1 Curso de Especialização Tecnológica Técnico Especialista em Exercício Físico (TEEF) PSICOLOGIA DO EXERCÍCIO Psicologia do Exercício 2 Equipa pedagógica | Responsável NACIONAL do módulo de PE | Responsável REGIONAL do módulo de PE | Docente do módulo de PE | Tânia Paias | Inês Vigário | Rui Branco | taniapaias.psi@gmail.com | misvigario@gmail.com | ruibranco.psi@gmail.com | tania.paias@portalbullying.com.pt | Email do responsável do módulo Psicologia do Exercício 3 4 Sumário: • Exercício físico, saúde e qualidade de vida: - Exercício físico e bem-estar físico e psicológico - Comportamento e adesão ao exercício físico - Psicologia das lesões desportivas e do exercício - Comportamentos aditivos e patológicos - Síndrome de Burnout Psicologia do Exercício 5 Exercício físico, Saúde e Qualidade de Vida Emoções | Ansiedade | Reatividade ao stresse | Autoestima |Qualidade de vida |Depressão Psicologia do Exercício 6 PODCASTS: Psicologia do Exercício 7 “… todas as partes do corpo são destinadas a uma função específica. Se usadas com moderação, fazendo regularmente os movimentos para que foram concebidas, tornam‐se por esse meio saudáveis, bem desenvolvidas e envelhecem lentamente. Mas se ficarem imóveis e ociosas tornar‐se‐ão propícias à doença, crescerão de forma deficiente e envelhecerão de forma precoce.” Hipócrates Corpus – 420 A.C. Psicologia do Exercício 8 http://noticias.ecosaude.pt/wp‐content/uploads/2021/04/Rel‐Exerc‐Fisic‐SNS‐2020.pdf Psicologia do Exercício 9 Psicologia do Exercício 10 BENEFÍCIOS Emoções Aumenta positivas e diminui negativas Ansiedade Redução nas 2‐4/4‐6 horas seguintes Reatividade ao stresse Menor em quem faz exercício Autoestima e Qualidade de Vida Tratamento Depressão Aumenta Prevenção Depressão Running and Worrying don´t Fit Dose‐resposta ao exercício Psicologia do Exercício 11 Emoções: Feel‐Good Factor “Quando faço exercício sinto‐me bem!” Questionário POMS – Perfil de Estados de Humor Pós-Exercício Pré-Exercício Biddle e Mutrie, Psychology of Physical Activity, 2001 Tensão Depressão Morgan, Med Sci Sports Exerc, 17: 94, 1985 Psicologia do Exercício 12 Ira Vigor Fadiga Confusão Emoções/Humor • Associação Positiva entre Exercício e Atividade Física (AF) e Emoções Positivas; • Efeito pequeno‐a‐moderado no vigor (+), fadiga (‐) e confusão (‐); • Intensidade moderada provoca os maiores efeitos; • Orientação para a tarefa está associada aos melhores resultados emocionais. Psicologia do Exercício 13 AUTOESTIMA • Exercício está associado: • A melhorias consistentes na autoestima; • Estas melhorias são mais evidentes nos sujeitos com valores iniciais mais baixos. • As melhorias são resultado de mudanças na perceção de si; • O aumento de autoestima é independente do nível atual de aptidão física. Psicologia do Exercício 14 ANSIEDADE • REDUÇÃO: • Durante e após a AF moderada • Após a AF intensa • Efeito de 2‐4/4‐6 horas pós‐AF semelhante ao efeito de ansiolíticos • Não se sabe se existem diferenças nos efeitos da AF aeróbia ou anaeróbia; e • A reatividade ao stresse é menor nos praticantes com elevada capacidade aeróbia. Psicologia do Exercício 15 DEPRESSÃO • A AF previne o aparecimento da depressão; • A AF permite reduções na depressão leve a moderada após episódios de depressões major; • A AF é considerada um coadjuvante no tratamento. • Seja pelas sensações de bem‐estar que provoca (Running and Worrying don´t fit) • Seja pela oportunidade de conversa (efeito catarse) Psicologia do Exercício 16 17 Outros Resultados Desempenho Cognitivo • Efeitos pequenos, mas significativos, de melhoria. Personalidade e Ajustamento Psicológico • Reforço dos aspetos positivos da personalidade. • Melhor capacidade para lidar com o stresse. (Biddle & Mutrie , 2001) Psicologia do Exercício 18 Outros Resultados Sono (os distúrbios do sono afetam cerca de 45% da população mundial) • Adormece‐se mais rapidamente, dorme‐se mais e de forma mais profunda; • É possível combater as insónias com uma rotina de exercícios físicos; • Cerca de 10 minutos diários de atividades (corrida, pedalada, caminhada) já são suficientes para evitar distúrbios do sono. https://www.sleepfoundation.org/insomnia/exercise‐and‐insomnia Menopausa • Possibilita uma melhor vivência da peri‐menopausa Psicologia do Exercício 19 PORQUE ESTES NÃO SÃO, SÓ POR SI, DETERMINANTES PARA A PRÁTICA DE EXERCÍCIO FÍSICO? Psicologia do Exercício 20 http://noticias.ecosaude.pt/wp‐content/uploads/2021/04/Rel‐Exerc‐Fisic‐SNS‐2020.pdf Psicologia do Exercício 21 Psicologia do Exercício 22 25 novembro 2020 – Novas recomendações da OMS para a atividade física “CADA MOVIMENTO CONTA” – Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física 2020 http://noticias.ecosaude.pt/wp-content/uploads/2021/04/Rel-Exerc-Fisic-SNS-2020.pdf As Recomendações da OMS sobre atividade física e comportamento sedentário fornecem recomendações de saúde pública baseadas em evidência para crianças, adolescentes, adultos e idosos, sobre a quantidade de atividade física (frequência, intensidade e duração) necessária para oferecer benefícios significativos à saúde e mitigar riscos à saúde. Pela primeira vez, são fornecidas recomendações sobre as associações entre comportamento sedentário e outcomes de saúde, bem como para sub‐populações, como mulheres grávidas e no pós‐parto, e pessoas que vivem com condições crónicas ou deficiências. Psicologia do Exercício 23 As recomendações de 2020 incluem um conjunto de 6 mensagem chave principais : Psicologia do Exercício 24 Como conseguir que uma pessoa sedentária se exercite? o Psicologia do Exercício 25 Como conseguir que uma pessoa sedentária se exercite? RECORDAM AULA 1?: Vamos com coragem prescrever prazer? https://www.portugalactivo.pt/sites/default/files/document os_publicos/prescricao_exercicio_diogo_teixeira_o_que_lhe _da_prazer_consideracoes_na_prescricao_de_exercicio_e_a desao_continuada_a_pratica_edicao4.pdf Psicologia do Exercício 26 Psicologia do Exercício 27 Comportamentos de adesão ao exercício |”Seja menos disciplinado e tenha mais motivação para exercícios| https://saude.abril.com.br/fitness/seja‐menos‐disciplinado‐e‐tenha‐mais‐motivacao‐para‐exercicios/ Psicologia do Exercício 28 Psicologia do Exercício 29 Psicologia nas lesões desportivas e do exercício Fatores psicológicos predisponentes das lesões desportivas | Implicações psicológicas das lesões | Intervenção psicológica perante o lesionado Psicologia do Exercício 30 Lesão desportiva: O que é? Lesão sica contraída durante a par cipação em atividades desportivas de caráter competitivo ou recreativo, que supõe uma disfunção do organismo, que produz dor e leva à interrupção ou limitação da atividada (Buceta, 1996). Psicologia do Exercício 31 Qual o fator psicológico mais relacionado com as lesões no desporto e no exercício? Psicologia do Exercício 32 Modelo de stresse e lesão desportiva (Williams & Andersen, 1998) Psicologia do Exercício 33 Reações psicológicas a lesões desportivas e do exercício RESPOSTAS EMOCIONAIS: Os psicólogos do desporto especulam que a reação das pessoas às lesões relacionadas com o desporto ou exercício, era semelhante à resposta das pessoas ao enfrentarem a morte eminente. De acordo com esta visão, os praticantes que se lesionavam frequentemente passavam por um processo de resposta de pesar em cinco estágios: (Hardy & Crace, 1990) Psicologia do Exercício 34 Reações psicológicas a lesões desportivas e do exercício Pode‐se esperar que indivíduos lesionados exibam três categorias gerais de respostas (Udry et al, 1997): 1. Processamento de informação relevantes à lesão – O praticante lesionado concentra‐se em informações relacionadas à dor da lesão, à consciência da extensão da lesão e indaga como ocorreu a lesão, além de reconhecer a consequências negativas ou inconveniência. 2. Revolta emocional e comportamento reativo – Quando o praticante percebe que está lesionado, pode tornar‐ se emocionalmente agitado, experimentar emoções oscilantes, sentir‐se emocionalmente esgotado, experimentar isolamento e separação e sentir‐se em choque, desacreditado, em negação ou ter auto‐ compaixão. 3. Perspetiva e enfrentamento positivos – O praticante aceita a lesão e lida com ela, inicia esforços e enfrentamento positivo, exibe uma boa atitude e otimismo e fica aliviado ao perceber o progresso. Psicologia do Exercício 35 Os seguintes sintomas são sinais de alerta de má adaptação à lesão: (Petitpas & Danish, 1995) • Sentimentos de raiva e confusão • Obsessão com a questão de quando poderá voltar a jogar/treinar • Negação (p. ex., “A lesão não é grande coisa”) • Repetidamente voltar muito cedo e lesionar‐se de novo • Orgulho exagerado das realizações • Insistências em queixas físicas menores • Culpa por dececionar a equipa • Afastamento do cônjuge • Mudanças repentinas de humor • Declarações de que, independentemente daquilo que fizerem, a recuperação não vai acontecer Psicologia do Exercício 36 IMPLICAÇÕES PARA O TRATAMENTO E A RECUPERAÇÃO DE LESÃO As habilidades psicológicas mais importantes a aprender para a reabilitação são (Hardy e Carace, 1993; Petiptas e Danish, 1995; Wiese e Weiss, 1987): • Estabelecimento de Objetivos (sessões de fisioterapia por semana, a quantidade de exercícios de mobilidade, força ou resistência ) • Diálogo interior (positivo) (bloquear pensamentos negativos (p. ex., “eu nunca vou melhorar”) e substituí-los por pensamentos reais e positivos (p. ex., “sinto‐me mal hoje, mas estou a cumprir o tratamento e por isso vou melhorar”). Psicologia do Exercício 37 • Visualização mental ou mentalização: 1. 2. 3. 4. Imagem de recuperação ou afirmação: visualizar uma meta de reabilitação a ser atingida. Imagem de cicatrização: visualizar o fluxo sanguíneo a chegar à área lesionada produzindo uma cicatrização dos tecidos. Imagem de tratamento: ao ter conhecimento dos mecanismos que ocorrem durante um tratamento, o praticante pode imaginar esses efeitos a acontecer. Imagem de performance: visualizar imagens que simulem a sua performance específica (e.g., ver um vídeo de um jogo anterior onde efetuou ações de sucesso, sem dor na área lesionada). • Relaxamento (alivia a dor e a perceção de stresse, facilita o sono e reduz o nível geral de tensão). Outros efeitos positivos: • • • • • diminuição da frequência cardíaca redução da frequência respiratória redução da resposta galvânica da pele redistribuição do fluxo sanguíneo melhora do sistema imunológico, etc. (Samulski & Azevedo, 2002; Pesca, 2004; Silvério & Srebro, 2006) Psicologia do Exercício 38 Imaginem que um cliente vosso se lesionava. O que fariam??? Psicologia do Exercício 39 Comportamentos aditivos e patológicos Respostas emocionais |Reabilitação desportiva Psicologia do Exercício 40 De que falamos? Psicologia do Exercício 41 Perturbações do Comportamento Alimentar Compulsão Alimentar Bulimia Anorexia Psicologia do Exercício 42 COMPULSÃO ALIMENTAR: O QUE É? • Ingerir, num curto espaço de tempo, uma quantidade grande de comida; • Sentir que não consegue parar de comer, nem controlar a quantidade que está a ingerir; • Os episódios compulsivos associam‐se a pelo menos 3 das seguintes situações: • Comer muito rápido • Sentir-se desconfortavelmente cheio • Comer sem sentir fome • Comer sozinho devido ao embaraço • Sentir-se desgostoso consigo, deprimido ou culpado depois de comer • Ocorre pelo menos 2 x por semana durante 6 meses • Não está associado ao uso regular de comportamentos compensatórios Psicologia do Exercício 43 COMPULSÃO ALIMENTAR: Dimensão emocional • Além da sensação de perda de controle e da quantidade de alimento consumido, a compulsão alimentar é frequentemente acompanhada por sentimentos de angústia, incluindo vergonha, nojo e/ou culpa. • As pessoas com esta perturbação possuem baixa autoestima, têm um locus de controle externo e preocupam‐se mais com o peso e a forma física do que outras pessoas que também tenham sobrepeso, mas em que não exista diagnóstico. Psicologia do Exercício 44 Conhecer os fatores que predispõem para as problemas compulsivos alimentares pode ajudar a prevenir ou reduzir a probabilidade de ocorrerem. (Swoap & Murphy, 1995; Thompson & Sherman, 1999) Psicologia do Exercício 45 Variáveis associadas: • Normas e restrições de peso • Pressão externa (pares, treinador/instrutor/PT) • Fatores socioculturais • Exigências do desempenho • Personalidade (submissão, conformismo) • Dimensões psicológicas (depressão, baixa autoestima, etc.) Psicologia do Exercício 46 SUGESTÃO !! 47 Sugestões para a prática: • Promover a escuta ativa: ‐ Tentar perceber as crenças dos clientes acerca do peso excessivo; ‐ Compreender o impacto que o excesso de peso assume (psicologicamente); ‐ O que consideram como peso aceitável, etc.. Psicologia do Exercício 48 Sugestões para a prática: Integrar sensibilidade na prática: • Considerar experiências negativas anteriores dos clientes; • Reconhecer o excesso de peso como multifatorial; • Explorar todas as causas dos problemas presentes e não apenas o peso; • Reconhecer os esforços em perder peso repetidamente; • Enfatizar a importância de mudar o comportamento e não o peso; • Reconhecer a dificuldade de fazer mudanças no estilo de vida; • Reconhecer que as pequenas mudanças de peso podem melhorar a saúde. Psicologia do Exercício 49 BULIMIA • Preocupação persistente com o peso e forma corporal; • Episódios recorrentes de ingestão compulsiva de grandes quantidades de alimentos; • Sentimento de falta de controlo sobre o comportamento alimentar durante a ingestão; • Adoptar a auto indução de vómito, os laxantes ou diuréticos,… e exercício vigoroso para prevenir o ganho de peso; e • Uma média de 2 episódios/semana de ingestão compulsiva durante 3 meses. Psicologia do Exercício 50 ANOREXIA • Medo intenso de ganhar peso/ficar gorda, apesar do baixo peso; • Distorção na perceção do peso, tamanho e forma corporal (sente‐se “gorda” mesmo quando é óbvio o baixo peso); • Recusa em manter um mínimo de peso corporal normal para a idade e altura (15% abaixo do peso normal); • Nas mulheres, a ausência de 3 ciclos menstruais consecutivos. Psicologia do Exercício 51 52 • Existe uma grande variedade de perturbações associadas à alimentação que geram sofrimento nas pessoas; • Este tipo de perturbações são explicadas de forma multifactorial. Ou seja, a partir da participação de fatores associados à genética e ao ambiente em que a pessoa se desenvolveu (p. ex., países industrializados, aspetos culturais, dinâmica familiar, etc.); • É importante saber identificar, num contexto profissional, este tipo de comportamentos, para que a pessoa possa ser encaminhada, caso necessário, para um profissional de saúde. • O exercício exagerado, é, na maior parte dos casos, indicador da presença destas perturbações. Psicologia do Exercício 53 DISTÚRBIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO DEPENDÊNCIA DE EXERCÍCIO FÍSICO VIGOREXIA Psicologia do Exercício 54 DEPENDÊNCIA do EXERCÍCIO: O que é? É uma dependência psicológica ou fisiológica de um regime regular de exercício que é caracterizado por sintomas de abstinência* após 24 a 36 horas sem exercício (Sachs, 1981). *sintomas de abstinência: ansiedade, irritabilidade, culpa, contração dos músculos, nervosismo. Os peritos explicam a dependência de exercício relacionando‐a com o estado de prazer decorrente da libertação de neurotransmissores envolvidos nos mecanismos neurais de reforço, entre eles a dopamina (DA) e os opióides endógenos. Psicologia do Exercício 55 Sinais!! • Padrão estereotipado de exercício com plano regular de 1 ou mais vezes por dia; • Dar cada ver mais prioridade à manutenção do padrão de exercício; • Aumento da tolerância à quantidade de exercício; • Sintomas de abstinência relacionados com alterações de humor após paragens do exercício; • Alívio do sintomas de abstinência com prática de exercício; • Atenção subjetiva da compulsão para o exercício; • Rápido restabelecimento do padrão anterior e sintomas de abstinência após período de abstinência. Psicologia do Exercício 56 57 Sugestões para a prática: • Planear dias de descanso ou adotá‐los quando necessário; • Treinar regularmente com um parceiro mais lento; • Se lesionado, parar de treinar até estar recuperado; • Intercalar a baixa intensidade com menor distância com treinos árduos; • Se apenas interessado em benefícios de saúde, basta treinar 30 minutos diários; • Estabelecer objetivos a curto e longo‐prazo. Psicologia do Exercício 58 VIGOREXIA (Pope, Phillips & Olivardia, 2000) É uma perturbação em que a pessoa se preocupa constantemente com o seu tamanho corporal. Tende a sentir‐se pequena e débil, independentemente do seu real tamanho. É também conhecida como dismorfia muscular ou anorexia reversa. A necessidade de obter um elevado grau de hipertrofia muscular incentiva a manifestação de comportamentos que se assemelham a obsessões e compulsões. Psicologia do Exercício 59 Características: • Vergonha do seu próprio corpo; • Utilização de fórmulas "mágicas" para ficar “maior” (p. ex., anabolizantes, esteróides, etc.); • Obsessões com algumas partes do corpo; • Passar muito tempo em frente ao espelho. Psicologia do Exercício 60 (Pope, Phillips & Olivardia, 2000) Consequências muito graves: Insónia, Problemas nos ossos e nas articulações devido ao peso excessivo no treino, Fraqueza e cansaço constantes, Problemas de fígado, Falta de apetite, Problemas circulatórios, Irritabilidade, Redução dos níveis de testosterona e desinteresse sexual. Psicologia do Exercício 61 Dependência Secundária • Dismorfia Muscular / Vigorexia / Anorexia reversa Psicologia do Exercício 62 • N=239 • Frequentadores de ginásios ≥3xSem • Adónis Complex Questionnaire (Pope, Phillips & Olivardia, 2000) • Inventário de Personalidade Mini‐Mult (Kincannon, 1968) • Resultados: Predominância significativa de traços de personalidade obsessivocompulsivos em praticantes com Dismorfia Muscular, quando comparados com os que não apresentam esta perturbação. Psicologia do Exercício 63 • O sobre investimento, quer no exercício, quer na imagem corporal, é sintomático de um nível de sofrimento psicológico; • Existem questões relacionadas com a insegurança, baixa autoestima e depressão associados a estes movimentos de sobre investimento; • É importante, especialmente em contextos de exercício, que se promova uma cultura de bem‐estar; • Se é difícil contrariar padrões muito enraizados de comportamento compulsivo, os profissionais podem intervir numa lógica de alerta e prevenção, e de encaminhamento para um profissional de saúde. Psicologia do Exercício 64 Síndrome de Burnout Definição | Dimensões | Sintomas Psicologia do Exercício 65 Definição O termo Burnout surgiu nos Estados Unidos em meados dos anos 70 burn = queima e out = exterior Associado ao stresse crónico experimentado no contexto do trabalho. A pessoa sente‐se a “perder a energia”, o entusiasmo e o interesse, comprometendo a sua saúde e performance profissional. Psicologia do Exercício 66 Definição • A dedicação exagerada à atividade profissional é uma caraterística marcante do Burnout, mas não a única. • O desejo de ser o melhor e demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: a pessoa com Burnout tende a medir a sua autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional. Freudenberger Psicologia do Exercício 67 68 Sintomas Já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional! Psicologia do Exercício 69 Sintomas físicos, emocionais, cognitivos e comportamentais Psicologia do Exercício 70 Dimensões: Exaustão Emocional (EE) sensação de esgotamento físico e mental, sentimento de não dispor energia para nada, de ter chegado ao limite das possibilidades; Despersonalização (DE) a personalidade sofreu ou tem vindo a sofrer alterações, levando o profissional a um contato frio e impessoal. reduzida Realização Profissional (rRP) sentimento de insatisfação para com as atividades laborais, sentimento de insuficiência, baixa auto‐ estima, fracasso profissional, desmotivação, baixa eficiência no trabalho. Psicologia do Exercício 71 • Burnout em atletas de alto rendimento: Overtraining – Excesso de exercício físico sem respeitar os limites do corpo para uma adequada recuperação. Burnout: Esgotamento mental. Overtraining: Esgotamento físico do atleta. Psicologia do Exercício 72 73 • Em que medida o exercício pode melhorar a saúde física e mental e, ainda, a qualidade de vida dos praticantes? • De que forma devemos olhar a adesão vs. manutenção ao exercício físico dos praticantes? • As reações emocionais perante a lesão são determinantes para o sucesso da recuperação. Porquê? • “Anorexia, Bulimia, Vigorexia, Compulsão Alimentar, são diferentes faces de uma mesma moeda. Mas como o TEEF não é psicólogo, não terá que se preocupar”. Comente esta frase. Psicologia do Exercício 74 • Importa compreender os motivos que validam e justificam a fraca adesão ao exercício, para se conseguir contrariar esta premissa; • Ter em conta que o exercício tem um papel fundamental na saúde e na qualidade de vida, e que se compreendermos a fundo estas temáticas, estaremos em condição, através de um plano de exercícios, de prevenir doenças físicas e mentais e promover um maior ajustamento psicológico e, naturalmente, aumentar a qualidade de vida dos praticantes; • Importa conhecer alguns comportamentos associados à prática do exercício e como o praticante reage perante uma adversidade (lesão). Psicologia do Exercício 75 http://www.athleticinsight.com/Vol10Iss1/Inte rventionsInjury.htm# Psicologia do Exercício 76 • Biddle, S. J., & Mutrie, N. (2001). Psychology of Physical Activity : Determinants, Well‐Being, and Interventions. London: Routledge. • Buceta, J. M. (1996). Psicologia y lesiones deportivas: Prevención y recuperación. Madrid: Dykinson. • Hardy, C. J.,& Crace, R. K. (1990). Dealing with injury. Sport Psychology Training Bulletin, 1, 1‐8. • Olivardia, R., Pope, H. G., & Hudson, J. I. (2000). Muscle dysmorphia in male weightlifters: A case‐control study. The American journal of psychiatry, 157(8), 1291–1296. • Paias, T., Gonçalves, R., & Batalau, R. (2011). Dismorfia muscular e tipologia de personalidade em praticantes de Actividade Física Regular, nas XII Jornadas da Sociedade Portuguesa de Psicologia do Desporto: A prática da Psicologia do Desporto e do exercício, no Rendimento Desportivo e na Saúde. • Petitpas, A. J., & Danish, S. J. (1995). Caring for injured athletes. In Murphy, S. M. (Ed.), Sport psychology interventions (pp. 255 – 281). Champaign, IL: Human Kinetics. Psicologia do Exercício 77 • Samulski, D., & Azevedo (2002). Psicologia Aplicada às lesões esportivas. In D. Samulski (eds), Psicologia do Esporte (pp 277‐299). Tamboré: Manole. • Udry, E., Gould, D., Bridges, D. & Tuffey, S. (1997). People helping people? Examining the social ties of athletes coping with burnout and injury stress. Journal of Sport & Exercise Psychology, 19, 368‐395. • Wiese, D. M. & Weiss, M. R. (1987). Psychological rehabilitation and physical injury: Implications for the sportsmedicine team. The Sport Psychologist, 1, 318–330. • Williams, J. M., & Andersen, M. B. (1998). Psychosocial antecedents of sport injury: Review and critique of the stress and injury model. Journal of Applied Sport Psychology, 10, 5‐25. Psicologia do Exercício 78 79
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