GESTÃO DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS
ANDRÉ LUIS RIBEIRO LIMA
Alexandre Ferreira dos Santos
Cintia Bernardes de Carvalho
Gabriela Campos Evangelista
João Pedro da Silva Naves
Vinicius Oliveira Orlandi
Yasmim Ribeiro da Silva
LAVRAS/MG 2024/2
1. Stakeholders internos e externos
Internos:
● Sócios (João Carlos Cunha e Débora Bartolomeo): Defendem o
crescimento sustentável e a qualidade premium dos produtos. Débora
prioriza a ausência de conservantes artificiais e inovação em produtos
saudáveis.
● Diretoria Comercial (Joana Guimarães): Busca aumento das vendas e
competitividade no mercado, com propostas para expandir a força de vendas
e desenvolver produtos saudáveis.
● Gerente de Produção (Walmir Duarte): Foca na redução de custos e
modernização da fábrica para melhorar a eficiência.
● Equipe de vendas: Almejam melhores condições de trabalho e motivação,
evidenciada pela mudança recente na política salarial.
Externos:
● Clientes (distribuidores e varejistas): Buscam preços competitivos e
produtos com alta aceitação no mercado.
● Concorrentes (Gelatex, Favorita, outros): Aumentam a pressão por preços
baixos e inovação, investindo em estratégias de marketing.
● Fornecedores: Influenciam custos devido à flutuação cambial e aumento nos
preços de matérias-primas.
2. Principal problema enfrentado
O principal problema é a queda contínua da lucratividade e participação de
mercado, evidenciada por:
● Diminuição do lucro líquido de R$1,48 milhões (2016) para R$132 mil (2022)
● Redução do market share de 4% para 1,9% no mesmo período
● Baixa eficiência produtiva, com produtividade decrescendo de 174 potes/hora
(2016) para 138 potes/hora (2022)
3. Causas do problema
● Concorrência agressiva: Empresas como Gelatex aumentaram
significativamente seu market share (34,8% em 2022), reduzindo a relevância
da Sabores da Serra
● Preços elevados: O custo médio de produção aumentou de R$0,727 para
R$0,971/pote, enquanto os concorrentes mantêm preços mais baixos
● Equipamentos obsoletos: Afetaram a produtividade e aumentaram os
custos operacionais
● Estratégias limitadas de marketing: Falta de investimento em campanhas
digitais e novas tendências como a linha saudável.
4. Causas mais influentes
1. Concorrência e política de preços agressiva: A principal pressão vem do
preço competitivo e das estratégias de marketing dos concorrentes.
2. Obsolescência dos equipamentos: Impacta diretamente a produtividade e
os custos.
3. Modelo de gestão comercial: Dificuldade em ampliar a rede de distribuição
e explorar novos nichos de mercado.
5. Propostas de solução
b)
● Aumento de Vendas (+20% ao ano): Crescimento impulsionado pelo
lançamento da linha saudável e pela expansão da estrutura comercial com
equipe de vendas ampliada e novos canais de distribuição (e-commerce e
parcerias).
● Campanhas de marketing reforçam a marca no segmento premium.
● Redução de Custos Operacionais: Modernização da produção e
renegociação de contratos com fornecedores reduz o custo por unidade
produzida.
● Redução de despesas administrativas mantém os custos gerais sob controle.
● Investimentos em Marketing e Publicidade: As despesas com marketing
aumentam para suportar campanhas digitais, eventos gourmet e maior
visibilidade da nova linha de produtos.
● Melhoria de Margens: A nova linha saudável, com maior valor agregado, e
ajustes de preços ajudam a elevar o lucro bruto em relação às vendas.
● Impostos e Lucro Líquido: Considerou-se uma alíquota de IRPJ/CSLL de
aproximadamente 33%.
6. Avaliação da proposta de venda
● O lucro líquido atual é de R$ 132 mil/ano. Mesmo com um crescimento de
20% ao ano (proposta estratégica), a empresa levaria cerca de 10 anos para
acumular um lucro equivalente à oferta atual, sem descontar os custos de
modernização e expansão. Dessa forma, o estudo menciona a necessidade
de modernização e marketing, que são custos relevantes e não garantem
sucesso diante dos concorrentes. Considerando os resultados atuais e os
desafios estratégicos, a oferta de R$ 3,5 milhões parece uma boa
oportunidade,, representando cerca de 26,5 vezes o lucro líquido atual (R$
132 mil). De acordo com isso os sócios devem aceitar a oferta de venda
levando em conta a dificuldade de competir no mercado atual sem
investimentos significativos, a baixa lucratividade e o declínio de market
share. O valor proposto é superior ao que a empresa pode gerar em um
prazo razoável, dado seu desempenho atual.