1 Curso de Especialização Tecnológica Técnico Especialista em Exercício Físico PSICOLOGIA DO EXERCÍCIO Psicologia do Exercício 2 Equipa pedagógica | Responsável NACIONAL do módulo de PE | Responsável REGIONAL do módulo de PE | Docente do módulo de PE | Tânia Paias | Inês Vigário | Rui Branco | taniapaias.psi@gmail.com | misvigario@gmail.com | ruibranco.psi@gmail.com | tania.paias@portalbullying.com.pt | Email do responsável do módulo Psicologia do Exercício 3 4 Sumário: • Envolvimento físico, condições materiais e clima • Processos Grupais: Dinâmicas de grupo e coesão do grupo • Liderança: O Técnico de Exercício Físico Psicologia do Exercício 5 Envolvimento Envolvimento físico, condições materiais e clima | Processos de Grupo| Liderança Psicologia do Exercício 6 LOCAL DE PRÁTICA: OUDOOR VS. INDOOR Psicologia do Exercício 7 30,10,24. https://expresso.pt/boa‐cama‐boa‐mesa/2024‐10‐31‐mata‐ nacional‐do‐bussaco‐vai‐ser‐a‐primeira‐floresta‐terapeutica‐da‐peninsula‐ iberica‐cc812533 8 CONDIÇÕES MATERIAIS Psicologia do Exercício 9 CLIMA Psicologia do Exercício 10 PREFERÊNCIAS CONFORTO MELHOR DESEMPENHO Psicologia do Exercício 11 Envolvimento Envolvimento físico, condições materiais e clima | Processos de Grupo| Liderança Psicologia do Exercício 12 Ao longo dos últimos anos notámos alterações significativas face ao EF e ao próprio “ambiente” em ginásios, academias e/ou health clubs (Mourão 2005). • ATIVIDADES INDIVIDUAIS (exs., musculação, cardiofitness). • ATIVIDADES GRUPAIS (exs., hidroginástica, ginástica aeróbica … tudo o que envolva aulas de grupo, de interação entre vários praticantes). Importa analisar o comportamento do praticante no GRUPO e como este pode influenciar a prática continuada de EF ou, por outro lado, impedir a sua continuidade. Psicologia do Exercício 13 Psicologia do Exercício 14 • “Um grupo é mais que a soma dos indivíduos que o compõem. O que importa é o que o grupo faz enquanto grupo, em termos de sistema de relações interpessoais”. Psicologia do Exercício 15 3 P´s 1) Participação, 2) Desempenho, 3) Desenvolvimento pessoal. 4 C´s 1) Competência: Habilidades e desempenho 2) Confiança: Sentido interno positivo de autoestima 3) Conexão: Laços positivos com pessoas e instituições 4) Caráter: Respeito pelas regras, integridade e empatia pelos outros. Psicologia do Exercício 16 Quando um grupo está ocupado com uma tarefa Dinâmica de grupo Kurt Lewin afirma que não é a similaridade entre as pessoas que mantém um grupo mas sim a interdependência IMPORTANTE – Técnico de exercício tem que estar atento às diferentes movimentações individuais de cada elemento que compõe o seu grupo, uma vez que cada praticante tem os seus objetivos individuais, podendo apenas partilhar a modalidade de exercício Psicologia do Exercício 17 Qualquer GRUPO de trabalho, orientado para a resolução de problemas, oscila entre duas modalidades de ação: • Trabalha para a coesão • Trabalha para a solução do problema Nesta vertente situam‐se os processos de competição, de conflito, cooperação e de agressão. Psicologia do Exercício 18 Psicologia do Exercício 19 O GRUPO E A PERFORMANCE INDIVIDUAL O GRUPO poderá exercer uma INFLUÊNCIA POSITIVA no comportamento individual, ou … NORMAN TRIPLETT E O FENÓMENO DE FACILITAÇÃO SOCIAL Psicologia do Exercício 20 … poderá exercer uma INFLUÊNCIA NEGATIVA no comportamento individual! (preguiça social) Psicologia do Exercício 21 AMBIENTE DE GRUPO DISTINÇÃO PROCESSOS DE GRUPO ESTRUTURA DO GRUPO INTERAÇÃO E COMUNICAÇÃO NORMAS E FUNÇÕES Psicologia do Exercício 22 COESÃO DE GRUPO TAREFA/SOCIAL TRABALHAR O AMBIENTE DE GRUPO ‐ ESTRATÉGIAS GERAIS ‐ As estratégias variam de acordo com o grupo em causa, características dos membros e suas preferências (Gammage & Lamarche, 2014): ‐ Ter disponível e esclarecer os clientes da sua formação (informação sobre o nível de expertise promove a confiança do praticante). ‐ Promover ativamente uma interação social positiva (exs., utilizar os nomes dos praticantes, dar instrução específica e individualizada, dar atenção e reforço positivo a todos os membros, conversar um pouco antes e depois da aula). ‐ Trabalhar com grupos que sejam semelhantes nas suas características (exs., iniciantes, mulheres, seniores, condições clínicas específicas, …). ‐ Ter atenção ao tamanho do grupo (grande dar atenção a todos, movimentação pela sala; pequeno não dar demasiada atenção). Psicologia do Exercício 23 COESÃO A coesão tem sido identificada como uma variável importante de se considerar no âmbito da compreensão dos grupos, dada a relevância que assume na dinâmica e performance dos mesmos. Objeto de investigação tanto na área do Desporto, como da Atividade Física (Paskevich, Estrooks, Brawley & Carron, 2001). Psicologia do Exercício 24 • DEFINIÇÃO Construto multidimensional que se demonstra no fato do grupo se manter unido na tentativa de alcançar os seus objetivos e/ou por necessidades dos membros (Carron, Brawley & Widmeyer, 1998 citados por Gammage & Lamarche, 2014). Caracteriza‐se pela atração de uma pessoa a um dado grupo (tarefa/social) ou sentimentos de que o grupo funciona como um todo (tarefa/social) (Gammage & Lamarche, 2014). • IMPORTÂNCIA NO CONTEXTO DO EXERCÍCIO FÍSICO Em várias populações e contextos estudados, a coesão está consistentemente associada à adesão ao exercício e a uma atitude positiva face ao exercício (Gammage & Lamarche, 2014). Psicologia do Exercício 25 Coesão • Multidimensional ‐ Muitos fatores estão relacionados à razão para um grupo se unir; • Dinâmica – A coesão num grupo pode mudar com o tempo; • Instrumental – Os grupos são criados com um propósito; • Afetiva – As interações sociais dos membros produzem sentimentos entre os membros dos grupos. Psicologia do Exercício 26 A sua definição como multidimensional faz referência a uma combinação de dimensões entre tarefa e dinâmicas sociais (Spink & Carron, 1992): • Coesão de Tarefa – Reflete o grau em que os membros de um grupo trabalham juntos para alcançar objetivos comuns. No desporto, um objetivo comum seria vencer um campeonato, o que em parte depende dos esforços coordenados da equipa; • Coesão Social – Reflete o grau em que os membros de um grupo gostam uns dos outros e apreciam a sua companhia. Por exemplo, numa sala de aula de ginástica, um objetivo comum é a melhoria da condição física, e estudos demonstraram que a adesão aos programas de exercício aumentam exponencialmente se a coesão social for forte. Psicologia do Exercício 27 DINÂMICAS E COESÃO DE GRUPO: COMO TRABALHAR ?! COESÃO PARA A TAREFA (Gammage & Lamarche, 2014). ‐ Promover a interação e a comunicação utilizando partner work. ‐ Promover a distintividade (ex., t‐shirt, lema, …). ‐ Estipular objetivos coletivos a alcançar. COESÃO SOCIAL (Gammage & Lamarche, 2014). ‐ Promover interação entre os membros do grupo fora da aula (ex., café). ‐ Desenvolver normas específicas (ex., só sair da aula quando terminar) e atribuir papéis (ex., o líder, o divertido, o que puxa, …). ‐ Sacrifícios em nome de todos. Psicologia do Exercício 28 TEORIA DA COESÃO GRUPAL, Hogg e Vaughan Existência de objetivos individuias incapazes de serem atingidos individualmente Agregação de indíviduos não relacionados Interdependência mútua e interações cooperativas Satisfação mútua pelo alcance dos objetivos Perceção individual do outro como fonte de recompensas: valências positivas das relações interindividuais Atração Interpessoal: COESÃO Psicologia do Exercício 29 EM RESUMO: • A coesão é um conceito fundamental para o entendimento do funcionamento de um grupo; • Líderes funcionam como agentes promotores da coesão, por imporem normas e objetivos grupais; e • A coesão tem um impacto quer nos membros do grupo, quer nas dinâmicas do próprio grupo, sendo um agente importante ao sucesso do mesmo. Psicologia do Exercício 30 Envolvimento Envolvimento físico, condições materiais e clima | Processos de Grupo | Liderança Psicologia do Exercício 31 “...LIDERANÇA é um processo comportamental para influenciar indivíduos e grupos, tendo em vista objetivos estabelecidos” (Barrow, 1977). “Os grandes líderes emocionam‐nos… Inspiram o melhor que há em todos nós.” Psicologia do Exercício 32 LIDERANÇA É: • Um instrumento objetivos • O centro do processo de grupo • Um efeito da personalidade (do líder sobre os seguidores) para alcançar • Um processo de interação • Um papel diferenciado • Um exercício de influência • Uma iniciação da estrutura • Um ato ou comportamento • Uma combinação de elementos • Uma forma de persuasão Psicologia do Exercício 33 • Escolher, captar, ambientar, treinar e gerir são as principais tarefas inerentes a um líder. • O bom líder consegue que os liderados aceitem e convivam com os seus desafios diários, oferecendo‐lhes uma oportunidade no que concerne ao seu desenvolvimento pessoal e profissional, trabalhando habilidades com que não estão familiarizados no seu quotidiano profissional. (Lupa, 2006) Psicologia do Exercício 34 Entendimento Traço “O líder não se fabrica” Estuda as componentes suficientes para liderar e sobre os liderados Comportamento Capacidade inata Psicologia do Exercício 35 Liderança Modelo Multidimensional de Liderança no Desporto (Chelladurai, 1984; Chelladurai & Saleh, 1978, 1980) • Modelo integrativo das várias abordagens ao estudo da liderança, realçando‐se a necessidade dos treinadores obterem uma congruência entre três tipos de comportamentos: 1 ‐ Os exigidos pelo contexto 2 ‐ Os preferidos pelos praticantes 3 ‐ Os efetivamente assumidos no dia‐a‐dia de trabalho. Psicologia do Exercício 36 Psicologia do Exercício 37 Psicologia do Exercício 38 39 Estilos de Liderança de Goleman • O conceito de inteligência emocional surgiu em 1990, proposto pelos pesquisadores Peter Salovey e Jonh Mayer. No entanto, tornou‐se conhecido mundialmente após a publicação do livro “Inteligência Emocional “em 1995 por Daniel Goleman. • O mesmo cita que “o papel da liderança é servir, isto é, identificar e satisfazer as necessidades legítimas. Nesse processo de satisfazer necessidades a quem servimos.” Segundo Goleman existem 6 tipos de líderes que são: • Democrático • Coercitivo • Transformacional • Autoritário • Agregativo • Treinador Psicologia do Exercício 40 Psicologia do Exercício 41 Liderança Transformacional A interação entre o líder e os liderados é “transação” entre algo que o técnico pode oferecer e algo que os praticantes desejam (ex: recompensas, elogios, status, etc.), Transacional Transformacional é a capacidade de mudar os valores, atitudes e crenças. • • • (Riemer, 2007 cit por Gomes & Paiva, 2010) Psicologia do Exercício 42 Desejo de sair da zona de conforto Alternativa com capacidade de mudança Uso de meios inovadores para criar mudança SUGESTÕES !! 43 Psicologia do Exercício 44 Relação treinador‐atleta; TEEF/praticante • “Sou claramente um líder emotivo (…) Sei que o que vou dizer nem sempre é compreendido mas, para mim, é essa “emoção” que marca a diferença nas lideranças. Ninguém se entusiasma a ser liderado por um “cubo de gelo”. Cada jogador requer um estilo de liderança específico. Ninguém nasce líder (…) ser líder dá muito trabalho. É preciso aprendermos a analisar comportamentos e a adaptar o nosso estilo às circunstâncias do dia‐a‐dia.” (Morais & Mendonça, 2007, p. 120) Psicologia do Exercício 45 ꙭ Liderar é a arte de influenciar as pessoas, estabelecendo uma relação emocional, e a partir daqui utilizar a linguagem como ponto de mediação dos processos de influência. ꙭ O treinador/técnico de exercício deve desenvolver e estabelecer o seu próprio estilo, pois a filosofia de trabalho de cada um é criada e percebida individualmente. ꙭ As características psicológicas dos praticantes dão aos treinadores/técnicos de exercício, algumas indicações quanto ao estilo mais adequado de liderança. Psicologia do Exercício 46 Liderança eficaz Características próprias de cada modalidade Compreender a influência dos praticantes líderes e sua influência nos comportamentos coletivos Abordagem positiva face ao treino Reforço positivo pelo esforço, pelo desempenho e encorajamento após o erro Perceção mais realista dos comportamentos Psicologia do Exercício 47 Liderança: Como potenciar? • Gravação de comportamentos e visualização; • Recolha de informação pela equipa/grupo/indivíduo; • Análise da comunicação; • Possuir fatores explicadores de sucesso e insucesso: • Metas e objetivos‐delinear e avaliar • Metas de qualidade de treino e objetividade • Ideias a implementar com cronograma (modelo de treino) Psicologia do Exercício 48 • Será a influência do grupo determinante para uma boa adesão ao exercício? • Deverá o TEEF ter em consideração o grupo enquanto unidade, mas também aos indivíduos que são líderes natos e que possuem a capacidade de influenciar todos um grupo? • Qual a vossa experiência enquanto praticavam os exercícios de grupo e de liderança? Que aproximações poderão fazer para a vossa prática profissional? • O líder deverá ter atenção a quem vai liderar, ou apenas dever-se-á concentrar na tarefa que tem a executar? • Como se percebem enquanto líderes? Psicologia do Exercício 49 • Compreender o que é um grupo, a sua pluralidade, mas também a sua singularidade; • Compreender que existem vários motivos para a prática do exercício e que é fundamental indagá-los para que a tarefa de liderar seja bem sucedida; • Perceber que a coesão grupal é determinante e que uma liderança eficaz envolve conhecer que estilos de liderança funcionam melhor para cada grupo ou indivíduo. Psicologia do Exercício 50 •[http://www.efdeportes.com/efd103/lideranca-no-desporto.htm] Psicologia do Exercício 51 • • • • • • Berger, B.G., Pargman, D., & Weinberg, R.S. (2007). Foundations of Exercise psychology (2nd ed.). Morgantown: Fitness Information Technology. Chelladurai, P. (1978). A contingency model of leadership in athletics. Unpublished doctoral dissertation, University of Waterloo, Canada. Chelladurai, P. (1984). Leadership in sports. In J. M. Silva & R. S. Weinberg (Eds.), Psychological foundations of sport (pp. 329‐339). Champaign, IL: Human Kinetics Chelladurai, P., & Saleh, S. D. (1980). Dimensions of leader behavior in sports: Development of a leadership scale. Journal of Sport Psychology, 2, 34‐45. Weinberg, R., & Gould, D. (2015). Foundations of Sport and Exercise Psychology (6th ed.). Champaign: Human Kinetics. Gammage, K. l., & Lamarche, L. (2014). Social factors in exercise settings. In A. R. Gomes, R. Resende & A. Albuquerque (Eds.), Positive Human Functioning From a Multidimensional Perspetive: Promoting Healthy Lifestyles (vol.2) (pp. 121‐146). New York: Nova Publishers. Psicologia do Exercício 52 • Goleman, D. (2002). The New Leaders: Transforming the Art of Leadership. Little, Brown Books Group. • Gomes, A. R., & Paiva, P. (2010). Liderança, compatibilidade treinador‐atleta e satisfação no andebol: Percepção de atletas novatos e experientes. PsicoUSF, 15(2), 235‐248. • Mayer, J., & Salovey, P. (1997). What is emotional intelligence? In P. Salovey y D. Sluyter (Eds.). • Martens, R. (1987). Coaches Guide to Sport Psychology. Champaign, Illinois, Human Kinetics; Emotional development and EI: Educational implications (pp. 3–34). New York: Basic Books. • Smith, F., Smoll, F. L., & Hunt, E. (1977). A system for the behavioral assessment of athletic coaches. Research Quarterly, 48, 401‐407. • Smith, R. E., Smoll, F. L., & Curtis, B. (1979). Coach effectiveness training: A cognitive‐behavioral approach to enhancing relationship skills in youth sport coaches. Journal of Sport Psychology, 1, 59‐75. • Veloso, S., & Loureiro, A. (2017). Exercise and nature: A relevant combination to health and wellbeing. Revista Iberoamericana de Psicología del Ejercicio y el Deporte, 12(2), 313‐319. Psicologia do Exercício 53 54
0
You can add this document to your study collection(s)
Sign in Available only to authorized usersYou can add this document to your saved list
Sign in Available only to authorized users(For complaints, use another form )