Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências
Introdução à Investigação operacional
2024/2025
Carga horária:
2h teórica + 3h teórico-prática / semana
Docentes:
Francisco Canas
Maria da Conceição Fonseca (Responsável)
Pedro Martins Moura
Ana Paias
Objetivos gerais
Introdução de problemas, modelos e técnicas próprios da Investigação Operacional.
Programa
I. Introdução
• O que é Investigação Operacional (IO).
• Breve contextualização histórica.
• Exemplos ilustrativos de problemas de IO.
• Fases de um projeto de IO—Discussão.
II. Programação Matemática
• Formulações em Programação Matemática.
• Programação não linear: algumas noções elementares.
• Programação linear (PL): introdução, exemplos e princípios.
• Problemas de PL com duas variáveis de decisão. Resolução gráfica. Existência de soluções
ótimas múltiplas. Problema impossível. Problema ilimitado. Análise de pós-otimização:
Análise de sensibilidade para os coeficientes das variáveis na função objetivo; Análise de pósotimização envolvendo os termos independentes das restrições.
• Utilização de um solver para resolução de problemas de programação liner. Análise de output.
III. Grafos
• Motivação: o problema das pontes de Königsberg e o problema de Hamilton.
• Noções básicas de grafos. Conexidade. Caminhos e ciclos eulerianos e hamiltonianos.
• Problema de caminho ótimo. Condições de existência e otimalidade. Equações recursivas. Um
algoritmo para grafos sem circuitos.
• Modelação de um problema como problema de caminho ótimo num grafo orientado.
• Problema de Determinação de uma Árvore de Suporte num Grafo Não-Orientado.
Motivação. Definições. Condição de Otimalidade. Algoritmo de Prim.
IV. Planeamento de projetos
• Problema de planeamento de projetos com uma relação de precedência-orientada entre
atividade. Redes com atividades nos arcos. Acontecimentos.
• Um modelo de Programação Linear para determinação do prazo mínimo de conclusão de um
projeto.
• Faseamento temporal de atividades: método CPM. Folgas e Caminho crítico. Cronograma e
análise de sensibilidade.
• Análise tempo/custo: a duração das atividades como decisão do problema.
V. Problemas de afetação
• Características gerais a algumas propriedades.
• Esboço de um algoritmo para determinação da solução ótima.
• Modelação de algumas situações com interesse prático.
VI. Gestão de stocks
• Componentes de um modelo de gestão de stocks.
• O modelo determinístico básico. Exemplos.
• Algumas extensões ao modelo determinístico básico.
• Um modelo de revisão periódica.
Bibliografia
F. S. Hillier e G. J. Lieberman, Introduction to Operations Research, McGraw-Hill Education, Nova
Iorque, EUA, 2020, 11ª edição.
H. A. Taha, Operations Research: An Introduction, Prentice Hall, Upper Saddle River, New Jersey,
2016, 10ª edição.
W. L. Winston, Operations Research: Applications and Algorithms, International Thomson
Publishing, Belmont, Califórnia, 2004, 4ª edição.
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025, 1º Semestre
Introdução à Investigação Operacional
Licenciaturas:
Engenharia Informática,
Engenharia Geoespacial,
Tecnologia de Informação.
Minor:
Estatística e Investigação Operacional
Maria da Conceição da Fonseca
Departamento de Estatística e Investigação Operacional
Gabinete: 6.4.19| E-mail mdfonseca@ciencias.ulisboa.pt
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Introdução à Investigação Operacional
Docentes:
Francisco Canas
Maria da Conceição Fonseca (Responsável)
Pedro Moura
Ana Paias
Toda a informação referente a esta unidade curricular está no moodle
Qualquer dúvida devem contactar os docentes nos gabinetes ou através
do mail institucional
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UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programa
1. Introdução
2. Programação Matemática
3. Problemas em Grafos
4. Planeamento de projetos
5. Problemas de afetação
6. Gestão de stocks
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
Bilbliografia
F. S. Hillier, G. J. Lieberman, <Introduction to Operations Research=,
McGraw-Hill, 11ª Edição, 2020.
H. A. Taha, <Operations Research: An Introduction=, Prentice Hall,
2016, 10ª edição.
W. L. Winston, <Operations Research: Applications and Algorithms=,
Cengage Learning, 4ª Edição, 2004.
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programa
1. Introdução
2. Programação Matemática
3. Problemas em Grafos
4. Planeamento de projetos
5. Problemas de afetação
6. Gestão de stocks
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Grafos
Investigação Operacional
O que é?
Um pouco de História…
➢ 2ª Guerra Mundial (Operações militares)
▪ Desenvolvimento do radar
▪ Controle de fogo antiaéreo
▪ Dimensionamento de frotas
▪ Deteção de submarinos
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3. Grafos
Investigação Operacional
O que é?
➢ Anos 1950 a 1970 (Operações de caráter económico)
▪ Gestão de recursos materiais e humanos
▪ Planeamento da produção industrial
▪…
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3. Grafos
Investigação Operacional
O que é?
➢ Anos 1980 e 1990 (Novos tipos de aplicações)
▪ Gestão de recursos naturais
▪ Saúde
▪ Aplicações financeiras (8real options9)
▪…
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Investigação Operacional
O que é?
➢ Século XXI
▪ Implantação consumada nas mais diversas
áreas de atividade mas … novos desafios:
✓ Globalização;
✓ Desenvolvimento sustentável;
✓ Informação…ou dados?!
✓ Industry 4.0
✓ Internet of things
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Economia
Matemática
Investigação
Operacional
Gestão
?
IO consiste na representação de sistemas reais através da utilização de
modelos matemáticos combinada com o uso de métodos quantitativos
(algoritmos) para a resolução de tais modelos, com o objetivo de otimizar.
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Grafos
Operational Research Society (UK)
<A IO consiste na aplicação do método científico a problemas complexos que
ocorrem na direção e gestão de grandes sistemas de homens, máquinas,
materiais e capital na indústria, no governo e na defesa. A abordagem
característica da IO consiste no desenvolvimento de um modelo científico do
sistema, incorporando fatores de probabilidade e risco, para prever e
comparar o efeito de diferentes decisões, estratégias e controlos. O objetivo é
o de auxiliar a gestão na tomada racional de decisões.=
INFORMS (USA) – Institute for the Operations Research and Management Sciences
<A IO dedica-se ao processo científico de decisão sobre a melhor conceção
e operação de sistemas homem-máquina, normalmente em condições que
requerem a alocação de recursos escassos.=
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
APDIO – Associação Portuguesa de Investigação Operacional
<Trata-se de uma ciência aplicada voltada para a resolução de problemas
reais, em que se procura trazer para o campo da tomada de decisões (sobre a
conceção, o planeamento ou a operação de sistemas) a atitude e os métodos
próprios de outras áreas científicas. Através de desenvolvimentos de base
quantitativa, a Investigação Operacional visa também introduzir elementos de
objetividade e racionalidade nos processos de tomada de decisão, sem
descurar no entanto os elementos subjetivos e de enquadramento
organizacional que caracterizam os problemas.=
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Alguns sites sobre IO
Associação Portuguesa de Investigação Operacional
http://www.apdio.pt
The Association of European Operational Research Societies
http://euro-online.org
Institute for the Operations Research and Management Sciences
http://www.informs.org
The Operational Research Society
http://www.theorsociety.com
Diversos links na área de IO
http://opsresearch.com
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Alguns sites sobre IO
Decision Support Puzzles for Applied Mathematicians
http://www.puzzlor.com/
http://www.scienceofbetter.org/
Travelocity
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
Um estafeta tem que visitar clientes em cinco pontos distintos da cidade de
Lisboa: Lumiar, Parque Nações, Benfica, Algés e Docas.
As distâncias entre os diferentes pontos são as seguintes:
Distâncias (km)
Lumiar
P. Nações
Benfica
Algés
Docas
Lumiar
0
6
5
12
14
Parque Nações
6
0
10
16
15
Benfica
5
10
0
7
12
Algés
12
16
7
0
4
Docas
14
15
12
4
0
Pretende-se determinar a ordem pela qual se devem visitar os clientes de
modo a minimizar a distância total percorrida. O ponto de partida do
estafeta é o Lumiar, pelo que pretende iniciar e terminar as suas visitas
nesse ponto
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
Lumiar
P. Nações
Benfica
Algés
Docas
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
Um processo para obter
uma solução admissível:
✓ Partindo do Lumiar vai-se para o ponto mais
próximo, que é Benfica;
✓ Daí, segue-se para o ponto mais próximo que
ainda não foi visitado, que é Algés;
✓ …
Distâncias (km)
Lumiar
P. Nações
Benfica
Algés
Docas
Lumiar
0
6
5
12
14
P. Nações
6
0
10
16
15
Benfica
5
10
0
7
12
Algés
12
16
7
0
4
Docas
14
15
12
4
0
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
6
Lumiar
P. Nações
5
Benfica
15
7
Algés
4
Docas
Distância total percorrida: 37 km.
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
A solução anterior constitui uma solução admissível (solução que verifica as restrições)
para o problema
Como ter a garantia de que se trata da melhor solução?
solução ótima!
Gerar todas as soluções admissíveis, calcular os respetivos custos e
selecionar a melhor ?!
Se o problema tiver n pontos
Ā21 !
2
Ā21 !
Se a matriz de distâncias for simétrica
Se a matriz de distâncias for assimétrica
!!!
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
Lumiar
Lumiar
EXPO
EXPO
Benfica
EXPO
Benfica
Benfica
37
57
Docas
43
Docas
Algés
Docas
Algés
Algés
Lumiar
Lumiar
EXPO
Lumiar
EXPO
Benfica
EXPO
Benfica
Benfica
60
49
Docas
Algés
Lumiar
46
Docas
Algés
Docas
Algés
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
Lumiar
Lumiar
EXPO
EXPO
Benfica
EXPO
Benfica
Benfica
52
58
Docas
44
Docas
Algés
Docas
Algés
Algés
Lumiar
Lumiar
EXPO
Lumiar
EXPO
Benfica
EXPO
Benfica
Benfica
64
41
55
Docas
Algés
Lumiar
Docas
Algés
Docas
Algés
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3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
William Cook
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3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
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3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Problema do caixeiro viajante
<The traveling salesman Problem. A computational study.= David L.
Applegate, Robert E. Bixby, Vasek Chvátal, William J. Cook
<In Pursuit of the Traveling Salesman=, William J. Cook
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3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Problema de determinação de Rotas Ótimas
Uma fábrica de refrigerantes possui um depósito, D, a partir do qual fornece 4
clientes.
Num certo dia, as encomendas de cada um dos clientes são de 22, 25, 30 e 15
unidades respetivamente, para os clientes 1, 2, 3 e 4.
Os custos de transporte (em unidades monetárias apropriadas) estão
esquematizados no seguinte diagrama:
1
10
15
12
D
2
14
8
8
4
18
3
A capacidade máxima de cada um dos camiões
disponíveis no depósito é de 50 unidades. Os
camiões existentes no depósito são em número
suficiente para satisfazer os pedidos dos
clientes.
Pretende-se determinar, para o dia em causa, as
rotas que minimizam o custo total de transporte.
Slide 25
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problema de determinação de Rotas Ótimas
Exemplos de aplicação de IO
Rotas em que há recolha
de
bicicletas
em
determinados pontos e
reposição nos locais onde
há falta
Slide 26
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problema de determinação de Rotas Ótimas
Recolha de Lixo
Limpeza das ruas
Distribuição do correio
Slide 27
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Problemas de gestão florestal
Talhão ou unidade de gestão
menor unidade de uma floresta
sobre a qual se tomam decisões
A constituição dos diversos talhões tem a ver com múltiplos fatores:
➢ A pertença ou não ao mesmo dono
➢ Homogeneidade das árvores que o constituem
➢ Área total
➢…
Slide 28
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3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Problemas de gestão florestal
Problemas que surgem na gestão de uma floresta
▪ Corte de madeira com fins lucrativos mas tendo em conta:
✓
O impacto ambiental de grandes cortes;
✓
Uma boa gestão da limpeza das florestas de modo a prevenir os
riscos de incêndio.
▪ Construção de vias de escoamento da madeira.
▪ Localização e construção de armazéns e de serrações.
▪ Instalação de postos de vigia para prevenção de incêndios.
▪ Gestão dos recursos de modo a proteger a biodiversidade.
▪…
Slide 29
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Grafos
Mata Nacional de Leiria
❑ pinho
❑ 574 talhões
❑ 8589 ha
❑ 70 anos
❑ 7 períodos de 10 anos cada
Slide 30
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problemas de gestão florestal
Um problemas de corte de talhões numa floresta
Uma certa zona florestal foi dividida num conjunto
de talhões.
a
c
e
b
d
g
f
Os talhões foram definidos de tal modo que podem ser completamente cortados.
O tamanho dos talhões foi definido a priori e limitado a determinado valor de
modo a que a clareira aberta não exceda um determinado tamanho (pois o corte
aumenta a erosão, o impacto visual e a destruição de habitats).
Pretende-se determinar os talhões a cortar numa dada altura de modo a
maximizar o lucro mas assegurando que dois talhões adjacentes não são
cortados nessa mesma altura.
Assume-se que a madeira obtida com o corte é vendida na totalidade.
Slide 31
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problemas de gestão florestal
Um problemas de corte de talhões numa floresta
a
c
e
b
d
g
f
Talhão
Lucro (u.m.)
a
20
b
15
c
25
d
10
e
25
f
15
g
A = {Talhões adjacentes}
= {{a,b},{a,c},{b,c},{b,d}, {b,e},{b,f},{c,d},{d,f},{e,f},{e,g},{f,g}}
20
Soluções Admissíveis
Cortar apenas um talhão:
a, b, c, d, e, f ou g
Cortar 2 talhões não adjacentes: {a, d}, {a, e}, {a, f}, {a, g}, {c, e}, {c, f}, {c, g},
{b, g}, {d, e} ou {d, g}
Cortar 3 talhões não adjacentes: {a,d,e}, {a,d,g}
Slide 32
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Problemas de gestão florestal
Um problemas de corte de talhões numa floresta
a
c
Cortar os talhões
e
b
d
g
f
c
e
b
d
g
f
lucro 20 u.m.
d
lucro 10 u.m.
g
lucro 20 u.m.
a
lucro 20 u.m.
d
lucro 10 u.m.
e
lucro 25 u.m.
Lucro: 50 u.m.
Cortar os talhões
a
a
Lucro: 55 u.m.
Slide 33
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
➢ Uma empresa que faz entregas ao domicílio pretende ter uma viatura
automóvel disponível durante os próximos dois anos.
➢ A empresa tem como opções unicamente dois modelos de viatura: A e B.
➢ Os custos de aquisição e operação / manutenção são diferentes.
➢ No fim do primeiro ano é possível trocar de viatura (ou por outra do mesmo
modelo ou por uma do outro modelo), obtendo-se uma receita proveniente da
venda.
➢ No fim dos dois anos a empresa venderá a viatura que tiver na altura.
Slide 34
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
Custo de operação e
manutenção
Valor de venda
Preço de
aquisição
No 1º ano de
atividade
No 2º ano de
atividade
1 ano de
atividade
2 anos de
atividade
Modelo A
600
300
400
350
210
Modelo B
300
500
600
170
130
Questões:
1. Que viatura adquirir de início;
2. Deve trocar-se de viatura no fim do primeiro ano? Se sim, para que modelo?
Slide 35
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
Diferentes opções,
árvore de decisão:
Slide 36
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
Diferentes opções,
árvore de decisão:
Trocar por novo modelo A
Trocar por novo modelo A
Slide 37
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
Diferentes opções,
árvore de decisão:
Trocar por novo modelo A
Trocar por novo modelo A
Slide 38
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Associando custos:
-210
-350+600+300
Trocar por novo modelo A
-350
-170
-130
-170+600+300
-350
Trocar por novo modelo A
-170
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
Associando custos:
400
-210
550
-350
450
900
-170
-130
800
600
-350
730
-170
630
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
1300
Melhor sequência de
decisões?
400
900
-210
550
1450
-350
450
900
min{1090,1100,1180,
1270,1180,1260}
1350
-170
800
1400
-130
1530
-350
600
800
730
-170
630
1430
Slide 41
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
1300
Melhor sequência de
decisões?
400
900
-210
550
450
900
1450
min{1090,1100,1180,
-350
1270,1180,1260}
1350
-170
1400
800
600
800
1530
730
-130
-350
-170
630
1430
Comprar um carro modelo A e mantê-lo durante os dois anos
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de aplicação de IO
Um problema de aquisição e substituição de equipamento
Outra representação:
400
Modelo A
Com 1 ano
Modelo A
Com 2 anos
-210
550
900
Modelo A
Com 1 ano
450
-350
-170
600
800
730
Modelo B
Com 1 ano
630
Modelo B
Com 2 anos
-130
Modelo B
Com 1 ano
Slide 43
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Fases de um projeto de IO
1. Identificação do problema;
2. Formulação de um modelo;
3. Validação do modelo;
4. Resolução do modelo;
5. Implementação;
Slide 44
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Grafos
Fases de um projeto de IO
Problema
Formulação
Modelo // validação do modelo
Algoritmo
Solução numérica
Implementação
Slide 45
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programa
1. Introdução
2. Programação Matemática
3. Problemas em Grafos
4. Planeamento de projetos
5. Problemas de afetação
6. Gestão de stocks
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelar ou formular um problema
8Tradução9 do problema para uma
linguagem9 mais conveniente para
análise
Representação
através de uma rede
Construção de um
modelo matemático
Problemas de caminho ótimo
Árvores de suporte ótimas
...
O problema é expresso
através de um conjunto
de
expressões
e
relações matemáticas
Outras
possibilidades…
Slide 47
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Conceitos iniciais
Problema de programação matemática
ou
Problema de otimização
Modelo matemático que se traduz pela otimização (maximização ou
minimização) de uma função real de variáveis reais ou inteiras sujeita a um
conjunto de restrições nessas variáveis
A Programação Matemática é uma área que se dedica ao estudo de problemas
deste tipo, nomeadamente
➢ Identificando as propriedades matemáticas do problema;
➢ Desenvolvendo e implementando algoritmos para resolver estes problemas;
➢ Aplicando estes algoritmos a problemas do dia-a-dia.
Slide 48
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Conceitos iniciais
Forma geral de um problema de programação matemática:
minimizar
f(x1,x2,...,xn)
sujeito a
(x1,x2,…xn) þ X
maximizar
f(x1,x2,...,xn)
sujeito a
(x1,x2,…xn) þ X
X ý n
f: n →
x1,x2,...,xn
Variáveis do problema
f(x1,x2,...,xn)
Função objetivo
(x1,x2,...,xn) þ X
Condição que representa as restrições do problema
Slide 49
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Conceitos iniciais
Ponto
(x1,x2,...,xn) þ X
Solução admissível
Conjunto de soluções admissíveis
X
Exemplo
Maximizar
z = 800x1+ 600x2
sujeito a
5x1+ 3x2 f 30
2x1 + 3x2 f 18
x1 + 3x2 f 24
x1 ó 0, x2 ó 0
Função objetivo
(1,2)
Restrições
Uma solução
admissível
X
Slide 50
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Conceitos iniciais
Programação Matemática, várias sub-áreas:
Programação não Linear;
Programação linear;
Programação linear Inteira Mista;
Programação linear Inteira;
Programação linear 0-1.
<Reconhecimento= de uma função linear:
função definida por um termo linear ou pela soma de vários termos
lineares, entendendo-se como termo linear, a multiplicação de uma
constante por uma variável.
Exemplos
2x
2x+3y
Funções lineares
x2
x2+y2
Funções não lineares
Slide 51
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Conceitos iniciais
➢ Define-se como problema de programação linear um problema de
programação matemática em que todas as funções envolvidas são
lineares e, além disso, todas as variáveis podem tomar valores
fracionários;
➢ Quando algumas variáveis podem tomar valores fracionários e as
restantes só podem tomar valores inteiros (continuando a assumir a
linearidade de todas as funções envolvidas) estaremos no domínio da
programação linear inteira mista;
➢ Numa situação em que todas as variáveis têm que tomar valores inteiros o
problema dir-se-á de programação linear inteira. Um caso particular deste
é aquele em que as variáveis só podem tomar os valores 0 ou 1, caso em
que o problema será classificado como de programação linear 0-1.
Slide 52
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Modelação
Fases na formulação de um problema em programação matemática:
i.
Compreender e definir bem o problema;
ii. Definir as variáveis de decisão (que decisão deve ser tomada),
especificando ainda as unidades em que são consideradas;
iii. Escrever as restrições do problema (utilizando as variáveis de decisão);
iv. Escrever a função objetivo (em função das variáveis de decisão);
v. Verificar a formulação, confrontando-a com o problema.
Slide 53
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Modelação: exemplos
Programação não linear
Exemplo
Quais as dimensões (comprimento e largura) do retângulo que tem área
igual a 2m2 e perímetro mínimo?
Variáveis de decisão:
x1
Medida da base (metros)
x2
Medida da altura (metros)
x2
x1
Função objetivo:
2x1+2x2
Perímetro total
min
s. a:
Restrições:
x1x2=2
Área total = 2m2
x1ó0, x2ó0
Medidas não negativas
z = 2x1+ 2x2
x1 x2 = 2
x1 ó 0, x2 ó 0
Slide 54
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelação: exemplos
Programação linear inteira
Exemplo
Um campista tem uma mochila com uma capacidade máxima de 6 kg.
O indivíduo tem um conjunto de objetos que gostaria de transportar na mochila.
O valor que o indivíduo atribui a cada objeto e o respetivo peso são dados por:
Objeto
1
2
3
4
?
Valor
7.5
4
3
3.5
Peso (kg)
4
3
2
1
Que objetos deve o campista por na mochila de forma a maximizar o
valor total dos objetos escolhidos não excedendo a capacidade?
?
Slide 55
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelação: exemplos
Programação linear inteira
Exemplo (continuação)
Variáveis de decisão:
ýÿ = ቊ
1 se se selecionar o objeto i
0
caso contrário
i=1,2,3,4
Modelo de programação 0-1
Consideremos o objeto 2 (por exemplo):
Peso do objeto 2
3
3 se se selecionar o objeto 2
3ý2 = ቊ
0
caso contrário
Contribuição do objeto 2 para
o peso total a transportar
Valor do objeto 2
4
4ý2 = ቊ
0
4
se se selecionar o objeto 2
caso contrário
Contribuição do objeto 2
para o valor total da mochila
Slide 56
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelação: exemplos
Programação linear inteira
Exemplo (continuação)
Função objetivo:
7.5x1 + 4x2 + 3x3 + 3.5x4
Valor dos objetos a transportar
Restrições:
4x1 + 3x2 + 2x3 + 1x4 f 6
O peso dos objetos selecionados não
pode exceder a capacidade da mochila
x1 , x2 , x3 , x4 þ {0,1}
As variáveis só podem tomar os valores 0 ou 1
Max
z = 7.5x1+ 4x2 + 3x3 + 3.5x4
Max
z = 7.5x1+ 4x2 + 3x3 + 3.5x4
s. a:
4x1 + 3x2 + 2x3 + x4 f 6
s. a:
4x1 + 3x2 + 2x3 + x4 f 6
0 f xi f 1, i=1,2,3,4
xi inteiro, i=1,2,3,4
xi þ {0,1} i=1,2,3,4
Slide 57
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelação: exemplos
Exemplo
Programação linear
Uma empresa que comercializa refrigerantes possui 4 armazéns a partir dos
quais faz a distribuição por 5 cafés de uma zona. Conhece-se a procura diária
(em paletes) em cada um dos cafés, a disponibilidade diária (em paletes) em
cada armazém e os custos de transporte (em unidades monetária) de cada
palete entre os armazéns e os cafés.
Custos de transporte
Procura (em paletes) nos
cafés
Disponibilidade (em
paletes) nos armazéns
68
95
54
86
77
54
67
90
62
55
92
54
60
85
70
90
68
84
57
78
1
2
3
4
5
25
40
15
30
25
1
2
3
4
40
60
30
20
Slide 58
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Pretende determinar-se como fazer a distribuição dos refrigerantes entre os
armazéns e os cafés de modo a minimizar o custo total de transporte
garantindo que as restrições são verificadas.
Restrições
Não exceder a disponibilidade (em paletes) dos armazéns
Satisfazer a procura (em paletes) dos cafés
Armazéns
Variáveis
Cafés
1
1
2
2
3
3
4
4
5
Slide 59
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Custos de transporte
68
95
54
86
77
54
67
90
62
55
92
54
60
85
70
90
68
84
57
78
Slide 60
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Solução ótima
Café 1
Café 2
Café 3
Café 4
Café 5
Disp.
Armazém 1
25
0
15
0
0
40
40
Armazém 2
0
10
0
10
25
45
60
Armazém 3
0
30
0
0
0
30
30
Armazém 4
0
0
0
20
0
20
20
Procura
Custo
25
25
40
40
15
15
30
30
25
25
6235
Slide 61
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Modelação: exemplos
Programação linear
Exemplo
Uma empresa de recolha e reciclagem de material eletrónico pretende
construir armazéns para a recolha do material na região de Lisboa. O
gestor encarregue desta tarefa, juntamente com uma equipa técnica
chegou à conclusão que existem disponíveis 5 potenciais locais para
instalar os armazéns. A recolha do material eletrónico usado é feita em
8 locais e depois será transportada para os armazéns a construir.
O custo de transporte (em unidades monetárias) por tonelada de material
entre os locais de recolha e os potenciais locais de instalação dos
armazéns é:
Slide 62
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UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelação: exemplos
Exemplo
Programação linear
O custo fixo de instalação de cada armazém é dado por:
Potencial Local 1
Custo fixo 100
2
150
3
120
4
140
5
100
Slide 63
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelação: exemplos
Programação linear
Exemplo
Toneladas de material eletrónico existente em cada ponto de recolha
1
2
3
4
5
6
7
8
30
15
25
35
10
20
20
15
Capacidade de cada armazém (em toneladas)
1
2
3
4
5
80
30
25
40
20
Pretende-se determinar os locais onde devem ser instalados os armazéns de
forma a minimizar os custos totais de abertura dos serviços e de transporte de
modo a garantir que todo o material eletrónico em cada ponto é recolhido e
que não se excede a capacidade de cada armazém.
Slide 64
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Decisões
Onde instalar os armazéns
Determinar como fazer o transporte do material eletrónico dos pontos de recolha
para os armazéns instalados
Variáveis
Slide 65
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Toneladas de material eletrónico existente em cada ponto de recolha
30
1
2
3
4
5
6
7
8
30
15
25
35
10
20
20
15
1
1
2
2
3
3
4
4
5
5
6
7
8
Slide 66
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Capacidade de cada armazém (em toneladas)
1
1
1
2
3
4
5
2
2
80
30
25
40
20
3
3
4
4
80
5
5
6
7
8
Slide 67
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Potencial Local
Custo fixo
1
100
2
150
3
120
4
140
5
100
Min Custos Totais=Custos de instalação + Custos de transporte
Slide 68
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Modelação: exemplos
Programação linear
Exemplo
Uma pequena refinaria de petróleo produz um tipo de gasolina e um tipo de
gasóleo. Para tal, a refinaria utiliza três qualidades diferentes de petróleo bruto,
as quais provêm, respetivamente, do Médio Oriente (MO), do Norte da Europa
(NE) e da América do Sul (AS). Para produzir 1000 litros de gasolina é
necessário utilizar 5 barris de petróleo proveniente do Médio Oriente, 2 barris
de petróleo proveniente do Norte da Europa e 1 barril de petróleo proveniente
da América do Sul. A produção de 1000 litros de gasóleo requer 3 barris de
cada um dos diferentes tipos de petróleo. Diariamente, a refinaria dispõe de 30
barris de petróleo proveniente do Médio Oriente, 24 barris de petróleo
proveniente do Norte da Europa e 18 barris de petróleo proveniente da América
do Sul. Após uma prospeção de mercado é possível prever um lucro de €
800,00 por cada milhar de litros de gasolina e € 600,00 por cada milhar de litros
de gasóleo. Pretende-se planear a produção diária de gasolina e gasóleo de
forma a maximizar o lucro total obtido.
Slide 69
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Modelação: exemplos
Programação linear
(diariamente)
Médio Oriente (30 barris)
Refinaria
Gasolina
Norte da Europa (24 barris)
Gasóleo
América do Sul (18 barris)
Produção
(diária)
Petróleo Bruto
Exemplo (continuação)
5 barris M. O.
2 barris N. E.
1 barril A. S.
1000 litros de gasolina
Lucro de € 800,00
3 barris M. O.
3 barris N. E.
3 barril A. S.
1000 litros de gasóleo
Lucro de € 600,00
? Produção diária ?
Maximização do lucro
Gasolina / Gasóleo
Slide 70
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Quantidade disponível de petróleo bruto M. O.
(diariamente)
30 barris
Quantidade disponível de petróleo bruto N. E.
(diariamente)
24 barris
Quantidade disponível de petróleo bruto A. S.
(diariamente)
Formulação:
18 barris
5 barris M. O.
2 barris N. E.
1 barril A. S.
1000 litros de gasolina
3 barris M. O.
3 barris N. E.
3 barril A. S.
1000 litros de gasóleo
max
s. a:
z = 800x1+ 600x2
5x1 + 3x2 f 30
2x1 + 3x2 f 24
x1 + 3x2 f 18
x1, x2 g 0
Slide 71
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UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação linear (PL): generalidades
Um problema de programação linear é um problema de otimização em
que se pretende maximizar (ou minimizar) uma função linear nas
variáveis de decisão (função objetivo), tendo os valores das variáveis
de decisão que satisfazer um conjunto de restrições, as quais são
equações lineares ou desigualdades lineares;
a1x1 + a2x2 + … + anxn = b
a1x1 + a2x2 + … + anxn f(g) b
(a1,a2,…,an,b constantes)
Slide 72
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Programação linear (PL): generalidades
Exemplos de objetivos num problema de otimização
❖ Maximizar lucros
❖ Minimizar custos
❖ Maximizar o retorno de um investimento
❖ Minimizar o número de equipamentos
❖ Maximizar a satisfação dos clientes
❖ Maximizar a probabilidade de sobrevivência
❖ …
Exemplos de restrições num problema de otimização
❖ Restrições relativas à capacidade de produção (máquinas, mão-de-obra)
❖ Restrições relativas à disponibilidade de matérias-primas
❖ Restrições relativas à procura e às limitações do mercado
❖ Restrições de equilíbrio
❖ …
Slide 73
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação linear (PL): generalidades
Um modelo de programação linear pressupões válidos as seguintes princípios:
1.
2.
3.
4.
Proporcionalidade;
Aditividade;
Continuidade:
Certeza.
1. Princípio da proporcionalidade
A contribuição de cada variável de decisão para a função objetivo e para o
termo esquerdo de uma restrição é proporcional ao valor dessa variável
se 1
consome
dá um lucro de
a
então x
consome
dá um lucro de
ax
Slide 74
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação linear (PL): generalidades
Exemplo (problema da refinaria)
1ô1000 litros de gasolina
€ 800 de lucro
x1ô1000 litros de gasolina
€ 800x1 de lucro
2. Princípio da aditividade
A contribuição de cada variável de decisão para a função objetivo e para o
termo esquerdo de uma restrição é independente dos valores das outras
variáveis de decisão
Exemplo (problema da refinaria)
Z = 800x1 + 600x2
Lucro total = Lucro com gasolina + lucro com gasóleo
Slide 75
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Programação linear (PL): generalidades
3. Princípio da continuidade
As variáveis de decisão podem tomar valores fracionários
Exemplo (problema da refinaria)
x1 = 2,543
x2 = 2,7564
São valores possíveis para as variáveis de decisão
Significam que devemos produzir 2543 litros de
gasolina e 2756,4 litros de gasóleo (diariamente)
4. Princípio da certeza
Nenhum parâmetro do problema (coeficientes das variáveis de decisão na
função objetivo e nas restrições e termos independentes das restrições) está
sujeito a incerteza.
Slide 76
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Quando um problema de programação linear tem apenas duas variáveis de
decisão pode ser representado/resolvido graficamente no plano definido
pelas variáveis:
i. Representa-se o conjunto de soluções admissíveis;
ii. Determina-se a solução ótima.
Slide 77
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (problema da refinaria)
max
s. a:
z = 800x1+ 600x2
5x1 + 3x2 f 30
2x1 + 3x2 f 24
x1 + 3x2 f 18
x1, x2 g 0
Vamos começar por representar o conjunto de soluções admissíveis.
As restrições de domínio (x1g0, x2g0) restringem o conjunto de soluções admissíveis
ao primeiro quadrante
Slide 78
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
x2
10
x1 ó 0
5
x2 ó 0
5
10
x1
Podemos agora introduzir / representar, uma a uma, as outras restrições do problema
Slide 79
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
x2
Exemplo (continuação)
Restrição 1
x1 ó 0
10
5x1 + 3x2 f 30
5
Semiplano limitado pela reta
5x1 + 3x2 = 30
x2 ó 0
x2
10
5
10
x1
x1 ó 0
5
5x1+3x2 30
x2 ó 0
5
10
5x1+3x2 = 30 Slide 80
x1
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
Restrição 2
x2
2x1 + 3x2 f 24
Semiplano limitado pela reta
10
x1 ó 0
5
2x1+3x2 24
2x1 + 3x2 = 24
(define dois semiplanos)
x1 = 0 ⇒ x2 = 8
A reta passa no ponto (0,8)
x2 = 0 ⇒ x1 = 12
A reta passa no ponto (12,0)
x2 ó 0
5x1+3x2 30
5
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
O ponto (0,0) satisfaz a desigualdade com que estamos a trabalhar
Então o semiplano que nos interessa é o que está 8abaixo9 da reta 2x1 + 3x2 = 24
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
Restrição 3
x1 + 3x2 f 18
x2
x1 ó 0
10
Semiplano limitado pela reta
x1 + 3x2 = 18
2x1+3x2 24
x1 = 0 ⇒ x2 = 6
A reta passa no ponto (0,6)
x2 = 4 ⇒ x1 = 6
A reta passa no ponto (6,4)
5
x1+3x2 = 18
x1+3x2 18
x2 ó 0
5x1+3x2 30
5
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
O ponto (0,0) satisfaz a desigualdade com que estamos a trabalhar
Então o semiplano que nos interessa é o que está 8abaixo9 da reta x1 + 3x2 = 18
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
x2
10
5
x1+3x2 = 18
-5
5
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Função objetivo de um problema de PL com duas variáveis de decisão
z = c1x1 + c2x2
c1 e c2 fixos (e conhecidos…)
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Função objetivo de um problema de PL com duas variáveis de decisão
z = c1x1 + c2x2
c1 e c2 fixos (e conhecidos…)
Se z9 for um valor concreto para z então z9= c1x1 + c2x2 define uma reta.
z = c1x1 + c2x2
Família de retas (uma para cada valor de z)
O declive é igual para todas
-c1/c2
(as retas são todas paralelas)
x2 = -(c1/c2) x1 + z/c2
A ordenada na origem varia
z/c2
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Função objetivo de um problema de PL com duas variáveis de decisão
z = c1x1 + c2x2
x2 = -(c1/c2) x1 + z/c2
aumentar o valor de z equivale a aumentar a ordenada na
origem da reta ou seja, a 8deslocar9 a reta para 8cima9;
c2 > 0
diminuir o valor de z equivale a diminuir a ordenada na
origem da reta ou seja, a 8deslocar9 a reta para 8baixo9;
aumentar o valor de z equivale a diminuir a ordenada na
origem da reta ou seja, a 8deslocar9 a reta para 8baixo9;
c2 < 0
diminuir o valor de z equivale a aumentar a ordenada na
origem da reta ou seja, a 8deslocar9 a reta para 8cima9;
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
<Metodologia= para resolver graficamente um problema de PL:
i.
Representar graficamente o conjunto de soluções admissíveis;
ii. Identificar e traçar uma reta da família c1x1 + c2x2 = z
O mais simples é considerar z=0. O importante nesta fase é ficar a
conhecer a inclinação (declive) comum de todas as retas desta família
iii. Dependendo do sinal de c2 8desloca-se9 a reta traçada em (ii) o mais
possível para 8cima9 ou para 8baixo9 mas dentro do conjunto de soluções
admissíveis.
O(s) 8último(s)9 ponto(s) encontrado(s) será(ão) a(s) solução(ões) ótima(s).
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
Agora que o conjunto de soluções admissíveis já está identificado, passamos à
determinação da solução ótima...
Função objetivo:
z = 800x1+ 600x2
x2 = -(800/600)x1+ z/600
x2 = -(4/3)x1+ z/600
z=0
⇒
Para cada valor de z tem-se
uma reta de declive -4/3
x2 = -(4/3)x1
Estamos a trabalhar com a reta formada por todas as soluções, pares
(x1,x2), que dão à função objetivo valor 0
x2 = -(4/3)x1
x1 = 0
x1 = -3
⇒
⇒
x2 = 0
A reta passa no ponto (0,0)
x2 = 4
A reta passa no ponto (-3,4)
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
x2
10
5
x1+3x2 = 18
-5
5
z=0
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
Função objetivo:
z = 800x1+ 600x2
x2 = -(800/600)x1+ z/600
x2 = -(4/3)x1+ z/600
z=2400
⇒
x2 = -(4/3)x1+2400/600
Para cada valor de z tem-se
uma reta de declive -4/3
Estamos a trabalhar com a reta formada por todas as soluções pares (x1,x2) - que dão à função objetivo o valor 2400
x2 = -(4/3)x1 + 4
Reta paralela a x2 = -(4/3)x1
…mas com ordenada na origem igual a 4
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
x2
Todos os pontos do
segmento de reta de
extremos (3,0) e (0,4)
correspondem a soluções
admissíveis que dão à
função objetivo valor 2400
10
O aumento do valor de z de 0 para
2400 pode ser visto como um
8deslocamento9 da reta original
5
x1+3x2 = 18
Quanto maior o valor de z melhor!
Quanto mais 8para cima9 deslocarmos a reta associada à
função objetivo melhor!
-5
5
z=0
z = 2400
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
Mas não podemos 8sair9 do conjunto de soluções admissíveis…
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Exemplo (continuação)
x2
10
Solução ótima
x1 = 3
x2 = 5
Solução ótima:
ቊ
z = 5400
Devemos produzir diariamente
ý =3
5ý1 + 3ý2 = 30
⇔ ቊ 1
ý2 = 5
ý1 + 3ý2 = 18
ÿ = 800 × 3 + 600 × 5 = 5400
5
3000 litros de gasolina
5000 litros de gasóleo
x1+3x2 = 18
Lucro diário (máximo)
€ 5400,00
-5
5
z=0
z = 2400
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
Todo o petróleo M.O. e A. S. é utilizado...
Sobram 3 barris de petróleo N. E.
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Definição
Resolução gráfica
Define-se como restrição redundante uma restrição cuja remoção não altera
o conjunto das soluções admissíveis.
x
Exemplo (problema da refinaria)
2
10
A restrição 2 (que estabelece que a quantidade
utilizada diariamente de petróleo N. E. não
pode exceder a quantidade disponível) é
redundante.
Observação
O facto de uma restrição ser
redundante não significa que
possa simplesmente ser retirada
do problema pois tal restrição
estabelece
uma
limitação
concreta e, por isso, pode ter um
papel a desempenhar se houver
alguma alteração nos parâmetros.
-5
2x1+3x2 = 24
5
x1+3x2 = 18
5
5x1+3x2 = 30
10
x
1
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica
Definição
Define-se como restrição ativa num ponto uma restrição que é satisfeita com
igualdade por esse ponto. Se tal não acontecer, a restrição diz-se não ativa
no ponto considerado.
Exemplo (problema da refinaria)
Consideremos o ponto que define a solução ótima
x1=3
x2=5
5x1 + 3x2 f 30
5×3+ 3×5 = 30
Restrição 1
A restrição 1 é ativa no ponto ótimo
Todo o petróleo M.O. disponível diariamente é utilizado
Restrição 2
2x1 + 3x2 f 24
2×3+ 3×5 = 21 < 24
A restrição 2 não é ativa no ponto ótimo
Diariamente sobram 3 barris de petróleo N. E.
Restrição 3
x1 + 3x2 f 18
3+ 3×5 = 18
A restrição 3 é ativa no ponto ótimo
Todo o petróleo A. S. disponível diariamente é utilizado
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica: casos particulares
Quando um problema de programação matemática tem mais do que uma
solução ótima dizemos que há soluções ótimas alternativas.
Graficamente, essa situação ocorre quando, após se ter 8deslocado o mais
possível9 a reta associada à função objetivo, há mais do que um ponto
admissível a pertencer à 8última9 reta traçada.
Exemplo
Consideremos o problema da refinaria mas vamos admitir que o lucro obtido com
1000 litros de gasolina é de € 1000,00 e não de € 800,00. O problema a resolver é o
seguinte:
max
z = 1000x1 + 600x2
s. a:
5x1 + 3x2 f 30
2x1 + 3x2 f 24
x1 + 3x2 f 18
x1, x2 g 0
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica: casos particulares
Exemplo (continuação)
x2
Graficamente tem-se
10
A (3,5)
B (6,0)
Soluções ótimas: AB
ÿ = 1000 × 3 + 600 × 5 = 6000
5
A
x1+3x2 = 18
B
-5
5
z=0
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
As retas associadas à função objetivo têm declive -5/3, que é precisamente o declive da
reta 5x1 + 3x2 = 30
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica: casos particulares
Problema ilimitado.
Exemplo
Consideremos o seguinte problema de PL que resulta de modificar os sentidos das
desigualdades nas restrições do problema da refinaria.
max
z = 800x1 + 600x2
s. a:
5x1 + 3x2 g 30
2x1 + 3x2 g 24
x1 + 3x2 g 18
x1, x2 g 0
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica: casos particulares
Exemplo (continuação)
Graficamente tem-se
x2
10
problema
ilimitado
x1 ó 0
5x1+3x2 ó 30
2x1+3x2 ó 24
5
z = 10800
x1+3x2 ó 18
x2 ó 0
z = 7200
-5
5
z=0
z = 2400
10
5x1+3x2 = 30
x1
x1+3x2 = 18
2x1+3x2 = 24
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica: casos particulares
O problema só pode ser ilimitado se a região admissível for ilimitada.
Mas a região pode ser ilimitada e o problema ter um ponto ótimo finito.
x2
10
x1 ó 0
5x1+3x2 ó 30
2x1+3x2 ó 24
Min
min
z = 800x1 + 600x2
s. a:
5x1 + 3x2 g 30
2x1 + 3x2 g 24
x1 + 3x2 g 18
x1, x2 g 0
Max
z = 10800
5
x1+3x2 ó 18
z =5600
x2 ó 0
-5
5
10
5x1+3x2 = 30
x1
x1+3x2 = 18
2x1+3x2 = 24
Slide 100
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica: casos particulares
Quando as restrições de um problema de PL são incompatíveis, o problema
diz-se impossível.
Exemplo
Consideremos o problema da refinaria mas invertendo o sentido da segunda
desigualdade.
max
z = 800x1 + 600x2
s. a:
5x1 + 3x2 f 30
2x1 + 3x2 g 24
x1 + 3x2 f 18
x1, x2 g 0
Slide 101
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Resolução gráfica: casos particulares
Exemplo (continuação)
Graficamente tem-se
x2
10
x1 ó 0
2x1+3x2 ó 24
5
x1+3x2 = 18
x1+3x2 18
x2 ó 0
5x1+3x2 30
5
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
Slide 102
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização
Análise pós-otimização
Análise feita após se ter obtido
a solução ótima do problema
Para quem toma decisões é muitas vezes útil
perceber de que forma uma decisão, que é a melhor
para uma certa concretização dos parâmetros,
poderá variar com alterações nos mesmos.
Vamos ver como responder a questões do tipo:
➢ Será possível melhorar o valor ótimo do problema se modificarmos o termo
independente de alguma restrição?
➢ Qual será o impacto na solução ótima se alterarmos o coeficiente de uma
variável na função objetivo?
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização
Petróleo Bruto
(diariamente)
Exemplo (Problema da refinaria)
Modelo Matemático
Médio Oriente (30 barris)
Max
Norte da Europa (24 barris)
s. a:
América do Sul (18 barris)
Gasolina
Gasóleo
Questões
Será possível aumentar o lucro
se dispusermos de maior
quantidade de algum dos tipos
de petróleo bruto? E de quanto
é que vai aumentar o lucro ?
z = 800x1+ 600x2
5x1 + 3x2 f 30
2x1 + 3x2 f 24
x1 + 3x2 f 18
x1, x2 g 0
Se for alterado o lucro por unidade
obtido com a produção de um dos
tipos de produtos será que o plano
de produção ótimo se mantém ?
Slide 104
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Restrições de desigualdade num problema de PL com duas variáveis:
a1x1 + a2x2 g b
a1x1 + a2x2 f b
Alteração do termo
independente
Se b variar unidades
Semiplanos limitados pela reta a1x1 + a2x2 = b
Alteração do semiplano em causa
Alteração da reta que define o semiplano
a1x1 + a2x2 = b+
Nova reta que define o semiplano
Pode ser vista como um 8deslocamento9 da reta anterior
Slide 105
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Consideremos um problema de PL e suponhamos que já tínhamos
determinado o ponto ótimo.
Restrição do
problema
É satisfeita com igualdade
no ponto ótimo
Ativa
no ponto ótimo
Uma alteração do termo independente
pode alterar a solução ótima do
problema e o valor ótimo
Não é satisfeita com igualdade
no ponto ótimo
Não ativa
no ponto ótimo
Uma alteração 8controlada9 do termo
independente não altera a solução
ótima do problema nem o valor ótimo
Slide 106
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Alteração do termo independente de uma restrição ativa no ponto ótimo:
Restrição 1
Restrição 1
a1x1 + a2x2 = b
Solução ótima
Restrição 3
a1x1 + a2x2 = b+
a1x1 + a2x2 = b
Nova solução ótima
Soluções
admissíveis
Restrição 3
Soluções
admissíveis
Restrição 2
Restrição 2
Há alteração da solução ótima (e possivelmente do valor ótimo...)!
Slide 107
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Alteração (ligeira) do termo independente de uma restrição não ativa no ponto
ótimo:
Restrição 1
Solução
ótima
Restrição 3
a1x1 + a2x2 = b
Restrição 3
Restrição 1
Soluções
admissíveis
Solução
ótima
Restrição 2
a1x1 + a2x2 = b+
Restrição 3
a1x1 + a2x2 = b
Soluções
admissíveis
Restrição 2
Não há alteração da solução ótima (nem do valor ótimo)!
Slide 108
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Definição
Designa-se por valor marginal (associado a uma restrição), a taxa de
variação (instantânea) do valor ótimo do problema se houver um aumento no
termo independente.
Observações
Frequentemente, o valor marginal pode determinar-se avaliando a variação
sofrida pelo valor ótimo se o termo independente em causa aumentar uma
unidade. Nesta disciplina vamos sempre estudar casos em que assim é.
Se uma restrição estabelecer uma limitação na disponibilidade de um
recurso, o valor marginal indica-nos o que ganhamos se conseguirmos uma
unidade adicional do recurso. Ficamos a saber o que se justifica 8pagar9 por
tal unidade adicional. Neste caso, o valor marginal também se designa por
preço sombra do recurso.
Slide 109
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Exemplo (Problema da refinaria)
x2
Max
z = 800x1 + 600x2
s. a:
10
5x1 + 3x2 f 30 (M.O.)
2x1 + 3x2 f 24 (N.E.)
x1 + 3x2 f 18 (A. S)
Solução ótima:
x1 = 3
5x1 + 3x2 = 30
x1 + 3x2 = 18
x1, x2 g 0
5
x2 = 5
z= 800× 3 + 600 × 5 = 5400
x1+3x2 = 18
Restrições ativas no ponto ótimo
5ý1 + 3 ý2 = 30
ý1 + 3 ý2 = 18
-5
5
z=0
10
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
Slide 110
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Exemplo (Problema da refinaria)
Valor marginal da restrição 1 (Restrição 5x1 + 3x2 f 30 )
=?
Esta restrição é ativa no ponto ótimo (3,5)
5×3 + 3×5 = 30
(Petróleo M.O.)
Todo o petróleo M. O. disponível diariamente é utilizado!
Então um aumento na quantidade disponível de petróleo M. O. poderá permitir um
lucro ainda maior...
Suponhamos que em vez de 30 barris por dia tínhamos 31
Slide 111
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2. Programação Matemática
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Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Exemplo (continuação)
Lucro ótimo:
5400
x2
5550
10
Um barril adicional de petróleo
M. O. Permitiu um aumento de
€150 no lucro ótimo
Nova solução ótima:
ቊ
Valor marginal da restrição 1
5
ý = 13Τ4
5ý1 + 3ý2 = 31
⇔ ቊ 1
ý1 + 3ý2 = 18
ý2 = 59Τ12
ÿ = 5550
x1+3x2 = 18
150
Valor máximo que estaremos
dispostos a pagar por um barril
adicional de petróleo M. O.
-5
5
z=0
10
5x1+3x2 = 31
5x1+3x2 = 30
x1
2x1+3x2 = 24
Slide 112
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Uma questão que se coloca após se determinar o valor marginal de uma
restrição consiste em saber se essa valorização que é estabelecida para o
recurso ou fator associado à imposição que levou à restrição, se mantém,
independentemente da alteração sofrida pelo termo independente.
Limite de validade de um valor marginal ou
intervalo para o termo independente no qual o
valor marginal se mantém
Slide 113
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Valor marginal de uma restrição: VM
O valor marginal pode ser positivo, negativo ou nulo
Se VM é positivo o aumento de uma unidade no termo independente
provoca um acréscimo de VM no valor ótimo e a diminuição de uma
unidade no termo independente provoca um decréscimo de VM no valor
ótimo
Se VM é negativo o aumento de uma unidade no termo independente
provoca um decréscimo de VM no valor ótimo e a diminuição de uma
unidade no termo independente provoca um acréscimo de VM no valor
ótimo
A questão que se põe é de quanto podemos aumentar (diminuir) o termo
independente de uma restrição de modo a que o valor marginal se mantenha.
Slide 114
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Resultado (Não vamos demonstrar)
➢ Os valores marginais das restrições de um problema de programação linear
mantêm-se enquanto o conjunto de restrições ativas no ponto ótimo não se
alterar.
➢ Poder-se-ão ainda manter (mas não necessariamente) se o conjunto de
restrições se alterar.
Slide 115
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Determinação dos limites de
validade de um valor marginal
Sempre que analisarmos um termo
independente vamos assumir que
os outros se mantêm inalterados
Determina-se o intervalo de valores para o
termo independente dessa restrição de
forma que o conjunto de restrições ativas
não se altere.
Quando se pretende avaliar a variação na função
objetivo associada a uma alteração no termo
independente da restrição, incluímos os extremos do
intervalo.
Slide 116
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Exemplo (Problema da refinaria)
Restrição 1
x2
5x1 + 3x2 f 30
Restrições ativas no
ponto ótimo
10
Valor marginal da restrição 1 = 150
Restrição 1
Restrição 3
Alteração do termo independente
da reta associada à restrição 1
Ponto ótimo
5
x1+3x2=18
8Deslocamento9 da reta 5x1 + 3x2 = 30
-5
5
z=0
10
5x1+3x2=30
x1
2x1+3x2=24
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
x2
+
-
Enquanto a reta não atingir P ou P
as restrições ativas no ponto ótimo
mantêm-se a 1ª e a 3ª
10
P
-
P
+
(6,4)
5
P
+
x1+3x2=18
P
-
(0,6)
-5
5
z=0
Ponto de intersecção das retas
2x1 + 3x2 = 24 e x1 + 3x2 = 18
10
Ponto de intersecção das retas
x1 = 0 e x1 + 3x2 = 18
x1
2x1+3x2=24
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: termos independentes
Exemplo (continuação)
x2
5x1 + 3x2 = b
-
b = 18
-=
P (0,6)
5x1 + 3x2 = b
P
+=
(6,4)
10
+
+
b = 42
P
-
5
P
Para 18 < b < 42 o valor marginal da
primeira restrição mantém-se 150
Justifica-se adquirir até 12
(=42-30) barris adicionais de
petróleo MO.
+
x1+3x2=18
-5
5
z=0
10
x1
2x1+3x2=24
(desde que o preço a pagar por cada
barril extra não exceda 150 €)
Slide 119
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2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Função objetivo de problema de PL com duas variáveis:
z = c1x1 + c2x2
x2 = (-c1/c2)x1 + z/c2
Alteração de c1 ou c2
Alteração do declive das retas associadas à
função objetivo
Alteração de c2
Pode alterar-se o sentido da otimização
(8deslocamento9 para cima ou para baixo da
reta associada à função objetivo)
Neste caso, em geral, o ponto ótimo vai mudar
? Para que valores de c (ou c ) a solução ótima não se altera ?
1
2
Neste tipo de análise, vamos estudar cada um dos
coeficientes assumindo que o outro se mantém inalterado
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Mantendo-se o sentido da otimização
Declive das retas associadas
à função objetivo
Têm que ser
comparados
Declives das retas que
definem o ponto ótimo
➢ Quando há apenas duas restrições ativas no ponto ótimo, teremos que
considerar os dois declives das retas correspondentes a essas
restrições.
➢ Se houver mais do que duas restrições ativas no ponto ótimo teremos
que considerar os declives das duas retas que definem a região
admissível em torno do ponto ótimo.
Slide 121
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Condição necessária para que a solução ótima se mantenha
Retas cujo declive está entre o declive das restrições ativas
Intervalo de variação para c1 (supondo c2 inalterado)
8restrição9
8restrição9
m2
m1
Solução ótima
A solução ótima mantém-se
Soluções admissíveis
m2 -c1/c2 m1
A resolução desta dupla inequação em ordem a c1 dá-nos
o intervalo de variação para c1 de forma a que a solução
ótima não se altere
Slide 122
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Intervalo de variação para c2 (supondo c1 inalterado)
8restrição9
8restrição9
m1
m2
Suponhamos que otimizar equivale a 8deslocar9
para 8cima9 a reta associada à função objetivo.
Solução ótima
Soluções
admissíveis
Se c2 mudar de sinal, o sentido da otimização pode
mudar – otimizar passa a equivaler a deslocar para
baixo a reta associada à função objetivo
8restrição9
A solução ótima mantém-se
8restrição9
m1
m2
Solução ótima
m1 -c1/c2 m2 e c2 mantém o sinal
A resolução desta dupla inequação em ordem a c2
dá-nos o intervalo de variação para c2 de forma a que
a solução ótima não se altere
Soluções
admissíveis
Slide 123
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Observação
O facto de a solução ótima não se alterar quando se modifica um coeficiente de
uma variável na função objetivo, não significa que tudo se mantenha na mesma.
O valor da solução altera-se com uma alteração
no coeficiente de uma variável na função objetivo
A um intervalo de variação de um coeficiente na função objetivo estará
associado um intervalo de variação para o valor ótimo do problema.
Slide 124
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Exemplo (Problema da refinaria)
Função objetivo
z = 800x1 + 600x2
Sentido da otimização
x2
A reta associada à função objetivo é
8deslocada9 para cima
10
Questões:
▪ Que valores pode tomar o coeficiente
de x1 (supondo inalterado o
coeficiente de x2) de forma que o
ponto (3,5) continue a ser ótimo?
Ponto ótimo
5
x1+3x2=18
-5
5
z=0
10
5x1+3x2=30
x1
2x1+3x2=24
Slide 125
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Exemplo (continuação)
❑ Intervalo de variação para o coeficiente de x1 de forma a que a solução ótima
se mantenha
Função objetivo
Declive da reta
5x1 + 3x2 = 30
z = c1x1 + 600x2
x2 = -(c1/600)x1 + z/600
≤ Declive da função objetivo ≤
Declive da reta
x1 + 3x2 = 18
-5/3 ≤ -(c1/600) ≤ -1/3
200 ≤ c1 ≤ 1000
Se o lucro obtido com 1000 litros de gasolina estiver entre € 200,00 e € 1000,00 a solução
ótima consistirá em produzir (diariamente) 3000 litros de gasolina e 5000 litros de gasóleo.
c1 = 200 z = 200ô3 + 600ô5 = 3600
c1 = 1000 z = 1000ô3 + 600ô5 = 6000
Lucro ótimo
[3600;6000]
Slide 126
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Exemplo (Problema da refinaria)
x2
Função objetivo
z = 800x1 + 600x2
O que acontece nos extremos do intervalo?
10
Ponto ótimo
5
Declive : -1/3
x1+3x2=18
Declive : -1/3
Solução ótima múltipla
Todo o segmento de reta entre (0,6) e (3,5)
x1+3x2=18
-5
z = 200x1 + 600x2
5
10
5x1+3x2=30
x1
2x1+3x2=24
z = 1000x1 + 600x2
Declive : -5/3
5x1+3x2=30
Declive : -5/3
Solução ótima múltipla
Todo o segmento de reta entre (3,5) e (6,0)
Slide 127
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
▪ Que valores pode tomar o coeficiente de x2 (supondo inalterado o
coeficiente de x1) de forma que o ponto (3,5) continue a ser ótimo?
❑ Intervalo de variação para o coeficiente de x2 de forma a que a solução ótima
se mantenha
Função objetivo
Declive da reta
5x1 + 3x2 = 30
x2 = -(800/c2)x1 + z/c2
z = 800x1 + c2x2
≤
Declive da função objetivo
-5/3 ≤ -(800/c2) ≤ -1/3
480 ≤ c2 ≤ 2400
≤
Declive da reta
x1 + 3x2 = 18
e c2 mantém o sinal
Se o lucro obtido com 1000 litros de gasóleo estiver entre € 480 e € 2400 a solução ótima
consistirá em produzir (diariamente) 3000 litros de gasolina e 5000 litros de gasóleo.
c2= 480 z = 800ô3 + 480ô5 = 4800
c2 = 2400 z = 800ô3 + 2400ô5 = 14400
Lucro ótimo
[4800;14400]
Slide 128
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Problemas de PL com duas variáveis de decisão
Análise pós-otimização: coeficientes na função objetivo
Exemplo (continuação)
Intervalo de variação para c1 e para c2 de forma que a solução ótima se mantenha
x2
10
Solução ótima:
x1=3, x2=5; z=5400.
Possíveis declives para a reta
associada à função objetivo de forma
que o ponto (3,5) se mantenha ótimo
5
x1+3x2=18
z=5400
-5
5
10
5x1+3x2=30
x1
2x1+3x2=24
Slide 129
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
FICHA 3
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
➢ Se um problema de PL tiver mais do que duas variáveis de decisão, o método
gráfico não pode ser utilizado (excetuando os casos em que, por eliminação
de variáveis de transforma o problema a resolver num problema com duas
variáveis).
Neste caso, é necessário recorrer a métodos algébricos, como por exemplo, o
Método do Simplex;
➢ Quando o número de variáveis de um problema de programação linear é
significativo, deixa de ser razoável aplicar 8manualmente9 as técnicas de
resolução dos problemas de PL.
Nestes casos recorre-se a software de programação linear. Presentemente há
diverso software que disponibiliza técnicas para resolução de problemas de
programação linear, inclusive o MS Excel.
Slide 131
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Um problema de Transportes
Um município quer desenvolver um sistema de recolha de óleo alimentar usado
(OAU) de origem doméstica disponibilizando vários oleões nas freguesias que o
constituem. Depois de recolhido o OAU sofrerá um tratamento e valorização em
unidades de tratamento e valorização (UTV) e será transformado em biodiesel. O
município é constituído por 10 freguesias. Existem atualmente 5 unidades de
tratamento e valorização dos OAU.
A disponibilidade mensal de OUA em cada um dos munícipios é:
Freg. 1 Freg. 2 Freg. 3 Freg. 4 Freg. 5 Freg. 6 Freg. 7 Freg. 8 Freg. 9 Freg. 10
OAU(litros) 300
350
200
300
250
280
200
200
300
200
Todo o OAU dos oleões tem que ser recolhido e transportado para unidades de
tratamento e valoração.
A capacidade máxima de processamento (em litros) de cada um das cinco
unidades de tratamento e valoração é dada na tabela seguinte:
Capacidade
UTV 1
UTV 2
UTV 3
UTV 4
UTV 5
700
800
600
800
600
Slide 132
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Os custos unitários de transporte (em unidades monetárias) entre os oleões
e as UTV9s apresentam-se na seguinte matriz
UTV 1
Freguesia 1
Freguesia 2
Freguesia 3
Freguesia 4
Freguesia 5
Freguesia 6
Freguesia 7
Freguesia 8
Freguesia 9
Freguesia 10
UTV 2
17
23
13
19
24
10
18
19
14
15
14
14
14
11
19
17
16
15
16
12
UTV 3
10
15
12
15
18
25
16
18
23
13
UTV 4
12
14
13
15
12
21
18
17
20
15
UTV 5
16
13
18
18
17
19
25
23
22
18
Pretende determinar-se como fazer o transporte do OAU dos oleões
para as UTV9s de modo a minimizar os custos globais de transporte.
a) Formule o problema em Programação Linear
b) Resolva-o usando o Solver do Excel
c) Apresente o plano ótimo de transporte do OAU dos oleões para as
UTV´s
d) Qual o impacto no custo global de uma diminuição de 50 litros na
capacidade da UTV 2?
e) Qual o impacto no custo global de um redução de 100 litros na
capacidade do oleão da freguesia 6?
Slide 133
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Em cada hora, cerca de 9000 carros entram na rede de ruas do centro de uma cidade,
representada na figura, viajando de 1 até 6 respeitando os sentidos obrigatórios.
1
2
4
6
3
5
Na tabela indica-se, para cada um dos troços da rede, o número máximo de carros que
pode transitar numa hora (NMC), em milhares de carros, bem como o tempo aproximado
de viagem de cada carro (TAV) em minutos.
troço
1,2
1,3
2,4
2,5
3,4
3,5
4,5
4,6
5,6
NMC
8
6
6
1
3
4
6
4
6
TAV
1
5
3
7
1
6
3
6
3
Slide 134
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Os troços (2,5) e (3,4) atravessam a zona
histórica pelo que para diminuir a degradação
dos edifícios causada pela poluição restringe-se
a 2000 o número total de carros por hora no
total dos dois troços.
1
2
4
6
3
5
Pretende-se:
i) Determinar a forma de gerir o tráfego de forma a minimizar o tempo médio
de viagem entre 1 e 6.
ii) Determinar o impacto no tempo médio de viagem entre 1 e 6 se o limite
imposto conjuntamente aos troços (2,5) e (3,4) passar a ser de 2500 carros
por hora.
Slide 135
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Formulação em PL
Variáveis de decisão:
troço
1,2
1,3
2,4
2,5
3,4
3,5
4,5
4,6
5,6
NMC
8
6
6
1
3
4
6
4
6
TAV
1
5
3
7
1
6
3
6
3
ýÿĀ Número de carros (em milhares) que deverão circular por hora no troço (i,j)
(i,j) ∈ (1,2), (1,3), (2,4), (2,5), (3,4), (3,5), (4,5), (4,6), (5,6) = ÿý
Função objetivo:
ÿþÿĂā_ÿéýÿā =
Min
1
2
4
1
ý + 5ý13 + 3ý24 + 7ý25 + ý34 + 6ý35 + 3ý45 + 6ý46 + 3ý56
9 12
6
3
5
Slide 136
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Formulação em PL
Restrições:
ý12 f 8
ý13 f 6
ý24 f 6
ý25 f 1
ý34 f 3
ý35 f 4
ý45 f 6
ý46 f 4
ý56 f 6
ý12 + ý13 = 9
ý12 = ý25 + ý24
troço
1,2
1,3
2,4
2,5
3,4
3,5
4,5
4,6
5,6
NMC
8
6
6
1
3
4
6
4
6
TAV
1
5
3
7
1
6
3
6
3
ý46 + ý56 = 9
ý25 + ý34 f 2
ýÿĀ g 0 ∀(ÿ, Ā) ∈ ÿý
1
2
Vamos ignorar a
indivisibilidade
das variáveis
4
ý13 = ý34 + ý35
ý24 + ý34 = ý45 + ý46
ý25 + ý35 + ý45 = ý56
6
3
5
Slide 137
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Formulação em PL
Min
s. a:
ÿþÿĂā_ÿéýÿā =
ý12 f 8
ý13 f 6
ý24 f 6
ý25 f 1
ý34 f 3
1
ý + 5ý13 + 3ý24 + 7ý25 + ý34 + 6ý35 + 3ý45 + 6ý46 + 3ý56
9 12
ý35 f 4
ý12 + ý13 = 9
ý46 f 4
ý13 = ý34 + ý35
ý45 f 6
ý56 f 6
ýÿĀ g 0 ∀(ÿ, Ā) ∈ ÿý
ý12 = ý25 + ý24
ý25 + ý34 f 2
ý24 + ý34 = ý45 + ý46
ý25 + ý35 + ý45 = ý56
ý46 + ý56 = 9
Slide 138
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2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Resolução utilizando o Microsoft Excel
Problema de gestão de tráfego
Variáveis
x12
x13
x24
x25
x34
x35
x45
x46
x56
NMC
<=
<=
<=
<=
<=
<=
<=
<=
<=
Vértices
8
6
6
1
3
4
6
4
6
1
2
3
4
5
6
Troços (2,5) e (3,4)
Tempo médio
de viagem
Variáveis
x12
x13
x24
x25
x34
x35
x45
x46
x56
Restrições
0
0
0
0
0
0
=
=
=
=
=
=
9
0
0
0
0
9
0
<=
2
0
TAV
1
5
3
7
1
6
3
6
3
Slide 139
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Resolução utilizando o Microsoft Excel
Problema de gestão de tráfego
Variáveis
x12
x13
x24
x25
x34
x35
x45
x46
x56
NMC
7
2
6
1
1
1
3
4
5
<=
<=
<=
<=
<=
<=
<=
<=
<=
Vértices
8
6
6
1
3
4
6
4
6
1
2
3
4
5
6
Troços (2,5) e (3,4)
Tempo médio
de viagem
Variáveis
x12
x13
x24
x25
x34
x35
x45
x46
x56
Restrições
9
0
0
0
0
9
=
=
=
=
=
=
9
0
0
0
0
9
2
<=
2
10,77778
TAV
1
5
3
7
1
6
3
6
3
O tempo médio de viagem entre 1 e 6 é de 10.77 minutos.
O número de carros (em milhares) que passam em cada
hora em cada troço é:
Troço
(1,2)
(1,3)
(2,4)
(2,5)
(3,4)
(3,5)
(4,5)
(4,6)
(5,6)
Carros
7
2
6
1
1
1
3
4
5
Slide 140
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Microsoft Excel 12.0 Sensitivity Report
Worksheet: [fluxo_carros.xls]Sheet1
Report Created: 30-09-2009 14:58:22
Relatório de análise de sensibilidade
Adjustable Cells
Cell
$C$6 x12
$C$7 x13
$C$8 x24
$C$9 x25
$C$10 x34
$C$11 x35
$C$12 x45
$C$13 x46
$C$14 x56
Name
Final
Reduced
Objective
Allowable
Allowable
Value
Cost
Coefficient
Increase
Decrease
7
0 0,111111111 0,111111111
1E+30
2
0 0,555555556
1E+30 0,111111111
6 -0,444444444 0,333333333 0,444444444
1E+30
1 -0,111111111 0,777777778 0,111111111
1E+30
1
0 0,111111111 0,222222222 0,111111111
1
0 0,666666667
1E+30 0,222222222
3
0 0,333333333 0,222222222
0
4
0 0,666666667
0
1E+30
5
0 0,333333333
1E+30
0
Constraints
Cell
$I$6
$I$7
$I$8
$I$9
$I$10
$I$11
$I$13
Name
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
Troços (2,5) e (3,4) Restrições
Final
Shadow
Value
Price
9
0
0 0,111111111
0 0,555555556
0 0,888888889
0 1,222222222
9 1,555555556
2 -0,222222222
Constraint
R.H. Side
Allowable
Increase
9
0
0
0
0
9
2
0
0
0
0
0
0
1
Allowable
Decrease
1E+30
7
2
1
1
1
1
Slide 141
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Resolução utilizando o Microsoft Excel
Impacto no tempo médio de viagem entre 1 e 6 se o limite imposto conjuntamente aos
troços (2,5) e (3,4) passar a ser de 2500 carros por hora:
Adjustable Cells
Cell
$C$6 x12
$C$7 x13
$C$8 x24
$C$9 x25
$C$10 x34
$C$11 x35
$C$12 x45
$C$13 x46
$C$14 x56
Name
Final
Reduced
Objective
Allowable
Allowable
Value
Cost
Coefficient
Increase
Decrease
7
0 0,111111111 0,111111111
1E+30
2
0 0,555555556
1E+30 0,111111111
6 -0,444444444 0,333333333 0,444444444
1E+30
1 -0,111111111 0,777777778 0,111111111
1E+30
1
0 0,111111111 0,222222222 0,111111111
1
0 0,666666667
1E+30 0,222222222
3
0 0,333333333 0,222222222
0
4
0 0,666666667
0
1E+30
5
0 0,333333333
1E+30
0
Constraints
Cell
$I$6
$I$7
$I$8
$I$9
$I$10
$I$11
$I$13
Name
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
<= Restrições
Troços (2,5) e (3,4) Restrições
Final
Shadow
Value
Price
9
0
0 0,111111111
0 0,555555556
0 0,888888889
0 1,222222222
9 1,555555556
2 -0,222222222
Constraint
R.H. Side
Allowable
Increase
9
0
0
0
0
9
2
0
0
0
0
0
0
1
Allowable
Decrease
1E+30
7
2
1
1
1
1
Slide 142
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de gestão de tráfego
Resolução utilizando o Microsoft Excel
Valor marginal da restrição : -0.2222
Logo, o impacto seria um decréscimo de 0.22 x 0.5 = 0.11 minutos no
tempo médio de viagem.
Podemos aumentar o número de carros no total dos 2 troços até 3000
(2500 < 3000)
Slide 143
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Uma empresa de Setúbal produz e comercializa para o mercado interno vários
derivados de peixe nomeadamente, conserva de atum, conserva de sardinha,
pasta de atum e pasta de sardinha.
Esta empresa possui 3 fábricas onde pode ser produzido qualquer um destes
produtos.
As encomendas para o próximo mês são de 400 lotes de conserva de atum, 350
lotes de conserva de sardinha, 750 kg de pasta de atum e 650 kg de pasta de
sardinha.
O tempo (em horas) necessário para obter 1 lote de conserva ou 1 kg de pasta
varia de acordo com a tabela seguinte:
Fábrica 1
Fábrica 2
Fábrica 3
Conserva atum
3
2.5
4
Conserva sardinha
2
2
2
Pasta atum
1.5
1
2
Pasta sardinha
1
1
1
Slide 144
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Na fábrica 1 há 10 trabalhadores enquanto que nas fábricas 2 e 3 há 8
trabalhadores em cada.
Cada trabalhador tem um horário de 8 horas por dia. Para o próximo mês estão
previstos 20 dias úteis (de trabalho).
O empacotamento das conservas é feito em cada fábrica automaticamente
numa linha de empacotamento. O tempo (em horas) necessário para empacotar
um lote de conserva é dado de acordo com a tabela seguinte:
Fábrica 1
Fábrica 2
Fábrica 3
Conserva atum
0.5
0.75
0.4
Conserva sardinha
0.5
0.45
0.3
O número de horas diárias disponíveis na linha de empacotamento das fábricas
é de 7, 10 e 8 respetivamente, nas fábricas 1, 2 e 3.
A produção de pasta de atum e de sardinha na fábrica 1 está limitada a um total
de 350 kg no próximo mês.
Slide 145
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Os custos de produção por lote de conserva e por quilograma de pasta são
dados, em euros, na tabela seguinte:
Fábrica 1
Fábrica 2
Fábrica 3
Conserva atum
5
5
4
Conserva sardinha
3
7
4
Pasta atum
2
5
5
Pasta sardinha
3
2
4
Slide 146
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Questões:
1. Qual o plano ótimo de produção?
2. Surge a possibilidade de aumentar o tempo de funcionamento da linha de
empacotamento da fábrica 1. Esta medida a ser tomada incorre num custo
adicional de 4 euros por hora adicional. Será vantajoso para a empresa tomar
esta decisão? Justifique.
3. A empresa pode transferir um trabalhador de uma fábrica para outra durante um
período de 5 dias. Aconselharia esta transferência? Em caso afirmativo diga
como deveria esta transferência ser feita. Justifique.
4. Se o custo de produção de um lote de conserva de atum na fábrica 2 passar a ser
de 7 euros há alguma alteração no plano ótimo de produção inicialmente
determinado para o próximo mês?
Slide 147
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Formulação
Um problema de planeamento de produção
Variáveis de decisão:
ýÿĀ Quantidade (em lotes) de conserva de tipo i a produzir na fábrica j no
próximo mês
Ā ∈ 1,2,3
ÿ ∈ �㔴, þ
þÿĀ Quantidade (em kg) de pasta de tipo i a produzir na fábrica j no próximo
mês
Ā ∈ 1,2,3
ÿ ∈ �㔴, þ
Função objetivo:
Min
Fábrica 1
Fábrica 2
Fábrica 3
Conserva atum
5
5
4
Conserva sardinha
3
7
4
Pasta atum
2
5
5
Pasta sardinha
3
2
4
5ý�㔴1 + 5ý�㔴2 + 4ý�㔴3 + 3ý�㕆1 + 7ý�㕆2 + 4ý�㕆3 + 2þ�㔴1 + 5þ�㔴2 + 5þ�㔴3 + 3þ�㕆1 + 2þ�㕆2 + 4þ�㕆3
Slide 148
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Formulação
Restrições:
As encomendas para o próximo mês são de 400 lotes de conserva de atum, 350
lotes de conserva de sardinha, 750 kg de pasta de atum e 650 kg de pasta de
sardinha.
ý�㔴1 + ý�㔴2 + ý�㔴3 = 400
ý�㕆1 + ý�㕆2 + ý�㕆3 = 350
þ�㔴1 + þ�㔴2 + þ�㔴3 = 750
As encomendas de cada
produto para o próximo mês
tem que ser satisfeita
þ�㕆1 + þ�㕆2 + þ�㕆3 = 650
Slide 149
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Formulação
Um problema de planeamento de produção
Restrições:
Fábrica 1
Fábrica 2
Fábrica 3
Conserva atum
3
2.5
4
Conserva sardinha
2
2
2
Pasta atum
1.5
1
2
Pasta sardinha
1
1
1
3ý�㔴1 + 2ý�㕆1 + 1.5þ�㔴1 + þ�㕆1 f 10 × 8 × 20 = 1600
2.5ý�㔴2 + 2ý�㕆2 + þ�㔴2 + þ�㕆2 f 8 × 8 × 20 = 1280
4ý�㔴3 + 2ý�㕆3 + 2þ�㔴3 + þ�㕆3 f 8 × 8 × 20 = 1280
O tempo (em horas)
necessário para
obter 1 lote de
conserva ou 1 kg de
pasta
A capacidade de processamento em cada fábrica não
pode ser excedida
Slide 150
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Formulação
Restrições:
Um problema de planeamento de produção
Fábrica 1
Fábrica 2
Fábrica 3
Conserva atum
0.5
0.75
0.4
Conserva sardinha
0.5
0.45
0.3
0.5ý�㔴1 + 0.5ý�㕆1 f 7 × 20 = 140
0.75ý�㔴2 + 0.45ý�㕆2 f 10 × 20 = 200
0.4ý�㔴3 + 0.3ý�㕆3 f 8 × 20 = 160
þ�㔴1 + þ�㕆1 f 350
ýÿĀ g 0
þÿĀ g 0
ÿ ∈ �㔴, þ
O tempo (em horas) necessário
para empacotar um lote de
conserva é dado de acordo
com a tabela seguinte:
A capacidade de empacotamento
em cada fábrica não pode ser
excedida
A produção de pasta de atum e de
sardinha na fábrica 1 está limitada
a 350 kg
Ā ∈ 1,2,3
Slide 151
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Resolução utilizando o Microsoft Excel
Planeamento de produção para o próximo mês
Fab 1
Fab 2
Linha de empacotamento
Fab 3
Conserva Atum
Conserva Sardinha
Pasta Atum
Pasta Sardinha
0
0
0
0
Tempos processamento
tempo proc
Fab 2
Fab 3
3
2
1,5
1
2,5
2
1
1
4
2
2
1
0
0
0
Fab 1
Nº trabalhadores
Nº horas
Nº dias
Total
400
350
750
650
10
8
20
1600
Fab 2
8
8
20
1280
Fab 3
Fab 2
Fab 3
Conserva Atum
Conserva Sardinha
0,5
0,5
0,75
0,45
0,4
0,3
Horas diarias
Total de horas
0
7
140
0
10
200
0
8
160
0
350
Cap prod pasta F1
Fab 1
Conserva Atum
Conserva Sardinha
Pasta Atum
Pasta Sardinha
Fab 1
Enc
Custos
Fab 1
Fab 2
Conserva Atum
Conserva Sardinha
Pasta Atum
Pasta Sardinha
5
3
2
3
Custo total
0
Fab 3
5
7
5
2
4
4
5
4
8
8
20
1280
Slide 152
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Resolução utilizando o Microsoft Excel
Planeamento de produção para o próximo mês
Fab 1
Conserva Atum
Conserva Sardinha
Pasta Atum
Pasta Sardinha
Fab 2
46
234
350
0
Linha de empacotamento
Fab 3
92
0
400
650
262
116
0
0
Tempos processamento
Fab 1
Conserva Atum
Conserva Sardinha
Pasta Atum
Pasta Sardinha
tempo proc
Fab 2
Fab 3
3
2
1,5
1
2,5
2
1
1
4
2
2
1
1131
1280
1280
Fab 1
Nº trabalhadores
Nº horas
Nº dias
Total
10
8
20
1600
Fab 2
8
8
20
1280
Fab 1
Enc
Fab 3
400
350
750
650
400
350
750
650
Fab 2
Fab 3
Conserva Atum
Conserva Sardinha
0,5
0,5
0,75
0,45
0,4
0,3
Horas diarias
Total de horas
140
7
140
69
10
200
139,6
8
160
Cap prod pasta F1
350
350
Custos
Fab 1
Conserva Atum
Conserva Sardinha
Pasta Atum
Pasta Sardinha
Custo total
Fab 2
5
3
2
3
Fab 3
5
7
5
2
4
4
5
4
6904
8
8
20
1280
Slide 153
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Resolução utilizando o Microsoft Excel
Planeamento de produção para o próximo mês
Fab 1
Conserva Atum
Conserva Sardinha
Pasta Atum
Pasta Sardinha
Fab 2
46
234
350
0
Fab 3
92
0
400
650
Enc
262
116
0
0
400
350
750
650
400
350
750
650
1. Qual o plano ótimo de produção?
O custo total de produção para o próximo mês é 6904 euros.
A produção em lotes (conservas) e em quilogramas (pastas) para o
mês de Abril em cada fábrica e de cada um dos produtos é:
Fábrica 1
Fábrica 2
Fábrica 3
Conserva atum
46
92
262
Conserva sardinha
234
0
116
Pasta atum
350
400
0
Pasta sardinha
0
650
0
Slide 154
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Target Cell (Min)
Cell
Name
$C$48 Custo total Fab 1
Original Value
0
Final Value
6904
Adjustable Cells
Cell
Name
$C$7 Conserva Atum Fab 1
$D$7 Conserva Atum Fab 2
$E$7 Conserva Atum Fab 3
$C$8 Conserva Sardinha Fab 1
$D$8 Conserva Sardinha Fab 2
$E$8 Conserva Sardinha Fab 3
$C$9 Pasta Atum Fab 1
$D$9 Pasta Atum Fab 2
$E$9 Pasta Atum Fab 3
$C$10 Pasta Sardinha Fab 1
$D$10 Pasta Sardinha Fab 2
$E$10 Pasta Sardinha Fab 3
Original Value
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Final Value
46
92
262
234
0
116
350
400
0
0
650
0
Constraints
Cell
Name
$F$7 Conserva Atum
$F$8 Conserva Sardinha
$F$9 Pasta Atum
$F$10 Pasta Sardinha
$C$21 tempo proc Fab 1
$D$21 tempo proc Fab 2
$E$21 tempo proc Fab 3
$C$35 Fab 1
$D$35 Fab 2
$E$35 Fab 3
$C$39 Cap prod pasta F1 Fab 1
Cell Value
Formula
400 $F$7=$G$7
350 $F$8=$G$8
750 $F$9=$G$9
650 $F$10=$G$10
1131 $C$21<=$C$27
1280 $D$21<=$D$27
1280 $E$21<=$E$27
140 $C$35<=$C$37
69 $D$35<=$D$37
139,6 $E$35<=$E$37
350 $C$39<=$D$39
Status
Slack
Not Binding
0
Not Binding
0
Not Binding
0
Not Binding
0
Not Binding
469
Binding
0
Binding
0
Binding
0
Not Binding
131
Not Binding
20,4
Binding
0
Slide 155
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
Relatório de
análise de
sensibilidade
Adjustable Cells
Cell
Name
$C$7 Conserva Atum Fab 1
$D$7 Conserva Atum Fab 2
$E$7 Conserva Atum Fab 3
$C$8 Conserva Sardinha Fab 1
$D$8 Conserva Sardinha Fab 2
$E$8 Conserva Sardinha Fab 3
$C$9 Pasta Atum Fab 1
$D$9 Pasta Atum Fab 2
$E$9 Pasta Atum Fab 3
$C$10 Pasta Sardinha Fab 1
$D$10 Pasta Sardinha Fab 2
$E$10 Pasta Sardinha Fab 3
Final Reduced Objective
Allowable
Allowable
Value
Cost
Coefficient
Increase
Decrease
46
0
5
6
1,5
92
0
5
3 2,000000001
262
0
4 1,333333334
17
234
0
3
1,5
6
0
3,4 7,000000001
1E+30
3,4
116
0
4
6
1,5
350
0
2
4
1E+30
400
0
5
0,8
4
0
0,8
5
1E+30
0,8
0
4
3
1E+30
4
650
0
2
1,8
1E+30
0
1,8
4
1E+30
1,8
Constraints
Cell
Name
$F$7 Conserva Atum
$F$8 Conserva Sardinha
$F$9 Pasta Atum
$F$10 Pasta Sardinha
$C$21 tempo proc Fab 1
$D$21 tempo proc Fab 2
$E$21 tempo proc Fab 3
$C$35 Fab 1
$D$35 Fab 2
$E$35 Fab 3
$C$39 Cap prod pasta F1 Fab 1
Final Shadow
Value
Price
400
8
350
6
750
6,2
650
3,2
1131
0
1280
-1,2
1280
-1
140
-6
69
0
139,6
0
350
-4,2
Constraint
R.H. Side
400
350
750
650
1600
1280
1280
140
200
160
350
Allowable
Increase
102
102
230
230
1E+30
57,5
92
23
1E+30
1E+30
57,5
Allowable
Decrease
23
46
57,5
57,5
469
230
468
51
131
20,4
230
Slide 156
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
2. Programação Matemática
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
2. Surge a possibilidade de aumentar o tempo de funcionamento da linha de
empacotamento da fábrica 1. Esta medida a ser tomada incorre num custo
adicional de 4 euros por hora adicional. Será vantajoso para a empresa tomar
esta decisão? Justifique.
Constraints
Cell
Name
$F$7 Conserva Atum
$F$8 Conserva Sardinha
$F$9 Pasta Atum
$F$10 Pasta Sardinha
$C$21 tempo proc Fab 1
$D$21 tempo proc Fab 2
$E$21 tempo proc Fab 3
$C$35 Fab 1
$D$35 Fab 2
$E$35 Fab 3
$C$39 Cap prod pasta F1 Fab 1
Final Shadow
Value
Price
400
8
350
6
750
6,2
650
3,2
1131
0
1280
-1,2
1280
-1
140
-6
69
0
139,6
0
350
-4,2
Constraint
R.H. Side
400
350
750
650
1600
1280
1280
140
200
160
350
Allowable
Increase
102
102
230
230
1E+30
57,5
92
23
1E+30
1E+30
57,5
Allowable
Decrease
23
46
57,5
57,5
469
230
468
51
131
20,4
230
Restrição relativa ao
empacotamento na fábrica 1.
Slide 157
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
2. Surge a possibilidade de aumentar o tempo de funcionamento da linha de
empacotamento da fábrica 1. Esta medida a ser tomada incorre num custo
adicional de 4 euros por hora adicional. Será vantajoso para a empresa tomar
esta decisão? Justifique.
Valor marginal da restrição relativa ao empacotamento na fábrica 1: -6
Isto significa que mais uma hora naquela linha na fábrica 1 conduz a um decréscimo de 6 euros
no custo total de produção. Como a tomada desta medida tem um custo adicional de 4 euros, na
realidade o decréscimo do custo total será de apenas 6 – 4 = 2 euros.
Os valores marginais mantêm-se inalterados desde que não se exceda um número adicional de
23 horas, isto é, desde que não se excedam nesta linha e nesta fábrica as 140 + 23 = 163 horas
no próximo mês.
Assim, compensa tomar esta decisão porque representa um decréscimo de
2 x 23 = 46 euros no custo total de produção no próximo mês.
Slide 158
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
3. A empresa pode transferir um trabalhador de uma fábrica para outra durante um
período de 5 dias. Aconselharia esta transferência? Em caso afirmativo diga
como deveria esta transferência ser feita. Justifique.
Constraints
Final Shadow Constraint Allowable
Allowable
Cell
Name
Value Price
R.H. Side
Increase
Decrease
$F$7 Conserva Atum
400
8
400
102
23
$F$8 Conserva Sardinha
350
6
350
102
46
$F$9 Pasta Atum
750
6,2
750
230
57,5
$F$10 Pasta Sardinha
650
3,2
650
230
57,5
$C$21 tempo proc Fab 1
1131
0
1600
1E+30
469
$D$21 tempo proc Fab 2
1280
-1,2
1280
57,5
230
$E$21 tempo proc Fab 3
1280
-1
1280
92
468
$C$35 Fab 1
140
-6
140
23
51
$D$35 Fab 2
69
0
200
1E+30
131
$E$35 Fab 3
139,6
0
160
1E+30
20,4
$C$39 Cap prod pasta F1 Fab 1
350
-4,2
350
57,5
230
Restrições relativas
ao número total de
horas de trabalho em
cada fábrica.
Slide 159
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
3. A empresa pode transferir um trabalhador de uma fábrica para outra durante um
período de 5 dias. Aconselharia esta transferência? Em caso afirmativo diga
como deveria esta transferência ser feita. Justifique.
Enquanto que nas fábricas 2 e 3 todas as horas de trabalho são utilizadas, na fábrica 1,
sobram 1600-1131= 469 horas. Assim, só faz sentido transferir um trabalhador da fábrica 1.
Um trabalhador transferido durante 5 dias para uma outra fábrica representa um decréscimo de
5 x 8 =40 horas nessa fábrica e um acréscimo de 40 horas na fábrica para onde é transferido.
Valor marginal da restrição relativa à fábrica 2 : -1.2
é possível aumentar até 57,5 h > 40 h
Valor marginal da restrição relativa à fábrica 3: -1.0
é possível aumentar até 92 h > 40 h
Logo, deve fazer-se a transferência da fábrica 1 para a fábrica 2. Haverá um decréscimo no
custo total de 1.2 x 40 = 48 euros.
Slide 160
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
4. Se o custo de produção de um lote de conserva de atum na fábrica 2 passar a ser
de 7 euros há alguma alteração no plano ótimo de produção inicialmente
determinado para o próximo mês?
Adjustable Cells
Cell
Name
$C$7 Conserva Atum Fab 1
$D$7 Conserva Atum Fab 2
$E$7 Conserva Atum Fab 3
$C$8 Conserva Sardinha Fab 1
$D$8 Conserva Sardinha Fab 2
$E$8 Conserva Sardinha Fab 3
$C$9 Pasta Atum Fab 1
$D$9 Pasta Atum Fab 2
$E$9 Pasta Atum Fab 3
$C$10 Pasta Sardinha Fab 1
$D$10 Pasta Sardinha Fab 2
$E$10 Pasta Sardinha Fab 3
Final Reduced Objective
Allowable
Allowable
Value
Cost
Coefficient
Increase
Decrease
46
0
5
6
1,5
92
0
5
3 2,000000001
262
0
4 1,333333334
17
234
0
3
1,5
6
0
3,4 7,000000001
1E+30
3,4
116
0
4
6
1,5
350
0
2
4
1E+30
400
0
5
0,8
4
0
0,8
5
1E+30
0,8
0
4
3
1E+30
4
650
0
2
1,8
1E+30
0
1,8
4
1E+30
1,8
Slide 161
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
2. Programação Matemática
Programação Linear – Exemplos de aplicação
Um problema de planeamento de produção
4. Se o custo de produção de um lote de conserva de atum na fábrica 2 passar a ser
de 7 euros há alguma alteração no plano ótimo de produção inicialmente
determinado para o próximo mês?
O planeamento de produção obtido para o próximo mês mantém-se ótimo para custos de
produção de cada lote de conserva de atum na fábrica 2 entre 5 - 2 = 3 euros e 5 + 3 = 8 euros.
Se o custo passar a ser de 7 euros ( < 8 euros ) em vez de 5 euros o plano de produção para o
próximo mês mantem-se.
O custo total de produção passará a ser
6904 + 2 x 92 = 7088 euros
(7-5)
Slide 162
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programa
1. Introdução
2. Programação Matemática
3. Problemas em Grafos
4. Planeamento de projetos
5. Problemas de afetação
6. Gestão de stocks
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Em Investigação Operacional é frequente recorrer-se a uma rede para
modelar e/ou resolver um problema
▪
▪
▪
▪
▪
Problemas de planeamento de produção;
Problemas de distribuição;
Gestão de recursos humanos;
Aplicações financeiras;
…
Um pouco de história…
1736
As pontes de Königsberg
(Leonard Euler)
1859
Uma volta ao mundo…
(William Rowan Hamilton)
Slide 2
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
As pontes de Königsberg…
Königsberg é uma localidade alemã
banhada pelo rio Pregel.
Numa certa zona existem duas
pequenas ilhas (a e d) que estão
ligadas entre si e a terra através de
sete pontes.
As pessoas falavam frequentemente
sobre a possibilidade de um indivíduo
fazer um percurso que, partindo de um
determinado ponto, atravessasse cada
ponte uma e uma só vez regressando
ao ponto de partida…
Slide 3
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
As pontes de Königsberg…
Königsberg (Kaliningrado)
Localização de Kaliningrado
Slide 4
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
As pontes de Königsberg…
Königsberg em 1736...
Slide 5
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
As pontes de Königsberg…
Königsberg em 1736...
Slide 6
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
As pontes de Königsberg…
Kaliningrado reconstruída após a Segunda Guerra Mundial...
Slide 7
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UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
As pontes de Königsberg…
Ninguém conseguia demonstrar que tal não era possível
mas também ninguém encontrava uma forma de o fazer!
Representa o problema numa rede…
Euler
Cada zona em terra
Uma letra
Cada ponte
Uma linha
a
c
a
b
d
b
c
d
b
c
Slide 8
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
O problema de Hamilton (The icosian game)
Imaginem-se 20 cidades do nosso planeta
dispostas segundo os vértices de um dodecaedro
Pretende-se
visitar
cada
cidade
exatamente uma vez e regressar à
cidade de partida.
As ligações possíveis são as que
correspondem às arestas do dodecaedro.
Será possível estabelecer um percurso
com estas características?...
*Poliedro regular com 20 vértices e doze faces pentagonais.
Slide 9
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Definição
➢ Chama-se grafo orientado a um par ordenado G = (X,A) em que X é um
conjunto finito e A é um subconjunto de X2 (ou seja, A ý X2);
➢ Os elementos de X designam-se por vértices ou nodos do grafo;
➢ Os elementos de A designam-se por arcos do grafo.
➢ Para cada arco a=(i,j) þA, i designa-se por vértice inicial de a e j por
vértice final ou terminal de a. Se i=j, a diz-se um lacete.
vértice inicial
ÿ
arco
Ā
vértice final ou terminal
Slide 10
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de grafos
Rede de Metro de Lisboa
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplos de grafos
Redes Sociais
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Exemplo
2
a2
a5
a3
4
a1
�㕋 = {1,2,3,4}
1
a4
a6
3
�㔴 = {þ1, þ2, þ3, þ4, þ5, þ6} = {(1,2), (2,1), (2,3), (3,1), (3,3), (3,4)}
þ5 é um lacete
Um grafo admite múltiplas representações…
3
a6
4
a3
a5
a4
2
a2
a1
1
Slide 13
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Definição
Seja G = (X,A) um grafo orientado e seja (i,j)þA
➢ O vértice j diz-se sucessor do vértice i;
➢ O vértice i diz-se antecessor do vértice j;
ÿ
Ā
➢ (i)={j þX:(i,j) þA} é o conjunto dos sucessores de i;
+
➢ -(i)={j þX:(j,i) þA} é o conjunto dos antecessores de i;
➢ O número de arcos cujo nodo inicial é o vértice i designa-se por grau
externo do vértice i e representa-se por d+(i);
➢ O número de arcos cujo nodo terminal é o vértice i designa-se por grau
interno do vértice i e representa-se por d-(i).
Slide 14
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Exemplo
2
a2
a5
a3
4
a1
1
a4
3
a6
+(1) = {2}
+(2) = {1,3}
+
(3) = {1,3,4}
+(4) = ö
d+(1) = 1
d+(2) = 2
d+(3) = 3
d+(4) = 0
d+(i)=6=|A|
-(1) = {2,3}
-(2) = {1}
-(3) = {2,3}
-(4) = {3}
d-(1) = 2
d (2) = 1
d-(3) = 2
d-(4) = 1
d-(i)=6=|A|
Slide 15
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo orientado. Tem-se
þ+ (ÿ) = þ 2 (ÿ) = �㔴
ÿ∈�㕋
Número de arcos de G
É preciso demonstrar?
þ+ (ÿ) = (ÿ, Ā): (ÿ, Ā) ∈ �㔴, Ā ∈ �㕋
= �㔴
þ2 (ÿ) = (ÿ, Ā): (Ā, ÿ) ∈ �㔴, Ā ∈ �㕋
= �㔴
ÿ∈�㕋
ÿ∈�㕋
ÿ∈�㕋
ÿ∈�㕋
ÿ∈�㕋
Slide 16
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Um grafo G=(X,A) pode ser visto como
uma relação binária definida em X.
Exemplo
X={2,3,4,5,6,7,8,9,10}
Relação binária
�㔴 = (ÿ, Ā): ÿℜĀ e ÿ, Ā ∈ �㕋
ÿℜĀ ⇔ ÿ divide Ā e ÿ b Ā
�㔴 = (2,4), (2,6), (2,8), (2,10), (3,6), (3,9), (4,8), (5,10)
2
6
3
9
8
10
5
7
4
Slide 17
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Definições e conceitos básicos…
Definição
➢ Chama-se grafo não orientado a um par ordenado G = (X,A) em que X é
um conjunto finito e A ý {{i,j}:i,jþX e i≠j};
➢ Os elementos de X designam-se por vértices ou nodos do grafo;
➢ Os elementos de A designam-se por arestas dos grafo;
➢ Para cada aresta a={i,j}þA, i e j designam-se por extremos de a.
extremo
extremo
j
i
aresta
Slide 18
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Exemplo
a3
1
a1
6
2
a2
a7
a5
3
4
5
a4
7
a6
X={1,2,3,4,5,6,7}
A={a1,a2,a3,a4,a5,a6,a7} ={{1,3},{1,4},{1,5},{2,4},{3,5},{4,5},{6,7}}
Slide 19
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Definições e conceitos básicos…
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado e seja {i,j}þA
➢ i e j dizem-se adjacentes;
➢ (i)={j þX:{i,j} þA} é o conjunto dos adjacentes de i;
➢ O número de adjacentes de i designa-se por grau do vértice i e
representa-se por d (i).
Slide 20
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Exemplo
a1
3
a3
1
2
a2
4
6
a5
a4
a6
a7
5
7
(1) = {3,4,5}
(2) = {4}
(3) = {1,5}
(4) = {1,2,5}
(5) = {1,3,4}
(6) = {7}
(7) = {6}
d(1) = 3
d(2) = 1
d(3) = 2
d(4) = 3
d(5) = 3
d(6) = 1
d(7) = 1
d(i)=14=2|A|
Slide 21
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo não orientado. Tem-se
þ(ÿ) = 2 �㔴
ÿ∈�㕋
É preciso demonstrar?
þ(ÿ) = Γ(ÿ) = {ÿ, Ā}: {ÿ, Ā} ∈ �㔴, Ā ∈ �㕋 = 2 �㔴
ÿ∈�㕋
ÿ∈�㕋
ÿ∈�㕋
Cada aresta {i,j}þA surge exatamente em dois
conjuntos: (i) e (j)
Slide 22
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Exemplo
Um grafo G=(X,A) pode ser visto como
uma relação binária definida em X.
X={2,3,4,5,6,7,8,9,10}
Relação binária
�㔴 = (ÿ, Ā): ÿℜĀ e ÿ, Ā ∈ �㕋
ÿℜĀ ⇔ ÿ e Ā ýão primos entre si
4
5
3
6
2
7
10
9
8
Slide 23
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo não orientado. Então G tem um número
par de vértices com grau ímpar
Exemplo
a1
3
a3
1
2
a2
4
a5
a4
5
d(1)=3
d(2)=1
d(4)=3
d(5)=3
d(3)=2
a6
Há 4 vértices com grau ímpar!
Slide 24
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Prova
Sejam
�㔼 + ÿ = ∅
�㔼 = ÿ ∈ �㕋: þ(ÿ) é ímpar
ÿ = ÿ ∈ �㕋: þ(ÿ) é par
�㔼 , ÿ = �㕋
Pela proposição 2 tem-se
2 �㔴 = þ(ÿ) = þ(ÿ) + þ(ÿ)
ÿ∈�㕋
ÿ∈�㕃
⇔
ÿ∈�㔼
þ(ÿ) = 2 �㔴 2 þ(ÿ)
ÿ∈�㔼
ÿ∈�㕃
Números pares
þ(ÿ)
é par!
ÿ∈�㔼
Para que a soma de números ímpares seja par é necessário que o número
de parcelas seja par. Então,
O número de vértices com grau
�㔼 é par
ímpar é par!
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Fonte: Revista Pública (2002-09-23)
Uma charada…
Estávamos 8 pessoas na sala
O Gilberto cumprimentou toda a gente!
A Isabel cumprimentou 6 pessoas e a Beta 5;
A Gui cumprimentou 4 e o Manuel 3
O Rogério cumprimentou duas pessoas e a Alcina apenas uma.
Quem é que eu cumprimentei?
Slide 26
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Definição
Seja G = (X,A) um grafo orientado
➢ Chama-se caminho no grafo a uma sequência de arcos em que o vértice
terminal de um coincide com o vértice inicial do seguinte;
➢ Chama-se circuito no grafo a um caminho em que o vértice terminal do
último arco coincide com o vértice inicial do primeiro arco.
Exemplo
2
a2
a5
a3
4
a1
1
a4
3
a6
Slide 27
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Definições e conceitos básicos…
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado
➢ Chama-se cadeia no grafo a uma sequência de arestas da forma
{{i1,i2}; {i2,i3};…;{ik-2,ik-1};{ik-1,ik}};
➢ Chama-se ciclo no grafo a uma sequência de arestas da forma
{{i1,i2}; {i2,i3};…;{ik-2,ik-1};{ik-1,ik}} em que ÿ1 = ÿā.
Exemplo
a1
3
a3
1
a2
4
a4
2
a6
a5
5
Slide 28
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Conexidade
Muitas vezes, é necessário verificar se a partir de um vértice de um grafo é
possível atingir outro vértice qualquer…
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado
G diz-se conexo se entre quaisquer dois vértices do grafo existe uma cadeia
que os une; Caso contrário diz-se desconexo.
Exemplo
Grafo conexo
Grafo desconexo
Slide 29
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Conexidade
Definição
Seja G = (X,A) um grafo orientado. Seja G’ o grafo não orientado que se
obtém de G pela remoção da orientação dos seus arcos (removendo
eventuais arestas duplicadas que surjam para algum par de vértices)
➢ G diz-se fortemente conexo se entre quaisquer dois vértices do grafo
existe pelo menos um caminho;
➢ G diz-se fracamente conexo se não for fortemente conexo mas G’ for
conexo;
➢ G diz-se desconexo se G’ for desconexo.
Exemplo
Grafo fortemente conexo
Grafo fracamente conexo
Grafo desconexo
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Um quebra-cabeças…para descontrair?!
Será possível, com um traço contínuo,
desenhar a figura sem passar duas
vezes sobre o mesmo segmento?
E se for necessário regressar ao ponto
de partida?
Slide 31
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos eulerianos
Problema
O grafo não orientado da figura, representa
um bairro de uma cidade. Os vértices
correspondem a cruzamentos e as arestas
correspondem a ruas.
Os valores junto às arestas representam os
comprimentos das ruas correspondentes.
3
2
1
1
4
2
5
2
3
3
5
4
Todas as ruas têm casas apenas de um lado.
Um carteiro tem que percorrer as ruas do bairro para fazer a entrega do correio.
?
Qual a distância mínima que o carteiro tem
que percorrer para garantir a entrega?
?
Slide 32
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos eulerianos
Limite inferior para essa distância: 20
3
2
O carteiro tem que percorrer
cada rua pelo menos uma vez
1
1
4
2
3
Soma dos valores associados a
todas as arestas
5
2
3
5
4
Em certos casos, este limite coincide com a distância mínima a percorrer…
Slide 33
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Definições e conceitos básicos…
Definição
Seja G = (X,A) um grafo
➢ Um caminho (circuito, cadeia, ciclo) diz-se elementar se não passa mais
do que uma vez por cada vértice;
➢ Um caminho ou circuito (cadeia ou ciclo) diz-se simples se não passa
mais do que uma vez pelo mesmo arco (aresta).
Exemplo
Caminhos (entre outros):
a1, a3, a6
{(3,3);(3,1);(1,2);(2,3);(3,4)}
2
a2
a5
a3
4
a1
1
a4
3
a6
(a3,a5,a4,a1,a2,a1,a3,a6)
Circuitos (entre outros):
a1, a3,a4
{(3,3)}
(a1,a2,a1,a3,a4)
Slide 34
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos eulerianos
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado.
➢ Uma cadeia em G diz-se euleriana se contiver todas as arestas de G uma
e uma só vez;(simples e contém todas as arestas de G)
➢ Um ciclo em G diz-se euleriano se contiver todas as arestas de G uma e
uma só vez; ;(simples e contém todas as arestas de G)
➢ G diz-se euleriano se contiver algum ciclo euleriano.
Exemplo
Ciclo euleriano:
3
1
2
5
{{3,2};{2,4};{4,3};{3,1};{1,4};{4,5};{5,3}}
O grafo é euleriano!
4
Slide 35
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3. Problemas em grafos
Grafos eulerianos
É possível caracterizar de forma simples um grafo euleriano
C
C
C
C
Proposição 4
Seja G=(X,A) um grafo não orientado conexo. G é euleriano se e
só se todos os vértices têm grau par (d(i) é par iþX).
Slide 36
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos eulerianos
Exemplo (problema do carteiro)
3
d(1)=2
d(2)=2
d(3)=4
d(4)=4
1
2
d(5)=2
5
4
Todos os vértices têm grau par
O grafo é euleriano
O carteiro pode percorrer todas as ruas sem repetir
nenhuma e saindo do bairro pelo ponto por onde entrou:
{{3,2};{2,4};{4,3};{3,1};{1,4};{4,5};{5,3}}
Slide 37
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos eulerianos
O problema de Euler
Exemplo
b
a
a
d
d
c
b
e
f
c
Há vértices com grau ímpar!
Problema das pontes de Königsberg:
Não existe qualquer percurso que utilize todas as pontes sem repetir nenhuma!
Slide 38
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Mais um quebra-cabeças…
?
Será possível, com uma linha contínua, cruzar todos
os segmentos que compõem a figura, sem cruzar
duas vezes o mesmo segmento e fechando a linha?
?
Slide 39
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Modelo adequado…
A linha fechada corresponde a um ciclo euleriano neste grafo…
… que não existe!
Slide 40
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Grafos eulerianos
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo não orientado conexo. Existe uma cadeia euleriana
em G se e só se o número de vértices com grau ímpar é no máximo 2.
Observação
Se o número de vértices com grau ímpar for 2 a cadeia tem que começar
num desses vértices para terminar no outro…
Exemplo
Será possível, com um traço contínuo, desenhar a figura
sem passar duas vezes sobre o mesmo segmento?
Resposta: Sim, mas temos que iniciar num dos vértices da base…
E se for necessário regressar ao ponto de partida?
Resposta: Não!
Slide 41
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Grafos eulerianos
Definição
Seja G = (X,A) um grafo orientado.
➢ Um caminho em G diz-se euleriano se contiver todos os arcos de G uma
e uma só vez; ;(simples e contém todos os arcos de G)
➢ Um circuito em G diz-se euleriano se contém todos os arcos de G uma e
uma só vez; ;(simples e contém todos os arcos de G)
➢ G diz-se euleriano se contiver algum circuito euleriano.
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo orientado. G é euleriano se e só se todos os
vértices têm grau interno igual ao grau externo (d+(i)=d-(i) iþX).
Slide 42
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos eulerianos
Exemplo
3
d+(1)=1
d-(1)=1
d+(2)=1
d-(2)=1
d+(3)=2
d-(3)=2
+
d (4)=2
1
-
d (4)=2
2
5
4
Todos os vértices têm grau interno igual ao grau externo
O grafo é euleriano!
Slide 43
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos hamiltonianos
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado conexo.
➢ Um ciclo em G diz-se hamiltoniano se contém todos os vértices de G uma
e uma só vez; (elementar e contém todos os vértices)
➢ G diz-se hamiltoniano se contiver algum ciclo hamiltoniano.
Exemplo
3
Ciclo hamiltoniano:
{{1,4};{4,5};{5,2};{2,3};{3,1}}
O grafo é hamiltoniano!
1
2
5
4
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos hamiltonianos
Definição
Seja G = (X,A) um grafo orientado conexo.
➢ Um circuito em G diz-se hamiltoniano se contém todos os vértices de G
uma e uma só vez;(elementar e contém todos vértices)
➢ G diz-se hamiltoniano se contiver algum circuito hamiltoniano.
Exemplo
3
Circuito hamiltoniano:
{(1,4);(4,5);(5,3);(3,2);(2,1)}
O grafo é hamiltoniano!
1
2
5
4
Slide 45
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Grafos hamiltonianos
Ao contrário do que acontece no caso de grafos eulerianos, não são
conhecidas condições que sejam ao mesmo tempo necessárias e suficientes
para um grafo ser hamiltoniano...
... Mas conhecem-se condições necessárias ou suficientes.
Proposição (Condição necessária para um grafo ser hamiltoniano)
Seja G=(X,A) um grafo não orientado hamiltoniano. Então G é
conexo.
Prova
Trivial!
Proposição (Condição necessária para um grafo ser hamiltoniano)
Seja G=(X,A) um grafo orientado hamiltoniano. Então G é fortemente
conexo.
Prova
Trivial!
Slide 46
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Grafos hamiltonianos
Exemplos
3
O circuito {(1,2);(2,3);(3,4);(4,5)(5,1)}
passa por todos os vértices uma só
vez.
Assim, o grafo é hamiltoniano logo é
fortemente conexo
1
2
4
5
3
O grafo é fortemente conexo…
…mas não é hamiltoniano
Existe um circuito que contém todos os
vértice mas não é elementar:
1
2
4
{(1,2);(2,3);(3,2);(2,4);(4,5) );(5,1)}
5
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
O problema de Hamilton…
Imaginem-se 20 cidades do nosso planeta
dispostas segundo os vértices de um dodecaedro
Pretende-se visitar cada cidade exatamente uma
vez e regressar à cidade de partida.
As ligações possíveis são as que correspondem às
arestas do dodecaedro.
Será possível estabelecer um percurso com estas
características?...
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algumas Aplicações : Coloração de Mapas
3
1
2
3
1
5
5
2
4
4
6
6
7
8
8
7
3
1
5
2
4
6
7
8
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algumas Aplicações
Coloração de Mapas
Em 1852 conjeturou-se que um mapa real ou
imaginário (grafo planar) pode ser sempre
colorido usando apenas 4 cores.
Em 1976 K. Appel e W. Haken provaram este
resultado fazendo uso do computador.
Consideraram 1200 casos criticos.
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algumas Aplicações
Grafo apresentado por Martin Gardner
Pode colorir-se com 4 cores distintas
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algumas Aplicações
Redes sociais da internet
Analisando as preferências dos amigos e os <likes= a páginas
usam teoria de grafos para publicitar mais eficientemente
certos produtos.
Lojas como a Amazon também usam teoria de grafos para
sugerirem aos seus clientes futuras compras.
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3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
São muitas as aplicações na área da IO cuja resolução passa por determinar
o caminho de menor ou maior valor entre dois vértices de um grafo orientado
Problema de caminho ótimo
Definição
Seja G = (X,A) um grafo orientado tal que a cada arco (i,j) está associado um
valor cij, que designaremos por comprimento (custo, valor, peso) do arco.
Seja C, um caminho entre dois vértices s e t pertencentes a X.
➢ À soma dos comprimentos de todos os arcos de C chama-se
comprimento do caminho C;
Slide 53
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3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
Definição (continuação)
➢ De entre todos os caminhos entre s e t, o que tem menor comprimento
designa-se por caminho mais curto entre s e t.
➢ De entre todos os caminhos entre s e t, o que tem maior comprimento
designa-se por caminho mais longo entre s e t.
Slide 54
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
3
Exemplo
6
2
1
Sejam s = 1 e t = 5
1
4
2
3
Caminhos entre 1 e 5 e respetivos valores:
5
1
4
{(1,2); (2,3); (3,5)}
comprimento = 9
{(1,2); (2,3); (3,4); (4,5)}
comprimento = 8
{(1,2); (2,4); (4,5)}
comprimento = 5
Caminho mais curto entre 1 e 5
{(1,2); (2,4); (4,5)}
Caminho mais longo entre 1 e 5
{(1,2); (2,3); (3,5)}
Slide 55
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Existirá sempre caminho mais curto entre dois vértices de um grafo?
Exemplo
3
3
1
5
1
8
3
5
2
2
6
5
3
4
Não existe caminho mais curto entre 1 e 5
porque não existe nenhum caminho de 1 para 5!
Slide 56
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Existirá sempre caminho mais curto entre dois vértices de um grafo?
Exemplo
3
3
(1,2) (2,3) (3,5)
14
(1,2) (2,3) (3,4) (4,2) (2,3) (3,5)
1
12 (=14-2)
5
1
8
-5
2
2
6
5
3
4
(1,2) (2,3) (3,4) (4,2) (2,3) (3,4) (4,2) (2,3) (3,5)
(1,2) (2,3) … (3,4) (4,2) (2,3)… (3,5)
n vezes
10 (=12-2)
14-2ôn
2∞
Entre o vértice 1 e 5 existe o circuito (2,3,4,2) com valor 1+2-5 =- 2 . Sempre que
se passa pelo circuito o valor do caminho tem um decréscimo de 2 unidades.
Não existe caminho porque o grafo tem um circuito de valor (custo) total negativo!
Slide 57
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3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
Existência de caminho mais curto entre dois vértices s e t num grafo orientado
➢ Tem que existir pelo menos um caminho entre s e t;
➢ Não pode existir qualquer circuito de valor negativo
em algum caminho entre s e t.
? Caminho mais curto entre dois vértices de um grafo orientado ?
Existem diversos algoritmos…
Slide 58
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3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
G=(X,A)
Grafo orientado
cij
Comprimento (custo, valor, peso) associado ao arco (i,j)þX
Objetivo
Determinar o caminho mais curto entre s e t (pertencentes a X)
Problema mais geral
Determinar o caminho mais curto entre o vértice s e todos os outros
Suposições (garantem que existe caminho mais curto entre o vértice s e todos os outros)
▪ Existe pelo menos um caminho entre o vértice s e todos os outros;
▪ O grafo não tem circuitos de valor negativo.
Slide 59
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
sþX
Vértice a partir do qual se pretende determinar os caminhos mais curtos
Notação
ü(j)
j þX
Comprimento do caminho mais curto entre o vértice s e o vértice j
Exemplo
ÿ(2) = 5
ü (1) = 0
(s=1)
5
2
2
ÿ(4) = 7
4
6
3
3
1
3
5
3
ÿ(3) = 3
8
5
(t=5)
ÿ(5) = 10
Slide 60
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo orientado e seja sþX. Admita-se ainda que
existe pelo menos um caminho entre s e todos os outros vértices.
Sendo ü(j) o comprimento do caminho mais curto entre s e j então,
➢ ü(j) ü(i) + cij iþX tal que (i,j)þA;
➢ Se ü(j) = ü(i) + cij então o arco (i,j) é o último arco num
caminho mais curto entre s e j.
Observação
ÿ(ÿ)
i
s
cij
ÿ(Ā)
j
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Se conhecermos os valores ü(j) podemos usar a parte 2 da proposição anterior
para 8recuperar9 os caminhos mais curtos entre s e todos os outros vértices…
Exemplo
ÿ(2) = 5
ü(5)=ü(4)+c45
(4,5) é o último arco num caminho
mais curto entre 1 e 5
ü(4)=ü(2)+c24
ü (1) = 0
2
5
3
3
3
5
(2,4) é o último arco num caminho
mais curto entre 1 e 4
ü(2)=ü(1)+c12
4
6
1
(s=1)
2
ÿ(4) = 7
3
ÿ(3) = 3
8
5
ÿ(5) = 10
(1,2) é o último arco num caminho
mais curto entre 1 e 2
Caminho mais curto entre 1 e 5
{(1,2),(2,4),(4,5)}
Comprimento: ü(5)=10.
Slide 62
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Determinação dos valores ü(j), jþX – comprimentos dos caminhos mais curtos
ÿ(ÿ)
entre s e todos os outros vértices
Observação
i
s
ÿ(ā)
k
ÿ(Ă)
l
cij
ckj
j
clj
ÿ Ā = ăÿĄ ÿ ÿ + ýÿĀ , ÿ ā + ýāĀ , ÿ Ă + ýĂĀ
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo orientado e seja sþX. Admita-se ainda que existe pelo
menos um caminho entre s e todos os outros vértices. ü(j) é o comprimento do
caminho mais curto entre s e j se e só se,
�㕀(Ā) = ÿ�㔢Ā �㕀(ÿ) + �㖄
ÿ∈�㕿: (ÿ,Ā)∈�㕨
ÿĀ
Slide 63
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Determinação dos valores ü(j), jþX – comprimentos dos caminhos mais curtos
entre s e todos os outros vértices
ALGORITMO
1. ü(s) 0;
2. Enquanto não se conhecer ü(j) para todo o jþX fazer
Considerar um qualquer vértice j tal que não se conhece ü(j) mas tal que já
se conhecem os valores de ü relativos a todos os seus antecessores. Fazer
ÿ(Ā) ←
min
ÿ∈�㕋: (ÿ,Ā)∈�㔴
ÿ(ÿ) + ýÿĀ
Observação Caso se pretenda determinar apenas o comprimento do caminho
mais curto entre s e um determinado vértice tþX, o algoritmo
termina quando se obtiver o valor de ü(t)
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Exemplo
ü(1)=0
ü(3)=min{ü(1)+3}=3
2
3+3}=5
4
6
3
3
1
ü(2) = min{ü(1)+5, ü(3)+3 } =
min{ 0 + 5,
5
(s=1)
2
3
5
3
8
5
ü(4) = min{ü(2)+2, ü(3)+5 } =
min{ 5 + 2, 3 + 5 } = 7
ü(5) = min{ü(2)+6, ü(3)+8, ü(4)+3 } =
min{ 5 + 6,
3 + 8,
7 + 3 } = 10
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
Definição
Seja G = (X,A) um grafo orientado tal que a cada arco (i,j) está associado
um valor cij, que designaremos por comprimento (custo, valor, peso) do
arco.
➢ De entre todos os caminhos entre s e t, o que tem maior comprimento
designa-se por caminho mais longo entre s e t.
Existência de caminho mais longo entre dois vértices s e t num grafo orientado
➢ Tem que existir pelo menos um caminho entre s e t;
➢ Não pode existir qualquer circuito de valor positivo em algum caminho
entre s e t.
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Exemplos
3
3
1
5
1
8
3
5
2
2
6
5
Não existe caminho entre 1 e 5
3
4
3
3
Existe um circuito de valor positivo
1
5
8
1
6
2
2
6
5
3
4
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
Determinação do caminho mais longo entre dois vértices de um grafo
orientado
➢ Algoritmo para determinação do caminho mais curto substituindo (cij)
por (–cij);
�㕴�㖂�㖙 �㖇 �㖙 ⇔ �㕴ÿ�㖏 2 �㖇 �㖙
➢ Adaptação de algoritmos para determinação do caminho mais curto…
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Exemplo (Substituindo (cij) por (-cij))
2
5
(s=1)
3
ü(2) = min{ü(1)-5, ü(3)-3 } =
min{ 0 - 5,
-3 - 3 } = -6
ü(4) = min{ü(2)-2, ü(3)-5 } =
ü(5) = min{ü(2)-6, ü(3)-8, ü(4)-3 } =
-3 - 8,
-8 - 3 } = -12
5
3
-2
2
5
8
4
-6
1
min{ -6 - 2, -3 - 5 } = -8
min{ -6 - 6,
-5
(s=1)
3
3
Caminho mais
longo entre 1 e 5?
ü(3)=min{ü(1)-3}=-3
4
6
1
ü(1)=0
2
-3
-3
-3
-5
3
-8
5
Caminho mais curto entre 1 e 5 com custos (–cij): {(1,3),(3,2),(2,5)}
Comprimento: ü(5)=-12
Caminho mais longo entre 1 e 5 com os custos originais: {(1,3),(3,2),(2,5)}
Comprimento: -ü(5)=12
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
Mas queremos mais!
Podemos adaptar algoritmo apresentado antes para determinar caminhos mais
longos
Suposições (garantem que existe caminho mais curto entre o vértice s e todos os outros)
▪ Existe pelo menos um caminho entre o vértice s e todos os outros;
▪ O grafo não tem circuitos.
sþX
Vértice a partir do qual se pretende determinar os caminhos mais longos
Notação
ý(j)
j þX
Comprimento do caminho mais longo entre o vértice s e o vértice j
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Exemplo
Ā(2) = 6
ý (1) = 0
(s=1)
5
2
2
Ā(4) = 8
4
6
3
3
1
3
5
3
Ā(3) = 3
8
5
Ā(5) = 12
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo orientado e seja sþX. Admita-se ainda que
existe pelo menos um caminho entre s e todos os outros vértices.
Sendo ý(j) o comprimento do caminho mais longo entre s e j então,
➢ ý(j) ó ý(i) + cij iþX tal que (i,j)þA;
➢ Se ý(j) = ý(i) + cij então o arco (i,j) é o último arco num
caminho mais longo entre s e j.
Observação
Ā(ÿ)
i
s
cij
Ā(Ā)
j
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Se conhecermos os valores ý(j) podemos usar a parte 2 da proposição anterior
para 8recuperar9 os caminhos mais longos entre s e todos os outros vértices…
Exemplo
Ā(2) = 6
ý(5)=ý(2)+c25
(2,5) é o último arco num caminho
mais longo entre 1 e 5
ý(2)=ý(3)+c23
ý (1) = 0
2
5
3
3
3
5
(3,2) é o último arco num caminho
mais longo entre 1 e 2
ý(3)=ý(1)+c13
4
6
1
(s=1)
2
Ā(4) = 8
3
Ā(3) = 3
8
5
Ā(5) = 12
(1,3) é o último arco num caminho
mais longo entre 1 e 3
Caminho mais longo entre 1 e 5
Comprimento: ý(5)=12.
{(1,3),(3,2),(2,5)}
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Determinação dos valores ý(j), jþX – comprimentos dos caminhos mais longos
entre s e todos os outros vértices
Ā(ÿ)
Observação
i
s
Ā(ā)
k
cij
Ā(Ā)
ckj
Ā(Ă)
l
j
clj
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo orientado e seja sþX. Admita-se ainda que existe pelo
menos um caminho entre s e todos os outros vértices. ý(j) é o comprimento do
caminho mais longo entre s e j se e só se,
Ā(Ā) =
max
ÿ∈�㕋: (ÿ,Ā)∈�㔴
Ā(ÿ) + ýÿĀ
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Determinação dos valores ý(j), jþX – comprimentos dos caminhos mais longos
entre s e todos os outros vértices
ALGORITMO
1. ý(s) 0;
2. Enquanto não se conhecer ý(j) para todo o jþX fazer
Considerar um qualquer vértice j tal que não se conhece ý(j) mas tal que já
se conhecem os valores de ý relativos a todos os seus antecessores. Fazer
Ā(Ā) ←
max
ÿ∈�㕋: (ÿ,Ā)∈�㔴
Ā(ÿ) + ýÿĀ
Observação Caso se pretenda determinar apenas o comprimento do caminho
mais longo entre s e um determinado vértice tþX, o algoritmo
termina quando se obtiver o valor de ý(t)
Slide 75
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Exemplo
ý(1)=0
ý(3)=max{ý(1)+3}=3
ý(2) = max{ý(1)+5, ý(3)+3 } =
max{ 0 + 5,
5
(s=1)
3+3}=6
ý(4) = max{ý(2)+2, ý(3)+5 } =
2
2
4
6
3
3
1
3
5
3
8
5
max{ 6 + 2, 3 + 5 } = 8
ý(5) = max{ý(2)+6, ý(3)+8, ý(4)+3 } =
max{ 6 + 6,
3 + 8,
8 + 3 } = 12
Caminho mais longo entre 1 e 5
{(1,3),(3,2),(2,5)}
Comprimento: ý(5) =12
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Aplicações relacionadas com a determinação do caminho mais curto
➢ Caminho mais rápido entre dois lugares num mapa tendo em conta
fatores como condições do tráfego, tipo de transporte (GPS, Google
maps, etc.)
➢ Envio de pacotes de dados de modo eficiente através da net.
➢ Determinar rotas de transporte eficiente de mercadorias entre vários
locais tendo em conta os custos de transporte e de entrega.
➢ Nas redes sociais determinar o caminho mais curto entre dois
indivíduos pode ser usado para medir a conectividade da rede.
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Caminhos ótimos
Um problema de substituição de equipamento
➢ Uma empresa que faz entregas ao domicílio pretende ter uma viatura
automóvel disponível durante os próximos dois anos.
➢ A empresa tem como opções unicamente dois modelos de viatura: A e B.
➢ Os custos de aquisição e operação / manutenção são diferentes.
➢ No fim do primeiro ano é possível trocar de viatura (ou por outra do mesmo
modelo ou por uma do outro modelo), obtendo-se uma receita proveniente da
venda.
➢ No fim dos dois anos a empresa venderá a viatura que tiver na altura.
Slide 78
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Um problema de substituição de equipamento
Custo de operação e
manutenção
Valor de venda
Preço de
aquisição
No 1º ano de
atividade
No 2º ano de
atividade
1 ano de
atividade
2 anos de
atividade
Modelo A
600
300
400
350
210
Modelo B
300
500
600
170
130
Questões:
1. Que viatura adquirir de início;
2. Deve trocar-se de viatura no fim do primeiro ano? Se sim, para que modelo?
Slide 79
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Custo de operação e
manutenção
Um problema de substituição de equipamento
Agora
Daqui a 1 ano
Valor de venda
Preço de
aquisição
No 1º ano de
atividade
No 2º ano de
atividade
1 ano de
atividade
2 anos de
atividade
Modelo A
600
300
400
350
210
Modelo B
300
500
600
170
130
Daqui a 2 anos
400
Usado A
com 2 anos
-210
Usado A
com 1 ano
-350+600+300
600+300
Usado A
com 1 ano
-350+300+500
-350
t
s
-170
-170+600+300
Usado B
com 1 ano
300+500
Usado B
com 1 ano
-130
-170+300+500
600
Usado B
com 2 anos
Slide 80
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Um problema de substituição de equipamento
Agora
Daqui a 1 ano
Daqui a 2 anos
400
Usado A
com 2 anos
-210
Usado A
com 1 ano
550
Usado A
com 1 ano
900
450
-350
t
s
-170
730
Usado B
com 1 ano
800
Usado B
com 1 ano
-130
630
600
Usado B
com 2 anos
Slide 81
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Um problema de substituição de equipamento
Um caminho entre s e t neste grafo corresponde a uma política de aquisição,
manutenção e venda das viaturas.
Valor (custo) de um caminho
400
Usado A
com 2 anos
-210
Usado A
com 1 ano
550
Usado A
com 1 ano
900
450
-350
t
s
-170
730
Usado B
com 1 ano
800
Usado B
com 1 ano
-130
630
600
Usado B
com 2 anos
Custo da política correspondente
Slide 82
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Um problema de substituição de equipamento
ü(1) = 0
ü(2) = min{ü(1)+900} = 900
400
4
-210
ü(3) = min{ü(1)+800} = 800
900
ü(4) = min{ü(2)+400} = 1300
ü(5) = min{ü(2)+550, ü(3)+730} =
min {900+550, 800 +730} = 1450
2
550
5
-350
450
1
-170
730
800
ü(6) = min{ü(2)+450, ü(3)+630} =
min {900+450, 800 +630} = 1350
8
6
3
630
600
-130
7
ü(7) = min{ü(3)+600} = 1400
ü(8) = min{ ü(4)-210, ü(5)-350, ü(6)-170, ü(7)-130} =
min{1300-210, 1450-350, 1350-170, 1400-130} = 1090
Caminho mais curto:
1
2
4
8
Valor: 1090
Slide 83
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Um problema de substituição de equipamento
400
Política ótima
Usado A
com 2 anos
-210
Usado A
com 1 ano
550
Usado A
com 1 ano
900
450
-350
t
s
-170
730
Usado B
com 1 ano
800
Usado B
com 1 ano
Comprar um carro de tipo A
no início e mantê-lo durante
os dois anos
-130
630
600
Custo desta política: 1090 unidades monetárias
Usado B
com 2 anos
Menor custo possível!
Slide 84
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
E mais uma charada (com <barba=...ou não?!)
Na margem de um rio está um pastor com um lobo, uma ovelha e um
molho de couves...
Existe um barco disponível para fazer a travessia do rio mas que é tão
pequeno que, para além do pastor, apenas pode levar um 8passageiro9.
O pastor pretende levar o lobo, a ovelha e o molho de couves para a outra
margem do rio mas sabe que, caso não esteja presente, o lobo não pode
ficar sozinho com a ovelha e esta não pode ficar sozinha com o molho de
couves...
Pretende-se saber de que forma o pastor deve fazer
a travessia minimizando o número de viagens
A novidade!
Slide 85
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
E mais uma charada (com <barba=...ou não?!)
Pastor
P
Ovelha
O
Lobo
L
Couves
C
Forma-se um grafo com os diferentes estados possíveis na margem de partida...
{L,O,C,P}
{L,O, P}
{O,C, P}
{L,C, P}
{O, P}
{L, C}
{O}
{L}
{C}
{}
Com a determinação de um caminho mais curto resolve-se o problema!...
Slide 86
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
O problema da mochila…
➢ Um campista tem uma mochila com uma capacidade máxima de 6 kg;
➢ O indivíduo tem um conjunto de objetos que gostaria de transportar na mochila;
➢ O valor que o indivíduo atribui a cada objeto e o respetivo peso são dados por:
Objeto
1
2
3
4
?
Valor
7.5
4
3
3.5
Peso (kg)
4
3
2
1
Que objetos deve o campista por na mochila de forma a maximizar o
valor total dos objetos escolhidos não excedendo a capacidade?
?
Slide 87
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
O problema da mochila…
O problema pode ser formulado como um problema de determinação do
caminho mais longo entre dois determinados vértices num grafo orientado…
▪ Vértices
i,b
Os objetos incluídos têm um peso total igual a b
Já foi tomada a decisão relativa à inclusão ou não dos objetos 1,…,i
▪ Arcos
i,b
Valor(i+1)
Estão associados às decisões de inclusão ou não dos objetos
i+1,b+peso(i+1)
• Corresponde à decisão de incluir o
objeto i+1;
• O valor do arco será o valor do
objeto.
i,b
0
i+1, b
• Corresponde à decisão de não
incluir o objeto i+1;
• O valor do arco será 0.
Slide 88
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Objeto
1
2
3
4
Valor
7.5
4
3
3.5
Início
Peso (kg)
4
3
2
1
O problema da mochila…
1,6
2,6
3,6
4,6
1,5
2,5
3,5
4,5
1,4
2,4
3,4
4,4
1,3
2,3
3,3
4,3
1,2
2,2
3,2
4,2
1,1
2,1
3,1
4,1
1,0
2,0
3,0
4,0
Fim
Alguns vértices não são necessários por não serem alcançáveis…
Slide 89
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
O problema da mochila…
Grafo com os vértices relevantes e com os pesos nos arcos
3,6
3
3,5
3
0
1,4
2,4
0
3,4
0
2,3
0
3.5
3.5
3.5
3,3
3.5
3,2
7.5
Objeto
1
2
3
4
0
4,5
4,4
0
4,3
0
Peso (kg)
4
3
2
1
Fim
0
0
0
0
0
0
4,2
0
4,1
3
Início
0
4,6
4
0
Valor
7.5
4
3
3.5
3.5
1,0
0
2,0
0
3,0
0
4,0
Slide 90
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
O problema da mochila…
Determinação do caminho mais longo
10.5
3,6
3
7
7.5
7.5
0
1,4
2,4
4
3,5
3
0
3,4
7.5
0
2,3
4
10.5
0
4,6
0
3.5
011 4,5
0
3.5
3.5
3,3
3.5
3 3,2
7.5
4
0 7.5
0
6.5
03
3.5
3
0
0
0
Início
0
1,0
0
0
2,0
0
3.5
3,0
11
0
4,4
4,3
Fim
0
0
0
0
4,2
0
4,1
0
4,0
Slide 91
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
O problema da mochila…
➢ Qualquer caminho entre 8Início9 e 8Fim9, define uma solução admissível para o
campista e vice-versa;
➢ O valor de um caminho desses é igual ao valor da solução admissível
correspondente;
➢ Determinar a solução ótima para o problema da mochila equivale a
determinar o caminho de maior valor – mais longo – entre 8Início9 e 8Fim9 no
grafo construído.
Caminho mais longo:
Início
7.5
1,4
0
2,4
0
3,4
3.5
4,5
0
Fim
A solução ótima corresponde a incluir os
objetos 1 e 4, com um valor total de 11!
Slide 92
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Caminhos ótimos
Exercício suplementar
Uma fábrica obteve estimativas, em toneladas, para a procura de
determinado produto para os próximos 4 meses. Os custos de produção
variam de mês para mês assim como a procura. Na tabela abaixo
apresentam-se os dados relativos aos custos e procuras
Mês
1
2
3
4
Procura (Toneladas)
100
110
120
110
Custos de produção (u.m.)
9
10
8
7
A empresa pode recorrer ao armazenamento do produto em causa de um
mês para o seguinte mas o armazenamento do produto pode ser no
máximo 1 mês. No princípio do mês 1 haverá um stock de 50 toneladas e
no final do mês 4 não deverão ficar toneladas em stock. O custo de
armazenamento é de 1 u.m. por mês e por tonelada. Não há limite à
capacidade de produção em cada mês. Existe um custo fixo de 500 u.m.
sempre que se inicia o processo produtivo. Determine a política de
produção que minimiza os custos totais.
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Grafos
Árvores de suporte
Aplicações
Redes de Telecomunicações
Redes de transportes
Redes de distribuição
Redes de Computadores
Slide 94
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
<Seervada Park=
Hillier & Lieberman - pp. 335
7
A
2
D
2
O
B
C
questão
3
1
T
1
5
4
5
4
E
7
4
Ao longo de que vias devem ser instalados cabos de fibra ótica,
de modo a assegurar a ligação entre qualquer par de estações,
e por forma a minimizar o total de Kms de cabo instalado?
Slide 95
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
<Seervada Park=
Hillier & Lieberman - pp. 335
7
A
2
D
2
O
B
3
1
C
T
1
5
4
5
4
E
7
4
Exemplo : os cabos instalados ao longo de OA, AD, DT, OB, BE e OC
asseguram a ligação entre qualquer par de estações com um
total de 18 Km.
Slide 96
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
<Seervada Park=
Hillier & Lieberman - pp. 335
7
A
2
D
2
O
B
1
C
resposta
T
1
5
4
5
4
3
E
7
4
Árvore de suporte de peso mínimo
os cabos instalados ao longo de OA, AB, BC, BE,
DE e DT asseguram a ligação entre qualquer par
de estações com um total de 14 Km.
Slide 97
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UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Definição: Uma árvore é um grafo conexo e sem ciclos
3
3
1
1
2
3
5
5
1
4
1
2
5
3
3
5
4
4
Este grafo não é uma árvore
Não é conexo
Este grafo não é uma
árvore Tem ciclos
3
1
2
3
5
5
2
3
4
Este grafo é uma árvore
É um grafo conexo e sem ciclos
Slide 98
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Definição: Seja G = (X,A) um grafo. Um grafo H = (Y,B) tal que Y = X e B ü A.
Designa-se de grafo parcial de G.
3
3
2
1
4
2
3
2
1
5
2
3
5
1
2
3
3
5
4
4
G = (X,A)
X = {1, 2, 3, 4, 5}
A = { {1,3}, {1,4}, {2,3}, {2,4}, {3,4}, {3,5},
{4,5}}
5
2
H = (X,B)
X = {1, 2, 3, 4, 5}
B= { {1,3}, {1,4}, {2,4}, {3,4}, {4,5}} ü
A
Grafo Parcial de G
Slide 99
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Definição: Seja G = (X,A) um grafo não orientado. Uma árvore de suporte em G
é um grafo parcial de G conexo e sem ciclos.
3
2
1
4
2
3
3
1
2
5
2
2
3
3
5
1
4
G = (X,A)
X = {1, 2, 3, 4, 5}
A = { {1,3}, {1,4}, {2,3}, {2,4}, {3,4}, {3,5},
{4,5}}
5
5
2
3
4
Não é árvore de suporte em G
Tem ciclos
Slide 100
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
3
3
2
1
1
4
2
3
5
1
5
2
5
3
4
2
G = (X,A)
X = {1, 2, 3, 4, 5}
A = { {1,3}, {1,4}, {2,3}, {2,4}, {3,4}, {3,5},
{4,5}}
5
2
3
4
É uma árvore mas não é de
suporte em G. {1,2} ÿ A
3
4
1
2
5
5
2
3
4
É uma árvore de suporte em G.
Slide 101
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo não orientado e T uma árvore de suporte em
G. Então, T tem |X|-1 arestas.
Observação
O recíproco do resultado anterior é falso ou seja, um grafo parcial
com |x|-1 arestas pode não ser uma árvore de suporte.
Exemplo
3
3
2
1
4
2
3
5
2
3
5
4
G = (X,A)
2
1
1
3
2
1
4
2
4
5
1
2
5
3
5
5
4
Árvore de suporte em G
Tem 4 arestas.
4
Grafo parcial de G com 4
arestas
Não é árvore de suporte.
Slide 102
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Árvores de suporte
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado tal que a cada aresta {i,j} está
associado um valor cij , que designaremos por comprimento (custo, valor,
peso) da aresta. Seja T, uma árvore de suporte em G.
À soma dos comprimentos de todas as arestas de T chama-se custo (peso,
comprimentos, duração,…) de T.
De entre todas as árvores de suporte em G, a que tem menor custo designa-se
por árvore de suporte de custo mínimo em G
De entre todas as árvores de suporte em G, a que tem maior valor designa-se
por árvore de suporte de valor máximo em G
Slide 103
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Como determinar a árvore de suporte de custo mínimo num grafo?
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado. Sejam X a e X tais que:
b
X a ø X b = X e Xa ÷ Xb = ö .
Um corte C é um conjunto de arestas com um extremo em X a e
outro em X b , isto é, C = i, j þ A : i þ X a , j þ X
. b .
Xa
C
Xb
Slide 104
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Definição
Seja G = (X,A) um grafo não orientado e T uma árvore de suporte em G.
Seja, {x,y} uma aresta pertencente a T. Chama-se corte induzido por
{x,y} ( [Sx , Sy] ) no grafo G, ao conjunto de arestas de G que têm
extremos nos dois subconjuntos de vértices, Sx e Sy, do grafo que
resulta de T pela remoção da aresta {x,y}.
3
3
2
1
4
2
3
5
2
1
5
2
4
3
G = (X,A)
X = {1, 2, 3, 4, 5}
A = { {1,3}, {1,4}, {2,3}, {2,4}, {3,4}, {3,5},
{4,5}}
1
1
4
2
5
5
4
Árvore de suporte em G
Slide 105
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Corte induzido pela aresta {1,3}
S3
1
1
4
3
2
3
2
1
4
2
5
Remoção da aresta {1,3}
5
1
5
5
4
4
S1
3
2
1
4
2
3
5
S1 = {1, 4}
S3 = {2, 3, 5}
1
5
2
4
3
Corte induzido por {1,3}, isto é, [S1, S3]
[S1, S3] = { {1,3}, {2,4}, {3,4}, {4,5},}
G = (X,A)
Slide 106
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Corte induzido pela aresta {1,4}
S1
1
1
1
4
2
5
2
4
S4
3
1
2
3
5
5
2
4
3
4
S1 = {1, 2,3,5}
S4 = {4}
1
4
5
Remoção da aresta {1,4}
5
2
1
4
3
2
3
2
Corte induzido por {1,4}, isto é, [S1, S4]
[S1, S4] = { {1,4}, {2,4}, {3,4}, {4,5}}
G = (X,A)
Slide 107
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Corte induzido pela aresta {2,3}
S3
3
2
1
3
2
1
5
1
1
4
2
5
Remoção da aresta {2,3}
5
4
2
5
S2
4
3
2
1
4
2
3
5
S2= {2}
S3 = {1,3,4,5}
1
5
2
4
3
Corte induzido por {2,3}, isto é, [S2, S3]
[S2, S3] = { {2,4}, {2,3}}
G = (X,A)
Slide 108
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Corte induzido pela aresta {3,5}
S3
3
2
4
3
2
1
1
2
1
4
2
5
Remoção da aresta {3,5}
5
S5
5
4
5
4
3
2
1
1
4
2
3
5
S3= {1,2,3,4}
S5 = {5}
5
2
4
3
Corte induzido por {3,5}, isto é, [S3, S5]
[S3, S5] = { {3,5}, {4,5}}
G = (X,A)
Slide 109
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Observação
A troca de uma aresta {x,y} de uma árvore de suporte por uma
outra aresta do corte induzido por {x,y} permite obter uma outra
árvore de suporte.
Exemplo
3
2
1
[S3, S5] = { {3,5}, {4,5}}
1
4
2
5
5
4
Custo = 2+5+4+1=12
Trocar a aresta {3,5} por outra do corte induzido
por esta aresta. Neste caso só podemos trocar
{3,5} por {4,5}
3
2
4
1
2
5
5
Custo = 2+5+4+3=14
4
3
Slide 110
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Exemplo
3
2
1
[S1, S4]
[S1, S4] = { {1,4}, {2,4}, {3,4}, {4,5}}
1
4
2
5
5
4
Custo = 2+5+4+1=12
Trocar a aresta {1,4} por outra do corte induzido
por esta aresta. Troquemos por exemplo {1,4} por
{3,4}
3
2
1
Custo = 2+4+2+1=9
1
4
2
2
5
4
Slide 111
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Árvores de suporte
Seja T uma árvore de suporte e [Sx,Sy] o corte induzido pela aresta {x,y}þT
Se nesse corte existir uma aresta, seja {a,b}, com custo menor do que o
custo da aresta {x,y} então, a árvore de suporte que se obtém de T
substituindo {x,y} por {a,b} tem custo mais baixo do que T.
Dada uma árvore de suporte em G, T , podemos obter árvores de menor
custo substituindo uma aresta {x,y}þT por outra aresta de menor custo
pertencente ao corte induzido por {x,y}.
O processo termina quando a árvore corrente não puder ser melhorada
através deste processo
Slide 112
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Exemplo
b
O grafo representa uma rede de estradas
que permite ligar 6 cidades: a, b, c, d, e e f
a
Junto a cada ligação apresenta-se a
distância entre as duas cidades que são
extremos da ligação.
18
25
8
12
10
e
c
20
15
14
d
5
20
f
Pretende-se instalar uma rede de cabos de fibra ótica de modo a garantir que
cada cidade consiga comunicar com qualquer outra. Para facilitar a
manutenção, qualquer linha telefónica deverá ser instalada ao longo de uma
estrada. O objetivo é determinar de acordo com estas restrições o menor
comprimento possível de cabo telefónico.
Slide 113
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
b
Árvores de suporte
18
25
a
Exemplo
8
b
18
a
Valor = 72
12
8
e
d
14
[Se,Sf] = {{a,b};{a,d};{e,d}; {e,f}}
20
f
[Se,Sf] \{e,f}= {{a,b};{a,d};{e,d}}
25 15 10
e
14
d
5
{e,f}: custo 20
c
12
10
c
20
15
20
f
A substituição de {e,f} por {e,d} conduz a uma árvore de valor mais baixo
b
18
8
a
Valor = 62
c
d
12
14
10
e
f
{b,c}: custo 18
[Sb,Sc] = {{b,c};{c,d};{d,f};{e,f}}
[Sb,Sc] \{b,c} = {{c,d};{d,f};{e,f}}
20 5 20
A substituição de {b,c} por {d,f} conduz a uma árvore de valor mais baixo
Slide 114
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
b
a
8
a
c
d
12
5
10
c
20
14
d
5
14
10
e
8
15
12
Valor = 49
18
25
b
e
20
f
f
Não há nenhum melhoramento possível: Em nenhum corte induzido por
alguma das arestas se consegue melhor
Proposição (Condição de otimalidade)
Seja G=(X,A) um grafo não orientado e T uma árvore de suporte de valor
mínimo em G. Então
{x, y} þ T , {k , l} þ[ S x , S y ]
cxy ckl
Slide 115
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
Árvores de suporte
Proposição
Seja G=(X,A) um grafo não orientado e T uma árvore de suporte em G.
T é ótima (de valor mínimo) se e só se satisfaz a condição de
otimalidade
É possível utilizar a condição de otimalidade para sugerir um algoritmo
que constrói desde o início uma árvore de suporte garantidamente ótima
Algoritmo de Prim
Em cada iteração, o algoritmo selecciona a aresta de custo mínimo que liga
um vértice já incluído na árvore com um vértice ainda isolado
Slide 116
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Árvores de suporte
Algoritmo de Prim
Notação
Seja G = (X, A) um grafo não orientado
X = x1 , x2 ,
, xn
cij
Valor/custo da aresta i, j
XT
conjunto de vértices já incluídos na solução
X \ X T conjunto de vértices ainda não incluídos na solução
AT
conjunto de arestas já incluídos na solução
CUSTO
custo da solução corrente
Slide 117
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Algoritmo de Prim
Árvore de suporte de custo mínimo
Passo 0: // Inicialização
X T x1 (começa-se por qualquer vértice do grafo)
AT ö
CUSTO 0
Passo 1: // Seleção da aresta de custo mínimo
Determinar o corte
é, o conjunto de arestas com um
X T , X \ X T isto
extremo em X
e outro em
T
Seleccionar a aresta de custo mínimo no corte
Seja
x1 , x2 a aresta seleccionada
X \ XT
XT , X \ XT
Slide 118
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Árvores de suporte
Algoritmo de Prim
Árvore de suporte de custo mínimo
Passo 2: // Atualização
Fazer
X T X T ø x2
AT AT ø x1 , x2
CUSTO CUSTO + c12
Se
X \ XT = ö
Caso contrário
Terminar. A árvore de suporte em G
de custo mínimo é T = ( X T , AT )
Voltar ao Passo 1.
Slide 119
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Determinar a árvore de suporte de custo mínimo neste grafo
usando o algoritmo de Prim
Exemplo
2
1
2
5
4
7
2
3
6
4
4
1
XT
7
1
3
CUSTO = 0
7
5
4
X T , X \ X T = 1, 2,3, 4,5, 6, 7 = 1, 2, 1,3, 1, 4
2
2
1
5
X T = 1 // Começar, por ex., pelo vértice 1.
AT = ö
6
4
7
5
3
X \ XT
Escolher a aresta
valor no corte
4
5
1, 2 que é a de menor
X T = 1, 2 AT = 1, 2 CUSTO = 0 + 2 = 2
X \ XT ö
Repete o passo 1
Slide 120
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3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte : Exemplo
2
2
4
7
XT
7
5
X \ XT
7
5
2
7
Repete o passo 1
X T , X \ X T = 1, 2, 4 , 3,5, 6, 7 =
= 1,3 , 3, 4 , 2, 6 , 4,5 , 4, 6
6
4
7
AT = 1, 2 , 2, 4 CUSTO = 2 + 2 = 4
X T = 1, 2, 4
3
3
5
4
que é a de
2
5
1
Escolher a aresta 2, 4
menor valor no corte
X \ XT
1
1
4
4
5
2
5
4
6
X T , X \ X T = 1, 2 , 3, 4,5, 6, 7 = 1,3, 1, 4, 2, 4, 2, 6
X \ XT ö
2
2
4 3
6
1
XT
3
1
2
7
2
4
1
7
3
4
que é a de menor valor
X T = 1, 2, 4,3 AT = 1, 2 , 2, 4 , 3, 4CUSTO = 5
Escolher a aresta 3, 4
no corte
X \ XT ö
Repete o passo 1
Slide 121
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
1
Exemplo
2
2
1
4
7
1
5
3
2
1
4
1
3
XT
5
1
1
3 5
7
7
4
3
4
4,5 que é a de menor valor no corte
X T = 1, 2, 4,3,5 AT = 1, 2 , 2, 4 , 3, 4 , 4,5
7
3
4
5
Escolher a aresta
6
2
5
6
= 2, 6 , 3,5 , 4,5 , 4, 6
CUSTO = 8
2
2
4
4
X T , X \ X T = 1, 2, 4,3, 5, 6, 7
7
X \ XT
XT
2
4 3
6
2
2
3. Problemas em grafos
7
X \ XT
X \ X T ö Repete o passo 1
X T , X \ X T = 1, 2, 4,3,5 , 6, 7
= 2, 6 , 4, 6 , 5, 6 , 5, 7
7
4
1
7
5, 6 que é a de menor valor no corte
X T = 1, 2, 4,3,5, 6 AT = 1, 2 , 2, 4 , 3, 4 , 4,5 , 5, 6
Escolher a aresta
CUSTO = 9
X \ X T ö Repete o passo 1
Slide 122
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Exemplo
2
2
1
4
5
4
4
1
6
5
1
3 5
7
7
4
7
1
3
1
5
X T , X \ X T = 1, 2, 4,3,5, 6, 7 = 6, 7, 5, 7
3
5
7
6, 7 que é a de menor valor no corte
X T = 1, 2, 4,3,5, 6, 7
AT = 1, 2 , 2, 4 , 3, 4 , 4,5 , 5, 6 , 6, 7
XT
2
2
4 3
X \ XT
6
2
1
2
7
2
Escolher a aresta
2
6
2
1
4
1
3
1
3
5
5
7
CUSTO = 14
X \ XT = ö
Termina
A árvore de suporte de custo
mínimo é T = ( X T , AT )
Slide 123
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Árvores de suporte
Algoritmo de Prim
Árvore de suporte de custo máximo
Passo 0: // Inicialização
X T x1 (começa-se por qualquer vértice do grafo)
AT ö
CUSTO 0
Passo 1: // Seleção da aresta de custo máximo
Determinar o corte
é, o conjunto de arestas com um
X T , X \ X T isto
extremo em X
e outro em
X \ XT
T
Seleccionar a aresta de custo máximo no corte X T , X \ X T
Seja
x1 , x2 a aresta seleccionada
Slide 124
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Árvores de suporte
Algoritmo de Prim
Árvore de suporte de custo máximo
Passo 2: // Atualização
Fazer
X T X T ø x2
AT AT ø x1 , x2
CUSTO CUSTO + c12
Se
X \ XT = ö
Caso contrário
Terminar. A árvore de suporte em G
de custo máximo é T = ( X T , AT )
Voltar ao Passo 1.
Slide 125
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
3. Problemas em grafos
Árvores de suporte
Exemplo
Determinar a árvore de suporte de custo máximo neste grafo
usando o algoritmo de Prim
a
e
41
28 c
d 3
13
14
17
5
35
X T = e // Começar, por ex., pelo vértice e.
AT = ö
CUSTO = 0
20
b
f
X T , X \ X T = e , a, b, c, d , f = a, e, e, d , e, f
41
a
e
c
b
d
X \ XT
XT
Escolher a aresta
valor no corte
3
a, e que é a de maior
14
X T = a, e AT = a, e CUSTO = 0 + 41 = 41
f
X \ XT ö
Repete o passo 1
Slide 126
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UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Problemas em grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
a
Árvores de suporte
28 c
Exemplo
a
35
b
35
b
e
28
41
c
35
3
14
17
5
20
f
14
a, b que é a de maior
AT = a, e , a, b
Escolher a aresta
valor no corte
X T = a, e, b
f
X \ XT
a
d 3
X T , X \ X T = a, e , b, c, d , f =
= a, c , a, b , d , e , e, f
d
c
13
b
XT
41
e
41
CUSTO = 76
X \ XT ö
Repete o passo 1
X T , X \ X T = a, e, b , c, d , f =
XT
e
28
5
3
14
20
a, c que é a de maior
X T = a, e, b, c AT = a, e , a, b , a, c
Escolher a aresta
valor no corte
d
X \ XT
= a, c , b, c , d , e , e, f , b, f
f
X \ XT ö
CUSTO = 104
Repete o passo 1
Slide 127
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
a
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
28c
Árvores de suporte
Exemplo
a
35
41
XT
28
c
e
d
X \ XT
35
a
XT
41
28
c
35
b
35
13
20
3
f
14
X \ XT ö
CUSTO = 124
Repete o passo 1
f
e
d
20
b
X T , X \ X T = a, e, b, c , d , f =
= c, d , b, f , d , e , e, f
Escolher a aresta
valor no corte
f
13
3
17
d , f
X T = a, e, b, f , c, d
CUSTO = 141
AT = a, e , a, b , b, f , a, c , d , f
X \ X T = ö Termina
17
b
20
X T , X \ X T = a, e, b, f , c, d = c, d , d , e, d , f
41
28
c
17 14
X \ XT
20
a
5
d 3
b, f que é a de maior
X T = a, e, b, c, f AT = a, e , a, b , a, c , b, f
e
d
13
Escolher a aresta
valor no corte
f
b
e
41
que é a de maior
A árvore de suporte de custo
máximo é T = ( X T , AT )
Slide 128
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programa
1. Introdução
2. Programação Matemática
3. Problemas em Grafos
4. Planeamento de projetos
5. Problemas de afetação
6. Gestão de stocks
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Planeamento de projetos que envolvem um grande número de atividades
Problema complexo especialmente se há uma
ordem específica para a execução das atividades
PERT (Project Evaluation and Review Technique)
CPM (Critical Path Method)
Métodos mais 8populares9 no tratamento deste tipo de problemas
➢ Foram desenvolvidos quase em simultâneo na década de 50
Slide 130
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Conceitos iniciais
Os métodos PERT e CPM permitem
➢ Planear o projeto antecipadamente e prever quais as atividades
suscetíveis de atrasar a conclusão do projeto;
➢ Realizar as várias atividades de acordo com a sequência pré-estabelecida
e controlar a sua realização de modo a garantir a conclusão do projeto o
mais cedo possível, isto é, em caso de atrasos, prever se estes podem ou
não implicar um atraso na conclusão do projeto global e, em caso
afirmativo, de quanto tempo.
Método PERT
Desenvolvido pela marinha Americana
(Programação do desenvolvimento dos mísseis Polaris)
Método CPM
Conjunto de técnicas algo semelhantes às do método PERT
Slide 131
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Conceitos iniciais
Aplicações dos métodos PERT e CPM
•
Construção de edifícios, pontes, autoestradas, linhas de caminho de ferro,
etc...;
•
Planeamento de operações de manutenção (plataformas petrolíferas,
navios, aviões, etc...);
•
Desenvolvimento de armamento ou de outro tipo de produtos tais como
aviões, barcos, computadores, etc...;
•
Projetos mais simples envolvendo um menor número de atividades tais
como a restauração de um edifício ou uma simples alteração de uma
casa.
Slide 132
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Conceitos iniciais
Exemplo (Remodelação de uma cozinha)
Um pequeno projeto consiste na remodelação de uma cozinha. As atividades
que têm que ser desenvolvidas são as seguintes:
A: Mudança da canalização da água
B: Mudança da canalização do gás
C: Montagem de um novo pavimento
D: Rebocar e pintar a parede
E: Reforço da instalação elétrica
F: Colocação de iluminação
G: Instalação de equipamento
Naturalmente, estas atividades devem ser realizadas por uma determinada
ordem, uma vez que o início de algumas delas depende da conclusão de
outras. De facto,
Slide 133
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Conceitos iniciais
A: Mudança da canalização da água
B: Mudança da canalização do gás
C: Montagem de um novo pavimento
D: Rebocar e pintar a parede
E: Reforço da instalação elétrica
F: Colocação de iluminação
G: Instalação de equipamento
Exemplo (continuação)
A deve preceder C e D
B deve preceder D
C deve preceder G
D deve preceder F e G
E deve preceder F
O tempo de duração de cada atividade é dado, em dias, por
A
B
C
D
E
F
G
3
2
1
4
1
1
3
O objetivo é determinar o prazo mínimo para a remodelação da cozinha.
Slide 134
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Conceitos iniciais
Definição
Quando, num projeto envolvendo várias atividades, existem atividades cujo
início depende da conclusão de outra ou de outras atividades, diz-se que
existe uma relação de precedência orientada entre as atividades.
Os métodos PERT e CPM permitem tratar problemas como o anterior
Representação do problema através de um grafo
Vamos considerar uma representação dos problemas através de um
grafo orientado em que as atividades são representadas pelos arcos
Slide 135
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Redes com atividades nos arcos – construção
1. Cada atividade do projeto é representada por um único arco;
2. Os vértices representam momentos específicos do tempo que se identificam
com o início ou fim de uma ou mais atividades;
3. A orientação dos arcos é utilizada para representar a sequência das
atividades a realizar: Se uma atividade precede outra, a segunda só pode ser
realizada depois da primeira estar terminada;
4. Sempre que necessário utilizam-se atividades fictícias – com duração nula –
de forma a evitar ambiguidades na rede;
5. Os vértices são numerados de forma que o vértice inicial de um arco tenha
sempre número inferior ao vértice final.
Slide 136
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Redes com atividades nos arcos – construção
Existem diversas formas de representar um projeto através de uma rede.
Aquela que se descreveu designa-se por precedência-orientada.
G=(X,A)
Projeto
Grafo orientado – rede de atividades
A
Atividades ou tarefas
(Conjunto de arcos)
X
(Conjunto de vértices)
Acontecimentos
(Início ou conclusão de atividades)
Slide 137
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
8Metodologia9 para construção de redes com atividades nos arcos
➢
➢
➢
➢
Associar um arco a cada atividade;
Utilizar atividades fictícias para estabelecer as precedências;
Simplificar a rede;
Numerar os vértices da rede.
Atividade T1
Atividade T2
T1
Se T1 precede T2
…
Atividade Tn
Atividade fictícia – duração 0
T2
T1
T2
Slide 138
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Simplificação / condensação da rede
➢ As atividades que não têm precedentes podem iniciar o projeto. Os
arcos correspondentes podem ter início no mesmo vértice, o qual
representará o início do projeto
T’
T’’
T’’’
Atividades sem
precedentes
T’
T’’
T’’’
Vértice que representa
o início do projeto
Slide 139
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Simplificação / condensação da rede
➢ As atividades que não precedem qualquer outra podem terminar o
projeto. Os arcos correspondentes podem convergir no mesmo
vértice, o qual representará o instante de conclusão do projeto
T’
T’’
T’’’
Atividades que não
precedem qualquer outra
T’
T’’
T’’’
Vértice que representa
a conclusão do projeto
Slide 140
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Simplificação / condensação da rede
➢ Se uma atividade fictícia é a única a convergir num vértice, pode ser
eliminada – juntam-se os vértices correspondentes
T’’’
T’’’
T’
T’
T’’
T’’
➢ Se uma atividade fictícia é a única a divergir de vértice, pode ser
eliminada – juntam-se os vértices correspondentes
T’
T’’
T’
T’’’
T’’’
T’’
Slide 141
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Numeração dos vértices
➢ Ao vértice inicial de um arco vamos atribuir um número inferior
ao do vértice final
Só vamos atribuir número a um vértice tal que todos os seus
antecessores já tenham sido numerados
3
1
1
2
1
2
4
Slide 142
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Exemplo (Planificação da remodelação da cozinha)
A: Mudança da canalização da água
B: Mudança da canalização do gás
C: Montagem de um novo pavimento
D: Rebocar e pintar a parede
E: Reforço da instalação elétrica
F: Colocação de iluminação
G: Instalação de equipamento
A deve preceder C e D
B deve preceder D
C deve preceder G
D deve preceder F e G
E deve preceder F
Equivalentemente
C tem como precedente A
D tem como precedentes A e B
F tem como precedentes D e E
G tem como precedentes C e D
Slide 143
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
A deve preceder C e D
B deve preceder D
C deve preceder G
D deve preceder F e G
E deve preceder F
Slide 144
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Exemplo (Continuação)
Atividades com que o projeto se pode iniciar
A, B, E
Atividades com que o projeto pode terminar
F, G
C
F
A
D
G
B
E
Slide 145
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
A deve preceder C e D
B deve preceder D
C deve preceder G
D deve preceder F e G
E deve preceder F
Exemplo (Continuação)
Introdução das precedências
C
G
A
D
F
B
E
Slide 146
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Exemplo (Continuação) Simplificação / condensação da rede
C
G
A
D
F
B
E
C
A
D
G
F
B
E
Slide 147
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Exemplo (Continuação) Simplificação / condensação da rede
C
A
G
D
F
B
E
C
A
G
D
F
B
E
Slide 148
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Exemplo (Continuação) Simplificação / condensação da rede
C
A
G
D
F
B
E
C
G
A
D
B
E
F
Slide 149
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Exemplo (Continuação) Simplificação / condensação da rede
C
G
A
D
B
E
F
C
A
G
B
D
E
F
Slide 150
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Redes com atividades nos arcos – construção
Exemplo (Continuação) Numeração dos vértices
2
C
5
A
1
G
B
3
D
7
4
E
F
6
Slide 151
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Generalidades
Definição
Num problema de planeamento de atividades designa-se por
acontecimento o momento que marca a conclusão de uma ou de
várias atividades ou, então, o início do projeto.
Observação
Quando se representa um projeto através de uma rede com as
atividades nos arcos tal como fizemos atrás, os acontecimentos
estão associados aos vértices.
Slide 152
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Generalidades
Exemplo (continuação)
2
C
5
A
1
O vértice 1 representa o início do projeto
G
B
3
D
7
4
E
F
6
O vértice 2 representa a conclusão da atividade A;
Também representa o início da atividade C
O vértice 3 representa a conclusão da atividade B (e A…);
Também representa o início da atividade D
…
O vértice 7 representa a conclusão das atividades
G e F – Conclusão do projeto
Slide 153
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Generalidades
Projeto
Rede de atividades
Grafo orientado G=(X,A)
|X|
n
tij
Tempo de duração da atividade (i,j)
(número de vértices)
? Prazo mínimo para a conclusão do projeto
?
O problema pode ser formulado em Programação Linear
Slide 154
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Generalidades
Variáveis de decisão:
þÿ
Data de realização do acontecimento associado ao vértice i
ÿ ∈ �㕋
Tendo em conta a forma como numerámos os vértices tem-se:
þ1
þ�㕛
þ�㕛 2 þ1
Data de início do projeto
Data de conclusão do projeto
Tempo utilizado na execução de todo o projeto
Slide 155
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Generalidades
Problema que consiste em determinar o prazo mínimo para a execução
do projeto:
Min
s. a:
þ�㕛 2 þ1
þĀ 2 þÿ g þÿĀ
þÿ g 0
(ÿ, Ā) ∈ �㔴
ÿ ∈ �㕋
O tempo disponível para realizar a
atividade (i,j) tem que ser pelo
menos igual ao tempo necessário
para executar a atividade
As datas de realização dos
vértices são não negativas
Este problema pode ser resolvido:
•
•
Utilizando uma técnica geral para problemas de Programação Linear
Por inspeção
Slide 156
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Generalidades
Resolução do problema anterior por inspeção
þ1 = 0
þ2 , þ3 , & þ�㕛
Escolhe-se o valor mais baixo possível
que garante a satisfação das restrições
Slide 157
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Generalidades
Exemplo (Planificação da remodelação da cozinha)
2
C
5
A
1
G
B
3
D
B
C
D
E
F
G
3
2
1
4
1
1
3
7
4
E
A
F
6
Slide 158
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Generalidades
Exemplo (Planificação da remodelação da cozinha)
2
C
5
A
1
G
B
3
D
7
4
E
F
6
Min
s. a:
þ7 2 þ1
þ2 2 þ1 g 3
þ3 2 þ1 g 2
þ5 2 þ2 g 1
þ4 2 þ3 g 4
þ6 2 þ1 g 1
þ7 2 þ6 g 1
þ3 2 þ2 g 0
þ5 2 þ4 g 0
þ6 2 þ4 g 0
þ7 2 þ5 g 3
þ3 2 þ2 g 0
þ5 2 þ4 g 0
þ6 2 þ4 g 0
þ1 , & , þ7 g 0
Slide 159
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Generalidades
Exemplo (continuação)
Min
s. a:
þ7 2 þ1
þ2 2 þ1 g 3
þ3 2 þ1 g 2
þ5 2 þ2 g 1
þ4 2 þ3 g 4
þ6 2 þ1 g 1
þ7 2 þ6 g 1
þ7 2 þ5 g 3
þ2 =?
þ3 =?
þ4 =?
þ5 =?
þ3 2 þ2 g 0
þ6 =?
þ6 2 þ4 g 0
þ7 =?
þ5 2 þ4 g 0
þ1 , & , þ7 g 0
þ1 = 0
þ1 = 0 ⇒ þ2 g 3
þ1 = 0 ⇒ þ3 g 2
þ2 = 3 ⇒ þ3 g 3
þ3 = 3 ⇒ þ4 g 7
þ2 = 3 ⇒ þ5 g 4
þ4 = 7 ⇒ þ5 g 7
þ2 = 3
þ3 = 3
þ4 = 7
þ5 = 7
þ1 = 0 ⇒ þ6 g 1
þ6 = 7
þ5 = 7 ⇒ þ7 g 10
þ7 = 10
þ4 = 7 ⇒ þ6 g 7
þ6 = 7 ⇒ þ7 g 8
Prazo mínimo para a
conclusão do projeto
Slide 160
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Generalidades
A análise anterior dá-nos alguma informação:
•
Indica-nos o prazo mínimo para a conclusão do projeto.
Contudo, esta abordagem pouco (ou nada) nos diz acerca das atividades:
•
Não sabemos se as atividades têm alguma margem de manobra
(dentro do prazo mínimo para a execução do projeto)
•
Não temos uma identificação das atividades cuja execução deveremos
controlar com mais atenção por serem atividades em cujo um atraso
possa provocar um atraso em todo o projeto
O método CPM ajuda a colmatar estas lacunas!
Slide 161
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Planeamento de projetos - Caso de estudo
Um produtor de espetáculos fez um contrato com um grupo famoso de Rock
para atuar em Lisboa no próximo ano. Para a realização do concerto várias
tarefas têm que ser realizadas de modo a que tudo esteja pronto na data de
realização do concerto. Algumas das atividades que é necessário realizar assim
como as repetivas durações encontram-se indicadas na tabela abaixo (todas as
durações são em dias)
Atividade
A
B
C
D
E
F
G
H
I
Descrição
Verificar as condições da sala de espetáculos escolhida
Contratar engenheiros de som e de luz
Contratar grupo de abertura
Publicitar o espetáculo
Pôr bilhetes à venda
Preparar a sala em termos de som e luz
Preparar transporte e alojamento dos grupos
Ensaios de luz e som
Detalhes de última hora e ensaio
Precedências
⎯
⎯
A
C
A
A,B
C
F,G
H
Duração
4
3
4
3
5
6
4
5
2
Slide 162
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Definição
Seja G=(X,A) uma rede de atividades. A data mais cedo em que é
possível ocorrer o acontecimento a que corresponde o vértice jþX
designa-se por data mais cedo do vértice j e representa-se por Ej.
Rede de atividades com n vértices
G=(X,A)
j þX
Acontecimento 8conclusão de todas as tarefas cujos arcos
convergem em j9
Duração da atividade (i,j)þA
tij
El
l
Er
r
Es
s
tlj
Ej
trj
j
tsj
āĀ = max āÿ + þÿĀ
(ÿ,Ā)∈�㔴
O acontecimento j só se realiza
quando todas as tarefas que
convergem
em
j
estiverem
terminadas
Slide 163
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
En
Data mais cedo de conclusão do projeto
(conclusão de todas as atividades)
j þX
āĀ = max āÿ + þÿĀ
(ÿ,Ā)∈�㔴
Inicia-se fazendo E1 = 0
Equação recursiva
Exemplo (Continuação)
2
A
1
C
1
3
B
2
3
D
1
E
4
5
G
3
7
4
1
F
6
Slide 164
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
7
3
Exemplo (Continuação)
C
2
E1 = 0
A
E2 = max{E1+t12} = 3
0
E3 = max{E1+t13,E2+t23} = 3
1
E4 = max{E3+t34} = 7
E5 = max{E2+t25,E4+t45} = 7
1
3
3
B
2
3
D
1
E
4
G
3
4
7
7
1
10
F
6
E6 = max{E1+t16,E4+t46} = 7
E7 = max{E5+t57,E6+t67} = 10
5
7
10 dias é o prazo mínimo
para a conclusão de todo o projeto
Data mais cedo
Slide 165
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Equações recursivas que permitem encontrar os valores Ej
Equações recursivas que permitem encontrar o valor do
caminho mais longo entre 1 e j
Ej
En
= Comprimento do caminho mais longo entre 1 e j
= Comprimento do caminho mais longo entre 1 e n
(Prazo mínimo para a conclusão do projeto)
Slide 166
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Definição
Seja G=(X,A) uma rede de atividades. A data mais tarde em que é
possível ocorrer o acontecimento a que corresponde o vértice jþX de
forma a que todo o projeto fique concluído na data mais cedo (En)
designa-se por data mais tarde do vértice j e representa-se por Lj.
G=(X,A)
j þX
tij
Rede de atividades com n vértices
Acontecimento 8início de todas as tarefas cujos arcos
divergem de j9
Duração da atividade (i,j)þA
Slide 167
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Ll
l
tjl
Lj
tjr
j
tjs
Para não atrasar o projeto tem-se:
Lr
r
s
ĀĀ
tal que
e
Ls
e
ĀĀ +þĀĂ f ĀĂ
ĀĀ +þĀÿ f Āÿ
ĀĀ +þĀĀ f ĀĀ
Assim
ĀĀ = min Āÿ 2 þĀÿ
(Ā,ÿ)∈�㔴
O acontecimento j tem que ocorrer num prazo
tal que os acontecimentos que lhe sucedem
possam estar terminadas nos respetivos
prazos máximos
Slide 168
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
j þX
ĀĀ = min Āÿ 2 þĀÿ
(Ā,ÿ)∈�㔴
Inicia-se fazendo Ln = En
Equação recursiva
Exemplo (Continuação)
3
7
C
2
A
0
1
1
3
3
3
B
2
5
3
D
1
E
4
4
G
7
7
1
10
F
6
7
Slide 169
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
Exemplo (Continuação)
L7 = E7 = 10
L6 = min{L7-t67} = 9
0
L5 = min{L7-t57} = 7
0
L4 = min{L5-t45,L6-t46} = 7
L3 = min{L4-t34} = 3
1
3
7
3
7
C
2
A
3
1
2
3
D
1
E
4
G
3
3
3
B
5
4
7
L2 = min{L3-t23,L5-t25} = 3
6
L1 = min{L2-t12,L3-t13,L6-t16} = 0
9
10
7
7
1
10
F
7
Data mais tarde
Slide 170
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Definição
Seja G=(X,A) uma rede de atividades.
➢ Define-se como folga de um acontecimento e representa-se por
F, a diferença entre as datas mais tarde e mais cedo do
acontecimento. Concretamente, se o acontecimento estiver
associado ao vértice j, a sua folga é dada por ĂĀ = ĀĀ 2 āĀ ;
➢ Um acontecimento com folga nula diz-se um acontecimento
crítico.
Observação
A folga de um acontecimento (vértice) indica o atraso máximo com que é
possível atingir esse sem que todo o projeto se atrase
Slide 171
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
Exemplo (Continuação)
Vértice
Ej
Lj
Fj
1
2
3
4
5
6
7
0
3
3
7
7
7
10
0
3
3
7
7
9
10
0
0
0
0
0
2
0
Acontecimentos críticos
0
7
3
7
C
2
A
0
1
3
3
1
2
3
D
1
E
4
G
3
3
3
B
5
4
7
10
7
7
1
10
F
6
9
7
1 2 3 4 5 7
Slide 172
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Para cada atividade
De forma a controlar melhor a execução de um projeto pode-se determinar,
para cada atividade, um conjunto de valores que permitem perceber quais as
atividades cuja execução deve ser mais controlada de forma a que o projeto
possa estar concluído o mais cedo possível.
➢ Data mais cedo de início;
➢ Data mais tarde de início;
➢ Data mais cedo de conclusão;
➢ Data mais tarde de conclusão;
➢ Folga.
Todos estes valores são determinados de forma que o projeto termine o mais
cedo possível
Slide 173
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
G=(X,A)
Atividade (i,j)
Rede de atividades
Ei
i
tij
Lj
j
❑ Data mais cedo de início da atividade (i,j)
Ei
A atividade (i,j) só se pode iniciar depois de se dar o acontecimento a que
está associado o vértice i. A data mais cedo para isso acontecer é Ei.
❑ Data mais cedo de conclusão da atividade (i,j)
Ei+tij
A atividade (i,j) terminará o mais cedo possível se se iniciar o mais cedo
possível ou seja se se iniciar no instante Ei. Nesse caso, terminará no instante
Ei+tij.
Slide 174
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
Ei
i
tij
Lj
j
❑ Data mais tarde de conclusão da atividade (i,j)
Lj
A data mais tarde de conclusão da atividade (i,j) - de forma a que o projeto
termine o mais cedo possível - será a data mais tarde em que se pode dar o
acontecimento associado ao vértice j, ou seja Lj.
❑ Data mais tarde de início da atividade (i,j)
Lj-tij
A atividade (i,j) tem que estar terminada no máximo no instante Lj. Como ela
tem uma duração de tij, terá que se iniciar, no máximo, no instante Lj-tij.
Slide 175
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
Ei
❑ Folga da atividade (i,j)
tij
i
Lj-Ei-tij
Lj
j
Representa a margem de manobra da atividade (i,j). Obtém-se fazendo a
diferença entre as datas de início mais tarde e mais cedo ou entre datas de
conclusão mais tarde e mais cedo.
Ei+tij
Atividade (i,j)
Ei
Lj-tij
Lj
Atividade
Duração
Data mais
cedo de início
Data mais cedo
de conclusão
Data mais
tarde de início
Data mais tarde
de conclusão
Folga
(i,j)
tij
Ei
Ei+tij
Lj-tij
Lj
Lj-Ei-tij
Slide 176
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Definição
Seja G=(X,A) uma rede de atividades.
➢ Uma atividade com folga nula diz-se uma atividade crítica;
➢ Um caminho formado apenas por atividades críticas e que
tenha origem no vértice que representa o início do projeto e fim
no vértice que representa a conclusão do projeto diz-se um
caminho crítico.
Slide 177
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
3
7
7
3
Exemplo (Continuação)
0
0
1
3
A
B 2
E
C
2
3
3
3
1
D
4
1
5
G
7 3
4 7
1
6
10
10
7
F
9
7
Atividade
Duração
Data mais
cedo de início
Data mais cedo
de conclusão
Data mais
tarde de início
Data mais tarde
de conclusão
Folga
(i,j)
tij
Ei
Ei+tij
Lj-tij
Lj
Lj-Ei-tij
A (1,2)
3
0
3
0
3
0
B (1,3)
2
0
2
1
3
1
C (2,5)
1
3
4
6
7
3
D (3,4)
4
3
7
3
7
0
E (1,6)
1
0
1
8
9
8
F (6,7)
1
7
8
9
10
2
G (5,7)
3
7
10
7
10
0
Slide 178
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
Exemplo (Continuação)
0
Atividades críticas
7
3
7
C
2
A
0
1
3
3
1
2
3
D
1
E
A D G
4
G
3
3
3
B
5
4
7
10
7
7
1
10
F
6
9
Caminho crítico
{(1,2),(2,3),(3,4),(4,5),(5,7)}
7
Slide 179
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Proposição
Seja G = (X,A) uma rede de atividades com n vértices,
representando o vértice 1 o início do projeto e o vértice n a
conclusão.
➢ Qualquer caminho mais longo entre 1 e n é um caminho crítico;
➢ Se (i,j)þA for uma atividade crítica então o arco (i,j) pertence a
um caminho mais longo entre 1 e n.
Proposição
Seja G = (X,A) uma rede de atividades. Qualquer vértice envolvido
num caminho crítico é um vértice crítico.
Slide 180
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Slide 181
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
4. Planeamento de projetos
Método CPM
Observação
A determinação do(s) caminho(s) mais longo(s) entre os vértices inicial e
terminal de uma rede de atividades dá-nos:
➢ O prazo mínimo para a conclusão do projeto (comprimento do(s)
caminho(s) mais longo(s));
➢ Atividades críticas (todas as atividades cujo arco está num dos
caminhos mais longos encontrados);
➢ Vértices críticos (todos os vértices que estão em algum dos caminhos
mais longos encontrados).
Slide 182
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Método CPM
Exemplo (Continuação)
Determinar o caminho crítico é equivalente a determinar o caminho mais longo entre 1 e 7
E1 = 0
2
E2 = max{E1+t12} = 3
A
E3 = max{E1+t13,E2+t23} = 3
E4 = max{E3+t34} = 7
E5 = max{E2+t25,E4+t45} = 7
E6 = max{E1+t16,E4+t46} = 7
1
C
1
3
B
2
3
D
1
E
4
5
G
3
7
4
1
F
6
E7 = max{E5+t57,E6+t67} = 10
Slide 183
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo (Continuação)
Método CPM
Caminho mais longo entre 1 e 7
2
A
{{1,2},{2,3},{3,4},{4,5},{5,7}}
1
Comprimento = 10
C
1
3
B
2
3
D
1
E
4
5
G
3
7
4
1
F
6
Prazo mínimo para a
conclusão do projeto
Atividades críticas: A, D e G
Vértices críticos: 1, 2, 3, 4, 5 e 7
Se i é um vértice critico ĀĀ = āĀ
E1 = 0 E2 = 3 E3 = 3 E4 = 7 E5 = 7 E6 = 7 E7 = 10
L1 = 0 L2 = 3 L3= 3
L4= 7
L5= 7 L7 = 10
Assim
Só temos que calcular L6 = L7-1=9
Slide 184
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Cronogramas
Usando toda a informação relativa às atividades podemos construir um gráfico
Cronograma
Eixo das abcissas
Tempo
Eixo das ordenadas
Atividades
tij
Atividade (i,j) não crítica
Ei
Lj-tij
Ei+tij
Lj
tij
Atividade (i,j) crítica
Ei
tij
Lj
Slide 185
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Cronogramas
Cronograma (atividades com início na data mais cedo)
Atividade
Duração
Data mais
cedo de início
Data mais cedo
de conclusão
Data mais
tarde de início
Data mais tarde
de conclusão
Folga
A (1,2)
3
0
3
0
3
0
B (1,3)
2
0
2
1
3
1
C (2,5)
1
3
4
6
7
3
Atividades
G (5,7)
F (6,7)
E (1,6)
D (3,4)
C (2,5)
B (1,3)
A (1,2)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Tempo
Slide 186
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Cronograma (datas mais cedo com pessoal especializado)
Atividades
Técnico de eletrodomésticos
G
Eletricista
F
E
Eletricista
Pedreiro 2
D
Pedreiro 1
C
B
A
A: Mudança da canalização da água
B: Mudança da canalização do gás
C: Montagem de um novo pavimento
D: Rebocar e pintar a parede
E: Reforço da instalação elétrica
F: Colocação de iluminação
G: Instalação de equipamento
Canalizador 2
Canalizador 1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Tempo
Slide 187
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Análise feita até aqui
Predominância do fator tempo
Mas....
A execução de uma atividade acarreta custos
diretos
indiretos
• Aquisição de material
• Supervisão do projeto
• Aquisição de equipamento
• Overheads
• ...
• Mão-de-obra
• ...
Slide 188
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Versão original do método CPM
Igual importância é dada aos fatores
Tempo
Custo
Considera-se uma função para cada atividade que relaciona
• Custos diretos associados à atividade
• Duração da atividade
Dois pontos servem de referência
• Atividade executada em tempo 8normal9
Não se incorre em custos extraordinários (como por exemplo
trabalho extraordinário)
• Atividade executada no menor espaço de tempo possível
Nenhum custo é poupado para que se consiga acelerar a
execução da atividade
Slide 189
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Custo direto
da atividade
Custo acelerado
(no limite)
Acelerado
Normal
Custo normal
Duração acelerada
(no limite)
Duração
normal
Tempo de duração
da atividade
Slide 190
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Análise Tempo/custo
Frequentemente assume-se que
Todos os pontos intermédios que relacionam o tempo e o custo direto
de execução de uma atividade
•
são admissíveis
•
pertencem ao segmento que une os dois pontos de referência 8Normal9 e 8Acelerado9
Para cada atividade, as únicas estimativas que é necessário obter são
as que estão associadas aos dois pontos de referência
E a realidade?!
Slide 191
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Custo direto
da atividade
Custo acelerado
(no limite)
Acelerado
Normal
Custo normal
Duração acelerada
(no limite)
Duração
normal
Tempo de duração
da atividade
Slide 192
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Análise Tempo/custo
Novo objetivo na análise de um projeto:
Determinação do nível tempo/custo a que deve ser executada cada
atividade de forma a que seja possível completar o projeto dentro de
um prazo previamente estabelecido, minimizando o custo total (direto)
envolvido
Slide 193
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
G=(X,A)
Rede de atividades com n vértices
Vértice 1
Início do projeto
Vértice n
Conclusão do projeto
Notação adicional:
ĀÿĀ
Duração normal da atividade (i,j)þA;
ÿÿĀ
Custo de execução da atividade (i,j) )þA se executada em tempo normal;
ýÿĀ
Custo de execução da atividade (i,j)þA se executada de forma acelerada
(no limite);
þÿĀ
Duração acelerada (no limite) da atividade (i,j)þA;
Slide 194
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Custo direto
da atividade
Custo direto da
atividade (i,j) se a
sua duração for xij
ýÿĀ
Acelerado
Declive
ÿÿĀ
ÿÿĀ =
Normal
þÿĀ
xij
ĀÿĀ
ÿÿĀ 2 ýÿĀ
ĀÿĀ 2 þÿĀ
Tempo de duração
da atividade
Assume-se que ao reduzir a duração da atividade (i,j) o custo
direto da atividade varia segundo uma taxa igual a –Sij
Cij + (-Sij) (Dij-xij)
Slide 195
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
2
C
5
A
1
G
B
3
D
E
Consideremos a seguinte informação
adicional:
7
4
F
6
Atividade
Duração normal
Duração acelerada
(no limite)
Custo normal
Custo acelerado
(no limite)
A (1,2)
B (1,3)
C (2,5)
D (3,4)
E (1,6)
F (6,7)
G (5,7)
3
2
1
4
1
1
3
1
1
1
2
20
20
15
24
30
10
25
28
26
30
35
Slide 196
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
Atividade
Duração normal
Duração acelerada
(no limite)
Custo normal
Custo acelerado
(no limite)
aumento unitário do custo
= -Sij
A (1,2)
B (1,3)
C (2,5)
D (3,4)
E (1,6)
F (6,7)
G (5,7)
3
2
1
4
1
1
3
1
1
1
2
20
20
15
24
30
10
25
28
26
30
35
4
6
2
10
ÿ12 =
ÿ12 2 ý12 20 2 28
= 24
=
321
Ā12 2 þ12
ÿ34 =
ÿ34 2 ý34 24 2 30
= 22
=
421
Ā34 2 þ34
ÿ13 =
ÿ13 2 ý13 20 2 26
=
= 26
Ā13 2 þ13
221
ÿ57 =
ÿ57 2 ý57 25 2 35
= 210
=
322
Ā57 2 þ57
Slide 197
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Atividade
Duração normal
Duração acelerada
(no limite)
aumento unitário do custo
= -Sij
A (1,2)
B (1,3)
C (2,5)
D (3,4)
E (1,6)
F (6,7)
G (5,7)
3
2
1
4
1
1
3
1
1
1
2
4
6
2
10
2
C
5
A
1
Caminhos de 1 a 7
A-C-G
A-D-G
A-D-F
B-D-G
B-D-F
E-F
duração
7
10
8
9
7
2
duração
reduzindo D 3 dias
7
7
5
6
4
2
duração
reduzindo A 1 dia
6
6
4
6
4
2
custo adicional=3x2=6
custo adicional=4
G
B 3
D
7
4
E
F
6
Custo total = 20+20+15+24+30+10+25 + 6 +4 = 154
Slide 198
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Análise Tempo/custo
Para problemas reais de grande dimensão…
Novo objetivo na análise de um projeto:
Determinação do nível tempo/custo a que deve ser executada cada
atividade de forma a que seja possível completar o projeto dentro de
um prazo previamente estabelecido, minimizando o custo total (direto)
envolvido
Formulação em Programação Linear
Slide 199
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
G=(X,A)
Rede de atividades com n vértices
Notação:
ĀÿĀ
Vértice 1
Início do projeto
Vértice n
Conclusão do projeto
Duração normal da atividade (i,j)þA;
ÿÿĀ
Custo de execução da atividade (i,j) )þA se executada em tempo normal;
ýÿĀ
Custo de execução da atividade (i,j)þA se executada de forma acelerada
(no limite);
þÿĀ
Ā
Duração acelerada (no limite) da atividade (i,j)þA;
Limite imposto para a duração total do projeto
Variáveis de decisão
ýÿĀ
þÿ
Duração da atividade (i,j)þA
Data de realização do vértice iþX
Slide 200
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Custo direto
da atividade
ÿÿĀ
ýÿĀ
Ordenada na origem
Acelerado
ÿÿĀ 2 ÿÿĀ ĀÿĀ
ÿÿĀ =
Declive
ÿÿĀ
Normal
þÿĀ
ĀÿĀ
ÿÿĀ 2 ýÿĀ
ĀÿĀ 2 þÿĀ
Tempo de duração
da atividade
Slide 201
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Custo direto
da atividade
ÿÿĀ
ÿÿĀ + ÿÿĀ ýÿĀ
Acelerado
Declive
ÿÿĀ
Normal
ýÿĀ
Tempo de duração
da atividade
Custo direto da atividade (i,j) se a sua duração for xij
Slide 202
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Formulação em Programação Linear
Min
ÿÿĀ + ÿÿĀ ýÿĀ
(ÿ,Ā)∈�㔴
(Custo direto total)
ÿÿĀ
(ÿ,Ā)∈�㔴
+
Min
ÿÿĀ ýÿĀ
(ÿ,Ā)∈�㔴
s. a: þĀ 2 þÿ g ýÿĀ
þÿĀ f ýÿĀ f ĀÿĀ
þ�㕛 2 þ1 f Ā
ýÿĀ g 0
þÿ g 0
(ÿ, Ā) ∈ �㔴
(ÿ, Ā) ∈ �㔴
(ÿ, Ā) ∈ �㔴
ÿ ∈ �㕋
Slide 203
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
2
G
B
1
3
T=6
Atividade
Duração normal
Duração acelerada
(no limite)
Custo normal
Custo acelerado
(no limite)
A (1,2)
B (1,3)
C (2,5)
D (3,4)
E (1,6)
F (6,7)
G (5,7)
3
2
1
4
1
1
3
1
1
1
2
20
20
15
24
30
10
25
28
26
30
35
ÿ13 =
ÿ12 2 ý12 20 2 28
= 24
=
321
Ā12 2 þ12
ÿ13 2 ý13 20 2 26
= 26
=
221
Ā13 2 þ13
ÿ34 =
5
A
Consideremos a seguinte informação
adicional:
ÿ12 =
C
ÿ34 2 ý34 24 2 30
= 22
=
421
Ā34 2 þ34
D
7
4
E
F
6
ÿ57 =
ÿ57 2 ý57 25 2 35
= 210
=
322
Ā57 2 þ57
Slide 204
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
Min
s. a:
24ý12 2 6ý13 2 2ý34 2 10ý57
þ2 2 þ1 g ý12
1 f ý12 f 3
þ5 2 þ2 g 1
1 f ý34 f 4
þ3 2 þ1 g ý13
þ4 2 þ3 g ý34
1 f ý13 f 2
2 f ý57 f 3
þ6 2 þ1 g 1
þ7 f 6
þ7 2 þ5 g ý57
þ1 , & , þ7 g 0
þ7 2 þ6 g 1
þ3 2 þ2 g 0
2
C
5
A
1
G
B
3
D
7
4
E
F
6
ý12 , ý13 , ý34 , ý57 g 0
þ5 2 þ4 g 0
þ6 2 þ4 g 0
Slide 205
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
y1
0
y2
0
y3
0
y4
0
y5
0
y6
0
y7
0
OBJ
REST1
REST2
REST3
REST4
REST5
REST6
REST7
REST8
REST9
REST10
REST11
REST12
REST13
REST14
REST15
REST16
REST17
REST18
REST19
-1
-1
1
x12
0
-4
x13
0
-6
x34
0
-2
x57
0
-10
-1
1
-1
-1
1
-1
1
-1
-1
1
-1
-1
-1
Input do Solver Excel
1
1
-1
1
-1
-1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
RHS
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
1
1
0
1
1
1
2
3
2
4
3
6
Slide 206
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
Microsoft Excel 12.0 Relatório de respostas
Folha de cálculo: [activida.xlsx]Folha1
Relatório gerado: 29-04-2009 15:25:13
Célula de destino (Mín)
Célula Nome Valor original
$N$3
0
Células ajustáveis
Célula Nome Valor original
$C$2 y1
0
$D$2 y2
0
$E$2 y3
0
$F$2 y4
0
$G$2 y5
0
$H$2 y6
0
$I$2 y7
0
$J$2 x12
0
$K$2 x13
0
$L$2 x34
0
$M$2 x57
0
Output do
Solver Excel
Valor final
-52
Valor final
0
2
2
3
3
3
6
2
2
1
3
Slide 207
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
2
[1,3]
1
C
1
A
B
[1,2]
3
1
D
[1,4]
5
G
[2,3]
7
4
1
E
þ2 = 2
F
6
2
þ1 = 0
1
2
C
1
A
B
3
2 þ3 = 2
1
þ5 = 3
5
G
3
D
1
4
7
þ4 = 3
1
E
þ7 = 6
F
6
þ6 = 5
Slide 208
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Análise Tempo/custo
Exemplo (Problema da remodelação da cozinha)
þ2 = 2
2
þ1 = 0
1
2
C
1
A
B
3
2 þ3 = 2
1
þ5 = 3
5
G
3
D
1
4
E
7
þ4 = 3
1
þ7 = 6
ÿ12 = ý12 2 ÿ12 þ12 =
F
6
þ6 = 5
ÿ12 = ÿ12 2 ÿ12 Ā12 = 20 + 4ý3 = 32
ÿ13 = ÿ13 2 ÿ13 Ā13 = 20 2 (26)2 = 32
ÿ34 = ÿ34 2 ÿ34 Ā34 = 24 2 (22)4 = 32
ÿ57 = ÿ57 2 ÿ57 Ā57 = 25 2 (210)3 = 55
Custo direto total:
252 + 32 + 32 + 32 + 55 + 15 + 30 + 10 = 154
Custos das atividades C, E, F
Slide 209
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
4. Planeamento de projetos
Planeamento de projetos - Caso de estudo
Um produtor de espetáculos fez um contrato com um grupo famoso de Rock
para atuar em Lisboa no próximo ano. Para a realização do concerto várias
tarefas têm que ser realizadas de modo a que tudo esteja pronto na data de
realização do concerto. Algumas das atividades que é necessário realizar assim
como as repetivas durações encontram-se indicadas na tabela abaixo (todas as
durações são em dias)
Atividade
A
B
C
D
E
F
G
H
I
Descrição
Verificar as condições da sala de espetáculos escolhida
Contratar engenheiros de som e de luz
Contratar grupo de abertura
Publicitar o espetáculo
Pôr bilhetes à venda
Preparar a sala em termos de som e luz
Preparar transporte e alojamento dos grupos
Ensaios de luz e som
Detalhes de última hora e ensaio
Precedências
⎯
⎯
A
C
A
A,B
C
F,G
H
Duração
4
3
4
3
5
6
4
5
2
Slide 210
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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4. Planeamento de projetos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Planeamento de projetos - Caso de estudo
a) Qual o prazo mínimo para a realização destas tarefas?
b) Indique as datas mais cedo e mais tarde de início e fim assim como a
folga das atividades
c) Se algum dos engenheiro de som contratado faltar durante 3 dias a
preparação da sala (atividade F) vai demorar mais dois dias do que o
previsto. Qual o impacto no prazo mínimo de realização do projeto?
d) O produtor pretende saber se é possível reduzir a duração deste projeto
para 16 dias reduzindo a duração de alguma(s) da(s) atividade(s) assim
como o custo associado a esta redução. Na tabela seguinte encontra-se
os custos totais de redução das atividades bem como as durações
mínimas das mesmas
Atividade
A
B
C
D
E
F
G
H
I
Duração Mínima
3
2
4
2
3
4
3
5
1
Custo total de Redução
450 €
500 €
⎯
750 €
2000 €
900 €
200 €
⎯
400 €
Slide 211
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programa
1. Introdução
2. Programação Matemática
3. Problemas em Grafos
4. Planeamento de projetos
5. Problemas de afetação
6. Gestão de stocks
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
n indivíduos
n tarefas
1
2
...
i
...
1
2
...
j
...
n
cij
tempo
desempenho
custo
...
n
Objetivo: determinar a melhor forma de afetar os indivíduos às tarefas de
forma a que cada indivíduo execute exatamente uma tarefa e que cada
tarefa seja executada por exatamente um indivíduo.
Medida de performance a otimizar
valor global associado
a todas as afetações
Slide 213
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo
Chegam a um aeroporto numa determinada hora, só com a diferença de tempo
necessária para garantir as normas de segurança 6 aviões. No aeroporto existem nessa
hora apenas 4 mangas disponíveis pelo que os passageiros de 2 dos aviões terão que ser
transportados de autocarro desde a pista onde aterram (pista 1 ou pista 2) até às
instalações do aeroporto. Tendo em conta o tipo de avião que vai aterrar e as
características dos passageiros que habitualmente usam os correspondentes voos pode
estimar-se o tempo médio de desembarque (em minutos) correspondente a cada par
(avião, pista/manga).
Avião 1
Avião 2
Avião 3
Avião 4
Avião 5
Avião 6
Manga 1
25
30
32
28
25
20
Manga 2
20
20
30
25
25
26
Manga 3
35
25
25
30
27
22
Manga 4
30
35
30
30
28
20
Pista 1
40
35
40
40
35
28
Pista 2
45
40
35
45
35
30
Pretende-se afetar as mangas/pistas aos aviões de modo a minimizar o tempo total de
desembarque.
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo
Uma empresa dispõe de 5 veículos para abastecer 5 zonas de clientes. Cada
zona difere na procura total dos clientes e no tipo de ruas. Existem zonas em
que as ruas são muito estreitas e só veículos mais pequenos é que podem aí
circular. Existem algumas zonas cuja procura total excede a capacidade de
alguns veículos. A matriz abaixo apresenta a adequabilidade que cada um dos
5 veículos tem para cada uma das 5 zonas ( 0-20).
Zona 1
Zona 2
Zona 3
Zona 4
Zona 5
Veículo 1
18
10
----
15
17
Veículo 2
___
15
16
14
12
Veículo 3
17
16
9
20
18
Veículo 4
13
14
___
19
17
Veículo 5
___
12
18
15
14
Pretende-se determinar a afetação dos veículos às zonas que maximiza a
adequabilidade total.
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Exemplo
Um gestor de projetos tem 5 projetos para concluir dentro de uma semana. O
incumprimento de prazos origina custos, alguns quantificáveis e outros difíceis de
quantificar que têm a ver, por exemplo, com a perda de confiança por parte dos clientes e
que futuramente os levará a procurar outras empresas. Neste momento dispõe de 5
equipas capazes de realizar a última etapa de cada um dos projetos a tempo recorrendo
ao pagamento de horas extraordinárias. O projeto 2 para estar terminado dentro do prazo
precisa que lhe sejam afetas 2 equipas e a sua conclusão a tempo é uma prioridade.
O custo (em u.m.) em horas extraordinárias correspondente a cada equipa e a cada
projeto de modo a estar concluído dentro do prazo apresenta-se na tabela seguinte:
Projeto 1
Projeto 2
Projeto 3
Projeto 4
Projeto 5
Equipa 1
1000
1600
950
800
900
Equipa 2
850
1200
1000
1100
900
Equipa 3
900
1300
1100
900
1000
Equipa 4
850
1100
900
950
950
Equipa 5
900
1200
1200
1000
1000
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Exemplo
Os custos (em u.m.) de incumprimento para cada um dos projetos 1, 3, 4 e 5 são todos
iguais a 20000 u.m.
Determine como afetar os projetos às equipas de modo a minimizar os custos totais em
horas extraordinárias
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo
Uma empresa decidiu dar início à produção de quatro novos produtos usando as três
fábricas de que dispõe que possuem atualmente um excesso de capacidade de
produção.
A capacidade de produção disponível em cada uma das fábricas é medida em número de
unidades que diariamente se podem produzir.
Os custos de produção por unidade para cada produto em cada fábrica, as quantidades
de cada produto que é preciso produzir diariamente e a capacidade diária de produção de
cada fábrica encontram-se na tabela. Cada fábrica pode produzir qualquer um dos
produtos exceto a fábrica 2 que não pode produzir o produto 3.
Cada fábrica deve produzir pelo menos um dos produtos. Como existem 4 produtos e
apenas 3 fábricas uma delas vai ter que produzir 2 produtos.
Pretende-se determinar como fazer a afetação da produção dos produtos às fábricas de
modo a minimizar o custo total de produção
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Custos
unitários
1
2
3
4
Capacidade
disponível
1
41
27
28
24
75
2
40
29
-
23
75
3
37
30
27
21
45
Unidades
necessárias
20
30
30
40
Fábrica
Slide 219
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução
Exemplo
Uma fábrica de brinquedos pretende montar uma linha de montagem para
4 bonecos diferentes. Cada um destes bonecos deverá ser produzido por
uma máquina diferente. Para cada uma das quatro máquinas disponíveis
conhecem-se os custos de produção de cada boneco.
Boneco
Máquina
1
2
3
4
1
5
2
3
4
2
7
8
4
5
3
6
3
5
6
4
2
2
3
5
Pretende-se determinar qual a máquina que deverá produzir cada boneco
de forma a minimizar o custo total de produção.
Slide 220
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Formulação em Programação Matemática
Máquina
1
2
1
5
7
Boneco
2
3
2
3
8
4
4
4
5
3
4
6
2
3
2
6
5
5
3
Slide 221
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Introdução
Um problema de afetação fica completamente definido pela sua matriz
de valores de afetação
Formulação em Programação Matemática
ýÿĀ = ቊ
ýÿĀ
1
0
se o indivíduo ÿ é afeto à tarefa Ā
caso contrário
Custo de afetar o indivíduo i à tarefa j
ÿ, Ā = 1, . . . , Ą
ÿ, Ā = 1, . . . , Ą
Slide 222
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução
Min
�㕛
�㕛
ÿ = ýÿĀ ýÿĀ
ÿ=1 Ā=1
s. a:
�㕛
Custo global
ýÿĀ = 1
ÿ = 1, . . . , Ą
Cada indivíduo realiza uma tarefa
ýÿĀ = 1
Ā = 1, . . . , Ą
Cada tarefa é realizada por um indivíduo
ýÿĀ ∈ 0,1
ÿ, Ā = 1, . . . , Ą
Domínio
Ā=1
�㕛
ÿ=1
Numa solução admissível
Exatamente n variáveis são iguais a 1
As restantes são iguais a 0
Slide 223
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução
Exemplo (continuação)
Uma solução admissível:
Afetar a máquina 1 ao boneco 1
Afetar a máquina 2 ao boneco 2
Afetar a máquina 3 ao boneco 3
Afetar a máquina 4 ao boneco 4
Máquina
ý11 = 1
ý22 = 1
ý33 = 1
ý44 = 1
1
2
1
5
7
Boneco
2
3
2
3
8
4
4
4
5
3
4
6
2
3
2
6
5
Custo
5
Custo
8
Custo
5
Custo
5
5
3
Custo desta solução
23
Restantes variáveis
0
Slide 224
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algumas propriedades
Sem perdermos a generalidade, no que se segue, vamos assumir que
estamos perante um problema de afetação com um objetivo de
minimização.
Se
ýÿĀ g 0
∀ÿ, Ā = 1, . . . , Ą
Não existe qualquer solução com custo negativo.
Qualquer solução admissível com custo 0 é uma solução ótima.
Slide 225
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algumas propriedades
Proposição 1: Seja C=[cij]i,j=1,...,n a matriz de custos de um problema de
afetação. Se adicionarmos uma constante a cada linha e/ou coluna da matriz,
o problema de afetação associado à nova matriz tem a mesma solução ótima
que o problema inicial.
Demonstração
Suponhamos que
A todos os elementos da linha i se adiciona um valor ñi (i=1,...,n)
A todos os elementos da coluna j se adiciona um valor òj (j=1,...,n)
Nova matriz: ÿመ = ýÿĀƸ ÿ,Ā=1,...,�㕛
Designem
ý
ýመ
ýÿĀ
Ƹ = ýÿĀ + ÿÿ + ĀĀ
Função objetivo do problema original
Função objetivo do problema transformado
Slide 226
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algumas propriedades
�㕛
�㕛
�㕛
�㕛
ýመ = ýÿĀ
Ƹ ýÿĀ = ýÿĀ + ÿÿ + ĀĀ ýÿĀ
ÿ=1 Ā=1
�㕛
ÿ=1 Ā=1
�㕛
�㕛
�㕛
�㕛
�㕛
= ýÿĀ ýÿĀ + ÿÿ ýÿĀ + ĀĀ ýÿĀ
ÿ=1 Ā=1
ÿ=1 Ā=1
�㕛
�㕛
ÿ=1
Ā=1
�㕛
�㕛
ÿ=1
Ā=1
�㕛
ÿ=1 Ā=1
�㕛
= ý + ÿÿ ýÿĀ + ĀĀ ýÿĀ
=1
Ā=1
ÿ=1
=1
= ý + ÿÿ + ĀĀ
ý
e
ýመ diferem numa constante independentemente dos valores das variáveis!
Qualquer solução ótima relativamente a uma delas sê-lo-á relativamente à
outra
Slide 227
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algumas propriedades
Resultado anterior
É possível transformar um problema de afetação noutro em que cijó0,
i,j=1,...,n e que tenha pelo menos uma solução admissível com custo zero
➢ Para que todos os custos venham não negativos, basta somar, a
todas as linhas e colunas, o valor absoluto do menor elemento
(negativo) da matriz.
➢ Obtenção de uma matriz em que seja possível encontrar uma solução
admissível de valor zero (admitindo cijó0, i,j=1,...,n).
Subtraem-se às linhas e colunas, valores apropriados de forma a que
surjam zeros na matriz em quantidade suficiente para que tal solução
admissível seja alcançável.
Slide 228
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algumas propriedades
Exemplo
5
7
6
2
2
8
3
2
523
724
624
222
3
4
5
3
4 23
5 24
6 24
5 22
223
824
324
222
323
424
524
322
2 21 0 1
3 4 0 1
2 21 1 2
0 0 1 3
20 +1 20 21
Máquina
423
524
624
522
=
1
2
1
5
7
Boneco
2
3
2
3
8
4
4
4
5
3
4
6
2
3
2
6
5
5
3
2 21 0 1
3 4 0 1
2 21 1 2
0 0 1 3
2 2 0 21 + 1
320 4+1
2 2 0 21 + 1
020 0+1
020
020
120
120
121
121
221
321
=
2
3
2
0
0
5
0
1
0
0
1
1
0
0
1
2
Slide 229
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algumas propriedades
Exemplo (continuação)
2
3
2
0
0
5
0
1
0
0
1
1
0
0
1
2
Máquina
1
2
1
5
7
Boneco
2
3
2
3
8
4
4
4
5
3
4
6
2
3
2
6
5
5
3
Nesta matriz de custo encontra-se uma afetação de valor zero
ý41 = ý32 = ý23 = ý14 = 1
Restantes xij iguais a 0
Solução ótima do problema
Custo (ótimo): 4+4+3+2=13
(Determinado na matriz original)
Slide 230
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
(O Algoritmo Húngaro foi desenvolvido por Kuhn, em 1955, tendo as suas raízes num trabalho de
um matemático húngaro – Egerváry – datado de 1931. Daí o nome do método)
Definição Considere-se um problema de afetação com n indivíduos e n tarefas,
sendo [cij] i,j=1,...,n a matriz de custos correspondente. Considere-se, ainda, uma
solução admissível para o problema
➢ Um par (i,j) diz-se afeto se xij=1.
➢ Chama-se afetação a um conjunto de pares afetos.
➢ Uma afetação de custo zero diz-se maximal se não existe outra afetação
de custo zero com mais pares afetos .
➢ Uma afetação diz-se completa se é uma afetação de custo zero com n
pares afetos (solução admissível de valor zero).
Slide 231
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algoritmo Húngaro
Início
A. Inicialização
B. Determinação de uma
afetação maximal
(de custo nulo)
C. Afetação completa?
sim
Fim
não
D. Redução dos elementos
não nulos da matriz
Slide 232
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
A. Inicialização
Dada uma matriz de custos [cij] i,j=1,...,n, a mesma é transformada de forma a
que todos os elementos sejam não negativos e cada linha e coluna
contenham pelo menos um zero
✓ Calcula-se o valor mínimo de cada linha da matriz e subtrai-se esse
valor de cada um dos elementos dessa linha;
✓ Calcula-se o valor mínimo de cada coluna da matriz e subtrai-se esse
valor de cada um dos elementos dessa coluna;
Slide 233
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
B. Determinação de uma afetação de custo nulo maximal
Proposição 2 (Teorema - König): Seja C=[cij]i,j=1,...,n a matriz de custos de
um problema de afetação. O número de pares afetos numa afetação
maximal de custo nulo é igual ao número mínimo de riscos sobre linhas ou
colunas, necessário para cobrir todos os zeros da matriz.
Determinação de uma afetação de custo nulo maximal
Cobrem-se todos os elementos nulos da matriz, traçando o menor
número possível de riscos sobre as linhas ou colunas da matriz
Após se saber qual a dimensão de uma afetação maximal, tal afetação
encontrar-se-á (nesta disciplina) por observação da matriz. Os
correspondentes zeros assinalam-se de forma especial – por exemplo,
utilizando um 8*9.
Slide 234
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
C. Teste de terminação
Seja k o número mínimo de riscos que cobrem todos os zeros da matriz
➢ Se k=n existe uma afetação completa de custo nulo na matriz
➢ Se k<n segue para D
Slide 235
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
D. Redução dos elementos não nulos da matriz
Proposição 3 (Teorema): Seja C=[cij]i,j=1,...,n a matriz de custos de um
problema de afetação com n indivíduos e n tarefas e tal que cijó0, i,j=1,...,n.
Seja k o menor número de riscos necessário para cobrir todos os zeros da
matriz.
Seja m o mínimo dos elementos não cobertos por qualquer risco
(naturalmente, m>0).
Se subtrairmos m a cada linha não coberta e somarmos m a cada coluna
coberta obtém-se uma nova matriz, cuja soma de todos os elementos é
inferior em mônô(n-k) à soma de todos os elementos de C.
Slide 236
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
D. Redução dos elementos não nulos da matriz
Observações
➢ Subtrair m a cada linha não coberta e somar m a cada coluna coberta
equivale a subtrair m aos elementos não cobertos e somar m aos
elementos duplamente cobertos.
➢ Se o número mínimo de riscos que cobrem todos os zeros da matriz é
inferior a n então, nas condições do teorema, o decréscimo na soma de
todos os elementos de C é uma quantidade estritamente positiva.
Num número finito de passos é possível reduzir os elementos não nulos
da matriz de forma que seja possível encontrar uma afetação completa de
valor zero (assumindo todos os custos da matriz não negativos).
Slide 237
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Início
Obter uma matriz com pelo menos um zero em cada linha e cada coluna.
A. Inicialização
B. Determinação de uma
afetação maximal
(de custo nulo)
k=n existe uma afetação completa de custo nulo na matriz
sim
Fim
C. Afetação completa?
não
Cobrir todos os elementos nulos da matriz, traçando o menor número
possível de riscos sobre as linhas ou colunas da matriz
k<n
D. Redução dos elementos
não nulos da matriz
Seja m o mínimo dos elementos não cobertos. Subtrair m aos
elementos não cobertos e somar m aos elementos duplamente
cobertos
Slide 238
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo –Algoritmo húngaro
O gerente de uma cantina abastece-se no mercado local. Os preços dos produtos
variam em geral com os dias da semana. Através da análise histórica da
quantidade a comprar semanalmente e dos custos praticados em cada dia, o
gerente da cantina chegou à seguinte tabela de custos médios de 4 tipos de
produtos em função do dia da semana, em centenas de euros.
Verduras
Frutas
Carne
Peixe
2ª feira
15
17
28
30
3ª feira
13
19
28
27
4ª feira
13
14
26
25
5ª feira
11
16
22
24
Admitindo que em cada dia da semana apenas pode comprar um tipo de produto
(devido a limitações no espaço da sua carrinha), determine em que dias o gerente
deve comprar cada um dos produtos, de forma a minimizar os custos. Use o
algoritmo húngaro.
Slide 239
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo –Algoritmo húngaro
Uma empresa de auditoria foi contactada por 4 clientes de diferentes setores de
atividade. Numa fase inicial, a empresa pretende afetar 1 consultor a cada uma
dessas empresas para avaliar com detalhe o volume de trabalho que será
necessário. Neste momento, a empresa tem precisamente 4 consultores que não
estão a trabalhar em nenhum outro projeto e que, por isso, podem ser afetos a estes
clientes. Dependendo do perfil e experiência dos consultores, avaliou-se o potencial
de cada consultor para cada cliente numa escala de 1 a 10 tendo-se sintetizado a
informação na seguinte tabela:
A
B
C
D
Consultor 1
9
8
10
10
Consultor 2
5
10
8
5
Consultor 3
8
10
8
9
Consultor 4
5
10
7
7
Utilizando o algoritmo húngaro, determine a afetacão que se deve fazer de cada
consultor a cada cliente de forma a maximizar o potencial total garantindo que cada
cliente recebe um e um só consultor e que cada consultor visita um e um só cliente.
Slide 240
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algoritmo Húngaro
1
2
1
5
7
Boneco
2
3
2
3
8
4
4
4
5
3
4
6
2
3
2
6
5
Exemplo
5
7
6
2
2
8
3
2
3
4
5
3
4
5
6
5
Máquina
5
3
A. Inicialização
5
7
6
2
2
8
3
2
3
4
5
3
4 22
5 24
6 23
5 22
3
3
3
0
0
4
0
0
1
0
2
1
2
1
3
3
21
3
3
3
0
0
4
0
0
1
0
2
1
1
0
2
2
Todos os elementos são não negativos
e existe pelo menos um zero em cada
linha e em cada coluna
Slide 241
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Exemplo (continuação)
B. Determinação de uma afetação de custo nulo maximal
3
3
3
0
0
4
0
0
1
0
2
1
1
0
2
2
O número mínimo de riscos necessário para cobrir todos os zeros da matriz é 3
Por exemplo
3
3
3
0
0
4
0
0
1
0
2
1
1
0
2
2
Slide 242
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Exemplo (continuação)
C. Teste de terminação
3
3
3
0
0
4
0
0
1
0
2
1
1
0
2
2
k =3<n
A afetação maximal não é completa
Segue para D
Slide 243
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algoritmo Húngaro
Exemplo (continuação)
D. Redução dos elementos não nulos da matriz
3
3
3
0
0
4
0
0
1
0
2
1
1
0
2
2
Determina-se o mínimo dos
elementos não cobertos
m = min{3,1,1,3,2,2}=1
Subtrai-se m aos elementos não cobertos
Soma-se m aos elementos duplamente cobertos
2
3
2
0
0
5
0
1
0
0
1
1
0
0
1
2
Slide 244
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Exemplo (continuação)
B. Determinação de uma afetação de custo nulo maximal
2
3
2
0
0
5
0
1
0
0
1
1
0
0
1
2
O número mínimo de riscos necessário para cobrir todos os zeros da matriz é 4
Por exemplo
2
3
2
0
0
5
0
1
0
0
1
1
0
0
1
2
Slide 245
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Exemplo (continuação)
C. Teste de terminação
2
3
2
0
0
5
0
1
0
0
1
1
0
0
1
2
k =4=n
Uma afetação maximal é completa
Pode agora identificar-se uma afetação completa de valor zero que se sabe existir
Slide 246
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algoritmo Húngaro
Exemplo (continuação)
2
3
2
0∗
0
5
0∗
1
0
0∗
1
1
0∗
0
1
2
O algoritmo termina!
Pares afetos: (1,4), (2,3), (3,2) e (4,1)
ý14 = ý23 = ý32 = ý41 = 1
Restantes xij iguais a 0
Slide 247
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5. O problema de afetação
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Algoritmo Húngaro
Exemplo (continuação)
Máquina 1
Boneco 4
c14=4
Máquina 2
Boneco 3
c23=4
Máquina 3
Boneco 2
c32=3
Máquina 4
Boneco 1
c41=2
Custo total: 13
Há uma solução ótima alternativa:
2
3
2
0∗
0
5
0∗
1
0∗
0
1
1
0
0∗
1
2
Slide 248
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Observações
➢ Após a aplicação do algoritmo Húngaro, o custo da solução ótima pode ser
determinado somando todos os valores subtraídos às linhas e colunas em
todas as reduções feitas à matriz.
➢ A implementação do algoritmo Húngaro requer alguns cuidados,
nomeadamente na determinação de uma afetação maximal e no traçar
dos riscos que cobrirão todos os zeros da matriz.
➢ Um problema de afetação em que o número de indivíduos e de tarefas não
coincide pode transformar-se o problema num problema de afetação
8equilibrado9:
▪ Caso haja menos indivíduos (tarefas) do que tarefas (indivíduos) pode-se
considerar tantos indivíduos (tarefas) 8fictícios9 quantos os necessários para
equilibrar o problema.
▪ Todos os custos que envolvem um indivíduo (tarefa) fictício serão nulos.
Slide 249
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Observações
➢ O algoritmo Húngaro pode ser utilizado para resolver um problema de
afetação em que o objetivo seja a maximização de uma medida de
performance. Para tal basta multiplicar por –1 todos os elementos da
matriz de custos aplicando o algoritmo à matriz obtida.
➢ O problema de afetação pode ser visto como um caso particular de outros
problemas de otimização estudados na área da Investigação Operacional.
Por este facto, encontram-se facilmente na literatura outros algoritmos
para resolver o problema.
Slide 250
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
5. O problema de afetação
Algoritmo Húngaro
Observações
➢
Até aqui considerámos problemas de afetação em que cada indivíduo tem que
executar exatamente uma tarefa e uma tarefa tem que ser executada por
exatamente um indivíduo. Há situações em que tal não acontece e que, contudo,
podem ser convertidas na situação referida.
▪ Quando um indivíduo pode executar mais do que uma tarefa consideram-se
8réplicas9 do indivíduo (em número igual ao das tarefas que ele pode executar),
replicando ainda os custos associados a esse indivíduo. Cada uma das réplicas
poderá então executar uma única tarefa o que nos conduz ao caso que
estudámos.
▪ Quando uma tarefa requer mais do que um indivíduo consideram-se réplicas da
tarefa (tantas quanto o número de indivíduos que a têm que executar) replicando
ainda os custos associados a tal tarefa. Cada 8réplica9 funcionará então como uma
tarefa que ser que ser executada por um único indivíduo.
Slide 251
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo
Um gestor de projetos tem 5 projetos para concluir dentro de uma semana. O
incumprimento de prazos origina custos, alguns quantificáveis e outros difíceis de
quantificar que têm a ver, por exemplo, com a perda de confiança por parte dos clientes e
que futuramente os levará a procurar outras empresas. Neste momento dispõe de 5
equipas capazes de realizar a última etapa de cada um dos projetos a tempo recorrendo
ao pagamento de horas extraordinárias. O projeto 2 para estar terminado dentro do prazo
precisa que lhe sejam afetas 2 equipas e a sua conclusão a tempo é uma prioridade.
O custo (em u.m.) em horas extraordinárias correspondente a cada equipa e a cada
projeto de modo a estar concluído dentro do prazo apresenta-se na tabela seguinte:
Projeto 1
Projeto 2
Projeto 3
Projeto 4
Projeto 5
Equipa 1
1000
1600
950
800
900
Equipa 2
850
1200
1000
1100
900
Equipa 3
900
1300
1100
900
1000
Equipa 4
850
1100
900
950
950
Equipa 5
900
1200
1200
1000
1000
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo
Os custos (em u.m.) de incumprimento para cada um dos projetos 1, 3, 4 e 5 são todos
iguais a 20000 u.m.
Determine como afetar os projetos às equipas de modo a minimizar os custos totais em
horas extraordinárias
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Exemplo
Uma empresa decidiu dar início à produção de quatro novos produtos usando as três
fábricas de que dispõe que possuem atualmente um excesso de capacidade de
produção.
A capacidade de produção disponível em cada uma das fábricas é medida em número de
unidades que diariamente se podem produzir.
Os custos de produção por unidade para cada produto em cada fábrica, as quantidades
de cada produto que é preciso produzir diariamente e a capacidade diária de produção de
cada fábrica encontram-se na tabela. Cada fábrica pode produzir qualquer um dos
produtos exceto a fábrica 2 que não pode produzir o produto 3.
Cada fábrica deve produzir pelo menos um dos produtos. Como existem 4 produtos e
apenas 3 fábricas uma delas vai ter que produzir 2 produtos.
Pretende-se determinar como fazer a afetação da produção dos produtos às fábricas de
modo a minimizar o custo total de produção
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
3. Grafos
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Custos
unitários
1
2
3
4
Capacidade
disponível
1
41
27
28
24
75
2
40
29
-
23
75
3
37
30
27
21
45
Unidades
necessárias
20
30
30
40
Fábrica
Slide 255
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Programa
1. Introdução
2. Programação Matemática
3. Problemas em Grafos
4. Planeamento de projetos
5. Problemas de afetação
6. Gestão de stocks
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Stock
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Existência criada com o objetivo de ter um bem físico
imediatamente disponível de acordo com um programa de
produção ou de vendas
A criação de stocks é fundamental para qualquer empresa que lide
com bens físicos:
➢ Fábricas
➢ Revendedores
➢ Lojas
➢ ...
Slide 257
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks - Generalidades
Stock
Existências
Matéria-prima
Consome-se na produção, integrando-se nela
Matéria-subsidiária
Consome-se na produção mas não se integra no produto
Componente
Elemento que intervém no produto integrando-se nele,
normalmente numa fase de pré-montagem ou
montagem, mas que não sofre transformação na
empresa
Semi-produto
Produto que se encontra no final de uma fase do
processo de produção
Produto em curso de fabrico
Produtos que estão no decurso do processo de produção
Produto fabricado
Produto que passou por todas as fases do processo de
produção
Mercadoria
Produto que se adquire para ser vendido sem qualquer
transformação
Slide 258
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks - Generalidades
Porquê constituir stocks?
➢ Para anular, minimizar ou diminuir drasticamente o impacto de variações
imprevisíveis
▪
da procura de produtos fabricados e de mercadorias
▪
do consumo de materiais e componentes
▪
de prazos efetivos de entrega das encomendas colocadas nos fornecedores
▪
de qualidade dos materiais recebidos dos fornecedores, que impliquem a sua
devolução ou operações de recuperação
➢ Para evitar repercutir na produção os efeitos de variações sazonais
▪
na venda de produtos e mercadorias
▪
na compra de materiais e componentes
Maior autonomia entre os programas de produção e os de vendas e de compras
Slide 259
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks - Generalidades
Porquê constituir stocks?
➢ Para possibilitar
▪
a aquisição de quantidades superiores às imediatamente necessárias,
conseguindo, desta forma
•
•
•
▪
Preços mais baixos
Melhores condições de compra
Redução dos custos unitários de transporte
a produção de séries económicas conseguindo, desta forma
•
Melhor distribuição dos custos de preparação e lançamento das encomendas
Slide 260
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks - Generalidades
Porquê gerir stocks?
➢ Os montantes financeiros imobilizados em existências são normalmente
elevados
➢ É geralmente elevada a percentagem do montante dos stocks no ativo de
curto prazo da empresa
➢ As áreas ocupadas pelos armazéns são normalmente elevadas, o que eleva
diversos custos associados aos meios humanos e materiais, associados
nomeadamente
▪
▪
▪
▪
à receção, movimentação e arrumação das encomendas
à satisfação das requisições efetuadas pela produção e pelas vendas
ao controlo dos movimentos
ao controlo das existências
➢ Os custos inerentes a ruturas são normalmente elevados
Slide 261
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks - Generalidades
Contribuição da IO para a Gestão de Stocks
➢ Formulação de modelos matemáticos
comportamento do sistema.
capazes de descrever o
➢ Determinação de
desenvolvidos.
com
uma
política
ótima
base
nos
modelos
➢ Utilização de um sistema informatizado de processamento de informação
de forma a manter um registo permanente dos níveis dos stocks.
➢ Utilização deste sistema e das políticas ótimas encontradas a partir dos
modelos matemáticos, de forma a determinar quando e em que
quantidade se deve repor o stock.
Slide 262
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks - Generalidades
Modelos matemáticos para Gestão de Stocks
Natureza da procura
Determinísticos
Procura
Estocásticos
Número de unidades de um bem físico que é necessário
retirar de um stock para um determinado uso (por exemplo
venda) durante um determinado período de tempo
Procura
Determinística
É conhecida ou pode ser prevista com grande precisão
Procura
Estocástica
Não é possível prever a procura mas é possível assumir
que a mesma obedece a uma determinada lei de
probabilidade
Slide 263
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
Exemplo
Um hipermercado pretende gerir o seu stock de um determinado tipo de bicicleta
Relativamente a esta bicicleta, a informação disponível é a seguinte:
Custo no fabricante
40 € por bicicleta
15 € por cada encomenda de bicicletas
Custo de transporte
35 € por cada encomenda de bicicletas
Valor de venda
70 € por bicicleta
O custo que o hipermercado tem com cada bicicleta depende da quantidade
que encomendar!
Slide 264
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
Exemplo (continuação)
Quantidade encomendada
Custo variável
Custo fixo
Custo de transporte
Custo total
Custo por unidade
0
0
0
0
0
1
40
15
35
90
2
80
15
35
130
3
120
15
35
170
4
160
15
35
210
5
200
15
35
250
6
240
15
35
290
7
280
15
35
330
8
320
15
35
370
9
360
15
35
410
10
400
15
35
450
11
440
15
35
490
12
480
15
35
530
13
520
15
35
570
14
560
15
35
610
15
600
15
35
650
0,00 90,00 65,00 56,67 52,50 50,00 48,33 47,14 46,25 45,56 45,00 44,55 44,17 43,85 43,57 43,33
100,00
90,00
O custo por bicicleta diminui com
a quantidade encomendada!
80,00
Custo
70,00
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
Qd encomendada
Slide 265
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
Exemplo (continuação)
Poderíamos então pensar que quantas mais bicicletas forem encomendadas
de cada vez melhor...
Consideremos a seguinte informação adicional:
Presentemente há 3 bicicletas em stock
Para os próximos 30 dias está prevista uma procura de 6 bicicletas
Custo por rutura do stock
15€ por bicicleta
Custo de armazenamento
5 € por cada bicicleta
(Que esteja em stock no fim do período de 30 dias)
Slide 266
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
Exemplo (continuação)
0
3
45
Bicicletas em falta
Custo de ruptura
Rutura
1
2
30
Quantidade encomendada
2
1
15
3
0
0
4
-1
0
5
-2
0
6
-3
0
7
-4
0
8
-5
0
9
-6
0
10
-7
0
11
-8
0
12
-9
0
13
-10
0
14
-11
0
15
-12
0
50
45
40
Custo
35
O custo de rutura do stock é não crescente
com a quantidade encomendada
30
25
20
15
10
5
0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
Quantidade encomendada
Slide 267
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
Exemplo (continuação)
Quantidade encomendada
0
0
0
Nº de bicletas no fim de 30 dias
Custo de armazenamento
1
0
0
2
0
0
3
0
0
4
1
5
5
2
10
6
3
15
7
4
20
8
5
25
9
6
30
10
7
35
11
8
40
12
9
45
13
10
50
14
11
55
15
12
60
70
60
50
Custo
40
30
O custo de armazenamento é não
decrescente com a quantidade
encomendada
20
10
0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
Quantidade encomendada
Slide 268
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
A política de gestão de um stock pode influenciar de forma decisiva a sua
rentabilidade
Alguns custos que influenciam a rentabilidade
➢
Custos de aquisição ou produção
➢
Custos de armazenamento
➢
Custos de rutura
Outros fatores que podem influenciar a rentabilidade
➢
Backlogging
➢
Retorno com as vendas
➢
Salvados
Slide 269
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
➢ Custos de aquisição ou produção
Forma simples frequentemente assumida:
ÿ
ýĀ
ÿ + ýĀ
Componente fixa - Custo fixo por encomenda ou por lote produzido
Componente proporcional à quantidade encomendada/produzida
Custo de aquisição ou
produção de uma unidade
Slide 270
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
➢ Custos de armazenamento
Estes custos incluem entre outras possibilidades
✓
✓
✓
✓
✓
Custos associados ao capital imobilizado
Custos associados ao espaço ocupado
Seguros
Proteção
Taxas
Aferição dos custos
de armazenamento
Continuamente
Periodicamente, por exemplo:
▪ Função da quantidade máxima armazenada
durante o período
▪ Função da quantidade média em stock durante
o período
▪ Função da quantidade em stock no final do
período
Slide 271
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
➢ Custos de rutura
Ocorrem quando a procura excede as existências
Backlogging permitido
Backlogging não permitido
A procura não se perde
A procura perde-se
(Fica pendente até que o stock
seja normalmente re-abastecido)
Custos de rutura
Custos de rutura
• Degradação da imagem da empresa
• Custo por atraso na obtenção do
valor de venda
• Custos administrativos extraordinários
• Custos associados a uma encomenda
extraordinária urgente
• Custos pela não realização das vendas
Slide 272
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Componentes de um modelo
Tempo de entrega
Componente de um modelo
de gestão de stocks
Tempo que decorre desde que uma encomenda
é feita até que o stock é reposto
Se o tempo de entrega for sempre o mesmo, pode-se
calendarizar um re-abastecimento do stock para o
momento exato que se pretende.
Um modelos de gestão de stocks pode ser classificado de acordo com a sua
política de revisão:
Uma encomenda é feita no exato momento em que o
Revisão contínua
nível do stock alcança um determinado valor
Revisão periódica
(Por exemplo semanal)
O nível do stock é verificado em momentos discretos
no tempo. Faz-se uma encomenda quando se verificar
que o nível do stock é inferior ou igual a um
determinado valor.
Nos slides seguintes vamos estudar um modelo determinístico de revisão
contínua e um modelo determinístico de revisão periódica.
Slide 273
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Uma situação frequente com muitos stocks é a diminuição progressiva e ao
longo do tempo do seu nível sendo o stock reposto de uma vez com um lote
de novas unidades
Um modelo simples que representa esta situação
Modelo Determinístico Básico
Suposições
➢ A procura ocorre de forma contínua e constante ao longo do tempo
➢ O stock é re-abastecido de forma instantânea no exato instante
pretendido e na quantidade desejada
➢ Não é permitida rutura.
Slide 274
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Evolução do nível do stock ao longo do tempo
Nível do
stock
…
1 ciclo
Tempo
Slide 275
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Notação
þ
Procura/consumo por unidade de tempo
ÿ
Custo fixo de encomenda
ý
Custo unitário de aquisição/produção
/
Custo de armazenamento por unidade
do artigo e por unidade de tempo
Ā
Ā
Estes parâmetros assumem-se
determinísticos, conhecidos e
constantes
Número de unidades a encomendar de cada vez
A determinar!
Duração de um ciclo ou período
Tempo entre dois re-abastecimentos consecutivos
Deverá depender de Q e de d
Slide 276
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Evolução do nível do stock ao longo do tempo
Nível do
stock
…
Ā
Ā
Tempo
Slide 277
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
ÿ(þ) = Ā 2 þþ
Nível do stock no instante t
ÿ(Ā) = Ā 2 þĀ = 0
Ā=
Ā
ÿ(þ)
þ
Ā
Ā
þ
Slide 278
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Exemplo
Consumo de um determinado artigo
(contínuo ao longo do tempo)
200 unidades por mês
Quantidade a adquirir por encomenda
600 unidades
ÿ(þ)
Nível do stock
Unidade de tempo
600
…
200
2
3
ÿ(2) = 600 2 200 × 2 = 200
6
9
Tempo (meses)
Quantidade em stock 2 meses
depois de uma reposição
Slide 279
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
?
Quantidade ótima a encomendar
Objetivo
Custo global
por período
Ā∗
Minimizar o custo global por unidade de tempo
=
Custos associados
a uma encomenda
+
Custos de armazenamento
por período
Slide 280
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Ā
Ā
Slide 281
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Custos associados
a uma encomenda
ÿ+ý×Ā
Custo fixo de
uma encomenda
Custos de armazenamento
por período
Custo de armazenamento
por unidade do artigo e
por unidade de tempo
Custo unitário de
aquisição/produção
Ā
Ā Ā
Ā2
/× × =/
þ 2
2þ
Duração de
um período
Ā
Quantidade média
em stock por período
Custo de armazenamento
por unidade do artigo e por
período
Slide 282
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Custos associados
a uma encomenda
+
Custos de
armazenamento
=
Custo total por
período
ÿ+ý×Ā
Ā2
/×
2þ
Ā2
ÿ+ý×Ā+/×
2þ
Slide 283
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Custo total por unidade de tempo
=
=
=
Custo total por período
Duração de um período
Ā2 Ā
ÿ+ý×Ā+/×
൘
2þ þ
þÿ
/Ā
+ ýþ +
Ā
2
= �㕓 Ā
Slide 284
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
�㕓 Ā
=
Custo total por
unidade de tempo
�㕓(Ā)
ýþ
Q*
Lote económico!
þÿ
/Ā
+ ýþ +
Ā
2
ýþ +
/Ā
2
þÿ
Ā
Ā
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Analiticamente tem-se
�㔕�㕓(Ā)
þÿ /
=2 2+
�㔕Ā
Ā
2
�㔕�㕓(Ā)
þÿ /
/ þÿ
2þÿ
= 0 ⇔ 2 2 + = 0 ⇔ = 2 ⇔ Ā2 =
�㔕Ā
Ā
2
2 Ā
/
Confirmação de que se trata de um minimizante
Síntese
Ā ∗=
Ā ∗=
2þÿ
/
Ā∗
þ
�㕓(Q∗) = cd + 2dKh
Ā=
2þÿ
/
�㔕 2 �㕓(Ā) 2þÿ
= 3 >0
�㔕Ā
Ā
Lote económico
Comprimento de um período
Custo ótimo por unidade de tempo
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Suposições consideradas para o Modelo Determinístico Básico:
➢ A procura ocorre de forma contínua e constante ao longo do tempo
➢ O stock é re-abastecido de forma instantânea no exato instante
pretendido e na quantidade desejada
➢ O tempo de entrega/reposição do stock é nulo
�㕓 Ā
Síntese
Ā ∗=
Ā ∗=
=
2þÿ
/
Ā∗
þ
þÿ
/Ā
+ ýþ +
Ā
2
Lote económico (Quantidade ótima a encomendar)
Comprimento de um período
�㕓(Q∗) = cd + 2dKh
Custo ótimo por unidade de tempo
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Exemplo
Um revendedor de pneus pretende determinar a política económica ótima de
gestão do seu stock de pneus de forma a minimizar o custo global envolvido.
A procura anual é de cerca de 5000 pneus.
O custo de efetivação de uma encomenda é de €125,00, sendo o custo
unitário de cada pneu (já com transporte incluído) de €50,00.
Estima-se que o armazenamento de um pneu tenha um custo de €20,00 por
ano.
Lote económico
?
Custo ótimo anual
?
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6. Gestão de stocks
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Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Exemplo (continuação)
Tem-se
d=5000
K=125
c=50
h=20
Donde,
Ā∗ =
Ā∗ =
2þÿ
=
/
2 × 5000 × 125
= 250
20
250
= 0.05 anos = (aprox.) 18 dias
5000
Lote económico
Comprimento de um ciclo
�㕓(250) = 50 × 5000 + 2 × 5000 × 125 × 20 = €255000,00
Custo ótimo anual
Resposta: De cada vez, deverão ser encomendados 250 pneus. Deve-se lançar nova
encomenda de 18 em 18 dias.
Slide 289
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Arredondamentos?....
Custo total por
unidade de tempo
�㕓(Ā)
ýþ
Q*
Lote económico!
ýþ +
/Ā
2
þÿ
Ā
Ā
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Suposições consideradas para o Modelo Determinístico Básico:
➢ A procura ocorre de forma contínua e constante ao longo do tempo
➢ O stock é re-abastecido de forma instantânea no exato instante
pretendido e na quantidade desejada
➢ O tempo de entrega/reposição do stock é nulo
�㕓 Ā
Síntese
Ā ∗=
Ā ∗=
=
2þÿ
/
Ā∗
þ
þÿ
/Ā
+ ýþ +
Ā
2
Lote económico (Quantidade ótima a encomendar)
Comprimento de um período
�㕓(Q∗) = cd + 2dKh
Custo ótimo por unidade de tempo
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Vamos considerar a variante em que o tempo de entrega não é nulo
Ă
Tempo de entrega
Tempo que decorre desde o momento em que é feita uma encomenda
até que o stock seja reposto
Slide 292
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Ă
Tempo de entrega
Momento em que deve ser lançada a
encomenda para que não haja rutura do stock
ÿ(Ā 2 Ă) = Ā 2 þ × (Ā 2 Ă) = Ā 2 þĀ + þĂ
= Ā 2 Ā + þĂ = þĂ
Ā=
Ā
þ
T2Ă
Nível do stock no momento T-l
r: Ponto de encomenda
r =þĂ
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Exemplo
Retomemos o exemplo do revendedor de pneus.
Suponhamos, adicionalmente, que o prazo normal de re-aprovisionamento de
uma encomenda de pneus é de 4 dias
?
Ponto de encomenda
A procura anual é de cerca de 5000 pneus.
r = þ × l = 5000 ×
4
= 54.79 j 55
365
Ponto de encomenda
Deve-se lançar nova encomenda quando o nível do stock atinge os 55 pneus.
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Descontos de quantidade
Frequentemente, o custo unitário de aquisição/produção, depende da
quantidade encomendada/produzida.
QUANTIDADE A ENCOMENDAR
PREÇO UNITÁRIO
1 f Ā < �㕞1
ý1
�㕞1 f Ā < �㕞2
…
�㕞�㕛21 f Ā
ý2
…
ý�㕛
ý1 > ý2 >. . . > ý�㕛
Incentivam-se encomendas/lotes de produção de maiores dimensão
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
�㕓ÿ (Ā) =
þÿ
/Ā
+ ýÿ þ +
Ā
2
Custo total por
unidade de tempo
�㕓1 (Ā)
�㕓2 (Ā)
î
�㕓�㕛 (Ā)
Ā
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Custo total por
unidade de tempo
�㕓1 (Ā)
�㕓2 (Ā)
�㕓�㕛 (Ā)
î
�㕞1
�㕞2
�㕞�㕛21
Ā
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Custo total por
unidade de tempo
�㕓1 (Ā)
�㕓�㕛 (Ā)
�㕓2 (Ā)
ï
�㕞1
�㕞2
�㕞�㕛21
Ā
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Determinação da quantidade ótima a encomendar
Ā ∗=
Solução ótima
2þÿ
/
ou
Um dos
�㕞Ā maiores ou iguais a Q*
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Metodologia para determinar a quantidade ótima a encomendar
1. Determinar
2. Seja
3. ÿ = ý
Ā ∗=
2þÿ
/
e
�㕞Ā = min �㕞Ā : �㕞Ā > Ā ∗
Enquanto
ÿ fĄ21
�㕓(Ā ∗)
Utiliza-se o custo unitário
apropriado para a quantidade Q*
Primeiro patamar imediatamente a seguir
ao patamar a que pertence Ā ∗
Calcular para todos os patamares seguintes �㕓(�㕞ÿ )
Se �㕓(�㕞ÿ ) < �㕓(Ā ∗)
fazer
Ā ∗= �㕞ÿ
ÿ =ÿ+1
Slide 300
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Exemplo
Retomemos o exemplo do revendedor de pneus.
Suponhamos, agora, que o custo unitário de cada pneu depende da
quantidade encomendada da seguinte forma:
QUANTIDADE A ENCOMENDAR
PREÇO UNITÁRIO
1 f Ā < 200
55
200 f Ā < 275
275 f Ā < 300
300 f Ā
50
48
46
�㕞1 = 200
�㕞2 = 275
�㕞3 = 300
Slide 301
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Modelo Determinístico Básico
(EOQ – Economic Order Quantity)
Exemplo (continuação)
∗
Ā =
2þÿ
=
/
�㕓(250) =
2 × 5000 × 125
= 250
20
125 × 5000
20 × 250
+ 50 × 5000 +
= €255000,00
250
2
Primeiro qjgQ*
�㕓 �㕞2 = �㕓(275) =
�㕓 �㕞3 = �㕓(300) =
donde
Ā ∗ = 300
�㕞2 = 275
1 f Ā < 200
200 f Ā < 275
275 f Ā < 300
300 f Ā
125 × 5000
20 × 275
+ 48 × 5000 +
= €245023,00
275
2
125 × 5000
20 × 300
+ 46 × 5000 +
= €235083,00
300
2
Ā∗ =
300
= 0.06 anos = (aprox.) 22 dias
5000
Comprimento de um ciclo
Slide 302
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6. Gestão de stocks
Exercício 1
Um restaurante especializou-se em grelhados no carvão. O dono gere o
restaurante há muito tempo e adquiriu o hábito de encomendar 1 tonelada de
carvão de cada vez, em sacas de 50 kg, e sabe que isso lhe permite ter carvão
para 6 meses. O fornecedor é sempre o mesmo. Cada saca de 50 kg de carvão
custa 10 Euros que são pagos ao fornecedor, o qual cobra, ainda, um valor fixo
de 40 Euros por cada entrega. O dono do restaurante estima que uma tonelada
de carvão que seja armazenada por um ano inteiro tenha um custo de 10 Euros
(pelo capital imobilizado). Assuma válidas as condições subjacentes ao modelo
determinístico básico.
a) Calcule o custo anual que o dono do restaurante tem com a gestão do stock
de carvão.
b) Mostre que, anualmente, o dono do restaurante pode poupar dinheiro com a
gestão deste stock. Qual o valor máximo dessa poupança e que política deve
adotar?
c) Assuma agora que o fornecedor demora dois meses desde que recebe uma
encomenda até que a entrega. Qual a quantidade de carvão disponível que
indica ao dono do restaurante que o momento chegou de fazer uma nova
encomenda?
Slide 303
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Exercício 2
Uma empresa distribui um medicamento que tem uma procura de cerca de 10
caixas por semana. Cada caixa custa 15 euros à empresa, mas o medicamento
tem que ser armazenado no refrigerador, o que incorre num custo de 1 euro por
semana e por caixa. O medicamento é encomendado a um fornecedor que cobra
20 euros por encomenda.
a) Determine o lote económico, a correspondente periodicidade das encomendas,
bem como os custos semanais associados.
b) O fornecedor vende as caixas de medicamentos a 11 euros cada, para
encomendas maiores ou iguais a 100 caixas e a 8 euros para encomendas
superiores ou iguais a 200 caixas. Compensa à empresa aproveitar algum destes
descontos?
Slide 304
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Modelo de revisão periódica
O stock é re-abastecido periodicamente em
momentos pré-determinados no tempo
Objetivo
Determinar o nível de reabastecimento do stock no início de cada
período de forma a minimizar o custo global para o horizonte
temporal considerado
Slide 305
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Suponhamos que temos que fazer um planeamento para n períodos.
Notação
ý
Custo unitário de aquisição/produção
ÿ
Custo fixo de encomenda
þÿ
Procura/consumo no período i
/
Custo de armazenamento por unidade
do artigo e por período
Estes parâmetros assumem-se
determinísticos, conhecidos e
constantes
ÿ = 1, . . . , Ą
Slide 306
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Suposições
➢ Não há nenhuma unidade em stock no início
➢ No momento em que é feito o planeamento ainda há tempo para fazer
uma encomenda que chegue no início do primeiro período
➢ Toda a procura tem que ser satisfeita em todos os períodos (ou seja,
não é permitida rutura do stock
Slide 307
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Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
A chave para se encontrar um algoritmo eficiente que nos permita determinar
a política ótima de gestão do stock assenta na seguinte constatação acerca
da solução ótima do problema
Numa política ótima o stock é re-abastecido apenas quando
o seu nível atinge o valor zero
Não há vantagem em fazer encomendas que satisfaçam
parcialmente a procura de algum período posterior
Slide 308
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Retomemos o exemplo das bicicletas já apresentado antes)
Um hipermercado pretende gerir o seu stock de um determinado tipo de
bicicleta. Relativamente a esta bicicleta, a previsão de vendas para os
próximos 3 meses é a seguinte:
Mês
1
2
3
Nº de bicicletas
6
7
4
Presentemente não existe nenhuma bicicleta em stock.
Os custos relevantes são os seguintes:
Custo no fabricante
40 € por bicicleta
15 € por encomenda de bicicletas
Custo de transporte
35 € por cada encomenda de bicicletas
Custo de armazenamento
5 € por cada bicicleta
(que seja armazenada de uma mês para o seguinte)
Slide 309
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Retomemos o exemplo das bicicletas já apresentado antes)
Consideremos a seguinte política de re-abastecimento do stock de bicicletas:
Início do mês 1
O stock é re-abastecido com 10 bicicletas
Início do mês 2
O stock é re-abastecido com 7 bicicletas
Procura
Mês
1
2
3
Nº de bicicletas
6
7
4
Início do mês 1
O stock é re-abastecido com 6 bicicletas
Início do mês 2
O stock é re-abastecido com 11 bicicletas
Slide 310
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Retomemos o exemplo das bicicletas já apresentado antes)
Consideremos a seguinte política de re-abastecimento do stock de bicicletas:
Início do mês 1
O stock é re-abastecido com 10 bicicletas
Início do mês 2
O stock é re-abastecido com 7 bicicletas
Repare-se que no início do período 1 chegam bicicletas que satisfazem apenas
parcialmente (4 bicicletas) a procura do período 2.
No início do período 2 será necessário re-abastecer com o que falta para este período.
Então, se as 4 bicicletas que chegam no período 1 e que se destinam ao período 2
vierem apenas no início do período 2, os custos de armazenamento descem sem que se
suba qualquer outro custo. Assim, a seguinte política é preferível:
Início do mês 1
O stock é re-abastecido com 6 bicicletas
Início do mês 2
O stock é re-abastecido com 11 bicicletas
Slide 311
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
6. Gestão de stocks
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
A chave para se encontrar um algoritmo eficiente que nos permita determinar
a política ótima de gestão do stock assenta na seguinte constatação acerca
da solução ótima do problema
Numa política ótima o stock é re-abastecido apenas quando
o seu nível atinge o valor zero
Não há vantagem em fazer encomendas que satisfaçam
parcialmente a procura de algum período posterior
Slide 312
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Política ótima no caso geral
Re-abastecimento do stock no (início do) período
ÿ ∈ 1, . . . , Ą
0
Não há re-abastecimento
þÿ + þÿ+1
É feito o re-abastecimento para os períodos i e i+1
þÿ + ï + þ�㕛
É feito o re-abastecimento para os períodos i, i+1,...,n
þÿ
î
É feito o re-abastecimento para o período i
Slide 313
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
O problema pode ser formulado como um problema de caminho mais curto
entre dois vértices de um grafo
ă = (�㕋, �㔴)
�㕋 = 1, . . . , ÿ, . . . Ą + 1
ÿ
�㔴 = (ÿ, Ā): 1 f ÿ < Ā f Ą + 1
ÿ
Início do período
Fim do período
ÿ
ÿ21
Ā
Re-abastecimento do stock no início do
período i com a quantidade necessária
para os meses ÿ, ÿ + 1, . . . , Ā 2 1
Slide 314
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6. Gestão de stocks
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Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
ÿ
Ā
Re-abastecimento do stock no início do
período i com a quantidade necessária
para os meses ÿ, ÿ + 1, . . . , Ā 2 1
➢ A encomenda terá dimensão þÿ + þÿ+1 +. . . +þĀ21
➢ O stock no final do mês k (ifkfj-1)
þā+1 + þā+2 +. . . +þĀ21
➢ O custo da encomenda é ÿ + ý × þÿ + þÿ+1 +. . . +þĀ21
➢ O custo de armazenamento é
Ā22
/ × þā+1 + þā+2 +. . . +þĀ21
ā=ÿ
Slide 315
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Ā22
ÿÿĀ = ÿ + ý × þÿ + þÿ+1 +. . . +þĀ21 + / × þā+1 + þā+2 +. . . +þĀ21
ā=ÿ
Ā
ÿ
ÿ(Ą + 1)
Custo da política ótima
ÿ(1) = 0
ÿ(Ā) = min ÿ(ÿ) + ÿÿĀ , ÿ = 1, . . . , Ā 2 1
Custo da política ótima para os períodos
Ā = 2, . . . , Ą + 1
1, . . . , Ā 2 1
Observação Se o stock inicial não for 0, tudo se mantém. Apenas é
necessário subtrair o stock inicial à procura no primeiro
período
Slide 316
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6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Retomemos o exemplo das bicicletas já apresentado antes)
Um hipermercado pretende gerir o seu stock de um determinado tipo de
bicicleta. Relativamente a esta bicicleta, a previsão de vendas para os
próximos 3 meses é a seguinte:
Mês
1
2
3
Nº de bicicletas
6
7
4
Existe um stock inicial de 3 bicicletas
Os custos relevantes são os seguintes:
Custo no fabricante
þ1 = 6 2 3 = 3
þ2 = 7
þ3 = 4
ý = 40
40 € por bicicleta
15 € por encomenda de bicicletas
ÿ = 50
Custo de transporte
35 € por cada encomenda de bicicletas
Custo de armazenamento
5 € por cada bicicleta
(que seja armazenada de uma mês para o seguinte)
/=5
Slide 317
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6. Gestão de stocks
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Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Continuação)
ý = 40
ÿ = 50
Valores dos arcos
þ1 = 3
/=5
þ2 = 7
1
50 + 40 × 3 + 5 × 0 = 170
(1,4)
50 + 40 × 3 + 7 + 6 + 5 × 11 + 5 × 4 + 5 × 0 = 685
(2,3)
(2,4)
(3,4)
3
4
þ3 = 4
(1,2)
(1,3)
2
50 + 40 × 3 + 7 + 5 × 7 + 5 × 0 = 485
50 + 40 × 7 + 5 × 0 = 330
50 + 40 × 7 + 4 + 5 × 4 + 5 × 0 = 510
50 + 40 × 4 + 5 × 0 = 210
Slide 320
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Continuação)
1
485
510
170
210
2
330
3
4
685
ÿ(1) = 0
ÿ(2) = ÿ(1) + ÿ12 = 170
ÿ(3) = min ÿ(1) + ÿ13 , ÿ(2) + ÿ23 = 485
ÿ(4) = min ÿ(1) + ÿ14 , ÿ(2) + ÿ24 , ÿ(3) + ÿ34 = 680
Slide 321
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Continuação)
485
0
1
510
170
2
680
485
170
330
3
210
4
685
ÿ(1) = 0
ÿ(2) = ÿ(1) + ÿ12 = 170
ÿ(3) = min ÿ(1) + ÿ13 , ÿ(2) + ÿ23 = 485
ÿ(4) = min ÿ(1) + ÿ14 , ÿ(2) + ÿ24 , ÿ(3) + ÿ34 = 680
Slide 322
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE CIÊNCIAS
6. Gestão de stocks
DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Gestão de stocks – Um modelo de revisão periódica
Exemplo (Continuação)
485
0
1
510
170
2
680
485
170
330
3
210
4
685
Política ótima de gestão deste stock
Re-abastecer o stock logo de início com 3 unidades (o necessário para o mês 1)
Re-abastecer o stock no início do mês 2 com 11 unidades (o necessário para os
meses 2 e 3)
Custo ótimo: 680 €
Slide 323
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Exercício 3
Uma fábrica de roupa utiliza determinado tecido na produção de três tipos de
fato (os fatos variam apenas no modelo). Presentemente a fábrica está a
consumir 100 metros deste tecido por semana. Cada metro de tecido tem um
custo para a fábrica de 5 Euros por metro. O gerente da fábrica acredita que
após 2 semanas de produção terá que a aumentar e que, para isso, precisará de
200 metros de tecido em cada uma das duas semanas seguintes. As
encomendas só podem ser feitas no início de cada semana. Cada encomenda
tem um custo de 100 Euros (custo pago ao fornecedor pela deslocação à
fábrica). Por outro lado, o armazenamento do tecido tem que ser feito em
espaço próprio estimando-se que cada metro de tecido que seja armazenado
por mês tenha um custo de 1.6 Euros. De momento a fábrica dispõe de 150
metros deste tecido. Pretende-se determinar a política ótima de gestão deste
stock para um horizonte de planeamento de 4 semanas.
Slide 324
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DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO OPERACIONAL
Introdução à Investigação Operacional, 2024/2025
6. Gestão de stocks
Módulos desejáveis num sistema informático de apoio à gestão de stocks
❖ Sistema de informação
Registo de transações, processamento de ficheiros,etc.
Um bom controlo dos items em stock é essencial (leitura dos códigos de
barras, armazéns equipados com contagem automática de items, etc. )
❖ Análise estatística e previsão
❖ Otimização
Algoritmos para dedução de políticas ótimas
❖ Simulação
Análise de cenários, avaliação de alternativas
Slide 325
Introdução à Investigação Operacional
Licenciaturas:
Engenharia Informática,
Engenharia Geoespacial,
Tecnologia de Informação.
Minor:
Estatística e Investigação Operacional
Maria da Conceição da Fonseca
Departamento de Estatística e Investigação Operacional
Gabinete: 6.4.19| E-mail mdfonseca@ciencias.ulisboa.pt
326
0
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