ADAPTAÇÕES MUSCULARES
AO TREINAMENTO RESISTIDO
ADAPTAÇÕES NEURAIS
ADAPTAÇÕES MORFOLÓGICAS
CARACTERÍSTICAS MUSCULARES
TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES
TIPO I
Vermelhas, oxidativas, lentas e com alta resistência à fadiga.
TIPO II
Brancas, glicolíticas, rápidas e com baixa/moderada resistência à fadiga.
FUNÇÃO
MÚSCULOS TÔNICOS
Responsáveis pela manutenção do corpo contra a gravidade (ativadas 90% do
tempo); apresentam predomínio de fibras lentas.
MÚSCULOS FÁSICOS
Responsáveis pela produção de força muscular (ativadas 5% do tempo); compostos,
predominantemente, por fibras rápidas.
ADAPTAÇÕES NEURAIS
• Aumento no recrutamento de unidades motoras (UM)
• Aumento na frequência dos disparos das unidades motoras (UM)
• Melhor sincronização entre as UM
• Redução da co-ativação dos músculos antagonistas (melhor relação agonistaantagonista)
UNIDADE MOTORA (UM) = composta por um neurônio motor e todas as fibras
musculares por ele inervadas.
UM de fibras lentas = 10 a 180 fibras musculares por neurônio motor.
UM de fibras rápidas = 300 a 800 fibras musculares por neurônio motor.
PRINCÍPIO DO TAMANHO = recrutamento dos motoneurônios acontece de forma
crescente, dos menores para os maiores.
REDUÇÃO DA CO-ATIVAÇÃO DOS MÚSCULOS ANTAGONISTAS
Observa-se que a co-ativação dos músculos antagonistas é inibido porque o
indivíduo aprende e coordena os movimentos executados.
AUMENTO NO NÚMERO DE UM RECRUTADAS
Observa-se maior atividade elétrica nos músculos em treinamento. Se várias
UM são ativadas, mais força é produzida
AUMENTO DA FREQUÊNCIA DE ATIVAÇÃO DAS UM
O aumento na taxa de impulsos do sistema nervoso faz com que as UM sejam
ativadas mais vezes e, dessa forma, possam gerar mais força.
MELHOR SINCRONIZAÇÃO DAS UM
Além do aumento das UM recrutadas, existe um maior sincronismo durante o
recrutamento das UM, que passam a trabalhar juntas, ao mesmo tempo.
• As adaptações neurais acontecem, em média, após 8 semanas de
treinamento de força (< 12 semanas)
• Estão relacionadas ao aprendizado do movimento; representam uma
melhora funcional
• As adaptações neurais parecem ser mais importantes e mais pronunciadas
em mulheres em comparação aos homens
• A complexidade da tarefa influencia as adaptações neurais. Movimentos
mais complexos demoram mais tempo para mostrar adaptações
• Tendem a ser mais persistentes do que as adaptações morfológicas após
um período de destreino
ADAPTAÇÕES MORFOLÓGICAS
• AUMENTO DA ÁREA DE SECÇÃO TRANSVERSA
• HIPERTROFIA
• HIPERPLASIA
• MUDANÇA NO ÂNGULO DE PENAÇÃO
MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO
As fibras musculares esqueléticas são classificadas como células permanentes,
portanto, na vida pós-natal, não têm a capacidade de sofrer proliferação.
Embora não sejam capazes de se dividir, as células musculares esqueléticas podem
sofrer variações em três dimensões: no comprimento longitudinal, no volume de
secção transversal e em número.
O músculo esquelético adulto é capaz de se regenerar e sofrer modificações
tróficas. Os processos musculares de reparação/regeneração, hipertrofia e
hiperplasia parecem estar todos relacionados às células satélites (CS).
As células satélites (CS) são populações de células miogênicas encontradas
somente na periferia das fibras musculares pós-natal, e que representam 2-10% do
total dos mionúcleos associados às fibras. Elas são consideradas um reservatório de
células progenitoras (stem cell - células-tronco) que devem ser recrutadas uma vez
que, naturalmente, estão inativas. A ativação dessas células depende de um
estímulo adequado.
HIPERTROFIA X HIPERPLASIA
HIPERTROFIA = processo adaptativo que resulta em um aumento da área de
secção transversa do músculo, assim como em um aumento da área de secção
transversa da fibra muscular como resposta ao aumento do número e tamanho
das miofibrilas, assim como a adição de sarcômeros no interior da fibra muscular.
HIPERPLASIA = se traduz por um aumento no número de células (ou fibras)
musculares em relação ao original.
A hipertrofia e a hiperplasia dependem de um balanço positivo entre síntese e
degradação protéica, dado por aumento da síntese e redução (ou não
modificação) da degradação protéica.
REGENERAÇÃO MUSCULAR
As lesões mecânicas agudas levam à
destruição da fibra muscular pela
ruptura da membrana plasmática e
da lâmina basal, com consequente
influxo de cálcio e necrose por
autodigestão ou apontoes eventual.
FASES DA REGENERAÇÃO MUSCULAR:
D E G E N E R A Ç Ã O E R E S P O S TA
INFLAMATÓRIA
REGENERAÇÃO/REPARO
FORMAÇÃO DA CICATRIZ
REGENERAÇÃO MUSCULAR
DEGENERAÇÃO E RESPOSTA INFLAMATÓRIA
Inicia-se nos minutos seguintes à lesão e dura até 2 semanas. A região lesionada é
invadida por leucócitos e macrófagos, que secretam citocinas e fatores de
crescimento que não apenas aceleram o processo inflamatório, como também
desempenham função importante na próxima fase do ciclo.
REGENERAÇÃO/REPARO
Inicia-se na primeira semana após a lesão e dura até 2 semanas. Começa pela
ativação e diferenciação das células satélites musculares, seguida pela maturação
dos mioblastos (miofibrilas), paralelamente à neoformação vascular por
angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) para vascularizar as novas
miofibrilas.
FORMAÇÃO DA CICATRIZ
Inicia-se durante a segunda semana após a lesão e aumenta ao longo do tempo. O
aparecimento do tecido cicatricial completa a regeneração muscular.
REGENERAÇÃO X CICATRIZAÇÃO
REGENERAÇÃO
CICATRIZAÇÃO
ÂNGULO DE PENAÇÃO