Estudo de caso - Unidade 06 – Liderança e Gestão
Participativa
Aluno – Victor Barbosa Gonçalves
Realizando uma análise da situação anterior da Aché, podemos sugerir alguns fatores para a
demora da adoção da tática de guerrilha pela companhia. Inicialmente, é importante considerar o
cenário da companhia no momento. Caso a análise seja realizada observando o resultado final, o
qual diretores e funcionários não tinham conhecimento, a análise pode ficar enviesada.
O texto cita que havia um direcionamento da alta liderança para o aumento de margem da
companhia. Pensando nisso, algumas formas de aumentar a margem, podem ser realizadas
através do aumento líquido das linhas de ebitda, ou sejam, as linhas de receita líquida aumentam
em uma proporção maior que os custos operacionais (opex). Refletindo esse cenário em
iniciativas para serem aprovadas ou não, iniciativas para entrar no mercado de genéricos, bem
como a tática de guerrilha, são iniciativas que no curto prazo, geralmente não trazem um
resultado positivo de margem. Mas que são importantes para a perpetuidade da empresa, além da
manutenção e crescimento na participação de mercado.
No entanto, essas reflexões sobre inovação e o incentivo de experimentação e novas iniciativas,
não eram difundidas como atualmente. O custo da inovação e experimentação em anos anteriores
eram superiores. Hoje em dia, temos ferramentas e modelos de gestão que proporcionam
experimentação e a inovação com custos menores e com mais agilidade. Mas acima de tudo, para
fomentar a inovação e experimentação, é importante cultivar a cultura, para que as pessoas da
organização fomentem essas iniciativas.
Refletindo essas observações no cenário da Aché, é percebido que a cultura de inovação não era
um fator relevante para a companhia. Isso era reprimido por políticas de aumento de margem.
Mas é possível inferir, que a companhia ao perceber a redução em participação de mercado e o
crescimento de concorrentes no mercado de medicamentos genéricos, a empresa passou a se
movimentar e fomentar iniciativas que pudessem trazer aumento de participação de mercado.
Essa mudança cultural, possibilitou o fomento de novas iniciativas, para que a companhia
voltasse a competir com o mercado. Provavelmente a companhia estudou seus concorrentes e
verificou ganhos com o modelo de genéricos e a tática de guerrilha estavam sendo adotadas e,
assim, buscou realizar o mesmo.
Nesse sentido, assim é explicado o atraso da Aché para entrar com a tática de guerrilha. Mas é
importante ressaltar, que tal comportamento ainda é de uma inovação reativa, que analisa o
comportamento dos concorrentes para conseguir manter participação de mercado. Para que a
empresa tivesse um cenário diferente, seria importante a empresa cultivar a cultura de inovação e
experimentação. Ter um cenário no qual fosse permitido o “errar rápido” e queima de caixa, para
que novas iniciativas pudessem surgir. Existem algumas iniciativas que promovem essa
inovação, como o intraempreendedorismo, incentivos à cultura de experimentação, inovação
aberta, entre outras. Mas não irei adentrar nessas iniciativas por não ser o foco do trabalho.