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UM MANUAL PRÁTICO DESTINADO A QUALQUER PESSOA
DISPONÍVEL TAMBÉM EM: WWW.DIARIODOPSICONAUTA.WORDPRESS.COM
CRIADO POR DAVID SALEEBY | EXTRAÍDO DO BLOG:
WWW.DIARIODOPSICONAUTA.WORDPRESS.COM
ÍNDICE
I. INTRODUÇÃO........................................................... 3
II. PSILOCYBE CUBENSIS......................................... 5
III. PANAEOLUS CYANESCENS.............................. 14
IV. CONCLUSÃO......................................................... 23
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I. INTRODUÇÃO
A você que se interessa por ingerir cogumelos, mas não sabe onde e
como consegui-los, saiba que eles podem estar mais perto de você do
que você imagina. As informações a seguir, asseguro-lhe, são suficientes
para que você saia de onde está e os encontre com sucesso, sem que você
precise recorrer à ajuda / companhia de alguém experiente.
Em primeiro lugar, entretanto, é necessário que se saiba que tanto no
Brasil como em qualquer lugar do mundo, cogumelos mágicos
dependem de algumas condições naturais para que possam surgir. Você
deve, antes de tudo, estar a par das informações que descrevem estas
condições, isto será a base de seu conhecimento. Estas condições devem
reunir:
A) - Substrato: No Brasil, os cogumelos psicoativos mais populares,
ou mais facilmente encontrados, são aqueles que aparecem no esterco
bovino. Você pode encontrar cogumelos do gênero Panaeolus e do
gênero Psilocybe na famosa merda de vaca. Para que seja encontrado
qualquer cogumelo, porém, o substrato deve estar colonizado pelo
micélio, que é a estrutura “invisível” de onde emerge o cogumelo.
Além do esterco bovino, há cogumelos que surgem no próprio solo,
em simbiose com plantas específicas. Cogumelos do gênero Amanita,
por exemplo, aparecem em solos de florestas de pinheiros. Há outras
maneiras de cogumelos mágicos se manifestarem na Natureza, como
em madeira, caules e raízes de outras plantas, estercos de outros
animais, e outros tipos de solo, mas, no Brasil, Panaeolus, Psilocybe,
e Amanita, são os três gêneros mais comuns, que surgem em esterco
bovino e no solo de florestas de pinheiros, respectivamente.
B) - Umidade: O desenvolvimento do micélio normalmente depende
de água, muita água. Um micélio pode não colonizar o substrato com
total sucesso caso falte-lhe isto. Períodos abundantes de chuva
favorecem o desenvolvimento do micélio de Psilocybe cubensis, por
exemplo. O mesmo vale para os Panaeolus. Isto significa que há as
temporadas adequadas de ocorrência destes cogumelos, que
equivalem aos períodos do ano em que mais chove. Este é um detalhe
importante, e não adiantará você sair para caçar cogumelos depois de
uma ou duas chuvinhas. A condição perfeita é a de 1 semana inteira
de chuvas seguida de um dia de sol e calor. Amanitas não necessitam
lá de muita água. Sua maior exigência é a temperatura ambiente, que
deve estar baixa. O inverno do sul do Brasil é a condição ideal neste
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caso. “Temperatura” é a última, mas não menos importante, das
condições de aparecimento de cogumelos mágicos na Natureza.
C) - Temperatura: De maneira geral, do sudeste e do centro-oeste do
país, passando-se por todo o nordeste, até além das fronteiras do
norte, onde o calor é mais comum, cogumelos do gênero Psilocybe e
Panaeolus são mais ocorrentes. O frio do sul brasileiro não favorece
completamente ao aparecimento destes cogumelos. Isto não significa
que nesta região não seja possível encontrá-los, só é mais difícil do
que nas demais regiões. Os famosos Amanita muscaria, por outro
lado, se alastram pelo sul nas temporadas adequadas, muito mais do
que em qualquer lugar do Brasil. Basicamente, Psilocybe e Panaeolus
dependem de calor, enquanto que Amanitas dependem de frio.
Considere o seguinte: temperaturas entre 21ºC e 30ºC favorecem o
aparecimento de Psilocybe e de Panaeolus, e temperaturas constantes
abaixo de, pelo menos, 14ºC são ideais ao surgimento de Amanita.

Calor não deve ser confundido, aqui, com luz solar pura e simples.
Cogumelos são estruturas fúngicas, e fungos não fazem fotossíntese,
e não necessitam de luz, a não ser para que seus cogumelos
orientem-se espacialmente. Excesso de luz do sol incidindo sobre
cogumelos é altamente prejudicial para os mesmos, de maneira que
estes podem queimar-se facilmente num dia de sol muito quente se
não forem colhidos logo pela manhã. Atente-se para este detalhe e
saia para coletá-los logo cedo. Assim você encontrará os espécimes
mais frescos e saudáveis.
ATENÇÃO: Cogumelos do gênero Amanita são polêmicos por sua
relativa toxicidade. Há espécies que, se ingeridas, são fatais, e as que não
são podem ou não causar desconfortos fisiológicos consequentes de certa
intoxicação. Não sou um incentivador do consumo destes cogumelos, de
maneira que este guia se dedicará abaixo a esmiuçar mais detalhes
relacionados apenas a cogumelos do gênero Psilocybe e Panaeolus, que
não oferecem perigo ou dano à saúde. Tratarei a seguir, através de
imagens e apontamentos, dos detalhes mais práticos que envolvam a
identificação destes cogumelos. Mais uma vez, antes de qualquer coisa, é
essencial que você observe se ocorrem as três condições naturais básicas
de substrato, umidade, e temperatura, descritas no início deste guia, antes
de sair de sua casa para procurar cogumelos mágicos na Natureza.
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II. PSILOCYBE CUBENSIS
A foto acima apresenta cogumelos da espécie Psilocybe cubensis
crescendo em meio a esterco bovino. Provavelmente foram encontrados
em um pasto. A primeira característica a ser observada são as cores do
chapéu: uma mescla gradiente de marrom/amarelo com cinza/branco, se
espalhando, nesta ordem, do centro para as bordas.
Agora, observe esta imagem:
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Veja que o cogumelo maior, à esquerda, apresenta uma tonalidade um
pouco menos sólida, numa espécie de bronze brilhante/metalizado,
diferenciando-se bastante do padrão degradê dos cogumelos da primeira
imagem. Entretanto, ele também é um Psilocybe cubensis. O que ocorre
aí é que a luz solar pode ter queimado um pouco seu chapéu e/ou ele
pode ter sido tingido pela esporulação proveniente dos cogumelos que
estão acima dele, no mesmo substrato, o que é normal. Sendo assim, a
coloração dos Psilocybe cubensis pode variar, e você pode encontrar
desde cogumelos brancos e sutilmente amarelados, alguns
amarronzados, dourados e bronzeados, a cogumelos bem escurecidos
pela ação da luz solar e/ou do esporulamento proveniente de outros
cogumelos.
Veja que acima os cubensis encontrados são predominantemente mais
claros, com uma transição em degradê menos intensa para o marrom.
Veja que o centro do chapéu se assemelha a uma espécie de mamilo.
Nem todo cogumelo é assim. Há espécimes com formas mais
arredondadas, outros mais pontiagudos, e outros absolutamente
estranhos, que fogem completamente ao padrão convencional da forma
de um cogumelo. Psilocybe cubensis, entretanto, normalmente
apresentam chapéus mais planos, não tão curvilíneos, e ligeiramente
pontiagudos no centro.
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Veja:
Estes não são cogumelos encontrados na Natureza, pois são cultivados
domesticamente, mas observe como muitos chapéus estão escurecidos.
Esta é a ação de tingimento por esporulação de que falei anteriormente.
Você poderá encontrar, na Natureza, cogumelos semelhantes a estes, que
podem estar escuros devido também à incidência de luz solar agir
intensamente sobre eles por um período excessivo.
Outro detalhe:
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Todos os Psilocybe cubensis, sem exceção, apresentam esta estrutura
escura ao redor da estipe (talo), logo abaixo do chapéu. Este tecido
chama-se véu e sua função é a de proteger as lamelas (parte de baixo do
chapéu) até antes de o chapéu abrir-se. Depois de o chapéu romper o
véu, este último permanece preso à estipe, mas pode também
desprender-se por influência do ambiente. Na maioria das vezes,
entretanto, você encontrará estes cogumelos com o véu ainda ligado à
estipe.
A imagem ao lado, muito provavelmente, não
refere-se também a um espécime selvagem, mas
nela pode-se perceber mais claramente a
presença do véu. Ele é mais escuro devido à
presença de esporos, que acabam por tingi-lo
também.
Agora veja a imagem abaixo:
Observe como este cogumelo Psilocybe
apresenta um chapéu bem aberto e um
pouco distorcido. Cogumelos cumprem
função reprodutiva para os fungos. É da
parte de baixo do chapéu que são
expelidos os esporos, sua “semente”. Por
isso, você encontrará desde cogumelos
pequenos, do tamanho de seu dedo
mínimo, e ainda fechados, até cogumelos
maiores que a palma da sua mão e
bastante abertos. Note também que
aparentemente
o
cogumelo
está
emergindo diretamente do solo, mas não
se engane, é provável que o esterco esteja
coberto pela terra sobre a qual ele está
crescendo, mas o substrato onde o
micélio deste cogumelo está se desenvolvendo certamente continua
sendo o esterco.
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Alguns cogumelos podem abrir-se tanto que o chapéu pode virar-se “do
avesso”. Este é um cogumelo de Psilocybe cubensis bastante maduro, já
aproximando-se do fim de seu ciclo.
Na foto acima você pode ver cogumelos Psilocybe selvagens colhidos,
provavelmente, em algum pasto. Veja, à esquerda, que bonitos
exemplares de cogumelos ainda fechados. Cogumelos nestas condições
estão em seu ápice de potência, pois, antes de abrirem-se, os cogumelos
mágicos estão no período em que a taxa de concentração de seus
princípios ativos é a mais alta possível. Encontrá-los nesta fase de
desenvolvimento é muito bom.
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Agora, outra característica:
Estes, novamente, são cogumelos Psilocybe cultivados indoor, mas
observe que há espécies de manchinhas brancas sobre seus chapéus. Elas
são fragmentos do véu universal, que, diferentemente, do véu, cumpre a
função de proteger o cogumelo como um todo, como uma membrana que
o recobre, desde o período de seu nascimento, quando ele ainda é uma
primórdia. Alguns véus universais desaparecem por completo com o
amadurecimento do cogumelo, outros, como o que se vê na imagem,
permanecem como resquícios sobre os chapéus dos cogumelos. Você
encontrará cubensis assim com menos frequência, mas quando os
encontrar, colete-os, pois também são os mágicos.
A foto ao lado exibe o
resultado de uma caçada.
Vários Psilocybe cubensis,
de tamanhos variados.
Pode-se perceber que eles
estão encharcados devido,
possivelmente, à quantidade
de chuva que receberam,
mas pode-se dever também
ao processo de limpeza a
que foram submetidos.
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Observe mais fotos de Psilocybe cubensis selvagens:
Observe como há acima, e à esquerda, um cogumelo mais escuro que os
demais. Ele pode ter sido exposto a excesso de luz solar e/ou a
esporulação por parte de outros cogumelos. Veja também como há um
cogumelo no canto inferior direito que se diferencia quanto ao padrão de
mescla gradiente de cores. Nele não se observa o amarelo, apenas um
tom amarronzado. Mesmo assim ele é um Psilocybe, basta que se note o
azulamento em sua estipe.
Veja como este,
por outro lado, é
predominantemente amarelo, e note como ele praticamente se esconde
em meio à grama alta. A vegetação no entorno de uma colônia, apesar de
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não constituir seu substrato, pode favorecer ao desenvolvimento da
mesma na medida em que retém certa umidade, útil à vida do micélio, e
oferece um pouco de sombra aos cogumelos. Lembre-se: Cogumelos
necessitam de calor, não de luz, a não ser para apenas orientarem-se
espacialmente. O excesso de luz solar direta sobre cogumelos pode ser
prejudicial a eles.
Veja que este cogumelo já possui uma
tonalidade mais clara. Aparentemente, o
marrom está concentrado em um pequeno
ponto no centro, onde também se encontra a
parte mais proeminente do chapéu. De
qualquer maneira, o chapéu do Psilocybe
cubensis, em geral, é pouco convexo, curvo,
se comparado a outras espécies.
Na próxima foto, logo abaixo, você pode
ver mais uma quantia considerável de cubensis. Familiarize-se com a
aparência deles. Certamente foram todos coletados em uma caçada:
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Depois de verificadas todas essas características visuais que dizem
respeito à tonalidade, forma e estrutura, do cogumelo, é hora de ater-se a
um detalhe último, que atesta a psicoatividade do mesmo, que é o
azulamento. Todo cogumelo mágico que sintetiza psilocibina / psilocina
azula quando exposto a qualquer injúria / dano, por menor que seja. O
azulamento de um cogumelo confirma a presença de psilocibina /
psilocina em sua composição química. Tecnicamente, ele ocorre em
detrimento da oxidação enzimática de substratos indólicos, como
triptofano, serotonina ou psilocibina, mas interessa-nos, aqui, saber que
o azulamento é a última das características a ser observadas em um
cogumelo, e, que, se ela de fato ocorrer, você encontrou o prêmio por
sua caçada.
Observe as fotos a seguir:
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Para verificar se ocorre a oxidação enzimática que azula o cogumelo,
basta que você esmague, quebre, ou arranque um pedaço de qualquer
parte do mesmo. Não é necessário ferir excessivamente o cogumelo, de
maneira que dobrar a estipe já é suficiente. Em alguns segundos a
coloração já é visível.
Muito bem. Acredito ter resumido todas as informações básicas a
respeito da identificação dos Psilocybe cubensis. Vejamos, a seguir, de
que se tratam seus amigos próximos, os Panaeolus cyanescens.
III. PANAEOLUS CYANESCENS
Também conhecidos popularmente como "pans", são eles:
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Estes cogumelos são a prova de que nos menores frascos é que estão os
melhores perfumes, pois são pequenos se comparados aos Psilocybe,
mas mais potentes do que eles. Observe que com relação à tonalidade
são, até certo ponto, parecidos. Os Panaeolus, porém, costumam
apresentar um gradiente de cores mais intenso, pelo qual se note menos a
cor amarela e mais o cinza harmonizando com o marrom. Há, entretanto,
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a possibilidade de se encontrar Panaeolus mais claros, como os da foto
abaixo:
Um aspecto a ser considerado é também o formato do chapéu destes
cogumelos, ligeiramente ovalado. Os Psilocybe, em geral, apresentam
chapéus mais planos, menos curvilíneos.
Você pode compará-los abaixo:
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Nesta foto é possível perceber a diferença de tamanho do cogumelo
maior, um Psilocybe, para os menores, todos Panaeolus. Observe a estipe
azulada de alguns deles.
Agora veja um cogumelo do gênero Panaeolus, bastante parecido com
todos estes acima, porém não-psicoativo:
Acredito que você já é capaz de identificar o pequeno Psilocybe cubensis
crescendo à direita. Note, porém, este cogumelo branco, mais alto,
crescendo entre outros dois irmãos. Trata-se, provavelmente, de um
Panaeolus antillarum. Este cogumelo não é psicoativo e também é
encontrado no mesmo substrato em que crescem os Psilocybe cubensis e
os Panaeolus cyanescens, gozando das mesmas condições.
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Veja outras fotos de Panaeolus antillarum:
É possível que aqui, à
esquerda, estes cogumelos
estejam crescendo em meio a
um esterco de elefante, e não
em fezes bovinas. Lembre-se
que o estrume de outros
animais que não sejam a vaca
também servem de substrato a
muitas
espécies
de
cogumelos,
inclusive
as
psicoativas. Não é o caso
destes exemplares de Panaeolus antillarum.
Bonitos cogumelos, mas não-psicoativos. Nenhum
dos cogumelos destas três últimas fotos, aliás, são
psicoativos, não confunda-os com os cyanescens. A
diferença está, basicamente, na tonalidade e na forma
do chapéu. O Panaeolus cyanescens apresenta um
degradê de cores que variam do marrom para o
branco e o cinza, enquanto que o antillarum é
predominantemente branco. Quanto à forma, o
cyanescens possui um chapéu um pouco mais
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pontiagudo, enquanto que o chapéu do antillarum é mais arredondando.
Fique atento, às vezes estas diferenças podem ser bastante sutis.
Novamente, os Panaeolus cyanescens:
Lembre-se, estas são informações BÁSICAS e não são nem de longe
descrições técnicas e/ou científicas para que se faça a identificação de
cogumelos psicoativos. Porém, asseguro-lhe já ser possível, a partir
delas, a você identificar os dois gêneros de cogumelos que descrevi
acima. Familiarize-se com seus nomes: Panaeolus cyanescens e
Psilocybe cubensis.
ATENÇÃO: NÃO toque e NÃO cheire outros cogumelos que não
apresentem uma ou mais características dos cogumelos descritos acima.
Fungos são seres vivos surpreendentemente perigosos. Alguns podem
ser fatais ao toque e à inalação. Quando sair para caçar, use luvas, e
comece caminhando e observando. Quando encontrar o primeiro
cogumelo, não saia arrancando-o. Aproxime-se dele e avalie-o
visualmente, veja se ele corresponde a o que você leu por aqui. Lembrese de que alguns cogumelos são muito parecidos uns com os outros. Não
se engane e, na dúvida, não arranque um cogumelo de seu lugar. Há
cogumelos que podem apresentar algumas características parecidas com
os Psilocybe, e outros ainda mais parecidas com os Panaeolus, mas
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atente-se para o teste de azulamento. Através dele é que você deve bater
o martelo e ter certeza de que encontrou o que procura.

Panaeolus demoram um pouco mais para azularem depois de
submetidos a uma injúria, mas não mais que alguns minutos.

Psilocybe azulam mais rapidamente, quase que instantaneamente.

Ambos, Panaeolus e Psilocybe, possuem um cheiro ligeiramente
adocicado.

Ambos possuem a parte de baixo do chapéu (lamelas)
acinzentadas. Não colete cogumelos que se pareçam muito com eles,
mas que, por outro lado, possuam lamelas amarronzadas,
amareladas, ou de qualquer outra tonalidade.
Veja, por exemplo, o caso a seguir:
À primeira vista, se assemelha a um Psilocybe, mas vamos dar mais uma
olhada:
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Veja que as lamelas
deste cogumelo são
marrons. Lamelas de
Psilocybe
cubensis
são cinzas. Além do
mais, ele está partido
ao meio e não
apresenta azulamento.
Este, portanto, não é
um cogumelo mágico.
NÃO
toque
em
cogumelos
inteiramente amarelos,
marrons,
roxos,
vermelhos,
mesmo
que se aproximem de
alguma
das
características
que
você procura como
forma e o substrato
em
que
se
desenvolvem.
A
tonalidade deve ser a
primeira
das
características a ser
observada.

Afaste-se de cogumelos que crescem em madeiras úmidas. Estes
podem ser altamente tóxicos.
Veja mais fotos de cogumelos que você provavelmente encontrará em
suas caçadas, mas que deve evitar:
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Estes pertencem ao gênero Lepiota, e, dentre eles, alguns podem
produzir amanitinas, que podem ser bastante tóxicas. Não mexa com
eles.
Mais uma vez, recolha somente os cogumelos cujas características
visuais equivalham totalmente às descrições aqui registradas. Não se
meta com fungos que não sejam os mágicos, e, mesmo estes, podem
causar-lhe estrago se você não estiver devidamente preparado. Seja
responsável.
IV. CONCLUSÃO
O objetivo deste singelo material não é o de torná-lo um expert em
micologia, uma vez que reúno aqui apenas as informações mais básicas
possíveis relacionadas à identificação de cogumelos mágicos dos
gêneros Panaeolus e Psilocybe, na Natureza. A fim de aprimorar seus
conhecimentos de maneira técnica e/ou avançada, você deve estudar
outros materiais. A internet está cheia de boa informação. No Google
Acadêmico, por exemplo, você pode encontrar e-books, artigos
científicos, teses, dissertações, e documentos dos mais variados
gabaritos. Tudo só depende de seu interesse e de sua pré-disposição em
se especializar no assunto. Eu sugeriria também um fórum, bastante
organizado, e rico em informações, chamado Teonanacatl
(teonanacatl.org), e grupos específicos no próprio Facebook, como o
23
"Cogumelos e Enteógenos", "Cogumelos Mágicos", e o "Micologia dos
Cubes", com preferência a este último, por reunir cultivadores e
apreciadores de cogumelos mais experientes.
Por fim, e a fim de também conhecer mais do que se trata a experiência
enteogênica / psicodélica com cogumelos mágicos em si, eu sugeriria o
blog no qual eu mesmo registro minhas próprias experiências, o "Diário
do Psiconauta" (diariodopsiconauta.wordpress.com). Este material está
disponível também lá, além de relatos variados acerca dos efeitos
experimentados por mim mesmo em sessões com enteógenos diversos,
incluindo cogumelos mágicos.
Boa sorte em sua jornada.
David Saleeby (DAZ)
São Carlos, Outubro de 2017
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