CURSO DE NEGOCIADOR DO BAEP
Neste curso ministrado pelos excepcionais instrutores do BAEP, os alunos
irão aprender as táticas de negociação e métodos utilizados pela mesma guarnição,
para então resgate dos reféns em vida.
Sumário:
1.1 - Regras gerais de sequestro --------------- pág. 2
1.2 - Sequestro em ação marcada ------------- pág. 3
1.3 - Regras de negociação --------------------- pág. 3
1.4 - Regras internas do BAEP ----------------- pág. 4
1.5 - Negociando na prática -------------------- pág. 5
REGRAS
1.1 – Regras gerais de sequestro
As regras da “bíblia” devem ser seguidas à risca, já que qualquer
erro cometido será passível de punição na cidade e não apenas
dentro da polícia. O negociador que estiver responsável pela vida
do refém não só pode como deve estar ciente de todas as regras
para uma ação de sequestro, seja na rua ou em uma ação
marcada para que, após finalizada, suba STF para punir o ilegal
caso tenha cometido alguma anormalidade no padrão. Sendo
assim, é obrigatório o uso de GoPro no colete.
• O dobro de sequestradores por refém, um refém dois
sequestradores, dois reféns quatro sequestradores. Limite
de dois reféns por sequestro de rua.
• Proibido sequestro de policiais fardados ou qualquer outro
cidadão em trabalho legal. Por exemplo: mecânico.
• Os sequestradores devem manter a vítima em vida, com
limite de uma hora para se negociar, após esse tempo a
vítima é executada.
• Apenas membros “setados” em organizações criminosas ou
facções podem participar do grupo dos sequestradores,
sendo proibido levar os reféns para áreas vermelhas.
• Todos os policiais, principalmente o negociador, devem
prezar ao máximo a vida do refém.
• Cada facção ou organização é limitada a dois sequestros por
dia.
• O contingente da polícia em uma ação de sequestro é o
dobro do número de sequestradores. Por exemplo: nove
bandidos, dezoito policiais; 25 bandidos, 50 policiais.
• O valor máximo que pode ser pedido por um refém comum
é de R$200.000,00. Subcomandante Geral
é
R$2.000.000,00. E Comandante Geral R$3.000.000,00. O
teto para algum dos prefeitos é de R$7.000.000,00.
1.2 – Sequestro em ação marcada
• Ammunation: proibido reféns;
• Lojinhas: 0 a 2 reféns;
• Banco Central: 0 a 4 reféns, a cada refém um bandido do
lado de fora;
• Açougue: proibido refém;
• Joalheria: 0 a 3 reféns;
• Galinheiro: 0 a 2;
• Festa Junina: proibido refém;
• Cayo Perico: 2 a 3 reféns;
• Iate Eclipse: 1 refém.
1.3 – Regras de negociação
Uma negociação pode ter vários objetivos, além do resgate do
refém. Alguns deles que devem ser sempre lembrados pelo
negociador e colocados em prática são: a obtenção de tempo
para que o QRR chegue, informações sobre os sequestradores,
como por exemplo quem são, quem representam, objetivos,
contingente etc. Saber se o, ou os, reféns estão bem, seja
fisicamente ou mental e alimentados. E então de fato o que os
sequestradores querem em troca da vida dos reféns. Durante
uma negociação, é obrigatório que o negociador mantenha
sempre sua conduta, conversando com máximo de respeito
diante do responsável pelo sequestro. É sempre recomendado
que se mantenha cara a cara com o sequestrador, sozinhos, e com
o contingente da polícia atrás do negociador, mantendo um
ombro a ombro exemplar e sem armamento em mãos. Caso haja
qualquer situação que não corresponda com as regras por parte
do ilegal, o negociador deve após a ação tomar as providências
cabíveis, sendo elas denunciar com provas de todo o ocorrido.
1.4 – Regras internas do BAEP
• A negociação de armas não é permitida pela “bíblia”, então
o BAEP considera que qualquer negociação onde seja
entregue qualquer tipo de armamento ou munição é
completamente falha, mesmo que o negociador negocie 4
reféns por uma única Five-Seven, já que caso isso ocorra,
os meliantes serão reforçados com armas pela própria
polícia, em vez de estarem sendo reprimidos. Caso armas
sejam entregues ao ilegal, o passaporte do negociador é
rasgado e o mesmo é extraditado.
• O BAEP também acredita que qualquer negociador que
ofereça armas, mesmo não sendo entregues, não estará
apto para continuar negociando, assim sendo advertido,
perdendo seu curso e sendo obrigado a fazer uma
reciclagem caso queira voltar a negociar. Sendo até
possível o desligamento da BAEP.
1.5 – Negociando na prática
Na prática uma negociação exige, primeiramente, maturidade
por parte do negociador, já que continuar respeitoso, paciente
calmo e mantendo o ambiente tranquilo enquanto tem vidas em
jogo não é para qualquer um. Como dito, um negociador tem
sempre que manter o respeito quando se dirigindo ao bandido,
a fim de evitar conflitos. Manter uma conversa aberta e sincera
é excelente para não irritar o sequestrador, assim como ser
maleável, deixe a conversa a conversa fluir e faça com que o
sequestrador acredite que ele está no controle da negociação e
da situação. Deixe o sequestrado ciente de que a polícia deve
seguir regras, principalmente as impostas pela “bíblia”. Regras
de cidade são inegociáveis, portanto, não ofereça ou rejeite caso
seja pedido. Se armas forem pedidas, o negociador pode negar
de várias formas, uma delas é alegar que o baú da polícia foi
limpo recentemente e que não há nenhuma arma disponível.