Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ABNT IEC/TS 60815-1 Primeira edição 15.12.2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Válida a partir de 15.01.2015 Seleção e dimensionamento de isoladores para alta-tensão para uso sob condições de poluição Parte 1: Definições, informações e princípios gerais Selection and dimensioning of high voltage insulators intended for use in polluted conditions Part 1: Definitions, information and general principles ICS 29.080.10 ISBN 978-85-07-05280-7 Número de referência ABNT IEC/TS 60815-1:2014 56 páginas © IEC 2008 - © ABNT 2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 © IEC 2008 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT, único representante da ISO no território brasileiro. © ABNT 2014 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. Sede da ABNT Av.Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br ii © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Sumário Página Prefácio Nacional................................................................................................................................iv 1 Escopo e objetivo................................................................................................................1 2 Referências normativas......................................................................................................2 3 Termos, definições e abreviações.....................................................................................2 3.1 Termos e definições............................................................................................................2 3.2 Abreviações.........................................................................................................................5 4 Abordagens propostas para a seleção e o dimensionamento de um isolador.............5 4.1 Introdução............................................................................................................................5 4.2 Abordagem 1.......................................................................................................................6 4.3 Abordagem 2 ......................................................................................................................6 4.4 Abordagem 3.......................................................................................................................6 5 Parâmetros de entrada para a seleção e dimensionamento de um isolador................8 6 Requisitos do sistema........................................................................................................9 7 Condições ambientais......................................................................................................10 7.1 Identificação dos tipos de poluição................................................................................10 7.1.1 Poluição tipo A..................................................................................................................10 7.1.2 Poluição tipo B.................................................................................................................. 11 7.2 Tipos gerais de ambientes............................................................................................... 11 7.3 Severidade da poluição....................................................................................................12 8 Avaliação da severidade da poluição local (SPL)..........................................................13 8.1 Severidade da poluição local...........................................................................................13 8.2 Métodos de avaliação da severidade da poluição local................................................13 8.3 Classes de severidade da poluição local (SPL).............................................................14 9 Seleção do isolamento e dimensionamento...................................................................19 9.1 Descrição geral do processo...........................................................................................19 9.2 Diretriz geral dos materiais..............................................................................................19 9.3 Diretriz geral dos perfis....................................................................................................20 9.4 Considerações quanto à distância de escoamento e quanto ao comprimento do isolador.........................................................................................................................22 9.5 Considerações para aplicações ou ambientes excepcionais ou específicos.............22 9.5.1 Isoladores com núcleo oco..............................................................................................22 9.5.2 Regiões áridas...................................................................................................................23 9.5.3 Efeito de proximidade.......................................................................................................23 9.5.4 Orientação..........................................................................................................................23 9.5.5 Manutenção e métodos paliativos...................................................................................24 Anexo A (informativo) Fluxograma representando as abordagens de projeto..............................25 Anexo B (informativo) Mecanismos de descarga devido à poluição..............................................28 B.1 Descrição do mecanismo de descarga devido à poluição tipo A.................................28 B.2 Descrição do mecanismo de descarga devido à poluição tipo B................................29 B.2.1 Névoa condutiva................................................................................................................29 B.2.2 Fezes de pássaros em forma de fita................................................................................30 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados iii Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 B.3 Mecanismo de descarga devido à poluição em superfícies hidrofóbicas...................30 Anexo C (informativo) Medição de DDSE e DDNS............................................................................31 C.1 Introdução..........................................................................................................................31 C.2 Material necessário para medir o grau da poluição.......................................................32 C.3 Métodos de coleta de poluição para medição da DDSE e da DDNS............................32 C.3.1 Geral...................................................................................................................................32 C.3.2 Procedimento utilizando a técnica do esfregão.............................................................33 C.3.3 Procedimento usando a técnica da lavagem (isoladores tipo disco)..........................33 C.4 Determinação da DDSE e da DDNS.................................................................................34 C.4.1 Cálculo da DDSE...............................................................................................................34 C.4.2 Cálculo da DDNS...............................................................................................................36 C.5 Análise química dos poluentes........................................................................................37 Anexo D (normativo) Avaliação da severidade da poluição tipo B.................................................38 D.1 Introdução..........................................................................................................................38 D.2 Avaliação da SEL para poluição tipo B utilizando a medição da corrente de fuga....38 D.2.1 Medição da condutância superficial................................................................................38 D.2.2 Medição da corrente de fuga superficial.........................................................................38 D.2.3 Calibração pelo ensaio de névoa salina.........................................................................38 D.3 Avaliação da SEL para poluição tipo B pela medição da descarga disruptiva devido ao estresse do isolador........................................................................................39 D.4 Como determinar a SPL para poluição tipo B................................................................39 Anexo E (normativo) Medições com o coletor do depósito direcional de poeira.........................41 E.1 Introdução..........................................................................................................................41 E.2 Procedimento de medição................................................................................................42 E.3 Determinação da classe da SPL a partir das medições com o CDDP.........................43 E.4 Correção para as influências climáticas.........................................................................44 Anexo F (normativo) Uso dos métodos de ensaio laboratoriais.....................................................45 Anexo G (normativo) Abordagens determinísticas e estatísticas para a severidade do ensaio de poluição artificial e critério de aceitação......................................................47 G.1 Linhas gerais.....................................................................................................................47 G.2 Abordagem determinística...............................................................................................47 G.3 Abordagem estatística......................................................................................................48 Anexo H (informativo) Exemplo de questionário para coleta de informações sobre o comportamento de isoladores em áreas poluídas.....................................................50 Anexo I (informativo) Fator de forma.................................................................................................54 Anexo J (informativo) Correspondência entre distância de escoamento específica e DEEU......55 Bibliografia..........................................................................................................................................56 Figuras Figura 1 – Severidade da poluição local tipo A – Relação entre DDSE/DDNS e SPL para o isolador de referência tipo disco.........................................................................16 Figura 2 – Severidade da poluição local tipo A – Relação entre DDSE/DDNS e SPL para o isolador de referência tipo bastão...............................................................16 iv © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Figura 3 – Severidade da poluição local tipo B – Relação entre SEL e SPL para isolador de referência ou monitor...........................................................................17 Figura C.1 – Cadeias para medição da DDSE e da DDNS..............................................................32 Figura C.2 – Retirada de poluentes da superfície de isoladores...................................................33 Figura C.3 – Valor de b.......................................................................................................................35 Figura C.4 – Relação entre σ20 e Sa..................................................................................................35 Figura C.5 – Procedimento para medição da DDNS.......................................................................37 Figura E.1 – Coletores para depósito direcional de poeira............................................................41 Figura G.1 – Ilustração para projeto baseado na abordagem determinística..............................48 Figura G.2 – Conceito estresse/rigidez para o cálculo do risco de descarga sob poluição.......48 Figura I.1 – Fator de forma................................................................................................................54 Tabelas Tabela 1 – As três abordagens para seleção e dimensionamento de isoladores..........................7 Tabela 2 – Parâmetros de entrada para seleção e dimensionamento de isoladores.....................8 Tabela 3 – Índice do recipiente para depósito direcional de poeira em relação à classe de SPL.................................................................................................................17 Tabela 4 – Correção da classe da severidade da poluição local em função dos níveis de DNS do RDDP....................................................................................................................17 Tabela 5 – Exemplos de ambientes típicos......................................................................................18 Tabela 6 – Perfis típicos e suas características principais............................................................20 Tabela E.1 – Índice de poluição obtido com medições do coletor direcional do depósito de poeira em relação à classe da severidade local da poluição..................................43 Tabela E.2 – Fatores de correção da classe da severidade local da poluição em função dos níveis de DNS medidos com o CDDP...................................................44 Tabela J.1 – Correspondência entre a distância de escoamento específica e a distância de escoamento específica unificada...........................................................55 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados v Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Prefácio Nacional A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor. A ABNT IEC/TS 60815-1 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela Comissão de Estudo de Isoladores para Linhas Aéreas e Subestações (CE-03:036.01). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 09, de 12.09.2014 a 13.10.2014, com o número de Projeto 03:036.01-070. Esta Especificação Tecnica é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à IEC/TS 60815-1:2008 Ed 1.0, que foi elaborada pelo Technical Committee Insulators (IEC/TC 36), conforme ISO/IEC Guide 21-1:2005. Esta parte da ABNT IEC/TS 60815 e a ABNT IEC/TS 60815-2 cancelam e substituem a ABNT IEC/TS 60815:2005. A ABNT IEC/TS 60815, sob o título geral “Seleção e dimensionamento de isoladores para alta-tensão para uso sob condições de poluição”, tem previsão de conter as seguintes partes: —— Parte 1: Definições, informações e princípios gerais; —— Parte 2: Isoladores de porcelana e de vidro para sistemas de corrente alternada; —— Parte 3: Isoladores poliméricos para sistemas de corrente alternada. O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte: Scope ABNT IEC/TS 60815-1, which is a Technical Specification, is applicable to selection of insulators, and the determination of their relevent dimensions, to be used in high-voltage systems with respect to pollution. For the purpose of this specification, the insulators are divided into the following broad categories, each dealt with in a specific part as follows: —— ABNT IEC/TS 60815-2 – Ceramic and glass insulators for a. c. systems; —— ABNT IEC/TS 60815-3 – Polymeric insulators for a. c. systems; vi © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 —— IEC/TS 60815-4 – equivalent to 60815-2 for d.c. systems1; —— IEC/TS 60815-5 – equivalent to 60815-3 for d.c. systems1. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL This part of ABNT IEC/TS 60815 gives general definitions, methods for the evaluation of pollution site severity (SPS) and outlines the principles to arrive at an informed judgement on the probable behaviour of a given insulator in certain pollution enviroments. This Technical Specifications is generally applicable to all types of external insulation, including insulation forming part of others apparatus. The term “insulator” is used hereafter to refer to any type of insulator. CIGRE C4 documents [1], [2], [3]2 , form a useful complement to this Technical Specification for those wishing to study in greater depth the performance of insulators under pollution. This Technical Specification does not deal with the effects of snow, ice or altitude on polluted insulators. Although this subject is dealt with by CIGRE [1], [4] current knowledge is very limited and practice is too diverse. The object of this technical specification is to ●● understand and identify parameters of the system, application, equipment and site influencing the pollution behaviour of insulators, ●● understand and choose the appropriate approach to the design and selection of the insulator solution, based on available data, time and resources, ●● characterize the type of pollution at a site and determine the pollution severity (SPS), ●● determine the reference unfied specific creepage distance (USCD) from the SPS, ●● determine the corrections to the “reference” USCD to take into account the specific properties (notably insulator profile) of the “candidate” insulators for the site, application and system type, ●● determine the relative advantages and disadvantages of the possible solutions, ●● assess the need and merits of “hybrid” solutions or palliative measures, ●● if required, determine the appropriate test methods and parameters to verify the perfomance of the selected insulators. 1 At the time of writing these projects have yet to be initiated. 2 References in square brackets refer to the bibliography. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados vii Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Seleção e dimensionamento de isoladores para alta-tensão para uso sob condições de poluição Parte 1: Definições, informações e princípios gerais Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 1 Escopo e objetivo A ABNT IEC/TS 60815-1 é uma Especificação Técnica aplicável à seleção de isoladores, e na determinação de suas dimensões principais, a serem usados em sistemas de alta-tensão para áreas poluídas. Para os efeitos desta Especificação Técnica, os isoladores são divididos nas seguintes categorias principais, cada uma com sua parte específica: —— ABNT IEC/TS 60815-2 – Isoladores de porcelana e de vidro para sistemas de corrente alternada; —— ABNT IEC/TS 60815-3 – Isoladores poliméricos para sistemas de corrente alternada; —— IEC/TS 60815-4 – equivalent to 60815-4 for d.c. systems1 —— IEC/TS 60815-5 – equivalent to 60815-5 for d.c. systems.1 Esta Parte da ABNT IEC/TS 60815 fornece definições gerais, métodos para a avaliação da severidade da poluição local (SPL) e ressalta os princípios que permitem uma avaliação consistente do provável comportamento de um determinado isolador em um certo ambiente poluído. Esta Especificação Técnica é geralmente aplicável a todos os tipos de isolamento para uso externo, incluindo o isolamento que faz parte de outros equipamentos. O termo “isolador” é usado a seguir como referência a qualquer tipo de isolador. Os documentos do CIGRÉ C4 [1], [2], [3]2 se constituem em complemento útil para esta Especificação Técnica para as pessoas que querem estudar, com maior profundidade, o desempenho de isoladores sob poluição. Esta Especificação Técnica não leva em consideração os efeitos de neve, gelo ou altitude nos isoladores poluídos. Embora esse assunto seja debatido pelo CIGRÉ [1], [4], o conhecimento atual é muito limitado e a prática é bastante diversa. O objetivo desta Especificação Técnica é ●● entender e identificar parâmetros do sistema, aplicação, equipamentos e local que possam influenciar o comportamento dos isoladores sob poluição; ●● entender e escolher a melhor abordagem para o projeto e seleção do isolador mais indicado, com base nos dados disponíveis, tempo e recursos; ●● caracterizar o tipo da poluição em um local e determinar a severidade da poluição local (SPL); ●● determinar a distância de escoamento específica unificada (DEEU) de referência a partir da SPL; © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 1 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 ●● determinar as correções para o valor de referência de DEEU, para levar em consideração as propriedades específicas (principalmente o perfil do isolador) dos isoladores candidatos à instalação em um determinado local, aplicação e tipo de sistema;1, 2 ●● determinar as vantagens e desvantagens relativas de possíveis soluções; ●● estimar a necessidade e os méritos de soluções “híbridas“ ou medidas paliativas; ●● se necessário, determinar os métodos de ensaio apropriados e os parâmetros para verificar o desempenho dos isoladores selecionados. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). IEC 60038, IEC standard voltages NOTA BRASILEIRA No Brasil, pode ser utilizada a ABNT NBR 6939. IEC 60050-471, International Electrotechnical Vocabulary – Part 471: Insulators NOTA BRASILEIRA No Brasil, pode ser utilizada a ABNT NBR 5472. IEC 60305, Insulators for overhead lines with a nominal voltage above 1 000 V – Ceramic or glass insulators units for a.c systems – Characteristics of insulator units of the cap and pin type NOTA BRASILEIRA No Brasil, pode ser utilizada a ABNT NBR 7109. IEC 60433, Insulators for overhead lines with a nominal voltage above 1 000 V – Ceramic insulators for a.c. systems – Characteristics of insulator units of the long rod type NOTA BRASILEIRA No Brasil, pode ser utilizada a ABNT NBR 12459. IEC 60507:1991, Artificial pollution tests on high-voltage insulators to be used on a.c. systems NOTA BRASILEIRA A edição em vigor atualmente é a IEC 60507:2013, ed. 3.0. No Brasil, pode ser utilizada a ABNT NBR 10621. IEC/TS 61245, Artificial pollution tests on high-voltage insulators to be used on d.c. systems 3 Termos, definições e abreviações 3.1 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos, definições e abreviações. As definições abaixo são aquelas que não aparecem na IEC 60050-471 ou diferem daquelas dadas na IEC 60050-471. 1 No momento em que esta Norma estava sendo escrita, os projetos estavam sendo iniciados. 2 Números entre colchetes se referem à bibliografia. 2 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 3.1.1 isolador de referência tipo disco isolador disco U120B ou U160B (de acordo com a IEC 60305), normalmente usado em cadeias com 7 ou 9 isoladores para medir a severidade da poluição local Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 3.1.2 isolador de referência tipo bastão isolador bastão L100 (de acordo com a IEC 60433) com saias planas sem nervuras, usado para medir a severidade da poluição local, tendo um ângulo de topo da saia entre 14° e 24° e um ângulo na parte inferior da saia entre 8° e 16°, sendo necessárias pelo menos 14 saias 3.1.3 corpo parte isolante central de um isolador, projetada para suportar as características mecânicas e da qual se projetam as saias NOTA Também conhecido como tronco em isoladores de pequenas dimensões. 3.1.4 saia parte isolante, que se projeta do corpo do isolador, destinada a aumentar a distância de escoamento NOTA Alguns exemplos típicos de perfis de saias podem ser vistos em 9.3. 3.1.5 distância de escoamento menor distância, ou soma das menores distâncias ao longo do contorno da superfície externa do corpo isolante do isolador, entre as partes que normalmente são submetidas à tensão de operação do sistema NOTA 1 A superfície de cimento ou de outro material de ligação não isolante não é considerada parte integrante da distância de escoamento. NOTA 2 Se um revestimento de alta resistividade for aplicado a seções da parte isolante de um isolador, tais seções são consideradas superfícies efetivamente isolantes, e a distância entre elas é incluída na distância de escoamento. [IEV 471-01-04, modificada] 3.1.6 distância de escoamento específica unificada DEEU distância de escoamento de um isolador dividida pelo valor eficaz da máxima tensão de operação ao longo do isolador NOTA 1 Esta definição difere da definição de distância de escoamento específica na qual o valor da tensão fase-fase da máxima tensão de operação foi utilizado. Para isolamento fase-terra, essa definição implica em valores que são 3 vezes maiores que os valores indicados pela definição de distância de escoamento específica da ABNT IEC/TR 60815 (2005). NOTA 2 Para ‘Um’, ver IEV 604-03-01 [5] NOTA 3 Geralmente, expressa em mm/kV e, usualmente, expressa como um valor mínimo. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 3 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 3.1.7 parametros do isolador conjunto de parâmetros geométricos que têm uma influência sobre o desempenho de poluição Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 3.1.8 densidade de depósito de sal quantidade de cloreto de sódio (NaCl) em um depósito artificial em uma determinada superfície de um isolante (peças de metal e materiais de montagem não constam nesta superfície) dividida pela área desta superfície, geralmente expressa em mg/cm2 3.1.9 densidade superficial de depósito de sal equivalente DDSE quantidade de cloreto de sódio (NaCl) que, quando dissolvida em água desmineralizada, fornece a mesma condutividade volumétrica do depósito natural de poluente removido de uma dada superfície do isolador dividida pela área dessa superfície, sendo geralmente expressa em mg/cm2 3.1.10 densidade superficial de depósito não solúvel DDNS quantidade de resíduos não solúveis removidos de uma dada superfície do isolador dividida pela área dessa superfície, geralmente expressa em mg/cm2 3.1.11 salinidade equivalente local SEL valor da salinidade do ensaio de névoa salina de acordo com a IEC 60507 que fornece valores de pico de corrente de fuga, em um isolador semelhante, como verificado sob mesma tensão, com poluição natural no local, geralmente expressa em kg/m3 3.1.12 índice do depósito de poeira solúvel IDPS condutividade volumétrica, geralmente expressa em µS/cm, dos poluentes coletados por um recipiente para coleta de depósito de poeira durante um determinado período de tempo, quando esses poluentes estão dissolvidos em uma determinada quantidade de água desmineralizada 3.1.13 índice do depósito de poeira não solúvel IDPN massa de resíduos não solúveis coletados por um recipiente para coleta de depósito de poeira durante um determinado período de tempo, geralmente expressa em mg 3.1.14 severidade da poluição local SPL valor máximo ou da relação DDSE/DDNS ou da SEL ou da relação IDPS/IDPN, registrado ao longo de um determinado período de tempo 3.1.15 classe da severidade da poluição local classificação da severidade da poluição em um local, de muito leve a muito pesada, em função da SPL 4 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 3.2 Abreviações CDDP coletor do depósito direcional de poeira IDPS Índice do depósito de poeira solúvel IDPN Índice do depósito de poeira não solúvel Ms meses secos (para CDDP) DDSE densidade superficial de depósito de sal equivalente Dn dias de névoa (para CDDP) Ff fator de forma DNS depósito não solúvel DDNS densidade superficial de depósito não solúvel IP índice de poluição (para CDDP) DDS densidade superficial de depósito de sal SEL salinidade equivalente local SPL severidade da poluição local ST sobretensão temporária DEEU distância de escoamento específica unificada 4 Abordagens propostas para a seleção e o dimensionamento de um isolador 4.1 Introdução A seleção adequada de isoladores a partir de um catálogo se baseia nos requisitos do sistema e nas condições ambientais. Três abordagens (1, 2 e 3, na Tabela 1) são recomendadas. Essas abordagens também são mostradas no fluxograma do Anexo A. A Tabela 1 mostra os dados e as decisões necessárias dentro de cada abordagem. A aplicabilidade de cada abordagem depende dos dados disponíveis, tempo e recursos envolvidos no projeto. O grau de confiabilidade de que o tipo e dimensões do isolador tenham sido corretamente selecionados varia também de acordo com as decisões tomadas durante o processo. Observar que, caso atalhos tenham sido utilizados durante o processo de seleção, então a solução resultante representa ou um super dimensionamento ou um elevado risco de falha quando em operação. Na realidade, o desempenho de um isolador sob poluição é determinado por interações complicadas e dinâmicas entre o ambiente e o isolador. O Anexo B fornece um breve resumo do mecanismo de centelhamento sob poluição. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 5 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 4.2 Abordagem 1 Na abordagem 1, tais interações são bem representadas em uma linha energizada ou em uma subestação e pode também ser representada em um laboratório de ensaio. 4.3 Abordagem 2 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Na abordagem 2, não é possível que estas interações sejam totalmente representadas por ensaios de laboratório, por exemplo, os ensaios especificados nas IEC 60507 e IEC/TS 61245. 4.4 Abordagem 3 Na abordagem 3, tais interações somente podem ser representadas e atendidas em um grau limitado pelos fatores de correção. A abordagem 3 pode ser simples e econômica para o processo de seleção e dimensionamento mas pode levar a uma subestimativa da SPL ou a uma solução menos econômica devido ao super dimensionamento. Os custos totais, incluindo as solicitações de desempenho impostas, têm de ser considerados quando da escolha das três aproximações e abordagens. Sempre que as circunstâncias permitirem, convém que as abordagens 1 e 2 sejam adotadas. As escalas de tempo envolvidas nas três abordagens são as seguintes: ●● para experiências operacionais (Abordagem 1), um período satisfatório de operação de cinco anos a dez anos pode ser considerado aceitável. Esse período pode ser maior ou menor de acordo com a frequência e severidade dos eventos climáticos e de poluição. ●● para experiências com uma estação de ensaios (Abordagem 1), um período de investigação de dois anos a cinco anos pode ser considerado como típico. Esse período pode ser maior ou menor de acordo com o protocolo de ensaio e severidade. ●● para medição da severidade local (Abordagens 2 e 3), um período de pelo menos um ano é necessário (ver 8.2). ●● para estimativa da severidade local (Abordagens 2 e 3), é necessário realizar pesquisas quanto ao clima e ao ambiente e procurar identificar e analisar todas as possíveis fontes de poluição. Assim sendo, a estimativa não é necessariamente um processo imediato e pode requerer várias semanas ou meses. ●● para ensaios laboratoriais (Abordagem 2), o tempo necessário é questão de semanas ou meses dependendo do tipo e escala dos ensaios. 6 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Tabela 1 – As três abordagens para seleção e dimensionamento de isoladores Abordagem 1 (Usar experiências passadas) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Método •• Usar os dados de campo existentes ou de uma estação experimental situada no mesmo local, em um local próximo ou em um local com condições similares Abordagem 2 (Medida e ensaio) •• Medir ou estimar a severidade da poluição local •• Selecionar isoladores candidatos utilizando o guia de perfis e distância de escoamento a seguir •• Selecionar ensaios laboratoriais aplicáveis e critérios de aprovação •• Verificar/ajustar candidatos Dados de entrada Decisões •• Medir ou estimar a severidade da poluição local •• Usar esses dados para o tipo e dimensão do isolamento baseado no guia do perfil e da distância de escoamento a seguir •• Requisitos do sistema •• Requisitos do sistema •• Requisitos do sistema •• Condições ambientais •• Condições ambientais •• Parâmetros do isolador •• Parâmetros do isolador •• Histórico de desempenho •• Tempo e recursos disponíveis •• Tempo e recursos disponíveis •• Há tempo de medir a severidade da poluição local? •• Há tempo de medir a severidade da poluição local? •• O isolamento existente satisfaz os requisitos do projeto e usa o mesmo projeto de isolamento? SIM NÃO Usar o Usar diferentes mesmo projetos de projeto de isolamento, materiais ou isolamento dimensões. Usar experiência para pré-selecionar a nova solução ou dimensão SIM Medir •• Se necessário, usar o guia do perfil e da distância de escoamento a seguir para adaptar os parâmetros do isolamento existente à nova escolha utilizando as Abordagens 2 e 3 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados •• Condições ambientais •• Parâmetros do isolador NÃO Estimar •• O tipo de poluição determina o método de ensaio de laboratório a ser usado SIM Medir NÃO Estimar •• A severidade local determina os valores do ensaio •• Selecionar candidatos Processo de seleção Abordagem 3 (Medida e projeto) •• Ensaiar os candidatos se os dados do desempenho sob poluição não estiverem disponíveis •• Se necessário, ajustar seleção/dimensões de acordo com os resultados do ensaio •• Usar o tipo de poluição e clima para selecionar os perfis adequados usando o guia a seguir •• Usar o nível de poluição e fatores de correção para o projeto do perfil e material de modo a dimensionar o isolamento usando o guia a seguir 7 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Tabela 1 (continuação) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Precisão Abordagem 1 (Usar experiências passadas) Abordagem 2 (Medida e ensaio) •• Uma seleção com boa precisão •• Uma seleção com uma precisão variando de acordo com o grau de erros e atalhos na avaliação da severidade da poluição local e com as pressuposições e/ou limitações do ensaio laboratorial selecionado Abordagem 3 (Medida e projeto) •• Possibilidade de subdimensionar ou sobredimensionar a solução comparando com as Abordagens 1 e 2. •• Uma seleção com precisão variando de acordo com o grau de erros e atalhos na avaliação da severidade da poluição local e na aplicabilidade dos fatores de correção selecionados As seções seguintes fornecem mais informações sobre os requisitos do sistema, condições ambientais e determinação da severidade da poluição local. Um exemplo do questionário que pode ser utilizado na Abordagem 1, de modo a se obter experiências operacionais a partir de linhas ou subestações existentes, é dado no Anexo H. Guias para uso em ensaios laboratoriais para a Abordagem 2 são descritos em termos gerais no Anexo F. Tanto os métodos de projeto determinísticos quanto os estatísticos estão disponíveis para projetar e selecionar o isolador apropriado com base na SPL e nos resultados de ensaios laboratoriais. Uma curta descrição desses dois métodos é apresentada no Anexo G. Para a abordagem 3, a distância de escoamento específica unificada mínima requerida e os fatores de correção são mostrados nas seções desta Norma. 5 Parâmetros de entrada para a seleção e dimensionamento de um isolador A seleção e o dimensionamento de isoladores para uso externo é um processo complexo. Um grande número de parâmetros tem que ser considerado para se obter um resultado satisfatório. Para um dado local ou projeto, os dados de entrada requeridos são de três categorias: solicitações do sistema, condições ambientais do local e parâmetros do isolador obtidos no catálogo do fabricante. Cada uma dessas três categorias contém um número de parâmetros como indicado na Tabela 2. Esses parâmetros são melhor discutidos nas próximas seções. Tabela 2 – Parâmetros de entrada para seleção e dimensionamento de isoladores Requisitos do sistema Parâmetros do isolador Tipo de sistema: Tipo de poluição e níveis: Comprimento total: Tensão máxima de operação Chuva, névoa, neblina, neve e gelo a Tipo Vento, tempestades Material Temperatura, umidade Perfil Altitude Distância de escoamento Parâmetros da coordenação de isolamento Requisitos de desempenho impostas 8 Condições ambientais © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Tabela 2 (continuação) Requisitos do sistema Distância de isolamento, geometria imposta, dimensões Trabalho em linha viva e a prática da manutenção Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL a Condições ambientais Parâmetros do isolador Descargas atmosféricas, terremotos Diâmetros Vandalismo, animais Distância de arco Crescimento biológico Projeto mecânico e elétrico Parâmetros não relacionados com a poluição estão em itálico e não são abordados nesta especificação técnica; contudo, eles podem influenciar ou limitar a escolha do tipo de isolador a ser usado. 6 Requisitos do sistema Os requisitos do sistema devem ser levados em consideração para a seleção e o dimensionamento do isolamento externo. Os seguintes pontos podem influenciar fortemente o dimensionamento e, portanto, precisam ser levados em consideração: ●● Tipo de sistema (corrente alternada ou corrente contínua) A partir dos resultados de ensaios de laboratório e das observações em campo, sabe-se que, para as mesmas condições de poluição, o isolamento para corrente contínua pode requerer um valor de distância de escoamento específica uificada mais elevado que o isolamento para corrente alternada. Esse efeito deve ser visto em detalhes nas futuras partes da IEC 60815 com sistemas de corrente contínua. ●● Tensão máxima de operação através do isolamento Usualmente, um sistema de corrente alternada é caracterizado pela tensão máxima de operação Um (ver IEC 60038). Para o isolamento fase-terra, deve ser considerada a tensão fase-terra Uph-e = Um/ 3 . Para o isolamento fase-fase, deve ser considerada a tensão fase-fase Uph-ph = Um. No caso de sistemas de corrente contínua, usualmente a tensão máxima de operação é igual à máxima tensão fase-terra. No caso de formas de onda mistas, o valor eficaz da tensão pode precisar ser usada. ●● Sobretensões O efeito de sobretensões transitórias não precisa ser considerado devido à sua curta duração. Sobretensões temporárias (ST) podem ocorrer devido a uma rejeição súbita de carga de geradores ou a falhas fase-fase ou fase-terra e não podem sempre ser ignoradas. NOTA A duração da ST depende da estrutura do sistema e pode durar até 30 min ou até mesmo mais no caso de sistemas com neutro isolado. Dependendo da duração da ST e de sua probabilidade de ocorrência, o efeito combinado da ST e da poluição no isolador pode ter de ser considerado. CIGRÉ 158 [1] fornece informações sobre esse assunto e sobre outros riscos como chaveamento desenergizado. ●● Requisitos de desempenho impostos Isolamento longitudinal utilizado para sincronização pode ser estressado até o valor de 2,5 vezes a tensão fase-terra. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 9 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Alguns compradores podem requerer níveis de desempenho para isolamento externo, considerando a eficácia, a sustentabilidade e a confiabilidade. Isso pode ser especificado, por exemplo, como o número máximo de descargas devido à poluição permitidas por estação ou por 100 km de linha, durante um determinado intervalo de tempo. Tais requisitos podem incluir também o tempo máximo de saída de operação após uma descarga. Em adição ao dimensionamento do isolador conforme as condições locais, essas solicitações podem representar o fator controlador dos parâmetros do isolador. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ●● Distâncias de isolamento, geometria imposta e dimensões Podem existir diversos casos, ou uma combinação deles, onde soluções especiais para tipos e dimensões de isolamento sejam requeridas. Alguns exemplos são: —— linhas compactas e subestações; —— posição não usual do isolador; —— projeto não usual de torres e subestações; —— condutores isolados; —— linhas e subestações com baixo impacto visual. 7 Condições ambientais 7.1 Identificação dos tipos de poluição Existem dois tipos básicos de poluição do isolador que podem ocasionar uma descarga: Tipo A: onde a poluição sólida com um componente não solúvel é depositada sobre a superfície do isolador. Este depósito se torna condutivo quando úmido. Este tipo de poluição pode ser melhor caracterizado pelas relações DDSE/DDNS e IDPS/IDPN. A DDSE de uma camada de poluição sólida pode também ser avaliada pela condutividade superficial sob condições de umidificação controladas. Tipo B: onde eletrólitos líquidos são depositados sobre a superfície do isolador com muito pouco ou nenhum componente não solúvel. Esse tipo de poluição pode ser melhor caracterizado pela medição da condutância ou da corrente de fuga. Combinações desses dois tipos podem aparecer. O Anexo B fornece uma descrição resumida do mecanismo de descarga devido à poluição para os tipos A e B de poluição. 7.1.1 Poluição tipo A A poluição tipo A está mais frequentemente associada com áreas do interior, desérticas ou com poluição industrial (ver 7.2). A poluição tipo A pode também aparecer em áreas costeiras, nos casos onde uma camada seca de sal cresce, e, então, rapidamente se umidifica pela ação de névoa, nevoeiro, neblina, garoa ou chuvisco. 10 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 A poluição tipo A possui duas componentes principais denominadas poluição solúvel, que forma uma camada condutora quando umidificada, e poluição não solúvel, que forma uma camada de fixação para a poluição solúvel. Essas componentes são descritas a seguir: ●● Poluição solúvel Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL A poluição solúvel é subdividida em sais com elevada solubilidade (ou seja, sais que se dissolvem rapidamente na água) e sais com baixa solubilidade (isto é, sais que dificilmente se dissolvem). A poluição solúvel deve ser medida em termos da densidade de depósito de sal equivalente (DDSE), em mg/cm2. ●● Poluição não solúvel Exemplos de poluição não solúvel são poeira, areia, argila, óleos etc. A poluição não solúvel é medida em termos de densidade de depósito não solúvel (DDNS), em mg/cm2. NOTA A influência da solubilidade dos sais na tensão suportável sob poluição não é levada em consideração nesta Especificação Técnica e está atualmente sob avaliação. Similarmente, a influência do tipo de poluição não solúvel não é levada em consideração. Contudo, os componentes não solúveis podem conter poluição condutiva (isto é, poluição com partículas metálicas condutivas). A referência [1] fornece mais informações sobre a influência dos tipos de materiais ativos ou inertes. 7.1.2 Poluição tipo B A poluição tipo B está mais frequentemente associada com áreas costeiras onde a água salgada ou névoa condutiva se deposita sobre a superfície do isolador. Outras fontes de poluição tipo B são, por exemplo, pulverização de culturas, névoa química e chuva ácida. 7.2 Tipos gerais de ambientes Para os efeitos desta Especificação Técnica, os ambientes são separados em cinco tipos. Esses tipos descrevem as características de poluição típica para a região. Exemplos do tipo de poluição (A ou B, conforme 7.1) são mostrados no texto. Na prática, ambientes mais poluídos compreendem mais de um desses tipos, por exemplo, regiões costeiras com praias com areia, em tais casos, é importante determinar qual o tipo de poluição (A ou B) é dominante. ●● Ambiente tipo “deserto” Essas áreas são caracterizadas por solos arenosos com períodos prolongados de condição a seco. Essas áreas podem ser extensas. A camada poluente nessas áreas normalmente compreende sais que se dissolvem lentamente em combinação com um elevado nível de DDNS (tipo A). Os isoladores são poluídos principalmente pela poluição carregada pelo vento. A limpeza natural pode ocorrer sob períodos não frequentes de chuva ou pelo jateamento de areia provocado por fortes condições de vento. Chuva não frequente combinada com sais de dissolução lenta, nesse tipo de poluição, causa uma limpeza natural menos efetiva. Umidificação crítica, que vier a causar uma descarga disruptiva no isolador, pode ocorrer, com relativa frequência, na forma de orvalho sobre os isoladores. ●● Ambiente tipo “costeiro” Essas áreas estão tipicamente na vizinhança direta da costa, mas, em alguns casos, dependendo da topografia, pode estar tão longe quanto 50 km terra adentro (interior). A poluição é depositada sobre os isoladores principalmente devido ao spray, vento e névoa. O crescimento da poluição é geralmente © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 11 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 rápido, especialmente durante condições de spray ou névoa condutiva (tipo B). O crescimento da poluição por um período longo pode também ocorrer por meio do depósito de partículas levadas pelo vento, fazendo com que a camada poluente sobre os isoladores consista em sais de dissolução rápida com um grau de componentes inertes (tipo A) que depende das características locais do solo. A limpeza natural dos isoladores é tipicamente efetiva, pois a poluição ativa consiste principalmente em sais de rápida dissolução. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ●● Ambiente tipo “industrial” Essas áreas estão localizadas bem próximas de uma fonte de poluição industrial e pode afetar somente poucas instalações. A camada poluente pode ser constituída de partículas condutivas como carvão, depósitos metálicos, gases dissolvidos como: NOx, SOx (tipo B) ou poluição que se dissolve lentamente como cimento, gesso (tipo A). A camada poluente pode ter um meio com elevada parte de componentes inertes (DDNS de médio a alto) (tipo A). A efetividade da limpeza natural em áreas industriais pode variar bastante dependendo do tipo de poluição presente. A poluição é frequentemente composta por partículas pesadas que se depositam em superfícies horizontais. ●● Ambiente tipo “agrícola” Essas áreas estão situadas na vizinhança de atividade agrícola. Tipicamente, essas áreas são submetidas à aração (tipo A) ou pulverização de culturas (tipo B). A camada de poluente sobre o isolador consiste principalmente em sais com dissolução rápida ou lenta, como produtos químicos, fezes de pássaros, sais presentes no solo e produtos resultantes de queimadas. A camada poluente pode ter um meio com elevada parte de componentes inertes (DDNS de médio a alto). A efetividade da limpeza natural depende do tipo de sal depositado. A poluição é frequentemente composta por partículas pesadas que se depositam em superfícies horizontais, mas pode ser também poluição trazida pelo vento. ●● Ambiente tipo “interior” São áreas com baixo nível de poluição sem qualquer fonte de poluição claramente identificada. 7.3 Severidade da poluição A medição da severidade da poluição no local (por exemplo, medidores, isoladores-padrão, monitores de corrente etc.) é expressa em termos de: —— DDSE e DDNS, para poluição tipo A, —— salinidade equivalente local (SEL), para poluição tipo B, —— IDPS e IDPN, para ambos os tipos de poluição. A medição da severidade da poluição em isoladores naturalmente poluídos geralmente é expressa em termos de —— DDSE e DDNS, para poluição tipo A, —— condutividade superficial para poluição tipo B. NOTA 12 Em alguns casos, a medição do DDSE pode ser usada para a poluição tipo B. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 A severidade da poluição em ensaios de poluição artificial em isoladores geralmente é especificada em termos de —— DDS e DDNS, para o método da camada sólida, —— salinidade da névoa (kg/m3) para o método da névoa salina. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 8 Avaliação da severidade da poluição local (SPL) 8.1 Severidade da poluição local A severidade da poluição local (SPL) é o valor máximo ou da DDSE e DDNS ou da SEL ou IDPS/IDPN, medido de acordo com os métodos apresentados nesta Especificação Técnica e registrado durante um período de tempo adequado, ou seja, um ou mais anos, com um certo intervalo de medição. O intervalo de medição (contínuo, cada mês, três meses, seis meses, todo ano etc. – ver Anexos C e D) pode ser escolhido de acordo com o conhecimento do clima local e condições ambientais. Se ocorrer chuva durante o período de medição, convém que a medição seja repetida em intervalos apropriados, de modo a determinar o efeito da lavagem natural. O valor da SPL é, então, o maior valor registrado durante esta série de medições. NOTA 1 Ainda que o maior valor de DDSE e DDNS (ou IDPS/IDPN) não ocorra ao mesmo tempo, convém que o valor da SPL seja considerado como uma combinação desses valores mais elevados. NOTA 2 Quando não houver lavagem natural durante o período de medição, o valor máximo da DDSE e da DDNS pode ser estimado a partir da curva da densidade de depósito como função do logaritmo do tempo, considerando o valor do tempo em relação com a frequência de chuvas esperada. NOTA 3 Quando uma quantidade suficiente de dados estiver disponível, o valor máximo pode ser substituído por valores estatísticos (isto é 1 %, 2 %, 5 %). 8.2 Métodos de avaliação da severidade da poluição local A avaliação da severidade da poluição pode ser feita com uma redução do grau de confiabilidade: 1) a partir de medições no local; 2) a partir de informações sobre o comportamento de isoladores de linhas e subestações em operação, no local ou próximo a ele (ver Anexo H); 3) a partir de simulações que calculam o nível de poluição a partir do tempo ou outros parâmetros ambientais (ver CIGRÉ 158 [1]); 4) se não houver outra possibilidade, qualitativamente a partir das indicações da Tabela 5. Para medições no local, diferentes métodos são geralmente usados. Eles são: ●● qualquer DDSE e DDNS na superfície dos isoladores de referência (ver Anexo C) para locais com poluição tipo A, ou © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 13 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 SEL a partir de corrente de fuga no local ou medição da condutância superficial de isoladores de referência ou de um monitor (ver Anexo D) para locais com poluição tipo B; ou Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL IDPS/IDPN se o poluente coletado por meio de um CDDP (ver Anexo E) para poluições locais tipo A e B. ●● número total de descargas em isoladores de vários comprimentos; ●● corrente de fuga ou condutância em isoladores de amostra. NOTA 1 A referência [6] traz exemplos de soluções para monitoramento da poluição local. Os três primeiros métodos de medição acima (DDSE, SEL ou IDPS) não requerem equipamentos caros e podem ser facilmente executados. A relação DDSE/DDNS e SEL caracterizam a severidade da poluição local com respeito a um isolador de referência. O método do CDDP fornece a medição da quantidade de poluição ambiental. Em todos os casos, convém que informações sobre precipitação pluviométrica e umidificação sejam obtidas separadamente usando os equipamentos meteorológicos apropriados. A precisão de todos esses métodos depende da frequência da medição e da duração do estudo. A precisão pode ser melhorada usando dois ou mais métodos em combinação. O método baseado no número total de descargas necessita de instalações caras de ensaio. Informação confiável pode ser obtida a partir de isoladores ensaiados com comprimento próximo ao comprimento projetado e descarregando com valores de tensão próximos ao valor da tensão de operação. Os dois últimos métodos, que necessitam de uma fonte de tensão e equipamento de registro especial, possuem a vantagem de que os efeitos da poluição sejam monitorados continuamente. Eles foram desenvolvidos para estimar a magnitude do crescimento da taxa de poluição. Quando relacionado com dados de ensaio, eles podem ser usados para indicar que a poluição está, ainda, em um nível seguro ou assinalar que a lavagem ou outro método paliativo seja empregado. Esses dois métodos permitem a determinação direta da DEEU mínima necessária para os isoladores ensaiados no local. Quando as medições são executadas nos isoladores de referência, pode ser útil incluir isoladores com outros perfis e orientações com a finalidade de estudar o depósito e os mecanismos de auto limpeza presentes no local. Esta informação pode então ser usada para refinar a escolha de um perfil apropriado. Eventos relacionados com a poluição são frequentemente sazonais e relacionados com o clima; contudo, o período de medição de pelo menos um ano deve ser necessário para levar em consideração quaisquer efeitos sazonais. Períodos maiores podem ser necessários para levar em consideração eventos de poluição excepcionais e identificar tendências. Igualmente, pode ser necessário medir durante por pelo menos três anos em regiões áridas (ver 9.5.2). NOTA 2 Convém que o desenvolvimento industrial futuro, a malha rodoviária etc. sejam levados em consideração. É aconselhável o monitoramento contínuo da severidade da poluição após a instalação. 8.3 Classes de severidade da poluição local (SPL) Para os efeitos de padronização, cinco classes de poluição, caracterizando a severidade da poluição local, são qualitativamente definidas, de poluição muito leve para poluição muito pesada, como a seguir: a) Muito leve; 14 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 b) Leve; c) Média; d) Pesada; e) Muito pesada. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL NOTA 1 As letras das classes não correspondem diretamente ao número anterior das classes citado na ABNT IEC/TR 60815. NOTA 2 Na verdade, a mudança de uma classe para a outra é gradual, mesmo se medições estiverem disponíveis. O atual valor da SPL, melhor que a classe, pode ser levado em consideração na determinação das dimensões do isolador. Para a poluição tipo A, as Figuras 1 e 2 mostram as faixas de valores de DDSE/DDNS que correspondem a cada classe de SPL para os isoladores de referência tipo disco e tipo bastão, respectivamente. Estes valores foram deduzidos de medições no campo, experiências e ensaios de poluição. Esses valores são os valores máximos que podem ser obtidos a partir de medições regulares durante um período mínimo de um ano. Essas figuras são somente aplicáveis aos isoladores de referência, levando em consideração suas propriedades específicas de acumulação da poluição. Se estiver disponível informação local ou nacional suficiente (isto é, mapas regionais de poluição, associados com dados de desempenho da linha, monitoramento baseado na condutividade superficial, DDSE, IDPS etc.), classes específicas adaptadas a essas informações podem ser sobrepostas nas Figuras 1 e 2. Para severidade de poluição local extrema, nas áreas hachuradas no topo do lado direito das Figuras 1 e 2 e no lado direito da Figura 3, regras simples podem não mais ser usadas para garantir o desempenho satisfatório sob poluição. Contudo, para valores muito elevados de DDNS relacionados com o DDSE (área hachurada no topo do lado esquerdo das Figuras 1 e 2), a disponibilidade de dados é bastante limitada. Estas áreas requerem um estudo cuidadoso e uma combinação de soluções de isolamento e medidas paliativas se tornam necessárias (ver 9.5.5). NOTA 3 Figuras separadas são fornecidas para os dois tipos de isoladores de referência, visto que, no mesmo ambiente, eles não coletam a mesma quantidade de poluição. Usualmente, o isolador de referência tipo bastão acumula menos poluição que o isolador de referência tipo disco. Contudo, convém notar que, em algumas condições, com depósito rápido de poluição (ou seja com tempestades costeiras, furacões), a relação de acumulação entre os dois tipos pode ser revertida temporariamente. Para poluição tipo B, a Figura 3 mostra a correspondência entre as medições da SEL e a classe da SPL para ambos os tipos de isoladores de referência. A correspondência entre as medições com CDDP e a classe da SPL pertinente tanto à poluição tipo A quanto à poluição tipo B pode ser vista nas Tabelas 3 e 4. Os valores nas Figuras 1 a 3 são baseados no depósito natural de poluição sobre os isoladores de referência. Essas figuras não podem ser usadas diretamente para determinar a severidade dos ensaios laboratoriais. Correções são necessárias para a diferença entre a condição natural e as condições de ensaio assim como para a diferença entre os tipos de isolador (ver Anexo F e [1]) © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 15 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 A transição de uma classe de SPL para outra não pode ser abrupta, portanto, os limites entre cada classe nas Figuras 1 a 3 são hachurados (ver Nota 2 acima). 4 DDNS mg/cm2 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Atenção: Essa figura não pode ser usada diretamente para determinar a severidade dos ensaios laboratoriais Dados limitados E7 e - Muito Pesada E6 1 E4 d - Pesada c - Média b - Leve 0,1 a - Muito leve E1 00,1 000,1 00,1 E7 E5 E3 E2 0,1 DDSE mg/cm2 1 IEC 1954/08 Figura 1 – Severidade da poluição local tipo A – Relação entre DDSE/DDNS e SPL para o isolador de referência tipo disco 4 Dados limitados DDNS mg/cm2 Atenção: Essa figura não pode ser usada diretamente para determinar a severidade dos ensaios laboratoriais E7 e - Muito Pesada E6 1 d - Pesada E4 c - Média b - Leve 0,1 a - Muito leve E1 00,1 000,1 E2 00,1 E5 E3 0,1 E7 DDSE mg/cm2 1 IEC 1955/08 Figura 2 – Severidade da poluição local tipo A – Relação entre DDSE/DDNS e SPL para o isolador de referência tipo bastão 16 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Atenção: Essa figura não pode ser usada para determinar a severidade de ensaios laboratoriais Muito leve Leve E2 5 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 1 Média Pesada Muito pesada E3 E5 E7 14 40 10 112 100 SEL kg/m3 E2 a E7 correspondem aos exemplos na tabela 5. IEC 1956/08 Figura 3 – Severidade da poluição local tipo B – Relação entre SEL e SPL para isolador de referência ou monitor Tabela 3 – Índice do recipiente para depósito direcional de poeira em relação à classe de SPL Índice da poluição (IP) do recipiente para depósito direcional de poeira (considerar o valor mais alto) a µS/cm a Classe da severidade da poluição local Valores de média mensal durante um ano Valores máximos mensais durante um ano < 25 < 50 a Muito leve 25 a 75 50 a 175 b Leve 76 a 200 176 a 500 c Média 201 a 350 501 a 850 d Pesada > 350 > 850 e Muito pesada Se os dados climáticos para o local em questão estão disponíveis, então o índice de poluição do recipiente para depósito direcional de poeira pode ser ajustado para levar em consideração a influência climática – ver Anexo E. Tabela 4 – Correção da classe da severidade da poluição local em função dos níveis de DNS do RDDP Depósito não solúvel (DNS) recolhido pelo recipiente para depósito direcional de poeira (considerar o valor mais alto) gramas Correção da classe da severidade da poluição local Valores de média mensal durante um ano Valores máximos mensais durante um ano < 0,5 < 1,5 Nenhuma 0,5 a 1,0 1,5 a 2,5 Aumentar uma classe > 1,0 > 2,5 Aumentar uma ou duas classes e considerar a mitigação (ver 9.5.5) A Tabela 5 fornece, para cada nível de poluição, um exemplo e uma descrição aproximada de alguns ambientes típicos correspondentes. A lista de ambientes não está completa, e convém que as descrições não sejam usadas sozinhas, preferivelmente, para a determinação do nível da severidade © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 17 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 da poluição de um local. Os exemplos E1 a E7 na Tabela 5 são reproduzidos nas Figuras 1, 2 e 3, para mostrar níveis de SPL típicos. Algumas características de isoladores com o perfil, por exemplo, possuem uma influência importante na quantidade de poluição depositada nos próprios isoladores; contudo, esses valores típicos estão somente disponíveis para isoladores de referência tipo disco e tipo bastão. Tabela 5 – Exemplos de ambientes típicos Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Exemplo E1 Descrição de ambientes típicos > 50 km a do mar, deserto ou terra plana árida > 10 km de fontes de poluição humana b Dentro de uma distância das fontes de poluição menor que a mencionada acima, mas: •• a direção prevalecente do vento não provém diretamente das fontes de poluição •• e/ou lavagem mensal regular pela chuva E2 10 a 50 km a do mar, deserto ou terra plana árida 5 a10 km de fontes de poluição humana b Dentro de uma distância das fontes de poluição menor que a mencionada acima, mas: •• a direção prevalecente do vento não provém diretamente das fontes de poluição •• e/ou lavagem regular mensal pela chuva E3 E4 E5 E6 3 a 10 km c do mar, deserto ou terra plana árida 1 a 5 km de fontes de poluição humana b Dentro de uma distância das fontes de poluição menor que a mencionada acima, mas: •• a direção prevalecente do vento não provém diretamente das fontes de poluição •• e/ou lavagem regular mensal pela chuva Mais longe das fontes de poluição que o mencionado em E3, mas: •• neblina densa (ou chuvisco) ocorre frequentemente após uma longa estação de acumulação de poluição seca (várias semanas ou meses) •• e/ou a presença de chuva forte com elevada condutividade •• e/ou existência de elevado valor de DDNS, entre 5 e 10 vezes o valor do DDSE Menos de 3 km c do mar, deserto ou terra plana árida Menos de 1 km de fontes de poluição humana b Mais longe das fontes de poluição que o mencionado em E5, mas: •• neblina densa (ou chuvisco) ocorre frequentemente após uma longa estação de acumulação de poluição seca (várias semanas ou meses) •• e/ou a presença de chuva forte com elevada condutividade •• e/ou existência de elevado valor de DDNS, entre 5 e 10 vezes o valor do DDSE Dentro da distância das fontes de poluição como mencionado para áreas com poluição “pesada“, e: •• diretamente submetida a borrifos de água do mar ou névoa salina densa E7 a b c 18 •• ou submetida diretamente a contaminantes com elevada condutividade, ou poeira de cimento com elevada densidade e frequente umidificação por névoa ou chuvisco •• áreas desérticas com rápida acumulação de areia e sal e condensação regular Durante uma tempestade, o nível de DDSE, nesta distância do mar, pode atingir um nível muito mais elevado. A presença de uma cidade maior terá influência por uma distância maior, ou seja, a distância especificada para o mar, deserto ou terras áridas. Dependendo da topografia da área costeira e da intensidade do vento. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 9 Seleção do isolamento e dimensionamento 9.1 Descrição geral do processo Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL O processo geral da seleção e dimensionamento do isolamento pode ser resumido como a seguir: ●● determinação das Abordagens apropriadas 1, 2 ou 3 em função do conhecimento disponível, tempo e recursos; ●● coletar os dados de entrada necessários, principalmente quanto ao tipo de energização, alternada ou contínua, tensão do sistema, tipo de isolamento aplicado (cadeia de isoladores, isolador tipo suporte, bucha etc.); ●● coletar os dados ambientais necessários, principalmente a severidade e a classe da poluição local. Neste estágio, uma seleção preliminar dos possíveis isoladores adequados à aplicação e ao ambiente pode ser realizada (ver 9.2 a 9.4). ●● determinação da distância de escoamento específica unificada de referência para os tipos de isolador e materiais ou utilizando as indicações pertinentes da parte 2 e nas demais partes da IEC 60815 ou a partir de estações de ensaio ou dados operacionais no caso da Abordagem 1; ●● modificação, onde necessário, da DEEU de referência devido a fatores que dependem do tamanho, perfil, orientação etc. dos isoladores candidatos; ●● verificação de que os isoladores candidatos restantes satisfaçam outras solicitações do sistema e da linha, conforme requisitos da Tabela 2 (isto é, geometria imposta, dimensões, aspectos econômicos) e alterar a solução ou as exigências caso não haja isolador adequado disponível; ●● verificação do dimensionamento, no caso da Abordagem 2, por ensaios laboratoriais (ver Anexo E). NOTA Diretrizes específicas para cada tipo de isolador mencionado acima são dadas na Parte 2 e nas demais partes pertinentes da IEC 60815. 9.2 Diretriz geral dos materiais A escolha do material pode ser dirigida inteiramente por restrições do ambiente ou do sistema. Por outro lado, a seleção do material do isolador pode ser definida somente pela política econômica do usuário. Os materiais tradicionais usados para isolamento externo são a porcelana vitrificada e o vidro. O uso de polímeros, ou como um isolador completo ou como revestimento de um núcleo de fibra de vidro, é uma alternativa ao vidro e à porcelana. Os vários perfis e tecnologia de materiais associados com isoladores poliméricos indicam que o comportamento da poluição não necessariamente segue os mesmos parâmetros utilizados em um isolamento tradicional. A ABNT IEC/TS 60815-2 lida com a escolha e dimensionamento de isoladores fabricados com materiais tradicionais. A ABNT IEC/TS 60815-3 lida com isoladores poliméricos. Ver também as referências [2] e [3] para mais detalhes quanto ao trabalho do CIGRÉ neste assunto e as referências [7] e [8] para informações sobre materiais poliméricos e molhabilidade. NOTA Outras partes equivalentes da IEC/TS 60815 estão previstas para lidar com corrente contínua. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 19 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 9.3 Diretriz geral dos perfis Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Tipos diferentes de isoladores e mesmos tipos diferentes de orientações do mesmo tipo de isolador podem acumular poluição com diferentes taxas no mesmo ambiente. Além disso, variações na natureza do poluente podem tornar algumas formas de isolador mais efetivas que outras. Um guia condensado para a seleção de perfis é apresentado a seguir. Deve-se ter em mente que o comprimento total, máximo ou mínimo, do isolamento é um importante parâmetro imposto, tanto para a coordenação de isolamento quanto para a altura da torre. A Tabela 6 resume as características principais de cada tipo de perfil. Mais informações sobre perfis são apresentadas nas partes pertinentes da IEC 60815. Tabela 6 – Perfis típicos e suas características principais Perfis padronizados Perfis padronizados são efetivos para uso em áreas com poluição de “muito leve“ a “média“ onde uma distância de escoamento grande ou perfis efetivamente aerodinâmicos não são necessários Isolador tipo disco padrão Perfil de porcelana padronizado para isoladores tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos Perfis aerodinâmicos ou abertos Perfis aerodinâmicos ou abertos provam ser benéficos em áreas onde a poluição é depositada sobre o isolador pelo vento, como desertos, áreas com poluição industrial pesada ou áreas costeiras que não estão diretamente expostas aos borrifos da água salgada. Esse tipo de perfil deve ser especialmente efetivo em áreas que são caracterizadas por extensos períodos secos. Perfis abertos possuem boas propriedades de autolimpeza e permitem limpeza fácil quando em manutenção 20 Isolador tipo disco com perfil aerodinâmico Isolador polimérico tipo bastão, isolador tipo suporte e isoladores ocos Isoladores de porcelana tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Tabela 6 (continuação) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Perfil antipoluição O uso de perfil antipoluição com saias íngreme ou perfis de saias com nervuras profundas é benéfico para áreas expostas à névoa salina, à borrifos salinos ou a outros poluentes quando dissolvidos. Esse perfil pode também ser efetivo em áreas com uma particular precipitação de poluição contendo sais de dissolução lenta. Esse perfil pode também ser efetivo em áreas com baixo valor de DDNS e com sais de dissolução lenta. Isolador antipoluição tipo disco com saias íngremes Isolador antipoluição tipo disco com nervuras profundas Nervuras profundas em isoladores de porcelana tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos Isoladores de porcelana com saias íngremes tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos Isoladores poliméricos com saias íngremes tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos Nervuras em isoladores poliméricos tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos Perfis com saias alternadas Arranjos com saias alternadas estão geralmente disponíveis para todos os perfis, embora sejam menos benéficos para isoladores com saias íngremes. Esses perfis oferecem o aumento da distância de escoamento por unidade de comprimento sem reduzir o desempenho sob chuva forte ou neve. Benefícios similares aos perfis abertos são também obtidos simplesmente alternando o perfil Isoladores de porcelana tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos Isolador tipo disco com saias alternadas Isoladores poliméricos tipo bastão, tipo suporte e isoladores ocos © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 21 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 9.4 Considerações quanto à distância de escoamento e quanto ao comprimento do isolador Tanto a escolha como o desempenho de um isolador para ambientes poluídos são muito frequentemente expressos somente em termos da distância de escoamento necessária para suportar as condições sob poluição com a tensão de operação do sistema. Isso pode levar a uma comparação de isoladores em termos da distância de escoamento necessária por unidade de tensão. Contudo, o uso da distância de escoamento sozinha para estabelecer regras de mérito não leva em consideração outros fatores que dependem da distância de escoamento disponível por unidade de comprimento do isolador. Por exemplo, uma cadeia com isoladores tipo disco com passo de 146 mm pode ter o desempenho similar sob poluição que uma cadeia, de mesmo comprimento, com isoladores tipo disco com passo de 170 mm com maior distância de escoamento, devido ao maior número de isoladores com passo de 146 mm na cadeia. Esse ponto merece ser levado em consideração quando da escolha de isoladores, principalmente para aplicações onde o comprimento do isolador é uma restrição de menor importância. Reciprocamente, se o comprimento do isolador ou sua altura constituem em um elemento de restrição importante, o aumento da distância de escoamento no espaço disponível pode não fornecer uma completa melhoria esperada no desempenho, devido à reduzida eficiência do perfil. Adicionalmente, para materiais poliméricos, tanto um aumento na distância de escoamento como uma redução no espaçamento entre saias podem resultar em um agravamento dos efeitos do envelhecimento. 9.5 Considerações para aplicações ou ambientes excepcionais ou específicos 9.5.1 Isoladores com núcleo oco Isoladores poliméricos ou de porcelana com núcleo oco são utilizados como isoladores para equipamentos, buchas e também como isoladores tipo suporte. Eles são usados, por exemplo, como invólucro para capacitores, para-raios, suporte e câmaras de disrupção de arco de disjuntores, terminações de cabos, buchas de parede, buchas de transformadores, transformadores de medição e outros equipamentos para medição. O desempenho sob poluição de isoladores com núcleo oco completos não é somente em função do perfil, da distância de escoamento e do diâmetro, mas também em função da uniformidade da distribuição da tensão. Os dois parâmetros principais que afetam a distribuição de tensão são componentes internos e externos e a umidificação desigual (ver 9.5.1.1. e 9.5.1.2). Recomenda-se que cuidados sejam tomados ao projetar desta maneira, especialmente com níveis mais baixos de poluição, onde o efeito da não uniformidade é mais crítico e pode reduzir o desempenho à descarga disruptiva e pode também aumentar o risco de perfuração. 9.5.1.1 Componentes internos e externos A presença de condutores, blindagem ou equipamentos para homogeneizar o campo elétrico dentro ou fora do invólucro do isolador pode afetar bastante o desempenho elétrico do conjunto. Em adição às diferenças de desempenho conhecidas entre invólucros vazios e unidades completas durante ensaios de impulso e ensaios em frequência industrial, a seco e sob chuva, pode-se observar diferenças similares quando invólucros vazios e unidades completas são submetidos aos ensaios de poluição. O efeito de uma distribuição de tensão não uniforme deve ser mais evidente em baixos níveis de poluição (DDSE de 0,01 a 0,03 mg/cm2), porque as correntes de fuga resistivas mais fracas não conseguem compensar, corrigir ou retificar suficientemente a não uniformidade da distribuição de tensão. 22 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Para níveis de poluição mais elevados, as correntes resistivas superficiais se tornam mais dominantes e, portanto, reduzem o efeito da não uniformidade da distribuição de tensão. Esse efeito é observado durante os ensaios de laboratório, onde resultados similares são obtidos tanto em invólucros de isoladores vazios quanto em invólucros de isoladores cheios. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL O melhor desempenho (tensão de descarga elevada e baixo risco de perfuração) é geralmente obtido em invólucros com uma distribuição de tensão axial e radial uniforme, típica de equipamentos com distribuição equilibrada das capacitâncias. O projeto de um isolador que privilegia a distribuição total da tensão e então leva em consideração os componentes internos associados é, portanto, vantajoso. 9.5.1.2 Umidificação não uniforme e depósito desigual de poluentes A proteção de edifícios ou outros equipamentos contra a chuva pode causar umidificação desigual de uma bucha ou do invólucro de um isolador. Em algumas posições, a temperatura operacional de uma bucha pode induzir a uma umidificação não uniforme pela simples secagem de parte da superfície. Portanto, depósitos desiguais de poluentes podem ocorrer em condições naturais. Contudo, mesmo com níveis de poluição elevados, o cancelamento do efeito da não uniformidade na distribuição de tensão pode não ser efetivo em alguns equipamentos, como buchas de parede montadas horizontalmente. 9.5.2 Regiões áridas Regiões áridas apresentam dificuldades particulares quando da seleção e do dimensionamento dos isoladores. Longos períodos secos podem levar a níveis extremos de DDSE e DDNS mesmo em áreas não diretamente vizinhas à costa. Isto porque a areia ao redor pode ter um elevado teor salino. O uso de perfis aerodinâmicos “autolaváveis” pode ajudar a reduzir o impacto do depósito de poluentes destes casos assim como o uso de isoladores poliméricos. Igualmente, a camada semicondutora de isoladores de porcelana fornece um fluxo contínuo de corrente de aproximadamente 1 mA, que ajuda a evitar a formação de orvalho. 9.5.3 Efeito de proximidade Quaisquer isoladores cujos eixos estão em estreita proximidade, por exemplo, disjuntor com tanque energizado, banco de capacitores, alguns seccionadores e cadeias de isoladores múltiplas podem ter um efeito adverso quanto ao comportamento sob poluição. Isto é causado pela distribuição de potencial decorrente de diferentes distribuições de campo elétrico durante atividade de descarga induzida pela poluição. 9.5.4 Orientação O efeito da orientação do isolamento quanto ao desempenho sob descarga não está geralmente sujeito a regras simples. O tipo do isolador e seu tamanho afetam diretamente o desempenho do isolamento poluído em diferentes orientações. Em adição, a severidade da poluição no local e o tempo decorrido para o crescimento da poluição atingir os níveis máximos podem determinar um efeito de orientação. A natureza do processo de umidificação e o mecanismo de descarga (isto é, a descarga na superfície do isolador ou entre saias) são também fatores importantes que influenciam na orientação e na dimensão do isolamento. Então, a suportabilidade à descarga de diferentes tipos e orientações de isoladores é um equilíbrio entre os vários processos que influenciam diretamente tal desempenho. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 23 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 A informação nesta Especificação Técnica diz respeito principalmente ao isolamento vertical. Mais informações sobre o efeito de orientação pode ser obtido em [1]. 9.5.5 Manutenção e métodos paliativos Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Em casos excepcionais, problemas relacionados à poluição não podem ser solucionados economicamente pela escolha do isolador mais adequado. Por exemplo, em áreas com poluição muito severa ou com baixa taxa anual de precipitação pluviométrica, a manutenção do isolador pode ser necessária. Isso pode também ocorrer quando o ambiente de uma subestação (ou linha) já construída muda devido a novas fontes de poluição. Manutenção e métodos paliativos podem ser um ou mais dos seguintes: ●● Limpeza e lavagem, Esses métodos podem ser aplicados manualmente ou automaticamente, sendo que alguns métodos de lavagem automáticos podem ser aplicados em isoladores energizados e podem reduzir a poluição acumulada sobre os isoladores. ●● Aplicação de cobertura hidrofóbica, isto é, borracha de silicone RTV ou graxa de silicone. As propriedades hidrofóbicas dessas coberturas melhoram o desempenho do isolador sob poluição. ●● Instalação de componentes e aditivos, isto é, defletores de chuva ou extensor de distância de escoamento. Os defletores de chuva melhoram o desempenho do isolador, principalmente pelo efeito de barreira e pela redução do curto-circuito das saias pelas gotas de água, e o extensor aumenta a distância de escoamento. Esses métodos têm sido amplamente usados com boa experiência. A escolha da manutenção e dos métodos paliativos depende das condições do local, do tipo do isolador, praticidade e razões econômicas. Mais informações podem ser encontrados em [1] e [2]. 24 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Requisitos do sistema (ver Seção 6) Tipo de sistema Tensão máxima de operação Sobretensão Experiências operacionais (ver anexo G) Abordagem 1 Usar a experiência existente do campo ou de uma estação de ensaio, para o mesmo local, para um local próximo ou para um local com condições similares. Desempenho imposto Distâncias de isolamento Tipos e níveis de poluição Chuva, névoa, neblina, neve O isolamento existente satisfaz às exigências do projeto? Não Vento, tempestade Temperatura, umidade Parâmetros do isolador Comprimento total / tipo / material Perfil / distância de escoamento Sim É o mesmo material, tipo e perfil a ser usado? Não Usar experiências e, se necessário, o guia de perfil e de distância de escoamento para adaptar os parâmetros do isolamento existente à nova escolha usando as Abordagens B ou C. O guia de perfil e da distância de escoamento é apresentado nas seções mais importantes, ou seja, escolha do perfil, DEEU básica e seus fatores de correção, da ABNT IEC TS 60815-2 e IEC TS 60815-3 ou quaisquer partes equivalentes às ABNT IEC TS 60815-2 e ABNT IEC/TS 60815-3 para sistemas de corrente contínua. Diâmetro / distância de arco Sim Usar o mesmo projeto de isolamento 25 ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Seleções Usar projeto de isolamento diferente ou dimensão diferente. Anexo A (informativo) Condições ambientais (ver Seção 7) Fluxograma representando as abordagens de projeto Dados de entrada Os seguintes fluxogramas mostram as Abordagens 1, 2 e 3 da Seção 4 em forma gráfica. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 26 Dados de entrada Requisitos do sistema (ver Seção 6) Tipo de sistema Tensão máxima de operação Existe tempo para medir a severidade da poluição local? Não Sobretensão Desempenho imposto Distâncias de isolamento Sim Estimativa (8.2) Medição (8.1) Condições ambientais (ver Seção 7) Tipos e níveis de poluição Chuva, névoa, neblina, neve Vento, tempestade Temperatura, umidade Determinar SPL (Tabela 3, Figuras 1 e 2 de 8.3) Parâmetros do isolador (ver Seção 8) © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Abordagem 2 Comprimento total / tipo / material Perfil / distância de escoamento Selecionar isoladores candidatos Diâmetro / distância de arco Escolher os ensaios laboratoriais aplicáveis e o critério de aprovação (ver Anexo F) Guia do perfil e da distância de escoamento O guia do perfil e da distância de escoamento é mostrado nos aspectos principais, isto é, escolha do perfil, DEEU básica e seus fatores de correção e das futuras normas pertencentes ao conjunto da IEC 60815. Avaliação / ensaio Se necessário, ajustar seleção/tamanho de acordo com os resultados do ensaio. Aceitável Seleções Inaceitável © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Abordagem 3 Dados de entrada Requisitos do sistema (ver Seção 6) Tipo de sistema Tensão máxima de operação Sobretensão Existe tempo para medir a severidade da poluição local? Não Desempenho imposto Distâncias de isolamento Condições ambientais (ver Seção 7) Tipos e níveis de poluição Sim Medição (8.1) Estimativa (8.2) Chuva, névoa, snowneblina, and ice neve Vento, tempestade Temperatura, umidade Determinar SPL (Tabela 3, Figuras 1 e 2 de 8.3) Parâmetros do isolador (ver Seção 8) Comprimento total / tipo / material Perfil / distância de escoamento Diâmetro / distância de arco Selecionar o perfil apropriado Guia do perfil e da distância de escoamento O guia do perfil e da distância de escoamento é mostrado nos aspectos principais, isto é, escolha do perfil, DEEU básica e seus fatores de correção e das futuras normas pertencentes ao conjunto da IEC 60815. Dimensões do isolador Seleções 27 ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo B (informativo) Mecanismos de descarga devido à poluição Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL B.1 Descrição do mecanismo de descarga devido à poluição tipo A Para facilidade de compreensão do processo de descarga devido à poluição pré-depositada (tipo A), este é dividido em seis fases descritas separadamente a seguir. Na realidade, essas fases não são distintas com tendência a se misturar. O processo de descarga devido à poluição em isoladores é bastante afetado pelas propriedades superficiais dos isoladores. Duas condições superficiais são reconhecidas: hidrofílica e hidrofóbica. A superfície hidrofílica está geralmente associada com isoladores de vidro ou porcelana, enquanto que uma superfície hidrofóbica está associada com isoladores poliméricos, especialmente os de silicone. Sob condições de umidificação – como chuva, névoa etc., superfícies hidrofílicas se umidificarão completamente, de modo que uma película de eletrólitos cobre a superfície do isolador. Em uma superfície hidrofóbica, ocorre o contrário, pois a água se dispersa em gotículas distintas sob tais condições de umidificação. O processo de descarga devido à poluição é também significantemente afetado pela forma de onda da tensão, corrente alternada ou corrente contínua. Em corrente alternada, a propagação do arco através da superfície do isolador pode levar vários ciclos e, por este motivo, o arco é submetido a um processo de extinção e re-ignição quando a corrente passa pelo zero. Um processo complexo é a disrupção do ar entre pontos vizinhos do perfil do isolador (isto é, entre nervuras ou saias), reduzindo o desempenho sob descarga por meio do curto-circuito de partes da superfície do isolador. Além disso, gotas ou fluxo d’água facilitam a redução do desempenho. O processo descrito a seguir é observado em superfícies hidrofílicas, como em materiais cerâmicos. Fase 1: O isolador permanece coberto com uma camada de poluição. Se a poluição for não condutiva (alta resistência) quando seca, algum processo de umidificação (fase 2) é necessário antes que a descarga ocorra. Fase 2: A superfície do isolador poluído se torna umidificada. A umidificação de um isolador pode ocorrer devido aos seguintes processos: pela absorção da umidade, condensação e precipitação. Chuva forte (precipitação) pode lavar os eletrólitos que compõem parte ou toda a camada poluente sem iniciar outras fases do processo de descarga ou pode provocar a descarga curto-circuitando a distância de isolamento entre saias. A absorção da umidade ocorre durante períodos com umidade relativa elevada (> 75 % UR) quando a temperatura do isolador e a ambiente são as mesmas. A condensação ocorre quando a umidade do ar se condensa em uma superfície cuja temperatura é inferior ao ponto de orvalho. Essa condição usualmente ocorre ao nascer do sol ou pouco antes. Fase 3: Uma vez que um isolador energizado está coberto por uma camada de poluição condutiva, correntes de fuga superficiais fluem e o efeito de aquecimento provocado por elas se inicia em poucosciclos de tensão em frequência industrial, secando partes da camada de poluição. Isso ocorre onde a densidade de corrente é mais elevada, ou seja, onde o isolador é mais fino. Isso resulta na formação de um evento conhecido como bandas secas. 28 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Fase 4: A camada de poluição nunca seca uniformemente, devido aos locais onde o caminho condutor está interrompido pelas bandas secas que interrompem o fluxo da corrente de fuga. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Fase 5: Uma tensão fase-terra aparece através das múltiplas bandas secas (que podem ter somente poucos milímetros de largura) causando uma disrupção no ar e curto-circuitando a banda seca por arcos que estão eletricamente em série com a resistência das porções não secas e condutivas da camada poluente. Isto causa o aparecimento de uma corrente de fuga cada vez que uma banda seca na superfície do isolador é curto-circuitada. Fase 6: Se a resistência da parte ainda úmida e condutiva da camada poluente for muito baixa, os arcos que curto-circuitam as bandas secas são sustentados e podem, finalmente, continuar a se extender ao longo do isolador, curto-circuitando cada vez mais a sua superfície. Isto, por sua vez, diminui a resistência em série com os arcos, aumentando a corrente e permitndo o curto-circuito de mais partes da superfície do isolador. Finalmente, a superfície é completamente curto-circuitada, e uma descarga fase-terra é estabelecida. Pode-se resumir todo o processo como uma interação entre o isolador, poluentes, condições de umidificação e tensão aplicada (e, no laboratório, impedância da fonte de tensão). Existe uma verossimilhança entre o aumento da descarga e o aumento da corrente de fuga e isto é devido, principalmente, à resistência da camada superficial que determina a magnitude da corrente. Pode-se concluir, portanto, que a resistência da camada superficial seja o fator básico na determinação se ocorrerá ou não uma descarga em um isolador, de acordo com o modelo acima descrito. A resistência da camada superficial pode ser calculada, considerando uma camada de poluição e uma umidificação uniformes, usando o fator de forma (ver Anexo I). A descarga devido à poluição pode ser um problema em áreas muito secas como, por exemplo, um deserto. A explicação frequentemente reside no “retardo térmico“ ao nascer do sol, entre a temperatura na superfície do isolador e a rápida elevação da temperatura ambiente. Essa diferença na temperatura necessita somente de poucos graus centígrados para a ocorrência de uma substancial condensação, mesmo com valores de umidade relativa bem baixos. A capacidade térmica e a condutividade térmica do material isolante controla a taxa com a qual a superfície se aquece. Mais informações sobre o processo de descarga devido à poluição e os modelos estão disponíveis na publicação CIGRÉ 158 [1]. B.2 B.2.1 Descrição do mecanismo de descarga devido à poluição tipo B Névoa condutiva A “poluição instantânea“ tipo B refere-se a uma poluição com elevada condutividade que se deposita rapidamente na superfície do isolador, fazendo com que o isolador mude da condição aceitavelmente limpa, com baixo estado condutivo, para centelhamento em um curto período de tempo (< 1 h) e depois retorna ao estado de baixa condutividade anterior, quando o evento termina. Para facilitar a compreensão do mecanismo de descarga devido à poluição instantânea, o mesmo processo descrito em B.1 se aplica. Contudo, a poluição instantânea é normalmente depositada em uma camada altamente condutiva de eletrólitos líquidos, ou seja, névoa salina ou névoa industrial ácida. O processo começa, então, na fase 3 descrita em B.1, e pode progredir rapidamente para a fase 6. Na realidade, essas fases não são distintas, podendo se misturar. Isto somente se refere às superfícies hidrofílicas. As áreas com maior risco se situam próximo a fábricas químicas ou áreas próximas à costa com uma história bem conhecida de inversões térmicas. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 29 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 B.2.2 Fezes de pássaros em forma de fita Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Este caso particular da poluição tipo B é devido às fezes de pássaro em forma de fita. Esse tipo de excremento de pássaros forma uma fita contínua, altamente condutiva (20 kΩ/m a 40 kΩ/m), com um comprimento suficiente para reduzir a distância de isolamento e causar uma descarga disruptiva. Neste caso, a geometria do isolador e suas características são de pouca importância, e a melhor solução pode ser empregar métodos de dissuasão ou poleiros alternativos, apropriados para a fauna local e o projeto da estrutura. B.3 Mecanismo de descarga devido à poluição em superfícies hidrofóbicas Devido à natureza dinâmica da superfície hidrofóbica, da complexa interação com os poluentes – tanto condutores como não condutores – e com os agentes de umidificação, não existe, atualmente, um modelo geralmente adotado para o mecanismo de descarga devido à poluição para a superfície hidrofóbica de um isolador. Contudo, um quadro qualitativo para o mecanismo de descarga devido à poluição está aparecendo e envolve elementos como a migração do sal em gotas d’água, instabilidade das gotas d’água, formação de filamentos líquidos superficiais e desenvolvimento de descarga entre filamentos e gotas quando o campo elétrico é suficientemente elevado. Contudo, quando em operação, os materiais hidrofóbicos são submetidos a um processo dinâmico de depósito de poluentes, umidificação, descargas localizadas ou elevado campo elétrico que podem se combinar para tornar parte ou toda a superfície temporariamente mais hidrofílica. Portanto, muito da física do processo de descarga em superfícies hidrofílicas também se aplica, seja localmente seja por períodos limitados de tempo, aos materiais ou superfícies denominadas “hidrofóbicas“. 30 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo C (informativo) Medição de DDSE e DDNS Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL C.1 Introdução A severidade local da poluição pode ser determinada pela medição tanto da densidade do depósito de sal equivalente (DDSE) quanto da densidade do depósito de materiais não solúveis (DDNS) nos isoladores de referência provenientes de instalações existentes e/ou de estações de ensaio de campo. Adicionalmente, se possível, a medição da DDSE e da DDNS em um determinado isolador a ser selecionado fornece informações diretas para determinar a distância de escoamento requerida para o isolador. Também a análise química dos poluentes é, ás vezes, útil. Esse anexo descreve como medir a DDSE e a DDNS e como realizar a análise química dos poluentes. Para o propósito da medição da severidade da poluição local, as medições são padronizadas pelo uso de uma cadeia com 7 isoladores tipo disco de referência (preferivelmente 9 isoladores para evitar o efeito das extremidades) ou com um isolador tipo bastão de referência com pelo menos 14 saias. A cadeia com isoladores tipo disco ou com o isolador tipo bastão deve estar desenergizada e deve ser posicionada em uma altura a mais próxima possível dos isoladores da linha ou do barramento. Cada isolador tipo disco da cadeia ou saia do isolador tipo bastão deve ser monitorada em intervalos definidos ou seja, a cada mês (disco 2 / área 1), a cada três meses (discos 3, 4 e 5 / áreas 2, 3 e 4), a cada seis meses (disco 6 / área 5), a cada ano (disco 7 / área 6) e após dois anos (disco 8 / área 7) etc. antes de chuva, névoa e outros agentes ambientais. NOTA Para aplicações de corrente continua, pode ser útil medir a parte superior e inferior de superfície DDSE e DDNS separadamente. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 31 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Disco 9 Disco 8 Área 7 Disco 7 Área 6 Área 5 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Disco 6 Área 4 Disco 5 Área 3 Disco 4 Área 2 Área 1 Disco 3 Disco 2 Disco 1 Isoladores tipo disco Isolador tipo bastão IEC 1957/08 Figura C.1 – Cadeias para medição da DDSE e da DDNS C.2 Material necessário para medir o grau da poluição Os seguintes equipamentos são necessários para a medição tanto da DDSE quanto da DDNS. ●● Água destilada/água desmineralizada ●● Condutivímetro ●● Cilindro de medição ●● Termômetro ●● Luvas cirúrgicas ●● Filtro de papel ●● Revestimento plástico aderente ●● Funil ●● Recipiente etiquetado ●● Forno para secagem / desidratação ●● Bacia para lavagem ●● Balança com escala ●● Algodão absorvente/escova/esponja C.3 Métodos de coleta de poluição para medição da DDSE e da DDNS C.3.1 Geral Não convém que as superfícies do isolador sejam tocadas para evitar qualquer perda da poluição. 32 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Usar luvas cirúrgicas limpas. A bacia, o cilindro de medição etc. devem ser bem lavados para remover quaisquer eletrólitos antes das medições. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL C.3.2 Procedimento utilizando a técnica do esfregão ●● Água destilada em um volume de 100 cm3 a 300 cm3 (ou mais se requerido) deve ser colocada no recipiente etiquetado, e o algodão absorvente deve ser imerso na água (outros materiais como uma escova ou uma esponja, podem ser usados). A condutividade da água com o algodão imerso deve ser inferior a 0,001 S/m. ●● Os poluentes devem ser retirados da área superficial do isolador, excluindo quaisquer ferragens integrantes ou material de montagem (cimentação), esfregando-a com o algodão, após espremer o líquido nele retido. No caso de isolador tipo disco, as superfícies do topo e do fundo podem ser medidas separadamente, se necessário, para se obterem informações úteis para avaliação, como podem ser vistas na Figura C.2. No caso do isolador tipo bastão ou isolador tipo suporte, os poluentes devem ser usualmente coletados a partir de parte das saias. ●● O algodão com o poluente retirado deve ser colocado de volta no recipiente etiquetado. Os poluentes são então dissolvidos na água, espremendo e agitando o algodão na água. ●● Deve-se continuar a esfregar o algodão nas superfícies do isolador até que não haja mais poluente nestas. Caso o poluente continue aderido à superfície, mesmo após esfregar várias vezes, o poluente deve ser removido com uma espátula e colocado na água dentro do recipiente etiquetado. ●● Convém que cuidados sejam tomados para não perder qualquer parcela da água. Ou seja, a quantidade não pode mudar muito antes e após a coleta do poluente. Topo Bottom Fundo IEC 1958/08 Figura C.2 – Retirada de poluentes da superfície de isoladores C.3.3 Procedimento usando a técnica da lavagem (isoladores tipo disco) O seguinte procedimento deve ser seguido: ●● Cobrir a campânula e o pino, respectivamente, com revestimento plástico aderente sem cobrir a superfície do isolador. ●● Garantir que a bacia na qual o disco seja lavado esteja limpa. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 33 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 ●● Medir um volume de 500 cm3 a 1 000 cm3 (ou mais se necessário) de água destilada (< 0,001 S/m) e colocar na bacia. ●● Colocar o isolador com sua campânula na água e lavar a superfície no topo do isolador com pinceladas suaves até a borda. ●● Colocar o isolador incluindo o seu pino na bacia e lavar delicadamente a poluição sob a superfície da água com movimentos suaves da mão. ●● Despejar a água em um recipiente e cuidar para que os depósitos continuem na bacia. C.4 C.4.1 Determinação da DDSE e da DDNS Cálculo da DDSE A condutividade e a temperatura da água que contém o poluente devem ser medidas. As medições devem ser realizadas após agitações sucessivas da água. Um pequeno tempo de agitação, isto é, poucos minutos, deve ser necessário para poluentes com alta solubilidade. Poluentes com baixa solubilidade geralmente necessitam de um tempo de agitação maior, ou seja, 30 min a 40 min. A correção da condutividade deve ser realizada usando a Equação (C.1). Esse cálculo é baseado em 16.2 e Seção 7 da IEC 60507:1991. σ 20 = σ θ [1 − b (θ − 20)] (C.1) onde θ é a temperatura da solução, (°C); σθ é a condutividade volumétrica na temperatura de θ °C, (S/m); σ20 é a condutividade volumétrica na temperatura de 20 °C, (S/m); b é o fator dependente da temperatura θ, como obtido pela Equação C.2 e cujos valores são apresentados na Figura C.3. b = −3200 × 10 −8 × θ 3 + 1032 × 10 −5 × θ 2 − 8272 × 10 −4 × θ + 3544 × 10 −2 34 (C.2) © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 b (fator dependente da temperatura) 0,030 0,025 0,020 0,015 10 5 15 20 25 30 35 θ (temperatura da solução) °C IEC 1959/08 Figura C.3 – Valor de b O valor da DDSE na superfície do isolador deve ser calculada pelas Equações (C.3) e (C.4). Esse cálculo é baseado em 16.2 da IEC 60507:1991. A relação entre σ20 e Sa (salinidade em kg/m3) é apresentada na Figura C.4. Sa = (5, 7σ 20 )1,03 (C.3) DDSE = Sa × V A (C.4) sendo σ20 a condutividade do volume na temperatura de 20 °C (S/m); DDSE a densidade de depósito de sal equivalente (mg/cm2); V o volume de água destilada (cm3); A a área da superfície do isolador para coleta de poluentes (cm2) 1 Sa (kg/m3) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL 0,035 0,1 0,01 0,001 0,001 0,01 0,1 σ20 (S/m) IEC 1960/08 Figura C.4 – Relação entre σ20 e Sa © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 35 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Se forem feitas medições separadas da DDSE superior e inferior, a DDSE média pode ser calculada como a seguir. A equação (C.5) também pode ser usada para calcular o valor da DDNS média. DDSE = (DDSEt × At + DDSEb × Ab ) A (C.5) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL sendo DDSEt o DDSE na área superior (mg/cm2); DDSEb o DDSE na área inferior (mg/cm2); At a área referente à parte superior da superfície do isolador (cm2); Ab a área referente à parte inferior da superfície do isolador (cm2); A a área total da superfície do isolador (cm2). NOTA 1 Para uma medição da DDSE na faixa de 0,001 mg/cm2, recomenda-se utilizar água com condutividade muito baixa, ou seja, inferior a 10-4 S/m. Água destilada/desmineralizada normal, com valor de condutividade inferior a 0,001 S/m, também pode ser usada para este propósito subtraindo a quantidade de sal equivalente da própria água da quantidade de sal equivalente, medida na água que contém o poluente. NOTA 2 A quantidade de água destilada/desmineralizada depende do tipo e da quantidade de poluente. Grande quantidade de água é recomendada para medições com poluição muito pesada ou poluente com baixa solubilidade. Na prática, 2 L a 10 L de água por m2 de superfície a ser limpa pode ser usada. Para evitar subestimar a quantidade de poluente, a quantidade de água pode ser aumentada enquanto sua condutividade for menor ou próxima de 0,2 S/m. Se for medida uma condutividade muito elevada, pode haver alguma dúvida sobre os poluentes remanescentes que não se dissolveram devido à pouca quantidade de água. NOTA 3 O tempo de agitação antes da medição da condutividade depende do tipo do poluente. Para poluentes com baixa solubilidade, a condutividade tem que ser medida após um intervalo de tempo entre 30 min e 40 min e é determinada quando as medições realizadas se estabilizarem. Para dissolver rapidamente os poluentes, métodos especiais como o aquecimento da água ou o método ultrassônico podem ser utilizados. C.4.2 Cálculo da DDNS A água contendo o poluente, após a medição da DDSE, deve ser filtrada utilizando um funil e filtro de papel pré-seco e pesado (graduação GF/A 1,6 µm ou similar). O filtro de papel contendo os poluentes (resíduo) deve ser seco e pesado como apresentado na Figura C.5. O valor da DDNS deve ser calculado pela Equação C.6. DDNS = 1000 (Wf − Wi ) A (C.6) sendo 36 DDNS a densidade de depósito de material não solúvel (mg/cm2); Wf o peso do filtro de papel contendo poluentes, na condição a seco (g); Wi o peso inicial do filtro de papel, na condição a seco (g); A a área da superfície do isolador para coleta de poluentes (cm2). © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Filtro de papel Filtro de papel Resíduo Secagem Solução poluente Resíduo Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Pesagem IEC 1961/08 Figura C.5 – Procedimento para medição da DDNS C.5 Análise química dos poluentes Uma análise química quantitativa pode ser realizada nos poluentes para uma avaliação mais apurada das condições da poluição. A análise pode ser útil para identificar componentes químicos de sais solúveis. A análise química de sais solúveis pode ser feita usando a solução após a medição da DDSE por meio da cromatografia com troca de íons (CI), espectrometria analítica com emissão de plasma ótico indutivo acoplado (PIA) etc. A análise resultante pode mostrar a quantidade de íons positivos, ou seja, Na+, Ca2+, K+, Mg2+, e íons negativos, ou seja, Cl-, SO42-, NO3-. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 37 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo D (normativo) Avaliação da severidade da poluição tipo B Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL D.1 Introdução A contaminação marinha local, usualmente pertence ao tipo de poluição instantânea que ocorre próxima à costa. A duração do evento poluente pode ser desde pouco menos de 1 h a mais de 24 h. Para determinar a severidade da poluição, neste caso, medições periódicas (por exemplo, de 30 min a 1 h) ou medições contínuas da corrente superficial de um isolador podem ser usadas. Alternativamente, medições das descargas no isolador podem ser adotadas (ver Seção D.3). Para esses casos, as medições obtidas são comparadas com valores obtidos em um ensaio de névoa salina para determinar a salinidade equivalente local (SEL). Em alguns casos, principalmente quando o crescimento do sal seco é esperado, os métodos para avaliação da SPL para uma poluição tipo A são empregados em uma poluição tipo B. Um guia sobre este método pode ser visto na Seção D.4. D.2 Avaliação da SEL para poluição tipo B utilizando a medição da corrente de fuga D.2.1 Medição da condutância superficial Esta medição periódica é realizada com baixa tensão em um isolador com forma de saia simples ou em um isolador de referência tipo disco ou tipo bastão. A tensão aplicada (intervalo de 2 min) deve ser bastante baixa (por exemplo, 700 Vrms por metro da distância de escoamento) para evitar a formação de arcos de bandas secas. Os valores atuais devem ser adequadamente registrados. NOTA A condutância não é um parâmetro comparável para isoladores diferentes. A condutância de um dado isolador pode ser convertida em condutividade superficial com a ajuda do fator de forma (ver Anexo I). D.2.2 Medição da corrente de fuga superficial Essa medição contínua é realizada em uma cadeia com isoladores de referência tipo disco ou com um isolador de referência tipo bastão. Convém que a tensão utilizada mantenha o isolador em condição de suportabilidade para uma classe da severidade local da poluição esperada, ou seja, não convém que nenhuma descarga disruptiva devido à poluição ocorra no período de ensaio. Os valores atuais devem ser adequadamente registrados. D.2.3 Calibração pelo ensaio de névoa salina Em ambos os casos acima, a calibração para os valores atuais é realizada pelo ensaio de névoa salina, de acordo com a IEC 60507, no mesmo isolador e com a mesma condição de tensão. Os ensaios são realizados com o aumento da salinidade a cada ensaio, até que o valor de pico da corrente de fuga (Ipico máx) seja semelhante ao obtido nas medições no local. A salinidade correspondente é o valor da SEL. 38 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 NOTA 1 Ipico máx é o maior valor medido da corrente de fuga em um isolador sob condições de suportabilidade durante um período de ensaio suficiente (ou seja, um ano ou mais no caso de uma estação de ensaios ou 1 h no caso de ensaio de névoa salina de acordo com a IEC 60507). Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL NOTA 2 Se isoladores poliméricos forem utilizados para a medição da SEL, em vez de os isoladores de referência definidos nesta Especificação Técnica, observar que isoladores hidrofóbicos, submetidos ao ensaio de névoa salina segundo a IEC 60507, podem apresentar desempenho inferior ao esperado quando em operação devido à perda temporária da hidrofobicidade causada pelo processo de precondicionamento. D.3 Avaliação da SEL para poluição tipo B pela medição da descarga disruptiva devido ao estresse do isolador Essa medição contínua é executada em uma cadeia de referência com isoladores tipo disco ou tipo bastão em uma estação de ensaio ao ar livre e fornece resultados os mais próximos possíveis da experiência quando em operação. A descarga disruptiva devido à tensão aplicada no isolador é o valor da tensão disruptiva dividida ou pelo comprimento do isolador ou pela distância de escoamento. Resultados obtidos durante certo período podem ser apresentados como a tensão de descarga mínima devido à tensão aplicada ou como a relação entre a descarga devido à tensão aplicada e a frequência de descargas. O procedimento de ensaio usualmente envolve curto-circuitar alguns isoladores em uma cadeia com fusíveis tipo explosão, de modo que, após a descarga disruptiva, a cadeia retorne automaticamente ao seu comprimento original (para mais informação, ver CIGRÉ 158 [1]). A distância de descarga mínima devido à tensão aplicada pode ser então diretamente calibrada a partir dos ensaios de névoa salina realizados de acordo com a IEC 60507 no mesmo isolador de referência para obter o valor da SEL para a estação de ensaio. Desse modo, a severidade da poluição local (SPL) pode ser relacionada com a SEL, para o isolador de referência (ver Figura 3), onde a descarga disruptiva, melhor que a corrente de fuga, é o critério de desempenho. Adicionalmente, outras medições da severidade da poluição (isto é, DDNS, a condutância superficial, as correntes de fuga superficiais) podem também ser relacionadas com a SPL para o isolador de referência no local do ensaio. NOTA A SEL representa um ensaio apropriado de suportabilidade sob névoa salina, segundo a IEC 60507, para o isolador de referência e não convém que seja diretamente usado para determinar a severidade de um ensaio de poluição artificial para outros projetos de isoladores (ver [2] para mais informações). D.4 Como determinar a SPL para poluição tipo B O fluxograma no Anexo A representa a abordagem geral para a estimativa da SPL para um local com poluição tipo B. A análise das fontes potenciais de contaminação e da frequência de umidificação são importantes no estabelecimento da SPL. Dados provenientes de numerosas medições da severidade da poluição ajudarão na determinação da correta SPL para um local. Por exemplo, a SPL para um local costeiro, sendo a água salina ou a névoa condutiva depositada sobre a superfície do isolador e depósitos não solúveis podem ser importantes ou não, pode ser obtida da experiência em operação, DDSE, DDNS, condutividade superficial ou resultados da medição da corrente de fuga. Os pontos fortes e fracos de cada método necessitam ser considerados quando da interpretação dos resultados (ver CIGRÉ 158 [1] para mais informações). Contudo, no exemplo acima, de local costeiro, no qual depósitos não solúveis são desprezados e ocorre a umidificação regular do isolador de referência, as medições da DDSE são provavelmente baixas devido à limpeza regular da superfície do isolador. Sob estas circunstâncias, uma abordagem estatística é solicitada para analisar os dados coletados, e uma estimativa de máxima verossimilhança da função de distribuição deve ser usada. Os valores superiores a 2 %, com limite de confiabilidade de 95 %, por exemplo, podem então ser usados como parâmetro no dimensionamento da SPL, © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 39 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL como compensação pelos valores de medição muito baixos ou pouco numerosos (ver [2] para mais informações). Essa abordagem seria particularmente importante quando do projeto de isolamento para instalações críticas. 40 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo E (normativo) Medições com o coletor do depósito direcional de poeira Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL E.1 Introdução O coletor de poeira, como mostrado na Figura E.1, consiste em quatro tubos verticais, com uma fenda lateral formando um conjunto com cada coletor tubo para um respectivo ponto cardeal da bússola, Norte, Sul, Leste e Oeste. Um recipiente removível, para coleta dos depósitos soprados pelas fendas, é fixado na extremidade inferior de cada tubo. Para facilitar a comparação internacional dos resultados, as dimensões da fenda, como mostradas na Figura E.1, devem ser utilizadas. As dimensões nominais são uma fenda com 40 mm de largura com 20 mm de raio em cada extremidade. A distância entre os centros dos raios é de 351 mm (o comprimento total da fenda é de 391 mm). O tubo possui pelo menos 500 mm de comprimento com 75 mm de diâmetro externo. A distância do topo do tubo para da fenda é de 30 mm. Os tubos são montados com a parte inferior da fenda a aproximadamente 3 m do solo; isto mantém o coletor fora do alcance de eventuais curiosos, mas os recipientes de coleta podem ser facilmente e seguramente trocados. O coletor pode ser montado mais baixo se as condições do terreno assim o permitir. A intervalos mensais, esses recipientes de coleta são removidos, e o conteúdo coletado misturado com 500 mL de água desmineralizada. Qualquer detrito macroscópico óbvio (folhas, insetos etc.) deve ser removido e a condutividade dessa solução medida. O índice de poluição é definido como a média da condutividade dos quatro coletores, expressa em µS/cm, e normalizada em um intervalo de 30 dias. Tubo de Coleta 40 mm Tirante de ajuste 30 mm Recipiente de coleta 351 mm 500 mm Colunasuporte 3m IEC 1962/08 Figura E.1 a – Coletor instalado IEC 1963/08 Figura E.1 b – Dimensões da fenda Figura E.1 – Coletores para depósito direcional de poeira © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 41 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 A vantagem desta técnica é a simplicidade e o fato de que ela pode ser usada em locais desenergizados, sem a necessidade de isoladores ou outros recursos além dos necessários para montar os coletores. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL A maior desvantagem do coletor de poeira é que os isoladores não são usados e, portanto, não é possível avaliar as suas propriedades de autolimpeza e o efeito do perfil da saia no processo de depósito de poluentes na superfície do isolador. Em áreas com elevada precipitação pluviométrica, um índice mais elevado pode ser tolerado, mas em áreas com baixa precipitação pluviométrica, com ocorrência constante de névoa, a severidade real deve ser maior que a indicada pelos coletores. O fator climático para a região é utilizado para ajudar a corrigir esse fenômeno. E.2 Procedimento de medição O procedimento de medição mensal é o seguinte: No local: 1) Remover os quatro recipientes de coleta posicionados nas extremidades dos tubos e fechar as extremidades com as tampas adequadas. 2) Registrar a data da retirada na etiqueta fixada em cada recipiente de coleta. 3) Colocar quatro novos recipientes de coleta nos tubos, preenchendo a etiqueta neles existente com a data de instalação, o local e a direção. No local de medição: 1) Colocar 500 mL de água desmineralizada em cada recipiente de coleta. A resistividade da água deve ser inferior a 5 µS/cm. Caso o recipiente contenha água da chuva, preencher o recipiente com água destilada até atingir o volume de 500 mL. Caso, devido a chuvas intensas, o volume de água no recipiente for superior a 500 mL, não é necessário adicionar mais nenhuma quantidade de água. 2) Agitar suavemente o recipiente de coleta com a água destilada para garantir que qualquer depósito solúvel seja totalmente dissolvido. 3) Medir a condutividade da solução, preferivelmente com um condutivímetro que automaticamente corrige a leitura realizada na temperatura ambiente para a temperatura de 20 °C. Se o condutivímetro não for compensado para 20 °C, medir a temperatura da solução. 4) Se o volume da solução não for 500 mL, por exemplo, no caso de chuvas excessivas acumuladas no recipiente de coleta, medir o volume atual. 5) Calcular a condutividade corrigida para cada direção, sendo esta condutividade a 20 °C expressa em µS/cm, para um volume normalizado de 500 mL e uma coleta mensal a cada 30 dias. O valor normalizado da coleta do depósito direcional de poeira é calculado usando a seguinte equação: CDDP = σ 20 × Vd 30 × 500 D (E.1) sendo 42 CDDP a condutividade da coleta do depósito direcional em µS/cm; D o número de dias nos quais o coletor ficou instalado. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Se a leitura do condutivímetro não for compensada para a temperatura, o valor medido pode ser corrigido para 20 °C usando as Equações (C.1) e (C.2). 6) Calcular o índice de poluição (IP) para o mês por meio da média das quatro medições corrigidas de condutividade realizadas, expressa em µS/cm, ou seja: Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL IP = CDDPNorte + CDDPSul + CDDPLeste + CDDPOeste 4 (E.2) NOTA 1 Alguma poluição pode ser coletada pela parte interna do tubo e ser lavada dentro do recipiente de coleta quando chover. Os índices de poluição para os meses chuvosos podem, portanto, mostrar valores um pouco mais elevados que aqueles quando não houve precipitação. Como as leituras são a média sobre um período de tempo, então isso não faz diferença. Se um quadro mensal muito apurado for necessário, então as paredes internas do tubo podem ser lavadas com água desmineralizada aspergida por uma garrafa tipo squeeze antes que o recipiente de coleta seja retirado para análise. NOTA 2 Para informações mais detalhadas sobre a natureza e/ou a fonte de poluição, o recipiente de coleta pode ser enviado para um laboratório para realizar uma análise química detalhada. Se uma avaliação do depósito não solúvel for necessária, após a medição da condutividade, a solução deve ser filtrada usando um funil e um papel-filtro, previamente seco e pesado, de graduação GF/A 1,6 mm ou similar. O filtro deve ser novamente secado e pesado. A diferença de peso, em gramas, representa o depósito não solúvel (DNS). E.3 Determinação da classe da SPL a partir das medições com o CDDP A relação entre a classe da severidade da poluição local (SPL) e o índice de poluição, medido preferivelmente sobre o período de pelo menos um ano, é apresentada na Tabela E.1. A Tabela E.2 indica a correção para os níveis de DNS medidos com o CDDP. Tabela E.1 – Índice de poluição obtido com medições do coletor direcional do depósito de poeira em relação à classe da severidade local da poluição Índice de poluição, IP, obtido com medições do coletor direcional do depósito de poeira µS/cm (considerar o valor mais alto) Classe da severidade local da poluição Valor da média mensal durante um ano Valor máximo mensal durante um ano < 25 < 50 a Muito leve 25 a 75 50 a 175 b Leve 76 a 200 176 a 500 c Média 201 a 350 501 a 850 d Pesada > 350 > 850 e Muito pesada © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 43 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Tabela E.2 – Fatores de correção da classe da severidade local da poluição em função dos níveis de DNS medidos com o CDDP Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL DNS medido com o coletor do depósito direcional de poeira (gramas) (considerar o valor mais alto) E.4 Correção da classe da severidade local da poluição Valor da média mensal durante um ano Valor máximo mensal durante um ano < 0,5 < 1,5 Nenhum 0,5 a 1,0 1,5 a 2,5 Aumento de uma classe > 1,0 > 2,5 Aumento de uma ou duas classes e considerar a mitigação (isto é, a lavagem) Correção para as influências climáticas Se os dados climáticos do local em questão estão disponíveis, então o índice de poluição obtido com medições do coletor direcional do depósito de poeira pode ser ajustado para levar em consideração as influências climáticas. Isso é feito pela multiplicação do valor do índice de poluição (IP), como determinado acima pelo fator climático (Fc). O fator climático é obtido por: DN MS + 20 3 Fc = 2 sendo (E.3) DN o número de dias de névoa (≤ 1 000 m de visibilidade horizontal) por ano; MS o número de meses secos (< 0 mm de precipitação) por ano. NOTA A relação mostrada na Equação (E.3) é baseada nas descobertas realizadas na África do Sul medidas em 80 locais por mais de 4 anos. 44 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo F (normativo) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Uso dos métodos de ensaio laboratoriais Os métodos de ensaio mais importantes a serem usados devem ser selecionados de acordo com o tipo de poluição no local, o tipo do isolador e o tipo de energização. Os ensaios apresentados na IEC 60507 e na IEC/TS 61245 são aplicáveis diretamente a isoladores de vidro e de porcelana. Até o momento, não há ensaio normalizado aplicável diretamente a isoladores poliméricos. Como regra geral, o método de ensaio da camada sólida é recomendável para a poluição tipo A e o método de ensaio da névoa salina para a poluição tipo B. A severidade da poluição usada nos ensaios laboratoriais é determinada em três etapas: 1) O tipo de poluição presente e a severidade da poluição local são determinados pela estimativa da poluição em um local, como descrito na Seção 8 e nos Anexos C, D e E. 2) O nível da severidade da poluição local deve ser corrigido para qualquer deficiência ou imprecisão na determinação da SPL. Os fatores de correção devem compensar: —— diferenças entre o isolador usado para a coleta da poluição, para a medição da severidade da poluição local, e o isolador a ser ensaiado, isto é, a influência do perfil da saia e diâmetro; —— diferenças no tipo de energização aplicada no isolador usado para medição da severidade da poluição local e no isolador a ser ensaiado, isto é, a corrente alternada ou corrente contínua; —— outras influências de importância. 3) A severidade da poluição requerida, que é a severidade na qual os ensaios laboratoriais são relizados, é derivada da severidade da poluição suportável coordenada de modo a compensar as diferenças entre as condições operacionais atuais do isolamento e aquelas dos ensaios de suportabilidade normalizados. Esses fatores de correção de severidade devem compensar para: —— diferenças no tipo de poluição depositada no local e no ensaio; —— diferenças na uniformidade do depósito da poluição no local e no ensaio; —— diferenças nas condições de umidificação quando em operação e quando em ensaio; —— diferenças na montagem do arranjo do equipamento no campo e sob ensaio. Outras influências de importância podem incluir: —— o efeito do envelhecimento na coleta da poluição e na umidificação do isolamento durante o tempo de expectativa de vida do isolador; —— a incerteza estatística do desempenho de um limitado número de ensaios para verificar o nível necessário da severidade da poluição suportável. Esses são os princípios gerais deste processo. A escolha de valores para os fatores de correção é dependente das condições locais e da experiência em operação. Os fatores de correção são © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 45 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 conhecidos para alguns tipos de isoladores e outros estão sendo disponibilizados com a experiência que está sendo ganha. Sempre que possível, valores típicos dos fatores são apresentados na parte pertinente da IEC 60815. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL O uso de métodos laboratoriais para ensaio de poluição, não normalizados ou adaptados, pode ser aceito mediante acordo entre as partes interessadas. Mais informações sobre estes métodos podem ser obtidas na publicação 158 do CIGRÉ [1]. 46 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo G (normativo) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Abordagens determinísticas e estatísticas para a severidade do ensaio de poluição artificial e critério de aceitação G.1 Linhas gerais Dois métodos para a severidade do ensaio de poluição artificial e critério de aceitação estão em uso: um método estatístico e um método determinístico. Vários dos procedimentos aplicados são, contudo, uma mistura de ambos os métodos. Por exemplo, alguns dos fatores usados no método determinístico foram derivados de considerações estatísticas ou algumas variações estatísticas foram negligenciadas nos métodos estatísticos G.2 Abordagem determinística A abordagem determinística tem sido amplamente utilizada para o projeto de muitos componentes elétricos e mecânicos, equipamentos e sistemas. Tipicamente, o nível de isolamento é baseado na análise do pior caso da severidade local e em fatores de segurança para cobrir imprevistos. Assume-se que existe um valor máximo definitivo da severidade local que pode estressar o isolador, mostrado como o estresse ambiental f(γ) na Figura G.1. Assume-se também que a rigidez do isolamento P(γ) pode ser descrita por um valor mínimo para a suportabilidade da severidade da poluição, abaixo do qual uma descarga disruptiva nunca ocorrerá, determinado ou pelo desempenho em operação ou pelos ensaios laboratoriais. O valor mínimo do isolamento para a suportabilidade da severidade da poluição é então selecionado de modo que ele exceda o estresse máximo de uma margem de segurança que é escolhida para cobrir somente incertezas na avaliação do projeto considerando os parâmetros de rigidez e de estresse. Esse método requer a determinação precisa da severidade do local para escolher o nível máximo de estresse. É possível superestimar ou subestimar a severidade do local ou fazer suposições incorretas quanto à relação entre a severidade do ensaio e a severidade local. No passado, o sucesso deste método tem sido principalmente devido ao fato de que ensaios artificiais em laboratório geralmente fornecem resultados conservativos. É necessário preparar ensaios cuidadosamente para levar em consideração todos os fatores que determinam a relação entre a severidade local e as condições laboratoriais, fornecendo então uma estimativa correta do desempenho suportável. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 47 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Rigidez atual P (γ) Rigidez: Probabilidade de descarga Estresse atual f (γ) Estresse: densidade de ocorrências Medições de poluição SPL determinada Selected Margin Margem selecionada Margem inferior Margem superior Severidade da poluição (γ) IEC 1964/08 Figura G.1 – Ilustração para projeto baseado na abordagem determinística G.3 Abordagem estatística O dimensionamento estatístico de isoladores implica na seleção da rigidez dielétrica de um isolador, com respeito à tensão e a estresses ambientais (conceito estresse/rigidez), para preencher a exigência de disponibilidade específica. Isto é feito pela avaliação do risco de descarga das opções de potenciais isolamentos selecionando aquelas que indicaram um desempenho aceitável. Rigidez P(γ) Estresse f(γ) Rigidez: Probabilidade de descarga Estresse: densidade de ocorrências Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 f(γ) × P(γ) Risco de descarga Severidade da poluição (γ) IEC 1965/08 Figura G.2 – Conceito estresse/rigidez para o cálculo do risco de descarga sob poluição 48 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Com referência à Figura G.2, o risco de descarga pode ser calculado como a seguir: ●● Uma função de distribuição cumulativa P(γ) descrevendo a rigidez dielétrica do isolador, isto é, obter uma probabilidade de descarga como função da mesma severidade γ utilizada para descrever o estresse devido à poluição (DDSE). A DDS para ensaios laboratoriais deve ser determinada a partir da DDSE em operação usando os princípios apresentados no Anexo F. ●● A função P(γ) é então convertida a partir da representação de um único isolador, para representar o desempenho de m isoladores em uma linha inteira ou seção de linha, exposta ao mesmo número de eventos de poluição. ●● As duas funções f(γ) e P(γ) são subsequentemente multiplicadas para fornecer a densidade de probabilidade de descarga e a área sob esta curva expressa o risco de descarga durante um evento de poluição. ●● Se o número de eventos de poluição por ano for conhecido (isto é, tempestades salinas em áreas costeiras ou chuva leve ou névoa no interior), o risco de descarga por ano pode ser calculado. Este método requer uma determinação precisa dos parâmetros estatísticos que descrevem a severidade do local assim como aqueles que descrevem a característica de descarga do isolador. A última característica tem de ser determinada para cada tipo de isolador pela determinação laboratorial do valor de U50 e do desvio-padrão com vários níveis de poluição (no mínimo 2). Programas computacionais estão disponíveis para essa abordagem estatística. © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 49 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo H (informativo) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Exemplo de questionário para coleta de informações sobre o comportamento de isoladores em áreas poluídas Companhia: País: Identificação do projeto e/ou local: Linha ou subestação: Pessoa de contato para informações complementares: (endereço, telefone, e-mail, fax) 1 Dados/requisitos do sistema (ver Seção 6) ⇒⇒ Tensão nominal do sistema e tensão máxima de equipamento ⇒⇒ Valor e duração das sobretensões temporárias ⇒⇒ Importância estratégica ⇒⇒ Data da construção ⇒⇒ Data da energização ⇒⇒ Tipo do sistema ⇒⇒ Limpeza sim/não frequência: ⇒⇒ Manutenção (não envolvendo renovação/ troca de isoladores) ⇒⇒ Lavagem sim/não frequência: ⇒⇒ Engraxamento sim/não frequência: Para linhas aéreas Subestações ⇒⇒ Tipo de torre ou estrutura (incluir esboço) ⇒⇒ Tipo de aparelhagem ⇒⇒ Número de circuitos ⇒⇒ Distância de isolamento da cadeia à terra ⇒⇒ Tipo de cadeias de isoladores ⇒⇒ Distância de isolamento ⇒⇒ Dispositivos de proteção dos isoladores 2 Condições ambientais e de poluição (ver Seção 7) Informações gerais ⇒⇒ Mapa das regiões cortadas pela linha, sua rota e altitudes ⇒⇒ As diferentes zonas climáticas cortadas pela linha 50 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 ⇒⇒ Para subestações, orientação e altitude (mostrar a orientação das buchas de parede com respeito ao regime de ventos que prevalecem) ⇒⇒ Vegetação da área, característica e estrutura geológica Clima Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ⇒⇒ Tipo de clima: temperado, tropical, equatorial, continental... ⇒⇒ Tempo sem chuva, em meses ⇒⇒ Índice pluviométrico anual (mm): Índice pluviométrico mensal (se possível) ⇒⇒ Vento predominante: direção e velocidade média (km/h): Dados mensais (se possível) ⇒⇒ Orvalho: sim/não frequência ⇒⇒ Nevoeiro: sim/não frequência ⇒⇒ Umidade: Pico mensal e média (se possível) Tipos de poluição Tipo A ⇒⇒ Poluição com base de areia ou poeira proveniente do solo (por exemplo: deserto) ⇒⇒ Poluição industrial com grande quantidade de partículas sólidas (exceto cimento) ⇒⇒ Poluição industrial com grande quantidade de cimento (ou outros sais de dissolução lenta) ⇒⇒ Poluição industrial ou química, fumaça ⇒⇒ Agricultura Tipo B ⇒⇒ Poluição marítima – pequena quantidade de partículas não solúvel ⇒⇒ Poluição salina não marítima – pequena quantidade de partículas não solúveis ⇒⇒ Poluição industrial ou química, gases, chuva ácida Combinação dos tipo A e tipo B ⇒⇒ Indicar os componentes principais e sua frequência relativa Níveis de poluição (SPL) ⇒⇒ Classe da SPL de acordo com a ABNT IEC/TS 60815-1 ⇒⇒ Método usado para avaliar a SPL ⇒⇒ Tipo de isoladores de referência, outros isoladores ⇒⇒ Frequência das medições ⇒⇒ Duração do estudo © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 51 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 ⇒⇒ Valores máximos das medições anuais da DDSE, DDNS, SEL ou CDDP (se possível, dados mensais) Outros agentes ⇒⇒ Descargas atmosféricas Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ⇒⇒ Atividade sísmica ⇒⇒ Vandalismo 3 Parâmetros do isolador Abordagens utilizadas para definir o isolamento ⇒⇒ Abordagem 1, ABNT IEC/TS 60815-1 ⇒⇒ Abordagem 2, ABNT IEC/TS 60815-1 ○○ Com medição local? ○○ Método/resultados confirmados ⇒⇒ Abordagem 3, ABNT IEC/TS 60815-1 ○○ Com medição local? Para linhas aéreas Subestações ⇒⇒ Posição e tipo da cadeia ⇒⇒ Posição do isolador ⇒⇒ Tipo de isolador ⇒⇒ Tipo do isolador (suporte, bucha etc.) ⇒⇒ Material do isolador ⇒⇒ Material do isolador ⇒⇒ Comprimento total da cadeia, diâmetro(s) ⇒⇒ Comprimento total, diâmetro(s) ⇒⇒ Perfil ⇒⇒ Perfil ⇒⇒ Distância de escoamento unitária/total ⇒⇒ Distância de escoamento total ⇒⇒ Distância de arco a seco ⇒⇒ Distância de arco a seco 4 Detalhes de incidentes Informações gerais ⇒⇒ Data e hora ⇒⇒ Localização da torre ou estrutura, aparelhagem, subestação ⇒⇒ Condições meteorológicas antes/durante o(s) incidente(s): 52 ○○ Umidade relativa ○○ Tempestade ○○ Chuva ○○ Vento (direção, média e pico de velocidade) © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 ○○ Orvalho ○○ Tempo entre a última ocorrência de precipitação pluviométrica e a falha ○○ Nevoeiro ○○ Outros ○○ Temperatura Tipo de incidente e observações Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ⇒⇒ Descarga disruptiva ⇒⇒ Forte corrosão das partes metálicas ⇒⇒ Perfuração, trilhamento ou erosão do dielétrico ⇒⇒ Outros danos visíveis ⇒⇒ Localização do dano no isolador ⇒⇒ Quaisquer outras observações ou comentários © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 53 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo I (informativo) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Fator de forma O fator de forma (Ff) é um número adimensional que representa o comprimento (l) da distância de escoamento parcial dividida pela largura integrada (p). Para isoladores, o comprimento é na direção da distância de escoamento e a largura é a circunferência do isolador como mostrado abaixo. r(l) l L Ff = dl ∫ p (l ) 0 sendo I o comprimento total ao longo da superfície (distância de escoamento) e p(l) = 2.π.r(l) Figura I.1 – Fator de forma Neste caso, Ff .é igual à integral do valor recíproco da circunferência do isolador vezes a distância de escoamento parcial, medida a partir da extremidade superior do isolador até o ponto de contato. O fator de forma é somente dependente da forma da superfície e não dependente do tamanho. Ver IEC 60507. A superfície que contém uma camada condutora uniformemente distribuída possui uma condutividade total dependente de ●● condutividade específica da superfície, ●● Ff. O fator de forma Ff fornece uma relação exata entre a resistividade/condutividade de uma superfície uniformemente condutiva, por exemplo, a superfície de um isolador uniformemente poluída e umidificada, e a resistência/condutância total da mesma superfície. 54 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Anexo J (informativo) Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL Correspondência entre distância de escoamento específica e DEEU Distância de escoamento específica (DEE), como usada na edição anterior da ABNT IEC/TR 60815, era baseada na tensão do sistema. Para sistemas de corrente alternada, era a tensão fase–fase. A DEEU refere-se à tensão através do isolador, ou seja, para sistemas de corrente alternada, é a tensão fase–terra. Tanto a distância de escoamento específica quanto a DEEU são especificadas como o valor mínimo. A Tabela J.1 fornece uma correspondência entre os valores comumente usados de DEE e DEEU. Tabela J.1 – Correspondência entre a distância de escoamento específica e a distância de escoamento específica unificada Distância de escoamento específica para sistemas de corrente alternada trifásicos DEEU 12,7 22,0 16 27,8 20 34,7 25 43,3 31 53,7 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados 55 Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL ABNT IEC/TS 60815-1:2014 Bibliografia [1] CIGRE Taskforce 33.04.01 – Polluted insulators: A review of current knowledge, CIGRE brochure N° 158-2000. Documento impresso em 18/12/2024 13:03:40, de uso exclusivo de CIA.PAULISTA DE FORCA E LUZ - CPFL [2] CIGRE WG C4.303 – Outdoor insulation in polluted conditions: Guidelines for selection and dimensioning – Part 1: General principles and the AC case, CIGRE Technical Brochure N° 3612008. [3] CIGRE WG C4.303 – Development of guidelines for the selection of insulators with respect to pollution for EHV – UHV DC: State of the art and research needs, Paper C4-101, CIGRE 2008. [4] CIGRE Taskforce 33.13.07 – Influence of ice and snow on the flashover perfomance of outdoor insulators – Part 1: Effects of Ice, ELECTRA N° 187, December 1999, and Part 2: Effects of Snow, ELECTRA n° 188, February 2000. [5] IEC 60050-604, International Eletrotechnical Vocabulary – Part 604: Generation, transmission and distribution of electricity – Operation [6] CIGRE Taskforce 33.04.03 – Insulator pollution monitoring, Electra 152, February 1994 [7] ABNT IEC/TR 62039, Guia de seleção de materiais poliméricos para uso externo sob alta-tensão [8] ABNT IEC/TS 62073, Guia da medição da hidrofobicidade nas superfícies de isoladores 56 © IEC 2008 - © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados
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