4. A IDEIA DE ELASTICIDADE São Paulo (SP) 1 O conceito de “Elasticidade” É a alteração percentual em uma variável, dada uma variação percentual em outra, ceteris paribus. • … é uma medida de como compradores e vendedores reagem a uma mudança nos preços • … nos permite analisar a oferta e a demanda com muito mais precisão Sinônimo de sensibilidade , resposta, reação de uma variável, em face de mudanças em outras variáveis. 2 Tipos de Elasticidades Elasticidade-preço da demanda : Variação percentual na quantidade demandada, dada a variação percentual no preço do bem, ceteris paribus. Elasticidade-renda da demanda : Variação percentual na quantidade demandada, dada uma variação percentual na renda, ceteris paribus. Elasticidade-preço cruzada da demanda : Variação percentual na quantidade demandada, dada a variação percentual no preço de outro bem, ceteris paribus. Elasticidade-preço da oferta : Variação percentual na quantidade ofertada, dada uma variação percentual no preço do bem, ceteris paribus. 3 1. Elasticidade-preço da demanda Variação percentual na quantidade demandada, dada uma variação percentual no preço do bem, ceteris paribus. Mede a sensibilidade, a resposta dos consumidores, quando ocorre uma variação no preço de um bem ou serviço. Epd = %q d % preço = q1 – q0 q0 p1 – p0 p0 = qd qd p p p qd = d x q p 4 Exemplo de cálculo: Elasticidade-preço da demanda (Ed) q1 – q0 q0 p1 – p0 p0 Epd = Variação % q = Variação % p 0,3 Epd = - 0,2 = 1,5 39 – 30 30 16 – 20 20 Calcule a elasticidade-preço da demanda: – – – – p0 = preço inicial = R$ 20,00 p1 = preço final = R$ 16,00 q0 = quantidade demandada ao p0 = 30 q1 = quantidade demandada ao p1 = 39 Para uma queda de 20% no preço, a quantidade Demandada aumenta em 1,5 vezes os 20%, ou seja 30%. Tipos de Elasticidade-Preço da Demanda • Perfeitamente inelástica • Inelástica • Unitária • Elástica • Perfeitamente elástica Demanda Perfeitamente Inelástica (EPd=o) Preço $5 1. Um aumento no preço... 4 Demanda A quantidade demandada não muda, mesmo se houver uma alteração nos preços Ex.: Bens essenciais Quantidade 100 2. …deixa a quantidade demandada inalterada. Demanda Inelástica (EPd<1) Preço A quantidade demandada não responde com muita intensidade a alterações nos preços EPd < 1 1. Um au- $5 mento no preço 4 em 22%… Demanda 90 100 Quantidade 2. … leva a uma diminuição da quant.demandada de 11% Demanda Unitária (EPd=1) Preço A quantidade demandada muda na mesma proporção que o preço se altera EPd=1 1. Um au- $5 mento no preço 4 em 22%… Demanda 75 100 Quantidade 2. … leva a uma diminuição da quant.demandada de 22% Demanda Elástica (EPd>1) Preço A quantidade demandada responde com muita intensidade a alterações nos preços 1. Um au- $5 mento no preço 4 em 22%… Demanda 50 100 Quantidade 2. … leva a uma diminuição da quant.demandada de 67% Demanda Perfeitamente Elástica (EPd=∞) A quantidade demandada muda infinitamente com uma alteração nos preços. Ex.: mercados perfeitamente competitivos Preço 1. A qualquer preço acima de $4,00, a quant. Demandada é igual a 0. 4 Demanda 2. 2. A um preço inferior a $4,00 a quantidade demandada será infinita A $4,00 consumidores irão comprar qualquer quantidade Quantidade Elasticidade e Receita Total • Receita Total é a quantidade de dinheiro paga por compradores e recebidas por vendedores após a venda de um bem • Ou seja, preço do bem vezes a quantidade vendida daquele bem: RT = P x Q Elasticidade e Receita Total Preço $4 P x Q = $400 Receita Total) P 0 Q Demanda 100 Quant. Elasticidade e Receita Total • Com uma curva de demanda inelástica, um aumento nos preços leva a uma diminuição na quantidade demandada, em menor proporção que o aumento nos preços. Dessa forma, a Receita Total aumenta Elasticidade e Receita Total – Demanda Inelástica Preço Um aumento no preço de R$1,00 para R$3,00... Preço …leva a um aumento na receita total de R$100 para R$240 $3 RT = $240 $1 0 Demanda RT = $100 100 Quant. 0 Demanda 80 Quant. Elasticidade e Receita Total • Com uma curva de demanda elástica, um aumento nos preços leva a uma diminuição na quantidade demandada, em maior proporção que o aumento nos preços. Dessa forma, a Receita Total diminui Elasticidade e Receita Total – Demanda Elástica Preço …leva a uma diminuição na receita total de $200 para $100 Preço Um aumento no preço de R$4,00 para $5,00... $5 $4 Demanda Demanda RT = R$200 0 50 RT = R$100 Quant. 0 20 Quant. Fatores que afetam a Elasticidadepreço da demanda Disponibilidade de bens substitutos Essencialidade do bem Importância relativa do bem no orçamento do consumidor Horizonte de tempo 18 Disponibilidade de bens substitutos Elasticidade-preço da demanda Quanto mais substitutos Mais elástica a demanda Pois dado um aumento de preços, o consumidor tem mais opções para “fugir” do consumo desse produto, provocando uma queda em sua demanda mais que proporcional à variação do preço. Assim, quanto mais específico o mercado, maior a elasticidade. Ex: Elasticidade do Guaraná > Refrigerante. 19 Essencialidade do bem Elasticidade-preço da demanda Quanto mais essencial Mais inelástica a demanda Esse tipo de bem não traz muitas opções para o consumidor “fugir” do aumento de preços. Ex: Sal, açúcar. 20 Importância relativa no orçamento Elasticidade-preço da demanda Quanto maior o peso no orçamento Mais elástica a demanda A importância relativa, ou peso do bem no orçamento, é dada pela proporção de quanto o consumidor gasta no bem, em relação a sua despesa total. O consumidor é muito afetado, por alterações nos preços, quanto mais gasta com o produto, dentro de sua cesta de consumo. Ex. Elasticidade da Carne > Fósforo. 21 Horizonte de tempo Elasticidade-preço da demanda Quanto maior o horizonte de tempo Mais elástica a demanda Dependendo do horizonte de tempo de análise, um intervalo de tempo maior permite que os consumidores de determinada mercadoria descubram mais formas de substituí-la, quando seu preço aumenta. 22 2. Elasticidade-preço cruzada da demanda Variação percentual na quantidade demandada, dada a variação percentual no preço de outro bem, ceteris paribus. Epd AB = pB qA x qA pB Epd AB > 0 => A e B são substitutos (o aumento do preço de y aumenta o consumo de x, ceteris paribus). Epd AB < 0 => A e B são complementares (o aumento do preço de y diminui o consumo de x, ceteris paribus). 23 Elasticidade Cruzada (em português) • A quantidade demandada de um produto é afetada não somente pelo seu preço, mas também pelo preço dos bens relacionados a ele. • Podem ser substitutos ou complementares. • A elasticidade preço cruzada da demanda mede o efeito que a mudança no preço de um produto provoca na quantidade demandada de um outro produto. • Exy = Variação % na quantidade do bem x • Variação % no preço do bem y Elasticidade Cruzada da Demanda • Elasticidade-cruzada positiva – A quantidade demandada do bem x cresce com o aumento do preço do bem y. – Bens substitutos. • Elasticidade-cruzada negativa – A quantidade demandada do bem x diminui com o aumento do preço do bem y. – Bens complementares • Elasticidade-cruzada nula – Bens independentes Elasticidade Cruzada Substitutos e Complementares • Dois bens são substitutos se o aumento do preço de um leva ao aumento da procura do outro. Exemplo: carne bovina e frango. • Dois bens são complementares se o aumento do preço de um leva à diminuição da procura do outro. Exemplo: caderno e caneta. • Dois bens são independentes se a variação do preço de um não afetar a procura do outro. Exemplo: petróleo e arroz. Elasticidade Cruzada: Exemplo • Suponha que o preço do bem Y aumentou de R$ 2 para R$ 3, e a quantidade demandada do bem X, aumentou de 2 para 4. Pede-se: – A. Qual o coeficiente da elasticidade cruzada da demanda? – B. Que tipo de bem é esse? A. Exy = Variação % Qx /Variação % Py = 2–3/2 = -0,5/-1 = - 0,5 = 0,5 2 – 4/ 2 B. Elasticidade cruzada positiva = BENS SUBSTITUTOS 3. Elasticidade-renda da demanda Variação percentual na quantidade demandada, dada uma variação percentual na renda do consumidor, ceteris paribus. ERd = ∆% na Quant.Demandada ∆% na Renda ERd > 1 => Bem superior (ou bem de luxo) : dada uma variação da renda, o consumo varia mais que proporcionalmente. ERd > 0 => Bem normal : o consumo aumenta quando a renda aumenta. ERd < 0 => Bem inferior : a demanda cai quando a renda aumenta. ERd = 0 => Bem de consumo saciado: variações na renda não alteram o consumo do bem. 28 Elasticidades Elasticidade-renda da Demanda Obs.: Normalmente, a elasticidade-renda da demanda de produtos manufaturados é superior à elasticidade-renda de produtos básicos, como alimentos. Quanto mais elevada a renda Maior consumo de manufaturados (ex.: carro, eletrônicos), relativamente aos alimentos. 29 Elasticidade-Renda da Demanda – Tipos de Bens • Bens Normais • Bens Inferiores • Um aumento na renda dos indivíduos aumenta a quantidade demandada de bens normais mas diminui a de bens inferiores Elasticidade-Renda da Demanda – Tipos de Bens • Bens que consumidores consideram como necessários tendem a ter uma demanda inelástica. Ex: comida, combustível, serviços de saúde, etc… • Bens que consumidores consideram como sendo de luxo ou supérfluos tendem a ter uma demanda elástica. Ex: lanchas, casacos de pele, carros esportivos, etc… 5. Elasticidade-preço da OFERTA Variação percentual na quantidade ofertada, dada uma variação percentual no preço do bem, ceteris paribus. Epo = qo p Epo > 1 => Bem de oferta elástica. Epo < 1 => Bem de oferta inelástica. Epo = 1 => elasticidade-preço de oferta unitária. 32 Elasticidade-Preço da Oferta • Elasticidade-Preço da oferta mede o aumento ou diminuição, em percentagem, da quantidade ofertada devido a uma mudança percentual nos preços • Mede o quanto a quantidade ofertada por um bem muda devido a uma mudança no preço daquele bem Tipos de Elasticidade - Oferta • Perfeitamente Elástica • Elástica • Unitária • Inelástica • Perfeitamente inelástica ES = ES > 1 ES = 1 ES < 1 ES = 0 Oferta Perfeitamente Inelástica (EPo=o) Preço Oferta $5 1. Um aumento no preço... 4 Quantidade 100 2. …deixa a quantidade ofertada inalterada. Oferta Inelástica (EPo<1) Preço Oferta 1. Um au- $5 mento no preço 4 em 22%… Quantidade 100 110 2. …leva a um aumento de 10% na quant. ofertada Oferta Unitária (EPo=1) Preço Oferta 1. Um au- $5 mento no preço 4 em 22%… Quantidade 100 125 2. …leva a um aumento de 22% na quant. ofertada Oferta Elástica (EPo>1) Preço Oferta 1. Um au- $5 mento no preço 4 em 22%… Quantidade 100 200 2. …leva a um aumento de 67% na quant. ofertada Oferta Perfeitamente Elástica (EPd=∞) Preço 1. A qualquer preço acima de $4,00, a quant. ofertada é infinita. 4 Oferta 2. 2. A um preço inferior a $4,00 a quantidade ofertada é igual a 0. A $4,00 vendedores irão suprir qualquer quantidade Quantidade Determinantes da Elasticidade da Oferta • Habilidade dos produtores de mudar a quantidade produzida de um determinado bem – Livros, automóveis ou outros bens manufaturados possuem oferta elástica – Terrenos à beira da praia têm oferta inelástica • Tempo – A oferta é mais elástica no longo prazo Resumo • A Elasticidade-Preço da Demanda mede o quanto a quantidade demandada muda devido a uma alteração nos preços • Se a curva de demanda é elástica, receita total cai quando o preço aumenta • Se a curva de demanda é inelástica, receita total aumenta quando o preço aumenta Resumo • A Elasticidade-Preço da Oferta mede o quanto a quantidade ofertada muda devido a uma alteração nos preços • Na maioria dos mercados, a oferta é mais elástica no longo prazo do que no curto prazo Resumo • Estudos em paises economicamente desenvolvidos têm encontrado demandas pouco elásticas • No caso de demanda inelástica, aumentos nas tarifas devem produzir aumento de receitas, e aumentos aplicados a um serviço ou hora do dia dificilmente levarão a um perda de receita líquida. 5. PRODUÇÃO E CUSTO DE PRODUÇÃO São Paulo (SP) Núcleos Fundamentais 1. As ideias de Micro e Macroeconomia 2. Produção e Custos de Produção 3. Estruturas de mercado 4. Teoria e política macroeconômica 5. Política fiscal e desenvolvimento econômico 44 Introdução Curva de Oferta Relações entre a quantidade produzida e as quantidades de insumos utilizados. Teoria da Produção Teoria da Firma Teoria dos Custos de produção Inclui os preços dos insumos 45 Produção – Conceitos Básicos Produção é o processo pelo qual uma firma transforma os fatores de produção adquiridos em produtos ou serviços para a venda no mercado. inputs Compra insumos Combinação dos Fatores de Produção outputs Vende produtos no Mercado 46 Produção – Conceitos Básicos Insumos Em função da eficiência Mão-de-obra (N) Capital Físico (K) Área, Terra (T) Processo de Produção Produto (q) Matéria-prima (Mp) Obs.: Intensivo – Fator que é utilizado em maior quantidade 47 Produção Função de Produção É a relação técnica entre a quantidade física de fatores de produção e a quantidade física do produto em determinado período de tempo. quantidade do produto = f (quantidade dos fatores de produção) q= f quantidade produzida/t (N, K, M, T) área mão-de-obra capital físico matérias-primas cultivada/t utilizada/t utilizado/t utilizadas/t 48 Produção Função de Produção Supõe-se que foi atendida a eficiência técnica (máxima produção possível, em dados níveis de mão-de-obra, capital e tecnologia). Função de Produção = Função Oferta Função Oferta = Relaciona a produção com os preços dos fatores de produção. Função Produção = Relaciona a produção com as quantidades físicas dos fatores de produção. 49 Produção Distinção entre Fatores de Produção Fixos e Variáveis e entre Curto e Longo Prazos Fatores de Produção Fixos – Permanecem inalterados quando a produção varia. Ex.: O capital físico e as instalações da empresa Fatores de Produção Variáveis – Se alteram, com a quantidade produzida. Ex.: Mão-de-obra e as matérias-primas utilizadas 50 Produção Distinção entre Fatores de Produção Fixos e Variáveis e entre Curto e Longo Prazos Curto Prazo – Período no qual existe pelo menos um fator de produção fixo. Longo Prazo – Todos os fatores se alteram. Obs.1: O curto prazo para uma metalúrgica é maior do que o de uma fábrica de biscoitos (as alterações de equipamentos ou instalações daquela demandam mais tempo que a desta). Obs.2: Na teoria Microeconômica, a questão de prazo está definida em termos da existência ou não de fatores fixos de produção. 51 Produção Produção com um fator variável e um fixo: Uma análise de curto prazo. q = f( N, K ) Dois fatores de produção => Mão-de-obra Capital Supondo constante ou fixo no curto prazo. q = f ( N ) O nível do produto varia apenas em função de alterações na mão-de-obra, a curto prazo, ceteris paribus. 52 Produção Conceitos de Produto Total, Produtividade Média e Produtividade Marginal. Produto Total (PT) – É a quantidade total produzida, em determinado período de tempo. PT = q Produto Média – É a relação entre o nível do produto e a quantidade do fator de produção, em determinado período de tempo. da mão-de-obra PMeN = PT/N do capital PMeK = PT/K 53 Produção Conceitos de Produto Total, Produtividade Média e Produtividade Marginal. Produto Marginal – É a variação do produto, dada uma variação de uma unidade na quantidade de fator de produção, em determinado período de tempo. da mão-de-obra PMgN = PT / N = q/ N do capital PMgK = PT / K = q/ K 54 Produção Produto Total, Médio e Marginal K 10 10 10 10 10 10 10 10 10 N 0 1 2 3 4 5 6 7 8 PT PMe = PT/N PMg = /\PT / /\N 0 3 3,0 3 8 4,0 5 12 4,0 4 15 3,8 3 17 3,4 2 17 2,8 0 16 2,3 -1 13 1,6 -3 55 Produção Total Produção PT Máximo PT 20 15 10 5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Fator de Produção (N) Produtividade Média (PMe) e Marginal PMg = ZERO (PMg) PMe e PMg 6,0 4,0 2,0 0,0 -2,0 1 2 3 -4,0 4 5 6 7 8 Fator de Produção (N) Prod. Média Prod. Marginal 56 Produção Lei dos Rendimentos Decrescentes O formato das curvas PMgN e PMeN dá-se em virtude da Lei dos Rendimentos Decrescentes. “Ao aumentar o fator variável (N), sendo dada a quantidade de um fator fixo, a PMg do fator variável cresce até certo ponto e, a partir daí, decresce, até tornar-se negativa.” Ex.: Atividade agrícola (Fator fixo: área cultivada). Essa lei só é válida se for mantido um fator fixo (portanto, só vale a curto prazo). 57 Produção Produção a Longo Prazo Considera que todos os fatores de produção (mão-de-obra, capital, instalações, matérias-primas) variam. q = f( Dois fatores de produção => (Ambos Variáveis) N, K ) Mão-de-obra Capital É uma função de produção representada por uma curva chamada de Isoquanta. 58 Produção Isoquanta de Produção Significa de igual quantidade. Pode ser definida como sendo uma linha na qual todos os pontos representam infinitas combinações de fatores, que indicam a mesma quantidade produzida. Capital (K) Isoquanta 6 4 2 q = 1000 50 80 100 150 Mão-de-obra (N) 59 Produção Isoquantas de Produção Capital Família de isoquantas ou mapa de produção A escolha de uma isoquanta, corresponde à escolha que o fornecedor deseja produzir, dependendo dos custos de produção e da demanda pelo produto. (K) Isoquanta q = 3000 q = 2000 q = 1000 Mão-de-obra (N) 60 Produção Rendimentos de escala ou economia de escala Análise das vantagens e desvantagens que a empresa tem, a longo prazo, em aumentar sua dimensão, seu tamanho, demandando mais fatores de produção. Rendimentos crescentes de escala Rendimentos decrescentes de escala Rendimentos constantes de escala 61 Produção Rendimentos crescentes de escala Se todos os fatores de produção crescerem numa mesma proporção, a produção cresce numa proporção maior. Ex.: 10% na qte. de mão-de-obra 10% na qte. de capital A produção aumenta em mais de 10% Devido à : Indivisibilidade na produção Economia de escala técnica Divisão do trabalho Operações de pesquisa e marketing Eco. de escala pecuniária Facilidades de empréstimos, etc. 62 Produção Rendimentos decrescentes de escala Ocorre quando todos os fatores de produção crescem numa mesma proporção, e a produção cresce numa proporção menor. Ex.: 10% na qte. de mão-de-obra 10% na qte. de capital A produção aumenta em 5%. Motivo provável: A expansão de uma empresa pode provocar uma dificuldade de comunicação entre a direção e as linhas de montagem. 63 Produção Rendimentos decrescentes de escala Lei dos rendimentos decrescentes Algum fator de produção é fixo (curto prazo) Não há fator de produção fixo (longo prazo) Rendimentos constantes de escala Se todos os fatores de produção crescerem numa mesma proporção, a produção cresce na mesma proporção. A produtividade média dos fatores de produção são constantes. 64 Produção Resolver os exercícios do livro texto, páginas 123 à 125 65 Introdução Curva de Oferta Relações entre a quantidade produzida e as quantidades de insumos utilizados. Teoria da Produção Teoria da Firma Teoria dos Custos de produção que determinará Inclui os preços dos insumos 66 Custos de Produção Avaliação privada e avaliação social Avaliação Privada – Avaliação financeira, específica da empresa. Avaliação social – Custos (e benefícios) para toda a sociedade, derivados da produção da empresa. Aumenta a produção da indústria extrativa de madeira Há perdas ecológicas derivadas do desmatamento 67 Custos de Produção Avaliação privada e avaliação social Externalidades ou Economias externas - Alterações de custos e benefícios para a sociedade, derivadas da produção da empresa, ou então as alterações de custos e receitas da empresa, devidas a fatores externos à empresa. Externalidade positiva – Comerciantes de lustres próximos um do outro. Externalidade negativa – Indústria química poluidora dos rios, impõe à indústria pesqueira. 68 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Custo Fixo Total (CFT) – Mantém-se fixa, quando a produção varia. Ex.: Aluguéis, depreciação, etc. Custo Variável Total (CVT) – Varia com a produção. Depende da quantidade produzida. Ex.: gastos c/ folha de pagamento, despesas com matérias-primas, etc. Custo Total (CT) – Soma do custo variável total com o custo fixo total. 69 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Qtd Prod. (q) (1) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C. Fixo C. Variável C. Total C.F. MédioC.V. Médio C. Médio (CFT) (CVT) (CT) (CFMe) (CVMe) (CTMe) (2) (3) (4)=(2)+(3) (5)=((2)/(1) (6)=((3)/(1) (7)=(5)/(6) 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 0 2,00 3,50 4,50 5,75 7,25 9,25 12,51 17,50 25,50 37,50 15,00 17,00 18,50 19,50 20,75 22,25 24,25 27,51 32,50 40,50 52,50 15,00 7,50 5,00 3,75 3,00 2,50 2,14 1,88 1,67 1,50 2,00 1,75 1,50 1,44 1,45 1,54 1,79 2,19 2,83 3,75 17,00 9,25 6,50 5,19 4,45 4,04 3,93 4,06 4,50 5,25 70 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Custos de Produção Custos Totais (R$) Custos declinantes Custos a taxas crescentes 60 50 40 30 20 10 0 Custo Fixo Custo Variável Custo Total 1 3 5 7 9 11 Quantidade produzida Lei dos rendimentos decrescentes = Lei dos custos crescentes 71 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Custo Fixo Médio (CFMe) = CFT / q Custo Variável Médio (CVMe) = CVT / q Custo Médio (CMe ou CTMe ) = Custos totais = CT Qtd produzida q CTMe = CVMe + CFMe 72 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Custo Médios (R$) 20,00 15,00 CTMe e CVMe tendem a igualar-se. C. Fixo Médio C. Var. Médio 10,00 5,00 0,00 C. Total 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C. Fixos tendem a zero Quantidade Produzida c/ aumento de “q”. 73 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Obs.: O formato de U das curvas CTMe e CVMe “a curto prazo” também se deve à lei dos rendimentos decrescentes, ou lei dos custos crescentes. Inicialmente: Custos médios declinantes: Pouca mão-de-obra p/ grande capital. Vantajoso absorver mão-deobra e aumentar a produção, pois o custo médio cai. Em certo ponto, satura-se a utilização do capital (que é fixo) e a admissão de mais mão-de-obra não trará aumentos proporcionais de produção (custos médios ou unitários começam a elevar-se). 74 Custos de Produção Custos a Curto Prazo CUSTO MARGINAL – Diferentemente dos custos médios, os custos marginais referem-se às variações de custo, quando se altera a produção. Custo Marginal (CMg) = variação do CT = variação do q CT q É o custo de se produzir uma unidade extra do produto. 75 Custos de Produção Custos a Curto Prazo- Custo Marginal Qtd Prod. (q) C. Total (CT) C. Marginal (CMg) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7,00 16,00 19,00 21,50 22,75 24,25 26,25 29,51 34,50 42,50 54,50 9,00 3,00 2,50 1,25 1,50 2,00 3,26 4,99 8,00 12,00 76 Custos de Produção Custos a Curto Prazo- Custo Marginal Cmg = CVT + q Logo: Cmg = C. Marginal (CMg) CFT = 0,e CFT CVT q * Os custos marginais não são influenciados pelos custos fixos (invariáveis a curto prazo). C. Marginal (R$) Obs.: Como 14 12 10 8 6 4 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Quantidade produzida (q) 77 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Custos Médios e Marginais 20 15 C. Marginal 10 C. Var. Médio C. Total Médio 5 11 9 7 5 3 0 1 Custos (R$) Relação entre Custo Marginal e os Custos Médios Total e Variável Qtd (q) 78 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Relação entre Custo Marginal e os Custos Médios Total e Variável Quando o custo marginal supera o custo médio (total ou variável), significa que o custo médio estará crescendo. Ao mesmo tempo, se o custo marginal for inferior ao médio, o médio só poderá cair. Conclusão : Quando o custo marginal for igual ao custo médio (total ou variável), o marginal estará cortando o médio no ponto de mínimo do custo médio. 79 Custos de Produção Custos a Curto Prazo Relação entre Custo Marginal e os Custos Médios Total e Variável Ex.: 10 unidades de um produto. Custo Total = 5.000,00 Custo Médio = 500,00 Se 11ª unidade = C. Marginal = R$ 400,00 ( < C. Médio) Custo total = R$ 5.400,00 => C. Médio = R$ 490,91 (Decrescente) Se 11ª unidade = C. Marginal = R$ 600,00 ( > C. Médio) Custo total = R$ 5.600,00 => C. Médio = R$ 509,09 (Crescente) 80 Custos de Produção Custos a Longo Prazo Não existem custos fixos: todos os custos são variáveis. Opera a curto prazo Um agente econômico Planeja a longo prazo. Os empresários têm um elenco de possibilidades de produção de curto prazo, com diferentes escalas de produção (tamanho), que podem escolher. 81 Custos de Produção Supondo 3 escalas de produção. 10, 15 e 20 máquinas. Curvas de Custo Médio de Curto Prazo. Custos a Longo Prazo Custos (K=10) (K=15) (R$) CMeC1 CMeC2 CMeC3 Se planeja prod. q1 => CMeC1 < CMeC2 e CMeC3 Se planeja prod. q3 => CMeC2 < CMeC1 e CMeC3 Se planeja prod. q2 => CMeC2 = CMeC1 q4 => CMeC2 = CMeC3 (K=20) q1 q2 q3 q4 Quantidade (q) Opção normalmente utilizada. 82 Custos de Produção Custos a Longo Prazo A curva “cheia” é a curva Lei dos rendimentos de custo médio de longo Custos decrescentes (Curto Prazo) CMe-Lp (R$) prazo (CMe-Lp) (Curva de Envoltória ou curva de planejamento de longo prazo). Mostra o menor custo unitário (CMe). Rendimentos Crescentes ou Decrescentes de Escala Mínimo custo q Tamanho (escala) ótimo Quantidade (q) 83 Custos de Produção Custos a Longo Prazo Embora, as curvas de custo médio de longo e de curto prazo tenham o mesmo formato em U, elas diferem no sentido de que o formato a curto prazo deve-se a Lei dos rendimentos decrescentes (ou custos crescentes), a uma dada planta ou tamanho, enquanto o formato da curva de longo prazo deve -se aos rendimentos de escala, quando varia o tamanho da empresa. 84 Custos de Produção Custos a Longo Prazo Plantas iniciais, mais freqüente as economias de escala, mas a medida que a empresa expande, observa-se rendimentos constantes de escala (são raros os casos de deseconomias de escala). Formato mais freqüente Custos (R$) CMe-Lp Quantidade (q) Quantidade (q) 85 Custos de Produção Maximização dos Lucros (concorrência perfeita e curto prazo) Teoria Microeconômica ( Teoria Neoclássica ou Teoria Marginalista) Empresas têm como objetivo maior a maximização dos lucros (a curto ou a longo prazo) LT = RT – CT LT = Lucro total; RT = Receita total de vendas; CT = Custo total de produção. 86 Custos de Produção Maximização dos Lucros Deverá escolher o nível de produção para qual a diferença positiva entre RT e CT seja a maior possível (máxima). Definição: Receita Marginal (RMg) = é o acréscimo da receita total pela venda de uma unidade adicional do produto. Custo Marginal (CMg) = é o acréscimo do custo total pela produção de uma unidade adicional do produto. 87 Custos de Produção Pode demonstrar que a empresa maximizará seu lucro num nível de produção tal que a receita marginal da última unidade produzida seja igual ao custo marginal desta última unidade produzida. RMg = CMg Se RMg > CMg Há interesse de aumentar a produção, pois cada unidade adicional fabricada aumenta o lucro. Se RMg < CMg Há interesse de diminuir a produção, pois cada unidade adicional que deixa de ser fabricada aumenta o lucro. Se RMg = CMg Lucro total será máximo. 88 Custos de Produção Maximização dos Lucros Produção Custo Preço Receita Lucro Custo Marginal Receita Marginal (por dia) Total Unitário total total (CMg) (RMg) (CT) (P) em R$ (RT) em R$ = RT - CT (6)= Variação (2) (7)= Variação (4) (1) (2) (3) (4)=(3)x(1) (5)= (4)-(2) Variação (1) Variação (1) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 10,00 15,00 18,00 20,00 21,00 23,00 26,00 30,00 35,00 41,00 48,00 56,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00 40,00 45,00 50,00 55,00 -10,00 -10,00 -8,00 -5,00 -1,00 2,00 4,00 5,00 5,00 4,00 2,00 -1,00 5,00 3,00 2,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 5,00 89 Custos de Produção Maximização dos Lucros 10,00 Custo Marginal 5,00 Receita Marginal Produção (q) 11 9 7 5 3 0,00 1 Receita Marginal e Custo Marginal Maximização do Lucro Total (Concorrência Perfeita) Lucro Máximo 90
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