Universidade de São Paulo Edward Hopper: A retratação do “American way of life” na pintura. Disciplina: Evolução das Artes Visuais, a partir de 1950. Sarah Jesus de Araujo São Paulo 2023 Resumo Esta pesquisa busca entender e mostrar a relação entre as formas de propagação midiáticas do “American way of life” de meados de 1960, com a produção do artista Edward Hopper. Analisando os elementos que auxiliam no imaginário popular do estilo de vida Norte Americano que se fomentou na época através de filmes, series e propaganda, com os ambientes retratados na pintura de Hopper, assim como suas divergências e peculiaridades que essas pinturas trazem em relação ao retrato da mídia. Para tal, o desenvolvimento da pesquisa foi realizado com base na leitura de textos acadêmicos que dizem respeito tanto da política e propaganda dos EUA na década de 1930 como anos seguintes, designando assim as fundações tanto do uso do cinema como propaganda como os elementos que se sobrepoem na obra de Hopper. Palavras Chave: American way of life, Cinema, Edward Hopper 2 Abstract This research seeks to understand and show the relationship between the multiple forms of media propagation of the “American way of life” from the mid-1960s, with the vast production of artist Edward Hopper. Doing so by analyzing the elements that helped in the difussion of the popular imaginary of the North American lifestyle that was promoted at the time through films, series and advertising, with the sceneries portrayed in Hopper's paintings, as well as discuting their divergences and peculiarities that these paintings bring in relation to the portrait of the overall media. To reach this, the development of the research was carried out based on the reading of academic texts that concern both US politics and propaganda in the 1930s and following years, thus designating the foundations of both the use of cinema and propaganda as well as the elements that are overlap in Hopper's work. Keywords: American way of life, Cinema, Edward Hopper 3 Índice Introdução............................................................................................................. 5 1. Estados Unidos, CInema e Propaganda............................................................ 5 2. Edward Hopper e a pintura cinematográfica do american way of life............ 9 2.1 Cinema na Pintura.......................................................................................... 9 2.2 As Cores e a Atmosfera que elas convem.....................................................11 2.3 O Isolamento na obra de Hopper e o American way of life..........................13 Conclusão............................................................................................................13 Referencias Bibliograficas..................................................................................15 Imagens...............................................................................................................16 4 Introdução Quando se observa as obras de Edward Hopper (1882-1967) a impressão é de ser transportado para um outro momento. Com pinturas que retratam típicos cenários da vivência norte americana da época, é de se esperar que para contemplar tal artista seja também necessário entender da onde sua obra se originou e o que ela contempla. Para uma prévia de contexto histórico, é importante entender o lugar que os Estados Unidos da América se encontrava durante os anos de produção artística de Hopper. Sendo seu país de origem e também o país que contempla toda a sua gama de produções mais marcantes, estudar o vinculo cultural de suas pinturas com o imaginário de seu país se torna essencial. Assim como entender a influencia que sua obra possuiu com produções, principalmente cinematográficas, posteriores dos Estados Unidos que tiveram enorme impacto na retratação do estilo de vida Norte Americano. Isso se deve ao fato de ser inegável, ao estudar o contexto dos Estados Unidos, de seu esforço constante em usar de produções de grande porte como filmes e outras mídias, para retratar seu estilo de vida para o resto do mundo. Retratação esta que levou á um imaginário popular do que é conhecido como “American way of life”. Assim sendo, é também de interesse olhar para o vínculo que as obras de Hopper possuem com a área cinematográfica, não só sendo esta uma mídia muito utilizada para a retratação da vida dos EUA, como também uma mídia que possuiu vários elementos relacionados com a obra do artista. 1. Estados Unidos: Política, Cinema e Propaganda. At the Time of the Louisville Flood, 1937, Margaret Bourke-White [1] 5 A primeira metade do século XX nos Estados Unidos foi marcada por uma sequencia de altos e baixos. Desde os eventos que precederam a crise de 1929 e a grande depressão, como sua participação na segunda guerra que permitiu que se erguessem novamente como potencia tanto económica quanto política na segunda metade do século. A crise de 1929 foi nada mais que o resultado do estouro da bolha do mercado de ações de Nova York em que, em uma sequência de eventos os preços das ações sofreram diminuição significativa em Outubro daquele ano, levando ao que ficou conhecido como “Crash” de 1929. Após a quebra da bolsa de valores veio a grande depressão resultado da desaceleração econômica no período em decorrência da diminuição de gastos e consumo da população que mantinha incertezas a cerca do mercado financeiro. (Brito, 2010, Romes, 2003) Assim, segue a eleição de Franklin D. Rosevelt em 1933. Seu governo foi marcado pelo “New Deal” que em síntese representava um conjunto de medidas governamentais para tentar estabilizar a economia Estado Unidense que se encontrava devastada naquele momento. Para tal, valeu-se de um uso de extensiva propaganda afim de ganhar apoio popular para tais medidas. Como descreve Gonçalves e Junior em “American way of life, Cinema e Propaganda”: Neste contexto, Franklin D. Roosevelt foi eleito presidente dos EUA (1933) com uma plataforma eleitoral batizada de New Deal. Com ela, o Estado passou a fiscalizar o mercado; criou leis sociais que protegiam os trabalhadores e os desempregados; controlou a produção agrícola para evitar a superprodução; criou empresas estatais responsáveis por um amplo programa desenvolvimentista, com a construção e manutenção de estradas, praças, canais de irrigação, escolas, aeroportos, portos e habitações populares. Este conjunto de ações do New Deal alcançou bons resultados para a economia norte-americana. Entretanto, um programa tão amplo e ousado precisava de um aparato de propaganda para conquistar o apoio popular. Para tanto, Roosevelt valeu-se fortemente do rádio e do cinema, com a propagação de mensagens positivas para a nação, construindo uma marca baseada na ousadia, eficiência e transparência, associadas à sua imagem, numa relação metonímica entre presidente e Estado. (GONÇALVES, JUNIOR, p.4, 2015) Este incentivo e uso da propaganda no cinema permitiu que o “American way of life” começasse a se propagar mundialmente. Estúdios hollywoodianos se estabeleceram como uma mídia fundamental nesta tarefa, o que consolidou seu poder de influencia na década de 1930, o cinema passou se tornar uma industria de larga escala com grandes produções, gêneros tais como western, musicais, romance etc, definem a produção cinematográfica norte americana da época e os estúdios agora controlavam toda a cadeia produtiva: produção de conteúdo, distribuição e exibição1. 1 GONÇALVES, JUNIOR, “American way of life, Cinema e Propaganda”, p.6, 2015 6 Neste sistema, as estrelas de hollywood também contribuíam para a representação do estilo de vida ideal, fazendo uma inversão de valores em que seus filmes retratavam a vida privada enquanto a vida privada se fazia de estrelato. Esse modelo de divulgação e criação de uma imagem para as celebridades hollywoodianas atenuou as relações entre publico e estrela de cinema, tornando o interesse geral não apenas para as produções cinematográficas mas também para todo o entorno das celebridades do cinema2. Para manter padrões de comportamentos aceitáveis à sociedade americana os estúdios de cinema, através de sua associação, a Motion Pictures Association of America (MPAA) optaram pela autocensura prévia, o Código Hays, que consistia em diretrizes que visavam retratar uma América idealizada, na qual violência, sexo, drogas e vícios deveriam ser evitados ou minimizados, temas religiosos deviam ser retratados de modo respeitoso e as relações inter-raciais entre brancos e negros, ignoradas (PEREIRA3, 2012 p.205 apud GONÇALVES, JUNIOR, p.6, 2015). Filme: Rua 42 (1933) [2] Filme: O Sol é Para Todos - 1962 [3] Nesse contexto, filmes clássicos tais como “Rua 42”(1933), “E o vento levou”(1940), “O Sol é pra Todos”(1962), constam como alguns exemplos de produções cinematográficas que representam este ideário norte americano, com elementos tais como otimismo a cerca das condições de vida nos Estados Unidos, o individualismo e o consumismo, como explica Gonçalvez e Junior: O otimismo está presente em inúmeras produções hollywoodianas da década. O próprio happy end, indispensável ao final de cada filme, tem uma mensagem clara de que, não importa o que tenha acontecido, o final será sempre feliz, explicitando o otimismo 2 3 GONÇALVES, JUNIOR, “American way of life, Cinema e Propaganda”, p.6, 2015 PEREIRA, Wagner Pinheiro. O Poder das Imagens. São Paulo, Alameda, 2012. 7 fundamental ao American way of life, um otimismo ingênuo e determinado em seus objetivos . O individualismo também foi presença constante nos filmes hollywoodianos do período. Temos desde os filmes de gangster, bastante populares naquela década, que apesar de reservarem uma punição trágica e exemplar para seus personagens principais, não deixava de retratar a ascensão social de indivíduos que, via de regra, oriundos das classes mais populares alcançavam o sucesso e a fortuna – eram os self made men do mundo do crime; até filmes como Rua 42 (1933), Irene, a Teimosa (1936) e As Aventuras de Robin Hood (1938), em que personagens individuais tem nas mãos o destino e a felicidade de um grande número de pessoas. (GONÇALVES, JUNIOR, p.7, 2015) Tais elementos estarão presentes de maneira constante nas produções hollywoodianas nas décadas seguintes, em que, por extensa retratação e repetição de certos aspectos elementares do ideário norte americano, contribuem para uma visão geral do “american way fo life”. Estes elementos podem estar tanto por cenários que são retratados constantemente nos filmes, arquétipos de personagens, narrativas, e produtos (sejam estes utensílios, roupas, eletrônicos, veículos, etc). Propaganda Coca Cola [4] Propaganda do American way fo life [5] Portanto observa-se que para a propagação deste modelo, a junção de estilo de vida, consumo e midiatização são essenciais, em que com o uso abrangente de mídias diversas, os EUA passam propagar o “American way of life” como um modelo universal4. Contudo, embora o cinema tenha sido uma das formas mais emblemáticas de divulgação dessa ideia, é importante ressaltar que outras mídias também tiveram suas maneiras de representar esse estilo de vida norte americano. Partindo dessa premissa, a arte também teve seus usos na divulgação desse estilo de vida, ainda que não se submetesse ao mesmo controle que o cinema CUNHA, “American way of life: representação e consumo de um estilo de vida modelar no cinema norte-americano dos anos 1950, p.69, 2017 4 8 tinha com os estúdios. E para este estudo de caso o artista norte americano Edward Hopper se faz de um exemplo interessante. 2. Edward Hopper e a pintura cinematográfica do american way of life O “American way of life”, assim como se fez no cinema também se fez na pintura. Como este foi propagado em todos os âmbitos da sociedade norte americana, não é surpreendente que as obras do artista norte americano Edward Hopper (1882-1967) se fazem de um exemplo quanto á isso. Com uma produção existente desde á década de 1920 até meados da década de 1960, existe em suas pinturas uma estrutura bem característica no que diz respeito ao uso de cor, enquadramento e retratação, que torna sua obra não apenas única e reconhecível mas que contempla também uma representação particular de cenas cotidianas de seu país. 2.1 - Cinema na pintura Quanto á estas representações, existe uma questão em suas pinturas que torna elas intrigantes mas não de maneira explicita á primeira vista. E isto seria por estas possuírem um aspecto um tanto cinematográfico. Pode-se dizer que Hopper teve bastante influencia dos filmes das décadas de 1930 e 1940, essa influencia não se da apenas como uma pequena inspiração mas uma fonte do qual usou para criar as cenas de varias de suas pinturas5. Dentre alguns desses aspectos cinematográficos, o texto de Kurtinaitis “Edward Hopper e a imagem cinematográfica” descreve alguns elementos desta relação que se apresentava em suas pinturas, dentre os quais destaca-se: O que Hopper tem de cinematográfico parece estar, em primeira instância, no uso do enquadramento: na limitação de perspectiva aplicada às cenas retratadas há semelhanças evidentes com planos de cinema. Como uma câmera, seu olhar se posiciona em relação ao objeto como o de um observador diante de uma cena que transcorre no tempo. As suas perspectivas são muito acentuadas e os enquadramentos sempre insinuam a continuidade do espaço para o que está além da tela, um expediente corriqueiro no cinema. Recorrendo com frequência à perspectiva de baixo para cima – o contra-plongée do cinema –, o olharcâmera de Hopper confere espetacularidade cinematográfica ao banal. Do mesmo modo que a câmera, ele capta cada detalhe de uma cena corriqueira por um olhar que pode torná-lo relevante e ampliado – daí o caráter cinematográfico de seus enquadramentos. (KURTINAITIS, p. 162, 2010) SURIGAN, “O Silêncio e a Estética na Pintura de Edward Hopper: A Iconografia Norte Americana”, p.633-634, 2017 5 9 Esse aspecto o enquadramento pode ser encontrado ao longo de todas as suas pinturas, exemplos que contemplam isso seriam quadros como: Early Morning Sun, 1940 [6] Ground Swell, 1939 [7] Early Sunday Morning, 1930 [8] Ainda a respeito desses elementos cinematográficos, existe a referencia direta ao cinema através de dois quadros citados por Kurtinaitis, New York Movie e Intermission, ainda que seja notável que este quadros não são amostras com destaque a respeito de espaços representados na vasta obra de Hopper (uma vez que hotéis, cafés e lobbies no geral se mostram de maneira mais frequente)6, mas ainda trazem de fato um vinculo com o cinema e com uma questão fundamental na obra de Hopper, que é a retratação desse cotidiano dos EUA. [...] diz que ele passava dias seguidos assistindo a todos os filmes em cartaz quando vivia uma fase de pouca inspiração. Essa paixão pelo cinema – ou, pelo menos, esse hábito de frequentá-lo – se manifesta já na escolha do tema em alguns de seus quadros. N.Y. movie, certamente um dos mais famosos, e Intermission, um de seus últimos, retratam o interior de salas de cinema. Essa ambientação [...] parece sugerir, como as demais, um espaço de socialização em que os indivíduos permanecem, a despeito disso, isolados. Tanto em N.Y. 6 KURTINAITIS, “Edward Hopper e a imagem cinematográfica”, p.161, 2010 10 movie, em que uma funcionária de cinema está em um corredor ao lado da sala de exibição, aparentemente absorta em seus problemas (e talvez até chorando), quanto em Intermission, que retrata uma mulher na primeira fila, a figura humana representada está alheia ao espetáculo – no primeiro, ela não tem acesso à projeção, pois está detrás de uma parede; no segundo, uma cortina separa a personagem da tela, já que o quadro, como indica o título, reproduz o intervalo de uma sessão. Entretanto, atestando a presença da sala de cinema no rol de ambientes arquetipicamente americanos que pintava, estas telas simplesmente demonstram sua familiaridade com uma experiência intrínseca à vida em seu país, em seu tempo. (KURTINAITIS, p.161, 2010) Ney York Movie, 1939 [9] Intermission, 1963 [10] Nestes cenários típicos já é possível entender uma conexão nítida com o “american way of life”, observando a parte meramente representativa de suas pinturas e tendo em mente que o artista foi bastante influenciado pelo mesmo cinema que criou este imaginário norte americano, é importante porém ressaltar que, considerando outros aspectos presentes na sua obra, diferente da perspetiva de marketing, que busca uma representação positiva e idealizada, as pinturas de Hopper trazem uma atmosfera especifica que destoa levemente desse idealização. Assim para averiguar essa atmosfera especifica, o que ela diz, e quais elementos das pinturas contribuem para isso, é interessante analisar um dos processos mais primários na pintura que é o uso das cores. 2.2 - As cores e a atmosfera que elas convém A razão de querer analisar as cores se da no fato de que, a maneira com que as cores e pinceladas convém as formas nas pinturas de Hopper tem um impacto importante nesta atmosfera criada. As sombras bem delimitadas, como no exemplo de “Office at Night”, ao mesmo tempo que elas destacam as cores e as formas dos objetos e figuras na pintura elas criam um aspecto chapado em certos elementos da tela. E ao mesmo tempo que esse trabalho de luz e sombra dá uma carga realista á pintura, esse elemento chapado cria também um certo sentido de superficialidade na obra, superficialide esta que convém ao expectador um sentido 11 de algo irreal, algo sublime, como um sonho que se revela como o mais banal possível. Ou uma superficialidade que indica o sentido superficial de vivência dessas figuras nos quadros. Para tal, as pinturas ganham um sentido representativo de normalidade e cotidiano que ao mesmo tempo que reforça esse imaginário norte americano, ele também o distorce, e que, o aspecto real e ao mesmo tempo superficial mostra as coisas como elas ‘são’. Ou seja um ideário que não se completa como uma forma utópica, mas sim que apenas existe. Office at Night - 1940 [11] Hotel Lobby - 1943 [12] 12 2.3 O Isolamento na obra de Hopper e o American way of life Portanto, quando se tem o entendimento desses aspectos de superficialidade e esse paradigma a respeito do “american way of life” nas pinturas de Hopper, se constrói também uma conexão entre essas figuras e o isolamento presente no cenário. É uma imagem bastante recorrente em sua obra, dessas figuras sozinhas ou isoladas no canto do ambiente, seja contemplando a janela, ou olhando para outro lugar se não o expectador. E isso proporciona a constante sensação de se estar isolado ou afastado do resto da realidade, um reflexo talvez consciente ou inconsciente de questões que o estilo de vida norte americano possui e que trazem uma certa carga dramática para as narrativas presentes nas obras dele. Gasolina, 1940 [13] Observando todos estes elementos, talvez o que torne as obras deste artista tão fascinante seja justamente essa forma casual e banal com que estas cenas do cotidiano se mostram, em que ainda que possuam cores claras e vibrantes, denominam uma sutil melancolia que essa comodidade isoladora proporciona, com as pessoas frequentando esses mesmo lugares, sozinhas, cada uma em seus próprios pensamentos, em seus próprios ‘espaços’. Algo talvez relacionado a justamente com esse individualismo norte americano, mais uma vez, denotando em certo sentido a sensação de um sonho, em que você vive aquele cenário mas se mantém alheio ao que está fora dele. Se não como um sonho, então talvez como a cena de um filme. Conclusão Sendo assim, a partir dessas interpretações a cerca das pinturas de Hopper, assim como os elementos discutidos a cerca do “american way of life” pode-se entender que de fato existe uma relação acerca dessa ideia de estilo de vida estado unidense com estas retratações cotidianas nas telas, da mesma forma como é possível notar que estas pinturas criam um espaço interessante pois elas criam um estado de ambiguidade, em que ao mesmo tempo que 13 reforçam essas ideias, elas oferecem também uma certa dissonância com a imagem idealizada que este estilo de vida se propõe a instigar. Em que na banalidade, se releva um individuo contemplativo, isolado e deslocado do seu entorno. 14 Referencias Bibliograficas CUNHA, “American way of life: representação e consumo de um estilo de vida modelar no cinema norte-americano dos anos 1950”, ESPM, 2017 GONÇALVES, JUNIOR, “American way of life, Cinema e Propaganda”, VII Encontro de Pesquisa e Comunicação, ENPECOM, 2015 KURTINAITIS, “Edward Hopper e a imagem cinematográfica” IDE, São Paulo, 2010 SURIGAN, “O Silêncio e a Estética na Pintura de Edward Hopper: A Iconografia Norte Americana”, UNICAMP, 2017 15 Imagens [1] Disponível em: https://www.moma.org/collection/works/46797 acesso em 13/12/2023, ás 7:35 [2] Disponível em: https://i.pinimg.com/1200x/28/98/c6/2898c64f21c55b0e1cf067311a0dfdff.jpg acesso em 14/12/2023, ás 8:15 [3] Disponível em: https://danielacolaci.files.wordpress.com/2016/12/fofo-3.png?w=723 acesso em 14/12/2023, ás 8:16 [4] Disponível em: https://userscontent2.emaze.com/images/81e0d61f-d425-4da1ad0b01f6312346c8/a8839909730057b068d07de2af475906.jpg acesso em 15/12/2023, ás 7:40 [5] Disponível em: https://investidorsardinha.r7.com/wp-content/uploads/2023/08/americanway-of-life-entenda-esse-estilo-de-vida.jpg acesso em 15/12/2023, ás 7:43 [6] Disponível em: https://wahooart.com/Art.nsf/O/8YDGUY/$File/Edward-HopperMorning-Sun.JPG acesso em 16/12/2023, ás 9:05 [7] Disponível em: https://media.nga.gov/iiif/e285075e-752d-44b0-8c72eb5789da81a0/full/!588,600/0/default.jpg acesso em 16/12/2023, ás 9:06 [8] Disponível em: https://arthive.net/res/media/img/oy800/work/0df/61748@2x.jpg acesso em 16/12/2023, ás 9:07 [9] Disponível em: https://i.ytimg.com/vi/oSV-B8UWg2c/maxresdefault.jpg acesso em 16/12/2023, ás 9:08 [10] Disponível em: https://sfmoma-media-dev.s3.us-west-1.amazonaws.com/wwwmedia/2018/08/26060732/2012.1_01_H02-Large-TIFF_4000-pixels-long-scaled.jpg acesso em 16/12/2023, ás 9:10 16 [11] Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/cc/b6/13/ccb613262ed951af6d5fed5b2ca2dc27.jpg acesso em 16/12/2023, ás 9:12 [12] Disponível em: https://www.reproductiongallery.com/catalogue/uploads/1626842236_large-image_edward-hopper-hotel-lobby-1943large.jpg acesso em 16/12/2023, ás 9:14 [13] Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/91/0b/98/910b98cf51d6a7d9d6830d2a65f7cc99.jpg acesso em 16/12/2023, ás 9:15 17
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