ÍNDICE 1 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA.................................................................... 03 2 AERADORES .................................................................................................... 04 2.1 Os modelos ................................................................................................... 04 2.2 Características Construtivas ....................................................................... 05 2.3 Aerador Modelo TORNADO e TORNADO-F ................................................ 06 2.3.1 Tabela de Performance dos modelos TORNADO e TORNADO-F .............. 08 2.3.2 Como montar e instalar ............................................................................... 08 2.3.3 Vista explodida e suas peças ...................................................................... 12 2.3.4 Dimensões................................................................................................... 15 2.5 Aerador Modelo ASP .................................................................................... 21 2.5.1 Tabela de Performance do modelo ASP ..................................................... 21 2.5.2 Como montar e instalar ............................................................................... 22 2.5.3 Vista explodida e suas peças ...................................................................... 24 2.5.4 Dimensões................................................................................................... 26 2.6 Aerador Modelo TORNOX e TORNOX-F ..................................................... 29 2.6.1 Tabela de Performance dos modelos TORNOX e TORNOX-F ................... 29 2.6.2 Como montar e instalar ............................................................................... 29 2.6.3 Vista explodida e suas peças ...................................................................... 30 2.6.4 Dimensões................................................................................................... 30 2.7 Aerador Modelo TORNADO-R ..................................................................... 31 2.7.1 Tabela de Performance do modelo TORNADO-R ....................................... 32 2.7.2 Como montar e instalar ............................................................................... 32 2.7.3 Vista explodida e suas peças ...................................................................... 35 2.7.4 Dimensões................................................................................................... 38 3 PLAQUETA DE IDENTIFICAÇÃO .................................................................... 40 4 LIGAÇÃO ELÉTRICA ....................................................................................... 41 4.1 Procedimento para emenda de cabo elétrico ............................................ 41 4.2 Aterramento .................................................................................................. 43 5 FLUIDO INTERNO ............................................................................................ 44 6 TABELA DE CORRENTE ELÉTRICA (AMPERAGEM) ................................... 46 7 PROTEÇÃO TÉRMICA – SENSOR PTC .......................................................... 47 1 8 MOTOR ELÉTRICO .......................................................................................... 49 8.1 Tabela de Cabos Utilizados ......................................................................... 50 8.2 Dimensionamento de Cabos Elétricos ....................................................... 50 8.3 Classe de Isolação ....................................................................................... 52 8.4 Grau de proteção .......................................................................................... 53 8.5 Fator de Serviço ........................................................................................... 54 8.6 Proteções Elétricas ...................................................................................... 54 8.6.1 Protetores com resposta à corrente elétrica ................................................ 8.6.1.1 Fusíveis .................................................................................................... 8.6.1.2 Disjuntores................................................................................................ 8.6.1.3 Relés Térmicos ......................................................................................... 54 55 55 55 8.7 Tipos de Partida Elétrica .............................................................................. 55 8.7.1 Partida a Plena Carga ................................................................................. 56 8.71.1 Partida com Chave Manual ....................................................................... 56 8.7.1.2 Partida com Chave Magnética (contactora).............................................. 56 8.7.2 Partida com Carga Reduzida....................................................................... 8.7.2.1 Partida com Chave Compensadora .......................................................... 8.7.2.2 Partida com Chave Estrela-Triângulo ....................................................... 8.7.2.3 Partida com Chave Soft Starter ................................................................ 56 57 57 58 9 PERGUNTAS, PROBLEMAS, CAUSAS E SOLUÇÕES .................................. 59 10 TERMO DE GARANTIA .................................................................................. 61 2 1. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA A HIGRA é uma empresa do ramo metal A HIGRA utiliza ferramentas de última geração mecânico fundada em 30/10/2000 e que possui para apoio técnico aos seus desenvolvimentos em sua diretoria mais de 30 anos de experiência de novos produtos. Com a interatividade dos no segmento de bombeio de fluidos, trazendo softwares Autodesk INVENTOR e ANSYS CFX, para o mercado um novo paradigma com seus consegue-se um equipamento com excelente produtos eficiência hidro-energética, um motor de alto pioneiros e inovadores, sempre rendimento primando pela qualidade e confiabilidade. Responsável pelo projeto, produção e comercialização de soluções de bombeio e tratamento captação de de efluentes, água, nos irrigação, setores de saneamento básico, mineração e indústrias, a HIGRA se trabalhando com um conjunto bombeador de alta performance que garante um alto desempenho do conjunto motor/bomba. Além disto, todos os equipamentos são testados em bancada de teste própria antes de serem entregues ao cliente. destaca no setor pela alta tecnologia agregada Com este conceito, a HIGRA garante um a seus produtos, pelos conceitos inovadores desenvolvimento neles implantados e pela capacitação de seu sustentabilidade de todo o sistema, com alta corpo técnico. qualidade, preservação ambiental e cuidados Todas as atividades executadas na HIGRA de produtos que visa à com a segurança e saúde ocupacionais. seguem os preceitos do Sistema Integrado de Para saber mais sobre a HIGRA e seus Gestão da Sustentabilidade. Os projetos das equipamentos, bombas HIGRA são executados considerando www.higra.com.br ou entre em contato através as exigências das normas internacionais ISO do 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001, desde sua telefone: (51) 3778 2929. e-mail: consulte o nosso vendas@higra.com.br, ou site: do criação até a entrega para o cliente. Figura 01 - Vista aérea da planta da HIGRA Industrial Ltda 3 2. AERADORES Os aeradores HIGRA foram desenvolvidos para tecnologia para o seu desenvolvimento, os trabalhar nas mais diversas condições, podendo aeradores são considerados uma excelente atuar do saneamento básico até as indústrias de alternativa para a oxigenação e mistura nos couros e produtos químicos. Tendo um conceito tratamentos de resíduos líquidos industriais e inovador residenciais. e utilizando a mais avançada 2.1 Os Modelos A linha de aeradores HIGRA possui seis no efluente através da queda de um leque de modelos, fluido que é bombeado de forma vertical e diferenciando-se pelo tipo de oxigenação e pelo tipo de aplicação. ascendente pelo equipamento. Os tipos de oxigenação são os seguintes: Os tipos de aplicação são: - Aspiração de Ar atmosférico: neste tipo de - Tratamentos de Efluente em geral: nesta aerador, o fluxo de água bombeada gera uma aplicação se enquadram todos os tipos de zona de baixa pressão através de um sistema tratamentos de resíduos líquidos, como os de venturi, curtumes, que aspira o ar atmosférico da de celuloses, superfície através de uma mangueira e o residenciais, de incorpora no fluido bombeado. indústrias químicas - Introdução de Oxigênio Puro: neste tipo de de saneamento e condomínios básico, de alimentícias, de frigoríficos, etc. aerador a mangueira que succiona o ar - atmosférico é substituída por uma mangueira aplicação que introduz oxigênio puro proveniente de especiais para trabalho junto as diversas cilindros pressurizados. culturas que são procriadas em cativeiro, como - Introdução de Ar Atmosférico: neste tipo de aerador ocorre a introdução do ar atmosférico MODELO TORNADO TORNADO-F ASP TORNOX Exclusivo para foram Aquicultura: para esta desenvolvidos aeradores por exemplo a criação de camarão, tilápia, salmão, etc. POTÊNCIAS (CV) TIPO DE OXIGENAÇÃO APLICAÇÃO 2, 3, 5, 7,5, 10, Aspiração de Ar Atmosférico Tratamentos de Efluente em geral 12,5, 15, 20, 25, 30 2, 3 e 5 3, 5, 12, 20 e 40 Aspiração de Ar Atmosférico Exclusivo para Aquicultura Introdução do Ar Atmosférico Tratamentos de Efluente em geral e Aquicultura 2, 3, 5, 7,5, 10, Injeção de Oxigênio Puro 12,5, 15, 20, 25, 30 TORNOX-F 2, 3 e 5 TORNADO-R 10, 12,5, 15, 20, 25, 30 e 40 Injeção de Oxigênio Puro Tratamentos de Efluente em geral Exclusivo para Aquicultura Aspiração de Ar Atmosférico Tratamentos de Efluente em geral TORNADO = Aerador TORNADO TORNADO-F = Aerador TORNADO para peixes (em inglês Fish) ASP = Aerador Submerso Propulsor TORNOX = Aerador TORNADO para OXIGÊNIO TORNOX-F = Aerador TORNADO para OXIGÊNIO e para peixes (em inglês Fish) TORNADO-R = Aerador TORNADO ROTATIVO Tabela 01 – Os modelos de aeradores e sua aplicação. 4 2.2 Características Construtivas Na tabela abaixo são apresentados os materiais de construção dos principais componentes dos aeradores, possuindo diferenciações conforme a potência e o modelo do equipamento: UTILIZAÇÃO MATERIAL DE CONSTRUÇÃO POTÊNCIAS MODELOS 2 a 40 CV TODOS 2, 3, 5 e 7,5 CV TODOS 10 a 40 CV TODOS 2 a 40 CV TODOS 2 a 40 CV TODOS MANGUEIRA DE ASPIRAÇÃO PVC Spiraflex 2 a 40 CV TORNADO TORNADO-F TORNADO-R TUBO DE FLUXO Plástico Rígido 3 a 40 CV ASP PROTEÇÃO CATÓDICA Anodo de Sacrifício (sob consulta) 2 a 40 CV TODOS Ferro Fundido - IV pólos, életrico, assíncrono, trifásico, tipo submerso de gaiola de esquilo em curto circuito e rebobinável MOTOR Aço Inoxidável revestido com Metal Duro EIXO Fio envernizado BOBINADO CONJUNTO MOTOR Fio encapado em PVC MANCAL RADIAL Bronze X Metal Duro (deslizamento) MANCAL AXIAL Aço Ferramenta X Grafite ou Teflon (deslizamento) SELO MECÂNICO Faces de Carbeto de Tungstênio Ferro Fundido Nodular OPÇÕES: AERADOR CARCAÇAS PERIFÉRICOS PINTURA a) Epóxi Anticorrosiva de Alta Espessura (padrão) b) Epóxi Especial Anticorrosiva de Alta Espessura (sob consulta) ROTOR Aço Inoxidável BRAÇOS DAS BÓIAS Aço Carbono com Pintura Epóxi Eletrostática TUBO DE SUSTENTAÇÃO Aço Carbono com Pintura Epóxi Eletrostática ARTICULAÇÃO CENTRAL Aço Carbono com Pintura Epóxi Eletrostática BÓIAS Polietileno de média densidade PARAFUSOS Aço Inoxidável Tabela 02 – Características construtivas dos aeradores. 5 2.3 Aerador Modelo TORNADO e TORNADO-F TORNADO: O aerador modelo TORNADO foi volume de fluido, podendo operar com a desenvolvido para trabalhar nas mais diversas presença de sólidos e fibras alongadas, como condições, saneamento no caso de curtumes, indústrias de papel e básico até as indústrias de couros e produtos celulose, tratamento de efluentes urbanos, entre químicos. outros, eliminando problemas com entupimento Tendo podendo um conceito atuar do inovador, o modelo devido ao seu desenho único e inovador. TORNADO, através de sua aspiração interna, Abaixo segue o desenho ilustrativo do faz com que o rotor trabalhe livre e não ocorra funcionamento deste modelo de aerador, que com isto, problemas de travamento, além de se permite a inclinação do fluxo bombeado de tornar um equipamento mais leve e compacto. acordo com a necessidade de cada instalação. O rotor axial acoplado ao motor submerso tem sua geometria calculada para deslocar um alto FLUXO DE ASPIRAÇÃO DO AR FLUXO DE MOVIMENTAÇÃO DO FLUIDO O ângulo de inclinação do equipamento pode variar de acordo com a necessidade do cliente, em posições pré-definidas de 0º, 15º e 30º. Figura 02 - Desenho ilustrativo do funcionamento do aerador modelo TORNADO. 6 TORNADO-F: O aerador modelo TORNADO-F incremento de proteção ao redor de seu rotor, a foi desenvolvido para atender as necessidades fim de evitar o contato entre a hélice do das aquiculturas, ou seja, o equipamento pode equipamento e os peixes existentes na lagoa. ser utilizado na criação de camarão, tilápia, salmão e ainda ser utilizado em lagoas e açudes onde há vida aquática. O modelo TORNADO-F é fabricado nas potências de 2CV, 3CV e 5CV e também possui as opções de inclinação do jato de água e ar. Utilizando o conceito inovador do modelo TORNADO, o aerador TORNADO-F possui um Figura 03 - Desenho ilustrativo do modelo TORNADO-F de 5 CV. 7 2.3.1 Tabela de Performance dos modelos TORNADO e TORNADO-F: MODELO TAXA DE TRANSFERÊNCIA POTÊNCIA INFLUÊNCIA INFLUÊNCIA DE OXIGÊNIO DE MISTURA VAZÃO TORNADO-2 TORNADO-F 2 2 CV 1,5 KW 80 m³ 100 m³ 120 m³/h TORNADO-3 TORNADO-F 3 3 CV 2,2 KW 120 m³ 150 m³ 180 m³/h TORNADO-5 TORNADO-F 5 5 CV 3,7 KW 200 m³ 250 m³ 300 m³/h TORNADO-7,5 7,5 CV 5,5 KW 300 m³ 380 m³ 450 m³/h TORNADO-10 10 CV 7,5 KW 400 m³ 500 m³ 600 m³/h TORNADO-12 12,5 CV 9 KW 500 m³ 650 m³ 750 m³/h TORNADO-15 15 CV 11 KW 600 m³ 800 m³ 1000 m³/h TORNADO-20 20 CV 15 KW 800 m³ 1000 m³ 1400 m³/h TORNADO-25 25 CV 18,5 KW 900 m³ 1100 m³ 1600 m³/h TORNADO-30 TORNADO-40 30 CV 40 CV 22 KW 30 KW 1100 m³ 1300 m³ 1400 m³ 1700 m³ 1800 m³/h 2000 m³/h 1,20 Kg de O2/KWH Tabela 03 – Tabela de performance dos aeradores Tornado e Tornado-F. 2.3.2 Como montar e instalar Antes de ligar o equipamento, o usuário deverá seguir rigorosamente as instruções a seguir. Caso este procedimento não seja seguido, a performance do aparelho não poderá ser assegurada nem coberta de garantia. ETAPA 1 – Verificação do nível de água do motor: ATENÇÃO: Não efetuar os passos 2, 3, 4 e 5 para os motores das potências de 2, 3, 5 e 7,5CV, pois estes modelos são preenchidos internamente somente com óleo especial, já fornecido pela fábrica (capítulo 5). 1- Retirar o equipamento da embalagem; Tampão 2- Colocar o conjunto de bombeio na posição vertical, com o rotor para baixo, em local plano; 3- Retirar o tampão (para os motores acima de 10CV), conforme figura ao lado; 4- Verificar o nível de água e caso esteja incompleto, preencher com água limpa deixando uma pequena bolsa de ar para compensar a dilatação térmica da emulsão (maiores informações capítulo 5), conforme segue: Motores de 10 a 20CV: 250ml Motores de 25 a 40CV: 350ml 5- Recolocar o tampão com fita veda-rosca; Figura 4 – Detalhe do Tampão 8 ETAPA 2 – Montagem da Estrutura de Periféricos: 6- Iniciar a montagem pelo Suporte do Motor junto ao motor do equipamento; 7- Efetuar a montagem do Tubo de Suporte no Suporte do motor e passar o cabo elétrico pelos olhais do Tubo de Suporte; 8- Conectar a mangueira na Carcaça de Aspiração e passá-la por dentro do Tubo de Suporte; 9- Montar a Articulação Central na regulagem em que se adapte melhor ao tratamento; 10- Montar braços e bóias; NOTA: Abaixo seguem figuras exemplificando as diferentes montagens dos equipamentos, conforme suas potências. Figura 5 – Montagem Tornado-2 e 3 Figura 6 – Montagem Tornado-5 9 Figura 7 – Montagem Tornado-7,5 a 20 Figura 8 – Montagem Tornado-25 a 40 ETAPA 3 – Ligação Elétrica e Partida do Equipamento: 11- Verificar a voltagem do equipamento 12- Conectar o Relé de Proteção fornecido junto indicada na plaqueta e efetuar a ligação elétrica: com o equipamento (exclusivo para os motores - Direta: somente um cabo com três fios para os acima de 10CV) com a chave de acionamento modelos de 2CV, 3CV, 5CV, 7,5CV, 10CV, do motor a fim de proteger o equipamento em 12,5CV, 15CV e 20CV. caso -Estrela-Triângulo: seis cabos com um fio cada informações consulte o capítulo 7. para os modelos de 25CV, 30CV e 40CV. de sobreaquecimento. Maiores IMPORTANTE: É obrigatória a instalação do ISOLAÇÃO: para a emenda dos cabos Relé de Proteção Térmica PTC 70ºC. Caso o elétricos, use um conector metálico ou então mesmo não seja conectado, o equipamento solde a emenda com solda prata ou estanho. perderá sua garantia. Após esta união segura, utilize fita auto fusão de borracha para a primeira camada. A fita auto fusão deve ser bem esticada na aplicação para que promova isolação à água e a umidade. Para a segunda e terceira camada utilize fita isolante, promovendo a isolação elétrica (capítulo 4). 13- Ligar o equipamento por um breve instante para verificar o sentido de giro do rotor (conforme plaqueta com seta orientativa). Olhando o equipamento pela frente do rotor, ele deverá girar no sentido horário. Caso esteja invertido, troque uma das fases na ligação elétrica e verifique novamente; 10 CUIDADO: ao testar o sentido de giro não 16- Posicionar e amarrar o equipamento em sua fique próximo e não toque o rotor (hélice) do posição de trabalho; equipamento com as mãos. 17- Esticar e prender o cabo elétrico, para que 14- Com o equipamento desligado, amarrar este não corra perigo de ser danificado pelo cordas ou cabos de aço nos olhais posicionados funcionamento do rotor (hélice) do aerador. acima das bóias. Estas cordas servirão para ATENÇÃO: se o cabo elétrico ficar solto, fazer o posicionamento do aerador na lagoa, este poderá ser sugado pelo rotor (hélice) do evitando que este se movimente durante a operação; 15- Suspender o conjunto montado com o auxílio de um munk, talha ou outro dispositivo e colocar o equipamento dentro do tanque/lagoa lentamente, até que esteja flutuando por si só. Caso a bomba encoste no fundo antes de começar a flutuar, regule a profundidade de montagem para um posição mais rasa; aerador, que o romperá, podendo causar queima do motor e danos à instalação elétrica. 18- Recomenda-se a utilização de uma chave magnética com proteção contra sobre carga e falta de fase (relé-térmico). Regular a proteção de acordo com a tabela de amperagens que está no capítulo 6. 19- Ligar o equipamento e monitorar o início da operação. 11 2.3.3 Vista explodida e suas peças 01 – Tampa Traseira 02 – Anel de Deslizamento de Grafite 03 – Arruela do Anel de Deslizamento 04 – Anel de Deslizamento de Aço 05 – Anel de Deslizamento de Teflon 06 – Tampa Traseira Mancalizada 07 – Chaveta do Anel de Deslizamento 08 – Eixo Motriz 09 – Chaveta do Rotor 10 – Tampa Dianteira Mancalizada 11 – Caixa do Selo Mecânico 12 – Carcaça de Aspiração 13 – Anel de Desgaste 14 – Rotor 15 – Arruela do Rotor 16 – Porca do Rotor 17 – Parafuso Sextavado M6x16 Inox (4X) 18 – Parafuso Fenda M5x10 (6X) 19 – Parafuso Allen M8x16 Inox 20 – Porca Sextavada M6 Inox (8X) 21 – Arruela de Pressão M6 Inox (8X) 22 – Carcaça do Motor Bobinada (90L) 23 – Tirante M6 (4X) 24 – Bucha do Mancal Radial 25 – Selo Mecânico MG1-22 26 – Anel O´ring 2-136 Ø2,62 27 – Parafuso Allen M5x12 Inox (3X) 28 – Arruela de Pressão M8 Inox (4X) 29 – Parafuso Sextavado M8x20 Inox (4X) 30 – Plaqueta Sentido de Giro do Rotor 31 – Rebite Inox (2X) 32 – Barra Protetora (6X) 33 – Vedação Tampa dos Fios 34 – Tampa dos Fios 35 – Parafuso Allen M5x20 Inox (4X) 36 – Anel O´ring 2-206 Ø3,53 37 – Prensa Cabo 38 – Parafuso Allen M8x20 Inox (2X) 39 – Plaqueta de Identificação Figura 09 - Desenho explodido e lista de peças de um conjunto motor TORNADO 2. (Figura ilustrativa que representa o Tornado e Tornado-F de 2 e 3 CV) 12 01 – Tampa Traseira 02 – Anel de Deslizamento de Teflon 03 – Arruela do Anel de Deslizamento 04 – Anel de Deslizamento de Aço 05 – Anel de Deslizamento de Teflon 06 – Tampa Traseira Mancalizada 07 – Chaveta do Anel de Deslizamento 08 – Eixo Motriz 09 – Bucha do Mancal (2X) 10 – Tampa Dianteira Mancalizada 11 – Chaveta do Rotor 12 – Caixa do Selo Mecânico 13 – Carcaça de Aspiração 14 – Anel de Desgaste 15 – Rotor 16 – Arruela do Rotor 17 – Porca do Rotor 18 – Bujão ¼’ BSP (2X) 19 – Parafuso Sextavado M8x20 Inox (4X) 20 – Arruela de Pressão M8 Inox (4X) 21 – Anel’O NBR 2-158 22 – Parafuso Fenda M5x10 (3X) 23 – Parafuso Allen M8x16 24 – Parafuso Fenda M5x10 (3X) 25 – Porca Sextavada M6 Inox (4X) 26 – Arruela de Pressão M6 Inox (4X) 27 – Carcaça do Motor Bobinada 28 – Tirante (4X) 29 – Arruela de Pressão M6 Inox (4X) 30 – Anel’O NBR 2-136 31 – Porca Sextavada M6 Inox (4X) 32 – Selo Mecânico MG1/22 Burgmann 33 – Parafuso Allen M5x12 Inox (3X) 34 – Arruela de Pressão M8 Inox (4X) 35 – Parafuso Sextavado M8x20 inox (4X) 36 – Barra Protetora (6X) 37 – Vedação da Tampa dos Fios 38 – Tampa dos Fios 39 – Parafuso Allen M5x20 Inox (4X) 40 – Parafuso Allen M8x16 Inox (2X) 41 – Anel’O NBR 2-206 42 – Prensa Cabo Figura 10 - Desenho explodido e lista de peças de um conjunto motor TORNADO 5. (Figura ilustrativa que representa o Tornado e Tornado-F de 5 CV) 13 01 – Bujão 3/4” BSP Bujão 1”BSP Bujão 1/2” BSP 02 – Parafuso Sextavado M8x20 Inox (4X) *1*2 Parafuso Sextavado M6x16 Inox (4X) *3 03 – Tampa Traseira 04 – Suporte do Mancal Inferior 05 – Anel de Deslizamento de Grafite*1*2 Anel de Deslizamento de Teflon*3 06 – Parafuso Sextavado M12x30 Zincado*1 Parafuso Sextavado M16x40 Zincado*2 07 – Anel de Deslizamento de Aço 08 – Mancal Radial Inferior 09 – Chaveta do Anel de Deslizamento 10 – Eixo Motriz 11 – Chaveta do Rotor 12 – Anel’O NBR 2-153*1*2 Anel’O NBR 2-148*3 13 – Caixa do Selo Mecânico 1 2 14 – Parafuso Allen M8x25 Inox (3X) * * Parafuso Allen M6x20 Inox (4X) *3 15 – Carcaça de Aspiração 16 – Anel de Desgaste 17 – Arruela do Rotor 18 – Porca do rotor 1 2 19 – Porca Sextavada M10 Inox (4X) * * Porca Sextavada M8 Inox (4X) *3 1 2 20 – Arruela de Pressão M10 Inox (4X) * * 3 Arruela de Pressão M8 Inox (4X) * 21 – Parafuso Fenda M6x12 (3X) *1*2 Parafuso Fenda M4x10 (3X) *3 22 – Arruela do Anel de Deslizamento 23 – Parafuso Fenda M6x12 (3X) *1*2 3 Parafuso Fenda M4x10 (3X) * 24 – Anel de Deslizamento de Teflon 25 – Parafuso Allen M6x10 sem cabeça (4X) 26 – Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (4X) *1 Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (6X) *2 Parafuso Sextavado M6x16 Zincado (4X) *3 27 – Bucha do Mancal (2X) *1*2 (1X) *3 28 – Carcaça do Motor Usinada 29 – Tirante (4X) 30 – Bucha do Mancal (2X) *1*2 (1X) *3 1 31 – Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (4X) * Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (6X) *2 Parafuso Sextavado M6x16 Zincado (4X) *3 32 – Mancal Radial Superior 33 – Suporte do Mancal Superior 1 2 34 – Arruela de Pressão M10 Inox (4X) * * Arruela de Pressão M8 Inox (4X) *3 1 2 35 – Porca Sextavada M10 Inox (4X) * * Porca Sextavada M8 Inox (4X) *3 36 – Selo Mecânico M477/45 Burgmann *1*2 Selo Mecânico M477/38 Burgmann *3 37 – Arruela de Pressão M10 Inox (4X) *1 Arruela de Pressão M8 Inox (8X) *2 (4X) *3 1 38 – Parafuso Sextavado M10x25 Inox (4X) * Parafuso Sextavado M8x25 Inox (8X) *2 (4X) *3 39 – Rotor 40 – Barra Protetora Longa (7X) *1*2 (5X) *3 41 – Barra Protetora Curta 42 - Vedação da Tampa dos Fios 43 - Tampa dos Fios 1 44 – Anel’O NBR 2-208 (2X) * Anel’O NBR 2-110 (12X) *2 3 Anel’O NBR 2-206 (2X) * 45 – Parafuso Allen M5x20 Inox (4X) 46 – Prensa Cabo 47 – Parafuso Allen M8x16 (2X) *1*3 Parafuso Allen M6x20 Inox (2X) *2 *1 = Tornado 10, 12, 15 e 20 CV *2 = Tornado 25, 30 e 40 CV *3 = Tornado 7,5 CV Figura 11 - Desenho explodido e lista de peças de um conjunto motor TORNADO 20. (Figura ilustrativa que representa o Tornado de 7,5, 10, 12,5, 15, 20, 25, 30 e 40 CV) 14 Peso total = 64 kg 2.3.4 Dimensões Figura 12 – Dimensional externo de um Tornado 2 (Figura que representa o Tornado e Tornado-F de 2 e 3 CV) 15 Peso total = 120 kg Figura 13 – Dimensional externo de um Tornado 5 (Figura que representa o Tornado e Tornado-F de 5 CV) 16 Peso total = 155 kg Figura 14 – Dimensional externo de um Tornado 7,5 (Figura que representa o Tornado de 7,5 CV) 17 Peso total = 240 kg Figura 15 – Dimensional externo de um Tornado 15. (Figura que representa o Tornado de 10, 12,5 e 15 CV) 18 Peso total = 255 kg Figura 16 – Dimensional externo de um Tornado 20. (Figura que representa o Tornado de 20 CV) 19 Peso total = 380 kg Figura 17 – Dimensional externo de um Tornado 40. (Figura que representa o Tornado de 25, 30 e 40 CV) 20 2.5 Aerador Modelo ASP O aerador modelo ASP foi desenvolvido com o além de promover a oxigenação do meio para a propósito procriação dos peixes existentes no lago. de trabalhar em efluentes de temperatura mais elevada, promovendo através de seu fluxo ascendente a troca térmica entre o líquido bombeado e a atmosfera. que está operando, o modelo ASP também uma excelente taxa de incorporação de oxigênio e o grande poder de mistura, em virtude da alta vazão Além de baixar a temperatura do efluente em promove As principais vantagens deste modelo são a alta incorporação de oxigênio através da queda do leque de água formado no momento do bombeio, que se mistura ao efluente tratado. bombeada proporcionada pelo seu rotor axial. Entre as principais aplicações para este equipamento estão as celuloses, os parques, as companhias de saneamento, os hotéis e condomínios residenciais e as indústrias em geral. O modelo ASP também é utilizado em lagos de praças com a finalidade de embelezar o local, Abaixo segue uma figura que representa o funcionamento do modelo ASP: Figura 18 – Desenho ilustrativo do funcionamento do aerador modelo ASP 2.5.1 Tabela de Performance do modelo ASP MODELO ASP-3 ASP-5 ASP-12 ASP-20 ASP-40 POTÊNCIA 3 CV 5 CV 12,5 CV 20 CV 40 CV 2,21 KW 3,68 KW 8,83 KW 14,72 KW 29,44 KW TAXA DE TRANSFERÊNCIA 1,20 Kg de O2/KWH ø DO ø INFLUÊNCIA LEQUE DE MISTURA VAZÃO 4m 6m 8m 10 m 12 m 15 m 20 m 25 m 30 m 55 m 250 m³/h 420 m³/h 1000 m³/h 1800 m³/h 2500 m³/h Tabela 04 – Tabela de performance dos aeradores ASP. 21 2.5.2 Como montar e instalar Antes de ligar o equipamento, o usuário deverá 6- Desvirar o equipamento colocando o seu seguir rigorosamente as instruções a seguir. rotor para cima; Caso este procedimento não seja seguido, a performance do aparelho não poderá ser assegurada nem coberta de garantia. 7- Efetuar a montagem do Tubo de Fluxo no conjunto motor bomba, conforme figura 18 da próxima página; 1- Retirar o equipamento da embalagem; 8- Montar os braços e as bóias no tubo de fluxo; 2- Colocar o conjunto de bombeio na posição vertical, com o rotor para baixo, em local plano; 3- Retirar o tampão (para os motores acima de 10CV), conforme figura abaixo: 9- Passar e fixar o cabo elétrico ao longo de um dos braços das bóias; 10- Verificar a voltagem do equipamento, indicada na plaqueta, e efetuar a ligação elétrica: Tampão - Direta: somente um cabo com três fios para os modelos de 3CV, 5CV, 12,5CV e 20CV. -Estrela-Triângulo: seis cabos com um fio cada para o modelo de 40CV. ISOLAÇÃO: para a emenda dos cabos elétricos, use um conector metálico ou então solde a emenda com solda prata ou estanho. Após esta união segura, utilize fita auto fusão de borracha para a primeira camada. A fita auto fusão deve ser bem esticada na aplicação para que promova isolação à água e a umidade. Para a segunda e terceira Figura 19 – Detalhe do Tampão ATENÇÃO: não efetuar os procedimentos 2, 3, 4 e 5 para os motores das potências de camada utilize fita isolante, promovendo a isolação elétrica (capítulo 4). são 12- Conectar o Relé de Proteção fornecido junto preenchidos internamente somente com óleo com o equipamento (exclusivo para os motores especial, já fornecido pela fábrica (maiores acima de 10CV) com a chave de acionamento informações capítulo 5) do motor a fim de proteger o equipamento em 3CV e 5CV, pois estes modelos 4- Verificar o nível de água e caso esteja incompleto, preencher com água limpa deixando caso de sobreaquecimento. Maiores informações consulte o capítulo 7. uma pequena bolsa de ar para absorver a IMPORTANTE: É obrigatória a instalação do dilatação Relé de Proteção Térmica PTC 70ºC. Caso o térmica da emulsão (maiores informações capítulo 5), conforme segue: Motores de 10 a 20CV: 250ml mesmo não seja conectado, o equipamento perderá sua garantia. Motores de 25 a 40CV: 350ml 13- Ligar o equipamento por um breve instante 5- Recolocar o tampão com fita veda-rosca; para verificar o sentido de giro do rotor 22 (conforme plaqueta com seta orientativa). Olhando o equipamento através da carcaça de entrada, ele deverá girar no sentido anti-horário. Caso esteja invertido, troque uma das fases na ligação elétrica e verifique novamente; 16- Posicionar e amarrar o equipamento em sua posição de trabalho; 17- Esticar e prender o cabo elétrico, para que este não corra perigo de ser danificado pelo funcionamento do rotor (hélice) do aerador. CUIDADO: ao testar o sentido de giro não 18- Recomenda-se a utilização de uma chave fique próximo e não toque o rotor (hélice) do magnética com proteção contra sobre carga e equipamento com as mãos. falta de fase (relé-térmico). Regular a proteção 14- Com o equipamento desligado, amarrar de acordo com a tabela de amperagens que cordas nos olhais posicionados acima das está no capítulo 6. bóias. Estas cordas servirão para fazer o ATENÇÃO: se o cabo elétrico ficar solto, posicionamento do aerador na lagoa, evitando que este se movimente durante a operação; este poderá ser sugado pelo rotor (hélice) do aerador, que o romperá, podendo causar 15- Suspender o conjunto montado com o queima do motor e danos à instalação auxílio de um munk, talha ou outro dispositivo e elétrica. colocar o equipamento dentro do tanque/lagoa lentamente, até que esteja flutuando por si só. Caso a bomba encoste no fundo antes de 19- Ligar o equipamento e monitorar o início da operação. começar a flutuar, regule a profundidade de montagem para um posição mais rasa; Figura 20 – Detalhe de peças para instalação ASP 23 2.5.3 Vista explodida e suas peças 01 – Porca Sextavada M10 Inox (6X) 02 – Arruela de Pressão M10 Inox (6X) 03 – Porca do Rotor 04 – Rotor 05 – Anel de Desgaste 06 – Carcaça de Aspiração 07 – Caixa do Selo 08 – Selo Mecânico MG1/22 Burgmann 09 – Chaveta do Rotor 10 – Eixo Motriz 11 – Chaveta do Anel de Deslizamento 12 – Arruela de Pressão M6 Inox (4X) 13 – Porca Sextavada M6 Inox (4X) 14 – Parafuso Fenda M5x10 (3X) 15 – Anel de Deslizamento de Aço 16 – Parafuso Fenda M5x10 (3X) 17 – Tampa Traseira 18 – Arruela de Pressão M8 Inox (4X) 19 – Parafuso Sextavado M8x20 Inox (4X) 20 – Difusor Flangeado 21 – Tirante do Difusor 22 – Parafuso Sextavado M8x20 Inox (4X) 23 – Arruela de Pressão M8 Inox (4X) 24 – Parafuso Allen M5x12 inox (3X) 25 – Anel’O NBR 2-136 26 – Porca Sextavada M6 Inox (4X) 27 – Arruela de Pressão M6 Inox (4X) 28 – Tampa Dianteira Mancalizada 29 – Bucha do Mancal 30 – Carcaça do Motor Bobinada 31 – Tirante (4X) 32 – Bucha do Mancal 33 – Tampa Traseira Mancalizada 34 – Anel de Deslizamento de Teflon 35 – Arruela do Anel de Deslizamenro 36 – Parafuso Allen M8x16 37 – Anel de Deslizamento de Teflon 38 – Anel’O NBR 2-158 39 – Bujão 1/4” BSP 40 – Vedação da Tampa dos Fios 41 – Tampa dos Fios 42 – Anel’O NBR 2-206 43 – Parafuso Allen M5x20 Inox (4X) 44 – Prensa Cabo 45 – Parafuso Allen M8x16 Inox (2X) Figura 21 - Desenho explodido e lista de peças de um conjunto motor ASP-5. (Figura ilustrativa que representa o ASP 3 e 5 CV) 24 *1 = ASP 12 e 20 CV *2 = ASP 40 CV 01 – Porca do Rotor 02 – Arruela do Rotor 03 – Rotor 04 – Caixa do Selo Mecânico 05 – Anel’O NBR 2-152 06 – Carcaça de Entrada 07 – Chaveta do Rotor 08 – Parafuso Allen M6x10 sem cabeça 09 – Eixo Motriz 10 – Chaveta do Anel de Deslizamento 11 – Mancal Radial Inferior 12 – Anel de Deslizamento de Teflon 13 – Anel de Deslizamento de Aço 14 – Arruela do Anel de Deslizamento 15 – Anel de Deslizamento de Grafite 16 – Tampa Traseira 17 – Bujão BSP ¾” 18 – Parafuso Allen M8x20 Inox (4X) 19 – Selo Mecânico M477/45 20 – Porca Sextavada M10 Inox (4X) 21 – Arruela de Pressão M10 Inox (4X) 22 – Mancal Radial Superior 23 – Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (4X) 24 – Bucha do Mancal (2X) 25 – Bucha do Mancal (2X) 26 – Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (4X) *1 Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (6X) *2 27 – Parafuso Fenda M6x12 (3X) 28 – Parafuso Sextavado M12x30 Zincado *1 Parafuso Sextavado M16x40 Zincado *2 29 - Parafuso Fenda M6x12 (3X) 30 – Suporte do Mancal Inferior 31 - Porca Sextavada M10 Inox (4X) 32 – Parafuso Sextavado M8x20 Inox (4X) 33 – Vedação da Tampa dos Fios 34 – Tampa dos Fios 35 – Prensa Cabo 36 – Parafuso Allen M8x16 (2X) *1 Parafuso Allen M6x20 Inox (2X) *2 37 – Anel’O NBR 2-208 (2X) *1 Anel’O NBR 2-110 (12X) *2 38 – Parafuso Allen M5x20 Inox (4X) Figura 22 - Desenho explodido e lista de peças de um conjunto motor ASP-20. (Figura ilustrativa que representa o ASP 12,5 20 e 40 CV) 25 Peso total = 115 kg 2.5.4 Dimensões Figura 23 – Dimensional externo de um ASP-5. (Figura que representa o ASP 3 e 5 CV) 26 Peso total = 255 kg Figura 24 – Dimensional externo de um ASP-20. (Figura que representa o ASP 12 e 20 CV) 27 Peso total = 475 kg Figura 25 – Dimensional externo de um ASP-40. 28 2.6 Aerador Modelo TORNOX e TORNOX-F TORNOX: O aerador modelo TORNOX foi O rotor axial acoplado ao motor submerso tem desenvolvido para a incorporação de oxigênio sua geometria calculada para deslocar um alto puro, proveniente de cilindros pressurizados, no volume de fluido, podendo operar com a ambiente de tratamento. Este modelo pode presença de sólidos e fibras alongadas, como trabalhar nas mais diversas condições, podendo no caso de curtumes, indústrias de papel e atuar do saneamento básico até as indústrias de celulose, tratamento de efluentes urbanos, entre couros e produtos químicos. outros, eliminando problemas com entupimento Tendo sua origem no modelo TORNADO, o devido ao seu desenho único e inovador. modelo TORNOX se diferencia através da Abaixo substituição da aspiração de ar pela introdução funcionamento deste modelo de aerador, que de oxigênio puro, além disto possui o rotor que permite a inclinação do fluxo bombeado de trabalha acordo com a necessidade de cada instalação. livre e que evita problemas de segue o desenho ilustrativo do travamento, tornando-se um equipamento mais leve e compacto. Figura 26 - Desenho ilustrativo do modelo TORNOX de 20 CV. 29 TORNOX-F: O aerador modelo TORNOX-F foi um incremento de proteção ao redor de seu desenvolvido para atender as necessidades das rotor, a fim de evitar o contato entre a hélice do aquiculturas, ou seja, o equipamento pode ser equipamento e os peixes existentes na lagoa. utilizado na criação de camarão, tilápia, salmão e ainda ser utilizado em lagoas e açudes onde há vida aquática. O modelo TORNOX-F é fabricado nas potências de 3CV e 5CV e também possui as opções de inclinação do jato de água e ar. Utilizando o conceito inovador do modelo TORNOX, o aerador TORNOX-F possui apenas 2.6.1 Tabela de Performance dos modelos TORNOX e TORNOX-F: MODELO TORNOX-2 TORNOX-F 2 TORNOX-3 TORNOX-F 3 TORNOX-5 TORNOX-F 5 TORNOX-7,5 TORNOX-10 TORNOX-12 TORNOX-15 TORNOX-20 TORNOX-25 TORNOX-30 TORNOX-40 POTÊNCIA 2 CV 1,5 KW 3 CV 2,2 KW 5 CV 3,7 KW 7,5 CV 10 CV 12,5 CV 15 CV 20 CV 25 CV 30 CV 40 CV 5,5 KW 7,5 KW 9 KW 11 KW 15 KW 18,5 KW 22 KW 30 KW TAXA DE TRANSFERÊNCIA INFLUÊNCIA INFLUÊNCIA DE OXIGÊNIO DE MISTURA Influência de Taxa variável e oxigênio variável dependente da e dependente da pressão de oxigênio pressão de introduzida no oxigênio equipamento introduzida no equipamento VAZÃO 100 m³ 120 m³/h 150 m³ 180 m³/h 250 m³ 300 m³/h 380 m³ 500 m³ 650 m³ 800 m³ 1000 m³ 1100 m³ 1400 m³ 1700 m³ 450 m³/h 600 m³/h 750 m³/h 1000 m³/h 1400 m³/h 1600 m³/h 1800 m³/h 2000 m³/h Tabela 05 – Tabela de performance dos aeradores TORNADO e TORNADO-F. 2.6.2 Como montar e instalar O procedimento de instalação dos aeradores com oxigênio puro modelo TORNOX e TORNOX-F segue os mesmos passos descritos no capítulo 2.3.2 referente ao modelo TORNADO. A única diferença entre os modelos está na mangueira de aspiração do ar, que no modelo TORNOX é substituída por uma mangueira que injeta o oxigênio puro. 2.6.3 Vista explodida e suas peças As peças utilizadas nos aeradores modelo TORNOX e TORNOX-F seguem o mesmo padrão do modelo TORNADO, conforme capítulo 2.3.3. 2.6.4 Dimensões As dimensões dos aeradores modelo TORNOX e TORNOX-F seguem o mesmo padrão do modelo TORNADO, conforme capítulo 2.3.4. 30 2.7 Aerador Modelo TORNADO-R (ROTATIVO) O aerador modelo TORNADO ROTATIVO foi volume de fluido, podendo operar com a desenvolvido para atender aos cada vez mais presença de sólidos e fibras alongadas, como exigentes requisitos de proteção ambiental em no caso de curtumes, indústrias de papel e termos de eficiência e redução do custo de celulose, tratamento de efluentes urbanos, entre energia instalado nos tratamentos de efluentes. outros, eliminando problemas com entupimento Este modelo pode trabalhar nas mais diversas devido ao seu desenho único e inovador. condições, podendo atuar do saneamento básico até as indústrias de couros e produtos químicos. Este modelo é fornecido com uma redução que disponibiliza 10 voltas por hora. Além disto, o motor de acionamento do moto-redutor pode ser Tendo sua origem no modelo TORNADO, o conectado modelo TORNADO-R se diferencia através do possibilitando configurações personalizadas de acionamento da haste central de sustentação rotação. por um moto-redutor, que possibilita ao equipamento girar 360° e com isto aumentar sua zona de abrangência, melhorando significativamente sua taxa de homogeneização e sua taxa de transferência de oxigênio. Abaixo a um segue o inversor desenho de freqüência, ilustrativo do funcionamento deste modelo de aerador, que permite também a angulação do fluxo bombeado de acordo com a necessidade de cada instalação. O rotor axial acoplado ao motor submerso tem sua geometria calculada para deslocar um alto Figura 27 - Desenho ilustrativo do modelo TORNADO-R de 20 CV. 31 Figura 28 - Diagrama ilustrativo do raio de atuação dos modelos TORNADO-R. 2.7.1 Tabela de Performance dos modelos TORNADO-R: TAXA DE TRANSFERÊNCIA MODELO TORNADO-R 10 POTÊNCIA 10 CV 7,36 KW TORNADO-R 12 12,5 CV 8,83 KW 750 m³/h TORNADO-R 15 15 CV 11,04 KW 1000 m³/h TORNADO-R 20 20 CV 14,72 KW TORNADO-R 25 25 CV 18,40 KW 1600 m³/h TORNADO-R 30 30 CV 22,08 KW 1800 m³/h TORNADO-R 40 40 CV 29,44 KW 2000 m³/h 1,2 Kg de O2/KWH VAZÃO 600 m³/h 1400 m³/h Tabela 06 – Tabela de performance dos aeradores TORNADO-R. 2.7.2 Como montar e instalar Antes de ligar o equipamento, o usuário deverá seguir rigorosamente as instruções a seguir. Caso este procedimento não seja seguido, a performance do aparelho não poderá ser assegurada nem coberta de garantia. 32 ETAPA 1 – Verificação do nível de água do motor: Tampão 1- Retirar o equipamento da embalagem; 2- Colocar o conjunto de bombeio na posição vertical, com o rotor para baixo, em local plano; 3- Retirar o tampão, conforme figura ao lado; 4- Verificar o nível de água e caso esteja incompleto, preencher com água limpa deixando uma pequena bolsa de ar para compensar a dilatação térmica da emulsão (maiores informações capítulo 5), conforme segue: Motores de 10 a 20CV: 250ml Motores de 25 a 40CV: 350ml Figura 29 – Detalhe do Tampão 5- Recolocar o tampão com fita veda-rosca; ETAPA 2 – Montagem da Estrutura de Periféricos: 6- Montar as Bóias nos Braços das Bóias; 7- Montar os Braços das Bóias na Articulação Central (conforme figura da próxima página); 8- Suspender o conjunto de braços, bóias e articulação com o auxílio de uma talha ou munk e montar o conjunto aerador/sistema rotativo (fornecido montado de fábrica). 9- Após montagem permanecer com todo o sistema suspenso através da alça existente acima da caixa do sistema rotativo. ETAPA 3 – Ligação Elétrica e Partida do Equipamento: 10- Verificar a voltagem do equipamento ISOLAÇÃO: para a emenda dos cabos indicada na plaqueta e efetuar a ligação elétrica elétricos, use um conector metálico ou então do cabo que sai da caixa do sistema rotativo na solde a emenda com solda prata ou estanho. rede elétrica. Após esta união segura, utilize fita auto Os aeradores rotativos, devido ao seu sistema coletor, são fornecidos somente com uma opção de tensão: 220V ou 380V ou 440V (cabo três vias). Existem dois cabos provenientes da caixa rotativa, sendo um do motor elétrico do aerador e outro do motor elétrico que aciona o sistema rotativo. Este segundo motor é trifásico, possui a potência de 1/6CV e deve ser conectado separadamente do motor do aerador. fusão de borracha para a primeira camada. A fita auto fusão deve ser bem esticada na aplicação para que promova isolação à água e a umidade. Para a segunda e terceira camada utilize fita isolante, promovendo a isolação elétrica (capítulo 4). 11- Ligar o equipamento por um breve instante para verificar o sentido de giro do rotor (conforme plaqueta com seta orientativa). Olhando o equipamento pela frente do rotor, ele deverá girar no sentido horário. Caso esteja 33 invertido, troque uma das fases na ligação começar a flutuar, regule a profundidade de elétrica e verifique novamente; montagem para um posição mais rasa; CUIDADO: ao testar o sentido de giro não 15- Posicionar e amarrar o equipamento em sua fique próximo e não toque o rotor (hélice) do posição de trabalho; equipamento com as mãos. 16- Esticar e prender o cabo elétrico, para que 12 – Testar o sistema rotativo verificando se o este não corra perigo de ser danificado pelo lado de rotação é o desejado. O sistema pode funcionamento do rotor (hélice) do aerador. operar para ambos os lados; ATENÇÃO: se o cabo elétrico ficar solto, 13- Com o equipamento desligado, amarrar este poderá ser sugado pelo rotor (hélice) do cordas ou cabos de aço nos olhais posicionados aerador, que o romperá, podendo causar acima das bóias. Estas cordas ou cabos queima do motor e danos à instalação servirão para fazer o posicionamento do aerador elétrica. na lagoa, evitando que este se movimente durante a operação; 17- Recomenda-se a utilização de uma chave magnética com proteção contra sobre carga e 14- Suspender o conjunto completo (aerador, falta de fase (relé-térmico bimetálico). Regular a sistema rotativo e bóias) com o auxílio do um proteção de acordo com a tabela de corrente munk, talha ou outro dispositivo e colocar o elétrica que está no capítulo 6. equipamento dentro do tanque/lagoa lentamente, até que esteja flutuando por si só. Caso a bomba encoste no fundo antes de 18- Ligar o equipamento e monitorar o início da operação. Figura 30 – Detalhe de peças para instalação do TORNADO-R 34 2.7.3 Vista explodida e suas peças 01 – Bujão 3/4” BSP Bujão 1”BSP Bujão 1/2” BSP 02 – Parafuso Sextavado M8x20 Inox (4X) *1*2 Parafuso Sextavado M6x16 Inox (4X) *3 03 – Tampa Traseira 04 – Suporte do Mancal Inferior 05 – Anel de Deslizamento de Grafite*1*2 Anel de Deslizamento de Teflon*3 06 – Parafuso Sextavado M12x30 Zincado*1 Parafuso Sextavado M16x40 Zincado*2 07 – Anel de Deslizamento de Aço 08 – Mancal Radial Inferior 09 – Chaveta do Anel de Deslizamento 10 – Eixo Motriz 11 – Chaveta do Rotor 12 – Anel’O NBR 2-153*1*2 Anel’O NBR 2-148*3 13 – Caixa do Selo Mecânico 14 – Parafuso Allen M8x25 Inox (3X) *1*2 Parafuso Allen M6x20 Inox (4X) *3 15 – Carcaça de Aspiração 16 – Anel de Desgaste 17 – Arruela do Rotor 18 – Porca do rotor 19 – Porca Sextavada M10 Inox (4X) *1*2 Porca Sextavada M8 Inox (4X) *3 20 – Arruela de Pressão M10 Inox (4X) *1*2 Arruela de Pressão M8 Inox (4X) *3 21 – Parafuso Fenda M6x12 (3X) *1*2 Parafuso Fenda M4x10 (3X) *3 22 – Arruela do Anel de Deslizamento 23 – Parafuso Fenda M6x12 (3X) *1*2 Parafuso Fenda M4x10 (3X) *3 24 – Anel de Deslizamento de Teflon 25 – Parafuso Allen M6x10 sem cabeça (4X) 26 – Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (4X) *1 Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (6X) *2 Parafuso Sextavado M6x16 Zincado (4X) *3 27 – Bucha do Mancal (2X) *1*2 (1X) *3 28 – Carcaça do Motor Usinada 29 – Tirante (4X) 30 – Bucha do Mancal (2X) *1*2 (1X) *3 31 – Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (4X) *1 Parafuso Sextavado M8x20 Zincado (6X) *2 Parafuso Sextavado M6x16 Zincado (4X) *3 32 – Mancal Radial Superior 33 – Suporte do Mancal Superior 34 – Arruela de Pressão M10 Inox (4X) *1*2 Arruela de Pressão M8 Inox (4X) *3 35 – Porca Sextavada M10 Inox (4X) *1*2 Porca Sextavada M8 Inox (4X) *3 36 – Selo Mecânico M477/45 Burgmann *1*2 Selo Mecânico M477/38 Burgmann *3 37 – Arruela de Pressão M10 Inox (4X) *1 Arruela de Pressão M8 Inox (8X) *2 (4X) *3 38 – Parafuso Sextavado M10x25 Inox (4X) *1 Parafuso Sextavado M8x25 Inox (8X) *2 (4X) *3 39 – Rotor 40 – Barra Protetora Longa (7X) *1*2 (5X) *3 41 – Barra Protetora Curta 42 - Vedação da Tampa dos Fios 43 - Tampa dos Fios 44 – Anel’O NBR 2-208 (2X) *1 Anel’O NBR 2-110 (12X) *2 Anel’O NBR 2-206 (2X) *3 45 – Parafuso Allen M5x20 Inox (4X) 46 – Prensa Cabo 47 – Parafuso Allen M8x16 (2X) *1*3 Parafuso Allen M6x20 Inox (2X) *2 *1 = Tornado 10, 12, 15 e 20 CV *2 = Tornado 25, 30 e 40 CV Figura 31 - Desenho explodido e lista de peças de um conjunto motor TORNADO-R 20. (Figura ilustrativa que representa o TORNADO-R de 10, 12, 15, 20, 25, 30 e 40 CV) 35 Figura 32 - Desenho explodido e lista de peças de um conjunto periférico TORNADO-R 40. (Figura ilustrativa que representa o TORNADO-R de 10, 12, 15, 20, 25, 30 e 40 CV) 36 Lista de Peças: 01 - Suporte do Motor ( 1x ) 39 - Rebite Ø3,2 x 8 – Inox ( 4x ) 02 - Parafuso Sextavado - M16 x 120 - Inox ( 2x ) 40 - Grelha ( 2X ) 03 - Arruela de Pressão - M16 - Inox ( 2x ) 41 - Parafuso Allen Cab. Abaulada M6 x 16 Inox ( 20x ) 04 - Porca Sextavada - M16 - Inox ( 2x ) 42 - Parafuso Sextavado - M12 x 30 - Zincado ( 2x ) 05 - Parafuso Sextavado - M8 x 20 - Zincado ( 4x ) 43 - Alça de Suspensão ( 1x ) 06 - Ânodo de Sacrifício ( 2x ) 44 - Porca Sextavada - M12 - Zincada ( 2x ) 07 - Porca Sextavada - M8 - Inox ( 2x ) 45 - Arruela de Pressão - M12 - Zincada ( 2x ) 08 - Arruela de Pressão - M8 - Inox ( 2x ) 46 - Proteção do Sistema Rotativo ( 1x ) 09 - Prensa-Cabos ( 1x ) 47 - Cabeceira ( Esquerda 1x e Direita 1x ) 10 - O´Ring NBR - 2-110 ( 6x ) 48 - Suporte dos Cabos ( 1x ) 11 - Tampa dos Fios ( 1x ) 49 - Coletor e Porta-Escovas ( 1x ) 12 - Vedação do Prensa-Cabos ( 1x ) 50 - Polia do Redutor ( 1x ) 13 - Parafuso Allen com Cab. Cil. - M8 x 40 - Inox ( 2x ) 51 - Tirante de Arraste ( 1x ) 14 - Parafuso Sextavado - M10 x 30 - Inox ( 4x ) 52 - Polia do Eixo do Mancal Principal ( 1x ) 15 - Parafuso Sextavado - M10 x 20 - Inox ( 4x ) 53 - Eixo do Mancal Principal ( 1x ) 16 - Tubo de Suporte Retangular ( 1x ) 54 - Chaveta da Polia do Eixo do Mancal Principal ( 1x ) 17 - Parafuso Sextavado - M16 x 120 - Zincado ( 8x ) 55 - Parafuso Allen Cab. Cilíndrica - M8 x 50 ( 1x ) ( Para potências de 25, 30 e 40CV ) Parafuso Sextavado - M16 x 90 - Zincado ( 8x ) ( Para potências de 10, 12, 15 e 20CV ) 56 - Arruela da Polia do Redutor ( 1x ) 57 - Correia Multi-V 3T - 3VX 450 - 45” ( 4x ) 18 - Parafuso Sextavado - M10 x 30 - Zincado ( 4x ) 58 - Porca Sextavada - M10 - Zincada ( 4x ) 19 - Porca Sextavada - M16 - Zincada ( 24x ) 59 - Arruela de Pressão - M10 - Zincada ( 4x ) 20 - Perfil L Dobrado da Articulação Central ( 4x ) 60 - Mancal Principal ( 1x ) 21 - Arruela de Pressão - M16 - Zincada ( 24x ) 61 - Parafuso Sextavado - M16 x 140 - Zincado ( 2x ) 22 - Parafuso Sextavado - M16 x 140 - Zincado ( 12x ) 62 - Perfil L Dobrado do Tubo de Suporte ( 1x ) ( Para potências de 25, 30 e 40CV ) Parafuso Sextavado - M16 x 110 - Zincado ( 12x ) ( Para potências de 10, 12, 15 e 20CV ) 63 - Mangueira Spiraflex 2.1/2” 64 - Conector da Mangueira 23 - Apoio ( Esquerdo 1x e Direito 1x ) 65 - Abraçadeira MAS 67-75 - Inox ( 4x ) 24 - Plataforma do Sistema Rotativo ( 1x ) 66 - Parafuso Sextavado - M12 x16 - Zincado ( 4x ) 25 - Porca Sextavada - M8 - Zincada ( 3x ) 67 - Arruela de Pressão - M12 - Zincada ( 4x ) 26 - Arruela de Pressão - M8 - Zincada ( 3x ) 68 - Bucha de Inox do Mancal Guia ( 1x ) 27 - Prensa-Cabos (2x ) 69 - Bucha do Mancal Guia ( 1x ) 28 - Arruela Lisa - M8 - Zincada ( 2x ) 70 - O´Ring NBR - 2-235 - ( 4x ) 30 - Batente do Esticador ( 1x ) 71 - Mancal Guia ( 1x ) 31 - Parafuso Esticador ( 1x ) 72 - Porca Sextavada M10 - Inox ( 4x ) 32 - Parafuso Sextavado - M12 x 40 - Zincado ( 2x ) 73 - Anel de Bloqueio Inox ( 4x ) 33 - Suporte do Redutor ( 1x ) 74 - Porca de Aperto ( 4x ) 34 - Parafuso Allen - M8 x 16 - Zincado ( 4x ) 75 - Tubo de Suporte Rotativo ( 1x ) 35 - Moto-Redutor 76 - Parafuso Sextavado - M12 x 45 - Inox ( 4x ) 36 - Arruela de Pressão - M6 - Inox ( 24x ) 77 - Arruela de Pressão - M12 - Inox ( 4x ) 37 - Porca Sextavada - M6 - Inox ( 24x ) 78 - Porca Sextavada - M12 - Inox ( 4x ) 38 - Plaqueta de Identificação ( 1x ) 79 - Parafuso Sextavado - M16 x 120 - Zincado ( 2x ) 37 Peso total = 500 kg 2.7.4 Dimensões Figura 33 – Dimensional externo de um TORNADO-R 20 (Figura que representa o TORNADO-R de 10, 12, 15 e 20 CV) 38 Peso total = 700 kg Figura 34 – Dimensional externo de um TORNADO-R 40 (Figura que representa o TORNADO-R de 25, 30 e 40 CV) 39 3. PLAQUETA DE IDENTIFICAÇÃO Os aeradores HIGRA possuem uma plaqueta de identificação (figura abaixo) que detalha as especificações do equipamento, conforme os itens que seguem: Figura 35 – Plaqueta de Identificação MOD.: Neste campo é apresentado o modelo do aerador, conforme exemplos do capítulo 2.1. N° SÉRIE: Número de série de fabricação do equipamento. POTÊNCIA (CV): Apresenta a potência nominal do motor elétrico da bomba. FREQUÊNCIA (Hz): Apresenta a freqüência da rede na qual o motor elétrico está projetado para trabalhar. A freqüência é o número de vezes por segundo que a tensão muda de sentido e volta à condição inicial (ciclos por segundo ou hertz). ROTAÇÃO (RPM): Apresenta nominal do motor elétrico. a rotação TENSÃO (V): Apresenta a tensão do motor elétrico fornecido. Motores até 20CV apresentam somente uma tensão de operação. Ex: 220V ou 380V ou 440V Motores acima de 25CV apresentam duas tensões de operação. Ex: 220/380V ou 380/660V ou 440/760V. FP: Apresenta o Fator de Potência do motor que é a relação entre a potência ativa e a potência aparente absorvidas pelo motor. FS: Apresenta o Fator de Serviço do motor, ou seja, o multiplicador que quando aplicado à potência nominal do motor, indica a sobrecarga permissível que pode ser aplicada continuamente sob condições específicas sem aquecimento prejudicial ao motor, uma vez mantida a tensão e a freqüência especificada. PESO (kg): Apresenta o peso total do conjunto monobloco (excluso o peso do crivo). FABRICAÇÃO: Apresenta o mês e o ano de fabricação do equipamento. ESQUEMA DE LIGAÇÃO: Apresenta as formas de fechamento dos cabos elétricos e as suas respectivas correntes de trabalho. Para motores de até 20CV é apresentada apenas uma tensão de trabalho (fechamento interno em triângulo), saindo um cabo com três fios. Para motores acima de 25CV são apresentados dois tipos de fechamento externos (estrela ou triângulo), saindo seis cabos do motor elétrico. 40 4. LIGAÇÃO ELÉTRICA Como visto anteriormente, os motores HIGRA podem apresentar duas configurações diferentes de cabeamento de saída: - Motores de até 20CV: saída de um cabo de três condutores, com fechamento na tensão escolhida pelo cliente feita internamente no motor. Esta configuração não permite ligação em chave de partida estrela triângulo, somente partida com chave compensadora ou partida direta. - Motores acima de 25CV: saída do motor com seis cabos de um condutor cada. Os seis cabos podem ser levados até o quadro de comando para partida com soft-starter ou com chave estrela triângulo, ou em caso de partida em compensadora serem fechados conforme segue: Fechamento em Triângulo: neste tipo de ligação através do fechamento dos cabos 1-6, 2-4 e 3-5, o motor irá trabalhar na menor tensão. Exemplo: Um motor 380/660V com fechamento em triângulo irá trabalhar em 380V (maiores informações no capítulo 8.7). Fechamento em Estrela: neste tipo de ligação através do fechamento dos cabos 1-2-3 e da ligação no quadro elétrico dos cabos 4, 5 e 6, o motor irá trabalhar na maior tensão. Exemplo: Um motor 220/380V com fechamento em estrela irá trabalhar em 380V (maiores informações no capítulo 8.7). 4.1 Procedimento para emenda de cabo elétrico Segue abaixo as instruções para a emenda e isolação dos cabos elétricos, de equipamentos HIGRA, para trabalho submerso. As fotos apresentam um cabo com três condutores, porém o procedimento deve ser o mesmo para os equipamentos que apresentam seis cabos: 1 - Desencapar as pontas dos fios elétricos de maneira defasada, para que não fiquem na mesma posição e não deixem a emenda com uma seção muito maior que a bitola do cabo. 1 2 - Usar emendas tubulares metálicas do mesmo diâmetro do cabo elétrico para a união dos cabos, prensando suas pontas com um alicate. 2 41 3 - Soldar com estanho os cabos elétricos com a emenda tubular metálica. 3 4 - Usar fita elétrica auto-fusão de borracha (23BR marca 3M) ao longo de toda a emenda. Deve-se 3 aplicar três vezes esta fita de maneira que esta fique bem esticada. 4 5 - Aplicar fita isolante plástica (35+ marca 3M) sobre a fita auto-fusão. Deve-se aplicar três vezes esta fita de maneira que esta também fique bem esticada. 5 6 - Aproximar os cabos e aplicar duas vezes a fita auto-fusão de borracha ao longo de todo o cabo elétrico, de maneira a cobrir toda a emenda. Logo após aplicar duas vezes a fita isolante plástica sobre toda a emenda, de maneira a cobrir a fita auto-fusão. 6 NOTA: este método é usado para emenda e isolação dos cabos elétricos fora do motor submerso. Dentro do motor submerso os cabos recebem ainda uma camada de adesivo epóxi bicomponente (Araldite Hobby) entre as operações 3 e 4. ATENÇÃO: Emendas expostas ao tempo e feitas sem o procedimento citado acima podem oxidar, provocar falha em alguma fase e/ou entrar em curto, provocando danos ao equipamento. 42 4.2 Aterramento O aterramento tem por função proteger os equipamentos através da criação de um caminho para a corrente elétrica (curto entre fase-carcaça, por exemplo), atuando assim nos dispositivos de proteção, além de proteger as pessoas contra eventuais choques elétricos. Os aeradores não possuem cabo de aterramento, visto que o mesmo pode ser feito a partir do quadro elétrico de acionamento do motor. Caso se deseje aterrar individualmente o aerador, o cabo de aterramento pode ser conectado em qualquer ponto metálico externo do equipamento, como por exemplo, nos pés do motor ou na tampa dos fios. Outra forma é a solicitação para a fábrica, no ato do pedido de fabricação, que o equipamento seja fornecido com cabo de aterramento, sendo desta forma fornecido especialmente um cabo de aterramento proveniente de dentro do motor elétrico. 43 5. FLUIDO INTERNO Na tabela abaixo está detalhado o preenchimento interno dos conjuntos motores dos equipamentos HIGRA, sendo os mesmos separados por potência e o modelo da carcaça do motor (em caso de dúvida quanto à carcaça do motor utilizada, deve-se entrar em contato com a fábrica). POTÊNCIA (CV) CARCAÇA VOLUME DE VOLUME DE VOLUME DE DO ÓLEO ATF ÓLEO H32 ÁGUA MOTOR (litros) (litros) (litros) BOLSA DE AR (litros) VOLUME TOTAL (litros) 2 90S - 1,80 - - 1,80 2e3 90L - 2,00 - - 2,00 3e5 100L - 3,25 - 0,05 3,30 3e5 112M 0,10 - 4,70 0,20 5,00 7,5 112M - 4,80 - 0,20 5,00 7,60 14,50 0,25 0,35 8,00 15,00 10, 12, 15 e 20 132L 0,15 25, 30 e 40 160L 0,15 NOTA: Os volumes de água e total são valores aproximados. Tabela 07 – Tabela de valores para preenchimento dos motores HIGRA. Para facilitar o preenchimento do motor, assegurando uma bolsa de ar correta (para os motores que se aplicam), segue abaixo vistas em corte demonstrando o nível máximo de preenchimento da emulsão de água e óleo: Figura 36 – Nível de preenchimento máximo para os equipamentos com o Suporte do Mancal Inferior sem bolsa de ar, onde o tampão está na mesma linha dos pés do suporte. Neste caso o preenchimento deve ser feito até o Anel de Deslizamento. 44 Figura 37 – Nível de preenchimento máximo para os equipamentos com o Suporte do Mancal Inferior com bolsa de ar (novo sistema automático), onde o tampão está abaixo da linha dos pés do suporte. Neste caso o preenchimento deve ser feito até o final, ou seja, até a abertura do tampão de fechamento, visto que a bolsa de ar será resultante do desenho do Suporte do Mancal Inferior. Abaixo segue o descritivo dos três tipos de óleos utilizados: Óleo Hidráulico ATF Tipo A Coloração: vermelha Exemplo de utilização: Transmissões automáticas automotivas (direção hidráulica) Marca recomendada: LiderOil Óleo Hidráulico Dielétrico NUTO H32 (anti-espumante) Coloração: ambar Exemplo de utilização: Caixas de transmissão e de embreagem Marca recomendada: ESSO NOTA: Caso o equipamento trabalhe em regiões onde a temperatura ambiente for abaixo de 0° C, deve-se adicionar o óleo Propilenoglicol. Este procedimento apenas é válido para os motores que utilizam água em seu interior. Adicionar 1,0 litros para os motores de 3 e 5 CV na carcaça 112M; adicionar 2,0 litros para os motores da carcaça 132L e adicionar 4,5 litros para os motores da carcaça 160L. Óleo Anticongelante Propilenoglicol Coloração: incolor Exemplo de utilização: Radiadores automotivos Ponto de Congelamento: - 60°C 45 6. TABELA DE CORRENTE ELÉTRICA Abaixo segue a tabela de amperagens dos motores HIGRA em 60Hz e as respectivas regulagens para a proteção elétrica dos motores. As correntes nominais e a vazio podem ter variação de 5%. Em caso de variação fora desta tolerância, o equipamento deverá ser desligado e a fábrica ou alguma Assistência Técnica Autorizada deverá ser acionada. Potência Polos Carcaça Pacote Tensão (mm) (V) (CV) (KW) 2 1,5 IV 90S 90L 69 100 3 2,2 IV 90L 100L 112M 100 115 130 5 3,7 IV 100L 112M 115 130 7,5 5,5 IV 112M 130 10 7,5 IV 132M 132L 148 200 12,5 9,0 IV 132M 132L 148 200 15 11 II IV 132L 200 20 15 II IV 132L 200 25 18,5 II IV 132L 160L 200 200 30 22 IV 160L 200 40 30 IV 160L 200L 200 232 220 380 440 220 380 440 220 380 440 220 380 440 220 380 440 220 380 440 220 380 440 220 380 440 220 380 380 660 440 760 220 380 380 660 440 760 220 380 380 660 440 760 Corrente Nominal (A) Regulagem do Corrente a Rend. FP Relé de Ip / In vazio (A) (%) (cos Φ) Proteção (A) 5,9 3,4 2,9 9,5 5,5 4,8 15,5 9,0 7,7 20,3 11,7 10,1 27,1 15,7 13,5 32,7 18,9 16,3 40,6 23,5 20,3 52,3 30,3 27,1 64,6 37,4 37,4 21,5 32,3 18,7 76,6 44,3 43,8 25,2 38,3 22,2 102,1 59,1 58,4 33,6 51,1 29,6 6,6 a 6,9 3,8 a 4,0 3,3 a 3,5 10,7 a 11,2 6,2 a 6,5 5,3 a 5,6 17,4 a 18,3 10,0 a 10,6 8,7 a 9,1 22,7 a 23,9 13,2 a 13,9 11,4 a 12,0 30,3 a 31,9 17,5 a 18,5 15,2 a 16,0 36,6 a 38,6 21,2 a 22,3 18,3 a 19,3 45,4 a 47,9 26,3 a 27,7 22,7 a 23,9 58,5 a 61,7 33,9 a 35,7 30,3 a 31,9 72,3 a 76,2 41,9 a 44,1 41,9 a 44,1 24,1 a 25,4 36,2 a 38,1 20,9 a 22,1 85,8 a 90,4 49,7 a 52,3 49,1 a 51,7 28,3 a 29,8 42,9 a 45,2 24,8 a 26,2 114,4 a 120,5 66,2 a 69,8 65,5 a 69,0 37,7 a 39,7 57,2 a 60,3 33,1 a 34,9 2,9 1,7 1,4 4,1 2,4 2,1 7,6 4,4 3,9 9,2 5,0 4,6 13,0 7,5 6,5 13,0 7,5 6,5 18,9 10,9 9,5 18,9 10,9 12,1 25,3 14,6 14,6 8,4 12,6 7,3 27,7 16,0 24,0 13,9 20,5 11,8 31,2 18,0 18,0 10,4 15,7 9,1 81 81 81 80 80 80 82 82 82 85 85 85 83 83 83 83 83 83 84 84 84 84 84 84 85 85 85 85 85 85 85 85 86 86 85 85 85 85 86 86 85 85 0,81 0,81 0,81 0,80 0,80 0,80 0,80 0,80 0,80 0,84 0,84 0,84 0,86 0,86 0,86 0,89 0,89 0,89 0,85 0,85 0,85 0,88 0,88 0,85 0,88 0,88 0,88 0,88 0,88 0,88 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 0,89 6,5 6,8 6,5 6,5 6,5 6,5 6,2 6,2 5,6 6,6 6,3 6,5 8,5 8,5 8,5 7,4 7,4 7,1 8,2 8,2 8,3 6,6 6,2 7,4 7,8 7,8 7,6 7,6 7,8 7,8 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 Tabela 08 – Tabela de amperagens dos motores HIGRA. 46 7. PROTEÇÃO TÉRMICA – Sensor PTC Os aeradores HIGRA possuem dentro de seus motores acima de 10CV (exceto modelo ROTATIVO) sensores para proteção térmica que são acionados automaticamente quando a temperatura no interior das bobinas atingir 70°C. Estes três sensores (um por fase dentro do bobinado) são conectados através de um cabo com dois condutores e que fica localizado entre os cabos elétricos que saem do equipamento. Para que este sensor atue desligando a bomba em caso de sobre aquecimento, é necessário que o mesmo seja ligado no Relé de Proteção que é fornecido junto com o equipamento, conforme segue: IMPORTANTE: É obrigatória a instalação do Relé de Proteção Térmica PTC 70°C. Caso o mesmo não seja conectado, o equipamento perderá sua garantia (conforme capítulo 10). DADOS TÉCNICOS DO RELÉ DE PROTEÇÃO TÉRMICA: Marca: Samrello Modelo: Série RPT-2C Tensão de alimentação: 127 Vca ou 220 Vca 50/60 Hz (ver posição chave lateral) Primeiro grupo de sensores: Sensor PTC, BR/AZ - Para alarme (140°C ± 5%) Segundo grupo de sensores: Sensor PTC, PT/PT - Para desligamento (150°C ± 5%) Saída de controle: 1 relé de alarme ON/OFF (250Vca/5A) e 1 relé de desligamento ON/OFF (250Vca/5A) Tempo de retardo na energização: 3 segundos Temperatura ambiente: 0 a 50 °C Umidade máxima: 85% sem condensação Consumo: 5 VA Indicação de função: LEDS Caixa: ABS Norma DIN 55 x 75 x 108 mm Grau de proteção: IP 10 O relé de proteção térmica quando alimentado na tensão especificada (127V ou 220V) aciona os relés de alarme (AL) e de desligamento (DE) após 3 segundos, fechando os contatos C com NA-1 e NA-2. O mesmo permanece neste estado até a operação de um dos sensores que estão conectados dentro das bobinas do motor elétrico, que fechará então para NF-1 e acionará o led de Alarme. Em funcionamento normal permanecem acesos os leds Relé DE e A2. Os sensores Figura 38 – Relé Térmico PTC internos atuam quando a temperatura atingir 70°C. IMPORTANTE: O relé de proteção térmica deve ser ligado a uma contactora que aciona o motor (conforme figuras 39 e 40) para que o desligamento do aerador, em caso de sobre aquecimento, seja automático. Não se deve instalar o relé de proteção somente a um dispositivo de alarme sonoro ou visual, pois este método exige a intervenção manual de desligamento do equipamento e acarreta na perda de garantia sobre o mesmo. 47 6 Figura 39 - Diagrama de ligação dos sensores com o relé térmico. Figura 40 - Diagrama de ligação do relé com a contactora. 48 8. MOTOR ELÉTRICO Motor elétrico destinada a prática. Atualmente é possível controlar a em energia velocidade dos motores de indução com o mecânica. O motor de indução é o mais auxílio de inversores de freqüência. O nome utilizado de todos os tipos de motores, pois “motor de indução” se deriva do fato de que as combina as vantagens da utilização de energia correntes que circulam no secundário (rotor) são elétrica, baixo custo, facilidade de transporte, induzidas limpeza e simplicidade de comando, com eletromagnético) grande versatilidade de adaptação às cargas (estator). transformar é a máquina energia elétrica por correntes que alternadas circulam no (efeito primário dos mais diversos tipos e rendimentos. O motor de indução funciona normalmente com uma velocidade constante, que varia ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao eixo. Devido a sua grande simplicidade, robustez e baixo custo é o motor mais utilizado de todos, sendo adequado para quase todos os tipos de máquinas acionadas, encontradas na DADO NOTA: Os motores HIGRA são de indução (assíncronos) do tipo de gaiola de esquilo e utilizam fios especiais para trabalho submersos. O enrolamento (bobinagem) do mesmo é feito através de processo tecnológico da própria HIGRA. CARACTERÍSTICA Tipo Carcaça IV ou II pólos, assíncrono, rebobinável e submerso Construída em Ferro Fundido Cinzento conforme NBR 5432, que segue a padronização internacional IEC-72. Estator É composto por chapas de aço com baixo teor de carbono (tratadas termicamente), assegurando baixas perdas e elevada permeabilidade magnética Rotor (pacote do eixo) É composto por chapas de aço com as mesmas características do estator e com anel de curto-circuito (fundido em alumínio injetado sob pressão). Bobinado Grau de Proteção Classe de Isolação Fator de Serviço Frequência Fio de cobre encapado com PVC IPW 68 conforme NBR 6146 Y (90°C) 1,15 50HZ ou 60HZ Tabela 09 - Dados Técnicos dos Motores Elétricos HIGRA 49 8.1 Tabela de Cabos Utilizados Abaixo são apresentados os cabos utilizados e fornecidos nos motores HIGRA de acordo com a potência dos mesmos. Os cabos utilizados são do tipo Vinilflex ou Sintenax Flex de 0,6/1KV, classe 5 de encordoamento, com temperatura máxima para trabalho contínuo de 70°C, conforme NBR 7288. ATENÇÃO: a utilização de uma metragem de cabo, acima do fornecido pela fábrica, requer o dimensionamento da bitola do mesmo, conforme as tabelas do capítulo 7.2. POT. (CV) 2 3 BITOLA PADRÃO DO CABO 5 7,5 10 12,5 15 1,5 CABO (mm²) 6 3X 20 25 10 30 40 16 6X Tabela 10 – Cabos fornecidos nos motores HIGRA Os cabos utilizados nas potências até 20 CV são tripolares, ou seja, um cabo com três condutores. Para os motores de 25 CV a 40 CV são utilizados cabos singelos (unipolar), ou seja, seis cabos com um condutor elétrico cada. 8.2 Dimensionamento de Cabos Elétricos As tabelas abaixo apresentam o dimensionamento da seção de cabos elétricos, conforme a distância de ligação entre o equipamento e o quadro elétrico e a corrente de trabalho do mesmo. As tabelas estão divididas pela tensão de operação do equipamento e os valores foram estimados para uma queda de tensão máxima de 4% e com a utilização de cabos tipo Vinilflex ou Sintenax Flex de 0,6/1KV. 220 V POT (CV) 2 3 5 7,5 10 12,5 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 DISTÂNCIA DO CIRCUITO (m) 10 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 20 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 35 50 30 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 50 50 40 1,5 2,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 35 50 50 50 2,5 2,5 6 6 6 10 10 16 16 16 16 25 25 35 50 70 75 100 125 150 2,5 2,5 4 4 2,5 4 4 6 6 6 10 10 6 10 16 16 10 10 16 25 10 16 25 25 16 25 25 35 25 25 35 50 16 16 25 25 16 25 25 35 25 35 35 50 25 35 50 70 35 50 70 95 50 70 95 95 70 95 120 150 95 120 150 240 SEÇÃO DO CABO (mm²) 200 6 6 16 25 25 35 50 70 35 50 70 95 120 150 240 250 6 6 16 25 35 50 50 70 50 70 95 120 150 240 300 6 6 25 35 35 50 70 95 70 95 120 150 185 350 6 6 25 35 50 70 95 120 70 95 150 185 240 400 6 6 25 35 50 70 95 120 95 120 185 240 M OTORES A TÉ 20CV - CONSIDERANDO CAB OS TRIP OLA RES (UM CA B O P OR FASE) M OTORES A CIM A DE 25CV - CONSIDERANDO DOIS CA B OS UNIPOLARES P OR FA SE ESP AÇADOS HORIZONTALM ENTE Tabela 11 – Dimensionamento de cabos elétricos para tensão de 220V. 50 380 V POT (CV) 2 3 5 7,5 10 12,5 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 175 200 250 300 350 400 DISTÂNCIA DO CIRCUITO (m) 10 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 50 70 70 95 95 20 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 50 70 95 95 95 30 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 70 95 95 95 95 40 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 70 95 95 95 95 50 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 70 95 95 95 120 75 100 125 150 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 10 10 10 10 10 10 10 10 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 35 25 25 35 50 25 35 50 50 50 50 50 70 70 70 70 95 70 70 70 95 95 95 120 150 95 120 150 185 120 150 185 240 150 185 240 SEÇÃO DO CABO (mm²) 200 2,5 4 6 6 10 10 16 16 16 16 25 25 35 35 70 70 95 120 150 185 240 250 4 4 6 10 10 16 16 25 16 25 25 35 35 50 70 95 120 150 185 240 300 4 4 10 10 16 16 25 25 16 25 35 35 50 70 95 120 150 185 240 350 4 6 10 16 16 16 25 35 25 25 35 50 70 70 120 150 185 240 400 6 6 10 16 16 25 25 35 25 35 50 50 70 95 150 185 240 M OTORES A TÉ 20CV - CONSIDERANDO CA BOS TRIP OLA RES (UM CA B O P OR FA SE) M OTORES A CIM A DE 25CV - CONSIDERA NDO DOIS CA BOS UNIP OLARES POR FASE ESP AÇA DOS HORIZONTA LM ENTE Tabela 12 – Dimensionamento de cabos elétricos para tensão de 380V. 440 V POT (CV) 2 3 5 7,5 10 12,5 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 175 200 250 300 350 400 DISTÂNCIA DO CIRCUITO (m) 10 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 50 70 70 95 95 20 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 50 70 70 95 95 30 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 50 70 70 95 95 40 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 50 70 70 95 95 50 1,5 1,5 6 6 6 6 10 10 16 16 16 25 25 25 25 25 50 50 50 70 70 95 95 75 100 125 150 1,5 1,5 2,5 2,5 1,5 2,5 2,5 2,5 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 10 10 10 10 10 10 10 10 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 35 25 25 35 35 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 50 70 70 70 70 95 70 70 95 120 95 95 95 120 95 95 120 185 SEÇÃO DO CABO (mm²) 200 2,5 2,5 6 6 6 10 10 16 16 16 16 25 25 35 35 50 70 70 95 120 150 185 240 250 2,5 4 6 6 10 10 10 16 16 16 25 25 25 35 50 70 70 95 120 150 185 240 300 4 4 6 10 10 10 16 25 16 25 25 25 35 50 70 95 95 120 150 185 240 350 4 6 6 10 10 16 16 25 16 25 25 35 50 50 70 95 120 150 185 240 400 6 6 10 10 16 16 25 25 16 25 35 35 50 70 95 120 150 185 240 M OTORES A TÉ 20CV - CONSIDERANDO CA BOS TRIP OLA RES (UM CA B O P OR FA SE) M OTORES A CIM A DE 25CV - CONSIDERA NDO DOIS CA BOS UNIP OLARES POR FASE ESP AÇA DOS HORIZONTA LM ENTE Tabela 13 – Dimensionamento de cabos elétricos para tensão de 440V. 51 Exemplo: Dimensionar o cabo a ser utilizado para a instalação de um aerador de 30 CV, que irá operar em 440 V e em uma distância de 45m do quadro elétrico. Consultando a Tabela 13 (440 V), através da potência de 30CV, segue-se na linha desta potência até o primeiro ponto logo acima da distância solicitada de 45 m, que é de 50 m (isso é feito quando não existe a distância exata exigida), na tabela está indicando cabo de 16 mm², então serão utilizados dois cabos de 16 mm² por fase (conforme nota inferior na tabela) ou então apenas um condutor por fase com a mesma seção equivalente. 8.3 Classe de Isolação As classes de isolação são definidas em função do limite de temperatura que o conjunto de materiais que formam o isolamento, pode suportar continuadamente sem que a sua vida útil seja afetada. A combinação de dois ou mais materiais isolantes usados em um equipamento elétrico denomina-se sistema isolante. Essa combinação num motor elétrico consiste do fio magnético, isolação do fundo de ranhura, isolação de fechamento de ranhura, isolação entre fases, verniz ou capa de isolação dos fios, isolação do cabo de ligação, isolação de solda, etc. Qualquer componente que esteja em contato direto com a bobina é considerado parte do sistema de isolação. Os limites de elevação de temperatura para cada classe de isolamento segundo a norma brasileira são os seguintes: TEMPERATURA MÁXIMA 90°C 105°C 120°C 130°C 155°C 180°C CLASSE DE TEMPERATURA IEC 85 Y A E B F H Tabela 14 – Classes de isolação dos motores. IMPORTANTE: Os motores HIGRA se classificam na classe Y, ou seja, podem suportar temperaturas resultantes de trabalho de até 90°C. A vida útil de um motor depende fundamentalmente da isolação de seus enrolamentos. Ambientes corrosivos, umidade, vibração, são alguns fatores que afetam a isolação destes, porém a temperatura de operação dos materiais isolantes é sem dúvida o fator mais crítico. Ultrapassar em dez (10) graus de temperatura da isolação significa reduzir praticamente a metade de sua vida útil. 52 8.4 Grau de proteção Os invólucros das máquinas elétricas são construídos de acordo com o tipo de utilização, de modo a atender especificações de proteção contra a penetração prejudicial de corpos sólidos e líquidos. A norma brasileira NBR 6146 define os graus de proteção através das letras IP seguidas de dois numerais característicos, com os seguintes significados: Primeiro numeral característico: indica o grau de proteção contra contatos acidentais de pessoas e a penetração prejudicial de corpos sólidos. NUMERAL 0 1 2 3 4 5 6 PRIMEIRO NUMERAL INDICAÇÃO Não protegido. Protegido contra objetos sólidos maiores que 50mm. Protegido contra objetos sólidos maiores que 12mm. Protegido contra objetos sólidos maiores que 2,5mm. Protegido contra objetos sólidos maiores que 1,0mm. Protegido contra poeira prejudicial ao motor. Totalmente protegido contra poeira. Tabela 15 – Primeiro numeral característico do Grau de Proteção. Segundo numeral característico: indica o grau de proteção contra a penetração prejudicial de água. NUMERAL 0 1 2 3 4 5 6 7 8 SEGUNDO NUMERAL INDICAÇÃO Não protegido. Protegido contra quedas verticais de gotas de água. Protegido contra a queda de gotas de água para uma inclinação máxima de 15°. Protegido contra água aspergida de um ângulo de 60° da vertical (chuva). Protegido contra projeção de água de qualquer direção. Protegido contra jato de água de qualquer direção. Protegido contra ondas do mar ou de água projetada em jatos potentes. Protegido contra imersão em água, sob condições definidas de tempo e pressão. Protegido para submersão continua em água nas condições especificadas para fabricação. Tabela 16 – Segundo numeral característico do Grau de Proteção. As normas de motores elétricos permitem a utilização de informações suplementares, através de letras junto aos numerais característicos, que indicam procedimentos especiais durante os ensaios, ou utilização sob condições atmosféricas especiais. As letras S, M ou W só devem ser utilizadas com os seguintes significados: W – Colocado entre as letras IP e os numerais característicos, indica que o equipamento é projetado para utilização sob condições atmosféricas especificas e prevê medidas ou procedimentos complementares de proteção previamente combinados entre fabricantes e usuários. A letras S e M, colocadas após os numerais característicos, indicam condições especificas de ensaio. S – Indica que o ensaio contra penetração de água deve ser efetuado com o equipamento em repouso. M – Indica que o mesmo ensaio deve ser efetuado com o equipamento em funcionamento. 53 IMPORTANTE: Os motores HIGRA se classificam no grau IPW 68, conforme NBR 6146. 8.5 Fator de Serviço O fator de serviço é o multiplicador que quando aplicado à potência nominal do motor, indica sobrecarga permissível que pode ser aplicada continuamente sob condições específicas, sem aquecimento prejudicial. Ou em outras palavras, significa que o motor pode fornecer mais potência que a especificada na placa de identificação, uma vez mantida a tensão e a freqüência previstas. Por exemplo: um motor de 10cv, 60Hz, 220V, com um fator de serviço (FS) 1,15 pode ser usado com uma sobrecarga contínua de até 15% mantidos os 60Hz, 220V, isto é, 11,5cv sem aquecimento prejudicial. IMPORTANTE: Os motores HIGRA possuem fator de serviço de 1,15. 8.6 Proteções Elétricas Os sistemas de proteção de motores elétricos destinam-se a impedir condições de operação perigosas que possam causar danos pessoais e aos equipamentos. Os dispositivos atuais de proteção têm sua atenção baseada num dos seguintes parâmetros: a) Corrente de linha do motor; b) Temperatura Interna do motor. Normalmente sua atuação ocorre por somente um dos parâmetros acima, porém existem protetores que utilizam as duas características. Convém informar que a seleção do protetor adequado requer um criterioso estudo do regime de funcionamento do motor, o que evitará problemas futuros. ATENÇÃO: Todo e qualquer equipamento HIGRA deve ser conectado a um quadro de comando com as proteções elétricas compatíveis com a potência do motor elétrico, promovendo assim a proteção completa do motor, visto que a queima do motor elétrico não esta dentro dos termos de garantia. 8.6.1 Protetores com resposta à corrente Estes dispositivos devem ser instalados entre o motor e o seu sistema de controle. Seu princípio básico de funcionamento reside no fato de que um aumento na corrente de linha provoca uma conseqüente elevação da temperatura devido às perdas ocasionadas no material condutor do dispositivo. Os protetores com resposta à corrente fornecem adequada segurança contra as mais comuns causas de sobrecargas, onde o aumento da corrente de linha seja apreciável. Entretanto, estes dispositivos não 54 respondem a sobre temperaturas causadas por condições ambientais (temperatura ambiente acima de 40°C e por falhas de ventilação). A seguir são analisados alguns dos dispositivos mais comumente utilizados em baixa tensão. 8.6.1.1 Fusíveis São elementos ligados em série com as fases do circuito. Sua operação consiste na fusão de um elemento condutor de pequena seção transversal que, devido a sua alta resistência, sofre um aquecimento maior que os demais condutores. Para motores são utilizados fusíveis com retardo para evitar a “queima” dos mesmos com as altas correntes originadas durante a sua partida. Os fusíveis proporcionam a melhor proteção contra as correntes de curto-circuito, porém são inadequados como proteção para sobrecargas, principalmente devido aos mesmos serem fabricados em calibres padronizados (2, 4, 6, 10A, etc.). Além disso, para pequenas sobrecargas de 1,0 a 2,0 vezes a corrente nominal, o tempo de fusão é demasiadamente longo, podendo danificar o isolamento do motor ou as chaves e relés de proteção do quadro elétrico. 8.6.1.2 Disjuntores São dispositivos de proteção que podem atuar como simples interruptores de corrente nas condições normais do circuito e como proteção nas condições anormais do mesmo. Existem dois tipos básicos de disjuntores: os abertos (ou “de força”) geralmente trifásicos e os caixa moldada que podem ser mono, bi ou trifásicos. Os disjuntores mais comumente utilizados possuem disparadores térmicos para proteção contra sobrecargas e disparadores eletromagnéticos para proteção contra curtocircuito (disjuntores termomagnéticos). A grande vantagem dos disjuntores em relação aos fusíveis é a capacidade de interrupção da corrente nas três fases simultaneamente. Com fusíveis, há a possibilidade de ocorrer a “queima” de somente um, deixando o motor ligado em duas fases. Além disso, os disjuntores oferecem proteção contra sobrecargas. Entre as desvantagens dos disjuntores, podemos citar o custo elevado e a menor velocidade de atuação em curto-circuitos. 8.6.1.3 Relés Térmicos São dispositivos que utilizam o efeito térmico da corrente em um par bimetálico. O relé térmico entra em ação ou por uma pequena sobrecarga de longa duração ou por uma forte sobrecarga ainda que de curta duração. No caso de interrupção de uma das fases, nos motores trifásicos, haverá um aumento de corrente nas outras duas fases o que forçará a atuação do relé, após algum tempo. Os relés térmicos são largamente utilizados devido a sua versatilidade de instalação em contactoras e regulagem da corrente de atuação. O conjunto relé + fusível oferece proteção total ao motor contra sobreaquecimento gerado por corrente. 8.7 Tipos de Partida Elétrica Os sistemas de acionamento têm como funções básicas a conexão e desconexão do motor à rede de alimentação e o comando e o controle das características de desempenho durante a partida (velocidade, conjugado, potência, corrente, etc). Os sistemas mais simples consistem em chaves liga/desliga e os 55 mais complexos condicionam a energia elétrica de excitação de forma a se obter as características de desempenho desejadas. Os valores de tensão padronizados no Brasil em redes industriais trifásicas são em baixa tensão: 220V, 380V e 440V e em média tensão: 2300V, 4160V e 6600V. Em redes monofásicas 115V (popularmente conhecida como rede de 110V), 127V e 220V. A NBR-7094 especifica que os motores elétricos de indução devem funcionar de forma satisfatória, à freqüência e potência nominais, sob variação ocasional da tensão dentro do limite de mais ou menos 10% do valor nominal. Existem dois padrões internacionais de freqüência para redes elétricas: 50 e 60 Hz. No Brasil, a freqüência padronizada é de 60 Hz. A freqüência de operação dos motores está especificada em sua placa de identificação e a NBR 7094 prescreve que os mesmos devem funcionar de modo satisfatório sob tensão e potências nominais, com variação de freqüência dentro de mais ou menos 5% da nominal ou sob variação conjunta de tensão e freqüência de mais ou menos 10%, desde que a última não supere os 5%. Os dispositivos de acionamento dos motores podem ser classificados em dois grupos: Partida a Plena Carga e Partida com Carga Reduzida. 8.7.1 - Partida a Plena Carga 8.71.1 – Partida com Chave Manual É utilizado para pequenos motores. Consiste de um mecanismo operado manualmente que conecta e desconecta o motor à rede. Neste tipo de partida são conectados apenas três cabos a chave. 8.7.1.2 – Partida com Chave Magnética (contactora) Este dispositivo contém um mecanismo de abertura e fechamento de contatos no circuito do motor e pode ter acoplado uma proteção térmica contra sobreaquecimento. Quando a bobina é energizada, o circuito do motor é fechado através de contatos móveis. Desernegizando-se a bobina os contatos abrem o circuito, através de uma mola. Estes dispositivos freqüentemente são controlados por botoeiras, chaves fim de curso, temporizadores, relés, interruptores de pressão, chaves bóia, etc. Neste tipo de partida são conectados apenas três cabos a chave e desta forma, para os equipamentos que são fornecidos com seis cabos, deve-se fazer o fechamento dos seis cabos para a tensão de partida desejada. 8.7.2 - Partida com Carga Reduzida Determinadas cargas ou máquinas necessitam de partidas suaves e acelerações gradativas, não suportando os altos valores de conjugado produzidos na partida do motor a plena tensão. Além disso, em redes de distribuição em baixa tensão, a maioria das concessionárias de energia elétrica limitam a potência de partida direta em 5 e 7,5cv (220 e 380V) devido aos altos picos da corrente de partida e conseqüente flutuação de tensão ocasionada na rede de alimentação. Para limitar a corrente de partida dos motores, são utilizados dispositivos redutores de tensão durante a partida, os quais são brevemente descritos a seguir: 56 8.7.2.1 – Partida com Chave Compensadora As chaves compensadoras foram desenvolvidas para diminuírem o pico de corrente proveniente da partida de motores, porém deixando-os com conjugado suficiente para a partida e aceleração com carga. Nas chaves compensadoras, a tensão é reduzida por meio de um autotransformador que possui, normalmente, terminais de 65% a 80% da tensão nominal, afim de que os motores possam partir satisfatoriamente. Na partida, a corrente e o conjugado ficam reduzidos a aproximadamente 42% e 64% dos valores atingidos em partida direta, para os terminais de 65% e 80% respectivamente. As vantagens desta chave estão na passagem de carga reduzida para a tensão da rede, onde o pico de corrente é bastante reduzido, visto que o autotransformador por curto espaço de tempo torna-se uma reatância. Este tipo de chave é bastante utilizada na partida de carga com alta inércia, como bombas, ventiladores ou outras máquinas que demoram a atingir a velocidade nominal. Também podem ser utilizadas com qualquer que seja a tensão nominal do motor. Como desvantagem está a redução da corrente que é ajustada conforme o TAP utilizado no autotransformador, onde a determinação do autotransformador adequado requer que seja conhecida a freqüência de manobras. Estes equipamentos são de grande volume, devido ao autotransformador e de maior custo. Este tipo de chave utiliza a conexão de três cabos, ou seja, em equipamentos HIGRA de potência superior a 25 CV, deve-se fazer o fechamento dos seis cabos conforme a tensão da rede: Fechamento em Triângulo: neste tipo de ligação através do fechamento dos cabos 1-6, 2-4 e 3-5, o motor irá trabalhar na menor tensão. Exemplo: Um motor 380/660V com fechamento em triângulo irá trabalhar em 380V. Fechamento em Estrela: neste tipo de ligação através do fechamento dos cabos 1-2-3 e da ligação no quadro elétrico dos cabos 4, 5 e 6, o motor irá trabalhar na maior tensão. Exemplo: Um motor 220/380V com fechamento em estrela irá trabalhar em 380V. 8.7.2.2 – Partida com Chave Estrela-Triângulo As chaves estrela-triângulo foram desenvolvidas para diminuírem o pico de corrente proveniente da partida de motores. Na ligação estrela, os motores podem partir, no máximo, com até 30% de sua carga nominal, pois na partida a corrente de reduz a aproximadamente 1/3 dos valores atingidos em partida direta. Para utilização desta chave a curva de conjugados dos motores deverá ser suficientemente elevada para poder garantir a aceleração das máquinas de até, aproximadamente, 95% da rotação nominal, com a corrente de partida. Os motores deverão permitir a ligação em dupla tensão (220/380V, 380/660V ou 440/760V), portanto com 6 cabos acessíveis. Para exemplificar a partida deste tipo de chave em uma rede elétrica de 380 V, pode-se acionar apenas motores bobinados em 380/660V e que possuem seis cabos. Se a rede for de 220 V, pode-se acionar apenas motores bobinados em 220/380V e que possuem também seis cabos. Para a rede de 440V os motores devem ser de 440/760V. Como vantagens deste tipo de partida estão o menor custo, o pequeno espaço físico requerido e o fato de não possuir limite em relação ao número de manobras. E como restrições estão o fato de que a tensão da rede deve coincidir com a tensão em triângulo do motor, que a chave só pode ser aplicada a 57 motores que possuam seis terminais e que a comutação de estrela para triângulo antes do tempo previsto, haverá um pico de corrente muito elevado, o que invalida o uso do dispositivo. 8.7.2.3 – Partida com Chave Soft Starter As Soft Starters são chaves de partida estática, destinadas à aceleração, desaceleração e proteção de motores de indução trifásicos. O controle da tensão aplicada ao motor, mediante o ajuste do ângulo de disparo dos tiristores, permite obter partidas e paradas suaves. Com o ajuste adequado das variáveis, o torque produzido é ajustado à necessidade da carga, garantindo, desta forma, que a corrente solicitada seja a mínima necessária para a partida. A Soft Starter é ideal no acionamento de bombas hidráulicas em geral, pois as correntes de partida devem ser reduzidas de forma a evitar sobrecargas no sistema, durante a partida. Este tipo de chave possui proteção de sobrecarga incorporada, de forma a reduzir espaço no painel e cabeamentos adicionais. Com o uso deste tipo de chave as partidas e paradas destas bombas são controladas de forma a minimizar os estresses mecânicos e picos de torque durante estes processos Em aplicações como bombas e compressores a Soft Starter permite a eliminação definitiva das chaves estrela-triângulo, trazendo benefícios mensuráveis na sua aplicação, como: relé de sobrecarga integrado, a proteção para a chave, leds de visualização de estado de operação e possíveis falhas, compactação do painel, redução drástica da dissipação térmica, entre outras. Soft starters limitam a corrente de partida e o torque inicial. A fadiga mecânica (stress mecânico), assim como distúrbios de tensão na rede (queda de tensão, por exemplo), são evitados. A tensão do motor é reduzida utilizando-se controle de fase e é aumentada até a tensão nominal do sistema dentro de um tempo pré-determinado (tempo de rampa). Partida e parada suave em motores garantem o mínimo de perdas mecânicas e elétricas nos sistemas. Para soft starters básicos, o tempo de partida, tensão inicial de rampa e tempo de parada são facilmente ajustados através de potenciômetros. Isto também se aplica aos soft starters com proteção de sobrecarga incorporada: ajuste de sobrecarga do motor, ajuste de classe e limite de corrente podem ser ajustados via potenciômetros. A ampla gama de funções das soft starters para aplicações severas (alta funcionalidade) são facilmente ajustadas, utilizando-se um display LCD, permitindo extrema facilidade de comissionamento do equipamento. As vantagens deste tipo de chave são: - Volume pequeno, com grande redução de espaço em painéis - Proteção de sobrecarga do motor incorporada - Redução de picos de corrente através do ajuste de limite de corrente - Ajuste da classe de disparo (Classes 10, 15, 20 e OFF) - Rearme automático ou manual dos disparos - LED’s de sinalização de estado - Redução de perdas, devido aos contatos de by-pass já integrados - Ajustes precisos de tensão e corrente, garantindo uma melhor performance a bomba. 58 9. PERGUNTAS, PROBLEMAS, CAUSAS E SOLUÇÕES equipamento - Qual a profundidade de instalação ideal? Os aeradores que possuem regulagem de em uma regulagem menos profunda. profundidade de instalação são os modelos TORNADO, TORNADO-F, TORNOX, TORNOXF e ASTA e o ideal é que os mesmos sejam instalados em sua profundidade máxima, ou - Equipamento não funciona (corrente sobe mas não há movimentação de água). seja, na máxima regulagem que o Tubo de Verifique se não há travamento do rotor, Sustentação possui. Esta condição proporciona provocado por algum sólido ou até mesmo por melhor rendimento na transferência de oxigênio. estar junto ao fundo da lagoa. As outras regulagens de profundidade foram projetas para atender lagoas com baixa lâmina de água, evitando com isso o contato do aerador com o fundo da mesma. - Formação de zonas mortas no tanque ou lagoa. Reposicione os equipamentos buscando criar um fluxo constante de toda - O equipamento movimenta a água, mas o proporcionando uma equipamento não aspira o ar. homogeneização completa. Para os aeradores modelo TORNADO, ocorra, há uma a lagoa, movimentação Caso densidade isto de e não potência TORNADO-F e ASTA, verifique primeiramente insuficiente para manter a mistura completa, se o sentido de giro do rotor está correto, caso necessitando adicionar mais equipamentos. não esteja, inverta uma das fases na ligação elétrica. Se o sentido de giro estiver correto, a mangueira de aspiração do ar pode estar mal - Baixo Oxigênio Dissolvido. conectada à entrada da carcaça de aspiração, Para a estabilização e medição do tratamento, caso não seja este o problema, verifique se não os equipamentos devem operar no mínimo por há entupimento ou obstrução na mangueira ou uma semana ininterruptamente. A variação do na saída do rotor. OD pode também ser provoca pela alteração dos parâmetros químicos e físicos do tratamento. Caso estes parâmetros não se - Desarme do relé térmico. alterem e OD esteja baixo, há a necessidade de Verifique se o relé está regulado corretamente, se acrescentar mais aeradores na estação. conforme a tabela da página anterior. Caso a regulagem esteja correta, verifique a tensão que está chegando à rede elétrica, pois uma tensão abaixo da nominal provoca o aumento da - Qual o ângulo de montagem ideal: 0º, 15º ou 30º? corrente de trabalho. Outra possibilidade é do Esta opção de angulação foi desenvolvida para equipamento estar trabalhando junto ao fundo se adaptar a diferentes tanques e lagoas. Para da e lagoas mais profundas, acima de 2,5m de o profundidade, aconselha-se a montagem com a funcionamento do aerador. Neste caso, monte o angulação de 30 º. Para as situações com lagoa, onde consequentemente possui muito sobrecarrega lodo menor profundidade aconselha-se o uso de 15º. 59 A montagem na horizontal, ou com 0º, é indicada para casos em que o equipamento trabalhe junto ao fundo do tanque. - O equipamento ficou estocado durante um longo tempo antes da instalação. O que fazer? - Ruído diferenciado. O que fazer? Retire o equipamento do tanque e verifique se não obstruções no rotor, sólidos presos, peças quebradas, barras de proteção soltas, difusores Siga o procedimento de instalação indicado para o modelo de aerador adquirido, atentando para o preenchimento interno com o fluido especificado. ou bicos danificados. Caso o problema persista, entre em contato com a fábrica. - Equipamento não liga (não acusa consumo de energia). - Rápida oxidação dos periféricos. Caso ocorra a oxidação prematura do sistema de sustentação, deve-se verificar os produtos químicos existentes no tratamento e pedir para a fábrica o fornecimento da estrutura com pintura especial. Verifique se há energia na rede, no quadro de comando e nos cabos até o equipamento, pois a energia elétrica pode não estar chegando até o equipamento. Caso esteja chegando energia ao aerador, o seu motor pode estar queimado. Retire-o da lagoa e o envie para uma Assistência Técnica Autorizada. - Desequilíbrio na flutuação do equipamento. - Outras dúvidas entrem em contato com Verifique se há alguma bóia de flutuação furada nossa ou com defeito e entre em contato coma fábrica. Autorizada ou com a fábrica. rede de Assistência Técnica 60 10. TERMO DE GARANTIA Agradecemos a sua preferência por ter adquirido um produto HIGRA e temos certeza que ficará satisfeito com a sua compra. Se o produto avariar ou apresentar algum defeito durante o período de garantia, entre em contato com a pessoa ou empresa que lhe vendeu ou um membro autorizado da nossa rede de assistência técnica, cujos contatos poderão encontrar em nosso site ou nos catálogos dos produtos HIGRA. Sugerimos, no entanto, antes de qualquer contato aos nossos Agentes ou Serviços Técnicos Autorizados, que leia atentamente o manual de instruções para que evite incômodo desnecessário a sua garantia. Através deste certificado de garantia ao consumidor, a HIGRA garante o funcionamento do produto, pelo período de seis (06) meses a partir da data de emissão da nota fiscal, estando incluída neste período a garantia legal de 90 dias, estabelecida pela lei 8078/90. Se, durante o período de garantia, o produto acusar problemas devidos a defeitos de fabricação, as Empresas Locais da HIGRA, Serviços Técnicos Autorizados ou Agentes de Assistência Técnica Autorizada, procederão, sem quaisquer encargos com mãode-obra ou peças, a reparação ou (ao critério da HIGRA) a substituição do produto ou dos seus componentes defeituosos de acordo com as condições abaixo. Condições deste Certificado de Garantia: 1. Esta garantia só será concedida quando a fatura ou nota fiscal de venda original (indicando a data de aquisição e tipo de produto) for apresentada com o produto defeituoso; 1.1. A HIGRA reserva-se o direito de recusar a assistência em garantia, gratuita, se não forem apresentados os documentos acima descritos ou se o mesmo estiver ilegível. 2. Esta garantia não reembolsará nem cobrirá os danos resultantes de adaptações ou ajustamentos, que tenham sido feitos no produto sem o prévio consentimento escrito da HIGRA, de modo a satisfazer os padrões técnicos ou de segurança para os quais o produto foi originalmente concebido e produzido; 3. Esta garantia não produzirá efeitos se o número de série do produto tiver sido apagado, removido ou tornado ilegível; 4. Conforme o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, a HIGRA tem até 30 dias, a partir do comunicado formal do cliente, para sanar o defeito ou trocar o produto; 5. Esta garantia não cobre nenhuma das seguintes situações: 5.1. Manutenção periódica, reparação ou substituição de peças devido ao desgaste normal; 5.2. Qualquer adaptação ou alteração para atualizar o produto relativamente as características que possuía quando foi comprado, descritas no manual de instruções, sem o consentimento prévio por escrito da HIGRA; 5.3. Custos de transporte, custos de deslocamento em reparações ao local onde está o equipamento e todos os riscos de transporte relacionados direta ou indiretamente com a garantia do produto; 5.4. Custos inerentes a retirada e instalação do equipamento; 5.5. Danos resultantes de: • Uso indevido, incluindo, mas não exclusivamente, o uso do produto com um objetivo diferente do contratado ou não cumprimento das instruções da HIGRA para o correto uso e manutenção do produto; • Instalação ou uso do produto de maneira a não cumprir com os padrões técnicos e de segurança expressos no manual do produto; • Instalação incorreta ou imprópria de equipamentos ou acessórios de terceiros; • Reparações efetuadas por Serviços Técnicos ou Agentes de Assistência não autorizados ou pelo próprio consumidor: • Acidentes, relâmpagos, fogo, processo deficiente ou qualquer outra causa fora do controle da HIGRA; • Falhas no sistema de fornecimento de energia elétrica, sobrecarga, picos de energia, e outros similares que acarretam na queima do motor elétrico; 5.6. Defeitos no sistema onde este produto esteja incorporado; 6. Esta garantia não afeta os direitos estatutários dos consumidores consagrados nas leis nacionais em vigor, nem os direitos dos consumidores sobre a Empresa que emanam do contrato de compra e venda estabelecido entre eles; 7. A presente garantia se limita ao produto fornecido, não se responsabilizando a HIGRA por danos a pessoas, a terceiros, outros equipamentos ou instalações, lucros cessantes ou quaisquer outros danos emergentes ou conseqüentes; 8. Acontecimentos não explícitos neste certificado serão analisados caso a caso. NOTA: antes de colocar o equipamento em funcionamento, leia atentamente este manual e siga suas instruções. IMPORTANTE: para que este termo de garantia entre em vigor, é necessário que o canhoto abaixo seja preenchido, destacado e enviado para a HIGRA. O envio pode ser feito pelo correio, por fax ou diretamente através de um de nossos representantes. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Através deste, confirmo o recebimento do manual de instalação do equipamento em questão. CLIENTE: ___________________________________________________________ NOTA FISCAL: _________________________ PRODUTO: _________________________________________________________________ DATA: _________________________ NOME DO RESPONSÁVEL: ____________________________________________ ASSINATURA: _________________________ 61 62
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