Caso de Estudo - LogiLink Solutions Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento Grupo 5: Ana Rita Almeida Marques, A96825 Carlos José Lobo de Sousa, A87791 Gonçalo Silva Figueiredo, A95148 Maria Eduarda Souza dos Santos, A94412 Docentes: Ana Cecília Dias Ferreira Ribeiro Maria Sameiro Faria Brandão Soares Carvalho Guimarães, maio de 2023 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 4 2. DEFINIÇÃO DA LOCALIZAÇÃO DO LOC ........................................................................................... 4 2.1. Método Centro de Gravidade....................................................................................... 4 2.2. Impactos que Diferentes Custos Unitários de Transporte Possuem na Nova Localização do LOC ...................................................................................................................... 6 2.3. Implementação de dois LOCs ....................................................................................... 7 2.3.1. Critério 1- Custos de Mão de Obra .................................................................. 7 2.3.2. Critério 2- Custo de Construção........................................................................... 7 2.4. Fatores a Serem Considerados Como Complementos ao Método Centro de Gravidade................................................................................................................................... 8 2.5. 3. 4. Fatores que Podem Possuir um Impacto na Busca Pela Localização do LOC............... 9 PROJEÇÃO DO ARMAZÉM ............................................................................................................ 9 3.1. Modelo Nível de Encomenda ....................................................................................... 9 3.2. Análises ABC ............................................................................................................... 11 3.3. Definição da Maior Taxa de Aluguer Mensal ............................................................. 12 DEFINIÇÃO DE ROTAS E CUSTOS DE DISTRIBUIÇÃO ......................................................................... 13 4.1. Definição das Rotas de Distribuição ........................................................................... 13 4.2. Definição dos Custos de Distribuição ......................................................................... 15 CONCLUSÃO .................................................................................................................................... 15 BIBLIOGRAFIA................................................................................................................................... 17 APÊNDICES ...................................................................................................................................... 18 APÊNDICE I RESULTADO MÉTODO CENTRO DE GRAVIDADE ................................................................ 18 APÊNDICE II DEFINIÇÃO DO NÚMERO DE PALETES E SLOTS POR SUBGRUPOS .......................................... 18 APÊNDICE III DIAGRAMA ANÁLISES ABC....................................................................................... 18 APÊNDICE IV DEFINIÇÕES ANÁLISES ABC ...................................................................................... 19 APÊNDICE V LAYOUTS ABC DAS VENDAS.......................................................................................... 19 APÊNDICE VI LAYOUTS ABC SEGUNDO A TAXA DE ROTAÇÃO ............................................................ 19 APÊNDICE VII LAYOUTS FINAL DO ARMAZÉM .................................................................................. 20 APÊNDICE VIII DIMENSÕES DO ARMAZÉM....................................................................................... 20 APÊNDICE IX CUSTOS DE EXPANSÃO E ALUGUER DO ARMAZÉM........................................................ 21 APÊNDICE X MATRIZ DISTÂNCIAS.................................................................................................... 21 APÊNDICE XI MATRIZ POUPANÇAS .............................................................................................. 21 APÊNDICE XII MATRIZ TEMPOS .................................................................................................... 21 APÊNDICE XIII ORDENAÇÃO DAS POUPANÇAS.................................................................................. 22 APÊNDICE XII ROTAS IDEIAS......................................................................................................... 22 1 APÊNDICE XIV CUSTOS ASSOCIADOS ÀS ROTAS ................................................................................ 22 2 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1- Localizações dos LOC’s para diferentes Taxas ............................................................... 7 Figura 2- Tabela de Comparação de Distâncias e Tempos Totais............................................... 12 Figura 3- Parâmetros calculados relativamente a cada rota ...................................................... 14 Figura 4 – Resultado Método Centro de Gravidade ................................................................... 18 Figura 5 – Definição de número de paletes e slots por subgrupos ............................................ 18 Figura 6 – Diagramas da Análise ABC.......................................................................................... 18 Figura 7 – Definições Análises ABC ............................................................................................. 19 Figura 8 – Layout ABC das Vendas .............................................................................................. 19 Figura 9 – Layouts ABC segundo a Taxa de Rotação................................................................... 19 Figura 10 – Layout Final do Armazém......................................................................................... 20 Figura 11 – Dimensões do Armazém .......................................................................................... 20 Figura 12 – Custos de Expansão e Aluguer do Armazém ........................................................... 21 Figura 13 – Matriz Distâncias ...................................................................................................... 21 Figura 14 – Matriz Poupanças ..................................................................................................... 21 Figura 15 – Matriz Tempos.......................................................................................................... 21 Figura 16 – Parte da tabela de Ordenação das Poupanças ........................................................ 22 Figura 17 – Rotas Ideais .............................................................................................................. 22 Figura 18 – Custos associados às Rotas ...................................................................................... 22 3 1. INTRODUÇÃO No âmbito da Unidade Curricular de Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento, foi proposto um caso de estudo a respeito da empresa LogiLink Solutions. O presente relatório possui como finalidade principal analisar informações relevantes sobre fornecedores, clientes e capacidades logísticas da empresa a fim de apresentar uma série de decisões estratégicas, táticas e operacionais que possam ser tomadas para aprimorar a eficiência e a eficácia da empresa em questão na Gestão da Cadeia de Abastecimento. A nível Estratégico, desenvolveu-se uma nova localização aproximada do LOC a partir do auxílio do Método Centro de Gravidade e diversos outros critérios de escolha. A nível Tático, definiu-se a organização do armazém que tem impacto direto na eficiência e produtividade da empresa. Foi realizado um estudo das vendas e, com base no Modelo Nível de Encomenda, tornou-se possível determinar a quantidade de paletes e slots. A seguir, realizaram-se também duas Análises ABC, com base nas vendas e na rotação dos subgrupos de produtos, de modo a definir o layout do armazém e a melhor forma de armazenagem e manuseio de mercadorias. Relativamente ao nível Operacional, definiram-se rotas de transporte (heurística das poupanças). (ROTAS??) Resumidamente, esse relatório expõe uma variedade de medidas que têm como objetivo melhorar a performance da organização ao administrar a sua cadeia de suprimentos. Além disso, a partir dos desafios encontrados ao longo da sua resolução, tornou-se possível pôr em prática a teoria estudada nas mais diversas áreas logísticas. 2. DEFINIÇÃO DA LOCALIZAÇÃO DO LOC Após realizar três análises, foram considerados diferentes métodos para definir a localização de um Local de Operações (LOC). A primeira análise utilizou o Método Centro de Gravidade, que calcula a localização ideal com base na distribuição geográfica dos clientes e fornecedores. Na segunda análise, foram ajustados os pesos atribuídos aos clientes e fornecedores, a fim de compreender como essa alteração afeta os custos. Por fim, a terceira análise envolveu a implementação de dois LOCs em vez de um, levando em consideração dois critérios distintos: custos de mão de obra e custos de construção nos países de Portugal e Espanha. Essas análises visaram encontrar a localização mais adequada para otimizar os custos e melhorar a eficiência da cadeia de abastecimento. 2.1. Método Centro de Gravidade 4 Para a implementação de uma nova localização aproximada do LOC, utilizou-se o Método Centro de Gravidade. Este, consiste numa abordagem ao “Facility Location Problem”, em que se é utilizado para 5 determinar a localização mais eficiente para a instalação de um centro de distribuição, baseando-se na análise das distâncias dos pontos de origem e destino dos produtos. Essa técnica foi utilizada para encontrar a localização ideal do centro de distribuição de modo a minimizar soma das distâncias entre o LOC e os pontos de origem e destino, reduzindo os custos de transporte e melhorando o tempo de entrega. Para aplicar o método centro de gravidade, foi necessário buscar dados precisos sobre as localizações dos clientes e fornecedores, bem como as vendas totais anuais para cada um dos clientes e as compras totais que a empresa fez dos fornecedores. Para o cálculo da localização aproximada do LOC, procedeu-se à utilização da ferramenta Solver do Excel. Com isso, após o cálculo efetuado, a melhor localização aproximada para o novo LOC possui como coordenadas x=38,77 e y=-7,06, sendo estas referentes à cidade de Badajoz. Tais resultados podem ser confirmados no Apêndice I RESULTADO MÉTODO CENTRO DE GRAVIDADE. 2.2. Impactos que Diferentes Custos Unitários de Transporte Possuem na Nova Localização do LOC A localização do LOC desempenha um papel crucial no sucesso do negócio, afetando diretamente fatores como acessibilidade, procura, concorrência e custos operacionais. Com a alteração dos pesos dos clientes e fornecedores foi nos possível verificar o impacto destes na localização do novo LOC. É de notar que na localização do LOC, o valor da latitude não apresenta grandes variações, ao contrário do valor da longitude. Quanto maior a taxa a dos clientes, mais esta localização se inclina para a Espanha. Por outro lado, a localização do LOC é tanto mais próxima de lisboa quanto maior a taxa para os fornecedores. É também possível inferir que como existem muitos mais clientes do que fornecedores, as taxas são muito mais facilmente diluídas pelos clientes, evidenciando assim que os clientes têm mais peso na definição da localização do LOC. 6 Figura 1- Localizações dos LOC’s para diferentes Taxas 2.3. Implementação de dois LOCs De modo a existir a possibilidade de implementação de dois LOCs em vez de apenas um, realizou-se 2 critérios diferentes tendo em conta os custos de mão de obra e construção de ambos países. Através desses critérios, o grupo conseguiu uma localização aproximada para o novo LOC. 2.3.1. Critério 1- Custos de Mão de Obra De modo a conseguir verificar a possibilidade de implementação de dois LOCs em vez de apenas um, procedeu-se à utilização de um critério, em que neste caso, separou-se as localizações por país, ou seja, em Portugal e Espanha, tendo em consideração os custos de mão de obra de ambos os países, sendo que, em Portugal o custo é de 1203€ e em Espanha, o custo é de 1715€. Em Espanha, a localização aproximada de um novo LOC, possui as coordenadas, x=39,47 e y=-0,38, que se situa em Valência. Relativamente a Portugal, a localização aproximada para a implementação de um novo LOC, tem as coordenadas de x= 38,72 e y=-9,14, em que é situada na cidade de Lisboa. 2.3.2. Critério 2- Custo de Construção Para uma nova possibilidade de implementação de dois LOCs em vez de apenas um, procedeuse à utilização de um novo critério, em que neste caso, ordenou-se as cidades de Oeste para Este em relação ao ponto médio, ordenando assim a coordenada "Y" por ordem crescente, tendo em consideração os custos de construção em €/m2. Para determinar o ponto médio, sabendo que existem 34 ID´s, dividiu-se em 17 (ponto médio), neste caso, a cidade de Cádiz, 7 situada em Espanha, em que se realizou a análise para a possibilidade de implementação de um novo LOC a Oeste e a Este desta cidade. Em Portugal, o custo de construção é de 35€/m2 e em Espanha é de 65€/m2. Relativamente à localização aproximada a Oeste de Cádiz, esta possui as coordenadas x=38,72 e y=-9,14, ficando situada em Lisboa, Portugal. Relativamente à localização aproximada a Este de Cádiz, esta tem as coordenadas de X=39,47 e Y=-0,37 e fica situada na cidade de Valência, em Espanha. 2.4. Fatores a Serem Considerados Como Complementos ao Método Centro de Gravidade A escolha da localização do Local de Operações (LOC) é uma decisão estratégica crucial que impacta diretamente no sucesso da empresa. Desta forma, após selecionada a zona ideal para a construção do armazém, é imprescindível pensar em diversos fatores adicionais para escolher a sua localização exata. Posto isto, foram levados em consideração uma série de fatores relevantes, começando pelos custos envolvidos. Isso inclui os custos de aquisição do terreno, bem como os custos contínuos de manutenção. Além disso, é fundamental avaliar o custo da mão de obra disponível na região, os gastos com transporte de e para o armazém e os custos de construção em si. Outro aspeto importante a ser considerado diz respeito a distância do LOC em relação a centros urbanos, empresas e serviços fundamentais. É necessário garantir que a localização escolhida permita fácil acesso aos principais centros de negócios e recursos necessários para a operação. Além disso, a proximidade de estradas e autoestradas é um fator relevante para facilitar o transporte de mercadorias. Também, foi levado em consideração o espaço necessário para a construção do armazém, garantindo que a localização escolhida possa acomodar adequadamente as instalações e as operações pretendidas. Por fim, a disponibilidade e a qualificação da mão de obra na área são elementos cruciais. É fundamental que a região selecionada ofereça uma oferta adequada de trabalhadores qualificados que possam atender às necessidades operacionais do LOC. Ao considerar todos esses fatores, poderá torna-se possível encontrar a localização mais vantajosa para o LOC, maximizando a eficiência operacional, minimizando os custos e facilitando o acesso aos recursos necessários. Uma escolha bem-sucedida da localização do LOC pode fornecer uma base sólida para o crescimento e o sucesso contínuo da empresa. 8 2.5. Fatores que Podem Possuir um Impacto na Busca Pela Localização do LOC Além do método de resolução escolhido, o método Centro de Gravidade, é importante destacar a existência de outra abordagem conhecida como modelo das pontuações para buscar localizações para o LOC. Esse modelo oferece uma alternativa viável e complementar ao método escolhido, e pode ser aplicado posteriormente ou em conjunto com o método Centro de Gravidade. O modelo das pontuações é uma abordagem de avaliação que utiliza critérios específicos para atribuir pontuações a opções de localização. Cada opção é avaliada individualmente e recebe pontuações para cada critério, que são ponderadas de acordo com sua importância relativa. Essa abordagem fornece uma estrutura sistemática para a seleção da localização ideal, considerando fatores como custos, acessibilidade, infraestrutura, mão de obra e ambiente regulatório. Ao aplicar o modelo das pontuações, a empresa amplia sua análise e obtém uma visão abrangente para a tomada de decisões na escolha do local do LOC. Portanto, o modelo das pontuações representa uma alternativa valiosa ao método Centro de Gravidade, oferecendo uma abordagem adicional para a escolha da localização do LOC. Sua aplicação posterior ou em conjunto com o método escolhido pode enriquecer o processo de tomada de decisão e levar a resultados mais informados e precisos. 3. PROJEÇÃO DO ARMAZÉM As projeções e organizações estratégicas de um armazém são fundamentais para garantir a eficiência e a eficácia da cadeia de suprimentos de uma empresa. A projeção estratégica, neste relatório, consistiu em planear a capacidade de armazenamento do armazém por meio do Modelo Nível de Encomenda, bem como a sua infraestrutura, layout e fluxo final de mercadorias a partir das análises ABC das vendas e rotações dos subgrupos de, levando em consideração fatores como custos, nível de serviço e necessidades de áreas. Já a organização do armazém, realizada por meio de layouts estratégicos, é importante para garantir o fluxo eficiente de mercadorias dentro do armazém, com o objetivo de reduzir os tempos de processamento e movimentação de materiais, além de minimizar erros e desperdícios. 3.1. Modelo Nível de Encomenda Com o intuito de garantir o nível de serviço estipulado pela empresa (95%), tornou-se necessário preencher algumas lacunas de informação, como: Stock de Segurança, Stock Médio e Taxa de Rotação. Tais dados mostraram-se imprescindíveis devido a necessidade de calcular os números necessários de paletes e slots. 9 Assim, durante a resolução, verificou-se que a maioria dos produtos não eram vendidos ao longo de todos os meses do ano, pelo que se tornou necessário adaptar o cálculo das suas médias e desvios-padrão de maneira que abrangessem apenas os meses de consumo de cada produto. Além disso, almejando facilitar as análises futuras dos 562 produtos disponíveis, estes foram agrupados em 18 subgrupos que estão pré-determinados no enunciado. Além disso, de modo a concordar as unidades de medida entre as vendas e o leadtimes de cada produto, estas variáveis foram calculadas em meses com base nos leadtimes dos fornecedores para cada grupo de produtos (S, O, B e R). Também, é válido mencionar o raciocínio utilizado acerca da organização das restrições de tamanho para a organização das caixas e paletes. Inicialmente, procedeu-se ao estudo da melhor organização das caixas na base da palete (empilhar sobre o comprimento ou sobre a largura). Depois conferida a altura da caixa, conforme a sua posição, é calculado o número máximo de “níveis” que podemos ter na palete de forma a não ultrapassar o limite de 145 cm de altura. Por fim, tendo os dados do número de caixas por palete, torna-se possível definir a quantidade de paletes necessárias para satisfazer determinada procura de um produto, dividindo-a pelo número de caixas por palete. Por fim, de modo a facilitar análises futuras, todos os produtos foram agrupados a partir dos 18 subgrupos existentes e, dessa forma, após a conclusão dos cálculos, que se encontram presentes no Apêndice II DEFINIÇÃO DO NÚMERO DE PALETES E SLOTS POR SUBGRUPOS, foram obtidos os resultados que se resumem numa necessidade de 90 slots e 653 paletes. Contudo, o armazém no seu modelo inicial só possui capacidade para 50 slots, tornando evidente a necessidade de serem realizadas mudanças estruturais. 10 3.2. Análises ABC Com o intuito de escolher o layout de armazenagem mais eficiente para a empresa, foram criados dois tipos de análises ABC: por vendas e rotação dos subgrupos. Tais abordagens tornaram-se imprescindíveis ao passo que, realizando a análise ABC com as vendas, percebe-se que os produtos são classificados de acordo com sua importância relativa em termos de quantidades vendidas, ou seja, os itens que geram mais receita ou têm maior demanda são considerados mais importantes. Isso gera uma priorização desses produtos na organização do armazém, colocando-os em locais mais acessíveis e próximos dos setores de recebimento e expedição. Entretanto, ao realizar a análise ABC com as rotações os produtos são classificados de acordo com a frequência com que são movimentados no armazém, ou seja, os que mais se movimentam são considerados os mais importantes e devem estar mais próximos dos setores de recebimento e expedição. Diferente das da análise com as vendas, cujo cálculo foi realizado com os valores totais dos subgrupos, a análise ABC de rotação foi realizada a partir das taxas médias de rotatividade, pois, a partir disso, é permitido identificar subgrupos com desempenho estável ao longo do tempo, facilitando a identificação de itens ou categorias de produtos que exigem estratégias de gerenciamento de estoque distintas dos itens mais voláteis. Após a realização dos cálculos, foi possível realizar a divisão das categorias a partir dos Diagramas de Pareto que podem ser consultados no Apêndice III DIAGRAMA ANÁLISES ABC. De modo a encontrar a mais eficiente solução entre o layout e a rota de transporte de mercadorias, foram testados, a partir da definição das categorias das análises ABC, três diferentes modelos de layout (Diagonal, Vertical e Horizontal) com dois tipos de rotas (S-Shape e Return) no Warehouse Simulator com base nas vendas e nas rotações, como podemos ver no Apêndice IV DEFINIÇÕES ANÁLISES ABC Após os resultados do simulador, foram calculadas as distâncias totais diárias percorridas e o tempo total, em horas, necessário para os 61 dias delimitados para as 12 possíveis combinações de modelos estudados. Em seguida, foram analisados os resultados de modo a escolher a opção com os menores valores para os parâmetros escolhidos (distância e tempo). Assim, após a análise de resultados, verificou-se que para ambos critérios em estudo, a melhor opção corresponde para a combinação entre a análise pelas vendas, com o layout vertical com rotas no modelo S-Shape, como pode ser observado na Figura 2: 11 Figura 2- Tabela de Comparação de Distâncias e Tempos Totais Ao proceder a escolha de uma combinação de layout e rota de transporte que minimize a distância percorrida e o tempo gasto, acredita-se que a empresa passará a obter uma maior eficiência operacional e produtividade, assim como a possível redução de custos de operação e melhor serviço ao cliente. Essas vantagens contribuem para um desempenho logístico mais eficaz e uma operação de armazém mais eficiente. 3.3. Definição da Maior Taxa de Aluguer Mensal Como referido anteriormente, tornava-se necessário realizar a expansão do armazém de modo em que as suas necessidades operacionais fossem totalmente cobertas. Por isso, inicialmente, o armazém possuía uma capacidade de armazenagem de 50 slots e uma área inutilizada (incluindo área de suporte e de preparação de pedidos). Contudo, a partir dos cálculos realizados a partir do Modelo Nível de Encomenda, eram necessários 90 slots para o armazenamento eficiente dos produtos. Por isso, a área de armazenagem foi alargada de modo a abranger o espaço não utilizado, criando um total de 100 slots. Também, é válido mencionar que os 10 slots que restam poderão ser usados futuramente para um possível crescimento da empresa ou até mesmo imprevistos com entregas de encomendas dos fornecedores. Consequentemente, tal alargamento do espaço de armazenagem torna necessária a realização de uma construção de mais 300𝑚2 , dado que se deve ter em conta os tamanhos das áreas de suporte e preparação de pedidos de maneira eficiente. Contudo, dado que existe a opção de arrendar o espaço existente ou construir este espaço a mais, e, sabendo que o custo de construção conta também com o custo de compra do terreno e custos gerais de operação, tornou-se evidente a necessidade de comparar as duas opções e decidir qual seria a taxa máxima de aluguer que tornaria a escolha dessa opção a mais vantajosa. Assim, após os cálculos realizados, pode-se definir que a taxa máxima possui o valor de 20.845,00€. Este e outros custos podem ser visualizados no Apêndice IX CUSTOS DE EXPANSÃO E ALUGUER DO ARMAZÉM, bem como o layout final (Apêndice VII 12 LAYOUTS FINAL DO ARMAZÉM) e as áreas totais utilizadas (Apêndice VIII DIMENSÕES DO ARMAZÉM). 4. DEFINIÇÃO DE ROTAS E CUSTOS DE DISTRIBUIÇÃO Com a definição da localização do LOC na cidade de Badajoz, a empresa LogiLink Solutions necessita de estabelecer um plano de entregas diárias aos seus clientes localizados entre Portugal e Espanha. Desta forma, sendo utilizado um transporte rodoviário, foram calculadas as rotas ideais entre a LOC e os seus clientes, de forma a minimizar os custos. Assim, a equipa prosseguiu à descoberta das rotas através do método Heurístico Clarke & Wright, Método das Poupanças. Este método consiste na elaboração de uma matriz de poupanças através das distâncias percorridas entre os pontos pelos veículos. De seguida, são classificadas as poupanças por ordem decrescente e criadas as rotas ideias mais económicas. Para a elaboração do método e posterior cálculo dos custos associados às rotas, foi utilizado o VBA (Visual Basic for Applications), uma ferramenta de Excel. Deste modo, através da elaboração de código conseguiu-se obter a matriz distâncias (Apêndice X poupanças (Apêndice XI MATRIZ DISTÂNCIAS), a matriz MATRIZ POUPANÇAS) a matriz tempos (Apêndice XII MATRIZ TEMPOS), a ordenação das poupanças (Apêndice XIII ORDENAÇÃO DAS POUPANÇAS) e, por conseguinte, as rotas ideias. Para além disso, também conseguimos obter os custos associados a estas rotas. No entanto, para a elaboração deste método foram nos colocadas algumas restrições, como por exemplo a capacidade do veículo, o custo e consumo do combustível, o tempo máximo que um condutor pode conduzir o veículo, entre outras restrições pelas quais tivemos que nos guiar. 4.1. Definição das Rotas de Distribuição Após aplicado o método das poupanças concluímos então que as melhores rotas foram: Rota 1: LOC-8-11-22-14-27-LOC; Rota 2: LOC-30-20-4-29-9-24-19-LOC ; Rota 3: LOC-13-21-7-25-10-263-15-17-LOC; Rota 4: LOC-18-6-12-LOC; Rota 5: LOC-5-2-1-16-23-28-LOC. Estas rotas foram obtidas através do VBA como podemos ver Apêndice XII ROTAS IDEIAS Na tabela representada na Figura 3 é possível observar informação das rotas relativamente à distância percorrida, duração da rota, número de condutores necessários, tempo de condução e tempo parado e número de paletes. 13 Para calcular o número de condutores foi considerado que cada trabalhador faz no máximo um total de 11h de viagem sendo estas divididas em duas viagens de 4h30, duas paragens de 45 minutos e uma viagem de meia hora. Desta forma, através da duração total da rota, conseguimos perceber quantos condutores são necessários (se o tempo total for maior que 22h então serão necessários 3 trabalhadores, se estiver entre 11h e 22h serão necessários 2 trabalhadores, se for inferior a 11h então será apenas 1 trabalhador necessário). Como podemos observar na Figura 3 para a rota 1 temos um tempo total que ultrapassa as 24h dadas inicialmente nas restrições. Desta forma, consideramos esta rota inviável, no entanto é na mesma considerada. Figura 3- Parâmetros calculados relativamente a cada rota 14 4.2. Definição dos Custos de Distribuição Como referido anteriormente, foram calculados os custos associados a cada rota planeada. Estes foram separados inicialmente em custos com combustível, custos salariais e custo anual de operação. Para o custo com combustível teve-se em conta o número de quilómetros percorridos, o consumo por quilómetro e o preço por litro de combustível. Já para os custos salariais, teve-se em consideração a duração da rota e número de condutores presentes na mesma. Por fim, procedeu-se ao somatório de todos os custos, totalizando o valor de 38346.70 € (já com o custo de operações anuais incluídos, no valor de 15000 €). É possível também constatar que os custos com combustível são os mais significativos, totalizando 58.53 % do custo total. Estes custos estão representados na Figura 18 – Custos associados às Rotaspresente no Apêndice XIV CUSTOS ASSOCIADOS ÀS ROTAS. CONCLUSÃO Através das ferramentas utilizadas (Excel, VBA e Solver) e dos conhecimentos adquiridos na Unidade Curricular de Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento, a equipa conseguiu obter soluções para os problemas relacionadas com a cadeia de abastecimento da empresa LogiLink Solutions. Desta forma, conseguimos colocar uma vertente mais prática aos conteúdos lecionados. De facto, através do Método Centro de Gravidade conseguimos tirar conclusões sobre a localização exata da LOC assim como conjugar outras variáveis de forma a perceber como estas poderiam influenciar os resultados. Numa fase posterior, a partir das análises ABC das vendas e rotações dos subgrupos e, tendo em consideração variáveis como diferentes custos associados, a equipa conseguiu projetar e organizar o armazém da empresa, obtendo a solução para fatores como o seu layout, transportes dentro do armazém e a taxa de aluguer mensal. Por fim, através das Heurísticas das poupanças lecionadas nas aulas, a equipa conseguiu, através do VBA e Excel, definir as rotas ideias diárias que um veículo deve percorrer para alcançar os seus clientes entre Portugal e Espanha. A partir destas rotas, foi possível tirar conclusões acerca das distâncias percorridas, tempos de condução, número de trabalhadores e finalmente dos custos associados. Concluindo, consideramos a elaboração do projeto essencial para a aplicação dos conhecimentos lecionados na Unidade Curricular de Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento, uma vez que ao longo da sua elaboração a equipa foi percebendo o papel importante de um Gestor Logístico no desenvolvimento e resolução de problemas relacionados 15 com a cadeia de abastecimento. Desta forma, este projeto assume também grande importância para nós, futuros engenheiros e gestores industriais, uma vez que nos proporciona uma melhor compreensão desta área, a qual podermos vir a trabalhar futuramente. 16 BIBLIOGRAFIA MECALUX. (s.d.). Obtido de MECALUX: https://www.mecalux.pt/blog/areas-armazempotencial-melhora Tarczynski, G. (s.d.). Warehouse Real-Time Simulator – How to Optimize Order Picking Time. Obtido de https://doi.org/10.2139/ssrn.2354827 17 APÊNDICES APÊNDICE I RESULTADO MÉTODO CENTRO DE GRAVIDADE Figura 4 – Resultado Método Centro de Gravidade APÊNDICE II DEFINIÇÃO DO NÚMERO DE PALETES E SLOTS POR SUBGRUPOS Figura 5 – Definição de número de paletes e slots por subgrupos APÊNDICE III DIAGRAMA ANÁLISES ABC Figura 6 – Diagramas da Análise ABC 18 APÊNDICE IV DEFINIÇÕES ANÁLISES ABC Figura 7 – Definições Análises ABC APÊNDICE V LAYOUTS ABC DAS VENDAS Figura 8 – Layout ABC das Vendas APÊNDICE VI LAYOUTS ABC SEGUNDO A TAXA DE ROTAÇÃO Figura 9 – Layouts ABC segundo a Taxa de Rotação 19 APÊNDICE VII LAYOUTS FINAL DO ARMAZÉM Figura 10 – Layout Final do Armazém APÊNDICE VIII DIMENSÕES DO ARMAZÉM Figura 11 – Dimensões do Armazém 20 APÊNDICE IX CUSTOS DE EXPANSÃO E ALUGUER DO ARMAZÉM Figura 12 – Custos de Expansão e Aluguer do Armazém APÊNDICE X MATRIZ DISTÂNCIAS Figura 13 – Matriz Distâncias APÊNDICE XI MATRIZ POUPANÇAS Figura 14 – Matriz Poupanças APÊNDICE XII MATRIZ TEMPOS Figura 15 – Matriz Tempos 21 APÊNDICE XIII ORDENAÇÃO DAS POUPANÇAS Figura 16 – Parte da tabela de Ordenação das Poupanças APÊNDICE XII ROTAS IDEIAS Figura 17 – Rotas Ideais APÊNDICE XIVCUSTOS ASSOCIADOS ÀS ROTAS Figura 18 – Custos associados às Rotas 22
0
You can add this document to your study collection(s)
Sign in Available only to authorized usersYou can add this document to your saved list
Sign in Available only to authorized users(For complaints, use another form )