www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Gerência de Projetos Preparação para a Certificação PMP Aclair Rodrigues Braga, PMP, MsC., MBA www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Brasília, novembro de 2003. Caros Gerentes de Projeto, Este material é um resumo, para fins de estudo para a certificação PMP, dos seguintes livros: PMBOK 2000 em inglês PMBOK 2000 em português - versão não oficial disponibilizada pelo PMIMG PMP Exam Prep, Rita Mulcahy PMP: Project Management Professional Study Guide, Kim Heldman Este documento foi escrito para facilitar o meu estudo para a certificação. Por sugestão de amigos, que também utilizaram este material para se certificarem, estou disponibilizando-o na Internet. Qualquer sugestão, crítica ou contribuição que possam enriquecer este documento, e ajudar outros a conseguirem favor enviar para o meu e-mail: aclair.braga@emetria.com. Deixo claro aqui que este resumo não tem nenhuma finalidade comercial e portanto, não pode ser utilizado para tal. Atenciosamente, Aclair Rodrigues Braga, PMP, MsC., MBA www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP ÍNDICE 1.Gerenciamento de Projetos...................................................................................................1 1.1.Projeto........................................................................................................................... 1 1.2.Programa....................................................................................................................... 1 1.3.Stakeholder....................................................................................................................1 1.4.Patrocinador.................................................................................................................. 1 1.5.Project Manager............................................................................................................ 1 1.6.Ciclo de Vida.................................................................................................................1 1.7.Gerência de Projetos......................................................................................................2 1.8.Relacionamentos com Outras Disciplinas.....................................................................2 1.8.1.Áreas de Aplicação.................................................................................................2 1.8.2.Administração Geral.............................................................................................. 2 1.9.Habilidades da Administração Geral.............................................................................3 1.9.1.Liderança................................................................................................................ 3 1.9.2.Comunicação..........................................................................................................3 1.9.3.Negociação............................................................................................................. 3 1.9.4.Solução de Problemas............................................................................................ 3 1.9.5.Influência na Organização......................................................................................3 1.10.Triple constraint.......................................................................................................... 3 1.11.Sustentabilidade social-econômica-ambiental............................................................ 4 2.Estruturas Organizacionais...................................................................................................4 2.1.Estrutura Funcional....................................................................................................... 4 2.1.1.Vantagens e desvantagens da estrutura organizacional funcional..........................4 2.2.Estrutura Projetizada..................................................................................................... 4 2.2.1.Vantagens e desvantagens da estrutura organizacional projetizada....................... 4 2.3.Estrutura Matricial Fraca, Balanceada e Forte.............................................................. 4 2.3.1.Estrutura Matricial Fraca........................................................................................4 2.3.2.Estrutura Matricial Balanceada.............................................................................. 5 2.3.3.Estrutura Matricial Forte........................................................................................ 5 2.3.4.Vantagens e desvantagens da estrutura matricial................................................... 5 2.3.5.Project Expeditor e Project Coodinator..................................................................5 2.4.Influência da Organização nos Projetos........................................................................ 5 3.Processos de Projetos........................................................................................................... 6 3.1.Grupos de Processos da Gerência de Projetos...............................................................6 3.2.Relacionamentos entre os Grupos de Processos........................................................... 6 3.3.Sobreposição dos Grupos de Processos........................................................................ 6 3.4.Áreas de Conhecimento................................................................................................ 6 4.Gerenciamento da Integração do Projeto............................................................................. 7 4.1.Desenvolvimento do Plano do Projeto.......................................................................... 7 4.1.1.Entradas para o Desenvolvimento do Plano do Projeto......................................... 7 4.1.2.Ferramentas e Técnicas para o Desenvolvimento do Plano do Projeto................. 8 4.1.3.Saídas do Desenvolvimento do Projeto..................................................................8 4.2.Execução do Plano do Projeto.......................................................................................9 4.2.1.Entradas para a Execução do Plano do Projeto ..................................................... 9 4.2.2.Ferramentas e Técnicas para a Execução do Plano do Projeto.............................. 9 4.2.3.Saídas da Execução do Plano do Projeto............................................................. 10 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 4.3.Controle Integrado de Mudanças................................................................................ 10 4.3.1.Entradas para o Controle Integrado de Mudanças................................................10 4.3.2.Ferramentas e Técnicas para o Controle Integrado de Mudanças........................ 11 4.3.3.Saídas do Controle Integrado de Mudanças......................................................... 12 5.Gerenciamento do Escopo do Projeto................................................................................ 13 5.1.Iniciação...................................................................................................................... 13 5.1.1.Entradas para a Iniciação......................................................................................13 5.1.2.Ferramentas e Técnicas para a Iniciação.............................................................. 13 5.1.3.Saídas da Iniciação............................................................................................... 14 5.2.Planejamento do Escopo............................................................................................. 14 5.2.1.Entradas para o Planejamento do Escopo............................................................ 14 5.2.2.Ferramentas e Técnicas para o Planejamento do Escopo.....................................14 5.2.3.Saídas do Planejamento do Escopo......................................................................15 5.3.Definição do Escopo................................................................................................... 15 5.3.1.Entradas para a Definição do Escopo...................................................................15 5.3.2.Ferramentas e Técnicas para a Definição do Escopo........................................... 16 5.3.3.Saídas da Definição do Escopo............................................................................ 16 5.4.Verificação do Escopo................................................................................................ 16 5.4.1.Entradas para a Verificação do Escopo................................................................ 16 5.4.2.Ferramentas e Técnicas para a Verificação do Escopo........................................ 16 5.4.3.Saídas da Verificação do Escopo......................................................................... 17 5.5.Controle de Mudanças do Escopo............................................................................... 17 5.5.1.Entradas para Controle de Mudanças do Escopo................................................. 17 5.5.2.Ferramentas e Técnicas para o Controle de Mudanças do Escopo...................... 17 5.5.3.Saídas do Controle de Mudanças do Escopo....................................................... 18 6.Gerenciamento do Tempo do Projeto.................................................................................19 6.1.Definição das Atividades............................................................................................ 19 6.1.1.Entradas para a Definição das Atividades............................................................ 19 6.1.2.Ferramentas e Técnicas para a Definição das Atividades.................................... 19 6.1.3.Saídas da Definição das Atividades..................................................................... 19 6.2.Sequenciamento das Atividades..................................................................................20 6.2.1.Entradas para o Seqüenciamento das Atividades................................................. 20 6.2.2.Ferramentas e Técnicas para o Seqüenciamento das Atividades......................... 20 6.2.3.Saídas do Seqüenciamento das Atividades.......................................................... 21 6.3.Estimativa de Duração das Atividades........................................................................21 6.3.1.Entradas para a Estimativa de Duração das Atividades....................................... 21 6.3.2.Ferramentas e Técnicas para a Estimativa de Duração das Atividades................21 6.3.3.Saídas para a Estimativa de Duração das Atividades...........................................22 6.4.Desenvolvimento do Cronograma...............................................................................22 6.4.1.Entradas para o Desenvolvimento do Cronograma.............................................. 22 6.4.2.Ferramentas e Técnicas para o Desenvolvimento do Cronograma...................... 23 6.4.3.Saídas do Desenvolvimento do Cronograma....................................................... 24 6.5.Controle do Cronograma............................................................................................. 24 6.5.1.Entradas para o Controle do Cronograma............................................................ 25 6.5.2.Ferramentas e Técnicas para o Controle do Cronograma.................................... 25 6.5.3.Saídas para o Controle do Cronograma................................................................25 7.Gerenciamento do Custo do Projeto...................................................................................27 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 7.1.Planejamento dos Recursos.........................................................................................27 7.1.1.Entradas para o Planejamento dos Recursos........................................................ 27 7.1.2.Ferramentas e Técnicas para o Planejamento dos Recursos................................ 27 7.1.3.Saídas para o Planejamento dos Recursos............................................................28 7.2.Estimativa dos Custos................................................................................................. 28 7.2.1.Entradas para a Estimativa dos Custos.................................................................28 7.2.2.Ferramentas e Técnicas para a Estimativa dos Custos......................................... 29 7.2.3.Saídas para a Estimativa dos Custos.................................................................... 30 7.3.Orçamentação dos Custos........................................................................................... 30 7.3.1.Entradas para a Orçamentação dos Custos...........................................................30 7.3.2.Ferramentas e Técnicas para a Orçamentação dos Custos................................... 31 7.3.3.Saídas para a Orçamentação dos Custos.............................................................. 31 7.4.Controle dos Custos.................................................................................................... 31 7.4.1.Entradas para o Controle dos Custos....................................................................31 7.4.2.Ferramentas e Técnicas para o Controle dos Custos............................................ 32 7.4.3.Saídas para o Controle dos Custos....................................................................... 32 7.5.Tipos de Custo.............................................................................................................33 7.6.Earned Value – Valor Adquirido................................................................................ 33 7.7.Fórmulas......................................................................................................................34 7.7.1.Slope.....................................................................................................................34 7.7.2.Valor Presente...................................................................................................... 34 7.7.3.Net Present Value.................................................................................................34 7.7.4.Taxa interna de retorno (IRR).............................................................................. 34 7.7.5.Período de PayBack..............................................................................................35 7.7.6.Benefit Cost Ratio (BCR).................................................................................... 35 7.7.7.Custo de Oportunidade.........................................................................................35 7.8.Depreciação................................................................................................................. 35 7.9.Análise de Valor..........................................................................................................35 8.Gerenciamento da Qualidade do Projeto............................................................................36 8.1.Planejamento da Qualidade......................................................................................... 37 8.1.1.Entradas para o Planejamento da Qualidade........................................................ 37 8.1.2.Ferramentas e Técnicas para o Planejamento da Qualidade................................ 37 8.1.3.Saídas do Planejamento da Qualidade................................................................. 38 8.2.Garantia da Qualidade................................................................................................. 39 8.2.1.Entradas para a Garantia da Qualidade................................................................ 39 8.2.2.Ferramentas e Técnicas para a Garantia da Qualidade.........................................39 8.2.3.Saídas da Garantia da Qualidade..........................................................................39 8.3.Controle da Qualidade.................................................................................................39 8.3.1.Entradas para o Controle da Qualidade................................................................40 8.3.2.Ferramentas e Técnicas para o Controle da Qualidade........................................ 40 8.3.3.Saídas do Controle da Qualidade......................................................................... 41 8.4.Resumo........................................................................................................................41 9.Gerenciamento dos Recursos Humanos do Projeto........................................................... 42 9.1.Planejamento Organizacional......................................................................................42 9.1.1.Entradas para o Planejamento Organizacional..................................................... 42 9.1.2.Ferramentas e Técnicas para o Planejamento Organizacional............................. 43 9.1.3.Saídas do Planejamento Organizacional.............................................................. 43 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 9.2.Montagem da Equipe.................................................................................................. 44 9.2.1.Entradas para a Montagem da Equipe.................................................................. 44 9.2.2.Ferramentas e Técnicas para a Montagem da Equipe.......................................... 44 9.2.3.Saídas da Montagem da Equipe........................................................................... 44 9.3.Desenvolvimento da Equipe........................................................................................44 9.3.1.Entradas para o Desenvolvimento da Equipe.......................................................45 9.3.2.Ferramentas e Técnicas para o Desenvolvimento da Equipe............................... 45 9.3.3.Saídas do Desenvolvimento da Equipe................................................................ 46 9.4.Conceitos do Gerenciamento de Recursos Humanos do Projeto................................ 46 9.4.1.Poderes do Gerente de Projeto............................................................................. 46 9.4.2.Habilidades de Liderança..................................................................................... 46 9.4.3.Fatores de conflito na organização – em ordem de importância.......................... 46 9.4.4.Técnicas de resolução de conflitos – em ordem de importância.......................... 46 9.5.Teorias motivacionais................................................................................................. 47 9.5.1.Hierarquia de necessidades de Maslow ...............................................................47 9.5.2.Tória X e Y de McGregor.................................................................................... 47 9.5.3.Teoria de Herzberg...............................................................................................47 9.5.4.Efeito Halo........................................................................................................... 47 9.5.5.Teoria das expectativas........................................................................................ 47 9.5.6.Outros................................................................................................................... 47 10.Gerenciamento das Comunicações do Projeto................................................................. 49 10.1.Planejamento das Comunicações.............................................................................. 49 10.1.1.Entradas para o Planejamento das Comunicações............................................. 49 10.1.2.Ferramentas e Técnicas para o Planejamento das Comunicações......................49 10.1.3.Saídas do Planejamento das Comunicações.......................................................50 10.2.Distribuição das Informações.................................................................................... 50 10.2.1.Entradas para a Distribuição das Informações................................................... 50 10.2.2.Ferramentas e Técnicas para a Distribuição das Informações............................50 10.2.3.Saídas para a Distribuição das Informações.......................................................51 10.3.Relato de Desempenho..............................................................................................51 10.3.1.Entradas para o Relato de Desempenho............................................................. 51 10.3.2.Ferramentas e Técnicas para o Relato de Desempenho..................................... 51 10.3.3.Saídas para o Relato de Desempenho................................................................ 52 10.4.Encerramento Administrativo................................................................................... 52 10.4.1.Entradas para o Encerramento Administrativo.................................................. 52 10.4.2.Ferramentas e Técnicas para o Encerramento Administrativo...........................53 10.4.3.Saídas para o Encerramento Administrativo...................................................... 53 10.5.Extras.........................................................................................................................53 10.5.1.Modelos de Comunicação.................................................................................. 53 10.5.2.Métodos de Comunicação.................................................................................. 53 10.5.3.Bloqueadores de Comunicação.......................................................................... 54 10.5.4.Técnicas de Reunião...........................................................................................54 10.5.5.Solução de Problemas........................................................................................ 54 10.5.6.Canais de Comunicação..................................................................................... 54 11.Gerenciamento dos Riscos do Projeto..............................................................................55 11.1.Planejamento da Gerência de Risco.......................................................................... 55 11.1.1.Entradas para o Planejamento da Gerência de Risco......................................... 55 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 11.1.2.Ferramentas e Técnicas para o Planejamento da Gerência de Risco..................55 11.1.3.Saídas do Planejamento de Gerência de Risco...................................................56 11.2.Identificação do Risco............................................................................................... 56 11.2.1.Entradas para a identificação do risco................................................................ 56 11.2.2.Ferramentas e Técnicas para a Identificação do risco........................................ 57 11.2.3.Saídas da Identificação dos riscos...................................................................... 57 11.3.Análise Qualitativa dos riscos................................................................................... 58 11.3.1. Entradas para a Análise Qualitativa dos Riscos............................................... 58 11.3.2.Ferramentas e Técnicas para a Análise Qualitativa dos Riscos......................... 58 11.3.3.Saídas da Análise Qualitativa dos Riscos.......................................................... 59 11.4.Análise Quantitativa dos riscos................................................................................. 59 11.4.1.Entradas para a Análise Quantitativa dos Riscos............................................... 59 11.4.2.Ferramentas e Técnicas para a Análise Quantitativa dos Riscos....................... 60 11.4.3.Saídas da Análise Quantitativa dos Riscos........................................................ 61 11.5.Planejamento de Resposta aos Riscos.......................................................................61 11.5.1.Ferramentas e Técnicas para o Planejamento de Resposta aos Riscos.............. 62 11.5.2.Saídas do Planejamento de Resposta aos Riscos............................................... 63 11.6.Controle e Monitoração dos Riscos.......................................................................... 63 11.6.1.Entradas para o Controle e Monitoração dos Riscos..........................................64 11.6.2.Ferramentas e Técnicas para o Controle e Monitoração dos Riscos.................. 64 11.6.3.Saídas do Controle e Monitoração dos Riscos................................................... 65 12.Gerenciamento das Aquisições do Projeto.......................................................................66 12.1.Planejamento das aquisições..................................................................................... 66 12.2.Planejamento das Solicitações.................................................................................. 66 12.3.Solicitação................................................................................................................. 66 12.4.Seleção do Fornecedor.............................................................................................. 66 12.5.Administração de Contrato........................................................................................66 12.6.Encerramento de Contrato.........................................................................................66 13.Responsabilidade profissional..........................................................................................67 13.1.CÓDIGO DE ÉTICA................................................................................................ 67 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 1. Gerenciamento de Projetos 1.1. Projeto Um projeto é um empreendimento com características próprias, tendo princípio e fim, conduzido por pessoas, para atingir metas estabelecidas dentro de parâmetros de prazo, custo e qualidade. Um projeto é um empreendimento temporário cujo objetivo é criar um produto ou serviço distinto e único. Temporário – um projeto tem um ponto definido de início e de fim. Único – no sentido de que o produto do projeto pode ser diferenciado de outros. 1.2. Programa Um programa é um conjunto de projetos gerenciados de forma coordenada. 1.3. Stakeholder É alguém cujos interesses são afetados positiva ou negativamente pelo projeto. Ex: Gerente de Projeto. Cliente. Organização executora do projeto. Patrocinador. Equipe. Usuários finais. Sociedade, cidadãos. Etc. O plano de gerenciamento de stakeholders deve conter: Identificar todos os stakeholders do projeto Identificar suas necessidades, expectativas e objetivos Determinar os papéis de cada stakeholder no projeto Avaliar o impacto dos stakeholders no projeto Determinar como os stakeholders devem ser gerenciados 1.4. Patrocinador É a pessoa que provê os recursos financeiros para o projeto. O patrocinador não assina o Project Charter, isto é papel do gerente sênior. 1.5. Project Manager É a pessoa responsável pelo gerenciamento do projeto. O gerente do projeto deve: Ser pró-ativo. Ter a autoridade para dizer não quando necessário. Entender de responsabilidade profissional. Estar no comando do projeto, mas não necessariamente dos recursos. Não dever ser, necessariamente, um especialista técnico. 1.6. Ciclo de Vida O Ciclo de vida do projeto define o início e o fim do projeto e também: Que trabalho técnico deve ser realizado em cada fase. 1 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Quem deve estar envolvido em cada fase. O Ciclo de vida do produto define o início e o fim do produto. O ciclo de vida do projeto é somente uma fase do ciclo de vida do produto. 1.7. Gerência de Projetos É a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas em projetos com o objetivo de atingir ou até mesmo exceder às necessidades e expectativas dos clientes e demais partes interessadas do projeto. Gerenciar projetos envolve tomar decisões sobre: Escopo, Tempo, Custo e Qualidade. Diferentes necessidades e expectativas dos clientes e partes interessadas. Requisitos identificados (necessidades) e não identificados (expectativas). 1.8. 1.8.1. Relacionamentos com Outras Disciplinas Áreas de Aplicação São Categorias de Projetos que têm elementos comuns, mas que não estarão presentes, necessariamente, em todos os projetos. São usualmente definidas em termos de: Departamentos funcionais e disciplinas de suporte Elementos técnicos Gerência Especializada Grupos de Indústria 1.8.2. Administração Geral A Administração Geral engloba o planejamento, a organização, a alocação de pessoas, a execução e o controle das atividades de uma empresa em funcionamento. Trata de vários aspectos da gerência de processos continuados de uma empresa. Inclui: Departamentos funcionais como Marketing, Contabilidade, etc. Planejamentos estratégico, tático e operacional. Estruturas organizacionais, comportamento organizacional, etc. 2 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Gerência das relações de trabalho. 1.9. 1.9.1. Liderança Estabelecer direção – desenvolver uma visão de futuro e as estratégias para alcançar esta visão. Alinhar as pessoas para alcance da visão. Motivação e Inspiração: ajuda as pessoas a adquirirem energia para superar as resistências. 1.9.2. Habilidades da Administração Geral Comunicação Comunicar envolve troca de informações. O emissor é responsável por tornar a informação clara, coerente e completa. A comunicação tem diversas dimensões: o Oral e escrita, falada e ouvida o Interna e externa o Formal e informal, etc. Conhecimentos de técnicas e conceitos de: Modelos emissor-receptor Escolha do meio – escrito, oral, formal, informal, etc. Estilos de redação: voz ativa, voz passiva, etc. Técnicas de apresentação Técnicas de reunião 1.9.3. Atingir um acordo mútuo Necessário ao longo do projeto, pois negocia-se: o Escopo o Prazo o Custos o Recursos o Etc. 1.9.4. Solução de Problemas Envolve uma combinação entre definição do problema e a tomada de decisão. Definição do problema requer distinção entre causas e sintomas A tomada de decisão consiste em analisar o problema para identificar possíveis soluções. 1.9.5. Negociação Influência na Organização Habilidade de conseguir que as coisas sejam feitas Exige o entendimento de poder e das estruturas formais e informais de todas as organizações envolvidas no projeto. 1.10. Triple constraint Para ter sucesso, um gerente de projeto deve sempre balancear custos, cronograma, escopo do trabalho, qualidade e satisfação do cliente. 3 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 1.11. Sustentabilidade social-econômica-ambiental É papel do gerente de projetos levar em conta os fatores sócio-econômico-ambiental, e garantir que os outros também levem isto em conta, nos projetos em que ele estiver envolvido. 2. Estruturas Organizacionais 2.1. Estrutura Funcional Hierárquica, cada funcionário tem um superior claramente identificado Funcionários agrupados por especialidade Existem projetos, mas restritos ao seu universo funcional 2.1.1. Vantagens e desvantagens da estrutura organizacional funcional Vantagens Desvantagens Fácil gerenciamento de especialistas As pessoas dão mais ênfase no seu trabalho funcional do que nas atividades do projeto Não existe carreira no gerenciamento de projetos O gerente de projetos não tem autoridade Os membros da equipe reportam a apenas um chefe As companhias são agrupadas por especialidades, os recursos similares são centralizados Definição clara da carreira de trabalho na especialidade da área Menos stress na equipe ao fim do projeto Pouca mobilidade Conflito de interesses entre os departamentos Escopo do trabalho bem definidos 2.2. Desconhecimento do todo Estrutura Projetizada Oposto da estrutura funcional, os grupos de projetos são alocados por projeto, o gerente de projeto tem muita autoridade e independência. 2.2.1. Vantagens e desvantagens da estrutura organizacional projetizada Vantagens Desvantagens Comunicação mais efetiva do que na funcional Ambiente instável Lealdade ao projeto Rotatividade de projeto em projeto Otimização de utilização de recursos Perda de patrimônio intelectual Gerente de projetos com maior poder Perda de identidade da empresa 2.3. Estrutura Matricial Fraca, Balanceada e Forte Estrutura intermediária, quanto mais se aproxima da projetizada, mais forte e vice-versa. 2.3.1. Estrutura Matricial Fraca 4 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 2.3.2. Estrutura Matricial Balanceada 2.3.3. Estrutura Matricial Forte 2.3.4. Vantagens e desvantagens da estrutura matricial Vantagens Desvantagens Equipes multidisciplinares Conflito entre o projeto e a área funcional Otimização de utilização de recursos Falta de entrosamento Alta visibilidade dos objetivos do projeto Comunicação mais complicada Utilização máxima dos recursos escassos Mais que um chefe Os membros da equipe mantêm um lar Mais difícil de controlar e monitorar Melhor disseminação de informação horizontal e vertical que a funcional Gerentes funcionais têm diferentes prioridades que o gerente de projetos 2.3.5. Project Expeditor e Project Coodinator O Project Coordinator tem mais poder para tomar decisões que o Project Expeditor. Ambos funcionam como staff assitant e coordenador de comunicação no projeto. 2.4. Influência da Organização nos Projetos 5 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 3. Processos de Projetos Um processo é uma série de ações que geram resultados. Os processos dos projetos são realizados por pessoas, e normalmente se enquadram em duas categorias: Processos Orientados ao Produto Especificação e criação dos produtos do projeto. Processos da Gerência de Projeto Descrição, organização e trabalho do projeto. Existe uma interação e uma sobreposição entre os processos da gerência de projeto e dos processos orientados ao produto, durante todo o projeto. 3.1. Grupos de Processos da Gerência de Projetos 3.2. Relacionamentos entre os Grupos de Processos 3.3. Sobreposição dos Grupos de Processos 3.4. Áreas de Conhecimento O PMBOK é organizado em áreas de conhecimento, onde cada uma destas áreas é descrita através de processos. Cada área de conhecimento se refere a um aspecto a ser considerado dentro da gerência de projetos. A não execução de processos de uma área afeta negativamente o projeto, pois o projeto é um esforço integrado. As áreas de conhecimento, segundo o PMBOK, são: Gerência da Integração do Projeto Gerência do Escopo do Projeto Gerência do Tempo do Projeto Gerência do Custo do Projeto Gerência da Qualidade do Projeto Gerência dos Recursos Humanos do Projeto Gerência das Comunicações do Projeto Gerência dos Riscos do Projeto Gerência das Aquisições do Projeto 6 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 4. Gerenciamento da Integração do Projeto O Gerenciamento da integração do projeto inclui os processos requeridos para assegurar que os diversos elementos do projeto estão adequadamente coordenados. Integração é o papel número 1 do gerente de projetos. O papel da equipe de projeto é concentrar esforços para completar as tarefas, atividades e pacotes de trabalho. O patrocinador ou gerente sênior deve proteger o projeto de mudanças e de perda de recursos. O gerente de projetos deve integrar todas essas peças do projeto em um todo. 4.1. Desenvolvimento do Plano do Projeto O desenvolvimento do plano do projeto utiliza as saídas dos outros processos para criar um documento consistente para guiar a execução e o controle do projeto. A soma de todos os planos integrados de gerência de controle constitui o escopo total do projeto. O plano do projeto é usado para: Guiar a execução do projeto Documentar as premissas do plano do projeto Documentar as decisões de planejamento do projeto de acordo com as alternativas escolhidas Definir as revisões chave de gerenciamento com relação ao conteúdo, âmbito e prazos Prover um baseline para medida de progresso e controle do projeto 4.1.1. Entradas para o Desenvolvimento do Plano do Projeto 1 – Outras saídas de planejamento Todas as saídas dos outros processos de planejamento são entradas para o desenvolvimento do plano do projeto. 2 – Informações históricas São registros de projetos anteriores. São usadas para planejar e gerenciar projetos futuros, melhorando o processo de gerenciamento de projetos. Podem incluir: o Tarefas o WBS o Custos o Tempos o Planos o Lições aprendidas o Benchmarks o Riscos o Necessidades de recursos o Documentos 3 – Políticas organizacionais Os efeitos das políticas formais e informais da organização devem ser considerados. Ex: o Gerência da qualidade o Administração de pessoal o Controles financeiros 4 – Restrições 7 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Uma restrição é uma limitação que afetará o desempenho do projeto. 5 – Premissas Premissas ou suposições são fatores que, para fins de planejamento, são considerados reais, verdadeiros ou certos. As premissas envolvem certo grau de risco. 4.1.2. Ferramentas e Técnicas para o Desenvolvimento do Plano do Projeto 1 – Metodologia de planejamento de projeto É uma abordagem estruturada usada para guiar a equipe de projeto durante o desenvolvimento do plano. As metodologias usam uma combinação de ferramentas hard como software de gerência de projetos e soft como reuniões facilitadoras. 2 – Habilidades e conhecimentos das partes envolvidas 3 – Sistemas de informação de gerenciamento de projetos Consiste de ferramentas e técnicas para reunir, integrar e disseminar as saídas dos outros processos de gerenciamento de projetos. Pode incluir sistemas manuais ou automatizados e suporta todos os aspectos do projeto, da iniciação ao encerramento. 4 – EVM – Earned Value Management – Gerência de Valor Agregado Técnica usada para integrar escopo, cronograma e recursos do projeto e para medir e reportar o desempenho do projeto do início ao fim. 4.1.3. Saídas do Desenvolvimento do Projeto 1 – Plano do projeto É um documento, ou conjunto de documentos, aprovado formalmente e usado para gerenciar e controlar a execução do projeto. O plano do projeto é composto dos seguintes itens: o Project Charter o Descrição da abordagem ou estratégia de gerência de projetos o Declarações de escopo o WBS o Estimativas custos, cronogramas, atribuição de responsabilidades para as atividades o Baselines o Principais marcos e datas o Mão de obra chave ou necessária o Plano de gerência de risco o Planos auxiliares de gerenciamento como Plano de gerência do escopo, custo, tempo, etc. o Questões por resolver e pendentes 2 – Detalhes de suporte Incluem: o Saídas de outros processos de planejamento não incluídas no plano do projeto 8 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP o o o 4.2. Informação ou documentação adicional gerada durante o desenvolvimento do plano do projeto Documentação técnica como históricos de todos os requisitos, especificações e desenhos conceituais Documentações sobre padrões relevantes Execução do Plano do Projeto Processo de realização do plano do projeto. 4.2.1. Entradas para a Execução do Plano do Projeto 1 – Plano do Projeto É o documento aprovado formalmente, usado para gerenciar e controlar a execução do projeto. Os planos de gerência auxiliares e as medidas básicas de desempenho são entradas chave para a execução do plano do projeto. 2 – Detalhes de suporte Incluem: o Saídas de outros processos de planejamento não incluídas no plano do projeto o Informação ou documentação adicional gerada durante o desenvolvimento do plano do projeto o Documentação técnica como históricos de todos os requisitos, especificações e desenhos conceituais o Documentações sobre padrões relevantes 3 – Políticas organizacionais Os efeitos das políticas formais e informais da organização devem ser considerados. Ex: o Gerência da qualidade o Administração de pessoal o Controles financeiros 4 – Ações preventivas Ação preventiva é qualquer coisa que reduza a ação potencial dos eventos de risco. 5 – Ações corretivas Ação corretiva é qualquer ação tomada com o objetivo de alterar o desempenho futuro do projeto de maneira a compatibilizá-lo com o seu plano. 4.2.2. Ferramentas e Técnicas para a Execução do Plano do Projeto 1 – Habilidades da administração geral Habilidades tais como liderança, comunicação e negociação são essenciais para uma efetiva execução do plano do projeto. 2 – Habilidades técnicas e conhecimento do produto São as habilidades e conhecimentos sobre o produto do projeto. 3 – Sistema de autorização do trabalho Procedimento formal (autorização escrita) para sancionar o trabalho do projeto com o objetivo de assegurar que o trabalho seja feito no tempo certo e na seqüência adequada. 9 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP É um método para controlar gold plating. 4 – Reuniões de revisão de status São encontros planejados regularmente com o objetivo de troca de informação sobre o projeto. 5 – Sistemas de informação de gerenciamento de projeto Consiste de ferramentas e técnicas para reunir, integrar e disseminar as saídas dos outros processos de gerenciamento de projetos. Pode incluir sistemas manuais ou automatizados e suporta todos os aspectos do projeto, da iniciação ao encerramento. 6 – Procedimentos organizacionais Procedimentos formais e informais da Organização e que são úteis durante a execução do plano do projeto. 4.2.3. Saídas da Execução do Plano do Projeto 1 – Resultados do trabalho São as saídas das atividades desenvolvidas no projeto. 2 – Requisições de mudanças As requisições de mudança são freqüentemente identificadas durante a execução do trabalho. 4.3. Controle Integrado de Mudanças O Controle integrado de Mudanças se preocupa com: Influenciar os fatores que criam as mudanças para assegurar que elas foram acordadas; Determinar que uma mudança ocorreu; Gerenciar as mudanças no momento em que elas ocorrem. O Controle Integrado de Mudanças requer: Manter a integridade das medidas básicas de desempenho; Assegurar que as mudanças de escopo do produto estejam refletidas na definição do escopo do projeto; Coordenar as mudanças entre as áreas de conhecimento. O Gerente de Projeto deve estar comprometido com: Influenciar os fatores que geram mudanças Garantir que uma mudança é benéfica Determinar que uma mudança ocorreu Determinar se uma mudança é necessária Procurar alternativas para as mudanças Notificar stakeholders afetados pelas mudanças Gerenciar mudanças como elas ocorrem. 4.3.1. Entradas para o Controle Integrado de Mudanças 1 – Plano do projeto O plano do projeto fornece o baseline a partir do qual as mudanças serão controladas. O baseline deve ser usado para monitorar o progresso do projeto, e as previsões do custo final e do cronograma final devem ser comparadas com ele. 10 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP O baseline só pode ser mudado por meio de uma aprovação formal, mas a evolução do baseline deve ser documentada. 2 – Relatório de desempenho Os relatórios de desempenho fornecem informações sobre o desempenho do projeto e servem para alertar a equipe do projeto para questões que podem causar problemas futuros. 3 – Requisições de mudanças Podem ocorrer de diferentes formas: o Orais ou escritas o Diretas ou indiretas o De fonte externa ou interna o Judicialmente impostas ou opcionais 4.3.2. Ferramentas e Técnicas para o Controle Integrado de Mudanças 1 – Sistema de controle de mudanças Procedimentos formais e documentados que definem como o projeto será monitorado e avaliado, incluindo como os documentos do projeto podem ser alterados. Inclui os papéis de trabalho, sistemas de acompanhamento, processos e níveis de aprovação necessários para autorizar as mudanças. Um sistema de controle de mudanças incluem aspectos hard (procedimentos) e soft (software, práticas de gerenciamento). Tipicamente, um sistema de controle de mudança inclui um grupo responsável para rejeitar ou aceitar mudanças. Esse sistema deve permitir aprovações automáticas de categorias definidas de mudanças. As mudanças devem ser documentadas e aprendidas. CCB – Configuration Control Board – grupo responsável por aceitar ou rejeitar as mudanças solicitadas. Dica para o exame: Caso um gerente, funcional ou sênior, queira fazer uma mudança no projeto, os seguintes passos devem ser seguidos, NA ORDEM de importância: 1 - Avaliar o impacto das mudanças no projeto; 2 - Criar alternativas, incluindo corte de outras tarefas, crashing, fast tracking, etc; 3 - Reuniões com gerente, patrocinador, e stakeholders internos; 4 - Reunião com o cliente caso necessário. 2 – Gerência de Configuração É um procedimento documentado para aplicar orientação e supervisão técnica administrativa com o objetivo de: o Identificar e documentar as características físicas de um item ou sistema. o Controlar qualquer mudança que venha ocorrer nessas características. o Registrar e relatar a mudança e seu estado de implementação. o Auditar os itens e sistemas para verificar o atendimento aos requisitos. Em muitas áreas de aplicação a gerência de configuração é um subconjunto do controle integrado de mudanças e é usado para assegurar que a descrição do produto está correta e completa. Em outras áreas de aplicação, o termo é usado para designar um sistema rigoroso de controle de mudanças. 11 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 3 – Medidas de desempenho Auxiliam a avaliar quando as variâncias do plano exigem uma ação corretiva. 4 – Planejamento adicional Mudanças programadas podem requerer novas estimativas, revisões ou outros ajustes no plano do projeto. 5 – Sistema de Informação de Gerenciamento de Projetos Ferramentas e técnicas usadas para reunir, integrar e disseminar as saídas dos outros processos de gerência de projetos. 4.3.3. Saídas do Controle Integrado de Mudanças 1 – Atualizações no plano do projeto Modificação qualquer no plano do projeto ou detalhes de suporte. 2 – Ações corretivas Qualquer ação tomada com o objetivo de alterar o desempenho futuro do projeto de maneira a compatibilizá-lo com o seu plano. 3 – Lições aprendidas As causas das variâncias, as razões por trás das ações corretivas tomadas, e outros tipos de aprendizado prático devem ser documentados integrando um banco de dados histórico. Essas lições podem ser usadas tanto para o projeto em andamento quanto para projetos futuros. É um documento que diz o que foi feito certo, errado e o que poderia ter sido feito diferente se o projeto pudesse ser refeito. Este documento cobre três áreas: o Aspectos técnicos do projeto o Gerenciamento do projeto o Gerenciamento (comunicação, liderança, etc.) As lições aprendidas são criadas, por toda a equipe do projeto, incluindo o gerente e membros da equipe, durante a fase de fechamento do projeto e é requerido para ter o projeto completado. Algumas vezes as lições aprendidas são chamadas “post mortem”. 12 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 5. Gerenciamento do Escopo do Projeto O Gerenciamento do Escopo do Projeto inclui os processos necessários para garantir que o projeto inclua todo o trabalho necessário, e tão somente o trabalho necessário, para completar o projeto com sucesso. 5.1. Iniciação Processo de reconhecimento formal que um novo projeto existe ou que um projeto existente deve continuar em sua próxima fase. Projetos são autorizados como resultado de (estímulos): o Uma demanda de mercado o Uma necessidade de negócio o Um pedido de cliente o Um avanço tecnológico o Uma exigência legal o Uma necessidade social Esses estímulos podem ser: o Problemas o Oportunidades o Requisitos de negócios 5.1.1. Entradas para a Iniciação 1 – Descrição do Produto Documenta as características do produto ou serviço que o projeto está incumbido de criar 2 – Plano Estratégico Plano Estratégico da Organização deve ser considerado como um fator nas decisões de seleção do projeto. 3 – Critérios de Seleção de Projeto Definidos em termos dos méritos do produto do projeto Cobrem uma faixa de preocupações gerenciais (retorno financeiro, fatia de mercado, percepções públicas, etc.). 4 – Informações Históricas As informações de projetos anteriores devem ser consultadas. 5.1.2. Ferramentas e Técnicas para a Iniciação 1 – Métodos de seleção de projeto Medição do valor do Projeto ou de sua atratividade para o dono do projeto São técnicas de seleção de projeto o Present value o Net present value o Taxa interna de retorno (IRR) o Payback period o BCR 13 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Categorias principais de métodos (modelos de decisão) o Métodos de mensuração de benefícios o Métodos de otimização restrita 2 – Avaliação Especializada Requerida para avaliar as entradas deste processo. 5.1.3. Saídas da Iniciação 1 – Project Charter Deve descrever como a equipe de gerenciamento do projeto irá implementar suas políticas de qualidade. É um documento que autoriza formalmente o projeto Deve ser emitido por um gerente com autoridade e externo ao projeto, fornecendo autoridade ao Gerente de Projeto Deve conter o As necessidades de negócio que o projeto deve tratar o A descrição do produto 2 – Gerente do Projeto identificado e designado 3 – Restrições Fatores que limitarão as opções da equipe de GP. 4 – Premissas Fatores que, para o planejamento, são considerados verdadeiros, reais ou certos 5.2. Planejamento do Escopo Processo de elaborar e documentar progressivamente o trabalho do projeto (escopo do projeto) produzindo o produto do projeto. Consiste em desenvolver uma declaração escrita do escopo definindo um baseline para decisões futuras do projeto. 5.2.1. Entradas para o Planejamento do Escopo 1 – Descrição do produto 2 – Project charter 3 – Restrições 4 – Premissas 5.2.2. Ferramentas e Técnicas para o Planejamento do Escopo 1 – Análise do Produto Desenvolver um melhor entendimento do produto do projeto 2 – Análise de custo/benefício Estimar custos tangíveis e intangíveis e benefícios das alternativas de produtos e projetos e produto, e então, usar medidas financeiras para avaliar a qualidade relativa das alternativas identificadas. 14 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 3 – Identificação de Alternativas Qualquer técnica usada para gerar diferentes abordagens do projeto. 4 – Avaliação especializada 5.2.3. Saídas do Planejamento do Escopo 1 – Declaração de Escopo Fornece a documentação que servirá de base para tomada de decisões futuras no projeto e para confirmar ou desenvolver um entendimento comum do escopo entre as partes envolvidas. Deve conter: o Justificativa do Projeto o Produto do Projeto o Subprodutos do Projeto o Objetivos do Projeto 2 – Detalhes de suporte Devem incluir a documentação de todas as premissas e restrições 3 - Plano de Gerenciamento do Escopo Descreve como o escopo do projeto será gerenciado e como as mudanças serão integradas ao projeto. Deve conter: o Uma avaliação da estabilidade esperada do escopo do projeto o Uma descrição sobre como as mudanças no escopo serão identificadas e classificadas 5.3. Definição do Escopo Processo que representa a subdivisão dos principais subprodutos do projeto em componentes menores para se ter condição de: Melhorar a precisão de estimativas de custo, tempo e recursos Definir um baseline para medir e controlar o desempenho do projeto Facilitar a atribuição clara de responsabilidades 5.3.1. Entradas para a Definição do Escopo 1 – Declaração do Escopo 2 – Restrições 3 – Premissas 4 – Outras saídas de planejamento As saídas dos processos de outras áreas de conhecimento devem ser revistas quanto a possíveis impactos no detalhamento do escopo do projeto 5 – Informações Históricas 15 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 5.3.2. Ferramentas e Técnicas para a Definição do Escopo 1 – Modelos de WBS – Estrutura Analítica do Projeto 2 – Decomposição Subdivisão dos principais subprodutos do projeto em componentes menores, mais manejáveis Envolve os seguintes passos principais o Identificar os principais subprodutos do projeto, incluindo o gerenciamento do projeto. o Decidir se as estimativas de custo e duração podem ser adequadamente estabelecidas neste nível de detalhe, para cada subproduto o Identificar os elementos constituintes do subproduto o Verificar a exatidão da decomposição 5.3.3. Saídas da Definição do Escopo 1 – WBS – Estrutura Analítica do Projeto Agrupamento de componentes de projeto, orientado para a elaboração de subprodutos, que organiza e define o escopo total do projeto 2 – Atualizações na Declaração do Escopo Inclui qualquer modificação feita na declaração do escopo 5.4. Verificação do Escopo Processo através do qual se obtém a aceitação formal do escopo do projeto pelos interessados. Requer a revisão dos resultados principais e dos resultados do trabalho, de maneira a assegurar que todos tenham sido identificados de maneira correta e satisfatória. 5.4.1. Entradas para a Verificação do Escopo 1 – Resultados do Trabalho Os resultados do trabalho que foram totalmente ou parcialmente atingidos – são um resultado da execução do plano do projeto 2 - Documentação do Produto Os documentos gerados para descrever os produtos do projeto devem estar disponíveis para revisão 3 - Estrutura Analítica do Projeto (WBS) Deve ser usada para verificar o trabalho do projeto 4 - Declaração do Escopo A declaração do escopo deve ser verificada 5 - Plano do Projeto Documento formal, aprovado e utilizado para administrar a execução do projeto 5.4.2. Ferramentas e Técnicas para a Verificação do Escopo 1 – Inspeção 16 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP A inspeção inclui atividades como: medição, exames e testes para determinar se os resultados satisfazem aos requisitos Inspeções são também chamadas demonstração dos passos seguidos 5.4.3. de revisões, revisões do produto, auditorias e Saídas da Verificação do Escopo 1 – Aceitação Formal Deve se preparar e distribuir a documentação comprovando a aceitação do produto da fase do projeto ou do resultado principal pelo patrocinador ou cliente do produto. 5.5. Controle de Mudanças do Escopo Este processo refere-se a: Influenciar os fatores geradores de alterações do escopo de maneira a assegurar que haja concordância a respeito das mesmas Determinar que houve uma alteração do escopo Administrar as alterações que ocorrerem, se e quando ocorrerem Deve estar integrado aos outros processos de controle 5.5.1. Entradas para Controle de Mudanças do Escopo 1 – WBS 2 - Relatórios de desempenho Relatórios que organizam e resumem as informações coletadas e apresentam os resultados de qualquer análise realizada Fornecem informações sobre o desempenho do escopo Ex: Gantt, curvas S, histogramas e tabelas 3 - Solicitações de Alterações Podem ocorrer de diversas maneiras – verbais ou escritas, diretas ou indiretas, interna ou externa, imposta por lei ou opcionais. A maioria das solicitações de alterações é o resultado de: eventos externos um erro ou omissão na definição do escopo do produto ou do projeto uma alteração visando a adição de valor a implementação de um plano de contingência ou de um plano alternativo para responder a um risco. 4 - Plano de Gerenciamento do Escopo 5.5.2. Ferramentas e Técnicas para o Controle de Mudanças do Escopo 1 - Sistema de controle de Mudanças do Escopo Define os procedimentos através dos quais o escopo do projeto pode ser alterado Engloba os níveis de aprovação necessários para a autorização das mudanças 2 - Medição de desempenho Auxiliam na avaliação da magnitude de quaisquer desvios que venham a ocorrer A identificação do causador do desvio e a decisão sobre o desvio requerer ou não uma ação corretiva 17 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 3 - Planejamento Adicional Alterações do escopo podem requerer modificações da WBS ou a análise de abordagens alternativas 5.5.3. Saídas do Controle de Mudanças do Escopo 1 - Alterações do Escopo Refere-se a qualquer modificação efetuada ao escopo do projeto As alterações do escopo do projeto são inseridas no processo de planejamento 2 - Ação Corretiva Qualquer ação executada para fazer com que o desempenho futuro do projeto esteja de acordo com o plano do projeto 3 - Lições Aprendidas É um documento que diz o que foi feito certo, errado e o que deveria ter sido feito diferente se o projeto fosse refeito. Este documento deve cobrir três áreas: o Aspectos técnicos do projeto o Gerenciamento do projeto o Gerenciamento Criado na fase de fechamento e é requerido afim de completar o projeto. As causas dos desvios, o raciocínio por trás das ações corretivas escolhidas, etc., devem ser documentados. 4 - Baseline Ajustado Dependendo da alteração, o baseline deve ser revisado e refeito para que reflita a alteração aprovada e forme um novo baseline 18 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 6. Gerenciamento do Tempo do Projeto Processos necessários para assegurar que o projeto termine dentro do prazo previsto. 6.1. Definição das Atividades Processo que envolve a identificação e a documentação das atividades especificas que devem ser executadas de maneira a produzir os resultados e sub-resultados identificados na WBS 6.1.1. Entradas para a Definição das Atividades 1 – WBS 2 - Declaração do Escopo 3 - Informações Históricas 4 – Restrições 5 – Premissas 6 - Avaliação Especializada 6.1.2. Ferramentas e Técnicas para a Definição das Atividades 1 – Decomposição Subdivisão dos pacotes de trabalho em componentes menores Os resultados finais aqui descritos se referem às atividades e não aos resultados principais 2 - Modelos Uma lista de atividades (ou parte) de um projeto anterior é usada como modelo para um novo projeto As atividades de modelo podem ainda conter: o Lista das habilidades do pessoal o Horas de trabalho necessárias o Identificação dos riscos o Resultados principais esperados o Outras 6.1.3. Saídas da Definição das Atividades 1 - Lista de atividades Deve incluir todas as atividades que serão realizadas no projeto 2 - Detalhes de suporte Devem incluir a documentação de todas as premissas e restrições identificadas Servem para os outros processos de gerência de projetos 3 - Atualizações na WBS Qualquer alteração de atividades deve ser atualizada na WBS 19 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 6.2. Sequenciamento das Atividades Processo que envolve identificar e documentar as relações de dependência entre as atividades 6.2.1. Entradas para o Seqüenciamento das Atividades 1 - Lista de atividades 2 - Descrição do produto 3 - Dependências mandatórias São também chamadas de lógica rígida e são inerentes ao trabalho que deve ser feito Ex: Num projeto de construção é impossível levantar as estruturas antes que fundação seja feita. 4 - Dependências arbitradas São aquelas arbitradas pela equipe de gerência do projeto São definidas com base no conhecimento de: o Melhores práticas o Algum aspecto particular onde uma seqüência é desejada o Etc. 5 - Dependências externas São aquelas que envolvem relacionamento entre atividades do projeto e atividades fora do projeto 6 – Marcos Eventos que devem fazer parte deste processo para assegurar que seja atendidos os requisitos necessários para o atingimento dos objetivos 6.2.2. Ferramentas e Técnicas para o Seqüenciamento das Atividades 1 - Método do diagrama de precedência – PDM Método que utiliza retângulos para representar as atividades e os conecta por setas que representam as dependências Também chamada de Atividade no nó – AON Inclui quatro tipos de dependências 2 - Método do diagrama de flecha – ADM Utiliza setas para representar as atividades e as conecta por meio de nós Também chamada de Atividade no flecha – AOA Utiliza apenas a dependência término-início Às vezes utiliza atividades fantasmas 3 - Método do diagrama condicional – CDM São técnicas de diagramação que permitem atividades não seqüênciais como loops ou desvios condicionadas. Ex: o GERT – Graphical Evaluation and Review Technique o Modelos de sistemas dinâmicos 4 - Modelos de rede 20 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Redes padronizadas podem ser utilizadas para auxiliar na preparação do diagrama de rede do projeto Partes de uma rede são chamadas de fragnets ou subnets 6.2.3. Saídas do Seqüenciamento das Atividades 1 - Diagrama de rede do projeto É um esquema de apresentação das atividades do projeto e dos relacionamentos lógicos (dependências) entre elas Também chamados de gráficos de PERT – Program Evaluation and Review Tecnique 2 - Atualizações da lista de atividades A preparação do diagrama de rede do projeto pode revelar situações em que uma atividade deve ser dividida ou mesmo redefinida 6.3. Estimativa de Duração das Atividades Processo de gerar as durações das atividades para entrada do cronograma, a partir das informações do escopo do projeto e dos recursos disponíveis. 6.3.1. Entradas para a Estimativa de Duração das Atividades 1 - Lista de Atividades 2 - Restrições 3 - Premissas 4 - Necessidade de recursos Saída do processo de planejamento dos recursos Descrição de que tipos de recursos são necessários e em que quantidade para cada elemento no nível mais baixo da WBS 5 - Capacidade dos Recursos A duração da maioria das atividades será significativamente influenciada pela capacidade dos recursos 6 - Informações históricas As informações históricas das durações mais prováveis de muitas categorias das atividades geralmente estão disponíveis em uma ou mais das seguintes fontes: o Arquivos de projeto o Estimativas de duração em bases de dados comerciais o Conhecimento da equipe do projeto 7 - Riscos identificados Os riscos podem ter uma significante influência na duração das atividades São incluídos, para efeito do cronograma, os riscos com alta probabilidade ou impacto 6.3.2. Ferramentas e Técnicas para a Estimativa de Duração das Atividades 1 - Avaliação especializada 2 - Estimativas por analogia 21 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Também chamadas de estimativas top-down Usam se os valores reais de duração de projetos anteriores ou similares para estimar a duração de uma atividade São uma forma de avaliação especializada As estimativas por analogia são mais confiáveis quando: o as atividades anteriores são semelhantes de fato e não apenas na aparência o os indivíduos que preparam as estimativas têm o conhecimento especializado necessário. 3 - Durações estimadas quantitativamente São as quantidades a serem executadas para cada categoria específica de trabalho que multiplicadas pela taxa unitária de produtividade podem ser usadas para estimar a duração das atividades 4 - Tempo de reserva – Contigência Porção adicional de tempo (buffer) adicionada à duração da atividade como “reserva” de risco do cronograma Deve ser documentado junto com os demais dados e premissas 6.3.3. Saídas para a Estimativa de Duração das Atividades 1 - Estimativas de duração das atividades Avaliações quantitativas da duração mais provável de atividade Recomendável a inclusão de alguma indicação da faixa de variação 2 - Bases para a estimativa As premissas feitas na elaboração das estimativas devem ser documentadas 3 - Atualizações da lista de atividades A preparação da estimativa de duração das atividades pode revelar situações em que uma atividade deve ser alterada 6.4. Desenvolvimento do Cronograma Processo de determinar as datas de início e fim para as atividades do projeto. 6.4.1. Entradas para o Desenvolvimento do Cronograma 1 - Diagramas de rede do projeto 2 - Estimativas de duração das atividades 3 - Necessidade de recursos 4 - Descrição do quadro de recursos Para o desenvolvimento é necessário conhecer quais os recursos estarão disponíveis, quando e em quais padrões 5 – Calendários Os calendários do projeto e dos recursos identificam os períodos nos quais o trabalho será realizado 22 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 6 – Restrições Datas impostas Eventos chaves ou marcos principais 7 – Premissas 8 - Adiantamentos e atrasos Qualquer especificação pode requerer especificação de atraso ou adiantamento finalidade de definir precisamente o relacionamento com a 9 - Plano de Gerenciamento de Risco Será discutido no Processo de Planejamento da Gerência de risco 10 - Atributos da atividade São atributos da atividade a responsabilidade (quem realizará o trabalho), a área geográfica e o tipo da atividade 6.4.2. Ferramentas e Técnicas para o Desenvolvimento do Cronograma 1 - Análise Matemática Envolve calcular datas teóricas de início e término para todas as atividades do projeto, sem considerar qualquer limitação no quadro de recursos o Método do Caminho Crítico – CPM Calcula de modo determinístico, uma data única mais cedo e mais tarde, de início e término para cada atividade o GERT Permite o tratamento probabilístico tanto para a rede lógica quanto para as estimativas de duração das atividades Permite loop entre as tarefas o PERT Usa uma rede seqüencial e uma estimativa de duração por média ponderada para calculara as durações das atividades Atualmente muito pouco utilizado Difere do CPM porque usa distribuição de médias em vez da estimativa mais provável 2 - Compressão da duração Caso especial da análise matemática que procura alternativas pra reduzir o prazo do projeto sem alterar o seu escopo: o Crashing (Colisão) Quais compensações de custo e prazo são analisado para determinar como obter a maior compressão para o mínimo aumento de custo Nem sempre produzem alternativas viáveis e freqüentemente resultam em aumento de custo o Fast tracking Consiste em realizar em paralelo atividades que normalmente seriam realizadas em seqüência Freqüentemente resulta em retrabalho e aumento do risco 3 – Simulações 23 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Técnica que envolve o cálculo de múltiplas durações de projeto com diferentes grupos de premissas nas atividades o Análise de Monte Carlo Uma distribuição de resultados prováveis é definida para cada atividade e utilizada par calcular a distribuição dos resultados prováveis para o projeto inteiro o What-if Análise que pode ser feita utilizando a rede lógica para estimular a geração de diferentes cenários Os resultados da análise podem ser usados para avaliar a viabilidade do cronograma sob condições adversas, e preparar planos de resposta/contigência 4 - Heurística de nivelamento de recursos Técnica chamada de “Método baseado em recursos” (Resource-based Method) Resulta numa duração maior para o projeto do que o cronograma preliminar 5 – Software de gerência de projetos Produtos que automatizam os cálculos das análises matemáticas e do nivelamento de recursos 6 - Estrutura de Codificação As atividades devem ter uma estrutura de códigos que permitirá classificações e extrações em diferentes atributos designados às atividades 6.4.3. Saídas do Desenvolvimento do Cronograma 1 - Cronograma do projeto Inclui para cada atividade, no mínimo as datas de início e término de cada atividade Pode ser apresentado de forma tabular ou em um dos gráficos: o Diagrama de rede do projeto acrescido das datas o Gráficos de barras (Gráficos de Gantt) o Gráficos de marcos 2 - Detalhes de suporte Incluem no mínimo a documentação de todas as premissas e restrições identificadas Incluem ainda, mas não estão limitadas por: o Recursos requeridos por período de tempo o Alternativas de cronograma 3 - Plano de gerência do cronograma Define como as mudanças no cronograma serão gerenciadas Elemento auxiliar do plano do projeto 4 - Atualização da necessidade de recursos A atualização do nivelamento dos recursos podem ter um efeito significativo nas estimativas preliminares quanto à necessidade de recursos 6.5. Controle do Cronograma Este processo consiste em: 24 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Influenciar os fatores que criam mudanças no cronograma, para garantir que as mudanças sejam benéficas Determinar que o cronograma foi alterado Gerenciar as mudanças reais, quando e como elas ocorrem 6.5.1. Entradas para o Controle do Cronograma 1 - Cronograma do Projeto Chamado de cronograma base Fornece a base para a medição e o reporte do desempenho do projeto 2 - Relatórios de desempenho Fornece informações sobre o desempenho do projeto tais como que datas foram alcançadas e quais não foram Alerta a equipe de projeto para questões que poderão causar problemas no futuro 3 - Requisições de Mudança Podem ocorrer de muitas formas, oral, escrita, legalmente, etc. Pode encurtar ou dilatar o cronograma 4 - Plano de Gerência do Cronograma 6.5.2. Ferramentas e Técnicas para o Controle do Cronograma 1 - Sistema de controle de mudanças do cronograma Define os procedimentos através pelos quais o cronograma do projeto pode ser alterado Inclui papéis de trabalho, sistemas de acompanhamento e os níveis de aprovação necessários para a autorização das mudanças 2 - Medição de desempenho Auxiliam na avaliação da magnitude de quaisquer desvios que venham a ocorrer Envolve a decisão sobre a variação requerer ou não uma ação corretiva 3 - Planejamento Adicional Mudanças podem requerer estimativas de duração de atividades novas ou revisadas, modificações na seqüência das atividades ou análise de cronogramas alternativos 4 - Softwares de Gerência de Projeto Têm a capacidade de acompanhar datas planejadas x datas reais Prevê os efeitos de mudanças no cronograma, reais ou potenciais 5 - Análise de variações Comparação das datas objetivo com as datas de início e fim previstas/reais Variação das folgas Atividades críticas e quase críticas 6.5.3. Saídas para o Controle do Cronograma 1 - Alterações do Cronograma Refere-se a qualquer modificação efetuada nas informações dos prazos que são utilizadas para gerenciar o projeto 25 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP As partes envolvidas devem ser notificadas As alterações do cronograma podem ou não requerer ajustes em outros aspectos do plano geral do projeto Revisões são uma categoria especial de atualização do cronograma e são mudanças nas datas de início e término no cronograma aprovado no projeto Se os atrasos no cronograma são severos pode ser necessário o replanejamento (rebaselining) 2 - Ação Corretiva Qualquer ação executada para fazer com que o desempenho futuro do cronograma esteja de acordo com o plano do projeto Freqüentemente envolvem presteza Freqüentemente requerem uma análise causas-raiz para identificar a causa real da variação 3 - Lições Aprendidas As causas dos desvios, o raciocínio por trás das ações corretivas escolhidas, etc., devem ser documentados 26 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 7. Gerenciamento do Custo do Projeto Consiste, fundamentalmente, nos custos dos recursos necessários à implementação das atividades do projeto As técnicas de custo de ciclo de vida e engenharia de valor são usadas para reduzir custo e prazo, melhorar a qualidade e desempenho e otimizar a tomada de decisão O custo do ciclo de vida envolve incorporar além dos custos diretamente ligados ao projeto a análise dos custos de operacionalização do produto 7.1. Planejamento dos Recursos Implica em determinar quais recursos físicos (pessoas, equipamentos e materiais) são necessários, que quantidades de cada um devem ser usadas e quando serão necessários para a realização do projeto. 7.1.1. Entradas para o Planejamento dos Recursos 1 – WBS A WBS identifica os subprodutos e processos do projeto que necessitarão de recursos 2 - Informações Históricas Devem ser usadas as informações históricas relativas aos tipos de recursos que foram requeridos em trabalhos similares de projetos anteriores 3 - Declaração do escopo Contém a justificativa e os objetivos do projeto devendo ambos ser considerado. 4 - Descrição do quadro de recursos O conhecimento de quais recursos (pessoas, equipamentos, materiais) estão potencialmente disponíveis é necessário para o planejamento dos recursos 5 - Políticas organizacionais As políticas organizacionais relativas ao quadro de pessoal e de aluguel ou compra de equipamentos e suprimentos devem ser consideradas durante este processo. 6 - Estimativas de duração das atividades Obs. Esta entrada é uma saída do processo de estimativa de duração das atividades. A inconsistência é que o processo de planejamento de recursos é feito antes do processo de estimativa de duração das atividades 7.1.2. Ferramentas e Técnicas para o Planejamento dos Recursos 1 - Avaliação especializada Grupo ou indivíduo com conhecimento ou treinamento com capacidade de avaliar as entradas desse processo. Pode estar disponível em diversas fontes: o Consultores o Associações profissionais e técnicas 27 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP o o o Grupos industriais Outras unidades da organização Partes envolvidas, incluindo clientes 2 - Identificação de alternativas Qualquer técnica usada para gerar diferentes abordagens técnicas. Ex: o Brainstorming o Pensamento lateral 3 - Software de gerenciamento de projetos Este software tem a capacidade de auxiliar na organização do quadro de recursos. Podendo até trabalhar com disponibilidades, taxas e calendários de recursos 7.1.3. Saídas para o Planejamento dos Recursos 1 - Recursos requeridos Descrição de que tipos de recursos são necessários e em que quantidade para cada elemento do nível mais baixo da WBS. Um planejamento de recursos deve ser feito para evitar problemas como: falta de recursos ou recursos sendo retirados do projeto. O planejamento de gerenciamento de recursos envolve: o Identificar os recursos disponíveis o Rever informações históricas sobre o uso de recursos em projetos similares passados o Rever políticas organizacionais no uso de recursos o Solicitar o julgamento de especialistas em quais recursos são necessários e disponíveis o Quantificar os recursos requeridos por tarefa e os tipos de habilidades necessárias o Desenvolver um plano de como será feito o gerenciamento de recursos – o plano de gerenciamento de recursos. 7.2. Estimativa dos Custos Processo que envolve desenvolver uma estimativa dos custos dos recursos necessários para completar as atividades do projeto. Inclui identificar e considerar várias alternativas de custo. Este processo deve considerar se o custo do trabalho adicional na fase de projeto será contrabalançado pela economia esperada. 7.2.1. Entradas para a Estimativa dos Custos 1 – WBS Ela é usada para organizar a estimativa dos custos e assegurar que todo o trabalho identificado foi estimado 2 - Recursos requeridos 3 - Taxas de recursos São as taxas unitárias, por exemplo custo homem/hora ou custo de material/m3, de cada recurso com a finalidade de calcular os custos do projeto Se as taxas reais não forem conhecidas devem se usar estimativas para as mesmas 4 - Estimativas de duração das atividades 28 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Afetarão as estimativas dos custos do projeto no qual o orçamento considera os custos de financiamento – ex: taxa de juros 5 - Publicações de estimativas São dados de custos estimados disponíveis comercialmente 6 - Informações históricas As informações de custos referentes a diversas categorias de recursos freqüentemente estão disponíveis em uma ou mais das seguintes fontes: o Arquivos de projetos o Bases de dados comerciais o Conhecimento da equipe do projeto 7 - Plano de contas Descreve a estrutura de codificação utilizada pela organização para reportar as informações financeiras para o seu sistema contábil. As estimativas de custo do projeto devem ser alocadas na categoria contábil correta 8 – Riscos A equipe do projeto considera as informações de risco quando está produzindo as estimativas de custo, uma vez que os riscos podem ter um significativo impacto no custo 7.2.2. Ferramentas e Técnicas para a Estimativa dos Custos 1 - Estimativas por analogia Uso dos custos reais de projetos anteriores similares como base para a estimativa do projeto corrente Também chamadas de estimativas top-down São uma forma de avaliação especializada Freqüentemente usada quando existe uma quantidade limitada de informações detalhadas sobre o projeto Menos dispendiosas que outras técnicas, porém, menos precisas São mais confiáveis quando: o Os projetos anteriores são semelhantes de fato o Quem está preparando as estimativas possuem o expertize necessário 2 - Modelagem paramétrica Uso de características (parâmetros) do projeto em modelos matemáticos para prever os custos do projeto São mais confiáveis quando: o As informações históricas usadas no desenvolvimento do modelo forem precisas o Os parâmetros usados no modelo são prontamente quantificáveis o O modelo for escalonável 3 - Estimativas de baixo para cima – bottom-up Envolve estimar o custo das atividades individuais dos pacotes de trabalho, depois sumarizálos para obter a estimativa total do projeto O custo e precisão desta estimativa são influenciados pelo tamanho e complexidade das atividades 4 - Ferramentas computadorizadas 29 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP São ferramentas como software de gerência de projeto e planilhas eletrônicas são amplamente utilizadas no apoio à estimativas dos custos Simplificam e agilizam as análises entre as várias alternativas de custos 5 - Outros métodos de estimativas de custo Por exemplo, análise de propostas de vendedores 7.2.3. Saídas para a Estimativa dos Custos 1 - Estimativas de custo São avaliações quantitativas dos prováveis custos dos recursos requeridos para a implementação das atividades do projeto Devem ser estimados para todos os recursos que serão contabilizados no projeto: recursos humanos, materiais, etc. Geralmente expressas em unidades monetárias Também levam em conta aspectos do plano de respostas aos riscos, tais como plano de contingência Precisão das estimativas Estimativa Ordem de Magnitude o Feita na fase de iniciação o -25% a + 75% Estimativa Orçamentária o Feita na fase de Planejamento o -10% a + 25% Estimativa Definitiva o Feita na fase de Planejamento o -5% a + 10% 2 - Detalhes de suporte Em relação à estimativa de custos, incluem: o Uma descrição do escopo do trabalho estimado – provido através de uma referência à WBS o Documentação das bases da estimativa, ou seja, como foi desenvolvida o Documentação de qualquer premissa adotada o Uma indicação do intervalo de resultados possíveis 3 - Plano de gerenciamento do custo Descreve como as variações de custos serão gerenciadas É um elemento componente do plano do projeto 7.3. Orçamentação dos Custos Envolve alocar as estimativas dos custos globais à atividades individuais dos pacotes de trabalho com a finalidade de estabelecer um baseline de custo para medir o desempenho do projeto. 7.3.1. Entradas para a Orçamentação dos Custos 1 - Estimativas de custo 2 – WBS 30 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Identifica os elementos do projeto para os quais o custo será alocado 3 - Cronograma do Projeto O Cronograma do projeto inclui as datas planejadas para os elementos do projeto cujos custos serão alocados. Esta informação é necessária para que se aloque os custos para o período de tempo em que eles forem ocorrer. 4 - Plano de gerenciamento de riscos Salienta-se aqui que o plano de gerenciamento de riscos freqüentemente inclui a contingência de custos, que pode ser determinada a partir da precisão esperada da estimativa 7.3.2. Ferramentas e Técnicas para a Orçamentação dos Custos 1 - Ferramentas e técnicas para a estimativa de custo As ferramentas e técnicas descritas no processo de Estimativa dos Custos são também usadas no desenvolvimento dos orçamentos das atividades dos pacotes de trabalho 7.3.3. Saídas para a Orçamentação dos Custos 1 - Baseline de Custo É o orçamento referencial (time-phased) que será utilizado para medir e monitorar o desempenho dos custo do projeto É desenvolvido totalizando-se as estimativas de custo por período É usualmente apresentado na forma de Curva-S 7.4. Controle dos Custos O Controle dos Custos está associado a: Influenciar os fatores que criam as mudanças no baseline de custo de forma a garantir que estas mudanças sejam benéficas Determinar que o baseline de custo foi alterado Gerenciar as mudanças reais quando e como elas surgirem O Controle dos Custos inclui: Monitorar o desempenho do custo para detectar e entender as variações do plano Assegurar que todas as mudanças apropriadas estão registradas corretamente no baseline de custo Informar as partes envolvidas afetadas sobre as mudanças autorizadas Atuar no sentido de manter os custos esperados dentro de limites aceitáveis 7.4.1. Entradas para o Controle dos Custos 1 - Baseline do custo 2 - Relatórios de desempenho Fornecem informações sobre o escopo do projeto e o desempenho do custo Podem alertar para questões que podem causar problemas no futuro 3 - Requisições de mudança 31 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP As requisições de mudança podem ocorrer de muitas formas, oral ou escrita, legalmente imposta ou opcional, etc. Podem exigir uma alteração no orçamento 4 - Plano de gerenciamento de custo 7.4.2. Ferramentas e Técnicas para o Controle dos Custos 1 - Sistema de controle de mudanças de custo Define os procedimentos pelos quais o baseline de custo pode ser alterado Inclui manuais, sistemas de acompanhamento e os níveis de aprovação necessários para autorizar as mudanças 2 - Medição de desempenho Auxiliam na avaliação da magnitude de qualquer variação que ocorra Uma parte do controle de controle dos custos é determinar o que está causando a variação e decidir se aquela variação requer uma ação corretiva O Earned Value é útil para o controle dos custos 3 - EVM – Earned Value Management Gerenciamento do Valor Agregado Todos os planos de controle contábil do gerenciamento do valor agregado devem medir continuamente o desempenho do projeto através de três variáveis independentes: O Valor Planejado [VP], que representa o trabalho físico programado para execução Valor Agregado [VA], que é o trabalho físico realmente executado Custo Real [CR], gasto para atingir o valor agregado 4 - Planejamento adicional Os projetos não acontecem exatamente conforme o planejado Mudanças podem exigir uma estimativa nova ou uma revisão de custos, ou ainda, exigir uma análise quanto a abordagens alternativas 5 - Ferramentas computadorizadas Softwares de gerenciamento de projetos e planilhas são utilizadas para acompanhar o custo planejado versus o custo real, para prever os efeitos de mudanças de custo 7.4.3. Saídas para o Controle dos Custos 1 - Estimativas de custo revisadas São modificações nas informações de custo utilizadas para gerenciar o projeto. As partes envolvidas devem ser comunicadas Podem requerer ou não ajustes em outros aspectos do plano do projeto 2 - Atualizações do orçamento São mudanças no baseline aprovado São uma categoria especial das estimativas de custo revisadas Esses números são normalmente revisados apenas em resposta a mudanças no escopo 3 - Ações corretivas É qualquer ação tomada no sentido de ajustar o desempenho futuro esperado com o plano do projeto 32 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 4 - Estimativa para a conclusão – EAC (Estimate at Completion) É uma previsão do mais provável custo total do projeto baseada no desempenho do projeto e nas quantificações de risco 5 - Fechamento do projeto Devem ser estabelecidos processos e procedimentos para o encerramento ou cancelamento do projeto 6 - Lições aprendidas As causas das variações, as razões por trás das ações corretivas tomadas e outros tipos de lições aprendidas durante o controle de custos, devem ser documentadas de forma a ser tornarem parte da base de dados históricos 7.5. Tipos de Custo Custo Direto É diretamente identificado e associado ao produto ou serviço. Não necessita de critério de rateio para essa associação Ex: Matéria-prima, embalagem, mão-de-obra direta, viagem da equipe Custo Indireto Necessita de um critério de rateio para sua alocação, sua associação direta ao produto não é possível. Ex: taxas, fringe benefits Custo Fixo Independe da quantidade produzida Ex: aluguel, seguro, instalação (setup) Custo Variável Depende da quantidade produzida Ex: Matéria-prima 7.6. Earned Value – Valor Adquirido Método de medição de desempenho baseado em custo, prazo e escopo. PV Planned Value Quanto trabalho foi planejado fazer até o momento EV Earned Value Quanto o valor estimado para o trabalho realizado até o momento AC Actual Cost of Work PerformedQuanto custou o que foi feito até o momento BAC Budget at Completion Quanto foi o orçamento planejado no início do projeto para o trabalho total EAC Estimate at Completion Quanto, com os dados de hoje, espera-se que vai ser o custo total do trabalho ETC Estimate to Complete Com os dados de hoje, quanto mais se prevê que vai ser gasto até o final 33 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP VAC Variance at Completion 7.7. Fórmulas Qual valor acima/abaixo do planejado espera-se gastar ao final do projeto V Variance Plan – Actual Variação acima ou abaixo do orçamento CV Cost Variance EV – AC < 0 : gastei mais > 0 : gastei menos SV Schedule Variance EV – PV < 0 : atraso > 0 : adiantado CPI Cost Performance Index EV / AC Estou valendo $ cents por dólar de trabalho SPI Schedule Index Estou progredindo x% do planejado EAC Estimate at Completion BAC / CPI AC + ETC AC + BAC – EV PerformanceEV / PV AC+(BAC-EV) / CPI ETC Estimate to Complete EAC – AC VAC Variance at Completion BAC - EAC 7.7.1. Usado se nenhuma variância do BAC ocorreu Qdo a estimativa anterior estava errada Usada qdo as variações são atípicas. Não vai haver mais variações Quando as variações correntes são típicas, ou o que aconteceu até agora continuará. Quanto ainda tem de gastar até o final do projeto Quando o projeto acabar, quanto para mais ou para menos teremos gasto em relação ao planejado Slope Nos fornece a taxa de aumento de custo em relação à diminuição do prazo Slope = (Custo da diminuição - Custo normal) / (Prazo normal – Diminuição do Prazo) 7.7.2. Valor Presente Valor de hoje de um fluxo de caixa futuro FV = PV (1 + i)N FV = Valor Futuro PV = Valor presente i = Taxa N = Prazo (número de períodos) 7.7.3. Soma do Valor total dos benefícios – Soma do Valor total dos custos 7.7.4. Net Present Value Taxa interna de retorno (IRR) Taxa que zera o fluxo de caixa 34 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 7.7.5. Período de tempo necessário para se recuperar as despesas do projeto 7.7.6. Depreciação Straight line depreciation Accelerated depreciation o Double declining balance o Sum of the year digits 7.9. Custo de Oportunidade Custo de desistir dos benefícios de um projeto em detrimento de outro. 7.8. Benefit Cost Ratio (BCR) Somatório dos benefícios dividido pelo somatório dos custos BCR > 1 : benefícios maiores que os custos 7.7.7. Período de PayBack Análise de Valor Arrumar uma forma de diminuir os custos, mantendo o escopo original. 35 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 8. Gerenciamento da Qualidade do Projeto O Gerenciamento da Qualidade do Projeto inclui os processos necessários para garantir que o projeto irá satisfazer as necessidades para as quais ele foi empreendido. Qualidade é a totalidade de características de uma entidade que a torna capaz de satisfazer necessidades explícitas ou implícitas e também a conformidade aos requerimentos de uso. O gerenciamento da qualidade deve ser direcionado tanto para o gerenciamento do projeto quanto para o produto do projeto. A abordagem do PMBOK para qualidade é que o gerente de projeto deve executar cuidadosamente e de forma apurada a análise de necessidades ao início do projeto para garantir a satisfação dos stakeholder. A filosofia é não dar ao cliente extras (gold plating). O papel do gerente de projeto é entregar o que foi combinado. A Gerência da Qualidade do Projeto reconhece a importância de: Satisfação do cliente – entender, gerenciar e influenciar as necessidades de forma que as expectativas do cliente sejam atendidas; Prevenção ao invés de inspeção – o custo da prevenção é sempre menor que o custo da inspeção. Qualidade deve ser planejada e não inspecionada; Responsabilidade da gerência – é responsabilidade da gerência fornecer os recursos necessários. O gerente de projeto tem a responsabilidade primária ou geral pela qualidade. O empregado tem a última responsabilidade pela qualidade. O engenheiro tem a responsabilidade pelo design e testes. Processos dentro das fases – o ciclo repetitivo PDCA é bastante similar à combinação de fases e processos do gerenciamento de projetos. Uma baixa qualidade impacta em: Aumento dos custos; Moral baixa; Baixa satisfação do cliente; Aumento do risco. Definições Análise Marginal – A qualidade ideal é atingida quando os benefícios das melhorias se equivalem ao custo para garanti-las. Melhoramento Contínuo – São pequenas melhorias nos produtos ou processos para reduzir custos e garantir consistência de performance dos produtos. KAI – alterar ZEN – fazer melhor 36 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Just in Time (JIT) – Trabalhar com estoque mínimo, reduzindo o investimento em materiais. Filosofia que direciona uma companhia para melhora a qualidade devido a materiais extras não estarem disponíveis. ISO 9000 – Padrão criado pela ISO para ajudar as organizações a assegurar que elas estão seguindo os procedimentos de qualidade. Gerenciamento da Qualidade Total – Filosofia que encoraja as empresas e seus funcionários a estarem sempre buscando melhoria na qualidade das suas práticas de negócio e de seus produtos. Custos de conformidade x não conformidade – 85% dos custos de qualidade são de responsabilidade direta do gerenciamento. Especificamente: Custos de conformidade Treinamento em qualidade Pesquisas Estudos 8.1. Custos de não conformidade Retrabalho Custos de inventário Custo de garantia Planejamento da Qualidade Identificar que padrões de qualidade são relevantes para o projeto e determinar a forma de satisfazê-los. 8.1.1. Entradas para o Planejamento da Qualidade 1 – Políticas de qualidade São as intenções e direcionamentos globais de uma organização com relação à qualidade, expressos formalmente pela alta gerência. A equipe de gerenciamento de projeto deve desenvolver sua própria política de qualidade caso a organização não a possua. 2 – Declaração do escopo Documenta os principais subprodutos do projeto bem como os objetivos do projeto que servem para definir importantes requisitos das partes envolvidas. 3 – Descrição do produto Conterá, na maioria das vezes, detalhes de questões técnicas e outros aspectos, que podem afetar o planejamento da qualidade. 4 – Padrões e regulamentos Os padrões e regulamentos específicos da área de aplicação que possam afetar o projeto devem ser considerados. 5 – Outras saídas dos processos Os processos das outras áreas de conhecimento podem produzir saídas que devem ser consideradas como parte do planejamento da qualidade. 8.1.2. Ferramentas e Técnicas para o Planejamento da Qualidade 1 – Análise de Custo Benefício Envolve estimar custos tangíveis e intangíveis e benefícios das várias alternativas de projeto e produto e, então, usar medidas financeiras para avaliar a qualidade relativa das alternativas identificadas. 37 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP O principal benefício do atendimento dos requisitos de qualidade é um menor retrabalho, o que significa maior produtividade, menores custos e aumento da satisfação das partes envolvidas. O principal custo do atendimento dos requisitos de qualidade é gasto associado às atividades de gerenciamento da qualidade do projeto. 2 – Benchmarking Envolve comparar as práticas reais ou planejadas do projeto com as de outros projetos, para gerar idéias de melhoria e fornecer um padrão pelo qual se possa medir o desempenho. 3 – Fluxogramação Diagrama que mostra como os vários elementos de um sistema se relacionam. Exemplos: o Diagrama de causa e efeito - Também conhecido como Diagrama de Ishikawa ou Diagrama Espinha de Peixe Figura 8.1 – Diagrama de Cauxa e Efeito o Fluxogramas de sistema ou processo – que mostra como os diversos elementos do sistema se interagem. 4 – Desenho de experimentos Método estatístico que determinadas variáveis. auxilia a identificar que fatores provavelmente influenciam 5 – Custo da qualidade Custo total de todos os esforços empreendidos para atingir a qualidade do produto. Existem três tipos de custos: o Custos de prevenção; o Custos de avaliação; o Custos de falha interna e externa. 8.1.3. Saídas do Planejamento da Qualidade 1 – Plano de gerenciamento da qualidade Deve descrever como a equipe de gerenciamento do projeto irá implementar suas políticas de qualidade. 2 – Definições operacionais Descreve em termos bastante específicos o que significa cada elemento e como ele será medido no processo de controle da qualidade. Em algumas áreas de aplicação são chamadas de métricas. 3 – Checklists 38 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Ferramenta estruturada para verificar se um conjunto de passos necessários está sendo executado. 4 – Entradas para outros processos O processo de planejamento da qualidade pode identificar a necessidade de atividades adicionais em outras áreas. 8.2. Garantia da Qualidade Consiste de todas as atividades planejadas e sistematizadas, implementadas no sistema de qualidade para prover segurança de que o projeto satisfaz os padrões de qualidade relevantes. 8.2.1. Entradas para a Garantia da Qualidade 1 – Plano de gerenciamento da qualidade Deve descrever como a equipe de gerenciamento do projeto irá implementar suas políticas de qualidade. 2 – Resultados da medição do controle da qualidade São os registros dos testes e medições do controle de qualidade num formato adequado para comparações e análises. 3 – Definições operacionais Descreve em termos bastante específicos o que significa cada elemento e como ele será medido no processo de controle da qualidade. Em algumas áreas de aplicação são chamadas de métricas. 8.2.2. Ferramentas e Técnicas para a Garantia da Qualidade 1 – Ferramentas e técnicas do planejamento da qualidade As ferramentas e técnicas do planejamento da qualidade podem ser empregadas na garantia da qualidade. 2 – Auditorias de qualidade Revisão estruturada de outras atividades do gerenciamento da qualidade. O objetivo da auditoria de qualidade é identificar as lições aprendidas que possam melhorar o desempenho deste projeto ou de outros projetos da organização. 8.2.3. Saídas da Garantia da Qualidade 1 – Melhoria da qualidade Inclui a tomada de ações para aumentar a efetividade e a eficiência do projeto para proporcionar benefícios adicionais para as partes envolvidas no projeto. 8.3. Controle da Qualidade Envolve monitorar os resultados específicos do projeto para determinar se eles estão de acordo com os padrões de qualidade relevantes e identificar formar de eliminar as causas dos resultados insatisfatórios. Deve ser executado ao longo do projeto pelo departamento de controle da qualidade ou unidade similar. 39 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 8.3.1. Entradas para o Controle da Qualidade 1 – Resultados do trabalho São as saídas das atividades desenvolvidas no projeto, incluindo tanto os resultados dos processos quanto os resultados do produto. 2 – Plano de gerenciamento da qualidade Deve descrever como a equipe de gerenciamento do projeto irá implementar suas políticas de qualidade. 3 – Definições operacionais Descreve em termos bastante específicos o que significa cada elemento e como ele será medido no processo de controle da qualidade. Em algumas áreas de aplicação são chamadas de métricas. 4 – Checklists Ferramenta estruturada para verificar se um conjunto de passos necessários está sendo executado. 8.3.2. Ferramentas e Técnicas para o Controle da Qualidade 1 – Inspeção Inclui atividades como medir, examinar e testar, executadas para determinar se os resultados estão em conformidade com os requisitos. São chamadas de revisões, revisões de produto, auditorias de acompanhamento (walkthroughs). 2 – Cartas de controle São gráficos que apresentam os resultados de um processo ao longo do tempo. São utilizados para determinar se o processo está sob controle. 3 – Diagramas de Pareto Histograma, ordenado por freqüência de ocorrência, que mostra quantos resultados foram gerados por tipo ou categoria de causa identificada. São relacionados à lei de Pareto. 4 – Amostragem estatística Envolve escolher para inspeção uma parte da população alvo. Definições Estatísticas Eventos mutuamente exclusivos – dois eventos não podem ocorrer em uma simples tentativa Independência estatística - A probabilidade de um evento ocorrer não altera a probabilidade de outro evento ocorrer. Distribuição Normal – É a forma mais comum de distribuição probabilística. forma de sino é usado para medir variações. Desvio padrão – É a medida de quão longe se está da mediana e não da média. o DP = (Pessimista – otimista) / 6 40 O gráfico na www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 3 ou 6 sigma - Outro nome para desvio padrão. Representa o nível de qualidade que uma companhia resolveu tentar alcançar. o o o o +/- 1 sigma = 68,26% +/- 2 sigma = 95,46% +/- 3 sigma = 99,73% +/- 6 sigma = 99,99% 5 - Fluxogramação Diagrama que mostra como os vários elementos de um sistema se relacionam. Exemplos: o Diagrama de causa e efeito - Também conhecido como Diagrama de Ishikawa ou Diagrama Espinha de Peixe o Fluxogramas de sistema ou processo – que mostra como os diversos elementos do sistema se interagem. 6 – Análise de tendência Envolve a utilização de técnicas matemáticas para prever resultados futuros com base nos resultados históricos. É normalmente empregada para monitorar o desempenho técnico e o desempenho de custo e prazo. 8.3.3. Saídas do Controle da Qualidade 1 – Melhoria da qualidade Inclui a tomada de ações para aumentar a efetividade e a eficiência do projeto para proporcionar benefícios adicionais para as partes envolvidas no projeto. 2 – Checklists preenchidos Quando os checklists são utilizados, aqueles preenchidos devem fazer parte dos registros do projeto. 3 – Ajustes no processo Envolvem a tomada de ações corretivas ou preventivas imediatas como resultado das medidas de controle de qualidade. 8.4. Resumo Planejamento do Gerenciamento da Qualidade Determinar o que irá ser a qualidade no projeto e como a qualidade irá ser medida Garantia da Qualidade Controle da Qualidade Determinar se as medidas de Qualidade ainda são adequadas Executar a medida e comparar com o plano de gerência da qualidade 41 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 9. Gerenciamento dos Recursos Humanos do Projeto O Gerenciamento da Qualidade do Projeto inclui os processos necessários para tornar mais efetivo o uso dos recursos humanos envolvidos no projeto e inclui todas as partes envolvidas no projeto. Alguns conceitos sobre gerenciamento de Recursos Humanos: Quem tem um problema deve resolvê-lo por si mesmo e não levá-lo a um gerente sênior O Patrocinador ou gerente sênior tem o papel de: o Aprovar o plano geral, orçamento, cronograma e qualquer mudança em um deles. o Dar poder ao gerente de projeto. o Proteger o projeto de influências externas. Alguns dos principais tópicos do gerenciamento de recursos humanos: Habilidades da Administração Geral - Liderança, comunicação, negociação; Trato com indivíduos - Delegação, motivação, instrução, mentoração; Trato com grupos - Desenvolvimento de equipe, tratamento de conflitos; Administração da função de recursos humanos - Avaliação de desempenho, recrutamento, retenção, relações de trabalho, regulamentações de saúde e segurança. Em relação ao Gerenciamento de Recursos Humanos, os projetos falham devido a: Definição do projeto sem o Gerente de Projetos. Cronogramas irreais Intrometimento do Gerente Sênior 9.1. Planejamento Organizacional Identificar, documentar e designar os papéis, as responsabilidades e os relacionamentos de reporte do projeto. Freqüentemente, a maior parte do planejamento organizacional é feita nas fases iniciais do projeto e está fortemente ligado ao planejamento das comunicações. 9.1.1. Entradas para o Planejamento Organizacional 1 – Interfaces do projeto Geralmente estão em uma das categorias: o Intefaces organizacionais - relacionamentos de reporte, formal ou informal, entre as diferentes unidades organizacionais. o Intefaces internas – relacionamentos de reporte, formal ou informal, entre as diferentes disciplinas técnicas. o Intefaces interpessoais - relacionamentos de reporte, formal ou informal, entre os diferentes indivíduos que trabalham nos grupos. 2 – Perfil do pessoal Define que habilidades são necessárias para cada indivíduo ou grupo e quando são necessários. É um subconjunto dos requisitos gerais de recursos identificados no planejamento dos recursos. 3 – Restrições São fatores que limitam as opções da equipe de projeto. São exemplos de restrições: o Estrutura organizacional da empresa; o Acordos coletivos; 42 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP o o 9.1.2. Preferências da equipe de gerenciamento de projeto; Pessoal específico alocado. Ferramentas e Técnicas para o Planejamento Organizacional 1 – Modelos Definições de papéis e responsabilidades ou relacionamentos de reporte de projetos similares. 2 – Práticas de recursos humanos Variedades de políticas, manuais e procedimentos da organização que podem auxiliar a equipe de gerenciamento de projeto. 3 – Teoria organizacional Como as organizações podem e devem ser estruturadas. 4 – Análise das partes envolvidas Identificação das partes envolvidas e suas necessidades de forma a garantir de que sejam atingidas. 9.1.3. Saídas do Planejamento Organizacional 1 – Atribuição de papéis e responsabilidades Associação dos papéis (quem faz o que) e as responsabilidades do projeto (quem decide o que) às partes envolvidas do projeto adequadas. Os papéis e responsabilidades variam ao longo do projeto e devem estar estreitamente ligados ao detalhamento do escopo do projeto. A Matriz de Responsabilidades é normalmente utilizada para este propósito. 2 – Plano de gerenciamento de pessoal Descreve quando e como os recursos humanos serão alocados e retirados do projeto. É um elemento subsidiário do plano geral do projeto. Normalmente inclui histograma de recursos (alocação de recurso no tempo) Procedimentos adequados de realocação podem: o Reduzir custos através da redução ou eliminação da tendência de “criar trabalho” para preencher o tempo entre a atual designação e próxima. o Levantar a moral da equipe através da redução ou eliminação da incerteza sobre futuras oportunidades de trabalho. 3 – Organograma do projeto Representação gráfica dos relacionamento de reporte do projeto. 4 – Detalhes de suporte Normalmente incluem, mas não se limitam a: o Impacto organizacional. o Descrições do trabalho – também chamadas de descrição dos cargos. o Necessidades de treinamento. 43 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 9.2. Montagem da Equipe Envolve conseguir que os recursos humanos necessários (indivíduos ou grupos) sejam alocados ao projeto. 9.2.1. Entradas para a Montagem da Equipe 1 – Plano de gerenciamento de pessoal Descreve quando e como os recursos humanos serão alocados e retirados do projeto. Inclui o perfil do pessoal do projeto. 2 – Descrição do quadro de pessoal Consideração pela equipe de gerenciamento do projeto das características do pessoal potencialmente disponível. As considerações incluem, mas não se limitam a: o Experiência anterior dos integrantes. o Interesses pessoais. o Características pessoais. o Disponibilidade. o Competências e perícia. 3 – Políticas de recrutamento Políticas, manuais ou procedimentos para orientar a alocação de pessoal. Tais práticas agem como uma restrição ao processo de alocação de pessoal. 9.2.2. Ferramentas e Técnicas para a Montagem da Equipe 1 – Negociação As alocações de pessoal devem ser negociadas na maioria dos projetos. 2 – Alocações prévias Casos em que o pessoal pode ser previamente designado para o projeto. Ex: o Proposta de licitação. o Serviço interno e as alocações de pessoal foram definidas no Project Charter. 3 – Contratação Obtenção de serviços de indivíduos ou grupos específicos para realizar as atividades do projeto. 9.2.3. Saídas da Montagem da Equipe 1 – Alocação do pessoal do projeto Alocação das pessoas apropriadas para trabalhar no projeto. 2 – Relação da equipe do projeto Relação contendo todos os membros da equipe do projeto e outras partes envolvidas. 9.3. Desenvolvimento da Equipe Desenvolver competências individuais e de grupo para elevar o desempenho do projeto, sendo que o crescimento individual é a base necessária para desenvolver a equipe e o desenvolvimento como equipe é crucial para a capacidade do projeto atingir seus objetivos. 44 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Complicado quando os membros da equipe reportam ao gerente funcional e ao gerente de projeto. O desenvolvimento da equipe deve começar o quanto antes no projeto. A WBS é uma ferramenta do desenvolvimento da equipe. São 4 os estágios de desenvolvimento da equipe: o Forming – Os membros da equipe estão mais formais e reservados o Storming – Os membros da equipe se confrontam o Norming – Os membros da equipe mostram afeição um pelo outro o Performing – Nesse estágio, os membros são mais produtivos e mais efetivos 9.3.1. Entradas para o Desenvolvimento da Equipe 1 – Pessoal do projeto A alocação das pessoas ao projeto definem, implicitamente, as competências individuais e de grupo com as quais se pode contar. 2 – Plano do projeto O plano do projeto descreve o contexto técnico dentro do qual a equipe opera. 3 – Plano de gerenciamento do pessoal Descreve quando e como os recursos humanos serão alocados e retirados do projeto. 4 – Relatórios de desempenho Fornecem um feedback para a equipe do projeto acerca do desempenho real comparado com o plano do projeto. 5 – Feedback externo Auto-avaliação periódica do desempenho da equipe do projeto em relação às expectativas daqueles que estão fora do projeto. 9.3.2. Ferramentas e Técnicas para o Desenvolvimento da Equipe 1 – Atividades de desenvolvimento da equipe Incluem ações gerenciais e individuais tomadas específica e principalmente para melhorar o desempenho da equipe 2 – Habilidades da administração geral Essas habilidades são de particular importância para o desenvolvimento da equipe. 3 – Sistemas de reconhecimento e recompensa São ações formais de gerenciamento que promovem ou reforçam um comportamento desejado. Para serem eficientes, ais sistemas devem fazer ligação entre o desempenho e a premiação de forma clara, explícita e alcançável. 4 – Colocação – war room 45 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP A colocação envolve alocar todos, ou quase todos, os membros da equipe do projeto mais ativos no mesmo espaço físico para desenvolver sua capacidade de funcionar como uma equipe. 5– Treinamento Inclui todas as atividades planejadas para aumentar as competências da equipe do projeto. Os custos diretos e indiretos de treinamento são, geralmente, pagos pela organização executora. 9.3.3. Saídas do Desenvolvimento da Equipe 1 – Melhorias de desempenho As melhorias de desempenho da equipe podem resultar de várias fontes e podem afetar muitas áreas de desempenho do projeto, por exemplo: o Melhorias nas habilidades individuais o Melhorias no comportamento da equipe o Melhorias tanto nas competências individuais, quanto de equipe, podem facilitar a identificação e o desenvolvimento de melhores formas de condução do trabalho do projeto. 2 – Entradas para avaliação de desempenho Informações de quaisquer membros da equipe fornecidas para a avaliação do desempenho. 9.4. 9.4.1. Poderes do Gerente de Projeto Formal Reward Penalty Expert Referent 9.4.2. Conceitos do Gerenciamento de Recursos Humanos do Projeto - melhor - pior - melhor Habilidades de Liderança Directing – direção Faciliting – facilitador Coaching – técnico Supportive – apoio 9.4.3. - Baseado na posição do GP na organização - Baseado na posição do GP na organização - Baseado na posição do GP na organização - no início do projeto - no andar do projeto - no andar do projeto - no andar do projeto Fatores de conflito na organização – em ordem de importância Conflitos podem ser benéficos ao projeto 1 – Cronograma 2 – Prioridades do Projeto 3 – Recursos 4 – Opiniões Técnicas 5 – Procedimentos Administrativos 6 – Custo 7 – Personalidade 9.4.4. Técnicas de resolução de conflitos – em ordem de importância 1 – Confronting – Problem solving – Resolver o problema 2 – Compromising – ambos ganham e perdem um pouco 46 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 3 – Withdrawal – retirar-se da reunião ou postergar a decisão 4 – Smoothing – diminuição do problema 5 – Forcing – Forçar um ponto de vista 9.5. 9.5.1. Teorias motivacionais Hierarquia de necessidades de Maslow 5 – Auto-atualização – crescimento, aprendizado 4 – Estima – atenção, respeito 3 – Social – amor, atenção 2 – Segurança 1 – Fisiológica 9.5.2. Tória X e Y de McGregor X – Pessoas incapazes que precisam ser monitoradas o Y – Pessoas comprometidas com o trabalho 9.5.3. Teoria de Herzberg Fatores higiênicos não motivam o Salário, condições de trabalho, etc. Agentes motivadores o Responsabilidade, crescimento, etc. 9.5.4. Ex: promover a Gerente de Projetos um bom técnico como recompensa 9.5.5. Efeito Halo Teoria das expectativas Acreditar que o esforço vai ser recompensado 9.5.6. Outros Fringe benefits o Benefícios comuns como educação, seguro, compartilhamento de lucros, etc. Perquisites o Recompensar empregados com por exemplo estacionamento, etc. 47 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 48 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 10.Gerenciamento das Comunicações do Projeto O Gerenciamento da Qualidade do Projeto inclui os processos necessários para garantir a regular e apropriada geração, coleta, disseminação, armazenamento e descarte final das informações do projeto. A comunicação envolve um conhecimento que não é exclusivo do contexto do projeto. Exemplo: Modelos emissor-receptor – ciclos de realimentação, barreiras à comunicação, etc. Escolha do meio de comunicação. Estilo de redação: voz ativa, voz passiva, estrutura da frase, escolha das palavras, etc. Técnicas de apresentação: linguagem corporal, desenho de visuais de suporte, etc. Técnicas de gerenciamento de reuniões: preparação de agenda, tratamento de conflitos, etc. A informação pode ser gerenciada, mas não controlada. 10.1. Planejamento das Comunicações Determinar as necessidades de informações e comunicações dos stakeholders: quem necessita de que informação, quando serão necessárias, como devem ser fornecidas e por quem. É um fator importante para o sucesso do projeto a identificação das necessidades de informação das partes envolvidas e os meios adequados para o atendimento dessas necessidades. 10.1.1. Entradas para o Planejamento das Comunicações 1 – Requisitos de comunicações Representam a soma de requisitos de informações das partes envolvidas no projeto e são definidos através da combinação de tipo e formato da informação solicitada seguida de uma análise de valor dessa informação. As informações necessárias para determinar os requisitos de comunicação incluem: o Organização do projeto e responsabilidades das partes envolvidas. o Disciplinas, departamentos e especialidades envolvidas no projeto. o Logísticas para cálculo das quantidades de pessoas envolvidas no projeto. o Necessidades externas de comunicação. 2 – Tecnologias de comunicação São as tecnologias ou métodos utilizados para transferir informações entre as partes envolvidas no projeto 3 – Restrições São fatores que limitam as opções da equipe de projeto. São exemplos de restrições: o Estrutura organizacional da empresa; o Acordos coletivos; o Preferências da equipe de gerenciamento de projeto; o Pessoal específico alocado. 4 – Premissas Premissas ou suposições são fatores que, para propósitos de planejamento são considerados verdadeiros, reais ou certos. As premissas envolvem certo grau de risco. 10.1.2. Ferramentas e Técnicas para o Planejamento das Comunicações 1 – Análise das partes envolvidas 49 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP É a análise das necessidades de informação das partes envolvidas do projeto. Deve-se evitar o desperdício de recursos com informações desnecessárias. 10.1.3. Saídas do Planejamento das Comunicações 1 – Plano de gerenciamento das comunicações É um documento que fornece: o os métodos de coleta, disseminação, atualização, correção e arquivamento das informações. o Para quem e como as informações serão distribuídas. o Descrição da informação a ser distribuída (formato, conteúdo, nível de detalhes e convenções) o Cronograma mostrando quando cada informação será produzida. o Métodos para acessar as informações. o Método para atualização e refinamento do plano de gerenciamento das comunicações. 10.2. Distribuição das Informações Envolve disponibilizar (distribuir e recuperar), de forma regular, as informações necessárias. 10.2.1. Entradas para a Distribuição das Informações 1 - Resultados do trabalho 2 - Plano de gerenciamento das comunicações 3 - Plano do projeto 10.2.2. Ferramentas e Técnicas para a Distribuição das Informações 1 - Habilidades de comunicação São utilizadas para o intercâmbio de informações. O emissor é responsável por tornar as informações claras, não ambíguas e completas. O receptor é responsável por confirmar que a informação foi recebida de forma integral e entendida corretamente. 2 - Sistemas de recuperação de informação Métodos para compartilhamento de informação pelos membros da equipe. Ex: o Sistemas de arquivamento manual o Bancos de dados eletrônicos o Software de gerenciamento de projetos o Etc. 3 - Sistemas de distribuição de informação Métodos de distribuição de informações do projeto. Ex: o Reuniões de projeto o Distribuição de cópias de documentos o Acesso compartilhado a bancos de dados o Fax o Correspondência eletrônica o Canal de voz o Vídeo conferência o Intranet do projeto o Etc. 50 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 10.2.3. Saídas para a Distribuição das Informações 1 - Registros do projeto São documentos pertencentes ao projeto: Ex: o Correspondências o Anotações o Documentos que descrevem o projeto Devem ser mantidos de forma organizada. 2 - Relatórios do projeto Relatórios formais do projeto com situação e/ou outras questões. 3 - Apresentações do projeto A equipe de projeto fornece informações formalmente ou informalmente aos stakeholders do projeto. A forma de apresentação dessas informações deve ser apropriado às necessidade. 10.3. Relato de Desempenho Envolve a coleta e disseminação das informações de desempenho do projeto por meio de: Relatórios de Desempenho (status reports) - descrevem a situação do projeto. Relatórios de Progresso – descrevem o que já foi realizado. Relatórios de Previsões (Forecast reports)– predizem o futuro do projeto em termos de situação e andamento. Trend Report – examina os resultados do projeto sobre o tempo para ver se o desempenho está melhorando ou piorando. Variance Report – Compara os resultados atuais com o planejado. O relato de desempenho, geralmente, informações sobre o escopo, prazo, custo e a qualidade. 10.3.1. Entradas para o Relato de Desempenho 1 - Plano do projeto O plano do projeto contém os vários baselines que irão ser usados para avaliar o desempenho do projeto. 2 - Resultados do trabalho É uma saída da execução do plano do projeto. Quais produtos foram total ou parcialmente completados, que custos (ou recursos) foram usados ou gastos, etc. 3 - Outros registros do projeto Adicionalmente ao plano e aos resultados do trabalho, outros documentos do projeto, freqüentemente, contêm informações relativas ao contexto do projeto, que deveriam ser consideradas nas avaliações de desempenho do projeto. 10.3.2. Ferramentas e Técnicas para o Relato de Desempenho 1 - Revisões de desempenho São reuniões para avaliar a situação e/ou andamento do projeto. 2 - Análise de variação 51 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Envolve comparar os resultados reais do projeto com os resultados planejados ou esperados. 3 - Análise de tendência Envolve examinar os resultados do projeto através do tempo para determinar se o desempenho está melhorando ou piorando. 4 - Análises do valor do trabalho realizado Método empregado na medição de desempenho Integra medições de escopo, custo e prazo. 5 - Ferramentas e técnicas para a distribuição da informação Os relatórios de desempenho são distribuídos através das ferramentas e técnicas para a distribuição da informação. 10.3.3. Saídas para o Relato de Desempenho 1 - Relatórios de desempenho Organizam e sintetizam as informações obtidas e apresentam os resultados das análises. Os formatos mais comuns destes relatórios são: o Gráficos de barras (gráficos de Gantt) o Curva S o Histogramas o Tabelas 2 - Requisições de mudança As análises de desempenho, geralmente, geram uma requisição de mudança em algum aspecto do projeto. 10.4. Encerramento Administrativo Consiste em documentar os resultados do projeto para formalizar a aceitação do produto do projeto pelo cliente. Isto envolve: A coleta dos registros do projeto. A garantia do atendimento das especificações finais. A análise do sucesso. Efetividade e lições aprendidas do projeto. Arquivamento destas informações para uso futuro. Estas atividades não devem ser postergadas até o fim do projeto. Cada fase do projeto deve ser apropriadamente encerrada para assegurar que informações importantes não sejam perdidas. 10.4.1. Entradas para o Encerramento Administrativo 1 - Documentação da medição de desempenho A documentação produzida para registro e análise do desempenho do projeto deve estar disponível para revisão durante este processo. 2 - Documentação do produto do projeto Os documentos produzidos para descrever o produto devem estar disponíveis para revisão durante este processo. 52 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 3 - Outros registros do projeto Adicionalmente ao plano e aos resultados do trabalho, outros documentos do projeto, freqüentemente, contêm informações relativas ao contexto do projeto, que deveriam ser consideradas nas avaliações de desempenho do projeto. 10.4.2. Ferramentas e Técnicas para o Encerramento Administrativo 1 - Ferramentas e técnicas do relato de desempenho As ferramentas e técnicas utilizadas no relato de desempenho são aqui também utilizadas. 2 - Relatórios do projeto Relatórios formais do projeto com situação e/ou outras questões. 3 - Apresentações do projeto A equipe de projeto fornece informações formalmente ou informalmente aos stakeholders do projeto. A forma de apresentação dessas informações deve ser apropriado às necessidade. 10.4.3. Saídas para o Encerramento Administrativo 1 - Acervo do projeto É um conjunto completo dos arquivos do projeto indexados. 2 – Encerramento do Projeto Confirmação formal de que o projeto atendeu todos os requisitos do produto e do projeto. Tipos de finalizações de projeto: o Extinction o Starvation o Integration o Addition - 3 - Lições aprendidas As causas das variâncias, as razões por trás das ações corretivas tomadas, e outros tipos de aprendizado prático devem ser documentados integrando um banco de dados histórico. Essas lições podem ser usadas tanto para o projeto em andamento quanto para projetos futuros. 10.5. Extras 10.5.1. Não verbal – 55% - maneirismos físicos Para Lingual – Tom de voz Audição ativa – confirmação de acordo Audição efetiva – Prestar atenção nos gestos Feedback – Confirmar o entendimento 10.5.2. Modelos de Comunicação Métodos de Comunicação Formal / Escrito – Problemas complexos, planos, longa distância Formal / Verbal – Apresentações, discursos Informal / Escrito – Memo, e-mail, notas 53 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Informal / Verbal – Reuniões, conversas O entendimento da mensagem pelo receptor é baseado na sua: o o o o Educação Linguagem Experiência Cultura 10.5.3. Ruído Distância Codificação imprópria da mensagem Dizer “isto é uma má idéia” Hostilidade Linguagem Cultura 10.5.4. Técnicas de Reunião Tempo limite Agendar com antecedência Reuniões regulares, mas não com muita freqüência Ter um propósito para a reunião Criação de uma agenda com entradas da equipe Distribuir a pauta da reunião antecipadamente Deixar as pessoas saberem antecipadamente suas responsabilidades Documentar e publicar as reuniões 10.5.5. Bloqueadores de Comunicação Solução de Problemas Definir as causas ou sintomas do problema Analisar o problema Identificar soluções Implementar decisão Rever decisão e confirmar que a decisão solucionou o problema 10.5.6. Canais de Comunicação Canais = N (N – 1) / 2 54 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 11.Gerenciamento dos Riscos do Projeto O Gerenciamento dos riscos do projeto é um processo sistemático de identificar, analisar e responder aos riscos do projeto. Isso inclui a maximização de ocorrência de eventos positivos e minimização de ocorrência dos eventos negativos. O risco tem uma causa, se esse evento ocorrer, tem uma conseqüência negativa ou positiva no projeto. O tópico RISCOS deve ser o principal assunto tratado em reuniões pela equipe de projeto para manter o foco nos riscos e garantir que os planos são apropriados. Existem duas categorias de riscos: Conhecidos: identificados e possível planejá-los. Desconhecidos: não podem ser gerenciados, embora possam ser considerados. 11.1. Planejamento da Gerência de Risco É o processo de decidir como abordar e planejar a Gerência de Risco no projeto. 11.1.1. Entradas para o Planejamento da Gerência de Risco 1 – Project Charter Documento que autoriza formalmente o projeto. 2 – Políticas de gerenciamento de riscos da organização Abordagens definidas pela organização para analisar e responder aos riscos. 3 – Funções e responsabilidades definidas Funções e responsabilidades predefinidas e níveis de autoridade. 4 – Tolerância a riscos pelas partes envolvidas Tolerância aos riscos pela organização. Pode estar definida nas políticas de gerenciamento de riscos. 5 – Padrões para planejamento do gerenciamento de risco da organização Padrão desenvolvido pela organização para uso pelas equipes de projeto. 6 – WBS Agrupamento de componentes de projeto que organiza e define o escopo total do projeto. 11.1.2. Ferramentas e Técnicas para o Planejamento da Gerência de Risco 1 – Reuniões de Planejamento Reuniões de planejamento para desenvolver o plano de gerência de riscos. Os participantes incluem: Gerente de projeto; Líderes da equipe de projeto; Qualquer outro da organização com responsabilidade para planejar e executar. 55 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 11.1.3. Saídas do Planejamento de Gerência de Risco 1 – Plano de gerência de risco Descreve como a identificação, a análise qualitativa e quantitativa, o planejamento de respostas, a monitoração e o controle do risco será estruturado e realizado durante o ciclo de vida do projeto. O plano de risco não é dirigido para responder a riscos particulares. Inclui o seguinte: Metodologia – Define a abordagem, ferramentas e fontes de dados que podem ser usadas no gerenciamento de risco do projeto. Funções e responsabilidades – Define os as funções e responsabilidades de cada membro da equipe de gerência de riscos. Orçamento – estabelece o orçamento para a gerência de riscos do projeto. Sincronismo - Define a freqüência de execução do processo de gerenciamento de risco. Os resultados devem ser desenvolvidos cedo para ser possível tomar decisões. As decisões devem ser revisadas periodicamente. Pontuação e Interpretação – Método de pontuação e interpretação adequado para o tipo e sincronismo da análise qualitativa e quantitativa do risco. Tolerância – O critério de tolerância a riscos que será influenciado, por quem e por qual maneira. Relatórios formatados – Descrevem o conteúdo e formato do plano de resposta a risco. Monitoração – Documenta como as atividades de risco serão armazenadas. Documenta se e como os processos de risco serão auditados. 11.2. Identificação do Risco Envolve determinar quais riscos poderiam afetar o projeto e documentar suas características. Requer um entendimento da missão do projeto, escopo, objetivos do responsável e partes envolvidas. 11.2.1. Entradas para a identificação do risco 1 – Plano de gerência de risco Descreve como a identificação, a análise qualitativa e quantitativa, o planejamento de respostas, a monitoração e o controle do risco será estruturado e realizado durante o ciclo de vida do projeto. 2 – Saídas de planejamento do projeto As saídas de outros processos devem ser revisadas para identificar possíveis riscos através de todo o projeto. Incluem, mas não se limitam a: Project charter WBS Descrição do produto Cronograma e estimativa de custo Plano de recursos Plano de aquisições Lista de restrições e premissas 3 – Categorias de risco Organização dos riscos em categorias de risco. Devem refletir fontes comuns de risco. Ex: Riscos técnicos, qualidade ou desempenho Riscos de gerência de projetos Riscos organizacionais Riscos externos 4 – Informações históricas 56 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP São as informações sobre projetos anteriores já concluídos, os estudos de projetos similares elaborados por especialistas de risco e os bancos de dados de risco. 11.2.2. Ferramentas e Técnicas para a Identificação do risco 1 – Revisões de documentação Passo inicial tomado pela equipe. É uma revisão estruturada dos planos de projeto e premissas, seja para o projeto total ou parcial. 2 – Técnica de reunir informações Brainstorming – Técnica de identificação de risco mais usada. Sob a liderança de um facilitador, pessoas geram idéias sobre risco de projeto. Delphi – Os consultores de risco são identificados, mas participam anonimamente. Um facilitador usa um questionário para solicitar idéias sobre os riscos importantes do projeto. O consenso é conseguido através de algumas rodadas desse processo. Esta técnica ajuda a reduzir a tendenciosidade nos dados e evita que uma pessoa específica tenha uma influência imprópria no resultado. Entrevistas – Identificação dos riscos por meio de entrevistas com gerentes de projeto experientes ou especialistas. Análise de forças – fraquezas, oportunidades e ameaças (SWOT). Assegura a análise para o projeto sob a perspectiva dos elementos SWOT aumentando a visibilidade dos riscos considerados. 3 – Checklist Podem ser desenvolvidos Checklists para identificação dos riscos baseados em informações históricas e conhecimentos de projetos anteriores. A vantagem do checklist é que a identificação do risco é rápida e simples. A desvantagem é que ele vai ser incompleto. 4 – Análise de premissas Técnica que explora a validade das premissas. Identifica riscos para o projeto oriundos de falta de exatidão, de consistência e de completude das premissas. 5 – Técnicas de diagramação Diagramas de causa e efeito Fluxogramas Diagrama de influência – representação gráfica de um problema que apresenta as influências causais, seqüência de tempo dos eventos, e outras relações entre variáveis e resultados. 11.2.3. Saídas da Identificação dos riscos 1 – Riscos identificados Um risco é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito positivo ou negativo em um objetivo do projeto. 2 – Gatilhos São indicações que ocorreu um risco ou que ele está prestes a acontecer. 3 – Entradas para outros processos A identificação dos riscos pode identificar uma necessidade de ação adicional em outra área. 57 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 11.3. Análise Qualitativa dos riscos Processo de avaliar o impacto e probabilidade dos riscos identificados, priorizando os riscos de acordo com o seu efeito potencial nos objetivos do projeto. 11.3.1. Entradas para a Análise Qualitativa dos Riscos 1 – Plano de gerência de risco Descreve como a identificação, a análise qualitativa e quantitativa, o planejamento de respostas, a monitoração e o controle do risco será estruturado e realizado durante o ciclo de vida do projeto. 2 – Riscos identificados Riscos descobertos durante o processo de identificação dos riscos. 3 – Situação do projeto A incerteza de um risco depende da fase em que se encontra o projeto. Riscos podem aparecer durante o andamento do projeto. 4 – Tipo do projeto Os riscos são altamente dependentes do tipo do projeto. Projetos simples possuem riscos facilmente entendidos, o mesmo não acontecendo para projetos complexos. 5 – Precisão de dados Descreve até que ponto um risco é percebido e conhecido. Avalia a quantidade, confiabilidade e a fonte dos dados que foram usados. 6 – Escalas de probabilidade e impacto São escalas usadas para avaliar as duas dimensões principais de risco, probabilidade e impacto. 7 – Premissas As premissas identificadas durante o processo de identificação dos riscos serão avaliadas como riscos potenciais 11.3.2. Ferramentas e Técnicas para a Análise Qualitativa dos Riscos 1 – Probabilidade de risco e impacto Essas dimensões de risco são aplicadas a eventos de risco específicos e ajudam a identificar aqueles riscos que devem ser gerenciados com mais rigor. 2 – Matriz de graduação da probabilidade/impacto de risco Matriz que relaciona a probabilidade de um risco ocorrer com o impacto que pode causar se este risco ocorrer. Eventos com alta probabilidade de risco e com grande impacto devem ser gerenciados com mais rigor. 3 – Testando as premissas do projeto Teste das premissas sob dois critérios: estabilidade da premissa e as conseqüências no projeto se a premissa for falsa. 4 – Classificação das precisão dos dados 58 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Técnica para avaliar em que medida um determinado dado sobre risco é útil para a gerência do risco. Isso envolve examinar: A medida de entendimento do risco Os dados disponíveis sobre o risco A qualidade dos dados A confiabilidade e integridade dos dados 11.3.3. Saídas da Análise Qualitativa dos Riscos 1 – Classificação do risco global para o projeto Posição do risco global de um projeto em relação a outros projetos. Isso pode ser usado para fazer uma análise custo/benefício sobre o projeto, designar pessoal ou outros recursos, ou apoiar uma recomendação para iniciação, continuação ou cancelamento de um projeto. 2 – Lista de riscos prioritários São os riscos que devem ser priorizados por vários critérios: alto, baixo, moderado, etc. Podem ainda serem agrupados naqueles que requerem uma resposta imediata e nos que devem ser tratados mais tarde. 3 – Lista de riscos para análise e gerenciamento adicionais Os riscos classificados como alto ou moderados são os principais candidatos para análises subseqüentes e para as ações de gerência de risco. 4 – Tendência em resultados da análise qualitativa dos riscos Na medida em que a análise é repetida, pode ficar aparente uma tendência nos resultados, provocando uma resposta ao risco, ou uma análise adicional, mais ou menos urgente e importante. 11.4. Análise Quantitativa dos riscos Processo de analisar numericamente a probabilidade de cada risco e sua conseqüência nos objetivos do projeto, bem como a extensão do risco global do projeto. Este processo usa técnicas de análise e simulação para: Determinar a probabilidade de alcançar um objetivo específico do projeto Quantificar a exposição de risco para o projeto e dimensionar o custo e reservas de contingência de cronograma que possam ser necessárias. Identificar riscos que requerem uma maior atenção através da quantificação da sua contribuição relativa no risco do projeto. Identificar custos, cronogramas e objetivos do escopo realistas e factíveis 11.4.1. Entradas para a Análise Quantitativa dos Riscos 1 – Plano de gerência de risco Descreve como a identificação, a análise qualitativa e quantitativa, o planejamento de respostas, a monitoração e o controle do risco será estruturado e realizado durante o ciclo de vida do projeto. 2 – Riscos identificados Riscos descobertos durante o processo de identificação dos riscos. 3 – Lista de riscos prioritários 59 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP São os riscos que devem ser priorizados por vários critérios: alto, baixo, moderado, etc. Podem ainda serem agrupados naqueles que requerem uma resposta imediata e nos que devem ser tratados mais tarde. 4 – Lista de riscos para análise e gerenciamento adicionais Os riscos classificados como alto ou moderados são os principais candidatos para análises subseqüentes e para as ações de gerência de risco. 5 – Informações históricas São as informações sobre projetos anteriores já concluídos, os estudos de projetos similares elaborados por especialistas de risco e os bancos de dados de risco. 6 – Avaliação especializada Podem vir da equipe do projeto ou de outros consultores internos ou externos à organização. 7 – Outras saídas de planejamento As saídas mais úteis de outros planejamentos são: O projeto lógico As estimativas de duração para determinar o cronograma A WBS As estimativas de custo Modelos dos objetivos técnicos do projeto 11.4.2. Ferramentas e Técnicas para a Análise Quantitativa dos Riscos 1 – Entrevistas Usadas para quantificar a probabilidade e a conseqüência dos riscos nos objetivos de projeto. Pode ser usada como primeiro passo para quantificar os riscos. Em análises quantitativas dos riscos são usadas distribuições de probabilidade e representam a probabilidade e as conseqüências do componente do projeto. Os tipos de distribuição mais comuns são: Uniforme Normal Triangular Beta Normal logarítmica 2 – Análise de sensibilidade Ajuda a determinar quais riscos têm o maior impacto potencial no projeto. Examina até que ponto a incerteza de cada elemento afeta o objetivo que está sendo examinado. 3 – Análise de árvore de decisão Diagrama que descreve uma decisão sob consideração e as implicações de escolher um ou outra das alternativas disponíveis. A resolução da árvore de decisão indica qual decisão produz o maior valor esperado para o tomador de decisão, quando são quantificadas todas as implicações incertas, custos, ganhos e decisões subseqüentes. 4 – Simulação 60 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Uma simulação usa um modelo que traduz as incertezas no seu impacto potencial nos objetivos, que são expressas ao nível do projeto detalhado. A técnica de monte Carlo é um exemplo de simulação. Para análise de risco de custo, uma simulação pode usar a WBS, para risco cronograma pode se usa o PDM. 11.4.3. Saídas da Análise Quantitativa dos Riscos 1 – Lista priorizada dos riscos quantificados Esta lista inclui os riscos que representam maior ameaça ou oportunidade para o projeto, junto com uma medida de seus impactos. 2 – Análise probabilística do projeto São as previsões dos cronogramas e resultados de custo prováveis do projeto, com os níveis de confiança associados. 3 – Probabilidade de alcançar os objetivos de custo e de tempo Essa probabilidade pode ser calculada de acordo com o plano vigente e com o nível de conhecimento atual sobre os riscos que afetam o projeto. 4 – Tendência em resultados da análise quantitativa dos riscos Na medida em que a análise é repetida, pode ficar aparente uma tendência nos resultados, provocando uma resposta ao risco, ou uma análise adicional, mais ou menos urgente. 11.5. Planejamento de Resposta aos Riscos Processo de desenvolver opções e determinar ações para ampliar oportunidades e reduzir ameaças aos objetivos do projeto. Entradas para o Planejamento de Resposta aos Riscos 1 – Plano de gerência de risco Descreve como a identificação, a análise qualitativa e quantitativa, o planejamento de respostas, a monitoração e o controle do risco será estruturado e realizado durante o ciclo de vida do projeto. 2 – Lista de riscos prioritários São os riscos que devem ser priorizados por vários critérios: alto, baixo, moderado, etc. Podem ainda serem agrupados naqueles que requerem uma resposta imediata e nos que devem ser tratados mais tarde. 3 – Classificação do risco global para o projeto Posição do risco global de um projeto em relação a outros projetos. Isso pode ser usado para fazer uma análise custo/benefício sobre o projeto, designar pessoal ou outros recursos, ou apoiar uma recomendação para iniciação, continuação ou cancelamento de um projeto. 4 – Lista priorizada dos riscos quantificados Esta lista inclui os riscos que representam maior ameaça ou oportunidade para o projeto, junto com uma medida de seus impactos. 5 – Análise probabilística do projeto 61 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP São as previsões dos cronogramas e resultados de custo prováveis do projeto, com os níveis de confiança associados. 6 – Probabilidade de alcançar os objetivos de custo e de tempo Essa probabilidade pode ser calculada de acordo com o plano vigente e com o nível de conhecimento atual sobre os riscos que afetam o projeto. 7 – Lista de respostas potenciais Ações identificadas para responder a riscos individuais ou categorias de riscos. 8 – Tolerância a risco É o nível de risco aceitável pela organização. 9 – Responsáveis pelos riscos São as partes do projeto capazes de atuar como responsáveis pelas respostas aos riscos. 10 – Causas comuns de risco Vários riscos podem estar relacionados a uma causa comum. Uma única ação pode mitigar mais de um risco do projeto. 11 – Tendências nos resultados da análise qualitativa e quantitativa de risco Uma tendência nos resultados dessas análises pode classificar uma resposta como mais ou menos urgente. 11.5.1. Ferramentas e Técnicas para o Planejamento de Resposta aos Riscos 1 – Evitar o risco É mudar o plano do projeto para eliminar o risco ou condição, ou para proteger os objetivos do projeto de seu impacto. Exemplos de como evitar risco: Reduzir o escopo para evitar atividades de alto risco Adicionar recursos ou aumentar o prazo do projeto Adotar uma abordagem tradicional em vez de uma inovadora 2 – Transferência É a tentativa de passar as conseqüências de um risco assim como a responsabilidade de resposta para uma terceira parte. 3 – Mitigação Busca reduzir as conseqüências e/ou probabilidade de um evento de risco adverso para uma tolerância aceitável. 4 – Aceitação Indica que a equipe de projeto aceitou o risco, pois não foi possível desenvolver uma resposta ao risco. Na aceitação ativa são desenvolvidos planos de contingência e na aceitação passiva nada é feito. 62 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP A resposta de aceitação de risco mais habitual é estabelecer uma margem de reserva de contingência, incluindo aspectos de prazo, dinheiro ou recursos para responder a riscos conhecidos. 11.5.2. Saídas do Planejamento de Resposta aos Riscos 1 – Plano de respostas aos riscos O plano de resposta aos riscos deve incluir alguns ou até todos dos seguintes itens: Riscos identificados, suas descrições, as áreas do projeto afetadas, suas causas e como elas podem afetar os objetivos do projeto Os responsáveis pelos riscos e as responsabilidades designadas Resultados dos processos de análise qualitativa e quantitativa de risco Respostas acordadas para cada risco O nível de risco residual esperado após a implementação da estratégia Ações específicas para implementar a estratégia de resposta escolhida Orçamento e prazo para as respostas Planos de contingência e planos de reserva. 2 – Riscos residuais São aqueles riscos que permanecem após a resposta aos riscos terem sido tomadas. Eles também incluem riscos menores que foram aceitos e tratados. 3 – Riscos secundários São os riscos que surgem como um resultado direto da implementação de uma resposta a um risco. Devem ser identificados e suas respostas planejadas. 4 – Acordos contratuais São acordos que podem ser criados para especificar a responsabilidade de cada parte no caso de ocorrência de riscos específicos, para evitar ou mitigar ameaças. 5 – Quantias de reserva de contingência necessária Quantidade de reserva ou contingência necessária para reduzir o risco de estouro nos objetivos do projeto a um nível aceitável para a organização. 6 – Entradas para outros processos A maioria das respostas aos riscos envolve gastos adicionais de tempo, custo ou recursos e requer mudanças no plano do projeto. As estratégias adotadas devem ser realimentadas nos processos apropriados em outras áreas de conhecimento. 7 – Entradas para um plano revisado do projeto Os resultados dos processos de planejamento de resposta devem ser incorporados no plano do projeto para assegurar que as ações combinadas sejam implementadas e monitoradas como parte contínua do projeto. 11.6. Controle e Monitoração dos Riscos Processo de manter a rastreabilidade dos riscos identificados, monitorar riscos residuais e identificar novos riscos, assegurar a execução dos planos de risco e avaliar a sua efetividade na redução dos riscos. A monitoração e controle dos riscos registram as métricas de riscos que são associadas com a implementação dos planos de contingência. 63 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP O propósito de monitoração dos riscos é determinar se: As respostas aos riscos estão sendo implementadas como planejadas As ações de respostas aos riscos são tão efetivas quanto esperadas ou se deveriam ser desenvolvidas novas respostas As premissas do projeto ainda são válidas A exposição ao risco mudou frente ao seu estado anterior, com a análise de tendências Um gatilho de risco ocorreu Políticas e procedimentos adequados estão sendo seguidos Tem ocorrido ou surgido riscos que não estavam identificados previamente 11.6.1. Entradas para o Controle e Monitoração dos Riscos 1 – Plano de gerência de risco Descreve como a identificação, a análise qualitativa e quantitativa, o planejamento de respostas, a monitoração e o controle do risco será estruturado e realizado durante o ciclo de vida do projeto. 2 – Plano de respostas aos riscos O plano de resposta aos riscos deve ser escrito no nível de detalhe no qual as ações serão tomadas. 3 – Comunicação do projeto Os resultados do trabalho e outros registros de projeto descritos no plano do projeto provêem informações sobre o desempenho do projeto e dos riscos. 4 – Análise e identificação de riscos adicionais Quando o desempenho do projeto é medido e informado, potenciais riscos não previamente identificados podem aparecer. 5 – Mudanças de escopo Mudanças de escopo requerem freqüentemente nova análise de riscos e plano de respostas. 11.6.2. Ferramentas e Técnicas para o Controle e Monitoração dos Riscos 1 – Auditorias de respostas aos riscos do projeto Os auditores de risco examinam e documentam a efetividade da resposta ao risco em evitar, transferir ou mitigar as ocorrências de risco como também a efetividade do responsável pelo risco. 2 – Revisões periódicas dos riscos do projeto Devem ser programadas revisões de risco do projeto regularmente. Qualquer mudança na graduação e priorização do risco pode exigir uma análise adicional qualitativa ou quantitativa. 3 – Análise de valor agregado O valor agregado é usado para monitorar o desempenho global do projeto contra o baseline do plano. Os resultados de uma análise de valor agregado podem projetar um desvio potencial, ao término do projeto, de seus objetivos de custo e cronograma. Quando um projeto desvia significativamente do baseline, devem ser executadas atualizações na análise e identificação dos riscos. 4 – Medida de desempenho técnico 64 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP Compara as realizações técnicas durante execução do projeto para aqueles empreendimentos técnicos. A ocorrência de um desvio pode significar um risco para a realização do escopo do projeto. 5 – Planejamento adicional de resposta ao risco Se surge um risco que não foi antecipado, ou seu impacto nos objetivos é maior que o esperado, a resposta planejada pode não ser adequada. Será necessário executar um planejamento de resposta adicional para controlar o risco. 11.6.3. Saídas do Controle e Monitoração dos Riscos 1 – Planos de Workaround São respostas não planejadas para riscos que anteriormente haviam sido aceitos ou que não foram identificados previamente. 2 – Ações corretivas Ação corretiva consiste em executar o plano de contingência ou workaround. 3 – Solicitação de mudanças no projeto A implementação de planos de contingência ou workaround, freqüentemente, resulta em uma requisição de mudança no plano do projeto para responder aos riscos. 4 – Atualizações no plano de resposta aos riscos As classificações dos riscos devem ser reavaliadas de forma que os aparecimentos de novos e importantes riscos possam ser corretamente controlados. Os riscos que não vierem a ocorrer devem ser documentados e encerrados no plano de resposta aos riscos. 5 – Banco de dados de risco Repositório que provê a coleção, manutenção e análise dos dados reunidos e usados nos processos de gerenciamento de riscos. 6 – Atualizações no checklist de identificação de risco Os checklists atualizados a partir da experiência, ajudarão o gerenciamento dos riscos de projetos futuros. 65 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 12.Gerenciamento das Aquisições do Projeto O Gerenciamento das aquisições do Projeto inclui os processos necessários à obtenção de bens e serviços externos à organização executora. 12.1. Planejamento das aquisições Determinar o que contratar e quando. Análise de make or buy Seleção do tipo de contrato CR (CPFF, CPPC, CPIF) T&M FP (FPIF, FPEPA) Ordem de compra Escopo do trabalho rascunhado Desempenho Design 12.2. Planejamento das Solicitações Documentar os requerimentos do produto e identificar os fornecedores potenciais. Criação da RFP contendo: Escopo do trabalho Termos propostos e condições do contrato Guidelines para preparação da proposta Critérios de avaliação Formulários de preço 12.3. Solicitação Divulgação da RFP por propaganda Questões e respostas (conferências ou escritas) Listas de fornecedores pré-qualificados Obtenção de propostas 12.4. Seleção do Fornecedor Negociações com fornecedores Apresentações dos fornecedores Escolher um entre os possíveis fornecedores. Assinatura do contrato. 12.5. Administração de Contrato Gerenciar os relacionamentos com os fornecedores. Mudanças no contrato (sistema de controle de mudanças no contrato) 12.6. Encerramento de Contrato Completar e liquidar o contrato incluindo a resolução de qualquer item pendente. Atualização dos registros Arquivamento dos registros Documentação (arquivos, cartas, correspondências) Lições aprendidas – criado junto com o fornecedor. Aceitação formal. Auditorias de aquisição Verificação do produto Fechamento administrativo. 66 www.emetria.com Aclair Rodrigues Braga, MsC., PMP 13.Responsabilidade profissional Project Management Professional Code of Professional Conduct – Código de Conduta Profissional do Profissional de Gerenciamento de Projetos. O código de ética deve levar em consideração as necessidades legítimas dos demais, bem como identificar todos os compromissos assumidos pelo profissional. 13.1. CÓDIGO DE ÉTICA Preâmbulo: No exercício da profissão, aos gerentes de projetos afetam a qualidade de vida de todas as pessoas em nossa sociedade. Portanto, é fundamental que eles conduzam seu trabalho de maneira ética a fim de ganharem e manterem a confiança dos membros da equipe, colegas, empregados, empregadores, clientes e público. Artigo I: Os gerentes de projeto deverão manter altos padrões de conduta pessoal e profissional, e também: Assumir responsabilidade por suas ações Qualificados por treinamento ou experiência Manter atualizadas as habilidades profissionais Melhorar a integridade e prestígio da profissão, praticando-a de maneira digna Apoiar o código de ética encorajando outros Apoiar a sociedade profissional encorajando outros Obedecer as leis do país onde o projeto está sendo aplicado Artigo II: Em seu trabalho, os gerentes de projeto deverão: Exercer a liderança - > produtividade e < custo Aplicar FT recentes para garantir qualidade e os objetivos de custo e tempo Tratar de maneira eqüitativa todos da equipe Proteger físico e mental os membros da equipe Oferecer condições e oportunidades adequadas de trabalho aos membros da equipe Buscar, aceitar e oferecer críticas honestas de trabalho e receonhecer de maneira adequada as condições dos demais Dar assistência aos membros das equipes em seu desenvolvimento profissional Artigo III: Nas relações com seus empregadores ou clientes, os GP deverão: Agir como fiéis stakeholders ou agentes Confidencialidade das informações Informar, a quem for necessário, sobre qualquer circunstância de conflito de interesses Não dar ou aceitar, direta ou indiretamente, presente, pagamento ou serviço, que esteja acima do valor nominal Ser honesto e realista ao prestar informações sobre qualidade, custos ou do tempo de um projeto Artigo IV: No cumprimento de suas responsabilidades para com a comunidade, os GP deverão: Defender a segurança, a saúde e o bem estar do público, falando abertamente contra os abusos que afetem o interesse público Buscar estender ao público o conhecimento e a apreciação de projetos e suas consecuções. 67
0
You can add this document to your study collection(s)
Sign in Available only to authorized usersYou can add this document to your saved list
Sign in Available only to authorized users(For complaints, use another form )