INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Brian Patrick Podkolinski Thomas Kauê De Paula Guilherme Malucelli Campos Daniel Farisco Rocha Leite Bruno Pardo Catharina Sá Bernardo de Mello Canato APS - 1 MICROECONOMIA BANCO MUNDIAL (TRABALHO E ECONOMIA) SÃO PAULO, SÃO PAULO 2023 1 Bernardo de Mello Canato Brian Patrick Podkolinski Thomas Kauê De Paula Guilherme Malucelli Campos Daniel Farisco Rocha Leite Bruno Pardo Catharina Sá APS-1 MICROECONOMIA BANCO MUNDIAL (TRABALHO E ECONOMIA) Trabalho de Microeconomia, Instituto de Ensino e Pesquisa. Por meio desse trabalho, relacionamos conceitos de economia com dados e pesquisas, a fim de comprovar e estabelecer nossa hipótese. Prof. Dr. Darcio Genicolo Martins SÃO PAULO, SÃO PAULO 2023 SUMÁRIO 2 1. INTRODUÇÃO………………….…………………………………………………………4 2. PERGUNTA DA ANÁLISE………………………………………………………………5 3. HIPÓTESE INICIAL………………………………………………………………………5 4. DADOS QUE CONTRARIARIAM A HIPÓTESE……………………………………...6 5. ANÁLISE DOS DADOS E GRÁFICOS…………………………………...……………6 6. RESULTADOS……………...………...………………………………………………..…9 7. CONCLUSÃO…………………………………………...……………………………….10 8. BIBLIOGRAFIA…………………………………..…………….……………………….11 3 1. INTRODUÇÃO Diante da tabela apresentada pelo Banco Mundial, o grupo optou por trabalhar diretamente com o Brasil, e em uma esfera menor, abrangendo mais o desemprego e relacionando este com diversas outras esferas, como o PIB, agronegócio, população empregada, aspectos manufaturados e a indústria. Dessa maneira, os dados todos os apresentados serão essenciais para realizar a comparação do ano atual com os anos anteriores, e analisar diversos dados que possivelmente se relacionam com o desemprego, por exemplo, o êxodo rural, um fator que as pessoas saem do campo em busca de melhores condições na cidade, no entanto, por conta da alta oferta de mão de obra muitos dessas ficam sem trabalho, e, por conta disso, o índice de desemprego no Brasil aumenta. Assim, para nortear o trabalho, realizamos uma pergunta que serviria como perguntaguia, sendo esta: “O que explica a variação do desemprego no Brasil?, e com base nela e nos dados apresentados pelo banco mundial, realizamos uma hipótese que servirá de base para o restante do trabalho, sendo esta: o êxodo rural, relacionado a outros aspectos como a procura por mão de obra, impacta no índice de desemprego. E, no final do trabalho, chegaremos à conclusão se ela está correta ou não, e explicaremos o porquê de estar correta ou incorreta, por meio do próprio trabalho. Para comprovar e explicar nossa hipótese, realizaremos diversos gráficos para a melhor interpretação dos dados e compará-los com dados de outros países, para identificar se os dados analisados somente influenciam o aumento do nível de desemprego no Brasil ou realmente em diversos outros países. Ademais, o desemprego é uma questão muito relevante para o cenário contemporâneo brasileiro. Por meio deste, é possível realizar diversas comparações e estudos a respeito do trabalho, que é uma das principais maneiras de arrecadação de dinheiro do país. Dessa maneira, sendo muito relevante para as entidades públicas do país, uma vez que por meio deste é possível identificar quais são as melhores maneiras para se lidar com a problemática. 2. PERGUNTA DA ANÁLISE O que explica a variação do desemprego no Brasil? 4 3. HIPÓTESE INICIAL - RELAÇÃO DO AGRONEGÓCIO E ÊXODO RURAL COM O DESEMPREGO Ao analisar diversas esferas dos dados fornecidos pelo Banco Mundial, descobrimos fatores que contribuem diretamente para a variação da problemática, nesse sentido, observamos que a população rural diminuiu de 16% para 14% de 2010 à 2016, ou seja, mais pessoas passaram pelo processo de êxodo rural e migraram das zonas rurais para as cidades. Neste mesmo período, foi possível analisar que a taxa de crescimento e influência da indústria e manufaturados em relação ao PIB caiu, demonstrando uma oferta elevada de mão de obra para pouca procura. Além disso, foi possível perceber que o Agronegócio teve um decrescimento, elucidando um menor percentual em relação ao PIB. Com base nesses fatores, criamos a hipótese , portanto, que por causa do decrescimento do Agronegócio, a procura de mão de obra no campo reduziu, o que ocasionou em mais indivíduos saindo do campo para as cidades. Entretanto, os indivíduos sofreram dificuldades para encontrar empregos, devido principalmente à alta oferta de mão de obra para baixa procura por parte das empresas, relacionada com a queda de influência dos manufaturados no PIB. E esse desemprego ou falta de oferta de trabalho impactou diretamente na economia do país, criando uma espécie de ciclo vicioso de menor produtividade, ocasionando cada vez mais empecilhos econômicos para essa parcela da população. Portanto, todos esses fatores estão diretamente vinculados com o problema central que é o desemprego, de tal forma a serem os causadores ou intensificadores da variação do desemprego. Ademais, notamos uma relação significativa com os conceitos de efeito substituição e renda, vistos durante as aulas, bem como o efeito de causalidade e correlação. Dividimos nossa hipótese em duas escolhas diferentes: A escolha dos trabalhadores indo do campo para as cidades, e a escolha das empresas de não os contratá-los. Como o efeito renda e substituição se aplicam nessas escolhas será discutido durante a análise. 4. DADOS OU ANÁLISES QUE PROVARIAM O CONTRÁRIO DAS PESQUISA REALIZADA Com base na pesquisa realizada, fazendo uma comparação com dados que influenciam a dinâmica de deslocamento populacional das zonas rurais para os grandes centros urbanos, percebemos que o Agronegócio, PIB e indústrias de manufaturados se relacionam diretamente com o desemprego no país, de certa forma tal que quando algum desses fatores ou todos eles 5 decrescem no ano, o desemprego tende a aumentar, e se ambos crescem relativamente, o desemprego tende a diminuir. Nesse sentido, pesquisas que provariam o contrário da análise teriam que apresentar exemplos de crescimento do PIB, Agro e Manufaturados e ao mesmo tempo um decrescimento também do desemprego, provando que ambos não estão diretamente interligados, ou não necessariamente são influenciados por eles. 5. ANÁLISE DOS DADOS E GRÁFICOS Nesta sessão, abordaremos nossa hipótese através da análise dos dados disponíveis no banco de dados do Banco Mundial. Tabela 1 - Variação da População rural, desemprego e PIB de 2010 até 2016 Anos População rural (%) Desemprego Sum of PIB 2010 15,665 7,26 7,54 2011 15,369 6,69 3,99 2012 15,077 7,19 1,93 2013 14,791 6,99 3,01 2014 14,508 6,67 0,51 2015 14,23 8,44 -3,55 2016 13,958 11,61 -3,47 Fonte: Banco Mundial Pode-se notar, inicialmente, um decrescimento da população rural e do PIB, e um crescimento do desemprego. Essas mudanças podem indicar uma correlação entre esses fatores, visualmente ilustrada nos gráficos abaixo: Gráfico 1- Índice de desemprego e população rural 6 Usando a fórmula CORREL (Calcula a correlação de Pearson) do Excel, observamos que há uma correlação negativa moderada (-0.70) entre a porcentagem da população rural e o índice de desemprego. Gráfico 2 - PIB e População rural Usando a fórmula CORREL (Calcula a correlação de Pearson) do Excel, observamos que há uma correlação positiva forte (0.95) entre a porcentagem da população rural e a porcentagem de crescimento do PIB. Gráfico 3 - PIB e Desemprego 7 Usando a fórmula CORREL (Calcula a correlação de Pearson) do Excel, observamos que há uma correlação negativa moderada (-0.67) entre o PIB e o índice de desemprego. Ao analisar os dados da tabela e observar os gráficos, parece haver uma correlação direta com o decrescimento do PIB e o decrescimento da população rural, bem como uma correlação inversa desses ambos os fatores com o crescimento do desemprego. Para investigar mais a fundo nossa hipótese, decidimos investigar o valor agregado à agricultura ao longo do mesmo período. Gráfico 4 - População rural e Valor agregado da agricultura Ao perceber que o valor agregado agrícola aumentou ao passo que a população rural diminuiu, foi possível adicionar mais uma observação à nossa hipótese: Com o aumento da tecnologia na produção agrícola, a necessidade de trabalhadores rurais está em declínio. Com isso, terão mais trabalhadores rurais sem emprego, que serão motivados a ir para as cidades em busca de novas oportunidades (por isso, o decrescimento da população rural). Depois, precisávamos entender o motivo dessa população recém desempregada rural não conseguir emprego ao migrar para as cidades (já que o desemprego continuou em constante declínio). 8 Para isso, observamos novos dados que poderiam, possivelmente, explicar tal fenômeno. Gráfico 5 - Valor agregado da Indústria e Novos negócios gerados Com uma queda significativa de criação de novos negócios, bem como no valor agregado da indústria, pode-se razoavelmente inferir que assim como no campo, as oportunidades de trabalho estavam em declínio. 6. RESULTADOS Ao realizar diversos gráficos sobre os dados que, na visão do grupo, são os mais relevantes para chegar a uma conclusão sobre a hipótese, nos deparamos com novos problemas a serem enfrentados, por exemplo, a explicação do porquê a participação da agricultura aumentou na economia no momento em que a população rural diminuiu, bem como o motivo do desemprego na cidade. Dessa maneira, a visualização dos dados contribuiu para uma melhor elaboração do trabalho e uma hipótese final mais completa, uma vez que facilitaram o compreendimento de diversos outros fatores que não eram levados como importantes para a realização do trabalho, e, portanto, aumentaram o grau de profundidade das pesquisas. Com isso, chegamos à hipótese final: Com o aumento da tecnologia na produção agrícola, a oferta de empregos no campo diminuiu, forçando trabalhadores rurais a migrarem para as cidades. Nas próprias cidades, entretanto, também houve um declínio na oferta de empregos, devido ao decrescimento da criação de novos negócios e do valor agregado da indústria no PIB. Todos esses fatores criaram um cenário no qual muitas pessoas precisavam de emprego, mesmo com pouca oferta, tanto no campo como nas cidades, então consequentemente o desemprego aumentou. 9 Nossa hipótese final pode ser fortemente relacionada com os conceitos de efeito renda e substituição, vistos em aula, e o de correlação, visto na monitoria. Há uma correlação positiva entre PIB e População Agrícola, e uma correlação inversa de ambos esses fatores com o índice de desemprego no Brasil. Em microeconomia, existe uma curva de demanda que cita a quantidade de demanda para cada valor do produto. Nesta, é possível identificar diversas alterações para a mudança de preço, e um dos conceitos chaves que estuda estas é o efeito renda, que demonstra o impacto quando o poder de compra do indivíduo diminui, fazendo com que o indivíduo consuma menos e opte por produtos com menor valor, contribuindo para outro fenômeno nomeado como “efeito substituição”. Dentre os aspectos que podem contribuir para esses fenômenos, estão: Inflação; salários e mudanças nas taxas de câmbio. O efeito renda é definido como a variação na demanda dado o aumento ou declínio do poder aquisitivo. O efeito substituição é definido como a mudança no consumo de um bem associado a mudança em seu preço, mantendo-se constante o nível de utilidade. Na nossa hipótese, aplicamos o efeito renda e substituição na oportunidade de empregos em dois lugares, e não no preço de dois bens. Conforme a tecnologia foi aumentando a eficiência da produção agrícola, a oportunidade de emprego no campo ficou relativamente menor do que na cidade. Aplicando o efeito substituição, o trabalhador rural tende a ir para a cidade em busca de emprego. No entanto, descobrimos que a atividade econômica nas cidades também estava em declínio. Com isso, aplicando o efeito renda, o poder de escolha do trabalhador diminuiu significativamente, aumentando o desemprego. 7. CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS Inicialmente, ao discutir possíveis hipóteses, imaginamos que quando trabalhadores foram do campo para a cidade, eles achariam emprego na cidade, já que não era esperado um declínio na atividade econômica urbana, e, portanto, o desemprego continuaria estável. Entretanto, ao observarmos os dados e irmos mais a fundo na nossa pesquisa, vimos um declínio significativo no desemprego, e criamos uma hipótese, que se provou coerente ao longo da análise de dados. Em suma, visto os dados analisados ao longo do trabalho, é razoável inferir que nossa hipótese inicial é coerente com os dados apresentados. Entretanto, entendemos que há diversos 10 fatores externos que influenciam fortemente o desemprego, e que não foram incluídos no escopo da nossa análise, como crises políticas, fatores geopolíticos e influências externas globais como a crise do subprime em 2008. Portanto, para uma análise mais precisa e completa sobre a causa do aumento do desemprego no Brasil, seria necessário um estudo que engloba grande parte desses fatores externos, bem como a influência deles em relação ao desemprego, observando o cenário geral com base em uma coleta de dados de diversos anos. 8. BIBLIOGRAFIA OUR WORLD IN DATA. Unemployed. Disponível em: <https://ourworldindata.org/>. Acesso em: 29 set. 2023. BANCO MUNDIAL. Disponível em: <https://www.worldbank.org/pt/country/brazil>. Acesso em: 30 set. 2023. CORE TEAM. The Economy. Disponível em: <https://www.core-econ.org/theeconomy/v1/book/text/0-3-contents.html>. Acesso em: 30 set. 2023. MAIS RETORNO. Efeito Renda. Disponível em: <https://maisretorno.com/portal/termos/e/efeito-renda>. Acesso em: 30 set. 2023. 11 12