Rolamentos, Chumaceiras, Casquilhos Vedantes/Retentores e Freios História Deslizamento em rolos no antigo Egito Transporte sobre rolos de madeira, por volta de 1880 a. C. Carlos Andrade OPM 2 História Vestígios de um rolamento com esferas de bronze e outro de madeira, encontrado em navio Romano datado de 12 a 41 a.C. Desenho de um rolamento desenhado por Leonardo Da Vinci (1452-1519) Carlos Andrade OPM 3 História O rolamento moderno aparece em meados de 1800, com o surgimento da bicicleta Moinho para fabricação de esferas criado por Friedrich Fischer em 1883 Carlos Andrade OPM 4 Introdução O que é um rolamento? Um rolamento trata-se de um órgão de máquina que permite o escorregamento rotativo entre um eixo e o seu suporte. Este é projetado para suportar grandes esforços radiais, conforme a sua aplicação. Uma grande parte dos rolamentos só suporta um tipo de esforço (radial), no entanto, existem rolamentos que aguentam esforços combinados. Carlos Andrade OPM 5 Introdução Para que é usado? • Os rolamentos são usados para permitir que um determinado movimento de rotação ocorra sem impedimento devido a atritos entre peças em contacto, facilitando a propagação do movimento. • Um rolamento deve conservar o movimento de rotação, quer seja, controlado ou não. Carlos Andrade OPM 6 Quais as vantagens e desvantagens da utilização de rolamentos? Vantagens Desvantagens – Baixo coeficiente de atrito; – Bom funcionamento quer a altas ou a baixas temperaturas; – Não provoca desgaste nos veios; – Não exigir elevada lubrificação; – Baixo aumento de folga durante a vida útil; – Dimensões normalizadas. – Fácil manutenção e inspeção; Carlos Andrade – Baixa resistência ao choque; – Maiores custo de fabrico; – Não suporta cargas tão elevadas quando comparados com as chumaceiras; – Tolerância muito baixa quer para o alojamento do eixo quer para o alojamento do próprio rolamento; OPM 7 Esforços a que estão sujeitos Esforços Radiais Esforços Axiais Carlos Andrade Velocidades de rotação OPM Defeitos de alinhamentos Esforços combinados 8 Composição do rolamento • Um rolamento é constituído pelos seguintes componentes: – Anel externo; Anel interno; Corpos rolantes e gaiola. Carlos Andrade OPM 9 Anéis internos e externos • O anel externo é fixado diretamente ao local de acoplamento e o anel interno é fixado diretamente ao veio. • Em ambos os anéis é possível observar uma ranhura que é designada por Caminho e que serve de guia para os corpos rolantes. Carlos Andrade OPM 10 Corpos rolantes • Os corpos rolantes são os elementos responsáveis por permitir o movimento circular entre o anel externo e interno. • Estes podem ser classificados em dois tipos: – Esferas; – Rolos que podem ser de três tipos: • Cilíndricos • Agulhas • Cónicos Carlos Andrade OPM 11 Gaiola • A gaiola é responsável por manter a os corpos rolantes separados e dispersos de uma forma homogénea por todo o caminho presente no anel interior e exterior. • Dessa forma a gaiola evita o excesso de fricção e de impacto das esferas: diminuindo assim o desgaste; o aumento da temperatura e o ruído provocado durante o funcionamento. Carlos Andrade OPM 12 Noções Básicas - Dimensões Carlos Andrade OPM 13 Noções Básicas - Dimensões • As dimensões máximas são as principais dimensões de um rolamento, ver figura: Carlos Andrade OPM 14 Noções Básicas - Dimensões • Planos gerais ISO Os planos gerais ISO para rolamentos radiais contém uma série progressiva de diâmetros externos padronizados, organizados nas séries de diâmetro 7, 8, 9, 0, 1, 2, 3 e 4 (ordem crescente de Ø externo). Dentro de cada série de Ø externo foram estabelecidas diferentes séries de largura 8, 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6 (ordem crescente de largura). A série de altura para rolamentos axiais série 7, 9, 1 e 2 (ordem crescente de altura). Carlos Andrade OPM 15 Noções Básicas - Dimensões • As séries da dimensão são formadas pela combinação dos números para a largura e a altura com o numero para a série de diâmetro. Carlos Andrade OPM 16 Noções Básicas - Dimensões • Para rolamentos cónicos de rolos métricos de uma carreira (ISO 355) as dimensões máximas são agrupadas para determinadas faixas de ângulo de contacto α, conhecidas como séries de ângulos 2, 3, 4, 5, 6 e 7 (crescente de α). • Uma série de dimensões é obtida pela combinação dos números para a largura e a altura com o numero para a série de diâmetro. A primeira letra identifica diâmetros e a segunda as larguras. Carlos Andrade OPM 17 Noções Básicas - Designação • A designação dos rolamentos pode ser denominada de Designação Completa: Carlos Andrade OPM 18 Como identificar o tipo de rolamento Carlos Andrade OPM 19 Noções Básicas - Designação • Designação básica: Carlos Andrade OPM 20 Noções Básicas - Designação • Uma designação básica contem de três a cinco dígitos. Os rolamentos de rolos cilíndricos contêm combinação de caracteres alfanuméricos. Carlos Andrade OPM 21 Noções Básicas - Designação Carlos Andrade OPM 22 Noções Básicas - Designação • As combinações de numero e letra para rolamentos de rolos têm o seguinte significado: Carlos Andrade OPM 23 Como identificar o tipo de rolamento • Como os rolamentos são órgãos de máquinas normalizados, estes tem uma nomenclatura específica; • As normas que tratam da nomenclatura destes são ISO 15, ISO 355 e ISO 104, facilitando assim a identificação; • Para isso teremos que saber identificar a sua simbologia; Carlos Andrade OPM 24 Como identificar o tipo de rolamento • Os rolamentos mais comuns estão enquadrados na ISO 15: Carlos Andrade OPM 25 Tipos de Rolamentos • Rolamentos de esferas; • Rolamentos de rolos; • Rolamentos auto compensadores de esferas ou de rolos; • Rolamentos Axiais. Carlos Andrade OPM 26 Rolamentos de esferas • Rolamentos de esferas de contacto radial com uma ou duas fileiras: é o mais comum dos rolamentos, suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais elevadas. Tem uma boa relação preço–desempenho. Exemplos de aplicação: Motores elétricos, Eletrodomésticos, Caixas de velocidades, redutores pequenos, entre outros. Carlos Andrade OPM 27 Rolamentos de esferas • Rolamentos de contacto obliquo com uma ou duas fileiras de esferas: São sempre montados em oposição a outro rolamento do mesmo tipo quando na presença de uma única fileira de esferas. Quando temos duas fileiras tal não é necessário. Estes rolamentos já suportam esforços axiais, no caso dos que só possuem uma única fileira só suportam num sentido, já os de duas fileiras suportam em ambos os sentidos. Exemplos de aplicação: Caixas de redução, Fusos de maquinas, entre outros. Carlos Andrade OPM 28 Rolamentos de Rolos • Rolamentos de rolos cilíndricos: São caracterizados por terem uma elevada resistência a sobrecargas e a choques, permitem uma fácil manutenção visto que os seus elementos são facilmente desmontáveis facilitando a sua montagem. Suportam uma carga axial baixa. Carlos Andrade Exemplos de aplicação: Grandes motores elétricos, cilindros de laminagem, entre outros. OPM 29 Rolamentos de Rolos • Rolamentos de rolos cónicos com uma ou duas fileiras de rolos: São sempre montados em oposição a outro rolamento do mesmo tipo quando na presença de uma única fileira de rolos. Quando temos duas fileiras tal não é necessário. Estes rolamentos suportam esforços axiais, no caso dos que só possuem uma única fileira só suportam num sentido, já os de duas fileiras suportam em ambos os sentidos. Carlos Andrade Exemplos de aplicação: Eixos de caixas de velocidades, Rodas de veículos pesados e ligeiros, Caixas de eixo do TGV entre outros. OPM 30 Rolamentos de Rolos • Rolamentos de Agulhas: são rolamentos que suportam grandes esforços radiais num espaço bastante reduzido e com grande rigidez radial. Carlos Andrade Exemplos de aplicação: Aplicados em casos de pouco espaço de montagem e para altas rotações. OPM 31 Rolamentos autocompensadores • Rolamentos autocompensadores de esferas ou rolos: Estes permitem um ajustamento angular quando o eixo e o alojamento tem um defeito de alinhamento. Carlos Andrade Exemplos de aplicação: Grandes ventiladores industriais , Cilindros de maquinas de impressão, máquinas com eixos longos e flexíveis, entre outros. OPM 32 Rolamentos Axiais • Rolamentos axiais de esferas ou rolos: Suportam unicamente esforços axiais. Carlos Andrade Exemplos de aplicação: Eixos verticais, contrapontos, embraiagens, entre outros. OPM 33 Noções Básicas Há uma série de fatores que interferem no processo de seleção de um rolamento. A compreensão do comportamento dinâmico da aplicação é o mais importante, o comportamento dinâmico significa: • Espaço disponível; • Cargas(magnitude e direção); • Desalinhamento; • Precisão e rigidez; • Velocidades; Carlos Andrade • • • • OPM Temperatura de operação; Vibrações; Contaminação; Tipo e modo de lubrificação. 34 Noções Básicas Quando o comportamento dinâmico tiver sido estabelecido, o tamanho e o tipo de rolamento adequado podem ser selecionados. No entanto há fatores a ser considerados: • Projeto e forma adequados dos outros componentes do arranjo; • Ajustes apropriados e pré-carga ou folga interna do rolamento; • Dispositivos de suporte; • Vedações adequadas; • Tipo e quantidade de lubrificante; • Métodos de instalação e remoção. Carlos Andrade OPM 35 Noções Básicas e Terminologia A simbologia é da norma ISO5593 Carlos Andrade OPM 36 Noções Básicas e Terminologia Carlos Andrade OPM 37 Noções Básicas e Terminologia Rolamentos radiais de esferas Carlos Andrade OPM 38 Noções Básicas e Terminologia Rolamentos radiais de rolos Carlos Andrade OPM 39 Noções Básicas e Terminologia Rolamentos axiais Carlos Andrade OPM 40 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos rígidos de esferas Carlos Andrade OPM 41 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 42 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos Y Carlos Andrade OPM 43 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 44 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos de esferas de contacto angular Carlos Andrade OPM 45 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 46 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos autocompensadores de esferas Carlos Andrade OPM 47 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos de Rolos cilíndricos Carlos Andrade OPM 48 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 49 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 50 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 51 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 52 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 53 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 54 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos de Rolos de agulhas Carlos Andrade OPM 55 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos de Rolos cónicos Carlos Andrade OPM 56 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos Compensadores de Rolos Carlos Andrade OPM 57 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos de Rolos Toroidais Carlos Andrade OPM 58 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos axiais de esferas Carlos Andrade OPM 59 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos axiais de esferas de contacto angular Carlos Andrade OPM 60 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos axiais de rolos cilíndricos Rolamentos axiais de rolos de agulhas Carlos Andrade OPM 61 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos axiais de rolos de esferas Carlos Andrade OPM 62 Tipos e Projeto de Rolamentos Rolamentos de leva e de apoio Carlos Andrade OPM 63 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 64 Tipos e Projeto de Rolamentos Carlos Andrade OPM 65 Vedação • Para manter o lubrificante no interior e os contaminantes no exterior, existem rolamentos com vedações ou placas integradas. • Rolamentos com placas de proteção -> Carlos Andrade OPM 66 Vedação • Vedações sem contacto • Vedações de baixo atrito Carlos Andrade OPM 67 Vedação • Vedações de contacto Carlos Andrade OPM 68 Vedação • Os rolamentos tampados estão disponíveis em diferentes tipologias: Carlos Andrade OPM 69 DIMENSIONAMENTO • O tamanho do rolamento a ser utilizado em uma determinada aplicação é selecionado em princípio com base na sua capacidade de carga e com relação às cargas a serem aplicadas e às necessidades de vida útil e fiabilidade. • As cargas aplicadas aos rolamentos subdividem-se em dois tipos, carga estática e carga dinâmica, classificamse de acordo com as velocidades de rotação, sendo, para uma rotação ≤ 10 rpm classificada como carga estática. Rotações maiores que 10 rpm são classificadas como carga dinâmica. Carlos Andrade OPM 70 Dimensionamento • Carga estática (C0): – É a carga que atua nos corpos rolantes e na pista. – C0=Capacidade de carga estática (kN) – fs= Fator de esforços estáticos (Adimensional) – P0=Carga estática equivalente (kN) – É importante salientar que cargas estáticas sobre rolamentos causam deformações, pequenas, de aproximadamente 0,0001mm nos diâmetros dos corpos rolantes. Carlos Andrade OPM 71 Dimensionamento • Carga estática equivalente P0 – Esta carga relaciona os esforços radial e axial determinando assim a sua atuação. – Quando o rolamento for solicitado por uma carga radial ou axial isoladamente, esta será a carga equivalente. – P0=Carga estática equivalente (kN) – X0=Fator radial (Adimensional) – Y0=Fator axial (Adimensional) – Fr=Carga radial (kN) Fa=Carga axial (kN) Carlos Andrade OPM 72 Dimensionamento • Fator de Esforço Estático (fs): – É um coeficiente de segurança que preserva a ocorrência de deformações plásticas excessivas nos pontos de contacto, entre os corpos rolantes e a pista. – Utiliza-se os seguintes valores: • 1,5 ≤ fs ≤ 2,5 para exigências elevadas • 1,0 ≤ fs ≤ 1,5 para exigências normais • 0,7 ≤ fs ≤ 1,0 para exigências reduzidas Carlos Andrade OPM 73 Dimensionamento • Carga dinâmica: – A capacidade de carga dinâmica definida pela letra "C", é utilizada para cálculos envolvendo rolamentos submetido a carga e rotação acima de 10 rpm. Representa a carga que permitirá ao rolamento uma vida útil mínima de 1.000.000 de rotações, conforme norma ISO. – C=Capacidade dinâmica equivalente (kN) – fe= Fator de esforços dinâmicos (Adimensional) – fn= Fator de rotação (Adimensional) – P=Carga dinâmica equivalente (kN) Carlos Andrade OPM 74 Dimensionamento • Fator de esforços dinâmicos (fe): • Este fator está associado à aplicação do equipamento e às condições usuais de carga. Estes valores estão tabelados, em baixo temos alguns exemplos. – Máquinas leves: fe=1 a 2 – Máquinas médias: fe=2 a 3,5 – Máquinas pesadas: fe=3,5 a 6 Carlos Andrade OPM 75 Dimensionamento • Fator de rotação (fn): – Este fator está associado à velocidade com o qual o rolamento gira, outra questão é quanto ao tipo de elemento. – Exemplos: • Esferas: N=50-fn=0,874 N=500-fn=0,405 N=1600fn=0,275 • Rolos: N=50-fn=0,885 N=500-fn=0,444 N=1600fn=0,313 Carlos Andrade OPM 76 Dimensionamento • Carga Dinâmica Equivalente (P). – Esta carga constitui-se de uma suposta carga resultante, sendo definida por meio de: – P=Carga dinâmica equivalente (kN) – Fr=Carga radial (kN) – Fa=Carga axial (kN) – x=Fator radial (Adimensional) – y=Fator axial (Adimensional) Carlos Andrade OPM 77 Dimensionamento • Carga Dinâmica em rolamentos expostos a altas temperaturas – Nestas situações, torna-se necessário considerar um fator de temperatura (ft). Para se calcular a capacidade de carga dinâmica, utiliza-se: – C=Capacidade dinâmica equivalente (kN) – fe=Fator de esforços dinâmicos (Adimensional) – fn=Fator de rotação (Adimensional) – ft=Fator de temperatura (Adimensional) – P=Carga dinâmica equivalente (kN) Carlos Andrade OPM 78 Vida útil de um rolamento • A vida útil do rolamento compreende o período no qual ele desempenha correctamente a sua função. A vida útil termina quando ocorre o desgaste causado pela fadiga do material. – Lna=Duração até a fadiga (h) – a1=Fator de probabilidade (Adimensional) – a2=Fator de matéria prima (Adimensional) – a3=Fator das condições de serviço (Adimensional) – Lh=Vida nominal do rolamento (h) – Entre 10 000 a 100 000 horas Carlos Andrade OPM 79 Vida útil de um rolamento • a1=Fator de probabilidade Este fator prevê a probabilidade de falhas no material devida à fadiga. Este é regido por leis estatísticas, sendo obtido na seguinte tabela: Carlos Andrade OPM 80 Vida útil de um rolamento • a2=Fator de matéria prima – Este factor considera as características da matéria prima e o respetivo tratamento térmico. – Para aços de qualidade: a2=1 • Este fator altera-se para materiais tratados termicamente assumindo assim: a2=1,2 Carlos Andrade OPM 81 Vida útil de um rolamento • a3=Fator das condições de serviço – As condições de serviço influenciam directamente na vida útil do rolamento. A duração é prolongada quando o ambiente de trabalho é limpo, a lubrificação é adequada e a carga atuante não é excessiva. O término da vida útil do rolamento ocorre quando há formação de “pittings” (erosão por cavitação), originada na superfície das pistas. • Condições ideais: a3=1 • Condições drásticas: a3=0,6 Carlos Andrade OPM 82 Fadiga do rolamentos • A fadiga esta associada diretamente à lubrificação do rolamento e à vida útil do mesmo. • Isto é, um rolamento sofre de fadiga quando há uma diminuição de lubrificante, aumentando assim o atrito entre os elementos do mesmo. • Da mesma forma quando um rolamento se aproxima do fim da vida útil este sofre consequentemente de fadiga. Carlos Andrade OPM 83 Lubrificação dos rolamentos • Os rolamentos podem ser lubrificados, dependendo da aplicação, com massa consistente, óleo, lubrificante sólido ou com combinações destes. • A lubrificação é necessária para evitar o contacto metálico diretamente entre os corpos rolantes e as pistas do rolamento e assim prevenir um desgaste através de soldadura, atrito, fadiga de materiais ou corrosões. • A maioria dos rolamentos são lubrificados com massa consistente. Dependendo das condições de funcionamento exigentes, como por exemplo, altas e baixas temperaturas, elevadas velocidades ou cargas mecânicas, são aplicadas massas lubrificantes especiais que cumprem estas exigências. Carlos Andrade OPM 84 Fabricantes de rolamentos • www.skf.pt • www.schaeffler.pt INA - FAG • www.nsk.com Carlos Andrade OPM 85 Chumaceiras de Rolamento Carlos Andrade OPM 86 Elemento de apoio para veio • Os elementos de apoio consistem em acessórios auxiliares para o funcionamento de elementos. • Os elementos de apoio são: casquilhos/buchas (cilíndricos ou cónicos), guias, rolamentos e chumaceiras. • Na prática, podemos observar que casquilhos e chumaceiras são elementos que funcionam conjuntamente. Carlos Andrade OPM 87 O que é uma chumaceira e para que serve? • Chumaceira é um suporte de apoio de veios/eixos e rolamentos que são elementos rotativos de máquinas Casquilho de bronze Carlos Andrade OPM 88 O que é uma chumaceira e para que serve? • Servem de apoio ou guia para rotação de veios/eixos de arvores. • Dependendo da solicitação de esforços, as chumaceiras podem ser de deslizamento ou de rolamento. Servem para eliminar o atrito que existe entre as partes estáticas e rotativas e o seu deslizamento. Carlos Andrade OPM Casquilho de bronze 89 O que é uma chumaceira e para que serve? • Tipos de chumaceiras/guias: Carlos Andrade OPM 90 Tipos de chumaceiras/guias Carlos Andrade OPM 91 Materiais usados nas chumaceiras • Ferro fundido, Bronze e outras ligas com chumbo, Teflon, materiais sintetizados. • Coeficiente de atrito com “filme completo” entre 0,001 a 0,1. • No inicio do movimento é da ordem de 0,07 a 0,2. Carlos Andrade OPM 92 Chumaceiras de contacto São divididos em dois grupos pelas suas características: • Chumaceiras de deslizamento hidrodinâmico – São providas de concavidades nas quais as pontas de um veio/eixo se apoiam. Por exemplo, uma cambota nos seus apoios existem concavidades (bronzes), estas é que permitem o deslizamento; • Chumaceiras de rolamento - São aquelas que comportam esferas ou rolos nos quais o veio/eixo se apoia. Quando o veio gira, as esferas ou rolos também giram confinados dentro da chumaceira. Podem ser Radias ou Axiais. Carlos Andrade OPM 93 Chumaceira de contacto Chumaceira de deslizamento Chumaceira de rolamento Carlos Andrade OPM 94 Chumaceiras hidrodinâmicas • Hidrodinâmicas, de maneira simplificada, pode ser descrito como sendo um conjunto mecânico formado por um veio e um casquilho, no qual, o diâmetro do veio é muito próximo do diâmetro interno do casquilho, de tal modo que quando montados, a folga existente entre estes dois elementos seja muito pequena e acomode um filme de óleo lubrificante que impeça o contacto direto entre as partes durante a operação, situação em que se atinge o regime de lubrificação hidrodinâmica. Carlos Andrade OPM 95 Chumaceiras hidrodinâmicas • O “filme” de óleo é o responsável pela sustentação da carga imposta à chumaceira, e este fenómeno é possível devido à geração de um campo de pressão no óleo, resultante do movimento do rotor e das características geométricas de construção do chumaceira. Carlos Andrade OPM 96 Esquema de formação da película de óleo espessa em chumaceira hidrodinâmica de bronze sujeito a carga de sentido uniforme: Lubrificação passiva Máquina parada Partida da máquina Fases de transição de velocidades Máquina em velocidade plena Carlos Andrade OPM o filme de lubrificante é gerado a partir da rotação do veio. 97 Lubrificação das chumaceiras a “Filme” • “Filme” consiste numa pelicula de lubrificante, que envolve todo o suporte de deslizamento, baixando desta forma o atrito máximo. • Há dois tipos de chumaceiras de deslizamento que utilizam o “filme”: a óleo e a ar. Dentro das chumaceiras de deslizamento a óleo existe dois tipos: as hidrostáticas e as hidrodinâmicas. Carlos Andrade OPM 98 Lubrificação das chumaceiras a “Filme” • É possível calcular a espessura do filme em função do angulo Ɵ. O mesmo é dado por: h(Ɵ)=RC[1 + ɛ *cos(Ɵ)] ɛ= Rc =raio ɛ = factor de excentricidades Carlos Andrade 𝒆 𝑹𝒄 0<ɛ<1 OPM 99 Lubrificação das chumaceira a “filme” • Um parâmetro usado para determinar o modo de lubrificação de uma chumaceira é a razão entre a espessura do filme de óleo e a rugosidade da superfície (ROFT) 𝐸𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑓𝑖𝑙𝑚𝑒 𝑑𝑜 Ó𝑙𝑒𝑜 λ= 𝑅𝑢𝑔𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓í𝑐𝑖𝑒 Carlos Andrade OPM 100 Chumaceira hidrostática • Hidrostáticas são aquelas onde o óleo lubrificante é injetado com auxilio de uma bomba o que garante que o veio/eixo não tenha contacto com o casquilho/bucha da CHUMACEIRA mesmo antes do inicio da operação, evitando-se assim o desgaste comum no início da operação das chumaceiras hidrodinâmicas. Carlos Andrade OPM 101 Sistema de chumaceira hidrostática Lubrificação Ativa Forçada por uma bomba de lubrificação Carlos Andrade OPM 102 Controlo de folga • Para o controlo de folga de chumaceiras de deslizamento, exige-se o posicionamento correto do conjunto chumaceira e eixo. • O conjunto deve girar livremente. • O controlo de folga entre a chumaceira e o eixo é feito com uma lâmina calibrada verificadora de folgas. • O controlo de folga, quando se exige maior precisão dimensional, pode ser efectuado com um relógio comparador. Carlos Andrade OPM 103 Chumaceiras Aerostáticas • É um tipo de chumaceira lubrificada a filme de gás (Nitrogénio, ar ,etc.), com espessura que varia de 5 a 30 micrómetros; • As duas superfícies são intercaladas por uma camada de ar comprimido; • Surgiu apos o final da Segunda Guerra Mundial devido à exigencia das industriais de energia nuclear. Carlos Andrade OPM 104 Chumaceiras Aerostáticas Vantagens: • Fricção mínima e exactidão elevada a altas e baixas velocidades; • Não existe desgaste; • Suporta elevadas temperaturas; • Geração de calor desprezável; • Livre de vibrações quando comparadas a chumaceiras de outros tipos. Carlos Andrade OPM 105 Chumaceiras Aerostáticas Desvantagens: • Comportamento relativamente fraco na presença de forças com componentes dinâmicos, em função do amortecimento relativo ao filme de ar; • Custo elevado de fabricação e manutenção. Carlos Andrade OPM 106 Chumaceiras Aerostáticas Carlos Andrade OPM 107 Chumaceiras Aerostáticas Aplicações: • Utilizado em maquinas de alta precisão; • Sistemas que operam tanto em altas quanto em baixas rotações onde os carregamentos são pequenos e não há exigência da capacidade de carga das chumaceiras; Carlos Andrade OPM 108 Chumaceiras sem contacto • Usam um campo magnético no seu funcionamento e constituição. São de uso raro. • Os chumaceiras magnéticas baseiam-se no princípio da atração e repulsão entre polos magnéticos. Desta forma os campos magnéticos mantêm o elemento móvel suspenso sem que ocorra contacto metalmetal. Carlos Andrade OPM 109 Chumaceiras sem contacto • Devido a elevada rigidez alcançada por este tipo da chumaceira a sua principal aplicação é em sistemas que atingem velocidades entre 10.000 rpm e 100.000 rpm. Embora não exista contacto entre as partes metálicas, a ação das correntes parasitas provoca uma geração elevada de calor o que implica na utilização de sistemas de refrigeração. Carlos Andrade OPM 110 Ponto de aplicação • São utilizados em compressores, bombas, turbo expansores, turbinas de vapor e a gás, motores e centrifugadoras. Compressor a gás Carlos Andrade OPM 111 Tabela de comparação Carlos Andrade OPM 112 CASQUILHOS Carlos Andrade OPM 113 CASQUILHOS • Bronze solido • Bronze Sintetizado • Revestido a Bronze • Compósitos de PTFE • Compósito POM (polyoxymethylene) • Revestimento inoxidável • PTFE e Polyamida • Acabamento de filamento Carlos Andrade OPM 114 Carlos Andrade OPM 115 Carlos Andrade OPM 116 CASQUILHOS • Os casquilhos podem ser fornecidos com ou sem flange; com ranhuras ou furações para facilitar a lubrificação. • Exemplos de fabricantes de casquilhos e outros elementos de apoio de veios: • www.skf.com • www.igus.com – fabricante de elementos de apoio deslizantes exclusivamente em polímeros. Carlos Andrade OPM 117 Anéis elásticos de retenção/freios Carlos Andrade OPM 118 Freios (anéis de retenção) Anéis montados axialmente: São instalados em ranhuras maquinadas em furos (internos) ou em veios (externos). Estes anéis são fabricados com dois orifícios nas suas “orelhas” de modo a serem usados por um alicate próprio durante a sua instalação ou remoção. Carlos Andrade OPM 119 Anéis montados radialmente: São instalados em ranhuras maquinadas em furos (internos) ou em veios (externos). Estes anéis não têm os furos de fixação, e por isso devem ser instalados usando aplicadores específicos.. Carlos Andrade OPM 120 Anéis de retenção automáticos: Podem ser instalados em furos (internos) ou veios (externos) sem qualquer tipo de ranhura maquinada. Estes anéis, como não têm furos de fixação, são impossíveis de remover. Para isso, é necessário deforma-los ou destrui-los. Carlos Andrade OPM 121 Anéis de retenção em espiral: São instalados em ranhuras maquinadas em furos (internos) ou em veios (externos). Não tem orelhas para interferir na sua montagem e são fabricados por enrolamento de arame achatado em forma de anel de retenção acabado. Estes anéis podem ser produzidos economicamente em ligas especiais, como o aço inoxidável, porque o processo de fabricação elimina sucata. Não são necessárias ferramentas especiais para a sua instalação ou remoção, basta usar, por exemplo, um alicate bico de pato. Carlos Andrade OPM 122 Anéis de retenção de secção constante: São anéis que apresentam uma seção constante uniforme. Quando são contraídos ou expandidos, assumem uma deformação elíptica. Como resultado, entram em contacto com a ranhura em três ou mais pontos isolados, mas nunca de forma contínua em torno da periferia. Estes anéis são feitos a partir de qualquer arame liso ou redondo. Carlos Andrade OPM 123 Bibliografia • Catálogo de rolamentos, casquilhos e vedantes SKF; • Catálogo de rolamentos INA - FAG; • Catálogo de vedantes Eriks; • Catálogo de produtos Igus. Carlos Andrade OPM 124 Fim Carlos Andrade OPM 125
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