no espelho ganha vida própria durante o sonho. Por isso se sente tão importante e diz que pode se autoexpressar. a) Observe com atenção a tira e interprete-a. b) Releia esta frase: É a primeira vez que me sinto tão autoexpressivo! Pode-se dizer que o verbo destacado está na voz reflexiva? Por quê? SIm, porque o sujeito pratica e sofre a ação, o que é reforçado pelo prefixo auto. Conceituação Há verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos. Esses verbos, que em geral expressam sentimentos, são chamados verbos pronominais. Exemplos: eu me sinto, ele se queixa, nós nos lamentamos, etc. Verbo pronominal é aquele que se conjuga com um pronome oblíquo átono, sempre referente ao sujeito. GT-C10 (239-277)RO 263 8/15/08, 12:36 PM 264 Morfologia Os verbos pronominais classificam-se em: • Essencialmente pronominais — são usados somente na forma pronominal: apiedou-se, arrependeu-se, queixou-se, etc. • Acidentalmente pronominais — podem ser usados também em sua forma simples, sem o pronome oblíquo: debater (debater-se), envolver (envolver-se), etc. a Se ele propusesse um acordo, nós não imporíamos nenhuma exigência. b Caso nós quiséssemos viajar para Porto Seguro, vocês iriam conosco? c Se houvesse mais empregos, muitos brasileiros viveriam melhor. Aplicação Se eu me mantivesse calma, resolveria logo o problema. a) Se ele (propor) um acordo, nós não (impor) nenhuma exigência. a b) Caso nós (querer) viajar para Porto Seguro, vocês (ir) conosco? b c) Se (haver) mais empregos, muitos brasileiros (viver) melhor. c d) Se você (saber) o e-mail da empresa, (fazer) a transação mais rápido. Se você soubesse o e-mail da empresa, faria a transação mais rápido. e) Caso vocês (abster-se) de votar, não (conseguir) fazer o concurso. Caso vocês se abstivessem de votar, não conseguiriam fazer o concurso. 2 Leia a tira. ALINE ADÃO ITURRUSGARAI/FOLHA IMAGEM Adão Iturrusgarai ITURRUSGARAI, Adão. Aline. Folha de S.Paulo, 11 jun. 2004. a) Na história, Linda tenta dar uma prova de amor a Estevan, seu namorado. Explique como o quadrinista criou humor com esse fato. d b) Na frase: Só pra provar que ainda te amo..., o verbo destacado Ativa, o sujeito eu somente praexpressa uma ação ativa ou reflexiva? Por quê? tica a ação de amar alguém. c) Releia a frase: Mantive todos esses meses os móveis e objetos no mesmo lugar! Reescreva-a, substituindo o tempo do verbo destacado pelo pretérito imperfeito do indicativo. Compare o senMantinha todos esses meses os móveis e objetos no mesmo lugar! tido dos dois tempos. Nesse caso, o verbo expressa uma ação inacabada, que se prolonga no tempo. Em mantive, a ação é pontual e está concluída. d Como é comum em textos humorísticos, a graça surge de uma situação inesperada: Aline interrompe sua declaração de amor com a lembrança de um fato prosaico e pouco romântico — a louça que o namorado deveria ter lavado. Também provoca humor o fato de a louça ter ficado durante “meses” na pia. GT-C10 (239-277)RO 264 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 Reescreva as frases, empregando os verbos indicados nos parênteses no pretérito imperfeito do subjuntivo e no futuro do pretérito do indicativo. Veja o modelo: a Garfield entendeu que Jon estava contando a história da vida dele, Garfield, ao descrevê-lo em épocas diferentes, por isso ficou chateado quando o dono quebrou o suspense e lhe contou o fim da narrativa. b No pretérito imperfeito do indicativo (era), expressa o que, no passado, era presente; no presente do indicativo (é), exprime um fato atual; e no futuro do presente do indicativo (será), ação futura. 265 3 Leia a tira de Jim Davis. GARFIELD Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 2 abr. 2003. a) Jon, o dono de Garfield, acusa seu gato de sempre ter sido gordo. No entanto, não é essa franqueza que aborrece Garfield. O que lhe desagradou? a b) Ao definir o aspecto físico de Garfield, Jon emprega o verbo ser, flexionando-o em que tempos? O que eles expressam? b c) Na frase: ... até o dia que morrer, Garfield!, se substituíssemos o o dia de sua infinitivo impessoal pelo nome equivalente, como ficaria? Até morte, Garfield! 4 Reescreva as frases, empregando no futuro do presente os verbos entre parênteses. a) Assim que souber dos fatos, ele em nossa defesa. (intervir) Intervirá. b) Quando nós formos a Brasília, eles acompanhar-nos. (poder) Poderão. c) Se ele quiser, nós ao julgamento como testemunhas. (ir) Iremos. d) Quando vocês disserem a verdade, vocês a minha amizade. (conquistar) Conquistarão. e) Logo que Joana chegar, eu se ela o vestibular aqui em Porto Alegre. (saber, fazer) Saberei, fará. 5 Leia a tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 16 set. 2004. a) Das palavras de Hagar, podemos deduzir que ele aprecia o conDeduzimos que ele não aprecia esse convívio, pois considera vívio com a sogra? Por quê? a falta de diálogo entre eles como uma “melhoria”, um avanço. b) Observe as locuções verbais vivia brigando e foi melhorando e Nas locuções vivia brigando e foi melhorando, o gerúndio exprime explique o valor do gerúndio. uma ação que se prolonga no tempo, uma ação continuada. c) Na locução vivia brigando, explique o emprego do pretérito imperfeito do indicativo. Vivia exprime uma ação habitual, frequente. GT-C10 (239-277)RO 265 8/15/08, 12:36 PM Morfologia 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis 266 Morfologia 6 Identifique a opção em que a voz verbal foi classificada de forma incorreta e classifique-a corretamente. a) As redes foram lançadas ao mar pelos pescadores, naquele terceiro dia de pesca exaustiva. (passiva analítica) b) Alguns alpinistas refugiaram-se em cavernas, durante uma forte avalanche de neve. (recíproca) Reflexiva. c) Logo após o chamado, o helicóptero pousou no terraço do prédio da Academia Policial. (ativa) d) Diagnosticaram-se os sintomas da doença em pouco tempo. (passiva sintética) 7 Leia esta tira. CALVIN WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 6 dez. 2004. Percebe-se o desespero de Calvin por sua expressão, pelas palavras em negrito e em tamanho maior, bem como pelo formato dos balões que sugerem gritos. Ao pedir ajuda à mãe, Calvin aparece agarrado os pés dela. a) Na tira, o pai de Calvin faz uma brincadeira com o filho. Quais recursos o quadrinista utiliza para mostrar que Calvin fica desesperado e pede ajuda à mãe? b) Releia esta frase: Talvez logo depois do ano-novo. Reescreva-a, incluindo o verbo colocar. Talvez (a) coloquemos logo depois do ano-novo. c) Leia as frases. I. A melhor árvore que os vizinhos jogarem fora. II. Ao jogarem a árvore fora, os vizinhos desperdiçaram belos frase I, o verbo está flexionado no futuro do subjuntivo e indica, portanto, uma ação futura que enfeites. Na pode ou não se realizar; na frase II trata-se do infinitivo pessoal, que enfatiza e descreve a ação em si. Explique a diferença de emprego entre os verbos destacados. d) Identifique a locução verbal cujo verbo, no presente do indicativo, substitui o futuro do presente do indicativo. Vamos colocar. 8 Leia estas frases. I. O guarda mandou que o motorista se detivesse na barreira. O guarda mandou o motorista deter-se na barreira. II. Penso que ela vencerá. Penso na vitória dela. GT-C10 (239-277)RO 266 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 WATERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson 9 Reescreva as frases, passando os verbos para o imperativo negativo e conservando-os no mesmo tempo e na mesma pessoa. a) Constrói tua varanda em volta da casa. Não construas tua varanda em volta da casa. b) Ponha suas bagagens junto com as outras. Não ponha suas bagagens junto com as outras. Não me digam que estes c) Digam-me que estes comentários são falsos. comentários são falsos. d) Sede mais perseverantes em vossos propósitos. Não sejais tão perseverantes Morfologia 267 Meu pai deixou-me (me Nas frases a seguir, faça as mesmas alterações. deixou) fazer um estágio a) Meu pai deixou que eu fizesse um estágio em São Paulo. em São Paulo. Espero a sua aprovação b) Espero que você aprove estas mudanças. para estas mudanças. vocês acreditac) Convém que vocês acreditem em minhas palavras. Convém rem em minhas palavras. d) É preciso que nós venhamos aqui com maior frequencia. É preciso nossa vinda aqui com maior frequencia. na aprendizagem e) Acredito que Júlia aprenderá rápido. Acredito rápida de Júlia. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. em vossos propósitos. 10 Reescreva as frases, empregando o futuro do pretérito dos verbos a seguir. a) Caso eles reouvessem as malas, nós a data da excursão. (manter) Manteríamos. b) Se ele viesse este mês para o Carnaval, você para Salvador? (ir) Iria. c) Eles a lista dos premiados, se ela estivesse completa. (ler) Leriam. d) Se houvesse melhor distribuição de renda, os brasileiros em condições mais igualitárias. (viver) Viveriam. e) Caso você interviesse na escolha, nós outra negociação. (propor) Proporíamos. 11 Reescreva as frases, empregando adequadamente os verbos dos parênteses no imperativo. a) Não a senha de seu cartão, não a a ninguém, decorá-la. (perder, dar, procurar) Perca, dê, procure. b) por esta avenida, o retorno no sinal, até o segundo quarteirão e de proteger-se contra assaltos. (seguir, fazer, ir, lembrar-se) Siga, faça, vá, lembre-se. c) Não tua pesquisa ainda, a última página e mais objetivo em tuas opiniões. (trazer, reler, ser) Tragas, relê, sê. d) -se atentos e os avisos do policial; não pelo acostamento. (manter, ouvir, dirigir) Mantenham, ouçam, dirijam. e) Não suas vontades, dialogar e os fatos com clareza. (impor, saber, ver) Imponha, saiba, veja. 12 Substitua os pela forma verbal indicada nos parênteses, colocando-a no presente do subjuntivo. a) Talvez sua bagagem de mão no compartimento do avião e você viajar tranquila. (caber, poder) Caiba, possa. b) Espero que tu com prudência e tuas decisões. (agir, rever) Ajas, revejas. c) Tomara que nós reverter esta situação e ela se a ajudar-nos. (conseguir, propor) Consigamos, proponha. GT-C10 (239-277)RO 267 8/15/08, 12:36 PM d) É preciso que ele o relatório e a entregá-lo hoje. (refazer, dispor-se) Refaça, disponha-se. e) Convém que teu protetor solar e à praia mais cedo neste verão. (trazer, ir) Tragas, vás. 13 Reescreva as frases conforme o modelo. ganhar / conseguir Espero que você ganhe o concurso e consiga patentear sua invenção. Se ele ganhasse mais, conseguiria pagar as contas. Quando ganharmos um aumento, Ana e eu conseguiremos trocar de carro. a) dizer / poder I. Quero que tu me teus planos e que realizá-los. Digas, possas. II. Se vocês a resposta certa, ganhar o prêmio. Dissessem, poderiam. III. Quando ele a hora do voo, nós * encontrá-lo no aeroporto. Disser, poderemos. b) vir / ver I. É preciso que ela logo e os resultados de seu trabalho. Venha, veja. II. Se nós não tão tarde, ainda o momento do sorteio. Viéssemos, veríamos. III. Quando tu à minha casa, como sou organizada. Vieres, verás. c) fazer / trazer I. Convém que você as correções e o texto para mim. Faça, traga. II. Se nós o trajeto a pé, não a encomenda a tempo. Fizéssemos, traríamos. III. Quando essa viagem, o que te pedi? Fizeres, trarás. d) saber / pôr I. Talvez nós convencê-los e seu nome na lista de convidados. Saibamos, ponhamos. II. Se tu o lugar, meu carro no estacionamento? Soubesses, porias. III. Quando eles o preço da diária do hotel, sem dúvida restrições.Souberem, porão. 14 Empregue as formas adequadas dos verbos entre parênteses, de acordo com a indicação. a) Seus pais (vir — futuro do presente do indicativo) bem rápi- Virão, do, quando (saber — futuro do subjuntivo) de sua situação. souberem. b) Os presidentes só (ir — futuro do pretérito do indicativo) assinar os acordos se lhes . (convir — pretérito imperfeito do subjuntivo) Iriam, conviesse. c) vós (trazer — imperativo afirmativo) o cobertor e (cobrir — imperativo afirmativo) vosso irmão! Trazei, cobri. GT-C10 (239-277)RO 268 8/15/08, 12:36 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 268 269 RESUMO Formação dos tempos verbais simples Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Tempos primitivos Presente do indicativo ■ • Tempos derivados 1. Presente do subjuntivo 2. Imperativo afirmativo 3. Imperativo negativo Pretérito perfeito do indicativo 1. Pretérito mais-que-perfeito do indicativo 2. Pretérito imperfeito do subjuntivo 3. Futuro do subjuntivo Infinitivo impessoal 1. Futuro do presente do indicativo 2. Futuro do pretérito do indicativo 3. Pretérito imperfeito do indicativo 4. Infinitivo pessoal 5. Gerúndio 6. Particípio Formação dos tempos verbais compostos Pretérito perfeito composto Mais-que-perfeito composto Futuro do presente composto Futuro do pretérito composto • Indicativo tenho amado tinha amado terei amado teria amado • Formas nominais Gerúndio composto Infinitivo impessoal composto tendo amado ter amado ■ • Subjuntivo tenha amado tivesse amado tiver amado — Formas nominais • Gerúndio (andando), particípio (andado) e infinitivo: pessoal (andarmos) e impessoal (andar). • Emprego do infinitivo impessoal (ou não flexionado) 1. Em locuções verbais: vamos trabalhar juntos; precisava haver leis mais enérgicas. 2. Quando não se refere a nenhum sujeito: viver é bom. 3. Substituindo o imperativo: completar as lacunas. 4. Como complemento de adjetivos e substantivos, precedido das preposições a ou de: tinha vontade de ver o filho. 5. Substituindo o gerúndio, em locuções verbais com a preposição a : o vento continuou a derrubar (derrubando) árvores. 6. Com os verbos mandar, fazer, etc., seguidos de pronome oblíquo: deixei-os levar a bagagem. GT-C10 (239-277)RO 269 8/18/08, 4:43 PM Morfologia ■ 270 ■ Emprego dos modos e tempos verbais • MODO INDICATIVO • Presente Exprime: a) Um fato no momento atual (presente atual). Exemplo: escrevo este livro. b) Um fato habitual (presente habitual ou frequentativo). Exemplo: faz os deveres à tarde. c) Um fato ou verdade indiscutível (presente universal ou durativo). Exemplo: o Sol é uma estrela de quinta grandeza. Pode substituir: a) O futuro do presente. Exemplo: caso na próxima primavera. b) O pretérito perfeito (presente histórico ou narrativo). Exemplo: Getúlio Vargas dá um golpe político. • Pretérito imperfeito Exprime: a) Quando se fala do passado, aquilo que então era presente. Exemplo: procurava um bom apartamento. b) Um fato habitual. Exemplo: comia chocolate diariamente. c) Um fato vago. Exemplo: era a época das cigarras. Pode substituir: a) O futuro do pretérito: falava com ele, se eu não fosse tímida. b) O presente: queria você aqui. • Pretérito perfeito (simples e composto) O pretérito perfeito simples exprime um fato concluído em relação ao momento em que se fala. Exemplo: comi muito. O pretérito perfeito composto exprime fato passado que continua até o presente. Exemplo: ela tem faltado à aula. GT-C10 (239-277)RO 270 8/15/08, 12:37 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia • Emprego do infinitivo pessoal (ou flexionado) 1. Com sujeitos diferentes: vi os meninos chegarem. 2. Para evidenciar o sujeito: era necessário nos colocarmos à disposição. 3. No início da frase e com preposição: ao imaginarmos a cena, começamos a rir. 4. Na voz reflexiva recíproca ou na passiva: para não se machucarem, colocaram o capacete; os documentos estavam prontos para serem levados ao despachante. 5. Distante do sujeito: fiz-lhes sinal e, ao se aproximarem, sorriram confiantes. 6. Em locução com ver ou parecer: viam-se crescer as labaredas ou via-se crescerem as labaredas. 271 • Pretérito mais-que-perfeito (simples e composto) Podem substituir: a) O futuro do pretérito. Exemplo: dormira se houvesse silêncio. b) O pretérito imperfeito do subjuntivo. Exemplo: se soubera a tempo, teria feito algo. A forma simples pode expressar desejo. Veja: quisera eu ter a sua habilidade! • Futuro do presente (simples e composto) Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O futuro do presente simples exprime: a) Um fato futuro certo ou provável. Exemplo: Nós nos reuniremos logo mais. b) Um fato presente incerto, hipotético. Exemplo: Serão os forasteiros confiáveis? c) Pode indicar um valor imperativo, com tom de ênfase. Exemplo: Não roubarás. O futuro do presente composto indica ação no futuro que acabará antes de outra posterior a ela: até depois do dia 30, todos terão lamentado esta visita. • Futuro do pretérito (simples e composto) O futuro do pretérito simples exprime: a) Um fato futuro incerto, dependente de outro acontecimento. Exemplo: faríamos o passeio a pé, se não chovesse. b) Um fato incerto no passado. Exemplo: ele teria então uns vinte anos. Pode substituir o presente. Veja: desejaria vê-lo hoje. O futuro do pretérito composto exprime um fato que poderia ter sido realizado após outro fato passado. Exemplo: todos teriam ficado para a palestra se soubessem que o assunto era esse. • MODO SUBJUNTIVO • Presente Exprime: a) Um fato incerto. Exemplo: espero que reajam a essa agressão verbal. b) Um desejo. Exemplo: que se conserve tal esperança! • Pretérito imperfeito Exprime uma condição ou hipótese. Exemplo: se me escutasse, estaria melhor. GT-C10 (239-277)RO 271 8/15/08, 12:37 PM Morfologia Exprimem um fato passado anterior a outro também passado. Exemplo: já tomara (ou tinha tomado) banho, quando Ricardo chegou. 272 • Pretérito perfeito Exprime: Morfologia a) Um fato supostamente concluído no passado. Exemplo: desejo que tenham obtido boas informações a meu respeito. b) Um fato que será concluído no futuro, em relação a outro também futuro. Exemplo: esperamos que já tenham limpado tudo quando chegarmos ao escritório. • Pretérito mais-que-perfeito Exprime uma ação que ocorreria no passado, antes de outro fato também passado. Exemplo: caso tivesses ouvido a mim, terias tido maior chance. O futuro do subjuntivo simples exprime fato futuro duvidoso. Exemplo: avise-me se eles vierem. O futuro do subjuntivo composto exprime fato futuro terminado em relação a outro também futuro. Veja: Sairemos quando a chuva tiver parado. • MODO IMPERATIVO Exprime pedido, ordem, proibição. Pode ser afirmativo ou negativo. Exemplos: aproxima-te mais um pouco! Aceite minha proposta! Não estacione neste local. ■ Vozes do verbo • Voz ativa: o sujeito pratica a ação verbal. Exemplo: O rapaz trouxera a pizza. • Voz passiva: o sujeito sofre a ação verbal. Pode ser: • analítica: verbo auxiliar (ser, estar ou outros) + verbo principal no particípio: a pizza era trazida pelo rapaz; • sintética (ou pronominal): verbo principal, na 3a pessoa, + pronome apassivador se. Exemplo: vendem-se objetos de madeira. • Voz reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal. Exemplo: o jornaleiro escondeu-se da chuva. ■ Verbo pronominal • O verbo pronominal é conjugado com pronome oblíquo. Pode ser: • essencialmente pronominal: dignar-se, atrever-se, etc.; • acidentalmente pronominal: lavar-se, ferir-se, etc. GT-C10 (239-277)RO 272 8/15/08, 12:37 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Futuro (simples e composto) 273 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (ESPM-SP) Quais são as únicas formas (ou tempos) primitivos? a) presente do subjuntivo, pretérito imperfeito do indicativo, infinitivo pessoal b) presente do indicativo, imperativo afirmativo, infinitivo impessoal X c) presente do indicativo, pretérito perfeito do indicativo, infinitivo impessoal d) presente do indicativo, presente do subjuntivo, particípio e) presente do subjuntivo, pretérito perfeito do indicativo, gerúndio 2. (UFPI) O pássaro-preto se tinha aproximado do ninho. O tempo verbal da forma destacada é: a) futuro do presente do indicativo b) pretérito perfeito do indicativo c) pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo X d) pretérito mais-que-perfeito do indicativo e) pretérito perfeito do subjuntivo 3. (FEI-SP) Com relação à frase de Mário Palmério: Todos perceberam que João Fanhoso dera rebate falso, responda: a) Em que tempo está a forma verbal dera? Pretérito mais-que-perfeito do indicativo. b) Qual a forma composta correspondente? Tinha (ou havia) dado. c) Como se justifica o emprego desse O pretérito mais-que-perfeitempo verbal? to do verbo dar expressa uma ação anterior à outra contida no verbo perceber. O mesmo ocorre no tempo composto. 4. (Unifor-CE) Se eles pararam nesse sentido, evoluíram quanto ao comportamento do homem dentro da sociedade. Identifique a alternativa em que as formas verbais simples destacadas na frase acima estão corretamente substituídas por formas verbais compostas. GT-C10 (239-277)RO 273 a) tiverem parado, haveriam evoluído b) haverão parado, terão evoluído X c) tivessem parado, teriam evoluído d) têm parado, haviam evoluído e) haviam parado, tenham evoluído 5. (Unifor-CE) Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho às vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta. Observe as afirmações a respeito das formas verbais destacadas no excerto acima: I. As três formas verbais indicam uma ação iniciada e terminada no passado. II. Esperou indica uma ação passada, dentro de um espaço de tempo determinado. III. Foram passando e sentava-se indicam uma ação repetida, sem limites determinados. É correto afirmar que apenas: a) I está correta. b) II está correta. c) III está correta. d) I e II estão corretas. X e) II e III estão corretas. 6. (Fuvest-SP) Se eu convencesse Madalena de que ela não tem razão... Se lhe explicasse que é necessário vivermos em paz... Não me entende. Não nos entendemos. O que vai acontecer será muito diferente do que esperamos. No trecho acima, a personagem reflete sobre fatos presentes. Se ela os colocasse no passado, como ficariam os verbos destacados? a) tivesse convencido — foi — entendeu — seria — esperaríamos b) convencesse — seria — entendia — será — esperássemos c) convencesse — era — entenderia — seria — esperávamos 8/15/08, 12:37 PM Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES 274 7. (UFRS) Substitua a expressão destacada por um verbo. Este texto é proveniente de um programa teatral. Provém. Somos inclinados a crer que ele diz a verdade. Inclinamo-nos. 8. (Vunesp) Assinale a alternativa em que o verbo auxiliar destacado estiver atuando na construção da voz passiva: a) Não haviam preparado a mínima homenagem. b) Os que lá se encontravam tinham respondido friamente à saudação dele. c) Apanhara aquela velha revista e começara a folheá-la. X d) Esforçando-se para dar a entender que sua ausência não seria sentida. e) Nunca, porém, haveria de esquecer aquela frágil armação de lona e tabique. 9. (UFMG) Qual dos verbos destacados não se acha no infinitivo: a) Os avós devem ter-se modernizado também. b) A ideia de ser montado — e por mim — não era das mais aprazíveis. X c) Estranho apartamento, se juntarmos, em sua representação, os móveis modernos aos objetos remotos. d) Um desejo de nos pacificarmos, de atingirmos a bondade e a compreensão, nos tornava indiferente à matéria cotidiana. e) Luís engoliu o pão com geleia como se fosse o último alimento sobre a terra, e sua salvação dependesse de tê-lo ingerido. 10. (UFF-RJ) Assinale a série em que estão devidamente classificadas as formas verbais em destaque: Ao chegar da fazenda, espero que já tenha terminado a festa. GT-C10 (239-277)RO 274 a) futuro do subjuntivo, pretérito perfeito do indicativo b) infinitivo, presente do subjuntivo c) futuro do subjuntivo, presente do subjuntivo d) infinitivo, pretérito imperfeito do subjuntivo X e) infinitivo, pretérito perfeito do subjuntivo 11. (Acafe-SC) Somente uma das opções está incorreta. Assinale-a: a) leio — lês — lê — lemos — ledes — leem b) valho — vales — vale — valemos — valeis — valem c) venho — vens — vem — vimos — vindes — vêm d) vou — vais — vai — vamos — ides — vão X e) divirjo — diverges — diverge — divergimos — divergides — divergem 12. (UFPE) Relacione as frases cujos verbos destacados estão no mesmo tempo, modo e pessoa gramatical. 1. Que todo homem é um diabo não há mulher que o negue. 2. Vem, eu te farei da minha vida participar. 3. Ide em paz, o Senhor vos acompanhe. 4. Estou preso à vida e olho meus companheiros. 5. Tu não me tiraste a natureza... Tu mudaste a natureza. ( ) Cala essa canção soturna. ( ) Interrogai-as agora que os reis tremem no seu trono. ( ) Debruço-me na grade da banca e respiro penosamente. ( ) Trouxeste-a para o pé de mim. ( ) Mesmo assim elas procuram um diabo que as carregue. A sequência correta é: a) 3, 2, 4, 5 e 1 b) 4, 3, 2, 1 e 5 c) 5, 1, 4, 2 e 3 d) 1, 4, 5, 3 e 2 X e) 2, 3, 4, 5 e 1 8/15/08, 12:37 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia d) convencia — era — entendia — seria — esperaríamos X e) tivesse convencido — era — entendia — seria — esperávamos Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 275 14. (PUCC-SP) Assinale a alternativa em que os verbos estão correta e adequadamente empregados. X a) Para que possamos discutir tudo com calma, pretendo vir às cinco horas, a não ser que não dê para sair em tempo e tenha de deixar nosso encontro para mais tarde. b) Quero que vocês tentam novamente e progridam nesses estudos, para que comprovamos a validade dessa nova teoria. c) Se supormos que eles desistem do empreendimento na hora da decisão final, talvez devemos providenciar outros profissionais que estejam realmente interessados. d) Será que existem cientistas que retêm o segredo que fará com que, numa bela manhã, acordamos sem a ameaça da guerra atômica? e) Quando eles proporem o acordo que tanto aguardamos, é necessário que nos comprometemos a cumprir nossa parte. 15. (UFV-MG) Segundo o exemplo, assinale a alternativa correta: Jogar? Jogai vós. GT-C10 (239-277)RO 275 Faça o mesmo com os verbos: trazer, tragar, ir, ler. X a) trazei vós, tragai vós, ide vós, lede vós b) tragam vós, traguem vós, vão vós, leiam vós c) trazeis vós, tragais vós, ides vós, ledes vós d) tragais vós, tragueis vós, vades vós, leiais vós e) traze vós, traga vós, vão vós, leia vós 16. (UEL-PR) Ainda que vários fatores a seu favor, estava claro que ele não as consequências que de seu impensado gesto. a) intervissem, previra, adveriam b) interviessem, preverá, adviriam c) intervissem, preverá, adviriam d) intervissem, prevera, adveriam X e) interviessem, previra, adviriam 17. (Fuvest-SP) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente. a) O superior interveio na discussão, evitando a briga. X b) Se a testemunha depor favoravelmente, o réu será absolvido. c) Quando eu reouver o dinheiro, pagarei a dívida. d) Quando você vir Campinas, ficará extasiado. e) Ele trará o filho, se vier a São Paulo. 18. (Fuvest-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: Não cerimônia: , que a casa é , e à vontade. a) faças, entre, tua, fique X b) faça, entre, sua, fique c) faças, entra, sua, fica d) faz, entra, tua, fica e) faça, entra, tua, fique 19. (Unicamp-SP) No texto abaixo, ocorre uma forma que é inadequada em contextos formais, especialmente na escrita. 8/15/08, 12:37 PM Morfologia 13. (PUC-SP) Conjugue os verbos conforme se pede nos parênteses e assinale a alternativa que preencha, pela ordem, corretamente as lacunas abaixo. 1. Todos sangue no ar. (verbo ver — presente do indicativo) 2. Quando você um desastre como este, ficará aterrorizado. (verbo ver — futuro do subjuntivo) 3. As moças, adormecidas na cabine, dormindo. (verbo vir — presente do indicativo) 4. Quando você aqui, ainda encontrará marcas do desastre. (verbo vir — futuro do subjuntivo) a) veem, ver, vêm, vier b) vêm, ver, vêm, vir c) veem, vir, vêm, vir d) vêm, ver, virão, vir X e) veem, vir, vêm, vier 276 Se ele vir o filme, eu também verei. Folha de S.Paulo, 21 set. 1990. Painel. a) Identifique essa forma e reescreva o trecho em que ocorre, de modo a adequá-lo à modalidade escrita. b b) Como se poderia explicar a ocorrência de tal forma (e outras semelhantes), dado que os falantes não “inventam” formas linguísticas sem alguma motivação? a 20. (Cesesp-PE) Assinale a alternativa que estiver incorreta quanto à flexão dos verbos: a) Ele teria pena de mim se aqui viesse e visse o meu estado. b) Paulo não intervém em casos que requeiram profunda atenção. c) O que nós propomos a ti, sinceramente, convém-te. d) Se eles reouverem suas forças, obterão boas vitórias. X e) Não se premiam os fracos que só obteram derrotas. 21. (UCS-RS) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: Se tudo conforme ele , o trabalho já . a) for feito, preveu, vai ser concluído b) for feito, preverá, teria sido concluído c) é feito, preveu, estaria pronto X d) tivesse sido feito, havia previsto, estaria concluído e) tiver sido feito, preverá, será concluído 22. (Fuvest-SP) Reescreva as frases a seguir, obedecendo ao modelo: Se ele voltou cedo, eu também voltei. Se ele voltar cedo, eu também voltarei. a) Se ele viu o filme, eu também vi. b) Se tu te dispuseste, eu também me tu te dispuseres, eu também me dispus. Se disporei. 23. (F. C. Chagas-SP) Ele que lhe muitas dificuldades, mas enfim a verba para a pesquisa. a) receara, opusessem, obterá X b) receara, opusessem, obtivera c) receiara, opossem, obtivera d) receiara, opossem, obterá e) receara, opossem, obterá 24. (UEL-PR) Os ouvintes -se de opinar, temendo que se as críticas e os ânimos não se . a) absteram, mantivessem, refazessem b) absteram, mantessem, refizessem X c) abstiveram, mantivessem, refizessem d) absteram, mantessem, refazessem e) abstiveram, mantessem, refizessem 25. (UFF-RJ) Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — uma estrela no céu, algumas mulheres na terra... RAMOS, Graciliano. Caetés. O emprego da forma verbal destacada acima indica, de modo particular: X a) A repetição da ação até o presente. b) A ocorrência da ação em um passado distante. c) A necessidade de que a ação ocorra no presente. d) A atenuação de uma afirmativa sobre determinada ação. e) A informação de que a ação teve início e fim no passado. 26. (FUB-MG) Numere a segunda coluna de acordo com a primeira. I. O fato é que o futebol não havia previsto a realidade da globalização. II. ... já tornava híbridos os torneios e contaminava as torcidas futebolísticas. a A forma incorreta é repor. O correto seria ... repuser perdas salariais. b A confusão entre formas do infinitivo e do futuro do subjuntivo é comum quando se usam certos verbos irregulares. GT-C10 (239-277)RO 276 8/15/08, 12:37 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Trombada Lula e Meneguelli divergem sobre o pacto. Concordam em negociar, mas Lula só aprova um acordo se o governo retirar a medida provisória dos salários, suspender os vetos à Lei da Previdência e repor perdas salariais. III. ... virei um seguidor apaixonado do Senegal. da de espessura. Ele levantou e retorceu a estrutura do telhado, também de aço, de 100 metros de extensão e 200 toneladas. (...) Dez árvores foram arrancadas com a raiz e os ventos arremessaram longe vidros da Biblioteca Central. IV. Os contratos não vêm mais com a chancela do Estado... ( ) O tempo verbal indica ação permanente. ( ) O tempo verbal denota um fato passado, mas não concluído. ( ) O tempo verbal denota um fato passado já concluído. ( ) O tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. a) I, IV, II, III X b) IV, II, III, I c) II, I, III, IV d) II, IV, I, II b Sugestão: Houve no Mar Negro uma grande tempestade, que provocou o naufrágio de grande número de embarcações. Mais de 80 cadáveres arrojados pelo mar à praia já foram recolhidos. 27. (Unicamp-SP) Publicadas à exata distância de um século pelo jornal O Estado de S.Paulo, as duas notícias transcritas a seguir têm em comum o fato de se referirem a catástrofes provocadas pelo mau tempo. No momento de sua publicação, as duas notícias se referiam a acontecimentos recentes, mas os recursos gramaticais empregados para expressar passado recente diferem de uma notícia para outra. 29/11/1895: Constantinopla — Tem havido no Mar Negro grande tempestade, naufragando grande número de embarcações. Até agora o mar tem arrojado à praia mais de 80 cadáveres, que estão sendo recolhidos. Há um século. O Estado de S.Paulo. 29/11/1995: Campinas — Um tornado com ventos de 180 quilômetros por hora destruiu anteontem a cobertura do ginásio multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas (...) O tornado rompeu presilhas de aço de uma polegad Nesse caso, o futuro do presente tem valor semelhante ao do presente do indicativo. Equivale aproximadamente a: ... e a flor do milho não é a mais linda. O uso do futuro com valor de presente, nesse caso, confere à frase um tom de suposição, de certeza atenuada. e Pode ter valor de imperativo: Farás exatamente o que te digo. Também pode exprimir dúvida ou incerteza em relação a fato do presente: Será essa a entrada certa? GT-C10 (239-277)RO 277 Tornado provoca destruição na Unicamp. O Estado de S.Paulo. a b c a) Transcreva, das duas notícias, as expressões que situam os fatos relatados no passado. b) Como seria redigida, hoje, a primeira notícia? c) Redija uma continuação para uma notícia escrita hoje, que começasse por Tem havido no Mar Negro... 277 Morfologia a Na primeira notícia: tem havido e tem arrojado; na segunda, destruiu, anteontem, rompeu, levantou, retorceu, foram arrancadas, arremessaram. c Pessoal. Deve-se atentar para a manutenção da correspondência entre os tempos verbais. Atualmente, esse início seria utilizado para referir processos repetidos ou em desenvolvimento — algo como Tem havido no Mar Negro constantes manobras militares da frota russa... 28. (Fuvest-SP) ... e a flor de milho não será a mais linda. a) Explique o valor do futuro do pred sente nessa frase. Reescreva-a substituindo a forma verbal por uma expressão equivalente. e b) Lembre dois outros empregos do futuro do presente. Dê exemplos e esclareça o valor de cada um deles. 29. (Fuvest-SP) Eles pediram que a Petrobrás garanta que não haverá inquéritos administrativos contra os grevistas. Folha de S.Paulo, 3 jun. 1995. a) Redija a frase acima de duas maneiras diferentes, situando o pedido referido em duas perspectivas diversas, conforme o início dado: I. Eles haviam pedido que a PetroI. Eles haviam pedido que a Petrobrás garantisse que não brás... haveria inquéritos administrativos contra os grevistas. II. Se eles tivessem pedido, a PetroSe eles tivessem pedido, a Petrobrás garantiria que não brás... II. haveria inquéritos administrativos contra os grevistas. b) Cada nova frase irá permitir uma interpretação diferente, em relação à atitude dos que pedem e à atitude da Petrobrás. Exponha as interpretações, indicando o mecanismo gramatical que leva a cada item I, o uso do pretérito maisuma delas. No -que-perfeito do indicativo (coordenado com o pretérito imperfeito do subjuntivo e com o futuro do pretérito do indicativo) indica que o pedido foi feito à Petrobrás antes de outro fato narrado no texto. Já em II, o uso do pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo (tivessem pedido), coordenado com o futuro do pretérito (garantiria e haveria), indica que o pedido não foi feito, pois essa construção refere-se a fatos que poderiam ter acontecido no passado, mas não ocorreram, e a suas possíveis consequências. 8/15/08, 12:37 PM 278 Capítulo 11 Morfologia Advérbio Contextualização Leia o texto a seguir. Por trás da densa neblina, a sonda Cassini-Huygens flagrou um dos mundos mais inóspitos do sistema solar em Titã, a maior das 33 luas de Saturno. As primeiras imagens reforçam a tese da existência de lagos líquidos na superfície do único satélite com atmosfera similar à da Terra. Agora o desafio é saber se ali estão os mesmos elementos que permitiram o surgimento da vida terrestre, entre eles o carbono. Em janeiro, um paraquedas deve aterrissar em Titã, coletando dados e batendo fotos no trajeto. Sugestão: o texto afirma que Titã é o único satélite com atmosfera semelhante IstoÉ, São Paulo, 25 ago. 2004. à da Terra. Caso se confirme que os mesmos elementos que permitiram o surgimento da vida terrestre façam parte da atmosfera de Titã, será possível conhecer mais sobre o nosso próprio planeta. a) O ser humano sempre teve como característica o gosto pela aventura. No texto, o autor narra uma descoberta espacial. Você é capaz de indicar pelo menos uma razão da importância de estudar as luas de Saturno? b) Na sua opinião, por que há tanto interesse e empenho em relação aos estudos espaciais? Pessoal. c) O fato principal da notícia é que a sonda Cassini-Huygens flagrou um dos mundos mais inóspitos do sistema solar. Logo no início do texto, o autor conta em que circunstância ocorreu tal flagrante. Que expressão indica essa circunstância? A expressão é por trás da densa neblina. d) Indique, no texto, as palavras ou expressões que indicam as circunstâncias em que se dão (ou se darão) estas outras ações verbais: o desafio é saber...; um paraquedas deve aterrissar... O desafio é saber...: agora. Um paraquedas deve aterrissar...: em janeiro, em Titã, coletando dados e batendo fotos. Conceituação Algumas palavras na língua cumprem a função de indicar as circunstâncias (de tempo, lugar, modo, etc.) em que um fato ocorreu, está ocorrendo ou vai ocorrer. Essas palavras e expressões são chamadas advérbios e indicam as circunstâncias das ações verbais. Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo, um adjetivo, outro advérbio ou uma frase inteira, expressando a circunstância da ação verbal. GT-C11 (278-294)RO 278 8/15/08, 12:39 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ALÉM DA IMAGINAÇÃO 279 LOCUÇÃO ADVERBIAL Morfologia Em alguns casos, a circunstância em que o fato ocorre é expressa por duas ou mais palavras, que equivalem a um advérbio. A esse conjunto de palavras dá-se o nome de locução adverbial. Veja alguns exemplos. Com a alvorada, o sol surgia de mansinho no céu, em meio às nuvens, e seus raios luminosos desciam sobre o mar, dominando o cenário. Classificação dos advérbios e locuções adverbiais Contextualização Leia os quadrinhos. CALVIN Bill Watterson 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Locução adverbial é o conjunto de palavras que exerce a função de um advérbio. WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 1o jul. 2004. Nos preparativos para a fuga que mais parecem arranjos para um piquenique. Muito nervoso, Calvin imagina situações extremas, enquanto Haroldo pensa em diversão. a) Nessa tira, Calvin está em apuros e decide fugir com seu amigo Haroldo. Em que detalhes se baseou o quadrinista para criar humor? b) Identifique os advérbios e as locuções adverbiais que ocorrem no texto e a circunstância que expressam. Advérbios: já (tempo), daqui (lugar), não (negação). Locuções adverbiais: no pé (modo), com vida (modo), a qualquer momento (tempo), pela janela (lugar), na vala (lugar), em outra cidade (lugar), nessa hora (tempo), onde (lugar). Veja, a seguir, uma relação dos principais advérbios e locuções adverbiais. • Tempo — ainda, cedo, hoje, agora, antes, depois, logo, já, amanhã, tarde, sempre, nunca, quando, jamais, ontem, anteontem, brevemente, atualmente; à noite, no meio da noite, antes do meio-dia, à tarde, de manhã, às vezes, de repente, hoje em dia, de vez em quando, etc. • Modo — assim, melhor, pior, bem, mal, devagar, depressa, rapidamente, lentamente (e a maioria dos advérbios terminados em -mente); às pressas, às ocultas, às claras, à toa, frente a frente, de cor, com calma, em silêncio, de cócoras, etc. GT-C11 (278-294)RO 279 8/15/08, 12:39 PM 280 • Lugar — aí, aqui, acima, abaixo, ali, cá, lá, acolá, além, perto, longe, dentro, fora, adiante, defronte, atrás; de cima, em cima, à direita, à esquerda, de fora, de dentro, por fora, etc. Morfologia • Afirmação — sim, deveras, decerto, certamente, seguramente, efetivamente, realmente; sem dúvida, com certeza, por certo, etc. • Negação — não, absolutamente, tampouco, nem; de modo algum, de jeito nenhum, etc. • Intensidade — muito, pouco, mais, menos, meio, bastante, assaz, demais, bem, mal, tanto, tão, quase, apenas, quanto; de pouco, de todo, etc. • Atenção Há palavras que não se enquadram em nenhuma classe gramatical. Muitas vezes são confundidas com os advérbios, mas não modificam verbo, adjetivo ou outro advérbio. Recebem o nome de palavras denotativas e podem indicar: • Designação — eis. Eis aqui os recibos dos impostos já pagos. • Realce — é que, ainda, lá, só, apenas, mas. O telejornal é que divulgou a descoberta. Veja lá o que vai dizer a ele! • Situação — então, afinal, mas, agora. Então o plano não deu certo, desta vez? Afinal, quem lhe parece o provável candidato? • Inclusão — também, até, mesmo, inclusive. Ninguém compareceu à aula de reforço, nem mesmo os que mais precisavam. Até minha avó, de mais de 90 anos, resolveu fazer um passeio. • Exclusão — menos, exceto, salvo, fora, apenas, só, senão, sequer. Apenas numa loja do shopping, encontrei o CD. Nem sequer informou a data do casamento. • Retificação — aliás, ou melhor, isto é, ou seja, melhor dizendo. Nada sabemos sobre eles, ou melhor, sabemos apenas que viviam sob o mesmo teto. GT-C11 (278-294)RO 280 8/15/08, 12:39 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Dúvida — talvez, quiçá, acaso, possivelmente, provavelmente, eventualmente; porventura, etc. 281 Particularidades dos advérbios e locuções adverbiais 1. Os advérbios e as locuções adverbiais podem exprimir, ainda, outras cir- As crianças morrem de subnutrição, nas regiões mais pobres. causa O trabalhador, atualmente, prepara-se melhor para o emprego. finalidade Durante a viagem, visitamos os museus com nosso guia. companhia O pintor retocou alguns tons, na tela, com o pincel. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. instrumento Um grupo de turistas fez o passeio, de lancha, por Angra dos Reis. meio ou modo As empresárias falaram de negócios a tarde toda. assunto 2. As palavras onde (lugar), quando (tempo), por que (causa) e como (modo) são consideradas advérbios interrogativos quando empregadas em frases interrogativas diretas ou indiretas. Onde se oferecem bolsas de estudo? (interrogativa direta) Desejo saber onde se oferecem bolsas de estudo. (interrogativa indireta) Quando acabarão as guerras? Desejo saber quando acabarão as guerras. Como o homem trata a natureza? Desejo saber como o homem trata a natureza. Por que há desigualdade social? Desejo saber por que há desigualdade social. 3. Os advérbios e as locuções adverbiais funcionam, sintaticamente, como adjuntos adverbiais e não devem ser confundidos com os adjetivos e as locuções adjetivas, que funcionam como adjuntos adnominais, pois vêm junto a um nome. Veja. O escritor veio do Caribe para a homenagem. verbo locução adverbial de lugar (adjunto adverbial de lugar) As ilhas do Caribe recebem vários turistas. nome GT-C11 (278-294)RO locução adjetiva (adjunto adnominal) 281 8/15/08, 12:39 PM Morfologia cunstâncias como: causa, finalidade, companhia, instrumento, meio, assunto, etc. 282 Nós trouxemos bons vinhos do Rio Grande do Sul. verbo locução adverbial de lugar (adjunto adverbial de lugar) nome locução adjetiva (adjunto adnominal) Grau dos advérbios Os advérbios são palavras invariáveis, mas alguns, principalmente os advérbios de modo, admitem a flexão de grau. Observe. Nestas férias faremos caminhada cedo. (grau normal) Nestas férias faremos caminhada tão cedo quanto você costuma fazer. (grau comparativo de igualdade) Nestas férias faremos caminhada muito cedo. (grau superlativo absoluto analítico) O advérbio pode, portanto, como o adjetivo, ser flexionado no grau comparativo e no grau superlativo. Grau comparativo O comparativo pode ser de superioridade, de inferioridade ou de igualdade. Comparativo de superioridade Mais... (do) que. O atleta alemão arremessou o disco mais longe (do) que o espanhol. Comparativo de inferioridade Menos... (do) que. A corredora chegou menos longe (do) que o atual campeão. Comparativo de igualdade Tão... quanto. Este velejador foi tão longe quanto Amyr Klink. Grau superlativo O superlativo pode ser analítico ou sintético. Superlativo analítico Coloca-se um advérbio de intensidade (mais, menos, pouco, muito, bastante, assaz, excessivamente, etc.) antes do advérbio: GT-C11 (278-294)RO 282 8/15/08, 12:39 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia O governador do Rio Grande do Sul chegou a Brasília. 283 O povoado ficava muito longe do centro da cidade. Superlativo sintético Acrescenta-se um sufixo (-íssimo) ao radical do advérbio: Era longíssimo o sítio de meus avós. A secretária anotou rapidíssimo o endereço. Emprego dos advérbios Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. Existem adjetivos com função de advérbios, ou seja, que modificam verbos. Eles são chamados de adjetivos adverbializados. Veja alguns exemplos. O guarda de trânsito repreendeu firme o motorista infrator. verbo adjetivo adverbializado Viajar para o exterior custa caro hoje em dia. verbo adjetivo adverbializado Na rua, o camelô anunciava alto o preço das mercadorias. verbo adjetivo adverbializado A vendedora trouxe rápido várias caixas de sapato. verbo adjetivo adverbializado 2. Não é comum, mas o advérbio pode ser empregado como adjetivo ou substantivo. Exemplos: Escola perto facilita a vida de pais e alunos. adjetivo Dê o fora imediatamente. substantivo 3. As palavras melhor e pior podem ser empregadas como advérbios ou adjetivos. São advérbios quando representam os comparativos de superioridade de bem e mal, e adjetivos quando representam os comparativos de superioridade de bom e mau. Observe: Quem executar melhor a música ganhará uma viagem a Paris. advérbio (mais + bem) Esta é a melhor seleção de músicas que já ouvi. adjetivo (mais + boa) GT-C11 (278-294)RO 283 8/15/08, 12:39 PM Morfologia A documentação foi organizada bastante rápido. Morfologia 284 • Atenção Antes de particípio, usam-se as formas analíticas mais bem e mais mal. Exemplos: Ele foi eleito o mais bem vestido da festa. Aquele país tem a renda mais mal distribuída do mundo. 4. Quando seguidas de adjetivo, as palavras meio, bastante, pouco e muito não se flexionam, pois são advérbios. Mas se flexionam quando seguidas de substantivo. Veja os exemplos. Com a obra, as ruas estavam meio congestionadas. advérbio adjetivo numeral substantivo As jovens mostraram-se bastante esperançosas, após o desfile. advérbio adjetivo Ainda hoje há bastantes conflitos religiosos e raciais. pronome indefinido substantivo Os clientes estavam pouco interessados nos produtos. advérbio adjetivo Obteve poucas informações sobre o andamento do processo. pronome indefinido substantivo As negociações políticas continuavam muito tensas. advérbio adjetivo Ocorreram muitas mudanças com o uso do computador. pronome substantivo indefinido • Atenção Mais e menos não variam nunca, mas também podem funcionar como pronomes indefinidos, modificando substantivos, ou como advérbios, modificando verbo, adjetivo, advérbio ou oração. As máquinas modernas estão mais aperfeiçoadas. advérbio adjetivo Não venderão mais ingressos para o show de rock. pronome substantivo indefinido A população ribeirinha vivia menos protegida. advérbio GT-C11 (278-294)RO 284 adjetivo 8/15/08, 12:39 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Viveu meias alegrias na longa distância. 285 Hoje há menos gente interessada nesse tipo de curso. 5. A palavra só, quando empregada como sinônimo de somente, é advérbio e, portanto, não varia. Só pela manhã eles perceberam a ausência do hóspede. (somente) Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Atenção Quando a palavra só equivale a sozinho ou sozinha é adjetivo e, portanto, varia de acordo com a palavra a que se refere. Observe. Meus pais viviam sós numa casa de campo. (sozinhos) As empregadas estavam sós quando as visitas chegaram. (sozinhas) 6. Quando houver a sequência de dois ou mais advérbios de modo terminados em -mente, emprega-se o sufixo apenas no último advérbio. Exemplos: Os países tentam assegurar-se econômica e politicamente. A palestrante respondia calma, segura e espontaneamente. 7. Às vezes, empregam-se os advérbios no grau diminutivo com valor de superlativo. Exemplos: O gerente do banco resolveu o problema rapidinho. (muito rápido) Na subida da serra, o ônibus andou devagarinho. (muito devagar) 8. A repetição do advérbio tem o valor de superlativo na linguagem coloquial. Veja: O treino dos pilotos terminou tarde, tarde. Logo, logo o médico poderá atendê-lo. Aplicação 1 Substitua as locuções adverbiais destacadas pelos advérbios correspondentes. a) Diante da proibição, o motorista respondeu com acinte à advertência do guarda de trânsito. Acintosamente. b) A gerente mudou de assunto de propósito, mas o fez com delicadeza. Propositadamente ou propositalmente; delicadamente. c) O contador organizou pouco a pouco a documentação da empresa. Paulatinamente ou gradualmente. GT-C11 (278-294)RO 285 8/15/08, 12:39 PM Morfologia pronome substantivo indefinido 286 Morfologia d) Revelaremos com prazer o vencedor do concurso “Jovens Cientistas”. Prazerosamente. Repentinamente; e) De repente, rabiscou uma carta de despedida sem refletir. irrefletidamente. f) Encontrei-a por acaso na exposição de arte e conversamos por um momento. Casualmente; momentaneamente. 2 Identifique a opção em que o advérbio modifica outro advérbio. a) O chofer do ônibus parou rápido, ao avistar o buraco na pista. b) Via-se um letreiro bastante luminoso à entrada do restaurante. c) O custo de vida está muito alto nos últimos anos. d) Os atletas andaram exaustivamente por um longo percurso. X e) Havia um posto de gasolina bem longe da rodovia principal. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Chris Browne BROWNE, Chris. Hagar, o horrível. O Globo, Rio de Janeiro, 19 maio 2004. O vendedor de barcos julgou ser Helga o objeto da troca, já que Hagar queria desfazer-se de seu velho barco e falou em trocas, num sentido genérico. a) Observe a tira e explique o que motivou o equívoco no texto. O advérbio b) No 1o quadrinho, que palavra expressa uma circunstância de modo?bem. c) Releia a frase Ela cozinha bem? Substitua a palavra destacada pelo advérbio de sentido oposto. Ela cozinha mal? d) No 2o quadrinho, classifique a locução adverbial do barco e dê um barco é uma locução adverbial de assunto. Pessoal. Sugestão: exemplo semelhante. Do Escrevi este artigo sobre ecologia. 4 Leia o texto a seguir. SINAIS DE MUDANÇA A questão não é mais se haverá aquecimento global: o processo já está em andamento e o que se vê agora são apenas seus primeiros efeitos A Terra passa regularmente por períodos frios, as eras glaciais, e amenos, chamados de interglaciais. São mudanças climáticas severas que redesenham a paisagem global. Até agora, essas transformações se processavam no ritmo natural: de tão lentas, eram imperceptíveis no espaço de uma geração. Os sinais recentes do aquecimento do planeta, porém, acumulam-se em uma velocidade considerada inédita pelos cientistas. GT-C11 (278-294)RO 286 8/15/08, 12:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 3 Leia a tira. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Veja, São Paulo, 22 dez. 2004. a) Há grande possibilidade de que as alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global tenham alguma ligação com a interferência exagerada do ser humano no meio ambiente. Cite outros exemplos de catástrofes naturais relacionadas a alterações climátiPessoal. Sugestão: fenômenos como o deslocamento das cas frequentes nos últimos anos. correntes marítimas El niño e La niña, furacões, tornados, tempestades, secas, inundações, ondas de calor, tsunamis. b) Na manchete logo abaixo do texto, há o emprego da palavra denotativa apenas. Por que essa palavra não representa um advérfrase, a palavra apenas não modifica verbo, adjetivo ou advérbio? O que ela denota? Nessa bio, como ocorre com o advérbio. Denota exclusão. c) Leia estas frases. I. Os sinais recentes do aquecimento do planeta... II. ... se soltou de uma geleira na Antártica. Em que frase há uma locução adverbial e em qual há uma locução A locução adverbial ocorre na frase II (de uma geleira), porque adjetiva? Explique por quê. modifica o verbo soltou. Na frase I, a locução adjetiva (do planeta) caracteriza o substantivo aquecimento. d) Releia este trecho. Pelas contas dos especialistas, tormentas assim serão normais nessa região do Atlântico daqui a uma década. Classifique as locuções adverbiais grifadas. Lugar e tempo, respectivamente. e) Na frase inicial do texto: A Terra passa regularmente por períodos frios..., substitua o advérbio destacado pela locução adverTerra passa por períodos frios com regularidade; lobial equivalente e classifique-a. Acução adverbial de modo. 5 Reescreva as frases, completando-as com advérbios ou locuções adverbiais que expressem as circunstâncias indicadas nos parênteses. Há outras possibilidades de respostas. a) Os arquivos serão organizados , e esperamos que os mantenham . (tempo, modo) Hoje; assim. b) tomava um leite com chocolate e ia bem a cavalo . (tempo, tempo, lugar) De manhã; cedo; pela fazenda. c) O trem continuava a correr , enquanto eu imaginava feliz como eu chegaria . (modo, intensidade, lugar) Rapidamente; bem; à casa paterna. d) a música espalhou-se e nos alcançou com seus acordes suaves. (tempo, lugar) De repente; por toda a sala. e) — haja tempo para uma ida a Santos. — fique certa disso. (dúvida, negação, intensidade) Talvez; não; tão. GT-C11 (278-294)RO 287 8/18/08, 4:46 PM Morfologia 287 O ciclone Catarina, que se formou neste ano no litoral sul do Brasil, foi considerado por um grupo de cientistas ingleses como sinal antecipado da mudança do clima. Pelas contas dos especialistas, tormentas assim serão normais nessa região do Atlântico daqui a uma década. Blocos de gelo de tamanho inusitado têm se desprendido dos polos. Em 1998, um deles, do tamanho do Distrito Federal, se soltou de uma geleira na Antártica. 288 6 Reescreva as frases, completando-as com advérbios repetidos, intensificando a circunstância. Veja o modelo. O menino tossia tanto, tanto de madrugada. Há outras possibilidades de respostas. Morfologia a) No mar, o barco balançava e . Mais, mais. b) A forte geada , acabou com a plantação. Quase, quase. c) Não só ele, mas todos foram , atenciosos. Muito, muito. d) O horário de verão obrigou-o a levantar-se , . Cedo, cedo. e) A encomenda segue , pelo correio. Logo, logo. 7 Leia a tira. CALVIN WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 9 nov. 2004. a) Nos quadrinhos, Calvin e seu amigoPorque Haroldo encontram um meio somente com a babá presa do lado de para se livrarem da babá. Por quê? fora Calvin pôde ter liberdade para fazer o que queria: ver televisão e comer biscoitos. b) Observe o emprego da palavra melhor nestas frases do texto. Se isso te fizer sentir melhor eu vou... Essa foi nossa melhor noite com a babá! I. Em que frase a palavra destacada é advérbio? Justifique sua resposta. Na 1 frase, porque modifica o verbo. II. A que classe gramatical pertence a palavra melhor na 2a frase? Por quê? Trata-se de um adjetivo. Porque modifica o substantivo noite. de supeIII. Qual é o grau da palavra melhor nos dois casos? Comparativo rioridade sintético. c) No último quadrinho, que tipo de circunstância expressam as e companhia, locuções adverbiais até não poder mais e com a babá? Modo respectivamente. a 8 Relacione os graus dos advérbios destacados com a classificação a seguir. a) A gráfica ficava mais longe do que a livraria. b) Meu projeto foi tão bem apresentado quanto o seu. c) O táxi ia rápido demais pela avenida congestionada. d) Há um bom cinema pertíssimo do nosso prédio. GT-C11 (278-294)RO 288 8/15/08, 12:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson 289 Morfologia e) A empregada chegou cedinho, cedinho com as compras. f) Nervoso, ele explicou o plano pior ainda que seus colegas mais novos. e ( ) diminutivo com valor de superlativo absoluto analítico f ( ) comparativo de inferioridade d ( ) superlativo absoluto sintético b ( ) comparativo de igualdade c () superlativo absoluto analítico a () comparativo de superioridade 9 Leia esta tira. MINDUIM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Charles M. Schulz SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S.Paulo, 15 jan. 2005. O humor está na reação violenta do apreciador de música, que ergue o piano de brinquedo e derruba a adversária, assim como no comentário desta, que traça um paralelo entre o colega e o compositor Beethoven. a) Está evidente na história que as personagens têm diferentes preferências: uma aprecia música e a outra, esporte. Como se estabelece o humor na tira? b) No 1o quadrinho, o advérbio nunca tem um valor negativo ou temporal? Negativo. c) No último quadrinho, o advérbio provavelmente expressa dúvida ou afirmação? Dúvida. d) Ainda no último quadrinho, identifique a palavra denotativa e seu sentido. Também expressa inclusão. 10 Identifique as palavras denotativas nas frases a seguir e o que elas expressam. a) Na mala, levava apenas algumas peças de roupa para poucos dias na praia. Apenas — indica exclusão. b) O avô comentou então a estratégia do neto que queria navegar na internet. Então — indica situação. c) Foi até emocionante a cerimônia; só me retirei após os cumprimentos. Até — indica inclusão; só — indica exclusão. d) Na lista de convidados, não havia um nome sequer de membro de sua família. Sequer — indica exclusão. e) Eis a relação dos jogadores que farão parte da seleção. Eis — indica designação. GT-C11 (278-294)RO 289 8/15/08, 12:40 PM 290 11 Leia este poema de Manuel Bandeira. NEOLOGISMO Morfologia Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo. Teadoro, Teodora. a O texto poético permite inúmeras interpretações: a inclusão do pronome oblíquo de 2ª pessoa (te) na raiz do verbo pode indicar que a adoração do eu lírico dirige-se exclusivamente à pessoa amada; o fato de o verbo ser “intransitivo” pode indicar falta de correspondência dos sentimentos, ou seja, pode não haver complementação da ação verbal em outro ser; e, por fim, há um evidente jogo de sons e sentidos com o nome da mulher amada, Teodora. a) O que simboliza a invenção do verbo teadorar? a b) No poema há advérbios de intensidade. Qual é a classe gramatie menos modificam, respectivamente, os verbos cal das palavras que eles modificam? Pouco beijo e falo. Mais modifica os adjetivos funda e cotidiana. c) Dê exemplos de frases nas quais essas palavras (que no poema são advérbios de intensidade) modifiquem substantivos e, porpouco sabor, menos tanto, funcionem como pronomes indefinidos. Sugestões: calorias, mais empregos. d) Que sentido expressa a palavra denotativa encontrada no texto? Ainda expressa realce. 12 Explique o emprego dos termos destacados nas frases a seguir. Os adjetivos alto e rápido estão a) O palestrante falava bastante alto e bem rápido. funcionando como advérbio, porque modificam o verbo (falava). b) O aluno está se comportando melhor. b c) A sala estava meio escura, por isso não a avistei logo. A palavra meio está funcionando como advérbio, modificando o adjetivo (escura), por isso não varia. 13 Leia esta tira. b A palavra melhor está funcionando como advérbio, no grau comparativo de superioridade sintético, modificando o verbo (comportando). AS COBRAS LUIS FERNANDO VERISSIMO Luis Fernando Verissimo VERISSIMO, Luis Fernando. As cobras. O Estado de S.Paulo, 2 nov. 2004. A cobrinha aprenderá empiricamente, isto é, por meio de suas próprias experiências. a) Explique o significado do advérbio no último quadrinho. b) De acordo com o significado desse advérbio, como se interpreta o fato a cobrinha começa a aprender com a prática que as ondas do mar último quadrinho? De são fortes e perigosas, ao ser arremessada no ar. c) Classifique o advérbio empiricamente. Que palavra ele modifica? Advérbio de modo que modifica o verbo aprenderá. GT-C11 (278-294)RO 290 8/15/08, 12:40 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. BANDEIRA, Manuel. O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. 291 Advérbio — palavra invariável que modifica um verbo, adjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira, expressando a circunstância da ação verbal: morava confortavelmente. Locução adverbial — conjunto de palavras que exerce a função de um advérbio: crianças brincavam no parque. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ■ Classificação dos advérbios e das locuções adverbiais — principais advérbios • tempo; • modo; • lugar; • afirmação; • negação; • intensidade; • dúvida. Palavras denotativas — termos que não se enquadram em nenhuma classe gramatical e expressam designação, realce, situação, inclusão ou exclusão: o rapaz não mencionou sequer o teu nome. ■ Graus do advérbio • Comparativo • de superioridade (mais... (do) que); • de inferioridade (menos... (do) que); • de igualdade (tanto... quanto). • Superlativo • analítico (com o uso de um advérbio de intensidade: muito, bastante...); • sintético (com o acréscimo do sufixo -íssimo). ■ Emprego dos advérbios 1. Adjetivos adverbializados: falou sério sobre sua decisão. 2. Advérbios empregados como adjetivo ou substantivo: depois de um olhar breve, retirou-se (adjetivo); o amanhã nos espera (substantivo). 3. Melhor e pior podem ser empregados como advérbio ou adjetivo: respirou melhor, ao subir à tona (advérbio); este é o melhor livro do acervo (adjetivo). 4. Meio, bastante, pouco e muito não se flexionam quando funcionam como advérbios, mas se flexionam quando seguidos de substantivo: a balconista pareceu-me meio distraída (advérbio); recebeu bastantes aplausos (adjetivo). 5. Só, equivalendo a somente, não se flexiona: só a música me relaxa. 6. Numa sequência, emprega-se o sufixo -mente apenas no último advérbio: o homem contava fria e pausadamente seus planos. 7. Advérbios no diminutivo, com valor de superlativo: descobriu-se a fraude depressinha. 8. Repetição do advérbio para expressar sentido superlativo: ele resolveu tudo logo, logo. GT-C11 (278-294)RO 291 8/15/08, 12:40 PM Morfologia RESUMO 292 1. (UFMG) Assinale a alternativa que apresenta um advérbio usado com valor afetivo. a) Moravam longíssimo daqui. b) Todos somos meio ingênuos. c) Espantosamente, ninguém comentou o caso. d) Estavam chegando pertinho. X e) n.d.a. 2. (UFMG) Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em: X a) Ele permaneceu muito calado. b) Amanhã, não iremos ao cinema. c) O menino, ontem, cantou desafinadamente. d) Tranquilamente, realizou-se hoje o jogo. e) Ela falou calma e sabiamente. 3. (UFCE) A opção em que há um advérbio exprimindo circunstância de tempo é: a) Indubitavelmente, era-se feliz. b) Aproximadamente 15 anos se passaram. X c) Agiram concomitantemente à polícia. d) Eram demasiadamente felizes. 4. (PUC-SP) Os seus projetos são os elaborados, por isso garantem verbas para sua execução e evitam -entendidos. a) melhor — suficientes — mal X b) mais bem — suficientes — mal c) mais bem — suficiente — mal d) melhor — suficientes — mau e) melhor — suficiente — mau 5. (UnB-DF) Identifique a frase em que meio funciona como advérbio. a) Só quero meio quilo. X b) Achei-o meio triste. c) Descobri o meio de acertar. d) Parou no meio da rua. e) Comprou um metro e meio. GT-C11 (278-294)RO 292 6. (Fatec-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase, na sequencia. Estou indecisa: não vou dizer verdades. Ontem à noite faltou energia e eles ficaram decepcionados. Volta e elas retornavam a essa questão controversa. a) meia — meias — meio — meia — meia b) meio — meias — meios — meia — meia c) meio — meia — meio — meia — meio X d) meio — meias — meio — meia — meio e) meia — meias — meio — meio — meia 7. (Fuvest-SP) Reescreva a passagem: Humildemente pensando na vida, substituindo o advérbio por uma locução adverbial correspondente. Com humildade pensando na vida. 8. (PUCC-SP) A alternativa em que o advérbio exprime ideia de intensidade é: X a) A sociedade parece ser pouco sensível. b) Usuários fazem sempre um pequeno comércio. c) ... atitude essa centrada, evidentemente, em aspectos repressivos. d) ... somente penalizando traficantes e usuários. e) ... duplamente penalizados. 9. (UFU-MG) Em todas as alternativas a palavra em destaque indica circunstância de tempo, exceto em: a) Perdeu o pai aos dez anos. Já então ralava coco e fazia não sei que outros trabalhos de doceira, compatíveis com a idade. (Machado de Assis) b) E dizia isto com tal convicção, que eu já então informado da nossa tanoaria, esqueci um instante a volúvel dama, para só contemplar aque- 8/15/08, 12:41 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 293 10. (UFU-MG) Em todas as alternativas, a palavra ainda modifica um termo da oração, exceto em: X a) Prima Glória deseja muito que você se ordene, mas ainda que não desejasse, há cá em casa quem lhe meta isso na cabeça. b) Prima Justina completou a notícia dizendo que ainda naquela tarde José Dias lembrara a minha mãe a promessa antiga. c) Pois é verdade ainda hoje. d) Você ainda era pequenino, já ela contava isso a todas as pessoas da nossa amizade, ou só conhecidas. e) O que eu quero é dizer que o clero ainda tem grande papel no Brasil. 11. (UFPI) O menino fez às avessas o que, no entanto, era tão simples. As palavras destacadas na frase são, respectivamente: X a) locução adverbial — pronome demonstrativo — adjetivo b) locução adverbial — artigo — advérbio c) locução prepositiva — artigo — adjetivo GT-C11 (278-294)RO 293 d) advérbio — artigo — adjetivo e) locução prepositiva — pronome demonstrativo — adjetivo 12. (Fuvest-SP) É preciso agir, e rápido, disse ontem o ex-presidente nacional do partido. A frase em que a palavra destacada não exerce função idêntica à palavra rápido é: a) Como estava exaltado, o homem gesticulava e falava alto. b) Mademoiselle ergueu súbito a cabeça, voltou-a pro lado, esperando, olhos baixos. c) Estavam acostumados a falar baixo. d) Conversamos por alguns minutos, mas tão abafado que nem as paredes ouviram. X e) Sim, havíamos de ter oratório bonito, alto, de jacarandá. Morfologia le fenômeno, não raro, mas curioso: uma imaginação graduada em consciência. (Machado de Assis) c) Uma semana depois, Virgília perguntou ao Lobo Neves, a sorrir, quando seria ele ministro. — Pela minha vontade, já: pela dos outros, daqui a um ano. (Machado de Assis) X d) Nunca em minha infância, nunca em toda minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. (Machado de Assis) e) Outra vez pensei em Quincas Borba, e tive então um desejo de tornar ao Passeio Público, a ver se o achava: a ideia de o regenerar surgiu-me como uma forte necessidade. Fui; mas já não o achei. (Machado de Assis) 13. (UM-SP) Na frase As negociações estariam meio abertas só depois de meio período de trabalho, as palavras destacadas são, respectivamente: X a) advérbio — adjetivo b) advérbio — advérbio c) adjetivo — adjetivo d) numeral — advérbio e) numeral — adjetivo 14. (Cesgranrio) Em O jovem felino seguiu para a frente farejando o vento / ao sair, a primeira vez, da gruta, percebem-se respectivamente circunstâncias de: a) causa — finalidade — origem b) direção — lugar — origem X c) direção — tempo — lugar d) finalidade — tempo — lugar e) finalidade — lugar — tempo 15. (Fei-SP) Substitua a expressão destacada por advérbio de significação equivalente. a) Recebeu a repreensão sem dizer palavras. Caladamente, mudamente. b) Falava sempre no mesmo tom. Monotonamente. c) Aceitou tudo sem se revoltar. Resignadamente. d) Trataram-me como irmão. Fraternalmente. 8/15/08, 12:41 PM 294 A implicação é que esses países talvez se saíssem melhores economicamente se fossem mais parecidos entre si. Essa palavra está sendo usada de acordo com a norma culta? Explique. Não está de acordo com a norma culta porque, como advérbio, melhor é palavra invariável. 17. (UFMG) As expressões destacadas correspondem a um adjetivo, exceto em: a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo. X b) Demorava-se de propósito naquele complicado banho. c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira. d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim. e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça. 18. (Vunesp) Observe os seguintes fragmentos: Alta é adjetivo no pri- ... viver em voz alta. meiro trecho e alto é ... que ligasse o rádio um pouco alto... advérbio no segundo. O adjetivo se Indique a classe gramatical das palavras transforma em advérbio por meio do destacadas e o processo de derivação processo de derivaque ocorre no segundo fragmento. ção imprópria. 19. (Cesgranrio-RJ) Assinale a alternativa em que a preposição com traduz uma relação de instrumento. a) Teria sorte nos outros lugares, com gente estranha. b) Com o meu avô cada vez mais perto do fim, o Santa Rosa seria um inferno. GT-C11 (278-294)RO 294 c) Não fumava, e nenhum livro com força de me prender. X d) Trancava-me no quarto fugindo do aperreio, matando-as com jornais. e) Andavam por cima do papel estendido com outras já pregadas no breu. 20. (Cesgranrio-RJ) Assinale a alternativa em que a locução destacada tem valor adjetivo. a) Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar com receio. b) Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos. c) Pediu-me com voz baixa cinquenta mil-réis. d) Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras... X e) Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem escrúpulos não se apoderassem do que era delas. 21. (UMC-SP) Em: uma cerca de pedra-seca, do tempo dos escravos e Tudo é mato, crescendo sem regra, as locuções destacadas são, respectivamente: X a) adjetiva e adjunto adnominal; adverbial e adjunto adverbial b) adverbial e objeto indireto; adjetiva e predicativo c) adjetiva e adjunto adverbial; adverbial e adjunto adnominal d) adjetiva e complemento nominal; adverbial e adjunto adnominal e) adverbial e adjunto adnominal; adjetiva e complemento nominal 8/15/08, 12:41 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 16. (FGV-SP) Observe a palavra destacada no seguinte período: 12 Palavras relacionais: preposição e conjunção Interjeição Morfologia Capítulo 295 PREPOSIÇÃO Leia o anúncio. RANGEL.MBS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização A Viagem e turismo traz para você a coleção Viagens de Sonho, três incríveis DVDs com o melhor de: Itália – Sul e Toscana, França – Norte e Sul, Taiti e Nova Zelândia. Tudo isso com mapas exclusivos, entrevistas com viajantes, cenários incríveis e dicas de onde ficar, comer e visitar. Compre já a sua coleção e viaje de dentro da sua casa para todos estes destinos dos sonhos. Viagem e Turismo, São Paulo, jan. 2005. A possibilidade de uma viagem real a esses locais, como se percebe neste trecho: Dicas de onde ficar, comer e visitar. Ou seja, a coleção pode servir também como orientação para uma viagem real e não só imaginária. a) Observe o anúncio. Nele se afirma que é possível viajar, mesmo ficando em casa. Além dessa “excursão mental”, que outro tipo de viagem Mapas exclusivos, entreé sugerido no texto? vistas com viajantes, ceincríveis e dicas de b) Segundo a propaganda, qual o grande diferencial do produto?nários onde ficar, comer e visitar. de tem o c) Esclareça se, na expressão Viagens de Sonho, a palavra Não, pois na primeira expressão a de exprime caracterização mesmo sentido que em: ... viaje de dentro da sua casa. palavra e, na outra, expressa origem. d) Identifique os sentidos da palavra com nestas construções: I. ... DVDs com o melhor... Em I e II exprime conteúdo; em III, companhia. II. Tudo isso com mapas exclusivos... III. ... entrevistas com viajantes... e) Em Três viagens maravilhosas sem você sair de casa, o que expressam as palavras sem e de? A 1 expressa modo e a 2 , lugar ou origem. a GT-C12 (295-324)RO 295 a 8/15/08, 12:43 PM 296 Morfologia Conceituação No exercício anterior, foi possível observar que existe uma relação de dependência entre palavras que se ligam por meio de outras palavras. Há casos em que tais palavras relacionam um complemento a um verbo, como em traz para você, ou a um nome, como em entrevistas com viajantes. Essas palavras relacionais que ligam duas palavras entre si são chamadas preposições. Seu emprego adequado possibilita a construção de textos mais coesos e coerentes. As principais preposições são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por (per), sem, sob, sobre, trás. Veja este exemplo, em que as preposições estão destacadas: Dois filmes com o melhor da Itália, França, Taiti e Nova Zelândia só para você. Locução prepositiva Você observou no anúncio da revista Viagem e Turismo o emprego da expressão ou locução de dentro da. Quando o valor ou emprego da preposição é representado por um grupo de palavras, temos uma locução prepositiva. Encaminhei o requerimento junto à documentação. (com a) Levantou-se cedo, a fim de pegar o voo das 5 horas. (para) Observe que as locuções prepositivas geralmente terminam com uma preposição: a fim de ao lado de de acordo com em lugar de abaixo de a par de defronte de em redor de acerca de a partir de dentro de em vez de além de apesar de em favor de para com antes de através de em frente de perto de • Atenção • Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Nesta última, nunca há uma preposição no final, e sim no início da locução. Viam de perto o fenômeno da pororoca. (locução adverbial) O fato ocorreu perto de sua casa. (locução prepositiva) • A locução prepositiva ao invés de é empregada com o sentido de ao contrário de: Ao invés de perdoá-lo, culpou-o pela derrota. GT-C12 (295-324)RO 296 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Preposição é uma palavra relacional, ou seja, que liga duas outras palavras entre si, de modo que o sentido da primeira é completado pelo da segunda. Combinação e contração Há casos em que a preposição se une a outras palavras, dando origem a uma combinação ou a uma contração. Leia a frase a seguir. Os gatos da vizinha se espreguiçavam ao sol. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Na frase, aparece uma contração (da) e uma combinação (ao). Combinação Ocorre combinação quando a preposição se liga a outra palavra sem sofrer redução: Gatos se espreguiçavam ao sol. preposição + artigo O crédito oferecido aos empreiteiros não foi suficiente para a realização da obra. preposição + artigo O motorista foi aonde eu determinei. preposição + advérbio Combinações ao — preposição a + artigo o aos — preposição a + artigo os aonde — preposição a + advérbio onde Contração Ocorre contração quando a preposição se une a outra palavra sofrendo redução: A colheita do café começará em breve. preposição de + artigo o “Jardim da pensãozinha burguesa.” preposição de + artigo a BANDEIRA, Manuel. Pensão Familiar. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. Nas férias, faremos uma viagem pela Amazônia. preposição em + artigo as GT-C12 (295-324)RO 297 preposição per + artigo a 8/15/08, 12:43 PM Morfologia 297 Já a locução em vez de significa no lugar de, exprimindo uma troca ou substituição, mas pode ter também o sentido de ao invés de, ao contrário de: Em vez de viajar, ficou trabalhando. (em lugar de) Em vez de rir, chorou. (ao contrário de) 298 Observe, no quadro a seguir, algumas contrações. • Atenção • A preposição per, que equivalia a por no português antigo, hoje só é usada na contração com os artigos ou pronomes a, o, as e os, resultando em pela, pelo, pelas e pelos. • Na união da preposição a com o artigo a, ou com os pronomes demonstrativos a, aquele, aquela e aquilo, ocorre um tipo de contração chamado crase, que é indicado, na escrita, pelo acento grave. Veja: Sua dedicação à empresa foi reconhecida por todos. preposição a + artigo a Um dia voltarão àquela encantadora ilha. preposição a + pronome demonstrativo aquela Sentidos das preposições As preposições apresentam sentido próprio dentro da frase. Veja estes exemplos. Minhas meias estão com buracos. Você quer meias sem buracos? Na primeira frase, a preposição com expressa o modo como as meias se encontram e, na segunda, a preposição sem indica a falta ou ausência de buracos. Veja outros sentidos das preposições. Lugar ou origem O aparelho é de Londres. A família residia em Santos. Meu chefe passou por Tóquio. Direção Vou a São Paulo, amanhã. Voltou para a praia. GT-C12 (295-324)RO 298 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Contrações do — preposição de + artigo o na — preposição em + artigo a pelo — preposição per + artigo o desse — preposição de + pronome demonstrativo esse desta — preposição de + pronome demonstrativo esta naquele — preposição em + pronome demonstrativo aquele 299 Modo Morfologia O remédio era tomado a pequenos goles. Ela acariciou-me com afeto. Os livros ficaram em pilhas. Posse Reformaram a casa de Fernando. Alugaram um carro de uma agência. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Tempo Às onze horas, passava o último ônibus. Os pescadores partiram de noite. O árbitro iniciou a partida em pouco tempo. Ficará no Rio de Janeiro por dois anos. Distância São poucos quilômetros daqui a sua casa. Instrumento O professor apagou o quadro com o apagador. Causa Com o desemprego, a violência aumentou. O moço adoeceu de morar na rua. Por ser competente, foi a escolhida. Companhia Os pequenos andavam pelo shopping com os pais. Finalidade Compraram o material para a reforma da escola. Preposições acidentais Há palavras de outras classes gramaticais que, às vezes, funcionam como preposições; por isso são chamadas de preposições acidentais. Podem ser preposições acidentais as palavras como, conforme, consoante, segundo, mediante, durante, visto, etc. Leia os exemplos: Agia conforme sua vontade dominadora. Fez as apresentações consoante o costume. GT-C12 (295-324)RO 299 8/15/08, 12:43 PM 300 Aplicação Morfologia 1 Leia o seguinte texto. HORA DO CHÁ Um estudo inglês mostra que ingerir uma xícara de chá preto ou verde diariamente ajuda a lembrar melhor. Alguns dos componentes desses chás atuam contra o mal de Alzheimer, caracterizado por declínio da memória. a) No texto, que preposição expressa uma ideia de oposição ou direção contrária? A preposição contra, em ... atuam contra o mal de Alzheimer. b) Relacione a frase ao sentido da preposição ou contração destacada. ( 1 ) delimitação () xícara de chá ( 2 ) definição () ajuda a lembrar ( 3 ) medida () alguns dos componentes () mal de Alzheimer ( 4 ) função ou efeito 3, 4, 1, 2. 2 Leia os versos de um poema de Fernando Pessoa. Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar, Sem que um sonho, no erguer de asa, Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar! Triste de quem é feliz! Vive porque a vida dura. Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raiz — Ter por vida a sepultura. Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Ser descontente é ser homem. a O fato de alguém não sonhar, não ter ideais. b O eu lírico critica aquele que se acomoda, deixa o tempo passar numa rotina e não tem sonhos. c Ele afirma que a insatisfação é própria do homem desde que o mundo é mundo. PESSOA, Fernando. Os melhores poemas de Fernando Pessoa. Rio de Janeiro: Global, 1979. a) Na primeira estrofe, o que motiva a tristeza segundo o eu lírico? a b) Como o eu lírico desenvolve essas ideias na segunda estrofe? b c) No terceto, com que mensagem o eu lírico encerra o poema? c d) Identifique os sentidos das preposições destacadas nestes versos: I — Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar, Lugar e modo. II — Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Posição (sentido figurado), tempo, modo. GT-C12 (295-324)RO 300 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IstoÉ, São Paulo, 10 nov. 2004. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 4 Identifique as locuções prepositivas nas frases a seguir: a) A porta-estandarte vinha à frente da escola de samba, junto ao mestre-sala. À frente da; junto ao. de; b) Antes de ser atendido, permaneceu cerca de dez minutos em pé. Antes cerca de. c) Na reunião, fiquei a par do calendário de atividades a respeito da Semana da Criança. A par do; a respeito da. d) Depois de alguns acertos, continuamos o trabalho, apesar do avançado da hora. Depois de; apesar do. e) Aquele visitante, além de impertinente, gosta de se mostrar, em lugar de ser discreto. Além de; em lugar de. 5 Classifique as palavras a e as em preposição, artigo definido ou pronome, de acordo com sua função nas frases a seguir. a) A gerente da loja enviou-me as sacolas de compras, pois eu as havia deixado sobre a sua mesa. Artigo definido; artigo definido; pronome; artigo definido. b) Seu time voltou a vencer nos últimos jogos, por isso não a molestarei por enquanto. Preposição; pronome. c) Nem sempre a via por ali a caminhar pela praça. Pronome; preposição. d) Foram longas as horas de espera, e sei que a afligira a ida da filha a Israel. Artigo definido; pronome; artigo definido; preposição. e) As correspondências, não as li ainda, já que comecei a fazer ginástica pela manhã. Artigo definido; pronome; preposição. 6 Leia o texto e substitua o pela preposição, combinação ou contração adequadas. Há outras possibilidades de resposta. PARECE QUE SÓ VOCÊ NÃO CORRE [...] Cada davez mais gente descobredeos prazeres –– e as vantacondicionamento físico. gens –– corrida como forma de Calcula-se que, hoje, 4 milhões brasileirospela corram regularmente. É uma febre que pode ser medida quantidade de de esportistas que participam provas e competições. GT-C12 (295-324)RO 301 8/15/08, 12:43 PM Morfologia 301 3 Empregue a preposição ou contração adequadas, de acordo com o sentido da frase. Há outras possibilidades de resposta. a) tarde, o empresário reuniu-se os jornalistas. É uma entrevista a campanha presidencial. À; com; para ou sobre. b) O novo instrutor veio Ribeirão Preto e parece experiência campeonatos internacionais. De; sem; em. c) Fora preso a acusação de estelionato e o juiz negou os fatos ouvir provas contundentes ele. Sob; perante; após; contra. d) A moça caminhou o telefone e disse voz alta que, aquela manhã, esperava uma resposta. Para; em; desde; por. e) uma partida e outra, o jogador destacou-se competência e profissionalismo. Entre; pela. 302 Em de nas Morfologia São Paulo, o número inscritos dediversas provas realizadas na pela ONG Corpore, a maior organizadora eventos desse tipo para em de de América Latina, passou 9 400 pessoas 1997 em mais 56 000 em do de 2004. A Meia Maratona Rio Janeiro, que 1997 contou com de 3 neste ano teve recorde corredores 300 competidores, 13 400 Na do mais famosa país, realizainscritos. SãodeSilvestre, a competição em de São Paulo, o número participanda todo diade31 dezembro em para em de 7 700 1996 mais 15 000 2003 –– chegantes passou de ao do limite inscrições que o regulamento permite. 7 Identifique os sentidos expressos pelas preposições destacadas nas frases. a) A porta dava para a piscina, onde se viam diversas cadeiras com recosto alto e bebidas sobre as mesas. Para — direção; com — modo; sobre — lugar. b) O teatro municipal está em ruínas, mas em poucos meses será recuperado. Em — modo; em — tempo. c) A viagem foi feita com eles, mas voltamos antes, por falta de dinheiro. Com — companhia; por — causa. Entre — lugar; d) Os óculos estavam entre os livros jogados sobre a cama. sobre — lugar. e) Abriu as páginas da revista com o estilete e foi para o sofá fazer sua leitura. Da — posse; com — instrumento; para — lugar. CONJUNÇÃO Contextualização ARTPLAN Leia o texto a seguir. Pernambuco sempre teve orgulho da sua cultura e das suas tradições. O Governo Federal, a Infraero e a Embratur investiram mais de R$ 280 milhões (mais da metade nos últimos 18 meses) e o Governo do Estado outros R$ 53 milhões, para que os pernambucanos se orgulhassem também do novo aeroporto do Recife. O maior do Nordeste e o mais moderno do Brasil. TAM Magazine, n. 8, ano 1, out. 2004. GT-C12 (295-324)RO 302 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Veja, São Paulo, Abril, dez. 2004. Edição especial Saúde. p. 32. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Expressa acréscimo, soma ou adição. Conceituação As palavras que ligam dois elementos de mesma natureza (substantivo + substantivo, advérbio + advérbio, etc.) ou ligam orações chamam-se conjunções. Cada oração é composta por um sintagma verbal. Você verá isso com mais detalhes no próximo capítulo. Observe estas orações ligadas pela conjunção e: O Governo Federal, a Infraero e a Embratur investiram mais de R$ 280 milhões (mais da metade nos últimos 18 meses) / (1a oração) e o Governo do Estado (investiu) outros R$ 53 milhões. (2a oração) conjunção Nesse caso, como você viu no exercício, as duas orações têm sentido completo. Mas as conjunções podem ligar também uma oração de sentido incompleto a outra, com a qual mantém uma relação de dependência sintática e semântica. Exemplo: O Governo do Estado investiu R$ 53 milhões para que os pernambucanos se orgulhassem também do novo Aeroporto do Recife. GT-C12 (295-324)RO 303 8/15/08, 12:43 PM Morfologia 303 a reforma do aeroporto do Recife, a fim de promoa) Qual é a intenção do anúncio? Noticiar ver o Estado de Pernambuco e estimular o turismo. b) Releia a primeira frase da publicidade sem as palavras agora e também. A cultura de Pernambuco se conecta com o Brasil e o mundo pelo novo Aeroporto do Recife. A frase parece menos expressiva, já que essas palavras enfatizam o objetivo do texto publicitário, ou seja, divulgar a mudanExplique o efeito produzido. ça que se operou com o novo aeroporto do Recife. c) Como já vimos, a preposição é uma palavra relacional, isto é, que liga uma palavra à outra. Há também outro tipo de palavra relacional que pode unir palavras de função semelhante na mesma oração. Identifique as palavras que ligam uma palavra à outra nesta oração: A cultura de Pernambuco agora se conecta com o Brasil e o mundo também pelo novo Aeroporto do Recife. São elas de, com, e, pelo e do. d) Dentre essas palavras identificadas, qual delas não é uma preposição ou contração? A palavra e. e) Releia agora este trecho. O Governo Federal, a Infraero e a Embratur investiram mais de R$ 280 milhões (mais da metade nos últimos 18 meses) e o Governo do Estado (investiu) outros R$ 53 milhões... Observe que a palavra e destacada no trecho também pode ligar orações (enunciados com verbos), não só palavras. As duas orações têm sentido completo? Sim, a primeira e a segunda oração têm sentido completo. f) O que expressa a palavra e, que liga palavras ou orações? 304 Concluindo: A conjunção que liga orações independentes sintaticamente é chamada de conjunção coordenativa. Repare que os elementos unidos pela conjunção coordenativa entram numa ordenação em sequência, sem que seja estabelecida uma relação hierárquica entre eles. A conjunção que relaciona orações, de forma que haja uma relação hierárquica, na qual um elemento é determinante e outro é determinado, recebe o nome de conjunção subordinativa. Locução conjuntiva Leia a frase. Fale com Ana antes que ela saia. A locução que liga as duas orações é antes que, estabelecendo uma relação temporal entre elas. Veja este outro exemplo, cuja locução conjuntiva estabelece uma relação de condição: Ainda que viesse de avião, não chegaria a tempo. locução conjuntiva Há inúmeros exemplos de locuções conjuntivas formadas pela palavra que antecedida de advérbio, preposição ou particípio. Locução conjuntiva é o conjunto de palavras que exerce a função de uma conjunção. Classificação das conjunções e locuções conjuntivas coordenativas As conjunções coordenativas e as locuções conjuntivas coordenativas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas. Aditivas Ligam dois termos ou duas orações, expressando ideia de adição, soma ou acréscimo: e, nem (e não), mas ainda, mas também e como também (empregadas depois de não só), etc.: A praça continuava ensolarada e havia babás com crianças. O médico não só examinou o cliente, mas ainda prescreveu-lhe uma dieta. GT-C12 (295-324)RO 304 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia Conjunção é a palavra que liga dois elementos de mesma natureza ou liga orações. 305 Adversativas Mariana revirou todas as gavetas, porém não encontrou a carta. O sapato serviu-lhe com perfeição, contudo a cliente não ficou satisfeita. Alternativas Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Ligam palavras ou orações, estabelecendo entre elas uma relação de alternância ou exclusão: ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, etc.: A criança ora agitava-se no berço, ora adormecia febril. Ficarão juntos, quer a viagem seja de ônibus, quer seja de avião. No último exemplo, o período composto por coordenação é constituído pelas orações ... quer a viagem seja de ônibus, quer seja de avião. Conclusivas Iniciam orações que expressam uma conclusão ou uma ideia consequente do que se disse anteriormente: logo, pois (posposto ao verbo), portanto, assim, por isso, por conseguinte, etc.: Não guardou nenhuma economia, logo vive de favores. A chuva caíra mansa durante dias; acabara, pois, a seca. Explicativas Ocorre quando a segunda oração coordenada dá uma explicação sobre o motivo ou a razão do que se afirmou na primeira: que (= porque), pois (quando vem antes do verbo), porque, porquanto: Os hóspedes ficaram satisfeitos, pois foram bem atendidos. Não insista, que ele não virá ao encontro. Classificação das conjunções e locuções conjuntivas subordinativas As conjunções subordinativas e as locuções conjuntivas subordinativas podem ser condicionais, causais, comparativas, conformativas, consecutivas, concessivas, finais, temporais, proporcionais e integrantes. GT-C12 (295-324)RO 305 8/15/08, 12:43 PM Morfologia Estabelecem uma relação de oposição, contraste ou sentido adverso entre dois termos ou duas orações: mas, porém, todavia, contudo, e (com valor de mas), senão, entretanto, no entanto, não obstante, etc.: 306 Condicionais Morfologia Iniciam orações que exprimem uma condição ou hipótese, para que o fato da oração principal aconteça: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que, etc.: Os ingressos serão devolvidos, caso o show seja adiado. A equipe viajará na primeira classe, contanto que haja um desconto. Causais O movimento dos sem-terra se expandiu, porque não houve acordo com o governo. Como o dólar aumentou, a recessão no país cresceu. Comparativas Iniciam orações que estabelecem uma comparação com o elemento expresso na oração principal: como, que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior), qual (depois de tal), quanto (depois de tão ou tanto), bem como, assim como, etc.: A hóspede possuía hábitos finos como os de uma dama. (= como uma dama possui) Há mais fumantes nesta sala (do) que em toda a empresa. (= do que há em toda a empresa) Conformativas Introduzem orações que expressam uma ideia de conformidade ou acordo em relação a um fato expresso na oração principal: conforme, como (= conforme), consoante, segundo: Diminui a mortalidade infantil no país, segundo revelam as últimas estatísticas. Os países do Mercosul farão um novo acordo, como a imprensa divulgou. Consecutivas Iniciam orações que exprimem uma consequência ou um efeito do fato expresso na oração principal: que (depois de tal, tanto, tão ou tamanho), de modo que, de forma que, de sorte que, etc.: A representação do ato foi tão perfeita que o público o aclamou de pé. Sua distração era tanta que esqueceu as alianças no dia do casamento. GT-C12 (295-324)RO 306 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Introduzem orações que indicam a causa, o motivo ou a razão do fato expresso na oração principal: porque, como (porque), pois, que (porque), porquanto, já que, visto que, desde que, uma vez que, etc.: 307 Introduzem orações que indicam uma concessão ou permissão, ou seja, exprimem um fato que contraria a ação principal mas não é capaz de impedi-la: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, por mais que, nem que, etc.: As pesquisas sobre clonagem continuam, embora haja restrições éticas. Por mais que tentasse, não conseguiria superar o adversário. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Finais Iniciam orações que indicam uma finalidade em relação ao fato expresso na oração principal: para que, a fim de que, porque (= para que), que, etc.: Para que rodássemos com segurança, os pneus do carro foram trocados. A polícia rodoviária interditou o trecho, a fim de que as obras se iniciassem. Temporais Introduzem orações que indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, etc.: Alguns remédios saíram do mercado quando publicaram sua proibição. O professor observava os alunos enquanto aplicava a prova. Proporcionais Iniciam orações que expressam proporção ou simultaneidade em relação a outro fato: à proporção que, à medida que, enquanto, quanto mais... mais, quanto menos... mais, etc.: A ansiedade do palestrante aumentava à proporção que os convocados chegavam. À medida que lia o romance, mais se sentia envolvida pela trama. Integrantes Introduzem orações que integram ou completam o sentido do que foi expresso na oração principal. São integrantes que e se: O povo espera que haja igualdade social. Ainda não sabemos se viveremos sem inflação. GT-C12 (295-324)RO 307 8/15/08, 12:43 PM Morfologia Concessivas 308 Morfologia • Atenção • A palavra que será pronome relativo quando puder ser substituída por outros pronomes relativos, como o(s) qual(is), a(s) qual(is), em referência a um termo (nome) da oração anterior: As mensagens que (as quais) recebemos via internet não eram interessantes. pronome relativo Hoje foram realizados os jogos que (os quais) decidiram a Copa América. • A conjunção subordinativa condicional se expressa ideia de condição e pode ser substituída por caso ou contanto que. Como conjunção subordinativa integrante, não admite substituição e completa o sentido do verbo da oração anterior: A vitória será tranquila, se (caso) fizermos um treino diário. conjunção subordinativa condicional Os trabalhadores queriam saber se haveria reposição das perdas salariais. conjunção subordinativa integrante Aplicação TALENT 1 Leia o anúncio. IstoÉ, São Paulo, 19 jan. 2005. GT-C12 (295-324)RO 308 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. pronome relativo a) Observe no texto o emprego dos verbos no modo imperativo: ligue, cante, pague. Por que os verbos estão no modo imperativo? b) Leia novamente: Ligue pra gente, cante o nosso telefone do seu jeito e pague só R$ 11,90 a linha. Identifique os verbos de cada oração e diga se elas possuem sentido completo ou não. Os verbos são: ligue, cante e pague. Todas têm sentido completo. de acréscimo, c) Que sentido expressa a conjunção coordenativa do texto? Sentido adição ou soma. d) Na parte inferior do texto, observe as orações separadas por vírgula que formam um período composto só de verbos. Reescreva-as, acrescentando outras palavras e conjunções coordenativas. 309 Morfologia O anunciante visa influenciar o consumidor, por isso assume um tom impositivo para mudar o comportamento das pessoas. Pessoal. Sugestão: Ele ligou para a direção do jornal e anunciou seu produto, por isso vendeu um grande estoque de ventiladores. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2 Leia o texto a seguir. O SOL NÃO É IGUAL PARA TODOS O sol é o grande amigo dos que tiram férias no verão, ocupam as praias e piscinas e se orgulham de adquirir o chamado bronzeamento saudável. Nos últimos anos, os médicos têm reiterado que, para conquistar esse bronzeado, e para que ele seja de fato saudável, é preciso mais do que usar protetor solar com o fator de proteção adequado. (...) Veja, São Paulo, Abril, dez. 2004. Edição especial Saúde. a) A matéria diz que é preciso mais do que usar protetor solar. Que outros conselhos você esperaria encontrar nesse texto? Pessoal. b) Releia: ... os médicos têm reiterado que, para conquistar esse bronzeado, e para que ele seja de fato saudável, é preciso mais do que usar protetor solar com o fator de proteção adequado. Dê a função da conjunção que em cada ocorrência e explique seu signifiEm têm reiterado que, o que é conjunção integrante, pois completa o sentido do que foi expresso na oração principal. Em para que ele seja de fato saudável, o que forma, cado, classificando-a. junto com o para, uma conjunção subordinativa final, uma vez que indica uma finalidade em relação ao fato exposto na oração principal. Em mais do que usar protetor solar, a oração inteira é sujeito de é preciso, então o que é conjunção integrante. 3 Identifique as conjunções coordenativas nas frases a seguir e classifique-as. a) As manhãs na praia foram fantásticas, como também os passeios pelas cidades próximas. Como também: aditiva. b) O público lotou o estádio para o show, todavia a chuva atrapalhou o espetáculo. Todavia: adversativa. c) Não havia mais promoções no shopping, nem cartazes se viam afixados nas vitrines. Nem: aditiva. d) Ficaremos no mesmo hotel, logo faça as reservas para nós. Logo: conclusiva. e) Ora navegava na internet, ora falava ao telefone. Ora, ora: alternativa. f) Pense bem sobre esta proposta, que ela pode mudar sua vida. Que: explicativa. GT-C12 (295-324)RO 309 8/15/08, 12:43 PM 310 Morfologia 4 Identifique as frases cujas conjunções coordenativas correspondem aos valores a seguir. 1. adição 4. conclusão 2. oposição 5. explicação 3. alternância a) A fila do cinema estava imensa, por isso preferimos voltar amanhã. b) Os agricultores investiram no plantio de soja e acreditam numa boa safra. c) Quer os acionistas aprovem, quer recusem, o contrato será assinado. d) Os políticos prometem grandes mudanças, contudo pouco realizam. e) Durante o jogo, o árbitro suspendeu o zagueiro, pois ele agrediu o bandeirinha. 5 Leia a tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Folha de S.Paulo, 19 ago. 2004. Ao ver que os inimigos eram muito mais numerosos e poderosos que Hagar e ele, Eddie propõe uma solução pacífica: não reagir e esperar, até que os agressores morram de fome. a) Na tira, Hagar e seu amigo Eddie Sortudo estão cercados de inimigos. Nem a coragem de Hagar consegue afastá-los. Interprete o humor produzido pelo quadrinista. b) No primeiro quadrinho, qual é a conjunção coordenativa e o seu sentido? A conjunção ou, que dá ideia de alternância. 6 Identifique a opção em que se considerou de forma incorreta o valor da conjunção destacada. a) Não faças previsões precipitadas, que podes te arrepender. (explicação) b) Ou aceita meu convite para a festa, ou irei novamente sozinha. (alternância) c) A prova fora adiada, no entanto ela continuou seus estudos. (oposição) X d) O jovem não tinha escolha; aceitou, pois, o desafio com grande coragem. (ação contrária) e) O adolescente gosta de liberdade, pois é avesso a regras. (explicação) GT-C12 (295-324)RO 310 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) 4; b) 1; c) 3; d) 2; e) 5. 311 Morfologia 7 Identifique a opção em que se considerou corretamente o valor da conjunção destacada. a) O rapaz fechou os olhos e pulou de paraquedas. (conclusão) X b) Espere um pouco, que Virgínia seguirá conosco. (explicação) c) Olhava-me de longe, no entanto esquivou-se quando me aproximei. (acréscimo) d) O locutor fala que fala durante todo o programa. (alternância) e) Ao ficar nervoso, ou tirava um cigarro, ou bebia. (oposição) 8 Leia os quadrinhos. Jim Davis 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GARFIELD DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 13 set. 2004. a) Qual a reação de Garfield quando lhe pedem que persiga um rato? a b) Quantas orações há no segundo quadrinho? Observe os verbos. b c) Identifique o sentido da conjunção subordinativa como, no segundo quadrinho. Expressa causa, equivalendo a porque. a Garfield continua deitado, sem intenção de sair em busca do roedor. a a b São duas orações: Mas vou dar uma vantagem pra ele (1 oração); Como eu sou muito mais rápido (2 oração). 9 Identifique a frase em que o valor da conjunção subordinativa está correto. X a) Não deixaria o escritório sem que terminasse a análise daquela proposta. (condição) b) O namorado a controlava tanto que ela pediu um tempo. (conclusão) c) Dado que fosse poliglota, era uma pessoa pouco comunicativa. (causa) d) Recomeçarei o estudo de artes plásticas, agora que terminei o curso de direito. (proporção) e) O governo soltará um novo pacote, consoante anunciaram no jornal. (concessão) 10 Identifique o valor das conjunções subordinativas destacadas. a) Mal entrou na sala, dirigiu-me a palavra, um tanto agitada. Tempo. b) Aparentava menos idade que os outros colegas de sala. Comparação. ou c) Não discutíamos nunca, embora discordássemos em alguns pontos. Oposição concessão. d) Apreciavam sua companhia, visto que tinha uma prosa interessante. Causa. e) A mulher ficou tão nervosa que perdeu a voz, subitamente. Consequência. GT-C12 (295-324)RO 311 8/15/08, 12:43 PM 312 11 Leia a tira. CALVIN Morfologia 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson a) Nos quadrinhos, Calvin tenta enganar a mãe. Por que ela desconCalvin fez o dever em pouco tempo e, quando a mãe fala da fiou da atitude do garoto? reunião com a professora, ele se assusta. b) Qual é a palavra, no 1o quadrinho, que expressa uma oposição ou ideia contrária à fala da mãe de Calvin? A que classe gramatical ela pertence? Mas; conjunção coordenativa. c) Relacione o significado expresso pelas conjunções destacadas nas frases a seguir: () É claro, quando se é um aluno adiantado... () ... aluno adiantado como eu (sou) () Acho que vai ser uma reunião bem esclarecedora. () ... eu sou tão bom que você nem precisa ir à reunião. ( 1 ) comparação ( 2 ) consequência ( 3 ) tempo ( 4 ) integração 3, 1, 4 e 2. 12 Identifique a conjunção ou a locução conjuntiva subordinativa nas frases a seguir e classifique-a. a) Quanto mais os minutos passavam, maior era nossa tristeza com a sua partida. Quanto mais, maior: proporcional. b) Os telefones serão religados, desde que não haja nenhum problema no sistema. Desde que: condicional. c) O juiz decidiu que o réu cumpriria a pena em liberdade condicional. Que: integrante. d) Juntou bastante dinheiro, a fim de que pudesse viajar para o exterior. A fim de que: final. que: e) Desde que chegou, manteve-se num silêncio inquietante. Desde temporal. f) Só assistirei ao primeiro ato da peça, consoante combinei com você ontem. Consoante: conformativa. GT-C12 (295-324)RO 312 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S. Paulo, 18 fev. 2004. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Como: comparativa. 13 Identifique o valor que a mesma conjunção assume em cada uma das frases a seguir. a) Não me mandou notícias, desde que viajou. Tempo. Tudo se arranjará, desde que o aceites de volta. Condição. b) Haveria maior cultura, se houvesse mais teatros. Condição. A enfermeira pensou se deveria chamar o médico. Integração. c) O cão acomodou-se na almofada, como um caracol. Comparação. O conserto da televisão ficou bom, como me havias dito. Conformidade. Como estava apressada, a cliente esqueceu o cartão de crédito. Causa. 14 Leia o seguinte texto. LUGAR RESERVADO Cheguei ao aeroporto, em São Paulo, à uma da tarde. O próximo avião para o Rio seria o de uma e meia. — O de uma e meia está lotado. Só no das duas e meia. Marquei a passagem para o das duas e meia, e fiquei banzando por ali, fazendo hora. Às duas e vinte me encaminhei para o embarque. Encontrei o Sampaio aguardando alguma desistência. Sempre encontro o Sampaio nessas ocasiões: — Está lotado — me disse a funcionária da companhia: — Não tem mais lugar. — Não tem para ele, evidentemente — concordei, apontando o Sampaio: — Estou com a passagem marcada, olha aqui o meu cartão de embarque. Outro funcionário se aproximou, tomando-me pelo braço com delicadeza, como se enquanto falava pretendesse afastar-me do portão de embarque: — Alguma confusão, com certeza, cavalheiro. O senhor vai no próximo. Arranjamos uma cortesia. (...) SABINO, Fernando. Obra reunida.V. I. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. GT-C12 (295-324)RO 313 8/15/08, 12:43 PM Morfologia 313 g) Ajudava-nos com seu salário, posto que esse fosse bastante irrisório. Posto que: concessiva. h) O peso das caixas era tanto que elas caíram do caminhão. Que: consecutiva. Ainda que: i) Ainda que ele me pedisse, eu não viajaria jamais de navio. concessiva. j) Como não gostava de festas, convidei-a para um jantar. Como: causal. l) O dia se fez escuro de repente, como se a noite tivesse chegado. Trata-se de uma linguagem coloquial (exemplos: banzando, não tem mais lugar), que utiliza diálogos para tornar a narrativa fluente. 314 INTERJEIÇÃO Contextualização Leia os quadrinhos de Bill Watterson. CALVIN 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 3 nov. 2004. a) No 3o quadrinho, a qual tendência de marketing o quadrinista Ele se refere à tendência de procurar nichos cada vez mais específicos de confaz referência? sumidores. O quadrinista exagera essa especialização (uma revista só para mascadores de chiclete), satirizando-a. b) No 1o quadrinho, que palavra expressa a sensação de surpresa e alegria de Calvin, ao abrir a caixa do correio? Caraca! c) Que palavra dita por Calvin no 2o quadrinho também revela alegria? Uau! d) Identifique o que quer dizer a palavra destacada, nesta frase do último quadrinho: Uuuhh! Já saiu a Coleção Ploc 2002! () dor () impaciência X () satisfação () espanto GT-C12 (295-324)RO 314 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia a) Comente a linguagem empregada pelo autor. b) Reescreva as frases adaptadas do texto, substituindo o por uma conjunção cujo significado está indicado nos parênteses. I. Marquei a passagem para o voo das duas e meia, e era cedo; fiquei banzando por ali. (conclusão) Por isso, portanto. Porque, , II. Ele que vá no próximo voo, eu tenho lugar reservado. (causa) jápoisque . III. Cheguei ao aeroporto à uma da tarde, o avião só saía às duas e meia. (oposição) Mas, porém. IV. Sampaio estava tão acostumado com os atrasos, preferiu esperar com calma. (consequência) Que. V. O senhor irá no próximo voo, houver lugar. (condição) Se. VI. Não consegui embarcar, tivesse o cartão de embarque. (concessão) Embora, ainda que. 315 Conceituação Interjeição é a palavra que exprime sensações, emoções, apelos, sentimentos e estados de espírito. A interjeição é invariável. Locução interjetiva é um conjunto de duas ou mais palavras que exerce a função de uma interjeição. Veja estes exemplos: Ora bolas! Macacos me mordam! Valha-me Deus! Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Classificação das interjeições As interjeições e as locuções interjetivas são classificadas de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, a mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. • Admiração ou espanto — Oh!, Caramba!, Opa!, Nossa!, Vixe!, Meu Deus!, Céus! • Advertência — Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Devagar!, Alto! • Alegria — Viva!, Oba!, Eh!, Que bom!, Oh! • Ânimo — Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força! • Apelo ou chamamento — Alô!, Hei!, Ô!, Ó!, Psiu! • Aplauso — Viva!, Bravo!, Parabéns!, Muito bem! • Aversão ou contrariedade — Droga!, Raios!, Xi!, Ih!, Essa não!, O quê! • Concordância — Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! • Desejo — Oxalá! Tomara!, Pudera!, Oh! • Dor — Ai!, Ui!, Ah!, Oh! • Dúvida ou incredulidade — Hum!, Pois sim!, Qual o quê! • Medo — Cruzes!, Credo!, Ui!, Ah! • Piedade ou lamento — Ai!, Pobre de mim!, Coitado!, Que pena! • Reprovação ou desacordo — Ora!, Francamente!, Arre!, Fora! • Saudação — Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! • Silêncio — Silêncio!, Basta!, Chega! Psit! • Surpresa — Oh!, Nossa!, Credo! • Atenção • Como você pôde observar na relação, as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais. Observe estes exemplos: Cuidado! Não beba ao dirigir! substantivo transformado em interjeição Ótimo! Hoje jantaremos juntos. adjetivo transformado em interjeição GT-C12 (295-324)RO 315 8/15/08, 12:43 PM Morfologia Essas palavras que expressam sentimentos e sensações chamam-se interjeições. Elas traduzem as reações e as emoções das pessoas. 316 Aplicação Morfologia (...) Ô estrela dalva, ô lua... Tristeza é o lugar nos ermos do sertão, minas gerais. Eh saudade! de que, meu Deus? Não sei mais. Ô estrela dalva, ô lua... (...) PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991. Identifique as interjeições do texto. Que sentido elas expressam? Ô — sentido de invocação ou chamamento; Eh saudade! — sentido de lamento. 2 Leia os quadrinhos. GARFIELD 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 18 set. 2004. a) Observe a reação de Jon, dono de Garfield, após um encontro com uma garota. Na sua opinião, por que Garfield acha que Jon Pessoal. Sugestão: porque o mais provável é que a garota não tefoi dispensado por ela? nha desaparecido e, sim, ido embora por vontade própria. b) Identifique as interjeições no texto e explique o que elas significam. Hum — hesitação; puf! — sumiço. 3 Empregue a interjeição adequada, de acordo com o sentido das frases. Há outras possibilidades de resposta. a) Não buzine agora, porque estamos próximos a um hospital. Psit! b) Você também participará da campanha de lançamento deste novo produto. Claro! c) Proíbo-te de falar assim . Não ouvirei mais nada! Basta!; Chega! d) Este é o pagamento extra do mês passado? Quê! e) A casa parecia realmente mal-assombrada. Credo!; Nossa! GT-C12 (295-324)RO 316 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1 Leia as estrofes a seguir. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 4 Identifique as interjeições e locuções interjetivas das frases a seguir e dê o sentido de cada uma. Nossa! — interjeição que a) Nossa! Quantos exercícios de casa eu fiz hoje! expressa surpresa. Pois sim! — locução interjetib) Pois sim! Desta vez quem vai ao cinema com ela sou eu. va que expressa indignação. c) Viva! Foi você o feliz ganhador da loto? Viva! — interjeição que expressa alegria. d) Vamos! A festa começa daqui a alguns minutos! Raios! Você não Vamos! — interjeição que expressa ânimo; Raios! — interjeição que vai me acompanhar? expressa impaciência ou contrariedade. GT-C12 (295-324)RO 5 Há interjeições que podem expressar sentidos diversos. Identifique essa variação de sentido nas frases a seguir. a) Oh! Que gol fantástico Romário fez neste jogo! Admiração. b) Oh! Que dor de cabeça! Dor. c) Oh! Você por aqui, tão cedo? Surpresa. d) Oh! Que notícia sensacional você nos trouxe. Alegria. 317 8/15/08, 12:43 PM 317 Morfologia f) Que encanto de garota você está namorando! Oh! g) , Raquel! Por que você não nos avisou de sua chegada? Olá. h) Isso já estava previsto. Nós sabíamos que eles não venceriam o campeonato. Ué! i) Há muitos bandidos por aí. Cuidado! j) Que mala pesada! Ufa! 318 Morfologia RESUMO Preposição é a palavra invariável que liga dois termos, de forma que o segundo complete o sentido do primeiro. Exemplo: Ela prefere doce de leite. • Locução prepositiva é um grupo de palavras que exerce a função de uma preposição. Exemplo: O abono mensal está fora de cogitação. • Ocorre combinação quando a preposição se liga a outra palavra sem sofrer redução. Exemplo: O garçom atendia ao freguês, com delicadeza. • Ocorre contração quando uma preposição se une a outra palavra e sofre redução. Exemplos: O resultado do sorteio será hoje pela manhã. posse, tempo, distância, instrumento, causa, companhia e finalidade, entre outros. • Preposições acidentais são palavras de outras classes gramaticais que podem funcionar, acidentalmente, como preposições. Exemplo: Abençoou os fiéis conforme o desejo de todos. Conjunção é a palavra que liga dois elementos de mesma natureza ou liga orações. Exemplos: Consultou o relógio e saiu apressado. Óleo e água não se misturam. • Locução conjuntiva é um conjunto de palavras que exerce a função de conjunção. Exemplo: Depois que o cumprimentamos, ele aproximou-se. • As conjunções classificam-se em: • coordenativas: ligam orações de sentido completo e independentes • sintaticamente; subordinativas: ligam orações de sentido incompleto e dependentes semântica e sintaticamente. • As conjunções coordenativas e as locuções conjuntivas coordenativas podem ser: • aditivas (ideia de adição) — e, nem, mas também, etc.; • adversativas (relação de oposição ou contraste) — mas, porém, todavia, etc.; • alternativas (relação de alternância ou exclusão) — ou... ou, ora... ora, quer... quer, etc.; • conclusivas (ideia de conclusão) — logo, por isso, portanto, etc.; • explicativas (introduzem explicação) — porque, pois, porquanto, etc. GT-C12 (295-324)RO 318 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • As preposições podem ter o sentido de lugar ou origem, direção, modo, 319 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GT-C12 (295-324)RO vas podem ser: • condicionais (exprimem uma condição) — se, contanto que, caso, a menos que, etc.; • causais (exprimem causa) — porque, como, visto que, etc.; • comparativas (estabelecem comparação) — como, qual (depois de tal), quanto (depois de tão ou tanto), etc.; • conformativas (exprimem ideia de conformidade) — conforme , consoante, segundo, etc.; • consecutivas (indicam consequência) — que (depois de tal, tanto, tão e tamanho), de forma que, de modo que, etc.; • concessivas (indicam concessão ou permissão) — embora, conquanto, mesmo que, etc.; • finais (indicam finalidade) — para que, a fim de que, que, etc.; • temporais (indicam tempo) — quando, assim que, depois que, etc.; • proporcionais (indicam proporção) — à medida que, à proporção que, etc.; • integrantes (completam o sentido da oração principal) — que, se. Interjeição é a palavra invariável que expressa emoções, sensações, estados de espírito ou apelos. Exemplo: Arre! Finalmente você apareceu! • Locução interjetiva é o grupo de palavras que exerce a função de uma interjeição. Exemplo: Meu Deus! Como estou atrasada! • As interjeições podem expressar: admiração ou espanto, advertência, alegria, ânimo, apelo ou chamamento, aplauso, aversão ou contrariedade, concordância, desejo, dor, dúvida ou incredulidade, medo, piedade ou lamento, reprovação, saudação, silêncio, surpresa, etc. 319 8/15/08, 12:43 PM Morfologia • As conjunções subordinativas e as locuções conjuntivas subordinati- 320 1. (Fuvest-SP) Nas frases Estamos a bordo e Óculos sem aro as preposições indicam: X a) relação de lugar — relação de ausência b) relação de lugar — relação de instrumento c) relação de modo — relação de falta d) relação de meio — relação de falta e) relação de lugar — relação de meio 2. (ESPM-SP) Indique, nas frases a seguir, quais as que apresentam preposições que indicam relação de tempo habitual e relação de instrumento, respectivamente: a) Saía de casa sempre à tarde.; Trabalhava com o marido. X b) Joana está em casa somente à noite.; O trabalho de escultura foi feito a martelo. c) Estamos a bordo .; Estamos de carro. d) Não fico sem chocolate.; Compre um vestido de gaze. 3. (Faap-SP) Escolha a opção que apresenta preposições que indiquem relações de instrumento, lugar e posse. a) Com isso, ela melhora.; Virei no Natal.; Falo de política. b) Atacou-a com isso.; Parei com o sinal vermelho.; Roubaram o relógio dele. c) Venha com ela.; Pare de falar.; Pegue a criança dele. X d) Os guardas batiam de cassetete.; Houve reação na faculdade.; Comíamos o doce de vovó. 4. (Unibero-SP) Indique em qual das frases a seguir há as preposições acidental e essencial, respectivamente. a) Na frente da casa, os animais comiam para viajar. b) Sendo o dia das mães, data sublime conforme a professora... GT-C12 (295-324)RO 320 X c) Durante as últimas semanas, o movimento caiu entre 15% e 20%. d) Nada de novo no front. e) n.d.a. 5. (Cesgranrio-RJ) Assinale a alternativa em que a preposição esteja estabelecendo a mesma relação. a) De outra extremidade, ele sorriu de satisfação. b) Nada mais havia sobre o banco, onde os padres sentados falavam sobre a criação. (José Lins do Rego) c) Os dois jagunços com Vitorino, dirigiram-se ao Sítio Santa Rosa, cuja casa iam cobrir com cal. (José Lins do Rego) X d) Nada mais sabia sobre o tal regulamento sobre que discutiam com veemência. (Jorge Amado) e) n.d.a. 6. (Unifor-CE) Na frase Passaram dois homens a discutir, um a gesticular e o outro com a cara vermelha, o termo a está empregado, sucessivamente, como: a) artigo, preposição, preposição b) pronome, preposição, artigo X c) preposição, preposição, artigo d) preposição, pronome, preposição e) preposição, artigo, preposição 7. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção em que a preposição com traduz uma relação de instrumento. a) Teria sorte nos outros lugares, com gente estranha. b) Com o meu avô cada vez mais perto do fim, o Santa Rosa seria um inferno. c) Não fumava, e nenhum livro com força de me prender. X d) Trancava-me no quarto fugindo do aperreio, matando-as com jornais. e) Andavam por cima do papel estendido com outras já pregadas no breu. 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia QUESTÕES DE VESTIBULARES a No final da Guerra Civil americana, o (...) que, junto com confederados, realizou assalto a trem. Ou: No final da Guerra Civil americana, o (...) que assaltou um trem em que viajavam confederados. O Estado de S.Paulo, 15 set. 1995. O uso da preposição com permite diferentes interpretações da frase acima. a) Reescreva-a de duas maneiras diversas, de modo que haja um sentido diferente em cada uma. a b) Indique, para cada uma das redações, a noção expressa pela prepoprimeiro caso, indica-se a sição com. No noção de companhia. No segun- Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. do, de conteúdo. 9. (Fuvest-SP) Ao ligar dois termos de uma oração, a preposição pode expressar, entre outros aspectos, uma relação temporal, espacial ou nocional. Nos versos: Amor total e falho... Puro e impuro... Amor de velho adolescente... a preposição de estabelece uma relação nocional. Essa mesma relação ocorre em: X a) Este fundo de hotel é um fim de mundo. b) A quem sonha de dia e sonha de noite, sabendo todo sonho vão. c) Depois fui pirata mouro, flagelo da Tripolitânia. d) Chegarei de madrugada, quando cantar a seriema. e) Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. 10. (PUCCamp-SP) ... a folha de um livro retoma. Como sob o vento a árvore que o doa. e nada finge vento em folha de árvore. As expressões destacadas são introduzidas por preposições. Tais preposições são usadas, nesses versos, com a ideia de: X a) origem, lugar, especificação b) especificação, agente causador, lugar c) instrumento, especificação, lugar d) agente causador, especificação, lugar e) lugar, instrumento, origem GT-C12 (295-324)RO 321 321 11. (UFMG) Em: Orai porque não entreis em tentação, o valor da conjunção do período é de: a) causa b) condição c) conformidade d) explicação X e) finalidade 12. (Fuvest-SP) Que não pedes um diálogo de amor, é claro, desde que impões a cláusula da meia-idade. O segmento em destaque poderia ser substituído, sem alteração do sentido da frase, por: a) desde que imponhas b) se bem que impões c) contanto que imponhas d) conquanto imponhas X e) porquanto impões 13. (Fuvest-SP) A cláusula mostra que tu não queres enganar. A classe gramatical da palavra que no texto é a mesma da palavra que na seguinte frase: a) Ficam desde já excluídos os sonhadores, os que amam o mistério. b) Não foi a religião que te inspirou esse anúncio. X c) Que não pedes um diálogo de amor, é claro. d) Que foi então, senão a triste, longa e aborrecida experiência? e) Quem és tu que sabes tanto? 14. (PUC-RS) A lacuna que pode ser preenchida pela expressão ainda que é a da alternativa: a) As notícias divulgadas pelos jornais contribuem para formar a opinião pública sejam fidedignas. b) O comentário de um fato da atualidade orienta o público for objetivo. c) A análise dos fatos conduz à formulação de opiniões seja clara e compreensível. X d) A divulgação de alguns fatos é necessária eles sejam chocantes. e) A formulação de opiniões é fundamental numa sociedade ela for crítica. 8/15/08, 12:43 PM Morfologia 8. (Fuvest-SP) No final da Guerra Civil americana, o ex-coronel ianque (...) sai à caça do soldado desertor que realizou assalto a trem com confederados. 15. (PUCCamp-SP) Classifique o que aparece destacado: 1) Quanto mais gritares, mais perderás a razão. 2) Entro em aula sempre que posso. 3) Como fosse mentiroso, ninguém creu nele. 4) O menino é malcriado que ninguém o tolera. a) l) conj. comparativa; 2) conj. temporal; 3) conj. comparativa; 4) conj. final. b) l) conj. causal; 2) conj. temporal; 3) conj. concessiva; 4) conj. relativa (pron. relativo). c) l) conj. modal; 2) conj. temporal; 3) conj. modal comparativa; 4) conj. modal e final. X d) l) conj. proporcional; 2) conj. temporal; 3) conj. causal; 4) conj. consecutiva. e) n.d.a. 16. (PUC-RS) As orações que podem ser relacionadas pela conjunção portanto são as da alternativa: a) Muitos candidatos disputam uma vaga no vestibular. Alguns não estão convenientemente preparados. b) Os candidatos se preparam com seriedade. Não conseguem atingir o seu objetivo. X c) Os vestibulandos estão bem preparados. Esperam, tranquilos, a sua aprovação. d) Deviam ser candidatos bem preparados. Foram aprovados no vestibular. e) Os candidatos preparam-se cuidadosamente. Realizam as provas com atenção. 17. (Cefet-MG) Mostrar-se-ia mais afável, desde que lhe dessem oportunidade. A expressão destacada no período acima não está corretamente substituída por: GT-C12 (295-324)RO 322 a) se b) caso X c) quando d) contanto que e) com a condição de que 18. (UFU-MG) Identifique as conjunções ou locuções que completam corretamente os períodos abaixo. Em seguida, identifique a alternativa correta: 1. “(...) o passo de D. Fortunata foi um aviso nos compuséssemos.” 2. “Se algum dia perder sua mãe e seu tio, coisa que eu, por esta luz que me alumia, não desejo, são boas pessoas, excelentes pessoas, e eu sou grato às finezas recebidas (...)” 3. “ eu quisesse falar para disfarçar o meu estado, chamei algumas palavras cá dentro e elas acudiram de pronto.” 4. “Pai nem mãe foram ter conosco Capitu e eu na sala de visitas, falávamos do seminário.” 5. “(...) eu andava carregado de promessas não cumpridas. A última foi a de duzentos padre-nossos e duzentas ave-marias não chovesse certa tarde de passeio a Santa Tereza.” a) para — porque — se — quando — como b) para — como — porque — porque — como c) para que — como — porque — porque — se d) para que — porque — se — até que — mesmo que X e) para que — porque — como — quando — se 19. (PUCCamp-SP) Já que lá ninguém explica detalhadamente as circunstâncias em que se deu o fato, pretendo solicitar a presença de um perito. A alternativa em que aparece a mesma circunstância expressa pela locução conjuntiva destacada na frase acima é: 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 322 323 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sa sozinha, uma vez que resolveu dispensar sua funcionária mais eficiente. b) Queria poder ajudá-los mais, ainda que eles não apreciem qualquer tipo de auxílio. c) Abra um pouco a janela, para que essa fumaça não nos incomode tanto. d) Conforme já tínhamos combinado, aqui estão as três parcelas finais do pagamento. e) Os oradores sucediam-se nervosamente enquanto era servido o jantar. 20.(UFPE) Identifique a alternativa na qual as partículas de relação completam adequadamente o seguinte período: todos pensem o contrário, saiba que lutarei alcançar meus ideais, neles eu acredito. a) Embora — porquanto — porque b) Se bem que — a fim de — portanto X c) Ainda que — para — pois d) Porque — afim de — pois e) Contudo — para — porquanto 21. (UCDB-MT) Não chores, minha criança; hoje há palhaços no circo. As duas orações poderiam ser unidas, sem prejuízo do sentido, pela conjunção: a) mais b) porém c) portanto X d) pois e) entretanto 22. (PUCCamp-SP) Se não tiverem organizado os documentos, o coordenador irá solicitar ajuda de outro departamento, se bem que não o tenham atendido em outra ocasião. As orações destacadas acima expressam, respectivamente, as seguintes circunstâncias: GT-C12 (295-324)RO 323 a) conformidade e finalidade b) consequência e tempo c) finalidade e concessão X d) condição e concessão e) condição e consequência Morfologia X a) Ela terá de providenciar muita coi- 23. (UFU-MG) Forme cinco períodos com os enunciados abaixo, estabelecendo entre eles a relação que se pede. Faça as substituições, inversões ou quaisquer adaptações que se fizerem necessárias para que seus períodos atendam às normas da gramática normativa. I. D. Eusébia falou de minha mãe com muitas saudades. II. D. Eusébia me cativou. Porque falou de minha mãe muitas saudades, D. Eu- D. Eusébia falou de mia) Causa com nha mãe com tantas sausébia cativou-me. b) Consequência (consecutiva) dades que me cativou. D. Eusébia falou de minha mãe com c) Conclusão muitas saudades; logo, cativou-me. falar com muitas saudades de minha d) Condição Se mãe, D. Eusébia me cativará. e) Tempo Quando fala de minha mãe com muitas saudades, D. Eusébia cativa-me. 24. (Fuvest-SP) Nas frases abaixo, cada asterisco corresponde a uma conjunção retirada. 1. “Porém já cinco sóis eram passados * dali nos partíramos.” 2. * estivesse doente faltei à escola. 3. * haja maus nem por isso devemos descrer dos bons. 4. Pedro será aprovado * estude. 5. * chova sairei de casa. As conjunções retiradas são, respectivamente: a) quando — ainda que — sempre que — desde que — como X b) que — como — embora — desde que — ainda que c) como — que — porque — ainda que — desde que d) que — ainda que — embora — como — logo que e) que — quando — embora — desde que — já que 25. (Fecap-SP) Classifique a palavra como nas construções seguintes, numerando, convenientemente, os parênteses. A seguir, assinale a alternativa correta. 8/15/08, 12:43 PM 324 26. (UFSCar) Em qual das alternativas a palavra em destaque indica um estado emotivo e é interjeição? a) Mundo louco, dias vãos... X b) Arre! Como foi acontecer isso! c) Nossa Senhora das Graças, agradeço-vos. d) Meu pai, meu irmão, os meus eram fracos, fracos... e) n.d.a. 27. (ESPM-SP) Substituindo as expressões em destaque nas frases abaixo, o que se pode obter? Levei um grande susto! Quase fui atropelado! GT-C12 (295-324)RO 324 Que desagradável, lá vem ele de novo... Preste atenção, o guarda pode multar. a) Opa — Puxa — Oh b) Opa — Xi — Céus X c) Caramba — Xi — Alerta d) Quê — Xi — Cuidado e) n.d.a. 28.(Unimep-SP) Examine as frases abaixo arroladas e, a seguir, analise as situações expressas pelas interjeições: I. Oh, a mulher amada é como a onda sozinha... (Vinicius de Moraes) II. Ih, como é difícil entender essa gente! (Lygia Fagundes Telles) III.Viva eu, viva tudo, viva o Chico Barrigudo! (popular) a) espanto — espanto — aplauso X b) admiração — aborrecimento — aplauso c) advertência — zelo — alívio d) admiração — zelo — alegria e) n.d.a. 29. (Faap-SP) Identifique em qual alternativa há erro quanto ao significado das locuções interjetivas. a) Ai, meu São Benedito! — apelo X b) Vixe, que quarto sujo! — lástima c) Tomara que você viaje! — desejo d) Puxa, que fiteira! — espanto e) n.d.a. 8/15/08, 12:43 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Morfologia 1. preposição 2. conjunção subordinada causal 3. conjunção subordinativa conformativa 4. conjunção coordenativa aditiva 5. advérbio interrogativo de modo ( ) Perguntamos como chegaste aqui. ( ) Percorrera as salas como eu mandara. ( ) Tinha-o como amigo. ( ) Como estivesse muito frio, fiquei em casa. ( ) Tanto ele como o irmão são meus amigos. a) 2, 4, 5, 3, 1 b) 4, 5, 3, 1, 2 X c) 5, 3, 1, 2, 4 d) 3, 1, 2, 4, 5 e) 1, 2, 4, 5, 3 parte 04 04 Sintaxe Capítulo 13 Frase, oração e período Sujeito e predicado 326 Capítulo 14 Termos relacionados ao verbo 349 Capítulo 15 Termos relacionados ao nome 364 Capítulo 16 Orações coordenadas 383 Capítulo 17 Orações subordinadas I Substantivas 395 Capítulo 18 Orações subordinadas II Adjetivas 411 Capítulo 19 Orações subordinadas III Adverbiais 424 Capítulo 20 Orações reduzidas 442 Capítulo 21 Pontuação 454 Capítulo 22 As palavras que e se Funções sintáticas dos pronomes relativos 469 Capítulo 23 Sintaxe de colocação 488 Capítulo 24 Sintaxe de concordância 501 Capítulo 25 Sintaxe de regência 530 GT-C13 (325-348)RO 325 8/15/08, 12:44 PM 326 Sintaxe Capítulo 13 Frase, oração e período Sujeito e predicado FRASE E ORAÇÃO Contextualização PARECE GENTE, MAS É BRONZE! HAIA — O realismo da cena não nega: Edgar Degas foi um mestre na representação do movimento humano. O pintor francês, um expoente do impressionismo, teve as bailarinas como tema favorito na década de 1870 e suas telas da época estão entre as maiores obras-primas do século XIX. Aos 50 anos, o agravamento de seu problema de visão levou Degas à escultura em cera e gesso. Perfeccionista, ele não as fundia em bronze por medo de nunca mais poder retocá-las. Depois de sua morte, em 1917, as peças foram achadas em seu ateliê e fundidas em 20 séries iguais — as bailarinas da foto pertencem ao Museu Gemeente, em Haia, na Holanda. Curiosidade: uma série completa de esculturas veio parar no Masp, em São Paulo — foi comprada da Galeria Leary Knoedler, em Londres, por Assis Chateaubriand, na década de 40. O preço? Quarenta e cinco mil dólares por 73 peças. Viagem e turismo, São Paulo, Abril, fev. 2005, p. 154. GT-C13 (325-348)RO 326 8/15/08, 12:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. HEITOR REALI Leia este texto jornalístico. I. Sim, pois elas estabelecem uma comunicação ou nos transmitem pensamentos, ideias completas. II. Parece gente, mas é bronze!, pois o enunciado apresenta verbos. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação Desde o capítulo anterior, viemos trabalhando alguns conceitos importantes para a distinção de enunciado, frase, oração e período. No exercício anterior, você deve ter percebido que todos os enunciados extraídos do texto possuem sentido completo. Eles são, portanto, considerados frases. Mas eles diferem quanto à construção: o último apresenta verbo e os outros não. As frases sem verbo são chamadas de frases nominais. Outros exemplos são: Fogo! Que moça bonita! Ai, tristeza... Já as frases que contêm verbos ou locuções verbais são chamadas de orações. Frase é o enunciado que estabelece uma comunicação de sentido completo. Oração é o enunciado que contém um verbo ou uma locução verbal. Ao falarmos, carregamos a frase de uma melodia ou entonação que determina o início e o fim da comunicação. Ao escrevermos, porém, tais recursos não aparecem. É preciso utilizar recursos gráficos que determinem o fim e o início da comunicação. Na escrita, a frase começa com letra maiúscula e termina com o emprego de um ponto (final, de interrogação ou de exclamação) ou reticências. PERÍODO Releia estes exemplos extraídos do texto: Aos 50 anos, o agravamento de seu problema de visão levou Degas à escultura em cera e gesso. (I) O realismo da cena não nega: Edgar Degas foi um mestre na representação do movimento humano. (II) Cada um desses exemplos constitui um período, isto é, uma frase organizada em oração ou orações. O período pode ser simples ou composto, de acordo com o número de orações. O exemplo I é um caso de período GT-C13 (325-348)RO 327 8/15/08, 12:44 PM Sintaxe 327 a) Por que o texto diz que Degas foi um mestre na reprodução do movimento humano? Degas conseguiu reproduzir com realismo as bailarinas. b) Releia estas frases: Foto do mês Cliques pelo planeta afora Parece gente, mas é bronze! Agora responda: I. Todas as três frases apresentam um sentido completo? Justifique sua resposta. II. Qual desses enunciados difere dos outros dois quanto à construção? 328 Sintaxe simples, porque só apresenta um verbo (levou). No exemplo II, veem-se duas orações, formadas, respectivamente, pelas formas verbais nega e foi. Nesse caso temos um período composto. Período é a frase formada por uma ou mais orações. O período simples é constituído de uma só oração. O período composto é constituído de duas ou mais orações. O período composto por coordenação será estudado no capítulo 16, e o período composto por subordinação será estudado nos capítulos 17, 18, 19 e 20. As palavras não aparecem isoladas na língua. Para produzir sentido, elas se relacionam entre si, formando frases. A parte da gramática que define as funções que as palavras podem exercer nas frases e descreve as regras pelas quais elas se organizam é chamada sintaxe. A análise sintática é o processo de reconhecimento da função que um termo exerce dentro da oração. Vejamos, portanto, que função as palavras podem desempenhar e como se organizam as frases. Contextualização Leia os quadrinhos. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 14 fev. 2005. Observe na tira que, diante da convincente argumentação de Helga, Hagar muda de ideia quanto a ir à festa. Releia as seguintes orações: Os Bergsons nos convidaram para uma festa! Eu não vou! Podemos dividir cada uma dessas orações em dois termos essenciais: sujeito e predicado. Veremos a seguir como identificá-los e classificá-los. GT-C13 (325-348)RO 328 8/15/08, 12:44 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. SUJEITO E PREDICADO 329 Conceituação Os Bergsons / nos convidaram para uma festa! predicado Eu / não vou! Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sujeito predicado Nessas orações podemos identificar dois constituintes essenciais: uma informação e um elemento ao qual ela se refere. A informação é o predicado, e o elemento a que ela se refere é o sujeito. Assim, os sujeitos dessas duas orações são, respectivamente, Os Bergsons e Eu; os predicados são nos convidaram para uma festa! e não vou! Veja que o verbo convidar (convidaram), na primeira oração, flexiona-se no plural em função do substantivo Bergsons, que está no plural. Já na segunda oração, o verbo permanece no singular (vou) em concordância com o pronome da 1a pessoa do singular (eu). Nem sempre a frase está organizada na ordem direta. No próximo exemplo, o sujeito vem depois do verbo. Observe: Depois de sua morte, em 1917, foram achadas as peças em seu ateliê. sujeito Sujeito é o ser de quem se declara alguma coisa. Predicado é tudo aquilo que se diz sobre o sujeito. Em geral, o verbo do predicado concorda em gênero e número com o sujeito. Sujeito Como vimos, sujeito é o ser de quem se declara alguma coisa. O sujeito apresenta um núcleo (sempre um nome), que é a palavra mais significativa desse termo essencial. Na primeira oração da tira de Hagar, o núcleo do sujeito é Bergsons. Tipos de sujeito Sujeito simples Leia estas orações. O marido de Helga pensou bem sobre o assunto. (I) Os amáveis anfitriões vão servir filé e lagostas. (II) Em I, o marido de Helga. Agora, responda: quais são os sujeitos dessas orações? Em II, os amáveis anfitriões. Como dissemos, todo sujeito apresenta um núcleo que equivale à palavra mais importante do termo. Identifique o núcleo dos sujeitos das orações I e II acima. Núcleo da frase I: marido; núcleo da frase II: anfitriões. GT-C13 (325-348)RO 329 8/15/08, 12:45 PM Sintaxe sujeito 330 Como esses sujeitos são constituídos por um só núcleo, são chamados de sujeitos simples. Sintaxe Sujeito simples é aquele que apresenta um só núcleo. Sujeito composto Observe os sujeitos nestas orações. Helga e Hagar decidiram ir à festa juntos. As palavras finais dele e sua atitude agradaram-na. Sujeito composto é aquele que apresenta mais de um núcleo. Sujeito oculto (implícito ou desinencial) Há casos em que o sujeito não está expresso claramente na frase, mas é possível identificá-lo pela desinência verbal. Trata-se do sujeito oculto (implícito ou desinencial). Observe: Estamos apreensivos com o resultado dos exames. (sujeito oculto: nós) Sujeito oculto ou desinencial é aquele que está implícito na desinência ou terminação verbal. Sujeito indeterminado Às vezes, não é possível dizer quem pratica a ação ou não se quer identificar claramente o sujeito da oração. Nesse caso, temos um sujeito indeterminado. Leia um trecho da obra Incidente em Antares, de Erico Verissimo. “O remédio agora é esperar a hora de fazer uma revolução e reconduzir o Velho ao trono.” Xisto, o primeiro Vacariano na ordem de sucessão, resmungou: “Essa república não se aguenta nas pernas. Dizem que o barulho já começou no Rio de Janeiro”. VERISSIMO, Erico. Incidente em Antares. Rio de Janeiro: Globo, 1986. Observe, nesta última frase, o emprego do verbo dizer na 3a pessoa do plural, o que caracteriza o sujeito indeterminado. Dizem que o barulho já começou no Rio de Janeiro. GT-C13 (325-348)RO 330 8/15/08, 12:45 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Há mais de um núcleo no sujeito de cada oração. Na primeira, os núcleos são Helga e Hagar e, na segunda, palavras e atitude. Esses sujeitos são chamados de sujeitos compostos. 331 O verbo não se refere a nenhum termo identificado anteriormente, nem em outra oração, como acontece com o sujeito oculto. Veja este outro caso: Nesse exemplo o sujeito está expresso na primeira oração e oculto na segunda (eles). Trata-se, portanto, de sujeito oculto, não de indeterminado. O sujeito indeterminado pode ser expresso de dois modos: 1. O verbo está na terceira pessoa do plural, como vimos, sem que se possa dizer qual é o sujeito: Fizeram alterações no relatório da empresa. Estão admitindo jovens sem nenhuma experiência. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2. O verbo é flexionado na terceira pessoa do singular e seguido do pronome se, que funciona como índice de indeterminação do sujeito. Esse modo só se aplica se o verbo for transitivo indireto, intransitivo ou de ligação. Veja. Investe-se pouco em saúde e educação. verbo transitivo indireto Viajava-se com maior economia e segurança. verbo intransitivo Aqui se fica bem instalado. verbo de ligação Se o verbo for transitivo direto, a palavra se funciona como pronome apassivador, e o sujeito é determinado: Após um mês se obteve o visto nos passaportes. (O visto nos passaportes foi obtido após um mês. Sujeito: o visto nos passaportes.) Oferecem-se bons cursos nesta faculdade. (Bons cursos são oferecidos nesta faculdade. Sujeito: Bons cursos.) Sujeito indeterminado é aquele que não está expresso na oração, porque não se pode identificá-lo ou não se quer nomeá-lo. Oração sem sujeito Leia o excerto a seguir. Havia uma festa anual nos jardins da empresa. Os que trabalhavam para a grande máquina, ou nas indústrias ligadas a ela, eram convidados. Isto significava que noventa por cento da população comparecia, sendo que os outros dez por cento eram penetras. GT-C13 (325-348)RO 331 8/15/08, 12:45 PM Sintaxe Eles são chatos e falam demais. 332 Nunca perdi uma festa. Queria a minha chance, e tive. Há dez anos tentava me aproximar do presidente da empresa. Não conseguia. Ninguém me mostrava quem era o presidente. Sintaxe BRANDÃO, Ignácio de Loyola. O homem que procurava a máquina. In: Cadeiras proibidas; Vida. São Paulo: Global, 1988. Na primeira frase do texto e no segundo parágrafo ocorre o emprego do verbo haver. Observe: Nesses exemplos, o verbo haver é impessoal, não tem sujeito e conjuga-se na 3a pessoa do singular. Equivale a realizar-se e fazer, respectivamente. Esses são exemplos de oração sem sujeito. Ocorre oração sem sujeito nos casos a seguir. • Com o verbo haver no sentido de existir: Há bons cinemas neste shopping. • Com os verbos fazer, haver e ir referindo-se a tempo decorrido: Faz muito tempo que não o vejo. Morei no Rio há cerca de dez anos. Ia o tempo da Primeira República quando se conheceram. • Com o verbo ser indicando tempo em geral: Era um período de inverno rigoroso. • Com os verbos que denotam fenômenos da natureza. Incluem-se nesse caso os verbos chover, ventar, nevar, trovejar, relampejar, etc. Veja estes exemplos: Ventava forte naquela tarde. Esfriou muito nesta noite. De noite choveu. Isso não ocorre quando os verbos que exprimem fenômenos da natureza estão em sentido figurado: Os meninos amanheceram com fome. O sujeito dessa frase é determinado e simples, os meninos. Oração sem sujeito é aquela que se forma apenas pelo predicado, cuja declaração não se refere a nenhum ser. GT-C13 (325-348)RO 332 8/15/08, 12:45 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Havia uma festa anual nos jardins da empresa. Há dez anos tentava me aproximar do presidente da empresa. 333 Aplicação Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Veja, São Paulo, 16 nov. 2004. Exclusivo para professores. É uma frase nominal porque não tem verbo e possui sentido completo. a) Identifique no anúncio uma frase nominal. Justifique sua resposta. b) Transforme em oração o enunciado identificado no exercício anterior. Pessoal. Sugestão: Esta publicação apresenta um material exclusivo para professores. 2 Leia os versos de Cora Coralina. DAS PEDRAS Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi. Uma estrada, um leito, uma casa, um companheiro. Tudo de pedra. GT-C13 (325-348)RO 333 Entre pedras cresceu a minha poesia. Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que me esmagavam Levantei a pedra rude dos meus versos. CORA CORALINA. Meu livro de cordel. São Paulo: Global, 1998. 8/15/08, 12:45 PM Sintaxe CONTEÚDO EXPRESSO 1 Leia a propaganda. Sintaxe 334 a) Nestes versos, o que as ações de quebrar pedras e plantar flores que tudo indica, o quebrar pedras é uma metáfora para a superação dos problerepresentam? Ao mas, e o plantar flores, uma metáfora para a disseminação de alegrias e venturas. Minha vida... Quebrando pedras, e plantando flores. b) Identifique o número de frases nominais ocorrentes no poema de Há três frases: duas na 2 estrofe e Cora Coralina e diga em que estrofe estão. uma no 3 verso da 3 estrofe. c) No poema encontra-se um período simples, ou seja, que tem somente uma oração. Identifique-o. Entre pedras cresceu a minha poesia. d) O período em que ocorre mais de uma oração chama-se período composto. Quantos períodos compostos há na 1a estrofe? a o a Três períodos compostos. a Os novos computadores. 4 Leia estes versos. b Lugares paradisíacos. amanhece a cidade em colorida cerração. ou será bonita a poluição? TAVARES, Ulisses. Viva a poesia viva. São Paulo: Saraiva, 1997. O eu lírico faz um questionamento ao observar que a poluição é colorida e, portanto, poderia ser considerada bonita. a) O eu lírico oferece uma visão inusitada da poluição. Qual é ela? b) O verbo amanhecer (amanhece) concorda com que palavra? Qual Com a palavra cidade. o sujeito de amanhece a cidade em colorida cerração? O sujeito é a cidade. c) Na segunda oração, qual é o sujeito do verbo ser (será) e como ele se classifica? Sujeito simples: a poluição. 5 Em que opção se encontra um sujeito indeterminado? a) Nova campanha contra as drogas começa a ser veiculada hoje na televisão. b) Viajavam quase todas as férias para Fernando de Noronha. c) A medicina se beneficiou também do avanço tecnológico como outras áreas. d) Preveem-se consideráveis alterações climáticas em todo o planeta durante os próximos anos. X e) Neste setor de montagem trabalha-se em três turnos. GT-C13 (325-348)RO 334 8/15/08, 12:45 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As respostas são 3 Reescreva as frases completando-as com um sujeito. apenas sugestões. a) trouxe as encomendas trocadas outra vez. O entregador de pizza. b) Muitas vezes se encontram no Discovery Channel. Bons programas. c) e talvez sejam feitos no mesmo dia. O exame de direção; o teste psicotécnico. d) Ontem à tarde chegaram em substituição aos antigos aparelhos. a e) Existem no Brasil e, infelizmente, desconhecidos para muitos. b f) Veem-se quanto à necessidade do horário de verão. Opiniões divergentes. 335 6 Leia a charge a seguir. FRANK E ERNEST Sintaxe 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Bob Thaves THAVES, Bob. Frank & Ernest. Folha de S.Paulo, 14 ago. 2004. A relação feita entre o lema da campanha, que sugere a ideia de honestidade do político, e a profissão de um de seus contribuintes torna cômica a tira. O humor está na exploração do sentido literal de mãos limpas. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) Comente o humor produzido pelo chargista. b) Com base na primeira fala, responda: I. Com a palavra lema, que é núI. O verbo ser concorda com que palavra? Por quê? cleo do sujeito. II. Sujeito simples. II. Qual é o tipo de sujeito dessa frase? III. Sim, pois apresenta verbo (é). III. Essa frase pode ser também chamada de oração? Explique por quê. c) Classifique o sujeito referente ao verbo dizer, na segunda fala. Sujeito indeterminado. d) Ainda considerando a segunda fala e a segunda oração dela, expliO verbo ser conque por que o verbo ser está flexionado na 3a pessoa do singular. corda com o núcleo do sujeito, e) Identifique o sujeito do verbo ser e classifique-o. que é contribuinte. Sujeito simples: o principal contribuinte da campanha dele. 7 Identifique a opção em que ocorre oração sem sujeito. a) Hoje existe grande número de faculdades no país. b) Vivem-se dias claros e quentes no Nordeste. c) A lua cheia inspirava os jovens namorados naquela noite. X d) Houve tumulto na praça com a chegada do secretário americano. e) A chuva contínua deixou desabrigada toda a população ribeirinha. 8 Leia a charge a seguir. No primeiro quadrinho, supõe-se que se trata de um desempregado que finalmente encontrou uma vaga. Em seguida, descobre-se que a vaga em questão era apenas um espaço para colocarem outra placa com os dizeres Não há vagas. JEAN/FOLHA IMAGEM a) O chargista fez uma sátira social, ao abordar o problema do desemprego. Como se estabelece o humor na charge? b) Identifique os sujeitos destas orações do texto e classifique-os: I. Encontrei uma vaga!! II. Não há vagas. I. Sujeito oculto ou desinencial: eu. II. Oração sem sujeito. JEAN. Folha de S.Paulo, 07 jun. 2003. GT-C13 (325-348)RO 335 8/15/08, 12:46 PM 336 Predicado Contextualização a O poeta descreve um momento que se pode inferir como a hora da morte, a partir dos termos escolhidos: coisas imóveis, silêncio, pálpebras fechadas, E os anjos do Senhor traçavam cruzes sobre as portas. b Sujeito da 1a oração: todas as coisas imóveis; da 2a oração: as pálpebras; da 3a oração: os cabelos; da 4a oração: e os anjos do Senhor. MOMENTO E, de repente, Todas as coisas imóveis se desenharam mais nítidas no silêncio. As pálpebras estavam fechadas... Os cabelos pendidos... E os anjos do Senhor traçavam cruzes sobre as portas. QUINTANA, Mário. Momento. In: COUTINHO, Afrânio dir. A literatura no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio/Eduff, 1986. v. 5. p. 193. a) Relacione o título ao conteúdo do poema. a b) No poema há quatro orações. Qual é o sujeito de cada uma? b c) Como já foi visto, quando se exclui o sujeito, o restante da oração chama-se predicado. Verifique quais são os predicados das orações 1 oração: E, de repente... se desenharam mais nítidas no silêncio; 2 oração: estavam do poema. fechadas; 3 oração: (estavam) pendidos; 4 oração: traçavam cruzes sobre as portas. a a a a Conceituação Predicado, como vimos, constitui a parte da oração que contém a declaração ou a informação sobre o sujeito. Nele se encontra a ação e/ou o estado referente ao sujeito. Predicação verbal Antes de estudar os tipos de predicado, é importante conhecer os tipos de predicação dos verbos. Predicação é a forma como o verbo se relaciona com o seu sujeito. Verbos de ação ou significativos Há verbos que expressam ação, relativa quer a uma atividade, quer a uma passividade, quer a atividade e passividade simultaneamente. Eles se constituem em verbos significativos ou nocionais. Observe os exemplos: Eu o ameaço com uma barra de sabão. (I) A matéria foi lida em voz alta. (II) Manuela cortou-se com uma faca. (III) Em I, o verbo ameaçar (verbo significativo) indica a ação praticada pelo sujeito eu. Em II, não se sabe quem praticou a ação. O sujeito (a matéria) é paciente. Em III, a ação é simultaneamente exercida e sofrida pelo sujeito. GT-C13 (325-348)RO 336 8/15/08, 12:46 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe Leia os versos de Mário Quintana. 337 Verbos de ligação ou estado Há verbos que ligam o sujeito às suas qualidades, às suas características ou ao seu estado. São chamados verbos de ligação ou verbos de estado. Leia o exemplo a seguir: Sintaxe O Zé Sujinho é o membro mais malvado do bando de Hagar. Observe que o verbo ser empregado no exemplo apenas liga a qualidade (malvado) ao sujeito da oração (Zé Sujinho). Nesse caso, o sujeito não é agente nem paciente da ação verbal, mas a sede do processo verbal. Tipos de predicado Leia os quadrinhos. MINDUIM Charles M. Schulz 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S.Paulo, 21 jan. 2005. A personagem diz a Marcie o contrário do que pensa. Os advérbios de intensidade (tão, muito) são frequentemente usados com essa conotação. a) Há uma ironia no último quadrinho. Explique qual é ela. b) Como já vimos, predicado é o termo que declara alguma coisa sobre o sujeito. Identifique o predicado nestas orações: 1a oração: Você é uma companhia tão divertida, Marcie. 2a oração: Estas coisas ainda vão acontecer em sua vida. 1 oração: é uma companhia tão divertida, Marcie. 3a oração: Você me deixou muito aborrecida. 2 oração: ainda vão acontecer em sua vida. a a 3a oração: me deixou muito aborrecida. Conceituação Dependendo do núcleo do predicado, ele pode ser nominal (o núcleo é um nome), verbal (o núcleo é um verbo) ou verbo-nominal (há dois núcleos, um verbo e um nome). Predicado nominal Em Você é uma companhia tão divertida, o verbo ser constitui um verbo de ligação que une a qualidade (uma companhia tão divertida) ao sujeito (você). Nesse caso, o verbo não transmite informações sobre o sujeito, pois somente o termo que qualifica o sujeito (predicativo do sujeito) contém GT-C13 (325-348)RO 337 8/15/08, 12:46 PM 338 as informações sobre ele. Como o núcleo desse predicado é um nome, o predicado é chamado de predicado nominal. Veja outros exemplos. sujeito núcleo Sintaxe Durante a entrevista, ela pareceu-me nervosa. predicado nominal núcleo O conteúdo da carta ainda continuava um mistério. sujeito predicado nominal núcleo A fiscalização das rodovias permanece intensa neste feriadão. predicado nominal Nem sempre os verbos de ligação funcionam como elo entre a qualidade (ou estado) e o sujeito. Às vezes, podem exprimir uma circunstância de tempo, lugar, modo, etc. e, portanto, são verbos significativos, e o predicado é verbal. Compare estes exemplos: Seu comportamento estava meio estranho. verbo de ligação O Charlie não estava comigo. verbo significativo Seu humor anda alterado hoje. verbo de ligação Várias pessoas andam pelo Parque do Ibirapuera aos domingos. verbo significativo Os investidores continuam confiantes na política econômica. verbo de ligação Alguns blocos carnavalescos continuavam na avenida do Sambódromo. verbo significativo Predicado verbal Na oração Estas coisas ainda vão acontecer em sua vida, constatamos que o núcleo do predicado está representado por uma locução verbal; logo o verbo é significativo. É nele que se encontra a informação principal sobre o sujeito. Temos, então, um predicado verbal. Veja estes exemplos: núcleo Os índios maxacalis perderam grande parte de sua cultura. sujeito GT-C13 (325-348)RO predicado verbal 338 8/15/08, 12:46 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sujeito 339 núcleo Grande número de empresários participa do seminário. sujeito predicado verbal núcleo predicado verbal Sintaxe Nos últimos anos cresceu o número de mulheres no mercado de trabalho. sujeito Transitividade verbal Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Os verbos significativos, que caracterizam o predicado verbal, podem ser classificados em intransitivos e transitivos. Leia estas frases: A criança comia doce de leite com queijo. (I) Assisti ao filme na casa de meu amigo. (II) O atleta desce do pódio. (III) Em I, o verbo comer exige um complemento — a criança come o quê? —, que na oração é a expressão doce de leite com queijo. O verbo que precisa de complemento é considerado verbo transitivo. Quando o complemento se liga diretamente ao verbo, sem preposição, temos um verbo transitivo direto. Em II, também se vê um verbo que necessita de complemento, mas, nesse caso, o verbo vem regido por uma preposição (a). Trata-se de um verbo transitivo indireto. No exemplo III, a ação está inteiramente contida na forma verbal (desce). A expressão do pódio não é um complemento do verbo, mas uma circunstância de lugar. (Reveja o capítulo 11, sobre advérbios.) Há orações em que o verbo exige dois complementos, um sem preposição e outro com preposição; o verbo, então, é chamado de verbo transitivo direto e indireto. Exemplo: Eu lhe aconselho calma. (Quem aconselha aconselha algo a alguém.) Concluímos que, para analisar a transitividade verbal, é necessário verificar o verbo no seu contexto, pois há verbos que podem ser ora transitivos, ora intransitivos. Predicado verbo-nominal Observe a oração: Você me deixou muito aborrecida. O predicado da oração é: me deixou muito aborrecida. Você é capaz de identificar o núcleo do predicado? Se reparar com cuidado, verá que o predicado apresenta um verbo significativo (deixou) e um nome (aborrecida) como ideias centrais; portanto GT-C13 (325-348)RO 339 8/15/08, 12:46 PM 340 contém dois núcleos. O núcleo verbal transmite informações sobre o sujeito, e o núcleo nominal caracteriza o objeto. Tal predicado é denominado predicado verbo-nominal. Veja mais estes exemplos: Sintaxe núcleo núcleo A diretoria da empresa considerou o relatório incompleto. sujeito predicado verbo-nominal núcleo núcleo Sua dedicação aos estudos tornou-o um excelente profissional. sujeito predicado verbo-nominal núcleo núcleo O maratonista chegou vitorioso na reta final. predicado verbo-nominal Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sujeito Predicado nominal: apresenta um verbo de ligação que une a qualidade (núcleo nominal) ao sujeito. Predicado verbal: apresenta um verbo significativo (transitivo ou intransitivo) como núcleo. Predicado verbo-nominal: apresenta dois núcleos; um verbo significativo (núcleo verbal) e um nome (núcleo nominal). Aplicação 1 Leia a tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 20 nov. 2004. a) Nesta história, Hagar volta para casa após uma série de contratempos. Mas também aí encontra outras dificuldades. Você já experimentou situação semelhante, quando nada parecia dar certo? Conte como foi. Pessoal. b) No primeiro quadrinho, com que palavras os verbos concordam? Com o sujeito oculto ou desinencial eu. GT-C13 (325-348)RO 340 8/15/08, 12:46 PM 341 Sintaxe c) Diga se os verbos chegar e perder são transitivos diretos, transitivos indiretos ou intransitivos? Chegar é intransitivo; perder é transitivo direto. d) Releia o último quadrinho e responda: I. Quantas são as orações e qual a classificação do período que vai de A vaca morreu... até ... o poço secou? II. Classifique os verbos desse período com relação à sua transitividade. III. Em todas as orações do 3o quadrinho, qual é o tipo de predicado? Justifique. I. Há quatro orações. Período composto. II. Morrer, vazar e secar são intransitivos, roubar é transitivo direto. III. Predicado verbal, pois o núcleo de cada oração é o verbo. 2 Leia os versos de Vinicius de Moraes. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. São demais os perigos desta vida Pra quem tem paixão principalmente Quando uma lua chega de repente E se deixa no céu, como esquecida E se ao luar que atua desvairado Vem se unir uma música qualquer Aí então é preciso ter cuidado Porque deve andar perto uma mulher... MORAES, Vinicius de. Soneto de fidelidade e outros poemas. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000. a) Para os escritores românticos, a lua representou quase sempre uma confidente entre os amantes. Que simbologia a lua expressa nesse texto? A lua cria junto com a música um ambiente de envolvimento considerado perigoso pelo eu lírico. b) Que tipo de sujeito e de predicado ocorre no primeiro verso? Sujeito simples: os perigos desta vida. Predicado nominal: são demais. c) Identifique os predicados nos seguintes versos e classifique-os. I. Quando uma lua chega de repente II. ... que atua desvairado I. Predicado verbal: quando chega de repente. II. Predicado verbo-nominal: que atua desvairado. 3 Leia os quadrinhos de Mafalda. MAFALDA QUINO Quino QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999. GT-C13 (325-348)RO 341 8/15/08, 12:46 PM 342 Sintaxe a) Na tira, Mafalda reclama do autoritarismo dos adultos. Mas, aos poucos, sua irritação vai diminuindo. O que provoca a mudança Mafalda parece indagar a si própria sobre o motivo de os “grandes” de comportamento dela? serem mandões. Ela mesma conclui que eles se tornaram adultos b) Releia o seguinte período: não por vontade própria; por isso a menina passa a sentir pena deles. Sentem-se superiores porque são grandes! I. Sujeito oculto ou desinencial: vocês. Responda: II. Predicado verbo-nominal: sentem-se superiores. Predicado nominal: porque são grandes. I. Qual é o sujeito das duas orações e como ele se classifica? II. Identifique e classifique o predicado de cada oração. c) Classifique o verbo quanto à sua transitividade e o tipo de predicado nesta oração: ... porque não têm outro remédio? Ter: verbo transitivo direto. Predicado verbal: porque não têm outro remédio. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 4 Identifique a opção em que a classificação do predicado está incorreta. a) Às cinco horas, um táxi os levará ao aeroporto de Guarulhos. (predicado verbal) X b) Ouviam-se os gritos alegres das crianças durante o intervalo de aula. (predicado verbo-nominal) c) O júri estava inseguro diante da reação popular. (predicado nominal) d) Viajou tranquilo para Nova York, durante as férias de janeiro. (predicado verbo-nominal) e) Minha família ficou em Canoa Quebrada no último verão. (predicado verbal) 5 A alternativa em que há predicado verbo-nominal é: a) As estradas estavam intransitáveis durante o feriado de Carnaval. b) Na sala, havia bastantes porta-retratos sobre a arca. X c) A presença dos pais, durante a reunião, tornou os debates mais intensos. d) Nesta semana, nós concluímos o curso de mestrado em Educação. e) Muitas pessoas são contrárias à clonagem humana. 6 Leia os quadrinhos. GARFIELD 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 26 out. 2004. GT-C13 (325-348)RO 342 8/15/08, 12:46 PM 343 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Predicado verbal: olha só: enorme e laranja. Predicado nominal: parece uma boia. GT-C13 (325-348)RO 7 Um mesmo verbo pode requerer ou não complemento, dependendo do contexto e de sua regência. Observe o emprego dos verbos destacados e classifique-os quanto à transitividade. a) O secretário de segurança estuda novas estratégias de combate à violência urbana. Transitivo direto. b) Meus vizinhos estudam em boas faculdades públicas. Intransitivo. c) O jovem ator aspirava a um papel mais importante em sua carreira. Transitivo indireto. d) Só no campo aspiro esse ar bucólico tão saudável. Transitivo direto. e) Comia mariscos com limão e azeite. Transitivo direto. direto f) A bebida em excesso comeu-lhe a saúde em pouco tempo. Transitivo e indireto. g) Não comeremos hoje no restaurante da empresa. Intransitivo. h) À noite assistia, às vezes, aos programas da CNN. Transitivo indireto. i) Os bombeiros assistiam as pessoas retiradas dos escombros do prédio. Transitivo direto. 8 Crie predicados para as frases a seguir, de acordo com o tipo indicado nos parênteses. As respostas são apenas sugestões. a) O crescimento da indústria brasileira... (predicado verbal) b) Todo o núcleo teatral... (predicado nominal) c) Alguns alunos... (predicado verbo-nominal) a) ... proporcionou a criação de mais empregos. b) ... estava emocionado com as homenagens. c) ... chegaram atrasados no primeiro dia de vestibular. 343 8/15/08, 12:47 PM Sintaxe a) Observe a reação de Garfield ao ouvir as palavras de Jon, seu Garfield assusta-se e fica incomodado, porque a dono, e explique a atitude do gato. descrição feita por Jon parece referir-se a ele. b) Qual o sujeito do verbo parecer? Classifique-o. Sujeito simples: esta abóbora. c) Classifique o verbo parecer. Verbo de ligação. d) Dê os tipos de predicado do 2o quadrinho. 344 RESUMO Sintaxe Frase: enunciado que estabelece uma comunicação de sentido completo: Estive doente por mais de três dias. Frase nominal: frase sem verbo: Tempo bom. Céu sem nebulosidade. Oração: enunciado que se forma com um verbo ou uma locução verbal: A estimativa de inflação deve crescer 3 pontos percentuais até o fim do ano. Período: frase formada por uma ou mais orações. • Período simples: formado por uma única oração: A música eletrônica inva• Período composto: formado por mais de uma oração: O turismo acelera a economia e surgem mais ofertas de emprego. Sujeito: termo da oração do qual se declara alguma coisa: Os grandes centros urbanos convivem com graves problemas. Tipos de sujeito • Simples: um só núcleo: A caminhada diária fez-lhe bem. • Oculto: identificado pela desinência verbal: Pagou o condomínio com atraso. (ele ou ela) • Composto: mais de um núcleo: O nome e o telefone do fisioterapeuta estão na agenda. • Indeterminado: não aparece identificado na oração nem é possível identificá-lo: Publicaram as fotos do maremoto. Dormia-se em redes. • Oração sem sujeito: aquela que se forma somente pelo predicado, cuja declaração não se refere a nenhum ser: Há vagas para estagiários em mecânica. Faz anos que não vou a Curitiba. Predicado: tudo aquilo que se declara sobre o sujeito: O público aplaudiu o tenor de pé. Predicação verbal • Verbos significativos: expressam ação. Podem ser: • intransitivos: não precisam de complemento: A reportagem sairá amanhã; • transitivos diretos: pedem complemento sem preposição: A firma terminou a pavimentação da Fernão Dias; GT-C13 (325-348)RO 344 8/15/08, 12:47 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. de a folia do Carnaval. 345 • empresários estrangeiros investem mais em produtos agrícolas brasileiros; transitivos diretos e indiretos: pedem dois complementos, um com preposição e outro sem: O passageiro informou o endereço ao motorista. • Verbos de ligação: servem de elo entre o sujeito e suas características ou qualidades: Toda a equipe continuava atenta. Tipos de predicado • Predicado nominal: apresenta um verbo de ligação e seu núcleo é um Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. nome. Exemplo: O estudante parecia ansioso. GT-C13 (325-348)RO • Predicado verbal: apresenta um verbo significativo (transitivo ou intransitivo) que é o seu núcleo. Exemplo: No verão, os brasileiros buscam as praias. • Predicado verbo-nominal: apresenta dois núcleos, um verbo significativo e um nome. Exemplo: A música soou vibrante na praça. 345 8/15/08, 12:47 PM Sintaxe • transitivos indiretos: pedem complemento com preposição: Os 346 QUESTÕES DE VESTIBULARES 2. (Fuvest-SP/FGV-SP) Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. a) Existe um povo que a bandeira empresta. b) Embora com atraso, haviam chegado. c) Existem flores que devoram insetos. d) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. X e) Há de haver recurso desta sentença. 3. (Fuvest-SP) Observar a oração: ... e Fabiano saiu de costas... Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo. a) ... Fabiano ajustou o gado... b) ... acreditara na sua velha... c) ... davam-lhe uma ninharia... d) Atrevimento não tinha... X e) Depois que acontecera aquela miséria... 4. (Ufam) Assinale o item em que o substantivo destacado não exerce a função de sujeito: a) Não se pode derrubar esta palmeira. X b) Havia um mistério no ar. c) Sua salvação foram os desvelos da mulher. d) Será que não existia outra solução? e) Na discussão, o parlamentar houve-se com perfeito equilíbrio. 5. (UEL-PR) Até ontem, já duas mil pessoas desabrigadas em todo o estado, e muito mais se as chuvas torrenciais. a) existiam, haverá, continuar b) existiam, haverão, continuarem c) existia, haverá, continuar d) existia, haverão, continuarem X e) existiam, haverá, continuarem 6. (Acafe-SC) Identifique no conjunto de orações a que não tem sujeito. a) Hei de vencer todas as dificuldades. b) Os operários fizeram um bom trabalho. c) Bateram à porta. d) As ondas são preguiçosas. X e) Há muitas pessoas honestas. 7. (PUC-SP) Indique a alternativa correta no que se refere ao sujeito da oração Da chaminé da usina subiam para o céu nuvens de fumaça. a) simples, tendo por núcleo chaminé X b) simples, tendo por núcleo nuvens c) composto, tendo por núcleo nuvens de fumaça d) simples, tendo por núcleo fumaça e) simples, tendo por núcleo usina 8. (FEI-SP) Toda a humanidade estaria condenada à morte se houvesse um tribunal para os crimes imaginários. (Paulo Bonfim) Toda a humanidade. a) Qual o sujeito da primeira oração? b) Qual o sujeito da segunda oração? É uma oração sem sujeito. GT-C13 (325-348)RO 346 8/15/08, 12:47 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 1. (FGV-SP) Leia o fragmento abaixo, do conto “A cartomante”, de Machado de Assis. Depois, responda à pergunta. Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele, correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar de sentir-se lisonjeado. A casa do encontro era na antiga Rua dos Barbonos, onde morava uma comprovinciana de a O sujeito é determiRita. Esta desceu pela Rua das Mannado e elíptico, ela, e se refere ao sujei- gueiras na direção de Botafogo, onde to da oração princi- residia; Camilo desceu pela da Guarda pal, Rita. Se não tiVelha, olhando de passagem para a casa vesse ocorrido a elipse, o período se- da cartomante. ria: Rita estava cerser amada, no texta de ela (a própria Qual é o sujeito de Rita) ser amada. to? Explique. a 347 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Pregada em larga tábua de pita, via-se formosa e grande borboleta, com asas meio abertas, como que disposta a tomar voo. Podemos afirmar que o sujeito da oração principal é: a) simples, tendo por núcleo implícito alguém. b) composto, tendo por núcleos formosa e grande. c) simples, tendo por núcleo asas. d) indeterminado, tendo por índice de indeterminação do sujeito a partícula se. X e) simples, tendo por núcleo borboleta. 10. (Unimep-SP) Existem muitas definições de sujeito. Uma delas é: Sujeito é aquele que pratica a ação verbal. Das frases a seguir, qual contraria tal definição? X a) O rato foi comido pelo gato. b) O rapaz leu o gibi. c) A menina brinca com a boneca. d) O menino entregou o jornal. e) Viajo todos os domingos. 11. (FMU-SP) Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante... O sujeito desta afirmação com que se inicia o Hino Nacional é: a) indeterminado b) um povo heroico X c) as margens plácidas d) do Ipiranga e) o brado retumbante 12. (Vunesp) Amanhã faz um mês que a senhora está longe de casa. Da oração destacada, na frase transcrita, é correto dizer: a) Trata-se de uma oração em que o sujeito está elíptico, e o verbo é de ligação. b) A oração tem por sujeito a palavra amanhã, e o verbo é transitivo direto. GT-C13 (325-348)RO 347 c) A oração tem por sujeito um mês, e o verbo é intransitivo. X d) Trata-se de uma oração sem sujeito, e o verbo é transitivo direto. e) A oração tem sujeito indeterminado, e o verbo é de ligação. 13. (UFMT) A propósito do trecho que segue, aponte o sujeito de supõe. O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição. a) a imaginação entusiasta X b) o idealismo c) imaginação d) entusiasta 14. (Osec-SP) Nas seguintes orações: Pede-se silêncio. A caverna anoitecia aos poucos. Fazia um calor tremendo naquela tarde. O sujeito se classifica respectivamente como: a) indeterminado, inexistente, simples a) oculto, simples, inexistente c) inexistente, inexistente, inexistente d) oculto, inexistente, simples X e) simples, simples, inexistente 15. (Fatec-SP) Indique o período em que o sujeito é apenas agente. a) Tu te atiraste escada abaixo, assim é que te machucaste? b) Por mim não seriam guardadas estas coisas. c) Coisas outras se apresentaram durante o processo. X d) Você vai, ora se vai! e) n.d.a. 16. (UEPG-PR) Só num caso a oração é sem sujeito. Assinale-o. a) Faltavam três dias para o batismo. b) Houve por improcedente a reclamação do aluno. c) Só me resta uma esperança. X d) Havia tempo suficiente para as comemorações. e) n.d.a. 8/15/08, 12:47 PM Sintaxe 9. (PUC-SP) Em relação ao trecho: 17. (Unimep-SP) I. Paulo está adoentado. II. Paulo está no hospital. a) O predicado é verbal em I e II. b) O predicado é nominal em I e II. c) O predicado é verbo-nominal em I e II. d) O predicado é verbal em I e nominal em II. X e) O predicado é nominal em I e verbal em II. 18. (UFPR) I. Durante o carnaval, fico agitadíssimo. (predicado verbal) II. Durante o carnaval, fico em casa. (predicado nominal) III. Durante o carnaval, fico vendo o movimento das ruas. (predicado nominal) Assinale a certa: a) I e II b) II e III c) I e III d) Todas as alternativas estão certas. X e) Todas as classificações estão erradas. 19. (FCMSCSP) Examine as três frases abaixo: I. As questões de física são difíceis. II. O examinador deu entrevista ao repórter do jornal. III. O candidato saiu do exame cansadíssimo. Os predicados assinalados nas três frases são: a) respectivamente, verbo-nominal, nominal, verbal X b) respectivamente, nominal, verbal, verbo-nominal c) todos nominais d) todos verbais e) todos verbo-nominais 20.(FCMSCSP) Observar as seguintes orações: GT-C13 (325-348)RO 348 I. Rosária continua preocupada com o preço da carne. II. Zoraide andava, andava e andava pelas alamedas. III. Encontrei-a dormindo. Respectivamente, os predicados são: a) nominal, verbo-nominal, verbal X b) nominal, verbal, verbo-nominal c) verbo-nominal, verbal, nominal d) verbo-nominal, nominal, verbal e) verbal, verbo-nominal, nominal 21. (FMU/Fiam-SP) Assinale a alternativa em que aparece um predicado verbo-nominal. a) Os viajantes chegaram cedo ao destino. b) Demitiram o secretário da instituição. c) Nomearam as novas ruas da cidade. X d) Compareceram todos atrasados à reunião. e) Estava irritado com as brincadeiras. 22. (FOC-SP) Assinale a alternativa correta em relação à classificação dos predicados das orações abaixo. 1. Todos nós consideramos a sua atitude infantil. 2. A multidão caminhava pela estrada poeirenta. 3. A criançada continua emocionada. a) 1 — predicado verbal, 2 — predicado nominal, 3 — predicado verbo-nominal b) 1 — predicado nominal, 2 — predicado verbal, 3 — predicado verbo-nominal X c) 1 — predicado verbo-nominal, 2 — predicado verbal, 3 — predicado nominal d) 1 — predicado verbo-nominal, 2 — predicado nominal, 3 — predicado verbal e) 1 — predicado nominal, 2 — predicado verbo-nominal, 3 — predicado verbo-nominal 8/18/08, 4:48 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 348 Capítulo 14 349 Sintaxe Termos relacionados ao verbo Contextualização Leia os quadrinhos a seguir. Quino QUINO Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. MAFALDA QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999. a) Explique por que a situação é cômica. Porque é inusitada: a professora obviamente espera do aluno uma resposta imediata, ou no máximo um pedido de desculpas por não saber a resposta, mas jamais uma proposta para que lhe telefone mais tarde. A inversão dos papéis de poder entre aluno e professor é um componente central do humor na tira. b) Observe que há palavras ou expressões no texto que se ligam a verbos. Algumas completam o verbo, outras apenas acrescentam uma circunstância. Releia este período: Lá pelas quatro horas pode me telefonar, que já terei esclarecido esse assunto. I. Que palavras ou expressões completam o sentido dos verbos? II. Que palavras ou expressões se ligam ao verbo expressando circunsI. O pronome me completa o sentido do verbo telefonar; esse assunto comtância de tempo? pleta o sentido do verbo esclarecer. II. Lá pelas quatro horas e já. c) Há termos que se ligam a verbos diretamente, ou seja, sem preposição; outros necessitam de preposição. No primeiro quadrinho, qual é o complemento do verbo e como está ligado a ele? O complemento do verbo corresponder é à primeira, à segunda ou à terceira conjugação e liga-se a ele por meio de preposição (indiretamente). d) Acrescente um termo ao verbo ter, completando-o, nesta oração: Deixe ver se eu tenho aqui... Pessoal. Possibilidade: Deixe ver se eu tenho aqui lápis e papel. e) O termo que você colocou depois do verbo ter se liga a ele com ou sem preposição? Por quê? Sem preposição, porque, nesse caso, o verbo é transitivo direto. GT-C14 (349-363)RO 349 8/15/08, 12:48 PM 350 Sintaxe Conceituação Como já vimos, as palavras vêm organizadas em orações e relacionam-se entre si, de acordo com a sintaxe da língua portuguesa. Os termos podem ligar-se a verbos ou a nomes. Relacionam-se ao verbo: o objeto direto e o objeto indireto, bem como o agente da passiva e o adjunto adverbial. Vejamos cada caso separadamente. OBJETO DIRETO Leia estes versos. olho gente olho poluição quanta gente reclamando dela, de carro e cigarro na mão. TAVARES, Ulisses. Viva a poesia viva. São Paulo: Saraiva, 1997. Há uma repetição da forma verbal olho nos dois primeiros versos. No entanto, o complemento é diferente: num verso é gente; no outro, poluição. Esse paralelismo sintático aproxima os dois termos. a) No texto o poeta parece associar a ideia de poluição à palavra gente. Como ocorre essa associação? b) Nos dois primeiros versos, indique a transitividade do verbo olhar. Dê três exemplos de frases com verbos que tenham a mesma transitiviO verbo olhar é transitivo direto. Exemplos pessoais que indade e sublinhe os complementos. cluam verbos transitivos diretos. Professor: esclareça aos alunos, por meio dos exemplos que eles construam, que o complemento dos verbos transitivos diretos é o objeto direto. Conceituação Os termos gente e poluição, que integram o sentido do verbo olhar, funcionam como objeto direto, pois se ligam ao verbo sem preposição. Observe outros exemplos: Durante a excursão fizemos passeios pelos pontos turísticos de cada região. Neste mês haverá uma grande exposição de obras de Monet no Masp. O sucesso no cinema tornou-o conhecido internacionalmente. Objeto direto é o complemento que se liga ao verbo sem preposição. GT-C14 (349-363)RO 350 8/15/08, 12:48 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização 351 Sintaxe • Atenção • Há casos em que o objeto direto pode vir com uma preposição: é o chamado objeto direto preposicionado. Nesses casos, a preposição é usada por necessidades expressivas ou por outras razões, e não porque o verbo a exija. Leia os exemplos a seguir: Julgam a ti, sem razão. (com pronome oblíquo tônico) objeto direto preposicionado verbo transitivo direto O escritor a quem aprecias dará uma tarde de autógrafos. (com pronoobjeto direto preposicionado me relativo quem) verbo transitivo direto Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Não quis beber do leite que lhe ofereceram. (valor partitivo: não quis verbo transitivo direto nem uma parte) objeto direto preposicionado Muito ama sua família a você. (para evitar ambiguidade) objeto direto preposicionado verbo transitivo direto Os formandos cumprimentavam-se uns aos outros. (expressões com verbo transitivo direto objeto direto preposicionado sentido recíproco) • O objeto direto pode vir repetido numa oração por um pronome pessoal átono, para realçar uma ideia já expressa, recebendo o nome de objeto direto pleonástico. Observe os exemplos: O título, conquistou-o após vários campeonatos. objeto direto objeto direto pleonástico Meus filhos, amo-os de uma forma especial. objeto direto objeto direto pleonástico • Os pronomes pessoais oblíquos o, a, os e as funcionam sempre como objeto direto. Veja: O vento esperto da manhã refrescou-as. verbo transitivo direto objeto direto Penso publicá-lo este ano. verbo transitivo direto GT-C14 (349-363)RO 351 objeto direto 8/15/08, 12:48 PM 352 OBJETO INDIRETO Contextualização HAGAR Dik Browne 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Sintaxe Leia a tira. a) Hagar não teve muito sucesso com sua convocação. Por quê? b) No 1o quadrinho, o verbo precisar relaciona-se a seu complemento, de um voluntário, por meio de uma preposição (de), isto é, indiretamente. Portanto se trata de um verbo transitivo indireto. Crie três frases com verbos transitivos indiretos ou transitivos diretos e indiretos e identifique o objeto indireto de cada uma. Pessoal. Conceituação Na oração: Preciso de um voluntário para uma missão arriscada, o termo destacado chama-se objeto indireto. Veja ainda estes exemplos: Sua continuidade no curso dependia de uma bolsa de estudos. Os sem-terra opuseram-se ao acordo com os fazendeiros. O governo federal investiu uma vultosa quantia na reconstrução de pontes no sul do país. Objeto indireto é o complemento que se liga ao verbo por meio de uma preposição. • Atenção • O objeto indireto pode ser repetido numa oração por um pronome oblíquo átono, para realçar uma ideia anteriormente expressa. Chama-se, nesse caso, objeto indireto pleonástico. Veja: Aos jurados, exigiram-lhes completo sigilo. objeto indireto objeto indireto pleonástico A mim, coube-me apenas acompanhá-la. objeto indireto GT-C14 (349-363)RO objeto indireto pleonástico 352 8/15/08, 12:48 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 18 set. 2004. Porque nenhum de seus companheiros queria arriscar-se. 353 ADJUNTO ADVERBIAL Contextualização Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. TÃO LENTA E SERENA E BELA Tão lenta e serena e bela e majestosa vai passando a vaca Que, se fora na manhã dos tempos, de rosas a coroaria A vaca natural e simples como a primeira canção A vaca, se cantasse, Que cantaria? Nada de óperas, que ela não é dessas, não! Cantaria o gosto dos arroios bebidos de madrugada, a Os versos do poeta são Tão diferente do gosto de pedra do meio-dia! simples e naturais; no entanto demonstram um Cantaria o cheiro dos trevos machucados. alto nível de riqueza po- Ou, quando muito, ética. A própria escolha de um animal como a A longa, misteriosa vibração dos alambrados... vaca caracteriza essa Mas nada de superaviões, tratores, êmbolos busca por simplicidade. A composição em versos E outros truques mecânicos! livres, a escolha do vocabulário, a repetição de termos e conectivos demonstram uma poesia simples, “sem truques”. QUINTANA, Mario. Nariz de vidro. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2005. p. 66. a) O animal descrito pelo poeta é simples e natural, da mesma forma que seus versos. Justifique essa declaração. a b) No texto, há termos que se referem aos verbos e expressam determinada circunstância. Que circunstância está expressa no título do poede modo; refere-se ao modo como a vaca ma e a que verbo ela se refere? Circunstância vai passando. c) Diferencie os seguintes complementos verbais. Qual completa o sentido do verbo e qual apenas mostra uma circunstância? I. Cantaria o cheiro dos trevos machucados. II. Tão lenta e serena e bela e majestosa vai passando a vaca. Em I, a expressão o cheiro dos trevos machucados completa o sentido do verbo, sem preposição; trata-se de um objeto direto. Em II, tão lenta e serena e bela e majestosa exprime uma circunstância de modo e o verbo é intransitivo (vai passando). Conceituação Há termos que se ligam a verbos e indicam uma circunstância, ou ainda intensificam um verbo, adjetivo ou advérbio. Tais circunstâncias já foram vistas quando tratamos de advérbios; entre elas estão as de tempo, lugar, modo, afirmação e negação. Esses termos são chamados de adjuntos adverbiais. Observe os seguintes exemplos de adjuntos adverbiais: • de tempo (quando?): os jornais publicaram a notícia no dia seguinte; • de lugar (onde?): encontrei-o no shopping com a namorada; • de modo (como?): nós iremos de avião até Natal; • de negação: o empresário não deu a entrevista; GT-C14 (349-363)RO 353 8/15/08, 12:49 PM Sintaxe Leia os versos de Mario Quintana. 354 Sintaxe • de afirmação: falarei, sim, com meu advogado; • de intensidade: o show de rap pareceu-me bastante concorrido; • de dúvida: o imóvel talvez seja leiloado hoje; • de causa (por quê?): com a violência ninguém anda tranquilo. Além desses, há outros tipos de adjuntos adverbiais, que podem ser empregados como: • de finalidade (para quê?): guardou dinheiro para a compra do carro; • de companhia (com quem?): viajarei com um grupo de amigos; • de meio ou instrumento (com quê?): aprendeu tudo isso com os livros; • de assunto: o palestrante falou sobre os novos rumos na Educação. O advérbio e a locução adverbial são, sintaticamente, adjuntos adverbiais. Veja: Infelizmente ficou nervosa durante o exame de direção. advérbio adjunto adverbial de modo locução adverbial adjunto adverbial de tempo O adjunto adverbial pode também relacionar-se a um adjetivo ou a outro advérbio. Observe: O esquiador deslizou pela neve muito tranquilo e ficou bem perto da vitória. verbo adjunto adverbial adjunto adverbial adjetivo adjunto adverbial AGENTE DA PASSIVA Contextualização Leia alguns versos desta canção. TÔ NEM AÍ (PERFEITA) (...) Boca fechada, sem embaraços Já te dei todas as chances de ser um bom rapaz Mas fui vencida pelo cansaço, nosso amor foi enterrado e descansa em paz Já nem lembro seu nome, seu telefone eu fiz questão de apagar Aceitei os meus erros, me reinventei e virei a página Agora eu tô em outra (...) LUKA. Tô nem aí. Disponível em: <http://luka.letras.terra.com.br/letras/74095>. Acesso em: 25 abr. 2005. GT-C14 (349-363)RO 354 8/15/08, 12:49 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Adjunto adverbial é um termo modificador do verbo que exprime circunstância ou intensifica um verbo, adjetivo ou advérbio. Trata-se de uma mulher que tolerou por longo tempo os erros do homem amado e agora decidiu abandoná-lo. 355 b) Observe no 3o verso da 1a estrofe a seguinte frase: Mas fui vencida pelo cansaço... Responda: I. Qual é o sujeito dessa frase? Ele pratica ou sofre a ação expressa pelo verbo? Sujeito oculto ou desinencial eu, que sofre a ação de ser vencido pelo cansaço. II. Em que voz está flexionado o verbo vencer? Na voz passiva analítica. III. Nessa frase, que termo indica quem executa a ação e está ligado ao verbo por uma contração de preposição com artigo? O termo cansaço. IV. Comprove sua resposta, transpondo essa oração para a voz ativa. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O cansaço venceu-me. c) Ainda nesse verso ocorre a seguinte frase: ... nosso amor foi enterrado... O sujeito nosso amor também sofre a ação verbal. Complete a frase com um agente da voz passiva. Pessoal. Sugestão: Nosso amor foi enterrado por nós dois. Conceituação O termo que pratica a ação verbal na voz passiva analítica chama-se agente da passiva. Como já vimos, a voz passiva analítica é formada por um verbo auxiliar (ser ou estar) e o verbo principal (transitivo direto ou transitivo direto e indireto). Os verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação não admitem a voz passiva; somente a voz ativa: Não gosto de intrigas. verbo transitivo indireto O vulto desapareceu ao longe. verbo intransitivo Nós somos brasileiros. verbo de ligação • Atenção • A única exceção a essa regra é o verbo obedecer, que é transitivo indireto e admite a voz passiva. Exemplo: As ordens foram obedecidas sem questionamento. O agente da passiva pode não vir expresso na oração. Veja: O manobrista foi interrogado no dia seguinte. GT-C14 (349-363)RO 355 8/15/08, 12:49 PM Sintaxe a) No texto, quem é o eu lírico e o que podemos descobrir a respeito dele? 356 Agora, veja estes outros exemplos que incluem o agente da passiva: A vitória da seleção brasileira será comemorada por torcedores de todo o país. sujeito agente da passiva Novos índices de inflação tinham sido divulgados pelo IBGE. Sintaxe sujeito agente da passiva Agente da passiva é o termo da oração que exprime quem pratica a ação verbal quando o verbo está na voz passiva. TRE COMUNICAÇÃO VISUAL 1 Leia o anúncio publicitário. Viagem e Turismo, São Paulo, fev. 2005. Pessoal. Sugestão: Novas trilhas te esperam, pois desperta o desejo de novas experiências, e Você esperou o ano inteiro para curtir as férias, uma vez que as férias seriam uma recompensa pela espera e a compra da mochila também. a) Que frase(s) do anúncio mais impulsiona(m) o cliente na aquisição do equipamento? Justifique sua resposta. b) Que termos se ligam aos verbos arrumar e esperar nas orações diretos: a destacadas a seguir? Classifique-os sintaticamente. Objetos sua mochila, te. Arrume a sua mochila. Novas trilhas te esperam. c) No texto central, identifique os verbos transitivos diretos e seus respectivos complementos. Observe que eles não são regidos de Esperou (o ano inteiro), curtir (as suas férias), aproveite (este momento), escolher (a mopreposição. chila mais adequada), encontra (modelos). Todos os complementos são objetos diretos. GT-C14 (349-363)RO 356 8/15/08, 12:49 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Aplicação 357 2 Leia os versos destes poemas. Pensar em Deus é desobedecer a Deus, Porque Deus quis que o não conhecêssemos, Por isso se nos não mostrou... Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sejamos simples e calmos, Como os regatos e as árvores, E Deus amar-nos-á fazendo de nós Belos como as árvores e os regatos, E dar-nos-á verdor na sua primavera, E um rio aonde ir ter quando acabemos!... PESSOA, Fernando. Ficções do interlúdio: poemas completos de Alberto Caeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. Texto 2 A escola da vida me suplementou as deficiências da escola primária que outras o Destino não me deu. Foi assim que cheguei a este livro sem referências a mencionar. CORA CORALINA. Meu livro de cordel. São Paulo: Global, 1998. Ele nos induz a viver como os elementos da natureza, que não se inquietam e não buscam explicações. a) No texto 1, o eu lírico sugere que não devemos indagar sobre Deus, querendo conhecê-lo; mas nos manter à sua espera. De que forSua aprendizagem ocorreu em ma o poeta nos aconselha a agir? grande parte com as experiências vida, já que a escola primária não b) No texto 2, o que o eu lírico nos conta de sua vida? de foi suficiente para prepará-lo. Além disso, o eu lírico revela também que c) Leia a 1a estrofe do texto 1 e responda: só estudou até o nível primário. I. Quais são os termos ligados ao verbo sem preposição e que constituem objetos diretos? Os pronomes o e se. II. Identifique os objetos indiretos. Objetos indiretos: em Deus, a Deus e nos. d) Na 2a estrofe desse poema verifique se os termos nos e de nós (amar): objeto direto; de nós (fazer): funcionam como objeto direto ou indireto. Nos objeto indireto; nos (dar): objeto indireto. e) Na 1a estrofe do texto 2, identifique e classifique os complementos verbais. Objetos diretos: as deficiências da escola primária e outras; objeto indireto: me. f) Indique a transitividade do verbo chegar e classifique sintaticamente a expressão a este livro, na 2a estrofe do texto 2. Chegar é verbo transitivo indireto e a este livro é objeto indireto. GT-C14 (349-363)RO 357 8/15/08, 12:49 PM Sintaxe Texto 1 358 3 Leia os quadrinhos. CHICLETE COM BANANA Sintaxe ANGELI Angeli ANGELI. Chiclete com Banana. Folha de S.Paulo, 18 fev. 2005. a) Explique o que provoca humor nessa história. b) No 1o quadrinho, que termos completam oObjeto sentido do verbo trazer? direto: paz e objeto indireto: aos homens e às mulheres deste planeta. c) Releia o 2o quadrinho e responda: I. Como se chama o complemento da locução verbal quer juntar? Objeto direto. O adjunto adverbial II. Qual é o termo que expressa uma circunstância de lugar? em uma só nação. 4 Identifique a alternativa em que não ocorre um objeto direto pleonástico. a) A declaração de imposto de renda, enviei-a ontem pela Internet. b) Os documentários sobre as grandes construções, vejo-os sempre neste canal. c) A entrega dos móveis, fizeram-na na última semana. X d) A todos desejamos-lhes boa sorte nesta nova empreitada. e) O imóvel da Barra, compraram-no por um bom preço. 5 Leia o texto jornalístico. PLANETAS MILIONÁRIOS O astrônomo americano Marc J. Kuchner sugeriu, durante um encontro científico sobre planetas, no Colorado, que existem vários planetas cobertos com espessas camadas de diamantes. “Modelos teóricos levam a crer nisso, já que o diamante é a forma mais conhecida do carbono, o quarto maior elemento químico do universo”, afirma o astrônomo Amâncio Friaça, da Universidade de São Paulo. Outro achado apresentado no congresso foi um minissistema solar bebê parecido com a Via-Láctea. No centro encontra-se uma anã marrom, um astro gasoso menor que uma estrela, mas que é rodeada por um disco gasoso capaz de dar origem a planetas. IstoÉ, São Paulo, p. 63, 16 fev. 2005. GT-C14 (349-363)RO 358 8/15/08, 12:49 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Ao pretender unir povos com credos absolutamente distintos, o líder Rhalah Rikota percebe que até mesmo Deus teria dificuldade nessa tarefa. Na verdade, há um jogo de palavras na expressão E seja o que Deus quiser, uma maneira popular de desejar sorte diante de uma situação difícil. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As respostas são apenas sugestões. 6 Reescreva as frases, completando-as com um objeto direto. A sede do Incra; a) Integrantes do MST invadiram e interpelaram . seu dirigente. b) Por serem mais práticas e confiáveis, as compras com cartão superam hoje com cheque. O pagamento. A descoberta de um novo trac) Cientistas britânicos comunicaram este mês . tamento contra o diabetes. d) O líder da comunidade organizou para ser entregue ao prefeito da cidade. Uma lista de reivindicações. e) Na estação ferroviária, os painéis informavam devido à queda de uma barreira. O atraso do trem. 7 Identifique a alternativa em que não ocorre agente da passiva. a) A compra das passagens para Salvador será feita por mim no aeroporto. b) As informações nos rótulos dos alimentos devem sempre ser lidas pelos consumidores. c) Qualquer alteração na folha de pagamento deve ser comunicada pelo gerente ao setor financeiro. X d) Foram feitas mudanças na equipe ministerial pela terceira vez este ano. e) Quase todos os moradores do bairro tinham sido retirados da área de risco pelos bombeiros. 8 Em que opção há um adjunto adverbial de causa? a) Durante as férias ficava toda a manhã na praia sob um sol intenso. b) Raquel foi com as amigas ao cinema e depois fizeram compras no shopping. X c) Várias plantações foram prejudicadas este ano por falta de chuva na região. d) As notícias veiculadas ontem sobre a alta do petróleo afetaram o pregão na bolsa de valores. e) Houve um avanço nas recentes transações comerciais entre o Brasil e a China. GT-C14 (349-363)RO 359 8/15/08, 12:49 PM 359 Sintaxe O jogo de palavras do título sugere que os planetas seriam “milionários” porque teriam camadas de diamante, elemento co- a) Explique o título do texto. nhecido por sua beleza e alto valor econômico. b) Identifique no texto um adjunto adverbial que expresse circunsno Colorado, no congresso, no centro. Temtância de lugar e outro, de tempo. Lugar: po: durante um encontro científico sobre planetas. c) Classifique os adjuntos adverbiais destacados nestas frases: I. ... durante um encontro científico sobre planetas... Adjunto adverbial de assunto. II. ... é a forma mais conhecida do carbono... Adjunto adverbial de intensidade. d) Leia as frases a seguir e identifique a função sintática dos termos destacados. I. Modelos teóricos levam a crer nisso... Objeto indireto. II. ... mas que é rodeada por um disco gasoso capaz de dar origem a planetas. Agente da passiva. JUNCO 360 9 Leia a propaganda. Veja, São Paulo, dez. 2004. Edição especial. a) Comente os recursos utilizados pelo anunciante para transmitir O desenho do coração centralizado e a linguagem cordial e afetuosa buscam sua mensagem. sensibilizar o leitor. A menção à família completa o clima de proximidade. b) Na frase escrita no coração, identifique e analise sintaticamente Objeto indireto: de você; adjunto adverbial de modo: os termos ligados ao verbo cuidar. com carinho; adjunto adverbial de tempo: neste verão. c) Quais as circunstâncias expressas pelos adjuntos adverbiais Tempo: há mais de 70 verões, sempre, todos os dias, todos os verões. Intensidade: mais. do texto? Modo: com pioneirismo. Lugar: ao seu lado. d) Identifique e analise sintaticamente os termos que completam os seguintes verbos no texto: desenvolver, ajudar e construir. Desenvolver: alimentos (objeto direto); ajudar: você e sua família (objeto direto) e a viverem mais saudáveis (objeto indireto); construir: uma sociedade mais sadia e alegre (objeto direto), para todos (adjunto adverbial de fim). 10 Leia os quadrinhos. MAFALDA QUINO Quino QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999. Depois de muito ver televisão, Mafalda começa a se comunicar somente com slogans e com a linguagem típica das propagandas. Irritada com o jeito de falar da filha, a mãe prefere que ela saia. a) Mafalda obedece à mãe e desiste de sair. Por que logo em seguida a mãe muda de ideia? se relacionam com os verbos ficar e ver? b) No 1o quadrinho, que termosObjeto indireto: em casa. Objeto direto: um pouco de televisão. c) Identifique, no 3o quadrinho, os termos relacionados ao verbo ter Adjunto adverbial de negação: não. Objeto direto: o brilho e indique sua função sintática. deslumbrante de “Ceralux”. GT-C14 (349-363)RO 360 8/15/08, 12:49 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe Há mais de 70 verões a Yakult pesquisa, cria e desenvolve alimentos que ajudam você e sua família a viverem mais saudáveis. Sempre com pioneirismo, a Yakult está ao seu lado, construindo uma sociedade mais sadia e alegre para todos. Todos os dias. Todos os verões. 361 RESUMO Objeto direto Complemento que se liga ao verbo sem preposição: Os testes de DNA constituem um valioso recurso. ■ Objeto indireto Complemento que se liga ao verbo por meio de preposição: O inquilino optou pela renovação do contrato. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ■ GT-C14 (349-363)RO Adjunto adverbial Termo modificador do verbo que exprime circunstância ou intensifica um verbo, adjetivo ou advérbio: Ao longe avistava-se a ponte sob o pôr-do-sol, com os arranha-céus ao fundo. ■ Agente da passiva Termo da oração que exprime quem pratica a ação verbal quando o verbo está na voz passiva: Mais campanhas sobre a Aids serão feitas pelo governo. 361 8/15/08, 12:49 PM Sintaxe ■ 362 QUESTÕES DE VESTIBULARES Sintaxe As águias e os astros amam esta região azul, vivem nesta região azul, palpitam nesta região azul, temos: a) um predicado verbal e dois verbo-nominais, havendo, nos dois últimos, o complemento predicativo do objeto. b) três predicados verbais, sendo que, no primeiro, o complemento é objeto direto, e, nos dois últimos, é objeto indireto. c) três predicados verbo-nominais, havendo, no último, o complemento predicativo do objeto. X d) três predicados verbais, havendo, em apenas um deles, o complemento objeto direto. e) três predicados verbais formados por verbos intransitivos. 2. (PUC-SP) No trecho: E dessa música e dessa cor, dessa harmonia e desse virginal azul vem então alvorando, através da penetrante, da sutil influência dos rubros Cânticos altos do sol e das soluçadas lágrimas noturnas da lua, a grande Flor original, maravilhosa e sensibilizada da Alma, mais azul que toda a irradiação azul e em torno à qual as águias e os astros, nas majestades e delicadezas das asas e das chamas, descrevem claros, largos giros ondeantes e sempiternos, as expressões destacadas têm, respectivamente, função de: X a) sujeito, sujeito b) aposto, aposto c) objeto direto, objeto direto d) objeto direto, sujeito e) sujeito, objeto direto 3. (UCSal-BA) Assinale a alternativa em que os termos destacados exercem, respectivamente, as funções de sujeito e objeto indireto. GT-C14 (349-363)RO 362 a) Serão necessários aos alunos muitos dias de férias. X b) Faltam poucos dias para que se entregue à prefeitura o manifesto popular. c) Voltaram todos e ficaram surpreendidos com o acontecimento. d) Há muitas flores a serem oferecidas ao professor. e) O entusiasmo com que ele entra na sala de aula revela seu amor à profissão. 4. (Unifenas-MG) Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a função sintática dos termos destacados. O relatório final sobre o acidente com o avião que transportava o grupo Mamonas Assassinas, apresentado ontem pelo Ministério da Aeronáutica, eximiu de responsabilidade os integrantes da torre de controle do Aeroporto de Cumbica. (O Estado de S.Paulo, p.A1, 29 maio 1996) a) objeto direto, complemento nominal, complemento nominal, objeto direto X b) sujeito, agente da passiva, objeto indireto, objeto direto c) sujeito, complemento nominal, objeto indireto, objeto direto d) adjunto adnominal, agente da passiva, complemento nominal, objeto direto e) sujeito, sujeito, objeto indireto, objeto direto 5. (Unimar-SP) Classifique corretamente os termos integrantes destacados. Mulher que a dois ama, a ambos engana. X a) objeto direto preposicionado e objeto direto preposicionado b) objeto indireto e objeto direto 8/15/08, 12:49 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (PUC-SP) No período: 363 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 6. (PUC-SP) No trecho: ... e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, as palavras destacadas têm, respectivamente, funções sintáticas de: X a) objeto indireto, objeto direto, objeto direto b) objeto direto, objeto direto, objeto direto c) objeto direto, predicativo do sujeito, objeto direto d) objeto indireto, objeto indireto, objeto indireto e) objeto direto, adjunto adverbial, objeto direto 7. (ESPM-SP) Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado, e dei um grito, mas ninguém me ouviu. (Machado de Assis) A função sintática das palavras doente, grito, ninguém, me é, respectivamente: a) sujeito, objeto direto, objeto direto, objeto indireto b) objeto direto, sujeito, objeto direto, sujeito c) sujeito, objeto indireto, sujeito, objeto direto d) objeto indireto, objeto direto, sujeito, objeto direto X e) sujeito, objeto direto, sujeito, objeto direto 8. (UFV-MG) A passiva sintética está presente em todos os itens, exceto: a) Fala-se, aqui, uma bela língua. b) Assistiu-se o enfermo com desvelo. GT-C14 (349-363)RO 363 X c) Procedeu-se à verificação de apren- dizagem. d) Ouviu-se um barulho estranho. e) Abriu-se uma clareira naquela mata. 9. (FCMSCSP) Transpondo para a voz ativa a frase O processo deve ser revisto pelos dois funcionários, obtém-se a forma verbal: a) deve-se rever b) será revisto X c) devem rever d) reverão e) rever-se-á 10. (F. C. Chagas-BA) Transpondo para a voz ativa a frase Eles são obrigados a tarefas desagradáveis; e, além do mais, são criticados pelo público, obtêm-se as formas verbais: a) têm obrigado, criticou-os b) foram obrigados, têm sido criticados c) obrigaram-nos, criticaram-nos X d) obrigam-nos, critica-os e) obrigam-se, criticam-se 11. (PUC-SP) Nas estrofes: Tu não verás, Marília, cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra, ou dos cercos dos rios caudalosos, ou da minada serra, e Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia, e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. Há ideia de lugar em: a) cascalho, terra, areia b) serra, granetes de oiro, areia X c) rios, serra, bateia d) cascalho, serra, areia e) rios, cascalho, areia 8/15/08, 12:49 PM Sintaxe c) objeto indireto pleonástico e complemento nominal d) objeto direto e objeto direto preposicionado e) objeto direto preposicionado e objeto indireto 364 Sintaxe Capítulo 15 Termos relacionados ao nome Contextualização HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 9 jan. 2005. Seria muito difícil alguém ficar tranquilo numa situação como a retratada. Por isso o conselho de Eddie torna-se cômico, diante do tamanho do cão em cima de Hagar, que parece petrificado. a) Hagar encontra-se numa posição pouco confortável, mas seu amigo Eddie Sortudo tenta ajudá-lo. Comente o humor da tira. b) Releia o 1o quadrinho. Identifique a palavra a que o termo despreocupado se refere. Qual é a classe gramatical dessa palavra? Ao sujeito oculto você, um pronome que está subentendido no texto. c) No 2o quadrinho, observe que há termos que se ligam aos substantivos e os determinam. Identifique esses termos e sua classe gramatical. São artigos: os (cães), o (medo), as (pessoas). Conceituação Assim como há termos que se ligam a verbos, também existem termos que se ligam a nomes, completando-os. Como vimos, o termo despreocupado liga-se a um pronome (você) e os termos os, o e as ligam-se a substantivos: cães, medo e pessoas. Esses termos relacionados ao nome se chamam: adjunto adnominal (os, o, as), complemento nominal, predicativo do sujeito (despreocupado), predicativo do objeto, aposto e vocativo. Veja, a seguir, cada um deles. GT-C15 (364-382)RO 364 8/15/08, 12:50 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Leia a tira a seguir. 365 ADJUNTO ADNOMINAL Contextualização CALVIN Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 5 fev. 2005. Pessoal. Sugestão: ele faz uma crítica aos programas sensacionalistas da televisão que, para elevar a audiência, exageram na apresentação das notícias. Essa atitude causa tensão e desgaste no telespectador que, às vezes, deseja apenas estar a par dos últimos fatos. a) O pai de Calvin preferiu ler jornal a ver televisão. Qual é a crítica feita pelo quadrinista ao mostrar essa postura da personagem? b) No texto há várias palavras que modificam os substantivos, atribuindo-lhes características ou determinando-os. I. Identifique, no 1o quadrinho, as palavras que se referem aos subs(o, próximo), ruas (ensanguentadas), tantivos: bloco, ruas, cadáveres e vítima. Bloco cadáveres (insepultos), vítima (a, próxima). II. A que classe gramatical pertencem as palavras identificadas no item I? Artigos: o, a. Adjetivos: próximo, ensanguentadas, insepultos e próxima. c) No 2o e 3o quadrinhos, identifique os substantivos e as palavras que Choro (o), parentes (os, desesperados), horror (o), medo (não há palavra que o modios modificam. fique); notícia (verdade). d) Qual é a classe gramatical das palavras que modificam os substantivos que você identificou? Artigos: o, os. Adjetivos: desesperados, verdade (que, nesse contexto, qualifica o substantivo notícia). Conceituação As palavras que modificam um substantivo, caracterizando-o ou determinando-o, são chamadas adjuntos adnominais. Podem exercer essa função sintática não só os artigos e adjetivos, mas ainda os pronomes adjetivos, os numerais e as locuções adjetivas. Veja este exemplo, em que todos os termos destacados são adjuntos adnominais: Nos programas da tarde há dois canais com apresentações interessantes sobre regiões de turismo, com muitas informações inclusive sobre a culinária de cada lugar. Adjunto adnominal é o termo da oração que modifica um substantivo, caracterizando-o ou determinando-o. GT-C15 (364-382)RO 365 8/15/08, 12:50 PM Sintaxe 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson 366 Há casos em que o adjunto adnominal pode ser expresso por um pronome pessoal oblíquo com valor de um possessivo. Observe: Beijou-lhe a face molhada. Sintaxe verbo transitivo direto Rasgaram-me a camisa. verbo transitivo direto (sua) (minha) COMPLEMENTO NOMINAL Contextualização HAGAR BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 26 out. 2004. parece “nocauteado”, após provar o chili, provaa) Explique o que acontece nesta tira. Hagar velmente porque o prato devia estar muito apimentado. b) Releia esta frase: Estou farto das suas queixas. I. Se Eddie tivesse dito a Hagar somente Estou farto, o sentido da Não, porque quem está farto está farto de alguma frase estaria completo? Por quê? coisa ou de alguém. II. Qual é a expressão que se liga à palavra farto, completando seu sentido? Das suas queixas. III. A que classe gramatical pertence a palavra farto? Trata-se de um adjetivo. Conceituação No exemplo, a expressão das suas queixas completa o sentido de um nome (adjetivo) ao qual se liga por meio de uma preposição. O termo que completa o sentido de um nome, seja este substantivo, adjetivo ou advérbio, chama-se complemento nominal. Veja outros exemplos: A assistência aos aposentados ainda é bastante precária. substantivo complemento nominal Os torcedores consideraram o técnico incapaz em sua função. adjetivo complemento nominal Alguns hóspedes agiram contrariamente às regras. advérbio GT-C15 (364-382)RO 366 complemento nominal 8/15/08, 12:50 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne 367 Complemento nominal e adjunto adnominal Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Ocorrem às vezes dúvidas quanto à identificação do complemento nominal e do adjunto adnominal, especialmente quando este é expresso por locução adjetiva. Para diferenciá-los, é preciso observar as peculiaridades de cada um. O complemento nominal completa o sentido de um nome transitivo (substantivo, adjetivo ou advérbio), vem sempre precedido de preposição e nunca indica posse. Ele indica o alvo da noção expressa pelo substantivo. Se o termo preposicionado completar um adjetivo ou um advérbio, será sempre complemento nominal: Os adolescentes sentem necessidade de orientação. substantivo complemento nominal Considero-o apto em questões de linguagem. adjetivo complemento nominal Permaneceu perto de mim. advérbio complemento nominal O adjunto adnominal determina, especifica ou qualifica somente substantivos (concretos ou abstratos), nem sempre vem precedido de preposição e pode indicar posse: substantivo substantivo O discurso do orador emocionou os jovens colegas. adjuntos adnominais substantivo substantivo O amor da mãe aos filhos revela-se em todos os gestos do dia-a-dia. adjunto adnominal complemento nominal adjuntos adnominais Se houver um termo preposicionado ligado a um substantivo, esse termo poderá ser complemento nominal ou adjunto adnominal. Se o substantivo tem sentido transitivo (incompleto) e o termo com preposição é o paciente, ocorre o complemento nominal. Mas quando esse termo é o agente, ele representa o adjunto adnominal. Veja os exemplos: A informação aos clientes foi clara. substantivo transitivo GT-C15 (364-382)RO complemento nominal (paciente) 367 A informação dos clientes foi clara. substantivo adjunto adnominal (agente) 8/15/08, 12:50 PM Sintaxe Complemento nominal é o termo da oração que completa nomes, isto é, substantivos, adjetivos e advérbios, e vem preposicionado. 368 PREDICATIVO DO SUJEITO Contextualização HAGAR Sintaxe 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 21 ago. 2004. É um adjunto adnominal que qualifica o termo covardes. Conceituação Como vimos no período: Vocês são homens ou... (são) covardes asquerosos?, as palavras destacadas atribuem características ao sujeito (vocês). Esse termo que expressa uma característica, qualidade ou estado do sujeito e funciona como núcleo do predicado nominal ou verbo-nominal se chama predicativo do sujeito. Veja: predicado nominal Os guichês do metrô continuavam fechados esta manhã. verbo de ligação predicativo do sujeito predicado verbo-nominal As águas da cachoeira caíam espumantes e volumosas. verbo intransitivo predicativo do sujeito Observe que o predicativo do sujeito pode ser encontrado no predicado nominal e no predicado verbo-nominal; em ambos, representa o núcleo nominal. GT-C15 (364-382)RO 368 8/15/08, 12:50 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Os companheiros de Hagar reconhecem que são co- a) Em que consiste o humor da tira? vardes; desejam apenas saber o que significa o qualificativo, asquerosos. b) Veja esta frase do texto: Vocês são homens...? I. Classifique o verbo e o predicado. Verbo de ligação e predicado nominal. II. Qual é o núcleo desse predicado? Homens. III. A que termo da oração se refere a palavra homens? Ao sujeito simples vocês. c) Releia a seguinte frase: ou... covardes asquerosos? I. Que verbo ficou subentendido nessa frase? O verbo de ligação são. II. Qual é o núcleo do predicado? Covardes. III. Sintaticamente, que função exerce o termo asquerosos? 369 Predicativo do sujeito é o termo que atribui características ao sujeito da oração. Sintaxe PREDICATIVO DO OBJETO Conceituação Suponhamos que, na tira, Hagar tivesse dito: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Eu considero os três covardes e asquerosos. As características destacadas referem-se ao objeto direto (os três), já que o verbo considerar é transitivo direto. Observe que o predicado apresenta um núcleo verbal (considero) e dois núcleos nominais (covardes, asquerosos); portanto o predicado é verbo-nominal. Veja ainda estes exemplos: predicado verbo-nominal A música tornou Mozart famoso. verbo transitivo direto objeto direto predicativo do objeto predicado verbo-nominal A apresentação da peça deixou o público bastante emocionado. verbo transitivo direto objeto direto predicativo do objeto predicado verbo-nominal Chamam aos protetores das artes de mecenas. verbo transitivo direto objeto indireto predicativo do objeto Predicativo do objeto é o termo que atribui características ao objeto direto ou ao objeto indireto. APOSTO Contextualização O GIGANTE ENCOLHEU? Cientistas chineses querem concluir se o monte Everest, o mais alto do mundo com 8 850 metros, está de fato diminuindo de altitude devido ao constante aquecimento global da Terra. A Academia Chinesa de Ciência iniciará uma série de estudos in loco. Um mapeamento recente indicou uma redução de 1,3 metro na altitude do Everest. IstoÉ, São Paulo, 2 fev. 2005. GT-C15 (364-382)RO 369 8/15/08, 12:50 PM 370 Sintaxe a) O que estaria ocasionando uma diminuição no tamanho do monte Everest? O constante aquecimento da Terra. b) Em Cientistas chineses querem concluir se o monte Everest, o mais alto do mundo com 8 850 metros, está de fato diminuindo de altitude devido ao constante aquecimento global, o que expressa o trecho destacado? Expressa uma explicação sobre o monte Everest. Conceituação Há termos que são empregados para explicar outro termo, que pode ser um substantivo, pronome ou ainda uma oração. Veja estes exemplos: Dom Casmurro, obra-prima de Machado de Assis, é uma profunda análise do comportamento humano. aposto Área perigosa e sujeita a desmoronamento, o terreno foi finalmente interditado pela segurança pública. O aposto pode vir separado do termo a que se relaciona por vírgula, dois-pontos, travessão ou parênteses. Naquela tarde, regressamos à nossa antiga casa, cenário de tantas lembranças. aposto Havia na praia muitas pessoas: crianças, turistas, camelôs, jogadores. aposto Sobre a cristaleira — um móvel do século XVIII — havia um vaso, uma fruteira e dois bibelôs. aposto Todos os vereadores (independentemente do partido a que se filiam) votaram contra. aposto Às vezes, não existe pausa entre o aposto e o nome que ele especifica ou individualiza: A rua do Ouvidor guarda reminiscências do Rio de Janeiro. aposto O rio Amazonas deságua no oceano Atlântico. aposto GT-C15 (364-382)RO 370 aposto 8/15/08, 12:50 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. aposto 371 Sintaxe Aposto é o termo da oração que explica, esclarece, resume ou identifica o nome ao qual ele se refere, substantivo, pronome ou equivalente desses. VOCATIVO Contextualização HAGAR Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 20 out. 2004. A preocupação dele não estava relacionada à saúde da esposa de Hagar, mas ao atraso nos pagamentos. a) A ansiedade de Hagar justifica-se, por isso ele vai à procura do médico. Como pode ser entendida a atitude do médico? b) Que palavra no texto expressa um chamamento ou apelo? O termo doutor. c) Alterando-se a colocação desse termo na frase, o seu sentido modifica-se? Faça as alterações e exponha suas conclusões. Não, porque o termo não tem uma colocação fixa ou determinada na frase, admite várias colocações: Doutor, venha depressa! Venha, doutor! Depressa! Conceituação O termo doutor, empregado por Hagar ao dirigir-se ao médico, expressa um apelo a seu interlocutor. Sintaticamente, o termo que se refere a um interlocutor é o vocativo. Observe estes exemplos: Ó minha amada, volta aos braços meus! Passe-me o doce, Beatriz. Venham, crianças, já é hora de dormir! O vocativo deve sempre aparecer separado por vírgulas, qualquer que seja sua posição na frase. Às vezes é precedido da interjeição ó, que indica apelo. Vocativo é o termo da oração que se refere a um interlocutor; não faz parte nem do sujeito nem do predicado. GT-C15 (364-382)RO 371 8/15/08, 12:51 PM 372 Aplicação 1 Leia o texto. A porteira ouve a primeira música.Abre as cortinas vermelhas e se coloca de pé, à frente da porta. Às sete horas, pontual, o casal Andreato entrega os ingressos, cumprimentando a porteira delicadamente. O bastante para se mostrarem educados, mas suficiente para ela saber que não passa de cumprimento, sem intimidade maior. Nos dias normais, há uma distância de tempo entre o casal Andreato e os outros espectadores. Aos domingos, não. A fila se estende. Todos ansiosos, olhando a bilheteira que funciona lenta, com medo de errar o troco. No domingo, não há tempo para cumprimentos e sorrisos. As pessoas jogam o dinheiro, apanham os ingressos, saem apressadas para garantir lugar. Sentam-se sempre nas mesmas poltronas. Irritam-se quando encontram alguma pessoa já sentada e olham. Para ver se é da cidade ou se trata de algum estranho não informado dos hábitos locais. (...) BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras proibidas; Clima. São Paulo: Global, 1988. a) O cinema é uma arte social, na qual pessoas estranhas entre si são submetidas a uma mesma experiência audiovisual. É isso o que acontece com os habitantes dessa cidadezinha? Justifique Pessoal. Sugestão: Não totalmente. As pessoas que frequentam o cinema conhesua resposta. cem-se entre si e, quando isso não acontece, repelem o estranho. Elas estão ansiosas e apressadas e não parecem muito receptivas ao que verão na tela. b) Releia a seguinte frase: Nos dias normais, há uma distância de tempo entre o casal Andreato e os outros espectadores. sem sujeito I. Identifique o tipo de sujeito e de predicado nessa frase. Oração e predicado verbal. II. Qual é a transitividade do verbo? Como se classifica seu comtransitivo direto: há; objeto direto: uma distância de tempo entre o casal Andreato plemento? Verbo e os outros espectadores. III.Identifique os adjuntos adnominais e a classe gramatical de cada um. Os, uma, o: artigos; de tempo: locução adjetiva; outros: pronome adjetivo indefinido. c) Classifique o predicado e indique o predicativo nestas orações: Predicado verbo-nominal: saem apressadas; I. ... as pessoas... saem apressadas... predicativo do sujeito: apressadas. verbo-nominal: toda a oraII. ... quando encontram uma pessoa já sentada... Predicado ção; predicativo do objeto: sentada. d) Identifique a classe gramatical a que pertencem os adjuntos adnominais destacados nestes trechos: A: artigo, primeira: numeral, vermelhas: adjetivo. I. A porteira ouve a primeira música. Abre as cortinas vermelhas... II. Sentam-se sempre nas mesmas poltronas. Mesmas: pronome adjetivo. GT-C15 (364-382)RO 372 8/15/08, 12:51 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe OS HOMENS QUE ESPERARAM O FOCO AZULADO 373 2 Leia a tira. MINDUIM Sintaxe 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Charles Schulz SCHULZ, Charles. Minduim. Folha de S.Paulo, 7 jan. 2005. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Ela refere-se, ironicamente, à capacidade que a amiga tem para justificar o merecido descanso das férias aludindo a Deus. a) Interprete as palavras de Marcie no último quadrinho. b) Qual é a transitividade do verbo principal Inscrever no 1o :quadrinho? Identitransitivo direto e indireto; me: objeto direto; no programa de leitura de fique seus complementos e classifique-os. férias da biblioteca: objeto indireto. o leitura, de férias, c) Ainda no 1 quadrinho, quais são os adjuntos adnominais?Oda, de biblioteca. o d) No 2 quadrinho, que expressão indica uma circunstância de lugar? a e) Na tira, qual é a palavra que expressa um chamamento? Classifique-a. Marcie: vocativo. a O adjunto adverbial: dentro da biblioteca. 3 Leia os versos de um poema de Cora Coralina. Fazei, Senhor, com que as sobras das mesas fartas sejam levadas em vosso nome àqueles que nada têm e que a códea largada na abundância nunca seja lançada com desprezo. Haverá sempre uma boca faminta a sua espera. Graças, Senhor, pelo primeiro semeador que lançou a primeira semente na terra e pelo homem que amassou, levedou e cozeu o primeiro pão. Graças, meu Deus, por essa bandeira branca de Paz que traz a certeza do pão. Graças pelas mil vezes que os Livros Santos escrevem e confirmam a palavra generosa e suave: Pão. CORA CORALINA. Meu livro de cordel. São Paulo: Global, 1997. O eu lírico deseja que as pessoas abastadas saibam dividir o alimento com os menos favorecidos, sem que haja desperdícios. E agradece pelo primeiro homem que semeou o grão e pelo que cozinhou o pão, bem como pela paz que assegura o alimento. a) O poema é uma espécie de prece em que o eu lírico faz um pedido e agradecimentos. Qual é o pedido e pelo que se agradece? b) Sintaticamente, como se chama o termo a quem o eu lírico dirige seu apelo ou sua súplica? Identifique-o. Vocativo: Senhor e meu Deus. c) Considere estes versos: Fazei, Senhor, com que as sobras das mesas fartas sejam levadas em vosso nome àqueles que nada têm. GT-C15 (364-382)RO 373 8/15/08, 12:51 PM Sintaxe 374 I. Qual é o sujeito da locução verbal sejam levadas? Trata-se de sujeito agente ou paciente? Sujeito paciente: as sobras das mesas fartas. Adjunto adverII. Que circunstância expressa o adjunto adverbial? Identifique-o. bial de modo: em vosso nome. III. Identifique a função sintática dos termos àqueles e nada. Objeto indireto do verbo levar: àqueles. Objeto direto do verbo ter: nada. d) A oração está na voz passiva analítica, mas não há agente da pasPessoal. Sugestão: ... com que as sobras das mesas fartas sejam levadas em vosso nome, por alguém de siva. Acrescente esse termo à oração. bom coração, àqueles que nada têm. e) Identifique a função sintática dos termos destacados nestes versos: I. Graças, Senhor, pelo primeiro semeador. Complemento nominal. II. ... que traz a certeza do pão. Complemento nominal. III. ... a palavra generosa e suave: Pão. Aposto. 5 Leia o texto. ESSAS MÃES MARAVILHOSAS E SUAS MÁQUINAS INFANTIS Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos, olhavam-na com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o garoto até aquela idade — imaginem — se limitava a brincar e ir à escola. Andava em total descompasso com os outros meninos, que já desenvolveram múltiplas e variadas atividades desde a mais tenra idade. O recorde, por sinal, pertencia ao garoto Peter, filho de uma brasileira e um canadense, nascido em Nova Iorque. (...) NOVAES, Carlos Eduardo. A cadeira de dentista e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1998. p. 15. (Para Gostar de Ler, 15.) a) Identifique e classifique o sujeito do verbo olhar, no 1o período. simples: as outras moradoras do prédio, mães dos amiQual o núcleo do sujeito? Sujeito guinhos do seu filho, Paulinho, seis anos; núcleo: moradoras. b) No texto há termos que explicam ou esclarecem outros. Identidos amiguinhos do seu filho; Paulinho; seis anos; fique-os e indique sua função sintática. Mães filho de uma brasileira e um canadense. São apostos. c) Identifique no texto termos que exprimam uma circunstância de: Lugar: à escola, em Nova Iorque. Modo: com um ar de superioridade, lugar, modo e tempo. em total descompasso. Tempo: logo, até aquela idade, desde a mais tenra idade. d) Leia a frase. Andava em total descompasso com os outros meninos... Verbo intransitivo, I. Qual é a transitividade do verbo e o tipo de predicado? predicado verbal. II. Nessa frase, que termo se liga a um nome, completando-o? Qual sua função sintática? O complemento nominal com os outros meninos. GT-C15 (364-382)RO 374 8/15/08, 12:51 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As respostas são apenas sugestões. 4 Reescreva as frases, acrescentando-lhes um predicativo do sujeito ou um predicativo do objeto. Identifique-os. Predicativo do sujeito: um hábito. a) O bate-papo na internet virou principalmente entre os jovens. b) A presença do cientista tornou o evento . Predicativo do objeto: mais interessante. c) Sua encomenda chegou hoje pelo Sedex. Predicativo do sujeito: bem atrasada. d) Parati é considerada pela Unesco . Predicativo do sujeito: patrimônio histórico da humanidade. e) Os jogadores apelidaram-no . Predicativo do objeto: de Pelezinho. 375 6 Leia a tira. MINDUIM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S.Paulo, 19 nov. 2004. a) Explique por que a afirmação da personagem no último quadriPorque sua lógica baseia-se numa observação pessoal: nho parece incoerente com a realidade.toda vez que ela ou algum conhecido seu foi ao campo, choveu, mas isso não significa que os dois acontecimentos b) Observe estas frases. — viagens ao campo e chuva — estejam relacionados. Por que vamos ao campo? Viagens ao campo provocam chuva... Identifique as funções sintáticas dos termos destacados e justifique 1 frase, ao campo é objeto indireto do verbo ir, que, nessa acepção, é transitivo sua resposta. Na indireto. Na 2 frase, ao campo é complemento nominal, pois completa o sentido de a a um nome (o substantivo viagens). 7 Identifique a frase em que não há predicativo. a) Os medicamentos recolhidos pela fiscalização estavam vencidos, segundo o secretário. b) A data de entrega das declarações de imposto de renda continua marcada para o mês de abril. c) Médicos brasileiros continuam esperançosos em relação às pesquisas com células-tronco. X d) Diversos imigrantes andam pelas ruas de São Paulo, cidade cosmopolita. e) O desperdício de alimentos tornou-se um problema grave em nosso país. 8 Transforme o verbo transitivo em substantivo e identifique o complemento nominal. Veja um exemplo: Obedecer às ordens médicas. Obediência às ordens médicas. complemento nominal a) Aludir aos fatos. Alusão aos fatos. b) Persistir na luta. Persistência na luta. c) Abster-se de doce. Abstenção de doce. d) Conter os juros. Contenção dos juros. e) Comprometer-se com a família. Comprometimento com a família. f) Dissolver a substância. Dissolução da substância. GT-C15 (364-382)RO 375 8/15/08, 12:51 PM Sintaxe 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Charles Schulz 376 9 Leia os quadrinhos. PIRATAS DO TIETÊ Sintaxe LAERTE Laerte LAERTE. Piratas do Tietê. Folha de S.Paulo, 31 jan. 2005. a) Explique as palavras da personagem no último quadrinho. b) Releia as orações a seguir e identifique a função sintática dos termos destacados. I. ... caiu-lhe das mãos... Adjunto adnominal. II. Não é bom para insônia. Complemento nominal. c) Se o quadrinista tivesse escrito o moço tomou do punhal, que objeto direto estaria alteração o complemento do verbo teria sofrido? Opreposicionado. 10 Reescreva as frases, transformando o verbo destacado em substantivo. Faça as alterações necessárias e classifique os complementos. Veja o modelo: A cliente queixou-se do vendedor. A cliente fez uma queixa contra o vendedor. objeto direto complemento nominal a) Os mexicanos atravessam a fronteira, apesar dos riscos. a b) A polícia deteve alguns camelôs na avenida. b c) O governo empreendeu vultosa quantia nesta obra. c d) A criança persistia em sua luta diária. d 11 Identifique a alternativa em que o pronome destacado não é adjunto adnominal. a) Enxugaram-lhe os braços ainda trêmulos. b) Ela apertou-me as mãos com firmeza. X c) Meus parentes ajudaram-me no início do curso. d) A manicure pintou-lhe as unhas de vermelho. e) Acariciou-me os cabelos docemente. a Os mexicanos fazem a travessia da fronteira, apesar dos riscos. objeto direto complemento nominal b A polícia fez a detenção de alguns camelôs na avenida. objeto direto GT-C15 (364-382)RO complemento nominal 376 c O governo fez o empreendimento de vultosa quantia nesta obra. objeto direto complemento nominal d A criança tinha persistência em sua luta diária. objeto direto complemento nominal 8/15/08, 12:51 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A personagem refere-se à linguagem mórbida do livro que, em vez de deixá-la relaxada e livre da insônia, exerce o efeito contrário. 377 RESUMO Adjunto adnominal Termo da oração que modifica um substantivo, caracterizando-o ou determinando-o, sem a intermediação de um verbo. Exemplo: era um quintal ensombrado, murado alto de pedras. (Adélia Prado) ■ Complemento nominal Termo da oração que completa nomes, isto é, substantivos, adjetivos e advérbios, e vem preposicionado. Exemplo: seu olhar estava cheio de ternura. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ■ GT-C15 (364-382)RO Predicativo do sujeito Termo que atribui características ao sujeito da oração. Exemplo: o resto era a noite, a lembrança. (Cecília Meireles) ■ Predicativo do objeto Termo que atribui características ao objeto direto ou ao objeto indireto. Exemplo: julguei-os interessados e amigos. ■ Aposto Termo da oração que explica, esclarece, resume ou identifica o nome ao qual ele se refere, substantivo, pronome ou equivalente desses. Exemplo: Vi um filme sobre Jack, o Estripador. ■ Vocativo Termo da oração que se refere a um interlocutor a quem se dirige a palavra. Exemplo: de vós me aparto, ó vida! (Luís de Camões) 377 8/15/08, 12:51 PM Sintaxe ■ 378 1. (UEPB) O texto a seguir foi extraído da Folha de S.Paulo do dia 25 de julho de 1995. À diferença de outros racismos, o brasileiro é invisível e impalpável. Isso conforta a boa consciência cristã e é uma estratégia desmoralizadora que inibe a formação de um vigoroso movimento negro-mestiço. Quanto ao aspecto morfossintático, os vocábulos destacados no excerto da Folha de S.Paulo podem ser, respectivamente: X a) adjetivo — adjunto adnominal b) substantivo — adjunto adnominal c) substantivo — predicativo do sujeito d) adjetivo — predicativo do sujeito e) substantivo — complemento nominal 2. (UEPB) Todos os períodos a seguir apresentam aposto, exceto: a) Na minha área, as Ciências Sociais, todo acadêmico brasileiro ainda está trabalhando com conceitos da década passada. b) Em Campina Grande, na Paraíba, tendo como pretexto o dia de São João, comemorado em 24 de junho, um monumental arrasta-pé, que começou no dia 9 de junho e só terminou em julho, juntou 200 000 pessoas. (Veja, n. 26, jun. 1995) c) É melhor que cada universidade busque seu próprio caminho: um voltado para a pesquisa, outro para a técnica e um outro mais preocupado com o lado profissional. X d) Esse sistema, grande e variado, precisa de mais liberdade de ação. e) Em Santa Catarina, a Octoberfest, criada em 1984, já deu cria a 22 similares. GT-C15 (364-382)RO 378 3. (Unimep-SP) I. Demos a ele todas as oportunidades. II. Fizemos o trabalho como você orientou. III. Acharam os livros muito interessantes. Substituindo as palavras destacadas por um pronome oblíquo, temos: a) I. Demos-lhe; II. Fizemo-lo; III. Acharam-los. b) I. Demos-lhe; II. Fizemos-lo; III. Acharam-os. X c) I. Demos-lhe; II. Fizemo-lo; III. Acharam-nos. d) I. Demo-lhe; II. Fizemos-o; III. Acharam-nos. e) I. Demo-lhe; II. Fizemo-lhe; III. Acharam-nos. 4. (Vunesp) A pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água. Assinalar a alternativa que contiver a afirmação correta sobre as duas orações transcritas. a) Nas duas orações há sujeito composto precedendo verbo transitivo direto e indireto. b) Nas duas orações há sujeito indeterminado, e apenas o verbo na segunda oração é transitivo direto e indireto. X c) Nas duas orações há inversão da ordem das palavras e ocorrência de complemento verbal pleonástico. d) Nas duas orações ocorre complemento verbal pleonástico, mas apenas na segunda há inversão da ordem das palavras. e) Nas duas orações a ordem é direta e o sujeito é composto. 8/15/08, 12:51 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe QUESTÕES DE VESTIBULARES a) objeto direto, objeto indireto X b) predicativo, objeto indireto Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. c) objeto direto, objeto direto preposicionado d) predicativo, objeto direto pleonástico e) objeto direto, objeto indireto 6. (Cesesp-PE) Para classificar os verbos do trecho abaixo quanto a sua predicação, preencha os parênteses, obedecendo à seguinte instrução: a) intransitivo b) transitivo direto c) transitivo indireto d) transitivo direto e indireto Viverás (), e para sempre / na terra que aqui aforas (): e terás () enfim tua roça. A alternativa que contém a sequência correta é: d) b, d, c X a) a, b, b b) a, a, b e) b, b, b c) b, a, b 7. (UFMG) Observe: 1. Queria muito aquele brinquedo. Queria muito ao amigo. 2. Dormi muito esta noite. Dormi um sono agradável. A partir desses exemplos, explique a seguinte afirmativa: A análise da transitividade verbal é feita de acordo com o texto e não isoladamente. a 8. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção em que a substituição do pronome de primeira pessoa pelo de terceira está em desacordo com a norma da língua culta. a) Vieram-me as rugas. Vieram-lhe as rugas. b) Obriguei a fortuna a ser-me favorável. Obriguei a fortuna a ser-lhe favorável. c) Azevedo Gomes chamou-me patriota. Azevedo Gomes chamou-lhe patriota. X d) O município devia auxiliar-me. O município devia auxiliar-lhe. e) Padilha pediu-me em voz baixa cinquenta mil-réis. Padilha pediu-lhe em voz baixa cinquenta mil-réis. 9. (UFCE) Leia o trecho abaixo do conto “Os moradores do casarão”, de Moreira Campos: Consultando o relógio da parede, que bate as horas num gemer de ferros, ela chama uma das pretas, para que lhe traga a chaleira com água quente. Numere a 2a coluna, identificando a função sintática do termo, de acordo com a 1a coluna. (1) adjunto adnominal (2) adjunto adverbial () num gemer de ferros () da parede () com água quente A sequência correta, de cima para baixo, é: a) 2 — 2 — 1 X b) 2 — 1 — 1 d) 1 — 2 — 2 e) 1 — 2 — 1 c) 2 — 1 — 2 10. (Esal-SP) Não está corretamente analisado o seguinte termo em destaque: a) Ser livre é ampliar a órbita da vida. (adjunto adnominal) b) Por ela se tem até morrido com alegria e felicidade. (adjunto adverbial) c) Ser livre é renunciar à própria condição humana. (objeto indireto) X d) Deve existir nos homens um sentimento profundo. (objeto direto) e) Ser livre — como dizia o famoso conselheiro — é não ser escravo. (sujeito) a Em cada par de frases, o mesmo verbo aparece com transitividade diferente: querer é transitivo direto na primeira frase e transitivo indireto na segunda; dormir é intransitivo na primeira frase e transitivo direto na segunda. Isso mostra como a transitividade depende sempre do contexto em que o verbo é utilizado. GT-C15 (364-382)RO 379 8/15/08, 12:51 PM Sintaxe 379 5. (PUC-SP) Em: Porque eu continuarei a chamar guerra a toda esta época embaralhada de inéditos valores..., as expressões destacadas são, respectivamente: 11. (PUC-SP) No período: Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. Os termos destacados têm, respectivamente, as funções sintáticas de: a) objeto direto, objeto indireto, objeto direto b) objeto indireto, objeto indireto, predicativo do sujeito c) adjunto adnominal, adjunto adnominal, objeto direto X d) objeto direto, objeto direto, predicativo do objeto e) predicativo do sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto 12. (PUCCamp-SP) Só pessoas sem visão não admitem que, neste setor, existe oferta considerada condizente com a procura. Assinale a alternativa em que se apresenta corretamente a função sintática dos termos destacados, respeitando-se a ordem em que eles ocorrem no período. a) adjunto adnominal, objeto direto, complemento nominal b) adjunto adverbial, objeto direto, adjunto adnominal X c) adjunto adnominal, sujeito, complemento nominal d) adjunto adverbial, sujeito, complemento nominal e) adjunto adnominal, objeto direto, adjunto adnominal 13. (PUC-SP) Nos versos: E em que Camões chorou no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho as expressões destacadas têm, respectivamente, funções sintáticas de: a) adjunto adverbial de modo, adjunto adverbial de modo b) predicativo do sujeito, predicativo do sujeito c) complemento nominal, complemento nominal GT-C15 (364-382)RO 380 d) adjunto adnominal, predicativo do sujeito X e) adjunto adnominal, adjunto adnominal 14. (PUC-SP) Nos trechos: E fui eu que o descobri Veja, murmurou o mineiro... e Vou-lhe mostrar... as palavras destacadas têm, respectivamente, funções de: X a) objeto direto, adjunto adnominal, objeto indireto b) objeto direto, objeto direto, objeto indireto c) adjunto adnominal, adjunto adnominal, adjunto adverbial d) adjunto adnominal, adjunto adnominal, objeto direto e) objeto indireto, objeto direto, objeto indireto 15. (Unimep-SP) I. Ele é muito simpático. II. Ela trabalhou muito pouco. III. Há muito livro interessante. Muito é: X a) adjunto adverbial em I e II e adjunto adnominal em III b) adjunto adverbial em I e adjunto adnominal em II e III c) adjunto adverbial em II e adjunto adnominal em I e III d) adjunto adverbial em I, II e III e) adjunto adnominal em I, II e III 16. (Vunesp) Os colegas — o equilibrista, aqueles dois que conversavam em voz baixa, todos enfim — sabiam de sua história e não haviam preparado a mínima homenagem. Na frase acima, o travessão é empregado para: X a) Destacar o aposto e deixar claro o nexo entre o sujeito e o predicado. b) Indicar mudança de interlocutor. c) Indicar a coordenação entre os diferentes núcleos do sujeito composto. 8/15/08, 12:51 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 380 d) Assinalar uma retificação do que se disse anteriormente, no início da frase. e) Realçar ironicamente o valor significativo da palavra colegas. 17. (Vunesp) Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Os termos destacados analisam-se, respectivamente, como: a) agente da passiva e objeto indireto b) adjunto adverbial de tempo e adjunto adnominal X c) adjunto adverbial de tempo e adjunto adverbial de causa d) predicativo do sujeito e predicativo do objeto e) complemento nominal e agente da passiva 18. (Unicamp-SP) A leitura literal do texto abaixo produz um efeito de humor: As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 91, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. (Folha Sudeste, 05 jun. 1992.) a) Transcreva a passagem que produz efeito de humor. a b) Qual a situação engraçada que essa passagem permite imaginar? b c) Reescreva o trecho de forma a impedir tal interpretação. c 19. (Unicamp-SP) O comentário seguinte faz parte de uma reportagem sobre o decreto assinado em 1988 pelo presidente José Sarney, tornando eliminatórios, no vestibular, os exames de língua portuguesa e de redação. Os estudantes que pretendem ingressar na Unicamp, no próximo vestibular, concordam com o decreto do governo. Estão reclamando, apenas, que a Universidade de Campinas está exigindo a leitura de um livro que entrará no exame inexistente no Brasil: A confissão de Lúcio, Mário de Sá-Carneiro. (IstoÉ Senhor, n. 991, 14 set. 1988.) Conforme redigido, o texto contém uma passagem ambígua (que pode ter mais de uma interpretação). Identifique essa passagem, transcreva-a e explique por que ela é ambígua. Em seguida, reescreva-a de forma a tornar clara a interpretação pretendida pela revista. d 20.Em ... as empregadas das casas saem apressadas, de latas e garrafas na mão, para pequena fila de leite, os termos destacados são, respectivamente: a) adjunto adverbial de modo e adjunto adverbial de matéria X b) predicativo do sujeito e adjunto adnominal c) adjunto adnominal e complemento nominal d) adjunto adverbial de modo e adjunto adnominal e) predicativo do sujeito e complemento nominal 21. (UFV-MG) Cessa o estrondo das cachoeiras, e com ele A memória dos índios, pulverizada, Já não desperta o mínimo arrepio. (Carlos Drummond de Andrade) No texto acima, as expressões destacadas são, respectivamente: a) sujeito, complemento nominal, objeto direto X b) sujeito, adjunto adnominal, objeto direto c) objeto direto, adjunto adnominal, sujeito d) objeto direto, complemento nominal, objeto direto e) adjunto adverbial, objeto indireto, sujeito a A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. b Pais acompanhando filhos a motéis. c A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais ou de irem a motéis. GT-C15 (364-382)RO 381 8/15/08, 12:51 PM 381 Sintaxe d A passagem ambígua é ... exigindo a leitura de um livro que entrará no exame inexistente no Brasil, pois pode significar que o livro ou o exame é inexistente. Sugestão de uma nova redação: ... exigindo para o exame a leitura de um livro inexistente no Brasil. 22. (UFSC) Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que lhe é adjunto adnominal. a) ... anunciou-lhe: Filho, amanhã vais comigo. X b) O peixe caiu-lhe na rede. c) Ao traidor, não lhe perdoaremos jamais. d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã. e) Sim, alguém lhe propôs emprego. 23. (UM-SP) Em Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado as expressões de um pé e de gerânio são, respectivamente: a) adjunto adnominal, complemento nominal X b) complemento nominal, adjunto adnominal c) objeto indireto, complemento nominal d) adjunto adnominal, adjunto nominal e) complemento nominal, complemento nominal GT-C15 (364-382)RO 382 24. (UFPel-RS) Preencha os parênteses da segunda coluna de acordo com o resultado da análise dos termos destacados na primeira. a) Permanecemos todos calados. b) Diz-me, meu filho, que fizeste hoje. c) Este vaso é o teu presente. d) Dera-lhe tudo: casa, roupa, comida. e) Aquele desastre foi feito por ele. f) Temos necessidade de ajuda. g) Ele chorou de covarde. h) Elegeram-no governador. i) Os pagãos lhe deram um tesouro. () complemento nominal () aposto () objeto direto () objeto indireto () predicativo do sujeito () predicativo do objeto direto () adjunto adnominal () vocativo () agente da passiva () adjunto adverbial f, d, vazio, i, a, h, c, b, e, g. 8/15/08, 12:51 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 382 Capítulo 16 383 Sintaxe Orações coordenadas PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO Contextualização HAGAR Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 13 nov. 2004. Mostrando, com traços do desenho, que fora Hagar quem comera as almôndegas. Também é engraçado o fato de Eddie se preocupar com o roubo, se, na verdade, as almôndegas estavam estragadas. a) Explique como o quadrinista produziu humor nessa tira. b) No primeiro período da tira (fala de Eddie) as orações são dependentes ou independentes? São independentes. c) Releia este trecho: Não, mas vou verificar se alguém está passando mal do estômago! Quantas são as orações e qual é o sentido da conjunção mas? São duas orações (a primeira oração, não desconfio de ninguém, é substituída pelo advérbio não; a segunda oração é mas vou verificar se alguém está passando mal do estômago), e a conjunção expressa ideias contrárias ou oposição. Conceituação No Capítulo 13, você estudou o período simples, que é constituído de uma só oração, e o período composto, que é constituído de duas ou mais orações. Neste capítulo, você verá como se constituem os períodos compostos por coordenação, isto é, aqueles formados por orações independentes, as orações coordenadas. Estas podem vir ligadas por uma conjunção coordenativa ou separadas por pontuação. No período composto por coordenação as orações são independentes sintaticamente; elas entram numa ordenação em sequência, sem que seja estabelecida uma relação hierárquica entre elas. GT-C16 (383-394)RO 383 8/15/08, 12:52 PM 384 ORAÇÕES COORDENADAS Contextualização HAGAR Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 12 nov. 2004. a) Qual a desculpa que Hagar dá à mulher por não ter cumprido sua promessa? O fato de ter feito a promessa com uma caneca de cerveja na mão, isto é, alcoolizado. b) Releia a fala de Helga. Separe as quatro orações do período composto de acordo com os verbos. Que valor semântico expressa a conjunção 1 oração: E suas promessas de pintar a casa; 2 oração: cortar lenha; 3 oração: consertar o coordenativa? telhado ; 4 oração: e construir um celeiro. A conjunção coordenativa e expressa soma ou adição. a a a a c) Como se chama o período composto cujas orações são coordenadas? Período composto por coordenação. Conceituação Você observou no exercício que há orações coordenadas que não têm conjunção e vêm separadas por pontuação. Essas orações são chamadas coordenadas assindéticas. Quando estão ligadas por conjunção coordenativa são chamadas orações coordenadas sindéticas. As orações coordenadas não funcionam como termo de outra oração, já que são independentes sintaticamente entre si. Veja estes exemplos: 1a oração: coordenada assindética 2a oração: coordenada sindética explicativa Chame rápido a ambulância, / pois o acidente foi grave. 1a oração: coordenada assindética 2a oração: coordenada assindética Os imóveis estão caros, / os financiamentos tornaram-se inviáveis, / portanto o aluguel é a solução. 3a oração: coordenada sindética conclusiva GT-C16 (383-394)RO 384 8/15/08, 12:52 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Sintaxe Leia a tira. 385 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com a conjunção coordenativa que as introduz. Entretanto, é preciso considerar as relações de sentido que se estabelecem entre as orações, pois muitas vezes o uso de determinada conjunção implica um sentido diferente do que normalmente está prescrito na classificação gramatical. Aditivas Leia a frase. Coma verduras / e leve uma vida mais saudável. coordenada sindética aditiva coordenada assindética Nesta frase, há duas orações coordenadas ligadas pela conjunção coordenativa aditiva e. A 2a oração é considerada coordenada sindética e estabelece um sentido de acréscimo ou de adição em relação à 1a oração. As orações coordenadas sindéticas aditivas são introduzidas pelas conjunções coordenativas aditivas: e, nem, que, não só... mas também, não só... mas ainda, tanto... como, etc. Adversativas Leia este exemplo. Todos os dias esvaziava uma garrafa, colocava dentro sua mensagem, e a entregava ao mar. Nunca recebeu resposta mas tornou-se alcoólatra. (adaptado) 1a oração: coordenada assindética 2a oração: coordenada sindética adversativa COLASANTI, Marina. A oração iniciada pela conjunção adversativa mas estabelece em relação à oração anterior um sentido contrário, adverso ou oposto. As orações coordenadas sindéticas adversativas são introduzidas pelas conjunções coordenativas adversativas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, senão, etc. GT-C16 (383-394)RO 385 8/15/08, 12:52 PM Sintaxe Coordenada assindética é a oração simplesmente justaposta a outra, sem conjunção que as enlace. Coordenada sindética é a oração ligada a outra por conjunção coordenativa. 386 Alternativas Leia os quadrinhos. MINDUIM Sintaxe 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Charles M. Schulz SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S.Paulo, 10 jan. 2005. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As palavras de Lino são tão convincentes e ameaçadoras que Snoopy prefere fingir-se de distraído e, para evitar contratempos, devolve o lençol. Veja o período do 2o quadrinho: Ou você me dá o lençol, / ou eu vou dar um nó nas suas orelhas... 1a oração 2a oração Observe que essas duas orações apresentam fatos ou ideias que se excluem ou se alternam. As orações iniciadas pela conjunção coordenativa alternativa ou... ou expressam, portanto, alternância. Outras conjunções coordenativas alternativas são: ora... ora, quer... quer, seja... seja, já... já, etc. Conclusivas Leia os quadrinhos. DILBERT 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Scott Adams ADAMS, Scott. Dilbert. Folha de S.Paulo, 10 nov. 2002. A interpretação errada do slogan da companhia fez com que a personagem passasse a agir de forma insensata. Na verdade, o slogan sugeria que todos os funcionários deveriam trabalhar com dedicação e zelo, como o próprio dono faria. GT-C16 (383-394)RO 386 8/15/08, 12:52 PM 387 Observe: 1a oração 2a oração 3a oração O novo slogan da companhia é / “aja / como se fosse o dono da empresa”, / portanto vou vender as coisas / que não uso / e ficar com o dinheiro. 5a oração 6a oração Sintaxe 4a oração Explicativas Leia a tira. GARFIELD Jim Davis 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Na 4a oração — portanto vou vender as coisas — a conjunção coordenativa conclusiva portanto relaciona-se à oração anterior e expressa a conclusão do fato já mencionado. Funcionam como conjunções coordenativas conclusivas: portanto, pois (após o verbo), por isso, de modo que, logo, etc. DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 5 jan. 2005. Garfield parece filosofar um pouco e mostra-se insatisfeito com a vida. No último balão, a oração iniciada pela conjunção coordenativa explicativa porque acrescenta uma explicação às orações anteriores. Observe: 1a oração 2a oração Os bons tempos estão por vir, / ou então já passaram / porque aqui, com certeza, é que não estão. 3a oração A 2a oração é coordenada sindética alternativa, conforme já estudamos. A 3a oração é coordenada sindética explicativa, uma vez que expressa uma justificativa, uma explicação, para as duas orações anteriores. As orações desse tipo são introduzidas pelas conjunções coordenativas explicativas: porque, pois (antes do verbo), que, porquanto, etc. GT-C16 (383-394)RO 387 8/15/08, 12:52 PM 388 Aplicação Os moradores do Vale dos Cristais terão 4 milhões de metros quadrados de área verde, além de toda infraestrutura para não precisar sair de lá. Mas, ao sair, eles chegam ao BH Shopping em apenas cinco minutos. Um sonho para poucos que já está virando realidade. Viagem e Turismo, São Paulo, fev. 2005. a) Nessa propaganda não há o emprego do imperativo nem da função apelativa, comuns em anúncios. Como o publicitário incentiva o cliente a comprar seu produto? a b) Como se classifica o período: Os amigos não vão fazer visita, vão fazer ecoturismo? Período composto por coordenação, formado por orações assindéticas. 2 Leia o poema de Mario Quintana. a Há o emprego da função referencial, que visa informar, de frases expressivas e de uma bela imagem do local. O texto sugere ainda que é possível agregar as facilidades da cidade (shopping) ao contato com a natureza. DOS HÓSPEDES Esta vida é uma estranha hospedaria, De onde se parte quase sempre às tontas, Pois nunca as nossas malas estão prontas, E a nossa conta nunca está em dia... b O autor refere-se à efemeridade de nossa vida, que acaba repentinamente sem que estejamos preparados, e sem que tenhamos quitado nossas dívidas com este mundo — agradecido às pessoas que amamos, realizado projetos, etc. QUINTANA, Mario. Poesias. 6. ed. Porto Alegre: Globo, 1983. p. 140. Com um hóspede ou viajante que se instala numa hospedaria. a) Com quem o eu lírico nos compara? b) Interprete a linguagem figurada do texto. b c) Releia este verso: Pois nunca as nossas malas estão prontas. Qual é o sentido da conjunção pois e como se classifica essa oração? Sentido de explicação; oração coordenada sindética explicativa. GT-C16 (383-394)RO 388 8/15/08, 12:52 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe DNA PROPAGANDA 1 Leia o anúncio. a Oração coordenada sindética aditiva. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Oração coordenada sindética adversativa. 4 Junte as orações com uma conjunção coordenativa formando um período composto. Em seguida, dê o sentido que cada conEste filme está indicajunção indica. As respostas são apenas sugestões. do ao Oscar, mas há fortes concorrentes. a) Este filme está indicado ao Oscar. Há fortes concorrentes. (oposição) b) O clima do planeta Terra piorou. Ocorreram diversos cataclismas O clima do planeta Terra piorou, porque ocorreram diversos cataclismas nestes últimos anos. nestes últimos anos. (explicação) c) O buffet agradou aos clientes. O serviço pareceu-nos perfeito. c d) O feriado será na sexta-feira. Faremos um passeio a Angra dos Reis. O feriado será na sexta-feira, portanto faremos um passeio a Angra dos Reis. (conclusão) 5 Leia o poema. c O buffet agradou aos clientes e o serviço pareceu-nos perfeito. (adição, acréscimo) A GAIOLA E era a gaiola e era a vida era a gaiola e era o muro a cerca e o preconceito e era o filho a família e a aliança e era a grade a filha e era o conceito e era o relógio horário o apontamento e era o estatuto a lei e o mandamento e a tabuleta dizendo é proibido. E era a vida era o mundo e era a gaiola e era a casa o nome a vestimenta e era o imposto o aluguel a ferramenta e era o orgulho e o coração fechado e o sentimento trancado a cadeado. E era o amor e o desamor e o medo de magoar e eram os laços e o sinal de não passar. E era a vida era a vida o mundo e a gaiola e era a vida e a vida era a gaiola. MELO, Maria do Carmo B. C. de. A gaiola. In: BERALDO, Alda. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2. Resposta pessoal. Sugestão: o poema refere-se a tudo que cerceia a liberdade humana, como se fosse uma gaiola nos impedindo de voar: o muro, a cerca, a grade, a lei, o medo, etc. a) Explique por que o poema se chama “A gaiola”. b) Explique o sentido expresso pela repetição da conjunção coorderepetição dá ideia de continuidade, de sequência ininterrupta, pela adição nativa aditiva e. Essa dos elementos enumerados que dão fluência ao texto. GT-C16 (383-394)RO 389 8/15/08, 12:52 PM Sintaxe 389 b Oração coordenada sindética aditiva. 3 Separe as orações e classifique as coordenadas sindéticas nos Professor: há outras possibilidades de resposta. Avaliar a pertinência das alterperíodos a seguir. nativas que os alunos apresentem. a) A sessão de cinema começa às vinte horas, / portanto passarei em sua casa meia hora antes. Oração coordenada sindética conclusiva. b) Ora gesticulava impaciente ao telefone, / ora gritava com os empregados. Orações coordenadas sindéticas alternativas. c) Nossa encomenda chegou ontem /e logo conferimos todo o material. a d) Não só viaja muito a trabalho, / mas ainda procura viajar a lazer. b e) Conversou com o gerente, /mas não obteve o empréstimo desejado. 390 RESUMO ■ Período composto por coordenação Sintaxe As orações são independentes sintaticamente; elas entram numa ordenação em sequência, sem que seja estabelecida uma relação hierárquica entre elas. ■ Orações coordenadas • assindéticas: orações coordenadas que não têm conjunção e vêm separadas • sindéticas: orações coordenadas ligadas por conjunção coordenativa: • aditivas: expressam ideia de adição ou acréscimo; • adversativas: expressam ideia de oposição; • alternativas: apresentam fatos ou ideias que se excluem ou se alternam; • conclusivas: expressam a conclusão de um fato já mencionado; • explicativas: expressam uma justificativa de um fato já mencionado. GT-C16 (383-394)RO 390 8/15/08, 12:52 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. por pontuação; 391 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (UFF-RJ) A pontuação pode ser substituída, muitas vezes, por conectivos, para estabelecer variados tipos de relações sintático-semânticas. Na frase extraída do Capítulo 1 de Esaú e Jacó: A noite é clara e quente; podia ser escura e fria, e o efeito seria o mesmo. o conectivo que pode ser usado em substituição ao ponto-e-vírgula tem valor: a) explicativo b) conclusivo c) proporcional d) final X e) adversativo 2. (Fuvest-SP) Dentre os períodos transcritos abaixo, um é composto por coordenação e contém uma oração coordenada sindética adversativa. Assinalar a alternativa correspondente a esse período. a) A frustração cresce e a desesperança não cede. b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a autoabsolvição? c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. d) Sejamos francos. X e) Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos como população. 3. (PUC-SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que ocorre uso incorreto de conjunção. X a) O homem criou a máquina para facilitar sua vida, e contudo ela correspondeu a essa expectativa. b) Diga-lhe que abra logo a porta, que eu estou com pressa. GT-C16 (383-394)RO 391 c) Ele tinha todas as condições para representar bem os colegas; nem todos lhe reconheciam os méritos, porém. d) O problema é que ainda não se sabe se ele agiu conforme as normas da empresa. e) Ao perceber o que tinha feito com seus livros, gritou que parecia um louco. 4. (UFF-RJ) Assinale a única alternativa em que ocorre oposição entre as ideias estabelecidas nos períodos. X a) Os contratos não vêm mais com a chancela do Estado, mas com carimbos de advogados... b) A mistura é irreversível. É uma exigência do mundo. c) Eu, um italiano, não torci pela Itália nesta Copa, virei um seguidor apaixonado do Senegal. d) ... essa lógica não diz respeito só a equipes de futebol. Ela serve como condição para nossa experiência... 5. (UFUb-MG) Em: Agora não se vira mais cidadão do mundo: você já nasce sendo um, a relação entre as orações pode ser estabelecida por meio de: a) logo b) mas c) desde que X d) pois 6. (FEI-SP) Sem dúvida as árvores se despojaram e enegreceram, o açude estancou, as porteiras dos currais se abriram, inúteis. (Graciliano Ramos) Classifique sintaticamente a oração destacada. a) coordenada sindética aditiva b) coordenada sindética adversativa c) coordenada sindética conclusiva X d) coordenada assindética 8/15/08, 12:52 PM Sintaxe QUESTÕES DE VESTIBULARES 392 Sintaxe 1. Não caía um galho, não balançava uma folha. 2. O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou. 3. O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a prova. Acabara o exame. Nota-se que existe coordenação assindética: a) apenas em 1 b) apenas em 2 c) apenas em 3 X d) em 1, 2 e 3 e) em nenhum deles 8. (Unimep-SP) Mauro não estudou nada e foi aprovado. Apesar do e, normalmente aditivo, a oração destacada é: X a) adversativa b) conclusiva c) explicativa d) alternativa e) causal 9. (Unimep-SP) I. Fui às Olimpíadas, mas perdi o ano na escola. II. Perdeu o emprego, mas passou três meses na Europa. III. Todos ficaram apreensivos, mas a responsabilidade era grande. A conjunção mas introduz orações coordenadas adversativas que podem apresentar, no entanto, ideias ou valores diferentes. Em I, II e III há, respectivamente, ideia ou valor de: a) compensação, justificativa, contraste b) compensação, compensação, justificativa c) não-compensação, não-compensação, objeção X d) não-compensação, compensação, justificativa e) comparação, objeção, compensação GT-C16 (383-394)RO 392 10. (FCMSCSP) Chamando de: 1 o período composto por coordenação sindética, 2 o período composto por coordenação assindética, assinale a alternativa correta. a) Colhemos frutos, jogamos bola. (1) b) Bem depressa chegou o trem: despedimo-nos sem demora. (1) X c) Os dois anos de serviço acabaram em 1855, e o escravo ficou livre, mas continuou o ofício. (1) d) Dormi tarde, mas acordei cedo. (2) e) Fui bem em Física, mas não acertei nada de Química. (2) 11. (F. C. Chagas-BA) Não chegue tarde, pois muita gente virá procurá-lo. Comece com: Muita gente virá... a) porquanto b) entretanto X c) por conseguinte d) dado que e) visto como 12. (Imes-SP) Classifique as orações destacadas, de acordo com o código abaixo: a) coordenada sindética aditiva b) coordenada sindética adversativa c) coordenada sindética explicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada assindética I. () De outras ovelhas cuidarei, que não de vós. (Garrett) II. () José entendeu os testes, portanto pode fazer as provas. III.() Você não pode desanimar, b, d, c. pois, afinal de contas, tudo anda muito bem. 13. (UFJF-MG) Só há orações coordenadas em: a) Faltou vinho em um casamento, e deu à água que corre a cor e o gosto do vinho. b) As ondas aplacavam-se a um gesto seu; os peixes, que se recusavam a Pedro, enchiam a rede que Jesus mandara lançar. 8/15/08, 12:52 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 7. (FCMSCSP) Por definição, oração coordenada que seja desprovida de conectivo é denominada assindética. Observando os períodos seguintes: 393 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 14. (FCMSCSP) Por definição, oração coordenada que se prende à anterior por conectivo é denominada sindética e é classificada pelo nome da conjunção que a encabeça. Assinale a alternativa em que aparece uma coordenada sindética explicativa, conforme a definição. a) A casaca dele estava remendada mas estava limpa. b) Ambos se amavam, contudo não se falavam. c) Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou lavando as vidraças. X d) Chora, que lágrimas lavam a dor. e) O time ora atacava, ora defendia e no placar aparecia o resultado favorável. 15. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção em que a conjunção e está empregada com valor adversativo. a) Deixou viúva e órfãos miúdos. b) Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção proibi a aguardente. X c) Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. d) Iniciei a pomicultura e a avicultura. e) Perdi dois caboclos e levei um tiro de emboscada. 16. (FCMSCSP) Seja racional, pois aqui não cabem critérios subjetivos. Comece com: Aqui não cabem... X a) portanto d) posto que b) visto que e) não obstante c) para isso GT-C16 (383-394)RO 393 17. (U. F. Santa Maria-RS) Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. 1. Correu demais, caiu. 2. Dormiu mal, os sonhos não o deixaram em paz. 3. A matéria perece, a alma é imortal. 4. Leu o livro, é capaz de descrever as personagens com detalhes. 5. Guarde seus pertences, podem servir mais tarde. a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto X b) por isso, porque, mas, portanto, que c) logo, porém, pois, porque, mas d) porém, pois, logo, todavia, porque e) entretanto, que, porque, pois, portanto 18. (Cesgranrio) A nova bomba anunciava o rápido desfecho da guerra em curso contra o Japão. Mas também prenunciava uma nova era, cheia de inquietações. A expressão destacada exprime: X a) adição d) conclusão b) alternância e) explicação c) contraste 19. (Fuvest-SP) Podem acusar-me: estou com a consciência tranquila. Os dois pontos ( : ) nesse período poderiam ser substituídos por vírgula explicitando-se o nexo entre as duas orações pela conjunção: X d) pois a) portanto b) e e) embora c) como 20.(Uema) A oração coordenada sindética explicativa está no item: X a) Vem depressa, que o tempo urge. b) Vi o menino que adoeceu. c) Morreu a floresta porque não choveu. d) Anda que anda, menino. e) Pedro, que é pequeno, depende dos pais. 8/15/08, 12:52 PM Sintaxe c) Uma noite, perante os discípulos turbados, caminhou lisamente sobre o mar, como nós outros pisamos o chão. d) Acalmou possessos. Fez andar paralíticos. A leprosos sacava as feridas. X e) Todas essas respostas seriam impressionantes, e os evangelistas as consignariam respeitosamente em suas crônicas. 394 Os homens queimam a vegetação perigosamente. O desequilíbrio ecológico instala-se. (relação de conclusão) Os homens queimam a vegetação perigosamente, por isso (logo) o desequilíbrio ecológico se instala. 22. (Cesgranrio) Na frase: Avançamos muito na tecnologia, mas a perplexidade fundamental é a mesma, o termo destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por: a) por conseguinte X b) ainda assim c) portanto d) logo e) pois 23. (Unimep-SP) Leia atentamente as frases: I. Mário estudou muito e foi reprovado! (= mas) II. Mário estudou muito e foi aprovado! (= por isso) Em I e II, a conjunção e tem, respectivamente, valor: a) aditivo e conclusivo b) adversativo e aditivo GT-C16 (383-394)RO 394 c) aditivo e aditivo X d) adversativo e conclusivo e) concessivo e causal 24. (PUC-RJ) A grande utilização da conjunção e deve-se, em parte, ao fato de que ela pode assumir diversos significados. Substitua-a em cada frase abaixo por uma conjunção mais característica do significado em questão. a) Todos se prepararam ansiosamente para o domingo na praia, e choveu. Mas. b) Conformar-se com a situação e mobilizar-se para melhorá-la são as opções do brasileiro. Ou. 25. (UM-SP) Embora todas as conjunções sejam aditivas, uma oração apresenta ideia de adversidade: a) Não achou os documentos nem as fotocópias. X b) Queria estar atento à palestra e o sono chegou. c) Não só aprecio a Medicina como também a Odontologia. d) Escutei o réu e lhe dei razão. e) Não só escutei o réu mas também lhe dei razão. 8/15/08, 12:52 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 21. (PUC-MG) Reúna os dois fatos citados no período, estabelecendo entre eles a relação que se acha expressa entre parênteses: Capítulo 17 395 Sintaxe Orações subordinadas I Substantivas ORAÇÕES SUBORDINADAS Contextualização CALVIN Bill Watterson 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Leia a tira. WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 20 out. 2004. a) A partir do último quadrinho da tira, é possível interpretar a irritação de Calvin de duas maneiras, uma positiva, outra negativa. Quais inpensar que Calvin é um garoto com criatividade acima da terpretações são essas? Pode-se média, que não consegue nem deve se submeter a regras. Ou podese pensar, também, que ele é apenas um mau perdedor, incapaz de admitir que não havia entendido o espírito do jogo. b) Releia. Aqui diz que se a gente ligar os pontos aparece uma imagem, mas eu liguei e só apareceu um monte de rabiscos. Cinco verbos e I. Quantos verbos há nesse período? Quantas são as orações? cinco orações. II. Há duas orações coordenadas nesse período. Quais são elas e como Mas eu liguei: coordenada sindética adversativa. E só apareceu um monte de se classificam? rabiscos : coordenada sindética aditiva. III. Observe estas duas orações: (1) Aqui diz... (2) que aparece uma imagem. Relembrando o que já vimos sobre os termos da oração — sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, predicativo do objeto, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto —, qual dessas funções sintáticas você acha que a oração (2) exerce em relação à oração (1)? Dica: substitua a oração (2) por nomes, como: Aqui diz oração (2) funciona como objeto “cuidado”, ou Aqui diz “ótimos prêmios”. Adireto da oração (1). GT-C17 (395-410)RO 395 8/15/08, 12:54 PM 396 Quando uma oração funciona como termo (sujeito, predicado, objeto, etc.) de outra, ela é chamada de oração subordinada. A oração da qual a oração subordinada é um termo chama-se oração principal. O período formado por uma oração principal e uma ou mais orações subordinadas chama-se período composto por subordinação. Como você viu nesse exemplo, um mesmo período pode estar formado por orações coordenadas (mas eu liguei, e só apareceu um monte de rabiscos) e subordinadas (aqui diz, que aparece uma imagem, se a gente ligar os pontos). Nesse caso, dizemos que se trata de um período composto por coordenação e subordinação. Veja outros exemplos de orações subordinadas. verbo transitivo direto objeto direto adjunto adverbial adjunto adverbial Acho / que é / para ligar os pontos na ordem / em que eles foram numerados. 1a oração 2a oração principal subordinada 3a oração subordinada 4a oração subordinada Veja ainda este outro exemplo: verbo transitivo direto objeto direto O folheto ensina / como ligar os pontos. 1a oração principal 2a oração subordinada Observe, neste último exemplo, que a segunda oração do período composto funciona como objeto direto da oração principal, já que o verbo ensinar é, nesse caso, transitivo direto. Se o período fosse simples, o objeto direto desse verbo seria somente um termo da oração. Veja: O folheto ensina / a ligação dos pontos. verbo transitivo direto objeto direto As orações subordinadas funcionam como termo de outra oração; por isso são orações dependentes. As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas e adverbiais e equivalem, respectivamente, a um substantivo, um adjetivo ou um GT-C17 (395-410)RO 396 8/15/08, 12:54 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe Conceituação Sintaxe 397 advérbio. Essa classificação também está ligada à função sintática que a oração subordinada exerce na oração principal: • as orações subordinadas substantivas podem exercer função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo, aposto ou agente da passiva; • as orações subordinadas adjetivas sempre exercem a função de adjunto adnominal; • as orações subordinadas adverbiais sempre exercem a função de adjunto adverbial. Orações subordinadas substantivas Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização Leia o texto. BRASIL LIDERA PESQUISA DE CÉLULA-TRONCO PARA O CORAÇÃO Um dos principais estudos do mundo envolvendo o uso de células-tronco no tratamento de doenças cardíacas será realizado no Brasil. A pesquisa vai durar três anos e seu objetivo é comprovar a eficácia da terapia celular nesse tipo de tratamento para levá-lo à população através do SUS. Uma vantagem desse tipo de terapia é que ela reduz o gasto com internações, consultas, cirurgias e transplantes. IstoÉ, São Paulo, 9 fev. 2005. Comprovar a sua eficácia no tratamento de doenças cardíacas; os benefícios: tratamento pelo SUS e redução de gastos com internações, consultas, cirurgias e transplantes. a) O que se pretende com a terapia das células-tronco no Brasil e que benefícios podem ser esperados desse estudo? b) Releia este período: Uma vantagem desse tipo de terapia é que ela reduz o gasto com internações, consultas, cirurgias e transplantes. I. Quantos são os verbos e quantas são as orações desse período? Dois verbos e duas orações. II. A segunda oração tem sentido completo ou independente? Por quê? Não, pois depende da primeira. Por isso mesmo, é chamada de subordinada. III. Qual é a predicação dos verbos? Como se classifica o período? É é um verbo de ligação e reduz é verbo transitivo direto. O período é composto por subordinação. IV. Localize e classifique o predicado da primeira oração e identifique predicado é nominal: é que ela reduz o gasto com internações, consultas, cirurgias e transplantes e seu seu núcleo. Onúcleo é toda a segunda oração (que ela reduz o gasto com internações, consultas, cirurgias e transplantes). V. Você deve ter observado que a primeira oração é principal e a segunda constitui uma oração subordinada. Que termo a subordinada representa na principal? Não se esqueça de que o predicado da A segunda oração (que ela reduz o gasto com internações, primeira oração é nominal. consultas, cirurgias e transplantes) é predicativo do sujeito da oração principal (Uma vantagem desse tipo de terapia é). GT-C17 (395-410)RO 397 8/15/08, 12:54 PM 398 Conceituação Veja como esse mesmo período pode ser escrito: Como se vê, o verbo reduzir (reduz) pode ser substituído por um substantivo (redução). Dizemos, então, que a oração é subordinada substantiva, porque tem o valor de um substantivo. Observe que, quando substituímos reduz por redução, ficamos com um período simples em que a oração subordinada passou a ser um termo da principal. Como o predicado é nominal, o núcleo funciona como predicativo do sujeito. Nem sempre a oração subordinada substantiva pode ser trocada por um substantivo; às vezes só é possível substituí-la por um pronome substantivo. Veja: Julgo / que o avanço nestes estudos é necessário. verbo Julgo isso (isto ou aquilo). pronome substantivo As orações subordinadas substantivas são normalmente introduzidas pelas conjunções subordinativas integrantes, que e se. Também certos advérbios interrogativos, pronomes indefinidos ou interrogativos podem iniciar esse tipo de oração. Olhe quando será o evento. Sei quem o estima. Ignoro quanto vale o sítio. Concluindo: A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e funciona como um termo da oração principal — sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto. Classificação das orações subordinadas substantivas Quando as orações subordinadas substantivas funcionam como sujeito da oração principal, são chamadas de subjetivas; se são objeto direto da oração principal, chamam-se objetivas diretas; se o termo que representam é o objeto indireto, temos as objetivas indiretas; se for um predicativo, as orações são predicativas; se for um complemento nominal, chamam-se completivas nominais; e, se for um aposto, chamam-se apositivas. GT-C17 (395-410)RO 398 8/15/08, 12:54 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe Uma vantagem desse tipo de terapia é a redução do gasto com internações, consultas, cirurgias e transplantes. 399 Subjetiva Leia os exemplos. conjunção subordinativa integrante verbo impessoal oração principal Sintaxe Acontece / que seu sucesso não depende de nós. oração subordinada substantiva subjetiva (sujeito) verbo ser + predicativo conjunção subordinativa integrante Seria conveniente / que os fatos fossem esclarecidos. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. oração principal oração subordinada substantiva subjetiva (sujeito) conjunção subordinativa integrante verbo na passiva Sabe-se / que haverá mudanças na equipe. oração principal oração subordinada substantiva subjetiva (sujeito) Observe nesses exemplos que a oração subordinada substantiva subjetiva exerce a função de sujeito da oração principal, da qual depende. Esse tipo de oração pode ser antecedido por: • verbo impessoal, que é conjugado na 3ª pessoa do singular (constar, parecer, convir, admirar, preocupar, cumprir, importar, urgir, etc.); • verbo de ligação acompanhado de predicativo: é necessário, seria bom, parece aceitável, estava decidido, etc.; • verbo na voz passiva: diz-se, conta-se, espera-se, é sabido, foi comentado, etc. Objetiva direta Observe. verbo transitivo direto conjunção subordinativa integrante O gerente do hotel disse / que vocês fizeram as reservas para amanhã. oração principal oração subordinada substantiva objetiva direta (objeto direto) verbo transitivo direto e indireto advérbio A secretária informou-nos / quanto era a consulta. oração principal GT-C17 (395-410)RO 399 oração subordinada substantiva objetiva direta (objeto direto) 8/15/08, 12:54 PM 400 No texto central do anúncio, a oração que de água esse planeta entende completa o verbo transitivo direto olhar e se classifica como subordinada substantiva objetiva direta. Esse tipo de oração funciona como objeto direto do verbo da oração principal, que pode ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto. IstoÉ, São Paulo, 15 dez. 2004. Objetiva indireta Veja. preposição verbo pronominal conjunção subordinativa integrante O sujeito lembrou-se / de que a escola ficava no bairro Tatuapé. oração principal oração subordinada substantiva objetiva indireta (objeto indireto) verbo transitivo direto e indireto preposição sujeito conjunção subordinativa integrante Ele notificou os réus / de que a sentença se daria em breve. oração principal oração subordinada substantiva objetiva indireta (objeto indireto) Como se vê, as segundas orações exercem a função de objeto indireto do verbo das orações principais, aparecem preposicionadas e são chamadas de orações subordinadas substantivas objetivas indiretas. Predicativa Leia os exemplos. sujeito verbo de ligação conjunção subordinativa integrante O fato era / que antigamente os pais liam para os filhos à noite. oração principal GT-C17 (395-410)RO oração subordinada substantiva predicativa (predicativo) 400 8/15/08, 12:54 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe ASA COMUNICAÇÃO Observe, ainda, este anúncio. 401 sujeito verbo de ligação conjunção subordinativa integrante A verdade é / que o espetáculo ficou em cartaz mais de um ano. oração subordinada substantiva predicativa (predicativo) Você observou que as segundas orações exercem a função de predicativo do sujeito das orações principais, logo se classificam como orações subordinadas substantivas predicativas. Completiva nominal Leia. preposição conjunção subordinativa integrante O passageiro tinha certeza / de que a bagagem se extraviara. oração principal oração subordinada substantiva completiva nominal (complemento nominal) adjetivo preposição conjunção subordinativa integrante Os torcedores estavam esperançosos / de que o time fosse classificado. oração principal oração subordinada substantiva completiva nominal (complemento nominal) Leia, ainda, este anúncio. MUSEU DE ARTE PRÉ-COLOMBIANA Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. substantivo NO MUSEU DE ARTE PRÉ-COLOMBIANA, A PROVA DE QUE BELEZA E ARTE NÃO CHEGARAM COM OS EUROPEUS Ícaro Brasil, nov. 2003. GT-C17 (395-410)RO 401 8/15/08, 12:54 PM Sintaxe oração principal Sintaxe 402 A oração de que beleza e arte não chegaram com os europeus completa o substantivo prova, por isso classifica-se como oração subordinada substantiva completiva nominal. Essas orações subordinadas substantivas chamadas de completivas nominais exercem a função de complemento nominal de um nome (substantivo ou adjetivo) da oração principal e apresentam preposição antes da conjunção. Apositiva Leia estes exemplos. objeto indireto verbo transitivo direto e indireto objeto direto oração principal Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Antecipou-me esta informação: / (que) voltaria para o interior. oração subordinada substantiva apositiva (aposto) verbo transitivo direto A equipe tomou uma decisão: / (que) o trabalho seria entregue em uma semana. oração principal oração subordinada substantiva apositiva (aposto) Nesses casos, as segundas orações exercem a função de aposto de um nome das orações principais. Podem vir antecedidas de dois pontos ou travessão ou, ainda, entre vírgulas e são chamadas de subordinadas substantivas apositivas. Aplicação 1 Leia a tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 15 set. 2004. GT-C17 (395-410)RO 402 8/15/08, 12:54 PM a O sujeito são a 2ª e a 3ª orações inteiras: que as pessoas fiquem dizendo que os advogados governam o mundo. 403 b Predicado nominal: é um absurdo; predicativo do sujeito: um absurdo; núcleo do predicativo: absurdo. o a) No 1 quadrinho lê-se o seguinte período: É um absurdo que as pessoas fiquem dizendo que os advogados 1ª oração: É um absurdo; 2 oração: que as pesgovernam o mundo! I. Separe as orações e classifique o período. II. Identifique o sujeito do verbo ser (É um absurdo). III. Em relação ao sujeito que você identificou no item anterior, qual é o predicado, o predicativo e o núcleo do predicativo? Classifique-os. b IV. Na 2a oração, qual é a predicação do verbo dizer? Verbo transitivo direto. V. Identifique o complemento do verbo dizer e classifique-o. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A 3a oração: que os advogados governam o mundo (oração subordinada substantiva objetiva direta). 2 Complete os períodos, substituindo as lacunas por uma oração subordinada substantiva. Depois classifique essa oração. Respostas pessoais. a) Os painéis históricos mostram que . Objetiva direta. b) É possível que . Subjetiva. c) Meu chefe estava convicto de que . Completiva nominal. d) Não se definiu quem . Subjetiva. e) A ordem era que . Predicativa. f) Os eleitores indagaram-lhe se . Objetiva direta. g) Consta que . Subjetiva. h) O juiz se opôs a que . Objetiva indireta. i) Aconselho-te o seguinte: que . Apositiva. j) Os sem-teto têm necessidade de que . Completiva nominal. 3 Em todas as opções há oração subordinada substantiva objetiva direta, exceto em: a) O menino julgou que nos enganaria facilmente. b) Luciana perguntou-me como eu a amava. c) Consideramos que ela não nos conhecia bem. X d) É suficiente que estudemos um pouco as fórmulas. e) O vendedor concluiu que a cliente estava indecisa. 4 Identifique a opção em que a oração subordinada substantiva foi classificada incorretamente. a) Indagou-me se eu lhe daria uma nova oportunidade. (objetiva direta) b) Compreende-se que hoje você tenha mudado tanto. (subjetiva) c) A notícia de que a gasolina sofrerá novo aumento não agradou ao povo. (completiva nominal) X d) O importante seria que recomeçássemos nossas vidas. (apositiva) Oração subordinada substantiva predicativa. e) O rapaz necessita de que o ajudemos. (objetiva indireta) GT-C17 (395-410)RO 403 8/15/08, 12:55 PM Sintaxe a soas fiquem dizendo; 3a oração: que os advogados governam o mundo. Período composto por subordinação. a 404 Sintaxe 5 Identifique as orações subordinadas substantivas e classifique-as. a) Ocorre que o período de renovação da carteira de motorista acabou. a b) Seus argumentos eram que a família não o entendia. b c) A resposta dela foi a seguinte: que não regressaria este mês. c d) Muitos operários afirmam que os salários sofreram queda. d e) Estamos seguros de que em nosso país haverá igualdade social. e f) O guarda advertiu-o de que deveria atravessar a rua na faixa para a Que o período de renovação da carteira de motorista acabou; subjetiva. pedestres. f b Que a família não o entendia; predicativa. 6 Leia o texto. c Que não regressaria este mês; apositiva. d Que os salários sofreram queda; objetiva direta. e De que em nosso país haverá igualdade social; completiva nominal. f De que deveria atravessar a rua na faixa para pedestres; objetiva indireta. Depois de sete anos analisando o cérebro de vários animais, um grupo liderado pelo neurocientista Erich Jarvis, da Universidade de Duke (EUA), chegou à conclusão de que os pássaros são mais espertos e adaptáveis do que se imaginava. Seu cérebro é tão desenvolvido e capaz quanto o dos mamíferos. Dois exemplos são emblemáticos: os corvos, que fazem ferramentas, e os papagaios, que imitam a voz humana com perfeição. IstoÉ, São Paulo, 9 fev. 2005. Resposta pessoal. Sugestão: um melhor conhecimento das atividades cerebrais em animais pode contribuir para os estudos relacionados às doenças neurológicas no ser humano. a) Explique por que é importante a realização de pesquisas como a mencionada no texto. Dê sua opinião a respeito. b) Releia este período. ... um grupo... da Universidade de Duke chegou à conclusão de que os pássaros são mais espertos e adaptáveis do que se imaginava. 1 oração: Um grupo... à conclusão; 2 oração: de que... adaptáveis; 3 oração: do que se imaI. Separe as orações e classifique o período. ginava. Período composto por subordinação. a II. Qual é a predicação do verbo chegar na 1 oração? Transitivo indireto. III. Como se chama o complemento do verbo chegar? Identifique-o. a IV. A primeira oração (principal) tem sentido completo? Justifique. b V. Qual é a classe gramatical da palavra completada pela 2a oração? c VI. Como se classifica a 2a oração, que completa um nome e é precedida por preposição? Oração subordinada substantiva completiva nominal. a a a a Objeto indireto: à conclusão. 7 Leia a tira. b Não. A 2a e a 3a orações são subordinadas e a completam. c Substantivo (conclusão). HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 18 jan. 2005. GT-C17 (395-410)RO 404 8/15/08, 12:55 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. BONS DE CUCA a 1a oração: Ele disse; 2a oração: que a rainha quer saber; 3a oração: se nós marcamos audiência. Verbos transitivos diretos: disse, quer saber e marcamos. c A 3a oração é objeto direto do verbo da 2a oração e classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta. No absurdo da situação: quem invade não marca hora nem espera boa receptividade. A invasão contraria qualquer regra de convivência. a) Em que se baseia a comicidade do texto? b) Releia o período do texto. Ele disse que a rainha quer saber se nós marcamos audiência. I. Separe as orações e identifique a predicação dos verbos. a II. Que função exerce a 2a oração em relação à oração principal? b III. A 3a oração completa o verbo transitivo (saber); portanto qual é a sua função em relação à 2a oração? Como se chama a 3a oração? c IV. Que conetivos ligam as orações? Classifique-os. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As conjunções subordinativas integrantes que e se. 405 Sintaxe b Funciona como objeto direto do verbo dizer. 8 Identifique a opção em que há uma oração subordinada substantiva completiva nominal. Subordinada substantiva a) O governo decidiu que o ICMS continuará vigorando. objetiva direta. substantiva b) A mulher precisava de que a ajudassem a subir no ônibus. Subordinada objetiva indireta. X c) A suspeita de que poderia ser reprovado fê-lo estudar. Subordinada substantiva completiva nominal. d) Seria oportuno que lhes pagassem os salários em atraso. Subordinada substantiva subjetiva. 9 Transforme a oração subordinada substantiva destacada no termo equivalente e classifique-o. Veja um exemplo: Pediu que pagasse a promissória. Pediu o pagamento da promissória. objeto direto É necessário o cumprimento a) É necessário que se cumpram as leis de trânsito. das leis de trânsito; sujeito. b) Tinha medo de que ela partisse. Tinha medo da partida dela; complemento nominal. c) Convém que pratiquem esportes. Convém a prática de esportes; sujeito. d) Desejava que promovessem seu amigo. Desejava a promoção de seu amigo; objeto direto. e) A decisão seria que ele ingressasse na equipe. A decisão seria o seu ingresso na equipe; predicativo do sujeito. 10 Identifique a alternativa em que ocorre uma oração subordinada substantiva subjetiva. Subordinada subsa) Os jovens precisam de que haja mais oportunidades de emprego. tantiva objetiva insubstantiva direta. b) Tive a sensação de que minha vida recomeçava. Subordinada completiva nominal. Subordinada subsX c) Seria provável que o partido do governo ganhasse a eleição. tantiva subjetiva. d) O fisioterapeuta perguntou-lhe como se sentia com o tratamento. Subordinada substantiva e) Nosso desejo é que todos tenham melhores condições de vida. objetiva direta. Subordinada substantiva predicativa. 11 Transforme a expressão destacada em uma oração subordinada Havia receio de que o diretor substantiva e a classifique. de nossa faculdade saísse; a) Havia receio da saída do diretor de nossa faculdade. completiva nominal. moça desejava que a promovessem b) A moça desejava a promoção como secretária. Acomo secretária; objetiva direta. c) Era necessária a sua participação nas atividades sociais do bairro. d d) Os cidadãos exigiam o afastamento do primeiro-ministro. e e) Tinham esperança da volta do técnico à seleção brasileira. f d Era necessário que você participasse das atividades sociais do bairro; subjetiva. e Os cidadãos exigiam que o primeiro-ministro fosse afastado; objetiva direta. f Tinham esperança de que o técnico voltasse à seleção brasileira; completiva nominal. GT-C17 (395-410)RO 405 8/15/08, 12:55 PM 406 12 Leia os quadrinhos. CALVIN Sintaxe 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 22 set. 2004. a) Pode-se dizer que a brincadeira de Calvin deu certo? Por quê? b) Releia este período do 3o quadrinho: E eu que tinha certeza / (de) que o robô nos livraria / de ter / que fazer a cama. I. A oração principal não tem sentido completo; nesse caso, que A 2 oração (de que o robô nos livraria), que funciona termo a completa? como complemento nominal do substantivo certeza. substantiva II. Como se classifica a 2a oração, que é subordinada? Subordinada completiva nominal. a O verbo livrar é transitivo III. Na 2 oração, qual é a predicação do verbo livrar? direto e indireto. IV. Quais são os complementos desse verbo? Classifique-os. a Nos é o objeto direto e as 3a e 4a orações (de ter que fazer a cama) funcionam como objeto indireto. GT-C17 (395-410)RO 406 8/15/08, 12:55 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sim, se considerarmos que um de seus objetivos ao elaborar o robô era ficar livre de fazer a cama. Realmente, devido à brincadeira Calvin não fez a cama; o robô acabou funcionando, mas de uma forma inesperada. 407 RESUMO Orações subordinadas (dependentes): quero que você venha. Sintaxe • Substantivas • Adjetivas • Adverbiais Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Orações subordinadas substantivas: têm valor de substantivo e funcionam como um termo da oração principal — sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto. GT-C17 (395-410)RO • Subjetivas: convém / que o recebas. • Objetivas diretas: ele disse / que virá. • Objetivas indiretas: o acordo depende / de que o consulado aprove. • Predicativas: o certo é / que ele venceu! • Completivas nominais: havia receio / de que o suprimento acabasse. • Apositivas: a mãe disse-lhe isto: / que pensasse melhor. 407 8/15/08, 12:55 PM 408 QUESTÕES DE VESTIBULARES ... esperou que a água marejasse... (1) ... olhando as estrelas, que vinham nascendo. (2) Conjunção subor- a) Indique, respectivamente, o valor dinativa integrante em (1) e pronomorfológico da referida partícula me substantivo em (1) e em (2). relativo em (2). b) Que tipo de oração introduz em (1)? Subordinada substantiva objetiva direta. 2. (Fuvest-SP) Modelo: Observou que a lenha verde agonizava. Observou a agonia da lenha verde. Seguindo o modelo, reescreva a frase seguinte: Percebeu que os homens se aproximavam. Percebeu a aproximação dos homens. 3. (Fuvest-SP) Em Queria que me ajudasses, o trecho destacado pode ser substituído por: a) a sua ajuda. b) a vossa ajuda. c) a ajuda de vocês. d) a ajuda deles. X e) a tua ajuda. 4. (UFAC) Assinale a alternativa cuja oração é predicativa: a) É claro que eles não virão. Subjetiva. b) Acontece que ela mentiu. Subjetiva. c) Sabe-se que a notícia não é verdadeira. Subjetiva. d) Parece que tudo mudou. Subjetiva. X e) O certo foi que tudo morreu. 5. (FEI-SP) Classifique a oração destacada: Todos perceberam que João Fanhoso dera rebate falso. 7. (U. E. Ponta Grossa) Em: É possível que comunicassem sobre política, a segunda oração é: X a) subordinada substantiva subjetiva. b) subordinada substantiva predicativa. c) subordinada substantiva apositiva. d) principal e) subordinada substantiva objetiva direta 8. (E. S. Uberaba-MG) Classifique a oração subordinada nessa passagem de Drummond: Meu pai dizia que os amigos são para as ocasiões. a) subordinada substantiva objetiva indireta X b) subordinada substantiva objetiva direta c) subordinada substantiva completiva nominal d) subordinada substantiva predicativa e) todas as respostas estão erradas 9. (UFU-MG) Na frase: Argumentei que não é justo que o padeiro ganhe festas, as orações iniciadas por que são, respectivamente: a) ambas subordinadas substantivas objetivas diretas. b) ambas subordinadas substantivas subjetivas. X c) subordinada substantiva objetiva direta e subordinada substantiva subjetiva. d) subordinada substantiva objetiva direta e coordenada assindética. e) subordinada substantiva objetiva direta e subordinada predicativa. Oração subordinada substantiva objetiva direta. 6. (Fumec-MG) Classifique a oração destacada em: No Brasil temos a impressão de que só existem diminutivos. Oração subordinada substantiva completiva nominal. GT-C17 (395-410)RO 408 10. (Fuvest-SP) Indique o objeto direto do verbo destacado em: ... fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce. Que a escrava é que estragara o doce. 8/15/08, 12:55 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 1. (PUC-SP) Observe o emprego da partícula que em: a É uma subordinada substantiva normalmente classificada como completiva nominal, subordinada ao pronome demonstrativo a. Essa oração é mais bem descrita como uma substantiva em papel de adjunto adnominal. b A conclusão é que mais vale um pássaro na mão do que nenhum; a conclusão é: mais vale um pássaro na mão do que nenhum. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 12. (Vunesp) A conclusão é a de que mais vale um pássaro na mão do que nenhum. a) Como se poderia analisar sintaticamente a oração em que ocorre o verbo vale? a b) Descomplique o período acima, alterando-o de modo a evitar o uso do pronome a. b 13. (PUC-SP) Em relação ao trecho: ... e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, as orações destacadas são, respectivamente: a) subordinada substantiva objetiva indireta, subordinada substantiva objetiva direta. b) subordinada substantiva predicativa, subordinada substantiva objetiva direta. X c) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva completiva nominal. d) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva indireta. e) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva predicativa. 14. (UFRS) Substituir a oração destacada por um nome de sentido equivalente, efetuando as mudanças necessárias. GT-C17 (395-410)RO 409 409 a) Não importou, na época, que os inimigos de Nostradamus aprovassem ou não seus méimportou, na época, a aprovação ou não dos todos. Não métodos de Nostradamus por seus inimigos. b) Notou-se perfeitamente que a sua atitude foi audaz. Notou-se perfeitamente a audácia de sua atitude. 15. (Vunesp) Classifique a oração destacada do período abaixo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. Sintaxe 11. (PUC-SP) Em: Considerei por fim que assim é o amor... A oração destacada tem, em relação à oração não destacada: a) valor de adjetivo e função sintática de predicativo do sujeito. b) valor de advérbio e função sintática de adjunto adverbial de modo. X c) valor de substantivo e função sintática de objeto direto. d) valor de substantivo e função sintática de sujeito. e) valor de adjetivo e função sintática de adjunto adnominal. Oração subordinada substantiva subjetiva. 16. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas, exceto: a) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. b) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita sobre sua vida. X c) Ignoras quanto custou meu relógio? Objetiva direta. d) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos. e) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião. 17. (Fac. C. Líbero-SP) Qual a classificação sintática da oração destacada? É evidente que ele não sabe. Oração subordinada substantiva subjetiva. 18. (FCMSCSP) A palavra se é conjunção subordinativa integrante (introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das frases seguintes? a) Ele se morria de ciúmes pelo patrão. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. c) O aluno fez-se passar por doutor. d) Precisa-se de pedreiros. X e) Não sei se o vinho está bom. 19. (PUC-SP) Nos trechos ... não é impossível que a notícia da morte me deixasse alguma tranquilidade, alívio, e um ou dois minutos de prazer e Digo-vos que as lágrimas eram verdadeiras, a palavra que está introduzindo, respectivamente, orações: 8/15/08, 12:55 PM 410 Sintaxe subordinada substantiva objetiva direta. b) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva direta. c) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva subjetiva. d) subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa. e) subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa. 20. (PUC-SP) Pode-se dizer que a tarefa crítica é puramente formal. No texto, temos uma oração destacada que é e um se que é . a) substantiva objetiva direta, partícula apassivadora b) substantiva predicativa, índice de indeterminação do sujeito c) relativa, pronome reflexivo X d) substantiva subjetiva, partícula apassivadora e) adverbial consecutiva, índice de indeterminação do sujeito GT-C17 (395-410)RO 410 21. (Faap-SP) Substitua por substantivos as orações destacadas, fazendo as adaptações necessárias: Desejo que vocês viajem bem e descansem bastante. Desejo-lhes boa viagem e bastante descanso. 22. (Faap-SP) Assim nos encontrou nesta contemplação de Zé Brás, com o doce aviso de que estava na mesa a ceiazinha. A oração destacada é: a) objetiva direta. b) objetiva indireta. X c) completiva nominal. d) subjetiva. e) predicativa. 23. (Acafe-SC) No período Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta. b) subordinada substantiva objetiva direta. X c) subordinada substantiva subjetiva. d) subordinada substantiva completiva nominal. e) subordinada substantiva predicativa. 8/15/08, 12:56 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. X a) subordinada substantiva subjetiva, 18 Orações subordinadas II Adjetivas ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Leia o anúncio a seguir. PROPAGUE Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização Viagem e Turismo, São Paulo, jan. 2005. GT-C18 (411-423)RO 411 8/15/08, 12:59 PM Sintaxe Capítulo 411 412 a) Nesse texto há um jogo de palavras com o vocábulo energia. Explique No texto, energia tem tanto sentido denotativo (energia elétrica) como figurado como se dá tal jogo. (esforço, vontade, arrojo). Sintaxe b) Releia o período a seguir: A posição que você alcança no mercado tem muito a ver com a energia que impulsiona a sua empresa. I. A palavra que nesse período é um pronome relativo e não uma conjunção subordinativa integrante. Que palavras os dois pronomes primeiro pronome substitui o substantivo posição, e o segundo, o relativos substituem? Osubstantivo energia. II. Que funções sintáticas exercem os pronomes relativos no período? Dica: substitua-os pelos antecedentes. Objeto direto e sujeito, respectivamente. Observe estes períodos: I. A posição que você alcança no mercado tem muito a ver... II. A posição alcançada por você no mercado tem muito a ver... Em I, a oração subordinada equivale a um adjetivo cuja função é de adjunto adnominal, pois determina o substantivo posição. É o que podemos comprovar em II, em que a oração destacada foi substituída por um adjetivo que exerce a função de adjunto adnominal. A oração subordinada iniciada por pronome relativo tem, portanto, a função sintática de adjunto adnominal e é chamada de subordinada adjetiva. As orações subordinadas adjetivas são introduzidas por pronomes relativos e estabelecem uma relação de dependência ou de subordinação em relação à oração principal. Os pronomes relativos (com exceção de cujo e suas flexões) podem ser substituídos por o (a) qual, os (as) quais, diferentemente da conjunção subordinativa que. Veja os exemplos: Tudo isso com a solidez de uma empresa que (= a qual) opera 7 mil MW de capacidade... (que é pronome relativo) Ele disse que faria conforme o combinado. (que é conjunção subordinativa) Como vimos no Capítulo 8, os pronomes relativos são: que, quem, onde, como, o (a) qual, os (as) quais, cujo (cuja), cujos (cujas), quanto. Oração subordinada adjetiva é aquela que exerce a função de adjunto adnominal de uma palavra antecedente (substantivo ou pronome) e é introduzida por um pronome relativo. GT-C18 (411-423)RO 412 8/15/08, 12:59 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Conceituação 413 Classificação das orações subordinadas adjetivas Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. WG COMUNICAÇÃO Leia o anúncio. A série Nos Passos de Alexandre, o Grande mistura viagem, aventura e arqueologia para apresentar a maior campanha militar de todos os tempos. São quatro episódios, divididos em dois DVDs, que refazem toda a trajetória de Alexandre no século 4 a.C. de maneira inédita e surpreendente. Sintaxe Contextualização Superinteressante, São Paulo, jan. 2005. a) Segundo o texto, quem foi que começou com “essa história de conquistar o mundo”? Alexandre, o Grande. a Não. A 2 oração é subordia nada à oração principal. A 3a oração é subordinada à 2a. b) Releia o período e responda: Saiba tudo sobre o homem que começou com essa história de conquistar o mundo. Três orações. 1 oração: Saiba tudo sobre o homem; 2 oração: que começou com essa história; I. Quantas são as orações e como se dividem? 3 oração: de conquistar o mundo. II. A 2a e a 3a orações têm sentido completo? Justifique sua resposta. a III. No período, a que classe gramatical pertence a palavra que? JustiPronome relativo, porque substitui o nome antecedente (homem) e equifique sua resposta. vale a o qual. Sujeito do verbo começou, porque IV. Que função sintática exerce a palavra que? Por quê? substitui o substantivo homem. V. Imagine agora que o redator do anúncio tivesse escrito a frase assim: Saiba tudo sobre o homem, que começou com essa história de conquistar o mundo. No que essa frase difere da frase original? a a a Ela se refere ao homem de maneira geral, ao ser humano, e diz que o ser humano em geral é que começou com essa história de conquistar o mundo. É diferente da frase original, que se referia a um homem específico — Alexandre, o Grande. GT-C18 (411-423)RO 413 8/15/08, 12:59 PM 414 Sintaxe Conceituação No exercício anterior, você fez uma distinção entre as duas espécies de orações subordinadas adjetivas: as restritivas e as explicativas. A oração que particulariza, determina ou restringe o sentido do termo antecedente é chamada oração subordinada adjetiva restritiva. Diz-se que o sentido da oração anterior está “limitado” pela oração subordinada adjetiva. A oração adjetiva restritiva liga-se ao antecedente sem vírgula. Observe este exemplo: A série / que apresenta o Império de Alexandre / já está nas bancas. oração principal oração subordinada adjetiva restritiva oração principal Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A oração que apenas acrescenta uma explicação acessória sobre o antecedente ou esclarece o sentido da oração anterior é chamada oração subordinada adjetiva explicativa. Ela vem separada por vírgula(s) e pode ser dispensada. Leia o exemplo: São quatro episódios, / que refazem toda a trajetória de Alexandre no século IV a.C. oração principal oração subordinada adjetiva explicativa A oração subordinada adjetiva restritiva é aquela que restringe ou particulariza o sentido de um substantivo ou pronome antecedente. Não é separada por pontuação. A oração subordinada adjetiva explicativa é aquela que acrescenta uma explicação acessória à palavra antecedente. Na escrita, é separada por vírgula(s). Aplicação 1 Leia a tira a seguir e responda às perguntas. CALVIN 2005 WATTERSON/ATLANTIC SYNDICATION Bill Watterson WATTERSON, Bill. O melhor de Calvin. O Estado de S.Paulo, 6 set. 2004. GT-C18 (411-423)RO 414 8/15/08, 12:59 PM Em geral, as crianças gostam que lhes leiam histórias e não questionam a representatividade artística da obra. Por isso, a reação inesperada de Calvin — talvez também uma crítica velada à superexposição de nossos jovens a informações e a seu nível exagerado de exigências — é que torna a tira cômica. a) Em que consiste o humor da tira? b) No 3o quadrinho lê-se o seguinte período: Eu só quero ouvir estórias que sejam consagradas. I. Separe as orações e observe se a segunda oração limita ou es1 oração: Eu só quero ouvir estórias; 2 oraclarece o sentido do substantivo estórias. ção: que sejam consagradas. A 2 oração limita o sentido do substantivo estórias. II. Transforme a oração adjetiva no adjetivo equivalente, construindo um período simples. Eu só quero ouvir estórias consagradas. III. Qual é a função sintática do adjetivo nesse período simples? Adjunto adnominal. IV. Qual é, portanto, a função sintática da oração adjetiva? Adjunto adnominal. c) No 4o quadrinho, qual é a oração adjetiva? Como se classifica? a 415 a Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Que passou a ir dormir: subordinada adjetiva restritiva. 2 Substitua as lacunas por uma oração subordinada adjetiva e classifique-a. Veja o quadro. Ao longe se ouvia o som de uma música estridente . Ao longe se ouvia o som de uma música estridente que atordoava os sentidos. Oração subordinada adjetiva restritiva. Respostas pessoais. a) A proposta pareceu-nos bem interessante. b) Os participantes do festival de dança flamenca conquistaram o público presente. c) A história e a cultura de um povo mantêm a sua tradição através de gerações. d) Estas foram as atividades . e) O curso do rio poderá ser desviado para outras regiões. f) Serão votadas no Senado, ainda esta semana, as leis . g) Foram essas as lembranças mais agradáveis . 3 Reescreva as frases a seguir, substituindo a(s) oração(ões) subordinada(s) adjetiva(s) por um adjetivo equivalente. a) Vivemos num universo que não se pode medir. Incomensurável. b) O casal levava uma vida que iludia e que fascinava. Ilusória e fascinante. c) O discurso, que era sem fim, relembrava seu trabalho. Infindável. d) Aquele menino que jamais fica saciado tomou bastante sorvete. Insaciável. e) A peça que emocionou e que reflete a realidade da vida era de Shakespeare. Emocionante e realista. f) O maratonista que estava com sede parou várias vezes durante a corrida. Sedento. GT-C18 (411-423)RO 415 8/15/08, 12:59 PM Sintaxe a 416 4 Leia o texto jornalístico. Nos Estados Unidos, na Austrália e nos países da Europa, onde a maioria das pessoas tem a pele muito clara, os aparelhos portáteis para medir a incidência de raios ultravioleta já são usados por muita gente, preso à sacola de praia, ao cinto ou usado como um relógio de pulso. Primeiro, o usuário digita no aparelho qual seu tipo de pele e, quando na praia ou na piscina, o fator de proteção do a Pode ser substituído pelos filtro solar que está usando. O aparelho analisa, minuto a minuto, os antecedentes (nos Estados raios solares que incidem no local onde a pessoa se encontra. CruUnidos, na Austrália e nos zando essas informações, ele emite um alarme de advertência sempaíses da Europa). b Ambas são subordinadas pre que a pessoa exagera na exposição ao sol, lembrando a ela que adjetivas restritivas: que é hora de procurar a sombra mais próxima. (...) está usando e que incidem no local. Funções sintáticas: objeto direto e sujeito. Veja, São Paulo: Abril, 10 dez. 2004. Edição especial. a) Na sua opinião, a utilização de aparelhos como o citado no texto é importante? Por quê? Pessoal. b) No início do texto ocorre esta oração subordinada adjetiva: ... onde a maioria das pessoas tem a pele muito clara. I. Explique por que onde é pronome relativo nessa oração. a II. Classifique a oração subordinada desse período. Subordinada adjetiva explicativa. c) Identifique no texto outra oração iniciada pelo pronome relativo onde e classifique-a. Onde a pessoa se encontra: subordinada adjetiva restritiva. d) No texto há duas outras orações subordinadas adjetivas. Classifique-as e dê a função sintática dos pronomes relativos. b e) A última oração do texto: que é hora de procurar a sombra mais próxima, é subordinada adjetiva? Por quê? Não, é subordinada substantiva objetiva direta. Funciona como objeto direto do verbo lembrar e é iniciada pela conjunção subordinativa integrante que. 5 Leia o texto. Nós vemos as pessoas começarem a recolher o que sobrou e iniciarem a reconstrução de sua vida. Isso diz muito sobre a força do espírito humano. Kofi Annan, secretário-geral das Nações Unidas, em visita às áreas devastadas da Indonésia. In: Veja, São Paulo: Abril, 12 jan. 2005. a) No texto o autor se refere à força do espírito humano. Interprete pessoal. Sugestão: representa a capacidade de se reerguer que o ser essas palavras. Resposta humano, em geral, demonstra, após adversidades e desafios da vida. b) O primeiro período do texto poderia ser escrito assim: Nós vemos as pessoas que começam a recolher o que sobrou, que iniciam a reconstrução de sua vida. I. Separe as orações desse novo período e classifique-as. c II. Qual é a função sintática dos três pronomes relativos? Sujeito. c 1a oração: Nós vemos as pessoas: principal; 2a oração: que começam a recolher: subordinada adjetiva restritiva; 3a oração: o que sobrou: subordinada adjetiva restritiva; 4a oração: que iniciam a reconstrução de sua vida: subordinada adjetiva explicativa. GT-C18 (411-423)RO 416 8/15/08, 12:59 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe A MÁQUINA DOS PREVENIDOS 417 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Resultado de uma parceria inédita entre a revista Exame e o Almanaque Abril, o Mundo em dados 2003 é um anuário de informações de referência sobre a economia e a sociedade em 160 países do mundo. Da produção de grãos ao número de celulares e de computadores, da cotação da moeda à expectativa de vida de cada população, tudo organizado por rankings e países. Os dados são sempre enriquecidos com gráficos e tabelas, que destacam aspectos relevantes e curiosos do mundo atual. Informação rápida e precisa para empresários, estudantes e profissionais das mais diversas áreas. Sintaxe WG COMUNICAÇÃO 6 Leia o anúncio. O trabalho resulta de uma parceria entre duas impor- IstoÉ, São Paulo, 29 nov. 2003. tantes empresas que, juntas, apresentam dados nacionais e internacionais, incluindo gráficos e tabelas. a) O texto divulga um anuário com diversos tipos de informação. Quais são os diferenciais dessa publicação? b) Classifique as orações deste período: 1 oração: conheça as informações: prinConheça as informações que movimentam o mundo. cipal; 2 oração: que movimentam o mundo: oração subordinada adjetiva restritiva. c) Identifique a oração adjetiva encontrada no texto inferior do anúndestacam aspectos relevantes e curiosos do mundo atual: oração sucio e classifique-a. Que bordinada adjetiva explicativa. d) Qual é a função sintática do pronome relativo que na oração que você identificou? Sujeito. a a Há outras possibilidades de resposta. 7 Ligue as orações a seguir com um pronome relativo, construindo um período composto. Classifique as orações adjetivas formadas. turistas preferiam a Praia Brava, onde a) Os turistas preferiam a Praia Brava. Os havia ondas bem altas. Subordinada adNa Praia Brava havia ondas bem altas. jetiva explicativa. b) O filme era sobre a época do nazismo. O nazismo dizimou milhares de vidas durante a Segunda Guerra filme era sobre o nazismo, que dizimou milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial. OMundial . Subordinada adjetiva explicativa. c) Aquele quadro pertence à fase azul da obra de Picasso. Aquele quadro, cujo lance ultrapassou 250 mil O lance do quadro ultrapassou 250 mil dólares. dólares, pertence à fase azul da obra de Picasso. Subordinada adjetiva explicativa. d) O ator é também diretor da peça teatral. Nós vamos assistir à peça. O ator a quem você se referiu é também diretor da peça teatral à qual vamos assistir. Subordinadas adjetivas restritivas. Você se referiu ao ator. e) O chef do restaurante especializou-se em culinária francesa. Nós lhe falamos sobre o chef do restaurante. O chef do restaurante sobre o qual (sobre quem) lhe falamos especializou-se em culinária francesa. Subordinada adjetiva restritiva. GT-C18 (411-423)RO 417 8/15/08, 12:59 PM 418 8 Explique a diferença de sentido entre o(s) adjetivo(s) e a oração Na 1 frase o adjetivo refere-se a um rapaz adjetiva destacada. que tem muitas namoradas ou tem o hábito a) O rapaz namorador gosta de companhia. de namorar com frequência. A 2 frase alude a um rapaz que namora, mas não especifica O rapaz que namora gosta de companhia. se é com uma pessoa só ou com várias. Na 1 frase, o adjetivo caracteriza b) A situação era compreensível. algo que se pode compreender. Na A mãe, que o compreende, escutou suas queixas. 2 frase, a oração tem sentido ativo, referindo-se a uma pessoa que c) Seus amigos são pessoas confiáveis. entende, que é compreensiva. Cristina, que confia em mim, ajudou-me. a a Sintaxe a a 9 Identifique o período em que há uma oração subordinada adjetiva explicativa. a) Um país que não cuida da infância não tem futuro. X b) O presidente fez um discurso solene, que agradou aos presentes. c) A promessa que me fizeste não foi cumprida. d) O imóvel que comprou foi um bom negócio. e) A paz que buscamos ainda é possível. 10 Identifique o período que apresenta uma oração subordinada adjetiva restritiva. a) Todos os formandos compareceram à festa de encerramento. b) Minha mãe, que é professora, leciona português. X c) A mala que se extraviou não era nossa e sim de minha amiga. d) Estas são as crianças do morro da Serra, a quem me dedico. e) O locutor criticou o resultado do jogo na Argentina, que acabou em briga. GT-C18 (411-423)RO 418 8/15/08, 1:00 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Na 1a frase, o adjetivo refere-se a pessoas em quem se pode acreditar, dignas de fé. Na 2a frase a oração adjetiva tem sentido ativo, equivalendo a confiante. 419 Oração subordinada adjetiva: é a oração que exerce a função de adjunto adnominal de uma palavra antecedente (substantivo ou pronome) e é introduzida por um pronome relativo. ■ Classificação das orações subordinadas adjetivas • Restritiva: é a oração subordinada adjetiva que restringe, particulariza o sentido de um substantivo ou pronome antecedente. Não é separada por pontuação. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. • Explicativa: é a oração subordinada adjetiva que acrescenta uma explicação GT-C18 (411-423)RO acessória à palavra antecedente. Na escrita, é separada por vírgula(s). 419 8/15/08, 1:00 PM Sintaxe RESUMO 420 QUESTÕES DE VESTIBULARES Sintaxe Observou a lenha verde que agonizava. Observou a lenha verde agonizante. Seguindo o modelo acima, reescreva a seguinte frase: Ele se arrogava o direito de inventar leis que determinavam o comportase arrogava o direito de mento do povo. Ele inventar leis determinantes do comportamento do povo. 2. (Vunesp) Leia a seguinte estrofe: 1. Cessem do sábio Grego e do Troiano 2. As navegações grandes que fizeram; 3. Cale-se de Alexandre e de Trajano 4. A fama das vitórias que tiveram; 5. Que eu canto o peito ilustre Lusitano, 6. A quem Netuno e Marte obedeceram. 7. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, 8. Que outro valor mais alto se levanta. (CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas.) Nessa estrofe ocorrem cinco orações introduzidas por que. A análise demonstra que três dessas orações têm uma classificação sintática; outras duas, outra. Aponte essas duas classificações sintáticas das orações introdu2, 4 e 7 — subordinadas adzidas por que. Em jetivas restritivas; em 5 e 8 — coordenadas sindéticas explicativas. 3. (UFRJ/UERJ/Cefet) ... comprime-se um milhão e meio de brasileiros, provenientes de quase todas as unidades da Federação. Transforme o adjetivo provenientes em oração adjetiva, utilizando-se de verbo do mesmo radical. ... comprime-se um milhão e meio de brasileiros, que provêm de quase todas as unidades da Federação. 4. (F. São Judas-SP) Classifique a oração subordinada que aparece no seguinte período: O presidente, que sempre foi gentilíssimo, acolheu-o afavelmente. Oração subordinada adjetiva explicativa. 5. (Unimep-SP) I. Apresento-lhe Lúcia. II. Faço tudo por um sorriso de Lúcia. Se juntarmos as duas orações num só período, usando um pronome relativo, teremos: a) Apresento-lhe Lúcia, a quem faço tudo pelo sorriso dela. b) Apresento-lhe Lúcia, que pelo sorriso dela faço tudo. c) Apresento-lhe Lúcia, a qual faço tudo pelo seu sorriso. d) Apresento-lhe Lúcia, cujo sorriso faço tudo por ele. X e) Apresento-lhe Lúcia, por cujo sorriso faço tudo. 6. (Fuvest-SP) Explique a diferença de sentido entre: a a) Os homens, que têm seu preço, são facilmente corrompidos. b) Os homens que têm seu preço são facilmente corrompidos. 7. (UFMA) A oração é adjetiva na opção: X a) Cão que late não morde. b) Espere, que já estou cansado. c) O pescador disse que voltaria logo. d) É bom que saibas essas coisas. 8. (Unirio) Assinale o item em que há uma oração, quanto à classificação, idêntica à segunda do período: Pernoitamos depois junto a um açude lamacento, onde patos nadavam. (adjetiva explicativa) a) As virilhas suadas ardiam-me, o chouto do animal sacolejava-me. b) De onde vinham as figuras desconhecidas para encontrar-nos? X c) Fiz o resto da viagem com um moço alegre, que tentou explicar-me as chaminés dos banguês... d) Os mais graúdos percebiam que a viagem era alegre. e) Surgiram regatos, cresceram tanto que se transformaram em rios... a Em (a), todos os homens têm seu preço e são facilmente corrompidos. Em (b), somente uma parte dos homens tem seu preço e é facilmente corrompida. GT-C18 (411-423)RO 420 8/15/08, 1:00 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (Fuvest-SP) Modelo: 421 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. SANTAELLA, Lucia. Matrizes da linguagem e pensamento. São Paulo: Iluminuras, 2001. A palavra relacional que aparece quatro vezes no parágrafo exercendo, pela ordem, as seguintes funções: X a) sujeito, objeto direto, sujeito, sujeito b) sujeito, sujeito, sujeito, sujeito c) sujeito, sujeito, sujeito, objeto direto d) objeto direto, objeto direto, sujeito, sujeito e) objeto direto, sujeito, objeto direto, sujeito 10. (Fuvest-SP) Leia as frases abaixo e assinale a que está correta. a) A jovem que eu lhe falei à pouco vai ser entrevistada. b) A jovem que a pouco foi entrevistada é aquela que eu lhe falei. c) A jovem de cuja eu lhe falei há pouco é aquela que foi entrevistada. X d) A jovem que há pouco foi entrevistada é aquela de que eu lhe falei. e) A jovem que há pouco foi entrevistada é aquela que eu lhe falei. 11. (PUCCamp-SP) I. Contou seu segredo a duas pessoas. II. As duas pessoas eram de confiança. Observe as duas frases acima. Assinale a alternativa em que elas estão em correta relação lógica e sintática. a) Contou seu segredo para duas pessoas, por causa que elas eram pessoas de confiança. b) Pois as duas pessoas eram de confiança, então ele contou seu segredo para elas. GT-C18 (411-423)RO 421 X c) As duas pessoas a quem contou seu segredo eram de confiança. d) Contou seu segredo a duas pessoas, conquanto fossem de confiança. e) Contou seu segredo a duas pessoas, conforme eram de confiança. 12. (PUC-SP) No período: E há poetas míopes que pensam que é o arrebol, a partícula que introduz, respectivamente, orações: a) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva objetiva direta b) subordinada substantiva objetiva direta e subordinada substantiva predicativa c) subordinada adjetiva restritiva e subordinada adjetiva explicativa d) subordinada substantiva predicativa e subordinada substantiva objetiva direta X e) subordinada adjetiva restritiva e subordinada substantiva objetiva direta 13. (PUCCamp-SP) Observe as frases seguintes: O autor destes versos é Manuel Bandeira. Estes versos fazem parte do soneto “Renúncia”. Transformando-se estes dois períodos simples num período composto por subordinação, a alternativa que satisfaz essa exigência é: a) Estes versos cujos são de Manuel Bandeira, fazem parte do soneto “Renúncia”. b) Estes versos de Manuel Bandeira fazem parte do soneto “Renúncia”. X c) Estes versos, cujo autor é Manuel Bandeira, fazem parte do soneto “Renúncia”. d) Estes versos, que o autor é Manuel Bandeira, fazem parte do soneto “Renúncia”. e) Estes versos de quem o autor é Manuel Bandeira, fazem parte do soneto “Renúncia”. 8/15/08, 1:00 PM Sintaxe 9. (PUC-SP) Os cinco sentidos Os sentidos são dispositivos para a interação com o mundo externo que têm por função receber informação necessária à sobrevivência. É necessário ver o que há em volta para poder evitar perigos. O tato ajuda a obter conhecimentos sobre como são os objetos. O olfato e o paladar ajudam a catalogar elementos que podem servir ou não como alimento. O movimento dos objetos gera ondas na atmosfera que são sentidas como sons. (...) 14. (UFV-MG) Dados os conjuntos constituídos por orações absolutas: a) O menino aprende. O menino é estudioso. O menino, que é estudioso, aprende. b) O menino é feliz. O pai do menino o ama. O menino, cujo pai o ama, é feliz. c) A cidade fica longe. O menino nasA cidade onde o meniceu nessa cidade. no nasceu fica longe. Reescreva cada conjunto formado por duas orações absolutas em um único período composto por subordinação, em que a segunda oração seja introduzida por pronome relativo. 15. (PUC-SP) Nos versos: Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou no exílio amargo. a expressão em que, neles destacada, refere-se, respectivamente, a: a) idioma, voz X b) idioma, idioma c) rude e doloroso, Camões d) eu, eu e) voz, Camões 16. (Unimep-SP) I. Este é Renato. II. Eu posso contar com a ajuda de Renato. Se juntarmos as duas orações num só período, usando um pronome relativo, teremos: a) Este é Renato, com quem eu posso contar com a ajuda dele. b) Este é Renato, que eu posso contar com a ajuda dele. c) Este é Renato, o qual eu posso contar com sua ajuda. X d) Este é Renato, com cuja ajuda eu posso contar. e) Este é Renato, cuja ajuda eu posso contar. 17. (Vunesp) Sentara-se então num banco, apanhara aquela velha revista e começara a folheá-la, sem interesse, GT-C18 (411-423)RO 422 para fugir ao contato dessas pessoas que já o haviam excluído de seu mundo e que, desde alguns dias, raramente lhe dirigiam a palavra — com uma simplicidade afetada, esforçando-se para dar a entender que sua ausência não seria sentida. Dos conectivos destacados no fragmento citado, somente um acumula em si os papéis de ligar orações e ser núcleo de uma função sintática na estrutura da oração introduzida. Assinale a alternativa que o contiver: a) e b) o primeiro para X c) o primeiro que d) o segundo para e) o segundo que 18. (UEL-PR) O homem, méritos você se referiu, mostrou-se agradecido. a) cujos X b) a cujos c) cujos os d) para cujos e) de cujos 19. (Vunesp) Observe o período: Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. a) Substitua a segunda oração por um substantivo ou pronome subssei isso / algo / tantivo. Agora esta novidade / etc. b) Substitua a terceira oração por um adjetivo. Agora sei que outro dia disse uma palavra agradável / benéfica a alguém. 20. (Unicamp-SP) A organização sintática dada a certos trechos exige do leitor um esforço desnecessário de interpretação. Abaixo você tem um exemplo disso. Ao chegar ao ancoradouro, recebeu Alzira Alves Filha um colar indígena feito de escamas de pirarucu e frutos do mar, que estava acompanhada de um grupo de adeptos do Movimento Evangélico Unido. (Folha de S.Paulo, 12 fev. 1992.) 8/15/08, 1:00 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 422 a Ao chegar ao ancoradouro, Alzira Alves Filha, que estava acompanhada de um grupo de adeptos do Movimento Evangélico Unido, recebeu um colar indígena feito de escamas de pirarucu e frutos do mar. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. a) Reescreva o trecho, apenas alterando a ordem, de forma a tornar a leitura mais simples. a b) Com base na solução que você propôs, explique por que, do ponto de vista da estrutura sintática do português, o trecho acima oferece dificuldade desnecessária para a compreensão. b 21. (Cesesp-PE) ... trepado numa rede afavelada cujas varandas serviam-lhe de divisórias do casebre. Em qual das alternativas o uso de cujo não está conforme à norma culta? a) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa. X b) Rico é o livro cujas páginas há lições de vida. c) Naquela sociedade, havia um mito cuja memória não se apagava. d) Eis o poeta cujo valor exaltamos. e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar. 22. (PUC-SP) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo. I. Veja bem estes olhos se tem ouvido falar. II. Veja bem estes olhos se dedicaram muitos versos. III. Veja bem estes olhos brilho fala o poeta. IV. Veja bem estes olhos se extraem confissões e promessas. a) de que, a que, cujo, dos quais b) que, que, sobre o qual, que c) sobre os quais, que, de que, de onde X d) dos quais, aos quais, sobre cujo, dos quais e) em quais, aos quais, a cujo, que 23. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase seguinte. GT-C18 (411-423)RO 423 O controle biológico de pragas, o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo. a) do qual, com que b) de que, que c) que, o qual d) ao qual, cujos X e) a que, de que 24. (PUCCamp-SP) Assinale o período em que há uma oração adjetiva restritiva. X a) A casa onde estou é ótima. b) Brasília, que é a capital do Brasil, é linda. c) Penso que você é de bom coração. d) Vê-se que você é de bom coração. e) Nada obsta a que você se empregue. 25. (UFPA) Há no período uma oração subordinada adjetiva: a) Ele falou que compraria a casa. b) Não fale alto, que ela pode ouvir. c) Vamos embora, que o dia está amanhecendo. X d) Em time que ganha não se mexe. e) Parece que a prova não está difícil. 26. (PUC-PR) Combinando os conjuntos: 1. O advogado que é pintor ficará uns dias aqui. 2. O advogado, que é pintor, ficará uns dias aqui. () Refere-se a mais de um advogado. () Os outros advogados não são pintores. () Refere-se a um advogado apenas. () Há um advogado e ele é pintor. () Refere-se a mais de um pintor. A sequência correta é: a) 2, 2, 1, 1, nada X d) 1, 1, 2, 2, nada b) 1, 2, 1, 1, nada e) nada, 1, 1, 2, 2 c) nada, 1, 2, 2, 1 8/15/08, 1:00 PM Sintaxe 423 b Porque cria confusão quanto ao verdadeiro antecedente do pronome relativo. 424 Sintaxe Capítulo 19 Orações subordinadas III Adverbiais ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS TALENT Leia o anúncio. É sempre bom saber que alguém contribui para a preservação da natureza. E assim é o dia-a-dia do agricultor brasileiro. Ele sabe que, se não preservar o meio ambiente, não vai ter mais onde plantar. E mais: sabe que todo mundo precisa da natureza para sobreviver. Por isso, produz cada vez mais por hectare, assegurando áreas para preservação da biodiversidade e protegendo mananciais e nascentes. A Bunge fica orgulhosa quando o agricultor brasileiro escolhe os produtos Manah, Serrana, Ouroverde e IAP. Assim, ela tem certeza de que está ajudando a construir um país melhor não só na agricultura como também na preservação ambiental. Ícaro Brasil, São Paulo: RMC Editora, n. 241, set. 2004. a) No texto, qual a estratégia usada pelo anunciante para divulgar os seus produtos? a b) Releia no texto superior da propaganda o período composto e responda. I. Qual é o elemento de ligação entre as orações? Identifique seu valor semântico. A conjunção subordinativa porque, que exprime causa. a Ele elogia o trabalho do agricultor brasileiro em várias frases do texto, dizendo que o homem do campo respeita o meio ambiente porque o entende. O publicitário enfatiza, ainda, que o uso de seus produtos pelos agricultores contribui para a preservação da natureza. Assim, pela lógica do texto, os agricultores conscientes e os bons produtos oferecidos pela empresa ajudam a proteger a biodiversidade. GT-C19 (424-441)RO 424 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Contextualização 425 II. Nesse período se estabelece uma relação de causa e efeito. Qual A 1 oração exprime o oração exprime a causa e qual exprime o efeito? efeito, e a 2 , a causa. III. Como se classifica a 1a oração? A 2a oração é independente? Por quê? É a principal. É dependente pois está subordinada à 1 oração. c) Esse período composto poderia ser substituído por um período simples: O agricultor brasileiro se preocupa com a biodiversidade por nossa causa e por causa de nossos filhos. A expressão destacada representa uma locução adverbial de causa, por isso exerce a função sintática de adjunto adverbial de causa. Portanto, no período composto, que função sintática a 2a oração exerce em relação à 1a oração? De adjunto adverbial de causa. a a Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Essa oração que funciona como adjunto adverbial de causa da oração principal é chamada de oração subordinada adverbial causal. Conceituação Leia este outro exemplo. A Bunge fica orgulhosa / quando o agricultor brasileiro escolhe os produtos Manah, Serrana, Ouroverde e Iap. Observe a conjunção subordinativa (quando) que liga essas duas orações. Ela expressa o sentido de tempo. Portanto, a 2a oração funciona como adjunto adverbial de tempo da 1a oração, que é a principal. Logo, a 2a oração constitui uma oração subordinada adverbial temporal. Veja ainda. Ele sabe / que, / se não preservar o meio ambiente, / não vai ter mais / onde plantar. 1a oração 2a oração 4a oração 2a oração 3a oração Na 4a oração desse período, se não preservar o meio ambiente, a conjunção subordinativa se expressa condição. Nesse caso, a oração funciona como adjunto adverbial de condição da 2a oração, à qual está subordinada também a 3a oração (a 2a oração é subordinada à 1a, a principal). Logo, a 4a oração é chamada de oração subordinada adverbial condicional. As orações subordinadas adverbiais relacionam-se com a oração principal e expressam o valor semântico de causa, consequência, comparação, concessão, condição, conformidade, finalidade, tempo ou proporção. Orações subordinadas adverbiais são as que têm valor de advérbio ou de locução adverbial e funcionam como adjunto adverbial do verbo da oração principal. GT-C19 (424-441)RO 425 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe a 426 Sintaxe Classificação das orações subordinadas adverbiais As orações subordinadas adverbiais são classificadas, de acordo com o sentido que expressam, em: comparativas, conformativas, causais, consecutivas, concessivas, condicionais, finais, temporais e proporcionais. Comparativas Exprimem uma comparação em relação à oração principal: GARFIELD 2005 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/ ATLANTIC SYNDICATION Jim Davis DAVIS, Jim. Garfield. Folha de S.Paulo, 17 fev. 2005. Na 1a fala de Garfield, Não há ninguém mais legal / do que eu (sou), também ocorre uma comparação na 2a oração. Essas orações são introduzidas pelas conjunções subordinativas comparativas: como, assim como, que, (mais) do que, (menos) do que, (tanto) quanto, etc. Nessas orações, é comum não aparecer explicitamente o verbo quando ele se repete. Conformativas Apresentam uma noção de conformidade ou de concordância em relação ao fato expresso na oração principal: Mateus já estava no aeroporto, conforme havia combinado. Os relatórios ficam prontos amanhã, como o diretor exigiu. Viveu segundo pontificava o diretor da Academia. Essas orações são introduzidas pelas conjunções subordinativas conformativas: conforme, como, consoante, segundo, etc. GT-C19 (424-441)RO 426 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A lua era como um círculo de luz. (é) Os policiais estavam mais tensos do que os moradores. (estavam) 427 Causais O tráfego na rodovia estava congestionado, porque era feriado. Como já tinha certa idade, o jogador deixou a profissão. São iniciadas pelas conjunções subordinativas causais: porque, já que, visto que, como, posto que, uma vez que, etc. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Orações coordenadas explicativas e orações subordinadas adverbiais causais Tanto as orações coordenadas explicativas quanto as subordinadas adverbiais causais podem ser iniciadas pelas conjunções porque, pois, porquanto e que, o que, às vezes, exige a aplicação de certos recursos para distingui-las. A oração coordenada explicativa introduz uma explicação em relação à oração anterior. É comum depois de orações com verbo no imperativo e de suposições. Observe. O ensaio da peça deve ter acabado, / porque não encontrei nenhum ator no teatro. coordenada assindética coordenada sindética explicativa Ande depressa, / que já estamos atrasados. coordenada assindética coordenada sindética explicativa No primeiro período, vemos que o fato de o falante não ter encontrado nenhum ator no teatro é uma explicação para sua suposição de que a peça acabou, e não a causa de a peça ter acabado. Por sua vez, a oração subordinada adverbial causal expressa a causa da ação contida no verbo da oração principal. Ela funciona como advérbio da oração principal. Veja. As passagens foram compradas com antecedência, / principal porque a viagem seria durante o Carnaval. subordinada adverbial causal O mercado de trabalho teve um aquecimento este mês, / principal porque a economia cresceu com as exportações. subordinada adverbial causal GT-C19 (424-441)RO 427 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe Exprimem a causa do fato mencionado na oração principal: Sintaxe 428 Na verdade, a confusão só aparece quando a oração em questão está no fim do período; se ela estiver no início do período, será sempre uma oração subordinada adverbial causal. Isso porque não se pode justificar uma ordem ou suposição antes de enunciá-la. Por exemplo: embora possamos dizer Vamos para casa porque o dia já está raiando, não podemos dizer Porque o dia já está raiando, vamos para casa. Assim, uma maneira prática de fazer a distinção é tentar transpor a oração em questão para o início do período. Se a transposição for possível, a oração será subordinada adverbial causal; se não for possível, a oração será coordenada sindética explicativa. Veja um exemplo: A colheita será péssima, pois choveu muito pouco. Como choveu muito pouco, a colheita será péssima. (substituição pos- Consecutivas Expressam uma consequência do fato ocorrido na oração principal: A fila no banco continuava tão longa que desisti do pagamento. Júlia fez um curso de especialização nas férias, de modo que não viajou. Essas orações são introduzidas pelas conjunções subordinativas consecutivas: tão, tal, tanto, tamanho (que), de modo que, de sorte que, etc. Concessivas Estabelecem uma concessão, ou seja, o fato contrário ao outro, na oração subordinada, não impede a realização do fato expresso na oração principal: O maratonista continuou a corrida, embora fosse prejudicado. Ainda que estivessem atrasados, foi feita a entrega da mudança. Essas orações são introduzidas pelas conjunções subordinativas concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de que, conquanto, que, por mais que, se bem que, etc. Condicionais Expressam uma condição ou hipótese para que ocorra o fato mencionado na oração principal: Se houver verba, a obra do metrô terminará este mês. O imóvel não será leiloado, contanto que se pague a dívida. GT-C19 (424-441)RO 428 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. sível = oração subordinada adverbial causal) 429 HAGAR Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 9 fev. 2005. No texto da tira, a 1a oração, Se eu chegar tarde de novo, exprime condição em relação à 2a oração (principal), a Helga vai ficar uma semana. Essas orações são introduzidas pelas conjunções subordinativas condicionais: se, caso, contanto que, desde que, a menos que, sem que, salvo, se, etc. Finais Estabelecem uma finalidade para o fato expresso na oração principal: As pessoas devem economizar água, para que não falte no futuro. A fim de que o público participe dos debates, o encontro será realizado no auditório. São introduzidas pelas conjunções subordinativas finais: para que, a fim de que, que. Temporais Indicam o tempo ou o momento em que o fato expresso na oração principal acontece: Havia crianças no parque, quando passávamos pela manhã. O motor do carro pegou, assim que o mecânico girou a chave. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 4 set. 2004. GT-C19 (424-441)RO 429 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne 430 Sintaxe No 2o balão da tira, a oração depois que eles se formarem exprime tempo. Essas orações são iniciadas pelas conjunções subordinativas temporais: quando, logo que, assim que, desde que, mal, enquanto, etc. Proporcionais Exprimem uma proporção em relação ao fato mencionado na oração principal: São introduzidas pelas conjunções subordinativas proporcionais: à medida que, à proporção que, quanto mais... mais, etc. Aplicação 1 Leia a tira. a O normal seria Hagar se preocupar com a segurança de Helga, se ela fosse com ele para a guerra. No entanto, ele é quem se sente em perigo diante da possibilidade de Helga ir às compras, e essa atitude inesperada é o que causa humor na tira. HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 18 out. 2003. a) Helga parece equivocada em relação à verdadeira preocupação do marido. Em que consiste o humor da tira? a b) Na pergunta feita por Helga ao marido (1o quadrinho), qual é o valor semântico da conjunção subordinativa que liga as orações? Valor temporal. adc) Como se classifica a oração introduzida por essa conjunção? Subordinada verbial temporal. d) Na resposta de Hagar (1o quadrinho), que sentido tem a coninicia oração suborjunção porque? Que tipo de oração ela inicia? Causa; dinada adverbial causal. iria às e) No 3o quadrinho, qual é a oração principal do primeiro balão? Eu compras. f) Que função sintática exerce a primeira oração nessa oração principal? De adjunto adverbial de tempo. GT-C19 (424-441)RO 430 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A tecnologia evolui, à proporção que se descobrem novos recursos. Quanto mais o tempo passa, mais adquirimos experiências. 431 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. A Osesp tem um programa de formação de plateia: Descubra a Orquestra, que leva professores e educadores para a Sala São Paulo. Lá, eles assistem a apresentações da Orquestra Sinfônica e participam de workshops, onde aprendem tudo sobre a música clássica. Com isso, os professores ganham repertório para ensinar em sala de aula e ainda colaboram para a formação de novo público para os concertos. O Estado de S.Paulo, 17 fev. 2005. O anunciante refere-se à aula de música clássica, comparando-a às aulas das escolas, nas quais há alunos que anseiam por ouvir um outro som — o da sirene do intervalo. a) No texto se vê a divulgação de um programa de música clássica organizado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e outros órgãos, cujo alvo são professores e educadores. Comente a comparação feita no texto superior do anúncio. b) Releia o primeiro período: É como uma aula (é). Como se chama a 2a oração? Subordinada adverbial comparativa. c) Veja a alteração neste período do texto inferior do anúncio: com isso, os professores ganham repertório para que possam ensinar em sala de aula. Adjunto adverbial I. Qual é a função sintática da 2a oração em relação à principal? de fim. II. Como se chama essa oração iniciada pela conjunção para que? Subordinada adverbial final. 3 Leia esta canção. MÚSICA AMBIENTE Se um dia fores embora Te amarei bem mais do que esta hora (...) Quando choramos abraçados E caminhamos lado a lado (...) Mesmo que tenhamos planejado Um caminho diferente Tenho mais do que eu preciso Estar contigo é o bastante (...) E quando eu for embora Não, não chore por mim. LEGIÃO URBANA. Música ambiente. A tempestade ou o livro dos dias. São Paulo: EMI-Odeon, 1996. GT-C19 (424-441)RO 431 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe LODUCCA 2 Leia o anúncio. a) O texto conta uma história de amor. Que características o amor apresenta nessa letra musical? b) Identifique o valor semântico das orações subordinadas destacadas nos seguintes períodos: I. Se um dia fores embora 1 oração: condição; 2 oração: comparação. Te amarei bem mais do que (amo) esta hora II. Quando choramos abraçados Tempo. III. Mesmo que tenhamos planejado Um caminho diferente Concessão. Sintaxe a a 4 Identifique a frase em que se classificou incorretamente a oração destacada. a) Tinha traços fisionômicos marcantes tal como o pai. (subordinada adverbial comparativa) b) Embora fosse competente, não tinha organização. (subordinada adverbial concessiva) c) O sono aumentava, à medida que as horas avançavam. (subordinada adverbial proporcional) X d) O movimento na praça era tal que desistimos da caminhada. (subordinada adverbial conformativa) Subordinada adverbial consecutiva. e) A comemoração foi adiada visto que a obra não foi concluída. (subordinada adverbial causal) 5 Classifique as orações subordinadas adverbiais destacadas. a) Ainda que fôssemos amigas, não lhe poderia contar a verdade. a b) Mal abriu a porta, sentiu um cheiro estranho. Subordinada adverbial temporal. c) Chegamos atrasados ao aeroporto porque o trânsito estava congestionado. Subordinada adverbial causal. d) À proporção que o avião subia, sentia um tremor nas pernas. b adverbial e) Nossos planos não se realizaram como queríamos. Subordinada conformativa. f) Sua expectativa era tamanha que decidiu interromper a reunião. c g) Meu carro está falhando, visto que entrou água no motor. Subordinada adverbial causal. h) O povo votará contanto que haja bons candidatos. Subordinada adverbial condicional. 6 Identifique a oração em que a palavra como é conjunção subordinativa conformativa. a) Como o deputado disse que apresentará o projeto? b) Como aumentou o desemprego, a situação agravou-se. c) Vivia solitária em casa como um pássaro cativo. X d) Os jurados fizeram tudo como o juiz determinou. e) Não sei como você passou na alfândega com essa mala. a Subordinada adverbial concessiva. b Subordinada adverbial proporcional. c Subordinada adverbial consecutiva. GT-C19 (424-441)RO 432 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 432 Resposta pessoal. Sugestão: trata-se de um amor bem resolvido, sem queixas nem dramas. Os dois amantes sentem-se satisfeitos com o que têm no momento, apesar de não viverem tudo o que desejam. Também parecem preparados para uma eventual separação, portanto há equilíbrio nesse amor. 433 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe GF PAULUS 7 Leia a propaganda. Viagem e Turismo, São Paulo: Abril, jan. 2005. a) Observe o apelo visual e explique o sentido do pronome indefiniSignifica diferente, ou seja, tem o vado outra, no período acima da ilustração. lor de um adjetivo. Subordinada adverbial b) Nesse período, como se classifica a oração subordinada? consecutiva. c) Complete os períodos a seguir, colocando a oração subordinada indicada nos parênteses. As respostas são apenas sugestões. I. O México vai morar no seu coração . (temporal) Assim que você viaje para lá. II. Você pode escolher o horário de saída . (condicional) Desde que olhe esse folheto. III. Há guias locais . (final) Para que vocês conheçam melhor cada ponto turístico. somos a maior operadora IV. Oferecemos várias opções de hotéis . (causal) Porque de turismo da região. V. Organizamos passeios . (concessiva) Embora essa não seja nossa função principal. 8 Assinale a alternativa em que há uma oração subordinada adverbial causal. a) Entreguei-lhe o cheque assim que nos cumprimentamos. X b) Irei mais tarde à sua casa, já que não há pressa. c) Sua vontade de vencer era tanta que me surpreendeu. d) O artigo será publicado caso não haja objeções. e) Não viajarei de ônibus, mesmo que ele insista. GT-C19 (424-441)RO 433 8/15/08, 1:01 PM 434 9 Leia a tira. RECRUTA ZERO Sintaxe 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Mort Walker a) O modo como o uísque chegou não foi dos mais inteligentes. Exo uísque por via aérea foi boa ideia, mas fazê-lo chegar por paraquedas, e plique por quê. Pedir em cima do general... aí está o humor da tira. b) No 1o quadrinho, qual é o tipo de oração subordinada? Identifique-a. Subordinada adverbial causal: porque esquecemos o uísque dele! 10 Identifique os valores semânticos das conjunções destacadas. a) Só ficarei tranquila se ele entregar meus documentos. Condição. b) Permaneceu na sala, se bem que por pouco tempo. Concessão. c) À medida que as nuvens escureciam, a noite parecia chegar. Proporção. d) A passarela foi feita para que os pedestres tenham segurança. Finalidade. e) O filme começou logo que chegamos ao cinema. Tempo. f) Sua mágoa era tamanha que custou a passar. Consequência. LEW, LARA 11 Leia o anúncio. a É uma brincadeira com a hipótese — exagerada, é claro — de o leitor ter uma casa tão mal decorada, tão feia, que ele prefere apagar a luz quando chega, só para não vê-la. O exagero é um recurso frequentemente usado na propaganda. a) Por que o redator usou essa frase para anunciar uma revista de decoração? a b) Separe as orações desse texto e classifique o período. b c) Que valor semântico expressam as orações subordinadas? Tempo. d) Qual é a função sintática das orações subordinadas em relação à oração principal? c e) Que sentido expressa a conjunção coordenativa ou que liga as orações suborideia de alternância entre dinadas? Exprime as ações verbais (sai ou chega). Veja, São Paulo: Abril, 18 fev. 2005. b 1a oração: Você apaga a luz; 2a oração: quando sai; 3a oração: ou (apaga a luz); 4a oração: quando chega em casa? Período composto por coordenação e subordinação. c Funcionam como adjuntos adverbiais de tempo. GT-C19 (424-441)RO 434 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. WALKER, Mort. Recruta Zero. O Estado de S.Paulo, 4 set. 2004. 435 RESUMO Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ■ GT-C19 (424-441)RO Classificação das orações subordinadas adverbiais • Causais: fui ao estádio / porque meu time ia jogar. • Condicionais: receberás o prêmio, / se mereceres. • Comparativas: sua teimosia é tão grande / quanto a minha (é). • Conformativas: a encomenda chegou / como pedimos. • Consecutivas: a chuva era tanta / que destruiu estradas. • Concessivas: esperou-me, / embora isso lhe custasse. • Temporais: calou-se / quando entrei na sala. • Finais: fez tudo / para que ela ficasse. • Proporcionais: víamos a cidade toda, / à proporção que subíamos a torre. 435 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe Orações subordinadas adverbiais: têm valor de advérbio ou de locução adverbial e funcionam como adjunto adverbial do verbo da oração principal. 436 QUESTÕES DE VESTIBULARES Maria entrou na estufa porque não topou com um desconhecido. Se Maria topasse com um desconhecido, não entraria na estufa. O velho Leite raciocinou assim porque havia muita cinza de cigarro no chão. Se não houvesse muita cinza de cigarro no chão, o velho Leite não raciocinaria assim. 2. (UM-SP) No período Era tal a serenidade da tarde, que se percebia o sino de uma freguesia distante, dobrando a finados, a segunda oração é: a) subordinada adverbial causal. X b) subordinada adverbial consecutiva. c) subordinada adverbial concessiva. d) subordinada adverbial condicional. e) subordinada adverbial temporal. 3. (UCMG) Em Orai porque não entreis em tentação, o valor da conjunção é de: a) causa. b) condição. c) conformidade. d) explicação. X e) finalidade. 4. (Fuvest-SP) Sei que esperavas desde o início que eu te dissesse hoje o meu canto solene. Sei que a única alma que eu possuo é mais numerosa que os cardumes do mar. (Jorge de Lima) As orações destacadas são orações subordinadas, respectivamente: a) substantiva subjetiva, adjetiva, adverbial consecutiva. b) adjetiva, substantiva objetiva direta, adverbial comparativa. X c) substantiva objetiva direta, adjetiva, adverbial comparativa. d) adjetiva, substantiva subjetiva, adverbial correlativa. e) substantiva predicativa, adjetiva, adverbial consecutiva. GT-C19 (424-441)RO 436 5. (PUCCamp-SP) Nunca chegará ao fim, por mais depressa que ande. A oração destacada é: a) subordinada adverbial causal. X b) subordinada adverbial concessiva. c) subordinada adverbial condicional. d) subordinada adverbial consecutiva. e) subordinada adverbial comparativa. 6. (UCMG) A classificação da oração destacada está correta em todas as orações exceto em: X a) Ela sabia que ele estava fazendo o certo. (subordinada substantiva objetiva indireta). b) Era a primeira vez que ficava assim tão perto de uma mulher. (subordinada substantiva subjetiva). c) Mas não estava neles modificar um namoro que nascera difícil, cercado, travado. (subordinada adjetiva). d) O momento foi tão intenso que ela teve medo. (subordinada adverbial consecutiva). e) Solta que você está me machucando. (coordenada sindética explicativa). 7. (Esan-SP) Na frase: Como anoitecesse, recolhi-me pouco depois e deitei-me. (Monteiro Lobato), a oração destacada é: a) coordenada sindética explicativa. X b) subordinada adverbial causal. c) subordinada adverbial conformativa. d) subordinada adjetiva explicativa. e) subordinada adverbial final. 8. (UFV-MG) Um dia, como lhe dissessem que iam dar o passarinho, caso continuasse a comportar-se mal, correu para a área e abriu a porta da gaiola. (Paulo Henrique Campos) As orações destacadas são, respectivamente, subordinadas adverbiais: 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 1. (FEI-SP) Complete, segundo o modelo: b É necessário que aquilo que é causa num primeiro momento passe a ser consequência no momento seguinte, e vice-versa. O autor mantém a falta de confiança no governo como causa nas duas frases. X a) causal e condicional. b) comparativa e causal. c) conformativa e consecutiva. d) condicional e concessiva. e) comparativa e conformativa. 9. (Unicamp-SP) O autor do texto abaixo conhece um tipo de raciocínio cuja estrutura lembra propriedades de um círculo e tenta reproduzi-lo. No entanto, não é bem-sucedido. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. (...) gera-se, assim, o círculo vicioso do pessimismo. As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque ninguém confia no governo as coisas não andam. DIMENSTEIN, Gilberto. Folha de S.Paulo, 22 nov. 1990. a) Reescreva o trecho de maneira que ele passe a ter estrutura de um verdadeiro círculo vicioso. a b) Comparando o que você fez e o que fez o autor, explique em que ele se equivocou. b 10. (Vunesp) Das alternativas abaixo, apenas em uma não se considera um fato natural as violetas murcharem, por receberem muita água. Assinale-a. a) Como as violetas foram muito molhadas, murcharam. b) Desde que as violetas sejam muito molhadas, murcham. c) As violetas foram muito molhadas, de modo que murcharam. X d) Embora as violetas tivessem sido muito molhadas, murcharam. e) As violetas foram tão molhadas, que murcharam. 11. (UFV-MG) Dadas as frases: a) A prova de português está fácil; logo, muitos alunos passarão. b) A prova de português está fácil, mas muitos alunos a acham difícil. Tendo sempre em vista o uso das palavras e a eficiência da linguagem, reelabore-as, nos itens a 1) e b 1), em períodos formados por subordinação, GT-C19 (424-441)RO 437 c Muitos alunos passarão porque a prova de português está fácil. d Embora a prova de português esteja fácil, muitos alunos a acham difícil. Também é possível usar outras conjunções com sentido equivalente. 437 — usando logicamente outras conjunções em outras posições; — usando, se necessário, outro modo verbal; — atentando para a observação sublinhada. a 1) a informação contida em A prova de português está fácil é causa. c b 1) a informação contida em A prova de português está fácil é concessão. d 12. (Unimep-SP) Assinale a alternativa que, embora tenha valor causa-consequência, não contém oração adverbial causal. a) Cheguei tarde, porque choveu muito. b) Como estava doente, não fui à escola. X c) Estava tanto frio, que não saí de casa. d) Fiquei chateado, pois fui despedido. e) Devo ir mal na prova, já que não estudei. 13. (Unicamp-SP) Substitua a palavra destacada no trecho transcrito abaixo por outra que garanta o mesmo sentido ao texto (você poderá ainda fazer outras modificações, se as julgar indispensáveis). Se não chegam a configurar um processo de radicalização verbal e de alarmismo deliberado, ainda assim são preocupantes e lamentáveis as declarações do ministro da Indústria e Comércio, Roberto Cardoso Alves, de que partidos como o PT e os PC’s não deveriam ter existência legal, por não possuírem, na opinião do ministro, compromisso com a democracia. Mesmo que não cheguem Folha de S.Paulo, 8 dez. 1988. a configurar..., / Embora não cheguem a configurar..., 14. (Unicamp-SP) No texto a seguir, substitua embora por outra palavra ou expressão, de forma que o texto resultante dessa substituição, com as mínimas alterações necessárias, mantenha o sentido original. 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe a As coisas não andam porque ninguém confia no governo, e ninguém confia no governo porque as coisas não andam. Sintaxe (...) ergueu-se rapidamente, passou para o outro lado da sala e deu alguns passos, entre a janela da rua e a porta do gabinete do marido. Assim, com o desalinho honesto que trazia, dava-me uma impressão singular. Magra embora, tinha não sei que balanço no andar, como quem lhe custa levar o corpo; essa feição nunca me pareceu tão distinta como naquela noite. MACHADO DE ASSIS. Missa do galo. Conquanto (fosse) magra...; Apesar de magra...; Mesmo (sendo) magra...; Ainda que (fosse) magra... 15. (PUC-SP) No período: Da própria garganta saiu um grito de admiração, que Cirino acompanhou, embora com menos entusiasmo, a palavra destacada expressa uma ideia de: a) explicação. X b) concessão. c) comparação. d) modo. e) consequência. Instruções para as questões 16 e 17 17. Para que os enunciados soltos, apresentados nas questões 16 e 17, se reduzam a um só período, algumas adaptações são necessárias. Escolha a alternativa em que encontramos a estrutura que estilística e gramaticalmente expressa, com a necessária clareza, ênfase e correção, a relação desse sentido sugerida pelos parênteses. 16. (ITA-SP) I. Houve certa vez uma festa no céu. (atributo de adjunto adverbial de III, sugerido pelo verbo ir) II. Todos os animais compareceram a ela. (atributo do objeto direto de I, oração subordinada adjetiva) III. O cágado não pode ir. (oração principal) IV. O cágado anda muito devagar. (causa de III) a) Na festa que houve certa vez, no céu, todos os animais compareceram, exceto o cágado que, por andar muito devagar, não pôde se fazer presente. GT-C19 (424-441)RO 438 b) Houve, certa vez, uma festa no céu em que compareceram todos os bichos, menos o cágado, que anda muito devagar e por isso não pôde ir nela. c) Certa vez houve uma festa no céu; todos os bichos lá foram; com exceção do cágado, o qual não pôde ir porque muito devagar. d) Com exceção do cágado que, como andava muito devagar, não pôde ir na festa, todos os bichos compareceram na mesma. X e) Por andar muito devagar, o cágado não pôde ir à festa que certa vez houve no céu, à qual compareceram todos os bichos. 17. (ITA-SP) I. Conheço um florentino esguio e rijo. (oração principal) II. Um punhal é esguio e rijo. (indicação de uma comparação) III. Ele condena a guerra com o espírito (atributo do objeto direto de I = oração subordinada adjetiva) IV. Ele a ama desesperadamente com a alma. (oposição à ideia do predicado de III) a) O florentino que conheço, esguio e rijo como um punhal, condena a guerra com o espírito, embora a ame com a alma. X b) Conheço um florentino que, esguio e rijo como um punhal, condena a guerra com o espírito, mas a ama com a alma. c) Conheço um florentino que é esguio e rijo como um punhal, e ele, condenando a guerra com o espírito, a ama com a alma. d) Conheço um florentino esguio e rijo como um punhal que condena a guerra com o espírito e a ama com a alma. e) Um florentino, que é esguio e rijo como um punhal, e que é conhecido por mim, condena a guerra com o espírito, mas a ama desesperadamente com a alma. 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 438 439 Os dois-pontos (:) usados acima estabelecem uma relação de subordinação entre as orações. Que tipo de subordinação? a) temporal b) final X c) causal d) concessiva e) conclusiva Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 19. (Ufam) Leia a frase seguinte: Bem cuidados como são, muitos de meus livros ficaram mofados devido à umidade de Manaus. Se refizermos a frase, começando com Muitos de meus livros ficaram mofados devido à umidade de Manaus, o sentido não será alterado se continuarmos com: a) Contanto que bem cuidados. b) Desde que bem cuidados. c) Porque eram bem cuidados. X d) Ainda que bem cuidados. e) À medida que bem cuidados. As questões 20 e 21 referem-se ao texto abaixo. A universidade de Taubaté (Unitau) conta, no total, com 720 universitários [no curso de Comunicação Social], sendo 130 formandos. Com tantos universitários saindo para o mercado de trabalho, o coordenador do curso de Comunicação Social da Unitau (...) mencionou que o Vale do Paraíba é inexplorado e tem potencial de absorver formandos. Jornal ComunicAção, n. 1, p. 3, mar. 2002. 20. (ITA-SP) Um leitor pode relacionar o conteúdo da construção com tantos universitários saindo para o mercado de trabalho... com o que é mencionado pelo coordenador do curso de Comunicação Social da Unitau. No entanto, essa leitura torna-se problemática, pois o leitor poderia esperar, a partir daquela construção, uma: GT-C19 (424-441)RO 439 a) consequência b) causa c) finalidade d) condição X e) proporção 21. (ITA-SP) Considerando ainda o período abordado na questão anterior, assinale a alternativa que, completando a oração abaixo, apresenta a relação mais coerente entre as ideias. O coordenador do curso de Comunicação Social mencionou que X a) , à medida que muitos universitários saem para o mercado de trabalho, o Vale do Paraíba tem potencial de absorver os formandos, pois ainda é um mercado inexplorado. b) , como muitos universitários saem para o mercado de trabalho, o Vale do Paraíba tem potencial de absorver os formandos, pois ainda é um mercado inexplorado. c) há muitos universitários saindo para o mercado de trabalho, de modo que o Vale do Paraíba tem potencial de absorver os formandos, pois ainda é um mercado inexplorado. d) muitos universitários saem para o mercado de trabalho; portanto, o Vale do Paraíba tem potencial de absorver os formandos, pois ainda é um mercado inexplorado. e) , embora muitos universitários estejam saindo para o mercado de trabalho, o Vale do Paraíba tem potencial de absorver os formandos, pois ainda é um mercado inexplorado. 22. (Fuvest-SP) Dê o valor (explicação, consequência ou causa) da sequência destacada, em relação à sua antecedente: eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim ser o objeto do ódio daquele homem. Consequência. 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe 18. (Fuvest-SP) Maria das Dores entra e vai abrir o comutador. Detenho-a: não quero luz. 23. (UFPB) A oração destacada no período ... mesmo que eu juntasse um por um, os cacos todos, nunca mais o espelho seria como antes. (Lygia Fagundes Telles) expressa um aspecto: a) temporal. X b) concessivo. c) causal. d) conformativo. e) condicional. 24. (U. F. Santa Maria-RS) Leia, com atenção, os períodos abaixo: I. Caso haja justiça social, haverá paz. II. Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela não fornece uma reprodução fiel da realidade. III. Como todas aquelas pessoas estavam concentradas, não se escutou um único ruído. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as circunstâncias indicadas pelas orações destacadas: a) tempo, concessão, comparação b) tempo, causa, concessão c) condição, consequência, comparação X d) condição, concessão, causa e) concessão, causa, conformidade 25. (PUC-MG) Reúna os dois fatos citados em um período, estabelecendo entre eles a relação que se acha expressa nos parênteses: a) A humanidade consegue gerar energia. / A humanidade suja perigosamente a camada da atmosfera. (relação de concessão) a b) A percepção de que o planeta é finito ficou exposta com muita nitidez. / O homem pôde ver com seus próprios olhos as fotografias da Terra tiradas do espaço. (relação de tempo) b c) Não haverá flores, nem petróleo, nem minérios. / O homem continua entupindo com monóxido de carbono a camada atmosférica. (relação de causa) c 26. (Fuvest-SP) Nas frases a seguir, cada lacuna corresponde a uma conjunção retirada. I. Porém, já cinco sóis eram passados dali nos partíramos (...) II. estivesse doente, faltei à escola. III. haja maus, nem por isso devemos descrer dos bons. IV. Pedro será aprovado estude. V. chova sairei de casa. As conjunções retiradas são, respectivamente: a) quando, ainda que, sempre que, desde que, como. X b) que, como, embora, desde que, ainda que. c) como, que, porque, ainda que, desde que. d) que, ainda que, embora, como, logo que. e) que, quando, embora, desde que, já que. 27. (U. E. Ponta Grossa-PR) Em: Ele planejou tudo segundo combinamos, a segunda oração é uma subordinada adverbial: a) final. b) concessiva. c) condicional. X d) conformativa. e) temporal. 28.(Ufes) A circunstância indicada pelo trecho destacado não está adequada em: Letra d, pois se trata de uma condição. a) Como se vê, a pesquisa do Dr. Zisman é muito importante. (conformidade) b) Os bebês são considerados pigmeus, desde que não apresentem três quilos de peso. (condição) c) Os bebês são tão pequenos, que são considerados pigmeus. (consequência) d) Caso eu saiba a causa do seu choro, eu lhe darei atenção. (causa) e) Ainda que sejamos um país subdesenvolvido, não podemos aceitar que nasçam tantas crianças subnutridas. (concessão) a A humanidade consegue gerar energia, embora suje perigosamente a camada da atmosfera. b A percepção de que o planeta é finito ficou exposta com muita nitidez, quando o homem pôde ver... c Não haverá flores, nem petróleo, nem minérios, porque o homem continua... GT-C19 (424-441)RO 440 8/15/08, 1:01 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 440 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 441 29. (UESB-BA) Não tendo confirmado sua chegada, não fui esperá-lo. GT-C19 (424-441)RO Comece com: Não fui esperá-lo, ... 441 a) a menos que b) por que X c) visto que (ou porque) d) se bem que e) contudo 30.(UFV-MG) Ele assumiu a chefia do cargo, embora não estivesse preparado para isso. Comece com: Ele não estava... X a) todavia b) de forma que c) porquanto d) desde que e) conforme 31. (UFPel-RS) Estava tão quente, que ligamos o ventilador. Comece com: Ligamos o ventilador... a) conforme X b) dado que c) à medida que d) não obstante e) ao passo que 8/15/08, 1:01 PM Sintaxe As questões de 29 a 31 apresentam um período que você deve modificar, iniciando-o conforme se sugere, mas sem alterar a ideia contida no primeiro. Em consequência, outras partes da frase sofrerão alterações. Assinale a alternativa que contém o elemento adequado ao novo período. Exemplo: Abraçou-me com tal ímpeto, que não pude evitá-lo. Comece com: Não pude evitá-lo... a) assim b) quando c) à medida que d) então e) porque Nesse caso, a resposta correta é a alternativa e, pois a frase transformada seria: Não pude evitá-lo porque me abraçou com grande ímpeto. 442 Capítulo 20 Sintaxe Orações reduzidas Contextualização Leia o texto a seguir. Caçar é uma arte que se transmite de geração em geração. Pesquisadores estão descobrindo que, quanto mais hábil for uma mãe, melhores serão seus filhotes. Para guepardos jovens (...), o início é complicado. Mesmo com a ajuda de um tutor, eles teimam em perseguir presas impossíveis, como búfalos. Quem superar os erros sobrevive para ensinar os próprios filhotes. Superinteressante, São Paulo: Abril, jan. 2005. O título é um jogo de palavras com o provérbio Um dia é da caça, outro do caçador. Nesse caso, o dia não é da caça nem do caçador, mas do professor, isto é, dos guepardos adultos que ensinam aos filhotes como se dar bem nas caçadas futuras. a) Explique o sentido do título, relacionando-o ao conteúdo do texto. b) Releia o primeiro período do texto. Caçar é uma arte que se transmite de geração em geração. O verbo destacado está em que forma nominal? No infinitivo. c) Identifique, no texto, outras orações cujo verbo esteja nesse mesmo tempo. ... eles teimam / em perseguir; quem superar os erros / sobrevive / para ensinar os próprios filhotes. Conceituação Compare a oração extraída do texto com outra, dada a seguir. ... sobrevive / para ensinar os próprios filhotes. ... sobrevive / para que ensine os próprios filhotes. A oração subordinada de cada período composto tem a mesma classificação: oração subordinada adverbial final, mas apresenta uma estrutura diferente. Na primeira, o verbo está numa forma nominal, o infinitivo, e a oração não tem conjunção. Trata-se de uma oração reduzida. Na segunda, o verbo está flexionado no presente do subjuntivo, e a oração é introduzida por conjunção. Nesse caso, ocorre uma oração desenvolvida. GT-C20 (442-453)RO 442 8/15/08, 1:02 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. DIA DE PROFESSOR 443 Oração desenvolvida é a que apresenta o verbo flexionado no modo indicativo, subjuntivo ou imperativo e é introduzida por uma conjunção (ou outro conectivo). Sintaxe Oração reduzida é a que apresenta o verbo numa das formas nominais, infinitivo, gerúndio ou particípio, e não é introduzida por uma conjunção (ou outro conectivo). ORAÇÕES REDUZIDAS DE INFINITIVO Leia a charge. FRANK E ERNEST Bob Thaves 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As orações reduzidas podem ser reduzidas de infinitivo, reduzidas de gerúndio ou reduzidas de particípio. THAVES, Bob. Frank & Ernest. O Estado de S.Paulo, 5 fev. 2005. a) No texto da charge há uma figura de linguagem conhecida como personificação ou prosopopeia, assunto que vamos estudar no capersonificação consiste em atribuir a uma entidade inanipítulo 27. Tente identificá-la. Amada, a juventude, uma capacidade humana: a capacidade b) Observe este período: de correr. Acho impossível recuperar minha juventude... É reduzida, porque o verbo está no infinitivo e não I. A segunda oração é reduzida ou está desenvolvida? Por quê? há conjunção ligando as orações. II. Desenvolva e classifique a segunda oração. Acho impossível que eu recupere minha juventude. A segunda oração é subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. No exemplo extraído da charge, você classificou a oração reduzida em substantiva. Da mesma maneira que as orações desenvolvidas, as orações reduzidas são classificadas como substantivas, adjetivas ou adverbiais. GT-C20 (442-453)RO 443 8/15/08, 1:02 PM 444 Orações subordinadas substantivas reduzidas de infinitivo 1. Subjetiva: é necessário preservar a natureza. (... que se preserve a Sintaxe natureza.) 2. Objetiva direta: os empresários querem aumentar as exportações. (... que as exportações aumentem.) 3. Objetiva indireta: ele me acusa de proteger vocês dois. (... de que eu protejo vocês dois.) 4. Completiva nominal: ficou receosa de perder o emprego. (... de que perdesse o emprego.) morássemos em região praiana.) 6. Apositiva: pediu-lhe isto: dividirem o lucro da venda. (... que dividissem o lucro da venda.) Orações subordinadas adjetivas reduzidas de infinitivo 1. Restritiva: o técnico observava os jogadores treinarem na chuva. (... que treinavam na chuva.) 2. Explicativa: a ventania logo se transformou em brisa leve do mar, a soprar os cabelos da menina. (... que soprava os cabelos da menina.) Orações subordinadas adverbiais reduzidas de infinitivo 1. Causal: o casarão foi tombado por ser um patrimônio histórico. (... porque é um patrimônio histórico.) 2. Temporal: cumprimentei-o ao entregar-lhe o prêmio. (... quando lhe entreguei o prêmio.) 3. Condicional: você não levará o produto sem pagar antecipado. (... sem que pague antecipado.) 4. Concessiva: ajudei-a, apesar de ter me dito coisas horríveis. (... apesar de que me tivesse dito coisas horríveis.) 5. Final: o dentista antes examinou os meus dentes, para depois começar o tratamento. (... para que depois começasse o tratamento.) 6. Consecutiva: desejava tanto o cargo, a ponto de abandonar a família. (... que abandonou a família.) GT-C20 (442-453)RO 444 8/15/08, 1:02 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 5. Predicativa: sua vontade era morarmos em região praiana. (... que 445 ORAÇÕES REDUZIDAS DE GERÚNDIO Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. O Estado de S.Paulo, 23 fev. 2005. a) Interprete o texto na parte superior do anúncio, relacionando-o à Como o anúncio oferece aos acertadores do concurso cinema grátis durante um ano, certailustração. mente muitos sacos de pipoca servirão de lanche nas inúmeras sessões de cinema. O desenho retrata algumas sementes de milho disfarçadas para não virar pipoca. b) Releia esta frase. Vai ter milho / fazendo de tudo / para não virar pipoca. 1a oração 2a oração 3a oração I. Na segunda oração, o verbo destacado está em que forma nominal? Trata-se de uma oração desenvolvida ou reduzida? No gerúndio; a oração é reduzida. II. Desenvolva a segunda oração e classifique-a. ... que fará de tudo: oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio. GT-C20 (442-453)RO 445 8/15/08, 1:02 PM Sintaxe WG COMUNICAÇÃO Leia o anúncio. 446 Sintaxe As orações reduzidas de gerúndio podem ser adjetivas ou adverbiais. Veja os exemplos a seguir. Orações subordinadas adjetivas reduzidas de gerúndio 1. Restritiva: vi as luzes do carro aproximando-se do prédio. (... que se aproximavam do prédio.) 2. Explicativa: a mocinha, ouvindo música alta, não notou a aproximação da mãe. (..., que estava ouvindo música alta,...) 1. Causal: não aceitando a proposta, despediu-se. (Como não aceitou a proposta,...) 2. Temporal: percebeu-a entrando na sala. (...quando entrava na sala.) 3. Condicional: recebendo a indenização, farei a viagem. (Se eu receber a indenização,...) 4. Concessiva: ainda lutando, não recuperaria a casa. (Ainda que lutasse,...) ORAÇÕES REDUZIDAS DE PARTICÍPIO LÁ VÊM ELES A primeira investida dos francos, ocorrida em 1096, três anos antes do terrível ataque a Jerusalém, não chegou a assustar o sultão turco Kilij Arslan, que comandava os territórios do atual Afeganistão até o que viria a se chamar, séculos depois, de Turquia. Liderado por um tal de Pedro, o Eremita, o grupo que se aproximava de Constantinopla com a ameaça de exterminar todos os muçulmanos da região mais parecia um bando de mendigos maltrapilhos. a Os francos (cristãos) e os tur- Entre os guerreiros, havia uma multidão de mulheres, velhos e cricos (muçulmanos). anças — um inimigo muito menos ameaçador do que os cavaleiros b Porque o exército, que mais parecia um bando de mendi- mercenários que o sultão estava acostumado a enfrentar. (...) gos maltrapilhos, era composto em grande parte por mulheres, velhos e crianças. Superinteressante, São Paulo: Abril, maio 2005. p. 55-56. a) De acordo com o texto, que povos estavam em guerra em 1096? a b) Por que o ataque não chegou a assustar o sultão Kilij Arslan? b c) Identifique as duas orações reduzidas de particípio contidas nesse tre1 oração: ... ocorrida em 1096...: oração subordinada adjetiva explicativa cho e classifique-as. reduzida de particípio; 2 oração: Liderado por um tal de Pedro, o Eremita,...: a a oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio. GT-C20 (442-453)RO 446 8/15/08, 1:02 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Orações subordinadas adverbiais reduzidas de gerúndio 447 Orações subordinadas adjetivas reduzidas de particípio 1. Restritiva: o mecânico manteve o preço combinado com o cliente. (... que combinou com o cliente.) 2. Explicativa: devolvemos nossos crachás, entregues naquela manhã. Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. (..., que nos entregaram naquela manhã.) Orações subordinadas adverbiais reduzidas de particípio 1. Condicional: fechado o acordo, poderemos comemorar. (Se fecharmos o acordo,...) 2. Causal: incomodado com a minha presença, preferiu sair. (Porque se incomodou com a minha presença,...) 3. Temporal: depois de assinado o documento, ficou tranquilo. (Depois que assinou o documento,...) 4. Concessiva: mesmo eliminadas as cenas mais picantes, o livro continuaria impróprio. (Mesmo que se eliminassem as cenas mais picantes,...) Aplicação 1 Leia a notícia. SENTIMENTOS NEGATIVOS SÃO UM PERIGO Estudo da Universidade de Tel Aviv (Israel) indica que sentimentos negativos — a ira, por exemplo — podem deflagrar em pacientes de risco um derrame cerebral (o do tipo isquêmico, provocado por deficiência no suprimento do sangue). Foram examinadas 200 pessoas com o diagnóstico. Cerca de 30% delas experimentaram sensações extremas, como medo, irritação e nervosismo duas horas antes de ocorrer o problema. De acordo com o trabalho, nessas condições a ameaça de se ter o derrame é 14 vezes maior para quem tem fatores de risco. IstoÉ, São Paulo, 19 jan. 2005. GT-C20 (442-453)RO 447 8/15/08, 1:02 PM Sintaxe Também as orações reduzidas de particípio podem ser adjetivas ou adverbiais. Veja os exemplos a seguir. Pessoal. Em sua pesquisa, o aluno poderá constatar que há fatores de risco considerados imutáveis, como a idade e a genética, e os mutáveis, caso da obesidade, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, vida sedentária e doenças cardíacas. 448 Sintaxe a) O texto não cita quais são os fatores de risco capazes de deflagrar um quadro de derrame cerebral. Faça uma pesquisa em revistas, enciclopédias ou na Internet e diga quais são eles. b) Desenvolva a oração a seguir e classifique-a. ... duas horas antes de que ocorresse ... duas horas antes de ocorrer o problema... o problema: oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo. c) Releia este período. De acordo com o trabalho, nessas condições a ameaça de se ter o derrame é 14 vezes maior... Identifique e desenvolva a oração subordinada. Em seguida, clasde se ter o derrame; desenvolvida: de que se tenha o derrame (oração sifique-a. ...subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo). HAGAR 2005 KING FEATURES/ INTERCONTINENTAL PRESS Dik Browne BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo, 24 out. 2003. a No fato de que Hagar, por não prestar atenção ou por não escutar direito, não entendeu o que o filho havia dito. Curiosamente, o filho estava lhe indagando o porquê da falta de compreensão dos mais velhos em relação aos mais jovens. É essa a graça da tira. a a) Em que se baseia o humor criado pelo quadrinista? b) Separe as orações do primeiro período. Desenvolva a oração redu1 oração: Papai, por que a geração mais velha parece; 2 oração: não zida e classifique-a. conseguir entender a geração mais jovem? (desenvolvida: que não cona 3 Leia os quadrinhos. MINDUIM a segue entender a geração mais jovem?); oração subordinada substantiva predicativa reduzida de infinitivo. 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTAL PRESS Charles M. Schulz SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S.Paulo, 7 set. 2004. Snoopy julga ter ouvido um biscoito chamando-o. Na verdade, em seguida ele descobre de onde vem o “chamado”: de uma lancheira, provavelmente com biscoitos dentro, cujo aroma o cão podia sentir. a) Interprete a história em quadrinhos. ... me chamar (desenvolvida: b) Identifique as orações reduzidas e desenvolva-as. que me chamava); ... passando: (desenvolvida: que passava). c) Classifique as orações do exercício anterior. A primeira é subordinada adjetiva restritiva reduzida de infinitivo e a segunda é subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio. GT-C20 (442-453)RO 448 8/15/08, 1:02 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2 Leia a tira. OGILVY 449 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Sintaxe 4 Leia o anúncio. Veja, São Paulo, 3 out. 2004. a) Que argumentos mais convincentes o anunciante utiliza na divulAs informações sobre a solidez da firma, seu conhecimento gação dos serviços da empresa DHL? profundo da América Latina, seu vasto campo de trabalho, com atendimento em todo o mundo e ainda personaTambém o conhecimento do sistema alfandegário, b) Classifique as orações deste período. lizado. que possibilita maior agilidade nas negociações. Ninguém conhece a América Latina como a gente. 1 oração, principal: Ninguém conhece a América Latina; 2 oração, subordinada adverbial comparativa: como a gente. c) Releia estas orações e classifique-as. Oração subordinada adverbial I. ... para chegar a tempo... final reduzida de infinitivo. Oração subordinada adverbial II. ... sem perder tempo... final reduzida de infinitivo. a subordinada adjetiva III. ... trabalhando em 500 escritórios em 50 países. Oração restritiva reduzida de gerúndio. Oração subordinada adjetiva IV. ... diferenciados... restritiva reduzida de particípio. a a 5 Leia o período: Imaginava terem os candidatos o conhecimento necessário, para fazerem as provas, por terem sido selecionados os melhores do grupo. As orações reduzidas destacadas são, respectivamente: a) adverbial temporal — adverbial final — adverbial conformativa b) substantiva subjetiva — adverbial causal — substantiva apositiva X c) substantiva objetiva direta — adverbial final — adverbial causal d) substantiva subjetiva — adverbial final — adverbial causal e) substantiva objetiva direta — adverbial concessiva — adverbial final a Explicar aos alunos que, embora não seja introduzida por uma conjunção subordinativa final, essa oração estabelece finalidade para o fato expresso na oração principal. Explicar aos alunos que esse sentido é inferido pelo contexto. Pedir que desenvolvam a oração (“para não perder tempo”) para perceber esse sentido. GT-C20 (442-453)RO 449 8/15/08, 1:02 PM d Convém haver ética nas experiências científicas. e Mesmo perdendo o título, seria um grande espetáculo. c Ausentou-se por ter negócios no exterior. f Olhou-me dirigindo-me a palavra, meio tímida. Sintaxe 450 a Desejando alguma sugestão, telefona-me mais tarde. b Esperava obter melhores notas este mês. 6 Transcreva os períodos, transformando em reduzidas as orações desenvolvidas destacadas. Outras respostas são possíveis. a) Se desejares alguma sugestão, telefona-me mais tarde. a b) Esperava que eu obtivesse melhores notas este mês. b c) Ausentou-se porque tinha negócios no exterior. c d) Convém que haja ética nas experiências científicas. d e) Mesmo que perdesse o título, seria um grande espetáculo. e f) Olhou-me e dirigiu-me a palavra, meio tímida. f g) As carteiras que entregaram não estavam atualizadas. 7 Classifique as orações reduzidas destacadas, de acordo com as denominações. 1. subordinada substantiva subjetiva 2. subordinada adverbial causal 3. subordinada adverbial temporal 4. subordinada adverbial condicional a) Não sabendo do resultado, preferiu desistir da competição. b) Urge eleger um bom candidato, a fim de que se resolvam estes problemas. c) Antes de viajar, esteve aqui nos visitando. d) Falando bem o inglês, será mais fácil sua ida ao exterior. a — 2, b — 1, c — 3, d — 4. 8 Transforme a expressão destacada em orações reduzidas de infinitivo e classifique-as. a) O importante é a compra suficiente de alimentos. g b) Estudei muito para a conquista deste grande sonho. h c) O gerente decidiu a contratação de mais dois empregados. i d) É necessária a apreensão das armas vendidas à população. É necessário apreender as armas vendidas à população. (Subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.) 9 Identifique a frase em que a oração reduzida de infinitivo é subordinada substantiva subjetiva. a) Apesar de teres grande prestígio, isso não é bastante. X b) É bom trazerem algumas peças de roupa. c) Avisando-me das mudanças com antecedência, poderia ajudá-la. d) Afirmou estarem as inscrições abertas para o concurso. e) Cumprido o horário, deixou a repartição pública. g O importante é comprar alimentos suficientes. (Subordinada substantiva predicativa reduzida de infinitivo.) h Estudei muito para conquistar este grande sonho. (Subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.) i O gerente decidiu contratar mais dois empregados. (Subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo.) GT-C20 (442-453)RO 450 8/15/08, 1:02 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As carteiras entregues não estavam atualizadas. 451 RESUMO Oração reduzida: é a que apresenta o verbo numa das formas nominais — infinitivo, gerúndio ou particípio — e não é introduzida por uma conjunção (ou outro conectivo). Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As orações reduzidas são classificadas da mesma maneira que as desenvolvidas, ou seja, podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais. Elas podem ser: GT-C20 (442-453)RO • de infinitivo: convém / trabalhares (... que trabalhes); • de gerúndio: vendo a cena, / deteve-se (quando viu a cena...); • de particípio: zangado com o filho, / o pai proibiu-lhe a saída (como se zangou com o filho...). 451 8/15/08, 1:02 PM Sintaxe Oração desenvolvida: é a que apresenta o verbo flexionado no modo indicativo, subjuntivo ou imperativo e é introduzida por uma conjunção (ou outro conectivo). 452 QUESTÕES DE VESTIBULARES Sintaxe Meyer, que estava sentado na soleira da porta com as compridas pernas encolhidas, ergueu-se precipitadamente ao avistar Cirino e correu ao seu encontro, temos, respectivamente, as seguintes orações: X a) principal, subordinada adjetiva explicativa, subordinada adverbial reduzida, coordenada sindética aditiva b) inicial, subordinada adjetiva restritiva, principal, coordenada sindética aditiva c) principal, subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adverbial temporal, coordenada sindética aditiva d) inicial, coordenada sindética explicativa, coordenada assindética, coordenada sindética aditiva e) principal, subordinada adjetiva explicativa, coordenada assindética, coordenada sindética aditiva 2. (Unimep-SP) Quatro alternativas a seguir contêm orações destacadas que desempenham a mesma função. Assinale a alternativa que contém a oração que não exerce a mesma função que as demais. a) É conveniente que você estude mais. Subjetiva. X b) Sua mãe quer que você vá ao mercado. Objetiva direta. c) Fazer a prova tranquilo é importante. Subjetiva. d) Bastava que você telefonasse ontem. Subjetiva. e) Seria necessário a inflação parar de subir. Subjetiva. 3. (Fuvest-SP) Dos termos destacados nas orações que seguem, diga qual deles tem função sintática idêntica a ser objeto do ódio daquele homem em Tornara-se doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem. GT-C20 (442-453)RO 452 X a) Não seria conveniente tramar toda aquela história. b) Dizia ser ele homem de moral forte. c) O pretexto era sair daquele lugar incômodo. 4. (Cesgranrio-RJ) Assinale a alternativa em que se altera o sentido da oração destacada em: Agindo indiscriminadamente sobre a maioria dos insetos... (os inseticidas) produziram graves desequilíbrios biológicos. a) Por agirem indiscriminadamente sobre a maioria dos insetos... b) Como agissem indiscriminadamente sobre a maioria dos insetos... X c) Além de agirem indiscriminadamente sobre a maioria dos insetos... d) Em razão de agirem indiscriminadamente sobre a maioria dos insetos... e) Em virtude de agirem indiscriminadamente sobre a maioria dos insetos... 5. (Fuvest-SP) Leia o seguinte trecho: Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. (Raul Pompeia) Sem alterar o significado, desdobre as duas orações reduzidas destacadas Sugestões: 1. Se considerarmos bem... acima. Pessoal. 2. Quando se faz a compensação dos desejos... ou Se se faz a compensação dos desejos... 6. (Uece) Em Ao me deitar, eu tinha posto uma caixa de fósforos num tamborete..., a oração destacada é reduzida: a) causal X c) temporal b) final d) concessiva 7. (ITA-SP) Derreado, não pôde sustentar-se em pé. 8/15/08, 1:02 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 1. (PUC-SP) No período: Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 8. (F. M. Pouso Alegre-MG) Assinale o item em que há oração subordinada adverbial condicional reduzida de particípio. a) Feita a partilha, o leão tomou a palavra. X b) Armado com tais provas, até eu o enfrentaria. c) A tropa, acampada às margens do Iguaçu, foi surpreendida. d) Ernestina estava certa de ser a escolhida. e) Transposto o rio, seguimos viagem. 9. (FEI-SP) Assinale a alternativa que apresenta uma oração subordinada substantiva apositiva: a) Ele falou: “eu o odeio”. b) Não preciso de você: sei viver sozinho. c) Sabendo que havia um grande estoque de roupas na loja, quis ir vê-las: ela doía por vestidos novos. d) Fez três tentativas, aliás, quatro. Nada conseguiu. X e) Havia apenas um meio de salvá-las: falar a verdade. 10. (UEL-PR) Ninguém mais acreditava que ainda houvesse meios de salvá-lo. Há no período acima: a) Três orações subordinadas. b) Uma oração principal e uma subordinada. X c) Uma oração subordinada reduzida. d) Uma oração subordinada subjetiva. e) Uma oração subordinada objetiva indireta. 11. (Unimar-SP) A seguir estão exemplificadas três orações reduzidas do infinitivo: GT-C20 (442-453)RO 453 I. Era preciso tirar a pressão da gestante. II. Deus o livre de ser logrado, ainda mais pela sogra! III. Por ser da minha terra é que sou nobre, por ser da minha gente é que sou rico. Entre elas, também é substantiva: a) a I apenas b) a II apenas c) a III apenas X d) a I e a II e) a I e a III 12. (Fuvest-SP) Classifique as orações em destaque no período abaixo: Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirmaram que os resultados eram bastante razoáveis, uma vez que a produção não aumentou, mas também não caiu. a) principal, subordinada adverbial final b) subordinada adverbial temporal, subordinada adjetiva restritiva X c) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva objetiva direta d) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva subjetiva e) principal, subordinada substantiva objetiva direta 13. (Vunesp) Anda a espreitar meus olhos para roê-los, (...). Transcreva o período acima, desenvolvendo a oração reduzida destacada. A seguir, classifique-a. Anda a espreitar meus olhos a fim de que (para que) os roa. Oração subordinada adverbial final. 14. (Ufam) Assinale o item em que a subordinada encerra a ideia de consequência. X a) Muito distraído devia estar para não vê-la na festa. b) É difícil distinguir um do outro, tão parecidos são. c) Mesmo sitiada, a cidade não se rendeu. d) Assoberbado de serviço, nem pude comparecer à cerimônia. e) Quase morro de tanto rir. 8/15/08, 1:02 PM Sintaxe 453 Na frase acima, o adjetivo estabelece com a oração uma relação de: X a) causa e efeito b) consequência e inclusão c) efeito e concessão d) concessão e oposição e) condição e proporção 454 Capítulo 21 Sintaxe Pontuação Contextualização Leia os quadrinhos. PEANUTS UNITED FEATURE SYNDICATE, INC. Peanuts. Intercontinental Press, Catálogo 3/3, 3-51, 01 dez. 2002. a) Schulz cria humor a partir de uma situação inusitada. Qual é ela? O fato de um inseto ter escrito uma mensagem de náufrago e a colocado numa garrafa. Também causa humor o insulto feito pelo inseto. b) Que sinal de pontuação há no balão de pensamento de Snoopy, no 1o um grande ponto de interrogaquadrinho, e o que ele consegue expressar? Existe ção, de tamanho bem maior que o empregado nas letras dos outros textos, ótimo recurso visual para expressar o tamanho da dúvida de Snoopy. c) No 2o quadrinho existem alguns recursos na escrita que ajudam a expressar o pensamento e a reação das personagens. Tente explicar o uso das aspas, dos pontos de interrogação e dos dois-pontos sob caso, as aspas indicam texto citado; o primeiro ponto de exclamação, que acomesse prisma. Nesse panha a interjeição Socorro, e o segundo expressam grande aflição, desespero; os dois-pontos introduzem o nome de quem assina a mensagem. d) No último quadrinho, o que expressam as reticências e as aspas? As reticências indicam hesitação, e as aspas, texto citado por outro (no caso, texto do Inseto citado por Snoopy). Conceituação A mensagem do inseto adquiriria um sentido totalmente diferente se acrescentássemos uma vírgula a sua frase. Veja. Estou preso na tigela de água de algum cachorro estúpido! Estou preso na tigela de água de algum cachorro, estúpido! No primeiro caso, a ausência da vírgula dirige a mensagem a um interlocutor genérico; no segundo, a presença da vírgula particulariza o interlocutor, conhecido do locutor, e tem a função de introduzir um chamamento. GT-C21 (454-468)RO 454 8/15/08, 1:03 PM Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 2005 UNITED MEDIA/ INTERCONTINENTALPRESS C. M. Schulz A pontuação indica na escrita as várias possibilidades de entonação da fala, além de ajudar a expressão de pensamentos, sentidos e emoções, tornando mais clara e precisa a compreensão do texto. Reprodução proibida. Art. 184 do Có
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